0% acharam este documento útil (0 voto)
60 visualizações61 páginas

Rugosidade Superficial: Conceitos e Medição

Enviado por

Laura Moraes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
60 visualizações61 páginas

Rugosidade Superficial: Conceitos e Medição

Enviado por

Laura Moraes
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CAMPUS DE ITAPEVA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA

Aula 7 – Metrologia Industrial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL

Profª Dra. Marilia da Silva Bertolini


AULA – Rugosidade Superficial

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DA AULA 8


1. Importância do estudo do acabamento superficial
2. Rugosidade Superficial - Conceitos Básicos
3. Medição da Rugosidade Superficial e Perfil de Rugosidade
4. Critérios para Avaliação e Sistema para Medição da Rugosidade
5. Filtragem utilizando técnica gráfica com uso do cut-off
6. Parâmetros de Rugosidade
7. Representação de Rugosidade
AULA – Rugosidade Superficial

IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DO ACABAMENTO


SUPERFICIAL
Importância na especificação do acabamento
das superfícies de peças relacionadas à:
1. Funcionalidades:
✔ Precisão de ajuste no acoplamento (quando
precisão dimensional e de formas não são
suficientes);
✔ Atrito, desgaste;
✔ Corrosão;
✔ Resistência à fadiga;
2. Aparência
AULA – Rugosidade Superficial

IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DO ACABAMENTO


SUPERFICIAL
Importância na especificação do
acabamento das superfícies de peças
relacionadas à:
3. Propriedades/características
✔ Transmissão de calor;
✔ Propriedades ópticas;
✔ Superfícies de medição (blocos
Fonte: Arquitectura e Vida (2004).

padrões, micrômetros).
Importância na especificação do acabamento das
superfícies de peças relacionadas à:
✔ Escoamento de fluidos;
AULA – Rugosidade Superficial

ESTUDO DO ACABAMENTO SUPERFICIAL


TIPOS DE ERROS NA ANÁLISE DO
ACABAMENTO SUPERFICIAL

Erros Macrogeométricos ou erros de forma -


que podem ser medidos com instrumentos de
medição convencionais: micrômetros, relógios
comparadores, projetores de perfil.

Erros Microgeométricos ou rugosidade, que só


podem ser medidos através de aparelhos
especiais: rugosímetros, perfilômetros, etc.
AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL
Conjunto de erros microgeométricos, caracterizado pelas PEQUENAS SALIÊNCIAS E
REENTRÂNCIAS presentes em uma superfície. Também chamada textura primária.

Erros CAUSADOS POR

Direção do trabalho das ferramentas de corte e


acabamento, geralmente imperceptíveis a olho nu.
AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL
INFLUÊNCIA DO ACABAMENTO SUPERFICIAL NAS PROPRIEDADES

1. Rugosidade × Resistência à fadiga de aços


Maior resistência à fadiga quanto
melhor o acabamento superficial,
supondo-se constante a resistência
mecânica.

Fonte: Agostinho, Rodrigues e Lirani ( 1977)


AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL
INFLUÊNCIA DO ACABAMENTO SUPERFICIAL NAS PROPRIEDADES

2. Rugosidade × Vida e Capacidade de carga do mancal


Fonte: Agostinho, Rodrigues e Lirani ( 1977)
Aumento da capacidade de carga do
mancal e de sua vida à medida que
o acabamento é melhorado.
AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL
INFLUÊNCIA DO ACABAMENTO SUPERFICIAL NAS PROPRIEDADES

3. Acabamento Superficial × Lubrificação de Peças Ajustadas

Se as saliências forem maiores que


a espessura da película de óleo →
haverá contato metal-metal.
*altura e forma da saliência são
decisivas.

