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O Único Homem Que Está Isento de Erros, É Aquele Que Não Arrisca Acertar

Enviado por

Rafaela Coelho
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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“O único homem que está isento

de erros, é aquele que não


arrisca acertar”

Material laboratorial:

● Alcance: máxima quantidade


● Escala: margem de cada linha
● Gobelé: não tem muita precisão por isso não é aparelho de medida
● Vidro de relógio/placa de petri: serve para medir líquidos na balança
● Proveta: o menos rigoroso para medir
● Balão volumétrico: mede com muito rigor, mas apenas um valor específico
● Pipeta volumétrica: mais preciso do que a proveta e relativamente rigoroso.
Esvazia em 5 segundos
● Pipeta graduada: igual à pipeta volumétrica mas sem o “inchaço”
● Vareta: instrumento usado para ajudar a deitar o líquido
● Bureta: tipo pipeta mas com torneira

Incerteza ou imprecisão:
● Nos aparelhos analógicos, é metade do valor da menor divisão da escala
● Nos aparelhos digitais, é igual a uma unidade do último dígito de leitura.
● Medições indiretas: são precisos cálculos

Tipos de erros

Erros sistemáticos: são erros cujas causas podem ser identificadas. Falta de calibração
Erros aleatórios: causas imprevisíveis que desconhecemos, nós só podemos quantificar
a forma como se alteram.
Erros cálculos

Medir: fazer uma comparação entre um valor e uma medida padrão

As partículas subatômicas são: o eletrão (carga negativa), protão(carga positiva,


simétrica da carga do eletrão) e neutrão(sem carga)

Os protões e os neutrões encontram-se no núcleo (a parte central do átomo) e os


eletrões à volta do núcleo.

Os átomos não têm carga elétrica, uma vez que o número de protões é sempre igual ao
número de eletrões, ou seja, são eletricamente neutros.

Cada elemento químico é caracterizado pelo seu número de protões

Isótopos

Átomos do mesmo elemento podem ter núcleos diferentes por diferirem no número de
neutrões.

Isótopos são átomos do mesmo elemento (portanto, com igual número de protões) que
têm diferente número de neutrões.

Número atómico, Z é o número de protões

Número de massa, A é o número de partículas no núcleo, a soma do número de protões


com o número de neutrões.

Número de neutrões= A-Z


Massa Atómica Relativa

Para realizar comparações entre a massa dos átomos foi criado um valor de referência, usado
como padrão universal, chamada Unidade de massa atómica, que é igual a 1/12 da massa do
átomo de carbono-12.

Massa atómica relativa- número de vezes que a massa de um átomo é maior do que a unidade
de massa atómica.

Mas como cada átomo tem diversos isótopos e a massa dos átomos é a média ponderada dos
isótopos dos átomos.
A Quantidade de matéria

Quantidade de matéria- é uma grandeza relacionada com o número de entidades equivalente a


6.02*10^23, representa-se pelo símbolo n e a respetiva unidade base do SI chama-se mole, do
símbolo mol.

Constante de Avogadro- número de entidades presentes numa mol ou seja 6,02*10^23 é


representado por NA

6,02*10^23 é a quantidade de átomos presentes em 1g de átomos de hidrogênio, por isso é


equivalente à Unidade de massa atómica.

Massa molar- é a massa de uma entidade por mol( por exemplo o hidrogênio tem 1 g por mol) e
representa-se por M

Espetro eletromagnético e energia dos fotões


Uma partícula de luz chama-se fotão e transporta o menor valor de energia possível de
uma determinada radiação.

A energia do fotão depende da frequência da luz correspondente.


● A energia do fotão representada por E, e a frequência da radiação representada
por v, são grandezas diretamente proporcionais relacionadas pela expressão,
E=h*v.
● h é a constante de proporcionalidade, chamada constante de Planck, de valor
6,63*10-34 j s.

Ao conjunto de todas as radiações eletromagnéticas, ou seja, da luz visível e da


luz invisível, chama-se espetro eletromagnético.

Ordem crescente de energia e frequência das radiações:


1. ondas de rádio
2. micro-ondas
3. infravermelha
4. visível
5. ultravioleta
6. raios x
7. raios gama

Os espetros atómicos podem ser explicados por:


● A existência de níveis de energia bem definidos, devidos à quantização da
energia dos eletrões no átomo.
● A ocorrência de transições eletrónicas entre esses níveis por absorção ou
emissão de energia, energia essa também de valores bem definidos

A Libertação de energia pelo átomo manifesta-se pela emissão de luz cuja frequência
depende dos níveis entre os quais ocorrem as transições eletrónicas.

