Diagnóstico e Abordagem do Abdome Agudo
Diagnóstico e Abordagem do Abdome Agudo
ABDOMEN AGUDO
O LABORATÓRIO
ANEXO 1 PARA
CORRELAÇÃO
CONCEITO
• O médico, entretanto, não deve prender-se a esses
prazos, mas avaliar todos os fatos clínicos aquém e
além de limites propostos, desde o momento que
começou a acompanhar a evolução do quadro
agudo, apresentado pelo paciente.
• Decidir se é Clínico (Não Cirúrgico) ou Cirúrgico
• Diagnóstico e abordagem precoce reduzem a
morbidade/mortalidade
• A taxa de admissão em Urgências é de 18 a 42% e
63% dos pacientes têm mais de 65 anos.
CONCEITO
Cardíacas Gastrintestinais
Infarto agudo do miocárdio Pancreatite aguda
Pericardite aguda Gastroenterite
Hepatite aguda
Pulmonares Metabólicas
Pneumonia Porfiria aguda
Infarto pulmonar Hiperlipidemia
Endócrinas Músculo-esqueléticas
Cetoacidose diabética Hematoma músc. reto abdominal
Insuficiência adrenal aguda
Hematológicas Genitourinárias
Crise de falcização Pielonefrite
Cistite
Salpingite aguda
SNC e periférico Intoxicação pelo chumbo
Compressão de raiz nervosa
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%20AGUDO.pdf
http://www.cremesp.org.br/pdfs/eventos/eve_01092015_201710_ABDOMEN
%20AGUDO.pdf
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%20AGUDO.pdf
Classificação
DIAGNÓSTICO
História
clínica
Exame Físico
Exames complementares
DIAGNÓSTICO
• Elementos básicos, a história clínica do episódio atual, a
história pregressa, o exame físico e os exames
laboratoriais e de imagens, adequadamente solicitados.
• Apesar do avanço que tem havido no diagnóstico
complementar do abdômen agudo por meio dos exames
de imagens, nas referências bibliográficas mais recentes,
mencionadas neste trabalho, seus autores continuam
reconhecendo que o mais importante meio para
alcançar-se o diagnóstico preciso é a história clínica
detalhada.
• Os resultados dos exames laboratoriais e de imagens
fornecerão subsídios para comprovar ou não a hipótese
diagnóstica, elaborada a partir dos dados colhidos na
história clínica e no exame físico do paciente.
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
As 10 dimensões da DOR:
• Tipo
• Duração
• Evolução
• Localização
• Intensidade
• Irradiação
• Relação com funções orgânicas
• Fatores desencadeantes/agravantes
• Fatores que aliviam
• Manifestações associadas e cronologia: náuseas,
vômitos, constipação, diarréia, febre, melena,
hematúria, disúria, colúria, tontura, sudorese,
anorexia…
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Subtipos de abdome agudo
Inflamatório Perfurativo Obstrutivo Hemorrágico Vascular
Vômitos ++ + ++++ + ++
Febre +++ + + + +
Abdome Agudo Obstrutivo
• Alteração de estado geral, desidratação,
taquisfigmia, geralmente sem febre, hipotensão
arterial, complicações respiratórias agudas e
parada de eliminação de fezes e gases.
Abdominal: dor em cólica,distensão, pode
aparecer peristaltismo visível, desconforto à
palpação, RHA aumentados em número e com
alteração do timbre(metálico).
• Rx: distensão de alças de delgado com níveis
hidroaéreos
Abdome Agudo Perfurativo
• Comprometimento do estado geral, fácies
toxêmica, taquisfigmia, desidratação, febre com
sudorese fria, hipotensão arterial e dor
abdominal “em facada”. Abdome: dor à
palpação superficial e profunda de todo o
abdome, resistência abdominal
involuntária(abdome “em tábua”), RHA
diminuídos ou ausentes, percussão dolorosa em
td o abdome com desaparecimento da macicez
hepática(Sinal de Jobert).
• Rx: pneumoperitônio
Abdome Agudo Hemorrágico
• MEG, palidez cutâneo-mucosa intensa, pulso
fino e rápido, hipotensão arterial grave,
sudorese fria, e rebaixamento do nível de
consciência. Dor abdominal súbita. Abdome: dor
difusa à palpação superficial e profunda de fraca
intensidade, descompressão brusca dolorosa e
difusa e RHA diminuídos.
