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04 - Atos 2 - 1-4

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CHEIOS DO ESPÍRITO

Nas últimas 3 semanas olhamos para o 1º capítulo de Atos, um capítulo que faz a transição
entre o AT e o NT. Vimos diversos fundamentos para nossa vida.
 Vimos que o Evangelho tem características que o diferem de qualquer religião
 Vimos que um discípulo saudável tem características claras
 Vimos alguns princípios para tomada de decisões saudáveis e santas

Hoje iniciamos o capítulo 2 da carta, que relata a inauguração da igreja, por assim dizer, a
partir do cumprimento da promessa feita por Jesus aos discípulos de enviar o ES.

Atos 2.1-4

1
Chegando o dia de Pentecoste, estavam todos reunidos num só lugar.
Pentecoste – Shavuot – Festa das Semanas – 1 das 3 grandes festas celebradas em Israel
(Páscoa e Tabernáculos) – 7 semanas do início da colheita dos grãos (Dt 16)
Todo homem adulto e em condições deveria ir a Jerusalém para celebrar uma das 3 festas,
por isso a cidade numa época como essa tinha sua população multiplicada. Segundo as
estimativas dos historiadores, a população de 25 mil habitantes ultrapassava os 100 mil.
Os discípulos estavam reunidos, juntos, em constante oração e perseverante esperança. A
unidade desses discípulos em torno das promessas de Deus é desafiadora e motivadora
para nós.

2
De repente veio do céu um som, como de um vento muito forte, e encheu toda a casa na
qual estavam assentados.
De repente indica que, apesar de eles estarem perseverando em oração, não estavam
esperando a descida do ES naquele exato momento.
Assentados parece mostrar que eles estavam sentados para uma refeição. Não estavam
orando naquele instante.
Ambos os detalhes mostram que a descida do ES não foi motivada nem produzida por
pessoa alguma, ao contrário, ocorre num momento que deixa clara a ação exclusiva e
soberana de Deus. Muitos ensinam que seja possível fazer algo para atrair o ES, mas o texto
mostra o contrário, que não temos condições de produzir qualquer tipo de avivamento.
3 sinais ocorreram naquele momento. O primeiro está nesse verso: veio do céu um som,
como de um vento muito forte, e encheu toda a casa.
Atente que não foi um vento, mas um som que parecia o de um vento forte. O vento
enfatiza a soberania do ES e seu caráter incontrolável. É impossível estocar o vento, como é
impossível controlar como, quando e onde ele sopra, assim é o ES, que sabia e
soberanamente age como lhe apraz.

O segundo sinal está no verso 3


3
E viram o que parecia línguas de fogo, que se separaram e pousaram sobre cada um
deles.
Primeiro eles ouviram o som do vento, agora veem o que parecia línguas de fogo.
Esse segundo sinal aponta para a purificação que o ES produz, para a santidade que ele
promove em quem Ele age.
O fogo aponta também para o juízo que virá sobre os que não creem em Cristo.

O terceiro e último sinal está no verso 4


4
Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o
Espírito os capacitava.
O terceiro sinal é o efeito das línguas de fogo pousando sobre cada um deles, fazendo-os
cheios do ES e e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito os capacitava.
Todos foram capacitados pelo ES a falar idiomas que não tinham aprendido anteriormente.
Com isso muitos judeus que haviam nascido fora de Israel puderam ouvir o Evangelho em
sua própria língua materna At 2.8 (o que veremos na próxima semana).
O importante aqui é que fica muito claro no decorrer do relato de Lucas que o que
aconteceu foi uma capacitação sobrenatural para que os discípulos falassem em outras
línguas de forma que aqueles que estavam em Jerusalém para a festa de Pentecostes
pudessem ser evangelizados no idioma que falavam em sua terra natal. Não eram idiomas
celestiais nem línguas dos anjos, mas idiomas que se utilizavam em outras partes do mundo
para que o evangelho pudesse alcançar outros povos.

Um detalhe: Penso que numa situação em que a barreira do idioma impeça o evangelho ser
pregado o ES pode capacitar alguém a falar uma língua que não conhece, mas para aqueles
que acreditam que o Pentecoste pode se repetir precisamos pensar o seguinte: Quando
aconteceu a vinda do ES, 3 sinais acompanharam, não faria sentido que, se o evento se
repetir, os 3 sinais estivessem presentes? Por que apenas aquele que pode ser falsificado se
faz presente?
Não podemos negar que para sermos testemunhas de Jesus precisamos ser cheios do ES,
mas isso não ocorre com a repetição desse momento, que foi único na história, uma
espécie de marco para estabelecer a igreja que nascia.

Quero apresentar 3 aplicações desse texto para finalizar a mensagem:

Há um tempo de Deus para seus propósitos


Não controlamos o tempo em que Deus age e, como o texto mostra, nem sequer podemos
estar prontos o tempo todo. Deus é o Senhor do tempo e se cremos nisso, devemos nos
submeter a sua soberania aguardando que ele, em sua sabedoria, aja a seu tempo.

Tudo começa pelo Espírito


Qualquer ação de nossa parte, a não ser que sejamos revestidos de uma capacitação do ES,
será uma perda de tempo, dinheiro e energia.
É impossível ver o Reino de Deus se o ES não nos fizer nascer de novo.
É impossível viver o cristianismo se o ES não nos santificar.
É impossível servir ao Senhor sem sermos revestidos de poder do alto.
O ES é o ponto de partida para qualquer realidade que podemos viver em Cristo.

O propósito do ES em Pentecostes foi capacitar para testemunhar o Evangelho


Os discípulos não foram feitos poderosos nem especiais, mas testemunhas.
Eles proclamaram as “maravilhas de Deus” nas línguas dos estrangeiros.
O ES exalta a Cristo e ao Pai, não aquele que Ele enche. Ser cheio do ES não é um prêmio,
mas uma responsabilidade, não te torna especial, mas enviado a servir a Deus.
Testemunhar traz a ideia de alguém que tem tanta convicção sobre o que aconteceu, por
ter visto e experimentado o que testemunha, que enfrentaria até a morte sem negar o que
diz.

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