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Batata
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Batata-doce

(Ipomoea batatas (L.) Lam.)

Marlei Rosa dos Santos


Engª Agrônoma - DS Fitotecnia
Prof ª Associada III UESPI, Campus Cerrado do Alto Parnaíba,
Uruçuí - PI 1
INTRODUÇÃO
➢Origem?
• Possivelmente Americana;
• Cultivo está difundido em quase todas as regiões
do mundo.

➢Por que cultivar Batata-doce?


• A planta é rústica, de fácil cultivo, de elevada
capacidade de produção, de ampla adaptação;
• Alta tolerância à seca;
• Baixo custo de produção.
2
No Brasil

• A Batata-doce é cultivada em todas as regiões.

• Embora bem disseminada no país, está mais


presente nas regiões Sul e Nordeste.

• Sul → Rio Grande do Sul, Santa Catarina e


Paraná

• Nordeste → Pernambuco e Paraíba.

3
Quadro 1 - Área, produção e produtividade da batata-doce
em alguns estados e nas regiões brasileiras.
Estados Área (ha) Produção (t) Produtividade
(t/ha)
Rio Grande do Sul 14.894 159.099 10,6
Paraná 4.042 68.810 17,0
Santa Catarina 2.110 30.649 14,5
Paraíba 4.410 30.332 6,8
Pernambuco 2.600 22.484 8,6
Regiões
Sul 21.046 258.558 12,2
Nordeste 15.559 126.228 8,1
Sudeste 5.853 82.004 14,0
Norte 398 1.370 3,4
Centro-Oeste 302 4.262 14,1 4
Vantagens
• Resistência à seca.
• Fácil cultivo.
• Tem baixo custo de produção.
• Permite colheita prolongada.
• Apresenta resistência a pragas e doenças.
• Mecanizável – no plantio e na colheita.
• É protetora do solo – apresenta crescimento rápido,
cobrindo completamente o solo a partir de 45 dias. Plantio
em camalhões ou leiras que devem ser construídas em
nível, formando um eficiente sistema de controle da erosão
em topografia acidentada.
5
Proteção do solo

6
Desvantagens ou barreiras
• Difícil preparo para a culinária → necessita ser
descascada, picada e cozida, exigindo esforço e tempo.
• Tem aparência ruim → raiz tuberosa com formato
tortuoso ou danificadas por larvas de insetos.
• Forma manchas → o látex fixa facilmente na casca e em
tecidos, formando manchas de difícil remoção.
• Causa “pesadez” e forma gases → a batata-doce possui
um inibidor da digestão que reduz a ação de enzimas
digestivas como a tripsina e quimotripsina.

• É pouco valorizada → é tradicionalmente consumida por


famílias de baixa renda, especialmente as do meio rural.
7
Raiz com formato tortuoso

Raiz desejada

8
Raiz danificadas por larvas de insetos

9
Raiz com látex

10
IMPORTÂNCIA NA ALIMENTAÇÃO
➢Humanos
▪ É boa fonte de energia, minerais e vitaminas C e
do complexo B; algumas cultivares são ricas em
vitamina A.
▪ Pode ser consumida de várias formas: cozida,
frita, doces caseiros e enlatados, pães, etc.
▪ As extremidades das ramas (últimos 10 - 15 cm)
são ricas em proteínas e vitaminas, podendo ser
utilizadas na alimentação humana (refogada).
➢Animais
▪ Forragem para bovinos e suínos.
▪ Suas folhas podem também ser utilizadas para
alimentação de peixes (criação de tilápias).
11
Quadro 2 - Composição média de 100 g de matéria fresca
de batata-doce, mandioca, batata e inhame.
Quantidade
Componente Un. Batata-
Mandioca Batata Inhame
doce
Umidade % 70 63 78 72
Carboidratos totais g 26,1 32,4 18,5 23,1
Proteína g 1,5 1,0 2,1 1,7
Lipídios g 0,3 0,3 0,1 0,2
Cálcio mg 32 39 9 35
Fósforo mg 39 41 50 65
Ferro mg 0,7 1,1 0,8 1,2
Fibras digeríveis g 3,9 4,4 2,1 4,0
Energia kcal 111 141 80 103
Fonte: Woolfe (1992). 12
Pratos preparados com raiz de batata doce

Chips de batata doce

Batata doce assada


com canela
Purê de batata doce
13
Folhas de batata doce refogada

14
Produtos industrializados com raiz de batata doce

15
EXIGÊNCIAS CLIMÁTICAS
➢ É de clima tropical e subtropical
• Exige temperaturas elevadas durante o seu ciclo natural;
• Não tolera geadas;
• Atinge máximo desenvolvimento em temperaturas
médias acima de 24 ºC e alta luminosidade;
• Paralisando o crescimento em temperaturas ≤ a 10 ºC;
• A indução da formação de raízes tuberosas é beneficiada
por fotoperíodo curto, temperaturas entre 20 a 24 ºC, boa
aeração e adequada umidade do solo.
16
Produção de raiz tuberosa em função da temperatura
diurna/noturna

17
• Nas regiões de maior altitude, os plantios de
março a agosto são prejudicados pelo frio no
inverno, acarretando menor desenvolvimento da
cultura, com consequente redução da
produtividade e aumento no ciclo.

