Classificação de Microrganismos em Microbiologia
Classificação de Microrganismos em Microbiologia
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Falta o digestivo.
A definição de “procariota” foi substituída por “não-eucariota” dado que os eucariotas não derivam de Eubacteria ou
Archaea, mas sim todos derivam de um ancestral comum (hipótese apoiada pela análise do rRNA 16s).
O grupo taxonómico básico é a espécie, sendo que uma espécie bacteriana pode ser considerada como um conjunto de
estirpes que partilham varias características e diferem consideravelmente de outros grupos de estirpes. Assim, uma
estirpe é constituída pelos descendentes de um só isolado em cultura pura, cuja sucessão de culturas deriva de uma só
colónia. Ainda assim, uma espécie pode ser dividida em subespécie, que é o menor grau taxonómico válido. No fundo,
uma subespécie considera ser-se na divisão de uma espécie devido a pequenas, mas consistentes, mudanças
fenotípicas dentro da espécie ou em grupos de estirpes geneticamente determinadas dentro da espécie.
Uma espécie pode ainda ser dividida em taxoespécie (grupo de estirpes com elevada partilha de propriedads),
genoespécie (grupo de organismos capazes de trocas genéticas), espécie genómica (elevada partilha dada a
hibridização DNA-DNA) ou espécie nominal (grupo de organismos com um número de características comuns,
independentemente da sua validade noutros domínios). A partilha de DNA comum deve ser na ordem dos 70% para
organismos serem considerados da mesma espécie. Para além disto, analisa-se também a homologia do rRNA 16s, isto
porque a sua estrutura primaria é altamente conservada.
Atualmente a classificação é baseada no rRNA 16s, organizando os seres vivos em três domínios:
- Eubacteria;
- Archaea;
As características dos três domínios podem ser descritas de acordo com diferenças nas suas estruturas,
nomeadamente:
1) Parede celular
2) Lípidos
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3) RNA polimerase
4) Síntese proteica
Dot-blot: estudo de semelhança de DNA utilizando as suas propriedades de renaturação. Se se misturar ssDNA de um
organismo com outro ssDNA de outro organismo, nas condições apropriadas (temperatura de fusão, pH alcalino –
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dissociação das cadeias), podem-se formar moléculas hibridas. Assim, quanto mais relacionados forem os organismos,
mais sequencias nucleotídicas terão em comum, sendo maior a percentagem de DNA hibridizado.
RFLP: baseia-se na restrição do DNA genómico com enzimas (endonuclease de restrição) de corte e separação dos
fragmentos por eletroforese convencional. O DNA é desnaturado por tratamento alcalino e transferido para uma
membrana por capilaridade. O DNA imobilizado no filtro é hibridizado com uma sonda de DNA marcado
radioactivamente ou quimicamente e efetuada a deteção dos fragmentos homólogos.
Macrorrestrição: imobilizam-se células individuais em blocos de agarose, impedindo quebras no DNA. Faz-se
restrição do DNA seguida de eletroforese em campo pulsado, permitindo a separação de grandes fragmentos de DNA.
O resultado final corresponde ao perfil de restrição do genoma de cada estirpe.
PCR fingerprint: originam um fingerprint de cada microrganismo. Extrai-se o DNA e realiza-se uma reação PCR com
o objetivo de amplificar a amostra, isto é, diferentes regiões do genoma. O resultado é um conjunto de amostras de
DNA especifico de cada organismos e visualizados em gel. Neste PCR é utilizado apenas um primer que pode hibridar
em diferentes locais do genoma. Importante na deteção de estirpes da mesma espécie, podendo ser utilizada em
procariotas e eucariotas. Este facto e o facto de ser rápido e simples de executar tornam este conjunto de técnicas
muito utilizadas em estudos de diversidade genómica de grandes grupos de estirpes que podem ser comparadas por
análise hierárquica.
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Célula microbiana
Diversidade morfológica
- Esférica (coco): pode agrupar-se e formar diplococos (pares), em cadeia (estreptococos), em cacho (estafilococos) ou
em tétradas;
Estrutura
Interiormente possuem nucleoide e citoplasma com ribossomas (r70s), sendo que externamente possuem um flagelo,
fímbrias, membrana celular, parede celular e glicocálice associado.
1) Membrana celular
Bicamada fosfolipídica com proteínas periféricas e integrais. Possui uma maior proporção proteínas/
fosfolípidos que a MC eucariota dadas as funções biossintéticas e energéticas.
Não possui esteróis (MC eucariota), mas sim hopanóides que ajudam a estabilizar a membrana, possuindo
uma função semelhante à do colesterol.
As suas funções passam por ser uma barreira permeável à passagem de iões e solutos, constitui um suporte de
proteínas e ajuda na conservação e geração de energia.
Para isso possui proteínas transmembranares que procedem ao transporte desses mesmos solutos e sistemas
de transdução de sinal para o interior da célula. Estas proteínas possuem mais ou menos domínios
hidrofóbicos projetados para o exterior da célula.
Para além disso contem ainda proteínas periféricas ligadas à membrana por resíduos lipídicos, possuindo
funções de adesão celular.
2) Parede celular
Constitui uma proteção mecânica eficaz contra a rutura osmótica da célula bacteriana em ambientes
hipotónicos, sendo que o responsável por esta característica é o peptidoglicano, que se encontra em todas as
bactérias com PC, menos em Archaea.
A síntese do peptidoglicano é uma estratégia para o crescimento bacteriano. A bactéria, através de autolisinas
endógenas, lisa a sua própria parede celular em locais onde será formado o peptidoglicano, permitindo que a
bactéria cresça. Este método alberga 3 fases:
- Fase citoplasmática: formação de NAG e NAMA-pentapéptido que serão os “tijolos” do
peptidoglicano em construção. Em termos antibióticos um inibidor desta fase é a fosfomicina.
