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Inovação e Design Thinking

Inovação e Design Thinking

Roteiro de

Estudos

Autor: Esp. Rafael Maltempe da Vanso

Revisor: Ma. Amanda de Britto Murtinho

Caro(a) estudante, ao ler este roteiro, você iniciará seu aprendizado no tão complexo e incrível
mundo da Inovação, bem como nas especificidades e características do design thinking. Os
conceitos que serão apresentados lhes permitirão a compreensão dos temas, bem como suas
características e ramificações, considerando a contemporaneidade.

Podemos destacar os seguintes tópicos de aprendizado:

conceito de inovação;

conceito e premissas da criatividade;

modelo e etapas do processo criativo;

o design thinking e suas aplicações;

ferramentas e estratégias do design thinking;

as novas economias e suas especificidades;

novos modelos de negócios e suas características.

Introdução

Na atualidade, muito se fala em inovar; todavia, poucas pessoas conseguem definir, de forma
clara, do que se trata esse fenômeno que vem ganhando, a cada dia, os mais diferentes
espaços, tanto corporativos quanto educacionais. E é nessa busca que lhe convido a mergulhar
neste material e compreender um pouco mais as especificidades da criatividade e da inovação,
bem como a relação proposta entre elas.

Após compreender essas características, entenderemos a forma como o design thinking – uma
metodologia pautada em criatividade e inovação – tem sido utilizado para construir e
transformar os negócios tradicionais. Durante o decorrer dos estudos, perguntas como “quais
as etapas da criatividade?”; “quais as novas economias?”; “quais modelos de negócios são
considerados inovadores?”, dentre outras, serão respondidas. Assim, prepare-se, pois agora
iniciaremos uma jornada em busca de conhecimento e de métodos para se tornar um
profissional mais criativo e inovador. Bons estudos.

Inovação

A inovação pode ser conceituada como o uso de um conhecimento considerado novo, que
comumente está relacionado à tecnologia, com a finalidade de oferecer novas soluções, aos
usuários ou consumidores, que podem ser mercadológicas ou não. A inovação é muito mais
abrangente do que uma invenção, um novo produto ou serviço, pois, para inovar, é necessário
estar atento ao mercado, às tecnologias, às necessidades dos usuários ou consumidores e
seguir diversas etapas para a estruturação e o lançamento da ideia. Assim, pode-se entender a
inovação como um processo que tem como objetivo a transformação das oportunidades em
novas ideias, colocando-as em prática; está relacionado a inovar, renovar, transformar algo em
novo (TIDD; BESSANT; PAVITT, 2005).

A inovação, na literatura, pode ser definida de diferentes formas e está diretamente ligada ao
objetivo da organização em relação ao uso do termo. De forma geral, a inovação pode ser
aplicada em três situações diferentes: inovação de produto, de processo e de modelo de
negócio. Vamos conhecer um pouco mais sobre cada uma delas, no quadro a seguir:

Tipo de Inovação Conceito Exemplo

Inovação de produto Consiste em modificações nos atributos do produto, com mudança na


forma como é percebido pelos consumidores. Automóvel com câmbio automático em
comparação ao “convencional”.

Inovação de processo Trata de mudanças no processo de produção do produto ou serviço.


Não gera, necessariamente, impacto no produto final, mas produz benefícios no processo de
produção, geralmente com aumentos de produtividade e redução de custos. Automóvel
produzido por robôs em comparação ao produzido por operários humanos.

Inovação de modelo de negócio Considera mudanças no modelo de negócio. Ou seja,


na forma como o produto ou serviço é oferecido ao mercado. Não implica, necessariamente,
mudanças no produto ou mesmo no processo de produção, mas na forma como que é levado
ao mercado. Automóvel é alugado ao consumidor, que passa a pagar uma mensalidade pelo
uso do veículo, com direito a seguro, manutenção e troca pelo modelo mais novo a cada ano;
em comparação ao modelo de negócio tradicional, cujo veículo é vendido.