• Paracentese abdominal e lavado peritoneal:
positivos quando recuperarem sangue
incoagulável na cavidade peritoneal. US: líquido
livre na cavidade.
Abdome Agudo Vascular
• MEG, hipotensão arterial grave, pulso fino, rápido e
arrítmico, alt. do ritmo respiratório, cianose de
extremidades, febre pode estar presente e extremidades
frias, dor abdominal mal definida, vômitos de líquido
escurode odor necrótico e presença de claudicação
abdominal.
• Abdome: dor à palpação superficial e profunda,
descompressão brusca dolorosa nem sempre presente,
distensão abdominal, RHS ausentes ou diminuídos,
toque retal com saída de líquido necrótico, temperatura
retal mais baixa que axilar
• Rx: pobreza de gases em alças intestinais.
Paracentese: líquido necrótico na cavidade(praticamente
patognomônico)
Abdome Agudo Inflamatório
• Alteração do estado geral, febre, vômitos, taquisfigmia,
desidratação, palidez cutâneo-mucosa. Abdome: Dor à
palpação superficial e profunda, resistência abdominal a
palpação voluntária e involuntária, descompressão brusca
dolorosa, diminuição dos ruídos hidroaéreos, palpação de
plastrão, a percussão abdominal determina a mesma reação
que a descompressão brusca.
• Apendicite: Acomete cerca de 20% da população.Mais
frequente em jovens
• Quadro clínico geralmente é suficiente para definir o dx.
• Hemograma: leucocitose com desvio à esquerda
• Rx: alças do intestino delgado distendidas(alças sentinelas ao
processo peritonítico). US: confirma dx etiológico.
https://litelims.com
O LABORATÓRIO
NO ABDOMEN
AGUDO
Abdome Agudo – Síndromes. Etiologias
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
O LABORATÓRIO NO ABDOMEN AGUDO
• Alguns estudos laboratoriais são considerados rotina na
avaliação do paciente com abdome agudo (Tabela 3)
• Eles ajudam a confirmar se a inflamação ou infecção
estão presentes e também ajudam na exclusão das
condições não-cirúrgicas mais comuns.
• O hemograma é útil porque a maioria dos pacientes
com abdome agudo terão leucocitose ou bandemia
(aumento dos leucócitos imaturos, o chamado “desvio à
esquerda”).
• O hematócrito é importante, uma vez que permite ao
cirurgião detectar alterações significantes no volume
plasmático (e.g., desidratação causada pelo vômito,
diarreia, ou perda de fluido para o peritônio ou lúmen
intestinal ), anemia preexistente, ou sangramento.
Diagnóstico do Abdome Agudo – Revisão Bibliográfica .MedLearn – Referência Médica
O LABORATÓRIO NO ABDOMEN AGUDO
• Uma contagem de células brancas (WBC)
aumentada é indicativa de processo
inflamatório e é um achado particularmente
valioso se associado a um desvio à esquerda
proeminente.
• No entanto, a presença ou ausência de
leucocitose não deve nunca ser o único fator
determinante na decisão de operar um
paciente.
• Um WBC baixo pode ser uma característica de
infecções virais, gastroenterite ou dor
abdominal inespecífica.
Diagnóstico do Abdome Agudo – Revisão Bibliográfica .MedLearn – Referência Médica
O LABORATÓRIO NO ABDOMEN AGUDO
• Exames seriados tendem a ser mais úteis do
que testes isolados obtidos em um momento
arbitrário.
• De fato, foi demonstrado que para o
diagnóstico de apendicite aguda, observações
seriadas da contagem de leucócitos e do nível
de proteína C reativa possuem maior valor
preditivo que observações isoladas.
• Hemograma:
- Série Vermelha para avaliar a presença anemia e
de suas características.
- Série Branca: A contagem global e específica dos
leucócitos pode fornecer informações sobre a
natureza do processo que está determinando o
quadro de abdômen agudo.
- O aumento do número de granulócitos ocorre,
principalmente, quando infecção bacteriana grave
ou necrose tecidual está sendo responsável pelo
abdômen agudo.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
• Hemograma:
- Entretanto, deve ser lembrado que o estresse
intenso, hemorragias, intoxicações várias e outras
condições patológicas podem, também, produzir
granulocitose.