As riscas coloridas observadas correspondem a radiação emitida pelo átomo na zona


visível do espetro eletromagnético que resultam de transições eletrónicas de níveis de
energia.
Estando a Energia do eletrão quantizada, só ocorre transição eletrónica entre dois
níveis se o eletrão absorver ou emitir energia corresponde à de um fotão de energia
exatamente igual ao módulo da variação de energia entre esses níveis, |ΔE|.

Se o valor da energia for negativo, significa que o átomo libertou energia, se o valor de
energia for positivo significa que o átomo absorveu energia.

O valor de energia é calculado pela fórmula:

ΔE = Efinal − Einicial

É de prever que eletrões de elementos diferentes tenham energias diferentes, uma vez
que esta depende da:

● distância ao núcleo
● Atração entre os eletrões e o núcleo, que faz diminuir a energia
● Repulsão entre os eletrões, nos átomos polieletrônicos, o que faz aumentar a
energia.

Como cada elemento tem energias diferentes, os espectros atómicos funcionam,


portanto, como impressões digitais de elementos químicos.

No espetro de absorção de um dado elemento químico, as riscas escuras,


correspondentes à radiação absorvida, estão na mesma posição das riscas coloridas do
espetro de emissão do mesmo elemento químico.

Então, a energia do fotão emitido na transição eletrónica de um nível nb para um nível na


é igual à do fotão absorvido na transição de na para nb

Energia de remoção eletrónica

A energia de remoção eletrónica é a energia necessária para um eletrão num


determinado nível passar para o nível= ∞, em que a energia do n=∞ é igual a 0 J,
em suma, é a energia necessária para remover um eletrão de um átomo.

● Como os átomos têm constituições diferentes, a energia de remoção eletrónica de


cada átomo é diferente.
● Os eletrões mais fáceis de remover são os de valência enquanto que os do
cerne(perto do núcleo) precisam de mais energia.
● Os eletrões com maior valor de energia de remoção, Er, são aqueles que se
encontram mais próximas do núcleo(ocupam níveis de menor energia).
● Os eletrões com menor valor de energia de remoção, Er, são aqueles que se
encontram mais afastados do núcleo(ocupam níveis de maior energia).
● Cada valor de energia de remoção eletrónica representa um diferente
nivel/subnível de energia.

Nuvem eletrónica e orbitais


● A nuvem eletrónica representa a densidade da distribuição de eletrões, as regiões
mais densas significam que existe maior probabilidade de encontrar eletrões.
● Se os eletrões estiverem excitados, a nuvem eletrónica é maior.
● No modelo quântico, o comportamento dos eletrões é descrito por orbitais
atómicas.
● Cada nivel pode ser composto por diferentes tipos de orbitais(chamados de sub
níveis) os mais comuns são:
1. s
2. p
3. d
4. etc
● Cada tipo de orbital tem uma representação diferente, já que têm constituições
diferentes
● As orbitais s são constituídas por 1 orbital
● As orbitais p são constituídas por 3 orbitais
● As orbitais d são constituídos por 5 orbitais
● A partir do nível n»1 há orbitas s
● A partir do nível n»2 há orbitas p
● A partir do nivel n»3 há orbitas d
● Chamam-se orbitais degeneradas, orbitais que têm a mesma energia.

Spin do eletrão
Quando os eletrões são sujeitos a um campo magnético, alguns seguem uma direção
enquanto outros seguem uma direção oposta, isto é justificado com a carga eletrica dos
eletrões, como eles têm a mesma carga eletrica têm tendencia a afastar-se, por isso
apenas eletrões com spins opostos tendem a permanecer juntos ocupando uma mesma
orbital.

Configuração eletrónica dos átomos


● Princípio da exclusão de Pauli:
1. Cada orbital comporta no máximo 2 eletrões que diferem no estado de
spin. (Como só existem 2 spins, só pode haver no máximo 2 eletrões em
cada orbital).
● Princípio da Construção ou Princípio de Aufbau:
1. Os eletrões ocupam as orbitais de menor energia, de modo que a energia
do átomo seja mínima.
● Regra de Hund:
1. Em orbitais com a mesma energia(orbitais p ou d do mesmo nível-orbitais
degenerados), os eletrões são distribuídos de modo que seja máximo o nº
de eletrões desemparelhados.
Tabela periódica

