UNIVERSIDADE LICUNGO
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA COM HABILITAÇÃO EM TURISMO
CARLOTA ALBERTO JUMUA
JHON HORÁCIO JOÃO
VASCO MATIAS VASCO
VICTOR MONTEIRO SIMBE
A CORRUPÇÃO NA SOCIEDADE
DONDO
2024
CARLOTA ALBERTO JUMUA
JHON HORÁCIO JOÃO
VASCO MATIAS VASCO
VICTOR MONTEIRO SIMBE
TEMA TRANSVERSAL IV
Trabalho de pesquisa a ser entregue na faculdade e Departamento de
Educação, ao docente da disciplina de Tema Transversal IV, como
requisito parcial de avaliação. sob a orientação do Docente:
_______________________________________________________
Dr. Dirceu Bohnemberg
DONDO
2024
Índice
CAPÍTULO I: CONSTRUÇÃO TEÓRICA...............................................................................4
1.Introdução................................................................................................................................4
1.1.Objectivos.............................................................................................................................5
1.1.1.Objectivo Geral..................................................................................................................5
1.1.2.Objectivos Específicos.......................................................................................................5
1.2.Metodologia..........................................................................................................................5
1.2.1.Método bibliográfico.........................................................................................................5
CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.....................................................................6
2.Origem.....................................................................................................................................6
2.1.Conceito de Corrupção.........................................................................................................6
2.1.1.Conceito etimológico de Corrupção..................................................................................6
2.1.2.Conceito de Corrupção na ótica de alguns autores............................................................7
2.2.Causas da corrupção.............................................................................................................8
2.3.Impactos sócio económicos da corrupção...........................................................................10
2.4.Estratégias de controle ou impedimento da corrupção na sociedade..................................11
CAPÍTULO III: CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................................12
3. Conclusão..........................................................................................................................12
Referência bibliográfica............................................................................................................13
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CAPÍTULO I: CONSTRUÇÃO TEÓRICA
1. Introdução
A corrupção é um fenômeno de dimensões profundamente enraizadas na história da
humanidade, permeando as esferas sociais, políticas, econômicas e culturais. Ao longo dos
séculos, sua presença tem sido constante, manifestando-se de diversas formas e afetando de
maneira significativa o tecido social e o desenvolvimento das nações. Este trabalho propõe-se
a explorar os meandros da corrupção na sociedade contemporânea, desde suas origens até
suas implicações actuais, através de uma análise embasada em referenciais teóricos sólidos e
perspicazes.
A compreensão da corrupção demanda uma análise multifacetada, envolvendo tanto
aspectos históricos quanto conceituais. Como destacado por Vieira (1998), a corrupção
acompanha a evolução dos agrupamentos sociais desde os primórdios, refletindo-se em
diversas formas ao longo dos tempos. Filósofos clássicos como Platão e Aristóteles
concebiam a corrupção como uma degeneração da ordem natural das coisas, enquanto na
Idade Média, ela era vista como uma prática impura associada a pecados, combatida por
práticas religiosas purgativas.
No contexto contemporâneo, a corrupção continua a desafiar as estruturas políticas e
sociais, exigindo uma reflexão profunda sobre suas causas e consequências. Conforme
discutido por diversos autores, suas raízes estão intrinsecamente ligadas à desigualdade
econômica-social, à herança cultural e à natureza humana, entre outros fatores.
Além disso, a corrupção não é apenas um problema moral, mas também um obstáculo ao
desenvolvimento socioeconômico e à consolidação da democracia. Seus impactos são vastos e
abrangem desde a desigualdade no acesso a serviços essenciais até a ameaça à democracia e
aos direitos humanos. Portanto, compreender suas causas e encontrar estratégias eficazes de
controle e prevenção torna-se imperativo para a construção de uma sociedade mais justa e
equitativa.
Desta forma, o trabalho visa demonstrar com detalhes que a corrupção é um fenômeno
patente na sociedade e que sua origem é incerta, mas sempre esteve presente na história da
humanidade. As causas deste fenômeno podem ser várias, de acordo com diferentes autores,
podendo afectar os sectores econômicos, sócias, culturais, educacionais, debilidade
institucional, entre outros podendo afectar a distribuição e acesso a serviços, empregos,
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direitos e prosperidade. A garantia do controle ou impedimento da corrupção resume - se a
existência de leis e regulamentos que permitem uma actuação efectiva das autoridades.