- As granulações tóxicas, presentes nos neutrófilos
são indicativas de que há, em cena, um quadro
infeccioso grave ou intoxicação por metais pesados.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
• Hemograma:
- Em suma, fornece evidências da gravidade atual ou
potencial de um abdômen agudo, quando mostra:
1) grande elevação do número de leucócitos, com grande
percentual de neutrófilos;
2) alta proporção de formas jovens;
3) ausência de eosinófilos;
4) presença de granulações tóxicas ou vacuolização nos
neutrófilos;
5) diminuição absoluta do número de linfócitos.
* FASE NEUTROFÍLICA OU DE LUTA DO LEUCOGRAMA DE
SCHILLING
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
• Hemograma:
• Por outro lado, na vigência de um quadro clínico de
abdômen agudo, a ocorrência de leucopenia pode
significar infecção grave e de mau prognóstico.
• Frequentemente, o hemograma é solicitado mais
uma ou duas vezes, no decorrer de um quadro de
abdômen agudo, a fim de ser avaliada a evolução
do processo patológico.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Sabiston, Tratado de Cirurgia, A Base Biológica da Prática Cirúrgica Moderna. Townsend, Jr, C. M. 17ª edição, 2005,
pagina 1219 – 1239 Cirurgia: Diagnóstico e Tratamento. Way, L. W., Doherty, G. M., 11ª edição, 2004, 416 - 427
Proteína C Reativa
• Foi demonstrada por Tillet e Francis em 1930.
• Recebeu esse nome pelo fato de reagir com o
polissacarídeo C do pneumococo no plasma de
pacientes, durante a fase aguda de pneumonia
pneumocócica(aglutina o polissacáride C do
pneumococo).
• A secreção é predominantemente hepática e começa 4
a 6 horas após o estímulo;
• Duplica a cada 8 horas e atinge o pico entre 36 e 50
horas.
• A PCR tem meia vida plasmática de 19 horas e mesmo
após estímulo único, como trauma ou cirurgia, pode
levar vários dias até retornar a níveis basais.
Lichtenstein, Arnaldo et al.Proteína C reativa: aplicações clínicas e propostas para utilização racional.REV ASSOC MED BRAS. 2013; 59(1):85-92
Proteína C Reativa
• Por essa razão, dosagens seriadas ao longo de
vários dias são mais úteis que resultados
isolados.
• Vê-se, assim, as limitações da PCR para
monitoração de pacientes críticos, uma vez que
sua concentração pode ser baixa ou normal nas
primeiras 12 horas do início do quadro febril de
processos infecciosos.
• Por outro lado, em função de sua meia-vida
longa, pode permanecer elevada durante a fase
inicial de recuperação, embora alguns autores
sugiram que a ausência de queda após 48-72
horas de tratamento ou de pós-operatório deva
levar a uma reavaliação.
Lichtenstein, Arnaldo et al.Proteína C reativa: aplicações clínicas e propostas para utilização racional.REV ASSOC MED BRAS. 2013; 59(1):85-92
Proteína C Reativa
• Quimicamente a PCR é uma globulina
pentamérica com mobilidade eletroforética na
zona gama.
• É considerada uma proteína de fase aguda
encontrada no soro em estados inflamatórios
específicos ou não.
• Imunomodulador: Ativa complemento, neutrófilo,
monócitos e macrófagos.Desempenha função na
ativação de monócitos, levando-os a produzirem
citocinas e ativando o sistema do complemento,
além de exercer ação como auxiliadora de
quimiotaxia, de fagocitose e na produção de
radicais superóxidos.
Proteína C Reativa
• A PCR aumenta no soro imediatamente após um dano
tecidual e é um dos principais testes usados na
diferenciação de patologias inflamatórias de não
inflamatórias.
• Pode ser determinada por radioimunoensaio, imunodifusão
radial, enzima-imunoensaio e por nefelometria.
• É um constituinte normal do soro humano, onde em
condições normais, mantém concentrações inferiores a 1
mg/dL.
• Na vigência de um estímulo inflamatório apresenta uma
rápida elevação dos seus níveis, já observados a partir de 6
horas, atingindo um pico após 50 horas, que pode chegar a
1000 vezes os valores basais.
• A meia vida é curta (5 a 7 horas), o que o faz aproximar-se
do conceito de uma prova de fase aguda "ideal", e o torna
muito atraente para o acompanhamento de processos
inflamatórios agudos.
