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Normas Técnicas de Inspeção Naval

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NORTEC-07/DPC

-2
2000
033-
NORMAS TÉCNICAS DE PROCEDIMENTOS PARA ATIVIDADES DE INSPEÇÃO
NAVAL
FOLHA DE REGISTRO DE MODIFICAÇÕES

NÚMERO EXPEDIENTE QUE A


PÁGINAS DATA DA
DA DETERMINOU E RUBRICA
AFETADAS ALTERAÇÃO
MODIFICAÇÃO RESPECTIVA DATA
Cap. 2, Cap. 4, Cap. 5,
Portaria nº 83/DPC, de 06 de An 1-A, An 1-B, An 4-F,
Mod 1 06/10/2004
outubro de 2004 An 4-G, An 4-T, e An 5-
A
Portaria nº 91/DPC, de 03 de
Mod 2 Cap. 4, An 5-A 03/11/2005
novembro de 2005
Cap. 1; Cap. 2; Cap. 4;
Portaria nº 46/DPC, de 29 de
Mod 3 Cap. 5; An 1-C; An 4- 29/04/2008
abril de 2008
H; e An 5-A
Portaria nº 143/DPC, de 16 de
Mod 4 Cap. 4; e An 4-U 16/12/2008
dezembro de 2008
Cap. 1; Cap. 2; Cap. 4;
Portaria nº 176/DPC, de 23 de
Mod 5 An 1-A; An 1-B; An 4- 23/11/2009
novembro de 2009
V; An 4-X; e An 4-U
Portaria nº 42/DPC, de 28 de Cap. 1; Cap. 2; An 1-D;
Mod 6 28/02/2011
fevereiro de 2011 Apen. I do An 1-D
Índice; 1-1; 1-2; An 1-
Portaria nº 196/DPC, de 8 de
Mod 7 C; Ap 1-D-I; Ap 1-D-II e 08/08/2014
agosto de 2014
Ap 1-D-III
1-1; 1-2; Cap.2; Cap.3;
Cap.4; 5-4; 1-C-1; 1-D-
Portaria nº 22/DPC, de 28 de 1; An2-A; Apêndice I(2-
Mod 8 28/01/2016
janeiro de 2016 A); Adendo do
Apêndice I (2-A); An4-
H; An4-T; e An4-X
Portaria nº 226/DPC, de 28 de
Mod 9 1-1; 1-2; e 2-2 01/08/2016
julho de 2016

Portaria nº 117/DPC, de 2 de 1-1; 1-2; 4-15; An


Mod 10 02/05/2017
maio de 2017 4-V e An 4-X

Portaria nº 282/DPC, de 27 de
Mod 11 Índice; Cap. 6; An 6-A 27/09/2017
setembro de 2017
Índice; Cap.2; Cap.4;
An1-D; ApI-An-1-D;
Portaria nº 372/DPC, de 11 de
Mod 12 ApII-An-1-D; ApIII-An- 11/12/2017
dezembro de 2017
1-D; An4-B; An4-V;
An4-X
Portaria nº 263/DPC, de 11 de
Mod 13 11/07/2019
julho de 2019

Portaria nº 442/DPC, de 19 de
Mod 14 19/12/2019
dezembro de 2019

- II - NORTEC-07/DPC
ÍNDICE

Páginas
Folha de Rosto ......................................................................................... I
Registro de Modificações ........................................................................ II
Índice ....................................................................................................... III

CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO
0101 - PROPÓSITO................................................................ 1-1
0102 - DA COMPETÊNCIA PARA A EXECUÇÃO DA IN ....... 1-1
0103 - DEFINIÇÕES ................................................................ 1-1
0104 - DOS INSPETORES NAVAIS ........................................ 1-2
0105 - DOS VISTORIADORES NAVAIS ................................. 1-2
0106 - GERÊNCIA DE VISTORIAS, INSPEÇÕES E PERÍ-
CIAS TÉCNICAS (GEVI) .............................................. 1-2
0107 - ESTRUTURA DA GEVI ................................................ 1-3
0108 - ESTRUTURA DA AUTORIDADE MARÍTIMA E DO
SISTEMA DE SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO E DO
MEIO-AMBIENTE ........................................................ 1-3
0109 - NORMAS BÁSICAS PARA CONDUTA DOS INSPE-
TORES NAVAIS/PERITOS DURANTE A REALIZA-
ÇÃO DE INSPEÇÕES .................................................. 1-3

CAPÍTULO 2 - EXECUÇÃO DA INSPEÇÃO NAVAL (IN)


SEÇÃO I - COMPOSIÇÃO E ADESTRAMENTO DAS EQUIPES DE IN
0201 - COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES DE IN.......................... 2-1
0202 - ADESTRAMENTO ........................................................ 2-1

SEÇÃO II - PROCEDIMENTOS GERAIS PARA IN


0203 - PLANEJAMENTO DA IN .............................................. 2-1
0204 - NATUREZA DA ATIVIDADE DE IN .............................. 2-3
0205 - RECOMENDAÇÕES PARA O INSPETOR NAVAL ... 2-3
0206 - PROCEDIMENTOS PARA APROXIMAÇÃO E
ABORDAGEM Á EMBARCAÇÕES.............................. 2-3
0207 - PROCEDIMENTOS PARA IN PROPRIAMENTE DITA. 2-4
0208 - MEDIDAS CAUTELARES ............................................ 2-6
0209 - PROCEDIMENTOS DA EQUIPE DE INSPEÇÃO NA-
VAL AO SE DEFRONTAR COM SITUAÇÕES AD-
VERSAS ...................................................................... 2-7
0210 - COLABORAÇÃO COM OUTROS ÓRGÃOS ............... 2-9
0211 - EXECUÇÃO DA IN POR NAVIO ESCOTEIRO OU
FORÇAS NAVAIS......................................................... 2-10
0212 - EMBARCAÇÕES PERTENCENTES A ÓRGÃOS PÚ-
BLICOS EM ATIVIDADE NÃO COMERCIAL ............... 2-11

- III - NORTEC-07/DPC
Mod 14
SEÇÃO III - SITUAÇÕES ESPECIAIS
0213 - AFUNDAMENTO DELIBERADO DE EMBARCAÇÃO
AVARIADA ................................................................... 2-11
0214 - CONTROLE DE EMBARCAÇÕES NAUFRAGADAS .. 2-11
0215 - CARGA PERIGOSA .................................................... 2-12
0216 - COMUNICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS ENVOLVEN-
DO MERCADORIAS PERIGOSAS ACONDICIONA-
DAS .............................................................................. 2-12
0217 - CLANDESTINO ............................................................ 2-12
0218 - PREVENÇÃO CONTRA A PROPAGAÇÃO DE DO-
ENÇA TRANSMISSÍVEL POR EMBARCAÇÃO............ 2-12

SEÇÃO IV - OBRAS E EXTRAÇÃO DE MINERAIS SOB, SOBRE E


ÀS MARGENS DAS ÁGUAS
0219 - OBRAS .......................................................................... 2-13
0220 - CONVÊNIOS COM AS PREFEITURAS MUNICIPAIS.. 2-13

CAPÍTULO 3 - INSPEÇÃO DE NAVIOS PELO CONTROLE DO ES-


TADO DO PORTO (PORT STATE CONTROL) E DE
CONTROLE DO ESTADO DE BANDEIRA (FLAG
STATE CONTROL)
0301 - PROPÓSITO ................................................................. 3-1
0302 - FATOS PERTINENTES ................................................ 3-1
0303 - ATRIBUIÇÕES DO INSPETOR NAVAL ....................... 3-1
0304 - SELEÇÃO DE NAVIOS ................................................. 3-2
0305 - DIRETRIZES PARA O INSPETOR NAVAL .................. 3-2
0306 - VERIFICAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO......................... 3-3
0307 - EXAME GERAL DE NAVIO ........................................... 3-3
0308 - PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO ........................... 3-3
0309 - CRITÉRIOS PARA IMPEDIR A SAÍDA DO NAVIO ...... 3-4
0310 - PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS APÓS A
INSPEÇÃO .................................................................... 3-4
0311 - VERIFICAÇÃO DE DEFICIÊNCIAS SANADAS ............ 3-4
0312 - RECOMENDAÇÕES .................................................... 3-5

CAPÍTULO 4 - DOS FATOS DECORRENTES DA INSPEÇÃO NAVAL


SEÇÃO I - INFRAÇÃO E MEDIDAS ADMINISTRATIVAS
0401 - INFRAÇÃO .................................................................... 4-1
0402 - ENQUADRAMENTO DE INFRAÇÃO E APLICAÇÃO
DE PENALIDADES ....................................................... 4-1
0403 - NOTIFICAÇÃO PARA COMPARECIMENTO - AUTO
DE INFRAÇÃO - SISTEMA DE CONTROLE DE AU-
TO DE INFRAÇÃO (SISAUTO) .................................... 4-5
0404 - FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES OU CERTI-
DÕES PARA RECURSOS ............................................ 4-7
0405 - ROUBO OU FURTO DE EMBARCAÇÃO ..................... 4-8

- IV - NORTEC-07/DPC
Mod 14
0406 - PROCEDIMENTOS PARA APREENSÃO, RETIRADA
DE TRÁFEGO OU IMPEDIMENTO DA SAÍDA DE
EMBARCAÇÕES .......................................................... 4-8
0407 - ENQUADRAMENTO DE VIOLAÇÕES À LES-
TA/RLESTA NO CÓDIGO PENAL .............................. 4-11
0408 - AFERIÇÃO DE ALCOOLEMIA DOS CONDUTORES
DE EMBARCAÇÕES .................................................... 4-13
0409 - DESIGNAÇÃO DE FIEL DEPOSITÁRIO ...................... 4-13
0410 - NOTIFICAÇÃO DE RETIRADA E LIBERAÇÃO DA
EMBARCAÇÃO ............................................................. 4-13
0411 - LACRE .......................................................................... 4-14
0412 - ALIENAÇÃO, LEILÃO E VENDA DE EMBARCAÇÕES
OU OBJETOS APREENDIDOS OU ACHADOS .......... 4-14
0413 - INCORPORAÇÃO DE BENS AO PATRIMÔNIO DA
UNIÃO .......................................................................... 4-14
0414 - DAS AÇÕES DAS OM .................................................. 4-14
0415 - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO PARA INCOR-
PORAÇÃO DE BENS AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO
OU LEILÃO ................................................................... 4-15

SEÇÃO II - DISPOSIÇÕES FINAIS


0416 - INSCRIÇÃO NA DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO ................. 4-16
0417 - PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES AO PODER JU-
DICIÁRIO E AO MINISTÉRIO PÚBLICO ..................... 4-17
0418 - DEPOSITÁRIO JUDICIAL ............................................ 4-18
0419 - CONTROLE E ARQUIVAMENTO ................................. 4-18
0420 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE ........................................ 4-19
0421 - ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA MARINHA (ANEMAR) E
SUBSÍDIOS PARA O SISTEMA DE INFORMAÇÕES
GERENCIAIS E DE PLANEJAMENTO DO PLANO
PLURIANUAL (SIGPLAN).............................................. 4-19
0422 - COLETA DE DADOS ESTATÍSTICOS DE SEGU-
RANÇA DO TRÁFEGO AQUAVIÁRIO DA DPC ........... 4-19

CAPÍTULO 5 - DO LANÇAMENTO DE ÓLEO E OUTRAS SUBS-


TÂNCIAS NOCIVAS OU PERIGOSAS E DAS RE-
GRAS SOBRE DESLASTRO DE NAVIOS EM ÁGUAS
JURISDICIONAIS BRASILEIRAS
SEÇÃO I - DO LANÇAMENTO DE ÓLEO E OUTRAS SUBSTÂNCIAS
NOCIVAS OU PERIGOSAS EM AJB
0501 - CONCEITUAÇÃO ......................................................... 5-1
0502 - INFRAÇÃO .................................................................... 5-1
0503 - DA INVESTIGAÇÃO ...................................................... 5-3
0504 - DISSEMINAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE INCIDENTE
DE DESCARGA DE ÓLEO E OUTRAS SUBSTÂN-
CIAS NOCIVAS OU PERIGOSAS PROVOCADA POR
EMBARCAÇÕES, PLATAFORMAS E SUAS INSTA-
LAÇÕES DE APOIO ..................................................... 5-3
-V- NORTEC-07/DPC
Mod 14
0505 - ENCAMINHAMENTO DE RELATÓRIO PARA A OR-
GANIZAÇÃO MARÍTIMA INTERNACIONAL (IMO) ...... 5-4

SEÇÃO II - DAS REGRAS SOBRE DESLASTRO DE NAVIOS EM


AJB
0506 - DO GERENCIAMENTO DA ÁGUA DE LASTRO DE
NAVIOS......................................................................... 5-4
0507 - DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS PREVISTAS
NA LEI No 9.605/1998 E SEU REGULAMENTO.......... 5-6
0508 - DA CONSTATAÇÃO DA INFRAÇÃO............................ 5-6
0519 - COMPETÊNCIA............................................................ 5-6
0510 - DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO................... 5-6
0511 - DO PAGAMENTO DA MULTA...................................... 5-8
0512 - DA INSCRIÇÃO NA DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO............ 5-8
0513 - CASOS OMISSOS........................................................ 5-8

CAPÍTULO 6 - PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DE MILITARES


DAS CP/DL/AG PARA CONDUÇÃO DE EMBAR-
CAÇÃO DO TIPO LAEP-7, LAEP-10, ECSR E SIMI-
LARES E MOTOAQUÁTICA ORGÂNICA
0601 - PROPÓSITO.................................................................. 6-1
0602 - INTRODUÇÃO............................................................... 6-1
0603 - PRÉ-REQUISITOS ..................................................... 6-1
0604 - ASSUNTOS DO PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO .... 6-1

CAPÍTULO 7 - DA VERIFICAÇÃO DA NOTA DE ENTREGA DE


ÓLEOS COMBUSTÍVEIS MARÍTIMOS DE ACORDO
COM AS REGRAS 14 e 18 DO ANEXO VI1
0701 - DISPOSIÇÕES GERAIS............................................... 7-1
0702 - NOTA DE ENTREGA DE COMBUSTÍVEL................... 7-1
0703 - INSPEÇÃO DAS NOTAS DE ENTREGA DE COM-
BUSTÍVEL..................................................................... 7-1
0704 - ÓLEO COMBUSTÍVEL EM DESACORDO COM AS
ESPECIFICAÇÕES DO ANEXO VI DA CONVENÇÃO
MARPOL....................................................................... 7-2
0705 - OBRIGAÇÕES DAS PARTES / ADMINISTRAÇÕES... 7-2

ANEXOS:

1-A - ORGANOGRAMA DA ESTRUTURA DA AUTORIDADE


MARÍTIMA ............................................................................. 1-A-1
1-B - SISTEMA DE SEGURANÇA DO TRÁFEGO AQUAVIÁRIO.. 1-B-1
1-C - NORMAS BÁSICAS PARA CONDUTA DOS INSPETORES
NAVAIS DURANTE A REALIZAÇÃO DE INSPEÇÕES ........ 1-C-1
1-D - ADESTRAMENTO DOS INSPETORES NAVAIS NÍVEL 2 E
3 ............................................................................................ 1-D-1

- VI - NORTEC-07/DPC
Mod 14
2-A - MODELO DE TERMO DE CONVÊNIO FIRMADO ENTRE
A MARINHA DO BRASIL E PREFEITURAS MUNICIPAIS ... 2-A-1
3-A - RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE NAVIO - FORMULÁRIO A 3-A-1
3-B - RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE NAVIO-FORMULÁRIO B .. 3-B-1
3-C - CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIA ................................................ 3-C-1
3-D - CRITÉRIOS PARA IMPEDIR A SAÍDA ................................. 3-D-1
4-A - NOTIFICAÇÃO PARA COMPARECIMENTO ....................... 4-A-1
4-B - AUTO DE INFRAÇÃO ........................................................... 4-B-1
4-C - PROCEDIMENTOS DECORRENTES DA INSPEÇÃO NA-
VAL ........................................................................................ 4-C-1
4-D - AUTO DE APREENSÃO ....................................................... 4-D-1
4-E - TERMO DE FIEL DEPOSITÁRIO ......................................... 4-E-1
4-F - NOTIFICAÇÃO PARA RETIRADA ........................................ 4-F-1
4-G - EDITAL DE CONVOCAÇÃO ................................................. 4-G-1
4-H - TERMO DE ENTREGA DE EMBARCAÇÃO.......................... 4-H-1
4-I - TIPO DE LACRE ................................................................... 4-I-1
4-J - MODELO DE EDITAL DE LEILÃO ........................................ 4-J-1
4-L - PORTARIA DE DESIGNAÇÃO DE LEILOEIRO .................... 4-L-1
4-M- AUTO DE ARREMATAÇÃO .................................................. 4-M-1
4-N- CARTA DE ARREMATAÇÃO ................................................ 4-N-1
4-O - MODELO DE PORTARIA ..................................................... 4-O-1
4-P - MODELO DE INTIMAÇÃO..................................................... 4-P-1
4-Q- MODELO DE RELATÓRIO ................................................... 4-Q-1
4-R - DECLARAÇÃO DE PERDIMENTO E INCORPORAÇÃO...... 4-R-1
4-S - LEGISLAÇÃO PERTINENTE ................................................ 4-S-1
4-T- REGRAS DE CONDUTA PARA A INSPEÇÃO NAVAL
QUANDO DA AFERIÇÃO ALCOOLEMIA DO CONDUTOR
DE EMBARCAÇÃO ............................................................... 4-T-1
4-U - RELATÓRIO DA INSPEÇÃO NAVAL .................................. 4-U-1
4-V - MODELO DO MAPA DE COLETA DE DADOS IN2 CON-
SOLIDADOS A SER UTILIZADO PELAS CP ....................... 4-V-1
4-W - MAPA DE COLETA DE DADOS ESTATÍSTICOS............ 4-W-1
4-X - MODELO DE OFÍCIO DE INSCRIÇÃO EM DÍVIDA ATIVA
DA UNIÃO.............................................................................. 4-X-1
5-A - INSTRUÇÕES PARA INVESTIGAÇÃO E COLETA DE
DADOS SOBRE POLUIÇÃO HÍDRICA ................................. 5-A-1
5-B - PLANILHA DE DADOS, INFORMAÇÕES E RESULTADOS
PRELIMINARES SOBRE INCIDENTE DE DESCARGA DE
SUBSTÂNCIAS NOCIVAS E PERIGOSAS ........................... 5-B-1
5-C FORMATO DO LIVRO REGISTRO DE ÁGUA DE LASTRO 5-C-1
6-A - PROGRAMA DE TREINAMENTO PARA MOTOAQUÁTICA 6-A-1
7-A PROCEDIMENTOS PARA VERIFICAÇÃO DO COMBUS-
TÍVEL (AMOSTRAS DE ÓLEO COMBUSTÍVEL) 7-A-1

APÊNDICE:

1-D-I - LISTA DE VERIFICAÇÃO BÁSICA ....................................... 1-D-I-1


- VII - NORTEC-07/DPC
Mod 14
1-D-II - LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA EMBARCAÇÕES DE ES-
PORTE E RECREIO (NAVEGAÇÃO INTERIOR) ................. 1-D-II-1
1-D-III - LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA INSPEÇÃO NAVAL .......... 1-D-III-1
2-A-I - MODELO DE PLANO DE TRABALHO ................................. 2-A-I-1
2-A-II - ADESTRAMENTO PARA FISCAIS MUNICIPAIS CONVENIA-
DOS........................................................................................ 2-A-II-1
4-X-I - MODELO DE OFÍCIO DE INTIMAÇÃO PARA RECOLHIMEN-
TO DE MULTA IMPOSTA........................................................ 4-X-I-1

ADENDO:

2-A-I-A - MODELO DE TERMO DE COLHEITA DE DADOS INFRA-


CIONAIS ................................................................................ A-I-2-A-1

- VIII - NORTEC-07/DPC
Mod 14
CAPÍTULO 1

INTRODUÇÃO

0101 - PROPÓSITO
Estabelecer normas e procedimentos a fim de padronizar, no âmbito interno da
Marinha do Brasil (MB), as atividades de Inspeção Naval (IN).

0102 - DA COMPETÊNCIA PARA A EXECUÇÃO DA IN


A competência da Execução da IN, de acordo com a Portaria no 156/MB/2004, é
dos Comandantes de Distritos Navais (DN), nas suas respectivas áreas de jurisdição,
podendo delegar esta competência aos Agentes da Autoridade Marítima, entre os quais:
a) Capitanias (CP), Delegacias (DL) e Agências (AG) subordinadas; e
b) outras Organizações Militares (OM) subordinadas ou postas à sua disposição
ou do seu controle operativo.

0103 - DEFINIÇÕES
a) Perícia - são todas as ações executadas por peritos. Peritos são os Inspeto-
res Navais e os Vistoriadores Navais. As perícias podem ser dos seguintes tipos:
1) Perícias de Fiscalização - Inspeções Navais;
2) Perícias de Verificação e Regularização - Vistorias; e
3) Perícias Específicas - são os vários tipos de perícias constantes das
NORMAM e executadas para um fim específico. Exemplos:
I) Perícia para operação de embarcações estrangeiras em AJB;
II) Perícia para obtenção de Declaração de Conformidade para transporte
de petróleo;
III) Perícia para emissão de laudo para estabelecimento do Cartão de Tri-
pulação de Segurança (CTS); e
IV) Perícias para emissão de laudos periciais em casos de acidentes etc.
b) Inspeção Naval (IN) - atividade de cunho administrativo, que consiste na fis-
calização do cumprimento da Lei no 9.537/97, das normas e regulamentos dela decor-
rentes e dos atos e resoluções internacionais ratificados pelo Brasil, no que se refere
exclusivamente à salvaguarda da vida humana e à segurança da navegação, no mar
aberto e em hidrovias interiores, e à prevenção da poluição ambiental por parte de em-
barcações, plataformas fixas ou suas instalações de apoio.
c) Ação de Fiscalização do Tráfego Aquaviário (AFTA) - constitui-se em uma
ação de fiscalização e será realizada por determinação dos Representantes da Autori-
dade Marítima ou pelos Agentes da Autoridade Marítima, em uma mesma missão ou
evento, programado ou inopinado. Na mesma AFTA são realizadas diversas ações de
IN, ou seja, diversas embarcações são inspecionadas durante a realização daquela ati-
vidade.
Para efeito de consolidação de dados estatísticos, deve-se contabilizar o nú-
mero de embarcações que efetivamente foram inspecionadas (IN realizadas).
d) Abordagem - ato de aproximação a uma embarcação para a realização de
IN, para a realização de ações educativas, resgate ou outros propósitos afins. Os proce-
dimentos de abordagem encontram-se descritos no Capítulo 2.
Para efeito de consolidação de dados estatísticos, deve-se contabilizar o nú-
mero de embarcações abordadas que efetivamente foram inspecionadas (IN realiza-
das).
e) Vistoria - ação técnico-administrativa, eventual ou periódica, pela qual é veri-
ficado o cumprimento de requisitos estabelecidos em normas nacionais e internacionais,

- 1-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
referentes à prevenção da poluição ambiental e às condições de segurança e habitabili-
dade de embarcações e plataformas.

0104 - DOS INSPETORES NAVAIS


Os Agentes da Autoridade Marítima, por sua vez, designarão os seus Inspetores
Navais por meio de ato formal.
Para efeito desta norma, ficam estabelecidas as seguintes designações para os
Inspetores Navais:
a) Inspetor Naval Nível 1:
Enquadram-se nas seguintes categorias:
1) Oficiais da Reserva Remunerada ou Reformados da MB contratados,
aprovados no Curso para Formação de Inspetores Navais;
2) Oficiais da Marinha Mercante aprovados em Processo Seletivo e no Curso
para Formação de Inspetores Navais; ou
3) Oficiais prestando Serviço Militar Voluntário (SMV) temporário como Oficial
a
de 2 Classe da Reserva da Marinha (RM2) aprovados em Processo Seletivo e no curso
para formação de Inspetores Navais.
b) Inspetor Naval Nível 2:
Oficiais e Praças da MB, da ativa ou da reserva remunerada, lotados nas
CP/DL/AG, que cumpriram os Estágios Preparatórios para Oficiais e Praças que irão
servir em CP/DL/AG (ESPOC e ESPRAC).
c) Inspetor Naval Nível 3:
Oficiais e Praças componentes do GVI/GP dos Navios da MB, qualificados
por meio de adestramento específico ministrado por Inspetores Navais Nível 1 ou 2 das
CP/DL/AG da área de jurisdição do respectivo Comando de Distrito Naval.
Nota: Encontra-se como anexo 1-D, a esta norma, uma sugestão de Sinopse
Geral para o Adestramento dos Inspetores Navais Nível 2 e 3.
O apêndice I ao referido anexo apresenta uma Lista de Verificação com uma
relação mínima de requisitos a serem examinados pelo Inspetor Naval nível 2 e 3.

0105 - DOS VISTORIADORES NAVAIS


a) Vistoriador Naval Nível 1:
Enquadram-se nas seguintes categorias:
1) Oficiais da MB ou civis contratados e aprovados em Curso para Formação
de Vistoriadores Navais; ou
2) Oficiais prestando Serviço Militar Voluntário (SMV) temporário como Oficial
de 2a Classe da Reserva da Marinha (RM2) aprovados em Processo Seletivo e em cur-
so para formação de Vistoriadores Navais.
b) Vistoriador Naval Nível 2:
Oficiais e Praças da MB, da ativa ou da reserva remunerada, lotados nas
CP/DL/AG, que cumpriram os Estágios Preparatórios para Oficiais e Praças que irão
servir em CP/DL/AG e especialmente habilitados para este fim.

0106 - GERÊNCIA DE VISTORIAS, INSPEÇÕES E PERÍCIAS TÉCNICAS (GEVI)


A GEVI faz parte da estrutura organizacional da DPC, sendo composta por
Vistoriadores Navais e Inspetores Navais Nível 1, possuidores de nível superior,
aprovados respectivamente nos Cursos de Formação de Vistoriadores Navais e
Inspetores Navais, devidamente preparados para exercerem as atividades de vistoria e
inspeção nos termos estabelecidos pela LESTA, em seu Capítulo I, Art. 2o. À
semelhança da GEVI na DPC, as CP/DL possuem os Grupos de Vistoria e Inspeção
(GVI), diretamente subordinados aos Titulares das CP/DL, exercendo suas atividades
sob a supervisão funcional da GEVI.
- 1-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
0107 - ESTRUTURA DA GEVI
a) Atuando na Diretoria de Portos e Costas:
1) um Gerente subordinado ao Superintendente de Segurança do Tráfego
Aquaviário;
2) Vistoriadores Chefes - responsáveis pelo acompanhamento e supervisão
técnica das vistorias realizadas pelo Grupo de Vistorias e Inspeções (GVI) nas áreas de
jurisdição dos diversos Distritos Navais. A cada Distrito Naval corresponde um Vistoria-
dor Chefe;
3) Inspetores Chefes - responsáveis pelo acompanhamento e supervisão
técnica das Inspeções Navais realizadas pelo GVI nas áreas de jurisdição dos diversos
Distritos Navais. A cada Distrito Naval corresponde um Inspetor Chefe; e
4) Administradores da GEVI - responsáveis pela operação e atualização do
sistema corporativo da GEVI (SISGEVI), pela Secretaria da GEVI e pelo apoio logístico
da GEVI e dos GVI das diversas CP/DL. Ficam diretamente subordinados ao Gerente.
b) Atuando nas Capitanias e Delegacias
Os Vistoriadores e Inspetores Navais que constituem o GVI.

0108 - ESTRUTURA DA AUTORIDADE MARÍTIMA E DO SISTEMA DE SEGURAN-


ÇA DA NAVEGAÇÃO E DO MEIO AMBIENTE
O conjunto de Organizações Militares que constituem a estrutura da Autoridade
Marítima e o Sistema de Segurança da Navegação e do Meio Ambiente está apresenta-
do nos organogramas constantes dos anexos 1-A e 1-B, respectivamente.

0109 - NORMAS BÁSICAS PARA CONDUTA DOS INSPETORES NAVAIS/PERITOS


DURANTE A REALIZAÇÃO DE INSPEÇÕES
Os Inspetores Navais/Peritos, durante a realização de uma inspeção, deverão
observar as normas básicas de conduta previstas no anexo 1-C.

- 1-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
CAPÍTULO 2

EXECUÇÃO DA INSPEÇÃO NAVAL (IN)

SEÇÃO I

COMPOSIÇÃO E ADESTRAMENTO DAS EQUIPES DE IN

0201 - COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES DE IN


Cada CP/DL deverá possuir, no mínimo, três equipes de IN, cada uma com pelo
menos um praça na graduação de Sargento e um praça na graduação de Cabo, dentre
os mais experientes e qualificados como Inspetores Navais Nível 2 (IN2) e designados
por ato formal da OM, conforme previsto no item 0103 desta norma. A equipe de IN
deverá ser distinta da composta para ações de busca e salvamento (SAR).
Nas AG recomenda-se que todas os praças graduados sejam qualificados como
Inspetor Naval Nível 2.
A equipe de IN deve ser ainda complementada, conforme o caso e a critério dos
titulares das OM, com o motorista da viatura de apoio, patrão e tripulação da lancha e/ou
outros membros.
De acordo com os procedimentos previstos para Inspeção Naval emitidos pelos
Comandos de Distritos Navais (ComDN) (ou a pedido do CP), suas equipes poderão ser
reforçadas por militares de outras OM, inclusive praças FN, para reforço na segurança.

0202 - ADESTRAMENTO
Os IN2 devem possuir o C-ESPOC e C-ESPRAC, conforme o caso.
O adestramento desses Inspetores deve ser mantido em alto nível por meio de
aulas específicas sobre a LESTA, RLESTA, NORMAM, NORTEC e demais legislações
que abordem a segurança do tráfego aquaviário, que devem ser programadas
rotineiramente nos Programas de Adestramento (PAD) das OM.
O anexo 1-D a esta norma consiste de uma Sinopse Geral para o Adestramento
dos Inspetores Navais Nível 2 e 3, e pode ser tomado como base para o
desenvolvimento das aulas do PAD sobre IN.
Incentiva-se a programação de aulas com assuntos correlatos ou necessários à
atividade de IN, tais como: procedimentos previstos para IN emitidos pelos ComDN,
porte e emprego de armamento portátil, uso do etilômetro etc.
O apêndice I do anexo 1-D pode ser utilizado como base para as listas de
verificações a serem elaboradas para os IN2, cabendo a cada CP/DL/AG adaptá-
las/complementá-las de acordo com as suas necessidades locais.
Incentiva-se também a inclusão do filmete sobre a execução das IN no PAD,
disponível na página da DPC na intranet.

SEÇÃO II

PROCEDIMENTOS GERAIS PARA IN

0203 - PLANEJAMENTO DA IN
O sucesso das ações de IN depende de um planejamento bem elaborado,
buscando a realização da fiscalização em periodicidade adequada às peculiaridades
regionais, considerando as ocasiões em que haja expectativa de maior tráfego de
embarcações e nas áreas de realização de atividades marítimas e fluviais mais
relevantes da jurisdição.

- 2-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
a) Polos da atuação
Com o propósito de facilitar o planejamento das IN, a área de jurisdição pode
ser subdividida em polos de atuação. Cada um desses polos deverá ser caracterizado,
considerando, por exemplo, os seguintes aspectos, entre outros:
1) principais municípios componentes;
2) clubes, marinas e Estabelecimentos de Treinamento Náutico (ETN)
existentes;
3) principais pontos e linhas de transporte de travessia;
4) pontos sensíveis e focais da navegação, considerando:
- a densidade do tráfego aquaviário;
- a quantidade de Embarcações de Esporte e Recreio (EER) e Motos
Aquáticas (MA); e
- as estatísticas de acidentes, incidentes e fatos da navegação; e
5) colônias de pesca.
Como exemplo, a figura abaixo retrata a divisão da área de jurisdição da CFPA
em polos de atuação.

b) Programa de IN
Deverá ser elaborado um Programa de Inspeção Naval de sigilo reservado (com
periodicidade semanal, quinzenal ou mensal) que abranja as ações de fiscalização,
definindo os polos da atuação, os meios de deslocamento (viaturas e/ou embarcações),
os recursos financeiros, materiais e humanos, a periodicidade de fiscalização e a
necessidade de realização de cursos específicos em determinadas localidades.
O planejamento antecipado e a consolidação de um programa de IN visam:
1) à otimização dos meios disponíveis (viaturas e/ou embarcações);
- 2-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
2) à distribuição das ações ao longo de toda a jurisdição, procurando uma ação
de presença constante da fiscalização;
3) à distribuição da cota de combustível de forma equilibrada;
4) à execução de um plano da manutenção preventiva e corretiva de
embarcações e viaturas; e
5) ao levantamento das necessidades de recursos financeiros e materiais para
deslocamento do pessoal empregado nas missões.

0204 - NATUREZA DA ATIVIDADE DE IN


A ação de IN possui, inicialmente os objetivos de esclarecimento, correção e
ensinamento.
A autuação e consequente aplicação de penalidades e medidas administrativas
deverão ser adotadas, com rigor, quando não houver resposta positiva à ação
educativa, principalmente, contra infratores contumazes.

0205 - RECOMENDAÇÕES PARA O INSPETOR NAVAL


Ter em mente que suas ações devem ser executadas em observância à LESTA,
ao RLESTA, às NORMAM e às NPCP/NPCF das suas AJ, contribuindo para a
salvaguarda da vida humana, a segurança da navegação e a prevenção da poluição
ambiental.
Considerar o tipo de abordagem e o tratamento necessário que dispensará aos
tripulantes da embarcação a ser inspecionada.
Ter a cautela para não distrair a atenção dos tripulantes que estão executando
importantes tarefas de condução da embarcação, em fainas de movimentação de
cargas ou de reparos, para que não se coloquem em risco essas tarefas e as pessoas
envolvidas.
Levar em consideração que uma inspeção pode não ser bem-vinda por entender,
o profissional e/ou o amador, que estão cumprindo fielmente as normas vigentes e,
portanto, a considerando desnecessária.
Familiarizar-se com as várias situações possíveis que possam se confrontar
durante as verificações e inspeções, sendo necessário conhecer, com a profundidade
que a função requer, os documentos legais vigentes, tais como leis, regulamentos,
normas, instruções, portarias e convenções, dentre outros.
Utilizar-se da educação civil e cortesia, e demonstrar segurança e firmeza na sua
condução e na intenção de orientar a embarcação inspecionada.
Considerar que, eventualmente, a recepção a bordo pode ser pouco amigável,
ocasionalmente ríspida e às vezes hostil e que, nessas situações, deve manter uma
postura serena, respeitosa e firme, ainda que seu interlocutor mantenha um diálogo
difícil e áspero, ou forneça informações incompletas, deixando claro ao inspecionado
que cumprirá a sua tarefa independentemente do incômodo de sua presença. Por outro
lado, a aspereza ou truculência por parte do inspetor poderá redundar em dificuldade
para conduzir a inspeção.

0206 - PROCEDIMENTOS PARA APROXIMAÇÃO E ABORDAGEM A


EMBARCAÇÕES
1) A lancha de IN deve estar com a sua sirene e luz azul rotativa alimentadas;
2) Se a equipe de IN não for atendida, repetir a mensagem insistentemente e, se
for o caso, agir em conformidade com os procedimentos previstos para Inspeção Naval
emitidos pelo Comando do Distrito Naval (ComDN) da área de jurisdição; e
3) O inspetor deverá aproximar a lancha de IN a uma distância que possa ser
identificada e, utilizando o sistema de amplificação de som disponível ou a viva-voz,

- 2-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
anunciar: “Bom dia!/Boa tarde!/Boa Noite! Marinha do Brasil, trabalhando para a sua
segurança”;
4) Apresentar-se ao Comandante da embarcação ou a quem o represente no
momento.
Observação: Caso a embarcação esteja com seguimento, solicitar a sua parada. Caso
não seja atendido, repetir a mensagem insistentemente e, se for o caso, adotar medidas
em conformidade com os procedimentos previstos para Inspeção Naval, emitidos pelo
ComDN da área de jurisdição;
5) Ao abordar a embarcação, caso julgue necessário, solicitar manter-se sob
máquinas, sem seguimento;
6) Ao ingressar na embarcação portar:
- equipamento de comunicações em VHF;
- lanterna;
- dispositivo eletrônico funcional (smartphone ou tablet) com o aplicativo
INSPNAV atualizado; e
- máquina fotográfica digital e gravador portátil ou dispositivos eletrônicos que
permitam o registro visual e de voz.

0207 - PROCEDIMENTOS PARA IN PROPRIAMENTE DITA


Deverão ser utilizadas listas de verificações especialmente preparadas para
cada tipo de ação, com base na legislação e NORMAM de origem do item/requisito a ser
verificado.
O apêndice I do anexo 1-D pode servir como base dessas listas de verificações
para emprego dos IN2, cabendo a cada CP/DL/AG adaptá-las e/ou complementá-las de
acordo com as peculiaridades locais.
Os apêndices II e III do anexo 1-D foram elaborados para EER e para
embarcações de passageiros e carga na navegação interior, respectivamente.
Durante uma IN deverão ser, também, objetos de verificação e de observação,
os seguintes aspectos:
1) cumprimento da NPCP/NPCF e regras de tráfego do porto;
2) manobras consideradas arriscadas, realizadas por embarcações, à
integridade da tripulação e banhistas.
3) excesso de velocidade de embarcações;
4) violação das áreas seletivas para navegação e áreas de segurança;
5) se os condutores das embarcações conhecem o Regulamento
Internacional para Evitar Abalroamento no Mar (RIPEAM) e, na navegação interior, as
Regras Especiais para evitar Abalroamentos na Navegação Interior constante na
NORMAM-02/DPC; e
6) se os condutores das embarcações, na navegação interior, conhecem as
regras estabelecidas para navegação em eclusas e canais artificiais estabelecidas pelas
Administrações, operadores e mantenedores das usinas, barragens, eclusas e canais
artificiais, ao longo de uma hidrovia.
Requisitos a serem verificados durante as IN:
a) Quanto aos Aquaviários e Amadores
Os inspetores devem observar ao contido nas NORMAM-
01/02/03/04/13/DPC, de acordo com a situação.
Nas embarcações nacionais e estrangeiras, que possuam inscrição
temporária, a fiscalização tem como escopo principal a verificação de documentos
relativos aos tripulantes das embarcações, entre os quais a Caderneta de Inscrição e
Registro (CIR), a Carteira de Habilitação de Amador (CHA) e Certificados de
Habilitação, se for o caso.

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Mod 14
Também é verificado se o Cartão da Tripulação de Segurança (CTS) é
coerente com o número e qualificação dos tripulantes em conformidade com as normas
em vigor.
No caso de EER, verificar se a habilitação do condutor é compatível com a
área que está empreendendo a navegação.
b) Quanto às embarcações
A inspeção se divide em duas verificações distintas, a documental e as de
condições materiais e equipagem das embarcações nacionais e estrangeiras que
possuam inscrição temporária, em conformidade com o contido nas NORMAM-
01/02/03/04/DPC.
1) Verificação Documental
Verificar se os documentos e publicações estão de acordo com o contido
nas NORMAM-01/02/03/04/DPC, levando em consideração os seguintes aspectos:
(a) inscrição e classificação da embarcação compatível com a atividade
realizada e com a área que está empreendendo navegação; e
(b) conforme o caso: certificados, declarações de conformidade, TIE,
TIEM, DPP, CTS, CSN, etc.
2) Verificação Material
Verificar o material e equipagem, nos termos do contido nas NORMAM-
01/02/03/DPC, considerando os seguintes aspectos:
(a) identificação e estado de conservação da embarcação (indicações
externas, alagamento de porões e funcionamento dos sistemas de governo e
propulsão);
(b) falta de equipamento, manutenção precária, avarias, funcionamento ou
emprego inadequado;
(c) material de salvatagem, atentando para a dotação prevista,
homologação requerida (de acordo com o Catálogo de Material Homologado na página
DPC internet) e estado de conservação.
Observação: Os materiais utilizados a bordo que devam ser
homologados estão descritos nos Capítulos 3 e 4 da NORMAM-05/DPC.
As balsas salva-vidas devem ser revisadas anualmente em Estações
de Manutenção credenciadas por Sociedade Classificadora.
Os materiais homologados de origem estrangeira somente serão
aceitos caso sejam da Classe I (SOLAS), caso contrário devem ser homologados pela
DPC.
(d) segurança contra incêndios, verificando o estado das redes de
incêndio, mangueiras e tomadas de água, bombas de incêndio, a validade ou falta de
extintores de incêndio;
(e) dotação de equipamentos de comunicações, navegação, cartas
náuticas e publicações;
(f) funcionamento de luzes de navegação e verificação dos seus setores
de visibilidade e disponibilidade de recursos para produção de sinais sonoros e de
perigo;
(g) marcas, marcações e indicações; e
(h) lotação máxima permitida.
c) Quanto às atividades subaquáticas
Observar os seguintes aspectos:
1) com relação ao pessoal
(a) verificar o Livro de Registro do Mergulhador (LRM) quanto a:
- habilitação do mergulhador;
- validade do exame de saúde (seis meses);
- numeração da CIR no local destinado; e
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Mod 14
- aposição do sinete da CP/DL/AG na folha de registro de habilitação,
assinada pelo oficial responsável ou servidor civil credenciado.
(b) verificar se a equipe de mergulho está dimensionada conforme os
requisitos previstos na NORMAM-15/DPC.
2) com relação ao Equipamento:
verificar o Certificado de Segurança de Sistema de Mergulho quanto a:
- data de validade do certificado;
- datas das emissões de endossos anuais obrigatórios; e
- identificação dos equipamentos de acordo com a lista de componentes do
sistema.
3) com relação à área de operação:
Verificar se o sistema está dimensionado para realização do trabalho
proposto, de acordo com a profundidade, a existência de condições perigosas e se o
mergulho será realizado em águas interiores ou mar aberto.
Os requisitos deverão ser verificados de acordo com os Capítulos 4 e 5 da
NORMAM-15/DPC, devendo-se ter especial atenção quanto à obrigatoriedade ou não
do emprego de câmara hiperbárica.
d) Quanto às obras, dragagens, pesquisa e lavra de minerais sob, sobre e
as margens das AJB
Cumprir as orientações previstas na NORMAM-11/DPC e NORTEC-11/DPC,
observando os seguintes aspectos:
1) nas vias de interesse, verificar obras que possam vir a impedir ou dificultar
a navegação;
2) obras iniciadas sem o devido parecer da AM ou irregulares, devendo
relatá-las imediatamente ao CP/DL/AG para as providências previstas na legislação
pertinente;
3) na lavra de minerais, verificar os riscos oferecidos pela presença de
embarcações fundeadas e/ou atividades irregulares; e
4) presença de dispositivos flutuantes sem inscrição ou fundeados em áreas
de proteção ambiental.
e) Quanto à pesquisa, exploração, remoção e demolição de coisas ou
bens afundados, submersos, encalhados e perdidos
Cumprir as orientações previstas na NORMAM-10/DPC e NORTEC-10/DPC,
observando os seguintes aspectos:
1) embarcação ou coisa na água, que esteja na condição de afundada,
submersa, encalhada, abandonada ou perdida, e que possa constituir perigo, obstáculo
à navegação ou ameaça de danos a terceiros ou ao meio ambiente; e
2) atividades não autorizadas de pesquisa, de mergulho ou de exploração de
sítios de valor histórico ou arqueológico.
f) Quanto à operação de embarcações estrangeiras e tráfego e
permanência de embarcações em AJB
Cumprir as orientações previstas na NORMAM-04/DPC, NORTEC-04/DPC,
NORMAM-08/DPC e NORTEC-08/DPC.

0208 - MEDIDAS CAUTELARES


O porte do armamento portátil durante as ações de IN deverá ser
regulamentado pelos procedimentos previstos para IN, emitidos pelo ComDN da área de
jurisdição.
As equipes deverão manter permanentes comunicações com a sede de sua
CP/DL/AG durante a realização da IN, utilizando equipamentos nas faixas de HF, VHF,
telefones celulares ou outros métodos de comunicações.

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Mod 14
As CP/DL/AG deverão manter um serviço de escuta permanente em VHF no
Canal 16.
A escuta, além de possibilitar o monitoramento das atividades marítimas e
fluviais, visa contribuir para a evolução de um estado de prontidão que permita o
desencadeamento de ações para o atendimento das tarefas relacionadas à atividade-fim
das CP/DL/AG, dos eventos SAR e das situações de emergência, incluindo as
ocorrências criminais, dentre outras.
Incentiva-se aos IN2 a utilizarem os sistemas corporativos da DPC, em especial
o aplicativo INSPNAV, em tempo real ou por intermédio dos meios de comunicações
disponíveis com sua OM, de forma a auxiliar no momento da ação a verificação
documental da embarcação, do aquaviário e do amador.
Após o término de cada ação de IN, o Inspetor Naval mais antigo deverá
preencher o Relatório da Inspeção Naval (anexo 4-U), anexando as notificações
emitidas. Caso seja julgado necessário, de acordo com o vulto da IN executada, poderá
ser confeccionado um relatório específico.

0209 - PROCEDIMENTOS DA EQUIPE DE INSPEÇÃO NAVAL AO SE DEFRONTAR


COM SITUAÇÕES ADVERSAS
No exercício de suas atividades, o Inspetor Naval poderá se defrontar com atos
de resistência, desobediência, desacato, evasão e, também, com ações criminais em
andamento, como casos de roubo, furto, contrabando e tráfico de entorpecentes.
Em decorrência, deverão ser observados os procedimentos a seguir discrimina-
dos por tipo de ocorrência, complementados pelos procedimentos previstos para Inspe-
ção Naval emitidos pelo ComDN da área de jurisdição, que devem considerar:
- a composição das equipes e os meios a serem empregados na execução da
IN, de acordo com o grau de ameaça do ambiente a ser inspecionado;
- procedimentos pré-planejados para os membros das equipes da IN;
- os equipamentos de proteção individual e o tipo de armamento adequados a
serem utilizados nas IN;
- ações em legítima defesa para enfrentamento de resistência armada; e
- grau de intensidade e modalidade de emprego da força.
Os procedimentos previstos para Inspeção Naval elaborados pelos ComDN de-
verão ser submetidos ao ComOpNav.

a) Desacato, desobediência, resistência e lesão corporal em decorrência


de ato legal do Inspetor Naval
Previstos no Código Penal Militar (CPM) com o seguinte enquadramento:
- Artigo 177 - resistência mediante ameaça ou violência;
- Artigo 209 - lesão corporal;
- Artigo 301 - desobediência; e
- Artigo 299 - desacato a militar.
Na incidência dessas situações, o Inspetor Naval deverá alertar o infrator sobre
as consequências de seus atos, conforme os artigos supracitados.
Persistindo no ato ilegal, o infrator deverá ser conduzido à autoridade com com-
petência de polícia judiciária militar para lavratura do Auto de Prisão em Flagrante (APF)
nos moldes do Capítulo 10 da DGPM-315, Rev.3, caso o militar tenha a certeza acerca
do crime cometido pelos inspecionados.
Em havendo dúvida acerca da situação de flagrante delito, e no intuito de evitar
a interrupção da Inspeção Naval pelo procedimento de lavratura do APF, o Inspetor po-
derá anotar os dados da embarcação, bem como os dados dos seus ocupantes, objeti-
vando uma posterior instauração de Inquérito Policial Militar (IPM), conforme Capítulo 8
da DGPM-315, Rev.3.
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Mod 14
Notas:
1) Caso seja decidido pela lavratura do APF, deverá ser observado o item 11.6 do Capí-
tulo 11 da DGPM-315, Rev.3, objetivando a inserção desse infrator no sistema prisional
comum.
2) Fora da área do Rio de Janeiro, as CP/DL/AG devem fazer contato prévio com as De-
legacias de Polícia locais, objetivando facilitar o recebimento de civis presos no contexto
de IN quando cometerem crimes contra os Inspetores Navais, demonstrando para a au-
toridade policial que o artigo 62 do CPM veda a prisão de civil em Organização Militar.
3) Orienta-se, ainda, que as CP/DL/AG busquem informações junto aos Serviços de Po-
lícia Judiciária Militar (SPJM), que funcionam nos Distritos Navais da sua área de jurisdi-
ção, a fim de auxiliarem por ocasião de ocorrências criminais. Tais auxílios poderão ser
efetivados por ocasião de escoltas para audiência de custódia, contato com o Ministério
Público Militar e Auditoria Militar da área; e
4) Embora a alínea a do item 0208 desta NORTEC trate apenas de desacato, desobedi-
ência, resistência e lesão corporal decorrente de ato legal do Inspetor Naval, pode ocor-
rer a prática de outros crimes previstos na legislação vigente, onde tenhamos o militar
inspetor como vítima, a exemplo de homicídio (artigos 205/206 do CPM). Portanto, sali-
entamos que poderia ser seguido o mesmo procedimento delineado acima (APF/IPM)
para tais casos.
b) Entorpecentes e substâncias psicotrópicas (tóxico, drogas e matéria-
prima para sua fabricação)
Havendo indícios do emprego de embarcações para o transporte de tóxico,
drogas ou entorpecentes por embarcações, a Autoridade Policial deverá ser
imediatamente comunicada, solicitando-se a sua presença para lavratura do respectivo
APF e apreensão do material.
Na impossibilidade de agir conforme acima descrito e deparando-se com a
ação criminosa em andamento, o Inspetor Naval deverá efetuar a prisão em flagrante
dos tripulantes e das demais pessoas a bordo porventura envolvidas no ilícito,
apreender a embarcação e o material ilegal entregando-as à Autoridade Policial nos
termos dos artigos 301 a 310 do Código do Processo Penal, no que couber. Os fatos
deverão ser pormenorizados no Relatório de Inspeção Naval (anexo 4-U), descrevendo
o local, horário, relação de material apreendido, nome dos tripulantes e os demais
detalhes da ocorrência. Em nenhuma hipótese o mais antigo exporá sua equipe de
Inspeção Naval a riscos desnecessários, avaliando criteriosamente se dispõe dos meios
necessários para atuar contra os criminosos com segurança. De acordo com a situação,
a equipe deverá retrair, manter monitoramento das embarcações envolvidas nos ilícitos
e solicitar apoio e instruções à CP/DL/AG.
Como desdobramento das ações acima relatadas e constatado o uso da
embarcação, bem como a efetiva participação da tripulação na prática do ato ilegal
deverá, também, ser aberto o competente Inquérito Administrativo sobre Acidentes e
Fatos da Navegação (IAFN), como especificado na NORMAM-09/DPC e NORTEC-
09/DPC.
c) Contrabando e Descaminho
O contrabando é a entrada ou saída de mercadorias proibidas, enquanto o
descaminho consiste na ocultação de mercadorias para fugir às obrigações fiscais.
O contrabando e o descaminho são, portanto, ocorrências de natureza mista,
sujeitas a duas jurisdições distintas: a judiciária, de competência da autoridade policial; e
a administrativa fiscal, de competência da Receita Federal. Cabe à Inspeção Naval,
caso solicitado pelas autoridades competentes, apenas colaborar na repressão a esses
atos ilícitos. A colaboração deverá ser autorizada pelo Comandante do Distrito Naval da
área e consistirá na cessão eventual de meios materiais e pessoas para condução dos
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Mod 14
agentes da Polícia Federal ou Receita Federal em missões não rotineiras. Observar, no
que couber, os Termos de Cooperação firmados entre os ComDN e esses órgãos.
Quando houver indícios do emprego de embarcações para o transporte de
carga ilegal, a Autoridade Policial ou Representante Regional da Secretaria da Receita
Federal deverá ser imediatamente comunicado, solicitando-se a sua presença para
lavratura do respectivo Auto de Prisão em Flagrante e Auto de Apreensão da
Mercadoria.
Na impossibilidade de agir conforme acima descrito e deparando-se com a
ação criminosa em andamento, o Inspetor Naval deverá efetuar a prisão em flagrante
dos tripulantes ou demais pessoas a bordo, porventura envolvidas no ilícito, apreender a
embarcação e o material ilegal entregando-as às autoridades citadas anteriormente, nos
termos dos artigos 301 a 310 do CPP, no que couber. Os fatos deverão ser
pormenorizados no Relatório de Inspeção Naval (anexo 4-U), descrevendo o local,
horário, relação de material apreendido, nome dos tripulantes e os demais detalhes da
ocorrência. Em nenhuma hipótese o mais antigo exporá sua equipe de Inspeção Naval a
riscos desnecessários, avaliando criteriosamente se dispõe dos meios necessários para
atuar contra os criminosos com segurança. De acordo com a situação, a equipe deverá
retrair, manter monitoramento das embarcações envolvidas nos ilícitos e solicitar apoio e
instruções à CP/DL/AG.
Como desdobramento das ações acima relatadas e constatado o uso da
embarcação, bem como a efetiva participação da tripulação na prática do ato ilegal
deverá, também, ser aberto o competente IAFN, como especificado na NORMAM-
09/DPC e NORTEC-09/DPC.