● Atualmente existem 118 elementos,desses apenas 90 são naturais


● A tabela periódica está organizada em 18 grupos, 7 periodos e 5 blocos(s, p, d,
f)
● O bloco é igual a letra do subnível ocupado pelos eletrões de valência.
● O Grupo é igual a número de eletrões de valência
● O Periodo é igual a quantidade de níveis de energia ocupados.
● Chamam-se elementos representativos aos elementos dos grupos 1 ao 2 e 13
ao 18.
● O raio atómico é a propriedade periódica que aumenta ao longo do grupo e
diminui ao longo do período.
● Durante um grupo, como existe preenchimento de mais níveis de energia, o raio
atômico aumenta porque os eletrões de valência estão mais longe do núcleo.
● A energia de ionização é a quantidade de energia necessária para remover um
eletrão de valência.
● A energia de ionização aumenta ao longo do periodo porque a carga nuclear
aumenta e o nivel de energia mantêm.
● A energia de ionização e o raio atômico são inversamente proporcionais, quando
uma aumenta a outra diminui.

Propriedades dos elementos e das substâncias elementares

Substâncias elementares: as substâncias elementares são formadas por um só


elementos químico.

Existem dois tipos de propriedades:


● Propriedades de um elemento(associadas a átomos): número atómico, raio
atómico, energia de ionização.
● Propriedades de substâncias elementares (associadas a substâncias):ponto de
fusão, ponto de ebulição, massa volúmica.

Propriedades dos metais alcalinos(grupo 1):


● São elementos metálicos
● Têm apenas um eletrão de valência e energia de ionização baixa
● Tendem a formar iões monopositivos
● São metais-bons condutores de calor e eletricidade
● Oxidam-se muito facilmente, pelo que não existem livres na Natureza
● Reagem violentamente com a água, formando soluções alcalinas

Propriedades dos metais alcalino terrosos:

● São elementos metálicos


● Têm dois eletrões de valência e energia de ionização baixa
● Tendem a formar iões dipositivos.
● São metais-bons condutores de calor e eletricidade
● Oxidam-se muito facilmente, pelo que não existem livres na Natureza
● Reagem com a água, formando soluções alcalinas

Propriedades dos halogêneos:

● São elementos não metálicos


● Têm sete eletrões de valência e energia de ionização elevada
● Tendem a formar iões mononegativos
● São não metais-maus condutores de calor e eletricidade
● São muito reativos
● Formam sais(substâncias iónicas) com facilidade

Propriedades dos gases nobres:


● São elementos não-metálicos
● Têm oito eletrões de valência(o hélio tem apenas dois) e energia de ionização
muito elevada.
● Não tendem a formar iões.
● São gases-pontos de fusão e ebulição muito baixos
● Têm reatividade química muito baixa
● Têm grande estabilidade química

Densidade: m/v
densidade relativa: densidade do material/densidade da água
Tipos de ligações química

As substâncias podem ser formadas por átomos, por moléculas ou por iões

Quando existem ligações químicas entre dois ou mais átomos, a estabilidade


aumenta já que:
● repulsão entre núcleos;
● repulsão entre elétrões
● atração entre núcleos e elétrões.

Numa molécula, como podemos ver a partir do gráfico:


● quando os átomos estão afastados , sem qualquer interação entre elas, a
energia do sistema é zero
● Predominam as atrações e a energia do sistema diminui até atingir o valor
mínimo de energia de ligação, e a menor distância internuclear, estes
valores são determinados pelo equilíbrio entre forças atrativas e repulsivas,
que permite o estabelecimento da ligação.
Para quaisquer moléculas diatómicas, a distância internuclear de equilíbrio,
r0:
● As atrações predominam para distâncias superiores a r0.
● As repulsões predominam para distâncias inferiores a r0.
● Quando a energia do sistema é mínima a sua estabilidade é máxima, o que
acontece para a distância r0.

Ligações covalentes:

● Numa ligação covalente, há partilha de eletrões pelos dois átomos, entre


os quais se estabelece a ligação.
● A ligação química entre dois átomos é favorecida por eletrões partilhados
que se localiza na zona internuclear, ou seja, entre os dois núcleos.
● As ligações covalentes são representadas pelo modelo de Lewis.

● No modelo de Lewis, os eletrões de valência são representados à volta do


átomo.
● Os eletrões que são partilhados pelos átomos chamam-se eletrões
ligantes.
● Os eletrões que não são partilhados pelos átomos chamam-se eletrões não
ligantes.
● Para haver formação de moléculas, os átomos partilham eletrões ficando
com oito eletrões cada um.
● As ligações covalentes podem ser:
1. Simples: quando um par de eletrões é partilhado
2. Dupla: quando dois pares de eletrões são partilhados
3. Tripla: quando três pares de eletrões são partilhados
● Regra do octeto: os átomos ligam-se partilhando eletrões de forma que
cada um fique com oito eletrões de valência(dois, no caso do hidrogénio)

Ligações metálicas:
● Chama-se ligação metálica quando a partilha de eletrões não ocorre
apenas na proximidade de dois núcleos atómicos:dizemos que há uma
partilha deslocalizada de eletrões de valência (eletrões livres).
● Nos metais os átomos organizam-se em redes de átomos
● Predomina entre metais
● Ocorre entre todos os átomos do metal por partilha deslocalizada de
eletrões.
● Explica a formação de redes de átomos, organizados numa estrutura bem
definida, em substâncias metálicas como Au, Li, Mg.