Lichtenstein, Arnaldo et al.Proteína C reativa: aplicações clínicas e propostas para utilização racional.REV ASSOC MED BRAS. 2013; 59(1):85-92
Lichtenstein, Arnaldo et al.Proteína C reativa: aplicações clínicas e propostas para utilização racional.REV ASSOC MED BRAS. 2013; 59(1):85-92
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
• AMILASEMIA :
• Muito útil para o diagnóstico das pancreatites agudas ou
das recidivas agudas das pancreatites crônicas.
Dosagem de Amilase e Lipase séricas são mandatórias
quando a pancreatite aguda é uma suspeita, apesar de
que os níveis séricos da amilase podem estar baixos ou
normais em pacientes com pancreatite, e podem estar
marcadamente elevados em pacientes com outras
condições (e.g., obstrução intestinal, isquemia
mesentérica e úlcera duodenal perfurada).
• Deve ser sempre solicitada a pacientes com dor
abdominal aguda, que são ou já foram alcoolistas.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
• AMILASEMIA :
• A hiperlipidemia, presente em cerca de 5 a 10 % das
pancreatites agudas, bem como a hiperglicemia, decorrente
de infusões endovenosas de glicose, na ocasião da coleta do
sangue para a determinação da amilase, podem produzir
falsos baixos níveis de amilasemia.
• A hiperamilasemia pode, também, ser encontrada na
cetoacidose diabética, na obstrução intestinal, na trombose
mesentérica, na gravidez ectópica rota, na insuficiência renal
e após administração de opiáceos.
• A dosagem de amilase poderá ser feita em liquido ascítico,
na suspeita de ascite pancreática; nessa circunstância, os
valores da amilase, no líquido ascítico, serão muito
superiores aos observados no soro.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
- Determinação de:
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez. 2003.
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
AVALIAÇÃO DA HEMOSTASIA
NO PRÉ OPERATÓRIO
FAZER OU NÃO FAZER ???
RIZZATTI EG & FRANCO RF. Investigação diagnóstica dos distúrbios
hemorrágicos. Medicina, Ribeirão Preto, 34: 238-247, jul./dez. 2001.
Avaliação Pré-operatória da coagulação
- História
Hemorrágica História de História de
Ausente Hemorragia Hemorragia Grande Cirurgia
- Pequenas duvidosa Presente
Cirurgias
Nenhum teste de
rastreamento Teste de Rastreamento
(TS, Plaquetas, TP, TTPA)
RENDRIK
Testes especializados
FUNDAMENTAL
• A CONTAGEM DE POLIMORFONUCLEARES, NO
LÍQUIDO ASCÍTICO de paciente com suspeita de
peritonite bacteriana espontânea, indicará esse
diagnóstico, quando for acima de 250/mm3.
• A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma das
principais complicações que acomete pacientes
cirróticos com ascite, com elevadas taxas de
morbimortalidade.
• Entende-se por PBE a infecção bacteriana do líquido
ascítico, caracterizada pelo crescimento de uma bactéria
associada a número aumentado de neutrófilos neste
líquido (>250/mm3) na ausência de foco intra-abodminal
de infecção.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Edna Strauss e Wanda Regina Caly. Peritonite bacteriana espontânea. Revista da Sociedade Brasileira de
Medicina Tropical 36(6):711-717, nov-dez, 2003.
PERITONITE ESPONTÂNEA AGUDA (PBE)
Edna Strauss e Wanda Regina Caly. Peritonite bacteriana espontânea. Revista da Sociedade Brasileira de
Medicina Tropical 36(6):711-717, nov-dez, 2003.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
O LABORATÓRIO NO ABDOMEN AGUDO
• Dosagem dos níveis de β-HCG podem sugerir uma
possível gravidez como fator confundidor na
apresentação clínica do paciente e ajudar na decisão
referente à terapêutica a ser adotada.
• Portanto, um teste de gravidez deve ser solicitado
para toda mulher em idade fértil com dor abdominal
aguda gravidez (Sir Thomas Norman Arthur Jeffcoate,
1907-1992, “Toda mulher está gravida até que se
prove em contrário”).
• O feto de uma mulher grávida com abdome agudo é
melhor protegido fornecendo o melhor cuidado para a
mãe, incluindo cirurgia, se indicado.