- Fase membranar: os “tijolos” são transportados através da MC. Forma-se o par NAG-NAMA
pentapéptido. Inibidores desta fase são os glicopéptidos.
- Fase parietal: os “tijolos” são colocados na parede e a sua ligação é promovida por enzimas que se
encontram no folheto externo da MC bacteriana, sendo que se liga o NAG-NAMA-pentapéptido ao
peptidoglicano pré formado. Um inibidor desta fase é o beta-lactâmico.
Para além disto é responsável pela morfologia bacteriana e pelo duplo comportamento das bacterianas no que
toca à coloração, podendo ser Gram + ou Gram – (desenvolvido adiante).
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Antibioterapia
Relativamente à antibioterapia usada no combate ao crescimento celular são utilizados anéis beta-lactâmicos
dos quais se originam a cefalosporina e a penicilina. Estes ligam-se irreversivelmente às transpeptidases
(PBPs), inibindo a síntese de peptidoglicano. Desta forma os buracos realizados pela autolisinas não serão
preenchidos e a bactéria será destruída.
Em resposta a este sistema as bactérias desenvolveram um que destrói a os anéis beta lactâmicos, inativando o
antibiótico, sendo que esta destruição é realizada pelas beta lactamases.
Outro método antibiótico é a utilização de vancomicina, cuja função é impedir a ação das transpeptidases, de
modo a que se ligam ao substrato, isto é, ligam-se fortemente à D-alanina (local onde o aminoácido de um
peptidoglicano se liga ao aminoácido do peptidoglicano vizinho, formando uma malha).
Por último, são também usadas lisozimas que impedem a ligação glicosídica NAG e NAM, não se formando o
complexo onde se iria ligar o peptidoglicano pré formado.
Tipo de parede
Gram +
Relativamente às suas propriedades esta é permeável a macromoléculas nos dois sentidos, não oferecendo
resistência a antibióticos.
O tratamento com lisozima em meio adequado permite a destruição total da PC, originando protoplastos
(células arredondadas formadas unicamente por MC).
Quanto aos seus componentes estas possuem ácidos teitóicos, cuja função é oferecer suporte estrutural ao
peptidoglicano, estando associados ao NAMA. Podem também estar associados ao glicerol (ácidos lipoteicóicos) no
folheto externo da MC, tendo como função controlar as autolisinas endógenas. Possui ainda ácidos teicuróicos que
substituem os teicóicos quando o meio é pobre em fósforo. Por último, contém autolisinas já faladas anteriormente.
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Gram –
Nestas a pressão osmótica interna é mais baixa, não necessitando de grandes valores de peptidoglicano (10% do peso
seco). A sua função é conferir suporte à PC, impedindo a lise.
Contrariamente à PC das Gram + a PC das Gram - não é permeável a macromoléculas, sendo uma barreira a
compostos hidrofóbicos e hidrófilos.
- Camada rígida/R: aqui encontra-se o peptidoglicano e membrana externa. Esta confere resistência mecânica à célula.
- Periplasma: camada que se encontra entre a ME e a MC, constituindo um reservatório de beta-lactamases. Possui
ainda enzimas de transporte de açucares e aminoácidos através da MC.
Os antibióticos, penetrando pelas porinas da ME terão de enfrentar as enzimas degradativas desses antibióticos
retidas no periplasma.
- Lipopolissacarídeos (LPS): possuem uma toxicidade letal, estimulando a inflamação dado que ativam o
complemento, os linfócitos e os macrófagos. Para além disto possuem pirogenicidade, estimulam a reabsorção óssea e
a síntese de prostaglandinas, induzem TNFs e levam à hipotermia e hipotensão. Conclui-se, assim, que estes
funcionam como super antigénios;
- Autolisinas;
Cápsulas e camadas viscosas: formada por glucanos e fructanos, corresponde ao resultado da agregação das bactérias
em biofilme.
Flagelos: órgãos de locomoção bacteriana, constituídos por flagelina, sendo de natureza proteica. As bactérias podem
possuir um único flagelo, sendo monótrica, um flagelo em cada extremidade, designando-se anfítricos, um tufo de
flagelos (lofótricos) ou pode cobrir toda a superfície bacteriana (perítrica).
Fímbrias e pili: são mais finas que os flagelos, só podendo ser visualizadas em ME. Estes medeiam o contacto entre
bactérias F+ e F-, permitindo, durante o processo de conjugação, a transferência de material genético. No Homem
estas estruturas reconhecem determinados recetores das mucosas, facilitando a infeção (ex.: infeção urinária).
Endósporos: funcionam como células dormentes de alta resistência, conseguindo sobreviver durante centenas de anos!
Estes resistem ao calor, radiações, dessecaçao, desinfetantes e antibióticos. Quando as condições são favoráveis dá-se
o seu crescimento até à forma vegetativa.
A célula eucariota é maior e mais complexa, possuindo um núcleo com DNA dupla cadeia helicoidal associado a
histonas. Para além disso possui um citoesqueleto altamente organizado com organelos altamente complexos. R80s
Quanto à célula procariota esta possui um nucleoide com uma molécula de DNA circular cadeia única. Possui ainda
um citoplasma pobre em organelos. R70s
Apesar de o material genético bacteriano corresponder à molécula de DNA correspondente ao nucleoide, é conhecida
a existência de exceções que possuem mais genoma!
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Em bactérias a transcrição e a tradução realizam-se ao mesmo tempo, visto que o genoma não se encontra confinado
ao núcleo. Para alem disto, toda a molécula de DNA é transcrita, de modo a que não existem intrões.
As bactérias possuem ainda DNA circular denominado plasmídeo que não possui qualquer relação com o nucleoide
nem confere características à bactéria. Por outro lado, é o maior local de resistência a antibióticos como a penicilina,
cloramfenicol e eritromicina. Confere ainda resistência a arsénico, antimónio e mercúrio.
