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Ministério da Educação

Proposta no Orçamento de Estado 2024

A intervenção do estado na economia

Economia A
Paulo Ribeiro

Madalena Bulhão, nº12


Madalena Godinho, nº13
11ºH
Mariana Sousa, nº 19
21/04/2024

Índice

1. INTRODUÇÃO........................................................................................... 3
1.1. Orçamento de Estado: definição.......................................................3
1.2. Identificação e caracterização das prioridades estratégicas do
OE2024....................................................................................................... 3

2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO......................................................................8
2.1. Medidas do OE2024 e respetivo impacto nas áreas económicas e
sociais educativas....................................................................................... 8
2.2 Análise das despesas e das receitas.....................................................9
2.2.1. Peso das despesas e receitas relativas ao Ministério da
Educação no OE24................................................................................. 10
2.3. Posições partidárias face às propostas e principais alterações á
proposta inicial do Governo.........................................................................10

3. CONCLUSÃO........................................................................................... 11

4. WEBGRAFIA............................................................................................ 11

2
1. INTRODUÇÃO

1.1. Orçamento de Estado: definição

De acordo com a noção do livro “Economia A 11º ano” de uma editora do grupo Leya o
Orçamento de Estado é um documento elaborado pelo governo onde se encontram
previstas as receitas e as despesas públicas, para determinado período de tempo,
geralmente um ano.
O orçamento do Estado dá-nos, portanto, a conhecer as realizações concretas que a
administração se propõe a conduzir, bem como as suas fontes de receita, isto é, as
propostas financeiras da administração para determinado período.
Uma vez que a maior parte das receitas com que a administração fará face às
despesas que se propõe realizar são coletadas aos cidadãos, sob a forma de imposto,
é natural que a elaboração do orçamento obedeça a determinadas regras, prossiga
certas funções compensatórias do esforço exigido às populações e seja aprovada
pelos parlamentos representantes da cidadania.
Em Portugal, é da competência da Assembleia da República aprovar o Orçamento do
Estado, como dispõe a Constituição da República Portuguesa (7º revisão, 2005, de
acordo com a alínea g do artigo 161º).

1.2. Identificação e caracterização das prioridades estratégicas do


OE2024

I) Reforçar rendimentos, para estabilizar o contributo da procura interna


no PIB:

A fim de realizar este reforço de rendimentos, para estabilizar o contributo da


procura interna do PIB, o Orçamento de Estado 2024 engloba uma grande
diversidade de medidas.

Começando pelos aumentos salariais no setor privado, que fixou um referencial de


5%, foi efetuado um reforço do Acordo de Rendimentos, Salários e
Competitividade (assinado a 7 de outubro), que levou a um aumento de mais 7,9%
do salário mínimo nacional, relativamente a 2023, respetivamente de 820 euros

3
por mês. Foram realizados também aumentos salariais na Administração Pública,
respetivamente em 3%. Estes derivam do aumento geral do salário base de 746
mil funcionários públicos., sendo ainda realizadas outras valorizações da mesma,
em 2,4%, como progressões, promoções e revisão e valorização de carreiras.
Sendo assim, verifica-se um aumento do ganho médio de 5,4% nas
Administrações Públicas.

Houve uma atualização, considerada histórica, das pensões com um aumento até
6,2% (significativamente acima da inflação assinalada e prevista) que garante o
poder de compra por parte dos 2,7 milhões de pensionistas que beneficiam da
mesma. Foram, para isso, investidos mais 2 223 milhões de euros.

A redução transversal do IRS para as classes médias atualiza os limites dos


escalões em 3% (inflação esperada), reduz as taxas marginais até ao quinto
escalão e reforça o mínimo de existência. Aplicaram-se mais 1 327 milhões de
euros, dos quais 6 milhões de agregados beneficiam.

Esta redução não foi apenas para as classes médias, mas também para os jovens
que leva a uma maior proteção dos rendimentos dos mesmos. Para isso, realizou-
se um aumento exponencial de beneficiários desde 2020 e das taxas e dos limites
de isenção. No final do quinto ano de trabalho, os 80 mil jovens que beneficiam
desta redução por ano, ficam isentos de menos 86 mil euros. Investiram-se para
isso mais 200 milhões de euros.