• Nestas regiões, a época de plantio se estende de


setembro a fevereiro.

18
Quanto ao regime pluvial

Deve ser implantada em locais com pluviosidade anual


média de 750 a 1.000 mm, sendo que cerca de 500 mm são
necessários durante a fase de crescimento.

A fase crítica de disponibilidade de umidade no solo


ocorre na primeira semana após o plantio, porque as
ramas-semente não possuem ainda sistema radicular para
explorar umidade contida em camadas inferiores do solo.
19
20
CULTIVARES
• É grande o número de cultivares e clones existentes
no Brasil.
• Em quase todos os municípios brasileiros existem
cultivares locais mantidos, em geral, em fundos de
quintais.
• Algumas cultivares, embora semelhantes ou
idênticas, recebem nomes diferentes, dependendo da
região e outras, apesar de diferentes, são identificadas
pela mesma denominação, como é o caso, por
exemplo, da “Rainha”, que é utilizada para dar nome
a várias cultivares diferentes.
21
• A recomendação das cultivares, para determinada
região de plantio, está relacionada com vários
fatores, como época de plantio, finalidade da
produção (mesa, indústria, alimentação animal, etc.)
e preferência do mercado consumidor.

• Por exemplo, alguns mercados preferem batatas de


pele branca ou clara, enquanto outras regiões
produtoras e consumidoras preferem a batata de pele
rosada ou roxa e de polpa creme.

22
Material genético

23
Material genético

24
➢Cultivares mais conhecidas
❖Destacam-se:
• Brazlândia Roxa, Rosada e Branca;
• Coquinho
• Princesa

➢Pesquisa
❖ Os trabalhos de pesquisa objetivando selecionar
e indicar cultivares para as diferentes regiões
brasileiras são escassos .
25
❖A EPAMIG em parceria com a UFV
• Reuniu 55 introduções de batata-doce de diferentes
Estados brasileiros, que estão sendo testadas em trabalhos
de melhoramento e seleção para o consumo de mesa.
Algumas vêm se destacando quanto às características
comerciais e produtivas.
• Raízes com película roxa, marrom-alaranjada, branca e
rosada
• As cultivares Palmas, Brazlândia Roxa, Brazlândia
Rosada e Brazlândia Branca estão tendo desempenho
apenas razoável ou ruim
• A recomendação local é importante para que os
produtores obtenham melhor êxito com a cultura da
batata-doce.
26
❖EMBRAPA HORTALIÇAS
• A batata-doce apresenta elevada produção mundial, estando entre
as principais culturas do mundo, principalmente nos países em
desenvolvimento. Além do consumo fresco, possui diversas
possibilidades de processamento, o que vem chamando a atenção
da indústria com demanda crescente.
• Porém, as cultivares disponíveis no mercado brasileiro carecem de
combinação importante de características de resistência ou
tolerância a doenças e pragas, qualidade pós-colheita e sensorial,
arquitetura de planta, produtividade e precocidade.
• Apesar de ser uma espécie cultivada há bastante tempo no Brasil,
muitas questões técnicas ainda precisam ser solucionadas para que
o produtor tenha um maior conhecimento em tecnologia que
melhore a eficiência do processo de produção nos diferentes
ambientes de plantio de batata-doce no país.
27
❖EMBRAPA HORTALIÇAS
Nesse contexto, foi estruturado um programa de melhoramento
genético de batata-doce “Melhoramento genético de batata-doce
para regiões tropicais e subtropicais do Brasil”, com uma equipe
multidisciplinar capaz de responder às demandas da cadeia de valor
de hortaliças de maneira sustentável, por meio do:
• Lançamento de novos clones
• Desenvolvimento de novas tecnologias e aprimoramento do
conhecimento sobre a cultura.
As ações buscam desenvolver clones de batata-doce promissores, via
melhoramento genético, com resistência múltipla a pragas e doenças,
qualidade agronômica e de pós-colheita para regiões tropicais e
subtropicais do Brasil.
Coordenadora do projeto Larissa Pereira de Castro Vendrame.
28
MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO

➢Sexuada → sementes botânicas.

➢Assexuada ou vegetativa → partes da planta:


folhas, caules ou ramas, meristemas e raízes
tuberosas (batatas).

➢As batatas menores → são bastante utilizadas na


formação de viveiros, para produção de mudas ou
ramas, que são as estruturas usadas em plantios
comerciais.

29
• Mudas: São brotos de 20 - 25 cm de
comprimento e com 4 a 6 folhas, obtidos pelo
plantio de batatas em viveiros.

• Ramas: São pedaços de hastes ou caules com 6 a


8 entrenós, obtidos da própria rama, após três
meses de enviveiramento.