Quadro 1 - Aplicações da Inovação

Fonte: O que é... (2019, on-line).

Além disso, as inovações podem ser classificadas, de forma geral, em três tipos:

Inovações radicais: relacionadas ao lançamento de novos negócios; além disso, não são
aderentes aos modelos mais tradicionais de negócios, contemplam um grau elevado de
complexidade e incertezas e possuem ligação com novas ferramentas tecnológicas e
mercados.

Inovações incrementais: são as mais presentes no mercado e nas organizações; consistem na


apresentação de melhorias com a utilização dos recursos já existentes na organização.

Inovações disruptivas: esse tipo se difere amplamente das demais, pois está diretamente
atrelado a questões mercadológicas; na literatura, ainda é possível encontrar que esse tipo de
inovação é pautado em produtos, serviços ou processos ofertados por pequenas organizações
com menos recursos, desafiando as organizações já existentes e conceituadas no mercado.

É válido destacar que, mais do que compreender os diferentes conceitos existentes sobre a
inovação, é fundamental entender a forma como ela pode ser utilizada nos processos. Para
inovar, uma organização precisa realizar um gerenciamento adequado de todas as suas áreas,
cultivando um clima organizacional propício à criação de vantagens. Toda a organização
precisa estar alinhada à inovação, na atualidade. Essa variável pode ser decisiva na
sobrevivência da organização no mercado. Dessa forma, deve-se utilizar a criatividade para a
geração de ideias e a inovação para a materialização.

LEITURA

Cultura de Inovação: conceitos e modelos teóricos

Autores: Maria de Fátima Bruno-Faria, Marcus Vinicius de Araujo Fonseca

Ano: 2014

A leitura, estruturada por meio de uma revisão de literatura, permitirá uma reflexão acerca da
cultura de inovação, além da compreensão do seu significado e a influência que vem
exercendo no contexto organizacional nos últimos anos.

ACESSAR

Criatividade

A criatividade tem sido muito estudada nos últimos anos e muito se debate acerca de se criar
perfis criativos ou relacioná-lo a um dom. Isso porque alguns pesquisadores afirmam que não é
possível criar pessoas criativas, elas já nascem com esse “dom”.

Enquanto uns abordam como um fenômeno exclusivamente cognitivo, desconsiderando o


papel de fatores afetivos como a motivação. Young (1985) desconstrói esse mito afirmando
que criatividade é a integração do fazer e do ser, ou seja, dos nossos lados lógico e intuitivo,
envolvendo a atualização do nosso potencial para transformar aquilo que já existe em algo
melhor (ALENCAR; FLEITH, 2003, p. 15).

Dessa forma, a cada dia as organizações buscam estimular suas equipes, a fim de torná-las
criativas. É possível perceber ambientes diferenciados, bem como rotinas e métodos de
trabalho, buscando sempre a estimulação do processo criativo.

LEITURA

Saiba um pouco mais sobre ambientes de trabalho criativos no Brasil. Conheça oito ambientes
de trabalho criativos no Brasil. Escritórios criativos no Brasil incluem empresas como Samba
Tech, Walmart e Yahoo!

ACESSAR

A criatividade humana está diretamente atrelada à necessidade de transcender os limites


preestabelecidos, tanto pela sociedade quanto pelas organizações. A criatividade consiste em
um processo cognitivo, que pode ser individual ou coletivo, direcionado para a solução de um
problema, ou ainda, para outra finalidade. Pode-se afirmar que a criatividade está relacionada
ao pensar algo original, é a etapa que antecede a inovação. Porém, deve-se ressaltar que nem
sempre uma ideia criativa será inovadora. Dessa forma, apesar de comumente estarem juntos,
são termos que também devem ser trabalhados separadamente. Sabendo que a criatividade
não deve ser resumida a dom, vamos aprofundar um pouco mais nossos conhecimentos
acerca de como estimular a criatividade, bem como saber um exemplo de ciclo de processo
criativo.

