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Trab3 Fichamento

Fichamento da obra: CASTRO, Amélia Domingues de. A Trajetória Histórica da Didática. Série Idéias. n. 11. São Paulo: FDE, 1991. p. 15-25.

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Fichamento da obra: CASTRO, Amélia Domingues de. A Trajetória Histórica da Didática. Série Idéias. n. 11. São Paulo: FDE, 1991. p. 15-25.

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

FAED - CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO


CURSO DE PEDAGOGIA

A Trajetória Histórica da Didática


Fichamento submetido à avaliação, como critério parcial,
para obtenção de aprovação na disciplina Didática I,
ministrada pela Profa. Débora Peixe.

Eduardo Mendes Silva, acadêmico da 3ª fase.

FLORIANÓPOLIS
Abril/2007
CASTRO, Amélia Domingues de. A Trajetória Histórica da Didática. Série Idéias. n.
11. São Paulo: FDE, 1991. p. 15-25.

- [Este artigo de Amélia Domingues de Castro também está disponível nos endereços:
[Link] (acesso em 2 março 2007) e
[Link] (acesso em 7 abril 2007). No site
indicado, a apresentação do artigo adianta que além de um resgate histórico da
constituição da didática como um campo de estudos da Educação, o texto aborda
tendências teóricas e diretrizes metodológicas além de propor uma posição para a atual
situação da didática.]
[Amélia Domingues de Castro é doutora em Educação pela Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas - FFLCH, da Universidade de São Paulo - USP; Professora
da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas - Unicamp.]
15 “Como adjetivo (...) o termo é conhecido desde a Grécia antiga.” E já dizia respeito a
ensino.
[Apesar de notoriamente a origem do termo didática ser associada com o nascimento
do campo de estudos, Castro lembra nesta passagem que publicações anteriores (e bem
anteriores) à Didática Magna de Comenius já se valiam do termo.
[Este período em que a palavra é empregada sem referência explícita a um campo de
estudos, sem ser objeto de sistematização corresponde, para a autora:]
“Na longa fase que se poderia chamar de didática difusa”. [onde] “ensinava-se
intuitivamente e/ou seguindo-se a prática vigente.”]
16 [Tratando do surgimento da Didática (como campo de estudos) – século XVII]
“Surge de uma crise e constitui um marco revolucionário e doutrinário no campo da
Educação.”
“A didática surge graças à ação de dois educadores, RATÍQUIO e COMÊNIO”.
[Castro ressalta a contextualização destes com a Reforma Protestante. Adiante (na
mesma página), relaciona a instrução popular com a reforma religiosa.]
“COMÊNIO escreveu, entre outras obras, a Didática Magna [Hamburgo, 1621],
instituindo a disciplina como ‘arte de ensinar tudo a todos’ ”.
[A educação de tudo para todos foi chamada por Comenius de pampædia.A este
respeito, faz-se um link para a obra:
COVELLO, S. C. COMENIUS: A CONSTRUÇÃO DA PEDAGOGIA. 3. ED. SÃO PAULO:
COMENIUS, 1999.]
Focados no método, COMÊNIO e RATÍQUIO aconselham a prática do ensino seguir
do fácil para o difícil, do concreto para as idéias e do particular para o geral. Além de
propor o uso da língua materna (ao invés do latim) e de livros ilustrados nos processos
educacionais.
“Essa etapa da gênese da Didática a faz sevir, com ardor, à causa da Reforma
Protestante, e esse fato marca seu caráter revolucionário, de luta contra o tipo de ensino
da Igreja Católica Medieval.”
17 [Século XVIII]
“ROUSSEAU é o autor da segunda grande revolução didática. Não é um
sistematizador da Educação, mas sua obra dá origem, de modo marcante, aum novo
conceito de infância.
(...) A prática das idéias de ROUSSEAU foi empreendida, entre outros, por
PESTALOZZI.. (...) O aspecto metodológico da Didática encontra-se, sobretudo, em
princípios, e não em regras,
[Valendo destaque para a continuidade da frase]
transportando-se o foco de atenção às condições para o desenvolvimento harmônico
do aluno.”
[Linkando esta parte com a obra de Dora Incontri, percebe-se o carinho que
Pestalozzi despende às condições e aos educandos.
INCONTRI, D. PESTALOZZI: EDUCAÇÃO E ÉTICA. SÃO PAULO: SCIPIONE, 1997.]
17 “Na primeira metade do século XIX, João Frederico HERBART (1776-1841) deseja
ser o criador de uma Pedagogia Científica, fortemente influenciada por seus
conhecimentos de Filosofia e Psicologia da época. Situa-se no plano didático ao
defender a idéia da ‘Educação pela Instrução’, bem como pela relevância do aspecto
metodológico em sua obra.”
O método dos “passos formais”, elaborado por HERBART era, na sua visão,
adequado para qualquer situação de ensino. Tais passos foram enumerados e
denominados como: clareza, associação, sistema e método. Mais tarde, seus discípulos
reorganizaram em: preparação, apresentação, associação, sistematização e aplicação.
18 [Neste ponto do artigo, Castro propõe um “intervalo na trajetória histórica” da
didática para comentar uma dualidade desta:]
“Da original proposta didática do século XVII, duas linhas se destacam. (...) De um
lado fica a linha metodológica” (grifo da autora), onde se “acentua o aspecto externo e
objetivo do processo de ensinar. (...) A linha oposta parte do sujeito, de seus anseios e
necessidades”.
O aspecto metodológico, focado na tarefa do professor e na ordenação e graduação
