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Indicador de Consumo Consciente no Brasil

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CONSUMO CONSCIENTE

Junho 2015
ÍNDICE

1. Introdução ....................................................................................................... 3

2. A visão e hábitos de consumo consciente dos brasileiros ................................ 4

3. Indicador anual de consumo consciente (ICC - SPC Brasil) ............................... 8

3.1. Sub-indicador de Práticas Financeiras ..................................................................... 10

Uso consciente de telefonia celular ......................................................................... 13

3.2. Sub-indicador de Práticas Ambientais .................................................................... 14

Uso da água ..................................................................................................... 16

Energia elétrica ................................................................................................. 17

3.3. Sub-indicador de Práticas de Engajamento Social ....................................................... 19

4. Qual o perfil do consumidor consciente? ........................................................ 22

5. Conclusão ........................................................................................................ 26

6. Metodologia .................................................................................................... 32

2
1. INTRODUÇÃO

SPC BRASIL E MEU BOLSO FELIZ CRIAM


INDICADOR INÉDITO DE CONSUMO CONSCIENTE
Conceito abrange as seguintes dimensões:
financeira, ambiental e social
Os brasileiros, em geral, sabem que as atitudes cotidianas ligadas ao consumo são importantes
para a vida em sociedade, mas não possuem a noção exata da abrangência do assunto e tendam
a enxergá-lo a partir de atitudes relacionadas somente a aspectos financeiros. É o que mostra a
pesquisa conduzida pelo SPC Brasil e Meu Bolso Feliz sobre o Consumo Consciente dos Brasileiros,
que cria um indicador inédito com o objetivo de medir anualmente os conhecimentos e níveis de
práticas de consumo consciente pelo brasileiro.

O Indicador de Consumo Consciente (ICC) é constituído pelos comportamentos considerados


adequados de acordo com o conceito adotado neste estudo, cuja escala varia de 0% a 100%, sendo
que quanto maior o índice, maior o nível de consumo consciente dos brasileiros. Para a construção
do indicador foram aplicadas uma série de questões que englobam três grandes esferas, a saber:
financeira, ambiental e social.

O estudo ainda propõe conhecer o entendimento, interesse e importância atribuída ao


assunto e fatores que influenciam os consumidores a ter atitudes responsáveis. Define o perfil
detalhado do consumidor consciente, segmentando em três tipos básicos, relacionados ao grau
de responsabilidade demonstrado em suas atitudes: consumidores conscientes, consumidores em
transição e consumidores nada ou pouco conscientes.

3
2. A VISÃO E HÁBITOS DE CONSUMO
CONSCIENTE DOS BRASILEIROS

Maior parte dos consumidores (46,8%) acredita que consumir de


forma consciente é evitar desperdício e compras desnecessárias
O que significa consumir de forma consciente? Que aspectos devem ser considerados pelo
consumidor numa compra, a fim de que suas ações não resultem em prejuízo para ele mesmo e
para os outros ao redor? No âmbito da pesquisa do SPC Brasil e Meu Bolso Feliz o conceito adotado
é abrangente, pois entende-se que uma atitude de consumo consciente envolve, ao mesmo tempo,
questões financeiras, sociais e ambientais. Assim, o consumo consciente é compreendido como o
ato de considerar, durante o processo de compra de um produto, o equilíbrio entre a satisfação
pessoal, as possibilidades ambientais, os impactos de longo prazo e os efeitos sociais e financeiros
de sua decisão.

Para quase metade dos consumidores ouvidos pelo SPC Brasil e Meu Bolso Feliz (46,8%), a concepção
de consumo consciente está associada a atitudes que evitam o desperdício e as compras não
necessárias. Para outros 33%, significa refletir sobre as consequências de uma compra antes de
concretizá-la, evitando prejuízos financeiros no presente e no futuro, e também considerando os
impactos sociais, ambientais e econômicos para todos. 9,7% acreditam que consumo consciente
tem a ver com atitudes que tem como foco economizar dinheiro, enquanto 6,4% dizem que é a
atitude de economizar pensando no meio ambiente.

Como se vê, apenas um terço dos consumidores tem uma visão de consumo consciente integrada, que
envolve as esferas ambiental, social e financeira, sendo que esse entendimento do conceito é mais
amplo entre os entrevistados da Classe A/B e aqueles com maior escolaridade, pois 45,2% e 48,0%
deles, respectivamente, respondem que o consumidor consciente reflete sobre as consequências
de uma compra antes de concretizá-la, considerando os impactos sociais, ambientais e econômicos
para todos.

1/3 dos
consumidores
tem uma visão de consumo
consciente integrada, que
envolve as esferas ambiental,
social e financeira

4
Consumidor atribui importância
significativa ao consumo consciente O brasileiro
compreende que
O brasileiro compreende que consumo consciente consumo consciente
é um assunto bastante importante. Perguntados é um assunto
sobre a relevância do tema, numa escala de 1 a 10, bastante importante.
os entrevistados deram nota 8,8, aumentando para
Perguntados sobre a
9,2 entre os consumidores mais velhos (56 anos ou
relevância do tema,
mais). Mas quando os respondentes são questionados
numa escala de 1 a 10,
sobre as principais vantagens do consumo consciente,
percebe-se que o benefício mais citado traduz um
os entrevistados
ganho financeiro: 35,5% falam em economizar e fazer o
deram nota 8,8
dinheiro render mais, com alta expressiva entre os mais
jovens (45,4%). Uma das principais
vantagens citadas do
Em segundo lugar vem uma ação com foco no bem
consumo consciente é o
estar coletivo, uma vez que 30,1% falam em sensação
ganho financeiro: 35,5%
de dever cumprido e de estar fazendo o que é correto
falam em economizar
para a sociedade (40,1% na Classe A/B, contra 27,2%
na Classe C/D/E). Do mesmo modo, 18,6% mencionam
e fazer o dinheiro
a satisfação por saber que estão fazendo algo positivo render mais
para o futuro das próximas gerações.

Grau de importância do consumo consciente:

81,2%

1a4
5a7
15,7% 8 a 10
Não sabe
1,3%
1,8%

5
O SPC Brasil e Meu Bolso Feliz avaliaram também a
opinião dos entrevistados sobre o consumo de itens
como água, luz e alimentos, a fim de descobrir o
que motiva as pessoas a utilizarem esses recursos
básicos mais racionalmente. Percebe-se que o
principal motivador para fazer uso de água e luz
de forma mais econômica é não desperdiçar um
bem que é finito (32,7%), sobretudo entre os mais
jovens (37,9%, contra 22% entre os mais velhos).
Também foram citados ter a conta mais barata
(21,5%, aumentando para 28,1% entre os homens)
e dar exemplos aos filhos, família, amigos ou
vizinhos, de forma a influenciar a atitude deles
(17,1%, aumentando para 22,4% na Classe A/B).

No que se refere aos alimentos, percebe-se que


para mais da metade da amostra (52,8%) o principal
motivador do consumo consciente é ser contra o
desperdício, por princípio, com percentuais mais
expressivos entre os mais velhos (62,1%, contra
38,9% entre os mais jovens) e na Classe C/D/E
(55,7%, contra 42,7% na Classe A/B). Para duas em
cada dez pessoas (20,1%), trata-se de economizar
nas compras e, com isso, ter sobras de dinheiro
no orçamento (aumentando para 33,6% entre os
mais jovens), enquanto 9,2% falam na sensação
de dever cumprido e de estar fazendo o que é
correto.