• Esses materiais podem ser adquiridos de um bom


produtor de batata-doce, na própria região, ou
com a ajuda de órgãos oficiais, para a formação
do próprio viveiro e, posteriormente, instalação
do plantio comercial.
30
• Mudas → Brotos de 20-25 cm de comprimento e
com 4 a 6 folhas, obtidos pelo plantio de batatas
em viveiros.

31
Propagação por mudas

Propagação por sementes

32
• Ramas → pedaços de hastes ou caules com 6 a 8
entrenós

33
FORMAÇÃO DE VIVEIROS
➢ Os viveiros nada mais são do que áreas tratadas
de forma especial, com a finalidade de produzir
mudas de boa qualidade.
Na formação do viveiro deve-se utilizar batatas
selecionadas ou ramas obtidas de lavouras
jovens, livres de pragas e doenças.
➢ Localização:
• O local do viveiro deve ser de fácil acesso, não
sujeito a frios e/ou geadas, com solo fértil e não
ter sido cultivado com batata pelo menos há dois
anos, devido à incidência de pragas e doenças.
34
➢ Espaçamento:
• Para produção de ramas 80 x 40 cm 12.500 metros
de leira 31.250 batatas/ha de viveiro.
• Para produção de mudas 80 x 15 cm 12.500 metros
de leira 83.333 batatas/ha de viveiro.

➢ Gasto de batata-semente:
• Para produzir ramas:  50 Kg ha-1
• Para produzir mudas:  220 Kg ha-1

➢ Recomendações:
• Após a colheita, selecionar as batatas e deixá-las
armazenadas, em lugar sombreado, por 2 a 6 semanas,
para apressar a brotação. 35
• Batatas de 80 a 150 g, sem rachaduras, lisas,
isentas de pragas e doenças e com formato ideal
para o comércio.
• 1 batata plantada → produz em média 20 ramas.
Assim, 100 batatas plantadas produzirão 2.000
ramas após três meses e, estas ramas plantadas,
fornecerão ramas suficientes para o plantio de um
hectare, após seis meses do plantio.
➢A adubação do viveiro pode ser a mesma usada na
produção comercial

36
Preparo da batata sementes

37
Viveiro de mudas 38
PREPARO DAS MUDAS
➢Mudas
• Plantio definitivo → mudas ou ramas
selecionados.
• Após 2 meses do plantio da batata semente as
mudas com 20-25 cm podem ser colhidas.
• Deixar as mudas 1 a 2 dias a sombra para
murcharem.
• Plantar as mudas

39
➢Ramas
• Após 3 - 4 meses do plantio no viveiro as ramas
com 1,5 m podem ser colhidas e preparadas para
plantio.

• Dar preferência às partes novas das ramas.


• Ramas → seis a oito entrenós.
• Deixar as ramas (mudas) 1 a 2 dias a sombra
para murcharem.
• Plantar as ramas.
40
41
42
ESPAÇAMENTO E DENSIDADE DE
PLANTIO
• Espaçamento + utilizado → 80 - 100 cm entre
linhas e 25 - 40 cm entre plantas;

• Cultivares tardias → espaçamentos maiores;

• Cultivares com raízes muito graúdas →


espaçamentos menores.

43
PREPARO DO SOLO, CALAGEM E
ADUBAÇÃO
• Aração (30 - 35 cm) e gradagem (2 ou + ).

• Calagem → Análise de solo


– 90 a 100 dias antes do plantio
– Calcário dolomítico.

• A adubação → baseada em resultados de


pesquisa local ou regional e análise de solo.

• Adubação química → Rachaduras nas


raízes.
44
• Solo arenosos → 1 t ha-1 torta de mamona; 2,5 t
ha-1 esterco de aves ou 20 t ha-1 esterco curral → ½
do nitrogênio recomendado.

• 60 m3 ha-1 de dejeto líquido de suínos ou 90 t ha-1


de composto orgânico (Bagaço de cana-de-açúcar e
dejeto de suínos).

45
CASALI (1999) In. 5ª Aproximação 46
Recomendação (plantio 80 x 30 cm) produtividade
esperada 20 t ha-1

Disponibilida Dose total (Kg ha-1)


de PK
P2O5 K2O N
no solo
Baixa 180 90 60

Média 120 60 60

Boa 60 30 60

Muito boa 0 0 60
N 50% plantio e 50% cobertura 30 dias após plantio.
CASALI, (1999) In. 5ª Aproximação 47
48
Sugestões de adubação para hortaliças (FONTES, 1999)

49
Recomendação (plantio 80 x 30 cm) produtividade
esperada 20 t ha-1

Disponibilida Dose total (kg ha-1)


de de PK
P2O5 K2O N

Baixa 180 90 60

Média 120 60 60

Boa 60 30 60

Muito boa 0 0 60
N 50% plantio e 50% cobertura 30 dias após plantio.
CASALI, (1999) 50
❖ Correção do solo
Método da neutralização da acidez trocável e da elevação
dos teores de Ca e Mg trocáveis.
NC = Y [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]
• Y é um fator de calagem, variável em função da
capacidade tampão da acidez do solo (CTH) e que pode
ser definido de acordo com a textura do solo:
Solo Teor de Argila (%) Y
Arenoso 0 a 15 0,0 a 1,0
Textura média 15 a 35 1,0 a 2,0
Argiloso 35 a 60 2,0 a 3,0
Muito argiloso 60 a 100 3,0 a 4,0
ALVAREZ V.; RIBEIRO (1999) 51
• Al3+ = Acidez trocável, em cmolc/dm³;

• mt = máxima saturação por Al3+ tolerada pela cultura


em (%) → Quadro 8.1 (ALVAREZ V.; RIBEIRO,
1999).

t = CTC efetiva, em cmolc/dm3 → Análise do solo. No


exemplo é 3.