0210 - COLABORAÇÃO COM OUTROS ÓRGÃOS


Com base na Lei Complementar no 97 de 09/06/1999, a MB deverá cooperar
com órgãos federais, quando se fizer necessário, na repressão aos delitos de
repercussão nacional ou internacional, quanto ao uso do mar, águas interiores e de
áreas portuárias, na forma de apoio logístico, de inteligência, de comunicação e de
instrução.
Essa cooperação poderá ocorrer das seguintes formas:
a) colaboração eventual, com a anuência do respectivo ComDN;
b) decorrente de Acordos Administrativos e Termos de Cooperação de caráter
regional firmados entre os ComDN (ou CP/DL/AG com autorização para tal) e os Órgãos
da esfera Municipal ou Estadual; e
c) decorrente de Portarias Interministeriais e Acordos de Cooperação
celebrados entre a MB e os diversos Órgãos Federais (e de seus decorrentes Acordos
Administrativos e/ou Termos de Cooperação Regionais, se for o caso) tais como:
1) Convênio de Cooperação entre o Ministério da Defesa (MD) e o Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE), com a interveniência do Comando da Marinha;
2) Portaria Interministerial MTE/MD no 80 de 2002;
3) Portaria Interministerial no 2/2006 com o Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (que dispõe sobre o PREPS);
4) Acordo de Cooperação com o Departamento de Polícia Federal;
5) Acordo de Cooperação com a Secretaria da Receita Federal;
6) Acordo de Cooperação com a ANTAQ;
7) Acordo de Cooperação com o Departamento Nacional de Produção
Mineral; e
8) outros.
Independentemente da forma de cooperação, os ComDN deverão:
- estabelecer os procedimentos e as regras de comportamento para essas
operações conjuntas, com o propósito de esclarecer, objetivamente, a atuação dos
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Mod 14
militares e servidores envolvidos, dentro de suas competências, prevendo inclusive a
ocorrência de situações adversas previstas no item 0209; e
- instruir detalhadamente as CP/DL/AG quanto ao cumprimento de suas
obrigações estabelecidas nesses acordos.
Recomenda-se que após a realização dessas operações seja destacado no
campo “OCORRÊNCIAS” do RELATÓRIO DE INSPEÇÃO NAVAL, existente no anexo
4-U, a atuação específica da OM dentro da operação. Caso seja julgado necessário, de
acordo com o vulto da operação, poderá ser confeccionado um relatório específico.
Nota:
Recomenda-se que as irregularidades constatadas durante as ações de Inspe-
ção Naval, cuja competência de fiscalização e apuração seja de responsabilidade extra-
MB, o órgão competente deverá ser formalmente oficiado, mantendo o ComDN informa-
do.

0211 - EXECUÇÃO DA IN POR NAVIO ESCOTEIRO OU FORÇAS NAVAIS


a) Navios escoteiros ou Forças Navais da MB poderão ser empregados,
eventualmente, na realização da IN, em mar aberto e na navegação interior, em pontos
distantes das sedes das CP, DL ou AG.
b) Em caso de abordagem de embarcação, os navios poderão se utilizar do
Grupo de Visita e Inspeção e Grupo de Presa (GVI/GP), os quais efetuarão a inspeção
por meio de seus IN3, atentando, principalmente, para os seguintes itens:
1) identificação da embarcação e porto de inscrição;
2) autorização para operar nas AJB (navios estrangeiros);
3) dotação de material de salvatagem e de equipamento de segurança
(balsas, boias, coletes salva-vidas, extintor de incêndio etc);
4) despacho da embarcação (quando aplicável);
5) habilitação da tripulação (CIR ou CHA);
6) documentação da embarcação (TIE, TIEM, DPP, CTS, CSN, etc); e
7) condições gerais dos motores propulsores e auxiliares.
OBS: utilizar como lista de verificação básica o apêndice I do anexo 1-D
destas normas.
c) Em caso de irregularidade, deverá ser emitida a respectiva Notificação para
Comparecimento (anexo 3-A da NORMAM-07/DPC) ou determinado ao condutor o re-
gresso ao porto mais próximo. O Comandante do Navio ou da Força encaminhará men-
sagem à CP do porto de destino da embarcação, com cópia para o ComDN da jurisdi-
ção, para que sejam tomadas as providências que se fizerem necessárias. Em caso de
suspeita de irregularidade e não sendo possível realizar as inspeções necessárias, o
Comandante do Navio ou o Comandante da Força relatará a ocorrência por mensagem
às CP/DL/AG da jurisdição, com cópia para os ComDN, para que as medidas adminis-
trativas pertinentes sejam aplicadas.
Caso seja caracterizado risco iminente à segurança da navegação, à
salvaguarda da vida humana ou ao meio ambiente, a embarcação deverá ser escoltada
ao porto mais próximo, a critério do Comandante do Navio ou da Força.
No local da atracação, a embarcação deverá ser lacrada conforme o modelo
do anexo 4-I desta norma, lavrando o respectivo Auto de Apreensão (anexo 4-D) e
nomeando o fiel depositário (anexo 4-E). Essas ações deverão ser realizadas,
preferencialmente, pelo Inspetor Naval nível 2 da CP/DL/AG mais próxima. Na
impossibilidade do comparecimento desse Inspetor Naval, as ações serão realizadas
pela equipe do navio.
d) Sempre que julgado oportuno, os navios escoteiros ou as Forças Navais
embarcarão um IN2, tanto para complementar o adestramento dos IN3 em situações
reais no mar, como para realizar a fiscalização da forma mais abrangente e rigorosa.
- 2-10 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
e) Poderão, ainda, ser utilizados os meios aéreos dos Esquadrões de
Helicópteros Distritais para missões de IN, especialmente em pontos longínquos ou para
garantir o efeito surpresa.
f) As IN realizadas em navios que transportam petróleo e/ou seus derivados por
navios escoteiros ou Forças Navais, devem ser informadas à DPC, por meio de
mensagem, independente de irregularidades encontradas.

0212 - EMBARCAÇÕES PERTENCENTES A ÓRGÃOS PÚBLICOS EM ATIVIDADE


NÃO COMERCIAL
As embarcações pertencentes aos Órgãos Públicos Federais, Estaduais e
Municipais, em atividade não comercial, estão sujeitas à fiscalização. Deverá ser evitada
a emissão do Auto de Infração, devendo-se usar notificações para comparecimento para
que sejam prestados esclarecimentos posteriores, efetuando-se contato direto com o
titular do Órgão Público responsável pela embarcação. Tanto a embarcação quanto
seus condutores deverão estar regularizados junto à CP, DL ou AG.

SEÇÃO III

SITUAÇÕES ESPECIAIS

0213 - AFUNDAMENTO DELIBERADO DE EMBARCAÇÃO AVARIADA


Referente ao previsto na NORMAM-07/DPC, os responsáveis por embarcações
avariadas que solicitarem autorização para afundamento deliberado deverão observar o
seguinte:
a) encaminhar requerimento ao Capitão dos Portos solicitando autorização para
afundamento e declarando sua intenção de realizá-lo por livre e espontânea vontade,
assumindo as responsabilidades decorrentes em relação aos compromissos com a
carga e quaisquer outras reclamações. Além disso, os responsáveis deverão declarar
que as ações que estão sendo planejadas serão executadas por pessoal com
conhecimento técnico, habilidade e capacidade necessária para desenvolver as
operações, aplicando as medidas de segurança exigidas com os equipamentos e as
embarcações necessárias para a execução da tarefa e em como estarão preparados
para desenvolverem outras ações contra ocorrências fortuitas indesejáveis;
b) observar os procedimentos preconizados na Convenção de Alijamento
(London Convention-72);
c) retirar de bordo todos os elementos poluentes e estruturais que possam se
desprender do navio e ficar à deriva;
d) obter aprovação da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), sobre o
ponto de afundamento;
e) obter autorização do ComDN; e
f) solicitar autorização à DPC para o afundamento no ponto previamente
aprovado e, após autorizado, a CP deverá informar à DPC a efetiva ocorrência do
afundamento para possibilitar a comunicação formal à IMO.
1) nos afundamentos deliberados coordenados ou executados pela MB, o
ComDN analisará a pertinência de consultar os órgãos ambientais; e
2) nos afundamentos não realizados pela MB, o ComDN deverá consultar as
Autoridades Ambientais, de modo a prevenir a poluição do meio hídrico.

0214 - CONTROLE DE EMBARCAÇÕES NAUFRAGADAS


Toda embarcação naufragada que oferecer perigo à navegação, a terceiros e ao
meio ambiente, deve ser removida, de acordo com legislação específica.
O Capitão dos Portos deve informar ao DN e à DPC, para cada caso, se a
- 2-11 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
embarcação deve ser removida ou não.
Para fins de controle da DPC e DHN sobre todos os casos de naufrágios em
território nacional, deverá ser encaminhado, anualmente, um mapa contendo essas
informações, de acordo com o preconizado na NORMAM-10/DPC.

0215 - CARGA PERIGOSA


a) A IN com relação ao transporte de carga perigosa em condições normais, isto
é, que não tenha sido motivada por denúncias de irregularidades, deverá se ater à
verificação da carga fracionada, acondicionada em “contêiner” ou embalada, que deverá
ser inspecionada e confrontada com a documentação fornecida pelo navio ou agente,
com o documento de despacho da Autoridade Portuária de origem e com a carga
efetivamente transportada. Não devem ser aceitos nomes comerciais da carga e sim
nomes técnicos que possibilitem a identificação e classificação correta à luz do
“International Maritime Dangerous Good Code (IMDG-CODE)”;
b) Em caso de denúncia de irregularidade no transporte de material perigoso em
condições de risco potencial às pessoas ou ao meio ambiente, a equipe de fiscalização
deve ser acompanhada, de preferência, por técnicos da Administração do Porto e por
agentes do órgão do meio ambiente. A verificação dará ênfase à identificação do
produto, à situação da carga quanto à qualidade e boas condições da embalagem, à
rotulagem apropriada e à estiva recomendada, de acordo com a NORMAM-29/DPC.
Na eventualidade de suspeita da existência de material radioativo em
condições irregulares, deverá ser solicitada a presença de técnicos da Comissão
Nacional de Energia Nuclear (CNEN) para verificação das condições de transporte e
armazenamento; e
c) No caso de irregularidades com a carga, deverá ser impedida sua remoção
de bordo, ressalvando-se as circunstâncias de salvamento de uma embarcação.

0216 - COMUNICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS ENVOLVENDO MERCADORIAS


PERIGOSAS ACONDICIONADAS
Qualquer notícia de mercadorias perigosas lançadas no meio hídrico, à deriva
ou chegadas às praias deverá ser divulgada imediatamente, de acordo com o que
prescreve o item 0505.

0217 - CLANDESTINO
Clandestino é o elemento transportado em uma embarcação sem o bilhete de
passagem e às ocultas do Comandante e Tripulação.
A existência de clandestinos em navios vindos do exterior deverá ser
comunicada à Polícia Federal para as providências pertinentes no que diz respeito à
entrada irregular de estrangeiros no País.
Observar o contido na NORMAM-09/DPC.

0218 - PREVENÇÃO CONTRA A PROPAGAÇÃO DE DOENÇA TRANSMISSÍVEL


POR EMBARCAÇÃO
Quando do conhecimento ou da suspeita da existência de tripulante com doença
transmissível e a possibilidade de contaminação ambiental através de lançamento de
dejetos, a IN deverá realizar contato com a Autoridade Representante da Vigilância
Sanitária e as Autoridades Portuárias.

- 2-12 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
SEÇÃO IV

OBRAS E EXTRAÇÃO DE MINERAIS SOB, SOBRE E ÀS MARGENS DAS ÁGUAS

0219 - OBRAS
A atuação da IN para essas atividades se limita à verificação dos possíveis
embaraços que as mesmas possam causar à navegação. Deverá ser verificado se as
obras sob, sobre e às margens das águas foram executadas com parecer favorável da
MB para sua realização. As obras nos setores de influência de sinais visuais de auxílio à
navegação, em zona de influência de Estação Radiogoniométrica de Alta Frequência ou
ainda aeródromos deverão estar compatíveis com os gabaritos estabelecidos para o
local.
a) Extração de Minerais
A extração de minerais executada em rios e mananciais dependerá de
autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A ação de IN se
limitará a verificar:
1) regularidade das embarcações;
2) habilitação dos tripulantes;
3) se a atividade afeta a navegação na hidrovia.
Caso a atividade de mineração esteja obstruindo ou afetando a navegação
local, o infrator deverá ser compelido a desobstruir o canal navegável; e
4) a IN, ao constatar irregularidades sobre poluição pelo uso de mercúrio e
falta da autorização do DNPM, deverá comunicar formalmente tal fato aos respectivos
órgãos competentes (DNPM e órgãos ambientais).
b) Dragagem
As dragagens dependerão de parecer emitido pelas CP nos aspectos afetos à
segurança da navegação e ao ordenamento do espaço aquaviário, não eximindo o
requerente da obtenção do parecer favorável junto ao órgão ambiental competente para
execução da obra. A ação de IN se limitará a verificar:
1) regularidade das embarcações;
2) habilitação dos tripulantes;
3) se a atividade afeta a navegação da hidrovia. Caso a atividade de
dragagem esteja obstruindo ou afetando a navegação local, o infrator deverá ser
compelido a desobstruir o canal navegável;
4) o cumprimento das áreas preestabelecidas para despejos de material
dragado;
5) delimitação e sinalização da área dragada; e
6) parecer favorável da CP para execução da dragagem.

0220 - CONVÊNIOS COM AS PREFEITURAS MUNICIPAIS


a) Referente ao item 0211 da NORMAM-07/DPC, e considerando o disposto no
o
Art. 6 da LESTA, a Autoridade Marítima poderá delegar aos Municípios a fiscalização
de embarcações que ponham em risco a integridade física de quaisquer pessoas nas
áreas adjacentes às praias, quer sejam marítimas, fluviais ou lacustres. A delegação
poderá ser feita mediante Convênio.
b) Nesses convênios poderá ser também estabelecida a forma de colaboração
entre o Agente da AM e o Município de modo a disciplinar o uso de espaços marítimos,
fluviais e lacustres específicos, com o propósito de evitar acidentes, harmonizando a
convivência entre banhistas, praticantes de esporte aquáticos (tais como surf, Windsurf
etc), praticantes de esportes náuticos (vela, remo, competições motorizadas etc) e
tráfego de embarcações local, conforme previsto no item 0211, alínea b) da NORMAM-
07/DPC. Observar os seguintes aspectos:
- 2-13 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
1) os Planos de Uso e Ocupação das Áreas adjacentes às Praias Marítimas
Fluviais e Lacustres elaborados pelos Municípios são desejáveis e poderão integrar o
escopo do Convênio, porém não são necessários para sua implementação. De toda
forma, os Agentes da Autoridade Marítima devem efetuar gestões junto às Prefeituras
Municipais para que estas, com base no artigo 5o da Lei no 7.661/1988 (Lei do
Gerenciamento Costeiro), elaborem planos de ordenamento para as orlas sob sua
jurisdição;
2) deve ser oferecido às Prefeituras apoio na elaboração desses planos no
que concerne às matérias de competência da AM, bem como na sua operacionalização,
dentro das possibilidades das OM. Os referidos planos, caso existam, podem ser
editados por ato normativo da Prefeitura ou constarem como Lei Municipal;
3) nos convênios, discriminar as obrigações e responsabilidades entre o
Município e a AM e demais cláusulas comuns a convênios, termos de cooperação e
acordos firmados entre órgãos públicos, observando a legislação específica sobre o
assunto. Estabelecer, se for o caso, a devida delegação de competência ao Município
para realizar verificações de alguns aspectos de segurança do tráfego aquaviário,
atendo-se àqueles que possam colocar em risco a integridade física de banhistas nas
áreas adjacentes às praias, tais como os parâmetros definidos no Capítulo IV, Seção II,
artigo 23, incisos II (trafegar em área reservada a banhistas ou exclusiva para
determinado tipo de embarcação) e VII (velocidade superior à permitida) do
Regulamento de Segurança do Tráfego Aquaviário em Águas sob Jurisdição Nacional
(RLESTA), aprovado pelo Decreto no 2.956, de 18 de maio de 1998, encaminhando o
Termo de Colheita de Dados Infracionais à CP/DL/AG, para a devida instauração de
Procedimento Administrativo de Auto de Infração por Agente da AM. Tal delegação não
contemplará a atividade de Inspeção Naval plena como disposta no inciso IX do Art. 4o
da LESTA, ou seja, os Municípios não poderão fiscalizar as embarcações no que tange
à verificação do material de segurança, equipamento de salvatagem e tampouco à
documentação da embarcação e do condutor. Essas irregularidades serão informadas
pelos Agentes Municipais ao Agente da Autoridade Marítima consignado no Convênio;
4) tanto nos Planos de Uso e Ocupação das Áreas adjacentes às Praias
Marítimas Fluviais e Lacustres, quanto nos Convênios, estabelecer todas as definições
necessárias a sua perfeita operacionalização, tais como: os conceitos de esportes
terrestres, esportes ou atividades aquáticas, esportes ou atividades náuticas, Inspeção
Naval, embarcação etc;
5) em cada praia ou corpos d’água estabelecer individualmente os limites
geográficos dos espaços terrestres, marítimos, fluviais ou lacustres, em largura e
profundidade, onde poderão ser praticadas as atividades relevantes tais como:
- áreas para prática de esportes terrestres;
- áreas para a frequência exclusiva de banhistas;
- áreas para a prática de esportes ou atividades náuticas;
- áreas seletivas para navegação (se for o caso consultar a DPC, para
adequação local dos limites previstos na NORMAM-03/DPC);
- locais exclusivos para entrada e saída de embarcações na água;
- áreas para aproximação, lançamento, fundeio ou recolhimento de
embarcações;
- áreas de pesca;
- áreas destinadas a exploração de dispositivos flutuantes (banana-boat); e
- esportes aquáticos (vela, surf, windsurf, skysurf, kite-surf etc...);
6) estabelecer as normas de tráfego para embarcações com ou sem
propulsão mecânica;
7) prever, se necessário, a sinalização náutica e terrestre adequada a permitir
a delimitação desses espaços e o avisos de alerta (uso de placas de advertência, raias
- 2-14 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
para entrada e retirada de embarcações da água, boias para delimitar as separações
das atividades esportivas e tráfego de embarcações autorizado);
8) prever, se necessário a sinalização náutica aos demais aspectos
relacionados à segurança da navegação;
9) os ComDN serão os responsáveis pela assinatura dos Convênios com as
Prefeituras Municipais;
10) enfatiza-se que, enquanto as municipalidades não implementarem os
Planos de Uso e Ocupação das Áreas Adjacentes às Praias Marítimas, Fluviais e
Lacustres, os Comandantes de Distritos poderão, avaliando caso a caso, autorizar os
Capitães dos Portos a estabelecer, em complemento ao previsto nas NORMAM-03/DPC
e 07/DPC, restrições adicionais ao tráfego naquelas praias cujo intenso movimento de
embarcações e frequência de banhistas assim o justifique. Tais restrições podem incluir,
eventualmente, a total proibição do tráfego e devem ser implementadas por Portaria e
alteração NPCP/NPCF, comunicadas à Prefeitura com a devida antecedência,
amplamente divulgadas na mídia local e disseminadas às entidades náuticas, clubes,
marinas, colônia de pescadores e comunidade marítima da área; e
11) o item 0211 da NORMAM-07/DPC normatiza os convênios com prefeitu-
ras municipais e o anexo 2-A desta norma, além dos seus apêndices, apresenta como
sugestão um modelo de convênio entre os municípios e a AM, acompanhado dos mode-
los de Plano de Trabalho, Termo de Colheita de Dados Infracionais e Programa de
Adestramento para Fiscais Municipais, que atuarão na fiscalização da orla.

- 2-15 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
CAPÍTULO 3

INSPEÇÃO DE NAVIOS PELO CONTROLE DO ESTADO DO PORTO (PORT STATE


CONTROL) E DE CONTROLE DO ESTADO DE BANDEIRA (FLAG STATE
CONTROL)

0301 - PROPÓSITO
Estabelecer diretrizes para a realização e acompanhamento de inspeções em
navios de bandeira brasileira e navios estrangeiros que solicitem autorização para
operarem nas Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB). Essas inspeções serão realizadas
por Inspetores Navais nível 1 lotados nas Capitanias, devidamente qualificados e
credenciados pela Diretoria de Portos e Costas, integrantes da Gerência de Vistorias,
Inspeções e Perícias Técnicas (GEVI) e dos Grupos de Vistoria e Inspeção (GVI) das
CP e DL.

0302 - FATOS PERTINENTES


a) A Lei no 9.537 de 11 de dezembro de 1997 (LESTA) em seu artigo 4 o atribui à
Autoridade Marítima promover a implementação e a execução de Inspeções Navais e
Vistoria Naval com o propósito de assegurar a salvaguarda da vida humana, a
segurança da navegação e a prevenção da poluição ambiental por embarcações,
plataformas ou suas instalações de apoio.
b) As Convenções Internacionais (SOLAS, MARPOL, LOAD LINE, STCW,
COLREG e TONNAGE) e suas emendas também se aplicam aos navios autorizados a
operarem em AJB e aos navios de bandeira brasileira, mesmo que não efetuem viagens
internacionais.

0303 - ATRIBUIÇÕES DO INSPETOR NAVAL


a) Realizar as inspeções de Controle do Estado do Porto (Port State Control) em
navios de bandeira estrangeira empregando os Instrumentos Pertinentes adequados
(Convenções e Códigos da IMO);
b) Realizar as inspeções de Controle do Estado de Bandeira (Flag State Control)
em navios e embarcações de bandeira brasileira utilizando os Instrumentos Pertinentes
adequados (Convenções e Códigos da IMO e NORMAM);
c) Realizar as perícias técnicas para emissão de Atestado de Inscrição
Temporária (AIT) e da respectiva Declaração de Conformidade para operação em AJB
ou Declaração Provisória para operação em AJB, em navios de bandeira estrangeira
autorizados a operarem em AJB;
d) Realizar as perícias de Laudo Pericial para emissão de Cartão de Tripulação
de Segurança (CTS) em navios de bandeira estrangeira autorizados a operarem em
AJB;
e) Realizar as perícias específicas em embarcação utilizada no transporte a
granel de petróleo e seus derivados, de qualquer bandeira, para a emissão da
Declaração de Conformidade para Transporte de Petróleo ou da Declaração Provisória
para Transporte de Petróleo, na navegação interior, observados os requisitos próprios
exigidos;
f) Realizar as perícias de conformidade em plataformas, navios sonda,
unidades de produção e armazenamento e unidades de armazenamento, para a
emissão da Declaração de Conformidade para Operação de Plataforma ou da
Declaração Provisória para Operação de Plataforma; e
g) Instruir e adestrar os seus Auxiliares diretos e os Inspetores Navais nível 2
lotados nas Capitanias e Delegacias e, eventualmente os Inspetores Navais nível 3

- 3-1 - NORTEC-07/DPC
Mod14
lotados nos navios, com o propósito de capacitá-los no exercício da tarefa de inspeção
de embarcações de forma a possibilitar a formação de equipes de inspeção.

0304 - SELEÇÃO DE NAVIOS


A seleção de navios a serem inspecionados pelos Inspetores Navais deverá
seguir a lista de prioridades abaixo:
a) petroleiros;
b) graneleiros;
c) transportadores de gás;
d) transportadores de substâncias químicas;
e) transporte de substâncias e mercadorias perigosas;
f) de passageiros;
g) destinados ao transporte de veículos; e
h) que tiverem reiteradas deficiências recentemente.
Deverá ser evitada a realização de inspeções em navios já inspecionados nos
últimos seis meses, em portos nacionais.
O navio que seja alvo de denúncia por parte de outra Autoridade Marítima, de
um informe ou denúncia do Comandante, de um membro da tripulação ou de qualquer
pessoa ou organização que tenha interesse legítimo em manter a segurança na
operação do navio, ou na prevenção da poluição, e cujas deficiências apontadas
estejam relacionadas com os instrumentos pertinentes listados na NORMAM-04/DPC,
deverá ter prioridade na seleção para inspeção. A denúncia deverá ser formalizada por
escrito.
Quando da disponibilidade de mais de um navio para inspeção, o Inspetor
deverá observar a lista de prioridades acima e, no caso de mais de um navio do mesmo
tipo, o escolhido para ser inspecionado deverá ser o que apresentar pior aspecto
externo.

0305 - DIRETRIZES PARA O INSPETOR NAVAL


Deverá ser evitada a realização de inspeções em navios já inspecionados nos
últimos seis meses, a não ser que indícios de irregularidades e/ou avarias materiais
cheguem ao conhecimento da CP/DL.
Procurar inspecionar o navio, sempre que possível, no dia de sua chegada ao
porto/terminal, à luz do dia, para que haja tempo hábil para sanar as possíveis
deficiências. Neste caso, a entrada do Inspetor Naval a bordo deve se dar tão logo o
navio tenha sido liberado pela Vigilância Sanitária e pela Receita Federal quando for o
caso. A realização da inspeção no dia da saída do navio deve ser evitada.
A inspeção consistirá na conferência dos certificados e documentos referentes
aos instrumentos pertinentes; na verificação do estado geral de conservação,
manutenção e funcionamento do navio e seus equipamentos; e na verificação da
certificação e capacidade da tripulação, quanto aos procedimentos operacionais de
bordo.
Na ausência de certificados ou documentos, ou se durante a inspeção inicial
forem encontrados “claros indícios” de que o navio, seus equipamentos ou sua
tripulação não cumprem, no essencial, as prescrições da legislação nacional,
internacional e instrumentos pertinentes da IMO, deverá ser feita uma inspeção mais
detalhada.
Antes de embarcar, o Inspetor Naval deve verificar em que condições
encontram-se as marcas de borda-livre e calado e guardar as iniciais da Sociedade
Classificadora marcadas no disco de Plinsoll, para posterior comparação dessas com as
do Certificado Internacional de Linhas de Carga.

- 3-2 - NORTEC-07/DPC
Mod14
0306 - VERIFICAÇÃO DA DOCUMENTAÇÃO
Ao apresentar-se ao Comandante do navio ou ao seu substituto eventual para
início da inspeção, o Inspetor Naval deve solicitar o relatório da última inspeção
realizada para verificar se deficiências, caso relacionadas, foram sanadas.
Deve procurar, ainda, obter outras informações tais como: procedência do navio,
período de permanência no porto, e próximo porto de escala.
O Inspetor Naval deve verificar todos os Certificados relativos aos Instrumentos
pertinentes em vigor e, dos dados deles extraídos, preencher o Relatório de Inspeção
(“Form A” – anexo 3-A).
Os Certificados de Competência dos Oficiais e os respectivos endossos
previstos na Convenção STCW devem ser verificados à luz do Cartão de Tripulação de
Segurança e da Lista de Tripulantes.

0307 - EXAME GERAL DO NAVIO


O Inspetor Naval deverá solicitar ao Comandante ou seu substituto eventual a
designação de um Oficial de bordo para acompanhá-lo no exame geral do navio.
A verificação do estado geral do navio, do funcionamento dos principais
equipamentos e das condições estruturais deve ser sempre realizada pelo Inspetor
Naval.
O grau de rigor da inspeção dependerá do julgamento técnico de cada Inspetor
Naval, em função do que for por ele observado durante o transcorrer da inspeção, a qual
deve obedecer uma sequência lógica a fim de evitar um desgaste desnecessário
daqueles que dela participam.
No caso da Inspeção Naval ser realizada por apenas um Inspetor, sempre que
possível a seguinte sequência de verificação deverá ser seguida:
a) documentação;
b) passadiço;
c) estação rádio;
d) convés das embarcações de sobrevivência e de salvamento;
e) diesel gerador de emergência;
f) bomba de incêndio de emergência;
g) convés principal e porões de carga;
h) máquina do leme;
i) praça de máquinas; e
j) praça de bombas (se houver).

0308 - PREENCHIMENTO DO RELATÓRIO


Após a inspeção do navio, o Inspetor Naval deverá concluir o preenchimento do
Relatório de Inspeção (anexo 3-A). Deverão ser utilizados carimbos identificando a
Capitania/Delegacia responsável pela emissão do relatório.
Caso seja detectada alguma deficiência, o Inspetor Naval deverá, também,
preencher o “Form B” do Relatório de Inspeção (anexo 3-B), descrevendo a natureza de
cada deficiência e seu respectivo código, de acordo com a lista do anexo 3-C, e lançar a
“medida adotada” (anexo 3-B) julgada cabível. Deverá comentar com o Comandante,
em detalhes, cada deficiência encontrada.
Ao terminar de preencher o Relatório de Inspeção, o Inspetor Naval deverá
entregar uma via ao Comandante. Neste momento, esse inspetor não deve deixar de
mencionar que, dependendo da gravidade das deficiências observadas, poderá ser
realizada uma nova inspeção.

- 3-3 - NORTEC-07/DPC
Mod14
0309 - CRITÉRIOS PARA IMPEDIR A SAÍDA DO NAVIO
O Inspetor Naval deve ser criterioso e cuidadoso para evitar que o navio seja
indevidamente impedido de sair (EMPREGO DO CÓDIGO DE AÇÃO: A/S), ou seja,
esta ação de impedimento da saída do navio só deverá ser adotada caso as deficiências
encontradas sejam consideradas de risco à segurança da navegação, à vida humana no
mar e a poluição do meio marinho.
O Inspetor Naval deve ter em mente que o principal propósito da inspeção é
prevenir que um navio se faça ao mar sem segurança ou constitua uma ameaça de
dano para o meio ambiente.
As discrepâncias relacionadas no item 1 do anexo 3-D são consideradas como
razões suficientes para que um navio seja impedido de sair (A/S). O item 2 do anexo
descreve razões para que um navio seja impedido de sair, desde que, nas condições
em que este se encontre, represente um risco evidente para a salvaguarda da vida
humana no mar, para a segurança da navegação ou para o meio ambiente.

0310 - PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS APÓS A INSPEÇÃO


a) Após cada inspeção:
Ao retornar à Capitania/Delegacia após uma inspeção, o Inspetor Naval
deverá:
1) caso tenha sido tomada alguma medida “A/S” avisar, imediatamente, à
seção de despacho que o navio só pode ser despachado após liberado pelo Inspetor
Naval;
2) caso tenha sido determinada medida para “sanar deficiências no próximo
porto” e o porto de destino do navio seja em território nacional, o Inspetor deverá
comunicar à CP/DL/AG de jurisdição daquele porto, relacionando as deficiências a
serem sanadas naquele porto e o ETA do navio; e
3) em qualquer caso, lançar no Sistema Corporativo de Gerência de Vistoria e
Inspeção (SISGEVI) o Relatório de Inspeção (Form A e Form B). As deficiências
relacionadas no “Form B”, bem como o não cumprimento dos prazos nele estabelecidos,
constituem infração, gerando o Procedimento Administrativo de Auto de Infração. Neste
caso, o GVI deverá informar ao Encarregado do Departamento/Divisão de Inspeção
Naval da CP ou DL, a necessidade da autuação.

0311 - VERIFICAÇÃO DE DEFICIÊNCIAS SANADAS


A verificação do cumprimento das deficiências que foram informadas pelo navio
como sanadas deverá ser realizada pelos Inspetores Navais Nível 1 lotados nas
Capitanias/Delegacias.
Na Capitania/Delegacia em que não lotam esses Inspetores, essa verificação
deverá ser feita pelo Inspetor que estiver presente na área ou, caso não haja algum, por
Auxiliar de Inspetor Naval daquela OM. O Inspetor responsável pela inspeção deve
fornecer instruções detalhadas, claras e precisas a respeito das deficiências descritas
no “Form B” de seu relatório, a fim de que o Inspetor Naval designado ou o Auxiliar de
Inspetor Naval, não tenham dificuldade para a verificação de tais discrepâncias. O
Inspetor responsável pela inspeção também deverá detalhar qual é o procedimento a
ser cumprido com relação ao preenchimento do anexo 3-B.

0312 - RECOMENDAÇÕES
a) Os Inspetores Navais não devem ter interesses comerciais nos portos de
inspeção ou nos navios inspecionados. Não devem ser empregados, empreender
trabalho ou prestar serviços em nome de Organizações Reconhecidas;

- 3-4 - NORTEC-07/DPC
Mod14
b) O Inspetor Naval deverá sempre manter a calma e a educação no
relacionamento com o Comandante e com a tripulação do navio inspecionado. Ao
constatar que a falta de colaboração está prejudicando o andamento da inspeção,
deverá dirigir-se ao Comandante e alertá-lo de que o fato, se não corrigido, poderá
causar a interrupção da inspeção e o impedimento de saída do navio. Porém, em
hipótese alguma, deverá se comportar com arrogância, prepotência ou autoritarismo.

- 3-5 - NORTEC-07/DPC
Mod14
CAPÍTULO 4

DOS FATOS DECORRENTES DA INSPEÇÃO NAVAL

SEÇÃO I

INFRAÇÃO E MEDIDAS ADMINISTRATIVAS

0401 - INFRAÇÃO
Constitui infração às regras do tráfego aquaviário a inobservância de qualquer
preceito estabelecido no Decreto-lei no 2.596 de 18 de maio de 1998 (RLESTA -
Regulamento de Segurança do Tráfego Aquaviário), que regulamenta a Lei no 9.537 de
11 de dezembro de 1997, que dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em
águas sob jurisdição nacional (LESTA), das Normas da Autoridade Marítima e dos atos
ou resoluções internacionais ratificadas pelo Brasil, sendo o infrator sujeito às
penalidades indicadas no RLESTA.

0402 - ENQUADRAMENTO DE INFRAÇÃO E APLICAÇÃO DE PENALIDADES


a) Enquadramento
Segundo o Art. 7o do RLESTA, "Constitui infração às regras do tráfego
aquaviário a inobservância de qualquer preceito deste Regulamento, de normas
complementares emitidas pela Autoridade Marítima e de ato ou resolução internacional
ratificado pelo Brasil, sendo o infrator sujeito às penalidades indicadas em cada artigo”.
O infrator é o sujeito que pratica a infração e que, via de regra, suportará a
sanção.
Nos termos do Art. 34 da Lei no 9.537/97, “respondem solidária e
isoladamente pelas infrações desta Lei:
I) no caso de embarcação, o proprietário, o armador ou preposto;
II) o proprietário ou construtor da obra;
III) a pessoa física ou jurídica proprietária de jazida ou que realizar pesquisa
ou lavra de minerais; e
IV) o autor material.”
No inciso I, no caso de embarcação, cabe esclarecer que o comandante é o
preposto legal do armador e exerce atribuições de ordem pública e privada.
No inciso IV, no caso do autor material, considera-se como tal aquele que
executa a ação ou se omite, diferente do intelectual que a planeja, nada impedindo que
o autor material seja também intelectual. O autor material é definido no Art. 7o, § 3o, do
RLESTA, segundo o qual "Para efeito deste Regulamento o autor material da infração
poderá ser:
I) o tripulante;
II) o proprietário, armador ou preposto da embarcação;
III) a pessoa física ou jurídica que construir ou alterar as características da
embarcação;
IV) o construtor ou proprietário de obra sob, sobre ou às margens das
águas;
V) o prático; e
VI) o agente de manobra e docagem.”
Assim, verificado o cometimento de infração relacionada à embarcação,
poderá o Agente da Autoridade Marítima notificar o proprietário, o armador ou o
preposto, e qualquer um deles responderá inteiramente pela infração cometida. Não
importa quem tenha sido ou não o real infrator, mas sim quem, nos termos da lei,
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Mod 14
responda juntamente com este pela infração. Cabe ressaltar, contudo, que a
possibilidade de cobrança de multa será muito mais efetiva se efetuada ao
proprietário/armador. Reiterando que, por preposto ou representante legal do armador,
entenda-se o comandante da embarcação.
Destaca-se também que o Art. 9o do RLESTA estabelece que "A infração e
seu autor material serão constatados:
I) no momento em que for praticada a infração;
II) mediante apuração; e
III) por inquérito administrativo.”
No que tange aos incisos II e III acima, a apuração refere-se à coleta de
dados, documentos e provas materiais pela CP/DL/AG, a fim de apurar indícios de
infração à LESTA constante do item 0317 da NORMAM-07/DPC. Normalmente
ocorrem quando há denúncia ou informações que indiquem possíveis infrações
praticadas em período anterior, considerando o contido na Lei n o 9.873/99, que
estabelece prazo de 5 (cinco) anos para a abertura de quaisquer processos
administrativos para o exercício da ação punitiva pela Administração Pública Federal.
Assim, não sendo o Agente da Autoridade Marítima capaz de identificar o autor
material no momento em que for praticada a infração, poderá fazê-lo em momento
posterior, mediante apuração, notificando os possíveis envolvidos. Para efetuar a
notificação/autuação duas questões básicas devem ser observadas: que tipo de
infração foi cometida e quem responde por esta infração.
Logo, os seguintes procedimentos devem ser observados:
1) a infração tem que estar perfeitamente enquadrada no dispositivo legal
que a prevê: lei, regulamento, convenção internacional (adotada por Decreto) e normas
contidas em Portaria especificando claramente alínea, inciso e artigo correspondente.
O perfeito enquadramento evita o desgaste da Autoridade julgadora, especialmente no
caso da apreciação de recursos em instâncias superiores. Também é importante que o
Inspetor Naval relate com detalhes o que observou no ato da sua inspeção;
2) em se tratando de infrações relativas à embarcação, a responsabilidade é
solidária e tal solidariedade envolve o proprietário da embarcação, o armador ou seu
preposto. Nesta hipótese, o Agente da Autoridade Marítima poderá notificar e,
posteriormente, autuar qualquer um deles ou até mesmo todos;
3) em se tratando do comandante, este é responsável solidário com o
proprietário da embarcação e com o seu armador, na condição de preposto legal deste,
no que se refere às infrações relacionadas com a embarcação; é responsável pessoal
por atribuições específicas; e é responsável subsidiário por infrações cometidas pela
tripulação. Isso significa dizer que é de fundamental importância aferir corretamente o
tipo de infração cometida para se assegurar de que o comandante, se responsável for,
em que medida e com que qualificação se dá a sua responsabilidade por infrações à
legislação citada;
4) em se tratando de infração cometida por tripulante, deve ser este
identificado e notificado para prestar esclarecimentos e, posteriormente, receber Auto
de Infração, bem como exercitar a ampla defesa e o contraditório. Não sendo possível
identificar o tripulante, nem mesmo em procedimento posterior, nos termos do Art. 9o,
II, do RLESTA, deverá o comandante ser notificado e autuado, situação em que poderá
apresentar as exceções pessoais, como a de que não descumpriu com os seus
deveres e de que nenhuma omissão praticou;
5) em relação ao Agente Marítimo, por ser tão somente o mandatário do
armador e por não constar da LESTA como autor material ou responsável solidário,
não pode responder por infrações praticadas por este. Nesse aspecto em especial,
deve-se observar o seguinte:

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Mod 14
(a) a notificação/autuação, no caso de embarcações, como visto
anteriormente, deve ser dirigida aos proprietários, aos armadores ou ao comandante,
ainda que seja recebida pela Agência de Navegação que os representem,
discriminando claramente o infrator;
(b) deve ser considerado como instrumento de mandato, não só para a
representação de atividades diversas, como também para efeitos do acolhimento das
infrações, quaisquer documentos que sejam apresentados pelas Agências de
Navegação demonstrando que foi contratada para cuidar dos interesses do
armador/proprietário;
(c) nos casos onde não é possível notificar ou autuar diretamente os
infratores representados, as Agências de Navegação devem se encarregar de
encaminhar formalmente os documentos afins aos seus representados; e
(d) no que concerne à contagem de prazos para apresentação de
defesas/recursos, o dia do início é o subsequente àquele em que o infrator/autor
material foi notificado diretamente, ainda que o tenha sido na pessoa da Agência,
desde que esta apresente documento que a autorize a cuidar dos interesses do
armador/proprietário.
b) Processo Administrativo específico para apurar irregularidades e/ou
infração e seu Autor Material
O Processo Administrativo de Apuração, com fundamento no inciso II e III do
Art. 9o do Regulamento da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário – Decreto-lei no
2.596/1998, comumente conhecido como Inquérito Administrativo1 (IA), combinado com
a Lei no 9.784/99, que Regula o Processo Administrativo no âmbito da Administração
Pública Federal, tem como escopo a apuração de ocorrências não enquadradas como
fatos ou acidentes da navegação, objetos de Inquérito Administrativo sobre Acidentes e
Fatos da Navegação (IAFN) da NORMAM-09/DPC. Assim, quando supostas irregulari-
dades chegarem ao conhecimento de Agente da Autoridade Marítima, poderá ser ins-
taurado o referido processo para constatar possível irregularidade e/ou infração e o seu
autor material.
Nos precisos termos no Art. 5o, inciso LV, da Constituição Federal de 1988, aos
litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados, em geral, são asse-
gurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
O Processo Administrativo compreende, além dos termos e despachos, os se-
guintes atos:
a) Portaria designando o Encarregado do Processo Administrativo;
b) Portaria do Encarregado do Processo Administrativo designando o escrivão;
c) Auto de Inquirição da vítima (quando houver);
d) Auto de Inquirição das testemunhas;
e) Auto de Inquirição ao possível infrator;
f) Relatório e Conclusão: a conclusão deverá apontar se houve infração, com
enquadramento no RLESTA, e seus autores materiais;
g) Solução: caso acolhida a sugestão de conclusão para a abertura do Auto de
Infração, este deverá ser lavrado para apresentação de defesa, cumprindo os procedi-
mentos previstos no item 0403 desta norma. Caso contrário, o processo deverá ser
arquivado; e
h) Defesa: depois da entrega do competente Auto de Infração, o infrator poderá
apresentar Defesa Prévia, nos casos de enquadramento no RLESTA.

1
O termo inquérito administrativo é mais apropriado à apuração de infrações disciplinares cometidas por Servidores
Públicos.
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Mod 14
O Processo Administrativo deverá ser concluído no prazo de até trinta (30) di-
as, prorrogável por mais trinta (30) dias, pela Autoridade instauradora.
A defesa pode ser apresentada pelo próprio acusado ou por procurador devi-
damente constituído.
O presente Processo Administrativo poderá ser utilizado para apuração de ou-
tros fatos, como por exemplo, irregularidades e discrepâncias referentes ao cadastra-
mento de Estabelecimento de Treinamento Náutico, previstos no item 0609 da NOR-
MAM-03/DPC, cujo resultado poderá ensejar advertência, suspensão ou cancelamento.
Nesses casos, após a conclusão do Encarregado do Processo Administrativo, o res-
ponsável pelo Estabelecimento de Treinamento Náutico deverá ser notificado para
apresentar defesa em qualquer dos casos (advertência, suspensão ou cancelamento)
no prazo de até 15 dias úteis a contar do dia seguinte à data do recebimento da notifi-
cação. Após esse prazo, o processo seguirá para a Solução pelo Capitão dos Portos,
Delegado ou Agente. Demais orientações constam do item 0609 da NORMAM-03/DPC.
c) Aplicação de penalidades
Conforme disposto no Art. 25 da Lei no 9.537/97, as infrações são passíveis
das seguintes penalidades:
I) multa;
II) suspensão do certificado de habilitação;
III) cancelamento do certificado de habilitação; e
IV) demolição de obras e benfeitorias.
Assim, seja qual for a norma infringida, a sanção a ser aplicada será sempre,
conforme o caso, multa, suspensão ou cancelamento do certificado de habilitação ou
demolição de obras e benfeitorias.
Na aplicação de penalidades, deverá ser rigorosamente observado, além do
contraditório e ampla defesa durante o Processo Administrativo, o Princípio da
Correspondência e Proporcionalidade, ou seja, deverá haver correspondência e
proporção entre a sanção aplicada e a infração cometida.
No caso de sanções que envolvam suspensão ou cancelamento de
certificados, bem como nos casos de demolição de obras, a penalidade só deverá ser
aplicada após o julgamento do recurso, se houver, e depois de esgotadas todas as
fases recursais.
d) Autuações por infração à LESTA quando houver Acidentes e Fatos da
Navegação
Instaurado o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação
(IAFN), previsto na NORMAM-09/DPC, os Capitães dos Portos, Delegados e Agentes
não poderão aplicar penalidades do RLESTA contra quaisquer pessoas ou entidades
envolvidas, direta ou indiretamente, visto que a apreciação do Tribunal Marítimo (TM)
vai estender-se a todos os que para ele concorreram ou nele figuram mesmo por
simples infração de Inspeção Naval, cometida antes, durante ou depois da causa do
inquérito. As possíveis infrações serão apenas comentadas no Relatório do IAFN e não
poderão ser elaborados os Autos de Infração. As punições às infrações ao RLESTA
somente ocorrerão após o julgamento do processo e a publicação do Acórdão pelo TM.
Ressalta-se o previsto no Art. 33 da LESTA, onde é vedada a aplicação de
sanções administrativas antes da decisão final do TM, sempre que uma infração for
constatada no curso de IAFN, com exceção de poluição nas águas.

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0403 - NOTIFICAÇÃO PARA COMPARECIMENTO - AUTO DE INFRAÇÃO -
SISTEMA DE CONTROLE DE AUTO DE INFRAÇÃO (SISAUTO)
a) Notificação para Comparecimento
A Notificação para Comparecimento, modelo anexo 4-A, deverá ser utilizada
para convocar o responsável por eventual cometimento de infração para prestação de
esclarecimentos e obtenção de orientação nos casos de infringência à legislação
vigente afeta à segurança da navegação, salvaguarda da vida humana, no mar aberto
e em hidrovias interiores, e à prevenção da poluição ambiental. Nas infrações afetas a
poluição ambiental, a OM emite a referida notificação e comparece ao local da
ocorrência da infração para obter os esclarecimentos necessários e, tendo em vista ser
o tempo uma variável importante na verificação destas infrações, o Auto de Infração
deverá ser emitido imediatamente após a emissão da notificação.
Este documento dará origem ao Auto de Infração (anexo 4-B), a ser emitido
nas Capitanias dos Portos, Delegacias e Agências pelo Sistema de Controle de Auto
Infração (SISAUTO), sendo, posteriormente, encaminhado para julgamento do Oficial
competente.
O Auto de Infração deverá ser emitido, mesmo que o responsável
convocado não compareça à CP/DL/AG, dentro do prazo de oito (8) dias úteis,
contados a partir da data da notificação.
A respectiva notificação também deverá ser utilizada nas seguintes
situações:
1) quando for encontrada embarcação fundeada sem pessoa a bordo,
aparentando alguma irregularidade (nesse caso a notificação será colada na
embarcação);
2) quando a embarcação abordada não configurar claramente uma situação
de infração e for necessária a apresentação de documentos ou provas que confirmem
posteriormente a existência ou não de irregularidade;
3) no caso de obras irregulares, quando inexistir no local pessoa capaz ou
credenciada para prestar os esclarecimentos requeridos para assinar o Auto de
Infração; e
4) para convocar os responsáveis por embarcações pertencentes a órgãos
públicos, em atividade não comercial.
A OM deverá manter rigoroso controle das notificações emitidas, inclusive
das eventualmente arquivadas. Nesses casos, deverá ser registrada uma breve
fundamentação do motivo do arquivamento, além de anexos de apresentação de
esclarecimentos, quando aplicável.
b) Auto de Infração
Constatada a infração, será lavrado o competente Auto de Infração sem o
qual nenhuma penalidade poderá ser imposta. Após sua emissão, o Auto deverá ser
entregue pessoalmente ao infrator ou a terceiro, desde que este apresente a CP/DL/AG
procuração que o autorize a receber o documento.
O Auto também poderá ser enviado para o infrator por intermédio do correio,
com o respectivo Aviso de Recebimento (AR). Caso o infrator não seja localizado, o
Auto deverá ser divulgado por intermédio de Edital.
O Auto de Infração deverá ser, preferencialmente, assinado pelo infrator e
por testemunhas, se houver. Caso o infrator se recuse a assinar, o fato será tomado a
termo; caso não saiba assinar, o Auto será assinado a rogo.