Diagnóstico do Abdome Agudo – Revisão Bibliográfica .MedLearn – Referência Médica
O LABORATÓRIO NO ABDOMEN AGUDO
• Adicionalmente, podem sugerir uma patologia
metabólica ou endócrina como causa do
problema do paciente.
• Glicemia capilar e outras análises químicas
também podem ser úteis.
• Provas de função hepática (TAP, albumina e
bilirrubinas), provas de lesão hepatocelular
(AST, ALT e desidrogenase lática) e as provas
de fluxo biliar/lesão de vias biliares (fosfatase
alcalina, gamaglutamiltransferase e bilirrubinas)
são testes mandatórios quando se suspeita de
que a dor abdominal é de origem hepatobiliar.
Diagnóstico do Abdome Agudo – Revisão Bibliográfica .MedLearn – Referência Médica
O LABORATÓRIO NO ABDOMEN AGUDO
• A pesquisa de sangue oculto nas fezes pode
ser útil na avaliação dos pacientes, mas não é
específica.
• Pesquisa de parasitas e ovos nas fezes
(exame protoparasitológico das fezes), assim
como a cultura e pesquisa de toxina da
Clostridium difficile, podem auxiliar o
diagnóstico se diarreia é um componente da
apresentação do paciente.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
SINAIS DE ALERTA NA
AVALIAÇÃO DA DOR ABDOMINAL
• EXAMES LABORATORIAIS
* INSUFICIÊNCIA RENAL
* ACIDOSE METABÓLICA e LACTATO
AUMENTADO
* LEUCOCITOSE
* ELEVAÇÃO DAS AMINOTRANSFERASES
* ELEVAÇÃO DAS BILIRRUBINAS
* ELEVAÇÃO DA FOSFATASE ALCALINA
* ANEMIA OU POLICITEMIA
* HIPERLIPASEMIA/HIPERAMILASEMIA
* HIPERGLICEMIA/HIPOGLICEMIA
FLASAR H M et al, Prim Care Clin Office Pract. 33 659–684, 2006
Exames Laboratoriais
Uma Rotina Direcionada?
• Gerais: Hemograma, Amilase, Beta-HCG,
Uranálise/EAS, Eletrólitos, Função Renal (Creatinina e
Uréia séricas)
• Direcionados pela história: Lipase, Bilirrubina total e
frações, AST, ALT, FA, GGT, Glicemia
• Suspeita de Inflamatório: Hemograma: leucocitose com
desvio à esquerda.Proteína C Reativa. Rx: alças do
intestino delgado distendidas(alças sentinelas ao
processo peritonítico). US: confirma dx etiológico.
• Se sinais de instabilidade ou suspeita de abdome agudo
vascular: Gasometria arterial com Lactato
• Se sepse grave/choque séptico: Hemocultura e/ou
Urocultura, de acordo com o foco e Lactato.
• Outros exames podem ser colhidos de acordo com as
comorbidades: TAP, TTPA, Função Hepática, etc
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Assis, José Lamartine. Porfiria aguda intermitente. Valor do teste de Watson Schwartz para o diagnóstico.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Assis, José Lamartine. Porfiria aguda intermitente. Valor do teste de Watson Schwartz para o diagnóstico.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Assis, José Lamartine. Porfiria aguda intermitente. Valor do teste de Watson Schwartz para o diagnóstico.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Assis, José Lamartine. Porfiria aguda intermitente. Valor do teste de Watson Schwartz para o diagnóstico.
DIAGNÓSTICO. EXAMES LABORATORIAIS
Assis, José Lamartine. Porfiria aguda intermitente. Valor do teste de Watson Schwartz para o diagnóstico.
ANEXO PARA
CORRELAÇÃO
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
• a) Modo de aparecimento e curso: Deve-se
procurar informações acerca dos aspectos
cronológicos da dor abdominal e de outros sintomas,
a saber, a rapidez de apresentação e de evolução
dos mesmos.
• A dor que tem início abrupto, intensa e bem
localizada, em geral, indica um grave problema
intraabdominal, como a perfuração de uma víscera
oca, infarto mesentérico ou aneurisma roto.
• Então, os pacientes costumam lembrar a hora exata
do início do sintoma e o que estavam fazendo
naquele momento.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
• O segundo ponto a considerar dentro da
temporalidade da apresentação do quadro clínico é
a evolução dos sintomas.