52
X é um valor variável em função dos requerimentos de Ca e Mg de
cada cultura (Disponibilidade mínima de Ca2+ e Mg2+ requerida pela
cultura):
Cultivar mt X Ve OBS
Batata e Batata
15 2,0 60 Exigente em magnésio
doce
Inhame e Taro 10 2,5 60 Exigente em magnésio
Chuchu e
5 3,5 80 Exigente em magnésio
Melão
Tomate,
Pimentão, Para Tomate utilizar a
5 3,0 70
Pimenta, relação Ca/Mg = 1
Berinjela e Jiló
mt = Máxima saturação por Al3+ tolerada.
Ve = Saturação por bases esperado ou a ser atingida pela calagem.
(ALVAREZ V.; RIBEIRO, 1999)
53
Cálculo da Necessidade de calcário (NC) e a
quantidade de calcário a ser utilizada (QC)
Necessidade de calcário (NC)
NC = Y [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]

NC = 2,0 [1,1 – (15 . 3,0/100)] + [2,0 – (1,2+0,6)]


NC = ????

54
Cálculo da Necessidade de calcário (NC) e a
quantidade de calcário a ser utilizada (QC)
Necessidade de calcário (NC)
NC = Y [Al3+ – (mt . t/100)] + [X – (Ca2+ + Mg2+)]

NC = 2,0 [1,1 – (15 . 3,0/100)] + [2,0 – (1,2+0,6)]


NC = 2,0 [1,1 – (15 . 0,03)] + [2,0 – 1,8]
NC = 2,0 [1,1 – 0,45] + [0,2]
NC = 2,0 [0,65] + 0,2
NC = 1,3 + 0,2
NC = 1,5 t ha-1 55
NC = 1,5 t ha-1

Porém, quando os teores de Al, de Ca e de Mg trocáveis e


a CTC são expressos em cmolc/dm³, nos métodos
indicados, os valores calculados indicam t ha-1 de calcário,
sendo este equivalente a CaCO3, ou seja, corretivo com
PRNT = 100% e que um hectare representa 2.000.000 dm³
(camada de solo de 20 cm de espessura).

56
Qual realmente é a quantidade de calcário que eu
tenho que colocar no solo?
Vai depender dos seguintes fatores:
• Superfície de cobertura do solo (SC): total, 50%,
30%, etc.
• Profundidade de incorporação (PF): 30 cm, 20
cm, 10 cm, 5 cm, etc.
• PRNT (%) do calcário que vou usar: 70%; 76%,
etc.
Determinar a quantidade de calcário tenho que
colocar (QC)?
57
Determinando a quantidade de calcário (QC)

SC PF 100
QC = NC x x x
100 20 PRNT

Considerando: Aplicação na superfície total (100%);


Incorporação a 30 cm de profundidade e o PRNT do
calcário de 75%.

100 30 100
QC = 1,5 x x
100 20 75

QC = 1,5 x 1 x 1,5 x 1,33

QC = 2,99 t ha-1
58
Recomendação de adubação para a batata doce
❖ Plantio
P2O5 → 180 Kg ha-1
K2O → 60 Kg ha-1
N → 60 Kg ha-1 → 50% plantio → 30 Kg ha-1
Utilizar a fonte 4 – 14 – 8

100 Kg (4-14-8) ___ 8 Kg de K2O


X ___ 60 Kg de K2O

X = 6000/8
X = 750,0 Kg ha-1 de 4-14-8 59
OBS: Para colocar 60 Kg ha-1 de K2O ,terei que
colocar 750,0 Kg ha-1 de 4-14-8
Fosforo
100 Kg (4-14-8) ___ 14 Kg de P2O5
750,0 Kg (4-14-8) ___ X

X = 10.500,0/100
X = 105,0 Kg ha-1 de P2O5
A recomendação é 180 Kg de P2O5
180 – 105,0 = 75 Kg de P2O5 .

60
Colocar Super simples para atender 75 Kg ha-1
de P2O5 que está faltando
Super simples (18% P2O5)
100 Kg (SS) ___ 18 Kg de P2O5
X ___ 75 Kg de P2O5

X = 7.500,0/18
X = 416,66 Kg ha-1 de Super Simples

61
Nitrogênio
100 Kg (4-14-8) ___ 4 Kg de N
750,0 Kg (4-14-8) ___ X

X = 3.000,0/100
X = 30,0 Kg ha-1 de N

62
Quanto de 4-14-8 terei que colocar por metro de
leira antes do plantio?
1 Hectare tem 10.000 m2 → referente a 100 m de
largura por 100 m de comprimento.

