CI 17-30/1
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES
Caderno de Instrução
O PELOTÃO DE CARROS DE COMBATE
2ª Parte
Edição Experimental
2006
CARGA
Preço: R$
EM______________
MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO DE OPERAÇÕES TERRESTRES
PORTARIA Nº 017 COTER, DE 08 DE MAIO DE 2006.
Caderno de Instrução CI 17-30/1
Pelotão de Carros de Combate.
O COMANDANTE DE OPERAÇÕES TERRESTRES, no uso da
delegação de competência conferida pela letra e), do item XI, Art. 1º da Port
nº 761, de 2 de dezembro de 2003, do Gab Cmt Ex, resolve:
Art.1º Aprovar, em caráter experimental, o Caderno de Instrução CI
17-30/1 Pelotão de Carros de Combate.
Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua
publicação.
Gen Ex RENALDO QUINTAS MAGIOLI
Comandante de Operações Terrestres
O presente Caderno de Instrução destina-se a auxiliar os instrutores e
monitores de tropa no adestramento do Pelotão de Carro de Combate.
O texto fundamenta-se na doutrina vigente mas deve receber a crítica de
todos quantos o utilizarem para aprender, ensinar ou aplicar.
As sugestões devem ser enviadas para o endereço:
[email protected]
ÍNDICE DE ASSUNTOS
CAPÍTULO 1 – OPERAÇÕES DE MANOBRA TÁTICA DEFENSIVA
CAPÍTULO 2 – OPERAÇÕES COMPLEMENTARES
CAPÍTULO 3 – MEMENTOS DE ORDENS DE OPERAÇÕES
CAPÍTULO 4– SEGURANÇA NAS OPERAÇÕES
CAPÍTULO 5 – PROTEÇÃO AO MEIO-AMBIENTE
CAPÍTULO 6 – OPERAÇÕES EM QBN
CAPÍTULO 01
OPERAÇÕES DEFENSIVAS
1-1. FORMAS DE MANOBRA TÁTICA DEFENSIVA
a. As operações defensivas abrangem todas as ações que oferecem um certo
grau de resistência a uma força atacante. Classificam-se em:
Tipos de Operações Defensivas Formas de Manobra
Defesa Móvel
Defesa em Posição
Defesa de Área
Ação Retardadora
Movimentos Retrógrados Retraimento
Retirada
Defesa Circular
Variantes Defesa de Contra-encosta
Defesa elástica
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1-2. ESCALONAMENTO DA DEFESA
a. A defesa é escalonada em três áreas:
1) Área de segurança;
2) Área de defesa avançada
3) Área de reserva.
Fig 1-2. “Escalonamento da defesa”
b. O pelotão CC, enquadrado em uma FT SU Bld ou no Esqd CC, poderá ser
empregado em qualquer uma destas três áreas.
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1-3. ÁREA DE SEGURANÇA
a. Delimitação – A área de segurança é a área que se estende à frente do limite
anterior da área de defesa avançada (LAADA) até onde forem empregados os
elementos de segurança estabelecidos pelo Regimento, Batalhão ou Brigada.
Fig 1-3. “Área de segurança”
b. Missão - A missão do escalão de segurança é:
1) Dar o alerta oportuno da aproximação do inimigo;
2) Retardar e desorganizar o inimigo;
3) Impedir a observação terrestre e os fogos diretos sobre a área de defesa
avançada;
4) Iludir o inimigo quanto à verdadeira localização do LAADA.
c. Composição – O escalão de segurança pode englobar:
1) Postos Avançados Gerais (PAG);
2) Elementos de vigilância aérea;
3) Postos Avançados de Combate (PAC);
4) Patrulhas e elementos de segurança avançada;
5) Força de cobertura do escalão superior que estiver retraindo na zona de
ação da FT U ou da U.
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d. O pelotão CC na missão de PAG
1) A missão de constituir um PAG é conferida ao escalão divisionário. O
pelotão CC, como subordinado a uma unidade que compõe a DE, estará realizando
as mesmas atividades que desempenharia durante uma ação retardadora. O retra-
imento para as posições subseqüentes será iniciado mediante ordem do escalão
superior.
2) A missão do PAG é alertar sobre a aproximação do inimigo, retardar e
desorganizar sua progressão e iludí-lo quanto à verdadeira localização da área de
defesa.
3) A ação em cada posição sucessiva visa forçar o inimigo a desdobrar-se.
As posições a serem ocupadas pelo pelotão serão definidas pelo escalão superior.
e. O pelotão CC como elemento de vigilância aérea
1) Na falta ou no impedimento de uma tropa que seja menos vulnerável a
ataques aéreos , o pelotão CC pode ser empregado para estabelecer a vigilância do
espaço aéreo em determinada região.
2) Para isso, procurará dissimular ao máximo suas viaturas e passará a
adotar medidas passivas de defesa antiaérea, estabelecendo assim a vigilância
aérea com suas guarnições.
f. O pelotão CC na missão de PAC
1) Os PAC constituem o elemento de segurança da brigada. A missão prin-
cipal dos PAC é proporcionar alerta oportuno sobre a aproximação do inimigo e
impedí-lo de realizar a observação terrestre aproximada e a de executar os fogos
diretos sobre o interior da área de defesa.
2) A localização dos PAC é à frente e dentro do apio de fogo direto das
forças do LAADA (800 a 2000 metros), em acidentes do terreno onde possam
melhor cumprir sua missão. A composição pormenorizada é prescrita pelo coman-
dante do escalão enquadrante.
3) O pelotão na missão de PAC retrai mediante ordem do comandante da FT
ou do Esqd CC, através de itinerários previamente selecionados, que não interfiram
no dispositivo (fogos, barragens, núcleos etc) da posição defensiva.
4) Os PAC não se engajam decisivamente em combate com o inimigo.
5) O pelotão CC, agindo agindo em proveito das FT SU Bld ou FT U que tem
a missão de constituir o PAC, irá realizar fogos para engajar o inimigo o mais longe
possível, forçando-o a desdobrar-se prematuramente, retardando e iludindo-o quan-
to à verdadeira localização do LAADA.
6) A tropa que realiza o PAC pode realizar o acolhimento d os elementos de
segurança à frente, quer sejam PAG, quer sejam Força de Cobertura. É de suma
importância que o pelotão esteja perfeitamente inteirado à respeito das caracterís-
ticas e peculiaridades da tropa que estará retraindo na sua zona de ação para que
se evite o fratricídio.
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7) O reconhecimento do itinerário de retraimento e a preparação das posi-
ções deverão ser efetuados tão logo o pelotão tenha guarnecido o local designado
para constituir os PAC.
1-4. ÁREA DE DEFESA AVANÇADA
a. Delimitação – A área de defesa avançada de uma Unidade se estende do
limite anterior da área de defesa avançada (LAADA), para retaguarda, englobando
as posições ocupadas pelas SU de primeiro escalão.
Fig 1-4. “ A Área de Defesa Avançada”
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b. Composição – Normalmente na ADA haverá a predominância de fuzileiros,
porém poderão operar pelotões CC. Entretanto, quando isto ocorrer, os CC devem
estar protegidos pelos Fzo Bld, pois estes possuem melhores condições para manter
o terreno.
Fig 1-5. “Posição defensiva de Fzo e CC”
c. Graus de resistência na Área de Defesa Avançada
1) São três os graus de resistência admissíveis na área de defesa avança-
da, conforme a intensidade de engajamento com o inimigo que se deseje ou que se
possa aceitar à luz dos fatores de decisão. Em escala de intensidade decrescente,
são:
- DEFENDER
- RETARDAR
- VIGIAR
Fig 1-6. “ A Área de Defesa Avançada”
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2) Defender
O pelotão CC, quando recebe a determinação de defender determinada
via de acesso, combate tendo em vista impedir, conter, repelir ou destruir um ataque
inimigo.
3) Retardar
O pelotão CC, quando recebe a missão de retardar o inimigo em uma
determinada VA, combate tendo em vista trocar um mínimo de espaço por um
máximo de tempo, sem aceitar o engajamento decisivo.
4) Vigiar
O pelotão CC, quando recebe a missão de vigiar uma determinada VA,
cumpre sua missão, ocupando uma frente de até 1500 metros. Neste tipo de
operação, o pelotão limita-se a observar o terreno e a manter informado o coman-
dante da força enquadrante sobre a aproximação do inimigo.
1-5. O PELOTÃO CC OCUPANDO UMA POSIÇÃO DEFENSIVA NA ÁREA DE
DEFESA AVANÇADA
a. O comandante do pelotão CC que estiver sendo empregado na ADA, deve
ter em mente que a posição a ser ocupada é uma imposição. Dentro desta
perspectiva é que o comandante do pelotão realiza o estudo do terreno e verifica os
melhores locais para a distribuição dos seus carros.
b. A ocupação de uma posição defensiva é dividida em três fases: o reconheci-
mento, a preparação e a ocupação.
c. O reconhecimento é conduzido pelo comandante do pelotão e pode ser
realizado no terreno e na carta topográfica.
d. A preparação envolve as atividades a serem desenvolvidas durante as fases
e. Durante a fase de ocupação, o pelotão primeiramente preocupa-se em
selecionar posições de tiro que possibilitem concentrar o emprego em massa do
seu armamento principal (canhão) sobre a via de acesso que deve defender,
distribuindo para isso, um setor de tiro para cada CC.
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f. A ocupação é a fase final da preparação da posição defensiva (P Def) que o
pelotão irá guarnecer. Culmina com a entrada dos CC em posição. Se a situação
permitir, o pelotão poderá realizar trabalhos de organização do terreno (OT), tais
como o lançamento de arames e limpeza dos campos de tiro. Quando ocupam a P
Def, as VBC-CC ficam em posições de espera, desenfiamento total, de torre ou de
couraça.
Fig 1-7. “CC ocupando PD com desenfiamento
de torre e de couraça”
ATENÇÃO ! ! !
O PELOTÃO CC REALIZA A OCUPAÇÃO DE UMA POSIÇÃO DEFENSI-
VA, SEGUINDO AS FASES DE RECONHECIMENTO, PLANEJAMENTO,
PREPARAÇÃO E OCUPAÇÃO SEMPRE QUE:
1) O INIMIGO NÃO É ESPERADO OU NÃO ESTÁ LOCALIZADO NAS
PROXIMIDADES DA POSIÇÃO, EM CONDIÇÕES DE REALIZAR FOGOS SO-
BRE O PELOTÃO;
2) TROPAS AMIGAS CONCENTRAM-SE À FRENTE DA POSIÇÃO DO
PELOTÃO EM CONDIÇÕES DE PROVER A SEGURANÇA NECESSÁRIA AOS
TRABALHOS DE PREPARAÇÃO.
1-6. SEQUÊNCIA DA OCUPAÇÃO DE UMA POSIÇÃO DEFENSIVA
a. Após ter recebido a ordem de seu comandante imediato para realizar a
ocupação de uma posição defensiva, o comandante do pelotão desloca sua fração
para uma posição próxima à P Def, e realiza um alto guardado, ou ocupa uma Z
Reu enquadrado na FT SU Bld..
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IMPORTANTÍSSIMO ! ! !
QUANDO O PELOTÃO RECEBER A ORDEM DE OCUPAR UMA PDef,
RETIRE TODAS AS DÚVIDAS COM O SEU COMANDANTE IMEDIATO. ATEN-
TE PARA ESTES DETALHES:
A MISSÃO DO PELOTÃO;
A INTENÇÃO DO COMANDANTE ENQUADRANTE;
A POSIÇÃO DO PELOTÃO NO DISPOSITIVO;
AS PROVÁVEIS VIAS DE ACESSO DO INIMIGO;
NATUREZA DI INIMIGO;
COMO SERÁ REALIZADO O SUPRIMENTO;
OS PROCESSOS PARA EVACUAÇÃO E DESTRUIÇÃO DE VIATURAS;
PARA ONDE CONDUZIR EVENTUAIS PRISIONEIROS DE GUERRA;
OUTRAS JULGADAS NECESSÁRIAS.
b. Após a ocupação da zona de reunião da Z Reu da FT (SFC), são iniciados
os trabalhos de reconhecimento da posição defensiva.
1) O comandante do pelotão realiza um estudo de situação sumário com os
comandantes de carro e com o adjunto do pelotão.
2) Reúne os elementos que julgar necessário (motoristas ou elementos de
segurança) e desloca-se para a posição defensiva.
LEMBRE-SE ! ! !
O ESTUDO DE SITUAÇÃO REALIZADO PELO COMANDANTE DO PELO-
TÃO É BASTANTE SIMPLES, UMA VEZ QUE TERÁ APENAS QUE DISPOR
SEUS CARROS NO TERRENO, CONFORME A MISSÃO QUE LHE FOI
ATRIBUÍDA. OS ASPECTOS MILITARES DO TERRENO É QUE VÃO INFLUIR
DECISIVAMENTE NA ESCOLHA DAS POSIÇÕES DOS CC NA POSIÇÃO
DEFENSIVA.
QUANDO O PELOTÃO ESTIVER REALIZANDO O RECONHECIMENTO,
NÃO SE ESQUEÇA DE DEIXAR NO MÍNIMO UM COMANDANTE DE CARRO
NO COMANDO DO PELOTÃO.
c. Durante a execução do reconhecimento, o comandante do pelotão continua
o estudo de situação, realizando a análise do terreno e observando o efeito do
mesmo sobre o planejamento inicial de defesa, mudando-o se for o caso.
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ATENTE PARA ISSO ! ! !
NO RECONHECIMENTO DA ÁREA ATRIBUÍDA AO PELOTÃO, O COMAN-
DANTE DA FRAÇÃO OBSERVA O TERRENO E SELECIONA OS SETORES DE
TIRO DOS CC, ATENTANDO PARA:
1) VIAS DE ACESSO MAIS PROVÁVEIS PARA O INIMIGO;
2) OBSTÁCULOS NATURAIS QUE POSSAM SER AGRAVADOS.
3) OS COMANDANTES DE CARRO, APÓS TEREM RECEBIDO O SETOR
DE TIRO DO COMANDANTE DO PELOTÃO, SELECIONAM AS POSIÇÕES DE
TIRO DAS VBC E:
A LOCALIZAÇÃO DO NÚCLEO DO PELOTÃO E DAS POSIÇÕES
PRINCIPAIS, DE MUDA E DE ESPERA DOS CC;
A LOCALIZAÇÃO DAS POSIÇÕES SUPLEMENTARES;
ITINERÁRIOS ENTRE A POSIÇÃO PRINCIPAL E A SUPLEMENTAR,
(DESENFIADO SEMPRE QUE POSSÍVEL);
O TIPO DE CAMUFLAGEM MAIS APROPRIADO.
d. A ocupação da posição defensiva, para que seja feita de maneira rápida e
eficaz, deve seguir uma seqüência. Esta seqüência pode seguir uma NGA ou ser
modificada de acordo com a situação.