1.1. Objectivos
1.1.1. Objectivo Geral
Descrever o fenómeno da corrupção na sociedade, desde suas origens, conceito,
causas e impactos.
1.1.2. Objectivos Específicos
Apresentar um breve historial da origem da Corrupção;
Definir o conceito da corrupção;
Identificar as Causas e os Impactos socioeconómicos da Corrupção;
Propor estratégias como forma de controle ou impedimento da Corrupção;
1.2. Metodologia
1.2.1. Método bibliográfico
Segundo Amaral (2007), o método bibliográfico é uma etapa fundamental em todo
trabalho científico que influenciará todas as etapas de uma pesquisa, na medida em que der o
embasamento teórico em que se baseará o trabalho. Consistem no levantamento, seleção,
fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa.
Para a realização deste trabalho, foi adotado o método bibliográfico, que consistiu na
revisão e análise crítica da literatura disponível sobre o tema da corrupção. Inicialmente, foi
realizada uma pesquisa extensiva em bases de dados acadêmicas e bibliotecas virtuais,
utilizando palavras-chave relacionadas à corrupção, suas origens, conceitos, causas, impactos
e estratégias de controle.
Em seguida, foram selecionados os textos mais relevantes e atualizados, que serviram
como base teórica para o desenvolvimento do trabalho. Os autores consultados e suas
respectivas obras incluem: Vieira (1998), Popper (1994), Ménissier (2007), Llaca (2005),
Zancanaro (1995), Fernandes (2009), Brei (1996), Nye (1967), Convenção das Nações Unidas
Contra a Corrupção, Cordeiro (2017), Rocha (2016), Silva (2001), Shleifer e Vishny (2013),
Lopes e Toyoshima (2013), e UNODC (2015).
Essa revisão bibliográfica abrangeu diferentes perspectivas teóricas e abordagens
metodológicas, permitindo uma análise abrangente e crítica do fenômeno da corrupção, desde
suas origens históricas até suas implicações socioeconômicas e estratégias de controle.
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CAPÍTULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2. Origem
A corrupção não tem uma origem singular, mas é um fenômeno que tem acompanhado
a história da humanidade ao longo do tempo. Suas raízes estão profundamente enraizadas em
fatores sociais, políticos, econômicos e culturais.Como destaca Vieira (1998):
“A corrupção acompanha a evolução dos agrupamentos sociais desde os
primórdios. Documentos antigos, como o Código de Hamurabi e o
Egito Antigo, já faziam menção ao fenômeno. Sua natureza tóxica e
destrutiva mina as bases do Estado Democrático de Direito, corroendo a
eficácia dos serviços públicos.”
Os filósofos da Antiguidade Clássica, como Platão e Aristóteles, concebiam a
corrupção como uma degeneração da ordem natural das coisas (Popper, 1994). Aristóteles, em
sua obra Ethica Nicomachea, discutiu a responsabilidade do cidadão na construção do Estado,
destacando a importância da ética social.
Na Idade Média, a corrupção era vista como uma prática impura e relacionada a
pecados, sendo combatida por práticas religiosas purgativas (Ménissier, 2007).
A visão da corrupção durante a Idade Média, como uma prática impura e associada a
pecados, reflete a forte influência da religião na sociedade e na moralidade da época. Nesse
período, a Igreja desempenhava um papel central na vida das pessoas, e os ensinamentos
religiosos moldavam as normas sociais e éticas.
Durante a modernidade, pensadores políticos como Maquiavel e Montesquieu
compreendiam a corrupção como uma perversão dos regimes governativos. Maquiavel
argumentava que a corrupção era inerente à inaptidão para a vida em liberdade, enquanto
Montesquieu a via como uma das causas da degeneração dos governos e da política (Carvalho
Filho, 2008).