100 m

100 m

63
100 m Então quantos metro de leira
(ML) eu tenho em 1 ha?

ML = 100 m de largura

100 m
dividido por 0,8 m
(espaçamento entre as leiras)
x 100 m de comprimento.
ML = [(100/0,8)x100]
ML = 125 x 100
ML = 12.500 metros de leira
em um hectare

64
Logo:
750,00 Kg (4-14-8) ___ 12.500 ML
X ___ 1 ML
X = 750/12.500
X = 0,06 Kg de 4-14-8 por metro linear de leira
X = 60 g de 4-14-8 por metro de linear de leira
416,66 Kg (SS) ___ 12.500 ML
X ___ 1 ML
X = 416,66/12.500
X = 0,0333 Kg de Super Simples por metro linear de leira
X = 33,33 g de Super simples por metro de leira
65
Adubação de cobertura (30 dias após o plantio)
Nitrogênio = 30,0 Kg ha-1 de N
Sulfato de amônio (AS) tem 20% de N
100 Kg (SA) ___ 20 Kg de N
X ___ 30,0 Kg de N

X = 3.000/20
X = 150,0 Kg de sulfato de amônio por hectare.

150,0 Kg (SA) ___ 12.500 ML


X ___ 1 ML
X = 150,0/12.500
X = 0,012 Kg
X = 12,0 g de sulfato de amônio por metro de leira. 66
➢ Na falta da análise do solo
• Solos fracos (cerrados) → 5-10 Kg ha-1 de bórax e 5-10
Kg ha-1 de sulfato de zinco.

• Solos muito fracos → adubação orgânica ou verde, pode


dar bons resultados.

• Solos férteis → usar 500 Kg ha-1 da fórmula 4-14-8

• Solos de baixa fertilidade → usar 1000 Kg ha-1 da


fórmula 4-14-8.

• Em solos já cultivados com hortaliças → não há


necessidade de adubação → efeito residual. 67
Batata-doce
(Ipomoea batatas (L.) Lam.)
2ª Parte

Marlei Rosa dos Santos


Engª Agrônoma - DS Fitotecnia
Prof ª UESPI, Campus Cerrado do Alto Parnaíba,
Uruçuí - PI 68
PLANTIO DEFINITIVO

• Covas ou leiras
• Covas → são feitas em alinhamento →
Procedendo-se a elevação das leiras com a
amontoa (solo arenoso).

69
PLANTIO DEFINITIVO

• Leiras ou camalhões 30 - 40 cm de altura →


sulcador com asas bem abertas, cortando as águas
em nível (solo argilosos).

70
71
• As mudas são colocadas transversalmente sobre
as leiras e enterrados 3 - 4 entrenós pela base ou
pelo meio a 10 - 12 cm de profundidade.

• Manual ou transplantadora.

• Replantio → Falhas > 15% dentro de 15 dias


após o plantio.
• Época de plantio → outubro - janeiro.
• Região quente → todo ano com irrigação.

72
Plantio em canteiros

Plantio em leiras
73
➢Plantio mecanizado
• É realizado com uma transplantadora de
construção relativamente simples.

• Nela, dois operários que trabalham sentados na


parte traseira da máquina, com a função de
distribuir as ramas-semente no sulco.

• Na parte superior do equipamento, um outro


operário se encarrega de distribuir as ramas, mas
antes realiza o seu tratamento, mergulhando-as
na solução desinfetante.
74
75
IRRIGAÇÃO
➢Até o pegamento das ramas ou mudas o solo deve
ser mantido úmido;
• Irrigação com intervalo de 2-3 dias.
➢ Após pegamento das mudas (durante 40 dias) →
irrigação a cada 6 dias;
➢• Depois irrigar a cada 10-15 dias até a colheita.
➢A cultura não tolera encharcamento do solo →
raízes finas e alongadas, denominadas de
“chicote” .
76
Raízes finas e deformadas devido ao excesso de
umidade no solo “Chicote” .
77
• A cultura de batata-doce necessita de cerca de 500
mm de lâmina de água durante seu ciclo, para
alcançar índice elevado de produtividade.

• As raízes de reserva se formam já no início do


desenvolvimento da planta, e servem de reserva
para a própria planta, também são unidades de
reprodução, emitem novas brotações se a parte
aérea da planta for eliminada ou se ressecar pela
deficiência hídrica prolongada. 78
PLANTAS DANINHAS
• As capinas são necessárias nos primeiros meses
após o plantio;
• Por ocasião da 1º capina, recomenda-se refazer
as leiras (amontoa).

