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Entenda o Sistema Linfático e Linfomas

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claudia carrati
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Sistema

Linfático
Enfª Noemi Santos
A linfa
Capilares sanguíneo?s

?
Vénula

Arteríol?a

Capilar
?
linfático

Além do sistema cardiovascular, onde circula o sangue, o corpo


humano possui outro sistema, o sistema linfático, que permite a
circulação de outro fluido, a linfa.
O intercâmbio de substâncias entre o sangue e os tecidos não é
feito diretamente, mas através de um fluido intermediário, o fluido
intersticial. Este fluido ocupa os espaços entre células, sendo o
seu meio envolvente mais próximo.
Plasma

Linfa intersticial

A linfa intersticial, com origem no plasma do sangue, banha as


células para lhes fornecer oxigénio, nutrientes, hormônios e
outras substâncias transportadas pelo sangue.
Plasma

Linfa intersticial

A linfa intersticial recebe os produtos de excreção e muitos outros


produtos resultantes do metabolismo celular.
Plasma

Linfa
circulante

Linfa intersticial

A linfa intersticial é recolhida pelos capilares linfáticos, ficando


com a designação de linfa circulante, que circula nos vasos
linfáticos até se juntar ao sangue.
Linfa in?
tersticial

Célul?a

?
Capilar linfático
Linfa cir?culante

Linfa intersticial — Fluido existente entre as células.


Linfa circulante — Fluido que circula no interior dos vasos
linfáticos.
A linfa é um fluido
esbranquiçado constituído
pelos componentes do
sangue, plasma e leucócitos,
que atravessam as paredes
dos capilares sanguíneos para
os espaços intersticiais.
Estrutura e funções
do sistema linfático
Constituição do sistema linfático e órgãos linfoides
Gânglios linfáticos - Pequenas dilatações
Gânglios linfáticos

Com aspeto nodular,


que se encontram ao longo dos
vasos linfáticos.
Predominam no no pescoço,
axilas e virilhas
Placas de Peyer -
Localizam-se na parte Gânglios linfáticos
distal do intestino
delgado e constituem
um dos principais
agregados de nódulos
linfáticos. Placas de Peyer
Desempenham um
papel fundamental na
eliminação de
microrganismos
contidos nos
alimentos ingeridos.
Gânglios linfáticos
• Apêndice -
Estrutura
constituída por
Placas de Peyer agregados de
Apêndice
tecido linfoide.
Amígdalas – Massas de tecido
Amígdalas
linfoide que Gânglios linfáticos

se localizam
na parte de
trás da
garganta.
Placas de Peyer
Desempenha
m um papel Apêndice
de defesa
contra os
agentes
patogénicos
inalados.
Timo - Pequeno órgão localizado
Amígdalas
Gânglios linfáticos
Timo

na cavidade
torácica por cima
do coração.
Placas de Peyer Contém elevado
número de
Apêndice leucócitos, onde
adquirem a
capacidade de
identificar e
destruir
substâncias
estranhas
específicas.
Amígdalas
Gânglios linfáticos
Timo

Placas de Peyer

Baço - Maior órgão linfoide, Baço


situado na parte superior
esquerda da cavidade Apêndice
abdominal. Contém vários
tipos de leucócitos que
identificam e destroem os
agentes patogénicos e
removem os elementos
figurados do sangue
(plaquetas e hemácias)
envelhecidos.
?Amígdalas

Timo?
?
Gânglios linfáticos

?Medula óssea
Canal torácico ?

?Baço
O sistema linfático é constituído pela
linfa, por vasos linfáticos e por
gânglios linfáticos. Estes últimos,
juntamente com o timo, a medula
óssea, o baço e as amígdalas,
constituem os órgãos linfoides.
Órgãos linfoides e do sistema linfático

• Vasos linfáticos
• Canais transportadores de linfa dotados de válvulas no seu interior.
Formam uma rede distribuída por todo o corpo.