NÃO SE ESQUEÇA DE . . .
ESTABELECER A SEGURANÇA DO NÚCLEO DE DEFESA;
RECONHECER POSIÇÕES E ITINERÁRIOS;
PREPARAR AS POSIÇÕES DOS CC (ESPERA, PRINCIPAL, MUDA E
SUPLEMENTAR);
LIMPAR OS CAMPOS DE TIRO;
PREPARAR OS ROTEIROS DE TIRO E CROQUIS DE ILUMINAÇÃO (SFC);
CAMUFLAR AS POSIÇÕES;
ESTABELECER LIGAÇÕES FIO CC;
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Fig 1-8.”Ligação fio entre os carros”
ESTABELECER O PLANO DE DESCANSO E DE SONO;
BUSCAR CONSTANTEMENTE O MELHORAMENTO DA POSIÇÃO.
1-7. O NÚCLEO DO PELOTÃO
a. Dentro do núcleo do pelotão, o comandante deverá preparar, além da~S
posições principais, as posições suplementares e as de muda.
LEMBRE-SE ! ! !
POSIÇÃO PRINCIPAL DE TIRO É AQUELA EM QUE O PELOTÃO
BLOQUEIA, NEUTRALIZA, INTERDITA OU DEFENDE A PRINCIPAL VIA DE
ACESSO DO INIMIGO; POSSIBILITA A ABERTURA DE FOGO COM RAZÂNCIA
OU À LONGA DISTÂNCIA E É ESTABELECIDA PELO COMANDANTE DO PE-
LOTÃO;
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POSIÇÃO DE MUDA É AQUELA QUE COBRE O MESMO SETOR DE TIRO
DA POSIÇÃO PRINCIPAL DE UMA OUTRA POSIÇÃO, E DEVE SER OCUPADA
POR INICIATIVA DO COMANDANTE DO CC, REALIZANDO UM RODÍZIO ENTRE
AS POSIÇÕES DE TIRO, DE FORMA A MANTER A DISSIMULAÇÃO, O SIGILO
E A SURPRESA. ESTAS POSIÇÕES FICAM CERCA DE 50 M DE DISTÂNCIA
DA PRINCIPAL.
Fig 1-9.”Posições de tiro”
POSIÇÃO SUPLEMENTAR DE TIRO É OCUPADA QUANDO DESEJA-SE
BATER ALVOS QUE NÃO ESTÃO SENDO BATIDOS DAS POSIÇÕES PRINCI-
PAL E DE MUDA. SÃO DESIGNADAS PELO CMT PEL PARA COBRIR UMA
VIA DE ACESSO SECUNDÁRIA QUE POSSA AMEAÇAR OS FLANCOS OU A
RETAGUARDA DO PELOTÃO. LEMBRE-SE QUE ESTA POSIÇÕES TAMBÉM
POSSUI POSIÇÕES PRINCIPAL E DE MUDA.
Fig 1-10.”Núcleo de pelotão”
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b. O comandante do pelotão deve atentar para a distribuição dos setores de
tiro das seções, tendo especial atenção no que diz respeito ao recobrimento dos
setores de tiro. Se possível, esse recobrimento deve abranger 1/3 do setor de tiro
de cada CC.
c. A conduta do pelotão CC que estiver guarnecendo um núcleo na ADA tem
início quando a observação sobre o inimigo é suficiente para permitir a execução de
fogos ajustados. À medida que o inimigo avança, ele é submetido a um volume
crescente de fogos.
d. Deve ser evitado atirar com o armamento que não possui alcance suficiente
para atingir o objetivo. O engajamento é realizado de acordo com o avanço do
inimigo.
IMPORTANTE ! ! !
OS FOGOS LONGÍNQUOS PODEM SER EXECUTADOS DAS POSIÇÕES
DE MUDA E SUPLEMENTARES, PARA EVITAR-SE QUE HAJA A IDENTIFICA-
ÇÃO PREMATURA DO TRAÇADO DO LAADA.
LEMBRE-SE ! ! !
O DIMENSIONAMENTO DE UM NÚCLEO DE PELOTÃO É DE 400 ME-
TROS DE FRENTE (MÁX) POR 300 METROS DE PROFUNDIDADE (MÁX).
ATENTE AINDA PARA O FATO DE QUE O PELOTÃO CC DEFENDE UMA
FRENTE DE 700/900 M, RETARDA UMA FRENTE DE ATÉ 2000 M E VIGIA
UMA FRENTE DE ATÉ 2500 M.
Fig 1-11. “ Núcleo de pelotão”
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1-8. O PELOTÃO CC NA RESERVA DA FT U
a. O pelotão CC, enquadrado em uma FT SU Bld ou no Esqd CC designado
para compor a reserva da FT U, poderá cumprir as seguintes missões:
1) Guarnecer os PAC;
2) Limitar a ruptura do dispositivo da Unidade;
3) Preparar e ocupar posições de aprofundamento;
4) Apoiar ou reforçar as posições de primeiro escalão;
5) Executar missões de segurança de flanco e de área de retaguarda;
6) Assumir, mediante ordem, a missão de um pelotão em primeiro escalão;
7) Proteger os intervalos e brechas no LAADA;
8) Realizar os C Atq da Unidade.
b. A localização e a situação em que o pelotão se encontrará serão ditadas
pelo comandante da FT SU Bld ou do Esqd CC.
c. Quando o pelotão CC for designado para compor a reserva, ele deve estar
em condições de realizar todas as manobras previstas no item “a”. Normalmente, o
pelotão estará ocupando uma Z Reu, aguardando a ordem para executar qualquer
uma destas missões.
Fig 1-13. “FT SU Bld reserva centralizada, em zona de reunião”
1-9. O CONTRA-ATAQUE
a. A ação de contra-atacar tem características nitidamente ofensivas, é tempo-
rária e local, e é desencadeada por parte ou pela totalidade de uma força defensiva,
com uma das seguintes finalidades:
- Restabelecimento do LAADA;
- Desorganização de ataque inimigo.
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b. O contra-ataque para restabelecimento do LAADA visa, primordialmente, à
reconquista do terreno perdido e à ocupação dos núcleos anteriormente ocupados
por nossas tropas. Seu objetivo, normalmente, é um acidente do terreno cuja
conquista e manutenção materializem o restabelecimento daquele limite.
Fig 1-14.” Esquema de manobra de um contra-ataque”
c. O contra-ataque de desorganização serve para desorganizar a montagem e
retardar o desembocar de ataques inimigos. É realizado, normalmente, à frente do
LAADA e desencadeado contra forças inimigas que estejam cerrando ou reunindo
meios para o ataque.
Fig 1-15. “ Contra-ataque de desorganização”
1-15
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e. Durante a realização de um contra-ataque, o pelotão CC estará realizan-
do um ataque com um objetivo limitado. São realizados ensaios durante o dia e em
condições de pouca visibilidade para as possíveis áreas de atuação da reserva, de
maneira que , caso seja necessário realizar a manobra, todos os elementos que a
constituem já saibam o que irão fazer.
ATENÇÃO ! ! !
O INIMIGO QUE TIVER SIDO EXPULSO DE UMA POSIÇÃO NÃO DEVE
SER PERSEGUIDO ALÉM DO LAADA;
O VALOR MÍNIMO DE UM CONTRA-ATAQUE É IGUAL AO DO NÚCLEO
SUBMERGIDO. PORTANTO, O PELOTÃO CC PODERÁ DESENCADEAR UM C
ATQ DE REESTABELECIMENTO COMO ÚNICO ELEMENTO DO ESCALÃO
DE ATAQUE. NESSE CASO, SERÁ NECESSÁRIO COORDENAÇÃO CERRADA
PARA O APOIO DE FOGO DO NÚCLEO DE APROFUNDAMENTO E, APÓS,
PARA QUE ELEMENTOS FUZILEIROS OCUPEM E MANTENHAM O NÚCLEO
RECONQUISTADO.
ARTIGO II
A DEFESA MÓVEL
1-10. GENERALIDADES
a. A defesa móvel é uma forma de defesa em posição que se baseia na
destruição do inimigo por meio do fogo e do contra-ataque, no qual um mínimo de
meios é empregado para as ações de alertar as forças de defesa e canalizar, retardar
ou bloquear o atacante, e uma forte reserva é empreada para contra-atacar e destruir
no momento mais oportuno.
b. Neste tipo de defesa, a FT na qual o pelotão CC está enquadrado, pode
receber missões de integrar ou constituir a:
1) A força de segurança do escalão superior;
2) Integrando a Força de Fixação;
3) Como parte da Força de Choque.
1-11. O PELOTÃO CC NA FT QUE INTEGRA A FORÇA DE SEGURANÇA
a. A FT SU Bld quando empregada na área de segurança, planeja seu emprego
da mesma forma que o faria em uma defesa de área, alertando a aproximação do
inimigo, retardando-o, desorganizando-o e iludindo-o quanto à verdadeira localização
do LAADA.
b. O pelotão CC enquadrado nesta FT SU Bld, cumprirá as atividades impos-
tas pelo comandante da FT. Normalmente, estará mobiliando núcleos de defesa.
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1-12. O PELOTÃO CC NA FT QUE INTEGRA A FORÇA DE FIXAÇÃO
a. FT SU Bld não é a tropa mais apta a integrar as forças da área de defesa
avançada por não explorar suas características de mobilidade, ação de choque e
potência de fogo, podendo, entretanto, receber uma das seguintes missões:
1) Ocupar posições de bloqueio em profundidade;
2) Cobrir o retraimento dos elementos de primeiro escalão;
3) Ocupar posições de bloqueio para apoiar o contra-ataque realizado pela
força de choque do escalão superior;
4) Eventualmente integrar a força de choque do escalão superior.
b. As SU fortes em CC serão empregadas na zona de ação mais favorável ao
emprego de blindados pelo inimigo. A maneira como serão conduzidas as missões
impostas ao pelotão CC assemelha-se a uma defesa de área.
c. Vale ressaltar que o pelotão de Morteiros Pesado estará sendo empregado
em ação de conjunto para proporcionar apoio de fogo em toda a frente da FT U e, no
maior alcance possível. Em função disso, o comandante do pelotão deve procurar
ascessorar o comandante da FT no levantamento de alvos para tiros indiretos.
Fig 1-16. “FT BIB na Força de Fixação”
1-13. O PELOTÃO CC NA FT QUE INTEGRA A FORÇA DE CHOQUE
a. A FT SU Bld em uma defesa móvel, normalmente, integra a força de choque
(reserva), constituindo o elemento decisivo deste tipo de operação.
b. A força de choque tem a missão principal de contra-atacar para destruir o
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inimigo em uma área de engajamento previamente selecionada.
c. A execução do contra-ataque de destruição depende da ordem do escalão
superior, em virtude da necessidade do mesmo ter de ser lançado no momento e no
local certos. Normalmente é executado quando o inimigo atinge a área de
engajamento pré-selecionada, após ter sido canalizado pelos elementos de
retardamento.
d. Integrando esta força, as ações desempenhadas pelo pelotão CC, enqua-
drado na FT SU Bld, serão as mesmas já descritas quando do estudo do emprego
de uma reserva nas operações defensivas.
ARTIGO III
TÁTICAS E TÉCNICAS ESPECIAIS NA DEFENSIVA
1-14. DEFESA CIRCULAR
a. Generalidades:
1) A defesa circular é uma variante da defesa de área, na qual a tropa é disposta
de modo a fazer frente, simultaneamente, a um ataque inimigo partindo de qualquer
direção.
Fig 1-17. “ Exemplo de FT SU Bld com todos
os pelotões no perímetro”
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ATENTE PARA ESTE
DETALHE ! ! !
O PELOTÃO CC, ENQUADRADO EM UMA FT SU BLD, REALIZARÁ
UMA DEFESA CIRCULAR TAL COMO SE ESTIVESSE DESEMPENHANDO
SUAS FUNÇÕES EM UMA DEFESA DE ÁREA;
O COMANDANTE DO PELOTÃO ORGANIZARÁ SUA POSIÇÃO
COLOCANDO AS SUAS SEÇÕES DE CARRO EM LINHA, DA MESMA FORMA
QUE MOBILIARIA A ADA NA DEFESA DE ÁREA.
QUANDO O PELOTÃO CC ENCONTRAR-SE EM PRIMEIRO ESCALÃO,
DEVE PROCURAR AO MÁXIMO O APOIO MÚTUO COM O PELOTÃO VIZINHO.
PARA ISSO, O RECOBRIMENTO DOS SETORES DE TIRO ENTRE OS
PELOTÕES DEVE SER EMPREGADO EM LARGA ESCALA.
AS MEDIDAS DE COORDENAÇÃO E CONTROLE, TOMADA DE
DISPOSITIVO E AÇÕES A REALIZAR SÃO AS MESMAS DAQUELAS CITADAS
NO ARTIGO II DESTE CAPÍTULO.
1-15. A DEFESA ELÁSTICA
a. Generalidades:
1) A defesa elástica é uma técnica que permite uma penetração do inimigo
em uma área pré-selecionada para emboscá-lo e atacá-lo pelo fogo.
b. O pelotão CC na defesa elástica:
1) O pelotão CC nas operações de defesa elástica, estará enquadrado numa
FT SU Bld ou no Esqd CC, podendo receber missões de:
a) Guarnecer os PAC;
b) Ocupar núcleos de defesa na ADA;
c) Compor a reserva da FT U RCB.
2) O pelotão CC no PAC
Quando o pelotão CC receber a missão de constituir o PAC, além das
missões inerentes a este tipo de operação, já descritas anteriormente, deve ter a
preocupação de coordenar minuciosamente as medidas para o seu acolhimento
pelas tropas da ADA, a fim de evitar-se o fratricídio.
3) O pelotão CC na ADA
a) A missão do pelotão quando empregado na ADA é participar da canali-
zação do inimigo para a AE e realizar a contenção do inimigo dentro da AE para
destruí-lo.
b) Inicialmente, o pelotão CC poderá estar instalado em posições avan-
çadas próximas ao LAADA, engajando os blindados inimigos no alcance máximo
de seu armamento, procurando retardar o ataque, desorganizar e forçar a infantaria
inimiga a desembarcar. Mediante ordem, deslocar-se-á para posições já
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reconhecidas de onde participará da destruição do inimigo na AE.