79
PRAGAS
➢ Broca-da-raiz (Euscepes postifasciatus)
• Principal praga no Brasil;
• Os adultos são besouros de cor escura quase preta,
apresentam uma pequena tromba recurvada para baixo;
• Suas larvas são brancas, ligeiramente curvas medindo
cerca de 0,5 cm de comprimento;
• Prejudicam as raízes no campo e armazém;
• Fazem galerias de cor escuras onde são encontradas as
larvas do inseto;
• Estes besouros não possuem a habilidade de voar;

80
•Assim, deve-se ter o cuidado de não introduzi-lo na área
de plantio;
•A irrigação principalmente por aspersão auxilia no
controle → < fendas no solo;
• Solos argilosos → ataques mais intensos.

Larva da
Broca da raiz

81
Broca-da-raiz (Euscepes postifasciatus)

82
➢ Broca-do-coleto (Megastes pusialis)
• Os adultos são mariposas pardo-escuras e medem de 4
a 4,4 cm de envergadura;
• As fêmeas depositam os ovos nas hastes da batata-
doce, próximo à área de inserção das raízes;
• As lagartas penetram no interior das ramas, escavando
galerias que podem causar redução na produtividade da
cultura;
• As larvas são de coloração rosada, com pontinhos
pretos espalhados pelas costas → medem até 5 cm de
comprimento.
• O seu ataque é facilmente notado pela presença de
excremento de cor parda e amarelada, em forma de
bolinhas, perto do colo das plantas atacadas.
83
Broca-do-coleto (Megastes pusialis)

84
➢Medidas gerais de controle de pragas
• Existem alguns produtos registrados (Ministério da
agricultura, pecuária e abastecimento) → Agrofit;
• Fazer rotação de cultura;
• Produzir ramas ou mudas em viveiros;
• Usar variedades resistentes;
• Fazer amontoa;
• Irrigação adequada;
• Bom preparo do solo → raízes + profundas;
• Plantio escalonado;
• Antecipar a colheita;
• Armazenamento < 30 dias;
• Destruir restos culturais da batata-doce.
85
DOENÇAS
➢A batata doce é bastante resistente a doenças

➢Principais doenças

▪ Mal-do-pé (Plenodomus destruens)


• Também conhecida como Podridão-do-pé →
pode causar grandes perdas e até inviabilizar o
cultivo na mesma área, por vários anos.

• Os sintomas da doença aparecem no caule, ao


nível do solo, com pequenos pontos escuros que
vão aumentando de tamanho até atingir toda a base
da planta, que murcha e morre. 86
➢ A doença na cultura tem origem de mudas ou
solo contaminados.
• Controle preventivo, feito com rotação de
culturas, plantio de ramas ou mudas novas e sadias
obtidas de viveiros idôneos e uso de cultivares
resistentes. 87
88
89
▪ Nematoides
• Infestam as raízes e causam redução na
produção.
• Causam rachaduras longitudinais nas raízes
tuberosas, embora estes organismos não sejam
os únicos causadores dessas deformações.
• Controle → Variedades resistentes.

➢ Recomendações
• Rotação de culturas por dois ou três anos.
• Preferência com Tomate, cebola, cenoura,
brássicas ou trigo, arroz e milho.
90
DESORDENS NÃO INFECCIOSAS

• Fermentação - quando o solo se encharca por


longo período próximo à colheita.

• Entumecimento de lenticelas - ocorre quando o


solo apresenta muita umidade. As raízes tem
pouco crescimento e forma-se tecidos
entumecidos com aparência de bolhas.

91
• Rachaduras - longitudinais ou transversais são
mais frequentes quando ocorre ataque de
nematóides e de bactéria Streptomyces sp.,
variações de temperatura, flutuações de umidade
no solo e excesso de adubação nitrogenada, são
fatores que desequilibram o crescimento das
raízes causando as rachaduras.

92
• Decomposição interna - o tecido da raiz se torna
esponjoso ou ocado. Ocorre quando a temperatura
do solo é baixa (5 a 10 ºC) ou em
armazenamento por longo tempo em condições de
baixa umidade relativa.

• Mutações somáticas - são deformações, alterações


de cor e ramas geminadas que surgem
esporadicamente.

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Raiz-chicote - são raízes tuberosas relativamente
finas e alongadas que se formam quando há
excesso de umidade no solo.

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• Toxidez por herbicidas - deformações diversas
causadas por contaminação com herbicidas. Os
sintomas variam com o produto e dosagem.

95
• Deficiência e toxidez por nutrientes - várias
alterações podem ser causadas tanto por falta
quanto por excesso de elementos minerais e por
acidez.

• Brotação prematura da raiz - excesso de adubação


com nitrogênio e com matéria orgânica, excesso
de irrigação, dano severo na rama principal,
causado pela doença mal-do-pé ou pelo ataque de
broca-da-rama.