MOTIVAÇÕES PARA USO RACIONAL DOS RECURSOS BÁSICOS

Economizar nas compras e, com isso, ter sobras de dinheiro no


orçamento
20,1%
FINANCEIRA
Ter a conta mais barata 21,5%
Alimentos (ser contra o desperdício, por princípio) 52,8%
SOCIAL
Dar exemplos aos filhos, família, amigos ou vizinhos, de forma a
influenciar a atitude deles
17,1%

Não desperdiçar um bem que é finito 32,7%


AMBIENTAL
Sensação de dever cumprido e de estar fazendo o que é correto 9,2%

6
Falta de tempo e esquecimento são os maiores impeditivos
para adoção de práticas de consumo consciente
O que impede as pessoas de tomarem atitudes conscientes, com relação ao consumo? O
fator mais citado entre os impeditivos da adoção de práticas de consumo consciente é a
falta de tempo (26,5%), principalmente entre os homens (30,3%) e os mais jovens (36,7%).
Logo depois vem o esquecimento, com 25,4% das respostas, aumentando entre os homens
(29,9%, contra 21% das mulheres) e pessoas mais jovens (34%). Para a especialista do SPC
Brasil, Marcela Kawauti, as respostas indicam que o consumidor ainda não vê o consumo
consciente como algo prioritário em sua vida. Ela ressalta que mudanças simples de atitude
poderiam fazer grande diferença, como planejar melhor as compras, diminuir o tempo no
banho e aprender a utilizar, de forma mais adequada, aparelhos domésticos como o ferro de
passar e a máquina de lavar.

7
3. INDICADOR ANUAL DE CONSUMO
CONSCIENTE (ICC- SPC BRASIL)

O objetivo do Indicador Anual de Consumo Consciente é acompanhar as mudanças nos hábitos


de compra e outras ações cotidianas dos brasileiros, ao longo do tempo, a fim de compreender
se estamos, de fato, caminhando em direção a uma sociedade capaz de promover e estimular
práticas mais sustentáveis e que possam, por sua vez, contribuir para relações de consumo mais
equilibradas.

O Indicador de Consumo Consciente (ICC) é composto pelos comportamentos considerados


adequados, mediante o conceito adotado neste estudo. A escala de avaliação vai de 0% a 100%,
sendo que quanto maior o índice, maior o nível de consumo consciente dos brasileiros. Os hábitos,
as atitudes e o comportamento dos consumidores foram investigados a partir de uma série de
perguntas englobando as três grandes dimensões que compõem o conceito de consumo consciente.
Para cada uma dessas dimensões calculou-se o percentual de atitudes conscientes praticadas pelos
entrevistados, o que possibilitou a formação de três sub-indicadores: ambiental, financeiro e
social. A média dos sub-indicadores é utilizada para calcular o Indicador de Consumo Consciente.

O sub-indicador de práticas financeiras avalia a habilidade do entrevistado para lidar com os apelos
do consumismo, bem como sua capacidade para gerenciar as próprias finanças sem fazer dívidas
ou comprometer o orçamento. Já o sub-indicador de práticas ambientais investiga a disposição
do consumidor para minimizar o impacto do consumo e agir de modo a não causar danos ao meio
ambiente, utilizando de forma racional os recursos que tem a seu dispor. Finalmente, o sub-indicador
de práticas de engajamento social mede a disposição do consumidor para pensar coletivamente,
atentando para as consequências de suas ações na sociedade, ao lado da capacidade de incentivar
os outros a procederem de maneira responsável.

INDICADOR DE
CONSUMO CONSCIENTE

PRÁTICAS PRÁTICAS ENGANJAMENTO


AMBIENTAIS FINANCEIRAS SOCIAL

USO USO DE ENERGIA OUTRAS USO DO TELEFONIA


DA ÁGUA ELÉTRICA QUESTÕES DINHEIRO CELULAR

8
A partir do cálculo do Indicador de Consciência para cada entrevistado, o estudo segmenta os
consumidores em três categorias, de acordo com intensidade da prática dos comportamentos
adequados:

Consumidor nada
Consumidor consciente: Consumidor em transição:
ou pouco consciente:
frequência acima frequência entre 60%
frequência abaixo
de 80% nas atitudes e 80% nas atitudes
de 60% nas atitudes
e comportamentos e comportamentos
e comportamentos
adequados. adequados.
adequados.

O Indicador de Consumo
100%
Consciente registrou, em
Consumidor
consciente
maio de 2015, 69,3% quando
80% analisado de forma geral,
Consumidor
Indicador de incluindo todas as variáveis
em transição 69,3% consumidor
sócio-demográficas ou as esferas
consciente
60% estudadas. Considerando a
escala que define que um
Consumidor consumidor consciente deveria
nada ou pouco
consciente ter desempenho maior ou
igual a 80%, percebe-se que
0% o desempenho da população
está abaixo do que julgamos
necessário.

Quando se avalia os sub-indicadores, observa-se que os percentuais médios são semelhantes, no


que se refere ao comportamento considerado adequado: 68,0% para o sub-indicador de práticas
financeiras, 71,7% para o sub-indicador de práticas ambientais e 68,1% para o sub-indicador de
práticas de engajamento social. Em todos os casos, a média aumenta entre as pessoas mais velhas.

69,3%
INDICADOR DE
CONSUMO CONSCIENTE

71,7% 68,0% 68,1%


PRÁTICAS PRÁTICAS ENGANJAMENTO
AMBIENTAIS FINANCEIRAS SOCIAL

9
3.1. Sub-indicador de Práticas Financeiras (68,0%)
Dentre as práticas financeiras adequadas, as mais adotadas são aquelas que vão em direção contrária
a comportamentos tipicamente consumistas: 88,5% da amostra afirmam que ao ver colegas ou
amigos com coisas novas ou que estão na moda, não ficam com tanta vontade a ponto de comprar.
Essa atitude é mais admitida por homens (95,8%, contra 81,5% das mulheres), pessoas da Classe
A/B (95,4%) e aquelas com maior escolaridade (95,3%). Além disso, oito em cada dez entrevistados
(84,1%) garantem que não ligam para marcas, o importante é a qualidade do produto.

Oito em cada dez respondentes (83,6%) garantem que


geralmente compram um produto quando avaliam antes
se podem pagar por ele sem prejudicar as finanças e
compromissos já assumidos (93,6% entre aqueles com
88,5%
maior escolaridade). Revelando disposição para controlar o da amostra afirma
impulso de consumir, 80,9% da amostra dizem que deixam de que, ao ver colegas
comprar um produto novo enquanto o que têm ainda pode ou amigos com coisas
ser utilizado ou consertado, com percentuais maiores entre novas ou que estão
as mulheres (88,3%) e os mais velhos (87,4%). Finalmente, na moda, não ficam
oito em cada dez entrevistados (80,8%) afirmam que sempre com tanta vontade a
pesquisam preço de tudo, mesmo quando compram itens ponto de comprar
baratos (84,3% na Classe C/D/E).