O Processo Criativo

Neste momento, vamos compreender um pouco mais o processo criativo, afinal, já sabemos
que é algo que pode ser estimulado e gerado. Porém, para isso é necessário considerar alguns
fatores e estágios. O processo criativo é definido, por Torrance e Torrance (1974)

[...] como um processo natural nos seres humanos, através do qual uma pessoa se conscientiza
de um problema, de uma dificuldade ou mesmo de uma lacuna nas informações, para o qual
ainda não aprendeu a solução; procura, então, as soluções possíveis em suas experiências
prévias ou nas experiências dos outros. Formula hipóteses sobre todas as soluções possíveis,
avalia e testa estas soluções, as modifica, as reexamina e comunica os resultados (TORRANCE;
TORRANCE, 1974, p. 2).

Neste momento, estudaremos o método de processo criativo clássico apresentado por


Graham Wallas (1858-1932), que está dividido em quatro principais fases:

Preparação
Esta etapa é considerada o ponto de partida inicial, independentemente do objetivo final do
projeto. Neste momento, realizam-se buscas, pesquisas e associações que podem colaborar na
geração de ideia; deve-se abrir a mente, explorar e compreender as inúmeras possibilidades.
Oech (1987) afirma que, para se explorarem ideias, deve-se estar aberto a novas experiências,
pensar “fora da caixa”, ou seja, percorrer caminhos diferentes dos lógicos, estar atento a
diferentes pontos de informação, não subestimar o óbvio e, acima de tudo, registrar todas as
ideias geradas.

Incubação

A incubação é a segunda etapa desse nosso processo. Após se reunirem as mais diferentes
ideias e possibilidades, chegou o momento de “catalogá-las”, ou seja, agrupá-las, a fim de
facilitar a compreensão e o acesso às informações existentes.

Depois de examinar minuciosamente todas as peças relevantes e forçar a mente ao máximo,


você poderá deixar o problema “cozinhar em fogo brando”. Essa é a etapa da incubação,
quando você digere aquilo que reuniu. Se a preparação exige trabalho ativo, a incubação é
mais passiva: boa parte do que acontece, fora da sua consciência atenta, no inconsciente.
Como se diz, você “dorme sobre o problema” (GOLEMAN, 2013, p.15).

Dessa forma, pode-se dizer que essa etapa possui a finalidade de organizar as informações, a
fim de facilitar as etapas seguintes do processo criativo. Além disso, neste momento também
se busca por um afastamento do problema, permitindo que nossa mente processe todas as
informações obtidas. Assim, a mente trabalhará e permitirá a observação de pontos
importantes e relevantes para o processo.

A Iluminação

Podemos considerar este momento como a fase final do processo criativo, após as diversas
informações reunidas, catalogadas, esquecidas e relembradas. É neste momento que a
“lâmpada” acende.

A Verificação

Esta é a última etapa de nosso ciclo, que consiste do momento da verificação da ideia gerada,
se realmente se trata de algo criativo e qual a relevância para o projeto. Essa etapa é que
define a qualidade e, possibilitará a relação do gerado com as reais necessidades do projeto.
Quando possível, devem-se testar, de forma prática, as ideias geradas; para isso, podem-se
utilizar diferentes ferramentas, como a prototipagem e a gamificação.

É importante destacar que esse é um dos métodos existentes capazes de estimular o processo
criativo. Existem diversos métodos que podem ser aplicados às mais diferentes causas. Além
disso, esse ciclo permitirá uma imersão efetiva na situação-problema existente, bem como
uma reflexão e busca constante de situações e vivências. Dessa forma, caro aluno, é
importante saber que a criatividade não é algo que surge facilmente, mas uma habilidade que
deve ser moldada, alimentada, podada e incentivada. Devem-se também considerar, neste
momento, as diversas possibilidades que podem estimular a criatividade, como ambientes
divertidos e diferenciados, rotinas de trabalho diferenciadas e salas de descompressão. Pode-
se perceber que a criatividade está conectada aos fatores culturais e às pessoas, enquanto a
inovação se conecta a processos mercadológicos e a processos de produtos e serviços.

