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Filosofia e Antropologia

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FILOSOFIA

Friedrich Nietzsche

Principais Conceitos:

1. Morte de Deus: A ideia de que as crenças religiosas tradicionais perderam


força. Precisamos criar novos valores.

2. Eterno Retorno: A vida e os eventos se repetem eternamente. Devemos


viver de forma que gostaríamos que nossos momentos se repetissem.

3. Vontade de Poder: A força que nos impulsiona a crescer e superar


desafios. É uma energia vital que busca criação e afirmação.

4. Super-homem (Übermensch): Um ideal de pessoa que cria seus próprios


valores e vive livre das normas tradicionais.

5. Moralidade dos Senhores vs. Moralidade dos Escravos: A moralidade


dos senhores valoriza força e criatividade, enquanto a dos escravos valoriza
humildade e compaixão.

6. Perspectivismo: A verdade é subjetiva e depende da perspectiva de cada


um.

7. Amor Fati: Aceitar e amar tudo que acontece na vida, incluindo os


momentos difíceis.

Influência:

Nietzsche influenciou o existencialismo, a psicanálise, a literatura e a teoria


crítica, desafiando as normas sociais e morais.

Michel Foucault
Principais Conceitos:

1. Poder: O poder não é apenas algo que algumas pessoas têm; ele está
presente em todas as relações sociais e instituições.

2. Discurso: A forma como falamos sobre as coisas molda a realidade e define


o que é considerado verdade.

3. Biopoder: O controle da vida das pessoas através de instituições como a


medicina e a educação.

4. Arqueologia do Conhecimento: Estuda como o conhecimento é produzido


e muda ao longo do tempo.

5. Genealogia: Analisa a origem e a evolução de conceitos e práticas sociais.

Influência:

Foucault revolucionou a forma como entendemos o poder e a sociedade,


impactando áreas como sociologia, política e estudos culturais.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel

Principais Conceitos:

1. Dialética: O desenvolvimento do pensamento e da realidade ocorre através


de conflitos entre ideias (tese e antítese) que geram uma nova ideia (síntese).

2. Idealismo Absoluto: A realidade é uma manifestação do espírito universal.


Tudo está conectado em uma totalidade racional.

3. Espírito Absoluto: O desenvolvimento pleno da consciência, onde tudo se


reconcilia.

4. História como Progresso da Liberdade: A história avança em direção à


maior liberdade humana.

5. O Estado como Manifestação da Liberdade: O Estado é visto como o


lugar onde a liberdade individual se realiza plenamente.

6. Alienação e Reconciliação: O sentimento de separação pode ser superado


através do autoconhecimento.
Influência:

Hegel influenciou o idealismo alemão, o marxismo, o existencialismo e a teoria


crítica, entre outros.

Arthur Schopenhauer

Principais Conceitos:

1. Vontade como Essência do Mundo: A vontade é uma força irracional que


governa a vida e causa sofrimento.

2. Mundo como Representação: O que conhecemos é uma construção


mental; a realidade última é a vontade.

3. Pessimismo: A vida é cheia de dor e insatisfação; o desejo nunca é


completamente satisfeito.

4. Estética como Suspensão do Sofrimento: A arte pode oferecer alívio


temporário do sofrimento.

5. Negações da Vontade e Ascetismo: Renunciar aos desejos pode levar à


paz interior.

6. Compaixão como Fundamento da Moralidade: A moralidade deve se


basear na compaixão pelo sofrimento dos outros.

Influência:

Schopenhauer influenciou Nietzsche, Freud, Wagner e muitos escritores e


pensadores do existencialismo e da psicanálise.

Friedrich Nietzsche foi um filósofo que desafiou as tradições culturais e


religiosas de sua época. Um de seus conceitos centrais é a "morte de Deus",
que simboliza a perda de crenças absolutas e a necessidade de criar novos
valores para dar sentido à vida. Ele também introduziu a ideia do "eterno
retorno", que nos leva a refletir se viveríamos da mesma forma se
soubéssemos que nossos momentos se repetiriam eternamente. A "vontade
de poder" é outra noção importante, representando a força vital que nos
impulsiona a superar desafios e criar. Nietzsche fala do super-homem, um
ideal de pessoa que transcende as normas morais tradicionais e cria seus
próprios valores. Ele distingue entre a moralidade dos senhores, que
valoriza a força e a criatividade, e a moralidade dos escravos, que prioriza a
humildade e a compaixão. O perspectivismo de Nietzsche sugere que a
verdade é subjetiva e depende das experiências individuais. Por fim, ele propõe
o amor fati, que é a aceitação plena de tudo que acontece em nossas vidas.