10
Por outro lado, entre as atitudes adequadas menos praticadas está a compra de itens com maior
durabilidade: 52,6% dos entrevistados afirmam deixar de comprar produtos baratos e que possam
trocar quando quiserem, em favor de itens que durem mais e possam ser consertados, mesmo
que estes sejam mais caros. Os percentuais, neste caso, são ainda menores para as mulheres (40%).

Outra atitude com baixa adesão, em relação às outras do bloco de finanças, é o aluguel ou uso
compartilhado de itens: apenas quatro em cada dez pessoas (40,9%) afirmam que preferem alugar
ou pegar emprestadas coisas que usam com pouca frequência, ao invés de comprá-las. Da mesma
forma, o não arrependimento em virtude de uma compra desnecessária não é muito comum entre
os consumidores ouvidos: apenas 17,6% garantem não ter se arrependido por ter comprado coisas
das quais não precisavam muito (23,5% na Classe A/B).

Percebe-se, portanto, que o consumidor está ciente das


armadilhas do consumismo: a maioria diz não ligar para marcas O uso de produtos
e não se deixa influenciar facilmente pelo comportamento dos compartilhado
outros. Além disso, o consumidor parece disposto a frear seu parece ser
ímpeto de consumo, quando avalia que existem alternativas relativamente
viáveis (consertar um item, por exemplo). Em contrapartida, incomum entre
ainda há muitas pessoas que pensam ser melhor comprar os brasileiros, um
produtos mais baratos, substituindo-os sempre que for preciso. hábito que ainda
Também vale dizer que o uso de produtos compartilhado parece precisa ser mais
ser relativamente incomum entre os brasileiros, um hábito que disseminado
ainda precisa ser mais disseminado.

11
PRÁTICAS FINANCEIRAS
SEXO CLASSE IDADE ESCOLARIDADE
RU GERAL 56 ou Até 2º Sup. comp.
Masculino Feminino A/B C/D/E 18 a 29 30 a 55
mais Grau ou mais
Ao ver colegas ou amigos com
coisas novas ou que estão
na moda, não fico com tanta 88,5% 95,8% 81,5% 95,4% 86,5% 86,8% 89,3% 88,9% 87,8% 95,3%
vontade a ponto de comprar*
Eu não ligo para marcas, o
importante é a qualidade do 84,1% 81,2% 86,9% 82,7% 84,5% 84,6% 88,2% 74,7% 84,0% 85,4%
produto
Geralmente compro um
produto quando avalio antes
se posso pagar por ele sem 83,6% 88,2% 79,1% 91,4% 81,3% 85,7% 81,1% 85,8% 82,5% 93,6%
prejudicar as minhas finanças e
compromissos já assumidos
Deixo de comprar um produto
novo enquanto o que tenho
ainda pode ser utilizado ou 80,9% 73,0% 88,3% 74,8% 82,6% 78,0% 79,7% 87,4% 80,2% 87,3%
consertado
Eu sempre pesquiso preço de
tudo, mesmo quando compro 80,8% 76,4% 85,0% 68,6% 84,3% 69,8% 85,0% 87,4% 81,1% 78,3%
itens baratos
Sempre peço descontos em
79,3% 80,5% 78,0% 74,3% 80,7% 77,8% 77,7% 84,6% 79,4% 78,3%
minhas compras
Fazer compras não é meu lazer
79,0% 89,4% 69,1% 90,6% 75,7% 69,0% 84,3% 81,9% 77,5% 93,8%
preferido*
Não recorro ao cheque
especial ou ao limite do cartão
de crédito para conseguir 77,1% 79,5% 74,9% 78,9% 76,6% 79,8% 76,8% 74,1% 76,1% 87,1%
fechar as contas do mês*
Geralmente quando sinto
vontade de comprar um
produto pergunto a mim 75,3% 71,1% 79,3% 79,7% 74,0% 67,1% 77,9% 81,5% 74,0% 88,3%
mesmo se realmente preciso e,
se não, prefiro não comprar
Sempre planejo as
compras do dia a dia, como
supermercados, feiras e 75,0% 67,5% 82,2% 68,0% 77,0% 74,1% 68,9% 89,3% 75,7% 68,8%
pequenas compras que faço
Não gasto mais do que o
previsto em promoções por
medo de arrepender por não 70,7% 79,3% 62,5% 88,2% 65,7% 60,8% 73,2% 79,5% 69,4% 83,2%
ter comprado o que queria*
Evito fazer compras parceladas
para não comprometer o meu 68,3% 63,0% 73,4% 61,9% 70,2% 71,5% 68,0% 64,5% 68,1% 70,1%
rendimento mensal
Procuro consumir somente
frutas e verduras da época, 62,7% 70,0% 55,9% 53,6% 65,4% 43,4% 68,4% 78,0% 62,7% 62,8%
pois são mais baratas
Não gasto mais do que o
previsto em promoções
por medo de perder a 62,5% 74,1% 51,4% 83,4% 56,5% 56,2% 61,9% 72,7% 60,7% 79,8%
oportunidade de um preço
menor*
Sempre planejo as compras de
61,8% 57,2% 66,2% 70,2% 59,4% 53,1% 72,5% 51,3% 60,8% 71,2%
produtos mais caros
Prefiro comprar produtos que
duram mais ou que podem ser
consertados, ainda que sejam
mais caros, do que comprar 52,6% 65,9% 40,0% 73,7% 46,6% 41,6% 60,8% 50,9% 51,1% 67,8%
produtos baratos que duram
pouco*
Prefiro alugar ou pegar
emprestadas coisas que uso
com pouca frequência em vez 40,9% 39,9% 41,8% 39,0% 41,4% 48,2% 36,7% 39,3% 40,6% 43,4%
de comprá-las
Não me arrependi por ter
comprado coisas que não 17,6% 17,1% 18,0% 23,5% 15,9% 17,8% 13,8% 25,3% 17,0% 23,3%
precisava muito*
*As frases foram invertidas pra manter o padrão – sim como resposta adequada.

12
Uso consciente de telefonia celular
Oito em cada dez pessoas ouvidas (79,9%) garantem controlar o valor da conta do telefone mês
a mês, visando economizar, com percentuais mais expressivos entre as mulheres (86,5%) e os
consumidores mais velhos (86,3%).

Praticamente a mesma proporção (78,9%) admite falar apenas o necessário ao telefone celular,
preferindo deixar as conversas para os encontros pessoais, atitude que é mais comum entre os
homens (83,4%) e pessoas mais velhas (94,5%). Finalmente, metade da amostra (51,8%) garante ter
chip de telefone celular de mais de uma operadora para aproveitar diferentes promoções (54,7%
na Classe C/D/E, contra 41,8% na Classe A/B).