LEITURA

O desafio de transformar criatividade em inovação: o caso do rio criativo

Autores: Vanessa Costa Duffy e Marcelo Silva Ramos

Ano: 2014

Agora que sabemos a diferença e a semelhança entre criatividade e inovação, vamos nos
aprofundar em um artigo cujos autores discutem essas características, focadas no contexto
organizacional. A leitura possibilitará uma reflexão sobre como esses fatores atuam de forma
prática.

ACESSAR

Design Thinking

O design thinking (DT) é uma metodologia que tem ganhado mais espaço dentro das
organizações. Brown (2018) afirma que essa metodologia tem evoluído conforme os designers
buscam a relação entre as necessidades humanas com os recursos disponíveis, considerando
as restrições existentes dentro no negócio. Essa metodologia é pautada em três principais
pilares: a empatia, a colaboração e a experimentação.

Ao associar o humano ao tecnológico, torna-se possível a obtenção de produtos considerados


inovadores e relevantes na atualidade. Dessa forma, pode-se afirmar que o design thinking
está diretamente ligado ao capital humano, uma vez que essa é considerada uma variável
inseparável dessa metodologia.

Não se trata de uma proposta apenas centrada no ser humano; ela é profundamente humana
pela própria natureza. O design thinking se baseia na capacidade de ser intuitivos, reconhecer
padrões, desenvolver ideias que tenham um significado emocional além do funcional, nos
expressar em mídia além de palavras ou símbolos.” (BROWN, 2018, p.4)

Os processos trabalhados com o design thinking são vistos como oportunidades, que tendem a
motivar a descoberta de novos métodos e possibilidades de solução, desconsiderando, neste
primeiro momento, a dificuldade e complexidade dos problemas. É a busca pela solução que
motiva esse profissional. Vianna et al. (2018) destaca que no design thinking acontece a união
das ciências com a arte e a tecnologia. Para isso, utilizam-se métodos criativos, por exemplo,
teatros, representações visuais, metáforas, músicas etc., possibilitando, assim, abordagens
diferenciadas para a busca da solução de problemas de forma criativa e inovadora. Vianna
(2012) salienta que o método de design thinking pode ser definido a partir de quatro
elementos ou etapas: a imersão, a ideação, a prototipação e a implementação.

Vianna (2012) ainda detalha um pouco mais cada etapa: na fase de imersão, os envolvidos
buscam um aprofundamento no problema, compreendendo os pontos de vista dos clientes,
usuários, da organização e, é claro, do usuário final. Nessa análise, o ambiente ao qual o
problema está inserido também deve ser levado em consideração.

É na etapa da ideação que se inicia o processo de estímulo à criatividade, buscando diferentes


possibilidades para a solução de um determinado problema. É neste momento que grande
parte das ideias consideradas inovadoras surgem.

Na etapa da prototipação a ideia pré-selecionada, resultante da ideação, é prototipada, ou


seja, deixa de existir apenas no mundo imaginário e ganha corpo físico. Nesta etapa, diversas
técnicas podem ser utilizadas, desde o storyboard até o uso de impressoras 3D.

A fase final, a implementação, acontece no momento em que a equipe ou a organização opta


por aplicar a solução encontrada, direcionando-a ao problema ou ao mercado. É válido
destacar que, mesmo nessa etapa (que é considerada final), deve-se acompanhar o
desempenho e os possíveis eventos da solução, pois pode apresentar resultados diferentes do
planejado. Dessa forma, a organização pode, ainda, aprimorar a ideia. Em razão da não
linearidade do processo, podem-se repetir as etapas já realizadas quantas vezes a equipe
julgar necessário.

Assim, pode-se definir o design thinking como uma abordagem colaborativa que, por meio de
pesquisa e de métodos criativos, atua diretamente na geração e operacionalização de ideias
focadas na solução de diferentes necessidades e problemas, permitindo a busca em novas
áreas, para se compreenderem os problemas novos ou recorrentes, fazendo com que todos os
envolvidos pensem, projetem e atuem de forma não convencional (STICKDORN, SCHNEIDER,
2014).

