Sinóticos
A crise iminente nos sinóticos
O Reino de Deus
Duplo sentido
Já ainda não
Implantado na 1ª vinda consumado na 2ª vinda
O Messias
DUPLO BATISMO – (Mt 3:11; Lc 3:16)
Hipóteses:
Somente um batismo de fogo(juízo eminente), o Espírito Santo foi Cristo, visto o dia de
Pentecostes.
Que o batismo do pneuma, se trata do sopro flamejante do Messias que destruirá seus inimigos.
(Is 11:4
Um único batismo que inclui os dois elementos:
A punição dos ímpios e a purificação dos justos.
Ez 37:14
Joel 2:28-32 juízo final e implantação do Reino
O Batismo de João – afim de preparar o povo para o Reino vindouro.
Arrependimento () Os. 14:1.
O Batismo de João rejeitava toda idéia legalista ou nacionalista e exigia um retorno moral e
religioso para Deus.
Lucas nos mostra algumas ilustrações da mudança que João exigia. Lc 3:10-14.
A Origem do Batismo de João
Alguns eruditos acham que João trouxe de Qumran, para seu batismo de arrependimento.
No livro de Qumran (manual da disciplina)
Outros dizem que ele trouxe do batismo dos prosélitos ao judaísmo.
Alguns acham que somente tem haver com cerimônias sacerdotais de purificação.(Lv
11:15).
Qualquer que seja o fundo histórico, João deu um novo significado ao rito, chamar o povo ao
arrependimento, tendo em vista a aproximação ao Reino de Deus.
Jesus e João – (Mt 11:2)- João nunca duvidou de seu ministério profético ou de sua, mensagem,
mas até então o Reino de Deus em poder apocalíptico não havia sido inaugurado como resposta
Jesus afirmou que a profecia Messiânica de Isaías 35:5-6, estava sendo cumprida em sua
missão.
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(Mt 11:11) Jesus quis dizer que ele era o maior dos profetas, ele era o último dos profetas com
ele a era da lei e dos profetas tinha chegado ao fim. A partir dos dias de João o reino de Deus
está operando no mundo, e o menor deste reino desfruta bênçãos maiores que as desfrutadas
por João.
A necessidade do Reino – o Mundo e o Homem
Mc 1:14,15
Mt 4:23 O princípio do Ministério de Jesus.
(Lc 4:18-210) não podemos falar da mensagem e os milagres de Jesus a menos que o
interpretemos a luz da sua perspectiva do Mundo e do homem.
O Dualismo escatológico
Os Profetas no V.T. – fixaram seus olhos no “Dia do Senhor” uma visitação divina para
purificar do mundo mal e do pecado e para estabelecer o Reino perfeito de Deus na terra. (Is
65:17).
Judaísmo pós-exílico – O judaísmo muitas vezes colocou em termos bons terrenos, apenas um
aperfeiçoamento da antiga ordem.
(Mt 12:32) – Jesus fala desta era em contraste com a era vindoura.
“A era vindoura” – é uma bênção reservada para o povo de Deus.
“Ressurreição” é a transição desta era para era vindoura.
“Parousia de Cristo” – também seria uma marca da era vindoura (Mt 24:3;30-31).
Era Presente Desde a criação até o dia do Senhor, nos evangelhos é denominada a Parousia
do Senhor. É a era da Existência humana em fraqueza e mortalidade, do mal, do pecado e da
morte.
Era vindoura será a realização de tudo aquilo que o Reino de Deus significa e será a era da
ressurreição para a vida eterna.(Mt 19:28). “Aponta para uma vida na terra”
2ª Vinda
Fraqueza, morte, pecado, mal Ressurreição, vida
Era presente, começou Era vindoura. Começará
em Adão e vai até a 2ª na parousia de Cristo
vinda.
Já ainda não
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Satanás – (Mt 4:1) – O espírito do mundo um espírito mau, que chefia uma hoste de espíritos
chamados demônios (Mc 3:22). Nos evangelhos o propósito de Satanás é opor-se ao propósito
redentor de Deus. As atividades de Satanás são principalmente óticas.
A Teologia do Reino de Deus trata essencialmente do conflito e conquista desse Reino sobre o
reino de Satanás.
(A possessão demoníaca) o exorcismo de demônios foi um dos atos de poder mais
característico realizado por Jesus (Mt 4:24; Mc 1:17-32; Mt 12:28)
O Reino de Deus
Interpretações Concernentes ao Reino de Deus.
a) De Agostinho aos Reformadores identificar o Reino de Deus com a Igreja, essa posição
não encontra defensores na atualidade, a Igreja é o povo do Reino, mas não pode ser
identificada com o Reino.
b) A Teologia Liberal O Reino de Deus era a pura religião profética ensina por Jesus.
(H. Dodd) Diz que o Reino de Deus é descrito na linguagem apocalíptica, é a ordem
transcendente do tempo e espaço que irrompe na história, na missão de Jesus.(escatologia
realizada)
Se há algum consenso entre os eruditos é que em certo sentido o Reino é tanto presente quanto
futuro.