Nota:
Para o julgamento de recurso em 2o instância previsto na LESTA, todos os
documentos constantes do processo administrativo de Auto de Infração deverão ser
encaminhados para o Diretor de Portos e Costas, contendo:
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Mod 14
I) a Notificação para Comparecimento, que motivou a abertura do AI, ou sua
cópia, desde que legível, para que todos os dados possam ser verificados. Reitera-se
que a notificação deve descrever a infração com riqueza de detalhes, para que todas
as instâncias administrativas tenham acesso a informações que subsidiem sua decisão;
II) todas as defesas apresentadas em cada fase do processo, bem como o
resultado desses julgamentos, sua fundamentação e outras informações de interesse;
III) no caso de representação legal, todos os documentos previstos que
comprovem a nomeação do Procurador deverão acompanhar o processo; e
IV) o Recurso Administrativo original do recorrente ao Diretor de Portos e
Costas, julgador em última instância administrativa, tendo em vista que o seu despacho
é exarado no corpo desse documento.
O ofício de encaminhamento do Capitão dos Portos ao Diretor de Portos e
Costas, que encaminha todo o processo do recurso, deve conter o seu juízo de valor,
bem como informações pertinentes que possam auxiliar na análise e julgamento da
última instância. Além disso, todo o processo do Auto de Infração deverá ser
numerado, sequencialmente, desde a notificação até o último documento que o
compõe, a fim de manter a sua integridade.
c) Sistema de Controle de Auto de Infração - SISAUTO
É o sistema elaborado pela DPC que controla todo o trâmite do processo
administrativo do Auto de Infração, após sua efetiva emissão. Tem por objetivo auxiliar
e agilizar o controle deste documento no âmbito das CP, DL e AG.
O SISAUTO efetua a abertura do Auto, controla a apresentação da defesa
prévia, do recurso e seus prazos para apresentação, bem como os Autos que
eventualmente venham a ser questionados na justiça.
Permite o controle do trâmite de entrega do Auto ao infrator, vislumbrando a
possibilidade de entregar diretamente ao interessado, por correio com Aviso de
Recebimento (AR), ou por Edital.
Dispõe de um módulo nomeado como “Análise do Auto”, privativo do Oficial
responsável pelo julgamento do Auto, que permite ao julgador visualizar,
eletronicamente, várias informações pertinentes ao documento e, dentre elas, se o
infrator é reincidente, o histórico do infrator dentro da OM e outros julgamentos já
efetuados.
Controla as situações nas quais os Autos são passíveis de serem
encaminhados para inscrição na Dívida Ativa da União, elaborando e imprimindo os
documentos pertinentes para seu encaminhamento e, também, permite controlar os
Autos que foram efetivamente quitados junto à Dívida Ativa.
O módulo “Consulta/Relatórios” possibilita ao usuário obter do sistema
muitas informações onde, dentre outras, podemos citar a Tabela de Infrações referente
à Lei no 9.537/97 (LESTA) e seu regulamento (Decreto no 2.696/98), a Lei no 9.966/00 e
seu regulamento (Decreto no 4.136/02), relatório Estatístico de Auto de Infração e
Infrações, relatórios de Infratores, de Infratores inscritos na Dívida Ativa e de
Embarcações Autuadas.
O módulo “Ferramentas” dispõe de vários campos, que devem ser do
conhecimento do usuário do sistema e, sugere-se que seja primeiramente acessado,
antes de se iniciar sua efetiva utilização, pois contém as informações básicas sobre o
SISAUTO.
O fluxograma simplificado do procedimento de autuação e julgamento consta
do anexo 4-C. O fluxograma completo poderá ser obtido através do SISAUTO.
As OM ao receberem quaisquer processos de interessados, deverão
verificar se as pessoas físicas ou jurídicas estão constando no módulo
“Consulta/Relatórios”, na opção “Situação dos Autos de Infração”, subopção “Autos não
Pagos”, para os efeitos do contido no artigo 20 da LESTA. Entretanto, considerando
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Mod 14
que todos os Autos de Infração não pagos permanecem no Banco de Dados do
SISAUTO, para efeitos de estatísticas, consulta judicial ou de pesquisa, as OM deverão
observar a data do julgamento do Auto de Infração na opção “Histórico do Auto”, para
verificar se os mesmos ultrapassam os três anos. Esse tempo caracteriza a prescrição
da dívida e, portanto, não mais se justifica o impedimento de dar prosseguimento ao
processo do interessado. Os Autos de Infração impressos em meio físico para controle
pessoal da OM, mesmo depois de decorridos três anos, não necessitam de elaboração
do “Termo de Destruição”, pois os mesmos continuam no Banco de Dados do
SISAUTO.
Nota:
É importante que sejam observados alguns aspectos na operação do
SISAUTO, os quais, além dos previstos na NORTEC-31/DPC, citam-se:
I) Atenção ao cumprimento dos prazos;
II) A ciência do infrator no processo de Auto de Infração deverá se dar
pessoalmente, por via postal com aviso de recebimento (AR), por telegrama ou por
outro meio que assegure a ciência do interessado. No caso de interessado
indeterminado, desconhecido ou de endereço indefinido, nos termos do § 3o, Art. 26 da
Lei no 9.784/99, para fins de ciência dos atos processuais, a divulgação poderá ser feita
por meio de publicação oficial (entende-se por publicação oficial o ato de divulgação
em página de internet da OM, quadro de avisos no Grupo de Atendimento ao Público
(GAP) ou ainda publicação em Diário Oficial da União). No caso de procurador, este
deverá fornecer instrumento procuratório específico para esta finalidade; e
III) Pedidos de cancelamento ou alteração de situação de Auto de Infração
no SISAUTO deverão acompanhar a devida fundamentação.
d) Prescrição dos Processos Administrativos de Auto de Infração
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) confirmou o entendimento de que
ocorre prescrição intercorrente em Processo Administrativo pendente de Julgamento ou
qualquer despacho, seja notificação, intimação ou qualquer ato administrativo dentro do
Auto de Infração. Dessa forma, recomenda-se que aos Processos Administrativos de
Autos de Infração, sejam dados o devido andamento dentro do SISAUTO, cumprindo-
se, no prazo, todas as ações e etapas previstas.
Após decorrido o prazo de três anos sem que a devida ação punitiva tenha
sido efetuada, deverão ser adotados os seguintes procedimentos no SISAUTO:
I) Autos de Infração abertos sem que tenha sido dado conhecimento ao in-
frator: dar “ciência” ao sistema do recebimento e “julgar” o Auto como improcedente.
Posteriormente, dar “ciência” novamente ao sistema quanto à “entrega”, a fim de encer-
rar o processo; e
II) Autos de Infração lavrados, entregues e julgados sem que o infrator tenha
tomado conhecimento do julgamento: alterar o julgamento para “Improcedente”, a fim
de encerrar o processo. Posteriormente, dar “ciência” ao sistema quanto à “entrega” ao
infrator.

0404 - FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES OU CERTIDÕES PARA RECURSOS


O interessado, por ocasião da apresentação de recurso, tem direito a requerer
as certidões e outros documentos que julgar necessários à juntada de provas para sua
defesa, de acordo com o artigo 5o inciso XXXIV letra b) da Constituição. O não
fornecimento dessas informações poderá ser considerado como cerceamento de
defesa, em futuras contestações no âmbito do Poder Judiciário.
A condenação da União nas ações judiciais ou mandados de segurança
acarreta o ônus da sucumbência, isto é, a devolução do valor da multa com juros e
correção monetária, pagamento das custas processuais e, se cabíveis, também os
honorários advocatícios. Assim sendo, qualquer espécie de requerimento não deverá
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Mod 14
ter obstado o seu recebimento no protocolo da OM. Seu encaminhamento à Autoridade
a quem é dirigido é compulsório, para dele ela conhecer e exarar o seu despacho,
deferindo, indeferindo ou declarando que nada há a deferir, explicitando as razões da
decisão.
Entretanto, deve ser observado que o fornecimento de tais informações ou
certidões está condicionado à motivação do pedido do requerente, que especificará sua
legitimação, a necessidade ou o interesse de sua pretensão, de modo a justificar a
obtenção das informações requeridas, observando-se ainda, no que couber, a Lei de
acesso às informações, Lei no 12.527/2011.

0405 - ROUBO OU FURTO DE EMBARCAÇÃO


No caso do recebimento de declarações, cartas ou ofício comunicando roubo
ou furto de embarcações ou seus pertences, a CP/DL/AG deverão adotar as seguintes
providências:
a) esclarecer ao interessado que a apuração do ilícito penal é da competência
da polícia judiciária, onde deverá ser registrada a ocorrência;
b) enviar mensagem para as demais CP/DL/AG contendo as seguintes
informações:
- nome, tipo, cor da embarcação;
- número de inscrição e porto de inscrição;
- características do motor;
- proprietário; e
- data da ocorrência.
As OM, ao receberem a mensagem comunicando roubo ou furto de
embarcações, deverão adotar as seguintes providências:
- manter junto ao setor de despachos, o nome e o número de inscrição da
embarcação, para evitar seu despacho para outra localidade; e
- informar seus dados às equipes de Inspeção Naval.
Localizada a embarcação furtada ou roubada, esta será apreendida,
mediante lavratura do competente Auto de Apreensão (anexo 4-D), ficando à
disposição de seu legítimo proprietário ou da justiça. Deverá ser expedida mensagem à
OM que comunicou o furto para contato com o interessado, se for o caso, bem como
para as demais OM, de modo a cessarem as buscas; e
c) a CP/DL/AG que receber a informação da ocorrência, deverá lançar a
mesma no SISGEMB.

0406 - PROCEDIMENTOS PARA APREENSÃO, RETIRADA DE TRÁFEGO OU


IMPEDIMENTO DA SAÍDA DE EMBARCAÇÕES
Embarcações somente serão apreendidas, retiradas do tráfego ou impedidas
da saída (nesse último caso, retida, impedida de dar continuidade ou iniciar uma
singradura) pelas CP/DL/AG em decorrência da estrita competência da AM
contemplada na LESTA, com o propósito de assegurar a salvaguarda da vida humana
e a segurança da navegação, no mar aberto e em hidrovias interiores, e a prevenção
da poluição ambiental por parte de embarcações, plataformas ou de suas instalações
de apoio. Tais providências são medidas administrativas previstas no Art. 16 da
referida Lei e na NORMAM-07/DPC e, normalmente, são aplicadas quando a infração
praticada efetivamente caracterizar perigo ou risco potencial à navegação, à
salvaguarda da vida humana nas águas e/ou de poluição ambiental e nas situações a
seguir especificadas.
a) Apreensão por violações à LESTA/RLESTA:
Embarcações serão apreendidas mediante lavratura do Auto de Apreensão
e arrolado o seu material de acordo com o modelo do anexo 4-D, sempre que:
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Mod 14
1) conduzidas por pessoas não habilitadas;
2) não forem inscritas;
3) estiver a embarcação estrangeira operando em águas sob jurisdição
nacional sem estar devidamente regularizada de acordo com o previsto na NORMAM-
04/DPC;
4) trafegando sem o cumprimento de exigências de vistorias que
comprometam a segurança, após o prazo estabelecido;
5) quando não classificada como de transporte de passageiros e/ou carga
estiver sendo utilizada para este fim;
6) que represente perigo à salvaguarda da vida humana no mar e nas águas
interiores, segurança da navegação e de poluição ambiental;
7) quando trafegando em áreas seletivas para navegação ou violando área
de segurança (conforme definidas NORMAM-03/DPC e NORMAM-07/DPC);
8) sendo utilizada para prática de crime;
9) conduzidas por pessoa em estado de embriaguez; e
10) para efeitos de aplicação desta Norma é considerado estado de
embriaguez aquele em que o condutor da embarcação esteja sob a influência de álcool
ou de qualquer substância entorpecente ou tóxica.
Os limites de teor alcoólico para fins de aplicação de procedimentos
administrativos ou para apresentação à Autoridade Policial competente são os
seguintes:
- Administrativo - limite de teor alcoólico seja até 3 (três) décimos de
miligramas por litro de ar expelido dos pulmões, com margem de tolerância de um
décimo de miligrama por litro de ar;
- Apresentação à Autoridade Policial - índice igual ou superior a 3 (três)
décimos de miligramas por litro de ar expelido dos pulmões, observando-se a margem
de tolerância de um décimo de miligrama por litro de ar. O infrator será apresentado à
Autoridade Policial competente com jurisdição sobre a área ou o fato relatado àquela
Autoridade, para adoção de medidas que entender cabíveis (enquadramento como
crime previsto no Art. 261 do Código Penal ou Art. 62 da lei de Contravenções Penais).
Nota: 6 (seis) decigramas de álcool por litro de sangue equivalem a 3 (três)
décimos de miligramas por litro de ar expelido dos pulmões.
b) Pedidos de busca, localização ou apreensão de embarcações, oriundas
do poder Judiciário.
Em alguns casos, os Agentes da AM recebem solicitações do Poder
Judiciário para efetuar busca, localização ou apreensão de embarcações por motivos
diversos. Nos casos em que sejam recebidas determinações judiciais expressas, tais
medidas devem ser cumpridas, mesmo que motivadas por outras razões não
contempladas na LESTA. No entanto, existindo tempo hábil ou oportunidade, a
Autoridade Judicial deve ser alertada dos seguintes aspectos:
1) conforme visto anteriormente, a apreensão é decorrente da estrita
competência da LESTA;
2) o pedido de busca a embarcações em grandes áreas oceânicas e fluviais
implica em dispêndios vultosos para a MB. Igualmente, o pedido de apreensão e de
guarda das embarcações pelas CP/DL/AG, motivadas por outras razões não
contempladas na LESTA, implicam em alocação de recursos humanos e materiais para
guarnecê-las, realizar manutenção e assegurar permanente vigilância, o que pode
onerar, de forma inaceitável, as CP/DL/AG. As OM devem alertar à Autoridade Judicial
que medidas desse tipo não competem à AM e devem ser executadas,
preferencialmente, por Oficial de Justiça, conforme prevê o Art. 143 do Código do
Processo Civil (CPC). No entanto, quando possível, buscando atender à desejável
cooperação entre os poderes públicos, havendo disponibilidade de meios ou
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oportunidade de realizar a apreensão/retenção da embarcação, os Agentes da AM
poderão atender à Solicitação, requisitada por meio de mandado judicial (ou instrumento
próprio), desde que autorizado pelo ComDN e com a presença de oficial de justiça
acompanhando a equipe da CP/DL/AG, para que a ordem judicial seja executada;
3) nos casos em que a Autoridade Judicial solicita ou determina a “retenção
do passe de saída” da embarcação, o Agente da AM deve então interromper o
processo de despacho, não emitir o passe de saída e/ou cancelar aqueles emitidos por
período, informando à Autoridade Judicial a localização atual da embarcação e o
cumprimento da solicitação; e
4) observar, no que couber, o item 0418 desta norma.
c) Impedimento de saída da embarcação por violações à LESTA/RLESTA
e legislação correlata.
Esta medida é conhecida, de acordo com as circunstâncias, como retenção
ou detenção. O primeiro termo pode ser empregado, por exemplo, para retenção do
passe de saída (ou impedimento de despacho) da embarcação ou ainda em casos em
que seja necessário realizar oitivas para apuração de IAFN. Já o segundo termo é
usado em legislação e acordos internacionais, quando Inspetores ou Vistoriadores
Navais constatam deficiências ou não conformidades que justifiquem a detenção das
embarcações estrangeiras até que sanem tais discrepâncias.
O termo “retirada de tráfego” é oriundo da LESTA e aplicado, normalmente,
às embarcações nacionais e consolidadas por Portarias do CP ou decorrentes de
Acórdão do TM.
No tocante ao cumprimento da LESTA e legislação correlata, as
embarcações serão retidas/detidas pelo tempo que for necessário para atendimento
das exigências requeridas, e sempre que requisitada por Autoridade Judicial, através
de mandado ou instrumento próprio.
d) Retenção e detenção de embarcações a pedido de outros órgãos
públicos (MPA, ANVISA, SRF, DPF, ANTAQ, Municípios e demais entes
federativos).
É comum o recebimento de solicitações de outros órgãos/entes públicos
solicitando a retenção do passe de saída, impedimento de prosseguir viagem,
impedimento de despacho e/ou interdição das operações de embarcações (e até
mesmo de suas empresas). Sobre esse aspecto, as CP/DL/AG devem observar o
seguinte:
1) a existência de Termo de Cooperação (TC) em vigor entre os ComDN e
os órgãos acima relacionados. Esses acordos possuem, normalmente, cláusula que
prevê que a MB poderá prestar apoio logístico à agentes/funcionários daqueles
órgãos/entes para que estes efetuem as ações de interdição/apreensão, propriamente
ditas, das embarcações pelos motivos da esfera de competência de seus órgãos;
2) a interdição/apreensão das embarcações deve ocorrer em conformidade
com o disposto nesses TC, com apoio da MB, representada pelos ComDN e seus
Agentes da AM, se necessário for, se os motivos não forem os relacionados à LESTA;
3) caso o ComDN julgue necessário, conveniente e oportuno, esse poderá
firmar Convênio/Acordo específico de delegação de competência para exercer a
fiscalização e medidas administravas em nome desses Órgãos, nos estreitos limites
estabelecidos nesses instrumentos administrativos; e
4) casos excepcionais de cooperação devem ser levados ao conhecimento e
decisão do ComDN, que levando em consideração o princípio de cooperação entre os
órgãos, a urgência e/ou a gravidade da situação e do pleito apresentados, poderá
autorizar a execução de tais medidas pelos Agentes da AM. Nesses casos, a
solicitação formal de retenção do passe de saída, ou apreensão de embarcação,
oriunda de órgãos extra MB, após a concretização do ato, deverá ser comunicada ao
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Mod 14
órgão requisitante para que ele adote as providências cabíveis na sua esfera de
competência, tendo em vista que o não desencadeamento das ações legais próprias do
órgão requisitante ensejará a liberação da embarcação, haja vista que, no âmbito da
MB, se não existir quaisquer infrações à RLESTA, não se pode impedir a sua liberação.
e) Outros procedimentos e recomendações:
1) A retenção ou apreensão de embarcação estrangeira, qualquer que seja
sua classificação, efetuada pelas CP/DL/AG, exceto as detenções realizadas pelo Port
State Control (PSC), por apresentar irregularidades na documentação ou condições
operacionais precárias, representando ameaça de dano ao meio ambiente, à
tripulação, a terceiros ou à segurança do tráfego aquaviário, deverá ser seguida dos
seguintes procedimentos:
(a) comunicar o fato ao ComDN da jurisdição, participando as autuações
que serão efetuadas dentro da competência da OM;
(b) comunicar, formalmente, o fato aos representantes regionais da
Polícia Federal, Receita Federal, Agência de Vigilância Sanitária e IBAMA (quando for
o caso), solicitando que tais instituições inspecionem a embarcação e sua tripulação
em conformidade com suas competências legais; e
(c) informar o fato, também, ao Cônsul do país de bandeira da
embarcação. Na ausência deste na área de jurisdição da OM, o ComDN deverá ser
informado para que, juntamente com os motivos que justificaram a retenção ou
apreensão, participe o fato ao Estado-Maior da Armada (EMA), com cópia para o
ComOpNav, DGN e DPC, solicitando que a notificação da retenção ou apreensão seja
encaminhada pela via diplomática ao governo de país de bandeira da respectiva
embarcação.
Cabe ressaltar que a agilidade da OM no trâmite dos procedimentos
acima é fundamental para a rápida solução da situação. A irregularidade determinante
da apreensão de embarcação deve ser sanada no prazo de noventa dias, sob pena da
embarcação ser leiloada ou incorporada aos bens da União, de acordo com a
legislação em vigor.
2) Quando a embarcação apreendida (nacional ou estrangeira) estiver
conduzindo passageiros, o chefe da Equipe de IN determinará o desembarque dos
passageiros em local adequado, após o que a embarcação será recolhida ao cais da
CP, DL ou AG, ou outro local determinado.

0407 - ENQUADRAMENTO DE VIOLAÇÕES À LESTA/RLESTA NO CÓDIGO


PENAL
a) Após a apreensão da embarcação nas situações e nos termos previstos na
alínea (a) do item 0406, o Agente da Autoridade Marítima avaliará a necessidade de
apresentação do condutor e da tripulação à Autoridade Policial (ou de realizar relato
pormenorizado àquela Autoridade), subsidiando o enquadramento da ocorrência no
artigo 132 (ver NOTA 4) e 261 (ver NOTA 5) do Código Penal, pelas razões a seguir
listadas. O encaminhamento à Autoridade Policial deverá estar em consonância com as
orientações e instruções específicas emanadas pelo ComDN.
1) colocar em risco a vida da tripulação, dos passageiros e a de terceiros;
2) colocar em perigo outras embarcações;
3) conduzir embarcação em estado de embriaguez;
4) causar grave ameaça ou risco ao meio ambiente;
5) invadir áreas de segurança e áreas seletivas de navegação;
6) empregar a embarcação em crimes, contravenções e atos ilícitos; e
7) outras ocorrências graves, a critério dos Agentes da Autoridade Marítima.
b) Para os incisos listados acima, serão citados alguns exemplos para justificar
tal enquadramento:

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Mod 14
- violar a suspensão ou a proibição de se utilizar o Certificado de Habilitação
para conduzir embarcação;
- permitir, confiar ou entregar a condução de embarcação à pessoa não
habilitada, ou com habilitação cassada ou com o direito de conduzir embarcação
suspenso, ou, ainda, a quem, por seu estado de saúde, física ou mental, ou por
embriaguez, não esteja em condições de conduzi-la com segurança. No caso de
constatação de alcoolemia, já existem regras de conduta previstas no anexo 4-T,
inclusive prevendo a apresentação do condutor à Autoridade Policial, quando o
resultado do teste extrapolar o índice de 3 décimos de miligramas por litro de ar
expelido pelos pulmões;
- trafegar em velocidade incompatível ou realizar manobras de forma
imprudente nos canais de acesso, áreas de fundeio, estações de embarque e
desembarque de passageiros, locais de manobras restritas, em área reservada a
banhista ou exclusiva para determinado tipo de embarcação, gerando perigo de dano;
- conduzir embarcação sem o Certificado de Habilitação. Neste caso, cabe
avaliação especial, pois, por exemplo, pode se tratar de caso envolvendo a condução
de uma embarcação miúda em baixa velocidade, e nesse caso, a aplicação do
RLESTA seria suficiente. Em uma situação envolvendo o tráfego de embarcação
transportando grande número de passageiros, a falta de habilitação do condutor enseja
a sua apresentação à Autoridade Policial, além da adoção das medidas
administrativas; e
- conduzir embarcação de transporte de passageiros, no exercício de sua
profissão ou atividade, acima da lotação máxima permitida. A situação deve ser avalia-
da com cuidado. Um pequeno número de passageiros em excesso pode ser provocado
por erro de contagem. Nesse caso, a adoção de medidas administrativas ou notifica-
ções são suficientes. Naqueles casos em que, claramente, há grande excesso de pas-
sageiros em relação à lotação prevista, fica configurada a intenção de violar a regra.

Nota:
(1) As avaliações deverão ser realizadas caso a caso, pesando-se o
potencial risco à vida das pessoas, ao meio ambiente e ao tráfego de embarcações.
(2) Informações mínimas que deverão constar no relato dos fatos à
Autoridade Policial:
1) Qualificação do condutor (aquaviário ou amador)/tripulante:
a) nome;
b) no CIR/CHA; e
c) outras informações relevantes;
2) Dados da embarcação:
a) nome;
b) inscrição;
c) classificação; e
d) outras informações relevantes;
3) Relato sucinto do fato:
a) hora, local e data da ocorrência do fato;
b) rol de testemunhas, inclusive militares se não houver outra(s);
c) fotos, vídeos, ou quaisquer outros meios que possam subsidiar as
informações;
d) infrações cometidas a LESTA/RLESTA; e
e) motivos que ensejam o enquadramento no Art. 132/261 do Código
Penal.
(3) Nos casos específicos de alcoolemia, cumprir o anexo 4-T.
(4) Art. 132 do Código Penal:
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Mod 14
“Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:”.
(5) Art. 261 do Código Penal:
“Expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar
qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea”.
(6) A eventual apresentação de condutores ou tripulantes à Autoridade Poli-
cial não se exime a aplicação de sanções previstas no RLESTA, medidas administrati-
vas, abertura de processo administrativo ou IAFN, conforme o caso indicar.

0408 - AFERIÇÃO DE ALCOOLEMIA DOS CONDUTORES DE EMBARCAÇÕES


Visando à segurança da navegação e à salvaguarda da vida humana no mar
aberto e hidrovias interiores, caberá aos Agentes da Autoridade Marítima, quando no
exercício da Inspeção Naval, e apenas quando presentes sinais característicos de
embriaguez de condutor de embarcação, adotar os procedimentos previstos no anexo
4-T, que trata das REGRAS DE CONDUTA PARA A INSPEÇÃO NAVAL QUANDO DA
AFERIÇÃO DA ALCOOLEMIA DO CONDUTOR DE EMBARCAÇÃO.
Relembra-se que, consoante garantia constitucional, o condutor não é obrigado
a submeter-se ao teste do etilômetro, entretanto, no caso de apresentação do condutor
à Autoridade Policial, deverão ser observadas as informações mínimas que constarão
do relato dos fatos àquela Autoridade.

0409 - DESIGNAÇÃO DE FIEL DEPOSITÁRIO


Quando não houver possibilidade de remoção da embarcação apreendida para
instalações da OM do SSTA, o encarregado da operação de IN deverá lacrar a
embarcação e designar um responsável, pessoa física ou jurídica, preferencialmente o
proprietário, o armador ou o seu preposto, nomeando-o fiel depositário, lavrando-se o
respectivo termo, conforme modelo do anexo 4-E. É importante frisar que o ato de
designação de fiel depositário, diferente dos retro mencionados, pressupõe a sua
aceitação, assim, a formalidade do ato somente é legal se o designado aceitar o
encargo.

0410 - NOTIFICAÇÃO DE RETIRADA E LIBERAÇÃO DA EMBARCAÇÃO


Caso as irregularidades não sejam sanadas pelo proprietário, este será
notificado para saná-las no prazo de noventa dias, sob pena de ter sua embarcação
leiloada ou incorporada aos bens da União, conforme anexo 4-F.
A notificação será expedida de acordo com o anexo 4-F utilizando os modelos
das páginas 4-F-1 (notificação para retirada) ou 4-F-2 (notificação para sanar
irregularidades), conforme o caso, em duas vias, devendo a 1a via ser entregue ao
interessado, ou quem o represente, mediante recibo na 2 a via ou através do serviço
postal por Aviso de Recebimento (AR).
Para o efeito de ciência do proprietário da embarcação, esse ato deverá se dar
pessoalmente, por via postal com aviso de recebimento (AR), por telegrama ou por
outro meio que assegure a ciência do interessado. No caso de interessado
indeterminado, desconhecido ou de endereço indefinido, nos termos do § 3 o, Art. 26 da
Lei no 9.784/99, para o efeito de ciência dos atos processuais, a divulgação poderá ser
feita por meio de publicação oficial (entende-se por publicação oficial o ato de
divulgação em página de internet da OM, quadro de avisos no Grupo de Atendimento
ao Público (GAP) ou ainda publicação em Diário Oficial da União).
No caso de embarcações estrangeiras, a embaixada ou consulado do país de
bandeira deve ser informado.
a) A embarcação apreendida ou achada só será entregue ao legítimo
proprietário depois de comprovado o pagamento correspondente às:

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Mod 14
1) despesas realizadas por aqueles que encontraram ou apreenderam a
embarcação; e
2) despesas realizadas com a conservação e guarda da embarcação, de
acordo com a tabela constante do anexo 3-I da NORMAM-07/DPC;
b) A apreensão de uma embarcação deve ser interpretada pela OM como uma
medida administrativa de caráter preventivo visando à segurança, mediante a sua
retirada temporária de tráfego, para que seja sanada uma irregularidade;
c) Não se deve manter retida uma embarcação por demora na execução dos
procedimentos burocráticos da OM; e
d) A liberação da embarcação apreendida está condicionada a uma declaração
do responsável, no Termo de Entrega de Embarcação (anexo 4-H), afirmando que
recebe a embarcação em perfeito estado de conservação, com todos os equipamentos
e sem constatar qualquer irregularidade.

0411 - LACRE
O lacre é um dispositivo através do qual o Inspetor Naval se certifica de que a
embarcação permanecerá fora de tráfego até que sejam solucionadas as discrepâncias
observadas.
A embarcação poderá ser lacrada, a critério do titular da OM que determinou a
sua apreensão ou retirada de tráfego. O lacre somente será retirado por autorização de
quem o determinou. Para o lacre de embarcação, deverá ser utilizado o modelo do
anexo 4-I, podendo ser complementado com dispositivos de lacres metálicos ou
plásticos.

0412 - ALIENAÇÃO, LEILÃO E VENDA DE EMBARCAÇÕES OU OBJETOS


APREENDIDOS OU ACHADOS
a) Quando a embarcação ou objeto apreendido não for resgatado pelos seus
responsáveis, dentro dos prazos legais estabelecidos nesta norma e, após o devido
Processo Administrativo para incorporação de bens ao patrimônio da União ou leilão,
deverá ser publicado em jornal de maior circulação da cidade, o Edital de Leilão (anexo
4-J) convocando o interessado, e será expedida a Portaria de designação de Leiloeiro,
preferencialmente, um Leiloeiro Público, cujo modelo consta do anexo 4-L.
b) Concluído o leilão, o leiloeiro designado emitirá o Auto de Arrematação,
utilizando-se do modelo constante do anexo 4-M, devidamente assinado por todas as
pessoas relacionadas naquele modelo.
c) No caso de embarcações estrangeiras, a embaixada do país de bandeira
deve ser informada e, no caso de ser a aquisição efetivada, comunicar o registro do
país de bandeira para que a baixa de registro seja efetuada.
O Auto de Arrematação deverá ser lavrado em livro próprio da OM, até vinte e
quatro horas após o leilão, de acordo com a legislação em vigor. Será expedida para o
arrematante a respectiva Carta de Arrematação, cujo modelo consta do anexo 4-N.

0413 - INCORPORAÇÃO DE BENS AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO


Conforme previsto na LESTA, as embarcações apreendidas e que não tiverem
suas irregularidades sanadas no prazo máximo de 90 (noventa) dias, poderão ser
leiloadas ou incorporadas ao patrimônio da União. Entretanto, a Constituição Federal
assegura o direito de propriedade e estabelece que ninguém será privado de seus bens
sem o devido processo legal onde seja permitido ao litigante o contraditório e a ampla
defesa.

0414 - DAS AÇÕES DAS OM


As CP, DL e AG antes de iniciar o Processo Administrativo para a incorporação
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Mod 14
de um bem apreendido ao patrimônio da União, deverão submeter o assunto ao
Comandante Naval da área, de forma que aquela Autoridade avalie, criteriosamente,
quanto à necessidade, conveniência e interesse de ser realizado o ato, em face de ser
essa uma sanção extremada, desgastante e delicada.

0415 - DO PROCESSO ADMINISTRATIVO PARA INCORPORAÇÃO DE BENS AO


PATRIMÔNIO DA UNIÃO OU LEILÃO
O Processo Administrativo de perdimento deverá ser iniciado 91 (noventa e
um) dias após a data do Auto de Apreensão, mediante Portaria do Titular da OM,
conforme anexo 4-O, devendo o mesmo ter suas páginas numeradas sequencialmente
e rubricadas.
a) Procedimentos Processuais
1) Documentos iniciais que devem ser autuados:
- Portaria de Instauração;
- Auto de Infração;
- Auto de Apreensão; e
- Outros documentos pertinentes ao caso e que possam materializar a
infração (ofícios, notificações, testemunhas, etc...);
2) Intimação
É o documento que intima o proprietário do bem a comparecer à OM
(anexo 4-P).
Esta intimação deverá observar a antecedência mínima de 03 (três) dias
úteis quanto a data do comparecimento. A intimação deverá ser feita pessoalmente ou,
na sua impossibilidade, através de títulos e documentos.
Para o efeito de ciência do proprietário da embarcação, esse ato deverá
se dar pessoalmente, por via postal com aviso de recebimento (AR), por telegrama ou
por outro meio que assegure a ciência do interessado. No caso de interessado
indeterminado, desconhecido ou de endereço indefinido, nos termos do § 3 o, Art. 26 da
Lei no 9.784/99, para o efeito de ciência dos atos processuais, a divulgação poderá ser
feita por meio de publicação oficial (entende-se por publicação oficial o ato de
divulgação em página de internet da OM, quadro de avisos no Grupo de Atendimento
ao Público (GAP) ou ainda publicação em Diário Oficial da União);
3) Alegações do Interessado
O interessado que comparecer à OM apresentando documentação,
visando à defesa de seus direitos, terão os mesmos juntados e autuados no processo.
Caso o interessado venha a fazer qualquer alegação oral, esta deverá ser tomada por
termo. O não comparecimento do interessado não impede o andamento do processo;
4) Relatório Conclusivo
O encarregado do Processo Administrativo elaborará um relatório
conclusivo, conforme anexo 4-Q, discorrendo sobre o fato desde sua origem, ações
adotadas, possíveis alegações do infrator, quando existir, concatenando as evidências,
de forma a concluir pela pertinência de incorporação do bem, leilão ou inconveniência
de declarar o perdimento do bem;
5) Encaminhamento do Processo
Após o encerramento da instrução, o Encarregado despachará o
processo para a Autoridade designante, que o apreciará, concordando ou não com a
conclusão;
6) Defesa Prévia
Após o despacho da Autoridade designante o interessado deverá ser,
formalmente notificado para conhecimento da conclusão do processo e apresentação
da defesa prévia.
A defesa prévia deverá ser apresentada pelo interessado no prazo
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máximo de 10 (dez) dias, contados a partir da data em que tomar conhecimento da
conclusão do processo;
7) Do Ato Decisório
Sendo apresentada ou não a defesa, dentro do prazo regulamentar, os
Autos serão despachados para a Autoridade que o instaurou, a qual disporá de 30
(trinta) dias para emitir a decisão final. Este prazo poderá ser prorrogado por igual
período desde que seja motivado; e
8) Ciência e Recurso
Após a decisão final, o interessado deverá ser cientificado, formalmente,
tendo o mesmo o prazo de 10 (dez) dias para interposição de recurso, contados a partir
da data em que tomar conhecimento.
Para o efeito de ciência do proprietário no Processo Administrativo de
perdimento de embarcação, esse ato deverá se dar pessoalmente, por via postal com
aviso de recebimento (AR), por telegrama ou por outro meio que assegure a ciência do
interessado. No caso de interessado indeterminado, desconhecido ou de endereço
indefinido, nos termos do § 3o, Art. 26 da Lei no 9.784/99, para o efeito de ciência dos
atos processuais, a divulgação poderá ser feita por meio de publicação oficial (entende-
se por publicação oficial o ato de divulgação em página de internet da OM, quadro de
avisos no Grupo de Atendimento ao Público (GAP) ou ainda publicação em Diário
Oficial da União).
Sendo apresentado o recurso, a Autoridade que proferiu a decisão
disporá de 5 (cinco) dias para reconsiderar ou não. Caso a Autoridade não reconsidere
sua decisão, encaminhará o recurso ao Comandante do Distrito Naval, em última
instância administrativa, que tomará a decisão num prazo máximo de 30 (trinta) dias,
prorrogáveis por igual período, desde que devidamente motivado.
b) Atos Processuais
1) Todos os atos executados durante o processo deverão ser devidamente
autuados; e
2) Os atos e a forma do Processo Administrativo obedecerão
subsidiariamente, no que couber, ao determinado na NORMAM-09/DPC.
c) Declaração de Perdimento
Findo o Processo Administrativo, após decorrido todos os prazos recursais,
a OM que iniciou a instrução emitirá a declaração de perdimento do bem, conforme
modelo do anexo 4-R.

SEÇÃO II

DISPOSIÇÕES FINAIS

0416 - INSCRIÇÃO NA DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO


a) O não pagamento de multa imposta é passível de processo de execução, da
competência do Procurador da Fazenda Nacional. Após ser a dívida regularmente
inscrita na Procuradoria da Fazenda Nacional e a emissão da Certidão de Dívida Ativa
da Fazenda Pública, ter-se-á um título executivo extrajudicial, de acordo com o Código
de Processo Civil;
b) As CP/DL/AG deverão encaminhar os originais dos Autos de Infração ao
órgão regional da Procuradoria da Fazenda Nacional, em cumprimento ao disposto na
legislação em vigor, usando-se o modelo de ofício constante do anexo 4-X;
c) Em face do que dispõem as instruções periódicas do Ministério da Fazenda,
não deverá ser inscrita a dívida de valor originário igual ou inferior ao valor divulgado
periodicamente, ficando o devedor, no entanto, sujeito às sanções previstas em Lei;

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Mod 14
d) A multa não paga pela União, Estados, Distrito Federal, Municípios,
Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista não é passível de
inscrição como Dívida Ativa da Fazenda Nacional, não ensejando, portanto, a sua
execução;
e) Para inscrição como Dívida Ativa, deverá ser observado o seguinte
procedimento:
1) dentro dos 90 (noventa) dias contados a partir do fim do prazo para
recolhimento de multa, os Autos julgados que totalizem um valor igual ou superior a R$
1.000,00 não pago, associados a um mesmo CPF/CNPJ, deverão ser encaminhados
ao Órgão Regional da Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida
Ativa. Previamente, o infrator deverá ser intimado a cumprir a pena imposta, mediante
notificação de intimação pessoal, conforme modelo do apêndice I ao anexo 4-X, a fim
de comprovar o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) atinente à multa
imposta no Auto de Infração;
2) caso o infrator não seja localizado, a notificação do item acima deverá se
dar por via postal com aviso de recebimento (AR), por telegrama ou por outro meio que
assegure a ciência do interessado, como por exemplo, e-mail, quando cadastrado. No
caso de interessado indeterminado, desconhecido ou de endereço indefinido, nos
termos do § 3o, Art. 26 da Lei no 9.784/99, para fins de ciência dos atos processuais, a
divulgação poderá ser feita por meio de publicação oficial (entende-se por publicação
oficial o ato de divulgação em página de internet da OM, quadro de avisos no Grupo de
Atendimento ao Público (GAP) ou ainda publicação em Diário Oficial da União); e
3) se o interessado se recusar a tomar ciência da intimação, o funcionário ou
militar que fizer a diligência fará constar o ocorrido, por escrito, nos respectivos
documentos, devendo tal recusa ser certificada por duas testemunhas;
f) as CP/DL/AG não darão andamento a qualquer ato ou documento do
interessado que estiver em débito com a Fazenda Pública. Sempre que for julgado
conveniente, poderá ser divulgada para as demais OM do SSTA listagem contendo os
nomes e dados disponíveis dos devedores inscritos na Dívida Ativa da União; e
g) quando for quitado o débito, por meio da via administrativa ou judicial, será
dada baixa em todos os controles.

0417 - PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES AO PODER JUDICIÁRIO E AO


MINISTÉRIO PÚBLICO
Ao ser atendido pedido de informações oriundo de Autoridades do Poder
Judiciário e do Ministério Público, referente a ações e mandados de segurança
impetrados contra a União e, em particular, contra atos de Autoridades da Marinha do
Brasil, as OM deverão observar o contido nas Normas para a Organização e o
Funcionamento do Sistema de Assessoria Jurídica Consultiva da Marinha (SAJCM) do
Comandante da Marinha, além das orientações abaixo:
a) Pedido de Informação
Os pedidos de informação do Judiciário, referentes a Mandados de
Segurança impetrados contra ato do Capitão dos Portos, Delegado ou Agente e ações
judiciais contra a União, deverão ser atendidos prontamente por parte de quem os
recebeu, encaminhando as informações de forma direta e incontinenti ao órgão
solicitante, com cópia do expediente ao DN, à DPC, ao DGN e ao Gabinete do
Comandante da Marinha (GCM), caso necessário. Poderá ser solicitada a assessoria
jurídica da DPC, caso julgada necessária, contudo, não se deve esquecer de que o
prazo para resposta é de dez dias.
Essas informações representam uma defesa prévia e, dessa forma, devem
conter justificativas fundamentadas com base na legalidade dos atos que estão sendo
questionados; e
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Mod 14
b) Medida Liminar
Ao se receber uma notificação de Medida Liminar, independente das
providências a serem tomadas de imediato e incontinenti, deverão ser encaminhadas
cópias desta notificação ao DN, DGN, DPC, CJACM e ao Advogado da União da área
de jurisdição. Num prazo de quarenta e oito horas, deverão ser encaminhadas ao
Advogado da União indicações e elementos outros, necessários às providências a
serem tomadas para um eventual pedido de suspensão da medida, e defesa do ato
apontado como ilegal ou abusivo de poder. Quando necessário, a DPC poderá fornecer
subsídios a serem encaminhados ao Advogado da União.

0418 - DEPOSITÁRIO JUDICIAL


Tem sido prática comum a nomeação de titulares de OM como depositários
judiciais de embarcações, por juízes de Direito. Entretanto, tal medida implica em
encargo de recursos materiais e humanos que, às vezes, as OM não dispõem para
atendê-lo, a não ser com prejuízo de sua atividade fim.
A aceitação do depositário nomeado é um pressuposto para a eficácia do ato
de nomeação, que só produzirá efeito havendo anuência da parte autorizada através
de compromisso formal. Na eventualidade do depositário considerar inaceitável tal
encargo, deverá procurar pessoalmente o juiz da causa para declinar da nomeação,
expondo verbalmente e depois formalizando, por ofício, argumentando que:
a) como pessoa jurídica de Direito Público, não dispõe de recursos
orçamentários destinados a cobrir as previsíveis e consideráveis despesas decorrentes
da manutenção da embarcação, além de não possuir agilidade financeira e contábil
para ser ressarcida, com brevidade, de tais despesas;
b) não possui instalações apropriadas para a guarda da embarcação, nem tão
pouco, tem respaldo legal para determinar a outrem tais atribuições, excetuados os
casos de infrações à LESTA e à sua regulamentação; e
c) por contar com pessoal reduzido, não tem como desincumbir-se da guarda e
manutenção, que, pelas suas características, necessita de atenção permanente, a não
ser com sensível prejuízo para o cumprimento de sua atividade fim. E mais outras
razões que julgue adequadas apresentar.

0419 - CONTROLE E ARQUIVAMENTO


a) As CP, DL e AG deverão manter um controle de todos os Autos de Infração
e de apreensão de embarcações, bem como um arquivo contendo os nomes dos
devedores à Fazenda Pública (Dívida Ativa da União), consignando em cada arquivo
dados informativos que permitam individualizar os homônimos, bem como o número do
ofício que inscreveu a dívida. Para um adequado controle dos Autos de Infração, as
OM deverão utilizar o sistema informatizado, distribuído pela DPC, denominado
SISAUTO;
b) Arquivamento
As CP, DL e AG deverão ter um arquivo permanente, em ordem numérica,
de forma a exercer um controle do seguinte:
1) relatórios de Inspeção Naval;
2) notificações;
3) autos de Apreensão;
4) ofícios de Inscrição da Dívida Ativa;
5) termos de Fiel Depositário;
6) processos Completos de Alienação e Leilão ou Perdimento do Bem;
7) planilhas de Dados, Informações e Resultados Preliminares sobre
Incidente de Descarga de Óleo e Outras Substâncias Nocivas e Perigosas; e

- 4-18 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
8) relação de Embarcações com pendências judiciais e outras
irregularidades.
c) Tais documentos devem ser mantidos em arquivo de acordo com as tabelas
de temporalidade em vigor permitindo a sua verificação nas Inspeções Administrativo-
Militares, Visitas Técnicas (VISITEC), Verificações de Proficiência (VP) e para
consultas ou para instrução de possíveis processos judiciais.

0420 - LEGISLAÇÃO PERTINENTE


Consta do anexo 4-S a relação de Leis, Decretos e Convenções afetas
diretamente às atividades de Inspeção Naval.

0421 - ANUÁRIO ESTATÍSTICO DA MARINHA (ANEMAR) E SUBSÍDIOS PARA O


SISTEMA DE INFORMAÇÕES GERENCIAIS E DE PLANEJAMENTO DO
PLANO PLURIANUAL (SIGPLAN)
Até o 5o dia útil de cada mês, as CP deverão encaminhar à Diretoria de Portos
e Costas o mapa com as informações, do anexo 4-V. As CP deverão discriminar os
seus dados e os dados das suas DL/AG subordinadas, quando for o caso. As
informações deverão ser encaminhadas, via Correio-eletrônico, para o Departamento
de Inspeção Naval, Pessoal Amador e Marinas

0422 - COLETA DE DADOS ESTATÍSTICOS DE SEGURANÇA DO TRÁFEGO


AQUAVIÁRIO DA DPC
Mensalmente, serão consolidados pela DPC e disponibilizados na intranet os
mapas constantes do anexo 4-W.

- 4-19 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
CAPÍTULO 5

DO LANÇAMENTO DE ÓLEO E OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS OU PERIGOSAS


E DAS REGRAS SOBRE DESLASTRO DE NAVIOS EM ÁGUAS JURISDICIONAIS
BRASILEIRAS

SEÇÃO I

DO LANÇAMENTO DE ÓLEO E OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS OU PERIGOSAS


EM AJB

0501 - CONCEITUAÇÃO
Para efeitos da Lei no 9.966/00, e desta norma, são estabelecidas as seguintes
definições:
a) Alijamento
Todo despejo deliberado de resíduos e outras substâncias efetuado por em-
barcações, plataformas, aeronaves e outras instalações, inclusive seu afundamento in-
tencional em águas sob jurisdição nacional.
b) Incidente
Qualquer descarga de substância nociva ou perigosa, decorrente de fato ou
ação intencional ou acidental que ocasione risco potencial, dano ao meio ambiente ou à
saúde humana.
c) Áreas Ecologicamente Sensíveis
Regiões das águas marítimas ou interiores definidas por ato do Poder Públi-
co, onde a prevenção, o controle da poluição e a manutenção do equilíbrio ecológico
exigem medidas especiais para a proteção e a preservação do meio ambiente, com re-
lação à passagem de navios.
d) Óleo
Qualquer forma de hidrocarboneto (petróleo e seus derivados), incluindo óleo
cru, óleo combustível, borra, resíduos de petróleo e produtos refinados.
e) Substância Nociva ou Perigosa
Qualquer substância que, se descarregada nas águas, é capaz de gerar ris-
cos ou causar danos à saúde humana, ao ecossistema aquático ou prejudicar o uso da
água e de seu entorno.
f) Poluição de Grandes Proporções
Para efeito destas normas e estatística junto à Organização Marítima Interna-
cional (IMO), será considerada poluição de grandes proporções aquela cujo derrama-
mento de poluente seja igual ou superior a 50 (cinquenta) toneladas, ou que, em função
do local onde ocorreu o derramamento (águas marítimas interiores, rios, lagos, lagoas,
represas e áreas de proteção classificadas como de proteção ambiental), venha a cau-
sar danos consideráveis, especialmente quando o manancial hídrico for utilizado para
atendimento às primeiras necessidades da vida.

0502 - INFRAÇÃO
Constitui infração o lançamento de detritos, óleo e outras substâncias poluentes
que, por qualquer forma ocasione risco potencial, dano ao meio ambiente ou à saúde
humana em Águas Jurisdicionais Brasileiras (AJB), conforme dispõe a Lei no 9.966/00.
Com o objetivo de fortalecer a atividade administrativa de competência da Auto-
ridade Marítima, qual seja a penalização das infrações descritas na lei e seu regulamen-
to, as CP, DL ou AG deverão observar os seguintes procedimentos:
a) após tomar conhecimento e ter informado a DPC a ocorrência de incidente de
lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas, todas as ações ineren-
- 5-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
tes ao processo de autuação e seu posterior desenvolvimento deverão ser submetidas
ao acompanhamento e aprovação da Assessoria Jurídica da Superintendência de
Meio Ambiente da DPC;
b) o enquadramento legal da infração deve ser feito com base na Lei no
9.966/00, e seu regulamento, o Decreto no 4.136/02 de acordo com o tipo de substância
derramada;
c) nos termos dos valores contidos no anexo I, do Decreto no 4.136/02, as mul-
tas por poluição podem variar entre R$ 1.000,00 (mil reais) e R$ 50.000.000,00 (cin-
quenta milhões de reais);
d) o Auto de Infração (AI) pode ser lavrado desde a constatação da infração,
com o respectivo enquadramento legal, sendo exigido, para a aplicação da multa, por
ocasião do julgamento do AI, a elaboração de um Laudo Técnico Ambiental (LTA) nos
termos do § 1o do Art. 50 do Decreto no 4.136/02;
A CP, DL ou AG, ao receber o LTA do incidente, deverá, imediatamente, inti-
mar o infrator para que, no prazo de 10 (dez) dias tome ciência do seu conteúdo. A res-
pectiva intimação deverá ser feita por escrito e sua entrega ao infrator poderá ser feita
utilizando-se de mensageiro da OM ou pelos Correios, com a correspondência encami-
nhada com Aviso de Recebimento (AR).
e) observar os seguintes prazos máximos, constantes da NORMAM-07/DPC:
I) 20 (vinte) dias para o infrator oferecer defesa ou impugnação contra o Auto
de Infração, contados da data em que o autuado tomou ciência da autuação.
II) 60 (sessenta) dias para autoridade competente (a que lavrou o AI) julgar o
AI, contados da data de recebimento da defesa do infrator ou, caso esta defesa não seja
apresentada, após decorrido o prazo para sua apresentação;
III) caso o LTA do Incidente seja recebido pela CP, DL ou AG dentro do prazo
para julgamento, ou seja, 60 (sessenta) dias, mesmo após a apresentação da defesa, o
autuado deverá ser intimado para tomar ciência do seu conteúdo, sendo-lhe reaberto o
prazo de até 20 (vinte) dias para a complementação da defesa, se eventualmente esta
já tiver sido apresentada;
IV) caso o infrator, devidamente intimado, não comparecer à CP, DL ou AG
para tal, o prazo para apresentação da defesa terá início ao final do prazo estipulado na
intimação. Quando solicitado pelo infrator, a OM poderá fornecer cópia do respectivo
laudo;
V) na situação prevista no inciso III, a Autoridade competente disporá de até
30 (trinta) dias, contados a partir da apresentação da defesa ou de sua complementação
para proferir seu julgamento, ou caso esta defesa não seja apresentada, após decorrido
o prazo da sua apresentação;
VI) 20 (vinte) dias, contados a partir do recebimento da notificação do julga-
mento, para o infrator recorrer da decisão à DPC. O recurso deverá ser interposto junto
à CP, DL ou AG que julgou o AI, sendo dirigido ao Diretor de Portos e Costas, que o
julgará dentro do prazo de até 30 (trinta) dias, contados da data do seu recebimento
formal na DPC, última instância administrativa; e
VII) 5 (cinco) dias para o pagamento da multa, contados da data do recebimen-
to da notificação, devendo esta ser feita por quem julgou o AI quando decorrido o prazo
para o recurso, sem que o mesmo tenha sido apresentado, ou a partir da ciência do in-
frator da decisão proferida no recurso.
Os prazos computar-se-ão sempre em dias consecutivos, excluindo-se o dia do
começo e incluindo-se o do vencimento;
f) não exigir depósito prévio da multa imposta como condição para o infrator in-
terpor recurso à DPC, nos casos de poluição;
g) caso a multa não seja paga no prazo devido, encaminhar à Procuradoria da
Fazenda Nacional, nos moldes da sistemática descrita nesta norma, os originais do AI
- 5-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
para inscrição na Dívida Ativa da União, após a apreciação do expediente pela Asses-
soria Jurídica da DPC; e
h) é importante que as CP/DL/AG, ao iniciarem o Procedimento Administrativo
para a imposição da multa por infração à Lei no 9.966/2000, verifiquem se aos Agentes
Marítimos foram outorgados poderes pelos proprietários e armadores das embarcações
para representá-los e qual o alcance desta representação, a fim de evitar que, após ini-
ciado o procedimento, os Agentes aleguem que não tinham poderes para agir em nome
dos proprietários ou armadores, não podendo, deste modo, representá-los na esfera
administrativa, nem na esfera judicial, pois em geral o Agente é mero intermediário.

0503 - DA INVESTIGAÇÃO
a) Todo lançamento de óleo, resíduos sólidos e outras substâncias nocivas ou
perigosas proveniente de embarcações, plataformas e suas instalações de apoio, quan-
do houver dúvida sobre sua origem, deve ser criteriosamente investigado com os propó-
sitos de:
1) contribuir para o estudo da adoção de futuras medidas preventivas e corre-
tivas;
2) que seja devidamente informado ao Órgão Ambiental competente, a fim de
tornar possível ação cível de indenização por danos causados ao meio ambiente e a
terceiros; e
3) subsidiar julgamentos de infrações, tanto quanto na interposição de recur-
sos, se necessário for.
As instruções para investigação, coleta de dados e análise da origem do
óleo constam na alínea a), do anexo 5-A desta norma e nos anexos E e F da NORTAM-
09/DPC. Para os demais incidentes devem ser observadas as instruções das alíneas b e
c, do anexo 5-A desta norma.
b) Solicitação do LTA:
Para o derramamento de óleo e/ou derivados:
Solicitar à DPC a elaboração do LTA, por meio de MSG, encaminhando a
documentação prevista na NORTAM-09/DPC.

0504 - DISSEMINAÇÃO DA OCORRÊNCIA DE INCIDENTE DE DESCARGA DE


ÓLEO E OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS OU PERIGOSAS PROVOCADA
POR EMBARCAÇÕES, PLATAFORMAS E SUAS INSTALAÇÕES DE APOIO
Conforme previsto na legislação em vigor e, em particular, na Lei n o 9.966 de 28
de abril de 2000, compete à Autoridade Marítima, por intermédio de seus representan-
tes, a responsabilidade pela prevenção, o controle e a fiscalização da poluição causada
por embarcações, plataformas e suas instalações de apoio por incidente de descarga de
óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas.
De modo a contribuir com uma adequada avaliação dos danos causados por um
incidente de descarga e iniciar as medidas judiciais cabíveis, a cada caso, a CP, DL ou
AG da jurisdição do incidente deverá preencher formulários correspondentes ao tipo de
incidente:
1) para os incidentes com derramamento de substâncias nocivas e perigosas,
deverá utilizar a do anexo 5-B; e
2) para os incidentes com derramamento de óleos e derivados, o formulário de
Comunicação Preliminar do Incidente do anexo E da NORTAM-09/DPC.
No primeiro caso, o formulário deverá ser encaminhado à representação do
IBAMA da jurisdição, por ofício, com cópia para o respectivo Comando do Distrito Naval
e para a DPC.
Nos incidentes de óleo e derivados, o formulário deverá ser encaminhado inici-
almente à DPC (anexo E - NORTAM-09/DPC). Também deverão ser enviados ofícios
- 5-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
com cópias do formulário de Comunicação do Incidente de derramamento de óleo e de-
rivados para o IBAMA Regional, Órgão Ambiental Estadual e Agência Nacional do Pe-
tróleo – ANP (Agência Regional ou Nacional, no caso de não haver a Regional).
As OM deverão, também, disseminar o incidente, conforme previsto na alínea c
do item 3) do anexo 5-A.