Ainda na medida dos jovens, foi efetuado um reforço do rendimento dos mesmos,
através do Prémio Salarial por Formação, que se baseia na atribuição de um
prémio salarial no valor das propinas a licenciados e mestres (ou seja, 250 mil
beneficiários) e um ano de propina por cada ano de trabalho declarado em
Portugal (licenciados: 697euros e mestrado: 1500 euros). Constam para este fim
215 milhões de euros. Foi ainda implementada a gratuitidade dos transportes
públicos até aos 23 anos para estudantes do ensino básico, secundário e superior,
que leva também ao incentivo da mobilidade sustentável, a 1,7 milhões de
crianças e jovens. E, sendo assim, o Estado aplicou 126 milhões de euros nesta
medida.

Tendo em conta o grave problema de acesso á habitação na atualidade, foi feita


uma redução dos encargos com o crédito à habitação, através da bonificação dos
juros entre o valor do indexante e 3% até ao 6º escalão sem diferenciação e com
um limite anual de 800 euros. Os 200 milhões de euros investidos beneficiam 200

4
mil contratos de crédito. Foi ainda efetuada uma redução e estabilização das
prestações em 70% da taxa Euribor a 6 meses durante 2 anos, não havendo,
ainda, um aumento do valor em dívida e havendo diferença amortizada sem
comissões. Beneficiam desta medida 800 a 900 mil contratos de crédito.

No âmbito da habitação, foi ainda realizada uma redução das rendas que promove
o acesso à habitação, através do apoio à renda (250 milhões de euros), da Porta
65 (37 milhões de euros), do incentivo fiscal à habitação de trabalhadores (2
milhões de euros), do arrendamento para subarrendamento (5 milhões de euros),
do 1º Direito (330 milhões de euros), da habitação a custos acessíveis (216
milhões de euros) e da bolsa de alojamento urgente e temporária (48 milhões de
euros).

Em seguida, temos o reforço do abono de família entre 25% a 30% de aumento,


que corresponde a mais 22 euros por mês que lava a um aumento estrutural de
246 euros por ano. Para isso foi implementada uma internalização do apoio de 15
euros por criança ou jovem e uma adição de 7 euros por compensação do IVA
Zero. Teve um custo orçamental de 320 milhões de euros e beneficia 1 milhão e
150 mil crianças e jovens.

O alargamento da gratuitidade das creches para crianças que ingressam até ao


terceiro ano de creche, em setembro de 2024, abrange a rede do setor social e
solidário e complementa o setor lucrativo, tendo um aumento até aos 3 anos. O
investimento foi de 100 milhões de euros que são benéficos para 120 mil crianças.

O reforço do complemento solidário para idosos leva a uma convergência integral


para limitar a pobreza através da antecipação em dois anos, face ao previsto no
programa do Governo (mais 62, 45 euros) do qual beneficiam, atualmente, 130 mil
idosos. No total, houve um investimento de mais 55 milhões de euros.

Para finalizar as medidas desta prioridade estratégica, temos presente o reforço do


RSI (convergência com a pensão social), com proteção garantida reforçada,
indexação a 45% do IAS e aproximadamente 28 euros por mês. 30 milhões de
euros investidos beneficiam 180 mil pessoas.

Concluindo, a aplicação destas medidas no âmbito da primeira prioridade


estratégica, irão ter um impacto positivo, promovendo um maior rendimento líquido
para os jovens trabalhadores, famílias e pensionistas.

5
II) Promover o investimento, para aumentar a produtividade e a
competitividade:

Para que seja possível promover o investimento de forma a aumentar a


produtividade a competitividade, foram feitos reforços orçamentais de acordo
com as prioridades da população portuguesa, ou seja a saúde (1.209 milhões
de euros), a habitação (336 milhões de euros), a educação (297 milhões de
euros) e a Ciência e Ensino Superior (182 milhões de euros).

Começando, então, pela saúde, foi efetuada uma aposta de mais 10% no
Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2024 relativamente a 2023. No entanto é
interessante referir que entre 2015 e 2023 houve um reforço de 72% no que
toca a transferências para o SNS. Em termos de investimentos estruturantes, a
saúde beneficiou de 216 milhões de euros.