Fig 1-18. “ A defesa elástica”
4) O pelotão CC enquadrado na reserva da FT U ou RCB:
a) Empregado como reserva, o pelotão CC tem maiores possibilidades de
explorar as características de mobilidade e ação de choque.
b) Será empregado nos pontos onde o inimigo tentar romper o dispositivo,
obrigando-o a permanecer no interior da AE, ou quando o inimigo tentar desbordar a
PD.
c) As missões do pelotão são cumpridas basicamente através da realiza-
ção de contra-ataques. O pelotão em reserva poderá estar em zona de reunião ou
ocupando posições de aprofundamento para deter o ataque inimigo e destruir pelo
fogo as forças remanescentes.
ARTIGO IV
MOVIMENTOS RETRÓGRADOS
1-16. CONSIDERAÇÕES GERAIS
a. Movimento retrógrado é qualquer movimento organizado de uma força para a
retaguarda ou para longe do inimigo, forçado por este ou executado voluntariamen-
te.
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LEMBRE-SE ! ! !
UMA TROPA ENCONTRA-SE DECISIVAMENTE ENGAJADA EM COMBA-
TE QUANDO PERDE A LIBERDADE DE MANOBRA, OU SEJA, QUANDO OS
SEUS MEIOS ORGÂNICOS NÃO SÃO SUFICIENTES PARA DESENGAJÁ-LA
DO INIMIGO, NECESSITANDO DO APOIO DE OUTRA TROPA.
Fig 1-19. Pelotão CC sendo desbordado, engajando-se
decisivamente no combate”
ATENÇÃO ! ! !
PARA QUE HAJA SUCESSO NAS AÇÕES REALIZADAS NO MOVIMEN-
TO RETRÓGRADO, É DE SUMA IMPORTÂNCIA QUE TODOS OS ELEMENTOS
DO PELOTÃO ESTEJAM PERFEITAMENTE CIENTES DO CONCEITO DA
OPERAÇÃO E DAS MISSÕES INERENTES A CADA GUARNIÇÃO.
1-17. A AÇÃO RETARDADORA
a. Os processos de execução de uma ação retardadora são:
1) Retardamento em posições sucessivas;
2) Retardamento em posições alternadas;
3) Misto.
1-21
1-17 CI 17-30/1
b. Retardamento em posições sucessivas na ação retardadora em posições
sucessivas, a FT que enquadra o pelotão CC procurará oferecer o máximo de
resistência organizada na posição inicial de retardamento (PIR). Iniciado o
retraimento, o pelotão continua a oferecer resistência em cada uma das posições
de retardamento sucessivas.
Fig 1-20. “Ação retardadora em posições sucessivas”
e. Retardamento em posições alternadas
1) Quando a tropa que enquadra o pelotão CC estiver realizando uma ação
retardadora em posições alternadas, ela será dividida em dois grupos:
a) O primeiro grupo ocupará a PIR e conduzirá uma ação retardadora. O
segundo ocupará uma segunda posição (P2) mais à retaguarda, denominada “P2”;
b) Quando o primeiro grupamento receber a ordem para realizar o retrai-
mento, ele será acolhido pelo segundo, passando então a organizar e a ocupar uma
terceira posição (P3), e assim sucessivamente.
1-22
CI 17-30/1 1-17/1-8
Fig 1-21. “Ação retardadora em posições alternadas”
1-18. O PELOTÃO CC NA POSIÇÃO DE RETRAIMENTO
POSIÇÃO INICIAL DE RETARDAMENTO
- O RECONHECIMENTO -
ATENTE EM PARTICULAR PARA:
1) LIMITES DA ZONA DE AÇÃO DO PELOTÃO;
2) VIA(S) DE ACESSO QUE INCIDEM SOBRE A POSIÇÃO, DE ACORDO
COM A NATUREZA DO INIMIGO;
CONDIÇÕES DE OBSERVAÇÃO E CAMPOS DE TIRO;
OBSTÁCULOS NATURAIS;
COBERTAS E ABRIGOS;
ITINERÁRIOS (RETRAIMENTO, ACOLHIMENTO, ENTRE AS POSIÇ OES
DE TIRO E OUTROS).
POSIÇÃO INICIAL DE RETARDAMENTO
- A OCUPAÇÃO -
O COMANDANTE DE PELOTÃO DEVE ESTAR ATENTO PARA:
POSICIONAMENTO DOS CC E SUAS MISSÕES;
APOIO MÚTUO ENTRE OS CC;
1-23
1-18 CI 17-30/1
DISPERSÃO DOS CC;
COORDENAR E CONTROLAR O PREPARO DA POSIÇÃO DE ACORDO
COM AS PRIORIDADES ESTABELECIDAS, CARACTERÍSTICAS DO PELOTÃO
E TEMPO DISPONÍVEL, SUPERVISIONANDO O TRABALHO DOS ELEMEN-
TOS DE APOIO, QUANDO FOR O CASO.
COORDENAR E CONTROLAR A EXECUÇÃO DAS MEDIDAS ADMINIS-
TRATIVAS.
ELABORAR O PLANO DE FOGOS DO PELOTÃO;
RECEBER E DIFUNDIR AOS CMT CC O PLANNO DE APOIO DE FOGOS
INDIRETO, PLANO DE DEFESA AC E PLANO DE BARREIRA DA SU/U;
VERIFICAR A EXISTÊNCIA DE ELEMENTOS AMIGOS À FRENTE,
PARTICULARMENTE O PELOTÃO DE EXPLORADORES, A FIM DE EVITAR O
FRATRICÍDIO.
POSIÇÃO DOS DEMAIS PELOTÕES DA FT;
RESPONDA A ESTAS PERGUNTAS AO OCUPAR UMA POSIÇÃO ! ! !
1) DESTA POSIÇÃO EU BATO E OBSERVO TODA A FRENTE QUE ME
FOI ATRIBUÍDA ?
2) EXISTEM ÂNGULOS MORTOS ?
3) ESTA POSIÇÃO OFERECE PROTEÇÃO CONTRA A OBSERVAÇÃO
TERRESTRE E DAS AÉRONAVES INIMIGAS ?
4) AS POSIÇÕES DE MUDA ESTÃO REALMENTE BATENDO OS MES-
MOS ALVOS SELECIONADOS NA POSIÇÃO PRINCIPAL ?
5) OS ITINERÁRIOS PARA A OCUPAÇÃO DAS POSIÇÕES PRINCIPAL E
DE MUDA OFERECEM BOAS CONDIÇÕES DE TRAFEGABILIDADE ? ESTÃO
BALIZADOS CORRETAMENTE ?
6) AS POSIÇÕES DOS CC PODEM SER MELHORADAS ATRAVÉS DE
TRABALHOS DE OT ?
- O RETARDAMENTO -
PARA A EXECUÇÃO DO RETARDAMENTO NA PIR, O COMANDANTE
DO PELOTÃO DEVE ESTAR ATENTO AOS SEGUINTES ITENS:
COORDENAÇÃO E CONTROLE DA ABERTURA DE FOGOS DAS ARMAS
ORGÂNICAS;
SOLICITAÇÃO DOS FOGOS DE APOIO;
ACIONAMENTO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO;
MANTER O COMANDANTE IMEDIATO INFORMADO;
NÃO ENGAJAR-SE DECISIVAMENTE COM O INIMIGO.
1-24
CI 17-30/1 1-18
Fig 1-22. ”Pelotão CC ocupando a PIR”
OS COMANDANTES DE CC DEVEM ESTAR ATENTOS PARA:
NATUREZA DA TROPA INIMIGA (TIPOS DE VTR, FORMA DE EMPREGO
ETC);
PROVÁVEIS VA DO INIMIGO;
POSIÇÃO DOS DEMAIS CARROS DO PELOTÃO;
DELIMITAÇÃO DOS SETORES DE TIRO E DE OBSERVAÇÃO;
LOCAL ONDE SE ENCONTRA O CMT PEL;
LOCALIZAÇÃO DO POSTO DE REFÚGIO DE FERIDOS (SFC);
SENHA, CONTRA-SENHA E SINAIS DE RECONHECIMENTO;
MOBILIAR O POSTO DE VIGILÂNCIA. NÃO DEIXE DE ESCLARECER AO
MILITAR QUE IRÁ GUARNECÊ-LO:
1) FORMA DE SOAR O ALARME;
2) HORÁRIOS DA TROCA DOS POSTOS E SEQUÊNCIA DE OCUPAÇÃO;
3) MATERIAL A SER CONDUZIDO PARA O P VIG (BINÓCULO, OVN ETC);
4) MOSTRAR NO TERRENO LINHAS DELIMITADAS POR PONTOS NÍTIDOS
E SUAS RESPECTIVAS DISTÂNCIAS.
1-25
1-18/1-19 CI 17-30/1
Fig 1-23. “CC em posição de espera”
c. Durante o retardamento entre as posições, o comandante do pelotão deverá:
1) Coordenar e controlar a ocupação de posições de tiro em compartimen-
tos transversais, visando aproveitar ao máximo a capacidade do pelotão CC de
retardar o inimigo entre as posições de retardamento da SU;
2) Explorar, ao máximo, os obstáculo naturais;
3) Ligar-se aos elementos vizinhos, visando coordenar as ações;
4) Utilizar corretamente as técnicas de progressão para aproveitar as carac-
terísticas dos CC sem expô-los desnecessariamente;
5) Manter o contato com o inimigo;
6) Não engajar-se decisivamente com o inimigo.
1-19. O RETRAIMENTO
a. Retraimento é uma operação na qual o pelotão CC, enquadrado numa FT ou
no Esqd CC, rompe o contato com o inimigo para preservar ou recuperar a liberdade
de ação.
b. Os retraimentos se classificam em dois tipos:
1) Retraimento com pressão do inimigo;
2) Retraimento sem pressão do inimigo.
1-26
CI 17-30/1 1-20
1-20. RETRAIMENTO SEM PRESSÃO DO INIMIGO
a. A hora do retraimento normalmente é determinada pelo escalão superior. A
tropa que realiza esta manobra, destaca parte de suas forças para permanecer em
contato com o inimigo. Estas forças são denominadas de destacamento de contato
e têm as seguintes missões:
1) Manter a fisionomia da frente (comunicações, fogos etc);
2) Retardar e iludir o inimigo, de forma a evitar sua interferência durante o
retraimento
3) Ficar em condições de atuar como retaguarda do grosso da tropa.
Fig 1-24. “ Destacamento de contato das FT SU Bld”
b. A composição do destacamento de contato é de cerca de 1/3 dos elemen-
tos de manobra e de 1/3 a 1/2 das armas de apoio orgânicas.
c. Após o retraimento dos elementos de primeiro escalão, deixam de vigorar os
limites impostos anteriormente, ficando o destacamento de contato com a
responsabilidade total da zona de ação da tropa que o enquadra.
ATENÇÃO ! ! !
AO INICIAR O RETRAIMENTO, O DESTACAMENTO DE CONTATO ATUA
COMO FORÇA DE PROTEÇÃO DA RETAGUARDA, JÁ QUE SUA INTENÇÃO,
AGORA, NÃO É MAIS MANTER A FISIONOMIA DA FRENTE, E SIM IMPEDIR
QUE O INIMIGO CERRE RAPIDAMENTE SOBRE O GROSSO DA TROPA QUE
ESTÁ RETRAINDO. ESTE DESTACAMENTO RETRAI MANTENDO O CONTATO
COM O INIMIGO COMBATENDO, SE NECESSÁRIO, ATÉ UMA OUTRA POSIÇÃO
À RETAGUARDA OU ATÉ UMA LINHA DE ACOLHIMENTO POR FORÇA DO
ESCALÃO SUPERIOR.
d. Integrando o grosso, normalmente, o pelotão irá retrair até uma zona de
reunião designada pelo comandante enquadrante para que nesta área seja organi-
zada uma coluna de marcha.
1-27
1-20/1-22 CI 17-30/1
NÃO SE ESQUEÇA DE . . .
AO RECEBER A ORDEM PARA QUE SEJA INICIADO O RETRAIMENTO,
O COMANDANTE DO PELOTÃO DEVE PREOCUPAR-SE PRINCIPALMENTE:
COM O HORÁRIO EM QUE INICIA O RETRAIMENTO;
EM DEFINIR QUEM IRÁ COMPOR O DESTACAMENTO DE CONTATO
(PELOTÃO COMPLETO OU QUAL SERÁ A SEÇÃO);
QUAL O ITINERÁRIO A SER UTILIZADO NO RETRAIMENTO PARA A Z
REU (SE FOR O CASO);
BALIZAMENTO DO ITINERÁRIO ATÉ A Z REU.
1-21. O PELOTÃO CC NA MISSÃO DE DESTACAMENTO DE CONTATO
a. Quando o pelotão receber a missão de constituir o destacamento de contato,
ele deverá atentar aos seguintes ítens:
1) Estar perfeitamente inteirado das IEComElt vigentes;
2) Verificar junto ao comandante da SU a zona de ação do pelotão;
3) Identificar quem permaneceu no comando do destacamento de contato
(normalmente será o S Cmt de uma das SU em contato) e ligar-se a este coman-
dante para verificar:
a) Principal via de acesso a ser batida;
b) Como será realizada a manutenção da utilização das comunicações;
c) Como será realizada a abertura de fogos das VBC;
d) O horário de retraimento.
1-22. RETRAIMENTO SOB PRESSÃO DO INIMIGO
a. O retraimento com pressão do inimigo é uma operação forçada e, normal-
mente, impõe a necessidade de se utilizar ações de retardamento para realizá-lo.
O elemento que retrai não dispõe de total liberdade.
b. O sucesso desta operação depende, fundamentalmente, da mobilidade e
dos fogos de longo alcance.
c. No retraimento com pressão do inimigo, o pelotão CC pode ser designado
para compor uma força de proteção para proporcionar segurança ao retraimento do
grosso da tropa, com as seguinte missões:
1) Proteger o retraimento dos elementos da FT que estejam engajados;
2) Retardar o inimigo e evitar a sua interferência no retraimento do grosso
(no caso do pelotão CC da reserva da Unidade);
3) Estar em condições de atuar como retaguarda da força principal;
1-28
CI 17-30/1 1-22/1-23
4) Realizar contra-ataques de desaferramento para auxiliar o desengajamento
e o retraimento dos elementos em contato.
d. Normalmente, a força de proteção receberá de seu comandante imediato
as posições a serem ocupadas, zona ou itinerários de retraimento, zonas de reunião
(se for o caso), medidas de controle do movimento, seqüência de retraimento e
instruções para o cumprimento das missões subseqüentes.
Fig 1-25. “Retraimento sob pressão”
1-23. O PELOTÃO CC NO RETRAIMENTO SOB PRESSÃO DO INIMIGO
a. O comandante do pelotão que realiza um retraimento sob pressão do inimigo
deve:
1) Selecionar, caso não receba do Cmt SU, os itinerários exatos de retrai-
mento do pelotão;
2) Identificar os prováveis pontos de reunião do pelotão;
3) Determinar a ordem de movimento;
4) Selecionar uma ou mais posição(ões) subseqüente(s) para ser(em)
ocupada(s);
b. O retraimento é sempre mediante ordem.