• A dor de uma gastroenterite aguda costuma ser
autolimitada, enquanto, em outras doenças, pode ter
caráter progressivo.
• A dor em cólica, como a provocada por cálculos
renais no ureter, caracteriza-se por ritmo crescendo
/decrescendo.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
• Cope considera,como regra geral,que, para a maioria
dos pacientes, as dores abdominais fortes, que se
apresentam em pessoas que antes estavam bem, com
duração de até seis horas, são sugestivas de que o caso
exigirá tratamento cirúrgico.
• b) Localização inicial, mudança de local e irradiação:
Deve-se solicitar ao paciente que aponte, com a melhor
precisão que puder, a sede do processo doloroso inicial,
sua extensão e os sítios de irradiação.
• A dor visceral, como regra, localiza-se na linha mediana
ou em suas imediações, e estará localizada tanto mais
para baixo dessa linha quanto mais distal estiver a lesão
no tubo digestivo e em outras vísceras abdominais.
(Figura 3)
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
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Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
http://www.cremesp.org.br/pdfs/eventos/eve_01092015_201710_ABDOMEN%20AGUDO.pdf
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Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
• c) Intensidade e tipo: A intensidade da dor, nem
sempre, guarda relação com a intensidade do fator que
a está provocando, pois depende da sensibilidade de
cada pessoa, que, por sua vez, está relacionada a
experiências anteriores com episódios dolorosos, com a
personalidade e com fatores étnicos e culturais.
• As dores mais intensas costumam ser provocadas pelas
afecções agudas de caráter inflamatório, isquêmico ou
obstrutivo.
• Entretanto, uma condição estritamente funcional, como o
espasmo de uma víscera oca, pode produzir dor de forte
intensidade.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DIAGNÓSTICO
História clínica do episódio atual
• Sinais e sintomas associados: O estabelecimento de
uma relação entre a dor e outras manifestações
concomitantes representa poderoso auxílio para chegar-
se ao diagnóstico.
• Os exemplos mais significativos são: a icterícia e a
colúria, indicando doença relacionada ao fígado ou de
vias biliares; hemorragia digestiva, solução de
continuidade no tubo digestivo; vômitos de estase
(contendo alimentos ingeridos muitas horas antes),
obstrução intestinal alta; disúria e hematúria, cálculo
urinário; manifestações sistêmicas de arterioesclerose,
isquemia mesentérica; alterações ginecológicas, dor
relacionada ao sistema genital; evidências de gravidez:
prenhez tubária rota.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina,
Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez. 2003.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto, 36:283-293, abr./dez.
2003.
DOR ABDOMINAL AGUDA
INSUPORTÁVEL
DOR ABDOMINAL INTENSA COM INICIO
RÁPIDO E CONSTANTE
DOR ABDOMINAL GRADUAL E CONSTANTE
DOR ABDOMINAL EM CÓLICA, INTERMITENTE
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Meneghelli, Ulysses G. Elementos para o diagnóstico
do abdômen agudo. Medicina, Ribeirão Preto,
Simpósio: Urgências e emergências
digestivas.36:283-293, abr./dez. 2003.Capítulo IV
• Diagnóstico do Abdome Agudo – Revisão
Bibliográfica .MedLearn – Referência Médica
• Assis, José Lamartine. Porfiria aguda intermitente.
Valor do teste de Watson Schwartz para o
diagnóstico. Trabalho da Clínica Neurológica da Fac.
Med. da Univ. de São Paulo, apresentado ao
Departamento de Neuro-Psiquiatria da Associação
Paulista de Medicina em 5 de abril de 1956;Livre-
docente.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• Feres O, Parra RS. Abdômen agudo.
Medicina (Ribeirão Preto) 2008; 41 (4): 430-
6. http://www.fmrp.usp.br/revista
• Sabiston, Tratado de Cirurgia, A Base Biológica da
Prática Cirúrgica Moderna. Townsend, Jr, C. M. 17ª
edição, 2005, paginas 1219 -1239 Cirurgia:
Diagnóstico e Tratamento. Way, L. W., Doherty, G.
M., 11ª edição, 2004, 416 – 427
• http://www.cremec.info/download/cursointer/abdom
e%20agudo.pdf
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS