Trabalho Escrito
Trabalho Escrito
Economia A
Paulo Ribeiro
Índice
1. INTRODUÇÃO........................................................................................... 3
1.1. Orçamento de Estado: definição.......................................................3
1.2. Identificação e caracterização das prioridades estratégicas do
OE2024....................................................................................................... 3
2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO......................................................................8
2.1. Medidas do OE2024 e respetivo impacto nas áreas económicas e
sociais educativas....................................................................................... 8
2.2 Análise das despesas e das receitas.....................................................9
2.2.1. Peso das despesas e receitas relativas ao Ministério da
Educação no OE24................................................................................. 10
2.3. Posições partidárias face às propostas e principais alterações á
proposta inicial do Governo.........................................................................10
3. CONCLUSÃO........................................................................................... 11
4. WEBGRAFIA............................................................................................ 11
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1. INTRODUÇÃO
De acordo com a noção do livro “Economia A 11º ano” de uma editora do grupo Leya o
Orçamento de Estado é um documento elaborado pelo governo onde se encontram
previstas as receitas e as despesas públicas, para determinado período de tempo,
geralmente um ano.
O orçamento do Estado dá-nos, portanto, a conhecer as realizações concretas que a
administração se propõe a conduzir, bem como as suas fontes de receita, isto é, as
propostas financeiras da administração para determinado período.
Uma vez que a maior parte das receitas com que a administração fará face às
despesas que se propõe realizar são coletadas aos cidadãos, sob a forma de imposto,
é natural que a elaboração do orçamento obedeça a determinadas regras, prossiga
certas funções compensatórias do esforço exigido às populações e seja aprovada
pelos parlamentos representantes da cidadania.
Em Portugal, é da competência da Assembleia da República aprovar o Orçamento do
Estado, como dispõe a Constituição da República Portuguesa (7º revisão, 2005, de
acordo com a alínea g do artigo 161º).
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por mês. Foram realizados também aumentos salariais na Administração Pública,
respetivamente em 3%. Estes derivam do aumento geral do salário base de 746
mil funcionários públicos., sendo ainda realizadas outras valorizações da mesma,
em 2,4%, como progressões, promoções e revisão e valorização de carreiras.
Sendo assim, verifica-se um aumento do ganho médio de 5,4% nas
Administrações Públicas.
Houve uma atualização, considerada histórica, das pensões com um aumento até
6,2% (significativamente acima da inflação assinalada e prevista) que garante o
poder de compra por parte dos 2,7 milhões de pensionistas que beneficiam da
mesma. Foram, para isso, investidos mais 2 223 milhões de euros.
Esta redução não foi apenas para as classes médias, mas também para os jovens
que leva a uma maior proteção dos rendimentos dos mesmos. Para isso, realizou-
se um aumento exponencial de beneficiários desde 2020 e das taxas e dos limites
de isenção. No final do quinto ano de trabalho, os 80 mil jovens que beneficiam
desta redução por ano, ficam isentos de menos 86 mil euros. Investiram-se para
isso mais 200 milhões de euros.
Ainda na medida dos jovens, foi efetuado um reforço do rendimento dos mesmos,
através do Prémio Salarial por Formação, que se baseia na atribuição de um
prémio salarial no valor das propinas a licenciados e mestres (ou seja, 250 mil
beneficiários) e um ano de propina por cada ano de trabalho declarado em
Portugal (licenciados: 697euros e mestrado: 1500 euros). Constam para este fim
215 milhões de euros. Foi ainda implementada a gratuitidade dos transportes
públicos até aos 23 anos para estudantes do ensino básico, secundário e superior,
que leva também ao incentivo da mobilidade sustentável, a 1,7 milhões de
crianças e jovens. E, sendo assim, o Estado aplicou 126 milhões de euros nesta
medida.
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mil contratos de crédito. Foi ainda efetuada uma redução e estabilização das
prestações em 70% da taxa Euribor a 6 meses durante 2 anos, não havendo,
ainda, um aumento do valor em dívida e havendo diferença amortizada sem
comissões. Beneficiam desta medida 800 a 900 mil contratos de crédito.
No âmbito da habitação, foi ainda realizada uma redução das rendas que promove
o acesso à habitação, através do apoio à renda (250 milhões de euros), da Porta
65 (37 milhões de euros), do incentivo fiscal à habitação de trabalhadores (2
milhões de euros), do arrendamento para subarrendamento (5 milhões de euros),
do 1º Direito (330 milhões de euros), da habitação a custos acessíveis (216
milhões de euros) e da bolsa de alojamento urgente e temporária (48 milhões de
euros).
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II) Promover o investimento, para aumentar a produtividade e a
competitividade:
Começando, então, pela saúde, foi efetuada uma aposta de mais 10% no
Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2024 relativamente a 2023. No entanto é
interessante referir que entre 2015 e 2023 houve um reforço de 72% no que
toca a transferências para o SNS. Em termos de investimentos estruturantes, a
saúde beneficiou de 216 milhões de euros.