LEMBRE-SE ! ! !
O GRAU DE PRESSÃO DO INIMIGO DETERMINA A MANEIRA PELA
QUAL O PELOTÃO RETRAIRÁ. CASO O PELOTÃO NÃO ESTEJA
FORTEMENTE ENGAJADO, ELE PODE RECEBER ORDEM PARA RETRAIR
COMO UM TODO.
1-29
CI 17-30/1 1-24
1-24. A RETIRADA
a. A retirada é um movimento retrógrado no qual uma força, não em contato, se
desloca para longe do inimigo.
NA RETIRADA . . .
DURANTE A REALIZAÇÃO DE UMA RETIRADA, O PELOTÃO CC AGE
COMO SE ESTIVESSE REALIZANDO UMA MARCHA PARA O COMBATE. A
SEGURANÇA É PROPORCIONADA POR UMA RETAGUARDA, UMA
FLANCOGUARDA E UMA VANGUARDA.
SITUADO NA RETAGUARDA, O PELOTÃO EMPREGA TÉCNICAS DE AÇÃO
RETARDADORA PARA PROTEGER-SE CONTRA A EVENTUAL ATUAÇÃO DO
INIMIGO. NA VANGUARDA OU NA FLANCOGUARDA, O PELOTÃO AGE DA
MESMA MANEIRA COMO DESCRITO ANTERIORMENTE.
1-30
CAPÍTULO 02
OPERAÇÕES COMPLEMENTARES
ARTIGO I
A INCURSÃO E O ATAQUE DE VARREDURA
2-1. INTRODUÇÃO
O pelotão CC tem possibilidade de executar incursões e ataques de varredura,
cumprindo missões impostas pelo escalão superior, integrando uma FT SU Bld.
2-2. A INCURSÃO
a. Generalidades:
1) Incursão é uma operação ofensiva extermamente agressiva e de elevada
mobilidade realizada com a finalidade de obter um resultado específico no interior
da posição inimiga. Normalmente é realizada na Área de Reserva das U/GU
inimigas em contato, e não possui nenhuma intenção de manter o terreno onde se
realiza; termina num retraimento planejado.
2) São requisitos básicos para uma ação de incursão a surpresa, a dissimu-
lação, a mobilidade, a existência de superioridade aérea local e de disponibilidade
de apoio de fogo terrestre.
2-1
2-2/2-4 CI 17-30/1
d. O Pelotão CC na Incursão:
1) Para a realização de uma operação de incursão, o pelotão CC estará
enquadrado numa SU Bld, que será responsável pela manobra, ou que estará com-
pondo uma FT U que executa a operação.
2) Durante a realização de uma operação de incursão, o pelotão CC estará
executando nada mais que um ataque com objetivo limitado, sem a necessidade
de manter o terreno. Normalmente, a operação de incursão segue-se a uma ultra-
passagem.
3) O pelotão concentrará a sua atuação sobre o objetivo que lhe foi atribuído,
procurando explorar a surpresa e a velocidade e evitando qualquer tipo de
engajamento com o inimigo.
2-3. O ATAQUE DE VARREDURA
a. Generalidades:
O ataque de varredura é uma operação ofensiva rápida e violenta,
desencadeada contra uma força inimiga para causar-lhe o máximo de perdas,
desorganizá-la e destruir seu equipamento, sem a finalidade de conquistar um ob-
jetivo.
b. O Pelotão CC no Ataque de Varredura:
Quando o pelotão CC realiza este tipo de operação, percorre um itinerário
previamente estabelecido e/ou, se possível, reconhecido, visando engajar alvos
compensadores, destruindo equipamentos inimigos, buscando infligir à força opo-
nente o máximo de perdas.
ARTIGO II
OPERAÇÕES DE SUBSTITUIÇÃO
2-4. GENERALIDADES
a. As operações de substituição são realizadas para conservar o poder de
combate de uma tropa, para a manutenção da eficiência profissional, para atenter
as imposições do Planejamento Tático, para reequipar, reinstruir e ensaiar uma
Força para Operações Especiais.
b. Os tipos de operações de substituição são:
1) Substituição em posição;
2) Ultrapassagem;
3) Retraimento através de uma posição.
2-2
CI 17-30/1 2-5
2-5. A SUBSTITUIÇÃO EM POSIÇÃO
b. A execução da Substituição em Posição:
1) O comandante do pelotão deve preocupar-se, tão logo receba a ordem de
executar uma substituição em posição, com os seguintes itens da ordem de opera-
ções do comandante da FT SU Bld:
a) Horário previsto para início e término da substituição;
b) Finalidade da Operação ( prosseguir na defesa ou para preparar um
ataque subsequênte);
c) Horário de reconhecimento e efetivo que poderá lhe acompanhar;
d) Ponto de Liberação (P Lib) do pelotão e horário de passagem por ele;
e) Prioridade de utilização de estradas e responsabilidade do controle de
trânsito;
f) Seqüência da substituição (da frente para a retaguarda ou vice-versa /
simultânea ou sucessiva);
- Troca de armamentos e equipamentos julgados importantes;
- Transferência de suprimentos;
- Características da região de operações;
- As possibilidades do inimigo.
c. Após o recebimento da missão, o comandante do pelotão deve emitir a
ordem preparatória para a sua fração e, sempre que possível, participar do
reconhecimento realizado pelo comandante da FT, acompanhado dos seus
comandantes de carro.
NO RECONHECIMENTO, ATENTE PARA . . .
1) TERRENO À FRENTE DA POSIÇÃO:
A) VIAS DE ACESSO QUE INCIDEM SOBRE A POSIÇÃO;
B) TRAÇADO DO LAADA (SFC);
C)PONTOS LIMITES (PARA A COORDENAÇÃO DE FOGOS);
D) SETORES DE TIRO;
E) ITINERÁRIOS DE RETRAIMENTO DOS PAC/PAG (SFC);
F) PRINCIPAIS ACIDENTES CAPITAIS BATIDOS DA POSIÇÃO;
G) LOCALIZAÇÃO DAS CONCENTRAÇÕES DE TIROS INDIRETOS;
H) LOCALIZAÇÃO DOS PO/PE;
2-3
2-5 CI 17-30/1
I) OBSTÁCULOS NATURAIS E ARTIFICIAIS.
2) INIMIGO:
A) QUAL É A NATUREZA DO INIMIGO;
B) QUAL DISTÂNCIA SE ENCONTRA;
C) FREQUÊNCIA DE ATUAÇÃO.
3) ITINERÁRIOS:
A) DO P LIB DO PELOTÃO ATÉ O PONTO DE LIGAÇÃO (P LIG);
B) DO P LIG ATÉ O NÚCLEO DO PELOTÃO;
C) ITINERÁRIOS UTILIZADOS PARA ABORDAR A POSIÇÃO DO NÚ-
CLEO DO PELOTÃO;
D) NECESSIDADE DE BALIZAMENTO NOS ITINERÁRIOS.
4) NÚCLEO DO PELOTÃO:
A) LOCALIZAÇÃO;
B) DISTRIBUIÇÃO DOS CC NO INTERIOR DA POSIÇÃO;
C) POSIÇÕES DE TIRO (PRINCIPAL, MUDA, SUPLEMENTAR E ESPE-
RA).
5) A ZONA DE REUNIÃO:
A) LOCALIZAÇÃO;
B) DISPOSITIVO A SER ADOTADO PELO PEL
d. Após a realização do reconhecimento, o comandante do pelotão emite a
Ordem ao Pelotão, procurando detalhar ao máximo as fases da operação.
e. A FT que enquadra o pelotão CC é deslocada para uma zona de reunião
próxima da posição a ser substituída. Os movimentos da tropa são realizados através
dos itinerários que já foram reconhecidos, com a utilização de guias designados
pelo comando da FT.
f. Deve ser feito o máximo esforço para impedir que o inimigo tome conhecimento
da substituição. Portanto, deve-se executar a substituição em períodos de reduzida
visibilidade, observando as seguintes medidas de segurança:
(1) As atividades normais na área de operações são mantidas durante a
substituição;
(2) Manutenção das redes e do tráfego de comunicações;
(3) O deslocamento para a área da substituição deve ser feito por infiltração;
(4) Medidas de dissimulação devem ser tomadas.
2-4
CI 17-30/1 2-5/2-6
Fig 5-1.”Exemplo da FT 1º Esqd CC/FT 51º RCC realizando a substituição em
posição da FT 2º Esqd CC/ FT 52º RCC.
2-6. A ULTRAPASSAGEM
a. Ultrapassagem é uma operação na qual uma unidade ataca através de outra
que se encontra em contato com o inimigo.
c. Antes do início da operação, e sempre que possível, deve ser feito um
reconhecimento completo pelos comandantes envolvidos na operação. Tal
reconhecimento deverá abranger:
1) Os itinerários para os locais de ultrapassagem;
2) A localização exata das tropas em posição;
3) Os locais onde o(s) guia(s) encontrará(ão) as frações;
4) Trilhas ou brechas nos obstáculos amigos;
5) O terreno à frente da posição a ser ultrapassada.
d. Os itinerários estabelecidos para os deslocamentos, através da posição,
2-5
2-6/2-7 CI 17-30/1
devem estar bem balizados e o controle dos mesmos é de suma importância.
Devem ser previstos guias, normalmente fornecidos pela tropa ultrapassada, para
este balizamento.
e. Os guias conduzem os elementos das tropas que irão ultrapassar, através
das unidades em contato, pelos itinerários previamente selecionados.
Fig 5-2.”Exemplo de FT Esqd CC realizando a ultrapassagem”
f. Sempre que possível, os Itinerários de Ultrapassagem devem passar entre
as posiçõess dos pelotões, e não através destas posições.
2-7. A EXECUÇÃO DA ULTRAPASSAGEM
a. Tão logo seja emitida a ordem pelo comandante da FT para a realização da
ultrapassagem, o comandante do pelotão emite a ordem preparatória ao pelotão
visando iniciar os preparativos da fração e, juntamente com seus comandantes de
carro (se for possível), desloca-se para a posição onde encontra-se o comandante
da FT a fim de acompanhar o reconhecimento e a coordenação dos planos com a
tropa a ser ultrapassada.
b. Antes de iniciar o deslocamento para a ultrapassagem, o comandante do
pelotão deve verificar:
1) Se os reconhecimentos foram conduzidos de forma detalhada. Caso não
tenham sido, realize um último “Brieffing” com os elementos subordinados;
2) Se os guias para o pelotão estão prontos;
3) Se os itinerários estão devidamente identificados;
2-6
CI 17-30/1 2-7/2-9
4) Se todas ordens dadas pelo comandante da FT estão sendo executadas.
c. Uma vez estabelecido o contato com o(s) guia(s), o pelotão desloca-se na
formação e com a dispersão mais adequada para os locais de ultrapassagem da
fração.
2-8. A FT NO RETRAIMENTO ATRAVÉS DE UMA POSIÇÃO
Acolhimento é uma operação que se realiza quando uma força, em movimento
retrógrado, passa através da zona de ação de outra força que ocupa posição à sua
retaguarda.
2-9. A EXECUÇÃO DO RETRAIMENTO ATRAVÉS DE UMA POSIÇÃO
a. As medidas de coordenação e controle são, normalmente, estipuladas pelo
comandante da FT U. Estas medidas incluem, dentre outras, pontos de ligação,
pontos de ultrapassagem, itinerários de retraimento e hora de passagem.
b. Os pontos de acolhimento são localizados nas proximidades do LAADA ou
da posição de retardamento e através deles as forças são acolhidas.
c. Os pontos de ligação devem estar localizados dentro do alcance das armas
de tiro direto/indireto do LAADA ou da posição de retardamento e, exigem contato
físico para identificação, fornecimento de guias e trocas de informações entre as
tropas.
d. Normalmente, na zona de ação da tropa que acolhe, são designados um
ponto de ligação principal e um alternativo. Os elementos da fração que acolhe
devem enviar uma patrulha de ligação e guias para ambos os pontos.
e. Os itinerário de retraimento são caminhos através da posição e para a
retaguarda, que facilitam o retraimento ordenado e contínuo. Normalmente são
balizados.
ATENTE PARA ISSO ! ! !
O SISTEMA DE RECONHECIMENTO MÚTUO PODE SER REALIZADO
ATRAVÉS DA IDENTIFICAÇÃO DE VIATURAS, PAINÉIS, SINAIS DE
BANDEIROLAS E TROCA DE SENHAS E CONTRA-SENHAS. NO
RECONHECIMENTO MÚTUO, A TROPA QUE SERÁ ACOLHIDA ESTABELECE
O CONTATO COM AS PATRULHAS E GUIAS DO LAADA OU DA POSIÇÃO
RETARDADORA NOS PONTOS DE LIGAÇÃO.
g. Após a troca de informações necessárias, os guias conduzem a tropa que
retrai diretamente para a retaguarda.
2-7
2-9/2-11 CI 17-30/1
ARTIGO III
A JUNÇÃO
2-10. GENERALIDADES
a. A operação de junção compreende o estabelecimento do contato físico
entre duas forças terrestres amigas em operações. Tal encontro pode ocorrer em
operações aeroterrestres, anfíbias ou aeromóveis, na substituição de uma unidade
isolada, para estabelecer ligações com forças de infiltração, na ruptura de um cerco
inimigo, para reunir forças divididas, na convergência de forças independentes ou
no encontro com forças de guerrilha amigas.
c. Na operação de junção, a força de junção tem por objetivo buscar o contato
com a força estacionária, ao passo que esta última busca manter o terreno
conquistado.
2-11. A EXECUÇÃO DA JUNÇÃO
a. Para a força de junção, o início da operação é executado como uma operação
ofensiva normal (pode ser um ataque de oportunidade ou coordenado) a fim de
romper a posição inimiga que se interpõe entre as tropas amigas.
b. Para a execução de uma operação de junção, o comandante do pelotão
de carros deve, inicialmente, procurar inteirar-se e transmitir a todos os homens da
fração como está estruturado o sistema de identificação mútua.
O PLANO DE IDENTIFICAÇÃO MÚTUA
INCLUI, NORMALMENTE . . .