Uma vez que referimos os investimentos estruturantes, é importante referir que


foram gastos 3681 milhões de euros nos mesmos, distribuídos pelos seus
principais eixos. São estes as alterações climáticas (1.577 milhões de euros), a
habitação e coesão territorial (470 milhões de euros), a educação (414 milhões
de euros), a sociedade digital, criatividade e inovação (354 milhões de euros) a
saúde (já referida anteriormente), entre outros, nos quais se investiram 265
milhões de euros.

Quanto à promoção de investimento empresarial, foram tomadas múltiplas


medidas. Iniciando pelo Reforço do Incentivo á Capitalização de Empresas
(ICE), no qual foram investidos 180 milhões de euros e que se baseia no
reforço da dedução em IRC dos aumentos de capital próprio, definição de uma
taxa anual EURIBOR, uma majoração de 50% em 2024 e estabelecimento de
um limite anual maior entre 2 milhões de euros ou 30% EBITDA. De seguida
temos os incentivos fiscais à investigação científica e inovação, que tem em
consideração a atração de quadros altamente qualificados no âmbito da
investigação científica e I&D empresarial, estabelecimento da taxa de IRS de
20% durante 10 anos e uma dedução do IRC no que toca às despesas com

6
postos de trabalho qualificados (contratos fiscais de investimento, RFAI e
SIFIDE). No valor de 50 milhões de euros foi realizado um incentivo fiscal à
valorização salarial que engloba a majoração em IRC de 50% dos custos com
valorização salarial, sendo esta valorização igual ou superior a 5%. Aplica-se a
empresas com IRCT. Por fim, temos uma redução das tributações autónomas
sobre viaturas (10% para 8,5%; 27,5% para 25,5%; 35% para 32,5%) cujo
investimento é de 35 milhões de euros.

Por fim, nesta segunda prioridade estratégica, vemos presente um reforço do


incentivo à capitalização das empresas (ICE) através do aumento da dedução
em sede de IRC, do estímulo ao uso de capitais próprios versus capital alheio/
endividamento e da dedução aplicada ao aumento de capital alterada. Esta
medida teve um custo de 180 milhões de euros beneficiando todas as
empresas, desde PME’s, Small Mid Cap’s e grandes empresas. Este custo
teve um aumento de 50% em 2024 face a 2023.

III) Proteger o futuro das atuais e novas gerações:

Nesta última prioridade estratégica, pretende-se, como indica o nome, proteger


o futuro quer das gerações atuais quer das gerações futuras.

Desta forma, podemos começar por referir o reforço do Fundo de Estabilização


Financeira da Segurança Social que assegura a estabilização do sistema
contributivo, sendo que em 2023 foram investidos 2.634 milhões de euros no
mesmo.

Existe ainda o Fundo para o Investimento Estruturante Pós-2026, que


responde a uma dupla necessidade, sendo este dirigido a investimentos
públicos privados e financiado com verbas de saldos orçamentais positivos e
outras fontes, como por exemplo, concessões. Este fundo teve início em 2023
com um custo de 2 milhões de euros.

IV) Previsões de resultados em 2024

De acordo com estas três prioridades estratégicas e as suas respetivas


medidas, foram efetuadas algumas previsões relacionadas com os
possíveis e esperados resultados para 2024, após as mesmas serem
aplicadas.

7
O Estado prevê que a procura interna estabilize a economia, que a
convergência prossiga a um ritmo acelerado, que a balança externa se
mantenha excedentária, que a taxa de desemprego estabilize e que a
empregabilidade cresça e que desta forma Portugal mantenha um
orçamento equilibrado para que possa abandonar o grupo dos países mais
endividados da Área Euro.

2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

2.1. Medidas do OE2024 e respetivo impacto nas áreas económicas e


sociais educativas

As políticas e medidas são um programa governamental destinado ao bem-estar da


população e com o objetivo de satisfazer as necessidades do mundo atual. Com estas,
existe uma introdução contínua de alterações e melhorias a nível curricular. Através
da aplicação destas medidas e programas, devido à adoção de dinâmicas de inovação
por parte das escolas, ao reforço e cuidado na supervisão e acompanhamento nas
dificuldades de aprendizagem e por último à diversificação e adaptação das ofertas
formativas, pretendendo ter uma escola mais inclusiva, foi possível reduzir o abandono
escolar e manter a tendência de melhoria de aprendizagens.