0505 - ENCAMINHAMENTO DE RELATÓRIO PARA A ORGANIZAÇÃO MARÍTIMA


INTERNACIONAL (IMO)
A IMO é a agência especializada das Nações Unidas responsável pela seguran-
ça do tráfego marítimo internacional e pela prevenção da poluição do meio ambiente
marinho causada por navios.
A Secretaria Executiva da Comissão Coordenadora da IMO (SEC-IMO) tem a
responsabilidade de enviar relatórios anuais sobre poluição hídrica (óleo e substâncias
nocivas e perigosas) para a IMO (MEPC/CIRC.318). Os dados deste relatório serão co-
lhidos nos formulários elaborados pelas OM correspondentes a cada tipo de incidente:
anexo 5-B desta norma, para substâncias nocivas e perigosas e, anexo E da NORTAM-
09/DPC, para derramamento com óleos. São considerados incidentes da poluição por
óleo, para inclusão neste relatório, aqueles cujos volumes de óleo derramados sejam
iguais ou superiores a 50 (cinquenta) toneladas.

SEÇÃO II

DAS REGRAS SOBRE DESLASTRO DE NAVIOS EM AJB

0506 - DO GERENCIAMENTO DA ÁGUA DE LASTRO DE NAVIOS


A NORMAM-20/DPC estabelece requisitos referentes à prevenção da poluição
por parte das embarcações em AJB, no que tange ao Gerenciamento da Água de
Lastro. A referida norma segue os dispositivos previstos pela Convenção Internacional
sobre Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos de Navios, adotada pela
Organização Marítima Internacional em 13 de fevereiro de 2004. A referida convenção
foi assinada pelo Brasil em 25 de janeiro de 2005, tendo sido aprovada em 15 de março
de 2010, por meio do Decreto Legislativo no 148.
Os principais requisitos da NORMAM-20/DPC são:
a) existência a bordo do Plano de Gerenciamento de Água de Lastro próprio do
navio e devidamente aprovado (item 2.1.1 da NORMAM-20/DPC);
b) preenchimento e envio do Formulário com Informações sobre Água de Lastro,
previsto no anexo B da NORMAM-20/DPC;
c) existência do Certificado Internacional sobre Gestão de Água de Lastro (item
2.1.2 da NORMAM-20/DPC);
d) existência do Livro Registro de Água de Lastro, conforme item 2.1.3 da
NORMAM-20/DPC; e
e) troca ou tratamento da água de lastro, conforme as regras previstas nos itens
2.2.2 e 2.2.3 da NORMAM-20/DPC, e de acordo com as datas estabelecidas no item
2.2.3.4 da NORMAM-20/DPC (no que diz respeito ao tipo de gestão adotada pelo navio,
se troca ou tratamento).
O Certificado Internacional de Gestão de Água de Lastro deverá seguir o
modelo constante do apêndice 4-A-28 da NORMAM-06/DPC, enquanto o Livro Registro
de Água de Lastro deverá conter, pelo menos, os requisitos previstos no anexo 5-C
desta NORTEC, podendo estar escrito em português ou inglês e ser apresentado em
formato eletrônico ou em papel.
Os seguintes tópicos podem ser objeto de verificação pelo Agente da Autoridade
- 5-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
Marítima:
1) no Plano de Gerenciamento da Água de Lastro, verificar qual o sistema de
gestão adotado pela embarcação: se de troca de água, qual o método, e, se em uso de
um Sistema de Gerenciamento de Água de Lastro (Ballast Water Management System –
BWMS), qual o sistema em uso e as informações constantes do Certificado de Tipo
Aprovado;
2) verificar se o Formulário de Água de Lastro (anexo B da NORMAM-
20/DPC) foi corretamente preenchido;
3) verificar a validade do Certificado Internacional de Gestão de Água de
Lastro emitido pela Autoridade competente do Estado de Bandeira, ou, quando for o
caso, do Certificado de Isenção;
4) verificar o Livro Registro de Água de Lastro, quanto aos registros
efetuados;
5) a critério do Agente da Autoridade Marítima, poderão ser coletadas
amostras de água dos tanques de lastro para verificação indicativa da conformidade em
função do sistema de gestão adotado pela embarcação e internacionalmente em vigor; e
6) outros documentos disponíveis, tais como o Diário de Navegação, o Diário
de Máquinas e o Livro de Sondagem Diária de Tanques podem ser requeridos para
coleta de informações complementares.
Nos navios existentes que ainda estejam realizando a troca da água de lastro de
acordo com o calendário de substituição gradual do sistema de gestão do navio (item
2.2.3.4 da NORMAM-20/DPC), os Inspetores Navais, caso decidam coletar amostras de
água de lastro, deverão continuar utilizando o refratômetro para verificação da
salinidade. Salinidades ≥ 33 devem ser consideradas como indicativas da troca
oceânica e, portanto, os navios deverão ser considerados conformes.
Em navios com sistema de tratamento de água de lastro (BWMS), após a
verificação documental, caso existam indícios de descumprimento da Regra D-2 da
Convenção (item 2.2.3 / item 2 do anexo C da NORMAM-20/DPC), parâmetros de
automonitoramento providos pelos próprios sistemas de tratamento poderão ser
verificados. Ao menos os seguintes parâmetros de automonitoramento deverão estar
disponíveis para inspeção:
I) informações gerais: nome do navio, número IMO, fabricante do BWMS e
designação tipo, número de série do BWMS, data de instalação do BWMS no navio,
Capacidade nominal de tratamento do sistema (Treatment Rated Capacity - TRC) e tipo
do tratamento (in-line/in-tank);
II) parâmetros operacionais: todos os parâmetros registrados devem ter
horário marcado (time tagged), se aplicável, modos operacionais do BWMS e quaisquer
modos de transição, incluindo operações de contorno (bypass; como: captação,
descarga, aquecimento, limpeza e início), bomba de lastro em operação (sim/não,
sempre que a informação estiver disponível no navio), vazão de descarga do sistema e
indicação dos tanques envolvidos na operação da água de lastro;
III) coordenadas geográficas sobre as operações de lastro, caso não sejam
gravadas automaticamente, devem constar do Livro de Registro de Água de Lastro;
IV) alertas e indicações do sistema: um resumo com os registros dos
alarmes após cada operação de lastro deve ser gerado automaticamente, se possível;
V) alarmes gerais incluem: paradas automáticas durante a operação,
períodos de manutenção, condição da válvula de contorno (bypass) e das válvulas do
BWMS representando o modo operacional do sistema conforme apropriado; e
VI) alarmes operacionais: sempre que um parâmetro relevante ultrapasse
os valores estabelecidos pela Administração, o sistema deve fornecer um alarme. Além
disso, um alarme deve ser registrado quando uma combinação de parâmetros
relevantes ultrapasse as especificações do sistema, mesmo se cada parâmetro
- 5-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
individual não exceder seu intervalo aprovado. Se um parâmetro de segurança relevante
(segurança para a tripulação, carga e/ou navio) relacionado com o BWMS exceder os
limites aprovados, um alerta/alarme se faz obrigatório (por exemplo, nível de hidrogênio
em ponto(s) de medição apropriado(s)).
Caso ainda existam indícios de descumprimento da Norma (Regra D-2 / item
2.2.3 e item 2 do anexo C da NORMAM-20/DPC) poderão ser coletadas amostras de
água de lastro em pontos especificados no Plano de Gerenciamento de Água de Lastro
do navio. Para análise de tais amostras, equipamentos portáteis para avaliação
indicativa do cumprimento à norma de desempenho deverão ser utilizados. Tais
equipamentos, guardadas as particularidades de cada modelo, fornecem resultados de
abundância (número de organismos por unidade de volume) e risco (baixo ou alto) e são
indicativos do cumprimento à Regra D-2 / item 2.2.3 e item 2 do anexo C da NORMAM-
20/DPC. Contanto que os resultados estejam dentro dos limites previstos de número de
organismos por unidade de volume e as amostras sejam consideradas de baixo risco, a
inspeção deverá ser encerrada. Por outro lado, caso os resultados de abundância
excedam em muito ao previsto na Norma (10 vezes mais) e o equipamento indique risco
alto, a inspeção poderá evoluir para uma análise detalhada (item 2.2.3.3 da NORMAM-
20/DPC).
Contudo, para proceder a uma análise detalhada, que é o último estágio da
inspeção, é necessário que uma equipe de especialistas seja contatada, por meio, por
exemplo, da existência de um convênio com Universidade local, já que o grau de
complexidade envolvido na amostragem e análise nesse estágio é alto e deve ser
realizado por profissionais com expertise no assunto. Nesse estágio, não é esperado
que o Inspetor Naval realize a amostragem/análise da água de lastro do navio.

0507 - DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS PREVISTAS NA LEI No 9.605/1998 E


SEU REGULAMENTO
São aquelas que constituem condutas e/ou atividades lesivas ao meio ambiente,
constantes da Lei no 9.605/1998 e seu regulamento, o Decreto n o 6.514/2008, além
daquelas previstas nos instrumentos internacionais ratificados pelo Brasil.

0508 - DA CONSTATAÇÃO DA INFRAÇÃO


A infração será constatada:
a) no momento em que for praticada ou durante a inspeção; e
b) mediante Procedimento Administrativo.

0509 - COMPETÊNCIA
a) Compete aos Agentes da Autoridade Marítima lavrar autos de infração
ambiental e instaurar processo administrativo; e
b) Compete ao Diretor de Portos e Costas, como REPRESENTANTE DA
AUTORIDADE MARÍTIMA PARA O MEIO AMBIENTE, julgar, em última instância, os
recursos sobre multas aplicadas relativas ao descumprimento da NORMAM-20/DPC.

0510 - DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO


O Processo Administrativo, previsto no Art. 70, parágrafo 4o, da Lei no
9.605/1998, tem como escopo a apuração de fatos que tenham chegado ao
conhecimento da Autoridade Marítima, para a constatação de possíveis infrações e seus
autores, bem como as infrações constatadas em flagrante e durante as inspeções.
O Processo Administrativo previsto nesta Norma será orientado pelos princípios
da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade,
ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência, bem como
pelos critérios mencionados no Art. 95 do Decreto no 6.514, de 22 de julho de 2008.
- 5-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
a) Da Lavratura do Auto de Infração (AI)
1) Constatada a ocorrência de infração administrativa ambiental será lavrado
o competente AI, anexo F da NORMAM-20/DPC, do qual deverá ser dada ciência ao
autuado, assegurando-se o contraditório e a ampla defesa;
2) O AI deverá ser assinado pelo infrator, preposto ou representante legal.
Caso o Infrator se recuse a assinar, o fato será tomado a termo na presença de duas
testemunhas (Art. 96 parágrafo 2o do Decreto no 6.514/2008); caso não saiba assinar, o
AI será tomado a rogo; e
3) Os prazos citados neste Capítulo computar-se-ão sempre em dias
consecutivos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do vencimento.
b) Da Defesa e do Julgamento
1) Em primeira instância, o autuado poderá oferecer defesa contra o Auto de
Infração à CP, DL ou AG que lavrou o mesmo, dentro do prazo de até 20 (vinte) dias
contados da data em que o autuado tomou ciência da autuação;
2) A defesa será formulada por escrito e deverá conter os fatos e
fundamentos jurídicos que contrariem o disposto no AI e termos que o acompanham,
bem como a especificação das provas que o autuado pretende produzir a seu favor,
devidamente justificadas;
3) O autuado poderá ser representado por advogado ou procurador
legalmente constituído, devendo, para tanto, anexar à defesa o respectivo instrumento
de procuração, podendo requerer o prazo de até dez dias para a sua juntada;
4) A defesa não será conhecida quando apresentada:
I) fora do prazo;
II) por quem não seja legitimado; ou
III) perante órgão incompetente.
5) Ao autuado caberá a prova dos fatos que tenha alegado podendo a
autoridade julgadora requisitar a produção de provas necessárias à sua convicção;
6) Oferecida ou não a defesa, a autoridade competente terá prazo de trinta
dias para julgar o auto de infração, contados da data da sua lavratura, decidindo sobre a
aplicação das penalidades;
7) A inobservância do prazo para o julgamento não torna nula a decisão da
autoridade julgadora e o processo; e
8) Julgado o AI, o autuado será notificado por via postal com aviso de
recebimento ou qualquer outro meio válido que assegure a certeza de sua ciência para
pagar a multa no prazo de 5 (cinco) dias, a partir do recebimento da notificação, ou para
apresentar recurso.
c) Do Recurso
1) Caso não tenha sido julgada procedente a defesa ou o infrator não
concorde com a penalidade imposta, poderá, sem necessidade do pagamento da multa,
recorrer da decisão, através de recurso interposto junto à CP, DL ou AG que o julgou, e
dirigido ao Diretor de Portos e Costas (DPC), em última instância;
2) O referido recurso deverá ser interposto dentro do prazo de até 20 (vinte)
dias, contados da data em que o infrator tomar ciência do julgamento;
3) recurso de qualquer natureza será dirigido à autoridade que proferiu a
decisão, a qual, se não a reconsiderar no prazo de 5 (cinco) dias, o encaminhará à
autoridade superior (Art. 56 da Lei no 9.784/99);
4) O DPC disporá de 30 (trinta) dias para proferir sua decisão, devidamente
fundamentada, a partir da data de recebimento do recurso;
5) O recurso não será conhecido quando interposto:
I) fora do prazo;
II) perante órgão ambiental ou autoridade incompetente; ou
- 5-7 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
III) por quem não seja legitimado; e
6) em caso de recurso interposto contra a decisão em procedimento
administrativo, relativo a outros dispositivos legais que não a Lei n o 9.605/1998, deverão
ser observadas as instâncias recursais e os prazos dispostos nos respectivos
dispositivos.
d) Da Aplicação de Penalidades
1) As infrações administrativas são punidas com a sanção de multa simples;
2) Se o infrator cometer, simultaneamente, duas ou mais infrações, ser-lhe-ão
aplicadas, cumulativamente, as sanções a elas cominadas;
3) A multa simples será aplicada ao infrator:
I) por irregularidades que tenham sido praticadas; e
II) quando opuser embaraço à fiscalização dos Agentes da Autoridade
Marítima.
4) A multa terá por base o objeto jurídico lesado;
5) O valor da multa será estipulado de acordo com o Decreto n o 6.514/2008;
6) O Agente da Autoridade Marítima, ao lavrar o AI, deverá observar:
I) a gravidade dos fatos, tendo em vista os motivos da infração e suas
consequências para a saúde pública e para o meio ambiente;
II) os antecedentes do infrator, quanto ao cumprimento da legislação de
interesse ambiental; e
III) a situação econômica do infrator;
7) O Agente da Autoridade Marítima ao analisar o recurso poderá, de Ofício
ou mediante provocação, independentemente do recolhimento da multa aplicada,
manter ou minorar o seu valor, respeitados os limites estabelecidos nos itens infringidos,
observando as disposições anteriores, ou, ainda, anular o auto, se houver ilegalidade ou
revogá-lo, segundo critérios de conveniência e oportunidade;
8) O Agente da Autoridade Marítima, ao analisar o processo administrativo de
AI, observará, no que couber, o disposto nos Art. 14 e 15 da Lei no 9.605, de 12 de
fevereiro de 1998; e
9) O cometimento de nova infração ambiental pelo mesmo infrator, no período
de cinco anos, contados da lavratura do auto de infração anterior, implica em:
I) aplicação da multa em triplo, no caso de cometimento da mesma
infração; ou
II) aplicação da multa em dobro, no caso de cometimento de infração
distinta.

0511 - DO PAGAMENTO DA MULTA


A multa deverá ser paga dentro do prazo de 5 (cinco) dias, contados da data do
recebimento da notificação para pagamento. A notificação deverá ser feita por quem
julgou o AI, quando decorrido o prazo para interposição do recurso sem que o mesmo
tenha sido apresentado, ou a partir da ciência do infrator da decisão proferida no recurso
interposto.

0512 - DA INSCRIÇÃO NA DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO


O não pagamento de multa imposta implicará a inscrição do infrator na Dívida
Ativa da União, devendo as Capitanias, Delegacias e Agências enviarem cópia integral
do processo administrativo à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

0513 - CASOS OMISSOS


Os casos omissos ou não previstos serão resolvidos pela DPC.

- 5-8 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
CAPÍTULO 6

PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO DE MILITARES DAS CP/DL/AG PARA


CONDUÇÃO DE EMBARCAÇÃO DO TIPO LAEP-7, LAEP-10, ECSR E SIMILARES
E MOTO AQUÁTICA ORGÂNICA

0601 - PROPÓSITO
Estabelecer diretrizes para a realização do programa de qualificação de
militares para a condução de embarcação do tipo Lancha de Apoio ao Ensino e de
Patrulha (LAEP-7 e LAEP-10), Embarcação de Casco Semirrígido (ECSR) e similares,
e motos aquáticas orgânicas.

0602 - INTRODUÇÃO
O programa de qualificação tem como propósito transmitir ao militar
selecionado pela CP/DL/AG os conhecimentos necessários para a condução segura de
embarcações do tipo LAEP-7, LAEP-10, ECSR e similares, e moto aquática, visando à
realização de Inspeção Naval, e não pretere aqueles já existentes nos Comandos de
Distritos Navais cumpridos por suas OM subordinadas.
Ao término do programa de qualificação, o militar deverá, também, estar
capacitado para realizar operações de salvamento e resgate de vítimas e o seu
translado para um local seguro.

0603 - PRÉ-REQUISITOS
a) Instrutor
O militar designado pelo titular da CP/DL/AG como instrutor do programa de
qualificação para a condução de embarcação mecânica do tipo LAEP-7, LAEP-10,
ECSR e similares, e moto aquática deverá ser o mais experiente e, obrigatoriamente, já
qualificado por Ordem de Serviço nesses tipos de embarcações.
b) Aluno
O militar da CP/DL/AG selecionado para o programa de qualificação deve
ser, preferencialmente, especializado em Segurança do Tráfego Aquaviário (SQ) ou
Manobras e Reparo (MR) e possuir conhecimento curricular prévio sobre:
- RIPEAM;
- Primeiros-socorros;
- Sobrevivência no mar e águas interiores;
- Noções de comunicações, equipamentos, procedimentos e frequência de
socorro;
- Manobra de embarcações; e
- Navegação.
Após a sua qualificação, a CP/DL/AG fará constar em Ordem de Serviço
específica a habilitação dos militares na condução da embarcação, devendo lançar
esse documento em seus assentamentos, e emitirá uma Carteira de Habilitação de
Amador (CHA) na categoria de Arrais Amador (ARA), para a condução de embarcações
do tipo LAEP-7, LAEP-10, ECSR e similares, ou CHA na categoria de motonauta (MTA),
para a condução de moto aquática.
Nota: Os Praças especializados em Segurança do Tráfego Aquaviário (SQ)
ao término do curso no CIAA fazem jus ao recebimento da CHA na categoria de ARA.

0604 - ASSUNTOS DO PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO


Durante a realização do programa de qualificação, os seguintes assuntos
deverão ser abordados pelo instrutor:

- 6-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
a) para a qualificação na condução de embarcação do tipo LAEP-7, LAEP-10,
ECSR e similares, existentes na CP/DL/AG:
1) principais características;
2) familiarização dos:
- equipamentos usados nas manobras da embarcação: âncoras (ferro),
amarras; espias, boças, cabeços e outros;
- transceptores de VHF e HF;
- ecobatímetro, GPS, radar e agulha magnética;
- componentes básicos dos motores de centro e de popa. Propulsores
com rabeta, eixo e pé-de-galinha e jato d’água;
- sistemas de governo e controle da propulsão;
- sistemas de partida, lubrificação, combustível, resfriamento e elétrico.
Principais avarias, causas e reparos;
- procedimentos básicos de manutenção, abastecimento e operação.
Providências a tomar antes de suspender e após a atracação, conforme Norma
Técnica (NORTEC-43/DPC);
- procedimentos para navegação previstos na NORTEC-43/DPC;
- cumprimento da lista de verificação para suspender previsto na
NORTEC-43/DPC;
- documentos e cartas náuticas da área de jurisdição; e
- informações meteorológicas, meteoromarinha e a carta sinótica da área
de jurisdição; e
3) programa de treinamento:
- suspender, atracar, pegar a boia e fundear (mínimo de 3 horas de aula
prática diurna e 1 hora noturna);
- navegação em águas restritas e familiarização das áreas de navegação
da jurisdição (mínimo de 6 horas diurnas e 2 horas noturnas);
- plotar derrotas em cartas náuticas da área de jurisdição;
- navegação em baixa visibilidade (mínimo de 1 hora);
- exercícios práticos de RIPEAM;
- abordagem para Inspeção Naval (participar, no mínimo, de 3 ações
programadas de IN);
- execução de padrões básicos de busca (mínimo de 2 horas);
- navegação em área de arrebentação (mínimo de 1 hora);
- recolhimento de pessoa na água (mínimo de 1 hora); e
- reboque de embarcações miúdas pela popa e través (mínimo de 1 hora).

b) para a qualificação na condução de moto aquática:


1) fundamentos teóricos:
- características gerais;
- propulsão;
- governo; e
- motor; e
2) programa de treinamento:
- inspeção da moto aquática antes do uso;
- verificação e inspeção de acessórios e itens de segurança;
- verificação do funcionamento da moto aquática;
- adaptação à moto aquática na água;
- reembarque na moto aquática após queda na água;
- reconhecimento do balizamento e sinais de navegação;
- prática em circuitos (circular, oval, “oito” e “slalom”);
- prática de RIPEAM;
- 6-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
- fundeio e atracação;
- manobra de aproximação a objeto flutuante;
- resgate de banhista/náufrago;
- procedimento de saída a partir de praia;
- procedimento para desemborcar moto aquática;
- procedimentos para abordagem em Inspeção Naval; e
- inspeção da moto aquática após o uso.

O anexo 6-A apresenta uma sugestão de programa de treinamento para moto


aquática.

- 6-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
CAPÍTULO 7

DA VERIFICAÇÃO DA NOTA DE ENTREGA DE ÓLEOS COMBUSTÍVEIS MARÍTI-


MOS DE ACORDO COM AS REGRAS 14 e 18 DO ANEXO VI1

0701 - DISPOSIÇÕES GERAIS


A verificação do cumprimento das Regras 14 e 18 do anexo VI da Convenção
MARPOL, no que diz respeito ao teor de enxofre de qualquer óleo combustível existen-
te a bordo de navios, não deverá ultrapassar 0,50% m/m (percentagem da massa de
SOx presente em toda a massa da amostra de óleo combustível), a não ser que seja
transportado como carga, devendo seguir as disposições previstas no presente Capítu-
lo.

0702 - NOTA DE ENTREGA DE COMBUSTÍVEL


O teor de enxofre de qualquer óleo combustível utilizado a bordo de navios não
deverá ultrapassar 0,50% m/m a partir de 1o de janeiro de 2020.

A nota de entrega do combustível, elaborada pelo fornecedor e entregue a todo


navio sujeito às Regras 5 e 6 do anexo VI da MARPOL, deverá conter, ao menos, as
seguintes informações:
1) nome e número IMO do navio recebedor;
2) porto;
3) data de início da entrega;
4) nome, endereço e telefone do fornecedor de óleo combustível marítimo;
5) nome do(s) produto(s);
6) quantidade em toneladas métricas;
7) densidade a 15oC, kg/m³ (conforme ISO 3765:1993 ou ISO 12185:1996);
8) teor de enxofre (% m/m) (conforme ISO 8454:2003); e
9) uma declaração assinada e certificada pelo representante do fornecedor do
óleo combustível marítimo de que o óleo combustível está de acordo com o subpará-
grafo aplicável da Regra 14.1 ou 14.4 e da Regra 18.3 do anexo VI da MARPOL 73/78.

0703 - INSPEÇÃO DAS NOTAS DE ENTREGA DE COMBUSTÍVEL


a) A nota de entrega do combustível para consumo do navio deverá ser mantida
a bordo do navio prontamente disponível para inspeção por um período de três anos
após o óleo combustível ter sido entregue2;
b) A autoridade competente da Administração pode inspecionar as notas de en-
trega do combustível para consumo enquanto o navio estiver em seu porto ou em seu
terminal ao largo (offshore);
c) A autoridade competente pode também verificar o conteúdo de cada nota,
consultando o porto em que ela foi emitida; e
d) A inspeção das notas de entrega do combustível para consumo do navio e a
retirada de cópias certificadas, pelo Comandante ou pessoa encarregada do navio, de-
verão ser feitas o mais rapidamente possível, sem causar atraso indevido ao navio.

1
Regras para a Prevenção da Poluição do Ar por Navios da Convenção MARPOL: Óxidos de Enxofre (SOx) e Ma-
téria sob a Forma de Partículas e Disponibilidade e Qualidade do Óleo Combustível.

2
Formas alternativas de documentação para navios com AB≥400, dependendo da programação/escalas dos navi-
os, poderão ser acordadas pelos Estados afetados, desde que ofereçam as mesmas possibilidades de verificação
do cumprimento do dispositivo.
- 7-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
Uma amostra representativa do óleo combustível vedada e assinada pelo repre-
sentante do fornecedor e pelo Comandante, ou pela pessoa encarregada das opera-
ções com o combustível para consumo do navio, deve ser entregue junto à nota de en-
trega do combustível. A amostra deve ser mantida a bordo sob o controle do navio até
que o óleo combustível tenha sido significativamente consumido, mas, em qualquer
caso, por um período não inferior a 12 meses. A critério da Administração, a amostra
poderá ser analisada de acordo com o procedimento de verificação apresentado no
anexo 7-A. A quantidade de óleo combustível da amostra representativa deverá ser
suficiente para a realização dos testes requeridos, não podendo ser inferior a 400 ml,
conforme “Diretrizes para Retirada de Amostras de Óleo Combustível para Verificação
do Cumprimento do Disposto no anexo VI da MARPOL 73/78”³.

0704 - ÓLEO COMBUSTÍVEL EM DESACORDO COM AS ESPECIFICAÇÕES DO


ANEXO VI DA CONVENÇÃO MARPOL
Caso existam indícios de descumprimento das normas relativas ao óleo combus-
tível por parte do navio, a Administração pode exigir que o navio:
1) apresente um registro das medidas tomadas para atender às regras do anexo
VI da Convenção MARPOL; e
2) forneça provas de que tentou adquirir um óleo combustível que atendesse ao
disposto no anexo VI da Convenção MARPOL de acordo com o seu plano de viagem, e
que tentou localizar fontes alternativas daquele óleo combustível, mas, apesar dos es-
forços para obter um óleo combustível que atendesse ao disposto, o mesmo não esta-
va disponível para compra.
O navio deverá notificar a sua Administração e as autoridades competentes do
porto de destino quando não puder adquirir um óleo combustível que atenda ao dispos-
to no anexo VI, denominada como “Fuel Oil Non-Avaiability Report – FONAR”. O FO-
NAR deve ser usado como evidência de que o navio não conseguiu obter óleo combus-
tível compatível com as exigências do anexo VI e deve ser mantido a bordo do navio
para inspeções por, pelo menos, 36 meses3.

0705 - OBRIGAÇÕES DAS PARTES/ADMINISTRAÇÕES


Com relação às inspeções do Estado do Porto, as Administrações se comprome-
tem a:
1) informar à Parte, ou não Parte, sob cuja jurisdição foi emitida uma nota de
entrega do combustível para consumo do navio, os casos de entrega de um óleo com-
bustível que não atenda às exigências do anexo VI; e
2) garantir que sejam tomadas as medidas corretivas para fazer com que o óleo
combustível que se verificou “não conforme” venha a atender às exigências do anexo
VI da MARPOL.
Outras ações poderão ser adotadas pela Administração sob a qual se encontra o
navio inspecionado, conforme previsto nos seguintes instrumentos: MEPC.320(74);
MEPC.321(74) e MEPC.1/Circ.881.

3
Apêndice I da MEPC.320(74): 2019 Guidelines for consistent implementation of the 0,5% sulphur limit under MAR-
POL Annex VI.
- 7-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
ANEXO 1-A
AUTORIDADE MARÍTIMA
ORGANOGRAMA DA ESTRUTURA DA
COMANDANTE DA MARINHA
AUTORIDADE MARÍTIMA

ASSESSOR DA AM

CEMA

RAM
RAM • ORGANISMOS INTERNACIONAIS RAM
SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO
E O MEIO AMBIENTE • INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA ANTÁRTICA E RECURSOS DO MAR
RAM MARINHA RAM RAM
• BENS SUBMERSOS SECIRM
DGN CON

CEMA DPC DHN DN

DHN

RAM SEGURANÇA DO TRÁFEGO


AQUAVIÁRIO
GER. DE DESENV.
DPC DN

RAM AGENTES
MEIO AMBIENTE
GER. DE DESENV. DA AM
DPC DN

RAM
MARINHA MERCANTE

DPC

RAM
SOCORRO E SALVAMENTO

DN
- 1-A-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 5
ANEXO 1-B
SISTEMA DE SEGURANÇA DA NAVEGAÇÃO E MEIO AMBIENTE

TM GCM
AUTORIDADE MARÍTIMA BRASILEIRA
PEM COMANDANTE DA MARINHA CJACM

ASSESSOR DA AUTORIDADE MARÍTIMA


CEMA
CCA-IMO

RAM SEG. DA NAVEGAÇÃO COMCONTRAM


E O MEIO AMBIENTE
GTI FÓRUM
DGN CON SALVAMAR CONSULTIVO
BRASIL

RAM SEG. DO TRÁFEGO AQUAVIÁRIO RAM SEG. DO TRÁFEGO AQUAVIÁRIO RAM SEG. DO TRÁFEGO AQUAVIÁRIO
DPC DHN DN

SEC-IMO

DL
OUTRAS OM CP/CF
ENVOLVIDAS STA AG
SSN
FORÇAS E NAVIOS
SUBORDINADOS E/OU
POSTOS À DISPOSIÇÃO

AGENTES DA AM
- 1-B-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 5
ANEXO 1-C

NORMAS BÁSICAS PARA CONDUTA DOS INSPETORES NAVAIS DURANTE A


REALIZAÇÃO DE INSPEÇÕES

Objetivo

O objetivo destas Normas é auxiliar os Inspetores Navais a conduzirem suas


inspeções/perícias no mais alto nível profissional.

Princípios Fundamentais das Normas

Integridade - é o estado de resistência moral, honestidade e imunidade a influências


corruptivas.

Profissionalismo - é por em prática consagrados padrões de conduta e conhecimento


técnico.

Transparência - implica em franqueza e em executar as tarefas com responsabilidade.

Estas Normas encerram uma série de ações e comportamento esperados dos IN na


aplicação destes princípios.

Nada nestas Normas dispensará os Inspetores Navais da obediência aos princípios e


regras das Resoluções A.787(19) e A.882(21) da IMO, do Acordo de Viña del Mar e da
aplicação das leis e normas nacionais.

AÇÕES E COMPORTAMENTO DOS IN

O Inspetor Naval deve usar seu julgamento profissional no cumprimento de suas


atribuições, portando-se e conduzindo-se em consonância com os ítens abaixo:

Respeito

1 - Lembrar que um navio é um lar, bem como, um local de trabalho para o pessoal de
bordo. Evitar incômodos desnecessários ao descanso e à privacidade da tripulação.

2 - Estar atento a regras e costumes referentes à nacionalidade do pessoal de bordo.

3 - Não ser preconceituoso em relação à raça, religião ou nacionalidade da tripulação


quando tomar decisões; e tratar todo pessoal a bordo com respeito.

4 - Respeitar a autoridade do Comandante ou de seu Representante/Substituto.

5 - Ser polido, mas profissional e firme como requerido.

6 - Nunca adotar postura ameaçadora, arrogante ou ditatorial, ou usar linguagem que


possa causar ofensa.

7 - Ter sempre a expectativa de ser tratado com cortesia e respeito.

Condução da Inspeção/Perícia

8- Observar todas as regras de segurança do navio e de sua Administração, usando


vestimenta adequada e Equipamento de Proteção Individual (EPI).

- 1-C-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 1-C

9- Observar todas as regras de proteção do navio e aguardar para ser


acompanhado, por pessoal responsável, em seus movimentos a bordo.

10 - Apresentar seu Cartão de Identificação ao Comandante ou seu Representante ao


entrar a bordo.

11 - Explicar a razão da Inspeção/Perícia – entretanto, se a Inspeção/Perícia for


decorrente de uma denúncia, não revelar a identidade da pessoa (Física/Jurídica)
que fez a denúncia.

12 - Aplicar os Procedimentos para o PSC , as Regras das Convenções e as Leis e


Normas nacionais de forma consistente e profissional e interpretá-las
pragmaticamente, quando necessário.

13 - Não tentar induzir a tripulação a erros; por exemplo, pedindo para realizar algum
procedimento que contrarie as Convenções.

14 - Solicitar à tripulação que demonstre o funcionamento de equipamentos e


atividades operacionais, com exercícios, e não assumir a realização de testes.

15 - Procurar aconselhar-se quando sentir-se inseguro na observância de alguma


Regra, em especial quando implicar em decisão; por exemplo, consultando
colegas, publicações, Administração da Bandeira, Organização Reconhecida.

16 - Explicar claramente ao Comandante as pendências verificadas na


Inspeção/Perícia e as ações corretivas requeridas e assegurar-se de que o
Relatório de Inspeção/Perícia foi completamente entendido.

Divergências

17 - Com relação a qualquer abordagem em discordância com a condução ou


pendências da Inspeção/Perícia, dialogar com tranqüilidade e pacientemente.

Imparcialidade

18 - Ser independente, não tendo qualquer envolvimento comercial nos portos e com
companhias que forneçam serviços a esses portos.

19 - Ser livre para tomar decisões baseadas nas constatações de suas


inspeções/perícias e não em quaisquer considerações comerciais do porto.

20 - Recusar, polidamente, a oferta de presentes e realizar refeições a bordo, somente


em situações oportunas.

21 - Recusar, com firmeza, qualquer tentativa de suborno e relatar à Autoridade


Marítima casos de ofensa/grosseria.

Atualização de Conhecimentos

22 - Atualizar seus conhecimentos técnicos regularmente.

- 1-C-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 1-D
MARINHA DO BRASIL
DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS

ADESTRAMENTO PARA INSPETORES NAVAIS NÍVEL 2 E 3

SINOPSE GERAL

DURAÇÃO MÁXIMA: 18 HORAS

1 - PROPÓSITO
Habilitar os oficiais e as praças componentes das CP/DL/AG e das tripulações dos
Navios da MB para executarem as funções de Inspetores Navais Nível 2 e 3, conforme
estabelecido nesta norma.

2 - DIRETRIZES

A) QUANTO À OPERACIONALIZAÇÃO
a) O adestramento será ministrado pelos Inspetores Navais Nível 1 ou Nível 2
mais experientes das CP/DL/AG da área de jurisdição do respectivo Comando de
Distrito Naval;
b) Os oficiais e as praças, após o término do adestramento teórico, deverão
participar de ações práticas de Inspeção Naval (IN), juntamente com os Inspetores
Navais Nível 1 ou Nível 2 mais experientes; e
c) Esta Sinopse poderá ser adaptada/adequada pelos ComDN tendo em vista
as especificidades da suas áreas de jurisdição.

B) QUANTO ÀS TÉCNICAS DE ENSINO


O adestramento deverá ser desenvolvido por meio das técnicas abaixo
relacionadas:
a) aula expositiva;
b) estudo de caso;
c) demonstração prática; e
d) aula prática, decorrente de uma ação de IN.

C) QUANTO ÀS ATIVIDADES EXTRACLASSE


a) Visitas às OM do SSTA; e
b) Ação prática de IN.

3 - CONTEÚDOS E CARGAS HORÁRIAS

A) LESTA/RLESTA - 45 minutos
I) Abrangência da Lei (Art. 1º);
II) Conceitos e definições (Art. 2º);
III) Competência da Autoridade Marítima (Art. 3°);
IV) Situações envolvendo embarcações estrangeiras (Art. 5°);
V) Medidas administrativas (Art. 16); e
VI) Infrações e Penalidades (RLESTA - Seções I e II do Capítulo IV).

B) PORTARIA 156/MB/2004 - 15 minutos


I) Estrutura da Autoridade Marítima (Organograma da Estrutura da AM); e

- 1-D-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
ANEXO 1-D
II) Atribuições do representante da Autoridade Marítima responsável pela
execução da IN (Anexo H da Portaria nº 156/MB/2004).

C) NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA (NORMAM)


a) NORMAM-01/DPC - 1 hora
I) Propósito da Norma;
II) Tripulações de Segurança para embarcações empregadas na
navegação em mar aberto (Cap. 1):
 Aplicação;
 Embarcações isentas do Cartão de Tripulação de Segurança (CTS);
 Validade do CTS; e
 Apresentação de um modelo de CTS;
III) Definições (Cap 2 e 3):
 Navegação em Mar Aberto: de longo curso, de cabotagem e de
apoio marítimo;
 Embarcações miúdas, de carga, de passageiros, de pesca, tanque,
flotel, flutuante, rebocador e/ou empurrador, SOLAS e NÃO SOLAS;
IV) Apresentação de Título de Inscrição de Embarcações - TIE (Cap 2);
V) Apresentação de Título de Inscrição de Embarcações Miúdas - TIEM
(Cap 2);
VI) Documento Provisório de Propriedade - DPP (Cap 2);
VII) Apresentação de Provisão de Registro de Propriedade Marítima -
PRPM (Cap 2);
VIII) Apresentação e obrigatoriedade de Seguro - DPEM (Cap 2);
IX) Classificação de material de segurança (Cap 4);
X) Marcação nos equipamentos salva-vidas (Cap 4);
XI) Coletes salva-vidas (Cap 4);
XII) Bóias salva-vidas (Cap 4);
XIII) Equipamentos de navegação (Cap 4);
XIV) Luzes de Navegação (Cap 4);
XV) Publicações (Cap 4);
XVI) Quadros (Cap 4);
XVII) Dotação de extintor de incêndio (Cap 4);
XVIII) Bombas de incêndio e esgoto (Cap 4);
XIX) Apresentação de Certificado Nacional de Borda-livre - aplicação,
isenção e validade (Cap 7);
XX) Apresentação e aplicação do Certificado de Arqueação (Cap 8);
XXI) Apresentação e aplicação do Certificado de Segurança da
Navegação - CSN (Cap 10); e
XXII) Apresentação do Termo de Responsabilidade para embarcações
isentas de CSN (Cap 10).

b) NORMAM-02/DPC - 1 hora
I) Propósito da Norma;
II) Tripulações de Segurança para embarcações empregadas na
navegação interior (Cap. 1):
 Aplicação;
 Embarcações isentas do Cartão de Tripulação de Segurança (CTS);
 Validade do CTS; e
 Apresentação de um modelo de CTS;
III) Definições (Cap 2 e 3):
 Navegação Interior e de Apoio Portuário; e
- 1-D-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
ANEXO 1-D
 Embarcações miúdas, de carga, de passageiros, de pesca, tanque,
flotel, flutuante, rebocador e/ou empurrador;
IV) Apresentação de Título de Inscrição de Embarcações - TIE (Cap 2);
V) Apresentação de Título de Inscrição de Embarcações Miúdas - TIEM
(Cap 2);
VI) Documento Provisório de Propriedade - DPP (Cap 2);
VII) Apresentação de Provisão de Registro de Propriedade Marítima -
PRPM (Cap 2);
VIII) Apresentação e obrigatoriedade de Seguro - DPEM (Cap 2);
IX) Classificação de material de segurança (Cap 4);
X) Marcação nos equipamentos salva-vidas (Cap 4);
XI) Coletes salva-vidas (Cap 4);
XII) Bóias salva-vidas (Cap 4);
XIII) Equipamentos de navegação (Cap 4);
XIV) Luzes de Navegação (Cap 4);
XV) Publicações (Cap 4);
XVI) Quadros (Cap 4);
XVII) Dotação de extintor de incêndio (Cap 4);
XVIII) Bombas de incêndio e esgoto (Cap 4);
XIX) Apresentação de Certificado Nacional de Borda-livre - aplicação,
isenção e validade (Cap 6);
XX) Apresentação e aplicação do Certificado de Arqueação (Cap 7);
XXI) Apresentação e aplicação do Certificado de Segurança da
Navegação - CSN (Cap 8); e
XXII) Apresentação do Termo de Responsabilidade para embarcações
isentas de CSN (Cap 8).

c) NORMAM-03/DPC - 1 hora
I) Propósito da Norma;
II) Apresentação das áreas de navegação (Cap 1);
III) Apresentação das áreas de segurança para a navegação (Cap 1);
IV) Apresentação de Título de Inscrição de Embarcações - TIE (Cap 2);
V) Apresentação de Título de Inscrição de Embarcações Miúdas - TIEM
(Cap 2);
VI) Documento Provisório de Propriedade - DPP (Cap 2);
VII) Apresentação de Provisão de Registro de Propriedade Marítima -
PRPM (Cap 2);
VIII) Apresentação e obrigatoriedade de Seguro DPEM (Cap 2);
IX) Dotação de material de navegação e segurança para embarcações de
esporte e/ou recreio (Seção IV do Cap 4);
X) Categorias de Amadores e seus respectivos limites de áreas de
navegação (Cap 5); e
XI) Apresentação da Carteira de Habilitação de Amador (CHA).

d) NORMAM-04/DPC - 1 hora
I) Propósito da Norma (Cap 1);
II) Inscrição Temporária (Cap 1);
III) Apresentação do Atestado de Inscrição Temporária - AIT (Cap 1);
IV) Dispensa de Inscrição Temporária (Cap 1); e
V) Apresentação da lista de navios estrangeiros autorizados a operarem
nas AJB (página da DPC internet/intranet).

- 1-D-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
ANEXO 1-D

e) NORMAM E NORTEC-07/DPC - 3 horas


I) Propósito das Normas;
II) Apresentação do conceito de Inspeção Naval (Cap 1 da NORMAM-
07/DPC);
III) Competência para executar a Inspeção Naval (Cap 1 da NORTEC-
07/DPC);
IV) Níveis dos Inspetores Navais (Cap 1 da NORTEC-07/DPC);
V) Natureza da atividade de Inspeção Naval (Cap 2 da NORTEC-
07/DPC);
VI) Abordagem, visita e inspeção de embarcações (devem ser citados, no
que couber, os procedimentos aplicáveis para o caso específico de IN realizada por
Inspetor Naval Nível 3, com navios no mar - Cap 2 da NORTEC-07/DPC);
VII) Procedimentos da equipe de IN ao se defrontar com situações
adversas (Cap 2 da NORTEC-07/DPC e procedimentos complementares dos ComDN);
VIII) Execução da IN por navio escoteiro ou Forças Navais (Cap 2 da
NORTEC-07/DPC);
IX) Apresentação e preenchimento da Notificação de Comparecimento à
CP, DL e AG (Cap 4 e Anexo 4-A da NORTEC-07/DPC);
X) Procedimentos para retenção e apreensão de embarcações (Cap 4 da
NORTEC-07/DPC);
XI) Apresentação e preenchimento de Auto de Apreensão (Cap 4 da
NORTEC-07/DPC);
XII) Apresentação das regras de conduta do Inspetor Naval quando do
momento da aferição do nível de alcoolemia do condutor de uma embarcação, de
acordo com o Anexo 4-U da NORTEC-07/DPC e do modo de utilização do etilômetro
(Cap 4 da NORTEC-07/DPC); e
XIII) Procedimentos sobre lançamento de óleo e outras substâncias
nocivas ou perigosas em águas sob jurisdição nacional (Cap 5 da NORTEC-07/DPC,
especial atenção para os procedimentos práticos quando da coleta de óleo).

f) NORMAM-08/DPC - 1 hora
I) Propósito da Norma; e
II) Parte de Entrada, Despacho, Passe de Saída e Parte de Saída (Cap 2).

g) NORMAM-13/DPC - 1 hora
I) Propósito da Norma;
II) Grupos, Seções e Categorias dos Aquaviários (Cap 2);
III) Estabelecimento das categorias dos grupos dos aquaviários e
capacitação para condução das embarcações e dos limites das áreas de navegação
(Anexo 2-A);
IV) Rol de Equipagem e Rol Portuário (Cap 2); e
V) Apresentação da Caderneta de Inscrição e Registro (CIR).

h) NORMAS E PROCEDIMENTOS DAS CAPITANIAS (NPCP/NPCF) -


1 hora
Apresentação das principais informações contidas nas NPCP/NPCF das
CP das áreas de jurisdição dos ComDN, que podem ser úteis na execução da IN.

4 - PRÁTICA DE INSPEÇÃO NAVAL - 7 horas


Ação prática de inspeção naval em embarcação da CP, DL ou AG.

- 1-D-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
ANEXO 1-D
5 - LISTA DE VERIFICAÇÃO
Esta Sinopse é acompanhada de uma Lista de Verificação, que consiste de uma
relação mínima de documentação e de material a ser verificado pelo Inspetor Naval
Nível 3 na atividade de Inspeção Naval, não esgotando a necessidade de consulta às
NORMAM, conforme o caso.

- 1-D-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
APÊNDICE I AO ANEXO 1-D

LISTA DE VERIFICAÇÃO BÁSICA

NOTA: Aplicável a diversos tipos de embarcações. Trata-se de uma sugestão de itens


mínimos a serem verificados pelas CP/DL/AG podendo se complementado ou
adaptado. Deve ser continuamente atualizado de acordo com as revisões e
alterações das NORMAM/DPC, que são as referências oficiais para a realização
de inspeções navais.

1. DOCUMENTOS:

1.1 Navegação em mar aberto (Cap 4 da NORMAM-01):

Embarcações Documentos

 Provisão de Registro de Propriedade Marítima - PRPM (maior


que 100 AB), Título de Inscrição de Embarcação - TIE (menor ou
igual a 100 AB) ou Título de Inscrição de Embarcação Miúda
 Todas. (TIEM);
 Apólice de seguro obrigatório (DPEM) em vigor;
(1)
 Cartão de Tripulação de Segurança (CTS) ;
(2)
 Certificado de Borda Livre (internacional ou nacional) ; e
(3)
 Certificado de Arqueação (internacional ou nacional) .
 Embarcações NÃO SOLAS com AB ≥ 50;
 Embarcações de transporte de passageiros,
passageiros e carga, turismo e diversão com AB
> 20;
 Rebocadores ou empurradores com AB > 20; e  Certificado de Segurança da Navegação (CSN).
 Embarcações de transporte a granel de líquidos
combustíveis, gases liquefeitos inflamáveis,
substâncias químicas perigosas ou mercadorias
de risco similares com AB > 20.

 Embarcações dispensadas de portar o Certificado  Termo de Responsabilidade de Segurança da Navegação.


de Segurança da Navegação.
Notas:
(1) As embarcações com AB < 10 estão dispensadas de manter a bordo esse documento.
(2) As embarcações com AB < 50; as com comprimento de regra (L) < 20 m; as destinadas exclusivamente a esporte e/ou
recreio e os navios de guerra estão dispensadas desse documento.
(3) As embarcações miúdas, as com comprimento < 24 m, as destinadas exclusivamente a esporte e/ou recreio, e os
navios de guerra estão dispensados desse documento.

1.2 Navegação interior (CAP 4 da NORMAM-02):

Embarcações Documentos

 Provisão de Registro de Propriedade Marítima - PRPM (maior


que 100 AB), Título de Inscrição de Embarcação - TIE (menor ou
igual a 100 AB) ou Título de Inscrição de Embarcação Miúda
 Todas. (TIEM);
(1)
 Cartão de Tripulação de Segurança (CTS) ;
(2)
 Certificado Nacional de Borda Livre para navegação interior ; e
(3)
 Certificado de Arqueação .

 Embarcações com AB > 50;


 Embarcações de transporte a granel de líquidos
combustíveis, gases liquefeitos inflamáveis,  Certificado de Segurança da Navegação.
substâncias químicas perigosas ou mercadorias
de risco similares com AB > 20;

- 1-D-I-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
Embarcações Documentos
 Embarcações de transporte de passageiros,
passageiros e carga e turismo e diversão, com
AB > 20; e
 Rebocadores ou empurradores com AB > 20.

 Embarcações dispensadas de portar o Certificado  Termo de Responsabilidade.


de Segurança da Navegação.

 Embarcações de apoio ao mergulho.  Certificado de Segurança de Sistemas de Mergulho; e


 Ficha de cadastro de empresa de mergulho.
Notas:
(1) As embarcações com AB < 10 estão dispensadas de manter a bordo esse documento.
(2) As embarcações com AB < 50; as com comprimento de regra (L) < 20 m e as destinadas exclusivamente a esporte
e/ou recreio estão dispensadas desse documento.
(3) As embarcações miúdas, as com comprimento < 24 m e as destinadas exclusivamente a esporte e/ou recreio estão
dispensados desse documento.

1.3 Embarcações de Esporte e Recreio (CAP 2 e 3 da NORMAM-03):

Embarcações Documentos
 Provisão de Registro de Propriedade Marítima (PRPM), Título de
Inscrição de Embarcação (TIE) ou Título de Inscrição de
 Todas. Embarcação Miúda (TIEM);
 Carteira de Habilitação de Amador do condutor da embarcação
(CHA).

 Embarcações com comprimento (Ct) > 24 m; e  Certificado de Arqueação; e


 Embarcações com AB > 500.  Certificado de Segurança da Navegação.

2. DOTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E PUBLICAÇÕES DE NAVEGAÇÃO

2.1 Navegação em mar aberto:


Observar o Capítulo 4 e Anexo 4-D da NORMAM-01/DPC e Capítulo 2 da NORMAM-
28/DHN

Embarcações (4) Equipamentos e Publicações


a) um barômetro
b) um barógrafo
c) um psicrômetro e aparelhos adequados para medir a temperatura da água
do mar
d) uma agulha magnética adequadamente compensada
e) um peloro
 SOLAS independentemente de seu
f) cartas e publicações náuticas para planejar e apresentar a derrota do navio
porte
para a viagem pretendida e para plotar e monitorar as posições durante
toda a viagem
g) ecobatímetro, hodometro e radar (Embarcações com AB igual ou superior a
300 e todas as embarcações de passageiros, independente do seu porte)
h) GPS(recomendado)
i) agulha giroscópica
a) uma agulha magnética adequadamente compensada (certificado com
validade de um ano);
b) cartas e publicações náuticas para planejar e apresentar a derrota da
embarcação para a viagem pretendida e para plotar e monitorar as
 Embarcações não-SOLAS
posições durante toda a viagem.
c) GPS (recomendado)
d) Ecobatímetro (embarcações tripuladas com AB maior que 500)
e) Radar (embarcações de passageiros com AB maior que 300)

- 1-D-I-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
Nota:
(4) As embarcações SOLAS são normalmente inspecionadas pelo Inspetor Naval nível 1.
As exigências envolvendo todos os tipos de embarcações SOLAS e não-SOLAS devem observar o contido no Capítulo 4
e Anexo 4-D da NORMAM-01/DPC e Capítulo 2 da NORMAM-28/DHN. A Lista apresentada é um pequeno resumo de
itens comuns a essas embarcações.