Michel Foucault, por sua vez, revolucionou a compreensão do poder e da


sociedade. Para Foucault, o poder não é algo que se possui, mas algo que
permeia todas as relações sociais e instituições. Ele analisa como o discurso
molda a realidade, criando e reforçando sistemas de poder. O conceito de
biopoder refere-se ao controle da vida das pessoas através de instituições
como a medicina e a educação. Foucault utiliza a arqueologia do
conhecimento para estudar como o conhecimento é produzido e se
transforma ao longo do tempo, enquanto a genealogia investiga a origem e a
evolução de conceitos sociais.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel é conhecido por seu sistema filosófico


complexo, que inclui a dialética, um processo de desenvolvimento onde ideias
opostas (tese e antítese) se confrontam, resultando em uma nova ideia
(síntese). Hegel propõe o idealismo absoluto, onde a realidade é vista como
uma manifestação do espírito universal. O espírito absoluto representa o
desenvolvimento pleno da consciência, e Hegel acredita que a história é um
progresso em direção à liberdade humana. Para ele, o Estado é a máxima
realização da liberdade, onde o indivíduo encontra sua verdadeira expressão.
Hegel também fala sobre alienação e reconciliação, onde o
autoconhecimento ajuda a superar a separação que sentimos em diferentes
estágios da vida.

Por fim, Arthur Schopenhauer apresenta uma visão pessimista da existência.


Ele argumenta que a vontade é a força essencial que governa a vida, levando
ao sofrimento constante, pois os desejos nunca são completamente satisfeitos.
Schopenhauer distingue entre o mundo como representação, que é a nossa
percepção mental da realidade, e a vontade, que é a essência por trás dessa
representação. Seu pessimismo reflete a ideia de que a vida é marcada pela
dor. Ele vê a estética como uma forma de aliviar temporariamente o
sofrimento, e acredita que a negação da vontade, ou renúncia aos desejos,
pode levar à paz interior. A compaixão é vista como a base da moralidade,
onde a ética deve se centrar no reconhecimento do sofrimento alheio.

Esses filósofos oferecem diferentes perspectivas sobre a vida, a moralidade e a


condição humana, cada um contribuindo de maneira única para o pensamento
ocidental.
SOCIOANTROPOLOGIA

Émile Durkheim

 Fatos Sociais: São regras e normas que existem fora de nós e que nos
influenciam, como leis e costumes.
 Exterioridade: Eles não dependem da vontade individual.
 Coercitividade: Impõem-se a nós, moldando nosso comportamento.
 Generalidade: São comuns a um grupo.

 Solidariedade:
 Mecânica: Em sociedades tradicionais, onde todos são parecidos e
compartilham valores (ex.: pequenas aldeias).
 Orgânica: Em sociedades modernas, onde as pessoas têm funções diferentes,
mas dependem umas das outras (ex.: médicos e professores).

 Anomia: Quando as normas sociais se enfraquecem, levando à confusão e


desordem, especialmente em tempos de mudança rápida.

Max Weber

 Ação Social: Qualquer ação humana que é guiada por significados. Ele
classifica em quatro tipos:
 Racional com fins: Ação planejada para um objetivo (ex.: estudar).
 Racional com valores: Ação baseada em crenças (ex.: lutar por uma causa).
 Tradicional: Ação baseada em hábitos (ex.: festas).
 Afetiva: Ação motivada por emoções (ex.: agir por amor).

 Racionalização: A modernidade se organiza em torno da lógica e eficiência,


trocando valores tradicionais.

 Dominação: Ele fala sobre três tipos de autoridade:


 Tradicional: Baseada em costumes.
 Carismática: Baseada na personalidade de um líder.
 Racional-legal: Baseada em leis.

Karl Marx
 Materialismo Histórico: A história é movida pelas mudanças na economia e
nas condições de produção.

 Infraestrutura e Superestrutura:
 Infraestrutura: A economia (como produção e trabalho).
 Superestrutura: Instituições sociais (como política e religião) que dependem
da economia.

 Luta de Classes: A história é marcada pela luta entre classes que têm
interesses opostos (ex.: capitalistas vs. trabalhadores).

 Alienação: Os trabalhadores se sentem desconectados do que produzem e do


seu trabalho.

 Mais-valia: A diferença entre o que o trabalhador produz e o que recebe como


salário, que é apropriada pelo capitalista.

