LISTA DE GRAMÁTICA- SVB
MORFOLOGIA
QUESTÃO 01
(CESPE/CEBRASPE/SEDF-2017)
Julgue o item seguinte, a respeito do texto precedente.
Como modificadora das palavras “prazer” (l.3) e “engraçadinha” (l.7), a palavra “muito” que as
acompanha é, do ponto de vista morfossintático, um advérbio.
Alternativas
( )Certo
( )Errado
QUESTÃO 02
UNIT- MEDICINA 2024.2
Texto para as questões 2 e 3
Em um mundo que consome novidades tecnológicas e faz delas muletas para distintas
ações, cabe parar e pensar onde foi parar o humanismo. No caso de Medicina, a
humanização das relações é simplesmente primordial. O elo entre médico e paciente
deve ser necessariamente entretecido pela empatia, cumplicidade, pelo respeito e
cuidado. Certo é que a realidade não é bem essa. Hoje, muitos doutores nem se dão
ao trabalho de levantar a cabeça e olhar nos olhos de seus pacientes. A anamnese
parece ter perdido a importância. O toque, a conversa, o escutar vão, aos poucos,
sendo descartados em clínicas, hospitais e consultórios como objetos fora de moda.
Inapelavelmente, vencidos pelo tempo. Não. Não pode ser assim. Os exames, por
exemplo, precisam ser solicitados com base no diagnóstico. As imagens esfriam a
relação médico-paciente e encarecem a medicina. A medicina ideal não pode, em
momento algum, perder sua ternura. O paciente não pode se transformar em um
simples número de apartamento, em uma carteirinha de plano de saúde, em uma
doença. Paciente tem rosto, tem corpo, tem alma, tem nome. O foco do médico deve
ser tratar o doente; confortá-lo e curá-lo sempre que possível. E, quando não for mais
possível, garantir a ele uma sobrevida digna. A humanização da prática médica precisa
novamente ser valorizada. A medicina jamais pode perder seu lado humanístico,
curvando-se a interesses econômicos. Desvios não podem ser aceitos em quaisquer
circunstâncias. O bem-estar dos pacientes devem ser a razão de cada um dos atos
médicos. LOPES, Antônio Carlos. Ser médico é colocar em prática o amor ao próximo.
Disponível em:. Acesso em: 27 maio 2024. Adaptado.
Quanto aos recursos linguísticos usados na tessitura do texto, está correto o que se
afirma em:
A) O termo “novidades tecnológicas”, na passagem “Em um mundo que consome
novidades tecnológicas e faz delas muletas para distintas ações”, exerce a mesma
função sintática que o nome “muletas”, ambos em sentido figurado.
B) O emprego da vírgula, em “No caso de Medicina, a humanização das relações”, tem
uma justificativa que difere das usadas em “A medicina ideal não pode, em momento
algum, perder sua ternura.”.
C) O pronome “essa”, na frase “ Certo é que a realidade não é bem essa. ”, é uma
estratégia linguística usada a fim de resgatar o que foi anunciado no período anterior e
está completando o sentido do verbo da oração de que faz parte.
D) As palavras “aos” e “pelo”, em “vão, aos poucos, ” e em “Inapelavelmente, vencidos
pelo tempo.”, são contrações de preposição e artigo.
E) Os vocábulos “em” e “como”, no fragmento “sendo descartados em clínicas,
hospitais e consultórios como objetos fora de moda.”, possuem o mesmo valor
morfológico.
QUESTÃO 03
UNIT- MEDICINA 2024.2
A análise dos elementos linguísticos que fazem parte da composição do texto permite
considerar correto o que se afirma na alternativa:
A) O conector “Quando”, no exceto “Quando se escolhe exercer a Medicina”, indica
proporcionalidade.
B) O pronome “se”, no fragmento “se escolhe exercer a Medicina”, funciona como uma
partícula apassivadora.
C) O termo “de contínua atualização”, em “isso traz consigo uma necessidade de contínua
atualização”, especifica o substantivo “necessidade”.
D) O adjetivo “correto”, no trecho “A satisfação de estarmos fazendo o tratamento mais
correto”, se apresenta no grau superlativo absoluto analítico.
E) O vocábulo “também”, na passagem “A satisfação [...] também se eleva.”, pode ser
substituído por aliás, visto que possui o mesmo valor semântico.
QUESTÃO 04
UNIT- MEDICINA 2024.1
TEXTO:
Quando nos reportarmos a um passado não muito distante, lembramos como era habitual a
existência de uma relação muito forte entre o médico, o paciente e seus familiares. Aquele
médico da família, que acompanhava todos os seus integrantes ao longo da vida, não existe
mais. Ou restam pouquíssimos. E, infelizmente, depois do avanço da tecnologia, alguns
passaram a admitir que o computador e a ressonância magnética, por exemplo, desempenham
papel mais importante do que a atuação do médico. Qual a necessidade de conversar com o
paciente quando é possível colocá-lo dentro de uma máquina e enxergá-lo por dentro? Não
podemos nos esquecer de que a ressonância magnética não é capaz de indicar, por exemplo,
as condições sociais e culturais do doente. Não é capaz de diagnosticar tudo o que acontece
com ele. Cito, como exemplo, casos de síndrome do pânico: o indivíduo geralmente reporta
um quadro de doença instalada e profundo mal-estar, mas os exames não indicam nenhuma
anormalidade. Nesse caso, o bom diagnóstico é feito apenas pela anamnese e através da
relação entre o médico e o paciente. A tecnologia avançada, a despeito dos seus benefícios,
acabou colaborando para o esfriamento dessa importante interação. E, por acreditar
profundamente nisso, tenho pessoalmente procurado trazer à baila a discussão desse tema
em congressos e campanhas no âmbito do associativismo e da academia. A busca de
valorização do envolvimento entre o médico e o paciente trouxe também para a superfície o
debate sobre a importância do humanismo na prática médica. Acima de qualquer atitude, o
médico precisa focar menos na doença, na tomografia, na ressonância magnética e mais no
doente, que é a razão da sua existência profissional. Nesses tempos de grande avanço
econômico e tecnológico, nada substitui o tratamento humanizado e nada é mais importante
do que a Medicina à beira do leito. [...] Para ser médico, é preciso gostar de gente. [...] Exercer
essa profissão é colocar em prática o amor ao próximo. [...]. Dar e receber assistência médica
de qualidade e universal, mais do que um anseio, é um direito de todos. LOPES, Antônio
Carlos. A importância da relação médico-paciente. Disponível em:
Quanto aos recursos linguísticos usados na composição do texto, é correto afirmar:
A) A palavra “como”, nos trechos “lembramos como era habitual a existência de uma relação
muito forte entre o médico, o paciente e seus familiares.” e “Cito, como exemplo, casos de
síndrome do pânico:”, apresentase com igual valor morfológico.
B) O vocábulo “mais”, nos fragmentos “não existe mais.” e “desempenham papel mais
importante do que a atuação do médico.”, denota, respectivamente, as ideias de tempo e
intensidade.
C) Os pronomes “nos” e “tudo”, nas frases “Não podemos nos esquecer de que a ressonância
magnética não é capaz de indicar, por exemplo, as condições sociais e culturais do doente.” e
“Não é capaz de diagnosticar tudo o que acontece com ele.” recebem distintas classificações e
também exercem diferentes funções sintáticas nos contextos de que fazem parte.
D) As palavras “nisso” e “desse”, nos excertos “E, por acreditar profundamente nisso” e “tenho
pessoalmente procurado trazer à baila a discussão desse tema”, são combinações de
preposição mais pronome, a primeira funcionando como objeto indireto, e a segunda, como
componente de um complemento nominal.
E) As expressões “trazer à baila” e “à beira de”, nas passagens “tenho pessoalmente procurado
trazer à baila” e “e nada é mais importante do que a Medicina à beira do leito.”, equivalem, na
ordem em que ocorrem, a trazer à tona e na iminência de.
QUESTÃO 05
(CESPE/CEBRASPE/Pref. Barra dos Coqueiros-2020)
Alexei Bueno. Uma história da poesia brasileira. Rio de Janeiro:
Germakoff Casa Editorial, 2007, p. 409 (com adaptações).
No texto 25A1-I, as palavras “isto” (l.5), “mas” (l.9), “alpercatas” (l.13), “muito” (l.16), “corra”
(l.18) e “mimosa” (l.19) pertencem, respectivamente, às classes de palavras
Alternativas
A) pronome, preposição, substantivo, adjetivo, verbo e adjetivo.
B) preposição, conjunção, advérbio, adjetivo, verbo e substantivo.
C)conjunção, preposição, substantivo, advérbio de intensidade, verbo e adjetivo.
D)pronome, conjunção, substantivo, advérbio, verbo e adjetivo.
E) preposição, conjunção, advérbio de modo, adjetivo, verbo e substantivo.
QUESTÃO 06
( CESPE / CEBRASPE - 2024 - TCE-AC )
O setor público enfrenta o desafio particular de oferecer serviços públicos cada vez
melhores a uma população gradualmente mais bem informada, mais consciente de seus
direitos e com expectativas crescentes quanto ao papel do Estado. Devido aos recursos
limitados, desenvolver serviços públicos inovadores tem sido visto crescentemente como fator
fundamental para sustentar um alto nível de serviços para cidadãos e negócios, bem como
para enfrentar desafios sociais e aprimorar o bem-estar social da população.
Diante desse cenário, o discurso científico sobre inovação em compras públicas ganhou
maior atenção nas últimas décadas. A União Europeia reconheceu as compras públicas como
instrumento de inovação e de provimento de mercados pioneiros para novos produtos,
definindo-as como compras de bens e serviços que ainda não existem, que precisam ser
aperfeiçoados ou que requerem pesquisa e inovação para atender às necessidades
especificadas pelos usuários.
As compras públicas representam grande parte da execução da despesa pública. Entre
países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média de
gastos públicos representa 12% do GDP (equivalente ao PIB) por ano. No Brasil, anualmente o
governo federal gasta, em média, 5% do PIB em compras apenas de bens e serviços. Quando
se incluem nos cálculos as despesas efetuadas por estados, municípios e estatais, o percentual
chega próximo a 15% do PIB, ou R$ 900 bilhões.
Internet: <www.realp.unb.br> (com adaptações).
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item que se
segue.
A forma verbal “requerem” (segundo período do segundo parágrafo) está empregada no texto
com o sentido de demandam, necessitam de.
Alternativas
( )Certo
( )Errado
QUESTÃO 07
( CESPE / CEBRASPE - 2024 - CAGEPA-PB )
Texto CG2A1-I
Nos últimos anos, apesar de muitas empresas terem se destacado na promoção da
sustentabilidade por meio de medidas e ações como a redução de pegadas de carbono e da
utilização de água, relativamente poucas fazem dessa sustentabilidade uma parte essencial de
suas marcas.
As empresas que o fazem, todavia, encontram um público consumidor ávido por ajudar a
promover a conservação ambiental — especialmente no Brasil. Uma pesquisa de consumo
mostrou que até 75% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por variedades sustentáveis.
O poder da onda verde e o consumo consciente manifestam-se também no crescimento de
novas marcas que fazem uso de materiais naturais ou com menor impacto sobre o planeta.
Além disso, mesmo marcas já estabelecidas podem usar a sustentabilidade para reacenderem
a sua relevância, desde que seus produtos e serviços sejam verdadeiramente alinhados a
estratégias ecológicas.
Segundo um estudo de uma consultoria, as principais barreiras para a compra dos chamados
“produtos verdes” são: consciência de que o produto/serviço existe, disponibilidade, preço,
conveniência, qualidade, confiança, interesse e fatores sociais — como relutância para mudar
hábitos já estabelecidos, por exemplo.
Embora rever hábitos antigos seja difícil, de acordo com a consultoria, o caminho do
sucesso é esclarecer para o consumidor que escolhas ambientalmente corretas também
podem atender a suas necessidades.
Internet: <umsoplaneta.globo.com> (com adaptações).
A correção gramatical e o sentido original do texto CG2A1-I seriam mantidos caso
I o pronome “se”, em “manifestam-se” (primeiro período do terceiro parágrafo), fosse
deslocado para imediatamente antes da forma verbal — escrevendo-se se manifestam.