2.2 Navegação interior:


Observar o Capítulo 4 e Anexo 4-B da NORMAM-02/DPC e Capítulo 2 da NORMAM-
28/DHN

Embarcações (5) Equipamentos e Publicações


a) Ecobatímetro, obrigatório em embarcações com AB maior que 100
construídas após 01/DEZ/1998. Recomenda-se seu uso em embarcações
com AB maior que 100 construídas até 01/DEZ/1998. Será dispensado o
 Embarcações certificadas classe EC1 uso do ecobatímetro nas embarcações empregadas apenas nas travessias;
com AB inferior a 500 b) Cartas náuticas (ou croquis) da área em que irá operar a embarcação;
publicações náuticas, coletânea de Aviso aos Navegantes etc ( Ver NPCP e
NPCF).
a) Ecobatímetro
b) Cartas náuticas (ou croquis) da área em que irá operar a embarcação;
publicações náuticas, coletânea de Aviso aos Navegantes etc ( Ver NPCP e
 Embarcações com AB igual ou
NPCF)
superior a 500
c) Radar
d) Agulha giroscópica ou magnética.

(5) As embarcações empregadas na navegação interior são normalmente inspecionadas pelos Inspetores Navais nível 2.
As exigências envolvendo todos os tipos de embarcações devem observar o contido no Capítulo 4 e Anexo 4-B da
NORMAM-02/DPC e Capítulo 2 da NORMAM-28/DHN. A Lista apresentada é um pequeno resumo de itens comuns a
essas embarcações, devendo ser utilizada em conjunto com as listas constantes das referências.
As listas deverão levar em consideração ainda as especificidades locais e o que está previsto nas NPCP e NPCF da área
de jurisdição.

2.3 Embarcações de Esporte e Recreio:


Observar o Capítulo 4, itens 0419 e 0420 da NORMAM-03/DPC e capítulo 2 da NORMAM-
28/DHN

Embarcações Equipamentos e Publicações


a) Agulha magnética: Todas as embarcações, exceto as miúdas,
deverão estar equipadas com agulha magnética de governo. As
embarcações com comprimento igual ou maior que 24 metros
deverão possuir, também, certificado de compensação ou curva de
desvio atualizado a cada 2 anos
b) GPS: As embarcações de médio porte deverão ser dotadas de
 Embarcações de médio e grande
aparelhos de GPS nas seguintes situações:
porte
- quando em navegação costeira: recomendado um aparelho;
- quando em navegação: 2 dois aparelhos, sendo recomendado
que pelo menos um opere também com fonte independente de
energia acumulada
 Cartas náuticas nacionais relativas às áreas de operação da
embarcação atualizadas

- 1-D-I-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
3. DOTAÇÃO DE EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS

3.1 Navegação em mar aberto

a) Coletes salva-vidas (Anexo 4-B da NORMAM-01/DPC)

Coletes salva-vidas
Embarcações Classes
Classe I Classe II
SOLAS SIM NÃO
NÃO SOLAS NÃO SIM

Observação: Deverão existir coletes salva-vidas para todas as pessoas a bordo.

b) Bóias salva-vidas (Anexo 4-B da NORMAM-01/DPC)

Quantidade de
Embarcações Classes Aplicação Comprimento de Regra (L)
bóias

L menor que 60 m 08
L maior ou igual a 60 e menor que 120 m 12
Passageiros L maior ou igual a 120 e menor que 180 m 18
L maior ou igual a 180 e menor que 240 m 24
SOLAS Classe I L maior ou igual a 240 m 30

L menor que 100 m 08


L maior ou igual a 100 e menor que 150 m 10
Carga
L maior ou igual a 150 e menor que 200 m 12
L maior ou igual a 200 m 14

L menor que 24 m 02
Passageiros L maior ou igual a 24 m e menor que 45 m 03
NÃO SOLAS Classe II ou
carga L maior ou igual a 45 m e menor que 75 m 06
L maior ou igual 75 m 08
Observações:
a) As embarcações miúdas estão dispensadas;
b) O item 0804, alíneas i) e j), da NORMAM-01/DPC, define os conceitos de comprimento de Regra (L) e de
Comprimento Total ou Extremo (Ct);
c) Comprimento de Regra (L): Significa 96% do comprimento total na linha d’água correspondente a 85% do
menor pontal moldado (menor distância vertical entre o topo da quilha e o topo do vau do convés da
borda-livre) ou o comprimento compreendido entre a roda de proa e o eixo da madre do leme, medido na
mesma linha d’água, se este for maior. Em navios projetados com inclinação de quilha, a linha d’água na
qual o Comprimento de Regra (L) deve ser medido será paralela à linha d’água de projeto. Na
determinação do Comprimento de Regra (L) de uma barcaça sem propulsão e de convés corrido, será
considerado 96% do comprimento total da linha de flutuação paralela, situada a uma altura acima da face
superior da quilha igual a 85% do pontal moldado;
d) Comprimento Total ou Extremo (Ct): É a distância horizontal medida entre os pontos extremos de proa e
popa. No caso de veleiros, não deve ser considerado o mastro de proa;
e) Para as embarcações SOLAS, as quantidades de bóias, verificar no Certificado de Segurança de
Equipamento; e
f) Para as embarcações NÃO SOLAS, as quantidades de bóias, verificar no Certificado de Segurança da
Navegação (CSN).

- 1-D-I-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
3.2 Navegação interior:

a) Coletes salva-vidas (Anexo 4-B da NORMAM-02)

Coletes salva-vidas Coletes salva-vidas


Embarcações
tamanho grande para crianças

Transporte de qualquer nº de No mínimo para 10% do total de


passageiros (AB ≤ 20) Para 100% do total de passageiros. Observar que o
pessoas a bordo. número deverá ser igual ao total de
Transporte de qualquer nº de crianças, se este for maior que
passageiros (AB > 20) 10% do total de passageiros.

Demais embarcações (AB ≤ 50) isento

Transporte de inflamáveis
isento
propulsadas (AB > 50) Para 100% do total de
pessoas a bordo.
Demais embarcações propulsadas
isento
(50 < AB ≤ 100)

Demais embarcações propulsadas


isento
(AB > 100)

b) Bóias salva-vidas (Anexo 4-B da NORMAM-02)

Embarcações Quantidade de bóias salva-vidas


Qualquer embarcação com comprimento Ct < 24 m 02
Qualquer embarcação com 24 m ≤ Ct ≤ 45 m 03
Qualquer embarcação com Ct > 45 m 06

Observação: As embarcações miúdas estão dispensadas.

3.3 Embarcações de Esporte e Recreio:

a) Coletes salva-vidas (CAP 4 da NORMAM-03/DPC)

Navegação Embarcações Coletes salva-vidas


Oceânica Todas Classe I para 100% da lotação
Costeira Todas Classe II para 100% da lotação
Ct > 24 m Classe III para 100% da lotação
Interior
Demais embarcações Classe V para 100% da lotação

- 1-D-I-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
b) Bóias salva-vidas (CAP 4 da NORMAM-03/DPC)

Navegação Embarcações Bóias Salva-vidas


Emb. < 12 m: uma unidade.
Emb. > a 12 m: duas unidades. Pelo menos
Médio porte uma c/retinida flutuante.
Todas c/dispositivo de iluminação
Oceânica automático.
Duas unidades. Pelo menos uma c/retinida
Grande porte ou iate flutuante. Todas c/dispositivo de iluminação
automático.
Emb. < 12m: uma unidade.
Emb. > 12 m: duas unidades. Pelo menos
Médio porte uma c/ retinida flutuante.
Todas c/dispositivo de iluminação
Costeira automático.
Duas unidades.
Pelo menos uma c/ retinida flutuante.
Grande porte ou iate Todas c/ dispositivo de iluminação
automático.
Miúdas Dispensado.
Emb. < 12 m: uma unidade;
Médio porte Emb. > 12 m: duas unidades. Pelo menos
Interior
uma com retinida flutuante.
Duas unidades. Pelo menos uma com
Grande porte ou iate retinida flutuante.

4. Condições Gerais

a) Navegação/Comunicações

1 - Atestar o funcionamento das agulhas giroscópicas, magnéticas e repetidoras.


2 - Atestar o funcionamento das luzes de navegação.
3 - Atestar a existência das cartas náuticas.
4 - Atestar o funcionamento dos meios de comunicação - HF, VHF, outros.

b) Máquinas e combate à incêndio

1 - Atestar o funcionamento dos motores propulsores.


2 - Atestar o funcionamento dos motores auxiliares e geradores.
3 - Atestar o funcionamento da bomba de incêndio e verificar eventuais vazamentos na sua
rede.
4 - Verificar a existência e a validade da carga dos extintores portáteis.

- 1-D-I-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
c) Casco e convés

1 - Marcação do nome da embarcação e do porto de inscrição.

d) Marcações

1 - Os materiais salva-vidas deverão ser marcados com letras romanas maiúsculas, com
tinta à prova d'água, com o nome da embarcação e o porto de inscrição ao qual a
pertence.
2 - Os equipamentos deverão também possuir inscrições referentes ao número do
Certificado de Homologação, nome do fabricante, modelo, classe, número de série e
data de fabricação.

e) Item relativo à tripulação

1 - O Título de Inscrição de Embarcação (TIE) e o Cartão de Tripulação de Segurança


(CTS), quando obrigatório, deverão estar coerentes com a quantidade e com a
qualificação dos tripulantes a bordo.

- 1-D-I-7 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
APÊNDICE II AO ANEXO 1-D

LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA EMBARCAÇÕES DE ESPORTE E RECREIO


(NAVEGAÇÃO INTERIOR)

NOTA: Aplicável a embarcações de esporte e recreio na navegação interior.


Trata-se de uma sugestão de itens a serem verificados pelo Inspetor Naval nível 2.
Deve sofrer revisões e atualizações de acordo com as necessidades das CP/DL/AG e
eventuais alterações das NORMAM.Os documentos equipamentos e publicações
listados não abrangem toda a dotação prevista nas NORMAM/DPC. Sempre que julgar
necessário, o Inspetor Naval poderá verificar outros itens não listados.

1 - EMBARCAÇÃO DE ESPORTE E RECREIO (NAVEGAÇÃO INTERIOR)

EMBARCAÇÕES DE
NORMAM-03 EMBARCAÇÕES EMBARCAÇÕES DE
ITEM DISCRIMINAÇÃO GRANDE PORTE E
ITEM MIÚDAS MÉDIO PORTE
IATES
OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO
TÍTULO DE (dispensado para as (emb. AB > 100 deverão
01 0202 OBRIGATÓRIO
INSCRIÇÃO emb. isentas de possuir PRPM)
inscrição)
OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO
TERMO DE (dispensado para as (dispensado para as
02 0340 OBRIGATÓRIO
RESPONSABILIDADE emb. isentas de emb. com comp. Menor
inscrição) ou igual a 12m)

BILHETE DE SEGURO A obrigatoriedade está suspensa em conformidade com a Lei nº 13.313 de 14 de julho
03
OBRIGATÓRIO – DPEM de 2016. Qualquer alteração referente ao assunto será divulgada por esta DE.
HABILITAÇÃO DO
Veleiro, Arrais Amador ou Motonauta
04 CONDUTOR 0503
(mínima)
CERTIFICADO OU
05 NOTAS DE 0329 DISPENSADO DISPENSADO OBRIGATÓRIO
ARQUEAÇÃO

06 LICENÇA DE 0303 DISPENSADA DISPENSADA OBRIGATÓRIA


CONSTRUÇÃO

OBRIGATÓRIA
AGULHA (compensada ou curva
07 0419 DISPENSADA OBRIGATÓRIA
MAGNÉTICA de desvio atualizada,
válida por 2 anos)

08 APITO 0418 DISPENSADO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO

OBRIGATÓRIA
09 LUZES DE NAVEGAÇÃO 0418 (em navegação OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA
noturna)

10 QUADROS 0421 DISPENSADO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO

0423 DISPENSADO RECOMENDADO OBRIGATÓRIO


11 RÁDIO VHF fixo ou portátil

MATERIAIS E RECOMENDÁVEL RECOMENDÁVEL


12 MEDICAMENTOS DE 0422 DISPENSADO (a partir de 15 pessoas (a partir de 15 pessoas
PRIMEIROS SOCORROS a bordo) a bordo)
OBRIGATÓRIO
ARTEFATOS
13 0417 DISPENSADO DISPENSADO (porte de 01 facho manual
PIROTÉCNICOS
de luz vermelha)

- 1-D-II-1 -
NORTEC-07/DPC
Mod 12
EMBARCAÇÕES DE
NORMAM-03 EMBARCAÇÕES EMBARCAÇÕES DE
ITEM DISCRIMINAÇÃO GRANDE PORTE E
ITEM MIÚDAS MÉDIO PORTE
IATES
OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA
14 LANTERNA ELÉTRICA 0418 DISPENSADA
(01 UNIDADE) (01 UNIDADE)

15 BANDEIRA NACIONAL 0402 DISPENSADA OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA

MARCAÇÕES NO OBRIGATÓRIA
16 CASCO 0216
o
(somente o n de OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA
(nome nos dois bordos, porto inscrição)
o
e n de inscrição)
ÂNCORA
17 ( com no mínimo 20m de 0418 DISPENSADA OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA
cabo ou amarra)

18 EXTINTOR DE 0427 DISPENSADO OBRIGATÓRIO


OBRIGATÓRIO
INCÊNDIO

OBRIGATÓRIA
(emb. <12m: 01 und; OBRIGATÓRIA
BÓIA SALVA-VIDAS
19 0415 DISPENSADA emb. > 12m: 02 und. (02 unidades. Pelo menos
(circular ou ferradura)
Pelo menos uma com 01 com retinida flutuante.)
retinida flutuante.)
OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO
COLETES para todo pessoal para todo pessoal
20 SALVA-VIDAS 0414 para todo pessoal
embarcado embarcado
(dotação) (classe V) (classe V) embarcado (classe III)

OBRIGATÓRIA
(emb. <12m: 01 und; OBRIGATÓRIA
emb. > 12m: 01
21 BOMBA DE ESGOTO 0429 DISPENSADA (03 unidades; uma delas
manual e 02 elétricas
com acionamento não
ou acopladas ao
manual)
motor)

2. Embarcação de Esporte e Recreio realizando navegação costeira

NORMAM-03
ITEM DISCRIMINAÇÃO EMBARCAÇÕES DE MÉDIO PORTE IATES
ITEM
TÍTULO DE OBRIGATÓRIO AB maior que
01 0202 OBRIGATÓRIO 100 deverão possuir PRPM
INSCRIÇÃO
OBRIGATÓRIO (dispensado para as
TERMO DE
02 0340 emb. com comprimento menor ou igual à OBRIGATÓRIO
RESPONSABILIDADE
12m)
A obrigatoriedade está suspensa em conformidade com a Lei nº
BILHETE DE SEGURO
03
OBRIGATÓRIO - DPEM
0206 13.313 de 14 de julho de 2016. Qualquer alteração referente ao
assunto será divulgada por esta DE.
HABILITAÇÃO
04 0503 MESTRE-AMADOR
(mínima)

05 LICENÇA DE 0303 DISPENSADA OBRIGATÓRIA


CONSTRUÇÃO
CERTIFICADO OU
06 NOTAS DE 0329 DISPENSADO OBRIGATÓRIO
ARQUEAÇÃO
OBRIGATÓRIA
AGULHA (compensada ou curva de
07 0419 OBRIGATÓRIA
MAGNÉTICA desvio atualizada, válido por
2anos)
SINO OU BUZINA
08 0418 OBRIGATÓRIO
(01 unidade)

- 1-D-II-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM-03
ITEM DISCRIMINAÇÃO EMBARCAÇÕES DE MÉDIO PORTE IATES
ITEM
LANTERNA
09
ELÉTRICA (01 unidade)
10 REFLETOR RADAR
11 APITO 0418 OBRIGATÓRIO
LUZES DE
12 NAVEGAÇÃO
RIPEAM-Parte C

13 QUADROS 0421 OBRIGATÓRIO


(ver referência)
EPIRB
14
406 MHz
RADIO TRANSMISSOR
15 RADAR DISPENSADO
(TRANSPONDER) OBRIGATÓRIO
0424
16 RADIO HF SSB

17 RÁDIO VHF OBRIGATÓRIO

MATERIAIS E
18 MEDICAMENTOS DE 0422
RECOMENDÁVEL
PRIMEIROS (a partir de 15 pessoas a bordo)
SOCORROS

OBRIGATÓRIO
ARTEFATOS 02 foguetes manuais de estrela vermelha com paraquedas;
19 0417
PIROTÉCNICOS 02 fachos manuais luz vermelha; e
02 sinais fumígenos flutuantes

20 BANDEIRA NACIONAL 0402 OBRIGATÓRIA

ÂNCORA
21 (com no mínimo 20m de 0418 OBRIGATÓRIO
cabo ou amarra)

COLETES OBRIGATÓRIO
22 SALVA-VIDAS 0414
(classe II)
(dotação)

OBRIGATÓRIA
OBRIGATÓRIA
BOIA SALVA-VIDAS 02 unidades. Pelo menos 01
23 0415 Comp. menor que 12m: 01 und;
com retinida flutuante e
(circular ou ferradura) Comp. maior ou igual a 12m: 02 und.
dispositivo de iluminação
Pelo menos uma com retinida flutuante
automático
EXTINTOR DE OBRIGATÓRIO
24 0427
INCÊNDIO (ver ref. e item 0438)
MARCAÇÕES NO
25 CASCO 0216 OBRIGATÓRIA
(nome nos dois bordos,
o
porto e n de inscrição)
BOMBA DE ESGOTO OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA
(ver detalhes inclusive Comp. menor que 12m: 01 und.; comp.
26 0429 (03 und., uma delas com
vazão mínima no item maior ou igual a 12m: 01 manual e 02 acionamento não manual)
0429) elétricas ou acoplada ao motor

- 1-D-II-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
3. Embarcação de Esporte e Recreio realizando navegação OCEÂNICA

A tabela abaixo discrimina resumidamente os itens obrigatórios para as embarcações quando


empreendendo navegação oceânica.

NORMAM-03 EMBARCAÇÕES DE MÉDIO


ITEM DISCRIMINAÇÃO ITEM
IATE
PORTE
OBRIGATÓRIO
01 TÍTULO DE INSCRIÇÃO 0202 OBRIGATÓRIO (emb. AB igual ou maior de 100,
deverão possuir PRPM)
TERMO DE OBRIGATÓRIO (dispensado
02 RESPONSABILIDADE 0340 para emb. com comprimento
OBRIGATÓRIO
menor ou igual à 12m)
BILHETE DE SEGURO A obrigatoriedade está suspensa em conformidade com a Lei nº
03 OBRIGATÓRIO - DPEM 0206 13.313 de 14 de julho de 2016. Qualquer alteração referente ao
assunto será divulgada por esta DE.
HABILITAÇÃO
04 (mínima) 0503 Capitão-Amador

CERTIFICADO OU
05 NOTAS DE 0329 DISPENSADO OBRIGATÓRIO
ARQUEAÇÃO
OBRIGATÓRIA
06 AGULHA MAGNÉTICA OBRIGATÓRIA (Compensada ou curva de desvio,
válido por 2 anos)
0419

07 GPS OBRIGATÓRIO (02 unidades) OBRIGATÓRIO (02 unidades)

08 APITO
LUZES DE
09 NAVEGAÇÃO
RIPEAM-Parte C 0418 OBRIGATÓRIO
10 REFLETOR RADAR

11 SINO ou BUZINA
MANUAL
12 QUADROS 0421 OBRIGATÓRIO
13 RADIO HF SSB
RADIO VHF OBRIGATÓRIO
14
(fixo)
RADIO TRANSMISSOR 0424
15 RADAR DISPENSADO OBRIGATÓRIO
(TRANSPONDER)

16 EPIRB
OBRIGATÓRIO
406 MHz
MATERIAIS E
17 MEDICAMENTOS DE OBRIGATÓRIO
PRIMEIROS 0422 (a partir de 15 ou mais pessoas a bordo)
SOCORROS
OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO
04 foguetes manuais estrela 04 foguetes manuais estrela
ARTEFATOS vermelha com paraquedas; vermelha com paraquedas;
18 0417
PIROTÉCNICOS 04 fachos manuais luz vermelha; 04 fachos manuais luz vermelha;
04 sinais fumígenos flutuantes 04 sinais fumígenos flutuantes
laranja laranja

19 BANDEIRA NACIONAL 0402 OBRIGATÓRIA


OBRIGATÓRIA

20 EXTINTORES DE
INCÊNDIO 0427 e 0438 OBRIGATÓRIO

- 1-D-II-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM-03 EMBARCAÇÕES DE MÉDIO
ITEM DISCRIMINAÇÃO ITEM
IATE
PORTE
OBRIGATÓRIA OBRIGATÓRIA
Emb. Menor de 12m. 01 02 unidades.
BÓIA SALVA VIDAS unidade. Pelo menos uma c/ retinida
21 0415 Emb. >12m. 02 unidades.
Circular ou Ferradura flutuante.
Pelo menos uma c/ retinida
flutuante Todas c/dispositivo de Todas c/ dispositivo de
iluminação automático Iluminação automático

ÂNCORA
22 com no mínimo 20m de 0418 OBRIGATÓRIO
cabo ou amarra
OBRIGATÓRIO
COLETES SALVA 0414 (classe I)
23
VIDAS
(dotação)

24 BALSA SALVA-VIDAS 0413 OBRIGATÓRIA

BOMBA DE ESGOTO OBRIGATÓRIA


Emb. Menor de 12m, 01 OBRIGATÓRIA
Veja detalhes inclusive
25 unidade; 03 unidades, uma delas com
vazão mínima no item 0429
0429 Emb. > 12m. 01 manual e 02 acionamento não manual
elétricas ou acopladas n/motor

Embarcação Miúda - com comprimento inferior ou igual a cinco (5) metros; ou com
comprimento menor que oito (8) metros e que apresentem as seguintes características: convés
aberto ou convés fechado, sem cabine habitável e sem propulsão mecânica fixa; caso utilizem
motor de popa, este não poderá exceder 30HP.

Embarcação de Médio Porte - com comprimento inferior a 24 metros, exceto as miúdas.

Embarcação de Grande Porte ou Iate - com comprimento igual ou superior a 24 metros.

- 1-D-II-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
APÊNDICE III DO ANEXO 1-D
LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA INSPEÇÃO NAVAL

NOTA: Aplicável a embarcações de passageiros e carga na navegação interior.


Trata-se de uma sugestão de itens a serem verificados. Deve sofrer revisões e atualizações
de acordo com as necessidades das CP/DL/AG e eventuais alterações das NORMAM.
Alerta-se que a lista não pretende incluir todos os itens relevantes constantes nas
NORMAM.

EMBARCAÇÃO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIRO E/OU CARGA (NAVEGAÇÃO INTERIOR)

NORMAM- Embarcações Embarcações


Embarcações Embarcações
ITEM Discriminação 02 de 10 AB até 20 Maiores que
Até 10 AB Maiores que 20 AB
item AB 100 AB
01 CTS 0102 ISENTO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO

OBRIGATÓRIO
(emb. AB > 100
TIE 0201 OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO
02 deverão possuir
PRPM)

TERMO DE OBRIGATÓRIO PARA EMBARCAÇÕES de carga COM AB menor que 50 e de


03 RESPONSABILIDADE 0813
passageiros com AB menor ou igual a 20

A obrigatoriedade está suspensa em conformidade com a Lei nº 13.313 de 14 de julho de


04 SEGURO DPEM
2016. Qualquer alteração referente ao assunto será divulgada por esta DE.

CIR DO
CONDUTOR E NORMAM-
05 OBRIGATÓRIO
DEMAIS 13
TRIPULANTES

ROL DE
NORMAM- OBRIGATÓRIO
06 EQUIPAGEM/
13
PORTUÁRIO

OBRIGATÓRIO
LICENÇA DE - Verificar a validade da Licença de Estação de Navio
ESTAÇÃO DE 0407
07 ISENTO emitida pela ANATEL para rádio VHF (fixo); e
VHF FIXO – ANEXO 8-A
- Verificar se o número de série e modelo do rádio (fixo)
ANATEL constam na Licença de Estação de Navio emitida pela
ANATEL.
OBRIGATÓRIO
(para embarcações de carga com AB maior ou igual a 50 e
de passageiros com AB maior que 20)
- Deverá ser verificada a lotação de passageiros e a sua
08 CSN 0801 ISENTO distribuição nos conveses de acordo com o descrito no
CSN.
Deverá ser verificada a distribuição da carga e a sua
peação de acordo com o CSN.

OBRIGATÓRIO
CERTIFICADO
(exceto OBRIGATÓRIO
09 DE NOTAS DE ANEXO 4-A
embarcações
ARQUEAÇÃO
miúdas)

- 1-D-III-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM- Embarcações Embarcações
Embarcações Embarcações
ITEM Discriminação 02 de 10 AB até 20 Maiores que
Até 10 AB Maiores que 20 AB
item AB 100 AB
OBRIGATÓRIO
PLANO DE
10 0401 Verificar se os equipamentos de salvatagem e combate a incêndio estão nos
SEGURANÇA
locais apontados no plano de segurança.
INFORMAÇÕES
11 0219 OBRIGATÓRIO(para embarcações que transportem passageiros)
AOS USUÁRIOS

0201 Estabelecer como critério em NPCP/F nas singraduras superiores


12
LISTA DE NORMAM- a duas horas que a lista permaneça na empresa ou ponto de
PASSAGEIROS 08 e embarque
NPCP/F

INSTRUÇÕES OBRIGATÓRIO
DE Os proprietários, armadores ou seus representantes legais deverão, a bordo de
13 1009
SEGURANÇA suas embarcações, disseminar a todos os passageiros instruções de segurança
(BRIEFING) observando o contido no ANEXO 10-A.

OBRIGATÓRIO

Em consonância com a NORMAM-02/DPC, os tripulantes deverão receber


treinamento dos procedimentos para sobrevivência por meio de exercícios de
abandono e de incêndio. Esses exercícios deverão ser conduzidos de tal modo
que todos participem pelo menos uma vez por mês.
Os exercícios deverão ser conduzidos de modo a assegurar que toda a
tripulação esteja ciente das suas estações de emergência e estejam
TREINAMENTO capacitadas para executar corretamente as ações que lhes forem atribuídas
14 DE 1009 nos postos de emergência nos seguintes eventos:
SEGURANÇA - incêndio a bordo;
- abalroamento;
- colisão;
- navegação em baixa visibilidade;
- homem ao mar; e
- abandono da embarcação.
Os exercícios deverão ser conduzidos como se a situação de emergência fosse
real e deverão demonstrar que os equipamentos e sistemas estão em bom
estado e prontos para serem utilizados.

BANDEIRA NORMAM- OBRIGATÓRIO


15
NACIONAL 22

A CP ou DL poderão exigir, por intermédio das NPCP/NPCF, em


complementação ao requerido nos itens anteriores, itens adicionais de
segurança tais como os especificados a seguir, com o objetivo de atender
características regionais das embarcações, do serviço nas quais são utilizadas
ou da sua operação:
a) Mesa de cartas com iluminação;
b) Régua paralela, compasso de ponta seca, lápis e borracha;
CARTAS 0404 c) Cartas náuticas ou croquis da área em que irá operar a embarcação;
16
NÁUTICAS NPCP/F d) Aviso aos navegantes (Alterações);
e) Tabela informando comprimento, boca, pontal, calados máximo e mínimo,
deslocamentos leve e carregado e alturas acima da linha d' água do tijupá,
comando e convés principal, com a respectiva distância de visibilidade nesses
locais; e
f) Relógio instalado no passadiço ou compartimento do comando.

- 1-D-III-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM- Embarcações Embarcações
Embarcações Embarcações
ITEM Discriminação 02 de 10 AB até 20 Maiores que
Até 10 AB Maiores que 20 AB
item AB 100 AB
OBRIGATÓRIO
17 RIPEAM ANEXO 4-A
(exceto embarcações miúdas)

ISENTO
(obrigatório para
TABELAS E
as embarcações
QUADROS
de passageiros
- Regras de com AB maior que
governo e
navegação;
50 e isento para
18 0401 ISENTO ISENTO OBRIGATÓRIO
- Sinais de as demais
salvamento; embarcações que
- Balizamento; não transportem
- Sinais sonoros e passageiros com
luminosos. AB igual ou menor
que 50)

ISENTO

EQUIPAMENTO (obrigatório para OBRIGATÓRIO


DE 0406
19 embarcações com
COMUNICAÇÃO – ANEXO 8-A Atestar o funcionamento dos meios de comunicação por
propulsão que
RÁDIO VHF Rádio VHF
efetuem operação
de eclusagem)

AGULHA 0402
20 Verificar o cumprimento da Tabela do ANEXO 4-A
MAGNÉTICA ANEXO 4-A

OBRIGATÓRIO
(Isento para
0401
21 BINÓCULO 7x50 ISENTO ISENTO embarcações com OBRIGATÓRIO
ANEXO 4-A
AB igual ou menor
que 50)

OBRIGATÓRIO
(Isento para
ISENTO ISENTO embarcações com OBRIGATÓRIO
LIMPADOR DE 0401
22 AB igual ou menor
PARA-BRISAS ANEXO 4-A
que 50)

Atestar o funcionamento do limpador de para-brisas

OBRIGATÓRIO
SISTEMA DE
23 COMUNICAÇÃO Para embarcações que transportem mais de 100 passageiros
0401
DO PASSADIÇO
ANEXO 4-A - Atestar o funcionamento do sistema de comunicação que possibilite ao
COM OS
Comando da embarcação divulgação de informações gerais por intermédio de
PASSAGEIROS
alto-falantes aos locais normalmente ocupados pelos passageiros

LUZES DE OBRIGATÓRIO
0405
24 NAVEGAÇÃO ISENTO
ANEXO 4-A
HOMOLOGADAS Atestar o funcionamento das Luzes de Navegação.

- 1-D-III-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM- Embarcações Embarcações
Embarcações Embarcações
ITEM Discriminação 02 de 10 AB até 20 Maiores que
Até 10 AB Maiores que 20 AB
item AB 100 AB

EMBARCAÇÃO
Verificar se o número de embarcações de sobrevivência está de acordo com o
DE ANEXO 4-B
25 tamanho da embarcação e conforme previsto no ANEXO 4-B.
SOBREVIVÊNCIA

OBRIGATÓRIO

Verificar se:
- A embarcação está dotada de coletes salva-vidas classe III na proporção de
um colete de tamanho grande para cada pessoa a bordo.
DOTAÇÃO DE - A embarcação está dotada, adicionalmente, de uma quantidade de coletes
0408 e 0413 salva-vidas adequada para crianças (colete tamanho pequeno) igual a, pelo
26 COLETES
ANEXO 4-B menos, 10% do total de passageiros, ou uma quantidade maior, como for
SALVA-VIDAS
necessário, de modo que haja um colete salva-vidas para cada criança.
- Os coletes salva-vidas estão estivados de maneira a poderem ser
prontamente utilizados, em local visível, bem sinalizado e de fácil acesso.
- Existe marcação nos coletes salva-vidas indicando o n do Certificado de
o

Aprovação, a classe, o fabricante, o modelo e número de série, a data de


fabricação, o tamanho, o nome da embarcação e o porto de inscrição.

OBRIGATÓRIO

0408 e 0414 Verificar se:


27 BOIA SALVA-VIDAS
ANEXO 4-B - O número de boias disponível está de acordo com o tamanho da embarcação
e conforme previsto no ANEXO 4-B.
- As boias estão marcadas com o nome da embarcação e porto de inscrição.

ARTEFATOS
PIROTÉCNICOS
(embarcações 0415
28 que transportem Verificar o cumprimento da Tabela do ANEXO 4-B.
ANEXO 4-B
qualquer nº de
passageiros)

MARCAÇÕES
NO OBRIGATÓRIO
CASCO (embarcações OBRIGATÓRIO
29 0219
(nome nos dois miúdas somente o
o
bordos, porto e n de inscrição)
o
n de inscrição)

TRANSPORTE
30 DE CARGA NO 0515 Verificar os requisitos constantes no Capítulo 5 da NORMAM-02.
CONVÉS

EXTINTOR DE 0419 OBRIGATÓRIO


31
INCÊNDIO ANEXO 4-D

- 1-D-III-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM- Embarcações Embarcações Embarcações
Embarcações
ITEM Discriminação 02 de 10 AB até 20 Maiores que 20 Maiores que 100
Até 10 AB
item AB AB AB
OBRIGATÓRIO
ALARME PARA MOTORES
VISUAL E COM POTÊNCIA
ISENTO ISENTO OBRIGATÓRIO
SONORO DE IGUAL OU
0401 SUPERIOR A
32 ALTA
ANEXO 4-A 800hp (597kw)
TEMPERATURA
DO MOTOR
PRINCIPAL Atestar o funcionamento dos alarmes de temperatura e pressão dos
motores.
OBRIGATÓRIO
PARA
ALARME MOTORES COM
VISUAL E POTÊNCIA
SONORO DE IGUAL OU
ISENTO ISENTO OBRIGATÓRIO
BAIXA SUPERIOR A
0401
33 PRESSÃO DE 800hp (597kw)
ANEXO 4-A
ÓLEO (Isento para
LUBRIFICANTE embarcações
DO MOTOR com AB
PRINCIPAL
Atestar o funcionamento dos alarmes de temperatura e pressão dos
motores.

ALARME ISENTO ISENTO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO


VISUAL E/OU
SONORO DE
ANEXO 3-O
34 NÍVEL ALTO DE
ITEM 4 b)
ESGOTO DA Atestar o funcionamento do alarme de nível alto da Praça de Máquinas.
PRAÇA DE
MÁQUINAS
0421 b) e RECOMENDÁVEL OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO OBRIGATÓRIO
BOMBA DE
35 ANEXO 8-B
ESGOTO
ITEM 4 Atestar o funcionamento da bomba de esgoto.

Verificar os requisitos de máquinas constantes do ANEXO 3-O em especial


REQUISITOS DE os aspectos relacionados nos itens 3) REQUISITOS DOS ESPAÇOS E
36 ANEXO 3-O
MÁQUINAS EQUIPAMENTOS DE MÁQUINAS e 5) REQUISITOS PARA MOTORES
PROPULSORES DE COMBUSTÃO INTERNA (MCP).

Verificar os requisitos elétricos constantes do ANEXO 3-N em especial os


REQUISITOS
37 ANEXO 3-N aspectos relacionados nos itens 4) BATERIAS DE ACUMULADORES e 10)
ELÉTRICOS
FIOS, CABOS, TOMADAS DE CORRENTE E ACESSÓRIOS.

Verificar visualmente se o casco e os conveses estão em condições


CASCO E satisfatórias, sem deterioração acentuada, não apresentando mossas,
38 ANEXO 8-A
CONVESES trincas ou furos por corrosão que possam afetar a segurança, a resistência
estrutural e a estanqueidade da embarcação.

- 1-D-III-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
NORMAM- Embarcações Embarcações Embarcações
Embarcações
ITEM Discriminação 02 de 10 AB até 20 Maiores que 20 Maiores que 100
Até 10 AB
item AB AB AB
Verificar se os requisitos abaixo estão sendo observados em qualquer
embarcação com AB maior que 50:
a) Em todos os níveis de acomodações, de compartimentos de serviço ou da
praça de máquinas deverá haver, pelo menos, duas vias de escape
amplamente separadas, provenientes de cada compartimento restrito ou
grupos de compartimentos;
b) Abaixo do convés aberto mais baixo, a via de escape principal deverá ser
uma escada e a outra poderá ser um conduto ou uma escada;
c) Acima do convés aberto mais baixo, as vias de escape deverão ser
escadas, portas ou janelas, ou uma combinação delas, dando para um
convés aberto;
VIAS DE d) Nenhum corredor sem saída com mais de 7 m de comprimento será
39 aceito. Um corredor sem saída é um corredor ou parte de um corredor a
ESCAPE 0424
partir do qual só há uma via
e) de escape;
f) Caso sejam utilizados como vias de escape os acessos através
g) de aberturas ou de portas de visitas verticais em anteparas, a passagem
não poderá ser inferior a 600mm x 800mm. No caso de utilização de
aberturas, escotilhas ou portas de visita horizontais, a abertura livre
mínima não deverá ser inferior a 600mm x 600mm; e
h) As rotas de escape deverão ser marcadas através de setas indicadoras,
i) pintadas em cor contrastante, indicando "Saída de Emergência". A
marcação deverá permitir aos passageiros e tripulantes a identificação de
todas as rotas de evacuação e a rápida identificação das saídas.

Verificar se os acessos e corredores encontram-se de acordo com os


previstos na NORMAM-02. Por exemplo: verificar se os acessos abaixo
relacionados estão livres (para embarcações com AB maior que 50):
0515 d)
a) Portas de acesso (e seu fechamento efetivo) para tripulação e
0651
passageiros;
ANEXO 3-M
40 ACESSOS b) Equipamentos de salvatagem e combate a incêndio;
2) c)
c) Embornais, saídas d'água das tomadas de incêndio, tubos de sondagem,
ANEXO 8-A
suspiros e boca de ventiladores;
42)
d) Elementos de amarração e fundeio e o acesso às máquinas colocadas no
convés para efetuar manobras de atracação, fundeio e reboque; e
e) Porões de carga.

- 1-D-III-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
ANEXO 2-A

MODELO DE TERMO DE CONVÊNIO FIRMADO ENTRE A MARINHA DO BRASIL E


PREFEITURAS MUNICIPAIS

MARINHA DO BRASIL

COMANDO DO _º DISTRITO NAVAL

TERMO DE CONVÊNIO Nº _ _ _ _ _ /_ _ _ _- _ _ _/ _ _

PROCESSO Nº _ _ _ _ _._ _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _

CONVÊNIO QUE ENTRE SI CELEBRAM O


(MUNICÍPIO CONVENIADO) E A UNIÃO,
REPRESENTADA PELA MARINHA DO BRASIL, POR
INTERMÉDIO DO COMANDO DO (_º DISTRITO
NAVAL), COM A FINALIDADE DE CONJUGAR
ESFORÇOS PARA A FISCALIZAÇÃO DO TRÁFEGO DE
EMBARCAÇÕES E EQUIPAMENTOS NÁUTICOS QUE
POSSAM COLOCAR EM RISCO A INTEGRIDADE
FÍSICA DOS CIDADÃOS NAS PRAIAS DO MUNICÍPIO
DE _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ E RESPECTIVAS ÁREAS
ADJACENTES.

Pelo presente instrumento, de um lado o (Município Conveniado), com sede na


(Endereço completo e CNPJ), neste ato representado pelo seu Prefeito, (profissão e
nome completo), doravante denominado simplesmente MUNICÍPIO, e de outro lado a
UNIÃO, representada pela MARINHA DO BRASIL, por intermédio do Comando do _º
Distrito Naval, com sede (Endereço completo e CNPJ), representado pelo seu
Comandante, o (Posto e nome completo), doravante denominada simplesmente
MARINHA, resolvem de mútuo acordo, considerando o disposto no artigo 6º da Lei nº
9.537, de 11 de dezembro de 1997, e a necessidade da mais ampla conjugação de
esforços públicos em benefício da coletividade, assinar o presente TERMO DE
CONVÊNIO mediante as seguintes cláusulas e condições:

- 2-A-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

CLÁUSULA PRIMEIRA - DA APROVAÇÃO DA MINUTA

(Descrever qual documento jurídico deu amparo ao presente Convênio)

Exemplo: A Minuta do presente Convênio foi aprovada pela Consultoria


Jurídica da União no Estado de São Paulo (CJU-SP), de acordo com Parecer
Jurídico nº 1784/2013.

CLÁUSULA SEGUNDA - DA DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA

A União, por intermédio do Comando do _º Distrito Naval, neste ato


representado pelo (Posto e nome completo), nomeado pelo Decreto (data do
Decreto), publicado no Diário Oficial da União (data da publicação no DOU), e em
conformidade com as atribuições que lhe foram delegadas pela Portaria nº 180/2001 do
Comandante da Marinha, alterada (apontar, caso aplicável, outras Portarias de
alteração exaradas pelo ComDN), o Comandante do _º Distrito Naval tem
competência para assinar o presente Convênio em nome da Marinha do Brasil, e de
acordo com a Lei nº 9.537, de 11 de dezembro de 1997 (LESTA) e a Portaria nº
156/CM, de 03 de junho de 2004, os Comandantes dos Distritos Navais poderão
delegar aos Municípios a fiscalização do tráfego de embarcações que ponham em risco
a integridade física de qualquer pessoa nas áreas adjacentes às praias, quer sejam
marítimas, fluviais ou lacustres.

De acordo com a Lei Orgânica (nº do documento e data), e conforme Certidão


de Posse realizado (data do documento) e publicado no Diário Oficial do (nome do
Município Conveniado e data de publicação), o (profissão e nome do Prefeito),
Prefeito de (Município Conveniado), tem competência para assinar o presente
Convênio em nome da Prefeitura de (Município Conveniado).

CLÁUSULA TERCEIRA - DA LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

O presente Convênio se sujeita às normas da Lei nº 8.666, de 21 de junho de


1993, no que couber, e, em especial, às normas a seguir elencadas: Lei nº 9.537, de
11 de dezembro de 1997 (LESTA); Regulamento de Segurança do Tráfego Aquaviário
em Águas sob Jurisdição Nacional (RLESTA), aprovado pelo Decreto nº 2.596, de 18
de maio de 1998; Normas da Autoridade Marítima para Embarcações Empregadas na
Navegação Interior – NORMAM-02/DPC; Normas da Autoridade Marítima para
Amadores, Embarcações de Esporte e/ou Recreio e para Cadastramento e
Funcionamento das Marinas, Clubes e Entidades Desportivas Náuticas – NORMAM-
03/DPC; Normas da Autoridade Marítima para Atividades de Inspeção Naval –

- 2-A-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

NORMAM-07/DPC; Normas da Autoridade Marítima para Tráfego e Permanência de


Embarcações em Águas Jurisdicionais Brasileiras – NORMAM-08/DPC; Normas da
Autoridade Marítima para Auxílios à Navegação – NORMAM-17/DHN, aplicáveis ao
objeto deste Convênio e Decreto (nº e data do Decreto Municipal que dispõe sobre
Planos de Uso e Ocupação das Áreas Adjacentes às Praias).

CLÁUSULA QUARTA - DO OBJETO

O presente Convênio tem por objeto a cooperação técnica entre a MARINHA e o


MUNICÍPIO com a finalidade de promover, nas praias do Município e respectivas áreas
adjacentes a fiscalização do tráfego de embarcações e dos equipamentos náuticos em
geral que possam colocar em risco a integridade física dos cidadãos conforme Plano
de Trabalho anexo.

A fiscalização do tráfego de embarcações e dos equipamentos náuticos em geral


visa ao cumprimento das normas da Autoridade Marítima (NORMAM) e dos Planos de
Uso e Ocupação do Solo, em especial o (nº e data do Decreto Municipal que dispõe
sobre Planos de Uso e Ocupação das Áreas Adjacentes às Praias), que disciplina
a entrada e saída do mar de embarcações miúdas e de esporte e/ou recreio, e dá
outras providências.

CLÁUSULA QUINTA- DAS DEFINIÇÕES

Para os fins deste Convênio consideram-se:

I - Áreas Adjacentes às Praias – são as áreas do interesse da Autoridade


Marítima, determinadas por ato dos Comandantes dos Distritos Navais ou dos Capitães
dos Portos, observadas as peculiaridades locais;

II - Fiscais Municipais – são os servidores municipais ou outros agentes


indicados pela Autoridade Municipal, devidamente qualificados pela Autoridade
Marítima, ouvido o seu Agente Local, autorizados a efetuar a fiscalização a que alude o
objeto deste Convênio;

III - Embarcação – qualquer construção, inclusive as plataformas flutuantes e,


quando rebocadas, as fixas, sujeitas à inscrição na Autoridade Marítima e suscetíveis
de se locomover na água, por meios próprios ou não, transportando pessoas ou
cargas;
IV - Fiscalização do Tráfego de Embarcações nas Áreas Adjacentes às praias do
(nome do Município Conveniado) – Atividade de cunho administrativo, que poderá

- 2-A-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

ser delegada pela Autoridade Marítima à Autoridade Municipal, pela qual se efetua a
fiscalização do tráfego de embarcações, entendido como o deslocamento e a
permanência de embarcações nas áreas adjacentes às praias do Município; e

V - Planos de Uso e Ocupação das Áreas Adjacentes às Praias – definidos no


Decreto (nº e data), bem como em outros instrumentos normativos que definam o
zoneamento das áreas adjacentes às praias dos municípios, ordenando a forma de uso
e de ocupação prevista para os diversos segmentos de tais áreas, a exemplo daquelas
destinadas à prática de esportes náuticos, a banhistas, ao acesso e manobra de
embarcações, à maricultura e à preservação ambiental, dentre outras. Tais planos, não
necessariamente isolados, poderão estar incorporados a instrumentos normativos de
maior abrangência, como Planos Municipais de Gerenciamento Costeiro, Leis
Orgânicas Municipais, Planos Diretores, Planos de Zoneamento, dentre outros.

CLÁUSULA SEXTA – MODO DE EXECUÇÃO

6.1. A execução do objeto deste Convênio, de natureza não financeira, dar-se-á


de acordo com o Plano de Trabalho, anexo, onde constam:

a) Identificação e detalhamento das atividades a serem desenvolvidas, conforme


objeto deste;

b) Metas qualitativas e quantitativas;

c) Quadro de necessidades; e

d) Modelo do “Termo de Colheita de Dados Infracionais”.

6.2. O Plano de Trabalho é instrumento de planejamento e execução das ações


do presente Convênio.

CLAÚSULA SÉTIMA - DOS ANEXOS

Faz parte integrante deste Convênio independente de transcrição:

ANEXOS - DECRETO MUNICIPAL (Nº E DATA DO DECRETO MUNICIPAL


QUE DISPÕE SOBRE PLANOS DE USO E OCUPAÇÃO DAS ÁREAS ADJACENTES
ÀS PRAIAS) E PLANO DE TRABALHO DAS ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO DO
TRÁFEGO DE EMBARCAÇÃO E DE ESPORTE E RECREIO, E SEU APÊNDICE.

- 2-A-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

CLÁUSULA OITAVA - DO PRAZO

Este Convênio entra em vigor na data da sua assinatura, sendo posteriormente


publicado no Diário Oficial da União e Diário Oficial da Cidade de (Município
Conveniado), extinguindo-se no prazo de (_ _ ) meses, salvo se houver interesse dos
partícipes, oportunidade em que poderá ser renovado por igual período, mediante
Termo Aditivo.

CLÁUSULA NONA - DA OBRIGAÇÃO DA MARINHA

a) Exercer, conjuntamente com o Município, a fiscalização do tráfego de


embarcações e equipamentos náuticos em geral nas áreas adjacentes às praias,
conforme definido na Cláusula Quinta deste Convênio;

b) Qualificar os Fiscais Municipais, indicados pela Autoridade Municipal, a


exercer o objeto do Convênio promovendo cursos e/ou adestramento necessários;

c) Auxiliar o Município na elaboração e implantação de um projeto de sinalização


náutica para as praias do Município de (Município Conveniado);

d) Auxiliar o Município na elaboração e implantação de um sistema de placas


informativas na porção terrestre das praias do Município de (Município Conveniado);

e) Auxiliar o Município na elaboração/alteração de instrumentos normativos que


tratem de Uso e Ocupação específico para as praias do Município de (Município
Conveniado);

f) Auxiliar o Município na elaboração de material educativo sobre a Segurança


do Tráfego Aquaviário e à salvaguarda da vida humana nas praias do Município de
(Município Conveniado) e respectivas áreas adjacentes;

g) Participar e/ou ministrar palestras educativas nas escolas municipais sobre a


Segurança do Tráfego Aquaviário e a Salvaguarda da vida humana nas praias do
Município de (Município Conveniado) e respectivas áreas adjacentes;

h) Fornecer, quando necessário, dados identificadores do proprietário de uma


embarcação, de modo a propiciar a lavratura de colheita de dados infracionais por
parte do Município.

CLÁUSULA DÉCIMA - DAS OBRIGAÇÕES DO MUNICÍPIO

a) Exercer, conjuntamente com a Marinha, a fiscalização do tráfego de


embarcações e equipamentos náuticos em geral nas áreas adjacentes às praias,
- 2-A-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

conforme definido na Cláusula Quinta, deste Convênio;

b) Informar à Autoridade Marítima, por meio da Capitania dos Portos, a


ocorrência de Fato ou Acidente da Navegação, bem como outras irregularidades
previstas nas normas citadas neste Convênio;

c) Indicar os Fiscais Municipais a serem credenciados pela Autoridade Marítima,


conforme definido no item II, da Cláusula Quinta deste Convênio, providenciando a sua
adequada identificação para o exercício das atividades fiscalizadoras;

d) Informar o infrator por intermédio da lavratura de “Termo de Colheita de


Dados Infracionais”, em apêndice ao Plano de Trabalho, conforme os parâmetros
definidos no Capítulo IV, Seção II, artigo 23, incisos II (trafegar em área reservada a
banhistas ou exclusiva para determinado tipo de embarcação) e VII (velocidade
superior à permitida) do Regulamento de Segurança do Tráfego Aquaviário em Águas
sob Jurisdição Nacional (RLESTA), aprovado pelo Decreto n. 2.596, de 18 de maio de
1998, encaminhando o termo de colheita de dados infracionais ao Agente da
Autoridade Marítima para que seja lavrado o Auto de Infração e seu respectivo
julgamento;

e) Fornecer ao Agente da Autoridade Marítima, responsável pela respectiva área


de jurisdição, o relatório semestral das atividades realizadas, contendo a relação dos
termos de colheita de dados infracionais efetuados, dificuldades encontradas,
sugestões e outros assuntos julgados pertinentes, inclusive outras ocorrências fora do
escopo da fiscalização do Município;
f) Elaborar e implantar, com o auxílio da Marinha, projeto de sinalização náutica
para as praias do Município de (Município Conveniado), em consonância com as
instruções preconizadas na NORMAM-17/DHN;

g) Elaborar e implantar, com o auxílio da Marinha, sistema de placas


informativas na porção terrestre das praias do Município de (Município Conveniado);

h) Regulamentar o uso das praias do Município de (Município Conveniado) e


respectivas áreas adjacentes;

i) Promover campanhas educativas sobre a Segurança do Tráfego Aquaviário e


a Salvaguarda da vida humana nas praias e respectivas áreas adjacentes;

j) O Município se responsabiliza por atos de seus servidores que ultrapassem a


delegação aqui conferida.

- 2-A-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

CLAÚSULA DÉCIMA PRIMEIRA - DOS RECURSOS FINANCEIROS

O presente Convênio será executado sem repasse de recursos financeiros entre


os partícipes e também não envolverá qualquer pagamento entre os partícipes, seja a
que título for, de uma ou outra, em razão das atividades desenvolvidas em decorrência
deste Convênio.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - DA RESCISÃO

O presente Convênio poderá ser rescindido a qualquer época, por denúncia de


qualquer dos partícipes, resguardadas as responsabilidades pelas obrigações
decorrentes do período em que esteve em vigor.

No caso de descumprimento de cláusulas e caso a Marinha seja informada de


que algum servidor Municipal extrapole os limites da delegação de poderes ora
conferida, poderá a critério da Marinha suspender a execução do Convênio até a
apuração dos fatos informados ou rescindi-lo.

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - DAS DIVERGÊNCIAS

As divergências oriundas do presente Convênio, que não sejam dirimidas pelos


partícipes, serão submetidas à apreciação judiciária nos termos do artigo 109, §§ 1º e
2º da Constituição Federal, sendo eleito o (descrever o nome do Órgão de Justiça
responsável por dirimir empasses sobre o Convênio, como por exemplo: o Foro
da Justiça Federal no Município de São Paulo), com renúncia de qualquer outro, por
mais privilegiado que seja.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - DA DIVULGAÇÃO E DA PUBLICIDADE

14.1. Qualquer ação promocional, decorrente deste Convênio, deverá ter a


concordância dos partícipes, com a menção da participação que cada parte tenha na
elaboração dos trabalhos, publicações e outros produtos, bem como na execução de
suas atividades, no âmbito deste instrumento, respeitados os assuntos de caráter
sigiloso.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: A publicação dos atos, programas, obras, serviços e


campanha dos órgãos públicos deverão ter caráter educativo, informativo e/ou de
orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos, ou imagens que
caracterizem promoção pessoal de autoridade ou de servidores públicos.