O EMPREGO DE ARTIFÍCIOS PIROTÉCNICOS, BRAÇAIS, PAINÉIS,
MARCAÇÃO DE VIATURAS, DISPOSITIVOS COLORIDOS, FUMAÇAS
COLORIDAS, MEIOS INFRAVERMELHOS, RADARES, SINAIS POR GESTOS
CONVENCIONADOS, SENHAS E CONTRA-SENHAS.
c. O esquema de manobra de uma operação de junção deve ser estabelecido
com antecedência. Normalmente, o comandante do pelotão CC recebe todo o
planejamento da operação pronto. As medidas de coordenação e controle compre-
endem, entre outras:
1) Pontos de junção;
2) Limites;
2-8
CI 17-30/1 2-11
3) Eixos de progressão;
4) Objetivos;
5) Linhas de controle, para facilidade de controle e localização da força.
Fig 5-3.”Fase inicial da junção - operação ofensiva para romper a posição inimiga
que se interpõe entre as forças ”
d. Para se evitar os riscos de um combate entre as tropas amigas, pontos de
junção são selecionados. Neles, o contato físico entre as forças deve ocorrer.
e. Os elementos que guarnecem os pontos de junção, bem como aqueles
abertura de trilhas etc.
f. Os momentos finais da junção serão marcados pelo contato rádio entre os
comandantes de SU que se aproxima e o comandante de SU da força isolada.
Caberá ao comandante do pelotão o último contato rádio antes do contato visual
com a tropa isolada.
g. Para atender à rede de comando da SU, de comando do pelotão e ainda a
rede de Junção 4 (grupo 2), o comandante do pelotão deverá, ao atingir a Linha de
Controle determinada, designar um CC do pelotão para realizar o contato (Rede
Rádio Junção 4),
h. O comandante do Pel CC deve saber a missão que será executada após a
junção. Normalmente, o Pel CC receberá uma das seguintes missões:
1) participar do reforço ou da assunção da defesa aérea;
2-9
2-11 CI 17-30/1
2) participar da ultrapassagem e da continuação do ataque para objetivos
mais distantes.
Fig 5-4.”Exemplo de uma operação de junção”
2-10
CAPÍTULO 3
MEMENTOS DE ORDENS DE OPERAÇÕES
ARTIGO I
OPERAÇÕES OFENSIVAS
MARCHA PARA O COMBATE
3-1. PROVIDÊNCIAS INICIAIS
RETIRE SUAS DÚVIDAS ! ! !
a. Realizar estudo sucinto da missão . Esteja atento principalmente quanto a
INTENÇÃO do comandante que o enquadra;
b. Objetivo;
c. Estabelecer ligações necessárias;
d. Tipo de escurecimento utilizado durante o deslocamento (total, parcial...);
e. Seqüência de deslocamento da FT e missão do pelotão (Esc Rec; Esc
Cmb);
f. Eixos de progressão;
g. Medidas de coordenação e controle impostas pelo comandante da FT;
3-1
3-1/3-2 CI 17-30/1
h. Natureza do inimigo (DIVALOCOM);
i. Coordenações a serem realizadas com outras frações ( elementos vizinhos e
interpostos, Ap Fogo e limites:
1) Realizar o estudo de situação sucinto.
EMITA SUA ORDEM PREPARATÓRIA:
SEJA BREVE !!!
1. Quanto à missão:
a. Definir quem, o que e quando.
2. Quanto à emissão da O Pel:
a. Definir onde e quando.
3. Prescrições diversas:
a. Atentar para atividades que envolvam a logística do
pelotão em função da manobra que será realizada.
1) Suprimento Classe I, III, IV, VIII, IX e X;
2) Consumo de ração;
3) Quadro horário para descanso a tropa (SFC);
b. Determinar a preparação de um caixão de areia ou algo
semelhante, na área em que o pelotão irá atuar;
c. Informar a sua localização durante a fase de
planejamento e de reconhecimento.
3-2. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Realize um estudo sucinto na carta (militares, de trafegabilidade), fotos
aéreas e mapas regionais em função do planejamento realizado pelo comandante
da FT;
b. Marque em sua carta todos as medidas de coordenação e controle
determinadas pelo seu comandante de FT;
c. Marque na carta os acidentes capitais e visualize a atividade do pelotão
quando atingir tais pontos. Marque medidas de coordenação e controle para balizar
mudanças de formação ou de atividades.
ATENÇÃO
PENSE COMO SE INIMIGO FOSSE. SE ELE TIVESSE QUE RETARDAR
O SEU MOVIMENTO, QUAIS SERIAM OS MELHORES LOCAIS PARA SEREM
OCUPADOS ???
3-2
CI 17-30/1 3-3/3-5
3-3. RECONHECIMENTO:
PROCURE IDENTIFICAR !!!
a. E Prog a ser percorrido;
b. Obstáculos e formas como transpô-los;
c. Medidas de coordenação e controle;
d. Condições de trafegabilidade do terreno;
e. Presença ou não de regiões urbanas;
f. Possíveis locais de atuação do inimigo (emboscadas AC, Posições de
retardamento e Posições de Bloqueio).
3-4. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
MITeMeT ———-—————— LAc—————————— Decisão
(Missão, Inimigo, Terreno, Meios,Tempo Disponível)
3-5. ORDEM DE OPERAÇÕES:
a. Situação
1) Forças inimigas
a) Dispositivo, valor, provável localização, composição, natureza, atividades
recentes e atuais;
b) Possibilidades e limitações;
c) Armamento, uniforme e material empregado;
d) Atividade de Força aérea;
e) Possibilidade de emprego de helicópteros.
2) Forças amigas
a) Missão da FT e elementos vizinhos;
b) Outros elementos na zona de ação;
c) Apoio de Fogo;
d) Atividade de Força Aérea;
e) Atividades de helicópteros;
3) Meios
a) Recebidos e retirados (SFC);
3-3
3-5 CI 17-30/1
4) Missão:
É a recebida do Escalão superior. Não esquecer nunca da INTENÇÃO do
comandante que o enquadra. Procure dizer “A intenção do comandante é...”. Informe
sempre a seus subordinados a manobra até DOIS níveis acima.
5) Execução:
a) Conceito da Operação
(1) Manobra
Enunciar como planejou o cumprimento da missão, contando
inicialmente, em forma de “estória” o que pretende realizar (QUEM, QUANDO, O
QUE, ONDE E COMO).
(a) Composição e localização da FT ( SFC );
(b) Horário de encolunamento dos carros;
(c) Seqüência das VBC no deslocamento;
(d) E Prog a ser percorrido até o Objetivo de Marcha;
(e) Formações a serem adotadas durante o deslocamento;
(f) Obstáculos no E Prog atividades a tomar;
(g) Medidas de coordenação e controle;
(h) Pontos de Reunião no Itinerário (SFC);
(i) Conduta em caso de pane/quebra/destruição;
(j) Sinais de reconhecimentos e gestos convencionados;
(l) Missão nas diversas fases da operação, tais como:
Posição no deslocamento;
Direção de observação e setores de tiro;
Velocidade de deslocamento.
6) Fogos
a) Prioridade;
b) Quem apóia (SFC);
c) Regras de engajamento;
d) Alvos prioritários.
7) Prescrições diversas
a) EEI: O Ini Retarda na linha __________ com valor _________;(etc);
b) Rodízio entre as viaturas que lideram o movimento;
c) Observar grau de prontidão;
3-4
CI 17-30/1 3-5
d) Medidas DQBN (quem da o alarme, quais são as MOPP);
e) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação aérea);
f) Posição do comandante do pelotão no deslocamento;
g) Medidas DAC.
8) Logística
a) Ração e água (tipos, distribuição, condução, consumo, ressuprimento);
b) Munição e remuniciamento (prescrições e instalações);
c) Óleos e combustível (prescrições e instalações);
d) Planos"de embarque e carregamento;
e) Evacuação de pessoal e de material;
f) Medidas para higiene
g) Pessoal, Comunicação Social e assuntos civis no que for aplicável:
h) Conduta com pessoal local (prioridade na evacuação SFC).
9) Comunicações e Eletrônica
a) Comunicações:
(1) Senhas e C Senhas;
(2) Dados do extrato da IEComElt em vigor (freqüência, prescrições
rádio, senhas, indicativos, redes interna e externa);
(3) Sinais convencionados para a mudança de posição, início,
transporte, cessar ou alongar os fogos, início do assalto etc, (SFC);
(4) Outros sistemas Com (Msg, óticos, fio, etc);
(5) Acerto dos relógios.
b) Eletrônica
(1) SFC.
ARTIGO II
ATAQUE COORDENADO
RETIRE SUAS DÚVIDAS !!!
3-5
3-6 CI 17-30/1
3-6. PROVIDÊNCIAS INICIAIS
1. Missão do pelotão no ataque (atacar, conquistar, fixar...). Esteja atento
principalmente quanto a INTENÇÃO do comandante que o enquadra;
2. Objetivo;
3. Horário de encolunamento das viaturas;
4. Tipo de escurecimento utilizado durante o deslocamento (total, parcial...);
5. Seqüência de deslocamento da FT
6. Itinerários determinados para o pelotão;
7. Medidas de coordenação e controle impostas pelo comandante da FT (limites,
itinerários, eixos de progressão etc);
8. Natureza do inimigo (DIVALOCOM)
9. Coordenações a serem realizadas com outras frações (SFC);
10. Medidas de coordenação com os Fzo Bld;
11. Realizar o estudo de situação sucinto.
EMITA SUA ORDEM PREPARATÓRIA:
SEJA BREVE !!!
1. Quanto à missão:
a. Definir quem, o que e quando.
2. Quanto à emissão do O Pel:
a. Definir onde e quando.
3. Prescrições diversas:
a. Atentar para atividades que envolvam a logística do pelotão em função da
manobra que será realizada.
1) Suprimento Classe I, III, IV, VIII, IX e X;
2) Consumo de ração;
3) Quadro horário para descanso a tropa (SFC).
b. Determinar a preparação de um caixão de areia ou algo semelhante, na
área em que o pelotão irá atuar;
c. Informar a sua locali zação durante a fase de planejamento e de
reconhecimento.
3-6
CI 17-30/1 3-7/3-9
3-7. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
1. Realize um estudo sucinto na carta, em função do planejamento realizado
pelo Cmt FT.
2. Marque em sua carta todas as medidas de coordenação e controle
determinadas pelo seu Cmt FT.
3-8. RECONHECIMENTO:
CASO HAJA RECONHECIMENTO....
VERIFIQUE ESSES ITENS !!!
a. Leve consigo todos os seus comandantes de carro. Caso isto não seja
possível, leve ao menos um comandante de carro pertencente à segunda seção;
b. Itinerários de Progressão da Z Reu até a P Atq;
c. Eixo de Progressão da P Atq até LP;
d. Z Aç da LP até o Objetivo, Limites da FT e do Pel (SFC);
e. Ponto de desembarque dos fuzileiros durante o assalto;
f. Necessidade de balizamento em algum ponto?(Rec noturno)
g. Terreno à frente, procurando explorar:
1) Natureza do terreno à progredir;
2) Acidentes capitais (fora da Z Ac ou locais de onde se possa sofrer tiros
de flanco);
h. Setores de tiro dos pelotões;
i. Obstáculos naturais e artificiais.
Direção geral de ataque (pontos nítidos que devam ser buscados de forma
a orientar a direção de ataque);
Coordenações a serem realizadas com outras frações ( SFC );
3-9. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
a. Verificar o calco da manobra e estudá-lo detalhadamente, buscando identificar
os seguintes aspectos:
1) Itinerários determinados para o pelotão;
2) Pontos críticos no terreno;
3) Medidas de coordenação e controle impostas pelo comandante da FT;
4) Medidas de coordenação e controle necessárias para o pelotão;
5) Obstáculos naturais / artificiais;
6) Limites;
7) Pontos nítidos no terreno ( entroncamento de estradas, clareiras e cam-
3-7
3-9/3-10 CI 17-30/1
pos de pouso, localidades, lagos, etc...) que facilitem a orientação durante o deslo-
camento.
3-10. ORDEM AO PELOTÃO:
a. Situação
1) Forças inimigas
a) Dispositivo, valor, provável localização, composição, natureza, atividades
recentes e atuais;
2) Possibilidades e limitações;
3) Armamento, uniforme e material empregado.
b. Forças amigas
1) Unidades vizinhas, elementos que estarão atuando na Z Aç (Quando,
onde, para que );
a) Tropa em contato, necessidade de ultrapassagem;
2) Elementos de apoio.
c. Meios
1) Recebidos e retirados ( SFC )
d. Missão:
1) É a recebida do Escalão superior. Não esquecer nunca da INTENÇÃO
do comandante que o enquadra. Procure dizer “A intenção do comandante é...”.
Informe sempre a seus subordinados a manobra até DOIS níveis acima.
e. Execução:
1) Manobra
a) Enunciar como planejou o cumprimento da missão, contando
inicialmente, em forma de “estória” o que pretende realizar; nesta ocasião, é
importante que seja confeccionado um caixão de areia, mosaico, croqui ou qualquer
outro dispositivo que auxilie na visualização da manobra da fração.
b) Após a exposição para o Pelotão de como pretende realizar o
cumprimento a missão, iniciar a explicação pormenorizada das ações a serem
realizadas pela fração. Como sugestão, siga a seguinte seqüência:
c) DA ZONA DE REUNIÃO À POSIÇÃO DE ATAQUE:
(1) Composição da FT ( SFC );
(2) Horário de encolunamento das Vtr;
(3) Seqüência das Vtr no deslocamento;
(4) Segurança no deslocamento;
(5) Itinerário a ser percorrido;
(6) Formações a serem adotadas;
3-8
CI 17-30/1 3-10
(7) Pontos de Controle;
(8) Pontos de Reunião no Itinerário ( SFC );
(9) Passagens por pontos críticos;
(10) Ações à realizar na ultrapassagem de obstáculos ( SFC );
(11) Abordagem da Posição de Ataque;
(12) Definir missões específicas para cada seção durante o desenrolar
de toda a ação (SFC);
d) DA P ATQ ATÉ A LP:
(1) Abertura do dispositivo;
(2) Posição de cada CC
e) DA LINHA DE PARTIDA AO OBJETIVO:
(1) Abordagem e transposição da LP;
(2) Objetivos de cada Seção;
(3) Direção geral de ataque;
(4) Limites;
(5) Coordenações a serem realizadas com outras frações (SFC);
(6) Coordenação do fogo interno do Pelotão;
(7) Distância entre as VBC;
(8) Conduta em caso de pane/ avaria/ destruição;
(9) Pontos nítidos no terreno que facilitam a orientação da tropa;
(10) Controle da munição dos CC;
(11) Utilização de fumígenos (SFC).