Transferência de genes
Horizontal
1) Transformação
Foi observada em bactérias patogénicas para o Homem como a Haemophilus, Neisseria, Acinetobacter,
Pseudomonas e Streptococcus.
Este fenómeno requer a exposição bacteriana a DNA extracelular libertado no meio ambiente, sendo que a
entrada deste DNA para o mio ambiente é continua e realizada por alguns géneros bacterianos.
As bactérias possuem um recetor que não descrimina o DNA a penetrar, sendo que esse processo se da com
dispêndio de energia. Uma cadeia é degradada por exonucleases, enquanto a outra atravessa a membrana em
direção ao DNA celular, com o qual faz trocas, formando-se um heteroduplex.
2) Transdução
Envolve um elemento móvel, podendo ser mediada por bacteriófagos, podendo ocorrer como transdução
generalizada ou restrita.
Pode infetar a célula no seu ciclo lisogénico (incorporam o DNA ficando dormentes) ou no ciclo lítico
(termina com a lise bacteriana, pois o DNA viral é expresso).
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2.1) Generalizada
Fragmentos inserem-se em qualquer região, levando sempre informação ao acaso.
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3) Conjugação do plasmídeo
Existe contacto direto mediado por pili em que ocorre passagem do plasmídeo sozinho ou associado a cromossoma.
Se a bactéria é HFR + significa que possui o plasmídeo. Esta bactéria vai-se associar a uma célula sem plasmídeo,
passando-o para essa mesma célula. Contudo, só parte do plasmídeo e do cromossoma bacteriano é que é transmitido,
isto porque, o plasmídeo é muito extenso e não consegue atravessar todo. Assim, a célula recetora continua HFR -.
Concluindo, se uma célula é F+ ela ligar-se-á, através dos pili, a uma outra que seja F- (processo auxiliado por
proteínas). Assim, existem dois resultados: ou o plasmídeo é transferido na totalidade e a célula recetora passa a F+ ou
é parcialmente transferido e a célula recetora mantém-se F-.
Quanto à célula dadora, como o plasmídeo transferido é uma cópia do seu, mantém-se F+.
4) Transposição
As mutações por transposões não são processos de troca de material genético, mas de o alterar de forma a dar/retirar
capacidade de codificação.
As transposases cortam fragmentos de DNA, que serão reinseridos noutros locais do cromossoma.
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Fase Lag: poucas células, pois estão a entrar no meio de cultura e a alterar a maquinaria bioquímica para sobreviverem
naquele meio. É a altura em que as células são pequenas e a taxa de crescimento é praticamente nulo.
Fase estacionária: escassez nutritiva; não há aumento de células e o número de células mortas corresponde ao número
de células que crescem.
1) Temperatura
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2) Disponibilidade de oxigénio
- Aeróbios obrigatórios: proliferam nas condições atmosféricas normais de oxigénio. Dentro destes tem-se os
microaerófilos que proliferam em baixa quantidade de O;
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Nutrição
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Microbioma Humano
Pode concluir-se que a boca é o local com maior variedade e quantidade de microrganismos, sendo que predominam o
Staphylococcus e o Streptococcus.
Defesas antimicrobianas
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Podem ser barreiras mecânicas e físicas (mucocutâneas), como a pele (queratinização, junções intercelulares,
descamação, sebo, baixa humidade) ou as mucosas, sendo estas mais suscetíveis, mas não indefesas, pois possuem
cílios, muco, pH e IgAs.
Existe também a lisozima, lactoferrina e antibióticos naturais de natureza proteica, como as histadinas, defensinas,
criptidinas, dermocidinas, catelecidina e hepcidina.
Defesas internas como a fagocitose e fatores solúveis (aglutininas, precipitinas, opsoninas).
Proteínas de fase aguda: proteína C reativa, fibrinogénio e alfa I-antitripsina.
Interferões.
Complemento.
Moléculas que reconhecem manose e outros hidratos de carbono microbianos.
-Específicas: resultam de rearranjos clonais em linfócitos e precisam de exposição prévia ao antigénio com tempo para
se “diferenciarem”.
São exemplos: linfócitos, produção de anticorpos e células citotóxicas.
A pele possui características como um pH de 5.5, uma temperatura que varia entre os 30 e os 37 graus e a existência de
nutrientes. Este órgão pode ainda ser definido como um habitat em dois sentidos: habitat superficial ou profundo.
Para alem disto a pele sofre ainda erosão, a típica descamação da camada superficial de células mortas, o que dificulta
a agregação dos microrganismos.
Os MO presentes na pele são essencialmente Gram + devido às condições mais difíceis de suportar que esta
proporciona, como a elevada pressão osmótica. Como as bactérias Gram + possuem maior quantidade de
peptidoglicano, ser-lhes-á mais fácil suportar esta pressão. Assim, estão presentes na pele os seguintes
microrganismos:
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- Staphylococcus
- Corynebacterium
- Propionibacterium
- Micrococcus
- Bacilos Gram –
- Malassesia.
1) Staphylococcus
Nariz, axilas, períneo e interdigital: S. aureus (35% fossas nasais, 20% períneo, 5-10% axilas e interdigitais)
Ouvidos: S. auricularis
Cabeça: S. capitis
Pés: S. Cohnii e xylosus
Cabeça e tórax: S. epiderdimis
Tórax: S. haemoiticus
Braços e pernas: S. hominis
Rosto: S. saccharolyticus
Os fatores de virulência do S. aureus passam pela produção de toxinas que causam danos na MC, choque
tóxico, exfoliação e emesis. Produz também fibrina e fibronectina, bem como danifica os tecidos. Por fim,
possui coagulases (S. epidermis, S. haemolyticus e S. hominis), leucotoxinas, leucocidinas, etc.