• Gânglios linfáticos
• Pequenos órgãos, perfurados por canais, distribuídos por diversos pontos da
• rede linfática.
• São locais de acumulação e proliferação de linfócitos.

• Timo
• Órgão localizado junto ao coração, importante para o desenvolvimento dos
• linfócitos.
• É muito reduzido no adulto.
Órgãos linfoides e do sistema linfático

• Medula óssea
• Tecido produtor de células sanguíneas. Importante para o desenvolvimento de
certos linfócitos.

• Baço
• O maior dos órgãos do sistema linfático, quase tão grande como um
punho. O baço é esponjoso, liso e de cor púrpura. Localiza-se na parte
superior da cavidade abdominal, mesmo por baixo das costelas, no lado
esquerdo.
• Apresenta tecidos ricos em linfócitos.

• Amígdalas
• Existem dois pares de amígdalas, de ambos os lados da faringe e na base da
• língua. Apresenta tecidos ricos em linfócitos.
Baço

Timo

Medula óssea

Órgãos linfoides
Constituição do sistema de vasos
linfáticos
Relação entre os sistemas cardiovascular e linfático
?Circulação pulmonar
Veia subclávi?
a

Veia cava superio?


r C?oração

Vasos linfático?
s

?Circulação sistémica

O sistema linfático e o sistema cardiovascular funcionam de


forma coordenada para manter o equilíbrio do organismo humano.
Capilares Espaços Capilares Veias
sanguíneos intersticiais linfáticos linfáticas

Canal Junção da veia jugular


Vasos linfáticos
torácico esquerda com veia
principais
Canal linfático subclávia esquerda
direito Junção da veia jugular
direita com veia subclávia
direita
Leucócitos

Defesa do organismo — Em alguns órgãos linfoides, como o timo


ou a medula óssea, formam-se ou diferenciam-se leucócitos que
se juntam à linfa e podem viajar pelo corpo. Noutros, como os
gânglios linfáticos ou o baço, acumulam-se grandes quantidades
de leucócitos.
Artéri?a

Veia?
?
Vaso linfático

Capilares sanguíneo?s

Linfa
Linfa
intersticial

Drenagem — Uma grande parte dos líquidos da linfa intersticial,


cuja origem é o plasma do sangue, não regressa de imediato aos
vasos sanguíneos, sendo recolhida pelos vasos linfáticos.
Linfa
intersticial

Transporte de substâncias — Os capilares linfáticos recebem


das células o dióxido de carbono e outros produtos de excreção.
Nas vilosidades intestinais, os produtos da digestão dos lípidos e
algumas vitaminas são absorvidos e transportados pela linfa.
Doenças e saúde do
sistema linfático
Linfoma

Linfedema

Amigdalite
A leucemia, o linfoma e o linfedema são algumas das doenças
provocadas por disfunções do sistema linfático.
Existem vários tipos de leucemia, mas todos envolvem o
crescimento de leucócitos cancerosos na medula óssea, local
onde são produzidas as células sanguíneas.
A produção de leucócitos fica descontrolada e o funcionamento da
medula óssea saudável torna-se cada vez mais difícil, diminuindo a
produção de células normais, dando lugar ao aparecimento de
anemia, infeções e hemorragias.
Normal Leucemia

A leucemia caracteriza-se pela redução do número de eritrócitos e


de plaquetas e pelo aumento do número de leucócitos.
Linfócito
anormal
Linfócito
normal

Linfoma é um termo utilizado para designar qualquer tumor


iniciado no sistema linfático e não na medula óssea, como as
leucemias.
O linfoma é uma doença que afeta um certo tipo de leucócitos, os
linfócitos. Os linfócitos tornam-se cancerosos e multiplicam-se
sem controlo nos gânglios linfáticos.
O linfedema caracteriza-se pelo edema ou inchaço de tecidos
moles do corpo, geralmente nas pernas e nos braços, devido a uma
drenagem deficiente da linfa intersticial.
Uma dieta saudável, a ingestão abundante de água, o exercício
regular, as massagens corporais e o uso de vestuário adequado
são medidas que promovem o bom funcionamento do sistema
linfático.
Medidas de prevenção...
Beber água Alimentação saudável