do processo de ensino enfraquece com as idéias de Rousseau. A didática do século XIX
oscila entre esses dois focos: o método e o sujeito.
19 [Apresentando e contextualizando a Escola Nova:]
“Não é coincidência que a era do liberalismo e do capitalismo, da industrialização e
urbanização tenha exigido novos rumos à Educação. Na burguesia dominante e
enriquecida, a Escola Nova vai encontrar ressonância, com seus ideais de liberdade e
atividade”.
[Foco no sujeito]
“A lenta descoberta da natureza da criança que a Psicologia do final do século XIX
começa a desvendar sustenta uma atenção maior, nos aspectos interno e subjetivo do
processo didático”.
O movimento de idéias surge simultaneamente na Europa e na América.
20 [Ainda sobre a Escola Nova:]
“A vertente americana é dominada pó John DEWEY.”
[Segundo os estudiosos de currículo, Dewey é visto como progressista. Castro faz uso
desta “classificação”. Mais sobre Dewey em:
SILVA, Tomaz Tadeu da. Documentos de identidade: uma introdução às teorias do
currículo. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.]
Na Europa, FERRIÉRE, CLAPARÉDE e BOVET com uma tendência psicopedagoga,
MONTESSORI e DECROLY com medicina pedagógica e FREINET, KERSCHENSTEINER e
COUSINET com a sócio pedagogia são nomes que encabeçam o movimento.
20- [Paradigmas em que a Didática oscila – final do século XX]
21
“(...) pode-se acusar certas restrições à Didática (quando se torna somente uma série
de técnicas docentes...) ou certas expansões da área (quando se expande até tornar-se
uma sociopolítica do ensino)” (grifo nosso).
Núcleo central da Didática: o Ensino – “que tantas vezes ficou obscurecido pelo
conceito de Método” (grifo da autora).
Este núcleo “que é objeto de controvérsias teóricas” pode levar a Didática à
“disputar” espaço com os estudos de Currículo, “já que o conteúdo do ensino tanto pode
ser problema didático quanto curricular”. Por outro lado, pode direcionar para a área da
Psicologia do Desenvolvimento, já que é a aprendizagem que configura o “êxito do
processo de ensino”.
[E ainda, seguindo na linha das teorias críticas do currículo (lembrar da obra de
Tomaz Tadeu da Silva, citada na nota anterior), o limite da Didática:]
Está em outras questões, como: por que ensinar? E para que ensinar?
22 [Tratando, ainda, de paradigmas que envolvem a Didática:]
“(...) o inter-relacionamento da Didática com outras áreas do conhecimento é intenso
e constante.
(...) a Didática como disciplina continente deverá abranger conteúdos capazes de
resolver os problemas” dos seus três planos (grifo nosso):
- dimensão crônica ou evolutiva (níveis, etapas);
- dimensão sincrônica ou horizontal (diversidade de conteúdos) e;
- ciclo docente (previsão, execução, avaliação).
22 [Situação atual da Didática:]
“(...) o título Didática iniciou-se há cerca de três séculos”.
O Ensino aparece como núcleo de estudos, propostas e teorias, porém ora é
acentuado como “modelagem/armazenagem”, ora como
“desenvolvimento/desabrochamento”.
“Se é indefinido o conteúdo, parece mais lógico que se procure o núcleo fundamental
da Didática do que suas fronteiras”.
23 As variações na compreensão de Ensino (intenção de produzi aprendizagem e/ou de
desenvolver a capacidade de aprender e compreender) fazem com que as fronteiras
sejam instáveis [fluídas, nas palavras da autora]. Porém, esta instabilidade [fluidez] “é
qualidade e não defeito”.
[Acerca de teorias na Didática:]
“(...) a teorização em Didática é quase uma fatalidade”.
“Não suponho que uma única teoria possa, de momento, domina o campo da
Didática. (...) teríamos, talvez, de integrar modelos provenientes de diferentes áreas,
desde que não fossem entre si contraditórios”.
“A Didática deve conviver com essa dupla feição, teórica e prática”.
24 [Fazendo as Considerações finais:]
O primeiro objeto, o Método, recua quando o foco volta-se para o Sujeito.
[Final do século XX]
“A oscilação entre uma tendência psicológica que acentua a relevância da
compreensão da inteligência humana e sua construção e outra que se apóia na visão
sociológica das relações escola-sociedade, parece dominar o conteúdo da disciplina”.
Depois de PIAGET “não se pode mais entender o ensino como a simples apropriação
de conteúdo”. [Existe trabalho cognitivo]
“É desse fenômeno que trata a Didática: do ensino que implica desenvolvimento,
melhoria. E mais: não se limita o bom ensino ao avanço cognitivo intelectual, mas
envolverá igualmente progressos na afetividade, moralidade ou sociabilidade, por
condições que são do desenvolvimento humano integral”.
[Ao tratar de um “desenvolvimento humano integral”, a autora associa a Didática
atual com a proposta há cerca de três séculos. Comenius acreditava e pregava o
desenvolvimento “integral” do ser humano: “formação do homem religioso, social,
político, racional, afetivo, moral, dotado do saber universal (pansofia)” (COVELLO,
1999, p.12)]
25 [Sobre a relação e a autonomia da Didática com outras disciplinas:]
Tanto a autonomia quanto as relações é um projeto (“que ao um ver”) “depende tanto
de um esforço teórico e reflexivo, quanto de um avanço no campo experimental”.

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