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postos de trabalho qualificados (contratos fiscais de investimento, RFAI e
SIFIDE). No valor de 50 milhões de euros foi realizado um incentivo fiscal à
valorização salarial que engloba a majoração em IRC de 50% dos custos com
valorização salarial, sendo esta valorização igual ou superior a 5%. Aplica-se a
empresas com IRCT. Por fim, temos uma redução das tributações autónomas
sobre viaturas (10% para 8,5%; 27,5% para 25,5%; 35% para 32,5%) cujo
investimento é de 35 milhões de euros.
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O Estado prevê que a procura interna estabilize a economia, que a
convergência prossiga a um ritmo acelerado, que a balança externa se
mantenha excedentária, que a taxa de desemprego estabilize e que a
empregabilidade cresça e que desta forma Portugal mantenha um
orçamento equilibrado para que possa abandonar o grupo dos países mais
endividados da Área Euro.
2. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Esta é uma política no qual o Governo tem vindo a fazer um esforço significativo,
valorizando assim a carreira docente, reduzindo a instabilidade e aumentando a
atração da população jovem para a realização desta profissão. É relevante destacar o
aumento do número de quadros de zona pedagógica, que se destinam a satisfazer as
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necessidades não permanentes dos estabelecimentos de educação ou ensino e de
apoiar e reforçar ideias, estabelecimentos, atividades e medidas a estas destinadas,
passando de 10 para 63 unidades, o que foi bastante positivo por permitir a redução
de distâncias internas para um máximo de 50 quilómetros.
Em resposta a dois dos problemas mais antigos das carreiras docentes, a baixa
fixação de professores a escolas concretas e a precariedade, foram introduzidas
diversas medidas, com base na experiência e no trabalho desenvolvido ao longo de
2023.
Ao longo do tempo tem ocorrido uma modernização significativa, prevendo para 2024
um aumento dos indivíduos com acesso a instrumentos tecnológicos relativos à
educação e um aumento da acessibilidade por conta deste. Nas práticas pedagógicas
em sala de aula, foram dados vários passos relativos à transição digital na educação,
nos dias de hoje os estabelecimentos de ensino da rede pública têm rácios de aluno
por computador bastante significativos, quando em 2015 o valor era de 3.9 e agora de
1.2 alunos por computador com acesso à Internet.
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A modernização verifica-se através dos avanços significativos na informatização dos
serviços administrativos, na integração do pensamento computacional no currículo
nacional, na instalação de laboratórios de educação digital, no desenvolvimento de
mecanismos de avaliação externa em formato digital, na modernização do ensino
profissional e por último, na continuidade da formação para a capacitação digital dos
docentes. Os investimentos acima referidos, provocam uma maior inovação
pedagógica, uma educação onde a literacia digital dos alunos é assegurada e criam
condições para a formação adequada para as necessidades do mundo atual, que com
o tempo é cada vez mais avançado e modernizado. Sendo estes, a base para a
implementação de novos processos, como os processos de avaliação e a transição
digital dos manuais e de outros recursos pedagógicos, que serão aprofundados no
próximo ano letivo.
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Tendo em conta o aumento da frequentação de alunos imigrantes nas escolas, o que
contribuí positivamente para o rejuvenescimento demográfico, de onde retiramos
benefícios para a economia e sociedades locais, será reforçada e diversificada a oferta
formativa ao nível do Português Língua Não Materna, essencial para a integração e
sucesso destes alunos.
Nos últimos anos, ocorreram fortes investimentos na formação dos professores, dando
então continuidade a esta por ser um forte preditor da qualidade do ensino e das
aprendizagens. Devido à tecnologia, foi possível desenvolver por exemplo «cursos
online abertos e massivos» (MOOC — Massive Open Online Course), para prosseguir
a formação nas áreas da educação inclusiva, da matemática, das competências
digitais, dando-se início a percursos formativos para o acompanhamento dos novos
professores e para a atualização científica dos docentes.
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O Programa Qualifica, criado em 2017, tem vindo a cumprir os seus objetivos de
permitir aos adultos que abandonaram e, assim não concluíram um nível de ensino,
básico ou secundário, ou que não possuem uma qualificação profissional, de estudar.
E com este programa vai se suceder uma redução dos défices de qualificação da
população ativa, atingindo no último ano a meta de certificações, com 1.3 milhões
destas mesmas. Encontra-se concluído o procedimento de aprovação das
candidaturas para os primeiros Projetos Locais Promotores de Qualificação, dando
cumprimento ao Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do Programa
Qualifica, que deste modo terão respostas integradas para os adultos com muito
baixas qualificações e níveis de literacia muito fracos.
O Governo tem vindo cada vez mais a reforçar as redes de escolas portuguesas no
estrangeiro, tendo em conta duas razões fundamentais.
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Tabela 1. Despesas por medida do programa (em milhões de euros)
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2.2 Análise das despesas e das receitas
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2.2.1. Peso das despesas e receitas relativas ao Ministério da Educação no
OE24
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Imagem 1. Orientação dos partidos
Desde 2015, após um período conturbado com um governo chefiado por Pedro
Passos Coelho, em que Portugal foi submetido ao programa da troika devido a um
período marcado por duas recessões, e que teve influencia na dívida pública, no PIB,
bem como noutros indicadores económicos, sucedeu-lhe António Costa, secretário
geral do Partido Socialista, até 2024.