- 2-A-7 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

PARÁGRAFO SEGUNDO: Todo e qualquer material confeccionado com a marca de


qualquer dos partícipes só poderá ser utilizado ou veiculado se previamente aprovado
e autorizado por um detentor.

PARÁGRAFO TERCEIRO: Eventuais esclarecimentos à mídia sobre as operações


realizadas, serão prestados por intermédio dos signatários do Convênio ou por quem
estes indicarem, desde que devidamente credenciados e em audiência conjunta
previamente acordada.

14.2. Todas as informações classificadas como sigilosas pelos partícipes e


trocadas exclusivamente entre eles na execução do Plano de Trabalho deverão ser
tratadas de modo a salvaguardar o sigilo devido.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - GERENCIAMENTO E FISCALIZAÇÃO

15.1. Cada parte integrante deste Convênio designará um representante para


execução do presente Convênio, os quais ficarão responsáveis pelo seu
gerenciamento. O Município designará o seu representante através de Portaria
devidamente publicada no Quadro de Aviso da Prefeitura e a Marinha designará o seu
servidor através de Portaria a ser divulgada em Boletim Administrativo.

15.2. Será assegurada às Partes as condições necessárias ao


acompanhamento, à supervisão, ao controle e a fiscalização da execução do objeto
pactuado.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - DAS CÓPIAS

Do presente Convênio serão extraídas as seguintes cópias:

a) – Uma para o Distrito Naval;

b) – Uma para o Município;

c) – Uma para a Diretoria-Geral de Navegação;

d) – Uma para a Diretoria de Portos e Costas;

e) – Uma para a Diretoria de Administração da Marinha;

f) – Uma para o Agente da Autoridade Marítima da Respectiva Área de Jurisdição; e

g) – Uma, em extrato, para publicação no Diário Oficial da União.

- 2-A-8 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
MARINHA DO BRASIL
(Continuação do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN .........)
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

E, por assim acordarem, os partícipes declaram aceitar todas as disposições


estabelecidas no presente Convênio que, lido e achado conforme, vai assinado pelos
representantes e testemunhas abaixo, a todo ato presentes.

(nome do Município Conveniado), (UF), em (dia) de (mês) de (ano).

(NOME COMPLETO) (NOME COMPLETO)


(Posto) (Profissão)
Comandante do _ º Distrito Naval Prefeito
Representante da MARINHA Representante do Município de (Município
Conveniado)

(NOME COMPLETO) (NOME COMPLETO)


(Posto) (Posto)
Agente da Autoridade Marítima Cargo que exerce junto ao Município
(Capitão dos Portos / Fluvial) Testemunha
Testemunha

- 2-A-9 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
APÊNDICE I DO ANEXO 2-A

MODELO DE PLANO DE TRABALHO

Anexo (Plano de Trabalho), ao Termo de Convênio nº _ _ _ _/_ __ _-__ _/_ _, do Com_ºDN

MARINHA DO BRASIL

COMANDO DO _º DISTRITO NAVAL

PLANO DE TRABALHO

PROCESSO Nº _ _ _ _ _._ _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _

1. DADOS CADASTRAIS

Órgão: Prefeitura de (Município Conveniado)

Sede: (Endereço completo)

Representante: (NOME DO REPRESENTANTE LEGAL DO MUNICIPIO)

Órgão: Marinha do Brasil (nome da Capitania dos Portos/Fluvial)

Sede: (Endereço completo)

Representante: (nome completo do Titular da Capitania)

- 2-A-I-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ADENDO A DO APÊNDICE I AO ANEXO 2-A

MODELO DE TERMO DE COLHEITA DE DADOS INFRACIONAIS

Apêndice ao Plano de Trabalho do Termo de Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _ _-_ _ _/_ _, do Com_ºDN

No ___________ /_________

PREFEITURA MUNICIPAL DE (MUNICIPIO CONVENIADO)

TERMO DE COLHEITA DE DADOS INFRACIONAIS

O ............................................................., com fulcro no Convênio nº _ _ _ _ _/_ _ _


_-_ _ _/_ _, combinado com a Lei no 9.537/97 - Dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário
em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências.

Informar o Sr.(a) …........................................................................................................


proprietário(a) da embarcação .................................................................................... nº de inscrição
...................................................... ou seu representante legal para comparecer à Capitania (dos
Portos/Fluvial/ nome), situada (endereço completo), (Telefone(s)/(ramal), munidos de todos
os documentos da referida embarcação, para prestar esclarecimento(s) referente(s) ao(s)
fato(s) abaixo descrito(s):

− ( ) Infrações às Normas de Tráfego (trafegar em área reservada a banhistas ou exclusiva


para determinado tipo de embarcação/velocidade superior à permitida) art. 23;

− ( ) OUTRAS...........................................................................................................................

______________________________ __________________________________________
NOME LEGÍVEL DO INFRATOR ASSINATURA DO INFRATOR OU RESPONSÁVEL

Esclareço que o não comparecimento não impede a autuação e o desenvolvimento regular


do processo administrativo.

......................................., em ........../........../..........

_______________________________ __________________________________
NOME/NIP DO INSPETOR NAVAL ASSINATURA DO INSPETOR NAVAL

- A-I-2-A-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ADENDO A DO APÊNDICE I AO ANEXO 2-A

TESTEMUNHAS
NOME:........................................................ NOME: ................................................................
Nº DA IDENT./ÓRGÃO EXPEDIDOR:.............. Nº DA IDENT./ÓRGÃO EXPEDIDOR:................
CPF: .................................................. CPF: ..................................................
ENDEREÇO:...................................... ENDEREÇO:......................................

DADOS DO INFRATOR OU RESPONSÁVEL


ENDEREÇO: ........................................................................................................................................
IDENTIDADE: .........................................ÓRGÃO EXPEDIDOR: ........................................................
CPF/CNPJ:....................................................................TELEFONE: ..................................................
Nº INSCRIÇÃO: ...............................PORTO INSCRIÇÃO: ..................................... AB....................
Nº IMO: ...............................................................................................................................................
TIPO DA OBRA:...................................................................................................................................
LOCAL:......................................................................................................HORA:................................

- A-I-2-A-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
APÊNDICE I DO ANEXO 2-A

2. DESCRIÇÃO DO PROJETO

I. JUSTIFICATIVA
O crescente desenvolvimento da atividade náutica e de esporte e recreio vêm
gerando preocupação com o aumento no número de acidentes envolvendo pequenas
embarcações e banhistas.
Considerando a necessidade de diversos órgãos nas esferas federal, estadual e
municipal atuarem de forma conjunta, a fim de tornar nossas águas mais seguras, a
Prefeitura do Município de (Município Conveniado) e a (Capitania dos
Portos/Fluvial) de (nome) resolveram unir esforços de modo a agir na prevenção de
acidentes envolvendo embarcações e banhistas.

II. IDENTIFICAÇÃO DO OBJETO A SER EXECUTADO


Constitui Objeto do presente Convênio a conjugação de esforços das
Autoridades Municipais e da Marinha do Brasil para a fixação de diretrizes da
cooperação técnica que objetiva promover o adequado ordenamento do uso do solo
nas praias do Município de (Município Conveniado) e a fiscalização do tráfego de
embarcações que ponham em risco a integridade física dos cidadãos.

III. METAS QUALITATIVAS A SEREM ATINGIDAS


 Conscientização dos praticantes de esporte e/ou recreio náuticos, quanto à
necessidade de habilitação dos condutores, do uso do material de salvatagem, e dos
riscos em geral de navegação próximo a praia.
 Conscientização dos banhistas, quanto aos riscos da prática de atividades fora
dos locais que lhes são restritos.
Conscientização e instrução aos frequentadores da orla quanto as Leis, Planos
e Normas que regulam a navegação o uso e a ocupação dos espaços públicos ou não,
contíguos às praias do Município de (Município Conveniado).
 Adequação da legislação municipal que ordene o uso e a ocupação na porção
correspondente a orla das praias do Município de (Município Conveniado).
Delimitação das áreas restritas aos banhistas e ao uso de equipamentos
náuticos, de lazer ou não, nas praias do Município de (Município Conveniado).
 Apoio técnico no estabelecimento de sinalização náutica e, na porção terrestre
das praias, das necessárias placas informativas.
Apoio técnico na formação de pessoal para fiscalização, seja ela desenvolvida
no âmbito de ações conjuntas ou não.
 Incrementação da fiscalização.
 Prevenção de acidentes.

IV. METAS QUANTITATIVAS A SEREM ATINGIDAS


Constitui meta quantitativa desta declarada parceria se reduzir a zero a
ocorrência de acidentes envolvendo banhistas e embarcações e/ou equipamentos

- 2-A-I-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
APÊNDICE I DO ANEXO 2-A

náuticos nas praias do Município de (Município Conveniado).

V. ETAPAS DE EXECUÇÃO
• Continuar a distribuição de material de divulgação de conscientização em
marinas, clubes náuticos, condomínios e restaurantes localizados no entorno da orla da
represa (meta permanente).
• Continuar a divulgação de material de conscientização aos banhistas e a sua
abordagem com explanações sobre práticas seguras no banho no espelho d'água da
represa (meta permanente).
• Identificar com placas e divulgar locais para o exclusivo lazer de banhistas.
• Identificar com placas e divulgar locais para a exclusiva prática de atividades
desportivas náuticas (vela, surf, windsurfe, sky surf, kite-surf etc.), fundeio de
embarcações de esporte e recreio, exploração de dispositivos flutuantes (escuna e
banana boats) e para aproximação, lançamento ou recolhimento de embarcações no
espelho d’água.
•Colocação de placas explicativas de regras de acesso e procedimentos de uso
responsável para banhistas e praticantes de esportes náuticos.
• Uso da mídia, Diário Oficial e demais meios de comunicações direcionados ao
público alvo (adultos e principalmente crianças) dos locais definidos para banhistas e
para as praticas desportivas náuticas (meta permanente).
• Elaboração de projeto de sinalização náutica especial para as praias e locais
identificados na represa.
• Delimitação de áreas restritas aos banhistas e às práticas desportivas náuticas
definidas pela Prefeitura.
• Habilitar os Agentes Municipais e Guardas Civis em Aquaviários de modo a
conduzir embarcações e moto-aquáticas, caso seja intenção da Prefeitura fazer uso
desses meios.
• Elaboração de plano de aulas para qualificação dos Agentes Municipais e
Guardas Civis da Prefeitura para a fiscalização de embarcações.
•Criação de um grupo de trabalho para acompanhar as ações e seus
desdobramentos ao longo da vigência do Convênio.
• Caberá aos Agentes Municipais e Guardas Civis, de forma concorrente com os
Agentes da Autoridade Marítima, exercerem a fiscalização conforme Cláusula Décima
do Convênio, especificamente quanto à:
- identificação de embarcações que trafegarem na área reservada a banhistas,
informando aos Agentes da Autoridade Marítima as sem inscrição e/ou registro;
- verificação da existência da habilitação do condutor da embarcação que
porventura venha a trafegar em área reservada a banhistas, colocando em risco a
integridade física dos mesmos, informando aos Agentes da Autoridade Marítima
aqueles com habilitação incorreta ou vencida;
- cumprimento das restrições de áreas de navegação, notificando os
condutores que infringirem a RLESTA, Artigo 23, Incisos II (trafegar em área reservada
a banhista ou exclusiva para determinado tipo de embarcação), VII (velocidade superior

- 2-A-I-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
APÊNDICE I DO ANEXO 2-A

à permitida) e VIII (descumprir qualquer outra regra prevista, não especificada nos
incisos do Artigo 23, item a ser aplicado para os casos de violação às áreas de
segurança conforme previsto no item 0110 da NORMAM-03/DPC);
- informar aos Agentes da Autoridade Marítima o descumprimento de qualquer
regra regional sobre o tráfego de embarcações (RLESTA, Artigo 23, Inciso VI);
- prevenção de poluição hídrica por parte das embarcações; e
- informar aos Agentes da Autoridade Marítima qualquer fato ou incidente que
possa representar risco à segurança da navegação, a salvaguarda da vida humana no
mar e a prevenção da poluição ambiental.

VI. AVALIAÇÃO
Os responsáveis pela execução do presente Convênio deverão se reunir para
avaliação das atividades desenvolvidas de acordo com este Plano de Trabalho,
visando às possíveis correções para o desenvolvimento das fases seguintes. As
reuniões ocorrerão trimestralmente, sendo registradas em ata ou relatório
circunstanciado, ou por solicitação de um representante do Grupo de Trabalho.

VII. GERÊNCIA E FISCALIZAÇÃO


Os signatários do presente Plano de Trabalho – Município e Marinha –
indicarão, os respectivos representantes habilitados, cabendo a estes a coordenação e
o estabelecimento dos procedimentos necessários ao bom desenvolvimento do Objeto
previsto no item 2.II.

(nome do Município Conveniado), (UF), em (dia) de (mês) de (ano).

(NOME COMPLETO) (NOME COMPLETO)


(Posto) (Posto)
Agente da Autoridade Marítima Cargo que exerce junto ao Município
(Capitão dos Portos / Fluvial)
Representante da MARINHA Representante do MUNICÍPIO DE (MUNICÍPIO
CONVENIADO)

ANEXO: Termo de Colheita de Dados Infracionais

- 2-A-I-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
APÊNDICE II DO ANEXO 2-A

MARINHA DO BRASIL
DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS

ADESTRAMENTO PARA FISCAIS MUNICIPAIS CONVENIADOS

SINOPSE GERAL

DURAÇÃO MÁXIMA: 14 HORAS

1 - PROPÓSITO

Habilitar os Fiscais do Município Conveniado com as CP/DL/AG para executarem a


fiscalização do tráfego de embarcações e equipamentos de entretenimento náutico nas
áreas adjacentes às praias conforme definido nas cláusulas quinta, nona e décima dos
convênios firmados, conforme previsto no ANEXO 2-A destas normas.

2 - DIRETRIZES

A) QUANTO À OPERACIONALIZAÇÃO
a) O adestramento será ministrado pelos Inspetores Navais Nível 1 ou Nível 2
mais experientes das CP/DL/AG da área de jurisdição;
b) Os fiscais, após o término do adestramento teórico, deverão participar de
ações práticas de Inspeção Naval (IN), juntamente com os Inspetores Navais Nível 1
ou Nível 2 mais experientes;
c) Esta Sinopse poderá ser adaptada/adequada pelas CP/DL/AG tendo em
vista as especificidades das suas áreas de jurisdição; e
d) Os fiscais municipais designados que venham a operar embarcações do
órgão devem realizar previamente o Curso Especial para Tripulação de Embarcações
de Estado no Serviço Público (ETSP) ou Condução de Embarcações de Estado no
Serviço Público na Navegação Costeira (EANC).

B) QUANTO ÀS TÉCNICAS DE ENSINO


O adestramento deverá ser desenvolvido por meio das técnicas abaixo
relacionadas:
a) aula expositiva;
b) estudo de caso;
c) demonstração prática; e
d) aula prática, decorrente de uma ação de IN.

C) QUANTO ÀS ATIVIDADES EXTRACLASSE


a) Ação prática de IN.

3 - CONTEÚDOS E CARGAS HORÁRIAS

A) LESTA/RLESTA – 1 hora
I) Abrangência da Lei (Art. 1o);
II) Conceitos e definições (Art. 2o);
III) Competência da Autoridade Marítima (Art. 3o);
IV) Medidas administrativas (Art. 16); e
V) Infrações e Penalidades (RLESTA - Seções I e II do Capítulo IV).

- 2-A-II-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
APÊNDICE II DO ANEXO 2-A

B) CONVÊNIO FIRMADO - 1 hora


I) Objeto e cláusulas dos Convênios firmados entre a MB e o Município; e
II) Apresentação do termo de colheita de dados infracionais.

C) CONCEITOS GERAIS- 2 horas


I) Distinguir os tipos de navegação em mar aberto (longo curso, cabotagem,
apoio marítimo) de acordo com a RLESTA e NORMAM-01/DPC;
II) Conhecer os conceitos de navegação interior e navegação de apoio
portuário de acordo com a RLESTA e NORMAM-02/DPC;
III) Conhecer os conceitos e a classificação das embarcações miúdas, de
carga, de passageiros, de pesca e embarcações de esporte e recreio e identificação de
suas inscrições;
IV) Conhecer o Título de Inscrição de Embarcações - TIE;
V) Conhecer o Título de Inscrição de Embarcações Miúdas - TIEM;
VI) Conhecer os tipos de coletes salva-vidas;
VII) Conhecer os tipos de boias salva-vidas;
VIII) Distinguir e conhecer as áreas de navegação de acordo com a NORMAM-
03/DPC e NORMAM-07/DPC;
IX) Distinguir e conhecer as áreas de segurança para a navegação de acordo
com a NORMAM-03/DPC e NORMAM-07/DPC;
X) Conhecer as regras de aproximação e saída de embarcações das praias
de acordo com a NORMAM-03/DPC;
XI) Conhecer as Categorias de Amadores e de Aquaviários e seus
respectivos limites de áreas de navegação;
XII) Conhecer a Carteira de Habilitação de Amador (CHA) e a Carteira de
Inscrição e Registro (CIR);
XIII) Conhecer o conceito de Inspeção Naval; e
XIV) Conhecer as competências para executar a Inspeção Naval das
CP/DL/AG e a competência dos fiscais municipais para fiscalizar apenas o tráfego em
áreas reservadas à banhistas ou exclusiva de determinadas embarcações e em
velocidade superior a permitida.

D) FISCALIZAÇÃO - 3 horas
I) Estimar visualmente a velocidade de embarcações de esporte e recreio
incluindo motos aquáticas. Obter noções de distância e velocidade no mar (milha
náutica e nós);
II) Manusear e empregar radares portáteis para medição de velocidades,
quando disponíveis;
III) Conhecer as técnicas de aproximação e abordagem das embarcações
(devem ser citados, no que couber, os procedimentos do Cap. 2 da NORTEC-07/DPC);
IV) Preenchimento do termo de colheita de dados infracionais e
enquadramento nos artigos do RLESTA);
V) Conhecer os canais de comunicação com as CP/DL/AG para relato de
ocorrências e de irregularidades;
VI) Verificar a validade e autenticidade das CHA e CIR;
VII) Verificar a validade e autenticidade dos TIE e TIEM;
VIII) Conhecer a dotação de material de navegação e segurança para as
embarcações de esporte e recreio da navegação interior que operam na região das
orlas das praias (Cap. 4 da NORMAM-03/DPC); e
IX) Conhecer os cuidados com a realização dos seguintes eventos e
atividades:
- 2-A-II-2- NORTEC-07/DPC
Mod 13
APÊNDICE II DO ANEXO 2-A

- atividades com dispositivos flutuantes, dispositivos aéreos e equipamentos


de entretenimento aquático (limites, proibições e recomendações);
- prática de motos aquáticas (limites, proibições e recomendações);
- regatas, competições e comemorações públicas; e
- mergulho amador.

E) NORMAS E PROCEDIMENTOS DAS CAPITANIAS (NPCP/NPCF) - 1 hora


Apresentação das princ. ipais informações contidas nas NPCP/NPCF das CP
das áreas de jurisdição dos ComDN, que podem ser úteis na execução da IN.

F) PRÁTICA DE INSPEÇÃO NAVAL - 6 horas


Ação prática de inspeção naval em embarcação da CP, DL ou AG.

4 - ORDEM DE SERVIÇO DE QUALIFICAÇÃO (OS)


Após a conclusão do adestramento, os CP/DL/AG emitirão uma OS válida pelo
período de vigência do Convênio. Caso o Fiscal Municipal se afaste das funções de
fiscalização objeto do convênio, ou novo fiscal seja apresentado, nova qualificação
deverá ser realizada para atualização de conhecimentos.
Independente da validade do Convênio, com suas revalidações, a cada 5
(cinco) anos todos os Fiscais deverão ser submetidos a novo adestramento com
objetivo de se manterem atualizados com as Normas e Procedimentos em vigor.

- 2-A-II-3- NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 3-A
RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE NAVIO
Formulário A
DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS Original Comandante
Rua Teófilo Otoni, 4 Cópias
Rio de Janeiro - RJ - Brasil Inspetor Naval / DPC
20.080-090 Organização reconhecida (se for o caso)
Telefone: (21) 3870-5402
Telefax: (21) 3870-5202

01 Nome da autoridade relatora: Diretoria de Portos e Costas 02 Nome do navio


03 Bandeira do navio: 04 Tipo do navio: 05 Indicativo de chamada:
06 Número IMO: 07 Arqueação bruta: 08 Porte bruto (se aplicável):
09 Ano da construção: 10 Data da inspeção: 11 Local da inspeção:
12 Sociedade Classificadora :
13 Particularidades da companhia :
14 Certificado(s) pertinente(s)
a) Título b) Autoridade emissora c) Data de emissão d) Data de expiração
01 Segurança da Construção
02 Segurança de Equipamento
03 Segurança Rádio
04 IOPP
05 Linha de Carga
06 DOC / ISM
07 SMC / ISM
08 NLS / COF
09 Tripulação de Segurança
10 Arqueação
11
12
13
b) Informação da última vistoria intermediária ou anual
Data Autoridade vistoriadora Local
01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13

15 Deficiências ( ) Não ( ) Sim (ver FORMULÁRIO B anexo)

Órgão emissor
Nome
Telefone Inspetor Naval

Telefax Assinatura
...................................................................................................

Este relatório tem que ser guardado a bordo por um período de dois anos e tem que estar disponível para consulta pelo Inspetor Naval a
qualquer momento.
Este relatório de inspeção foi emitido somente com o propósito de informar o comandante, armador, operador e outras autoridades
interessadas que foi efetuada uma inspeção no navio. Este relatório de inspeção não pode ser interpretado como um certificado de
navegabilidade excedente aos certificados que ao navio é exigido possuir.

- 3-A-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 3-B
RELATÓRIO DE INSPEÇÃO DE NAVIO

FORMULÁRIO B
DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS Original: Folha de
Rua Teófilo Otoni, 4 Comandante
Rio de Janeiro - RJ - Brasil Cópias:
20.080-090 Inspetor Naval / DPC
Telefone: (21) 3870-5402 Organização reconhecida (se for o
Telefax: (21) 3870-5202 caso)

2 Nome do navio 6 Número IMO


1 Data da inspeção 1 Local da inspeção
0 1
Código IMO Natureza da deficiência (1) Convenção Ação tomada (2)

Órgão emissor:
Nome

Telefone Inspetor Naval

Telefax Assinatura
.............................................................................................
......
___________________________
(1) Esta inspeção não foi completa e as deficiências listadas podem não ser exaustivas. É recomendado que uma inspeção completa
seja realizada pela organização reconhecida e que todas deficiências A/S sejam retificadas antes que seja feita uma solicitação para
reinspeção.
(2) Ações tomadas, listadas no verso

- 3-B-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 3-B

AÇÃO TOMADA ( VERSO FORMULÁRIO B )

A/S Sanar deficiência antes da saída

P/P Sanar deficiência no próximo porto

15D Sanar deficiências em quinze dias

30D Sanar deficiências em trinta dias

60D Sanar deficiências em sessenta dias

ISM CODE- Pequenas não conformidades


90D (Código de Gerenciamento de Segurança)
Sanar deficiências em noventa dias

D/R Deficiência retificada

S/C Sociedade Classificadora informada

- 3-B-2 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

Código Descrição Description

0100 Certificados / diários do navio Ship’s certificates / logbooks


0110 segurança de equipamento para navio de carga cargo ship safety equipment
0111 segurança de construção para navio de carga cargo ship safety construction
0112 segurança para navio de passageiro (incluindo passenger ship safety (including exemption)
isenção)
0113 segurança rádio para navio de carga cargo ship safety radio
0114 segurança para navio de carga cargo ship safety
0116 documento de conformidade (DoC/ Código ISM) document of compliance (DoC/ ISM Code)
0117 Certificado de gerenciamento de segurança (SMC/ safety management certificate (SMC/ ISM Code)
Código ISM)
0120 linhas de carga (incluindo isenção) load lines (including exemption)
0130 gases liqüefeitos a granel (Código CoF/GC) liquefied gases in bulk (CoF/GC Code)
0131 gases liqüefeitos a granel (Código CoF/IGC) liquefied gases in bulk (CoF/IGC Code)
0135 documento de tripulação de segurança safe manning document
0140 produtos químicos perigosos a granel (Código dangerous chemicals in bulk (CoF/BC Code)
CoF/BC)
0141 produtos químicos perigosos a granel (Código dangerous chemicals in bulk (CoF/IBC Code)
CoF/IBC)
0150 prevenção da poluição por óleo (IOPP) prevention of pollution by oil (IOPP)
0155 prevenção da poluição por substâncias líquidas pollution prevention noxious liquid substances in
nocivas a granel bulk
0170 documento de conformidade para mercadorias document of compliance dangerous goods
perigosas
0171 segurança de navios de propósito especial special purpose ship safety
0172 velocidade de alta velocidade high speed craft
0173 segurança de unidade móvel de perfuração em mobile offshore drilling unit safety
alto-mar
0180 certificado de arqueação tonnage certificate
0190 diários/registros compulsórios logbooks/compulsory entries
0197 certificação ISM em geral ISM certification in general
0199 outros (certificados) other (certificates)
0200 Treinamento, certificação e serviço de quarto Training, certification and watchkeeping for
para marítimos seafarers
0221 certificados para comandantes e oficiais certificates for masters and officers
0222 certificados para subalternos para serviço de quarto certificate for rating for watchkeeping
0223 certificados para pessoal de radio certificates for radio personnel
0224 certificado para pessoal de navios-tanque certificate for personnel on tankers
0226 certificado para pessoal de embarcação de resgate certificate for personnel on fast rescue boats
rápida
0227 certificado para combate a incêndio avançado certificate for advanced fire-fighting
0229 prova documentária para pessoal de navios ro-ro documentary evidence for personnel on ro-ro
de passageiro passenger ships
0230 tripulação especificada pelo documento de manning specified by the minimum safe manning
tripulação de segurança document
0241 certificado para auxilio de primeiros socorros certificate for medical first aid
0250 certificado para pessoal de embarcação de certificate for personnel on survival craft and rescue
sobrevivência e embarcações de resgate boats
0260 período de descanso rest period
0299 outros (STCW) other (STCW)
0300 Tripulação e acomodação (ILO 147) Crew and accommodation (ILO 147)
0301 idade mínima minimum age
0310 sujeira, parasitas dirty, parasites
0320 ventilação, aquecimento ventilation, heating
0330 instalações sanitárias sanitary facilities
0340 esgoto drainage
0350 iluminação lighting
0360 redes, cabos (isolamento) pipes, wires (insulation)
0370 enfermaria sick bay
0371 equipamento médico medical equipment

-3-C-1 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

0399 outros (tripulação e acomodação) other (crew and accommodation)


0400 Alimentação e provisionamento (ILO 147) Food and catering (ILO 147)
0410 cozinha, compartimentos de manuseio galley, handlingroom (maintenance)
(manutenção)
0420 provisões provisions
0430 água, redes e tanques water, pipes and tanks
0499 outros (alimentação) other (food)
0500 Espaços de trabalho (ILO 147) Working spaces (ILO 147)
0510 ventilação, aquecimento ventilation, heating
0520 iluminação lighting
0599 outros (espaços de trabalho) other (working spaces)
0600 Dispositivos de salvamento Life-saving appliances
0610 embarcações salva-vidas lifeboats
0611 inventário de embarcação salva-vidas lifeboat inventory
0613 estivagem de embarcações salva-vidas stowage of lifeboats
0615 embarcações de resgate rescue boats
0616 inventário de embarcação de resgate rescue boat inventory
0618 estivagem de embarcações de resgate stowage of rescue boats
0620 balsas salva-vidas infláveis inflatable liferafts
0625 balsas salva-vidas rígidas rigid liferafts
0628 estivagem das balsas salva-vidas stowage of liferafts
0629 sistemas de evacuação marítima marine evacuation systems
0630 arranjos de lançamento para embarcação de launching arrangements for survival craft
sobrevivência
0635 arranjos de lançamento para embarcações de launching arrangements for rescue boats
resgate
0636 área de lançamento e de pouso de helicóptero helicopter landing and pick-up área
0637 meios de resgate means of rescue
0640 sinais luminosos de perigo distress flares
0650 bóias salva-vidas lifebuoys
0660 coletes salva-vidas lifejackets
0663 roupas de imersão immersion suits
0664 roupas de antiexposição anti-exposure suits
0666 meios de proteção térmica thermal protective aids
0669 dispositivos rádio para salvamento radio lifesaving appliances
0674 equipamento de emergência para comunicação emergency equipment for 2-way communication
bidirecional
0675 alarme geral de emergência general emergency alarm
0676 sistema de fonoclama public address system
0680 arranjos para embarque embarcação de embarkation arrangements survival craft
sobrevivência
0683 arranjos para embarque embarcações de resgate embarkation arrangements rescue boats
0684 meios de recuperação de dispositivos de means of recovery of lifesaving appliances
salvamento
0686 aparelhos flutuantes buoyant apparatus
0690 dispositivo lança retinida line throwing appliance
0692 prontidão operacional, manutenção e inspeções operational readiness, maintenance and inspections
0694 avaliação, teste e aprovação evaluation, testing and approval
0695 treinamento e instruções a bordo on board training and instructions
0696 manutenção e inspeção maintenance and inspection
0699 outros (salvamento) other (life-saving)
0700 Medidas de segurança de incêndio Fire safety measures
0710 prevenção de incêndio fire prevention
0711 sistema de gás inerte inert gas system
0715 detecção de incêndio fire detection
0720 equipamento de combate a incêndio fire fighting equipment
0725 equipamento de combate fixo fixed fighting equipment
0730 equipamento de combate a incêndio e dispositivos fire fighting equipment and appliances
0735 equipamento individual personal equipment
0740 bombas de incêndio fire pumps
0745 ventilação, válvulas borboleta, válvulas, dispositivos ventilation, fire-dampers, valves, quick closing
de fechamento rápido, meios de controle devices, means of control
0750 conexão internacional para terra international shore connection

-3-C-2 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

0799 outros (segurança de incêndio) other (fire safety)


0800 Prevenção de acidente (ILO 147) Accident prevention (ILO 147)
0810 equipamento individual personal equipment
0820 proteção de máquinas/partes protection machines/parts
0830 redes, cabos (isolamento) pipes, wires (insulation)
0899 outros (prevenção de incêndio) other (accident prevention)
0900 Segurança em geral Safety in general
0910 dispositivos de fechamento hidráulico e hydraulic and other closing devices/watertight doors
outros/portas estanques
0915 sinais, indicações (portas estanques à água, signs, indications (WT doors, fire detectors, fire
detetores de incêndio, abafadores de incêndio, dampers, ventilation)
ventilação)
0920 planos de segurança safety plans
0925 reuniões e exercícios musters and drills
0930 estabilidade/ resistência/ informação de stability/ strength/ loading information and
carregamento e instrumento instrument
0936 máquina do leme steering gear
0938 avarias no casco prejudicando a navegabilidade hull damage impairing seaworthiness
0940 tanques de lastro, combustível e outros ballast, fuel and other tanks
0945 iluminação de emergência, baterias e interruptores emergency lighting, batteries and switches
0950 equipamento elétrico em geral electric equipment general
0955 escadas de prático pilot ladders
0956 escada de portaló, escada de alojamento gangway, accommodation ladder
0960 meios de escape means of escape
0970 localização das instalações de emergência location of emergency installations
0981 travessões, armações, pisos - avaria operacional beams, frames, floors - operational damage
0982 travessões, armações, pisos - corrosão beams, frames, floors - corrosion
0983 casco - corrosão hull - corrosion
0984 casco - rachadura hull - cracking
0985 anteparas - corrosão bulkheads - corrosion
0986 anteparas - avaria operacional bulkheads - operational damage
0987 anteparas - rachadura bulkheads - cracking
0988 convés - corrosão decks - corrosion
0989 convés - rachadura decks - cracking
0990 programa intensificado de inspeção enhanced programme of inspection
0991 arquivo de relatórios de vistoria Survey report file
0999 outros (segurança em geral) other (safety in general)
1000 Sinais de alarme Alarm signals
1010 alarme geral general alarm
1020 alarme de incêndio fire alarm
1030 alarme do sistema do governo steering gear alarm
1040 alarme de maquinista engineers’ alarm
1050 alarme de gás inerte inert gas alarm
1060 alarme dos controles das máquinas machinery controls alarm
1070 alarmes - UMS UMS - alarms
1080 alarme da caldeira boiler alarm
1099 outros (alarmes) other (alarms)
1100 Transporte de carga e mercadorias perigosas Carriage of cargo and dangerous goods
1110 estivagem de carga stowage of cargo
1115 manual de peação de carga cargo securing manual
1120 grão grain
1130 estivagem/embalagem de mercadorias perigosas stowage/packaging of dangerous goods
1135 produtos químicos líquidos perigosos a granel dangerous liquid chemicals in bulk
1138 gases liqüefeitos a granel liquefied gases in bulk
1140 outra carga other cargo
1150 equipamento de carregamento e descarregamento loading and unloading equipment
1160 porões e tanques holds and tanks
1170 códigos de mercadorias perigosas dangerous goods codes
1199 outros (carga) other (cargo)
1200 Linhas de carga Load lines
1210 carregamento excessivo overloading
1220 marcas de borda livre freeboard marks
1230 balaustrada, passarelas railing, cat walks

-3-C-3 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

1240 escotilhas de carga e outras cargo and other hatchways


1250 tampas (escotilha, portáteis, encerados, etc.) covers (hatchway-, portable-, tarpaulins, etc)
1260 janelas, vigias windows, side scuttles
1270 portas doors
1275 ventiladores, dutos de ventilação, gaiutas ventilators, air pipes, casings
1280 aberturas nos espaços de máquinas machinery space openings
1282 portas de visita/agulheiros manholes/flush scuttles
1284 aberturas para carga, etc. cargo ports, etc.
1286 embornais, aspirações, etc. scuppers, inlets, etc.
1288 saídas de água freeing ports
1290 peações (madeira) lashings (timber)
1299 outros other (load lines)
1300 Arranjos de amarração (ILO 147) Mooring arrangements (ILO 147)
1310 espias e cabos de arame ropes and wires
1320 dispositivos de fundeio anchoring devices
1330 guinchos e cabrestantes winches and capstans
1340 iluminação adequada adequate lighting
1399 outros other (mooring)
1400 Maquinaria de propulsão e auxiliares Propulsion and auxiliary machinery
1410 máquinas de propulsão principal propulsion main engine
1420 limpeza da praça de máquinas cleanliness of engine room
1430 máquina auxiliar auxiliary engine
1440 arranjos de bombeamento de esgoto bilge pumping arrangements
1450 navio-UMS UMS-ship
1460 proteções/cercados ao redor de partes perigosas guards/fencing around dangerous machinery parts
de maquinaria
1470 isolamento molhado (óleo) insulation wetted through (oil)
1499 outros (maquinaria) other (machinery)

1500 Segurança da navegação Safety of navigation


1510 equipamento equipment
1530 radar radar
1540 agulha giroscópica gyro compass
1541 agulha magnética magnetic compass
1542 posição de governo de emergência comunicações/ emergency steering position communications/
leitura da agulha compass reading
1546 goniômetro direction finder
1550 luzes, marcas, sinais sonoros lights, shapes, sound-signals
1551 luz de sinalização signaling lamp
1560 cartas charts
1570 publicações náuticas nautical publications
1575 ecobatímetro Echo sounder
1580 indicador de velocidade e distância speed and distance indicator
1581 indicador de ângulo do leme rudder angle indicator
1582 contador de rotação revolution counter
1583 indicador de passo variável variable pitch indicator
1585 indicador da velocidade de giro rate-of-turn indicator
1590 código internacional de sinais international code of signals
1595 visibilidade do passadiço navigation bridge visibility
1599 outros (navegação) other (navigation)
1600 Rádio Radio
1611 necessidades funcionais functional requirements
1620 instalação principal main installation
1621 instalação rádio MF MF radio installation
1623 instalação rádio MF/HF MF/HF radio installation
1625 estação terrena de navio INMARSAT INMARSAT ship earth station
1635 manutenção/duplicação de equipamento maintenance/duplication of equipment
1645 padrões de desempenho para equipamento rádio performance standards for radio equipment
1651 instalação rádio VHF VHF radio installation
1655 facilidades para recepção de informações de facilities for reception of marine safety information
segurança marítima

-3-C-4 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

1671 EPIRB satélite de 406 MHz/1.6 GHz satellite EPIRB 406 MHz/1.6 GHz
1673 EPIRB VHF VHF EPIRB
1677 fonte reserva de energia reserve source of energy
1680 registro rádio (diário) radio log (diary)
1685 operação/manutenção operation/maintenance
1699 outros (rádio) other (radio)
1700 MARPOL - anexo I MARPOL - annex I
1705 plano de emergência para a poluição por óleo de shipboard oil pollution emergency plan (SOPEP)
bordo do navio (SOPEP)
1710 livro registro de óleo oil record book
1720 controle de descarga de óleo control of discharge of oil
1721 retenção de óleo a bordo retention of oil on board
1725 segregação de óleo e água de lastro segregation of oil and water ballast
1730 equipamento de filtragem de óleo oil filtering equipment
1735 arranjos de bombeamento, tubulação e descarga pumping, piping and discharge arrangements of oil
de navios petroleiros tankers
1740 sistema de monitoramento e controle de descarga oil discharge monitoring and control system
de óleo
1745 arranjos de alarme de 15 PPM 15 PPM alarm arrangements
1750 detetor de interface óleo/água oil/water interface detector
1760 conexão padrão de descarga standard discharge connection
1770 SBT, CBT, COW SBT, CBT, COW
1780 relatório de poluição pollution report
1790 designação do tipo de navio ship type designation
1795 suspeitado de violação de descarga suspected of discharge violation
1799 outros (MARPOL - anexo I) other (MARPOL - annex I)
1800 Navios petroleiros, navios quimiqueiros e oil tankers, chemical tankers and gas carriers
transportadores de gás
1810 segregação de área de carga cargo area segregation
1815 aspirações de ar/aberturas para acomodação-, air intakes / openings to accommodation-,
maquinaria-, e espaços da estação de controle machinery-, and control station spaces
1816 porta do passadiço, janela- wheelhouse door, -window
1820 praça de bombas de carga/espaços de manobra cargo pump room/handling spaces
1825 espaços em áreas de carga spaces in cargo areas
1830 transferência de carga cargo transfer
1835 sistema de ventilação da carga cargo vent system
1836 controle de temperatura temperature control
1840 instrumentação instrumentation
1850 proteção contra incêndio da área de carga do fire protection cargo deck area
convés
1860 proteção de pessoal personal protection
1870 requisitos especiais special requirements
1880 informação sobre a carga cargo information
1885 entrada em tanque tank entry
1886 arranjos de reboque de emergência emergency towing arrangements
1899 outros (navios-tanque) other (tankers)
1900 MARPOL - anexo II MARPOL - annex II
1910 livro registro de carga cargo record book
1911 manual p & a p & a manual
1920 drenagem eficiente efficient stripping
1925 sistemas de descarga de resíduo residue discharge systems
1930 equipamento de lavagem de tanque tank washing equipment
1940 descarga proibida de resíduos de NLS prohibited discharge of NLS slops
1960 sistemas de aquecimento de carga - substâncias de cargo heating systems - cat. B substances
categoria B
1970 procedimentos/equipamentos de ventilação ventilation procedures/equipment
1980 relatório de poluição pollution report
1990 designação de tipo de navio ship type designation
1999 outros (MARPOL - anexo II) other (MARPOL - annex II)

-3-C-5 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

2000 Deficiências operacionais relativas à SOLAS1 SOLAS related operational deficiencies1


2010 tabela mestra muster list
2015 comunicação communication
2020 exercícios de incêndio fire drills
2025 exercícios de abandono do navio abandon ship drills
2030 plano de controle de avarias damage control plan
2035 plano de controle de incêndio fire control plan
2040 operação de passadiço bridge operation
2041 operação de equipamento GMDSS operation of GMDSS equipment
2042 operação de HSC HSC operation
2045 operação de carga cargo operation
2050 operação de maquinaria operation of machinery
2055 manuais, instruções, etc. manuals, instructions, etc.
2060 mercadorias perigosas ou substâncias prejudiciais dangerous goods or harmful substances in
em embalagens packaged form
2099 outros (operacional SOLAS) other (SOLAS operational)
2100 Deficiências operacionais relativas à MARPOL1 MARPOL related operational deficiencies1
2110 óleo e misturas oleosas dos espaços de máquinas oil and oily mixtures from machinery spaces
2115 procedimentos de carregamento, descarregamento loading, unloading and cleaning procedures for
e limpeza dos espaços de carga de navios tanque cargo spaces of tankers
2120 lixo garbage
2199 outros (operacional MARPOL) other (MARPOL operational)
2200 MARPOL - anexo III MARPOL - annex III
2210 embalagem packaging
2220 marcação e classificação marking and labeling
2230 documentação documentation
2240 estiva stowage
2299 outros (MARPOL - anexo III) other (MARPOL -annex III)
2300 MARPOL - anexo V MARPOL - annex V
2310 cartaz placards
2320 plano de gerenciamento de lixo garbage management plan
2330 livro registro de lixo garbage record book
2399 outro (MARPOL - anexo V) other (MARPOL - annex V)
2500 Deficiências relacionadas ao ISM ISM related deficiencies
2510 política de segurança e meio ambiente safety and environmental policy
2515 responsabilidade e autoridade da companhia company responsibility and authority
2520 pessoa(s) designada(s) designated person(s)
2525 responsabilidade e autoridade do comandante masters responsibility and authority
2530 recursos e pessoal resources and personnel
2535 desenvolvimento de planos para operações a bordo development of plans for shipboard operations
2540 prontidão de emergência emergency preparedness
2545 relatórios e análises de não-conformidades, reports and analysis of non-conformities, accidents
acidentes e ocorrências perigosas and hazardous occurrences
2550 manutenção do navio e equipamento maintenance of the ship and equipment
2555 documentação documentation
2560 verificação, revisão e avaliação da companhia company verification, review and evaluation
2565 certificação, verificação e controle certification, verification and control
2599 outros (ISM) other (ISM)
2600 Navios graneleiros - medidas adicionais de Bulk carriers - Additional safety measures
segurança
2610 resistência de antepara bulkhead strength
2620 endosso do livrete de carga endorsement of cargo booklet
2630 marcação triangular triangle mark
2640 declaração de densidade de carga cargo density declaration
2650 instrumentos de carregamento loading instruments
2699 outros (navios graneleiros) other (bulk carriers)

1
Os códigos 2000 e 2100 são somente para propósitos estatísticos e não devem ser usados em relatórios de inspeção para deficiências não-
específicas. Se deficiências não-específicas devem ser incluídas nos relatórios de inspeção, códigos 2099 e 2199 devem respectivamente ser
aplicados.
(

-3-C-6 - NORTEC-07/DPC
CÓDIGOS DE DEFICIÊNCIAS ANEXO 3-C
.

9800 Qualquer outra deficiência All other deficiencies


(visivelmente perigosa para segurança, saúde ou (clearly hazardous to safety, health or environment,
meio ambiente, especificada em texto claro) specified in clear text)
9900 Outras deficiências Other deficiencies
(não visivelmente perigosa para segurança, saúde (not clearly hazardous to safety, health or
ou meio ambiente, especificada em texto claro) environment, specified in clear text)

-3-C-7 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 3-D

CRITÉRIOS PARA IMPEDIR A SAÍDA

1 - RAZÕES SUFICIENTES PARA IMPEDIR A SAÍDA DE UM NAVIO


a) falta ou ausência de certificados relevantes válidos;
b) condições impróprias de navegabilidade;
c) alterações não autorizadas na borda-livre;
d) tripulação em desacordo com os regulamentos aplicáveis;
e) descarga não autorizada de materiais, substâncias ou efluentes, de acordo com os
regulamentos em vigor sobre poluição; e
f) falta de cooperação, por parte do Comandante, ou tripulação do navio, com respeito
à inspeção, ou investigação pelos inspetores devidamente autorizados pela Diretoria de
Portos e Costas.

2 - RAZÕES QUE PODEM LEVAR AO IMPEDIMENTO DA SAÍDA


Para orientar o inspetor listamos abaixo as principais deficiências, grupadas de
acordo com as convenções e/ou códigos relevantes, as quais são consideradas de
natureza severa e que podem levar ao impedimento da saída do navio. A verificação de
outras deficiências não relacionadas abaixo fica a critério do inspetor, de acordo com seu
julgamento profissional durante a realização da inspeção.
a) Genéricas:
1) deficiência no funcionamento, ou falta de equipamentos previstos nos
regulamentos internacionais;
2) deficiências relacionadas com as condições estruturais, máquinas, instalações
ou acessórios;
3) condições de carregamento, lastro ou estivagem de carga em desacordo com os
regulamentos;
4) deficiências de meios de fechamento, ou estanqueidade;
5) construção, arranjo ou equipamentos em desacordo com os regulamentos
internacionais sobre poluição marinha;
b) Relativas ao Solas:
1) falha do sistema de propulsão ou outras máquinas essenciais, bem como de
instalações elétricas.
2) excesso de sujeira na praça de máquinas, excesso de mistura de óleo-água no
dala, isolamento da tubulação da praça de máquinas contaminada por óleo, falha de
operação do sistema de esgoto.
3) falha na operação do gerador de emergência, iluminação, baterias e ligações.
4) falha na operação das máquinas do leme principal e auxiliar.
5) ausência, capacidade insuficiente ou deterioração acentuada dos equipamentos
salva-vidas individuais, botes de resgate e sistemas de lançamentos.
6) ausência, incompatibilidade ou deterioração acentuada dos sistemas de
detecção de incêndio, alarmes e equipamentos de luta contra incêndios, sistema fixo de
extinção de incêndio, válvulas de ventilação, "fire dampers".
7) ausência, deterioração acentuada ou falha de operação do sistema de proteção
contra incêndio na área de carga de navios-tanque.
8) ausência, incompatibilidade ou deterioração acentuada de luzes, marcas ou
sinais sonoros.
9) ausência ou falha de operação dos equipamentos de rádio.
10) ausência ou falha na operação dos equipamentos de navegação, levando- se
em consideração as disposições da regra V/12 (o) do Solas.

- 3-D-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 3-D

11) ausência de cartas náuticas, e/ou todas as outras publicações náuticas


importantes e necessárias à realização da viagem, levando se em consideração que
cartas eletrônicas podem substituir as convencionais.
12) ausência de ventilação forçada anti centelha na praça de bombas de carga.
c) Relativas ao IBC Code:
1) transporte de substância não mencionada no Certificado de Conformidade ou
ausência de informação sobre a carga.
2) ausência ou avaria nos dispositivos de segurança de alta pressão.
3) instalações elétricas não intrinsecamente seguras ou que não correspondem
aos requisitos do código.
4) fontes de ignição em locais perigosos.
5) contravenções de requisitos especiais.
6) excesso na quantidade máxima permitida de carga por tanque.
7) insuficiente proteção térmica para produtos sensíveis ao calor.
d) Relativas ao IGC Code:
1) transporte de substância não mencionada no Certificado de Conformidade
ou ausência de informação sobre a carga.
2) ausência de dispositivos de fechamento para espaços de acomodações e
serviços.
3) antepara não estanque a gás.
4) “air locks” defeituosos.
5) ausência ou avaria nas válvulas de fechamento rápido.
6) ausência ou avaria nas válvulas de segurança.
7) instalações elétricas não intrinsecamente seguras ou que não correspondem
aos requisitos do código.
8) ventiladores na área de carga inoperantes.
9) alarmes de pressão nos tanques de carga inoperantes.
10) sistema de detecção de gás e/ou sistema de detecção de gás tóxico
avariada.
11) transporte de substâncias polimerizáveis sem o certificado de inibição válido
e) Relativas à Borda-Livre:
1) áreas de avaria ou corrosão importantes ou "pitting" do chapeamento e
reforços associados, nos conveses e casco, afetando a navegabilidade ou resistência a
cargas localizadas, a menos que reparos temporários para efetuar viagem até o porto de
realização de reparos definitivos sejam feitos.
2) caso comprovado de estabilidade insuficiente.
3) ausência de informação suficiente e confiável devidamente aprovada, que de
maneira simples e rápida, possibilita ao comandante efetuar distribuição do carregamento
e do lastro do navio, de modo a garantir uma margem segura de estabilidade em todos os
estágios e em várias condições de viagem, e que o surgimento de esforços
demasiadamente altos na estrutura do navio seja evitado.
4) ausência, deterioração acentuada ou falha nos dispositivos de fechamento,
arranjos de fechamento de escotilhas e portas estanques.
5) excesso de carregamento.
6) ausência de marca de calado ou com impossibilidade de leitura.

f) Relativas à Marpol, anexo I:


1) ausência, deterioração ou falha de operação do separador de água e óleo,
sistema de controle e monitoramento de descarga de óleo ou alarme de 15 ppm.
2) capacidade residual do slop e/ou tanque de resíduos insuficiente para
realizar viagem.

- 3-D-2 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 3-D

3) livro de registro de óleo não disponível a bordo.


4) existência de "bypass" não autorizado para realização de descarga.
g) Relativas à Marpol, anexo II:
1) ausência do P & A Manual.
2) carga não categorizada. - verificar existência de acordo tripartite sobre as
condições de transporte da carga.
3) livro de registro de carga não disponível a bordo.
4) transporte de substâncias oleosas (oil-like substances) que não satisfazem
os regulamentos ou sem a autorização apropriada no respectivo certificado.
5) existência de "bypass" não autorizado para realização de descarga.
h) Relativas ao STCW:
1) tripulação não possui certificado, não possui o título pertinente, não possui
uma isenção válida ou não apresenta provas documentais de que tenha encaminhado à
Administração uma solicitação de endosso.
2) não cumprimento das prescrições aplicáveis da Administração a respeito da
tripulação de segurança.
3) as disposições referentes aos serviços de quarto de navegação ou de
máquinas não se ajustam às prescrições especificadas para o navio, pela Administração.
4) ausência de guarda por pessoa competente para manejar o equipamento
essencial para segurança da navegação, das radio-comunicações e da prevenção da
contaminação do mar.
5) para o primeiro serviço de quarto, no início da viagem, e para os serviços
subsequentes não estão previstas pessoas que estejam descansadas o suficiente e
sejam aptas para desempenhar suas obrigações.
i) Razões que não requerem o impedimento de saída do navio, mas que
impedem a continuidade do carregamento:
1) falha da operação ou manutenção do sistema de gás inerte, equipamentos
relacionados com o manuseio da carga.

- 3-D-3 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-A

O
N ___________ /_________
MARINHA DO BRASIL
(NOME DA OM)
NOTIFICAÇÃO PARA COMPARECIMENTO
(CAPITÃO DOS PORTOS/DELEGADO/AGENTE)

O ................................................................................., com fulcro na:

Lei no 9.537/97 - Dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição
nacional e dá outras providências.

Lei no 9.966/00 - Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição


causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou
perigosas em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências.

.............................................................................................................................................
(CITAR OUTRO DISPOSITIVO LEGAL, QUANDO FOR O CASO)

notifica o Sr.(a) ..................................................................................................................... proprietário(a) da


(NOME)
........................................................................................., ou seu representante legal para comparecer à
(NOME DA EMBARCAÇÃO/OBRA)
........................................................................................, situada a .............................................................
(NOME DA OM) (ENDEREÇO COMPLETO DA OM)
............................................................................... no prazo de 8 (oito) dias úteis no horário de ...................
às ..................., para prestar esclarecimento(s) referente(s) ao(s) fato(s) abaixo descrito(s):
................................................................................................
................................................................................................
................................................................................................
(DESCREVER AS IRREGULARIDADES OBSERVADAS)

................................................................................................
................................................................................................
................................................................................................
................................................................................................
................................................................................................
..........................................................................................
NOME LEGÍVEL DO INFRATOR ASSINATURA DO INFRATOR OU RESPONSÁVEL
Esclareço que o não comparecimento não impede a autuação e o desenvolvimento regular do processo
administrativo.
......................................., em ........../........../..........