No COVID-19, que afetou negativamente as escolas, conseguimos observar através


da resposta do sistema educativo a esta pandemia a sua capacidade de resiliência,
tendo o plano de recuperação das aprendizagens contribuído para diminuir a
intensidade destes efeitos.

Foram realizados estudos, onde é possível identificar as áreas curriculares onde as


dificuldades persistem e a disparidade regional a estas associadas, havendo assim
uma prioridade em agir nas áreas curriculares onde são necessárias uma intervenção
mais aprofundada, tais como algumas populações estudantis com menos
vulnerabilidade, comunidades ciganas e o aumento de alunos migrantes.

I — Estabilidade e atratividade da carreira docente

Esta é uma política no qual o Governo tem vindo a fazer um esforço significativo,
valorizando assim a carreira docente, reduzindo a instabilidade e aumentando a
atração da população jovem para a realização desta profissão. É relevante destacar o
aumento do número de quadros de zona pedagógica, que se destinam a satisfazer as

8
necessidades não permanentes dos estabelecimentos de educação ou ensino e de
apoiar e reforçar ideias, estabelecimentos, atividades e medidas a estas destinadas,
passando de 10 para 63 unidades, o que foi bastante positivo por permitir a redução
de distâncias internas para um máximo de 50 quilómetros.

Em 2024, serão reforçadas as vagas de quadro de escola que permitirão efetivar


professores em escolas e agrupamentos não agrupadas. A vinculação dinâmica, que
permite aos docentes que tenham pelo menos três anos de trabalho em escolas
públicas candidatarem-se, reduziu o tempo médio necessário para a entrada nos
quadros, vinculando 8 mil docentes em 2023.

Em resposta a dois dos problemas mais antigos das carreiras docentes, a baixa
fixação de professores a escolas concretas e a precariedade, foram introduzidas
diversas medidas, com base na experiência e no trabalho desenvolvido ao longo de
2023.

Como exemplo de medidas aplicadas, foram a criação de mais dois níveis


remuneratórios para os professores contratados, a criação de condições de ingresso
na carreira para os professores das escolas portuguesas no estrangeiro e das escolas
artísticas e a introdução de medidas de agilização da substituição de docentes.

Relativamente à atratividade da carreira docente, o Governo apostará em estágios


remunerados com condições adequadas de acolhimento e orientação nas escolas.

O programa Apoio à renda será adaptado e será operado para subsidiar os


professores colocados em regiões onde os custos de habitação são elevados, tais
como as regiões de Lisboa, Vale do Tejo e Algarve, e que trabalhem em escolas a
mais de 70 quilómetros da sua área de residência sempre que o valor dos seus
encargos com o alojamento ultrapasse a taxa de esforço de 35%.

II- Modernização e desburocratização do sistema educativo

Ao longo do tempo tem ocorrido uma modernização significativa, prevendo para 2024
um aumento dos indivíduos com acesso a instrumentos tecnológicos relativos à
educação e um aumento da acessibilidade por conta deste. Nas práticas pedagógicas
em sala de aula, foram dados vários passos relativos à transição digital na educação,
nos dias de hoje os estabelecimentos de ensino da rede pública têm rácios de aluno
por computador bastante significativos, quando em 2015 o valor era de 3.9 e agora de
1.2 alunos por computador com acesso à Internet.

9
A modernização verifica-se através dos avanços significativos na informatização dos
serviços administrativos, na integração do pensamento computacional no currículo
nacional, na instalação de laboratórios de educação digital, no desenvolvimento de
mecanismos de avaliação externa em formato digital, na modernização do ensino
profissional e por último, na continuidade da formação para a capacitação digital dos
docentes. Os investimentos acima referidos, provocam uma maior inovação
pedagógica, uma educação onde a literacia digital dos alunos é assegurada e criam
condições para a formação adequada para as necessidades do mundo atual, que com
o tempo é cada vez mais avançado e modernizado. Sendo estes, a base para a
implementação de novos processos, como os processos de avaliação e a transição
digital dos manuais e de outros recursos pedagógicos, que serão aprofundados no
próximo ano letivo.

O processo de desburocratização, um processo de simplificação e eliminação de


burocracias e formalidades desnecessárias nos procedimentos administrativos
associada ao trabalho docente quanto ao nível dos procedimentos e articulação entre
as escolas e os serviços centrais do Ministério da Educação, é uma vertente essencial
da modernização do sistema educativo, que em 2024 avançará de forma substantiva.