Em 2022, o Partido Socialista (P.S) ganhou com uma percentagem de 41,68% e com
um total de 117 deputados, sendo que em segundo ficou o PSD, Partido Social
Democráta, com um valor percentual de 29,27 e com 76 deputados. Os dados
anteriores permitem-nos concluir que o Partido Socialista ganhou com uma maioria
absoluta.
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O Parlamento Português é constituído por uma câmara de deputados com 230
membros, pelo que se um partido tiver 116 ou mais deputados, terá maioria absoluta.
A estas eleições concorreram vários partidos, tendo a Aliança Democrática, que tem
como presidente Luís Montenegro, saído vencedora das mesmas.
Esta Aliança, inicialmente formada em 1979 por Francisco Sá Carneiro, foi restaurada
a 21 de Dezembro de 2023, mantendo a coligação Partido Social Democrata (PSD),
CDS-PP Partido Popular e o Partido Popular Monárquico (PPM), adicionando também
na sua constituição uma plataforma de independentes.
Ao analisar o total de propostas, verificamos que existe uma grande diferença entre os
partidos. Exemplo disso é a IL, Iniciativa Liberal, que tem o menor número de
propostas submetidas, com um total de 58 e que representa um valor percentual de
2,99, enquanto o partido PCP e Chega, por outro lado, lideram com 508 e 441
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propostas entregues, tendo um peso de 26,21% e 22,75% respetivamente. Esta
análise traduz uma diferença de aproximadamente 23,22% (26,21% - 2,99%).
Para finalizar, a tabela permite-nos ter uma visão ampla e simplificada das propostas
que foram apresentadas, permitindo observar uma variedade de perspectivas e
resultados entre s partidos, que ajudará a compreender, não só o desempenho que
cada partido terá como também o seu impacto no Orçamento de Estado.
Após a entrega dos objetivos, ocorre por parte da Assembleia, a sua análise, que
consiste na avaliação das adaptações. Tomam-se decisões e decorrem alterações das
respetivas medidas em relação ao nível governamental e também, são autorizadas as
verbas.
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Por fim, por, verifica-se a análise da Lei do Orçamento do Estado, já sob a forma de
decreto da Assembleia da República, pelo Presidente da República.
O Ministério da Educação
“Artigo 111º - A
Extensão da gratuitidade dos manuais escolares aos alunos das escolas particulares
ou cooperativas
1- No ano letivo de 2024/2025, o Governo assegura as verbas necessárias para o
alargamento do regime de gratuitidade dos manuais escolares, legalmente previsto,
dentro da escolaridade obrigatória, a todos os alunos que frequentem o ensino privado
e cooperativo, nomeadamente, possibilitar acesso a recursos educativos digitais de
qualidade, manuais digitais e repositórios de Recursos Educativos Digitais (RED).
2- A distribuição gratuita dos manuais escolares prevista no n.º 1 obedece ao princípio
da reutilização.
3- O membro do Governo responsável pela área da educação define os
procedimentos e condições de disponibilização gratuita, uso, devolução e reutilização
dos manuais escolares”
O Chega com esta proposta pretendia, fornecer manuais escolares gratuitos não só
para o ensino público mas também, para o ensino particular e cooperativo. Considera
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que vai contra a igualdade e interfere na liberdade de escolha que os pais têm na
decisão da escola dos filhos.
“Artigo- 119.º-K
Promoção da língua mirandesa
1 - Em 2023, o Governo, após um processo de consulta envolvendo a autarquia de
Miranda do Douro, as escolas com ensino de Mirandês e todas as associações que
desenvolvam atividades de estudo e divulgação do Mirandês, define e operacionaliza
estratégias de proteção e promoção da língua mirandesa como língua viva, bem como
a criação de uma unidade orgânica própria.
2 - Para os efeitos do número anterior, o Governo prevê uma dotação orçamental de
até
100 000 (euro)”
“Artigo 139.º
A Escola Artística de Música do Conservatório Nacional
“Artigo 139º-B
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Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania Em 2024, o Governo, através do
Ministério da Educação e da Secretaria de Estado da Igualdade e Migrações, reavalia
a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania:
a) estabelecendo medidas concretas para implementação;
b) definindo metas temporais de operacionalização;
c) definindo mecanismos de avaliação da respetiva implementação;
d) adequando os objetivos de implementação ao normativo nacional e internacional
em vigor.”
3. CONCLUSÃO
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Este investimento prioriza o desenvolvimento das qualificações dos jovens (uma vez
que estes constituem o futuro do país), a modernização das infraestruturas escolares,
o incentivo aos avanços tecnológicos nas escolas e a igualdade de oportunidades no
acesso à educação. É importante não deixar de reforçar, a relevância de uma boa
gestão das medidas implementadas e garantir que a educação se mantém uma
prioridade para o desenvolvimento de Portugal.
4. WEBGRAFIA
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