- Sistémicas: intoxicação alimentar, síndrome de choque tóxico, pneumonia, artrites, osteomilite, endocardite
e infeções associadas a cateteres.
2) Corynebacterium
3) Propionibacterium
Causadora da acne.
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4) Streptococci
Strep. pyogenes
São causadoras de patologias como a celulite e a fascite necrótica. Esta ultima levando à gangrena e, por fim, à
toxémia e choque.
5) Brevibacterium
B. epidermidis e B. casei.
Encontradas, por exemplo, no queijo.
6) Bacilos Gram –
As doenças dermatológicas não são unicamente devidas a bactérias, mas também a vírus, como é o caso do herpes
simplex, varicela zooster e epstein-Barr, que são vírus com manifestações orais, causando ulceração da mucosa oral.
Infeções de feridas
Por ultimo, o local preferencial de infeção são as queimaduras dado que neste local a colonização é mais fácil. Também
neste caso as infeções são polimicrobianas, geralmente por:
- Streptococcus pyogenes;
- Pseudomonas aeruginosa;
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- Staphylococcus aureus.
Prevenção da infeção
Sistema cardiovascular
Bacterémia/Septicémia/ Sépsis
É assintomática e transitória, causando febre, hipotensão e tremores, dado que ocorre uma multiplicação de
microrganismos na corrente sanguínea.
A resposta sistémica a esta proliferação anormal é mediada por citocinas.
-Sistema imune pouco competente, infeção por instrumentação ou cirurgia ou sépsis localizada.
Factor Agente
Infeções do coração
Etiologia
Turbulência leva à agregação de plaquetas e fibrinas, que causam trombos. Os trombos são locais preferenciais de
agregação microbiana, formando-se êmbolos (massa intravascular que migra pela corrente, chegando a um local
distante do de origem) e dão-se os sintomas clínicos.
Fatores e predisposição
Doença reumática, válvulas cardíacas prostéticas, patologia cardíaca congénita como a alteração das válvulas, defeitos
do septo cardíaco, historia previa de endocardite, cirurgia cardíaca previa (by-pas coronário), transplantados ou
utilizadores de drogas por via intravenosa.
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Patologia reumática
Endocardite infeciosa
Características clínicas
Microbiologia
A virulência dos microrganismos causadores de endocardite infeciosa está a associada à sua capacidade de produção
de exopoisacarideo extracelular, como é o caso do dextrans, a capacidade de adesão à fibronectina e o estímulo de
agregação plaquetária.
Diagnóstico microbiológico
Prevenção
Contudo, existem casos em que a profilaxia não deve ser realizada, sendo esses:
- Radiografia intraoral;
- Lesões, com sangramento, dos lábios e da mucosa oral;
- Colocação e manutenção de aparelhos prostéticos ou ortodônticos;
- Exfoliação de dentes decíduos;
- Anestesia por injeção em tecidos não infetados.
Próteses
Próteses internas, sejam elas intravasculares ou articulares requerem sempre cuidados adicionais e constituem risco
para EI;
São fatores de endotelizaçao, formação de coágulos e êmbolos que proporcionam adesão microbiana.
Sistema Locomotor
Este sistema possui macrófagos especializados nas membranas sinoviais das articulações, sendo que o
líquido sinovial possui algumas células mononucleadas, complemento e lisozimas. Possui ainda
vascularização da medula e córtex do osso, contendo as defesas associadas à corrente sanguínea.
- Osso: Staphylococcus aureus, Mycobacterium tuberculosis, Coliformes, Salmonella (Typhi), Brucella spp.
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Causada essencialmente por Mycobacterium tuberculosis, Salmonella spp. e Brucella spp., mas também por
Staphylococcus aureus, Hamephilus influenzae, Streptococcus pneumoniae, Neisseria gonorrheae e anaeróbios não
formadores de esporos como os bacteroides.
Esta patologia ocorre mais frequentemente em crianças, sendo que as causas podem ser sepsis previa
da pele, nasofaringe, seios nasais, pulmões e trato genital. Em caso de rotese pode originar do
paciente ou equipa medica ou bloco operatório.
Diagnostico: obseraçao direta do biofilme e cultura do fluido aspirado, hemocultura, cultura do foco
primário suspeito ou testes serológicos a Salmonela e Brucella.
Tratamento: antibioterapia imediata baseada em antibiograma, podendo ser isquémica ou localizada.
2) Artrite reativa
3) Osteomilite
3.1.) Aguda
Mais comum em crianças de idade inferior a 10 anos, causada por Staph aureus, H influenzae, Strep
pyogenes, S pneumoniae, Salmonella, Brucella e anaeróbios não formadores de esporos.
3.2) Cronica
Mais comum em adultos, sendo causada por Staph. Aureus, Mycobacterium tuberculoris, Pseudomonas
aeruginosa, Salmonella, Brucella spp.
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4) Osteomilite e MD
Mais comum na mandibula, sendo facilitada por patologia óssea, irradiação e trauma em condições
debilitadas.
Sistema Nervoso
Caracteriza-se por ser estéril, sendo que raramente ocorrem infeções; contudo, quando acontecem são
geralmente fatais e caracterizadas pela sua compartimentalização, são separadas da corrente sanguínea, não
possui sistema imunitário intrínseco e constituem uma estrutura única e compacta.
Possui uma barreira hematocefálica constituída por endotélio frenestrado, epitélio do plexo coroide, uma
membrana basal e o líquido cefalorraquidiano. Este último possui poucos anticorpos e complemento,
apresentando-se estéril nas culturas bacteriológicas regulares. Quando ocorre infeção deste líquido este
pode levar à infeção da membrana pia-aracnóide.