III — Promoção do sucesso educativo e combate ao abandono escolar

O Governo, no ano letivo 2023-2024, aprovou o plano 23/24 Escola+, reconhecendo a


presença de défices de aprendizagens relacionados à pandemia de COVID-19,
assumindo assim o plano e tendo foco nos alunos que ainda demonstram falhas nas
suas aprendizagens e que é de grande importância recuperar.

O Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, criado com a intenção de, no


âmbito da promoção do sucesso educativo e do combate às situações de abandono
escolar, concretizar os objetivos definidos pelo Governo como prioritários desde o
início das diferentes legislaturas, é então importante continuar a desenvolver
estratégias que deem resposta às comunidades que necessitam de uma maior
intervenção a este nível. Assim, tendo em conta os objetivos, serão realizados em
2024 projetos de promoção do sucesso educativo tendo em conta as regiões, com
especial atenção nas regiões do Alentejo e do Algarve, e também para alunos das
comunidades ciganas, promovendo formas de articulação entre os municípios e as
escolas, devido à procura dos mesmos de uma intervenção integrada junto das suas
comunidades.

10
Tendo em conta o aumento da frequentação de alunos imigrantes nas escolas, o que
contribuí positivamente para o rejuvenescimento demográfico, de onde retiramos
benefícios para a economia e sociedades locais, será reforçada e diversificada a oferta
formativa ao nível do Português Língua Não Materna, essencial para a integração e
sucesso destes alunos.

Para melhorar a resposta às necessidades dos alunos com necessidades


terapêuticas, o Orçamento do Estado atual atribuiu um reforço de 25% do
financiamento dos Centros de Recurso para a Inclusão (CRI), porém esta será feita a
revisão do modelo de financiamento para adequar cada vez mais a resposta à
necessidade dos alunos, e a atualização do financiamento dos Colégios de Educação
Especial.

Nos últimos anos, ocorreram fortes investimentos na formação dos professores, dando
então continuidade a esta por ser um forte preditor da qualidade do ensino e das
aprendizagens. Devido à tecnologia, foi possível desenvolver por exemplo «cursos
online abertos e massivos» (MOOC — Massive Open Online Course), para prosseguir
a formação nas áreas da educação inclusiva, da matemática, das competências
digitais, dando-se início a percursos formativos para o acompanhamento dos novos
professores e para a atualização científica dos docentes.

IV — Inovação, diversificação e flexibilidade curricular no ensino secundário

A variedade das ofertas educativas no ensino secundário é essencial para o sucesso


dos alunos, numa resposta mais completa à diversidade dos seus perfis. Com isto, o
Governo fará um debate público sobre o ensino secundário, tanto do seu ponto de
vista como na perspetiva de um aprofundamento da flexibilidade curricular.

No ensino profissional, será consolidada a dinâmica criada com os primeiros Centros


Tecnológicos Especializados (CTE), implementados em 2023. Estes novos centros,
com perfis de especialização nas áreas da indústria, energias renováveis, informática
e digital, permitem hoje ter uma melhor resposta às necessidades de qualificação dos
jovens e aos desafios da economia. E assim, em 2024, serão instalados os novos CTE
aprovados na segunda fase de candidaturas.

V — Educação e formação de adultos

11
O Programa Qualifica, criado em 2017, tem vindo a cumprir os seus objetivos de
permitir aos adultos que abandonaram e, assim não concluíram um nível de ensino,
básico ou secundário, ou que não possuem uma qualificação profissional, de estudar.
E com este programa vai se suceder uma redução dos défices de qualificação da
população ativa, atingindo no último ano a meta de certificações, com 1.3 milhões
destas mesmas. Encontra-se concluído o procedimento de aprovação das
candidaturas para os primeiros Projetos Locais Promotores de Qualificação, dando
cumprimento ao Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do Programa
Qualifica, que deste modo terão respostas integradas para os adultos com muito
baixas qualificações e níveis de literacia muito fracos.

O Acelerador Qualifica, um novo incentivo atribuído aos adultos que, reunindo


determinadas condições de elegibilidade, concluam uma qualificação escolar ou
profissional em processo de reconhecimento, validação e certificação de
competências, continuará a apoiar financeiramente esses mesmos.