(12) Definir missões específicas para cada seção durante o desenrolar
de toda a ação (SFC);
f) Ação no objetivo:
(1) Missões específicas de cada Seção;
(2) Quais os principais aspectos a serem observados durante a ação;
(a) Medidas de coordenação com a Infantaria;
(b) Onde ocupar posições de tiro no objetivo;
(c) O que buscar ( Barrar, deter, defender, impedir ...) após a
transposição do objetivo;
(3) Fase de consolidação: Identificação das principais VA de blindados,
3-9
3-10 CI 17-30/1
por ocasião de um possível contra-ataque; Apoio eventual aos Fuzileiros;
(a) Definir para onde vai cada CC;
(b) Definir o que cada seção irá bater;
(c) Posições de tiro cobertas e abrigadas;
(4) Fase de reorganização: Levantamento de dados do Pelotão, tais
como munição, necessidades de suprimentos, evacuação de feridos, perdas,
extravios e reabastecimento. Definir quem é responsável pelo suprimento, como vai
ser feito e por onde. Não deixar de informar ao comandante da FT suas necessidades.
3) Prescrições diversas:
a) Observar o grau de prontidão;
b) Definir regras de engajamento;
c) Medidas de segurança contra AC;
d) Medidas QBN a serem adotadas (quem dá o alarme, quais são as
MOPP);
e) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação aérea).
f) Local do comandante (o seu e do comandante do esquadrão)
f. Fogos:
1) Prioridade;
2) Quem apóia (SFC);
3) Regras de engajamento
g. Logística
1) Ração e água (tipos, distribuição, condução, consumo, ressuprimento);
2) Munição:
a) Tipo de munição a ser empregada e redistribuição após a ação no
objetivo;
b) Localização do P Rem;
3) Evacuação de pessoal e de material:
a) Identificar onde estará localizado o, P Refu Fer, Sec Cmdo e ATSU e
definir quem será o responsável pelo encaminhamento do pessoal a estes locais,
em caso de necessidade.
4) Pessoal, Comunicação Social e assuntos civis no que for aplicável:
a) Conduta com pessoal local (prioridade na evacuação);
5) Combustível, abastecimento e manutenção;
6) Comunicações e Eletrônica:
7) Comunicações:
a) Dados do extrato da IEComElt em vigor (freqüência, prescrições rádio,
senhas, indicativos, redes interna e externa)
3-10
CI 17-30/1 3-10/3-11
b) Sinais convencionados para a mudança de posição, início, transporte,
cessar ou alongar os fogos, início do assalto, etc ( SFC );
c) Outros sistemas Com (Msg, óticos, fio, etc).
d) Acerto dos relógios;
8) Eletrônica:
a) SFC
ARTIGO III
APROVEITAMENTO DO ÊXITO
3-11. ESCALONAMENTO DE FORÇAS:
a. O pelotão CC na Força de Aproveitamento do Êxito:
1) A fração que requer mais atenção é o Pelotão testa da Força de
Aproveitamento do Êxito, tendo em vista que o mesmo será os “olhos” do Cmt FT.
Para cumprir melhor sua missão algumas observações deverão ser feitas:
a) Utilize ao máximo sua potência de fogo e ação de choque disponível
para destruir instalações e posições inimigas;
b) Utilize um dispositivo que melhor se aplique ao terreno.
c) Ao deparar-se com o inimigo esclareça a situação rapidamente levante
linhas de ação e informe seu comandante imediato;
d) Caso o inimigo não seja forte o suficiente para impedir o seu
prosseguimento, procure desbordá-lo, lembre-se que seu objetivo é alcançar objetivos
3-11
3-11/3-13 CI 17-30/1
mais profundos.
e) Porém, se o inimigo conseguir impedir o prosseguimento do pelotão e
não seja possível realizar o desbordamento, solicite fogos de fumígenos para dificultar
a observação inimiga, desencadeie fogos buscando fixar o inimigo e aguarde
instruções de seu comandante imediato, para verificar como será procedido o ataque
à posição.
LEMBRE-SE
DO PONTO DE VISTA DO PELOTÃO CC, O APROVEITAMENTO DO ÊXI-
TO É UMA PROGRESSÃO CONTÍNUA, PROTEGIDA OU POR LANÇOS, CON-
FORME A NECESSIDADE DE APOIO DE FOGO, SOBRE POSIÇÕES SUMÁRI-
AS DO INIMIGO.
ASSIM SENDO, TODAS AS TÁTICAS, TÉCNICAS OU PROCESSOS EX-
PLICADOS PARA O ATAQUE COORDENADO SÃO UTILIZADOS NESTE TIPO
DE OPERAÇÃO. PARA O PELOTÃO CC, O APROVEITAMENTO DO ÊXITO
APRESENTA-SE COMO UMA SUCESSÃO DE ATAQUES DE OPORTUNIDADE
E COMBATES DE ENCONTRO SOBRE POSIÇÕES MAIS FRACAS DO INIMI-
GO.
e. O pelotão CC na Força de Acompanhamento e Apoio:
Enquadrado na FT SU Bld ou no Esqd CC, o pelotão CC na força de acompanha-
mento e apoio opera visando manter o contato com forças inimigas que tenham
sido desbordadas pela força de aproveitamento do êxito.
ARTIGO IV
PERSEGUIÇÃO
3-12. CONSIDERAÇÕES GERAIS:
A perseguição é uma operação executada para destruir uma força inimiga que
se retira. São empregados dois grupamentos de força. A Força de Pressão Direta e
a Força de Cerco.
3-13. ESCALONAMENTO DE FORÇAS:
a. Força de Pressão Direta:
A força de pressão direta visa obrigar o grosso do inimigo a parar e combater,
infligindo o máximo de perdas ao inimigo, evitando seu desengajamento e impedindo
que ele se reorganize.
3-12
CI 17-30/1 3-13
b. Força de Cerco:
A força de cerco visa interceptar a retirada do inimigo, conquistando regiões
que permitem bloquear sua fuga, e destruí-lo.
c. O pelotão CC na Perseguição:
O pelotão CC poderá participar tanto da força de pressão direta quanto da
força de cerco. Para isto, empregará sempre as mesmas táticas e técnicas utilizadas
durante a realização da MARCHA PARA O COMBATE e do ATAQUE.
3-13
3-14/3-16 CI 17-30/1
ARTIGO V
OPERAÇÕES DEFENSIVAS
AÇÃO RETARDADORA
3-14. PROVIDENCIAS INICIAIS:
RETIRE AS SUAS DÚVIDAS!!!
a. Retirar dúvidas relativas ao cumprimento da missão. Estar atento principal-
mente quanto à intenção do comandante enquadrante, observando principalmente
a finalidade da ação retardadora.
b. Realizar o estudo de situação sucinto:
3-15. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Verificar o calco da manobra e estudá-lo detalhadamente, buscando identi-
ficar os seguintes aspectos:
b. Pontos críticos no terreno;
c. Medidas de coordenação e controle impostas pelo Cmt da FT;
1) Itinerároi de retraimento;
2) Limites;
3) Pontos limites;
4) Pontos de ligação;
5) Pontos de controle.
d. Obstáculos naturais/artificiais;
e. Acidentes capitais (entroncamento de estradas, clareiras, campos de pou-
so, localidades, lagos, etc...) que facilitem a orientação durante o deslocamento.
EMITA SUA ORDEM PREPARATÓRIA
SEJA BREVE !!!
3-16. RECONHECIMENTO:
a. O Reconhecimento da PIR dependerá de fatores como a situação do inimi-
go e a premência de tempo. Deve-se ter em mente que quanto mais rápido chegar-
mos ao local de ocupação melhor para nossa tropa.
3-14
CI 17-30/1 3-17/3-18
3-17. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
a. Verificar o calco da manobra e estudá-lo detalhadamente, buscando identi-
ficar os seguintes aspectos:
b. Itinerários determinados para o pelotão;
c. Pontos críticos no terreno;
d. Medidas de coordenação e controle impostas pelo comandante da FT;
e. Medidas de coordenação e controle necessárias para o pelotão;
f. Obstáculos naturais / artificiais;
g. Limites;
h. Pontos nítidos no terreno ( entroncamento de estradas, clareiras e campos
de pouso, localidades, lagos, etc...) que facilitem a orientação durante o desloca-
mento.
3-18. ORDEM AO PELOTÃO:
a. Situação
b. Forças Inimigas
1) Dispositivo;
2) Por onde desloca a maioria dos meios;
3) Natureza;
4) Composição;
5) Valor;
6) Atividades recentes e atuais;
7) Possibilidades e limitações;
8) Armamento, uniforme e material empregado.
c. Forças amigas
1) Unidades vizinhas;
2) Elementos que estarão atuando na Z Aç (quando?, onde?, para que?);
3) Elementos de apoio.
d. Meios
1) Recebidos e retirados (SFC).
2) Missão
É a recebida do escalão superior. Não esquecer da INTENÇÃO do Cmt
que o enquadra. Procure dizer: “A intenção do Cmt é...”. Informe sempre a seus
subordinados a manobra até dois escalões acima. Atente para as ações táticas
impostas (Retardar, Retrair, ligar-se, proteger).
3) Execução
a) Manobra
3-15
3-18 CI 17-30/1
(1) Enunciar como planejou o cumprimento da missão, contando
inicialmente em forma de estória o que pretende realizar; nesta ocasião, é importante
que seja utilizado um caixão de areia, mosaico, croqui ou outro dispositivo que
auxilie na visualização da manobra da fração.
(2) Após a exposição para o Pel de como pretende realizar o
cumprimento da missão, iniciar a explicação pormenorizada das ações a serem
realizadas pelo Pel. Recomenda-se a seguinte seqüência:
b) Reconhecimento
(1) Limites da Zona de Ação do Pel (SFC);
(2) Via(s) de acesso a ser(em) barrada(s) e sua prioridade;
(3) Condições de observação e campos de tiro;
(4) Obstáculos naturais;
(5) Cobertas e abrigos;
(6) Itinerários de retraimento;
(7) O Adjunto deve reconhecer a nova posição de retardamento;
(8) Posições intermediárias que possam ser ocupadas a fim de retardar
o inimigo;
(9) Verificar os prováveis pontos nos quais o inimigo vai aparecer e
verificar de onde o mesmo pode ser batido pelas armas do pelotão no seus alcances
máximos.
c) Ocupação
(1) Seqüência de ocupação (quem ocupa primeiro?);
(2) Posicionamento dos CC e suas missões;
(3) Apoio mútuo entre os CC;
(4) Dispersão dos CC;
(5) Coordenar e controlar o preparo da posição de acordo com as
prioridades estabelecidas, características do pelotão e tempo disponível,
supervisionando o trabalho dos elementos de apoio. Sugestão da seqüência dos
trabalhos:
(a) Estabelecer a segurança da posição de bloqueio;
(b) Reconhecer posições e itinerários;
(c) Preparar as posições dos CC (espera, principal, muda e
suplementar);
(d) Limpar os campos de tiro;
(e) Camuflar as posições;
3-16
CI 17-30/1 3-18
(f) Preparar as posições suplementares;
(g) Estabelecer o plano de descanso e sono;
(h) Buscar constantemente o melhoramento da posição;
(i) Verificar com o Cmt Esqd o reconhecimento da próxima posição.
(6) Coordenar e controlar a execução das medidas administrativas;
(7) Elaborar o plano de fogos do Pel.
d) Retardamento:
(1) Coordenação e controle da abertura de fogos das armas orgânicas;
(2) Solicitação dos fogos de apoio;
(3) Acionamento dos meios de comunicação;
(4) Manter o comandante imediato informado;
(5) Não se deixar engajar decisivamente com o inimigo; Uma tropa
encontra-se decisivamente engajada em combate quando perde a liberdade de
manobra, ou seja, quando os seus meios orgânicos não são suficientes para
desengaja-la do inimigo, necessitando do apoio de outra tropa.
(6) O tipo de retraimento a ser utilizado será determinado pelo grau de
pressão do inimigo. Caso o pelotão não esteja fortemente engajado, ele pode receber
ordem para retrair como um todo.
(a) Ao receber a ordem para que seja iniciado o retraimento, o
comandante do pelotão deve preocupar-se principalmente:
- No horário em que inicia o retraimento;
- Em definir quem irá compor o destacamento de contato (pelotão
completo, uma seção ou apenas uma VBC);
- Quando será procedido o reconhecimento da próxima posição
que o pelotão ocupará após o retraimento (SFC);
- Qual o itinerário a ser utilizado no retraimento para a Z Reu
(SFC);
- Balizamento do itinerário até a Z Reu;
- Determinar quais os sinais ou senhas que serão utilizados
pelo pessoal a ser acolhido.
(b) retraimento sem pressão; O pelotão poderá designar um
destacamento de contato com o inimigo, com efetivo de cerca de 1/3 dos elementos
de manobra e de 1/3 à 1/2 das armas de apoio orgânicas. Deve-se saber :
- Quem é o comandante do destacamento de contato;
- Fazer as coordenações necessárias;
3-17
3-18 CI 17-30/1
- Ligação rádio, frequências, senhas e contra senhas, painéis e
outras medidas de identificação.
(c) Retraimento com pressão: O Cmt do pelotão que realizará um
retraimento sob pressão do inimigo deve:
- Selecionar os itinerários exatos de retraimento do pelotão;
- Identificar os prováveis pontos de reunião do pelotão;
- Determinar a ordem do movimento;
- Selecionar uma ou mais posição(ões) subseqüente(s) para
ser(em) ocupada(s);
- Coordenar e controlar o retraimento do Pel;
- O retraimento é sempre mediante ordem;
- Pontos de controle podem ser empregado.
e. Administração
1) Logística
a) Suprimento classe I – ração (tipos, distribuição, condução, consumo,
ressuprimento).
b) Suprimento classe III – Combustível e lubrificantes (quando vai ser
realizado e de que forma).
c) Suprimento classe V – Munição e armamento (tipo de munição a ser
empregada e redistribuição da mesma).
d) Suprimento classe IX – Material de motomecanização (tipo de
suprimento e quando vai ser realizada a manutenção).
e) Suprimento classe X - Água
f) Pessoal – Evacuação do pessoal e de material
Identificar onde estará localizado o P Col mortos, P Col PG, P Col Slv,
ATSU e P Refu Fer.
g) Assuntos civis – Atitudes a serem realizadas com a população civil
(SFC).
2) Comunicações e eletrônica
a) Mudanças na IE Com Elt (SFC);
b) Hora de abertura das redes rádio.
c) Silêncio rádio e rádio restrito (se determinado).
d) Sinalização ótica e acústica (sinalização por artifícios, apitos, etc...).
e) Instruções especiais.
3-18
CI 17-30/1 3-19
ARTIGO VI
DEFESA DE AREA
3-19. PROVIDÊNCIAS INICIAIS
RETIRE SUAS DÚVIDAS !
a. Realizar estudo sucinto da missão. Esteja atento principalmente quanto a
INTENÇÃO do comandante que o enquadra;
b. Ação imposta ao pelotão (Defender, Retardar, Vigiar);
c. Localização do núcleo a ser ocupado;
d. Hora do dispositivo pronto na posição;
e. Traçado do LAADA;
f. Ligações necessárias a serem estabelecidas com outras frações (limites,
itinerários, eixos de progressão etc);
g. Seqüência de deslocamento da FT
h. Itinerários determinados para o pelotão;
i. Realizar o estudo de situação sucinto.