LEITURA

A metodologia design thinking como estratégia gerencial para empreendimentos

Autores: Pedro Vieira Souza Santos, Nyegge Vittória Martins de Lima, Thamires Camila Tavares
de Oliveira e Francisco Alves Pinheiro
Ano: 2017

O artigo apresenta uma interessante relação acerca da criatividade e da inovação e a forma


como o design thinking está relacionado e pode ser utilizado no contexto organizacional, em
específico, como uma estratégia gerencial para empreendimentos.

ACESSAR

Ferramentas e Estratégias do Design Thinking

Vamos, agora, saber um pouco mais acerca de algumas das diversas ferramentas e estratégias
existentes e que são utilizadas no design thinking. É importante destacar que as diferentes
ferramentas podem ser utilizadas em grande parte das etapas do processo de DT.
Conheceremos algumas das principais técnicas e ferramentas dessa metodologia, segundo
Brown (2018).

Brainstorming: tempestade de ideias

Em razão da facilidade e eficiência do método, o brainstorming, ou tempestade de ideias, é


uma das técnicas mais conhecidas e utilizadas dentro do mundo do design, sendo amplamente
utilizada para a geração de ideias criativas. É um método que deve ser realizado em grupo
(100% colaborativa), tornando-se indispensável a presença de um mediador, não para “podar”
as ideias, mas, sim, para nortear o processo. Essa ferramenta tem como objetivo alcançar as
ideias que são consideradas “fora da caixa”, considerando a inovação e a criatividade. Além
disso, o moderador deve fazer com que os participantes não tenham vergonha de expor suas
ideias, fazendo com que se sintam à vontade para realizar apontamentos e sugestões. Os
grupos devem contemplar de cinco a 10 pessoas, das mais diferentes áreas.

Mapa de Empatia

Essa ferramenta propõe uma imersão nas necessidades do consumidor. Para tanto, busca
analisar e compreender os diferentes impactos emocionais bem como as percepções acerca de
um produto ou serviço por parte do consumidor. O mapa da empatia é mais focado no
consumidor do que no produto/serviço. Quando preenchida corretamente com informações
verídicas e pontuais, essa ferramenta possibilita a visualização de quais os pontos são mais
valorizados pelo usuário/consumidor. Dessa forma, a organização pode focar seus esforços, a
fim de atender de forma satisfatória aos anseios. Essa ferramenta leva esse nome porque, no
momento da elaboração, a empatia é uma das grandes aliadas. Por meio de perguntas
específicas, os envolvidos no projeto conseguem atingir pontos de vista importantes para o
mesmo. É uma ferramenta amplamente utilizada para a geração e para a seleção de ideias.

Mapa Mental

Os mapas mentais são ferramentas lúdicas e de fácil compreensão, consistindo em um tipo de


diagrama que é utilizado para representar as mais diversas possibilidades, como ideias,
projetos, conceitos, tarefas etc. Um mapa é estruturado com um conceito central, que dá
origem a diversas ramificações com outros conceitos, criando uma teia autoexplicativa acerca
do tema. Essa técnica pode ser utilizada para diversas finalidades, dentre elas, a memorização,
desenvolvimento da criatividade, norteamento de outras estratégias (por exemplo, o
brainstorming), solução de problemas, planejamento e estruturação de projetos. Além disso, a
facilidade da execução também tem influenciado na sua escolha, afinal, pode-se elaborar um
mapa mental com apenas uma folha de papel e um lápis e utilizar também alguns recursos
gráficos, como setas, cores, formas, figuras etc.