2.1. Conceito de Corrupção
2.1.1. Conceito etimológico de Corrupção
Segundo Llaca (2005, pág.48), foi filósofo Aristóteles o primeiro a utilizar a palavra
corrupção para designar a degeneração ocorrida nos governos monárquico e democrático e as
suas formas de corrupção eram respectivamente a tirania, oligarquia e demagogia. Por sua
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vez, o Cícero, de acordo com a realidade vivida em Roma, empregaria esta palavra para
descrever o suborno bem como o abandono dos bons costumes.
A propósito da origem etimológica da palavra corrupção, vale mencionar a definição
trazida por Zancanaro (1995), o qual ensina que o termo provém do verbo, em latim, rumpere
e do substantivo corruptio. Rumpere traduz-se por romper, fender, separar, quebrar, decair,
interromper; e o substantivo corruptio pode ser traduzido por: depravação, deterioração,
prostituição, corrupção.
Conforme Fernandes (2009, pág. 10), a palavra corrupção deriva do latim, corruptus
que, literalmente, significa quebrado em pedaços e em outra acepção: “apodrecido”, pútrido,
por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre.
2.1.2. Conceito de Corrupção na ótica de alguns autores
Conforme a Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção citado por Fernandes
(2009, pág. 11), vem tipificar a corrupção como uma actividade ilegal do sector publico e/ou
privado, deixando de existir apenas no domínio publico (Estado e funcionários públicos). A
Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção considera que não é possível definir a
corrupção porque trata-se de um conceito fluído que ganha significados distintos dependendo
do contexto onde é aplicado, da forma como os actos de corrupção podem ser combatidos e,
por fim, dos actores implicados nestes actos.
Por outro, Brei, defende que a corrupção é um fenômeno prejudicial que ocorre
quando interesses privados são priorizados em detrimento do interesse público, resultando em
danos ao patrimônio público e à sociedade como um todo. É fundamental reconhecer que em
uma sociedade democrática, a preservação do bem comum deve ser a principal preocupação, e
qualquer acto que viole esse princípio é considerado corrupto. Conforme defende o autor:
“A corrupção ocorre quando há algum ganho privado às custas
do patrimônio público, ou seja, corruptor e corruptores se
beneficiam, enquanto o bem público e a sociedade são lesados.
Benefícios particulares, em detrimento do interesse público, são
considerados atos corruptos, uma vez que, em uma sociedade de
regime democrático, o interesse comum deve prevalecer sobre o
particular.” (Brei,1996).
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Para Nye (1967, pág. 419), a corrupção é o comportamento que se desvia das
obrigações formais de um cargo público em benefício de interesses pecuniários ou de status
que diz respeito ao mundo privado (seja um interesse pessoal, de um núcleo familiar e/ou
parentes próximos, ou de um pequeno grupo de interesse); ou que viole regras contra o
exercício de certos tipos de influência que o mundo privado possa exercer.
Essa definição ressalta a complexidade da corrupção, destacando que ela pode se
manifestar de várias maneiras e não se restringe apenas a transações financeiras clandestinas.
Ela inclui aspectos de nepotismo, favorecimento de familiares ou grupos próximos e o uso
indevido de influência para obter vantagens pessoais.
Já o Dicionário de Política, de Bobbio, Mateucci e Pasquino (1991, pá. 292), traz uma
classificação de tipos de corrupção que assim define o termo:
“A corrupção é uma forma particular de exercer influência:
influência ilícita, ilegal e ilegítima (...). É uma alternativa da
coerção, posta em prática quando as duas partes são bastante
poderosas para tornar a coerção muito custosa, ou são incapazes
de a usar.”
Conforme Miranda (2018), o conceito do Dicionário de Política é mais geral, mas suas
ramificações acabam por esticar demais seu campo semântico. São, portanto, três os tipos de
corrupção:
O primeiro é o suborno, que é o uso da recompensa escondida para conquistar um
acto, ou omiti-lo, de um funcionário público a seu favor.
O segundo é o nepotismo, que é a concessão de empregos ou favores por vínculo, e
não por mérito.
O terceiro é o peculato, que é o desvio ou apropriação de fundos públicos para uso
privado.