EMITA SUA ORDEM PREPARATÓRIA:
SEJA BREVE !
1. Quanto à missão:
a. Definir quem, o que e quando.
2. Quanto à emissão do O Pel:
a. Definir onde e quando.
3. Prescrições diversas:
a. Atentar para atividades que envolvam a logística do pelotão em função da
manobra que será realizada.
1) Suprimento Classe I, III, IV, VIII, IX e X;
2) Consumo de ração;
3) Quadro horário para descanso a tropa (SFC).
b. Determinar a preparação de um caixão de areia ou algo semelhante, na
área em que o pelotão irá atuar;
c. Informar a sua locali zação durante a fase de planejamento e de
reconhecimento.
3-19
3-20/3-23 CI 17-30/1
3-20. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Realize um estudo sucinto nas cartas (militares e de trafegabilidade), em
fotos aéreas e mapas regionais em função do planejamento realizado pelo Cmt FT.
b. Marque em sua carta todos as medidas de coordenação e controle deter-
minadas pelo seu Cmt FT.
c. Defina o tempo para o reconhecimento e a equipe que irá realizá-lo.
PENSE !
RACIOCINE COMO SE INIMIGO FOSSE... “SE EU ATACASSE ESTA PO-
SIÇÃO, QUAL SERIA...”
3-21. RECONHECIMENTO:
DURANTE O RECONHECIMENTO
IDENTIFIQUE !
a. Posição dos núcleos de pelotão da FT;
b. Localização do núcleo do pelotão;
c. Terreno à frente, procurando explorar:
d. Vias de acesso que incidem sob a posição;
e. Traçado do LAADA (SFC);
f. Pontos Limites;
g. Setores de tiro;
h. Itinerários de retraimento dos PAC/PAG (SFC);
i. Principais acidentes capitais batidos da posição;
j. Localização das concentrações dos tiros indiretos;
l. Localização dos prováveis PO/PE;
m. Obstáculos naturais e artificiais que possam ser lançados.
n. Prováveis localização das posições principais, de muda e suplementar
3-22. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
MITeMeT ——————— LAç ———————————— Decisão
(Missão, Inimigo, Terreno, Meios,Tempo Disponível)
3-23. ORDEM AO PELOTÃO:
a. Situação
1) Forças inimigas
3-20
CI 17-30/1 3-23
2) Natureza, provável localização, valor provável;
3) Possibilidades e limitações;
4) Armamento, uniforme e material empregado;
5) Atividades de Forca Aérea (SFC).
b. Forças amigas
1) Missão da FT e elementos Vizinhos;
2) Outros elementos na zona de ação (Força de Cobertura, PAG, PAC);
3) Apoio de Fogo;
4) Atividades de Força Aérea.
c. Meios
1) Recebidos e retirados ( SFC )
2) Missão:
É a recebida do escalão superior. Não esquecer nunca da INTENÇÃO
do comandante que o enquadra. Procure dizer “A intenção do comandante é...”.
Informe sempre a seus subordinados a manobra até DOIS níveis acima.
3) Execução:
d.Conceito da Operação
1) Manobra:
Enunciar como planejou o cumprimento da missão, contando inicialmente,
em forma de “estória” o que pretende realizar (QUEM, QUANDO, O QUE, ONDE E
COMO).
a) Composição e localização da FT ( SFC );
b) Horário de encolunamento das Vtr:
(1) Seqüência das viaturas no deslocamento;
(2) Itinerário a ser percorrido até o P Lib dos pelotões;
(3) Formações a serem adotadas no deslocamento;
(4) Pontos de Controle;
(5) Pontos de Reunião no Itinerário ( SFC );
(6) Conduta em caso de pane/ avaria/ destruição;
c) Localização do núcleo a ser ocupado:
(1) Horário do dispositivo pronto;
(2) Prioridade de trabalhos de OT;
(3) Setor de tiro do Pelotão;
(4) Setores de tiro dos carros;
(5) Itinerários utilizados para abordar a posição;
3-21
3-23 CI 17-30/1
(6) Distribuição dos carros no interior da posição;
(7) Posições exatas dos carros (principal, muda, suplementar e de
espera);
(8) Tipo de balizamento a ser utilizado no interior da posição;
(9) Lançamento de obstáculos e suas localizações (SFC);
(10) Lançamento de um sistema de alarme (SFC);
d) Terreno à frente da posição:
(1) Traçado do LAADA (sfc);
(2) Pontos Limites;
(3) VA que incidem sob a posição;
(4) Itinerários de retraimento dos PAC/PAG (sfc);
(5) Acidentes Capitais batidos da posição;
(6) Localização das concentrações dos tiros indiretos;
(7) Localização dos PO/PE;
(8) Obstáculos naturais e artificiais.
2) Fogos:
a) Prioridade;
b) Quem apóia (SFC);
c) Regras de engajamento:
(1) Alvos prioritários;
(2) Confecção do roteiro de tiro / iluminação (ANEXO “A”);
(3) Plano de destruição de material (SFC).
d) PAF (extrato)
3) Prescrições diversas:
a) Observar o grau de prontidão;
b) Medidas DQBN a serem adotadas (quem dá o alarme, quais são as
MOPP);
c) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação aérea).
d) Local do comandante (seu e do comandante da FT)
4) Logística
a) Ração e água ( tipos, distribuição, condução, consumo, ressuprimento);
b) Munição e remuniciamento;
c) Óleos e combustível;
d) Planos de embarque e carregamento;
3-22
CI 17-30/1 3-23/3-24
e) Evacuação de pessoal e de material;
f) Medidas para higiene
g) Pessoal, Comunicação Social e assuntos civis no que for aplicável:
h) Identificar onde estará localizado P Refu Fer, Sec Cmdo e ATSU e
definir quem será o responsável pelo encaminhamento do pessoal a estes locais.
5) Comunicações e Eletrônica:
a) Comunicações:
(1) Dados do extrato da IEComElt em vigor (freqüência, prescrições
rádio, senhas, indicativos, redes interna e externa)
(2) Sinais convencionados para a mudança de posição, início,
transporte, cessar ou alongar os fogos, início do assalto etc, ( SFC )
(3) Outros sistemas Com (Msg, óticos, fio, etc).
(4) Acerto dos relógios;
b) Eletrônica:
(1) SFC
ARTIGO VII
PLANO DE FOGOS DO PELOTÃO
3-24. SEQUENCIA DAS AÇÕES
a. Designar as posições dos CC e os setores de tiro de cada carro. Não deixe
de realizar esta distribuição dos setores de tiro de maneira que haja sempre o
recobrimento entre eles.
b. Determine os principais alvos a serem batidos pelos carros, de acordo com
a missão e diretrizes impostas pelo comandante da FT.
c. Na distribuição dos alvos pelos setores, procure adotar medidas que facili-
tem a confecção do seu plano de fogos. Por exemplo:
1) Carro 1 - alvos numerados com os algarismos de 100 à 199;
2) Carro 2 - alvos numerados com os algarismos de 200 à 299;
3) Carro 3 - alvos numerados com os algarismos de 300 à 399;
4) Carro 4 - alvos numerados com os algarismos de 400 à 499.
d. Desta maneira, por ocasião da consolidação dos roteiros de tiro dos quatro
CC, você saberá identificar melhor qual é o CC que bate determinado alvo.
e. Realize a compilação de todos os roteiros e croquis, confeccionando o
plano de fogos do Pelotão.
3-23
3-25 CI 17-30/1
f. Selecione os alvos que você julgue mais importante para o pelotão, de
acordo com a missão imposta. Insira estes alvos selecionados em um esboço da
área que o pelotão está batendo.
g. Envie este esboço para o seu comandante de FT. Certifique-se que as
informações contidas neste documento incluem os CC que estão realizando fogos
sobre estes alvos.
h. Verifique a necessidade de solicitar apoio de fogo de Morteiro e Artilharia.
Se for o caso, sugira ao comandante da FT concentrações dentro do seu setor de
tiro.
JUNÇÃO
LEMBRE-SE
É O ESTABELECIMENTO DO CONTATO FÍSICO ENTRE FORÇAS TER-
RESTRES AMIGAS EM OPERAÇÕES. PARA A FORÇA DE JUNÇÃO, O INÍCIO
DA OPERAÇÃO É EXECUTADO COMO UMA OPERAÇÃO OFENSIVA, NORMAL-
MENTE POR UM APROVEITAMENTO DO ÊXITO.
ATENÇÃO
GRANDE RISCO DE FRATRICÍDO.
COORDENE AO MÁXIMO A OPERAÇÃO.
3-25. PROVIDENCIAS INICIAIS:
a. Horário previsto para o início da junção.
b. Finalidade da operação:
1) Reforçar ou substituir em posição a força estacionária;
2) Prosseguir no ataque em coordenação com a força estacionária (ataque
conjunto);
3) Ultrapassar ou desdobrar a força estacionária, prosseguindo no ataque
para objetivos mais distantes.
c. Retire suas dúvidas sobre a operação principalmente com relação às medi-
das de coordenação e controle.
d. Realize o estudo de situaçõ sucinto.
3-24
CI 17-30/1 3-25/3-28
1. Quanto à missão:
a. Definir quem, o que e quando.
2. Quanto à emissão do O Pel:
a. Definir onde e quando.
3. Prescrições diversas:
a. Atentar para atividades que envolvam a logística do pelotão em função da
manobra que será realizada.
1) Suprimento Classe I, III, IV, VIII, IX e X;
2) Consumo de ração;
3) Quadro horário para descanso a tropa (SFC).
b. Determinar a preparação de um caixão de areia ou algo semelhante, na
área em que o pelotão irá atuar;
c. Informar a sua locali zação durante a fase de planejamento e de
reconhecimento.
3-26. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Realize um estudo sucinto na carta, em função do planejamento realizado
pelo Cmt FT.
b. Marque em sua carta todas as medidas de coordenação e controle deter-
minadas pelo seu Cmt FT.
3-27. RECONHECIMENTO:
Normalmente, neste tipo de operação, não são realizados reconhecimentos.
3-28. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
a. Estude detalhadamente a O Op do Cmt FT, pois, a junção é uma operação
extremamente dinâmica na sua execução, exige grande flexibilidade no seu plane-
jamento e requer estreita coordenação de esforços das forças envolvidas.
b. Medidas de coordenação e controle normalmente utilizadas em uma Op de
junção:
1) Pontos de junção - locais onde ocorrerão os contatos físicos;
2) Linhas de controle - auxiliam no controle do movimento;
3) Eixos de progressão - facilitam o deslocamento;
4) Medidas de condução de apoio de fogo
c. Linha de segurança de apoio de artilharia (LSAA)
Esta linha determina o a nenor distância que as armas de apoio podem
executar seus fogos;
d. Linha de coordenação de apoio de fogo (LCAF);
É faixa nítida no terreno além da qual todo alvo pode ser atacado por qualquer meio
de apoio de fogo, sem afetar a segurança ou necessidade de coordenação adicio-
3-25
3-28/3-29 CI 17-30/1
nal;
e. Linha de coordenação de fogo (LCF);
Linha estabelecida entre as foças terrestres amigas, além da qual um força
não pode atirar sem coordenação com a outra.
1) Plano de comunicação:
a) Prescrição rádio;
b) Mensagens pré-estabelecidas;
c) Sistemas de identificação mútua.
3-29. ORDEM AO PELOTÃO:
a. Situação
1) Forças inimigas
2) Dispositivo, valor, provável localização, composição, atividades recentes
e atuais;
3) Possibilidades e limitações;
4) Armamento, uniforme e material empregado.
b. Forças amigas
1) Unidades vizinhas, elementos que atuam na Z Aç (quando, onde, para
que);
2) Elementos de apoio;
3-26
CI 17-30/1 3-29
3) Força estacionária.
c. Meios recebidos e retirados (SFC).
d. Missão
É recebida do escalão superior. Não esquecer nunca da intenção do
comandante que o enquadra. Procure dizer “A intenção é...”. Informe sempre a
seus subordinados a manobra até dois níveis acima.
e. Execução
1) Conceito da Operação
2) Manobra
a) Expor em forma de estória o seu planejamento geral de forma a
ambientar a tropa com a situação.
b) Após a exposição para o Pelotão de como pretende realizar o
cumprimento da missão, iniciar a explicação pormenorizada das ações a serem
realizadas pela fração.
c) Composição da FT (SFC).
d) Horário do encolunamento das viaturas.
(1) Seqüência das Vtr no deslocamento;
(2) Formações a serem adotadas no deslocamento
(3) Medidas de coordenação, controle e atitudes a tomar;
(4) Pontos de reunião no itinerário (SFC);
(5) Definir para todos a localização da LCF definindo claramente as
atitudes em relação a esta medida de coordenação de fogos.
(6) Conduta em caso de pane/ avaria/ destruição.
e) Pontos nítidos no terreno.
(1) Passagens por pontos críticos e as ações que devem ser tomadas;
(2) Ações a realizar na ultrapassagem de obstáculos lembrando quem
faz o que (SFC).
f) Cada soldado deverá saber o que fará após a junção. A vulnerabilidade
das tropas aumenta nessa fase, tendo em vista a densidade de tropas no terreno. A
força estacionada deverá fornecer guias para a força de junção, os obstáculos devem
ser retirados ou balizados.
f. Prescrições diversas:
1) Determinar a conduta a ser adotada em caso de ação inimiga durante o
deslocamento e na fase da junção.
2) Medidas DQBN a serem adotadas (quem dá o alarme, quais são as
MOPP, etc...).
3) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação aérea).
3-27
3-29/3-30 CI 17-30/1
4) Administração
g. Logística
1) Suprimento classe I – Ração (tipos, distribuição, condução, consumo e
resuprimento).
2) Suprimento classe III – Combustível e lubrificantes (quando vai ser realizado
o resuprimento da tropa).
3) Suprimento classe V – Munição e armamento (tipo de munição a ser
empregada e redistribuição da mesma).
4) Suprimento classe IX – Material moto (tipo de suprimento necessário,
local e horário para a manutenção das vtr).
5) Suprimento Classe X - Água.
h. Pessoal
Evacuação do pessoal e de material:
1) Identificar onde estará localizado o P Col mortos, P Col PG, P Col Slv,
Sec Cmdo, ATSU, P Refu Fer.