Cocriação com Clientes

A cocriação está diretamente relacionada ao envolvimento do cliente ou usuário durante o


processo de criação e ao desenvolvimento de um novo produto. Nesse método, deixa de ser
apenas um emissor de características acerca do que se pretende desenvolver e torna-se parte
de todo o projeto, participando de todas as etapas que vão da ideação até a aplicação ou
distribuição de um produto/serviço. Afinal, quem mais deve saber sobre a ideia do que o
consumidor final? Nesse método, podem-se utilizar algumas ferramentas e metodologias
específicas, como a criação de personas, o mapa de proposta de valor e o golden circle.

LEITURA

No Brasil, a Natura já utiliza o processo de cocriação para o lançamento de produtos


diferenciados, atendendo às especificidades e necessidades de seus consumidores. Conheça
um pouco mais deste projeto em:

ACESSAR

Prototipagem

Essa técnica está mais ligada à materialização da ideia obtida por meio dos possíveis métodos
do design thinking. Diferentemente do que se pensa, ela extrapola o tangível e pode ser um
teste de conceito ou de software. Nessa técnica, também se utiliza muito a impressora 3D: os
protótipos permitem a observação de como a ideia sairá no mercado. Nesse modelo,
comumente se utilizam grupos específicos de testadores (sim, existem testadores
profissionais, vale uma busca na internet sobre o tema), e é nessa etapa que se podem
observar possíveis aprimoramentos e ajustes nas ideias.

Storyboard

A técnica de storyboard consiste na criação de painéis ilustrativos e estáticos que demonstram


uma ideia, produto ou conceito, que são construídos com base em diversas ferramentas
gráficas: podem-se utilizar canetas coloridas, colagens, imagens, formas, desenhos etc. Nesse
tipo de técnica, deve-se evitar o uso de textos, pois possui um apelo mais visual. Quando existe
a necessidade da apresentação de conceitos em forma escrita, deve-se optar por outras
técnicas. O storyboard é amplamente utilizado na indústria cinematográfica.
Gamificação

A gamificação consiste na aplicação dos conceitos de jogos em determinados processos


organizacionais (e educacionais), criando uma imersão em um processo ou prática específica,
com resultado direcionado. Tende a proporcionar o dinamismo e a criatividade, além de
aprimorar a experiência de um usuário. É válido destacar que a gamificação pode ser utilizada,
dentro do design thinking, em diversas etapas, que abrangem desde a geração de ideias até a
prototipagem. Sim, é possível apresentar um protótipo da ideia através de um game, e dessa
forma, a experiência do usuário será significativa.

ARTIGO

Ferramentas do design thinking para a inovação em modelo de negócio

Autores: Patrícia Fernanda Dorow, Christine Franzoni, Mirian Torquato e Francisco Antônio
Pereira Fialho

Ano: 2016

O artigo apresenta uma reflexão acerca de todos os temas já trabalhados em nosso roteiro.
Além disso, destaca um aprofundamento nas ferramentas e estratégias do design thinking,
permitindo uma associação da forma como podem ser utilizadas como aliadas da inovação.

ACESSAR

Novas Economias e Modelos de Negócios

A economia, tal como conhecemos, é pautada na análise da produção, distribuição e no


consumo de bens e serviços, com foco direcionado ao acúmulo de bens e capital. Pode-se
dizer, também, que é focada no estudo da teoria econômica pautada na sociedade. Porém, a
globalização, o advento da internet e a inserção do capital intelectual como diferencial
competitivo tem modificado a forma como a economia é vista e praticada. É importante
destacar que muitos estudiosos e cientistas ainda não consideram os novos modelos como
“econômicos”; todavia, eles devem ser levados em consideração nesse novo patamar. E é
pensando nisso que conheceremos, agora, os principais modelos destaques da nova economia,
conforme Howkins (2012).