Reino dos Céus (aparece 134 vezes em Mateus) Alguns eruditos consideram o domínio de
Deus sobre a terra e tem referência mundana ao Reino teocrático de natureza terrena prometida ao
Israel do Velho Testamento.
(Lucas 17:20) – O Reino já está presente.
(Mateus 11:11-13) - Usai força ou violência, pode ser na voz passiva, “ser tratado a
força” ou na voz média “exercer força” – o poder de Deus encontra-se operando poderosamente
entre os homens (Lc 14:26) A presença do Reino requer uma reação radical.
Definição Reino de Deus é o governo dinâmico de Deus agindo ativamente em Jesus.
Na consumação escatológica – o Reino de Deus é algo a ser livremente herdado pelos justos(Mt
25:34)
A mensagem de Jesus sobre o Reino proclamava que Deus não apenas iria agir nos tempos do fim,
mas que Deus estava agindo de novo no presente de um modo redentor na história.
O Deus que convida o Deus que busca é também o Deus que convida (Mt 21:1; Lc 14:16; Mt
11:19)
A paternidade de Deus (Rm 8:15; Cl 4:6)
O Mistério do Reino
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O Reino de Deus é o domínio redentor de Deus, ativo dinamicamente, visando estabelecer seu
governo entre os homens, e que este Reino, que aparecerá com um ato apocalíptico na
consumação dos tempos, já entrou para a história romana na pessoa e missão de Jesus, com a
finalidade de sobrepujou o mal, de libertar os homens do seu poder e dá benção da soberania de
Deus sobre suas vidas. (Mt 13: 1- 23).
Contudo o mistério é proclamado a todos os homens embora seja compreendido somente por
aqueles que crêem.
O Reino e a Igreja
Os critérios dos três primeiros séculos sempre viam o Reino escatológico. Agostinho identificou o
Reino de Deus com a Igreja, essa identificação continua na doutrina católica.
Em certo sentido mesmo depois da reforma o conceito de identificação da Igreja com o Reino ainda
perdurou.
Dispensacionalistas tinham a idéia que Jesus veio implantar o Reino milenar a Israel, ele introduziu
no cenário histórico um novo propósito: formar a Igreja, não há continuidade entre Israel e a Igreja.
Jesus e Israel – (Mt 15:24) – era judeu e veio para os judeus, o qual tinham as promessas Vetero-
testamentária. Israel rejeitou a Jesus com sua mensagem a respeito do Reino. (Mt 23:37 ss ).Mas
apesar da rejeição da nação um número substancial de judeus se tornaram discípulos de Jesus
(Mt 10:24) portanto esse destino de salvação messiânica foram cumprido realmente naqueles que
receberam sua mensagem.
Remanescente crente o conceito de um remanescente fiel dentro de Israel (Lc 12:32)
pequeno rebanho.
Mt 16:18-19 (Jr 1:10) – edificar um povo é uma idéia do V.T.
Sobre a Igreja nós podemos afirmar:
A Igreja não é o Reino O Reino de Deus não é a Igreja. Os missionários nunca pregaram a
Igreja, mas o Reino de Deus.
O Reino cria a Igreja A Igreja e o resultado da vinda do Reino ao mundo por intermédio da
união de Jesus Cristo.
A Igreja dá testemunho do Reino é a missão da Igreja dar testemunho do Reino. (Mt 10) (Mt
13:10).
A Igreja a guardadora do Reino (Mt 16:19) – “chaves”
A Ética do Reino
Uma boa parte do ensino de Jesus objetivou a conduta Romana tentaremos compreender qual a
relação existente entre o ensino ético de Jesus e a sua pregação a respeito do Reino.
Jesus e a Lei com a 1ª vinda de Jesus foi inaugurada uma nova era, e essa nova era requer uma
nova definição de papel e importância da lei para vida dos homens.
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(Mt 11:13) – Jesus considerou toda a ação do Velho Testamento como sendo divinamente orientado
e como tendo atingido o seu verdadeiro objetivo em sua própria pessoa. Sua missão Messiânica e a
presença do Reino são o cumprimento da lei e dos profetas.
Com base na autoridade de sua própria palavra, Jesus rejeitou as interpretações que os Escribas
fizeram da lei.
Ex: Observância do sábado (Mc 2:23-28) do jejum (Mc 2:18-22) sobre as purificações(Mt 15:1-30)
A Ética do Reino de Deus
A Ética do Reino é uma Ética absoluta a Ética de Jesus incorpora o padrão de justiça que um
Deus Santo deve requerer dos homens em qualquer era.
A Ética da vida interior A ética do Reino coloca uma nova ênfase sobre a justiça do coração, uma
justiça que excede a dos Escribas e fariseus e necessário para admissão no Reino dos céus
(Mt 5:20). O caráter é algo que tem ênfase no Reino de Deus (Lc 6:45) (Mt 7:17)
O Messias
O título e conceito do Messias (Christos =Mashds=ungido) é o mais importante de todos conceitos
escatológicos, no V.T. várias pessoas foram ungidas com óleo para cumprir alguma designação
divina na teocracia. Os Sacerdotes (Lv 4:3; 6:22) Os Reis eram ungidos (I Sm 24:10; II Sm 19:21) e
os profetas (I Rs 19:16).