II o vocábulo “já”, no segundo período do terceiro parágrafo, fosse deslocado para
imediatamente depois de “estabelecidas”.
III a expressão “por exemplo”, no último período do quarto parágrafo, substituísse a palavra
“como” que está empregada depois do travessão, desde que feitos os devidos ajustes no
emprego da pontuação.
Assinale a opção correta.
Alternativas
A - Apenas o item I está certo.
B-Apenas o item II está certo.
C- Apenas os itens I e III estão certos.
D- Apenas os itens II e III estão certos.
E- Todos os itens estão certos.
QUESTÃO 08
(UNEB-2018)
“há que se destacar que não se podem esquecer os aspectos particulares da cultura” (l. 6-8)
Em relação à passagem destacada do texto, é correto afirmar:
TEXTO:
Importância de se preservar a identidade cultural do Brasil. Disponível
em: http://www.saaesp.org.br/arquivos/2117>. Acesso em: 14 nov. 2018.
A-o verbo haver está aplicado no seu sentido impessoal, podendo ser flexionado para
concordar com “aspectos particulares,” para isso, basta levá-lo para o final da oração.
B-O conector “que”, nos dois registros, inicia orações com função substantiva.
C-A partícula “se”, nas duas situações, possui diferentes usos: inicialmente funciona como
pronome reflexivo e, em seguida, como uma indeterminação do agente nominal.
D-A expressão “da cultura” exerce função de complemento nominal.
E-A locução verbal “podem esquecer” poderia ser substituída pela forma simples “esquece”
sem ferir a norma-culta.
QUESTÃO 09
“Se a Medicina é a ciência que dá anos à
vida,
Na construção dessa frase, observa-se o emprego:
A) da conjunção “Se”, indicando uma condição.
B) do verbo ser, concordando com o predicativo.
C) do conector “que”, iniciando uma oração adjetiva explicativa.
D) do verbo dar com transitividade indireta, nas duas ocorrências.
E) do substantivo “anos”, na última frase, usado em sentido conotativo.
QUESTÃO 10
Considerando a polissemia da preposição “de”, está correta a relação que estabelece a
destacada no fragmento transcrito em:
A) “as premissas legais do Conselho Federal de Biomedicina – CFBM” – especialidade.
B) “no estabelecimento de áreas de atuação do profissional biomédico”– condição.
C) “experiência adquirida pelo profissional no curso de sua formação” – lugar.
D) “explorar a capacidade e as oportunidades de atuação do biomédico”– situação.
E) e por sua capacidade técnica de gerenciar equipes”– posição
QUESTÃO 11
Unit-AL Medicina 1° Dia 2020
Considere que a proposição “Estudar é condição suficiente para termos um bom desempenho
nas provas” é falsa.
Sendo assim, pode-se afirmar, pelos preceitos da Lógica Matemática, que é verdadeira a
proposição:
a -Não estudo e não tenho um bom desempenho nas provas.
b -Estudo e não tenho um bom desempenho nas provas.
c -Não estudo e não tenho um bom desempenho nas provas.
d -Estudo e tenho um bom desempenho nas provas.
e -Tenho um bom desempenho nas provas e não estudo.
QUESTÃO 12
(FATEC)
Analise as afirmações sobre trechos do texto e assinale a correta.
O labirinto dos manuais
Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a
vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e
até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando
as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes
a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de
instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o
vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo,
pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.
- Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri
que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a
campainha de volta!
Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um
livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou
seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei
usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que
olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?
Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira
fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se
emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um
botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para
confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a
mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!
Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos,
não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de
que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas
acaba fazendo!
A-Em – Há alguns meses, troquei meu celular. –, o verbo haver indica tempo decorrido e pode
ser substituído, corretamente, por Fazem
B-Em – Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. –, o termo em
destaque expressa a ideia de exclusão.
C-Em – Virou um labirinto de instruções! –, o termo em destaque foi empregado em sentido
fgurado, indicando confusão, incompreensibilidade.