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Raízes brotando

97
COLHEITA
➢ A época de colheita varia de acordo com a
destinação do produto.

• Para mesa → deve ser colhida tão logo atinja o


tamanho ideal para comercialização (100 a 150
dias);

• Para indústria → pode ser colhida mais tarde,


dependendo das condições climáticas e da cultivar
plantada. Quanto mais tempo a batata-doce
permanecer no solo maior a possibilidade de
ocorrer ataque de pragas ou de doenças.
98
• No dia anterior à colheita, deve-se eliminar as
ramas, tarefa normalmente executada com enxada.
• A colheita pode ser manual ou mecanizada,
tomando-se o cuidado de evitar ferimentos. Os
equipamentos poderão ser tracionados por animal
ou trator, podendo-se usar arado de aiveca ou de
disco, sulcador ou colheitadeira de batatinha.
• Após a colheita, deixar as batatas secarem ao sol
por um período variável de 30 minutos a três horas.
• As batatas não devem permanecer por mais de três
horas sob o sol, porque podem sofrer queimaduras
o que prejudica a comercialização ou o
armazenamento. 99
Colheita manual da Batata doce

100
Colheita mecanizada

101
Colheita mecanizada

102
Colheita mecanizada

103
• Depois as batatas são levadas para o galpão onde
são lavadas, selecionadas, classificadas e
embaladas.
• A lavagem das batatas prejudica sua conservação,
por isto, quando se pretende guardá-las por mais
tempo é preferível não fazer lavagem.
• Após a embalagem, deve-se proceder a cura, para
a completa cicatrização dos ferimentos e
eliminação de doenças e perdas durante o
armazenamento e comercialização.
• A cura é feita à sombra, em ambiente de alta
temperatura (28 a 30 oC) e alta umidade relativa
do ar (85 a 90%), por quatro a sete dias. 104
105
• Após a cura, as batatas podem ser armazenadas
em local de temperatura amena (13 a 16 oC), alta
umidade (85%) e boa aeração, por período de
até 100 dias.

• Apesar da relativa facilidade de armazenamento


da batata-doce, é recomendável fazer plantios e
colheitas escalonados, evitando-se o
armazenamento por longo período.

106
CLASSIFICAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO
➢A classificação é feita com a separação do
produto em lotes homogêneos:

• Cor da raiz ;
• Comprimento;
• Diâmetro ;
• Qualidade.

107
➢No Brasil → não existem norma oficial para
classificação de raízes de batata doce:

▪ Ceasa-MG
• Extra (Raízes com tamanho de 13-15 cm)→ Peso
médio 200-400 g;
• Especial → Raízes com peso médio >400 g;
• Primeira → Raízes com peso médio 80-200 g.

108
• Nos principais mercados brasileiros
• Extra A → 301 – 400 g;
• Extra → 201 – 300 g;
• Especial → 151 – 200 g;
• Diversas → 80 - 150 g ou acima de 400 g.

• Em mercados menos exigentes


• Extra A → 251 – 500 g;
• Extra → 151 – 250 g;
• Grande → 501 – 800 g;
• Diversas → 80 - 150 g ou acima de 800 g.
109
➢As batatas devem ser :

• lisas, bem conformadas, de formato alongado e


uniforme, isentas de pragas e doenças.

• Defeitos considerados são: danos de insetos,


rachaduras, deformações, danos mecânicos e
esverdeamento.

• As batatas defeituosas ou acima de 800 g são


destinadas à indústria ou à alimentação animal.

110
111
• Ausência de defeitos – As raízes de maior
valor comercial são as lisas, retas, de
formato alongado, com cerca de 20 cm de
comprimento e peso de aproximadamente
300 g.
• Raízes muito longas, tortuosas, com veias, e
danificadas por insetos ou por cortes e
esfolamentos, são menos aceitas pelos
consumidores e comerciantes.

112
➢ O acondicionamento das raízes para o comercio
é feito em caixas tipo K → capacidade 22 a 24 Kg.

113
Batata-doce
(Ipomoea batatas (L.) Lam.)
3ª Parte

Marlei Rosa dos Santos


Engª Agrônoma - DS Fitotecnia
Prof ª UESPI, Campus Cerrado do Alto Parnaíba,
Uruçuí - PI 114
CONTROLE DA SOQUEIRA
➢ A soqueira é constituída por plantas originadas de restos
culturais (ramas, batatas e pedaços de raízes), que
permanecem no solo após a colheita, constituindo
problema sério para os próximos plantios na mesma área,
pois hospeda pragas e doenças, que irão contaminar a
nova cultura. Por isso, recomenda-se, após a colheita,
retirar o máximo possível dos restos culturais da área de
cultivo.

➢ A soqueira é difícil de ser controlada, pois os restos


culturais brotam de forma rápida e desuniforme,
prolongando o período de emergência de novas plantas.

115
Figura - Rebrota (brotações novas) das plantas de batata-doce nas
parcelas pulverizadas com saflufenacil mais glyphosate (a),
flumioxazin mais glyphosate (b) e glyphosate com sequencial de
amônio-glufosinato (c), aos 60 dias após a aplicação dos herbicidas.
116
➢ O controle pode ser feito com a aplicação, no período
da manhã, de 2 Kg ha-1 de glifosato (registrado para
aplicação em áreas não cultivadas), adicionando-se
0,5% de ureia à calda, o que melhora a atividade do
herbicida. Cerca de três a quatro semanas após
aplicação do herbicida, o terreno deve ser arado e
gradeado, catando-se manualmente as batatas e ramas
remanescentes na área.

