🫁
DPOC
POCKET-GUIDE-GOLD-2023-ver-1.2-17Feb2023_WMV.pdf
Doença heterogênea com destruição das vias aéreas levando a sintomas de
obstrução persistentes e progressivos
Subtipos
1. Enfisema Pulmonar
2. Bronquite crônica
Principais causas | Taxonomia:
Cigarro | Poluição | Infecção (Tuberculose) | Asmáticos | Desenvolvimento
anormal da via aérea | Genético
DPOC 1
Quadro clínico
Tosse crônica e produtiva
Obstrução ao fluxo expiratório
Hiperinsuflação
Hipoventilação alveolar
Hipoxemia (dispneia e cianose) | Hipercapnia
Cor pulmonale
Hipoxemia crônica causa vasoconstrição e hipertensão pulmonar
Diagnóstico
Quadro de obstrução irreversível
DPOC 2
1. Espirometria inicial
VEF1/CF < 0,7 = Obstrução
+ Espirometria pós broncodilatador = sem melhora / irreversibilidade
💡 Se VEF1/CVF após BD entre 0,6-0,8 o GOLD recomenda REPETIR O
EXAME
Classificação pelo grau de obstrução
Classificação ABE — Sintomas e risco de exacerbação
DPOC 3
Questionário Dispneia Modificado (mMRC) — escala de dispneia
Tratamento de manutenção
Medidas não farmacológicas
1. Cessação de tabagismo
2. Imunização: gripe | pneumococo | coqueluche | COVID | Zoester
3. Atividade física
4. Reabilitação pulmonar para os grupos B e E
Medidas farmacológicas
Pacientes grupo E + ex fumantes: associação com azitromicina
DPOC 4
💡 Redutores de mortalidade: Interrupção de tabagismo | Vacinação |
Reabilitação pulmonar para grupos B e E | Cirurgia de pneumorredução
| Oxigenioterapia domiciliar
Oxigenioterapia domiciliar
Por no mínimo 15h/dia
PaO2 ≤ 55mmHg ou SatO2 ≤ 88% com ou sem hipercapnia confirmados 2x
em um período maior que 3 semanas
ou
PaO2 entre 55mmHg e 60mmHg ou SatO2 de 88%, se evidência de
hipertensão pulmonar, edema periférico sugerindo ICC ou policitemia (ht >
55%)
Exacerbação de DPOC
Exacerbação de DPOC é definida como um evento de dispneia e/ou tosse com
expectoração com duração de < 14 dias.
Estão associadas a inflamação local e sistêmica causada por infecção de via
aérea, poluição e outros insultos pulmonares
Principal germe associado: 1º Rinovírus ou vírus influenza | Bactéria
([Link], pneumococo, pseudomonas)
Outras causas: infarto, TEP, fibrilação atrial, IC, Pneumotórax
💡 Sinais cardinais da exacerbação
1. Secreção purulenta
2. Aumento do volume do escarro
3. Piora do quadro de dispneia prévia
Podem estar acompanhadas de taquipneia e/ou taquicardia
Diagnósticos diferenciais: pneumonia | embolia pulmonar | IC
DPOC 5
Indicação de hospitalização
Sintomas graves com piora repentina de dispneia, alta frequencia respiratoria,
dessaturaçao, confusão, sonolencia
Insuficiência Respiratória aguda
Não ameaçadora a vida: FR > 24 | Uso de musculatura acessória | sem
mudança de estado mental | Hipoxemia que melhora com uso de oxigenio
suplementar com mascara de venturi > 35% FiO2 | Hipercapnia | Aumento
de PaCO2
Sinais fisicos: cianose | edema periférico
Falha na terapia inicial de exacerbação
Presença de sérias comorbidades
Suporte domiciliar insuficiente
Classificação da exacerbação:
Exacerbação Leve
Escala de dispneia < 5 | FR < 24 | FC < 95 | Sat ≥ 92% em ar ambiente | PCR
< 10mg
Exacerbação Moderada
Escala de dispneia ≥5 | FR ≥ 24 | FC ≥ 95 | Sat ≤ 92% | PCR ≥ 10 | Se obtida
gasometria: hipoxemia (PaO2 ≤ 60) e/ou hipercapnia (PaCO2, > 45) SEM
acidose
Exacerbação Grave
Escala de dispneia ≥5 | FR ≥ 24 | FC ≥ 95 | Sat ≤ 92% | PCR ≥ 10 | Se obtida
gasometria: Piora de hipercapnia e acidose (PaCO2 > 45 e PH < 7,35)
Tratamento:
1. Antibioticoterapia: Clavulin e/ou macrolídeo 5-7 dias SE:
Purulência do escarro + dispneia e/ou aumento do volume do escarro
VNI ou intubação
2. Broncodilatador de curta duração
DPOC 6
3. Corticoide sistêmico
4. Suporte ventilatório
Sp02 alvo de 88-92%
VNI se PH ≤ 7,35, hipoxemia persistente ou fadiga
DPOC 7