2.2. Causas da corrupção
Ao falarmos das causas da corrupção é preciso reconhecer que não é um fenómeno
exclusivamente político, pelo facto de possuir suas raízes nas práticas sociais, ela decorre de
uma série de factores económicos, institucionais, políticos, sociais e históricos, e que sua
manifestação ocorre não somente na esfera económica ou política, mas também nas diversas
esferas da vida social, e é por isto que não pode ser analisada sob um prisma restritivo.
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Deste modo conforme Cordeiro (2017, pág. 77), baseando nas ideias de diversos
autores, destaca que as causas gerais da corrupção são:
1. Desigualdade económico-social: onde desigualdade económico-social é uma das
principais causas da corrupção, pois estimularia os indivíduos a transgredirem as
normas jurídicas de comportamento para buscar transcender suas condições
económicas e sociais;
2. Herança cultural: deste modo a corrupção estaria fincada em um processo de
construção histórica da identidade nacional, sendo herança cultural de uma sociedade
em que os valores éticos e morais estivessem desgastados.
3. Natureza humana: diversos autores defendem que a corrupção seria natural ao ser
humano, que já nasceria com a tendência a realizar actos de corrupção;
4. Educação: o nível de escolaridade e a qualidade da educação ofertada em uma dada
sociedade seriam elementos primordiais para o desenvolvimento dos actos de
corrupção, na medida em que quanto maior o tempo de estudo, o nível de escolaridade
e a formação profissional, menor seria a ocorrência da corrupção, que teria uma
relação do tipo inversamente proporcional com a qualidade da educação de um país;
5. Debilidade institucional: a corrupção se desenvolve em Estados que não conseguem
desenvolver uma boa gestão pública, tampouco sistemas eficientes de prevenção e
repressão a corrupção, ou seja, os Estados não conseguem acabar com os altos índices
de impunidade por causa de sua própria ineficiência;
Entretanto sob o ponto de vista de Rocha (2016), a corrupção tem como causa três
factores, nomeadamente:
a) O ambiente burocrático;
b) A qualidade da participação social;
c) A congruência entre o sistema legal e as demandas sociais;
O ambiente burocrático ou organizacional - Conforme Silva (2001, pág.21),
materializa-se no grau de dificuldade que determinadas estruturas estatais podem exercer
sobre agentes económicos, desta forma, aumentando ou diminuindo o nível corruptivo na
possibilidade de contornar obstáculos às transacções.
A qualidade da participação social – para Shleifer Vishny (2013, pág.205), “traduz-se
no envolvimento da população na vida pública. A participação activa da população na política,
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questionando e expressando sua insatisfação com condutas inadequadas, desestimula as
práticas corruptivas”
Congruência entre o sistema legal e as demandas sociais, refere-se ao grau de
coerência que deve existir entre as demandas sociais da sociedade e o sistema legal
existente.As exigências sociais devem estar de acordo ou em paralelo com o ordenamento
jurídico para que maior seja a probabilidade de cumprimento de tal regulamentação (Lopes;
Toyoshima, 2013, pág. 205).
2.3. Impactos sócio económicos da corrupção
A corrupção é um acto que interfere não só em alguns, mas na maioria das pessoas em
determinado país ou região, deste modo conforme a UNODC (2015), ela gera diversos
impactos socio económicos como:
Menos prosperidade: Onde a corrupção freia o crescimento económico, fere o Estado
de Direito e desperdiça talentos e recursos preciosos. Nos países corruptos com recursos
naturais abundantes, a população raramente se beneficia dessas riquezas.
Menos respeito por direitos: Onde a corrupção coloca em perigo a democracia, a
governança e os direitos humanos, enfraquecendo as instituições públicas sobre as quais são
fundadas sociedades justas e igualitárias. A compra de votos em período eleitoral compromete
o processo democrático e a noção de justiça é questionada quando criminosos conseguem
comprar sua tranquilidade através de subornos.