VI — Escolas portuguesas no estrangeiro

O Governo tem vindo cada vez mais a reforçar as redes de escolas portuguesas no
estrangeiro, tendo em conta duas razões fundamentais.

Em primeiro lugar, com as redes de escolas portuguesas no estrangeiro, ocorre uma


difusão da língua portuguesa e da sua permanência e crescimento nos países onde se
instalam

Em segundo lugar, estas têm um papel inequívoco no apoio ao diálogo entre


diferentes povos e nações como laço de união, geradora de condições únicas de
cooperação e reforço das afinidades históricas e culturais entre países, contribuindo
assim para as relações entre Portugal e esses países.

Nas redes de escolas portuguesas no estrangeiro, é possível destacar as que estão


presentes em Angola (Lubango), Moçambique (Beira) Cabo Verde (Mindelo), com a
publicação do quadro jurídico, como à criação das Escolas de São Paulo e Guiné-
Bissau. É de salientar também, que os objetivos acima referidos se demonstram
cumpridos pela procura crescente das escolas portuguesas de São Tomé e Príncipe,
Timor-Leste e Macau.

12
Tabela 1. Despesas por medida do programa (em milhões de euros)

Ao analisarmos a tabela 1, podemos verificar que, em programas e medidas


relacionadas com o sistema de educação, foi realizado um investimento total de
7 859,1 milhões de euros. É possível perceber que a medida 017 – Educação –
Estabelecimentos de Ensino Não Superior é a que apresenta um maior peso no valor
total investido, no valor de 6 593,8 milhões de euros (corresponde a 83,9%).
Seguidamente temos a medida 102 – Plano de Recuperação e Resiliência, com um
investimento de 829,3 milhões de euros, ou seja, 10,6%.

13
2.2 Análise das despesas e das receitas

Tabela 2. Conta do Programa Orçamental (em milhões de euros)

14
2.2.1. Peso das despesas e receitas relativas ao Ministério da Educação no
OE24

2.3. Posições partidárias face às propostas e principais


alterações á proposta inicial do Governo

O país é representado pela a Assembleia da República, constituída pelos Deputados.


Estes, são eleitos a partir de uma votação secreta e direta. Os Portugueses dirigem-se
para as urnas em tempos de eleições e após ouvirem ou verem debates, ideias e
propostas selecionam, sabendo que a sua escolha é importante, o partido que
consideram que deveria assumir o cargo. O número de deputados de cada partido é
obtido em relação à contagem de votos.

Orientação dos partidos, onde se encontram

15
Imagem 1. Orientação dos partidos

No gráfico acima podemos ver a posição dos diferentes partidos relativamente às


respetivas ideologias politicas representadas pela esquerda e pela direita. Numa altura
em que se fala muito de extremos, quisemos evidenciar os partidos mais "radicais" à
esquerda, O PCP e BE, e os partidos mais "radicais" à direita, o Chega.

Relativamente ao Bloco Central, vemos essencialmente 3 partidos. O PS e o PAN


posicionados à esquerda do centro, e o PSD posicionado à direita.

Desde 2015, após um período conturbado com um governo chefiado por Pedro
Passos Coelho, em que Portugal foi submetido ao programa da troika devido a um
período marcado por duas recessões, e que teve influencia na dívida pública, no PIB,
bem como noutros indicadores económicos, sucedeu-lhe António Costa, secretário
geral do Partido Socialista, até 2024.

Em 2022, o Partido Socialista (P.S) ganhou com uma percentagem de 41,68% e com
um total de 117 deputados, sendo que em segundo ficou o PSD, Partido Social
Democráta, com um valor percentual de 29,27 e com 76 deputados. Os dados
anteriores permitem-nos concluir que o Partido Socialista ganhou com uma maioria
absoluta.

Maioria Absoluta traduz-se quando o número de deputados que compõem a


Assembleia da República ultrapassa a metade do número total. Ou seja, o número
subsequente à metade de todos os membros.

16
O Parlamento Português é constituído por uma câmara de deputados com 230
membros, pelo que se um partido tiver 116 ou mais deputados, terá maioria absoluta.

