O papel primordial da administração publica pública e de satisfazer as necessidades colectivas
de todos os cidadãos entretanto a lei abre espaco para que no caso de alguma violação desses
direitos os particulares tem garantias que os assiste . Dentre elas as garantias graciosas ,
contenciosas ,impugnatórias e politicas. Contudo o nosso trabaho vai falar das garantias
contenciosas em especial o Recurso contencioso e o modelo contencioso administrativo de
Moçambique.
Garantias contenciosas são as que se efectivam perante os órgãos do poder judicial do estado
designadamente ,O Tribunal Administrativo e os tribunais administrativos. ( Albano Macie,
Lições do direito administrativo moçambicano, volume2,2018).
Garantias Cotenciosas são as grarantia que se efetivam através da intervenção dos tribunais
administrativos, representam a forma mais elevada e mais eficaz de defesa dos direitos
subjctivos e dos interesses legítimos dos particulares.( Freitas do Amaral).
Pressupostos Processuais
Conceito
Os “pressupostos processuais” são as condições de interposição do recurso, isto é, as
exigências que a lei faz para que o recurso possa ser admitido.
Importa não confundir condições de interposição, ou pressupostos processuais, com
condições de provimento:
- As condições de interposição, ou pressupostos processuais, são os requisitos que têm
de verificar-se para que o Tribunal possa entrar a conhecer do fundo da causa;
- As condições de provimento são aquelas que têm de verificar-se para que o Tribunal,
conhecendo do fundo da causa, possa dar razão ao recorrente.
Competência do Tribunal
O principal factor determinante da competência dos Tribunais Administrativos no
âmbito dos recursos contenciosos é a categoria do autor do acto recorrido. A natureza da
questão controvertida passou a constituir também factor relevante em 1996, tendo passado a
existir um Tribunal Central Administrativo que, no âmbito do recurso contencioso, possui
competência especializada em função da matéria, nas questões relativas ao funcionalismo
público.
Competência do Supremo Tribunal Administrativo ;
Competência do Tribunal Central Administrativo . Dos recursos de actos
administrativos ou em matéria administrativa praticados pelo Governo, seus
membros, Ministros da República e Provedor de Justiça, todos quando relativos ao
funcionalismo público, pelos órgãos de governo próprio das Regiões Autónomas e
seus membros, pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, pelos
Chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, pelos órgãos colegiais
de que algum faça parte, com excepção do Conselho Superior de Defesa Nacional,
bem como por outros órgãos centrais independentes ou superiores do Estado de
categoria mais elevada que a de director-geral;
Competência dos Tribunais Administrativos :
a) Dos recursos de actos administrativos dos directores-gerais e de outras
autoridades da administração central, ainda que praticados por delegação de
membros do Governo;
A’) Dos recursos de actos administrativos de órgãos das Forças Armadas para cujo
conhecimento não sejam competentes o Supremo Tribunal Administrativo e o Tribunal Central
Administrativo;
A”) Dos recursos de actos administrativos de governadores civis e de assembleias
distritais;
b) Dos recursos de actos administrativos dos órgãos de serviços públicos dotados de
personalidade jurídica e autonomia administrativa;
c) Dos recursos de actos administrativos dos órgãos da administração pública
regional ou local e das pessoas colectivas de utilidade pública administrativa;
d) Dos recursos de actos administrativos dos concessionários;
D1) Dos recursos de actos administrativos dos órgãos de associações públicas;
D2) Dos recursos de actos de que resultem conflitos de atribuições que envolvam
órgãos de pessoas colectivas públicas diferentes;
Determinação da competência territorial , o Tribunal Administrativo de círculo
territorialmente competente é o da residência habitual ou sede do recorrente.
Regime de incompetência do Tribunal , a circunstância de o pedido ser dirigido ao
Tribunal Administrativo incompetente não determina a perda do prazo de recurso e, se a
incompetência for apenas em razão do território, o processo é oficiosamente remetido ao
Tribunal competente.