Os resultados sugerem que o consumidor utiliza o telefone


celular com critério, procurando evitar o dissabor de receber
Os resultados uma conta com alto valor ao fim do mês. Além disso, hoje há
sugerem que o inúmeros aplicativos sem custos que facilitam a comunicação
consumidor utiliza o entre as pessoas, sem que seja necessário aumentar os
telefone celular com gastos. Quanto ao uso de dois ou mais chips, esta é mais uma
critério, procurando estratégia disponível para driblar a despesa com o celular, e faz
evitar o dissabor de todo sentido que a medida seja adotada mais frequentemente
receber uma conta entre consumidores da Classe C/D/E.
com alto valor ao fim
do mês

13
3.2. Sub-indicador de Práticas Ambientais (71,7%)

Dentre as atitudes adequadas mais adotadas pelos


consumidores está a de verificar a possiblidade de doação/
troca: 83,5% garantem que antes de jogar fora um produto 83,5%
que não querem mais, procuram doar ou mesmo trocar com garantem que
alguém, aumentando para 87,6% entre as mulheres e 92,4% antes de jogar fora
entre os mais velhos (contra 72,6% entre os mais jovens). um produto que
Além disso, praticamente oito em cada dez respondentes não querem mais,
(77,7%) evitam imprimir papéis para não gastar e ter cuidado procuram doar ou
com o meio ambiente (aumentando para 83,8% entre as
mesmo trocar
mulheres), enquanto 76,4% dizem não utilizar o carro para ir
com alguém
a qualquer lugar, mesmo se a distância for pequena.

Já entre as ações menos adotadas, do


ponto de vista da sustentabilidade, está
a reciclagem do lixo: 53,2% garantem
que separam o lixo para reciclagem, com
percentuais maiores entre as mulheres
(58,4%), os pertencentes à Classe A/B
(60,4%) e os respondentes mais velhos
(77,3%).

Também é significativamente menor a


parcela dos que atentam para aspectos
que envolvem a idoneidade da empresa:
um pouco mais da metade da amostra
(50,7%) diz analisar produtos e marcas
e desistir da compra, se a empresa
produtora adotar práticas prejudiciais ao
meio ambiente ou à sociedade (66,4%
entre os mais jovens). Outra atitude menos
frequente está relacionada ao uso de
combustíveis: 41,4% preferem álcool, ao
invés de gasolina, aumentando para 48%
entre as mulheres 46% na Classe C/D/E.

14
A análise do bloco de questões do meio ambiente sugere que
grande parte dos consumidores já busca meios de contribuir
para a preservação do ambiente: diminuir as impressões e o Muitas pessoas não
gasto com papel, buscar a troca de produtos ao invés de jogar possuem ainda a
fora ou comprar outro, deixar o carro em casa, todas essas consciência de que é
são atitudes que demonstram certo amadurecimento por importante observar
parte do brasileiro. Ao mesmo tempo, ações importantes são a postura das
deixadas de lado por parte considerável dos entrevistados: empresas que atuam
a reciclagem do lixo, algo que, em princípio, está ao alcance junto à sociedade, a
de todo consumidor em sua própria casa, é um hábito ainda fim de ajudar a coibir
pouco disseminado. Além disso, muitas pessoas não possuem
práticas condenáveis
ainda a consciência de que é importante observar a postura
por parte do
das empresas que atuam junto à sociedade, a fim de ajudar a
mercado
coibir práticas condenáveis por parte do mercado, sejam elas
econômicas, sociais ou ambientais.

PRÁTICAS AMBIENTAIS
SEXO CLASSE IDADE ESCOLARIDADE
RU GERAL 56 ou Até 2º Sup. comp.
Masculino Feminino A/B C/D/E 18 a 29 30 a 55
mais Grau ou mais
Antes de jogar fora um
produto que não quero mais,
procuro doar ou mesmo trocar 83,5% 79,2% 87,6% 87,8% 82,3% 72,6% 86,6% 92,4% 82,9% 89,3%
com alguém
Evito imprimir papéis para
evitar gastar e ter cuidado com 77,7% 71,2% 83,8% 75,0% 78,5% 81,8% 72,8% 82,2% 78,2% 72,8%
o meio ambiente
Não uso o carro para ir em
76,4% 75,1% 77,6% 73,9% 77,1% 79,6% 76,8% 71,1% 76,9% 71,8%
qualquer lugar*
No meu tempo livre, prefiro ir
a uma praça, parque ou fazer
atividades ao ar livre a fazer 68,8% 65,6% 71,8% 62,0% 70,7% 68,8% 68,6% 69,3% 69,0% 67,1%
compras
Sempre dou preferência a
produtos cujas embalagens 64,1% 61,4% 66,6% 54,4% 66,9% 59,5% 66,7% 65,1% 64,5% 60,1%
são recicláveis
Consumo somente frutas e
verduras da época, pois são
mais saudáveis para mim e 60,7% 63,9% 57,7% 48,4% 64,2% 48,7% 66,0% 66,4% 60,7% 60,2%
para o meio ambiente
Sempre separo o lixo para
53,2% 47,8% 58,4% 60,4% 51,2% 33,8% 54,9% 77,3% 52,6% 59,7%
reciclagem
Geralmente analiso produtos
e marcas e se a empresa
produtora adotar práticas
prejudiciais ao meio ambiente 50,7% 54,1% 47,5% 49,7% 51,0% 35,4% 53,5% 66,4% 50,3% 55,1%
ou à sociedade desisto da
compra
Só vale a pena abastecer o
carro com álcool em vez de 41,4% 34,5% 48,0% 25,4% 46,0% 33,3% 45,7% 43,8% 42,6% 30,0%
gasolina

*As frases foram invertidas pra manter o padrão – sim como resposta adequada.

15
Uso da água
As questões que compõem o bloco da prática Ação mais difundida
ambiental do consumo consciente tiveram 74% de é a de fechar a torneira
comportamento adequado com relação ao uso da enquanto escova
água, sendo que a ação mais difundida é a de fechar os dentes:

90,4%
a torneira enquanto escova os dentes: 90,4%. Outra
ação bastante comum é a de não lavar a casa ou a
calçada com mangueira (88,3%), aumentando para
92,2% entre os homens e 92,8% na Classe A/B. Oito
em cada dez consumidores ouvidos (81,2%) afirmam
ainda que controlam o valor da conta mês a mês
Apenas 68,0%
dizem fechar a torneira
visando a economizar, aumentando para 89,9% entre
enquanto ensaboam o
as mulheres e 93,3% entre os mais velhos.
corpo durante o banho
Por outro lado, o desempenho é pior no que se refere

37,6% afirmam
ao momento do banho e na hora de lavar roupas
na máquina: apenas 68,0% dizem fechar a torneira
enquanto ensaboam o corpo durante o banho (84,7% usar a máquina de lavar
entre os mais velhos), enquanto apenas 37,6 % afirmam
na capacidade máxima
usar a máquina de lavar na capacidade máxima (49,7%
entre aqueles com maior escolaridade).

16
Percebe-se que boa parte dos consumidores já assimilaram regras básicas para o uso racional da
água, como deixar de lavar o passeio ou a casa com mangueira e fechar a torneira ao escovar os
dentes. Além disso, o controle da conta funciona bem como um estímulo para economizar esse
recurso. Em contrapartida, os consumidores ainda podem melhorar no que diz respeito ao bom
uso de eletrodomésticos, como a máquina de lavar. Essa ação simples e ao alcance de todos ainda
mostra baixa adesão, o que sugere que pode ser útil insistir na propagação desse tipo de informação.

