UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL — UAB
[ Métodos Cromatográficos
] [
Curso:Licenciatura em Química/EAD
]
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Prática Nº 01
[et Separação
Cromatografia em Papel
de Pigmentos
per,
1. OBJETIVO
Separar os componentes de uma mistura pigmentos presentes em diferentes
amostras (corante, folhas de espinafre, eucalipto) por meio da técnica de
cromatografia em papel identificando substâncias (clorofilas a e b, xantofilas e
carotenos).
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A cromatografia, em todas as suas formas e variações, constitui hoje um dos mais
importantes métodos de separação de misturas, se não o mais importante. Este método faz
uso das diferenças no grau de adsorção e das diferenças de solubilidade das várias
substâncias (GOMES; 2004). Os métodos cromatográficos são utilizados
para separar
misturas contendo duas ou mais substâncias ou ions, e baseiam-se na distribuição diferencial
dessas substâncias entre duas fases: uma das quais é estacionária e a outra, móvel.
A
cromatografia é uma técnica de separação especialmente adequada para ilustrar os conceitos
de interações intermoleculares, polaridade e propriedades de funções orgânicas.
(RIBEIRO;
2008). Cromatografia é um processo de separação e identificação de componentes de uma
mistura. Essa técnica é baseada na migração dos compostos da mistura, os quais apresentam
diferentes interações através de duas fases. A fase estacionária é a fase em que o
componente que está sendo separado ou identificado irá se fixar na superfície de outro
material líquido ou sólido. A fase móvel é um líquido ou gás que arrasta os
componentes
da mistura pela fase estacionária. No experimento em questão será a água
e, posteriormente,
o álcool.
Acromatografia planar compreende a cromatografia em papel e a cromatografia em
camada delgada: Cromatografia em papel será usada neste trabalho
experimental,
sendo a mesma um tipo de separação cromatográfica líquido-líquido, no qual um
deles é fixo
sobre a superfície de um papel filtro. A técnica determina o número de componentes de uma
mistura e identificar quais serão possíveis substâncias.
A cromatografia em papel é uma microtécnica muito útil para a separação de
componentes de uma mistura e realização da análise qualitativa dos mesmos em função dos
Rf (fatores de retenção; razão entre a distância percorrida pelo soluto e a distância percorrida
pelo solvente) e cores apresentadas. Essa técnica é frequentemente utilizada para a extração
de pigmentos (antocianinas) de plantas flores e frutos (SANTOS; 2008). O experimento que
envolve análises de cromatografia em folhas provém à extração das clorofilas e carotenos
presentes na mesma com o auxílio de solventes € posteriores empregos de técnicas
cromatográficas para a visualização e separação desses componentes. (DEGANI, 1998).
A clorofila é facilmente identificada nas plantas, pois é a responsável pela coloração
verde das mesmas. A clorofila a é a mais abundante no reino vegetal, sendo encontrada,
juntamente com a clorofila b, numa proporção de 3:1, respectivamente. O mais conhecido
dos carotenos é o P-caroteno, com ampla ocorrência no reino animal e vegetal, sendo
normalmente encontrado nas plantas, junto com a clorofila. É o mais importante dos
precursores da vitamina A e utilizado como corante na indústria alimentícia. (DEGANI,
1998).
3. MATERIAL :
e Papel de filtro;
e Um lápis, caneta ou pregador,
e Amostras testes: corantes alimenticeos, canetinhas coloridas hidrográficas
(preferencialmente nas cores marrom, azul, preta, verde, amarela e vinho), Folhas de
espinafre
e Clipes ou fita adesiva;
e Solventes (água; Álcool etílico ; acetona; Éter de petróleo)
e Cuba cromatográfica (Copo, frasco de vidro com tampa ou béquer de 250mL).
e Erlenmeyer de S0mL(02)
e Almofariz
e Capilar
e Provetas (100 e 10 mL)
e Papel de filtro
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
4.1 PROCEDIMENTO 01 - Amostras corantes
l. Montar a aparelhagem conforme o esquema abaixo;
Mancha
. de tinta
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Recorte o coador de papel em tiras de cerca de 4,0 cm de largura e 13 cm de
comprimento;
Faça uma linha horizontal cerca 1 cm da borda com LÁPIS
Aplicar amostra (pingos da tinta de cada caneta ou corantes) na linha da placa usando-se
capilar: tocar rapidamente o capilar com amostra (evitar manchas grandes); a distância
entre os pontos não deve ser muito pequena; deve ser cerca de 1,0 cm. Experimente
colocar todas as cores ou pode colocar uma a uma. Uma sugestão boa é colocar em uma
mesma tira as cores azul, amarelo e verde.