Economia Criativa

A economia criativa é pautada na junção dos capitais intelectual, cultural e, principalmente, no


criativo, que se unem a fim de gerar valor econômico. O Sebrae indica como essa economia
abrange os ciclos de criação, produção e distribuição, tanto de bens quanto de serviços que
utilizam esses três fatores como insumos primários (COMO O SEBRAE… 2019).
LEITURA

Aprofunde seus conhecimentos e compreenda o cenário contemporâneo por meio deste


Mapeamento da Indústria criativa no Brasil, realizado pela Firjan:

ACESSAR

Economia Colaborativa

Esse modelo é pautado na união dos usuários ou consumidores, para adquirir um determinado
bem ou serviço. Nessa situação, os envolvidos podem ou não se conhecer, e as transações,
comumente, são realizadas por plataformas e aplicativos. Além disso, esse modelo também é
utilizado para a geração de ideias e soluções que não tendem a gerar lucro. Para facilitar a
compreensão, vamos imaginar um condomínio com 50 apartamentos, onde os moradores, ao
invés de comprarem uma máquina de lavar roupas para cada apartamento, montaram uma
lavanderia comunitária, ou seja, adquiriram juntos os bens para uso colaborativo. Perceba que,
ao invés de comprarem 50 máquinas de lavar, otimizaram os recursos e compraram apenas 15.
Outro exemplo desse modelo consiste em consórcios e cooperativas, em que os usuários se
unem a fim de obterem vantagens econômicas.

Economia Compartilhada

Esse modelo também é chamado Economia do Acesso, e o foco está na possibilidade de uso de
um determinado produto ou serviço, sem a necessidade de compra. Para isso, os usuários
utilizam as conexões para sanar as necessidades existentes, que podem ser com conhecidas ou
desconhecidas. Grande parte das transações realizadas nesse modelo é centralizada em
plataformas e aplicativos conectados. É válido destacar que o grande objetivo desse modelo é
ofertar o acesso e não a posse a um determinado bem. Dessa forma, a geração de lucro não
está presente na estrutura desse modelo. A demanda por um determinado bem também é
reduzida, influindo drasticamente no faturamento das organizações e nos impactos ambientais
resultantes do processo produtivo dos bens. No Brasil, é possível encontrar diversas
plataformas que fomentam a economia compartilhada, por exemplo, a Uber, o Tem Açúcar,
dentre outras. Um fator importante a considerar é que, nesse modelo, a confiança é um dos
principais alicerces. Com isso, as mídias e redes sociais colaboram, oferecendo dados e
informações acerca dos usuários, possibilitando a negociação.

Além disso, deve-se considerar, também, a Economia pautada em multimoedas e


criptomoedas. Atualmente, é possível obter produtos e serviços pautados na troca; um
exemplo é encontrado na plataforma Banco do Tempo.

Aprofunde seus conhecimentos sobre o tema, acessando os seguintes materiais:

ARTIGO
As vantagens e características da criptomoeda BITCOIN

Autoras: Mariana Teles Coimbra e Mariana Tiemi Ichioka

Ano: 2018

O artigo permite uma reflexão acerca da “nova moeda”, o bitcoin, bem como a compreensão
da relação existente com a inovação. Destaca, ainda, as características e especificidades.

ACESSAR

LEITURA

Ainda falando sobre outros tipos de moedas, convido você a conhecer um pouco mais o banco
do tempo:

ACESSAR

Modelos de Negócios Inovadores

Considerando as diversas possibilidades e especificidades apresentadas em nosso material, é


possível perceber que negócios que não inovam tendem a perder mercado e a tornarem-se
menos competitivos. É necessário adaptar os modelos já existentes às novas plataformas e
possibilidades. Exemplo é a Nubank, que revolucionou a forma como as pessoas realizam suas
transações comerciais e financeiras. É preciso pensar nos problemas já existentes e em novas
possibilidades para saná-los. Vamos conhecer quatro modelos inovadores para negócios:

Add-on O preço inicial cobrado pelo serviço é baixo e competitivo no mercado, mas são
cobrados valores por serviços adicionais. Por exemplo, a Ryanair oferece passagens aéreas de
até 1 euro, mas cobra para despachar a bagagem e pelos serviços a bordo, como refeição, wi-fi
e escolha de assentos. Isso permite que os consumidores escolham os serviços que desejam de
acordo com suas necessidades e renda. Já a empresa consegue atrair muitos clientes com o
preço baixo e eleva suas receitas cobrando pelos serviços adicionais.

