0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações2 páginas

Poder Constituinte

Enviado por

Genio Fun
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
9 visualizações2 páginas

Poder Constituinte

Enviado por

Genio Fun
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Pod/er Constituinte Originário

O Poder Constituinte Originário é aquele que cria uma nova Constituição e


rompe com a ordem jurídica anterior. Ele é considerado o poder inicial, autônomo
e ilimitado em sua criação.

• SAIII: Sigla para descrever suas principais características:

o Soberano: É independente e não precisa submeter-se a qualquer


outra autoridade.

o Autônomo: Pode criar normas e estabelecer uma nova ordem


constitucional sem estar vinculado a regras anteriores.

o Inicial: É o ponto de partida de uma nova ordem jurídica, criador do


sistema constitucional.

o Ilimitado: Não tem restrições jurídicas, exceto em relação a alguns


princípios fundamentais como os direitos humanos.

o Incondicionado: Não está sujeito a limites pré-determinados,


podendo estabelecer qualquer forma de organização e estrutura do
Estado.

Tipos de Poder Originário:

• Originário Histórico: É o poder constituinte que cria a primeira


Constituição de um Estado, ou seja, aquele que funda a ordem
constitucional pela primeira vez.

• Originário Revolucionário: Refere-se ao poder constituinte que surge após


uma ruptura, como uma revolução ou golpe de Estado, estabelecendo uma
nova ordem constitucional que substitui a anterior

Poder Constituinte Derivado

O Poder Constituinte Derivado, também chamado de Poder Constituído, é


aquele que atua para modificar a Constituição já existente, mas sempre dentro
dos limites estabelecidos pela própria Constituição. Ele é subordinado ao Poder
Originário e tem suas funções limitadas.

• Poder Derivado Reformador: Tem a função de alterar ou emendar a


Constituição vigente. Essas mudanças são realizadas por meio de
emendas constitucionais, respeitando o procedimento previsto na
própria Constituição. No Brasil, isso é feito através de Emendas
Constitucionais, mas há limites, como as cláusulas pétreas, que não
podem ser alteradas.
• Poder Derivado Revisor: A revisão constitucional é um mecanismo que
permite realizar ajustes mais amplos na Constituição, mas ainda dentro
dos limites que ela impõe. No Brasil, o art. 3º do ADCT previa uma revisão
constitucional cinco anos após a promulgação da Constituição de 1988,
permitindo mudanças em várias partes do texto

• Poder Derivado Decorrente: Refere-se à capacidade dos estados-


membros de uma federação de criarem suas próprias constituições
estaduais, desde que respeitem os limites e princípios estabelecidos pela
Constituição Federal. É uma forma de descentralização do poder
constituinte, concedendo autonomia legislativa aos entes federados

Poder Constituinte Difuso

O Poder Constituinte Difuso se manifesta por meio das decisões judiciais que,
ao interpretar a Constituição, acabam por modificá-la na prática, sem alterar o
texto formalmente. Esse poder é exercido pelo Poder Judiciário, principalmente
pelos tribunais constitucionais ou supremas cortes, que têm a capacidade de
revisar e interpretar a Constituição em conformidade com os novos contextos
sociais e jurídicos

Esse tipo de poder constituinte não cria uma nova Constituição nem modifica
diretamente o texto constitucional, mas adapta a sua interpretação de modo a
atualizar a aplicação das normas constitucionais de acordo com as demandas da
sociedade.

Poder Constituinte Supranacional

O Poder Constituinte Supranacional refere-se à criação de uma ordem


constitucional em nível internacional ou regional, que se sobrepõe às
constituições nacionais dos Estados que participam de organizações
supranacionais. Exemplos desse tipo de poder são vistos na União Europeia,
onde os tratados e normas comunitárias possuem prevalência sobre as
constituições nacionais dos Estados-membros em certos aspectos.

Esse poder é utilizado para estabelecer regras e direitos em comum entre os


países, especialmente em áreas como os direitos humanos, economia, e
comércio internacional, criando uma ordem jurídica supranacional que governa a
integração entre os Estados.

Você também pode gostar