1) Meningite
Origem bacteriana (Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus pneumoniae), viral (enterovirus)
ou fúngica.
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Os sinais clínicos são vários, de acordo com o microrganismo que a causa. Desta forma, podemos ter que:
- Neisseria meningitidis: afeta crianças e adolescentes, possuindo um inicio agudo (6-24h apos infeção) e causa
erupção cutânea. A taxa de mortalidade é de 7 a 10%, tendo uma baixa probabilidade de deixar sequelas no
hospedeiro.
- Hameophilus influenzae: crianças de idade inferior a 5anos, possuindo um inicio menos audo (1-2dias apos a
infeção) e uma taxa de mortalidade da ordem dos 5% e uma probabilidade de sequelas d 9%.
Virulência: capsula
- Streptococcus pneumoniae: todas as idades, mas mais nas crianças de idade inferior a 2 anos e idosos. Nestes
últimos pode ter um inicio agudo, seguido de pneumonia e/ou septicemia. A taxa de mortalidade ronda os
20-30% e a probabilidade de sequelas é de 15 a 20.
- Streptococcus agactiae: transmissão via vertical (durante o parto), possuindo a capsula como fator de
virulência. Para diagnostico coloca se em cultura de agar de sangue fluido genital da mãe ou faz-se uma
cultura do CFS (liquido cefalorraquidiano). A prevenção passa por tratar previamente a mãe.
- Escherichia Coli: transmissão vertical, não possuindo fatores de virulência. Diagnostico por cultura e não
existe prevenção.
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- Listeria monocytogenes: transmissão vertical, sendo que o fator de virulência seja o crescimento
intracelular. O diagnostico faz-se por testes rápidos como o enriquecimento frio. A prevenção passa por
cozinhar os alimentos, evitando-se os não pasteurizados.
2) Abcessos
3) Encefalite
- Herpes simplex 1 ou 2: transmissão vertical ou reativação de infeção latente. Não possui fatores de
virulência e o diagnostico passa por PCR, Ab fests e crescimento de vírus em cultura de células.
4) Infeções crónicas
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5.1.) tétano
Clostridium tetani
Tetanolisina: hemolisina.
A contaminação é feita por esporos da bactéria existentes no solo, sendo que a prevenção passa por
vacinação e o tratamento por antídotos (infeção precoce) ou alívio dos sintomas (ventilação
artificial).
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Trato Urogenital
O trato genital feminino possui mais de 50 especies e um biofilme cobrindo o epitélio urogenital predominantemente
composto por lactobacilli.
Microbiotas associados: E. coli, enterobacterium fecalis, Staphylococcus saprophyticus e Streptococcus grupo beta hemolítico.
Os fatores de virulência passam pela adesão às células epiteliais e adesinas (hemolisinas, aerobactinas e antigénios
capsulares, todas pertencentes à E. coli), fimbrias (pap e adesina S), proteína T extracel, aerobactinas, adesinas DR,
genes guaA e argC (degradação da D-serina) e lipopolissacarídeo com domínio O4.
Infeções na mulher
1) Abcesso renal
3) Pielonefrites
4) Cistites
Infeção urinaria, tal como nas pielonefrites.
6) Vaginite
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Infeções no homem
1) Infeções da uretra
2) Balanite
Microrganismos das vias genitais: lactobacilli (fatores de aderência), staphylococci, streptococci e enterobacteria.
Candidiase vaginal
Causada por um fungo dimórfico: hifas, que são favorecidas por um pH elevado e temperatura acima dos 37ºC). Em
forma comensal existe em cerca de 20 a 25% dos indivíduos.
Relativamente à sua virulência leva a uma inoculação direta, baixas do Sistema Imune e possui outros fatores de
virulência. No hospedeiro a virulência é causada por questões endógenas (hormonais ou imunes) ou exógenas como a
antibioterapia.
- herpes: causada pelo vírus herpes simplex, resultando em lesões vesiculosas na zona genital.
- Cancro do colo do útero: causada pelo vírus do Papilloma e resulta em lesões ulcerosas do cérvix ou assintomático.
- Inflamação pélvica: causada pela bactéria Chlamydia trachomatis, resultando numa infeção da uretra e do cérvix.
- Gonorreia: causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, resultando em infeções da uretra com descargas purulentas.
- sífilis: causada pela Sífilis; possui 4 fases: ulceras genitais, ulcerais orais e da pele, necrose das ulceras orais e sífilis
cardíaca e neurológica.
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Sistema Respiratório
O sistema respiratório possui locais estéreis e localizados, tendo um microbioma com disseminação hematogénica.
Constitui uma porta de entrada a agentes patogénicos estritos como a Mycobacterium tuberculosum, o Strep. Pyogenes beta
ou o Pneumocystis carinii).
Em medicina dentária os aerossóis são responsáveis pela adesão, crescimento e proliferação dos microrganismos.
Gram + Gram -
1) Vírus
Reinovirus, adenovírus, parainfluenza, influenza, coxsackie A e outros enterovirus, EBV, HSVI e II.
2) Bactérias
3) Fungos
Polissacarídeos capsulares, protéases IgA I, pneumolisinas (hemoisina que atua no tecido pulmonar e é especifica de
Streptococci), fímbrias e LPS.
As alterações no microbioma normal do sistema respiratório podem alterar-se devido a diferentes fatores como a idade
do hospedeiro, a barreira mucosa e o sistema imunitário (IgA e fagocitose), alterando os fatores normais de defesa.
Neste caso é necessária antibioterapia prolongada.
A aspiração de secreções pode levar ao desenvolvimento de uma infeção localizada capaz de destruir os tecidos. O
passo seguinte será a disseminação hematogénica, podendo atingir o sistema imunitário e o baço.
Possuem uma alta morbilidade e origem virusal, podendo ter implicações sistémicas.
- Angina pseudomembranosa, branca ou Difteria: Corynobacterium diphteriae que liberta uma exotoxina cardio
ou neurotóxica;
- Angina de Vincent: fusobacteria e espiroquetas, depende da higiene oral e estado nutritivo. Causa gengivite
ulcerativa e necrosante.
Este tipo de infeção pode ser aguda ou até mesmo crónica, normalmente devida a flora indígena oportunista.
- Otites: agudas (secundarias, apos constipação e causadas por Hemophilus influenzae, Strep. Pneumoniae e S.
pyogenes) ou crónicas (caracterizada por descargas purulentas que podem ser recorrentes);
- Sinusites: agudas (secundaria apos constipação, Hemophilus influenzae, Strep. Pneumoniae e S. pyogenes) ou cronicas
(devido à “ajuda” das Staph. Aureus e Bacteroides, estando associadas a sintomas severos e persistentes, incluindo
cefaleias e dores de dentes).
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3) Traqueia e brônquios
- Bronquites: resultam de complicações da infeção das vias aéreas superiores devido a Hemophilus influenzae,
Strep. Pneumoniae, Branhamella catarrhalis e Mycoplasma pneumoniae, podendo ser agravadas por fatores do
hospedeiro;
- Fibrose quística: defeito congénito da produção de muco, devido a Staphylococcus aureus, Strep. Pneumoniae e
Pseudomonas aeruginosa, essencialmente esta última;
- Tosse convulsa: baixa mortalidade, mas potencial morbilidade. Contudo, existe vacina para o antigénio da
bactéria que a causa que é a Bordetella pertussis.
4) Pulmões
Lobular: só um dos pulmões é afetado, sendo que o agente infecioso tem origem externa e é o
pneumococcus. Contudo, Haemophilus influenzae e Staph. Aureus podem estar implicados. O que acontece é que as
bactérias competem com as células pulmonares por nutrientes. Ocorre a produção de pneumolisinas, sendo
ainda resistentes à fagocitose devido às suas capsulas.
- Doença de legionário: sintomas respiratórios, bem como confusão, falhas renais e gastroenterite. É causada
por Legionella pneumophila e outras legionellas, sendo o microrganismo disseminado por águas estagnadas;
- Tuberculose: causada pela Mycobacterium tuberculosis, apresenta uma multirresistência a antibióticos e causa
imunossupressão.
Os microrganismos
Streptococcus pneumoniae
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Fatores de virulência: cápsula e fagocitose, adsao, IgA I ase, hialouridase, neuroaminase, inflamação e resistência a
fagocitose.
Haemophilus influenzae
Bactéria Gram -, pleimorfico, com Fe e estirpes encapsuladas de a a f, sendo que 50 a 80% não são encapsulados e 3 a
5% são-no.
Fatores de virulência: capsula, HMW I e II, fímbrias, alterações fenotípicas e antigénicas, LPS, protéase IgA I, camada
epitelial fica debilitada.
A infeção é facilitada pela entrada a partir do trato respiratório ou infeção viral antecedente.
Contudo, o sistema imunitário é eficaz por anticorpos e baço e a prevenção passa pela vacinação por Hib.
Neisseria meningites
Corresponde a um diplococo Gram – aeróbio (5 a 8% CO2). Testes em agar de sangue e chocolate, TSA, M-H.
Produz autolisinas.
Fatores de virulência: cápsula (13 serotipos sendo 8 patogénicos, tendo a maioria da população serotipos sem cápsula;
contudo, podem ter serotipos com capsula e estes serem assintomáticos), LPS e LOS com variação antigénica,
adesinas fimbrilares, Opa (adesão ao epitélio), protéases de IgA I.
Causa meningite, sendo rápida e fulminante, no fim do inverno e inicio da primavera. É endémica até aos 5 anos e
epidémica dos 5 aos 19.
Vírus
Estrutura
Involucro viral: bicamada de natureza fosfolipídica com origem membranar no hospedeiro. Os vírus sem este
involucro designam se vírus nus.
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Morfologia
Dimensões variáveis na ordem dos 20-400nm. Contudo, existem vírus de dimensões semelhantes a pequenas
bactérias.
Podem apresentar uma morfologia filiforme, mais ou menos longos, mais ou menos flexíveis, com forma
esférica ou outros mais complexos, combinando características morfológicas de formas elementares.
Comparativamente aos restantes os vírus nus possuem uma estrutura mais rígida que os vírus com involucro,
cujos podem apresentar morfologia variável (pleomorfismo).
Relativamente à simetria: helicoidal (vertical, associados estreitamente ao genoma viral, que adota uma forma
helicoidal) ou icosaédrica.
Classificação de Baltimore
Grupo I
Genoma constituído por uma cadeia de DNA dupla, sendo ela linear ou circular.
Ex.: bacteriófagos com cauda, vírus herpes, papilomavirus, adenovírus e poxvirus.
Replicam-se na célula hospedeira, utilizando essencialmente enzimas codificadas pel genoma do hospedeiro
ou por enzimas virais. Contudo, é comum a síntese de componentes estruturais dos viriões dá-se sempre dado
que se replica o DNA viral.
Grupo II
Grupo III
Grupo IV
Grupo V
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Grupo VI
Grupo VII
Vírus de DNA
- Herpes vírus: são os principais responsáveis pelas infeções orais, causando infeção latente e é normalmente
associada à infeção de nervos.
Vírus de RNA
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3- Montagem e extrusão.
Patologias associadas
1) Hepatite
Ocorre inflamação e necrose do tecido hepático por variadas causas, sendo a infeção a causa mais comum.
Os sintomas incluem mau estar geral, fadiga, icterícia, escurecimento da urina e fezes gordurosas e
descoradas.