Apesar de estas eleições ocorrerem de 4 em 4 anos, em 2024, na sequência de


suspeitas levantadas contra o Primeiro Ministro, António Costa, por alegada prática de
crimes de prevaricação que levaram à sua demissão, o Presidente da República
dissolve o parlamento e convoca eleições antecipadas.

A estas eleições concorreram vários partidos, tendo a Aliança Democrática, que tem
como presidente Luís Montenegro, saído vencedora das mesmas.
Esta Aliança, inicialmente formada em 1979 por Francisco Sá Carneiro, foi restaurada
a 21 de Dezembro de 2023, mantendo a coligação Partido Social Democrata (PSD),
CDS-PP Partido Popular e o Partido Popular Monárquico (PPM), adicionando também
na sua constituição uma plataforma de independentes.

Análise das propostas de alteração

Admitida Retiradas Prejudicadas Rejeitadas Aprovadas


s
PS 127 5 0 0 122
PSD 307 1 2 287 17
CH 441 10 0 431 0
IL 58 5 2 50 1
PCP 508 7 0 491 10
BE 184 6 0 174 4
PAN 160 2 0 132 26
L 153 7 3 117 26
Total 1938 43 7 1682 206
Tabela 3. Análise Geral (propostas de alteração)

A partir da tabela, conseguimos entender de forma geral, quantas propostas foram


admitidas, retiradas, prejudicadas, rejeitadas e aprovadas respetivamente, referente
aos Partidos Políticos com assento parlamentar. Foi entregue um total de 1938
propostas, sendo que Portugal nunca tinha tido um valor tão elevado no passado.

Ao analisar o total de propostas, verificamos que existe uma grande diferença entre os
partidos. Exemplo disso é a IL, Iniciativa Liberal, que tem o menor número de
propostas submetidas, com um total de 58 e que representa um valor percentual de
2,99, enquanto o partido PCP e Chega, por outro lado, lideram com 508 e 441

17
propostas entregues, tendo um peso de 26,21% e 22,75% respetivamente. Esta
análise traduz uma diferença de aproximadamente 23,22% (26,21% - 2,99%).

As propostas rejeitadas e aprovadas também são um fator importante e interessante


de avaliação. Neste caso, podemos ver que o Partido Socialista é o único partido que
se encontra com 0 propostas rejeitadas. Já pelo contrário, o Chega apresenta 0
propostas aprovadas e 431 rejeitadas, que representa uma disparidade bastante
elevada, não sendo no entanto o único, poi o PSD, PCP, IL e todos os restantes
também apresentam um número significativo de medidas rejeitadas.

Para finalizar, a tabela permite-nos ter uma visão ampla e simplificada das propostas
que foram apresentadas, permitindo observar uma variedade de perspectivas e
resultados entre s partidos, que ajudará a compreender, não só o desempenho que
cada partido terá como também o seu impacto no Orçamento de Estado.

Como acontece a aprovação das propostas

No início das Legislaturas, diversos partidos, isto é, o governo, apresenta propostas


para as alterações que considera eficazes. Estas propostas são apresentadas à
Assembleia e nela são discutidos e debatidos os respetivos temas face à primeira
proposta do Orçamento Estado.

Após a entrega dos objetivos, ocorre por parte da Assembleia, a sua análise, que
consiste na avaliação das adaptações. Tomam-se decisões e decorrem alterações das
respetivas medidas em relação ao nível governamental e também, são autorizadas as
verbas.

A fase da Aprovação, tem como duração máxima 50 dias, perante a Lei de


Enquadramento Orçamental. E sucede-se da seguinte maneira:
Primeiro, As seguintes propostas são votadas na geral idade e após estas votações
são aprovadas ou reprovadas. Caso sejam aprovadas decorre então, uma discussão
especializada e diretamente sobre o tema. Já em relação a serem recusadas os
grupos parlamentares podem propor alterações e novos artigos.

18
Por fim, por, verifica-se a análise da Lei do Orçamento do Estado, já sob a forma de
decreto da Assembleia da República, pelo Presidente da República.

O Ministério da Educação

Em 2024, é criado o Ministério da Educação resultante de dois organismos.


(explicação da junção dos dois ministérios)
Porém, iremos focar-nos apenas no Ministério da Educação em relação ao Ensino
Básico.

