Motilidade do Trato
Gastrointestinal
Prof. Giselle Calasans
Sistema Digestório - Funções
Levar nutrientes, água e eletrólitos do ambiente externo para o
ambiente interno corporal
01 02 03 04
Motilidade Secreção Digestão Absorção
Movimento de material através Liberação de material das Quebra química e mecânica Movimento de substâncias
do TGI como resultado da células para o lúmen ou para dos alimentos em unidades do lúmen do TGI para o LEC
contração muscular o LEC menores
Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7a ed. Editora Artmed, 2017.
01
Motilidade
Movimento de material através do TGI
como resultado da contração muscular
Propósitos da motilidade
! Transportar alimento da boca até o ânus
! Misturar mecanicamente facilitando a ação enzimática
✴ Determinada pelas propriedades do músculo liso
✴ Modificada por: hormônios, neurotransmissores e sinais parácrinos
Anatomia do TGI
Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7a ed. Editora Artmed, 2017.
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2012.
MASTIGAÇÃO E DEGLUTIÇÃO
Mastigação
Redução do tamanho do alimento Mistura com a secreção salivar
Início da digestão de
Facilita a deglutição carboidratos
Mastigação
1 Presença do alimento na cavidade oral
2 Estímulo de quimio e mecanorreceptores
Desencadeamento de reflexos
3
4 SNC
Respostas reflexas que estimulam
secreção salivar, gástrica e pancreática
Pode ser voluntária
Deglutição
O que é? Características Fases
Passagem do bolo Parcialmente Oral, faríngea e
alimentar da boca voluntário e esofágica
para o estômago, parcialmente
através do esôfago reflexo
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Deglutição -
controle
Centro da deglutição:
bulbo e ponte
Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a
ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.
Deglutição- fases
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Deglutição- fases
Ondas peristálticas
primárias e secundárias
Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7a
ed. Editora Artmed, 2017.
Contrações peristálticas
Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem Integrada. 7a ed. Editora Artmed,
2017.
MOTILIDADE GÁSTRICA
Motilidade gástrica
Funções do estômago:
armazenar, misturar, triturar,
propelir e regular velocidade de
esvaziamento
Armazenamento: relaxamento
receptivo (fundo)
Mistura, propulsão: retropulsão
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Motilidade gástrica -
Relaxamento receptivo
Início: deglutição, abertura do
EEI
Local: Fundo e porção
proximal do corpo
Função: armazenamento
Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a ed. Porto Alegre:
AMGH, 2015.
Motilidade gástrica -
Retropulsão
O que é: contrações fásicas
Local: Corpo e antro
Início: região de marca-passo
Função: mistura, propulsão,
trituração e esvaziamento
Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.
Motilidade gástrica -
Retropulsão
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Motilidade gástrica - CMM
O que é: intensa atividade
elétrica e contrátil peristáltica
Quando ocorre: Período
interdigestivo
Duração: cerca de 10 min
(ocorrendo a cada 90 min)
Função: “limpeza"
Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma
Abordagem Integrada. 7a ed. Editora Artmed, 2017.
Regulação do esvaziamento
gástrico
Processo duodenogástrico:
Importância esfíncter
• Região antropilórica pilórico
• Duodeno
Regulação da atividade motora do piloro:
• SNA (Ach e NE)
• Hormônios gastrointestinais (G, CCK, S, GIP,
enterogastrina)
Regulação do esvaziamento
gástrico - SNA
Quimo gástrico chega no duodeno
Estímulo de quimio e osmorreceptores duodenais
Impulsos sensoriais aferentes para o SNC
Respostas eferentes
Regulação do esvaziamento
gástrico - SNA
Inibição das vias vagais
Parassimpática
Estimulação das vias colinérgicas
Respostas
eferentes
CONTRAÇÃO DO
ESFÍNCTER PILÓRICO
Simpática
Estimulação noradrenérgica
Regulação do esvaziamento
gástrico - HORMÔNIOS
Quimo ácido no duodeno
Células S
Secreção de secretina
Contração do piloro Secreção de bicarbonato pelo pâncreas
Regulação do esvaziamento
gástrico - HORMÔNIOS
Quimo lipídico no duodeno
Células produtoras de GIP e células I
Secreção de GIP e CCK
Secreção de enzimas pelo pâncreas
Contração do piloro
Contração da vesícula biliar
Regulação do esvaziamento
gástrico - HORMÔNIOS
Quimo protéico no duodeno
Células G
Secreção de Gastrina
Contração do piloro
Regulação do esvaziamento
gástrico - RESUMO
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
MOTILIDADE DO INTESTINO
DELGADO
Motilidade do intestino
delgado
Funções:
Mistura do quimo Renovação do Digestão e Propulsão
com as contato com a absorção
secreções mucosa
Motilidade do intestino
delgado - Segmentações
Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.
HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio
de Janeiro: Elsevier, 2017.
Motilidade do intestino
delgado - Peristaltismo
Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.
Motilidade do intestino
delgado - CMM
O que é: intensa atividade
elétrica e contrátil peristáltica
Quando ocorre: Período
interdigestivo
Duração: cerca de 10 min
(ocorrendo a cada 90 min)
Função: “limpeza” e prevenção
da migração bacteriana
Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma
Abordagem Integrada. 7a ed. Editora Artmed, 2017.
Regulação da motilidade do
intestino delgado
Papel dominante: Papel modulador:
SNE SNA
• Estimuladores: ACh, • Estimulador: Parassimpático
Neurocinina A e substância P (colinérgico)
• Inibitórios: VIP e NO • Inibitórios: Simpático
(noradrenérgico)
Regulação da motilidade do
intestino delgado - REFLEXOS
• Resposta à presença do Quimo
Peristáltico • Controle exercido pelo SNE
• Distensão de região extensa
• Contração da região distendida e
Intestinointestinal relaxamento das demais
• Controle do SNA e SNE
• Aumento da motilidade do íleo
• Resposta ao aumento da motilidade e
Gastroileal
secreção gástricas
• Interação entre estômago e íleo
Regulação da motilidade do
intestino delgado - HORMÔNIOS
GASTRINA, CCK E
MOTILINA ESTÍMULO DA MOTILIDADE
SECRETINA INIBIÇÃO DA MOTILIDADE
Alteração do tempo de trânsito, digestão e absorção
MOTILIDADE DO INTESTINO
GROSSO
Motilidade do intestino
grosso
Funções:
Mistura Absorção Propulsão
Maior contato com a Água e eletrólitos Formação e
mucosa eliminação das
fezes
Motilidade do intestino
grosso - Haustração
Mistura e absorção
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Motilidade do intestino grosso -
Movimento de massa
Propulsão
Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012.
Motilidade do intestino grosso -
Defecação
O que é: processo REFLEXO de
eliminação de restos sólidos pelo
TGI
Quando ocorre: Precedido pelo
movimento de massa das fezes
no reto
O que gera: reflexos ortotáxico,
gastrocólico e gastroileal
No que consiste: relaxamento
do EAI e contração do EAE Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.
Regulação da motilidade do
intestino grosso - REFLEXOS
• Resposta à mudança da posição horizontal
para vertical
Ortotáxico • Gera movimento de massa
• Resposta ao aumento da atividade
contrátil e secretora gástrica
Gastrocólico • Gera movimento de massa
• Afetado pela Gastrina e CCK
• Resposta ao aumento da atividade
Gastroileal contrátil e secretora gástrica
• Gera movimento de massa
• Afetado pela Gastrina e CCK
Considerações Finais
Motilidade: processo funcional do TGI
Atua nos processos de digestão e absorção
Atuação na propulsão
Especificidades em cada segmento do TGI de acordo com sua
função
Obrigada!
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Referências
! Aires, Margarida de Mello. Fisiologia. 4a ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2012.
! Barret, Kim E. Fisiologia Gastrointestinal. 2a ed. Porto Alegre:
AMGH, 2015.
! Silverthorn, Dee U. Fisiologia Humana: Uma Abordagem
Integrada. 7a ed. Editora Artmed, 2017.
! HALL, John Edward; GUYTON, Arthur C. Guyton & Hall Tratado
de Fisiologia Médica. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.