NOME/NIP DO INSPETOR NAVAL ASSINATURA DO INSPETOR NAVAL

1a via - NOTIFICADO

- 4-A-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-A

No ___________ /_________
MARINHA DO BRASIL
(NOME DA OM)
NOTIFICAÇÃO PARA COMPARECIMENTO
(CAPITÃO DOS PORTOS/DELEGADO/AGENTE)
O ................................................................................., com fulcro na:

Lei no 9.537/97 - Dispõe sobre a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição
nacional e dá outras providências.

Lei no 9.966/00 - Dispõe sobre a prevenção, o controle e a fiscalização da poluição


causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou
perigosas em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências.

.............................................................................................................................................
(CITAR OUTRO DISPOSITIVO LEGAL, QUANDO FOR O CASO)

notifica o Sr.(a) ..................................................................................................................... proprietário(a) da


(NOME)
........................................................................................., ou seu representante legal para comparecer à
(NOME DA EMBARCAÇÃO/OBRA)
........................................................................................, situada a .............................................................
(NOME DA OM) (ENDEREÇO COMPLETO DA OM)
............................................................................... no prazo de 8 (oito) dias úteis no horário de ................... às
..................., para prestar esclarecimento(s) referente(s) ao(s) fato(s) abaixo descrito(s):
................................................................................................................................................................................................
................................................................................................................................................................................................
(DESCREVER AS IRREGULARIDADES OBSERVADAS)
................................................................................................................................................................................................
................................................................................................................................................................................................
..........................................................................................

NOME LEGÍVEL DO INFRATOR ASSINATURA DO INFRATOR OU RESPONSÁVEL


Esclareço que o não comparecimento não impede a autuação e o desenvolvimento regular do processo administrativo.
......................................., em ........../........../..........

NOME/NIP DO INSPETOR NAVAL ASSINATURA DO INSPETOR NAVAL


TESTEMUNHAS
NOME: .............................................................................. NOME: ..............................................................................
No DA IDENT./ÓRGÃO EXPEDIDOR: No DA IDENT./ÓRGÃO EXPEDIDOR:
.................................... ...................................
CPF: .................................................................................. CPF: .................................................................................
ENDEREÇO: ENDEREÇO:
............................................................................................ ................................................................................
............................................................................................ ...........................................................................................
DADOS DO INFRATOR OU RESPONSÁVEL

ENDEREÇO: .............................................................................................................................................................................
IDENTIDADE: ............................................................................ ÓRGÃO EXPEDIDOR: ........................................................
CPF/CNPJ: .......................................................................................TELEFONE: ....................................................................
No INSCRIÇÃO: .........................................................PORTO INSCRIÇÃO: .................................................. AB....................
(NO CASO DE EMBARCAÇÃO) (NO CASO DE EMBARCAÇÃO)
No IMO: .................................................................................
TIPO DA OBRA:..........................................................................................................................................................................
(ENDEREÇO OU LAT/LONG ONDE OCORREU A INFRAÇÃO)
LOCAL: ................................................................................................................................HORA:............................................
2a via - OM

- 4-A-2 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-B
Auto de Infração
MARINHA DO BRASIL Número: Data do Auto:
DIRETORIA DE PORTOS E COSTAS
No Notificação:

Nome do Infrator:

Responsável / Preposto:

Nome da Embarcação: Inscrição:

Porto de Inscrição:

Data da Infração: Hora da Infração: Local da Infração:

Enquadramento Descrição do Enquadramento

EXTRATO DO DISPOSITIVO LEGAL DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO A SER OBSERVADO


DE ACORDO COM O TIPO DE AUTUAÇÃO

Tomei conhecimento da presente autuação e do prazo para apresentar defesa.

Em ____/____/________ (a) __________________________________________________________________________

Declaro que tomei ciência do contido no § 1º do artigo 23 da Lei no 9.537, de 11/12/1997 e, consoante o
estabelecido no inciso LV, do artigo 5º da Constituição Federal de 1988, renuncio ao direito de defesa e
do contraditório para que seja dado prosseguimento ao processo administrativo, por reconhecer, de di-
reito e por direito, a perpetração da infração ora caracterizada no presente Auto de Infração.

Em...../........../.......... (a) ____________________________________________________

OBS: Este campo somente deverá ser assinado no caso do infrator renunciar à apresentação da defesa.

- 4-B-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 12
ANEXO 4-C
PROCEDIMENTOS DECORRENTES DA INSPEÇÃO NAVAL

CONSTATAÇÃO DA
INFRAÇÃO APLICAÇÃO DE PENALIDADES
E SEU AUTOR MATERIAL
NO MOMENTO DE SUA PRÁTICA
MEDIANTE APURAÇÃO POSTERIOR MULTA
MEDIANTE IA SUSPENSÃO/CANCELAMENTO HABILITAÇÃO
DEMOLIÇÃO DE OBRAS

P
PRRO
OC CE
EDDIIM
MEEN
NTTOO
A
ADDMMIIN
NIIS
STTR
RAAT
TIIV
VOO

IMPOSIÇÃO DE MEDIDAS
ADMINISTRATIVAS
EMERGÊNCIA

FATOS E ACIDENTES DA
NAVEGAÇÃO
NORMAM (09) IAFN

IA
OUTROS
F
- 4-C-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-D
MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

AUTO DE APREENSÃO No ________

Aos ______ dias do mês de ___________________ de ______, na localidade de

____________________, eu _________________________________________

__________________, com base no Inciso II do Artigo 16 da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, apreendi, por

infração a ____________________________________, a embarcação e/ou o material abaixo relacionado, pertencente

a _____________________

___________________________________________________, que fica ciente de que a irregularidade determinante

da apreensão deve ser sanada no prazo de noventa dias sob pena de a embarcação ser leiloada ou incorporada aos

bens da União, conforme disposto no §2o do Art. 17 da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário atendido o disposto

no Artigo 18 da referida Lei.

RELAÇÃO DO MATERIAL APREENDIDO

Nome da embarcação: ____________________ Inscrição no: ____________________


Porto de Inscrição: _______________________ Motor no: ________________________
Estado de conservação: ______________________________________________________________

Material volante: _____________________________________________________________________


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
E, para constar, lavro este Auto de Apreensão que assino, juntamente com as testemunhas e o
responsável pela embarcação apreendida.

___________________________________ ___________________________________
autuante testemunha

___________________________________ ___________________________________
proprietário ou preposto testemunha

- 4-D-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-D
RECIBO DE RESTITUIÇÃO
Recebi o material retro-mencionado, em _____ de ________ de _________.

________________________________
proprietário ou preposto
1a Via - OM - Controle
2a Via - Interessado

- 4-D-2 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-E

MARINHA DO BRASIL
(nome da OM)

TERMO DE FIEL DEPOSITÁRIO

Pelo presente termo designo ..........................................................................................................


..............................................................................................................................................................................
..................................................................FIEL DEPOSITÁRIO do(s) bem(ns) abaixo descriminado(s), ora lhe
sendo entregues, objeto de apreensão pela Capitania..................................................................................

...................................................... em ........../........./........., conforme auto de apreensão no


.................................., por infringência a(o) ...........................................................................
..............................................................................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................
..............................................................................................................................................................................
O fiel depositário ora designado compromete-se a manter o(s) bem(ns) acima Relacionado(s)
sob sua guarda e conservá-los em bom estado até a decisão final e legal do processo em andamento
, quando será notificado a efetuar a entrega, de imediato, a quem legalmente for designado para receber,
nos termos do Código Civil Brasileiro.
Do que, para constar, foi lavrado o presente termo, o qual vai assinado por mim
..............................................................................................................................................................................
......................................... Inspetor Chefe da Inspeção Naval, pelo Sr. ..............................................................
...................................................................................., fiel depositário e pelas testemunhas
.......................................................................................................... e ................................................................
..............................................................................................................................................................................
Local, em ........./........./...........

Inspetor Chefe da Inspeção Naval

Fiel Depositário

Testemunha

Testemunha

Anexo: uma relação (se necessário)

- 4-E-1 - NORTEC-07/DPC
ANEXO 4-F

MARINHA DO BRASIL
(nome da OM)

Em _____ de _______________ de _______.

NOTIFICAÇÃO PARA RETIRADA

Ilmo Sr.

__________________________________
NOME

__________________________________
ENDEREÇO

Solicito o comparecimento de Vossa Senhoria à Divisão de Inspeção Naval da Capitania

_____________________________________________________________ sito à

________________________________________________________________, a fim de, após sanadas as

irregularidades que determinaram a apreensão do objeto/embarcação de sua propriedade, providenciar a

sua retirada, no prazo de quinze (15) dias, a contar da data do recebimento desta. O não comparecimento

de Vossa Senhoria, no prazo estipulado, caracterizará o abandono do objeto/embarcação com intenção de

renunciar à propriedade nos termos do Código Civil Brasileiro. Esclareço ainda que o referido material

poderá ir a leilão ou ser incorporado aos bens da União.

__________________________________
Enc. da Div. de Inspeção Naval

Tomei conhecimento em _______/_________________/_______.

_________________________________
Assinatura

- 4-F-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 1
ANEXO 4-F

MARINHA DO BRASIL
(nome da OM)

Em _____ de _______________ de _______.

NOTIFICAÇÃO PARA SANAR IRREGULARIDADES

Ilmo Sr.

__________________________________
NOME

__________________________________
ENDEREÇO

Solicito o comparecimento de Vossa Senhoria à Divisão de Inspeção Naval da Capitania

_____________________________________________________________ sito à

________________________________________________________________, a fim de sanar, no prazo

de noventa (90) dias, as irregularidades que determinaram a apreensão do objeto/embarcação de sua

propriedade. Esclareço que na hipótese do não comparecimento de Vossa Senhoria, o referido material

poderá ir a leilão ou ser incorporado aos bens da União, em cumprimento ao disposto no art. 17 § 2o da Lei

de Segurança do Tráfego Aquaviário.

__________________________________
Enc. da Div. de Inspeção Naval

Tomei conhecimento em _______/_________________/_______.

_________________________________
Assinatura

- 4-F-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 1
ANEXO 4-G

MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O Capitão dos Portos________________________convoca o(s)

proprietário(s) da(s) embarcação(ões), cujas características são mencionadas abaixo, a

comparecer(em) a esta Capitania, situada

____________________________________________,
(Rua, no, Bairro)
no prazo de quinze (15) dias, a contar da data da publicação do presente Edital, sob pena

do(s)/da(s) objeto(s)/embarcação(ões) ser(em) considerado(s) bem(ns) abandonado(s) e

levados a leilão público ou incorporado aos bens da União.

a) descrever a embarcação ou objeto, detalhadamente.

b) Idem.

c) Idem.

__________________, _____, em _____ de _______________de _____.

- 4-G-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 1
ANEXO 4-H

MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

TERMO DE ENTREGA DE EMBARCAÇÃO

Declaro que na qualidade de proprietário ou representante legal, recebi na presente


data a embarcação denominada _____________________________________________
com as seguintes características:
Tipo: __________________________________________________________________
Classificação: ____________________________________________________________
Inscrição: _______________________________________________________________
Motor Marca: ____________________________________________________________
Proprietário: _____________________________________________________________
e seus pertences, no estado em que se encontravam, quando da apreensão no dia
____/____/____ isentando a União (Capitania _________________________) por qual-
quer despesa ou ônus que venha a incidir sobre a embarcação.

__________________, _____, ____/____/____

______________________________________
Proprietário ou Representante Legal

EMBARCAÇÃO LIBERADA

EM _____/_____/_____

__________________________
Capitão dos Portos

- 4-H-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-I

MARINHA DO BRASIL
(nome da OM)

TIPO DE LACRE

MARINHA DO BRASIL
CAPITANIA _____________________________
o
LACRADA N ________

INSPEÇÃO NAVAL

NOME DA EMB. Esta embarcação é lacrada até que sejam sanadas


as irregularidades determinantes de sua apreensão
LOCAL
devendo o seu(sua) proprietário(a) dirigir-se à
DATA/HORA ______________________________ CP/DEL/AG visando a adoção das providências ne-
o cessárias à sua liberação, visto estar impedida de
AUTO N _________________________________
trafegar por infração a(o) _____________________.
OBSERVAÇÕES: __________________________ O proprietário(a) deverá dirigir-se com urgência à
Capitania _________________________________.
_________________________________________
A retirada deste lacre, sem autorização da Capita-
_________________________________________ nia, se constitui em crime previsto no Art. 336 do
Código Penal.

____________________ DATA AUTO


Inspetor

TIPO DE AUTORIZAÇÃO PARA RETIRADA DE LACRE

MARINHA DO BRASIL
CAPITANIA _________________________

AUTORIZAÇÃO DE RETIRADA DE LACRE


NOME DA EMB.
INSPEÇÃO NAVAL
LOCAL

DATA/HORA ______________________________ O proprietário da embarcação _________________


o
está autorizado pela Capitania a retirar o “LACRE” e
AUTO N _________________________________
a trafegar por ter atendido as exigências formuladas,
OBSERVAÇÕES: __________________________ no dia _______________________.
CP, em _____________________.
_________________________________________
o
_________________________________________ LACRE N _________________

OBS.: Apresentar este documento ao depositário da embarca-


ção.

- 4-I-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-J

MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

(MODELO DE EDITAL DE LEILÃO)

EDITAL

O Capitão dos Portos _____________________, de acordo com o artigo

17 §2o da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, procederá no dia ____ de

_______________ de _______, (horário), na ______________________________, sito a

____________________________________________________________ na cidade de

_________________________, ao leilão das embarcações abaixo mencionadas:

_______________________________________________________________________

_______________________________________________________________________

___________________, _____, em _____ de ______________ de _____

____________________________________
CAPITÃO DOS PORTOS

- 4-J-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-L

MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

PORTARIA DE DESIGNAÇÃO DE LEILOEIRO

PORTARIA No ________ DE ____ DE ______________ DE _____.

O CAPITÃO DOS PORTOS ________________________, no uso da

atribuição conferida pelo Artigo 17 §2o da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário,

RESOLVE:

Designar (nome) para proceder ao leilão das embarcações constantes do

Edital desta Capitania dos Portos publicado no Jornal (nome) do dia ___/___/___, com as

características abaixo indicadas:

a) descrição detalhada da embarcação

b) Idem; e

c) Idem.

____________________________________

CAPITÃO DOS PORTOS

- 4-L-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-M

MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

AUTO DE ARREMATAÇÃO No ____________

Às ______ horas do dia _____ de ____________ de _____, na _________

____________________________________________________, sito a _____________

__________________________________, na cidade de _____________________, de

acordo com o Art. 17 §2o da Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário, sob a presidência

do Capitão dos Portos, foi leiloada a embarcação, __________________________, no

de inscrição __________________, Porto de Inscrição ___________________, cor ____


(nome)

_______________, com _______ de comprimento, ______________ de contorno,

___________ de boca __________ e ________ de pontal, com motor ______________,

de _______ HP, de que trata o Edital de _____ de _______________ de ______,

publicado do Diário Oficial de _____/_____/______.

O lance maior foi oferecido pelo Senhor (nome, naturalidade, profissão),

Carteira de Identidade no ___________________, CPF ___________________,

estabelecido na __________________________________________________________

nesta cidade, pagou no ato a importância de R$ __________________ (por extenso). E,

para constar é lavrado este termo de arrematação, que vai assinado pelos senhores

Capitão dos Portos, Encarregado da Divisão de Inspeção Naval e arrematante. E, eu

(nome, número, posto, etc.), designado leiloeiro pela PORTARIA no ________ de _____

de ______________ de ______, o lavrei.

Em _____/________________/______.

_________________________________
CAPITÃO DOS PORTOS

_________________________________ ________________________________
LEILOEIRO ENC. DA DIV. DE INSPEÇÃO NAVAL

_________________________________
ARREMATANTE

- 4-M-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-N

MARINHA DO BRASIL
NOME DA OM

CARTA DE ARREMATAÇÃO

Expede-se a presente Carta de Arrematação do Sr. (nome), brasileiro,

residente na ________________________________________________________nesta

cidade, Carteira de Identidade no ________________, CPF no _____________________

relativa à embarcação cujas características são descritas abaixo, arrematada no leilão

efetuado na ______________________________________, nesta cidade, às _________

horas do dia _____ de ______________ de ______, conforme o Auto de Arrematação no

_______________/______, pela importância de R$ _________________ (por extenso):

Arrematação:

(descrição do arrematado).

__________________, ____, em ____ de _____________ de _______.

_________________________________________
ENC. DA DIV. DE INSPEÇÃO NAVAL

- 4-N-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-O

MARINHA DO BRASIL

(NOME DA OM)

PORTARIA No __________/_______, DE ______ DE _________________ DE 2000.

O CAPITÃO DOS PORTOS DO _______________________________________ no


uso das suas atribuições legais estabelecidas no Regulamento das Capitanias dos Portos, combinado
com o parágrafo 2o do artigo 17 da Lei no 9.537, de 11 de dezembro de 1997, e Lei no 9.784, de 29
de janeiro de 1999,
Considerando que a Lei no 9.537, de 11 de dezembro de 1997, estabelece que as
irregularidades de embarcações apreendidas deverão ser sanadas em 90 (noventa) dias, por seus
proprietários, sob pena de ser leiloada ou incorporada aos bens da União,
Considerando o princípio constitucional de que a todos devem ser assegurados o
contraditório e a ampla defesa nos processos administrativos, resolve:

Art. 1o Instaurar Processo Administrativo e delegar ao Sr. (Posto, NIP,


nome) os poderes que a lei me confere para apurar o abandono da embarcação (nome,
inscrição) , de propriedade do Sr. (nome ou desconhecida) , residente à (Rua, no,
bairro, Cidade, Estado ou desconhecido) , devendo ser adotadas todas as providências necessárias à
perfeita caracterização de abandono, omissão, infrações, responsabilidades e tudo quanto interesse à
finalidade deste ato, assegurando ao interessado o contraditório e a ampla defesa.

Art. 2o Designar o Sr. (nome, graduação, etc) para funcionar como escrivão, o
qual deverá autuar a presente Portaria e tudo mais pertinente ao mesmo processo.

Art. 3o Esta Portaria entra em vigor na presente data.

___________________________________________
Assinatura do Titular da OM

- 4-O-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-P

MARINHA DO BRASIL
(NOME DA OM)

INTIMAÇÃO

O CAPITÃO DOS PORTOS DO _______________________________________ na


forma da Lei, manda a um dos Servidores desta Capitania, a quem este for apresentado e
devidamente assinado, que se dirija (local) com as indicações constantes dos
autos ou onde possa ser encontrado ou, no caso de ausência, o seu representante legal ___________
e aí notifique o Sr. (nome) para que no dia _____ do mês de ____________
às __________ horas (a intimação observará a antecedência mínima de três dias úteis quanto a data
de comparecimento), compareça a esta Capitania pessoalmente ou se fazer representar, a fim de
conhecer do processo de perdimento da embarcação __________________________________, de
sua propriedade, tendo em vista o § 2o do artigo 17 da Lei no 9.537/97, e usar no processo dos
direitos que lhe são conferido por lei, utilizando-se do contraditório e a ampla defesa.
Esclareço a V. Sa que independentemente do seu comparecimento o processo terá
continuidade.
Eu (nome) , o escrevi

___________________________________________
Capitão dos Portos

Ciente: _____________________________________
Assinatura do intimado e data

OBS.: 1) Caso a intimação seja por Títulos e Documentos, o recibo será autuado no processo como
ciência.
2) No caso de representante legal, a procuração outorgada deverá ter a firma do outorgante
reconhecida. Além de conter os poderes específicos, deverá apresentar os poderes de
transigir, renunciar, receber e dar quitação.
- 4-P-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-Q

RELATÓRIO

Vistos e bem examinados os presentes autos do Processo, instaurado em virtude


da(o) (Portaria ou Ofício) de fls ____________, deles consta que (dia, mês, hora,
local) referir minuciosamente o fato que constitui objeto do processo, assim como o
histórico, desde o início da apreensão, as irregularidades constatadas, as ações da OM junto ao
proprietário para que estas fossem sanadas, analise de supostas alegações do interessado se houver.
Dados característicos da embarcação:
Embarcação: _____________________________ Bandeira: _____________________________
Classificação: ____________________________ Porto de Inscrição: ______________________
AB: ____________________________________ Comprimento: _________________________
Proprietário/Armador: _____________________________________________________________
Foram realizadas (indicar as diligências determinadas no Processo, se houver) _____
________________________________________________________________________________
De tudo quanto contém os presentes autos conclui-se:
1) fazer um resumo do fato.
2) que, em conseqüência, não houve interesse do Sr. (nome) ,
em providenciar o saneamento das irregularidades da embarcação (nome)
ou (outros fatos julgados pertinentes), caracterizando o seu abandono com intenção de renunciar,
nos termos do Código Civil Brasileiro.
3) Dessa forma, e de tudo que contém os autos, pode-se (discernir se a
embarcação estará apta a ser leiloada ou incorporada aos bens da União) .
Sejam os presentes autos conclusos ao Sr. Capitão dos Portos, para os fins de direito.
Em ________ de _______________ de _________.

____________________________________
Encarregado do Processo

- 4-Q-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-R

MARINHA DO BRASIL
(NOME DA OM)

DECLARAÇÃO DE PERDIMENTO E INCORPORAÇÃO

O CAPITÃO DOS PORTOS DO _______________________________________, no


uso das suas atribuições legais estabelecidas no Regulamento das Capitanias dos Portos,
Considerando o que consta no parágrafo 2o do artigo 17 da Lei no 9.537, de 11 de
dezembro de 1997,
Considerando o que consta no Processo Administrativo no __________________, no
qual foi garantido ao Sr. ___________________________, o contraditório e a ampla defesa,
Considerando que foram esgotados todos os prazos recursais e instâncias
administrativas,

RESOLVE:

Art. 1o DECLARAR perdida a embarcação (nome e no de inscrição) de


propriedade do Sr. (nome) e incorporá-la aos bens da União, nos termos
do parágrafo 2o do artigo 17 da Lei no 9.537, de 11 de dezembro de 1997.

Em _________ de _________________ de ________.

___________________________________________
Capitão dos Portos

- 4-R-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-S

LEGISLAÇÃO PERTINENTE

1) Decreto-Lei no 2.848, de 07/12/40, alterado pela Lei no 7.209, de 11/07/84 - Aprova o


Código Penal.
2) Lei no 556, de 25/06/1850 - Aprova o Código Comercial Brasileiro.
3) Lei no 2.180, de 05/02/54 - Lei Orgânica do Tribunal Marítimo.
4) Decreto-Lei no 147, de 3 de fevereiro de 1967 (dá nova lei orgânica a Procuradoria
Geral da Fazenda Nacional, PGFN).
5) Decreto-Lei no 1001, de 21/10/69 - Aprova o Código Penal Militar.
6) Lei no 5.869, de 11/01/73 - Institui o Código de Processo Civil.
7) MARPOL 73/78 - Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição causada
por Navios.
8) Decreto no 83.540, de 04/06/79 - Regulamenta a aplicação da Convenção Internacio-
nal sobre Responsabilidade Civil em Danos Causados por Poluição por Óleo, 1969, e
dá outras providências.
9) Decreto-Lei no 1.687, de 18/07/79 - Dispõe sobre cobrança da dívida ativa da União e
dá outras providências.
10) Lei no 7.203, de 03/07/84 - Dispõe sobre a Assistência e Salvamento de Embarcação,
coisa ou bem em perigo no mar, nos portos e nas vias navegáveis interiores.
11) Lei no 7.273, de 10/12/84 - Dispõe sobre a Busca e Salvamento da Vida Humana em
Perigo no Mar, nos Portos e nas Vias Navegáveis Interiores.
12) Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988.
13) Lei no 8.374, de 30/12/91 - Dispõe sobre o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais
Causados por Embarcações ou por sua carga.
14) Lei no 8.617, de 04/01/93 - Dispõe sobre o Mar Territorial, a Zona Contígua, a Zona
Econômica Exclusiva e a Plataforma Continental Brasileira, e dá outras providências.
15) Lei no 9.051, de 18/05/95 - Dispõe sobre a Expedição de Certidões para a Defesa de
Direitos e Esclarecimentos de Situações.
16) Portaria no 289/MF, de 31 de outubro de 1997, atualizada pela Portaria no 248, de 03
de agosto de 2000.
17) Lei no 9.537, de 11/12/97 - Dispõe sobre a Segurança do Tráfego Aquaviário em
Águas sob Jurisdição Nacional e dá outras providências.
18) Lei no 9.605, de 12/02/98 - Dispõe sobre as Sanções Penais e Administrativas Deri-
vadas de Condutas e Atividades Lesivas ao Meio Ambiente, e dá outras providências.
19) Decreto no 2.508, de 04/03/98 - Promulga a Convenção Internacional para a Preven-
ção da Poluição Causada por Navios, concluída em Londres, em 02/11/73, sem Pro-
tocolo, concluído em Londres, em 17/02/78, suas emendas de 1984 e seus anexos
opcionais III, IV e V.

- 4-S-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-S

20) Lei Complementar no 97, de 09 de junho de 1999 - Dispõe sobre as normas gerais
para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.
21) Instrução Normativa no 2, de 05/08/99 do Departamento de Polícia Federal (NEPOM).
22) Decreto no 3.179, de 21/09/99 - Dispõe sobre a especificação das sanções aplicáveis
às condutas lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
23) Lei no 9.966, de 28 de abril de 2000 - Dispõe sobre a prevenção o controle e fiscaliza-
ção da poluição causada por lançamento de óleo e outras substâncias nocivas ou pe-
rigosas em águas sob jurisdição nacional e dá outras providências.
24) Convenção Internacional sobre Responsabilidade Civil em Danos Causados por Polu-
ição por Óleo - CLC-69.
25) International Maritime Dangerous Goods Code - IMDG - CODE.
26) Convenção no 147, da Organização Internacional do Trabalho - OIT.
27) Portaria no 134/MB, de 06 de maio de 2003, do Comandante da Marinha. Aprova as
Normas para a Organização e o Funcionamento do Sistema de Assessoria Jurídica
Consultiva da Marinha (SAJCM).
28) Portaria MF no 49, de 01 de abril de 2004. Estabelece Limites para Inscrição de Débi-
tos na Dívida Ativa da União.
29) Decreto no 5.129, de 06 de julho de 2004 - Dispõe sobre a Patrulha Naval e dá outras
providências.
30) Portaria no 156/MB, de 03 junho de 2004.

- 4-S-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-T
REGRAS DE CONDUTA PARA A INSPEÇÃO NAVAL QUANDO DA AFERIÇÂO DA ALCOOLEMIA DO CONDUTOR DE EMBARCAÇÃO

I - INSTRUÇÕES GERAIS

1 - As ações de Inspeção Naval (IN) são realizadas com o propósito de fiscalizar o cumprimento da LESTA, RLESTA e Normas decorrentes, não tendo como objetivo
PRINCIPAL a realização de testes de embriaguez;

2 - Na consecução da Inspeção Naval (IN), o Inspetor Naval deverá convidar o condutor da embarcação a utilizar o etilômetro para aferição da alcoolemia, desde
que haja indícios do seu estado de embriaguez, condução errática da embarcação e/ou outros fatos que apontem para o consumo de bebidas alcoólicas. O
etilômetro também deverá ser utilizado, quando couber, na apuração dos fatos e acidentes da navegação.

3 - Para efeitos de aplicação deste Anexo é considerado estado de embriaguez aquele em que o condutor da embarcação esteja sob a influência de álcool ou de
qualquer substância entorpecente ou tóxica;

4 - As equipes de IN durante a verificação do estado de embriaguez, deverão:


4.1 - Por ocasião da abordagem das embarcações, portar um gravador portátil em local visível. O Inspetor Naval deverá informar ao inspecionado que, por
determinação do Capitão dos Portos, a inspeção será gravada para garantir a fidelidade das informações prestadas;
4.2 - Portar uma máquina fotográfica digital para documentar evidências que possam contribuir para a fundamentação das ocorrências;
4.3 - Ser compostas preferencialmente de, pelo menos, dois Inspetores Navais e um Patrão de lancha ou condutor de viatura; e
4.4 - Portar quaisquer outros equipamentos de mídia para captura de imagem/som, que possam corroborar a ocorrência.

5 - As CP, DL e AG e suas Equipes de IN deverão estar prontas para apreender e conduzir aquelas embarcações cujo condutor apresente estado de embriaguez,
em quaisquer das seguintes situações:
5.1 - Não haja outra pessoa a bordo habilitada a conduzi-la, ou
5.2 - Não possa ser rebocada.

6 - Limites de teor alcóolico


6.1 - Nos casos em que for constatado estado de embriaguez cujo limite de teor alcóolico seja até 3 (três) décimos de miligramas por litro de ar expelido dos
pulmões, com margem de tolerância de um décimo de miligrama por litro de ar, deverá ser iniciada a aplicação de procedimentos administrativos contidos
no Capítulo 3 da NORTEC-07/DPC.
6.2 - Nos casos em que for constatado índice igual ou superior a 3 (três) décimos de miligramas por litro de ar expelido dos pulmões, observando-se a margem
de tolerância de um décimo de miligrama por litro de ar, o infrator deverá ser apresentado à Autoridade Policial competente com jurisdição sobre a área ou
o fato relatado àquela Autoridade, para adoção de medidas que entender cabíveis (enquadramento como crime previsto no art.261 do código Penal ou art.
62 da lei de Contravenções Penais).

7 - As CP/DL/AG deverão estabelecer entendimento prévio com as Autoridades Policiais competentes das respectivas áreas de jurisdição, visando:
7.1 - Informar àquela Autoridade sobre os novos procedimentos que estão sendo adotados pela MB;
7.2 - Identificar os locais mais próximos para onde poderão ser conduzidos os infratores; e
7.3 - Criar um canal direto e rápido entre as CP/DL/AG e a Autoridade Policial competente, com propósito de cooperação.

8 - Relembra-se que consoante garantia constitucional o infrator não é obrigado a submeter-se ao teste do etilômetro.

- 4-T-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-T
9 - Casos omissos e situações não previstas, que possam causar repercussões de modo negativo à imagem da MB, deverão ser comunicados pelo Inspetor Naval à
sua OM, de forma que esta possa solicitar orientação ao DN.

II – REGRAS DE COMPORTAMENTO
AÇÃO A EMPREENDER POSSÍVEIS VARIÁVEIS FATOS DECORRENTES

a) Constatado o estado de embriaguez com índice do etilômetro até 3 (três) décimos de miligramas
1 - Solicitar (convidar) ao 1 - Aceitou submeter-se ao por litro de ar expelido dos pulmões, com margem de tolerância de um décimo de miligrama por
condutor submeter-se teste. litro de ar:
ao teste do etilômetro; 1 - o condutor estará impedido de conduzir a embarcação;
2 - será efetuada a notificação do condutor (modelo do ANEXO 4-A da NORTEC-07), enquadrando-o no
Art. 23, I, da RLESTA;
3 - na notificação, relatar a retenção da Habilitação (CIR ou CHA), fundamentando de forma clara e
detalhada toda a ocorrência;
4 - solicitar que o infrator assine o resultado do teste. Negando-se, o resultado será firmado, de
preferência, por duas testemunhas;
5 - a condução da embarcação deverá ser realizada por outra pessoa habilitada, desde que o resultado
do etilômetro não indique estar a mesma em estado de embriaguez;
6 - havendo possibilidade técnica, a embarcação poderá ser rebocada ou fundeada;
7 - caso não haja possibilidade de atendimento da subalínea 6, deverá ser solicitado apoio da CP, DL ou
AG, devendo a equipe de IN permanecer no local até a chegada do apoio.

b) Constatado o estado de embriaguez com índice do etilômetro igual ou superior a 3 (três) décimos
de miligramas por litro de ar expelido dos pulmões com margem de tolerância de um décimo de
miligrama por litro de ar:
1 - cumprir os procedimentos descritos na alínea a);
2 - apresentar o condutor, o mais breve possível, à Autoridade Policial competente, com jurisdição sobre
a área, para adoção das medidas que julgar cabíveis. No caso de recusa, solicitar a presença dessa
autoridade ao local da ocorrência. Não havendo essa possibilidade, apresentar a essa autoridade,
o mais breve possível, o relato completo dos fatos de acordo com o estabelecido no item III deste
Anexo.
3 - solicitar à Autoridade Policial documento, no qual conste, expressamente, as condições físicas e de
saúde do mesmo, a relação de materiais e documentos que o acompanham, assim como a
identificação completa e assinatura da Autoridade Policial competente.

c) Não constatado o estado de embriaguez:


O condutor está liberado.

- 4-T-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-T

AÇÃO A EMPREENDER POSSÍVEIS VARIÁVEIS FATOS DECORRENTES


1 - o condutor estará impedido de conduzir a embarcação;
2 - Não aceitou submeter-se 2 - registrar na ocorrência todos os notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo
ao teste, mas foi possível condutor, de acordo com o estabelecido no item III, subitem 4, alíneas de c) a g), deste Anexo.
que a Equipe de IN, me- 3 - será efetuada a notificação do condutor (modelo do ANEXO 4-A da NORTEC-07), relatando de forma
diante a obtenção de clara e detalhada toda a ocorrência e o fato do mesmo não aceitar a submeter-se ao teste;
outras provas admitidas 4 - na notificação relatar a retenção da Habilitação (CIR ou CHA);
em direito (de acordo 5 - a condução da embarcação deverá ser realizada por outra pessoa habilitada, desde que o resultado do
com o estabelecido no etilômetro não indique estar a mesma em estado de embriaguez;
item III, subitem 4, 6 - havendo possibilidade técnica, a embarcação poderá ser rebocada ou fundeada;
alíneas de c) a g), deste 7 - caso não haja possibilidade de atendimento da subalínea 6, deverá ser solicitado apoio da CP, DL ou
Anexo), atestasse o es- AG; e
tado de embriaguez. 8 - apresentar o condutor, o mais breve possível, à Autoridade Policial competente, para que a mesma
1 - Solicitar (convidar) ao adote as medidas que entender cabíveis, apresentando relato completo do fato de acordo com o
condutor submeter-se estabelecido no item III, deste Anexo.
ao teste do etilômetro.
3 - Não aceitou submeter-se
ao teste (todavia, foi 1 - Serão cumpridos as subalíneas 1 a 7 do quadro anterior.
possível à equipe de IN 2 - Solicitar a presença da autoridade policial competente ao local da ocorrência. Não havendo essa
atestar seu estado de possibilidade, apresentar a essa autoridade, o mais breve possível, o relato completo dos fatos de
embriaguez (de acordo acordo com o estabelecido no item III, deste Anexo.
com o estabelecido no
item III, subitem 4,
alíneas de c) a g), deste
Anexo) e negou-se a
acompanhar o IN à Auto-
ridade Policial competen-
te.

- 4-T-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-T
Alertar ao infrator sobre as conseqüências da desobediência a ato legal de servidor público competente
a executá-lo (retenção da habilitação e apreensão da embarcação). Persistindo o ato ilegal, no caso de
4 - Não aceitou submeter-se
desacato (Art. 331 do Código Penal), desobediência à ordem legal do Inspetor (Art. 330 do mesmo
ao teste (todavia, foi pos-
Código), ou mesmo de resistência, com oposição à execução de ato legal, mediante violência ou ameaça
sível a equipe de IN ates-
(Art. 329 do Código Penal), o infrator deverá ser conduzido à autoridade policial mais próxima, para as
tar seu estado de embria-
medidas penais cabíveis, devendo o fato ser comunicado imediatamente ao Capitão dos Portos, Delegado
guez) e negou-se a aten-
ou Agente, observando ainda as orientações específicas dos Comandantes dos Distritos Navais.
der às medidas adminis-
Na impossibilidade de se conduzir o infrator à presença da autoridade policial por motivo de evasão,
trativas referentes a re-
deverá ser identificada a embarcação e seu proprietário e comunicada à autoridade policial local a
tenção de sua habilitação
“desobediência à ordem legal de servidor público e/ou desacato”, e a oposição à execução de ato legal,
e apreensão de sua em-
mediante violência ou ameaça a funcionário federal competente.
barcação.
Somente será detido pessoal em flagrante delito. O registro de ocorrência policial deve ser efetuado,
preferencialmente, pelo Inspetor que esteve diretamente envolvido com a ocorrência, acompanhado de
duas testemunhas, caso tenha.

III - INFORMAÇÕES MÍNIMAS QUE DEVERÃO CONSTAR NO RELATO DOS FATOS À AUTORIDADE POLICIAL

1 - Quanto ao Condutor/Aquaviário/Amador:
a) Nome
b) Número da CIR/CHA ou do documento de identificação; e
c) Endereço, sempre que possível.

2 - Quanto à embarcação
a) Número de Inscrição; e
b) Nome.

3 - Quanto ao fato:
a) Data;
b) Hora;
c) Local; e
d) Número da notificação.

4 - Relato:
a) O condutor:
I) envolveu-se em acidente da navegação;
II) declara ter ingerido bebida alcoólica;
III) declara ter feito uso de substância tóxica, entorpecente ou de efeito análogo.
IV) nega ter ingerido bebida alcoólica; e
V) nega ter feito uso de substância tóxica, entorpecente ou de efeito análogo;
- 4-T-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-T
b) No caso de realização do teste do etilômetro, registrar o índice obtido.

c) Quanto à aparência, se o condutor apresenta:


I) sonolência;
II) olhos vermelhos;
III) vômito;
IV) soluços;
V) desordem nas vestes; e
VI) odor de álcool no hálito.

d) Quanto à atitude, se o condutor apresenta:


I) agressividade;
II) arrogância;
III) exaltação;
IV) ironia;
V) falante; e
VI) dispersão.

e) Quanto à orientação, se o condutor:


I) sabe onde está; e
II) sabe a data e a hora.

f) Quanto à memória, se o condutor:


I) sabe seu endereço; e
II) lembra dos atos cometidos.

g) Quanto à capacidade motora e verbal, se o condutor apresenta:


I) dificuldade no equilíbrio; e
II) fala alterada.

5 - Afirmação expressa de que:


De acordo com as características acima descritas, constatei que o condutor [nome do condutor] da embarcação [inscrição e nome], estava sob a
influência de álcool, substância tóxica, entorpecente ou de efeitos análogos e se recusou a submeter-se aos testes, exames ou perícia que
permitiriam certificar o seu estado.

6 - Dados do Inspetor(es) Naval(is) e testemunhas:


a) Nome;
b) NIP; e
c) Assinatura.

- 4-T-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-U

MARINHA DO BRASIL

(NOME DA OM)

RELATÓRIO DA INSPEÇÃO NAVAL

TAREFA ATRIBUÍDA: ___________________________________________________________________

VEÍCULO: - data-hora saída: _______________________ - data-hora chegada: ___________________


- Km saída: ____________________________ - Km chegada: ________________________

EMBARCAÇÃO: - data-hora saída: __________________ - horas de funcionamento: ______________


- data-hora chegada: _______________

PESSOAL: - Mais Antigo da Equipe: ________________________________________________________


- Patrão ou Motorista: _________________________________________________________
- Guarnição Lancha: __________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
- Inspetores: _________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________

LOCALIDADE(S) INSPECIONADA(S): _______________________________________________________


_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

DADOS RELEVANTES:
o
- N DE EMBARCAÇÕES INSPECIONADAS: _________________________________________________
o
- N DE OBRAS E EXTRAÇÃO DE MINERAIS SOB, SOBRE E AS MARGENS DE AJB QUE FORAM
VISITADAS: ___________________________________________________________________________
o
- N DE NOTIFICAÇÕES EMITIDAS: ________________________________________________________
o
- N DE EMBARCAÇÕES APREENDIDAS: ___________________________________________________
o
- N DE EMBARCAÇÕES LACRADAS: _______________________________________________________
- OUTROS (ESPECIFICAR): ______________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

- 4-U-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-U

OCORRÊNCIAS: _________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________

SUGESTÕES EM DECORRÊNCIA DA INSPEÇÃO NAVAL EFETUADA:


Programação de novas Inspeções no local.
Ex.: ___________________________________________________________________________________
Verificação de necessidade de programação de cursos do EPM.
_______________________________________________________________________________________
Alteração de NPCP/NPCF e outras.
_______________________________________________________________________________________

__________________________________ ______________________________
Inspetor Mais Antigo da Equipe Enc. da Inspeção Naval

NOTA: As notificações e os Autos de Apreensão, deverão ser anexados a este Relatório.

- 4-U-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 8
ANEXO 4-V
MODELO DO MAPA DE COLETA DE DADOS IN2 CONSOLIDADOS A SER UTILIZADO PELAS CP
(OS DADOS AQUI APRESENTADOS DEVEM CONSOLIDAR OS DAS SUAS DL/AG)

1. NÚMERO DE IN REALIZADAS PELOS INSPETORES NAVAIS NÍVEL 2


Critério: Total de INSPEÇÕES REALIZADAS entre o dia 1º e 31 de cada mês de referência pelos Inspetores
Navais nível 2. Entende-se como IN, para efeito desta estatística, a fiscalização efetivamente realizada em
uma embarcação. Não devem ser consideradas abordagens realizadas que não impliquem em ato de
fiscalização. Os dados devem ser informados à DPC até o 5º dia útil de cada mês posterior ao mês de
referência.
Fonte: CDA
Responsável pela coleta: CDA
Responsável pela consolidação: DPC-251
Área de atuação: CDA

Mês:__________
CP/DL/AG TOTAL
CP
DL
AG

2. AUTOS DE INFRAÇÃO, APREENSÕES, ARRESTOS E DESPACHOS EMITIDOS ENTRE 01JAN E 31 DEZ DO ANO DE
REFERÊNCIA
Critério: AUTOS DE INFRAÇÃO ABERTOS
Responsável: DPC-251 E DPC-252
ATUAÇÃO: CDA

Mês:__________
SERVIÇO CP DL AG TOTAL
Autos de Infração lavrados
Apreensão de embarcação nacional
Apreensão de embarcação estrangeira
Arresto de embarcação nacional
Arresto de embarcação estrangeira
Despacho de embarcações nacionais
Despacho de embarcações estrangeiras

- 4-V-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
MAPA DE COLETA DE DADOS ESTATÍSTICOS

1. TOTAL DE AMADORES EXISTENTES ATÉ 31DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA


Critério: Total de amadores existentes em 31DEZ, com CHA ativas. CHA ativa significa:
CHA dentro ou não da validade, mas que represente a categoria atual do amador,
evitando-se assim contagens em dobro por habilitação em categorias passadas.
Fonte: SISAMA/SISADM
Responsável: DPC-251
ATUAÇÃO: CDA

CATEGORIA/ComDN 1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
VELEIRO-VLE
MOTONAUTA-MTA (1)
ARRAIS AMADOR-ARA
ARA E MTA
MESTRE AMADOR-
MSA
MSA E MTA
CAPITÃO AMADOR-
CPA
CPA E MTA
TOTAL COM DN
TOTAL
(1) Só MTA.

2. EMISSÃO DE CARTEIRAS DE HABILITAÇÃO DE AMADOR (CHA) EMITIDAS NO ANO DE


REFERÊNCIA
Critério: Total de CHA emitidas entre 01JAN e 31DEZ do ano de referência
Fonte: SISAMA/SISADM
Responsável: DPC-251
ATUAÇÃO CDA

CATEGORIA/ComDN 1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
VELEIRO-VLE
MOTONAUTA-MTA (1)

ARRAIS AMADOR-
ARA
ARA E MTA
MESTRE AMADOR-
MSA
MSA E MTA
CAPITÃO AMADOR-
CPA
CPA E MTA
TOTAL COM DN
TOTAL
(1) Só MTA.

- 4-W-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
3. NÚMERO DE INSPEÇÕES NAVAIS (IN) REALIZADAS PELOS INSPETORES NAVAIS NÍVEL 1
Critério: Total de INSPEÇÕES DE PSC E FSC REALIZADAS entre 1JAN e 31DEZ do ano de
referência pelo GEVI da DPC e GVI da CDA
Fonte: SISGEVI
Responsável: DPC-222
Área de atuação: DPC e CDA

TIPO/ComDN GEVI GVI


DPC
1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
PSC
FSC
DETENÇOES PSC

TOTAL COMDN
TOTAL

4. NÚMERO DE IN REALIZADAS PELOS INSPETORES NAVAIS NÍVEL 2


Critério: Total de INSPEÇÕES REALIZADAS entre 01JAN e 31DEZ do ano de referência
pelos Inspetores Navais nível 2. Entende-se como IN, para efeito desta estatística, a
fiscalização efetivamente realizada em uma embarcação. Não devem ser consideradas
abordagens realizadas que não impliquem em ato de fiscalização.
Fonte: CDA
Responsável pela coleta: CDA
Responsável pela consolidação: DPC-251
Área de atuação: CDA

TIPO/ComDN 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º
TOTAL COMDN
TOTAL

5. NÚMERO DE VISTORIAS E PERÍCIAS TÉCNICAS EM EMBARCAÇÕES BRASILEIRAS


Critério: Total de VISTORIAS REALIZADAS pelo GEVI da DPC e GVI das CDA entre 01JAN e
31DEZ do ano de referência COM EMISSÃO DE DOCUMENTOS registradas no SISGEVI
Fonte: SISGEVI
Responsável: DPC-2211
Área de atuação: DPC e CDA
TIPO/ComDN GEVI GVI
DPC
1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
Embarcações certificadas
Vistoria em seco para obtenção do CSN
(inicial e de renovação)
Vistoria flutuando para obtenção do CSN
(inicial e de renovação)
Vistoria para emissão do Certificado de
Borda - Livre
Vistoria para emissão de Laudo Pericial
para confecção de CTS
Análise de planos para emissão de
licenças
Vistoria de Condição para graneleiros
Vistoria de arqueação
TOTAL COMDN
TOTAL

- 4-W-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
6. NÚMERO DE VISTORIAS E PERÍCIAS TÉCNICAS EM EMBARCAÇÕES ESTRANGEIRAS
Critério: Total de VISTORIAS REALIZADAS pelo GEVI da DPC e GVI das CDA entre 01JAN e
31DEZ do ano de referência COM EMISSÃO DE DOCUMENTOS registradas no SISGEVI
Fonte: SISGEVI
Responsável: DPC-222
Área de atuação: DPC e CDA
TIPO/ComDN GEVI GVI
DPC
1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
Plataformas, FPSO e FSO
Perícia de Conformidade para Operação
em AJB e emissão da AIT
Perícia para emissão de Declaração de
Conformidade para Plataforma Fixa
Perícia para emissão de CTS

Demais embarcações
Perícia de Conformidade para Operação
em AJB e emissão da AIT
Perícia para emissão de Declaração de
Conformidade para Transporte de
Petróleo
Perícia para Emissão de CTS
Análise documental SIRE (Ship Inspection
Report) para emissão de Declaração de
Conformidade
Vistoria de condição para carregamento
de carga viva
TOTAL COMDN
TOTAL

- 4-W-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
7. SERVIÇOS PRESTADOS EXCUSIVAMENTE PELO DEPARTAMENTO DO TRÁFEGO
AQUAVIÁRIO ENTRE 01JAN E 31DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA
Critério: TOTAL DE REQUERIMENTOS E AUTORIZAÇÕES EMITIDAS
Fonte: REQUERIMENTOS E A
Responsável: DPC-252 e DPC-254
ATUAÇÃO: CDA

SERVIÇO TOTAL

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação na prestação de serviços de turismo


náutico em AJB

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação para obra de infraestrutura portuária,


dragagem e/ou extração de areia

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação para levantamento hidrográfico

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação para obras de engenharia submarina

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação para aquisição de dados relacionados


a atividade do petróleo e do gás natural (levantamento sísmico)

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação para Apoio Portuário

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação para coleta de amostra ambiental


costeiro e oceânico

Autorização de processo de Inscrição Temporária de embarcação de esporte e recreio e de turismo


náutico

Autorização de prorrogagação de permanência em AJB

Autorização de reparo emergencial em cabo submarino

Certificado de responsabilidade civil por danos causados por poluição de óleo- CLC 69

Pesquisa de bens submersos e soçobrados em AJB

- 4-W-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
8. TOTAL DE EMBARCAÇÕES EXISTENTES ATÉ 31DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA
Critério: Total de EMBARCAÇÕES existentes em 31DEZ POR ATIVIDADE/SERVIÇO.
Somente contabilizar as embarcações em operação, ou seja, com inscrições válidas,
excluindo-se as inscrições canceladas.
Fonte: SISGEMB
Responsável: DPC-2122
ATUAÇÃO: CDA

ATIVIDADE- 1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
SERVIÇO/ComDN
DRAGAGEM
ESPORTE E RECREIO
LH
MONITORAMENTO
AMBIENTAL
PERFURAÇÃO
PESCA
PESQUISA CIENTÍFICA
PESQUISA SÍSMICA
PRODUÇÃO
REBOQUE E EMPURRA
SERVIÇO PÚBLICO
TRANSPORTE DE CARGA
TRANSPORTE DE
PASSAGEIRO
TOTAL COMDN

TOTAL

9. TOTAL DE TÍTULOS DE INSCRIÇÃO EMITIDOS ENTRE 01JAN E 31 DEZ DO ANO DE


REFERÊNCIA
Critério: TIE, TIEM
Fonte: SISGEMB
Responsável: DPC-2122
ATUAÇÃO: CDA

ATIVIDADE/ComDN 1ºDN 2ºDN 3ºDN 4ºDN 5ºDN 6ºDN 7ºDN 8ºDN 9ºDN
Inscrição de embarcação e
emissão do TIE
Inscrição de embarcação e
emissão do TIEM
Emissão do Documento
Provisório de Propriedade
TOTAL COM DN

TOTAL

- 4-W-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W

10. SERVIÇOS PRESTADOS EXCLUSIVAMENTE PELO DEPARTAMENTO TÉCNICO ENTRE 01JAN E


31 DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA
Critério: REQUERIMENTOS, REGISTROS E CERTIFICADOS EMITIDOS
Fonte: REGISTROS INTERNOS
Responsável: DPC-211
ATUAÇÃO: DPC

SERVIÇO TOTAL

Análise de projeto de equipamento de salvatagem

Execução de testes de equipamento de salvatagem

Emissão de Certificado de Homologação de equipamentos de salvatagem

Análise de projeto de luzes de navegação

Execução de testes de luzes de navegação

Emissão de Certificado de Homologação de Luzes de Navegação

Análise de projeto de escada de prático

Execução de testes de escada de prático

Emissão de Certificado de Homologação de escada de prático

Análise do projeto de material resistente a fogo

Execução de testes de material resistente a fogo

Emissão de Certificado de Homologação de material resistente ao fogo

Análise dos procedimentos de teste de determinação de umidade e limite de


umidade transportável
Certificação de laboratórios para realização de testes de umidade e limite de
umidade transportável para cargas sujeitas à liquefação
Credenciamento de laboratórios para testes em materiais resistentes ao fogo

Análise dos procedimentos de embarque para cargas sujeitas à liquefação

Certificação de Sistemas de Embarque de cargas sujeitas à liquefação

Avaliação provisória de substâncias líquidas nocivas (Anexo II da MARPOL 73/78)

Acordos tripartite para o transporte de substâncias líquidas nocivas ainda não


classificadas (Anexo II da MARPOL)
Acordo entre países para transporte de granéis sólidos não listados no ISMBC
Code

- 4-W-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
11. SERVIÇOS PRESTADOS EXCLUSIVAMENTE PELO DEPARTAMENTO DE MATERIAL ENTRE
01JAN E 31 DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA
Critério: REQUERIMENTOS, REGISTROS E CERTIFICADOS EMITIDOS
Fonte: REGISTROS INTERNOS
Responsável: DPC-212
ATUAÇÃO: DPC

SERVIÇO TOTAL
Homologação de embalagens para o transporte marítimo de produtos perigosos
(quantidade)
Análise de documentação de embalagens recebida quanto ao conteúdo das
informações e se atende aos requisitos da NORMAM-05/DPC.
Amostragem dos protótipos de embalagens selecionados diretamente da linha de
fabricação ou estoque da unidade fabril.
Execução de testes dos protótipos de embalagens amostrados, em
laboratório/fábricas.
Auditorias de processo – Sistema de Gestão da Qualidade(SGQ) da fabricação de
embalagens nas unidades fabris.
Análise de justificativas técnicas de não conformidades, quando pertinentes e
respectiva validação.
Emissão dos Relatórios Finais de Testes.