HÁBITOS PRATICADOS PARA ECONOMIA DE ÁGUA


SEXO CLASSE IDADE ESCOLARIDADE
RU GERAL 56 ou Até 2º Sup. comp.
Masculino Feminino A/B C/D/E 18 a 29 30 a 55
mais Grau ou mais
Fecha a torneira enquanto
escova os dentes 90,4% 89,5% 91,2% 83,9% 92,2% 88,1% 89,9% 94,5% 90,5% 89,1%
Não lava a casa ou a calçada
com mangueira* 88,3% 92,2% 84,6% 92,8% 87,0% 88,7% 88,0% 88,4% 88,1% 90,7%
Controla o valor da conta mês
a mês visando a economizar 81,2% 72,0% 89,9% 72,8% 83,6% 79,3% 76,8% 93,3% 81,7% 76,4%
Não acho um exagero pessoas
que acreditam que a água vai 79,4% 78,3% 80,4% 74,1% 80,9% 80,4% 80,8% 74,9% 78,1% 92,0%
acabar*
Ensaboa a louça com a
torneira da pia fechada 79,1% 72,8% 85,0% 81,6% 78,3% 76,9% 78,7% 82,9% 78,8% 82,1%
Não lava o carro com
mangueira ou em lava a jatos* 71,1% 72,1% 70,1% 71,0% 71,1% 74,8% 72,0% 63,7% 72,0% 62,5%
Fecha a torneira do chuveiro
enquanto ensaboa o corpo 68,0% 65,6% 70,3% 53,7% 72,1% 64,2% 62,7% 84,7% 68,8% 60,2%
durante o banho
Liga a máquina de lavar com a
capacidade máxima 37,6% 33,9% 41,1% 42,8% 36,1% 40,7% 35,5% 37,4% 36,3% 49,7%

*As frases foram invertidas pra manter o padrão – sim como resposta adequada.

Energia elétrica
As questões que compõem o bloco das práticas ambientais do consumo consciente tiveram 76%
de comportamento adequado com relação ao uso da energia. O hábito mais comum é o de apagar
as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados (97,1%), ao lado da utilização de lâmpadas
fluorescentes em casa (90,9%, aumentando para 98,5% entre os mais velhos) e do controle do valor
da conta mês a mês, visando a economizar (83,7%, aumentando para 93,5% entre os mais velhos).

O hábito mais comum


é o de apagar as luzes
de ambientes que não
estão sendo utilizados

97,1%

17
Já os comportamentos menos adotados são o de compartilhar o uso da TV entre os moradores da
casa, para economizar energia (60,6%) e o de retirar das tomadas os aparelhos elétricos quando
não são utilizados: 51,9%, aumentando para 61,6% entre as mulheres e 55,7% na Classe C/D/E.

Assim como ocorre no caso da água, boa parte dos consumidores já parece agir, em seu dia a dia, de
maneira predominantemente racional, a fim de economizar energia elétrica. Deixar a luz apagada
quando o ambiente está desocupado, ou mesmo usar lâmpadas mais econômicas são, hoje, atitudes
básicas e já incorporadas aos hábitos das pessoas. Mais uma vez, observa-se que a possibilidade de
economizar é um estímulo importante, ainda mais levando em consideração os recentes reajustes
que incidiram sobre a conta de luz. Quanto a retirar da tomada os aparelhos que não estão sendo
utilizados, esse é um hábito ainda pouco comum, o que talvez mostre que os consumidores não
estão conscientes dos benefícios envolvidos em atitudes simples como essa.

Deixar a luz apagada quando o


ambiente está desocupado, ou mesmo
usar lâmpadas mais econômicas são,
hoje, atitudes básicas e já incorporadas
aos hábitos das pessoas. Mais uma
vez, observa-se que a possibilidade de
economizar é um estímulo importante,
ainda mais levando em consideração os
recentes reajustes que incidiram sobre a
conta de luz

HÁBITOS PARA ECONOMIA DE ENREGIA ELÉTRICA


SEXO CLASSE IDADE ESCOLARIDADE
RU GERAL 56 ou Até 2º Sup. comp.
Masculino Feminino A/B C/D/E 18 a 29 30 a 55
mais Grau ou mais
Apaga as luzes de ambientes
97,1% 97,6% 96,7% 95,7% 97,5% 96,3% 97,3% 98,1% 97,3% 95,6%
que não estão sendo utilizados
A maioria das lâmpadas da
90,9% 91,4% 90,4% 93,4% 90,2% 83,8% 92,0% 98,5% 90,6% 93,9%
residência são fluorescentes
Controla o valor da conta mês
83,7% 80,5% 86,7% 73,4% 86,7% 80,6% 81,1% 93,5% 83,9% 81,8%
a mês visando a economizar
Em sua casa as roupas são
passadas apenas quando há 79,2% 75,8% 82,4% 86,5% 77,1% 72,4% 78,9% 89,3% 78,8% 82,3%
um volume grande de peças
Verifica a quantidade
de energia que um
eletroeletrônico ou 65,3% 63,2% 67,3% 68,2% 64,5% 59,3% 65,0% 74,4% 64,5% 73,4%
eletrodoméstico gasta antes
de comprá-lo
Os moradores da sua casa
preferem assistir televisão
juntos para economizar 60,6% 55,6% 65,3% 38,5% 66,9% 69,0% 55,0% 60,8% 61,8% 48,9%
energia
Tira da tomada TV, DVD,
computador e demais
aparelhos elétricos quando 51,9% 41,8% 61,6% 38,7% 55,7% 55,0% 49,7% 52,4% 52,7% 43,9%
não estão sendo usados

18
3.3. Sub-indicador de Práticas de Engajamento social (68,1%)
As questões que compõem o bloco engajamento social do consumo consciente tiveram 68,1% de
média de comportamento adequado, com percentuais maiores observados entre as pessoas mais
velhas (74,9%).

Nove entre dez consumidores ouvidos (89,3%) garantem


incentivar as pessoas da própria casa a economizarem
água e luz, aumentando para 97,9% entre os mais velhos 89,3%
e 95,5% entre aqueles com maior escolaridade. A pesquisa garantem incentivar
também indica que o convívio social com familiares e amigos as pessoas da própria
ganha a preferência de oito em casa dez respondentes, na casa a economizarem
comparação com atividades relacionadas a compras: 86,2% água e luz
garantem que preferem passar o tempo livre com família ou
amigos, ao invés de passear em shoppings ou fazer compras,
aumentando para 93,4% na Classe A/B e 95,2% entre os mais
velhos.
86,2%
garantem que
Ainda entre as atitudes adequadas mais comuns, observa- preferem passar o
se que 74,9% dos entrevistados pensam que a propaganda tempo livre com
deveria ser mais controlada, pois tem o poder de influenciar família ou amigos, ao
o consumo das pessoas. E quase a mesma proporção invés de passear em
(71,9%) garante aconselhar outras pessoas a pensar se shoppings ou fazer
elas realmente precisam daquilo que vão comprar, ou se é compras
apenas um desejo passageiro (81,2% entre os mais velhos).

19
Entre as atitudes menos difundidas, no bloco de engajamento social, está a que diz respeito à
pirataria: 59,9% garantem que nunca compram produtos não originais porque não querem financiar
o crime organizado (caindo para 42,4% entre os mais jovens). O reaproveitamento de vestuário
também está entre as ações com menor grau de adesão: 52,6% dizem que geralmente transformam
as roupas que não servem ou não gostam mais em outras peças para reutilizá-las, sendo que esse
hábito é um pouco mais frequente entre as mulheres (63,6%) e pessoas mais velhas (61,8%). Ao
mesmo tempo, apenas 53,7% dos consumidores mais jovens garantem adotar essa prática.