Fonte: Agostinho, Rodrigues e Lirani ( 1977)


AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL
EFEITO DO PROCESSO DE FABRICAÇÃO
A grandeza, a orientação e o grau de irregularidade da rugosidade podem indicar
suas causas que, entre outras, são:
imperfeições nos mecanismos das máquinas-ferramenta;
vibrações no sistema peça-ferramenta;
desgaste das ferramentas;
o próprio método de usinagem da peça (ex: torneamento – “marcas de avanço”) .
AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE SUPERFICIAL
Principais normas utilizadas
✔ NBR ISO 4287: 2002 (substituiu NBR 6405: 1988) - Termos, definições e
parâmetros da rugosidade;
✔ NBR ISO 4288: 2008 - Regras e procedimentos para avaliação de rugosidade.
✔ NBR 8404 (1984) – Indicação do estado de superfícies em desenhos técnicos.
AULA – Rugosidade Superficial

CONCEITOS BÁSICOS - SUPERFÍCIES


CLASSIFICAÇÃO CONFORME NBR ISO 4287 (2002)

Superfície Geométrica (referência)


Superfície ideal prescrita no projeto, na qual
não existem erros de forma e acabamento.
“Perfeita”.
AULA – Rugosidade Superficial

CONCEITOS BÁSICOS - SUPERFÍCIES


CLASSIFICAÇÃO CONFORME NBR ISO 4287 (2002)

Superfície Real
Superfície que resulta do método de produção
empregado , ex: torneamento, retífica, ataque
químico etc. “Superfície que podemos ver/tocar”.

Superfície Efetiva
Superfície avaliada pela técnica de medição
(rugosímetro), com forma aproximada da
superfície real de uma peça.
AULA – Rugosidade Superficial

CONCEITOS BÁSICOS - PERFIL


Para a análise da rugosidade de uma superfície, faz-se a determinação ao longo de
linhas = PERFIL.

CLASSIFICAÇÃO CONFORME NBR ISO 4287 (2002)

Perfil Geométrico
Interseção da superfície geométrica com um plano
perpendicular.

Perfil Real
O plano “imaginário” cortará a superfície real
que resultou do método de usinagem.
AULA – Rugosidade Superficial

CONCEITOS BÁSICOS - RUGOSIDADE SUPERFICIAL


CLASSIFICAÇÃO CONFORME NBR ISO 4287 (2002)

Perfil Efetivo
Imagem aproximada do perfil real,
obtido por um método de medição
(ex: rugosímetro).

PERFIL DE RUGOSIDADE
Obtido a partir do perfil efetivo, após
filtragem para eliminar a ondulação à
qual se sobrepõe geralmente a
rugosidade.
AULA – Rugosidade Superficial

PERFIL DA RUGOSIDADE
Quando se mede a rugosidade, o rugosímetro
irá obter o perfil efetivo da peça.

Perfil da peça, composto pela superposição da


rugosidade e das ondulações, separados por meio
de um filtro →obtenção da rugosidade
superficial.
AULA – Rugosidade Superficial

PERFIL DA RUGOSIDADE
COMPOSIÇÃO DA SUPERFÍCIE - PERFIL DE UMA PEÇA

A. RUGOSIDADE ou textura primária


B. ONDULAÇÃO ou textura secundária
C. ORIENTAÇÃO DAS IRREGULARIDADES
(perfil periódico/aperiódico)
D. PASSO DAS IRREGULARIDADES
(1- rugosidade; 2- ondulação)
E. AMPLITUDE DE RUGOSIDADE
(altura pico-vale)
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


Componentes do SISTEMA DE MEDIÇÃO
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


Componentes do SISTEMA DE MEDIÇÃO

o FILTRO DIGITAL separa as componentes do perfil:


AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


APARELHOS DE MEDIÇÃO – 1) Rugosímetro

Determinação do perfil da rugosidade por meio de contato;


Detecção bidimensional de uma superfície;
Portátil
Agulha com ponta de diamante.

Analógico
ou Digital
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


APARELHOS DE MEDIÇÃO – 1) Rugosímetro
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


APARELHOS DE MEDIÇÃO – 1) Rugosímetro

FILTRO MECÂNICO: Sapata (calço) presente em instrumentos de medição, para


acompanhar as ondulações da superfície e minimizar o efeito do desvio de forma.
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


APARELHOS DE MEDIÇÃO – 1) Rugosímetro eletromecânico

Fontes de erro na medição

✔ Diâmetro da ponta da agulha

✔ Carga aplicada pela ponta da agulha

✔ Velocidade da agulha

✔Deslocamento lateral devido às irregularidades

✔ Danos causados pela sapata ou calço

✔ Elasticidade da superfície
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