➢ Em cultivos sucessivos, os escapes da soqueira podem


ser eliminados manualmente ou com aplicações
dirigidas de herbicida. Geralmente, dois anos após esse
manejo, na mesma área, possibilita o retorno de novos
plantios de batata-doce.

117
➢ Custo de produção
Custo de produção de um hectare de batata doce:

Insumos – valor gasto com a compra de materiais,


como: adubo mineral e orgânico, energia elétrica e
água (irrigação), mudas, etc.

Serviços - valor gosto com a contratação de


serviços, mão-de-obra (humana), horas de
maquinas, etc.

Gasto total = Insumos + Serviços


118
Cultivo de Batata doce 1 ha
Insumos
Valor Valor
Descrição Unid. Quant.
unit. Total
Adubo Mineral (4-14-8) t 1,25 1.107,4 1.384,3

Adubo Mineral (20-0-20) t 0,25 1.538,0 384,5

Adubo orgânico (Cama de t 10,0 140,0 1.400,0


frango)
Energia elétrica (Irrigação) Kw/h 2.200,0 0,87 1.914,0

Mudas de batata (Ramas) m3 8,0 80,0 640,00

Sub total = 5.722,8


119
Serviços
Valor Valor
Descrição Unid. Quant.
unit. Total
Adubação de plantio d/h 3 100,0 300,0
Adubação de cobertura d/h 5 100,0 500,0
Aplicação de agrotóxicos d/h 2 120,0 240,0
Colh., classif. e acondicionamento d/h 40 100,0 4.000,0
Enleiramento com microtrator h/m 8 70,0 560,0
Irrigação (Aspersão) d/h 5 100,0 500,0
Marcação (Leiras) d/h 1 100,0 100,0
Preparo e seleção de mudas d/h 2 100,0 200,0
Plantio d/h 5 100,0 500,0
Preparo do solo (Araç e Grad) h/m 5 120,00 600,0
Sub total = 7.500,0
120
Custo de produção de um hectare de batata doce:

Insumos = R$ 5.722,8

Serviços = R$ 7.500,0

Gasto total = 5.722,8 + 7.500,0

Custo de produção = R$13.222,8 por hectare

121
Retorno financeiro com o cultivo de batata doce:

Produtividade = 16.000,0 Kg ha-1 800 cx (20 Kg)

Custo de produção = R$ 13.222,8

Valor pago por cx de 20 Kg de batata = R$ 53,00

Receita bruta = 800 x 53,00 = 42.400,0

Receita líquida = 42.400,00 -13.222,8 = 29.177,2

122
Qual o valor mínimo de venda por caixa para o
produtor não ter prejuízo?

123
Qual o valor mínimo de venda por caixa para o
produtor não ter prejuízo?

Custo de produção = R$ 13.222,8

Produtividade = 800 cx de 20 Kg de batata

Custo de produção de cada cx = 13.222,8 ÷ 800 cx =

Custo de produção = 13.222,8 ÷ 800 = 16,53


V. mínimo para pagar os custos de produção =
16,53 por caixa de 20 Kg.
124
Para o produtor ter um lucro líquido de 11.355,00
por hectare, qual o valor de venda de cada caixa de
20 Kg de batata, com o custo de produção e
produtividade anterior?

125
Para o produtor ter um lucro líquido de 11.355,00
por hectare, qual o valor de venda de cada caixa de
20 Kg de batata, com o custo de produção e
produtividade anterior?
Custo de produção (CP) = R$ 13.222,8
Receita líquida (RL) = 11.355,00
Receita bruta = CP +RL
Receita bruta = 13.222,8 + 11.355,00
Receita bruta = 24.577,8
Produtividade = 800 cx de 20 Kg de batata
Valor de venda de cada cx = 24.577,8 ÷ 800 = ?

Valor de venda por caixa = 24.577,8 ÷ 800 = 30,72


126
REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA
CASALLI, V. W. D. Batata-doce. In. RIBEIRO, A. C.;
GUIMARÃES, P. T. G.; ALVAREZ V., V. H. Recomendações para o
uso de corretivos e fertilizantes em Minas Gerais – 5ª
Aproximação. Viçosa: CFSEMG, 1999. 359p.

FONTES, P. C. R. Sugestão de adubação para hortaliças. In.


RIBEIRO, A. C.; GUIMARÃES, P. T. G.; ALVAREZ V., V. H.
Recomendações para o uso de corretivos e fertilizantes em Minas
Gerais – 5ª Aproximação. Viçosa: CFSEMG, 1999. 359p.

PAULA JUNIOR, T. J.; VENZON, M. 101 culturas: Manual de


tecnologias agrícolas. 2ª ed. Belo Horizonte: EPAMIG, 2019. 935p.

127
Agradeço a atenção

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