5. Identificar as manchas com LÁPIS;
Prenda esta tira na vertical em um lápis, caneta ou pregador que ficará sobre o copo na
horizontal. Você pode prender com o clipe ou coma fita adesiva.
Escolher cuba cromatográfica (frasco de vidro com tampa); colocar o solvente (altura
-0,5 cm), tampar a cuba e deixar equilibrar (saturar ambiente com vapor de solvente).
Cuidadosamente, coloque a placa cromatográfica na cuba, tampe a mesma com um
vidro de relógio e espere a eluição;
Após a eluição completa (cerca de 0,5 cm da parte superior da placa), retire a placa e
deixe-a secar;
10. Observe os resultados e anote as conclusões.
11. Repita o processo, usando solvente puro (água, etanol, acetona) e misturas (etanol/água
70 ou 50%).
4.2. PROCEDIMENTO 02: Amostra de Folhas de Espinafre
1. Triturar num almofariz +10 g de folhas frescas de espinafre usando três quantidades
sucessivas de 10 mL de uma solução de éter de petróleo e álcool etílico a 2:1. Triturar
muito bem e depois de juntar a última porção da mistura de éter de petróleo e álcool
etílico, continuea triturar até restarem apenas alguns mililitros de solvente. Filtrar com
uma pipeta de Pasteur e algodão, transferindo para um erlenmeyer de 50 mLe realizar
o processo cromatográfico, observando o desenvolvimento de bandas coradas.
2. Aplicação da amostra no papel
3. Utilizando um capilar, aplicar duas ou três porções da solução de pigmentos sobre em
uma tira de papel (2,5 x 7,5 cm) a 1,0 cm de uma das extremidades. Evitar a difusão da
mancha de forma que seu diâmetro não deva ultrapassar a 2 mm durante a aplicação da
amostra. Deixar o solvente evaporar.
4. Aplicação da amostra na placa
5. Desenvolvimento do cromatograma
6. Preparar uma cuba colocando uma tira de papel de filtro de 4x5 cm e 5 mL de hexano e
esperar o tempo suficiente para que ocorra a completa saturação. Colocar cuidadosamente
o papel com a amostra na cuba, evitando que o ponto de aplicação da amostra mergulhe no
solvente. Quando o solvente atingir cerca de 0,5 cm do topo do papel, remover a papel e
marcar a frente do solvente (linha de chegada da fase móvel). Deixar secar ao ar e observar
o número de manchas coloridas. Copiar o papel com as substâncias separadas
(cromatograma), obedecendo fielmente a distância entre o ponto de aplicação e a frente do
solvente, bem como a distância percorrida por cada substância, iniciando pelo ponto de
aplicação até o centro de maior concentração da mancha.
5. REORGANIZANDO CONCEITOS
1. Que resultados você observou com o que ocorreu a cada amostra (tintas das canetas,ou
corantes) no decorrer do tempo”.
2. Nas amostras, quais possuiam mais de um componente e quais possuíam apenas um?
Quais foram as cores observadas na separação de cada tinta?
3. Quala fase estacionária e fase móvel de cada sistema estudado?
4. O que é e como é calculado o Rr (fator de retenção)?
5. Por que cada componente das tintas percorre uma distância diferente? Determine o fator
de retenção (R1) para cada cada amostra nas diferentes fase móvel (solventes) avaliados.
6. Qual a diferença observada ao se colocar álcool (ou mistura etanol/água) ao invés de
água? Por que houve esta diferença?
6. REFERÊNCIAS:
Fogaça, J. Estrategias de ensino -aprendizagem: cromatografia-papel. Equipe Brasil Escola.
Skoog, D.A.; , Fundamentos de Química Analitica, 8º edição, Thomson Learning, São Paulo, 2006.