OUTROS APARELHOS DE MEDIÇÃO

2) Perfilômetros óticos
✔ A técnica de varredura confocal utiliza uma
tecnologia por microdisplay, baseado na
tecnologia de cristal líquido ferroelétrico em
silício (FLCoS), o que faz a digitalização de
imagens confocais.
AULA – Rugosidade Superficial

MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


OUTROS APARELHOS DE MEDIÇÃO

3) Varredura Microscópica
✔ Microscópio de força atômica (AFM)
✔ Microscópio de tunelamento (STM)
AULA – Rugosidade Superficial

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


USO DO COMPRIMENTO DE AMOSTRAGEM CUT OFF (le ou λc)

OBJETIVO: Minimiza o efeito do desvio de forma na avaliação da rugosidade (filtra).


Toma-se o perfil efetivo de uma superfície num comprimento ln - comprimento de avaliação.

A distância percorrida pelo apalpador (lt) deverá ser igual a:


lt =ln (5le )+ distância para atingir a velocidade de medição lv + distância para parada do apalpador lf.
* Percursos lv e lf não são utilizados na avaliação.

ln = comprimento
de avaliação = 5 le
AULA – Rugosidade Superficial

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


USO DO COMPRIMENTO DE AMOSTRAGEM CUT OFF (le ou λc)

Como o perfil efetivo apresenta rugosidade e ondulação, o comprimento de


amostragem (le) filtra a ondulação.
AULA – Rugosidade Superficial

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


USO DO COMPRIMENTO DE AMOSTRAGEM CUT OFF (le ou λc)

Os rugosímetros devem medir 5 comprimentos de


amostragem (le) e indicar o valor médio.

le definido CORRETAMENTE → deve conter os elementos representativos da rugosidade e


excluir aqueles inerentes à ondulação (isolar a rugosidade da ondulação).

Exemplo:

✔ A rugosidade H2 é maior, pois le2 incorpora


ondulação.
✔ A rugosidade H1 é menor, pois, como o
comprimento le1 é menor, ele filtra a ondulação.
AULA – Rugosidade Superficial

AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL


USO DO COMPRIMENTO DE AMOSTRAGEM CUT OFF (le ou λc)

Diferenças entre a escolha de cut off - le1 e le2


AULA – Rugosidade Superficial

SISTEMA “M” PARA MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE

DETERMINADOS OS le’s , deve-se fazer a filtragem, usando o sistema M.

Todas as grandezas para a determinação da rugosidade são determinadas em


função de uma linha de referência, disposta na direção do perfil.

Sistema M – linha média que divide as áreas do perfil de rugosidade.


AULA – Rugosidade Superficial

SISTEMA “M” PARA MEDIÇÃO DA RUGOSIDADE


SISTEMA DA LINHA MÉDIA OU SISTEMA M

Adotado no Brasil, conforme a norma NBR ISO 4287 (2002).

Linha Média: paralela à direção do perfil, dentro do comprimento de avaliação (ln


), onde a soma das áreas superiores (Zi) = soma das áreas inferiores (Zs) à linha .

Áreas dos picos = Áreas de vales


AULA – Rugosidade Superficial

FILTRAGEM UTILIZANDO TÉCNICA GRÁFICA


– Perfil de Rugosidade
USO DO COMPRIMENTO DE AMOSTRAGEM CUT OFF (le)

Linha Média

Uma linha média para cada perfil dentro do cut-off.


AULA – Rugosidade Superficial

FILTRAGEM UTILIZANDO TÉCNICA GRÁFICA


– Perfil de Rugosidade
USO DO COMPRIMENTO DE AMOSTRAGEM CUT-OFF (le)

Linha Média

Todas as linhas médias são alinhadas.