1.1) Hepatite A
Causada pelo picrona vírus, não havendo grande risco associado à pratica da medicina dentária, pois
vírus existe em poucas quantidades na saliva, raramente se transmite por picada de agulha e tomadas as
normas de controlo normais não há espaço para erros.
1.2) Hepatite B
- resposta forte
Hepatite aguda clinica, passado a fulminante e morte.
No caso da hepatite B viral esta constitui um maior risco em medicina dentaria, mais precisamente para
cirurgiões orais e periodontologistas (sulco gengival e saliva).
É, assim, importante a vacinação e o controlo da infeção cruzada, sendo estas medidas suficientes.
1.3) Hepatite C
Infeções cronicas persistentes, causando danos em cerca de 70% dos indivíduos infetados.
Manifestações orais: Lichen planus, cancro oral e patologias de glândulas salivares.
A possibilidade de infeção por picada é baixa, ronda os 3-10%.
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1.4) Hepatite D
Associada à B, pois partilha o mesmo envelope viral (co-infeçao com HBV ou super infeção a HBV).
Em poucos casos esta a associada à transmissão em consultório.
1.5) Hepatite E
Transmissão por água contaminada por fezes, apresentando um padrão infecioso semelhante ao da
hepatite A.
Não parece induzir uma resposta imune forte nem há dados de transmissão.
Não esta confirmada a existência de uma hepatite F.
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Constitui um retrovírus que pode afetar o sistema imunitário (lentivírus :HIV-1 e HIV-2), causar cancro
(oncovírus :HTLV-I e HTLV-II) ou ser spumavírus.
Para infetar as células cujo genoma seja DNA, ele necessita de uma maquinaria capaz de, através do seu
genoma (RNA) criar DNA, de modo a ser compatível. Assim, este vírus possui: transcriptases reversas que
criam DNA a partir de RNA, cápside P24 altamente antigénica e matriz P27 (proteção), no seu interior.
Exteriormente é formado por gp120 (proteínas de acoplamento), gp41 (glicoproteínas transmembranares)
e uma membrana lipídica proveniente do hospedeiro.
Replicação
Estabilidade do vírus
Transmissão
Contudo, este geralmente não é transmitido pela saliva dado que esta não é infeciosa, pois:
- não existe vírus dado que não há células, logo não há hospedeiro para infetar (<1partícula viral por ml),
IgA (p24, gp120, gp160) e porque a saliva possui mucinas e inibidores proteicos.
- se o vírus estiver 30min em saliva perde a virulência. Assim, se o HIV contactar por 30min com a mucosa
oral não causa infeção, o mesmo não acontecendo com o contacto com a mucosa vaginal.
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Complicações associadas
O HIV leva a uma supressão do sistema imunitário, deixando espaço livre para:
1) Infeções oportunistas
Pneumonia, toxoplasmose cerebral, meningite, encefalite, doenças mucocutâneas (candidíase,
infeções por HSV,…) e doenças gastrointestinais (Giardia, Cryptosporidia e Microsporidia).
2) Neoplasias
Sarcoma de Kaposi, Linfomas e Leucemias.
3) Outras
Encefalopatia, Lúpus e Dermatite seborreica.
Estágios de infeção
Infeção primária: grande número de linfócitos TCD4+ com pequeno número de cópias de vírus HIV.
Síndrome agudo de HIV: aumento bastante considerável o numero de copias de HIV, com dimimuiçao
acentuada do numero de linfócitos TCD4+.
Latência clínica: o numero de linfócitos aumenta um pouco e o de copias de HIV diminui, mas rapidamente o
oposto acontece. Aqui o estado do paciente começa a ser crítico, começam a dar-se os primeiros sintomas (fase
sintomática), as doenças oportunistas aparecem e, se o processo não for atenuado, dá-se a morte, quando o numero de
linfócitos chega perto do 0 e o numero de vírus é enorme.
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1) Fúngicas
Candidíase oral, eritema gengival linear e queilite angular.
2) Infeções virais
Leukoplakia, sarcoma de Kaposi, infeções herpéticas e Papillomas.
3) Infeções bacterianas
Gengivite e periodontite.
4) Linfadenopatias e linfomas.
Diagnóstico laboratorial
Faz-se o diagnostico serológico pelo teste de Elisa (2% falsos positivos e negativos), sendo que o positivo é feito mais
que uma vez em duplicado.
Posteriormente faz-se a confirmação de ELISA por Western Blot, isolamento do vírus e deteção dos ácidos nucleicos
virais ou antigenes.
Tratamento
4) Profilaxia de infeções
Prevenção
Programas de educação.
Em clínica dentaria o risco de transmissão é de apenas 0.4%.
Indivíduos imunodeprimidos
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- Secundária: causas medicamentosas, neoplasias (radioterapia), infeciosas, deficiências nutritivas, doenças auto-
imunes ou diabetes.
- Endógenos: candidíase;
- Exógenos: do ambiente, incluindo o nosocomial. Aqui terão de ser verificados a duração da imunossupressão, a
antibioterapia atual e anterior e a higiene oral.
Relativamente à prevenção, terá de existir uma vigilância constante, uso d antibioterapia e isolamento.
No que toca ao tratamento, terá de ser gerido de duas formas:
- Gestão pré tratamento: antes da radio ou quimio será necessária a remoção dos dentes não restauráveis e passiveis de
vir a provocar infeção e ainda será necessário reforçar a educação para a higiene oral.
- Gestão durante o tratamento: necessário incluir um médico na equipa que acompanha o paciente.
Ex.: Xerostomia – poderá ser causada pela idade, terapêutica, radioterapia ou síndrome de Sjorgren, causando cáries
dentárias, periodontite, candidíase, infeções das glândulas salivares e facilita a infeção por Staph. Aureus.