Menos serviços: Onde a corrupção desvia fundos destinados a serviços essenciais,
principalmente cuidados de saúde, educação, acesso a água potável, ao saneamento e à
habitação. A corrupção de funcionários públicos constitui um grande obstáculo à capacidade
do governo de satisfazer as necessidades fundamentais dos cidadãos. Nos países em que o
auxílio internacional deveria melhorar a qualidade de vida, a corrupção se torna uma barreira
aos esforços da comunidade internacional e põe em risco futuros financiamentos
Menos empregos: quando a atribuição de funções não se dá por mérito e sim por
nepotismo, oportunidades são negadas.
Para pobres, mulheres e minorias, a corrupção se traduz frequentemente por um acesso
ainda mais restrito ao emprego. Por outro lado, tendo em vista que ela desencoraja os
investimentos estrangeiros, ela limita a criação de empregos.
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2.4. Estratégias de controle ou impedimento da corrupção na sociedade
O grupo elaborou algumas formas de controle ou impedimento da corrupção, levando em
consideração as causas e os impactos socioeconômicos desse fenômeno, conforme discutido
por diversos autores citados ao longo do trabalho, são elas:
1. Fortalecimento das instituições e da governança: Investir na melhoria da eficiência
e da transparência das instituições públicas pode ajudar a reduzir os espaços para
práticas corruptas. Isso pode ser alcançado através de reformas institucionais, sistemas
de prestação de contas e maior transparência nos processos governamentais.
2. Promoção da participação cívica e da sociedade civil: Incentivar e fortalecer a
participação ativa da população na vida pública pode ser uma estratégia eficaz para
combater a corrupção. Isso pode incluir campanhas de conscientização, programas de
educação cívica e o fortalecimento de organizações da sociedade civil que trabalham
para promover a transparência e a prestação de contas.
3. Reformas educacionais: Melhorar a qualidade da educação e promover uma cultura
de integridade e ética desde a infância pode ajudar a prevenir a corrupção. Isso pode
ser feito através da inclusão de currículos educacionais que abordem questões de
cidadania, ética e responsabilidade social.
4. Reforço da aplicação da lei e do sistema judicial: Garantir que haja punição efetiva
para atos de corrupção pode dissuadir potenciais infratores. Isso requer um sistema
judicial independente e imparcial, bem como órgãos de aplicação da lei eficientes e
capacitados.
5. Fomento à transparência e ao acesso à informação: Promover políticas de
transparência e garantir o acesso público às informações sobre as atividades do
governo e o uso dos recursos públicos pode ajudar a reduzir a opacidade e criar
mecanismos de responsabilização.
6. Fortalecimento da ética e da cultura organizacional: Promover uma cultura
organizacional baseada em valores éticos e integridade pode ajudar a prevenir a
corrupção no setor público e privado. Isso pode envolver a implementação de códigos
de conduta, treinamento em ética e a promoção de uma cultura de denúncia de práticas
corruptas.
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CAPÍTULO III: CONSIDERAÇÕES FINAIS
3. Conclusão
Após a efetivação do presente trabalho o grupo finaliza que a corrupção é uma prática de
maior interferência no desenvolvimento da sociedade, podemos assim rebater que a mesma é
um dos maiores problemas nos sistemas de governo desde o início dos tempos até os dias
atuais. Ela não surge na modernidade, mas é um fenómeno social que acompanha a
humanidade, onde as suas manifestações abrangem não só a parte económica, mas também
em diferentes meios, sejam eles económicos, institucionais, políticos, sociais e históricos.
Ela não advém de uma e única causa, porem são vários os aspectos que fazem com que
ela exista e permaneça diante da sociedade, destacando com maior enfâse a desigualdade
social e a natureza humana.
No entanto a corrupção possui diversos impactos negativos, tais impactos que geram a
pobreza no meio social onde resulta em falta de princípios, desespero de indivíduos sem
poder, onde os recursos em um pais não são distribuídos de forma equitativa, abusos de
poderes entre outros.
Portanto diante disso conclui que é possível combate-la por meio de adoptarão de diversas
estratégias e por um fim na mesma, mas, é preciso reconhecer as principais causas e raízes
para melhor sana-la junto dos seus impactos em diversos contextos em que se manifesta, uma
vez que compreendendo as causas da corrupção em uma determinada sociedade torna-se
primordial para o seu combate em um processo inclusivo onde a sociedade acarrace de
valorização.
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Referência bibliográfica
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