AULA – Rugosidade Superficial

FILTRAGEM UTILIZANDO TÉCNICA GRÁFICA


– Perfil de Rugosidade

Nos instrumentos, os valores de CUT OFF (le) podem ser escolhidos de acordo com
o tipo de perfil:

Ex: Distância entre sulcos – para perfis PERIÓDICOS, com distância entre sulcos
aproximadamente igual ao avanço.

ln

Ex: Microscopia de superfície de peças


obtidas por Torneamento
AULA – Rugosidade Superficial

FILTRAGEM UTILIZANDO TÉCNICA GRÁFICA


– Perfil de Rugosidade

Nos instrumentos, os valores de CUT-OFF (le) podem ser escolhidos de acordo com
o tipo de perfil:

Ex: Rugosidade esperada (Ra) – para perfis APERIÓDICOS

ln

Ex: Microscopia de superfície de peças


obtidas por Fundição
Adaptado de DIN EN ISO 4288
Perfis de Rugosidade x Processos de Fabricação

TORNEAMENTO
FRESAMENTO

RETIFICAÇÃO ESMERILHAMENTO

Fonte: Mahr do Brasil (2017)


AULA – Rugosidade Superficial

FILTRAGEM UTILIZANDO TÉCNICA GRÁFICA


– Perfil de Rugosidade

Efeito da variação da
rugosidade em função do
cutoff

✔ Neste caso, cutoff de 0,08 mm foi


mais eficiente na filtragem da
ondulação.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE

Parâmetros que definem a rugosidade, em função da:

Amplitude do perfil de rugosidade;

Espaçamento do perfil de rugosidade.

OU SEJA,

O valor da rugosidade pode ser obtido por estes diferentes parâmetros.

Mais usual - *amplitude (Ra)


AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
Segundo NBR ISO 4287 (2002)

1. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – PICO E VALE


a) Rp – ALTURA (ZP) do maior PICO DO PERFIL dentro de um le
b) Rv – PROFUNDIDADE (Zv) do maior VALE DO PERFIL dentro de um le

Rp

Rv

(le)
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
1. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – PICO E VALE

c) Rz – ALTURA MÁXIMA DO PERFIL


Soma da altura máxima (Rp) e da
profundidade máxima (Rv), no
comprimento de amostragem (le).

A rugosidade Rz será determinada como:

No COMPRIMENTO DE AVALIAÇÃO (ln) Rz será:


ln= 5le
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
1. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – PICO E VALE

c) Rz – ALTURA MÁXIMA DO PERFIL

Aplicações

Onde pontos isolados não influenciam na função da peça a ser controlada.

Em superfícies em que o perfil efetivo e periódico é conhecido.


AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
1. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – PICO E VALE

c) Rz – ALTURA MÁXIMA DO PERFIL


Vantagens
✔ É de fácil obtenção em equipamentos de medição que fornecem o gráfico da superfície.
✔ Em perfis periódicos define bem a superfície.

Desvantagens
✔ Nem todos os equipamentos fornecem o parâmetro.
✔ Pode dar uma imagem errada da superfície, pois avalia desvios localizados.
✔ Não possibilita nenhuma informação sobre a forma do perfil, bem como a distância
entre ranhuras.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
1. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – PICO E VALE

d) Rt – ALTURA TOTAL DO PERFIL.


Soma da maior altura de pico Rp do perfil e da maior profundidade do valor de Rv , no
comprimento de avaliação ln .
Portanto, sempre Rt ≥ Rz

5
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
1. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – PICO E VALE

d) Rt – ALTURA TOTAL DO PERFIL

Vantagens
✔ Tem o mesmo emprego e vantagens do Rz, porém mais abrangente, pois é determinado
considerando o comprimento total de avaliação (ln).
✔ Usa-se quando um ponto extremo compromete a aplicação da peça.

Desvantagem
✔ A avaliação pode levar a resultados enganosos, por exemplo, presença de vales
profundos.

* Uma variação muito grande entre Rz e Rt pode indicar um defeito ou uma superfície
inconstante.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
2. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – MÉDIA DAS ORDENADAS
a) Ra – DESVIO ARITMÉTICO MÉDIO
DO PERFIL AVALIADO
Rugosidade Aritmética (μm)
(CLA – Center Line Average ou AA –
Aritmetical Average)

Se forem colocados acima da linha média


todos os valores do perfil de rugosidade e
calculada nova linha média,obtêm-se os
valores de Ra. (dentro do comprimento ln)

Fonte: Mahr do Brasil (2017)


AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
2. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – MÉDIA DAS ORDENADAS
a) Ra – DESVIO ARITMÉTICO MÉDIO DO PERFIL AVALIADO

Ou Matematicamente:
Média aritmética dos valores absolutos das ordenadas Z (x), em
relação a linha média, dentro do comprimento de avaliação ln.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
2. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – MÉDIA DAS ORDENADAS
a) Ra – DESVIO ARITMÉTICO MÉDIO DO PERFIL AVALIADO

Aplicações
Controle contínuo da rugosidade na linha de produção;
Superfícies com sulcos de usinagem bem orientados (torneamento, fresamento, etc.);
Superfícies de pouca responsabilidade, como no caso de acabamentos com fins apenas
estéticos.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
2. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – MÉDIA DAS ORDENADAS
a) Ra – DESVIO ARITMÉTICO MÉDIO DO PERFIL AVALIADO

Vantagens
✔ Parâmetro mais utilizado e aplicável à maioria dos processos de fabricação.
✔ Quase todos os equipamentos de medição apresentam esse parâmetro.
✔ Riscos inerentes ao processo alteram pouco seu valor.

Desvantagens
✔ Pode não levar em conta picos/vales
com valores elevados.
✔ Seu valor não define a forma das
irregularidades e pode ser associado a
diferentes processos.
✔ Não distingue picos de vales.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
2. PARÂMETROS DE AMPLITUDE – MÉDIA DAS ORDENADAS
b) Rq – DESVIO MÉDIO QUADRÁTICO DO PERFIL AVALIADO
Rugosidade quadrática média
Corresponde à raiz quadrada da média dos valores das ordenadas Z(x), no
comprimento de avaliação (ln).

Rq = 1,25 Ra

* Parâmetro bastante usado nos EUA, porém acentua o efeito dos


valores do perfil que se afastam da média.
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
3. PARÂMETROS DE ESPAÇAMENTO

Rsm – LARGURA MÉDIA DOS ELEMENTOS DO PERFIL


Valor médio da largura dos elementos do perfil ( Xs) do comprimento de avaliação (ln).
AULA – Rugosidade Superficial

PARÂMETROS DE RUGOSIDADE
3. PARÂMETROS DE ESPAÇAMENTO

Rsm – LARGURA MÉDIA DOS ELEMENTOS DO PERFIL

Exemplo
Escoamento de fluidos – parâmetros de amplitude iguais, porém diferenças no fator de
espaçamento.

O que interessa é a distância entre


as reentrâncias.
AULA – Rugosidade Superficial

TABELA DE CONVERSÃO - RUGOSIDADE

Micrometro Micrometro Micrometro


AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE
SIMBOLOGIA NBR 8404/1984 - indicação do Estado de Superfícies em Desenhos Técnicos
Relaciona Ra com classes de rugosidade.
AULA – Rugosidade Superficial

RUGOSIDADE
X
PROCESSO
AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE
SIMBOLOGIA NBR 8404/1984 - indicação do Estado de Superfícies em Desenhos Técnicos
Simbologia adequada para a caracterização do estado de superfície
a) Sem indicação de valor
AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE
SIMBOLOGIA NBR 8404/1984 - indicação do Estado de Superfícies em Desenhos Técnicos
Simbologia adequada para a caracterização do estado de superfície

b) Com indicações da característica principal da rugosidade, Ra


AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE
SIMBOLOGIA NBR 8404/1984 - indicação do Estado de Superfícies em Desenhos Técnicos
Simbologia adequada para a caracterização do estado de superfície

c) Com indicações complementares


AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE - Direção dos sulcos/estrias


AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE
SIMBOLOGIA NBR 8404 (1984)
Todas as variáveis possíveis (não são obrigatórias todas na representação*).

a. Ra (μm) ou classe de rugosidade (Ex: N1);


b. Método de fabricação/tratamento
c. Cut-off (mm);
d. Direção das estrias (Ex: paralela ou perpendicular);
e. Sobrematerial para usinagem (mm);
f. Outros parâmetros ≠ Ra, entre parênteses.
AULA – Rugosidade Superficial

REPRESENTAÇÃO DE RUGOSIDADE

SIMBOLOGIA NBR 8404 (1984)

Você também pode gostar