D-Em – Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. –, o termo em destaque pode ser substituído,
corretamente e sem alteração do sentido do texto, por limitada
E-Em – Mas não posso me alimentar só de pipoca! –, a conjunção em destaque expressa a
ideia de comparação
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QUESTÃO 13
(FATEC)
No trecho do primeiro parágrafo – ... estima-se que haja 32 mil ticunas vivendo no Alto
Solimões... –, a partícula SE é classificada como partícula apassivadora.
Assinale a alternativa em que essa partícula é empregada com a mesma função.
A-Os antigos professores dos ticunas consideravam-se estrangeiros durante suas aulas na
escola.
B-Os ticunas queixam-se de que precisam de um espaço universitário para dar continuidade
aos estudos.
C-Se não fosse o ensino em língua ticuna, os alunos apresentariam muito mais dificuldades do
que hoje.
D-Os habitantes da aldeia esperam que se transmita o conhecimento escolar na língua ticuna.
E-A Organização Geral de Professores Ticuna Bilíngues considera que ainda se precisa de mais
escolas na região.
QUESTÃO 14
(FATEC-2018)
Observe os elementos destacados na passagem: “Sempre passo no curral antes do manejo,
observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto”,
presente no primeiro parágrafo.
As palavras destacadas exercem
Ocultar texto associado
Leia o texto para responder à questão.
Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe
saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se
machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou:
“Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela
notou uma coisa que eu não tinha visto.”.
Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de
ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas
angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da
vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu
esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações
criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com
seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos
poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana.
Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda
Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de
Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros
massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes
ou chapéus no caminho dos animais.
A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na
Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos
para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem
ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal
conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços
afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que
voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o
equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90%
o uso de choque elétrico durante o processo.
[...]
No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo
aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela
metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos
transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de
quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e
desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal
melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da
Universidade Estadual Paulista.
Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado.
funções diferentes, pois o primeiro “que” é conjunção integrante e introduz uma oração
coordenada, enquanto o segundo “que” é pronome relativo e introduz uma oração explicativa.
funções diferentes, pois o primeiro “que” é uma conjunção subordinativa, enquanto o segundo
é um pronome relativo, tendo como antecedente o termo “coisa”.
mesma função, pois ambos são conjunções subordinativas, sendo que o primeiro introduz uma
oração substantiva, enquanto o segundo, uma oração adverbial restritiva.
mesma função, pois ambos os pronomes “que” retomam vocábulos anteriores, sendo o verbo
“dizem” e o substantivo “coisa” seus antecedentes respectivamente.
E
mesma função, pois ambos são conjunções, porém o primeiro “que” é uma conjunção
subordinativa, enquanto o segundo, uma conjunção coordenativa.
QUESTÃO 15
(CESPE / CEBRASPE - 2024)
Abre-se uma janela do Centro Operário. Será a aula de Dona Palmira em 1920 ou há reunião
para discutir os estatutos? Durante toda a minha infância, eles discutiram os estatutos. Eu não
podia entender nada, mas havia pontos terrivelmente sérios. Era “Centro Operário de
Proteção Mútua” ou “Centro Operário E de Proteção Mútua”? Pela noite afora, ano após ano,
um mulato meio velho e magro, de óculos, o dedo em riste, a voz rascante, atacava com
extraordinária ferocidade aquele E. Não conseguiu derrubá-lo; os operários talvez se sentissem
fracos, sozinhos, precisavam daquele E que os conjugava com outras camadas sociais. Ficou o
E, meu pai foi diretor e, quando morreu, teve auxílio no enterro, tudo sem ser operário, tudo
graças àquele E. Sem o E eu talvez não tivesse estudado ali, não me sentaria no comprido
banco, onde o último da esquerda era o preto Bernardino, e à direita, o rosto lindo de Lélia,
com seus cabelos doces e uma covinha quando sorria. Quando não estavam discutindo os
estatutos, ou providenciando um enterro de sócio, com a bandeira do Centro em cima do
caixão, os operários E todos que queriam proteção mútua estavam dançando; sons de pistom
atravessam meu sono infantil; eu achava estranho e ao mesmo tempo alegre e feliz haver baile
na mesma sala onde eu tinha aulas.
Rubem Braga. Em Cachoeiro. 200 crônicas escolhidas.
Rio de Janeiro: Record, 2003, p.55 (com adaptações)
Considerando os sentidos e aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No sexto período do texto, os vocábulos “velho”, “magro” e “rascante” são adjetivos que
qualificam o citado “mulato”.
Alternativas
( )Certo
( )Errado
QUESTÃO 16
Fuvest-SP
O segmento em que a preposição destacada estabelece uma relação de causa é:
a) A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada.
b) A escada, de degraus gastos, subia ingrememente.
c) No patamar da sobreloja, uma janela com um gradeadozinho de arame […]
d) […] uma janela com gradeadozinho de arame, parda do pó acumulado…
e) […] coava a luz suja do saguão.
QUESTÃO 17
(FAU – SANTOS)
“O policial recebeu o ladrão a bala. Foi necessário apenas um disparo; o assaltante
recebeu a bala na cabeça e morreu na hora.”
No texto, os vocábulos em destaque são respectivamente:
a) preposição e artigo
b) preposição e preposição
c) artigo e artigo
d) artigo e preposição
e) artigo e pronome indefinido
QUESTÃO 18
(FECAP)
Classifique a palavra como nas construções seguintes, numerando, convenientemente, os
parênteses. A seguir, assinale a alternativa correta:
1) Preposição
2) Conjunção Subordinativa Causal
3) Conjunção Subordinativa Conformativa
4) Conjunção Coordenativa Aditiva
5) Advérbio Interrogativo de Modo
( ) Perguntamos como chegaste aqui.
( ) Percorrera as salas como eu mandara.
( ) Tinha-o como amigo.
( ) Como estivesse muito frio, fiquei em casa.
( ) Tanto ele como o irmão são meus amigos.
a) 2 – 4 – 5 – 3 – 1
b) 4 -5 – 3 – 1 – 2
c) 5 – 3 – 1 – 2 – 4
d) 3 – 1 – 2 – 4 – 5
e) 1 – 2 – 4 – 5 – 3
QUESTÃO 19
(PUC-SP)
Assinale a alternativa em que somente advérbios foram acrescentados à frase: “O tempo
passou.”
a) O sofrido tempo não passou muito rápido, infelizmente.
b) O tempo passou bastante, majestoso.
c) Realmente, o tempo passou depressa demais.
d) Sim, o curto tempo já passou.
QUESTÃO 20
(FGV)
A prática de esportes é uma atividade exclusivamente privativa dos sócios do clube.
Nesta frase, o advérbio “exclusivamente” é supérfluo ou redundante, uma vez que a ideia que
ele expressa já está contida no adjetivo “privativa”. Esse tipo de redundância pode ser
apontado na seguinte expressão do texto:
a) “desafio nada trivial”.
b) “bem escasso”.
c) “técnicas narrativas”.
d) “projetos bem sucedidos”.
e) “vídeos interativos”.
QUESTÃO 21
(Mackenzie)
Leia o texto a seguir.
Os encantos da gentil cantora eram ainda realçados pela singeleza, e diremos quase pobreza
do modesto trajar. Um vestido de chita ordinária azul-clara desenhava-lhe perfeitamente com
encantadora simplicidade o porte esbelto e a cintura delicada, e desdobrando-selhe em roda
em amplas ondulações parecia uma nuvem, do seio da qual se erguia a cantora como Vênus
nascendo da espuma do mar, ou como um anjo surgindo dentre brumas vaporosas. (…)
Entretanto, abre-se sutilmente a cortina de cassa de uma das portas interiores, e uma nova
personagem penetra no salão. Era também uma formosa dama ainda no viço da mocidade,
bonita, bem feita e elegante. (…) Mas com todo esse luxo e donaire de grande senhora nem
por isso sua beleza deixava de ficar algum tanto eclipsada em presença das formas puras e
corretas, da nobre singeleza (…) da cantora. Todavia Malvina era linda, encantadora mesmo, e
posto que vaidosa de sua formosura e alta posição, transluzia-lhe nos grandes e meigos olhos
azuis toda a nativa bondade de seu coração.