Emissão de Certificados de Homologação de embalagens (novos e de renovação)

Homologação de Tanques Portáteis Offshore para o transporte marítimo de


produtos perigosos (logística química OFFSHORE).
Credenciamento de empresas para validação de tanques portáteis homologados
para transporte de produtos perigosos por via marítima.
Emissão de Registro Contínuo de Dados (RCD) para navios e plataformas móveis

Levantamento de bens para fins de instrução de processos judiciais, execução de


massa falida, processos da receita federal.

- 4-W-7 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-W
12. SERVIÇOS DE MERGULHO E HELIDEQUE ENTRE 01JAN E 31 DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA
Critério: REQUERIMENTOS, REGISTROS E CERTIFICADOS EMITIDOS
Fonte: REGISTROS INTERNOS E CONSULTA A CDA
Responsável: DPC-223
ATUAÇÃO: DPC e CDA

SERVIÇO TOTAL
MERGULHO EMPRESAS E ESCOLAS
Análise de processo de cadastramento
Emissão de Ficha Cadastro (FCEM) por cadastramento inicial, renovação ou
alteração de dados cadastrais; ou endosso anual
Vistoria Pré-Operação de sistemas de mergulho

Vistoria para Retirada de Exigências

Perícia em Acidente de Mergulho

Inspeção a Pedido da Empresa


HELIDEQUE

Vistoria Inicial

Vistoria de Renovação
Análise de Planos e Documentos (inclui pedido de alteração de parâmetros, retirada
de exigência e autorização provisória
Elaboração de Relatório de Vistoria de Helideque

Vistoria para Retirada de Exigência

Vistoria para Verificação de Alteração de Parâmetros

Certificação de Helideque

Credenciamento de Empresas que ministram o Curso MCIA

13. AUTOS DE INFRAÇÃO, APREENSÕES, ARRESTOS E DESPACHOS EMITIDOS ENTRE 01JAN E


31 DEZ DO ANO DE REFERÊNCIA
Critério: AUTOS DE INFRAÇÃO ABERTOS
Responsável: DPC-251 E DPC-252
ATUAÇÃO: CDA

SERVIÇO TOTAL

Autos de Infração lavrados


Apreensão de embarcação nacional
Apreensão de embarcação estrangeira
Arresto de embarcação nacional
Arresto de embarcação estrangeira
Despacho de embarcações nacionais
Despacho de embarcações estrangeiras

- 4-W-8 - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 4-X

MARINHA DO BRASIL

NOME DA OM
[Endereço para correspondência]
[Endereço - continuação]
[Telefone e Endereço de correio eletrônico]

Ofício no ___/Sigla da OM-MB


00/080.1
Cidade, UF, ___de ____ de ____.

A Sua Excelência o(a) Senhor(a)


(NOME)
Procurador da Fazenda Nacional
Rua, no, bairro
CEP - Cidade - UF

Assunto: Inscrição em Dívida Ativa da União

Senhor(a) Procurador(a),

1. Transmito ao(a) Sr.(a) a relação de infrator(es) abaixo relacionado(s), juntamente


com os respectivos Autos de Infração julgados, solicitando providências quanto à cobrança
judicial, prevista no Art. 22 do Decreto-lei no 147/67, tendo em vista que as multas impostas por
transgressão às normas vigentes, não foram quitadas no prazo previsto no Art. 32 da Lei no
9.537/97, que dispõe sobre a Segurança do Tráfego Aquaviário.

2. Infrator(es) a ser(em) incrito(s) na Dívida Ativa da Fazenda Pública:

NOME AUTO DE INFRAÇÃO CPF/CNPJ

Respeitosamente,

(Posto)
Capitão dos Portos / Delegado/ Agente

NUP
- 4-X - NORTEC-07/DPC
Mod 13
APÊNDICE I AO ANEXO 4-X

MARINHA DO BRASIL

NOME DA OM
[Endereço para correspondência]
[Endereço - continuação]
[Telefone e Endereço de correio eletrônico]

Ofício no ___/Sigla da OM-MB


00/00
Cidade, UF, ___de ____ de ____.

A Sua Senhoria o(a) Senhor(a)


(NOME)
Rua, no, bairro
CEP - Cidade - UF

Assunto: Intimação para recolhimento de multa imposta

Senhor(a),

1. Solicito o comparecimento do Sr.(a) a esta Capitania (Delegacia ou Agência), a


fim de comprovar o pagamento da Guia de Recolhimento da União (GRU) atinente à multa
imposta no(s) Auto(s) de Infração no xx. Caso não tenha sido realizada a devida quitação,
reenvio a GRU anexa e a cópia do Auto de Infração.

2. Participo que o não comparecimento no prazo de oito dias úteis a contar da data
de recebimento da referida intimação implicará no encaminhamento do(s) Auto(s) de Infração à
Procuradoria da Fazenda Nacional para inscrição na Dívida Ativa da União, com fulcro no item
0315 da Norma da Autoridade Marítima para Inspeção Naval (NORMAM-07/DPC).

Respeitosamente,

(Posto)
Capitão dos Portos / Delegado/ Agente

NUP

- 4-X-I - NORTEC-07/DPC
Mod 13
ANEXO 5-A

INSTRUÇÕES PARA INVESTIGAÇÃO E COLETA DE DADOS


SOBRE POLUIÇÃO HÍDRICA

A) POLUIÇÃO POR ÓLEO

1) Ações Preliminares

a) Caso a embarcação poluidora não seja conhecida, investigar o incidente procurando


identificar suspeitos, através do acompanhamento SISTRAM e de denúncias de terceiros;

b) Tirar cópia dos seguintes documentos da(s) embarcação(ões) envolvida(s):


- Documento de registro ou inscrição da embarcação;
- Certificado de Segurança de Equipamento para Navio Carga;
- Certificado de Responsabilidade Civil por Danos Causados por Poluição por Óleo
ou Outra Garantia Financeira Equivalente (petroleiros);
-
- Certificado de Conformidade para Transporte de Gases Liqüefeitos a Granel
(específico);
- Certificado Internacional de Prevenção da Poluição por Óleo (petroleiros);
- Certificados de Habilitações Especiais (STCW/78) (específico para petroleiros,
propaneiros e quimiqueiros), obrigatórios para:
 Comandante;
 Imediato;
 Chefe de Máquinas;
 2o Oficial de Máquinas;
 dos Operadores que estavam executando a carga e/ou descarga.
- Diário de Navegação;
- Diário de Máquinas;
- Livro de Registro de Óleo/Carga; e
- Esclarecimento formal do Comandante sobre o acidente;

OBSERVAÇÃO: Nos casos de incidentes envolvendo embarcações de esporte e/ou


recreio somente deverão ser exigidos os documentos aplicáveis.

c) Fotografar, registrando a data e hora, o local do incidente de forma a mostrar a(s)


embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio, em ângulos que
possibilitem sua identificação; a localização do material lançado em relação à(s)
embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio; a avaliação das
dimensões da extensão poluída e locais de bordo por onde haja indícios de ter sido
lançado ou escorrido o óleo ou mistura oleosa;

d) Arregimentar testemunhas do fato, se possível, no mínimo de duas (2), tomando a


termo suas declarações, identificando nome, endereço, telefone e número de identidade
de forma a facilitar sua localização posterior. Tomar declaração de todos os que possam
contribuir para o esclarecimento do incidente como: Comandante do navio, Chefe de
Máquinas, Guarda Portuário, denunciante, estivadores, operadores portuários, operador
da barcaça de óleo, Prático que manobrou a embarcação etc;

e) Providenciar a coleta de amostras do óleo (matriz aquosa, oleosa ou sólida) em


recipientes apropriados, de acordo com os procedimentos previstos na NORTAM-01, a

- 5-A-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

fim de que, quando não for conhecida ou houver dúvidas sobre a autoria do
derramamento, essas amostras sejam encaminhadas para análise pericial em laboratório.
Deverão ser empregados laboratórios dos órgãos ambientais ou aqueles capacitados
para tal fim, como o do IEAPM, das universidades federais e estaduais e laboratórios
particulares credenciados pelo INMETRO. Os recipientes com as amostras deverão ser
vedados e devidamente etiquetados, na presença do responsável pela(s)
embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio e de uma testemunha,
passando-se a observar o “registro da cadeia de custódia”, previsto na mencionada
NORTAM, para efeito de controle do trâmite das amostras.

f) Realizar uma perícia a bordo, especialmente com relação aos


equipamentos, mangotes, válvulas, bombas etc, usados para carga ou descarga do
produto.

Proceder ao seguinte levantamento de quesitos periciais mínimos a serem formulados:


1) Estava havendo alguma manobra de óleo ou mistura oleosa?
SIM NÃO
2) Havia alguma bomba de esgoto funcionando?
SIM NÃO
3) Os suspiros de óleo apresentam vestígios de vazamento?
SIM NÃO
4) O costado e/ou convés apresenta manchas de óleo?
SIM NÃO
5) O porão da praça de máquinas apresenta óleo empoçado?
SIM NÃO
6) Há algum equipamento aberto na praça de máquinas? Cite-o.
SIM NÃO

7) Quanto tempo permaneceu a mancha em volta da embarcação, plataforma ou sua


instalação de apoio?

8) A embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio estava


carregada, descarregada ou operando?

9) Quais os indícios da provável causa do incidente?

2) Análise do Fato

a) Fazer croqui mostrando a direção da corrente, intensidade do vento, situação da


maré, posição da embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio, posicionando os
navios vizinhos e a posição da mancha em relação ao conjunto, inclusive com os dados
de tempo-distância fornecidos pelo SISTRAM;

b) Verificar se ocorreu fato ou acidente da navegação, para ser instaurado o


competente Inquérito Administrativo;

- 5-A-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

c) Analisar irregularidades documentais, vistos anuais e, inclusive, a habilitação


específica dos operadores de carga e descarga;

d) Confrontar depoimentos e laudos periciais;

e) A quantidade derramada de óleo ou mistura oleosa deve ser sempre informada em


litros.

3) Ações a Empreender

a) Lavrar Auto de Infração com o devido acompanhamento da Assessoria Jurídica


da DPC;

b) Recomendar a realização de vistoria, quando necessário, nos termos da alínea c)


Inciso I Artigo 4o da LESTA;

c) Mensagem com o seguinte formato:


DE: CP, DL ou AG
PARA: Distrito Naval
INFO: OPENAV/DRGNAV/PRTCOS/IEMAPM/COMINSUP/CP DL AG DO DN/CP DL
AG DO PRÓXIMO PORTO
ALFA - Nome da embarcação/país de bandeira;
BRAVO - Local do derramamento;
CHARLIE - Quantidade estimada/tipo de substância derramada/extensão da área
poluída;
DELTA - Causa provável;
ECHO - Resumo da ocorrência, data-hora que ocorreu a poluição e a data-hora do
recebimento de sua informação;
FOXTROT - Empresa ou empresas envolvidas/armador/proprietário;
GOLF - Ações adotadas pela CP DL ou AG;
HOTEL - Medidas Administrativas implementadas pela CP, DL ou AG; e
INDIA - Informar se o LTA será solicitado à DPC.
Caso a solicitação do LTA esteja incluída na EXCEÇÃO prevista na subalínea 1), da
alínea b), do item 0504 da NORTEC-07/DPC, deverá ser informada a legislação e o
tempo médio para recebimento do LTA.
Em caso de não se ter as informações solicitadas acima, a mensagem inicial deverá
ser encaminhada, informando quais dados não foram obtidos, devendo ser,
posteriormente, complementada;

d) Preencher o formulário do Comunicado Preliminar de Incidente de Derramamento de


Óleo em Águas Jurisdicionais Brasileiras, Anexo E da NORTAM-09/DPC, e encaminha-lo
à DPC e ao IEAPM por meio de fax, para agilizar o cumprimento da Portaria do IBAMA. O
mesmo formulário deverá ser encaminhado, por intermédio de ofício, ao IBAMA Regional,
Órgão Ambiental Estadual e Agência Nacional do Petróleo - ANP (Agência Regional ou
Nacional no caso de não haver a Regional);

e) Preencher o formulário de “INFORMAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DO LTA” (Anexo F


da NORTAM-09/DPC) e encaminhar para a DPC, com cópia para o IEAPM. O formulário
deverá conter a maior quantidade possível de informações e as dúvidas deverão ser
sanadas com a Gerência de Meio Ambiente da DPC; e

- 5-A-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

f) Solicitar Laudo Técnico Ambiental de acordo com a NORTAM-09/DPC.

B) POLUIÇÃO POR OUTRAS SUBSTÂNCIAS NOCIVAS OU PERIGOSAS


CLASSIFICADAS NAS CATEGORIAS “A”, “B”, “C” e “D”

a) Contatar o Órgão Estadual ou Federal de Controle do Meio Ambiente, convidando


representante para participar de toda a investigação e colocando-se à disposição para
contribuir e participar de eventuais operações de combate à poluição;

b) Caso a embarcação poluidora não seja conhecida, investigar o incidente


procurando identificar suspeitos, através do acompanhamento SISTRAM e de denúncias
de terceiros;

c) Tirar cópia dos seguintes documentos da(s) embarcação(ões) envolvida(s):


- Documento de registro ou inscrição da embarcação;
- Certificado de Segurança de Equipamento para Navio Carga;
- Certificado de Conformidade para Transporte de Produtos Químicos a Granel
(específico);
- Certificados de Habilitações Especiais (STCW/78) (específico para petroleiros,
propaneiros e quimiqueiros), obrigatórios para:
 Comandante;
 Imediato;
 Chefe de Máquinas;
 2o Oficial de Máquinas;
 dos Operadores que estavam executando a carga e/ou descarga;
- Diário de Navegação;
- Diário de Máquinas;
- Livro de Registro de Carga; e
- Esclarecimento formal do Comandante sobre o acidente;

OBSERVAÇÃO: Nos casos de incidentes envolvendo embarcações de esporte


e/ou recreio somente deverão ser exigidos os documentos
aplicáveis.

d) Fotografar, registrando a data e hora, o local do incidente de forma a mostrar a(s)


embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio, em ângulos que
possibilitem sua identificação; a localização do material lançado em relação à(s)
embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio; a avaliação das
dimensões da extensão poluída e locais de bordo por onde haja indícios de ter sido
lançada ou escorrida a substância nociva ou perigosa classificada nas categorias “A”, “B”,
“C” ou “D”;

e) Arregimentar testemunhas do fato, se possível, no mínimo de duas (2), tomando a


termo suas declarações, identificando nome, endereço, telefone e número de identidade
de forma a facilitar sua localização posterior. Tomar declaração de todos os que possam
contribuir para o esclarecimento do incidente como: Comandante do navio, Chefe de
Máquinas, Guarda Portuário, denunciante, estivadores, operadores portuários, operador
da barcaça de óleo, Prático que manobrou a embarcação, etc;

- 5-A-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

f) Providenciar a coleta de, no mínimo, duas (2) amostras da substância nociva ou


perigosa, procedendo-se do mesmo modo com similar existente a bordo, em recipientes
apropriados, que serão lacrados e devidamente etiquetados na presença do responsável
pela(s) embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio, a fim de que,
em caso de necessidade, sejam encaminhados para análise;
As amostras deverão ser colhidas em quantidade suficiente (mínimo de 1 litro
cada), constando em etiqueta as seguintes informações:
- nome da embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio;
- nacionalidade;
- identificação do local da coleta;
- data e hora da coleta;
- tipo de poluente; e
- assinatura do responsável pela embarcação, plataforma ou sua instalação de
apoio, testemunhas e responsável pela coleta; e

g) Realizar uma perícia a bordo, especialmente com relação aos equipamentos,


mangotes, válvulas, bombas, etc, usados para carga ou descarga do produto, quando
necessário.

Proceder ao seguinte levantamento de quesitos periciais mínimos a serem


formulados:
1) Estava havendo alguma manobra com a substância nociva ou perigosa?
SIM NÃO
2) Havia alguma bomba de esgoto funcionando?
SIM NÃO
3) Os suspiros dos tanques apresentam vestígios de vazamento?
SIM NÃO
4) O costado e/ou convés apresenta manchas da substância nociva ou perigosa?
SIM NÃO
5) O porão da praça de máquinas apresenta a substância nociva ou perigosa
empoçada?
SIM NÃO
6) Há algum equipamento aberto na praça de máquinas? Cite-o.
SIM NÃO ____________________________

7) Quanto tempo permaneceu a mancha em volta da embarcação, plataforma ou sua


instalação de apoio?

8) A embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio estava carregada,


descarregada ou operando?

9) Quais os indícios da provável causa do incidente?

2) Análise do Fato

a) Fazer croqui mostrando a direção da corrente, intensidade do vento, situação da


maré, posição da embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio, posicionando os

- 5-A-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

navios vizinhos e a posição da mancha em relação ao conjunto, inclusive com os dados


de tempo-distância fornecidos pelo SISTRAM;

b) Verificar se ocorreu fato ou acidente da navegação, para ser instaurado o


competente Inquérito Administrativo;

c) Analisar irregularidades documentais, vistos anuais e, inclusive, a habilitação


específica dos operadores de carga e descarga;

d) Confrontar depoimentos e laudos periciais; e

e) A quantidade derramada de substância nociva ou perigosa deve ser sempre


informada em litros.

3) Ações a Empreender

a)Lavrar Auto de Infração com o devido acompanhamento da Assessoria


Jurídica da DPC;

b) Recomendar a realização de vistoria, quando necessário, nos termos da alínea c)


Inciso I Artigo 4o da LESTA;

c) Mensagem para as OM do SSTA;

d) Preencher a Planilha de Dados, Informações e Resultados Preliminares


sobre Incidente de Descarga de Óleo, Mistura Oleosa e outras Substâncias Nocivas e
Perigosas Classificadas nas Categorias “A”, “B”, “C” e “D”; e

e) Encaminhar a Planilha de Dados, Informações e Resultados Preliminares sobre


Incidente de Descarga de Óleo, Mistura Oleosa e outras Substâncias Nocivas e Perigosas
Classificadas nas Categorias “A”, “B”, “C” e “D” ao IBAMA.

C) POLUIÇÃO POR LIXO, QUALQUER TIPO DE PLÁSTICO, CABOS SINTÉTICOS,


REDES DE PESCA E SACOS PLÁSTICOS

a) Contatar o Órgão Estadual ou Federal de Controle do Meio Ambiente, convidando


representante para participar de toda a investigação e colocando-se à disposição para
contribuir e participar de eventuais operações de combate à poluição;

b) Caso a embarcação poluidora não seja conhecida, investigar o incidente


procurando identificar suspeitos, através do acompanhamento SISTRAM e de denúncias
de terceiros;

c) Tirar cópia dos seguintes documentos da(s) embarcação(ões) envolvida(s):


- Documento de registro ou inscrição da embarcação;
- Diário de Navegação;
- Diário de Máquinas;
- Livro de Registro de Carga; e
- Esclarecimento formal do Comandante sobre o acidente;

- 5-A-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

OBSERVAÇÃO: Nos casos de incidentes envolvendo embarcações de esporte e/ou


recreio somente deverão ser exigidos os documentos aplicáveis.

d) Fotografar, registrando a data e hora, o local do incidente de forma a mostrar


à(s) embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio, em ângulos que
possibilitem sua identificação; a localização do material lançado em relação à(s)
embarcação(ões), plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio; a avaliação das
dimensões da extensão poluída e locais de bordo por onde haja indícios de ter sido
lançado o lixo, qualquer tipo de plástico, cabos sintéticos, redes de pesca ou sacos
plásticos;
e) Arregimentar testemunhas do fato, se possível, no mínimo de duas (2), tomando
a termo suas declarações, identificando nome, endereço, telefone e número de identidade
de forma a facilitar sua localização posterior. Tomar declaração de todos os que possam
contribuir para o esclarecimento do incidente como: Comandante do navio, Chefe de
Máquinas, Guarda Portuário, denunciante, estivadores, operadores portuários, operador
da barcaça de óleo, Prático que manobrou a embarcação, etc;
f) Providenciar a coleta de, no mínimo, duas (2) amostras do lixo, qualquer tipo de
plástico, cabos sintéticos, redes de pesca ou sacos plásticos, procedendo-se do mesmo
modo com similar existente a bordo, em recipientes apropriados, que serão lacrados e
devidamente etiquetados na presença do responsável pela(s) embarcação(ões),
plataforma(s) ou sua(s) instalação(ões) de apoio, a fim de que, em caso de necessidade,
sejam encaminhados para análise;
As amostras deverão ser colhidas em quantidade suficiente, constando em etiqueta
as seguintes informações:
- nome da embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio;
- nacionalidade;
- identificação do local da coleta;
- data e hora da coleta;
- tipo de poluente; e
- assinatura do responsável pela embarcação, plataforma ou sua instalação de
apoio, testemunhas e responsável pela coleta; e
g) Realizar uma perícia a bordo, especialmente em relação aos compartimentos
onde se depositam o lixo, qualquer tipo de plástico, cabos sintéticos, redes de pesca ou
sacos plásticos.

Proceder ao seguinte levantamento de quesitos periciais mínimos a serem formulados:

1) O costado e/ou convés apresenta indícios da presença de lixo, qualquer tipo de


plástico, cabos sintéticos, redes de pesca ou sacos plásticos?
SIM NÃO

2) Quanto tempo permaneceu o lixo, qualquer tipo de plástico, cabos sintéticos, redes
de pesca ou sacos plásticos em volta da embarcação, plataforma ou sua instalação
de apoio?

3) A embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio estava carregada,


descarregada ou operando?

- 5-A-7 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-A

4) Quais os indícios da provável causa do incidente?

2) Análise do Fato
a) Fazer croqui mostrando a direção da corrente, intensidade do vento, situação da
maré, posição da embarcação, plataforma ou sua instalação de apoio, posicionando os
navios vizinhos e a posição do material poluente em relação ao conjunto, inclusive com os
dados de tempo-distância fornecidos pelo SISTRAM;
b) Verificar se ocorreu fato ou acidente da navegação, para ser instaurado o
competente Inquérito Administrativo; e
c) Confrontar depoimentos e laudos periciais.

3) Ações a Empreender
a)Lavrar Auto de Infração com o devido acompanhamento da Assessoria Jurídica da
DPC;
b) Recomendar a realização de vistoria, quando necessário, nos termos da alínea c)
Inciso I Artigo 4o da LESTA; e
c) Mensagem para as OM do SSTA.

- 5-A-8 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-B

PLANILHA DE DADOS, INFORMAÇÕES E RESULTADOS PRELIMINARES SOBRE


INCIDENTE DE DESCARGA DESUBSTÂNCIAS NOCIVAS E PERIGOSAS
CLASSIFICADAS NAS CATEGORIAS “A”, “B”, “C” E “D”

1 - DADOS DO AGENTE RESPONSÁVEL PELO INCIDENTE


1.1 - Embarcação
a) Nome: ________________________________________________________
b) Classificação: __________________________________________________
c) Tipo de carga: __________________________________________________
d) Deslocamento: __________________________________________________
e) Nacionalidade: __________________________________________________
f) Nome do proprietário: ____________________________________________
g) Nome do Armador: _______________________________________________
h) Porto de origem: ________________________________________________
i) Porto de destino: ________________________________________________
1.2 - Plataforma e suas Instalações de Apoio
a) Nome: ________________________________________________________
b) Empresa operadora: _____________________________________________
c) Tipo de plataforma/instalação de apoio: ______________________________
d) Localização geográfica (LAT/LONG): ________________________________

2 - INFORMAÇÕES SOBRE O INCIDENTE


a) Data-Hora da ocorrência: ______________________________________________
b) Vítimas: ___________________________________________________________
c) Tipo da produto derramado: ____________________________________________
d) Quantidade estimada (l): ______________________________________________
e) Extensão estimada da área poluída: _____________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
f) Acionado o plano de emergência: _______________________________________
g) Outros dados julgados pertinentes: _____________________________________
__________________________________________________________________

3 - RESULTADOS PRELIMINARES
a) Causa provável: _____________________________________________________
__________________________________________________________________
b) Resultados obtidos com o acionamento do plano de emergência: ______________
- 5-B-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-B

__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
c) Órgão responsável pelo Laudo Técnico Ambiental: _________________________
__________________________________________________________________
d) Órgãos que atuaram no combate ao incidente: ____________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
e) Fatos notáveis constatados na investigação preliminar: ______________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
f) Responsável pela investigação: ________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
g) Enquadramento do auto de infração: ____________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
h) Número do auto de infração: ___________________________________________
i) Aspectos conclusivos apresentados no Laudo Técnico Ambiental (quando
disponível): ________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
j) Sanção aplicada (quando disponível o Laudo Técnico Ambiental): _____________
__________________________________________________________________

___________________, em _______/_______/_______.
(Local)

______________________________________
ASSINATURA E CARIMBO DO TITULAR DA OM

- 5-B-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 3
ANEXO 5-C

FORMATO DO LIVRO REGISTRO DE ÁGUA DE LASTRO

Período de: ........................ a: ........................

Nome do Navio ...............................................................................................................................


Número IMO ...............................................................................................................................
Arqueação bruta ...............................................................................................................................
Capacidade Total de Água de Lastro (em metros cúbicos) ..............................................................
O navio dispõe de um plano de Gerenciamento de Água de Lastro .............................................
Diagrama do navio indicando tanques de lastro: ................................................................................

1 Introdução
Em conformidade com a Regra B-2 do anexo à Convenção Internacional para Controle e
Gerenciamento da Água de Lastro e Sedimentos de Navios, deverá ser mantido um registro de
cada operação de Água de Lastro. Isto inclui descargas no mar e para instalações de captação.

2 Água de Lastro e Gerenciamento de Água de Lastro


“Água de Lastro” significa água, com suas partículas suspensas, levada a bordo de um navio
para controlar trim, adernamento, calado, estabilidade ou tensões do navio. O Gerenciamento de
Água de Lastro deverá ocorrer em conformidade com um Plano de Gerenciamento de Água de
Lastro aprovado e considerar as Diretrizes da Resolução A.868(20)-IMO.

3 Lançamentos no Livro Registro da Água de Lastro


Os lançamentos no Livro Registro da Água de Lastro deverão ser feitos em cada uma das
seguintes ocasiões:

3.1 Quando a água de lastro for recebida a bordo:


1 data, horário e local do porto ou instalação de captação (porto ou latitude/longitude);
2 estimativa do volume captado em metros cúbicos; e
3 assinatura do oficial responsável pela operação.

3.2 Sempre que a água de lastro for circulada ou tratada para fins de Gerenciamento de Água de
Lastro:
1 data e horário da operação;
2 estimativa do volume circulado ou tratado (em metros cúbicos);
3 se realizado em conformidade com o Plano de Gerenciamento de Água de Lastro; e
4 assinatura do oficial responsável pela operação.

3.3 Quando a água de lastro for descarregada no mar:


1 Data, horário e local do porto ou instalação da descarga (porto ou latitude/longitude);
2 Estimativa do volume descarregado, em metros cúbicos, mais o volume restante, também
em metros cúbicos;
3 Se o Plano de Gerenciamento de Água de Lastro aprovado foi implementado antes da
descarga; e
4 Assinatura do oficial responsável pela operação.

3.4 Quando a água de lastro for descarregada em uma instalação de captação:


1 data, horário e local da captação;
2 data, horário e local da descarga;

- 5-C-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
ANEXO 5-C
3 porto ou instalação;
4 estimativa do volume descarregado ou captado em metros cúbicos;
5 se o Plano de Gerenciamento de Água de Lastro aprovado foi implementado antes da
descarga; e
6 assinatura do oficial responsável pela operação.

3.5 Captação ou descarga acidental ou excepcional de Água de Lastro:


1 data e horário da ocorrência;
2 porto ou posição (latitude/longitude) do navio no momento da ocorrência;
3 estimativa do volume de água de lastro descarregado;
4 circunstâncias da captação, descarga, vazamento ou perda, seu motivo e observações
gerais;
5 se o Plano de Gerenciamento de Água de Lastro aprovado foi implementado antes da
descarga; e
6 assinatura do oficial responsável pela operação.

3.6 Procedimento operacional adicional e observações gerais

4 Volume de Água de Lastro


O volume de Água de Lastro a bordo deve ser calculado em metros cúbicos. O Livro Registro de
Água de Lastro contém muitas referências à estimativa do volume de Água de Lastro. Sabe-se
que a precisão da estimativa de volume de lastro dá margem a interpretação.

REGISTRO DE OPERAÇÕES DA ÁGUA DE LASTRO

AMOSTRA DE PÁGINA DO LIVRO REGISTRO DA ÁGUA DE LASTRO

Nome do Navio ..................................................................................................................


Número de Registro ou Indicativo de Chamada Internacional .........................................

Data Item Registro de operações/assinatura dos oficiais responsáveis


(número)

Assinatura do Comandante .................................................................................................

- 5-C-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
ANEXO 6-A
PROGRAMA DE TREINAMENTO PARA MOTOAQUÁTICA

1) INSPEÇÃO DA MOTOAQUÁTICA ANTES DO USO (40 minutos)


- Verificar de o silenciador de admissão está bem fixado ao carburador e se o tampão
(1) está no lugar e apertado

- Verificar se as velas (2) estão apertadas e os cachimbos (3) bem acoplados

- Verificar se caixa elétrica está presa e vedada

- Verificar se os cabos de bateria (1) e (2) estão bem apertados nos bornes da bateria e
se a mangueira do respiro (3) está bem acoplada

- 6-A-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
- Verificar se a tampa e as alças do reservatório (6) estão presas e se há combustível

- Verificar o nível de óleo lubrificante no reservatório

- Verificar a existência de acúmulo de sujeira no filtro de combustível (1) e se os garrotes


estão apertados

- Verificar se a tampa do adaptador do kit de lavagem está fechada e se o adaptador


guardado no compartimento ou caixa de ferramentas

- 6-A-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
- Verificar se o alça de reboque (1) e o “pega-mão” estão firmes

- Verificar se os bujões das bueiras (2) estão no lugar e fechadas

- Verificar se o direcionador (turbina) (3) está girando livremente para ambos os lados e
se o cabo fixador (4) está bem acoplado

- Verificar se o orifício de saída de água do dreno (4) estar livre de qualquer sujeira ou
obstrução

- 6-A-3 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
- Verificar se a grade de tomada de água para o motor e turbina (1) e se o impulsor
(2) e eixo de propulsão (localizado dentro da grade de tomada de água) estão livres de
materiais que impeçam seu livre funcionamento

- Verificar possíveis danos no casco da motoaquática

2) VERIFICAÇÃO DO FUNCIONAMENTO DA MOTOAQUÁTICA (20 minutos)

- Com a motoaquática ainda fora d'água, testar o seu funcionamento, inserindo a


chave na ignição, acionando o botão de partida, pressionando gradativamente o
acelerador. Testar a chave seletora de gasolina e o afogador.
Como o motor é refrigerado à água, não pode funcionar por muito tempo nessa
situação (deverá ser observado o contido em seu manual de operação/manutenção).
Caso contrário, utilizar o “kit” de lavagem, sempre verificando a descarga de água
localizada a bombordo, para certificar-se que está sendo refrigerando.

- Testar se o guidão da motoaquática se move levemente, sem esforço, verificando o


alinhamento com o propulsor.

- 6-A-4 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
3) VERIFICAÇÃO E INSPEÇÃO DE ACESSÓRIOS E ITENS DE SEGURANÇA (20
minutos)
Verificar a existência e estado material do:
- Extintor, jogos de velas e ferramentas
- Cabo de reboque e equipamento de resgate;
- Uma ancora com cabo de 25 metros;
- Um remo retrátil; e
- “Kit” de primeiros socorros.

4) ADAPTAÇÃO À MOTOAQUÁTICA NA ÁGUA (30 minutos)


Visa familiarizar o aluno com o balanço da embarcação, transitando pelas suas
calhas laterais e passando sobre o banco de um bordo a outro.

5) REEMBARQUE NA MOTOAQUÁTICA APÓS QUEDA NA ÁGUA (5 procedimentos)


Visa desenvolver a habilidade do aluno em subir na embarcação, em profundidade
superior a 03 (três) metros.
Se o condutor vier a cair na água, a chave de segurança desencaixa do botão de
segurança, caso esteja adequadamente presa ao punho do condutor, e o equipamento
para de funcionar, evitando que continue seu seguimento com o motor ligado,
reduzindo as chances de um acidente.
Nesta situação, aproximar-se pela popa da motoaquática, segurar a alça localizada
atrás do banco com uma mão e, apoiado sobre a outra mão, tomar impulso a fim de
colocar o joelho na plataforma.

6) RECONHECIMENTO DO BALIZAMENTO E SINAIS DE NAVEGAÇÃO (60 minutos)


Visa familiarizar o aluno com a sinalização náutica de sua área de atuação.
Inicialmente, o instrutor conduzirá a motoaquática com o aluno como passageiro, em
velocidade entre 3 e 6 nós, indicando o balizamento e sinais náuticos existentes.
Posteriormente, o aluno de passa a conduzir a motoaquática, ficando o instrutor
posicionado como passageiro, porém com o cabo “corta-corrente” em seu punho, para
eventual parada em emergência.

7) PRÁTICA EM CIRCUITOS (circular, oval, “oito” e “slalom”)


a) CIRCUITO CIRCULAR (15 minutos)
Visa desenvolver o equilíbrio e controle da motoaquática, a partir de baixa
velocidade, para realizar guinadas para os dois bordos.
Realizar movimentos circulares entorno de uma boia posicionada, no sentido
horário e anti-horário, aumentando a velocidade a medida em que a habilidade para a
manobra de guinada e controle da embarcação seja apurada.

- 6-A-5 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
b) CIRCUITO OVAL (10 minutos)
Visa desenvolver a habilidade de aceleração gradativa, equilíbrio e controle da
motoaquática, em velocidade baixa, realizando guinadas após percorrer retas curtas.
Realizar movimentos elípticos, contornando externamente o par de boias
posicionadas, no sentido horário e anti-horário, iniciando em baixa velocidade e
aumentando gradativamente.

c) CIRCUITO “OITO” (20 minutos)


Visa desenvolver a habilidade de aceleração gradativa, equilíbrio e controle da
motoaquática, em velocidade baixa, praticando curvas em formato de “8” para os dois
bordos consecutivamente, produzindo ondas em várias direções.
Realizar o circuito utilizando as duas boias posicionadas como centro dos dois
círculos, aumentando a velocidade conforme consiga melhorar a estabilidade do rumo,
utilizando o balanço da embarcação e peso do corpo durante o exercício.
A medida em que progredir, diminuir a distância entre as boias.

d) “SLALON” (30 minutos)


Visa desenvolver a habilidade de aceleração gradativa, equilíbrio e controle da
Motoaquática, em velocidade media, em guinadas suaves durante a passagem pelas
boias intermediárias, e em guinadas de 180º nas boias das extremidades. É um circuito
que pode ser exercitado com configurações diversas nas disposições das boiais.
Aproximar alinhado a uma linha de cinco boias em velocidade constante até o
final da linha, incrementando a velocidade paulatinamente e utilizando o peso e posição
do corpo para rápida alteração de rumo, necessárias para “slalom” na linha.

- 6-A-6 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
Com a motoaquática em alta velocidade, quanto mais fechada maior deverá ser a
projeção lateral do corpo do condutor para o bordo da guinada, a fim de manter a
embarcação equilibrada.

8) PRÁTICA DE RIPEAM (60 minutos)


Visa familiarizar o aluno com os procedimentos previstos no regulamento em
situações mais prováveis de ocorrer no tráfego aquaviário, utilizando, para isso, outra
embarcação da CP/DL/AG para o apoio à prática.

9) FUNDEIO E ATRACAÇÃO (20 minutos)


Visa desenvolver a habilidade na manobra de fundeio e atracação da motoaquática
de forma correta e segura.
Para o fundeio, o instrutor lançará a âncora em uma área abrigada para fundear.
Posteriormente o aluno repetirá o procedimento.
Para a atracação, o instrutor aproximará a motonáutica em um ângulo de 45º em
relação ao alinhamento das boias (que simulam a borda de um pier) e, quando a três
metros, soltará o acelerador, deixando que a embarcação aproxime somente pela
inércia, guinando quando a um metro para deixá-la paralela ao “píer”, cortando o motor
para encostar a boia. Posteriormente passará a condução da motonáutica para o aluno,
para que realize a manobra. Somente após o instrutor avaliar que foi adquirida uma
capacitação mínima desejada, a atracação será realizada ainda por ele em um píer, e
posteriormente pelo aluno.

10) MANOBRA DE APROXIMAÇÃO A OBJETO FLUTUANTE (10 minutos)


Visa capacitar o aluno no recolhimento de objetos flutuantes.
O aluno partirá em alta velocidade e desacelerá quando o objeto estiver próximo e
em seu visual, recolhendo-o para bordo com a motoaquática ainda em movimento.

- 6-A-7 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
11) RESGATE DE BANHISTA/NÁUFRAGO (20 minutos)
Visa capacitar o aluno no recolhimento de banhista/náufrago que esteja consciente.
O instrutor, portando capacete de segurança e simulando o banhista/náufrago,
acenará na água solicitando socorro e o aluno aproximará lentamente para possibilitar,
com as suas mãos, conduzi-lo para a popa da embarcação e concluir o resgate.

Quando na presença de ondas, o condutor aproximará a embarcação do


banhista/náufrago aproando as ondas para resgatá-lo. Estando o mar agitado, o
condutor se aproximará da vítima com velocidade reduzida, deixando-a por bombordo
da motoaquática e segurará com a sua mão esquerda a mão esquerda da vítima para
trazê-la bordo, ocasião em que a motonáutica inclinará para bombordo, devido o peso
do condutor e da vítima. Em seguida, o piloto deverá guinar totalmente para boreste e
acelerar bruscamente, fazendo a embarcação inclinar-se para boreste e facilitar o
embarque do banhista/náufrago, que deverá segurar o “pega-mão”. Com o mar calmo,
e a vítima consciente, o condutor poderá conduzi-la sentada no banco do passageiro.
Posteriormente, o condutor retornará em direção a praia, tendo o cuidado de não ser
alcançado pela arrebentação de alguma onda.

12) PROCEDIMENTO DE SAÍDA A PARTIR DE PRAIA (40 minutos)


Visa capacitar o aluno na operação da motoaquática a partir de praia com
arrebentação.
O procedimento deverá ser realizado primeiramente pelo instrutor, com o aluno
como passageiro, invertendo-se as posições quando o aluno se sentir seguro para
conduzir a motoaquática.
A embarcação deverá ser colocada na água, observando uma profundidade
mínima de 60 cm em local livre de algas e detritos. Nunca se posicione entre a
motoaquática e a praia, pois a onda poderá jogá-la sobre o condutor. O condutor
colocará, então, a chave na ignição (e presa ao colete salva vidas) antes de dar partida
no motor.
A saída em linha reta será progressiva observando as condições do mar e
correntezas
A aproximação à onda deverá ser realizada sempre pela proa e se sua altura não
permitir sua transposição, retornar com a motonáutica em alta velocidade e aguardar o
momento oportuno;

- 6-A-8 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
Se ainda não estiver totalmente formada, passar pela onda buscando o lado mais
baixo para transpô-la, procurando sempre um ponto para possível fuga.

Procurar manter a motoaquática no cavado das ondas, atento para sua formação e
aos eventuais obstáculos, flutuantes ou fixos. Ao saltar uma onda, desacelerar quando
a motonáutica estiver no ar.

Quando entre duas ondas, ter o cuidado ao saltar a espuma da segunda onda,
evitando colisão com banco de areia, muito comum na área de arrebentação, e avaria
no casco.

Esperar o momento certo para transpor a onda, retornando e procurando uma área
segura caso perceba o aumento da altura, intensidade e frequência das ondas.

- 6-A-9 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
Evitar dar o través da motonáutica para a onda por ocasião de sua aproximação.
Caso a embarcação estiver nessa situação com uma onda já formada, é grande a
possibilidade do condutor ser arremessado, cair na água, se lesionar e a embarcação
emborcar.

Caso não seja possível evitar a arrebentação, desacelerar a embarcação para


reduzir o impacto com a onda, segurando firmemente o guidão e inclinando a cabeça
para frente, diminuindo a área de impacto. Ao perceber a força da onda sobre o
equipamento, acelerar a motonáutica.

13) PROCEDIMENTO PARA DESEMBORCAR MOTOAQUÁTICA (15 minutos)


O condutor deverá segurar a grade de tomada d’água para o motor, puxando-a no
sentido da esquerda para a direita, evitando que a água da mufla entre no
escapamento e inunde os pistões. Caso tenha permanecido emborcada por mais de
cinco minutos, deixar o motor desligado ou operar em velocidade mínima de governo
por dez minutos, pois poderá haver formação de bolhas no sistema de injeção de
óleo.

14) PROCEDIMENTOS PARA ABORDAGEM EM INSPEÇÃO NAVAL (50 minutos)


Toda aproximação a uma embarcação a ser inspecionada deverá ser realizada de
forma segura para os condutores das embarcações envolvidas, podendo ser em baixa
e em alta velocidade.
a) Abordagem em baixa velocidade
- Sinalizar para o condutor da embarcação a ser inspecionada que diminua a
velocidade;
- Aproximar a motoaquática da embarcação a ser inspecionada saudando-o com
“Bom dia! Marinha do Brasil, trabalhando para a sua segurança” e informar ao condutor
que se trata de Inspeção Naval, solicitando que mantenha a embarcação sem
segmento e apresente a documentação solicitada;
- Quando a documentação exigida estiver pronta para ser verificada, o condutor
da motonáutica se aproximará observando as condições do vento e mar para evitar um
possível abalroamento na embarcação inspecionada;

- 6-A-10 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
- Preferencialmente, a aproximação deverá ser realizada pela popa e a
abordagem por boreste da embarcação a ser inspecionada, possibilitando que o
condutor da motoaquática permaneça com a mão no acelerador, facilitando uma
possível manobra imediata;
- Para maior segurança poderá ser passado um cabo no cunho da motoaquática
prendendo-a na embarcação inspecionada, quando poderá ser desligada para a
verificação da documentação da embarcação a ser inspecionada ; e
- Após a verificação, o condutor partirá o motor da motoaquática, soltará os
cabos e lentamente se afastará da embarcação inspecionada.
b) Abordagem em alta velocidade
Na ocorrência do condutor de uma embarcação a ser inspecionada não atender
o chamado da equipe de Inspeção Naval, poderá ser necessária uma abordagem em
alta velocidade, devendo, para isso, o condutor da motoaquática observar alguns
cuidados específicos para evitar acidentes.
Inicialmente, deverá se aproximar lentamente, aumentando gradativamente a
velocidade até atingir a ideal.
A aproximação final à embarcação a ser inspecionada poderá ser seguindo a
sua esteira ou por fora da esteira.
A aproximação seguindo a esteira só deverá ser realizada quando não houver
alternativa mais segura e se o condutor tiver o domínio da motoaquática.
Ao entrar na esteira, o condutor da motoaquática terá menor facilidade manobra,
porém alcançará velocidades, pois sofrerá menor influência de ondas e marolas.
Ao se aproximar da embarcação a ser inspecionada, o condutor sairá de sua
esteira e deverá atentar para suas possíveis guinadas, pois desconhece suas
intenções, sendo esse considerado o momento de maior habilidade do condutor pois as
ondas laterais geradas pela embarcação podem lançar o condutor da motoaquática na
água. Para evitar essa situação, o condutor guinará francamente para deixar a esteira
e, a seguir, aproximará a motoaquática da embarcação em um ângulo aproximado de
45 graus. A saída paralela à esteira deve ser evitada, pois o desequilíbrio causado pela
ação das marolas da embarcação na motoaquática poderá arremessar o seu condutor
ao mar.
Em uma distância de reconhecimento razoável, o condutor deverá sinalizar para
o condutor da embarcação a ser inspecionada para diminuir a velocidade procedendo,
posteriormente, conforme a situação de abordagem em baixa velocidade.
Na aproximação da motoaquática por fora da esteira da embarcação a ser
inspecionada abordada, o seu condutor deverá estar preparado para enfrentar a força
das ondas, marolas e impactos na água do equipamento.

15) INSPEÇÃO DA MOTOAQUÁTICA APÓS O USO (15 minutos)


a) Colocar a motoaquática no carro de encalhe ou carreta rodoviária;
b) Verificar a grade de tomada de água onde passa o eixo propulsor, retirando
qualquer material acumulado;
c) Remover os bujões das boeiras para saída do excesso d’água do casco;
d) Verificar se a chave de gasolina está na posição “OFF”;
e) Ligar o motor por alguns segundos;
f) Remover a chave de partida;
g) Inspecionar e lavar o casco com água doce;
h) Utilizar o “kit” de lavagem, caso a motoaquática tenha sido utilizada em água
salgada ou suja:
- Conectar o “kit” na motoaquática e a mangueira da água;
- Ligar o motor;
- Abrir a água da mangueira;
- 6-A-11 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 6-A
- Acelerar o motor por 30 segundos;
- Fechar a água da mangueira deixando o motor funcionando por mais 15
segundos;
- Retirar o “kit”;
- Desligar o motor; e
- Desligue a chave de gasolina.
i) Lubrificar as partes móveis do motor com líquido anticorrosivo; ;
j) Reabastecer com óleo e gasolina, se for necessário;
k) Verificar se o compartimento do motor está sem água
l) Colocar os bujões; e
m)Carregar a bateria, caso necessário.

- 6-A-12 - NORTEC-07/DPC
Mod 11
ANEXO 7-A

PROCEDIMENTOS PARA VERIFICAÇÃO DO COMBUSTÍVEL (AMOSTRAS DE ÓLEO


COMBUSTÍVEL)

Deverá ser utilizado o seguinte procedimento para verificar se o óleo combustível


entregue e utilizado a bordo de navios obedece aos limites de enxofre exigidos pela
Regra 14 do anexo VI da MARPOL.

1. Exigências de Caráter Geral

1.1 A amostra representativa do óleo combustível, que é exigida pelo parágrafo 8.1 da
Regra 18 (a “amostra MARPOL”) deverá ser utilizada para verificar o teor de enxofre do
óleo combustível fornecido a um navio.

1.2 Uma Administração deverá conduzir, através da sua autoridade competente, o


procedimento de verificação.

1.3 Os laboratórios responsáveis pelo procedimento de verificação apresentado neste


anexo deverão estar plenamente credenciados, de acordo com a ISO 17025 ou norma
equivalente, com o propósito de conduzir os testes.
2. Etapa 1 do Procedimento de Verificação

2.1 A amostra MARPOL deverá ser entregue ao laboratório pela autoridade


competente.

2.2 O laboratório deverá:


1. registrar os detalhes do número do selo e do rótulo da amostra no registro de
testes;
2. confirmar que o selo colocado na amostra MARPOL não foi rompido; e
3. recusar qualquer amostra MARPOL quando o selo tiver sido rompido.

2.3 Se o selo da amostra MARPOL não tiver sido rompido, o laboratório deverá
prosseguir com o procedimento de verificação e deverá:
1. assegurar-se de que a amostra MARPOL esteja totalmente homogeneizada;
2. retirar duas subamostras da amostra MARPOL; e
3. selar novamente a amostra MARPOL e registrar os detalhes do novo selo no
registro de testes.

2.4 As duas subamostras deverão ser testadas, uma após a outra, de acordo com o
método de teste especificado na ISO 8.754:2003 para determinar o teor de enxofre (%
m/m). Para efeitos deste procedimento de verificação, os resultados da análise teste
deverão ser denominados “A” e “B”:
1. se os resultados de “A” e de “B” estiverem dentro da margem de variação (R) do
método de teste, os resultados serão considerados válidos.
2. se os resultados de “A” e de “B” não estiverem dentro da margem de variação (R)
do método de teste, os dois resultados deverão ser rejeitados e duas novas subamostras
deverão ser retiradas e analisadas pelo laboratório. Após terem sido retiradas as novas
subamostras, a garrafa da amostra deve ser vedada novamente de acordo com o
parágrafo 2.3.3 acima.

2.5 Se os resultados de “A” e de “B” forem válidos, deve ser calculada uma média
desses dois resultados, obtendo-se assim o resultado denominado “X”:
- 7-A-1 - NORTEC-07/DPC
Mod 14
ANEXO 7-A

1. se o resultado de “X” for igual ou estiver abaixo do limite aplicável exigido pelo
anexo VI, o óleo combustível deverá ser considerado como atendendo às exigências.
2. se o resultado de “X” for maior que o limite aplicável exigido pelo anexo VI, deve
ser realizada a Etapa 2 do Procedimento de Verificação; no entanto, se o resultado de “X”
for 0,59R (onde R é o grau de variação do método de teste) maior que o limite da
especificação, o óleo combustível deverá ser considerado como não atendendo às
exigências e não será necessário realizar qualquer outro teste.

3 Etapa 2 do Procedimento de Verificação

3.1 Se, de acordo com o parágrafo 2.5.2 acima, for necessário realizar a Etapa 2 do
procedimento de verificação, a autoridade competente deverá enviar a amostra MARPOL
para um segundo laboratório credenciado.

3.2 Ao receber a amostra MARPOL, o laboratório deverá:


1. registrar o número do novo selo empregado no registro de teste, de acordo com
o parágrafo 2.2.3 e o rótulo da amostra;
2. retirar duas subamostras da amostra MARPOL; e
3. selar novamente a amostra MARPOL e registrar os detalhes do novo selo no
registro de testes.

3.3 As duas subamostras deverão ser testadas, uma após a outra, de acordo com o
método de teste especificado na ISO 8.754:2003 para determinar o teor de enxofre (%
m/m). Para efeitos deste procedimento de verificação, os resultados da análise teste
deverão ser denominados “C” e “D”:
1. se os resultados de “C” e de “D” estiverem dentro da margem de variação (R) do
método de teste, os resultados serão considerados válidos.
2. se os resultados de “C” e de “D” não estiverem dentro da margem de variação
(R) do método de teste, os dois resultados deverão ser rejeitados e duas novas
subamostras deverão ser retiradas e analisadas pelo laboratório. Após terem sido
retiradas as novas subamostras, a garrafa da amostra deve ser vedada novamente de
acordo com o parágrafo 3.2.3 acima.

3.4 Se os resultados de “C” e de “D” forem válidos, e se os resultados de “A”, “B”, “C” e
“D” estiverem dentro da margem de variação (R) do método de teste, o laboratório deverá
calcular uma média desses resultados, obtendo-se assim o resultado denominado “Y”:
1. se o resultado de “Y” for igual ou estiver abaixo do limite aplicável exigido pelo
anexo VI, o óleo combustível deverá ser considerado como atendendo às exigências;
2. se o resultado de “Y” for maior que o limite aplicável exigido no anexo VI, então o
óleo combustível deixa de atender aos padrões exigidos pelo anexo VI.

3.5 Se os resultados de “A”, “B”, “C” e “D” não estiverem dentro da margem de variação
(R) do método de teste, a Administração pode descartar todos os resultados dos testes e,
a seu critério, repetir todo o processo de teste.

3.6 Os resultados obtidos através do procedimento de verificação são definitivos.

- 7-A-2 - NORTEC-07/DPC
Mod 14

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