Prática de
exercício físico
O que é
câncer?
Atualmente, câncer é o nome geral
dado a um conjunto de mais de 100
doenças, que têm em comum o
crescimento desordenado de células,
que tendem a invadir tecidos e
órgãos vizinhos.
As células normais que formam os tecidos
do corpo humano são capazes de se multiplicar
por meio de um processo contínuo que é
natural.

A maioria das células normais cresce,


multiplica-se e morre de maneira ordenada,
porém, nem todas as células normais são iguais:
• algumas nunca se dividem, como os
neurônios;
• outras – as células do tecido epitelial –
dividem-se de forma rápida e contínua.
O crescimento das células cancerosas é
diferente do crescimento das células normais.
As células cancerosas, em vez de morrerem,
continuam crescendo incontrolavelmente,
formando outras novas células anormais.
Diversos organismos vivos
podem apresentar, em algum
momento da vida, anormalidade no
crescimento celular – as células se
dividem de forma rápida, agressiva
e incontrolável, espalhando-se para
outras regiões do corpo –
acarretando transtornos funcionais.
O câncer é um desses transtornos.
O câncer se caracteriza pela perda do
controle da divisão celular e pela
capacidade de invadir outras estruturas
orgânicas.
O que são
LINFOMAS?
Linfomas são um grupo de cânceres
originados no sistema linfoide, onde
vivem as nossas células imunológicas,
responsáveis pela defesa do corpo a
agentes externos, como infecções.
Como se prevenir
contra linfomas?
A prevenção contra linfomas tem relação direta com
hábitos saudáveis, tais como uma rotina de exercícios
físicos e uma dieta equilibrada. Também é recomendável
prestar atenção nos sinais que o corpo dá, como, por
exemplo, o aparecimento de algum “caroço” de forma
repentina.

A realização de exames periódicos e de rotina


também são essenciais na prevenção dos linfomas, pois
eles viabilizam o diagnóstico precoce da doença.
Quais são os sintomas
de linfomas?
O sinal mais imediato de um linfoma é o aumento
indolor de algum gânglio linfático, com o aparecimento de
alguma íngua (caroço) no pescoço, axilas ou virilhas. Além
disso, também podem ocorrer febre, suor noturno,
emagrecimento sem causa aparente ou aumento do
volume do baço.

Em relação ao Linfoma de Hodgkin, uma coceira


sem motivo aparente pode ser um sintoma a ser
observado.
Diagnóstico e
tratamento dos linfomas
O diagnóstico definitivo dos linfomas é por meio de
uma biópsia do linfonodo doente, que é retirado e enviado
para análise. Exames de imagem também podem ajudar a
avaliar a extensão da doença.

Já o tratamento é realizado pelo médico


hematologista e pode incluir a administração de medicação
oral ou endovenosa, visando a cura ou controle da doença,
de acordo com o tipo do linfoma. Quimioterapia,
radioterapia, imunoterapia ou a associação entre as três
estratégias podem ter papel importante no tratamento.
Exames de imagem

Após a avaliação clínica inicial, exames de imagem


desempenham um papel fundamental no diagnóstico de
linfomas. A tomografia computadorizada (TC), ressonância
magnética (RM) e a tomografia por emissão de pósitrons
(PET-CT) permitem aos médicos visualizar a localização e
o tamanho dos gânglios linfáticos afetados, bem como
detectar qualquer envolvimento de órgãos adjacentes.
Quais os tipos de
Linfomas?
Existem dois tipos principais de linfomas: Linfomas
de Hodgkin (LH) e Linfomas não Hodgkin (LNH). A
diferença entre eles está em características clínicas e no
tipo de célula doente.