Bernardo Guimarães
Assinale a alternativa correta.
a) O advérbio ainda pressupõe que a graça da cantora era também realçada por outros
detalhes.
b) O adjetivo nova indica a faixa etária da personagem.
c) A conjunção posto que pode ser substituída, sem prejuízo do sentido original, por “já que”.
d) A expressão nem por isso introduz ideia de conseqüência.
e) A expressão parecia uma nuvem comprova que o narrador prefere o uso de metáforas ao de
comparações.
QUESTÃO 22
(Mackenzie)
Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não se vissem as
horas escritas. O pêndulo iria de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a
marcha do tempo. Tal foi aquela semana da Tijuca. Considerado o parágrafo transcrito, é
correto afirmar:
a) A forma verbal no imperativo indica que o narrador se dirige ao leitor tratando-o por “vós”.
b) A expressão de maneira que expressa, no contexto, ideia de finalidade.
c) Em de maneira que não se vissem as horas escritas, se o verbo “ ver” fosse substituído por “
poder ver”, a correção gramatical exigiria a forma “pudesse ver”.
d) Se o segundo período fosse iniciado com Nenhum sinal externo, para que se mantivesse o
sentido original, a conjunção a ser empregada seria “porém”.
e) Em Tal foi aquela semana da Tijuca, o termo destacado é um advérbio.
QUESTÃO 23
(PUC-SP)
No período: “Da própria garganta saiu um grito de admiração, que Cirino
acompanhou, embora com menos entusiasmo”, a palavra destacada expressa uma ideia de:
a) explicação
b) concessão
c) comparação
d) modo
e) consequência
QUESTÃO 24
(UNESP-2021)
Para responder à questão, leia a letra da canção “Bom conselho”, de Chico Buarque, composta
em 1972.
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado:
Quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio vento na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
(www.chicobuarque.com.br)
Em “Inútil dormir que a dor não passa” (1a estrofe), o termo sublinhado introduz uma oração
que expressa, em relação à anterior, ideia de
a-condição.
b-consequência.
c-concessão.
d-proporção.
e-explicação.
QUESTÃO 25
(UECE-2015)
Atente ao enunciado: “Mas não são adeptos de literatura os indivíduos que ali se abrigam da
chuva ou do sol a pino de verão”. (linhas 4-7) Indique a opção correta em relação ao
enunciado.
Ocultar texto associado
Texto
A garagem de casa
(Chico Buarque. O irmão alemão. 1 ed. São Paulo. Companhia das letras. 2014. p. 60-61. Texto
adaptado com o acréscimo do título.)
A obra O irmão alemão, último livro de Chico Buarque de Holanda, tem como móvel da
narrativa a existência de um desconhecido irmão alemão, fruto de uma aventura amorosa que
o pai dele, Sérgio Buarque de Holanda, tivera com uma alemã, lá pelo final da década de 30 do
século passado. Exatamente quando Hitler ascende ao poder na Alemanha. Esse fato é real: o
jornalista, historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, na época, solteiro, deixou esse
filho na Alemanha. Na família, no entanto, não se falava no assunto. Chico teve, por acaso,
conhecimento dessa aventura do pai em uma reunião na casa de Manuel Bandeira, por
comentário feito pelo próprio Bandeira.
Foi em torno da pretensa busca desse pretenso irmão que Chico Buarque desenvolveu sua
narrativa ficcional, o seu romance.
Sobre a obra, diz Fernando de Barros e Silva: “o que o leitor tem em mãos [...] não é um relato
histórico. Realidade e ficção estão aqui entranhadas numa narrativa que embaralha sem cessar
memória biográfica e ficção”.
A- No enunciado, o advérbio “ali” aponta para os sintagmas nominais “a garagem de
casa” e “uma biblioteca pública”.
B- O advérbio “ali”, no enunciado em pauta, retoma somente o sintagma “uma biblioteca
pública”.
C- O “ali” refere-se a um lugar imaginário ideal, que só existe na mente do enunciador.
D- O “ali” é um elemento de coesão no texto em estudo, como o é também o pronome
relativo “que”.
GABARITO
1. Errado
2. E
3. D
4. B
5. D
6. Certo
7. C
8. B
9. A
10. E
11. B
12. C
13. D
14. B
15. Errado
16. D
17. A
18. C
19. C
20. A
21. A
22. E
23. B
24. E
25. D