Émile Durkheim
Durkheim é um dos fundadores da sociologia moderna e concentrou-se em
como as sociedades mantêm a coesão e a ordem. Ele introduziu o conceito de
fatos sociais, que são comportamentos e normas que existem fora do
indivíduo e exercem influência sobre ele. Esses fatos sociais são caracterizados
por:

 Exterioridade: Eles existem independentemente das ações ou vontades dos


indivíduos. Por exemplo, as leis e normas sociais não dependem da vontade de
uma única pessoa.

 Coercitividade: Esses fatos impõem-se aos indivíduos, moldando seu


comportamento. Por exemplo, normas sociais podem levar uma pessoa a agir
de uma maneira específica, mesmo que não queira.

 Generalidade: Eles são comuns a um grupo ou sociedade, refletindo padrões


coletivos. Por exemplo, valores culturais compartilhados entre os membros de
uma comunidade.
Solidariedade Social

Durkheim também estudou como diferentes sociedades mantêm a coesão entre


seus membros, identificando dois tipos principais de solidariedade:

1. Solidariedade Mecânica:
 Presente em sociedades tradicionais ou pré-modernas.
 Baseia-se na semelhança entre os indivíduos, que compartilham valores e crenças
comuns.
 Há pouca especialização, e o coletivo é mais importante que o individual.
 Exemplo: Tribos ou pequenas aldeias onde todos têm funções semelhantes e vivem
de acordo com as mesmas tradições.

2. Solidariedade Orgânica:
 Predomina em sociedades modernas e industrializadas.
 Baseia-se na divisão do trabalho, criando interdependência entre indivíduos com
funções especializadas.
 As pessoas são diferentes, mas precisam umas das outras para o funcionamento do
todo.
 Exemplo: Uma sociedade moderna, onde médicos, professores e engenheiros
dependem uns dos outros.
Durkheim também introduziu o conceito de anomia, que ocorre quando as
normas sociais se enfraquecem, levando a desordem e confusão. Isso
geralmente acontece em períodos de rápidas mudanças sociais ou econômicas.

Max Weber
Max Weber é outro fundador da sociologia moderna, mas sua abordagem é
mais interpretativa e subjetiva. Ele se concentrou na ação social, que é
qualquer ação humana orientada pelo significado atribuído pelos indivíduos.
Weber classificou as ações sociais em quatro tipos:

1. Racional com relação a fins: Ação calculada para atingir um objetivo (ex.: estudar
para um exame).
2. Racional com relação a valores: Ação guiada por crenças ou valores,
independentemente das consequências (ex.: lutar por uma causa moral).
3. Tradicional: Ação baseada em costumes e hábitos (ex.: celebrar festividades).
4. Afetiva: Ação motivada por emoções (ex.: agir por amor ou raiva).
Weber também falou sobre racionalização, o processo pelo qual a sociedade
moderna se organiza em torno da lógica e da eficiência, substituindo valores
tradicionais.

Além disso, ele analisou a dominação e autoridade, identificando três tipos


de dominação legítima:

 Tradicional: Baseada em costumes (ex.: monarquias).


 Carismática: Baseada no carisma de um líder (ex.: líderes revolucionários).
 Racional-legal: Baseada em regras e leis impessoais (ex.: governos democráticos).
Weber estudou como as religiões moldam a sociedade, argumentando que elas
influenciam não apenas a vida espiritual, mas também as estruturas sociais e
econômicas.
Karl Marx
Karl Marx, filósofo e economista, focou na análise crítica do capitalismo e nas
forças que moldam a sociedade. Suas principais ideias incluem:

 Materialismo Histórico: A teoria de que a história é movida pelas mudanças


nas condições materiais de produção (como trabalho e tecnologia).

 Infraestrutura e Superestrutura:
 Infraestrutura: Refere-se à economia e aos meios de produção.
 Superestrutura: Inclui instituições sociais, como política e religião, moldadas pela
infraestrutura.

 Luta de Classes: Marx argumentava que a história é marcada pela luta entre
classes dominantes (que controlam os meios de produção) e classes exploradas
(que trabalham). Exemplos incluem:
 Escravistas vs. escravos.
 Senhores feudais vs. servos.
 Burguesia (capitalistas) vs. proletariado (trabalhadores).

 Alienação: Ocorre quando os trabalhadores são separados do produto de seu


trabalho, do processo produtivo e de si mesmos. Isso acontece em várias
formas, como:
 O trabalhador não possui o que produz.
 O trabalho deixa de ser criativo e se torna uma obrigação mecânica.

 Mais-valia: A diferença entre o valor que o trabalhador produz e o salário que


recebe. O capitalista apropria-se do valor excedente como lucro.

 A Luta de Classes: Para Marx, essa luta é o motor da mudança social, onde o
proletariado deve se unir para superar a exploração da burguesia.

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