Flat rate ou taxa única Os clientes pagam uma taxa pelo produto e consomem a quantidade
que desejar. É o caso de empresas como a Netflix ou de restaurantes que cobram um valor
pela refeição e permitem que o cliente coma à vontade. Nesse caso, os clientes sabem
exatamente quanto irão gastar e a empresa tem maior previsibilidade de suas receitas,
trabalhando intensamente para aumentar a base de usuários.

Freemium Nesse modelo, a empresa oferece serviços básicos gratuitos e opções de


serviços premium pagos. É o caso de empresas como Spotify, LinkedIn, Dropbox e vários
aplicativos de jogos. Para o cliente, a vantagem é poder experimentar antes de pagar ou seguir
usando o serviço gratuito que lhe satisfaça. Já a empresa ganha dinheiro ao oferecer um
serviço gratuito atrativo, que demonstra sua qualidade como forma de vender serviços
premium que realmente gerem valor para o cliente.
Robin Hood Nesse modelo, os produtos e serviços são vendidos pelo preço "cheio" para
clientes de alta renda e a preços baixos ou de graça para a população de baixa renda. É o caso
da empresa TOMS Shoes, que usa o modelo um para um. A cada par de sapatos vendidos uma
pessoa de baixa renda ganha um par de sapatos gratuitamente. Esse é um modelo que ajuda a
empresa a realizar sua missão social, garantindo receita dos produtos vendidos, ao mesmo
tempo em que ajuda a população de baixa renda.

Quadro 2 - Modelos de Negócios Inovadores

Fonte: Adaptado de Cualheta (2019).

Desta forma, é preciso saber que o modelo de um negócio apresenta a lógica e a linha do
empreendimento, entregando o valor da organização para o consumidor ou usuário. Assim, é
fundamental o alinhamento dos objetivos com os produtos ou serviços prestados.

Conclusão

Caro(a) estudante, chegamos ao final de nosso roteiro. Esperamos que este não seja o final da
sua busca por conhecimento acerca da inovação e do design thinking e que este material
tenha sido apenas o pontapé inicial para um aprofundamento nos temas trabalhados. Dessa
forma, lembre-se de que, por se tratar de uma nova metodologia, a cada dia novas
ferramentas e estratégias surgem, possibilitando a inovação de formas diferentes. Assim, é
fundamental que sua busca pelo conhecimento continue.

Lembre-se de que, independentemente do modelo de negócios – se tradicional ou inovador –


a inovação não somente é um diferencial competitivo, mas um dos fatores fundamentais para
se manter no mercado, tanto em negócios quanto em ideias e projetos. Esperamos que, de
posse deste novo conhecimento, você seja um profissional criativo, capaz de transformar sua
criatividade em inovação. Muito sucesso e bons estudos!

Referências Bibliográficas

ALENCAR, E. S. de; FLEITH, D. de S. Criatividade: múltiplas perspectivas. Brasília: Universidade


de Brasília, 2003.

BROWN, T. Design thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias.
Alta Books Editora, 2018.

CAVALCANTI, C. C.; FILATRO, A. Design thinking: na educação presencial, a distância e


corporativa. São Paulo: Saraiva, 2016.

COMO o Sebrae atua no segmento da economia criativa. Sebrae, 2019. Disponível em:
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/segmentos/economia_criativa/como-o-sebrae-
atua-no-segmento-de-economia-criativa,47e0523726a3c510VgnVCM1000004c00210aRCRD.
Acesso em: 1º nov. 2019.

CUALHETA, L. P. 4 exemplos de modelos de negócios que você pode usar no seu negócio.
Administradores.com, jan. 2019. Disponível em: https://administradores.com.br/noticias/4-
exemplos-de-modelos-de-negocios-que-voce-pode-usar-no-seu Acesso em: 1º nov. 2019.

GOLEMAN, D. O Espírito Criativo. São Paulo: Editora Pensamento; Cultrix, 2013.

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