Os casos de Linfomas não Hodgkin, que contam com mais


de 20 subtipos, cresceram significativamente no Brasil nos
últimos anos, chegando a 80% do total de ocorrências da
doença. O maior impacto é observado entre pessoas com
mais de 60 anos.
Quais os tipos de
Linfomas?
Muitas vezes, um linfoma não Hodgkin pode se
desenvolver lentamente, mas há também subtipos
agressivos que crescem em poucas semanas.

Já o Linfoma de Hodgkin corresponde


aproximadamente a 20% dos casos e é mais comum em
jovens entre 25 e 30 anos.
Sinais e sintomas do linfoma
de Hodgkin
• Aumento dos gânglios linfáticos, podendo ou não ter dor
• Suores noturnos intensos, com ou sem febre
• Febre ou calafrios à noite ou mesmo durante o dia
• Perda de apetite
• Perda de peso inexplicável
• Fadiga ou perda de energia
• Pele seca e com coceira
• Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
• Tosse e dificuldade para respirar ou desconforto no peito,
causados por um gânglio linfático grandemente aumentado
nessa região
• Aumento do fígado ou do baço
Tratamento
• Radioterapia – Utiliza radiação de alta energia
para destruir células malignas. É utilizada para
ajudar a diminuir os tumores e a controlar
sintomas.

• Quimioterapia – Utiliza medicamentos oncológicos


que destroem células de cancro. A quimioterapia é
utilizada no linfoma de Hodgkin em recaída ou
refractário para diminuir o tamanho do tumor e
aliviar sintomas.
Tratamento
• Terapêutica dirigida – As terapêuticas dirigidas
atuam sobre células malignas e podem impedir
que cresçam e se disseminem. Só têm efeito em
tipos específicos de células malignas.

• Imunoterapia – Corresponde a medicamentos que


actuam no sistema imunitário, contribuindo para
que este identifique e destrua as células de
cancro.
Tratamento

• Tratamento com células estaminais (tronco) – Após


quimioterapia em altas doses, podem ser administradas
células estaminais ou medula óssea. A quimioterapia de
altas doses tem grande probabilidade de matar as células
malignas mas também as células estaminais da sua
medula óssea. Antes da quimioterapia de altas doses, vão
ser colhidas células estaminais ou medula óssea, suas ou
de um dador. Após o tratamento, as células estaminais
são-lhe administradas por via intravenosa. As células
estaminais encontram a sua medula óssea, onde podem
produzir de novo células do sangue.
Sinais e sintomas do linfoma
de não Hodgkin
• Inchaço indolor dos gânglios linfáticos da virilha, axilas e pescoço
• Suores noturnos intensos, com ou sem febre
• Febre
• Erupção cutânea avermelhada, disseminada pelo corpo
• Náusea e vômitos
• Perda de peso inexplicável
• Cansaço
• Coceira
• Tosse ou dificuldade para respirar
• Dor de cabeça e dificuldade de concentração
• Dor no pescoço, nos braços ou no abdômen
• Fraqueza nos braços e/ou nas pernas
• Confusão mental
Dependendo do tipo e estágio do linfoma e outros fatores,
as opções de tratamento para pacientes com linfoma não Hodgkin
podem incluir quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo
radioterapia, transplante de células-tronco e cirurgia.

Outro aspecto importante do tratamento para muitos


pacientes é o cuidado paliativo ou de suporte. Isso pode prevenir ou
tratar problemas como infecções, diminuição das células sanguíneas
ou alguns sintomas provocados pelo linfoma.

Em função das opções de tratamento definidas para cada


paciente, a equipe médica deverá ser formada por especialistas,
como hematologista, oncologista e radiooncologista. Mas, muitos
outros poderão estar envolvidos durante o tratamento, como,
enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e psicólogos

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