Diagnóstico microbioloógico
O diagnóstico microbiológico é um modo de saber se determinado microrganismo está ou não presente num
indivíduo.
Assim sendo, é necessário um pedido de exame, seguido da colheita de um fluido do individuo que requer o exame.
Dá-se o transporte da amostra até ao laboratório onde o exame é efetuado e o resultado é apresentado. Interpreta-se o
exame, faz-se o diagnostico e a terapia e segue-se novamente ao paciente.
O resultado pode ser ambíguo, isto é, existe a necessidade de saber que tipo de resultado se terá, dado que a
sensibilidade e a especificidade de resultados varia.
Assim, temos que o resultado pode ser positivo para a presença do microrganismo (V+), mas também verdadeiro para
a ausência do microrganismo (V-) e temos que o resultado pode ser falso para a presença do microrganismo (F-) e
falso para a ausência do microrganismo (F+).
Os métodos de diagnóstico podem ser designados por “métodos genotípicos diretos” em que a amostra é analisada
sem se fazer a cultura antes.
De um modo geral, os métodos genotípicos baseiam-se em sondas moleculares (cadeias únicas de ácidos nucleicos
com o qual se podem hibridizar). Um exemplo de uma aplicação é usar estas sondas moleculares que hibridizem com
genoma bacteriano, de forma a ficarmos “ligados” a essa bactéria.
Controlo positivo: muitas cópias de DNA, concluindo-se que o primer de DNA está bom.
Controlo negativo: tudo do PCR, menos o DNA.
Categorias
1) Observação direta
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1.1) Colorações
Determinadas substancias/ microrganismos têm afinidade com colorações, sendo que quando aplicada a
coloração eles obtêm a cor.
1.3) Imunocitoquímica
Permite detetar antigénios específicos de dado antigénio. Pode ser por três tipos:
- Reação de aglutinação: utiliza partículas de bactérias, eritrócitos ou latex revestidas com anticorpo
específico para aquele antigénio, sendo utilizadas para detetar antigénios solúveis.
-Imunoensaios enzimáticos: aqui os anticorpos revestem uma fase sólida. Para deteção dos antigénios são
usadas substancias como antiglobulinas marcada por um isótopo (RIA) ou por uma enzima (EIA). Por
fim, e como é o caso da deteção do HVB, utilizam-se anticorpos marcados com uma enzima e revelados
por uma reação colorimétrica (ELISA).
Os meios de cultura têm como função proporcionar o ambiente e os nutrientes necessários à proliferação de
determinado microrganismo, dado que pode ser simples (urina, liquido cefalorraquidiano e sangue) ou a amostra terá
de ser previamente tratada e só depois colocada em meio de cultura especial.
No caso dos fungos, bactérias e alguns parasitas existem meios de cultura adequados à sua proliferação; no entanto,
no caso dos vírus e alguns parasitas intracelulares obrigatórios será necessária a utilização de células.
Relativamente ao tempo de incubação este varia consoante o microrganismo, porém ronda as 18 a 24h para os MO de
crescimento rápido como é o caso da E. Coli ou tempo mais prolongado para MO de crescimento como é o caso da M.
tuberculosis (3 a 8 semanas) ou anaeróbios estritos (48 a 96h).
O meio de cultura é depois incubado a uma temperatura e quantidade de oxigénio perfeitos ao desenvolvimento dos
MO.
Os testes para saber se o MO está ou não presente são realizados através de reações entre o MO e o meio de cultura,
como é o caso do teste ao Streptococcus beta hemolítico.
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Apos a cultura segue-se a identificação e a tipagem (serotipagem, biotipagem, tipagem de fagos, tipagem de
bacteriocinas, MEE, PFGE, RFLP, Ribotyping).
Resposta Imunitária
Procura-se determinado antigénio pela utilização de anticorpos, marcando-se o anticorpo com fluorescência de forma
a ser possível visualizar a ligação.
1) Método de aglutinação
2) Teste do complemento
3) Anticorpos fluorescentes
Corresponde a um método direto, contudo, acaba por ser fenotípico, dado que analisa o fenótipo da bactéria
quanto aos antigénios que ela produz.
Neste teste usa-se 1 anticorpo.
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4) ELISA
5) ELISA sandwich
Deteção de moléculas
PCR
Técnicas de método direto cada vez mais utilizadas, pois, muito embora sejam mais caras, o resultado é obtido mais
rapidamente e consegue-se detetar microrganismos particularmente difíceis de detetar em cultura ou cujo ambiente
de cultura não e praticável.
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Depois de extraído o genoma dá-se a sua ampliação por hibridização, de forma a que a mais pequena sequência possa
ser analisada.
Funções: deteção e identificação direta de microrganismos, deteção e caracterização de genes que codificam fatores de
resistência, dterminaçao da presença de genes responsáveis pela resistência antimicrobiana e subipagem dos
microrganismos para estudos epidemiológicos.
A deteção é feita por sondas moleculares (possuem locais de ligação às sequencias especificas que se tenta encontrar)
e FISH.
1) Real Time
Primers com fluorescência associada, permitindo fazer a contagem das copias existentes, podendo fazer-se
uma estimativa de quantas moléculas se ligaram ao primer.
2) Reverse transcription
Neste tipo de PCR o molde é RNA, usando-se uma transcriptase reversa de modo a se obter DNA.
3) Multiplex PCR
Adicionam-se mais genes, sendo maior o poder discriminatório e podendo dizer-se qual a espécie.
Tem-se, desta forma, vários pares de primers, aumentando-se a necessidade de controlo.
Permite a deteção de vários microrganismos numa só reação PCR.
4) Nested PCR
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Aqui têm-se genes bacterianos no meio de genes eucariotas e dois primers: um mais genérico e outro mais
específico.
O produto obtido numa reação PCR é submetido a outra, havendo maior probabilidade de contaminação.
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