Propostas de alteração aprovadas e rejeitadas dos diferentes partidos:

O Ministério da Educação apresenta uma grande quantia de propostas rejitadas tais


como:

 Proposta do grupo Parlamentar Chega

“Artigo 111º - A
Extensão da gratuitidade dos manuais escolares aos alunos das escolas particulares
ou cooperativas
1- No ano letivo de 2024/2025, o Governo assegura as verbas necessárias para o
alargamento do regime de gratuitidade dos manuais escolares, legalmente previsto,
dentro da escolaridade obrigatória, a todos os alunos que frequentem o ensino privado
e cooperativo, nomeadamente, possibilitar acesso a recursos educativos digitais de
qualidade, manuais digitais e repositórios de Recursos Educativos Digitais (RED).
2- A distribuição gratuita dos manuais escolares prevista no n.º 1 obedece ao princípio
da reutilização.
3- O membro do Governo responsável pela área da educação define os
procedimentos e condições de disponibilização gratuita, uso, devolução e reutilização
dos manuais escolares”

O Chega com esta proposta pretendia, fornecer manuais escolares gratuitos não só
para o ensino público mas também, para o ensino particular e cooperativo. Considera

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que vai contra a igualdade e interfere na liberdade de escolha que os pais têm na
decisão da escola dos filhos.

 Proposta do Bloco de Esquerda

“Artigo- 119.º-K
Promoção da língua mirandesa
1 - Em 2023, o Governo, após um processo de consulta envolvendo a autarquia de
Miranda do Douro, as escolas com ensino de Mirandês e todas as associações que
desenvolvam atividades de estudo e divulgação do Mirandês, define e operacionaliza
estratégias de proteção e promoção da língua mirandesa como língua viva, bem como
a criação de uma unidade orgânica própria.
2 - Para os efeitos do número anterior, o Governo prevê uma dotação orçamental de
até
100 000 (euro)”

O Bloco de Esquerda a partir desta proposta pertende reviver a lingua Mirandesa,


nome de uma língua falada no Nordeste de Portugal, pois esta está a morrer, ou seja,
a ser esquecida.
 Partido Comunista Português

“Artigo 139.º
A Escola Artística de Música do Conservatório Nacional

1 – Até ao fim do ano letivo de 2023/2024 o Governo conclui a reabilitação da Escola


Artística de Música do Conservatório Nacional, com vista à reabertura da sua sede no
início do ano letivo de 2024/2025.
2 – Sem prejuízo do previsto no número anterior, o Governo, através do Ministério da
Educação, garante o financiamento necessário ao regular funcionamento do espaço
temporário onde se encontra a Escola Artística de Música do Conservatório Nacional.”

Já como alteração de propostas aprovadas temos apenas a Proposta do Livre:

“Artigo 139º-B

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Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania Em 2024, o Governo, através do
Ministério da Educação e da Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações, reavalia
a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania:
a) estabelecendo medidas concretas para implementação;
b) definindo metas temporais de operacionalização;
c) definindo mecanismos de avaliação da respetiva implementação;
d) adequando os objetivos de implementação ao normativo nacional e internacional
em vigor.”

3. CONCLUSÃO

Em conclusão, o Orçamento de Estado 2024, baseia-se no desenvolvimento


socioeconómico do país, refletindo os esforços do governo em equilibrar as
necessidades da população portuguesa, que se encontra em constante
desenvolvimento. No entanto, é importante reconhecer que o sucesso destas políticas
orçamentais implementadas não depende apenas da quantidade de recursos
disponíveis, mas também da eficácia e da boa gestão dos mesmos. Ao cumprir com
todos estes aspetos, será possível melhorar e desenvolver o país tanto em termos
macroeconómicos como em termos sociais.

Relativamente ao Ministério da Educação, este visa um compromisso quanto à


melhoria do sistema educacional do país. Sendo este um dos principais pilares para o
desenvolvimento socioeconómico português, recebeu um investimento significativo.

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Este investimento prioriza o desenvolvimento das qualificações dos jovens (uma vez
que estes constituem o futuro do país), a modernização das infraestruturas escolares,
o incentivo aos avanços tecnológicos nas escolas e a igualdade de oportunidades no
acesso à educação. É importante não deixar de reforçar, a relevância de uma boa
gestão das medidas implementadas e garantir que a educação se mantém uma
prioridade para o desenvolvimento de Portugal.

4. WEBGRAFIA

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