A atitude menos adotada entre os consumidores, no caso do engajamento social, diz respeito ao
apelo do mercado de itens não originais: apenas 50,6% da amostra garantem deixar de comprar
produtos não originais, mesmo quando o preço é muito atrativo. A resistência cai ainda mais entre
as mulheres (44,2%), os pertencentes à Classe C/D/E (46,2%) e os mais jovens (30,8%).

Vale destacar, neste bloco, os tópicos relacionados


à compra de produtos não originais. Ainda é alto Ainda é alto o percentual
o percentual de consumidores que não parece de consumidores que não
enxergar o contexto maior em que a pirataria está parece enxergar o contexto
envolvida e os danos que ela pode representar maior em que a pirataria está
no contexto econômico e social. É preocupante envolvida e os danos que ela
notar que, sobretudo entre os consumidores mais pode representar no contexto
jovens, o preço parece ser um fator de considerável
econômico e social
influência nas decisões de consumo.

20
PRÁTICAS DE ENGAJAMENTO SOCIAL
SEXO CLASSE IDADE ESCOLARIDADE
RU GERAL 56 ou Até 2º Sup. comp.
Masculino Feminino A/B C/D/E 18 a 29 30 a 55
mais Grau ou mais
Incentivo as pessoas da minha
casa a economizarem água 89,3% 86,5% 92,0% 90,9% 88,9% 86,5% 87,2% 97,9% 88,7% 95,5%
e luz
Prefiro passar o tempo livre
com família ou amigos do que
passear em shoppings ou fazer 86,2% 85,4% 86,9% 93,4% 84,1% 75,8% 88,9% 95,2% 85,8% 90,2%
compras
A propaganda deveria ser mais
controlada, pois tem o poder
de influenciar o consumo das 74,9% 75,2% 74,6% 64,1% 77,9% 70,2% 76,1% 78,9% 75,4% 70,0%
pessoas
Aconselho outras pessoas
a pensar se elas realmente
precisam daquilo que vão 71,9% 63,5% 79,8% 81,7% 69,0% 67,4% 70,4% 81,2% 71,7% 73,1%
comprar ou se é apenas um
desejo passageiro
Incentivo as pessoas da minha
casa a pechincharem nas 67,8% 65,6% 70,0% 64,0% 69,0% 63,0% 64,1% 82,7% 67,1% 74,7%
compras
Não jogo alimentos fora,
pois sempre consumo o que
compro dentro do prazo de 60,0% 66,0% 54,3% 72,8% 56,4% 61,3% 63,3% 51,1% 58,9% 71,2%
validade*
Nunca compro produtos não
originais porque não quero 59,9% 57,0% 62,8% 63,9% 58,8% 42,4% 67,4% 68,8% 60,6% 53,3%
financiar o crime organizado
Geralmente transformo as
roupas que não servem ou não
gosto mais em outras peças 52,6% 40,9% 63,6% 58,2% 51,0% 53,7% 47,5% 61,8% 53,6% 42,5%
para reutilizá-las
Não compro produtos não
originais, mesmo o preço 50,6% 57,3% 44,2% 66,0% 46,2% 30,8% 60,8% 56,7% 50,5% 51,1%
sendo muito atrativo*

*As frases foram invertidas pra manter o padrão – sim como resposta adequada.

21
4. QUAL O PERFIL DO
CONSUMIDOR CONSCIENTE?

Os resultados mostram que apenas dois em cada dez entrevistados (21,8%) atendem, hoje,
aos requisitos necessários para que sejam considerados consumidores conscientes. É possível
estabelecer uma série de características que compõem o perfil deste consumidor na comparação
com a população em geral: a maior parte deles tem entre 30 e 55 anos (51,4%, contra 46,8% no
geral) e possui 2º grau (51,2%, contra 42,3% no geral). Além disso, há maior participação da Classe
A/B dentre os consumidores conscientes quando comparados ao geral (27,1%, contra 22,2% no
geral). Os conscientes também tem, proporcionalmente, maior frequência na região Norte (19,1%,
contra 12,8% no geral), com maior predominância de famílias financeiramente equilibradas (34,4%,
contra 26,4% no geral) e de um ambiente familiar que incentivava o uso racional de água e luz,
sempre evitando o desperdício (49,6%, contra 40,3% no geral).

51,2%

Consumidor consciente
21,8%
Consumidor em transição
Nada ou pouco consciente
27%

21,8%
dos entrevistados
atendem, hoje,
aos requisitos
necessários para que
sejam considerados
consumidores
conscientes

22
A maior proporção de
entrevistados nada
ou pouco conscientes
é encontrada,
justamente, na faixa
de 18 a 29 anos

Observa-se que entre os consumidores em transição, ou seja, aqueles cujos hábitos estão mudando
e que ainda combinam atitudes adequadas e inadequadas é maior a participação das mulheres
quando comparada ao grupo pesquisado: 60,2%, contra 51,3% no geral. Já entre os consumidores
pouco ou nada conscientes, é expressiva a participação masculina: 61,3%, contra 48,7% no total.

No que diz respeito à idade, a pesquisa revela que, ao contrário do que supõe o senso comum, os
mais jovens não apresentam, necessariamente, maior consciência financeira, ambiental ou social.
A maior proporção de entrevistados nada ou pouco conscientes é encontrada, justamente, na faixa
de 18 a 29 anos (46,3%, contra 31,2% no geral).

A esse respeito, é provável que os jovens, por vivenciarem uma fase muito particular e marcada pela
necessidade de pertencimento a determinados grupos, acabem expressando por meio do consumo
o desejo de distinguirem-se dos outros. A necessidade de pertencer e diferenciar-se, portanto, toma
forma a partir do consumo de produtos repletos de significados que têm o poder de demarcar a
identidade, promovendo o consumo exagerado, contínuo e imediatista1.

Considerando a classe social, percebe-se que entre aqueles em transição rumo ao consumo
consciente há maior presença de entrevistados da Classe C/D/E em relação ao total da pesquisa
(81,7%, contra 77,8% no total). É possível observar, ainda, uma relação entre alta escolaridade e
grau de consciência: apenas 7,1% dos pouco ou nada conscientes possuem nível superior ou mais.
Já dentre os conscientes com a mesma escolaridade (superior ou mais) chegam a 12,4%. Além
disso, entre os consumidores conscientes a maior participação é de entrevistados que possuem 2º
grau (51,2%, contra 42,3% no total).

Ainda pode-se perceber que, proporcionalmente e em comparação com a população em geral,


entre os consumidores conscientes há mais entrevistados com 2º grau e escolaridade superior, ao
mesmo tempo em que há menos consumidores com 1º grau em relação ao total de pesquisados.
Portanto, é provável que o nível de instrução formal possa impactar positivamente os consumidores
conscientes.
1
PEREIRA, Agostinho O.K., PEREIRA, Henrique M. K. e CALGARO, Cleide, A sustentabilidade numa sociedade hiperconsumista, in: Consumo e
Sustentabilidade, Pilau Sobrinho, L.L. e Silva, Rogério, Ed. > Universidade de Passo Fundo, 2012, págs. 54-74.