O judaísmo cria num Messias político.
Os seus discípulos (Mt 8:29), (Mt 16:16) (Mc 10:37)
O Filho do Homem
Teologicamente uma das designações messiânicas mais importantes nos evangelhos sinóticos O
Filho do homem foi a designação favorita que Jesus fez de si próprio. Ele utilizou esse termo
livremente. Ninguém nos evangelhos o chama assim. Nem no restante do N.T. com exceção da
visão de Estevão(At 7:56).
Faz referência esse termo a humanidade do filho de Deus encarnado. O uso da expressão filho do
homem nos sinóticos pode ser classificado entre categorias distintas: Filho do homem servindo na
terra, Filho do homem no sofrimento e morte, Filho do homem na glória escatológica.
Mc 2:10 – Autoridade para perdoar
O Filho do Homem Lc 7:34 – Comendo e bebendo
Terreno Mt 16:13 – Quem é o Filho do Homem?
O Filho do Homem Mc 8:31 – deve sofrer
Sofredor Mc 9:9 – Ressurgindo aos mortos
O Filho do Homem Mt 24:30 – com poder e grande glória
Apocalíptico Lc 17:22; 30; Lc 18:8 – Quando o filho
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do homem vier achará fé na terra?
O Filho de Deus
Denomina a auto-revelação de Jesus, conota a divindade essencial de Jesus Cristo, Ele é o filho de
Deus.
Essa expressão tem pelo menos quatro modos diferentes:
Uma criatura de Deus pode ser denominada filho de Deus
Um modo moral-religioso, com objetivos peculiares do seu cuidado amoroso (Ex 4:22)
Significado messiânico – o rei da linhagem de Davi é designado filho de Deus.(II Sm 7:14)
Significado teológico – Jesus é o filho de Deus.
O Problema Messiânico
O Jesus da História e o Jesus histórico
A descrição bíblica de Cristo é o produto do testemunho Bíblico apostólico.
Os teólogos liberais diziam que o Jesus histórico não era o Jesus da história.
O Jesus histórico é o produto de pressuposições filosóficas a respeito da natureza da história.
A Missão Messiânica
A missão Messiânica de Jesus tinha como objetivo a preparação dos homens para o Reino de Deus
escatológico, quando o julgamento final irá efetivar uma separação entre os homens, os justos e os
ímpios.
A Igreja Primitiva
A Teologia de Atos – O Problema crítico
O livro de Atos tem como propósito fornecer um esboço da história da Igreja.
O livro fornece um quadro da vida e pregação da comunidade primitiva em Jerusalém e história o
programa do Evangelho desde Jerusalém, via Samaria e Antioquia até a Ásia Menor, Grécia e
finalmente Itália.
Atos registra um número de sermões de Pedro, Estevão e Paulo, que nos fornece as informações
para o estudo da fé da Igreja Primitiva.
Hanarck na Alemanha e W. M. Ramsay na Inglaterra exerceram grande influência no ponto de vista
de que Lucas, o companheiro de Paulo escreveu mas por volta dos anos 60 e que foi um historiador
competente e digno de confiança. Ramsay baseou suas conclusões em estudos geográficos e
arqueológicos e Hanarck na crítica literária do livro de Atos.
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Lucas é altamente seletivo nos registros que relatou aquilo que na sua concepção, gerado pelo
Espírito Santo, serem os eventos mais importantes.
A Ressurreição
Os discípulos de Jesus se apegaram firmemente à esperança do breve estabelecimento do Reino de
Deus haviam argumentado sobre quem teria o status mais elevado do Reino (Mt 18:1); (Mc 10:37).
(At 1:6) “E nesse tempo que restaurarás o Reino de Israel?”, demonstra seus pensamentos num
Reino teocrático terreno.
Nosso entendimento da ressurreição de Cristo é uma questão muito mais ampla do que a própria
ressurreição; envolve a natureza da fé cristã como um todo, a natureza de Deus e de sua obra
redentora.
O testemunho do Novo Testamento é que um ato objetivo aconteceu num jardim fora dos muros de
Jerusalém, no qual o Jesus crucificado e sepultado emergiu do túmulo para uma nova ordem de
vida
Alguns fatos evidenciam essa ressurreição:
Jesus foi morto isto é um fato que poucos eruditos questionarão.
As esperanças dos discípulos também estavam mortas (Lc 24:21).
O desânimo e frustração dos discípulos foram ininterruptamente transformados em confiança e
certeza.
O túmulo vazio, este é testemunhado por todos os evangelhos e é pressuposto na declaração da
fé de Paulo (IÇO 15:1-54).
É a fé na ressurreição, poucos negariam hoje que se trata de um sólido fato histórico que os
discípulos creram que Jesus ressurgiu dentre os mortos.
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