Ligações iónicas:
● Na ligação iónica há transferência de eletrões de um metal para um não
metal com formação de catiões e aniões que se atraem.
● As ligações iónicas são responsáveis pelas formações dos sais. Nos sais,
os catiões e os aniões organizam-se em redes iónicas.
● Predomina entre metais e não metais
● Resulta da atração entre iões positivos e negativos formados por
transferência de eletrões entre átomos.
● Explica a formação de redes de iões organizados numa estrutura bem
definida, como LiF, MgH2, NaOH.

Energia de ligação e comprimento de ligação


● A energia de ligação é a energia necessária para quebrar uma ligação entre
dois átomos.
● A energia de ligação é igual a energia libertada na formação da ligação.
● O comprimento de ligação é a energia internuclear de equilíbrio, ou seja, a
distância entre os núcleos dos dois átomos ligados.
● Maior energia de ligação=Ligação mais difícil de quebrar=Ligação mais
forte=menor comprimento de ligação.
● Entre átomos dos mesmo elementos, de modo geral:
1. A energia de ligação aumenta e o comprimento de ligação diminui,
com o aumento do número de eletrões ligantes.
2. A ligação é mais forte quanto maior for o número de eletrões ligantes.
3. Para o mesmo número de eletrões ligantes, a força de uma mesma
ligação também depende da existência de outros átomos na molécula

Geometria molecular
Teoria da repulsão de Pares eletrónicos de valência (TRPEV): As repulsões
entre pares eletrónicos de valência são minimizadas, o que aumenta a
estabilidade e determina a geometria da molécula.
● Há repulsões entre todos os pares de eletrões de valência
● A disposição espacial dos átomos na molécula é a que minimiza as
repulsões entre os pares de eletrões de valência(ligantes e não ligantes)
● As posições relativas dos núcleos atómicos definem a geometria molecular
que corresponde à maior estabilidade da molécula.

● Ângulo de ligação- é o menor ângulo formado pelos segmentos de reta


que unem os núcleos de três átomos ligados.

Polaridade de moléculas e polaridade de ligações


● Em moléculas diatómicas homonucleares, os átomos envolvidos na ligação
são iguais, pelo que os eletrões na molécula são igualmente partilhados por
ambos os núcleos, resultando numa distribuição simétrica da carga
elétrica.
● Nas moléculas diatómicas heteronucleares, a partilha dos eletrões pelos
dois núcleos é desigual, o que origina uma distribuição assimétrica de
carga elétrica.
● Polaridade das moléculas:
1. Molécula apolar: apresenta simetria na distribuição de carga elétrica.
2. Molécula polar: apresenta assimetria na distribuição de carga
elétrica.
● Polaridade das ligações covalentes:
1. Ligação covalente apolar- entre átomos do mesmo elemento.
2. Ligação covalente polar- entre átomos de elementos diferentes.

● Moseley-Proposta da periodicidade dos elementos em função


do número atómico
● Mendeleev- Colocação dos elementos por ordem crescente
das suas massas atómicas e previsão da existência de novos
elementos
● Döbereiner- Organização das “tríades”
● Chancourtois- Proposta do modelo do “parafuso telúrico”
● Newlands- Organização dos elementos por “oitavas”

Estrutura de moléculas orgânicas

Os compostos orgânicos formam um grupo enorme de substâncias que inclui a


esmagadora maioria daquelas que contêm o elemento carbono na sua
constituição.
As substâncias orgânicas são representadas através de fórmulas químicas:Butano
C4H10;
As fórmulas de ligação em linha mostram apenas ligações entre átomos de
carbono, omitindo os respectivos símbolos e os dos átomos de hidrogénio a eles
ligados.
Os compostos orgânicos mais simples são os hidrocarbonetos, assim designados
por serem constituídos unicamente por carbono e hidrogénio.
Os hidrocarbonetos só com ligações simples chamam-se alcanos:

Expressão dos alcanos:CnH(2n+2)