23
Maior parte dos consumidores conscientes garante ter vindo de
famílias que incentivavam uso racional de água e luz
No que diz respeito ao ambiente familiar, o estudo sugere que há uma relação positiva entre
consumo consciente e famílias tidas (pelos respondentes) como financeiramente equilibradas:
34,4% dos consumidores conscientes dizem vir desse perfil de família, contra 26,4% na população em
geral. Em contrapartida, 15,3% dos pouco ou nada conscientes afirmam vir de famílias gastadoras
ou descontroladas financeiramente, contra 6,7% entre os conscientes.

Além disso, a pesquisa mostra que a relação familiar com


o meio ambiente também influencia o comportamento
dos filhos na fase adulta. É maior a proporção de
consumidores pouco ou nada conscientes que
cresceram numa família despreocupada quanto ao uso
racional de recursos como água e luz: 35,7%, contra
30% na população em geral. De maneira complementar,
49,6% dos consumidores conscientes afirmam ter
crescido num meio familiar que incentivava o uso
racional de água e luz, sempre evitando desperdício –
contra apenas 40,3% na população em geral.

21,9% 28,7%
29,7%
38,0%

28,5%
30,0% 27,6%
35,7%

49,6% 43,7%
40,3%
26,3%

Geral Consumidor consciente Consumidor em transição Nada ou pouco consciente

Não sabe/não respondeu


Despreocupados, não incentivavam o uso racional de recursos
Incentivadores do uso racional de recursos (água, luz)

Finalmente, perguntados sobre o que pensam a respeito das próprias atitudes, o estudo indica que
os entrevistados atribuem boa nota a eles mesmos: média de 7,5, numa escala de 1 a 10. Ao
mesmo tempo, entre os pouco ou nada conscientes há maior proporção de pessoas equivocadas,
já que 37,6% definem-se como muito conscientes. Ainda é possível observar que os consumidores
conscientes são aqueles que mais avaliam corretamente a própria condição: 70,8% deles
consideram-se muito conscientes (média de 8,1).

24
COMPARATIVO ENTRE OS PERFIS DE CONSUMIDORES CONSCIENTES

CONSUMIDOR CONSUMIDOR CONSUMIDOR NADA


CONSCIENTE EM TRANSIÇÃO OU POUCO CONSCIENTE

21,8% 51,2% 27%


da amostra da amostra da amostra

A maioria é de homens A maioria é de mulheres


A maioria é de homens
(54,2%), na faixa de 30 a 55 (60,2%), na faixa de 30 a 55
(61,3%), na faixa de 18 e 29
anos (51,4%), com 2º grau anos (44,1%), com 1º grau
anos (46,3%) e pertencentes
(51,2%) e pertencentes à (54,4%) e pertencentes à
à Classe C/D/E (74,2%).
Classe C/D/E (72,9%). Classe C/D/E (81,7%).

Estão ligeiramente mais


Maior frequência na Estão mais concentrados
concentrados no Nordeste
região Norte (19,1%) em no Sudeste (53,8%) quando
(17,9%) na comparação com
comparação ao total. comparados ao total.
o geral.

Vêm de famílias
Vêm de famílias gastadoras
financeiramente equilibradas Garantem ter crescido
(6,9%), financeiramente
(34,4%) e cresceram num num ambiente familiar que
descontroladas (8,4%) e
ambiente familiar que incentivava o uso racional de
que não incentivavam o uso
incentivava o uso racional de água e luz (43,7%).
racional (35,7%).
água e luz (49,6%).

25
5. CONCLUSÃO

Apenas dois em cada dez consumidores nas capitais podem ser


considerados conscientes
O brasileiro sabe que consumo consciente é um tema importante para o dia a dia das pessoas. A
pesquisa do SPC Brasil e Meu Bolso Feliz indica que os consumidores atribuem nota 8,8 quanto
ao grau de importância sobre o tema, numa escala de 1 a 10, aumentando para 9,2 entre os mais
velhos, considerando as 3 grandes dimensões que compõem o conceito de consumo consciente
adotado na pesquisa: financeiras, ambientais e sociais.

Os resultados indicam que os respondentes não sabem bem o que significa consumo consciente.
O entendimento da maioria das pessoas ainda apresenta um viés financeiro, como se comprar de
forma consciente significasse, essencialmente, garantir o melhor uso do dinheiro em cada aquisição.
Afinal, 46,8% dos entrevistados afirmam que o consumo consciente está associado a atitudes que
evitam o desperdício e as compras não necessárias, sobretudo na Classe C/D/E (48,8%).

A dimensão financeira fica mais evidente quando se apresentam os resultados da pesquisa sobre as
vantagens envolvidas no consumo consciente: 35,5% falam que a principal delas é economizar e
fazer o dinheiro render mais. Por outro lado, vantagens de fundo altruísta também são mencionadas,
como a sensação de dever cumprido e de estar fazendo o que é correto para a sociedade (30,1%) e
a satisfação por saber que está fazendo algo positivo para o futuro das próximas gerações (18,6%).

26
Observa-se que a palavra ‘desperdício’ aparece em destaque, quando se trata de questões
relacionadas ao uso da água, energia elétrica e alimentos. O principal motivador para economizar
água e luz, por exemplo, é não desperdiçar um bem que é finito (32,7%). Quanto aos alimentos, a
maior parte da amostra (52,8%) se posiciona contra o desperdício, por princípio.

Já os fatores que impedem o consumo consciente sugerem que os consumidores ainda não enxergam
esta postura como prioridade em seu dia a dia: 26,5% citam a falta de tempo, comprovando a
importância relativamente menor ocupada pelo assunto no cotidiano dos entrevistados e 25,4%
falam em esquecimento, ao justificar o que os impede de tomar atitudes conscientes de consumo.

Perfil do consumidor consciente


Os consumidores conscientes têm maior participação na faixa dos 30 a 55 anos em relação à
população em geral (51,4%) e possuem 2º grau (51,2%). Há maior representatividade deles na
região Norte (19,1%, contra 12,8% no geral) e na Classe A/B (27,1%, contra 22,2% no geral). Os
conscientes também afirmam vir de famílias financeiramente equilibradas (34,4%) e garantem ter
crescido num ambiente familiar que incentivava o uso racional de água e luz, sempre evitando o
desperdício (49,6%).

Consumidores mais jovens


demonstram resistência Proporcionalmente,
no estrato dos mais
às práticas adequadas de jovens encontra-se o
consumo maior percentual de
consumidores pouco ou
Observa-se que, proporcionalmente,
nada conscientes
no estrato dos mais jovens encontra-
se o maior percentual de consumidores
pouco ou nada conscientes (46,3%,
contra 31,2% no geral). Além, disso, entre
eles predomina mais intensamente a
visão econômica, uma vez que são os que
mais relacionam o consumo consciente
ao ato de economizar e fazer o dinheiro
render mais (45,9%). Os mais jovens são,
também, os que mais veem o consumo
consciente como forma de economizar
nas compras e ter sobra de dinheiro no
orçamento (33,6%). Finalmente, os mais
jovens são os que mais citam a falta de
tempo (36,7%) como impedimento para a
adoção de práticas responsáveis.

27
Indicador de Consumo Consciente (ICC)
A partir do presente estudo, o SPC Brasil e Meu Bolso Feliz instituem um indicador anual de
consumo consciente (ICC – SPC Brasil), que terá o objetivo de acompanhar, ao longo do tempo,
as transformações nos hábitos de consumo dos brasileiros. O Indicador de Consumo Consciente é
constituído a partir dos comportamentos considerados adequados, podendo variar de 0% a 100%:
quanto maior o índice, maior o nível de consumo consciente.

O cálculo do percentual de atitudes conscientes para cada consumidor resulta em três sub-
indicadores: ambiental, financeiro e social. A média desses sub-indicadores é utilizada para calcular
o Índice Geral de Consciência, o que, por sua vez, permite a segmentação dos consumidores em
três categorias:

Consumidor consciente: frequência acima de 80% nas


atitudes e comportamentos adequados.

Consumidor em transição: frequência entre 60% e 80% nas


atitudes e comportamentos adequados.

Consumidor nada ou pouco consciente: frequência abaixo


de 60% nas atitudes e comportamentos adequados.

O Indicador atual equivale a 69,3%,


considerando as dimensões financeiras,
ambientais e sociais. No que diz respeito
aos sub-indicadores, os percentuais
médios de comportamento adequado são
semelhantes: 68,0% para o sub-indicador
de práticas financeiras, 71,7% para o
sub-indicador de práticas ambientais e
68,1% para o sub-indicador de práticas
de engajamento social, sendo que, em
todos os casos, a média aumenta entre
as pessoas mais velhas. É importante
notar que o indicador atual, assim como
todos os sub-indicadores, estão abaixo
da escala mínima exigida para o consumo
consciente, que é de 80%.

28
1. Sub-indicador de Práticas Financeiras

Com média de 68,0% de comportamento adequado, o bloco de finanças indica que a atitude mais
comum é a de não se deixar influenciar pelo consumismo das pessoas ao redor: 88,5% da amostra
afirmam que ao ver colegas ou amigos com coisas novas ou que estão na moda, não ficam com
tanta vontade a compro de comprar. Ao lado disso, 84,1% dos respondentes garantem não ligar
para marcas, o importante é a qualidade do produto. Em contrapartida, ainda é preciso lidar
melhor com questões como o uso compartilhado e as compras desnecessárias: apenas quatro em
cada dez pessoas (40,9%) dizem que preferem alugar ou pegar emprestadas coisas que usam com
pouca frequência, e somente 17,6% afirmam não ter se arrependido por comprar algo de que não
precisavam muito.

2. Sub-indicador de Práticas Ambientais

A média de comportamento adequado é de 71,7% para as questões deste bloco, sendo que a
medida mais adotada é a que envolve doação/troca: 83,5% garantem que antes de jogar fora um
produto que não querem mais, procuram doar ou trocar com alguém. Mais uma vez, percebe-se
que a adesão dos mais jovens a este comportamento é menor, em relação às outras faixas etárias:
72,6%, contra 92,4% entre os consumidores mais velhos. Praticamente oito em cada dez pessoas
(77,7%) dizem que evitam imprimir, para não gastar e ter cuidado com o meio ambiente.

29
Por outro lado, em comparação a diversas outras atitudes deste bloco, ainda é relativamente
baixo o percentual de pessoas que se importam com a postura e a correção das ações de
uma empresa: metade da amostra (50,7%) afirma desistir da compra, ao analisar produtos
e marcas e descobrir que a empresa adota práticas prejudiciais ao meio ambiente ou à
sociedade. Da mesma forma que em inúmeros outros pontos destacados no estudo, os mais
jovens são os menos suscetíveis a barreiras de ordem ética: 35,4%.

Considerando o uso da água, a pesquisa mostra que a média de comportamentos considerados


adequados chega a 74%. Nove entre dez consumidores (90,4%) afirmam fechar a torneira
enquanto escovam os dentes, e 88,3% dos entrevistados já abandonaram o hábito de utilizar
a mangueira para lavar a casa ou a calçada. É preciso, entretanto, evoluir no uso da máquina
de lavar: apenas 37,6% garantem usá-la na capacidade máxima.

A exemplo da água, a média de ações adequadas no uso da energia elétrica também é elevada,
chegando a 76%. Apagar as luzes em ambientes que não estão sendo utilizados (97,1%)
e utilizar lâmpadas fluorescentes (90,9%) parecem ser hábitos já bastante incorporados à
rotina das pessoas. Por outro lado, não é tão difundida a prática de retirar da tomada os
equipamentos elétricos que não estão sendo utilizados (51,9%).

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3. Sub-indicador de Práticas de Engajamento Social

A média de comportamentos adequados é de 68,1% nas questões deste bloco, sendo que a ação
mais comum é a de incentivar as pessoas da própria casa a economizarem água e luz (89,3%).
Já entre as atitudes menos comuns, destaca-se a baixa adesão ao reaproveitamento de roupas:
52,6% dizem que geralmente transformam as roupas que não servem mais em outras peças para
reutilizá-las, com percentual ainda menor entre os mais jovens (42,4%). E finalmente, apenas 49%
dos entrevistados garantem deixar de comprar produtos não originais, mesmo sendo o preço
muito atrativo, sendo que os mais suscetíveis à potencial vantagem econômica da pirataria são as
mulheres (44,2%), os mais jovens (30,8%) e os pertencentes à Classe C/D/E (46,2%).

A partir da pesquisa conduzida pelo SPC Brasil e Meu Bolso Feliz, pode-se concluir que apesar de
os consumidores reconhecerem a importância do consumo consciente, a grande maioria não vê
como prioridade as práticas sustentáveis de consumo, e ainda prevalece o entendimento de que
a dimensão financeira é a mais importante, ficando em segundo plano as questões ambientais e
sociais.

Pode-se concluir que


apesar de os consumidores
reconhecerem a importância
do consumo consciente,
a grande maioria não
vê como prioridade as
práticas sustentáveis de
consumo, e ainda prevalece
o entendimento de que a
dimensão financeira é a mais
importante

Para o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, é preocupante perceber que essa visão
utilitarista é mais frequente entre os mais jovens, justamente aqueles que, em princípio, deveriam
ser os protagonistas das mudanças necessárias para a adoção do consumo consciente. Vignoli
acredita que o indicador de consumo consciente (ICC) estabelecido na presente pesquisa poderá
servir como um referencial abrangente e útil para a sociedade civil, empresas e governos. A partir
deste indicador será possível acompanhar as transformações no comportamento de consumo dos
brasileiros, identificando avanços e retrocessos, a fim de que sejam propostas ações capazes de
estimular mudanças positivas no comportamento dos consumidores.

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6. METODOLOGIA

Público alvo: residentes nas 27 capitais brasileiras, com idade igual ou superior a 18 anos,
ambos os sexos, de todas as classes sociais.

Método de coleta: pesquisa realizada via web e pós-ponderada de acordo com a


representatividade do universo com relação a sexo, idade, classe, escolaridade e cidade.

Tamanho amostral da Pesquisa: 605 casos, gerando margem de erro no geral de 4,0 p.p para
um intervalo de confiança a 95%.

Data de coleta dos dados: 19 a 28 de maio de 2015.

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