Hidrocarbonetos halogenados são derivados halogenados resultantes dos
alcanos por substituição de um ou mais átomos de hidrogénio por halogênios.
Os alcanos têm apenas ligações simples e chamam-se hidrocarbonetos
saturados.
Os hidrocarbonetos que têm pelo menos uma ligação dupla ou tripla entre
átomos de carbono, chamam-se hidrocarbonetos insaturados.
Hidrocarbonetos insaturados com uma ligação dupla, de fórmula geral CnH2n,
chamam-se alcenos.
Hidrocarbonetos insaturados com uma ligação tripla, de fórmula geral CnH(2n-2),
chamam-se alcinos.
Pode concluir-se que, à medida que o número de pares de elétrons ligantes numa
ligação carbono-carbono aumenta:
● O comprimento de ligação diminui;
● A energia de ligação aumenta(a ligação é mais forte).
Entre átomos dos mesmo elementos maiores valores de energia de ligação
correspondem a menores valores de comprimento de ligação.
As moléculas estabelecem ligações entre si, designadas por ligações
intermoleculares.
As ligações intermoleculares são de natureza eletrostática.
As ligações intermoleculares permitem interpretar a solubilidade de sólidos em
líquidos, a miscibilidade de líquidos, a formação de agregados de moléculas e
outras propriedades da matéria, como pontos de fusão e de ebulição. A
intensidade das ligações intermoleculares é, de um modo geral, inferior à das
ligações intramoleculares.

Forças de van der Waals ocorrem entre:


● Moléculas polares
● Moléculas polares e apolares
● Moléculas apolares(forças de london
As ligações entre moléculas polares surgem devido à distribuição assimétrica
de carga nestas moléculas, da qual resultam forças atrativas.
As ligações entre moléculas polares e apolares surgem porque uma molécula
polar pode induzir uma distribuição assimétrica de carga numa molécula apolar,
entre a molécula polar e a molécula com polaridade induzida surgem forças
atrativas similares às que existem entre moléculas polares.
As ligações entre moléculas apolares porque as moléculas apolares podem
sofrer assimetrias momentâneas da sua densidade eletrónica. As distribuições
assimétricas de carga momentâneas induzem assimetrias de carga em moléculas
próximas, sendo as assimetrias de distribuição de carga instantâneas
responsáveis por interações entre as moléculas apolares, estas ligações chamam-
se forças de London, que são as forças intermoleculares menos intensas e, por
isso, explicam baixos pontos de fusão e de ebulição de substâncias apolares.
As ligações de hidrogénio são as ligações intermoleculares que se estabelecem
entre moléculas de água, são mais fortes do que seria de esperar se ocorressem
apenas ligações de van der Waals. Chamam-se a estas interações ligações de
hidrogénio e ocorrem em moléculas onde o hidrogénio,H, se liga a nitrogénio,
N, a flúor,F, ou a oxigénio, O.
São líquidos miscíveis, as misturas compostas por dois líquidos que
estabelecem entre si ligações intermoleculares do mesmo tipo.
Fração molar
A fração molar é definida pelo quociente entre a quantidade de matéria de um
componente a dividir pela quantidade de matéria total numa dada amostra:
fração molar=X(a)
X(a)=na/ntotal
A soma das frações molares dos componentes de uma amostra é sempre igual
a 1.
X(b)=n(b)/ntotal, temos que X(b)=N(b)/Na/Ntotal/Na
A concentração em massa, cm, refere-se à massa, m, de soluto a dividir pelo
volume, V, de solução.
Cm=msoluto/Vsolução
Cm=g/dm3
msoluto=g
Vsoluto=dm3
A concentraçaõ,c, diz respeito à composição quantitativa à quantidade de
matéria, n, de soluto a dividir pelo volume, V, de solução.

c=nsoluto/Vsolução
c=mol/dm3
nsoluto=mol
Vsolução=dm3
Lei de Avogadro:Volumes iguais de gases diferentes contêm o mesmo número
de moléculas, quando medidas nas mesmas condições de pressão e temperatura.
Deste enunciado da Lei de Avogadro resulta que:
● A divisão do volume de um gás pela quantidade de matéria correspondente
é uma constante
● Essa constante não depende do gás que se tenha mas apenas da pressão e
da temperatura a que se encontre.
Aquela divisão define uma grandeza designada por volume molar, Vm
Volume molar, Vm:
Vm=V/n
Vm= dm3/mol
V=dm3
n=mol
À pressão de uma atmosfera e temperatura de 0ºC, designadas por condições
PTN, uma mole de um qualquer gás ocupa um volume igual a 22,4 dm3.
Massa volúmicaa, ou densidade, de um gás,ρ:
ρ=M/Vm
ρ=g/dm3
M=g/mol
Vm=dm3/mol

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