2) Pessoal civil
Conduta com pessoal civil (SFC).
i. Comunicações e eletrônica
1) Comunicações
2) Deverá ser passado a tropa o sistema de identificação mútua que será
utilizado para que não haja o fratricídio. Pode incluir artifícios pirotécnicos, painéis,
marcação de Vtr, dispositivos coloridos, meios infravermelhos, radar, sinais por
gestos, senhas e contra senhas, sinais de luz; caso o contato seja com forças de
nação amiga, tem que haver um intérprete.
3) O Cmt de Pelotão deverá dar ciência aos Cmt CC das prescrições rádio
da tropa com a qual faremos a junção.O Cmt FT normalmente determina linhas de
controle para definir as prescrições rádio. A princípio somente o Cmt Pel fará os
contatos via rádio, para que não haja um fluxo desnecessário de comunicações,
entretanto, qualquer elemento subordinado deverá estar em condições de assumir
e continuar o contato em caso de pane ou quando for necessário para a segurança
da missão. Deve ser ensaiado o meio alternativo de comunicações para o
estabelecimento do contato.
3-28
CI 17-30/1 3-29/3-30
SUBSTITUIÇÃO
LEMBRE-SE !!!
ESTA OPERAÇÃO PODE SER REALIZADA COM DOIS OBJETIVOS ESPECÍ-
FICOS:
PARA PROSSEGUIR NA DEFESA
- Neste caso, deve ser feita homem a homem, arma por arma, carro por carro.
PARA PREPARAR UM ATAQUE
SUBSEQUÊNTE
- Nesta situação, pode ser realizada em determinadas áreas para facilitar o
comando e o controle das frações.
3-30. PROVIDÊNCIAS INICIAIS:
RETIRE SUAS DÚVIDAS !!!
a. Horário previsto para início e termino da substituição;
b. Finalidade da Operação (prosseguir na defesa ou preparar um ataque
subsequente);
3-29
3-30/3-32 CI 17-30/1
c. Horário de reconhecimento e efetivo que poderá lhe acompanhar no reco-
nhecimento;
d. Horário de encolunamento e de partida do pelotão;
e. Setor a ser ocupado na Zona de Reunião pelo Pelotão;
f. Ponto de Liberação do Pelotão e horário de passagem por ele;
g. Seqüência de substituição e processo a ser utilizado ( da frente para a
retaguarda ou vice-versa / simultânea ou sucessiva);
h. Verificar se haverá troca de munição, armamento, combustível e lubrifican-
tes, rações e água na posição a ser substituída;
i. Responsabilidade de comando durante o desenrolar da operação.
j. Realizar o estudo de situação sucinto.
EMITA SUA ORDEM PREPARATÓRIA
SEJA BREVE !!!
3-31. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Realize um estudo na carta em função do planejamento realizado pelo
comandante da FT.
b. Marque em sua carta todos as medidas de coordenação e controle deter-
minadas pelo seu comandante de FT.
c. Verifique a necessidade de medidas de coordenação e controle para o
pelotão.
3-32. RECONHECIMENTO:
a. Durante o reconhecimento, se for possível, leve consigo todos os seus
comandantes de carro. Caso contrário, leve ao menos um comandante de carro
pertencente à segunda seção.
IMPORTANTE !!!
A VIATURA QUE VAI À FRENTE DEVE SER DA MESMA NATUREZA DA
TROPA QUE SERÁ SUBSTITUÍDA. SE FOR TROPA MECANIZADA, PROCURE
IR DE VTR 5 TON.
RECONHECIMENTO !!!
ACERTE TODOS OS DETALHES !!!
ESTEJA ATENTO PARA OS SEGUINTES ITENS:
3-30
CI 17-30/1 3-32
b. Informações que devem ser trocadas:
1) Terreno à frente, procurando explorar:
a) Vias de acesso que incidem sobre a posição;
b) Traçado do LAADA (SFC);
c) Pontos Limites (para coordenação de fogos);
d) Setores de tiro;
e) Itinerários de retraimento dos PAC/PAG (SFC);
f) Principais acidentes capitais batidos da posição;
g) Localização das concentrações dos tiros indiretos;
h) Localização dos PO/PE;
i) Obstáculos naturais e artificiais.
2) Inimigo:
a) Qual é a natureza do inimigo?
b) Tem atuado freqüentemente?
c) Distância em que se encontra?
d) Tem possibilidade de intervir na manobra?
3) Passagem dos Roteiros de Tiro das viaturas e das armas coletivas;
4) Itinerário a ser utilizado pela tropa substituída e qual o local de sua Z
Reu, logo após a substituição;
c. O QUE DEVE SER RECONHECIDO:
1) Itinerários de deslocamento em todas as fases da operação:
a) Da Z Reu até o P Lib do pelotão;
b) Do P Lib até o ponto de ligação;
c) Do ponto de ligação até o núcleo do pelotão;
d) Necessidade de balizamento em algum ponto? (Rec noturno)
2) Localização do P Lib do pelotão;
3) Localização da Z Reu do pelotão (SFC);
4) Localização do núcleo a ser ocupado;
a) Distribuição dos carros no interior da posição,
b) Disposição das armas anticarro e coletivas (SFC);
c) Itinerários utilizados para abordar a posição e para deslocar-se em
seu interior;
d) Posições dos carros (principal, muda, suplementar e de espera);
5) Seqüência para a substituição. Deverá ser realizada de maneira que:
a) Evite-se a concentração de viaturas na posição;
b) Permita a coordenação e o controle da manobra;
6) Terreno:
3-31
3-32/3-34 CI 17-30/1
a) Permite a movimento das viaturas?
b) Possui mais de um itinerário de acesso à posição?
c) É de fácil trafegabilidade?
3-33. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
a. Será realizada a ratificação ou a retificação do planejamento original. Pro-
cure inteirar-se de eventuais alterações na operação.
3-34. ORDEM AO PELOTÃO:
a. Situação:
1) Forças Inimigas:
2) Dispositivo, valor, provável localização, composição, natureza, atividades
recentes e atuais;
3) Possibilidades e limitações;
4) Armamento, uniforme e material empregado.
b. Forças amigas
1) Unidades vizinhas, elementos que atuam na Z Aç (quando, onde, para
que );
2) Elementos de apoio.
c. Meios
1) Recebidos e retirados ( SFC )
2) Missão:
É a recebida do Escalão superior. Não esquecer nunca da INTENÇÃO
do comandante que o enquadra. Procure dizer “A intenção do comandante é...”.
Informe sempre a seus subordinados a manobra até DOIS níveis acima.
3) Execução:
d. Conceito da Operação:
1) Manobra
a) Enunciar como planejou o cumprimento da missão, contando
inicialmente, e a forma de “estória” o que pretende realizar.
b) Após a exposição para o pelotão de como pretende realizar o
cumprimento a missão, iniciar a explicação pormenorizada das ações a serem
realizadas pela fração.
c) Composição da FT ( SFC );
d) Horário de encolunamento das Vtr:
(1) Seqüência das viaturas no deslocamento;
3-32
CI 17-30/1 3-34
(2) Itinerário a ser percorrido até o P Lib dos pelotões;
(3) Formações a serem adotadas no deslocamento;
(4) Pontos de Controle;
(5) Pontos de Reunião no Itinerário ( SFC );
(6) Conduta em caso de pane/ avaria/ destruição;
e) Pontos nítidos no terreno:
(1) Passagens por pontos críticos;
(2) Ações à realizar na ultrapassagem de obstáculos ( SFC );
f) Localização do P Lib do pelotão e horário de passagem por ele;
g) Localização da Z Reu do Pelotão (SFC);
h) Itinerário de deslocamento do P Lib do pelotão até o núcleo da tropa a
ser substituída;
i) Ponto de ligação com os guias da tropa que será substituída, e que
irão conduzir os seus carros até as corretas posições:
(1) Sinais de reconhecimentos e gestos convencionados:
(2) Senha e contra-senha;
(3) Bandeirolas;
(4) Utilização de cores pré-determinadas;
(5) Sinalizadores / artifícios pirotécnicos e outros.
j) Seqüência para a substituição dos carros;
l) Localização do núcleo a ser ocupado:
(1) Setor de tiro do Pelotão;
(2) Itinerários utilizados para abordar a posição;
(3) Distribuição dos carros no interior da posição;
(4) Posições exatas dos carros (principal, muda, suplementar e de
espera);
(5) O tipo de balizamento que está sendo utilizado no interior da posição
pela tropa que será substituída;
m) Terreno à frente da posição:
(1) Traçado do LAADA (SFC);
(2) Pontos Limites (para a coodenação de fogos);
(3) Limites da Zona de Ação dos Pelotões;
(4) VA que incidem sob a posição;
3-33
3-34/3-35 CI 17-30/1
(5) Itinerários de retraimento dos PAC/PAG (SFC);
(6) Acidentes Capitais batidos da posição;
(7) Localização das concentrações dos tiros indiretos;
(8) Localização dos PO/PE;
(9) Obstáculos naturais e artificiais.
e. Prescrições diversas:
1) Observar o grau de prontidão;
2) Determinar a conduta a ser adotada em caso de ação inimiga durante o
deslocamento e durante a substituição;
3) Medidas DQBN a serem adotadas (quem dá o alarme, quais são as
MOPP);
4) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação aérea).
5) Local do comandante (seu e do comandante da FT)
f. Logística
1) Ração e água (Tipo, distribuição, condução, consumo, ressuprimento);
2) Munição adotada;
g. Comunicações e Eletrônica:
1) Comunicações:
a) Horário de abertura da rede rádio e de troca de senhas com a tropa a
ser substituída (SFC). Lembre-se que esta operação exige que as freqüências a
serem utilizadas nos rádios devem ser as mesmas.
b) Dados do extrato da IEComElt em vigor (freqüência, prescrições rádio,
senhas, indicativos, redes interna e externa)
c) Outros sistemas Com (Msg, fio, etc).
d) Sinais convencionados para mudanças de posição dos carros, cessar
ou alongar os fogos, etc, (SFC )
e) Acerto dos relógios;
2) Eletrônica:
a) SFC
ULTRAPASSAGEM
3-35. PROVIDÊNCIAS INICIAIS
RETIRE AS SUAS DÚVIDAS !!!
a. Realizar estudo sucinto da missão . Esteja atento principalmente quanto a
INTENÇÃO do comandante que o enquadra;
b. Objetivos impostos;
3-34
CI 17-30/1 3-35/3-36
c. Estabelecer ligações necessárias;
d. Tipo de escurecimento utilizado durante o deslocamento (total, parcial...);
e. Seqüência de deslocamento da FT
f. Itinerários determinados para o pelotão;
g. Medidas de coordenação e controle impostas pelo comandante da FT;
h. Natureza do inimigo (DIVALOCOM)
i. Limites estabelecidos durante a progressão para o objetivo;
j. Coordenações a serem realizadas com outras frações ( SFC )( elementos
vizinhos e interpostos, Ap Fogo e limites;
l. Realizar o estudo de situação sucinto.
EMITA SUA ORDEM PREPARATÓRIA:
SEJA BREVE ! ! !
1. Quanto à missão:
a. Definir quem, o que e quando.
2. Quanto à emissão do O Pel:
a. Definir onde e quando.
3. Prescrições diversas:
a. Atentar para atividades que envolvam a logística do pelotão em função da
manobra que será realizada.
1) Suprimento Classe I, III, IV, VIII, IX e X;
2) Consumo de ração;
3) Quadro horário para descanso a tropa (SFC).
b. Determinar a preparação de um caixão de areia ou algo semelhante, na
área em que o pelotão irá atuar;
c. Informar a sua locali zação durante a fase de planejamento e de
reconhecimento.
3-36. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Realize um estudo sucinto na carta (militares, de trafegabilidade), fotos
aéreas e mapas regionais em função do planejamento realizado pelo comandante
da FT.
b. Marque em sua carta todos as medidas de coordenação e controle deter-
minadas pelo seu comandante de FT.
c. Visualize a situação e missão no terreno ( limites da zona de ação,posição
da tropa em contato, objetivo , prováveis posições inimigas).
d. Definir tempo para reconhecimento e equipe para realizar e Rec.
3-35
3-37/3-39 CI 17-30/1
3-37. RECONHECIMENTO:
a. Identifique
1) a localização das posições das tropas a serem ultrapassadas;
2) aos itinerários a serem utilizados pelo Pel;
3) os locais onde o(s) guia(s) encontrará(ão) as frações;
4) a localização dos obstáculos lançados pelas tropas amigas e inimigas;
5) as trilhas ou brechas nos obstáculos das tropas amigas;
7) o terreno à frente da posição ultrapassada (para determinação de
formação de combate, medidas de proteção, etc).
3-38. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
MITeMeT ——— LAc —————— Decisão
(Missão, Inimigo, Terreno, Meios,Tempo Disponível)
3-39. ORDEM AO PELOTÃO:
a. Situação
b. Forças inimigas
1) Dispositivo, valor, provável localização, composição , atividades recentes
e atuais;
2) Possibilidades e limitações;
3) Armamento, uniforme e material empregado.
4) Atv de Força aérea
5) Possibilidade de emprego de helicópteros
c. Forças amigas
1) Missão da FT e Elm Vizinhos
2) Outros Elm na zona de ação
3) Ap Fogo
4) Atv F Aérea
5) Atv helicópteros
d. Meios
1) Recebidos e retirados ( SFC )
2) Missão:
É a recebida do Escalão superior. Não esquecer nunca da INTENÇÃO do
comandante que o enquadra. Procure dizer “A intenção do comandante é...”. Informe
sempre a seus subordinados a manobra até DOIS níveis acima.
3) Execução:
e. Manobra:
1) Enunciar como planejou o cumprimento da missão, contando inicialmente,
3-36
CI 17-30/1 3-39
em forma de “estória” o que pretende realizar; nesta ocasião, é importante que seja
confeccionado um caixão de areia, mosaico, croqui ou qualquer outro dispositivo
que auxilie na visualização da manobra da fração.
2) Após a exposição para o Pelotão de como pretende realizar o cumprimento
a missão, iniciar a explicação pormenorizada das ações a serem realizadas pela
fração. Como sugestão, siga a seguinte seqüência:
a) Composição da FT (SFC);
b) Horário do dispositivo pronto;
c) Mdd de coordenação e controle;
d) Pontos de controle ( utilizar os Pontos da FT);
e) Conduta em caso de pane/quebra/destruição;
f) Sinais de Rec e gestos convencionados;
g) Senhas e C Senhas;
h) Observar grau de prontidão;
i) Mdd DQBN (quem da o alarme, quais são as MOPP);
j) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação área)
l) Posição do Cmt Pel no Desloc;
m) Medidas de segurança contra AC;
n) Missão e planejamento da SU que ultrapassa e da tropa ultrapassada;
o) Situação e posição da tropa ultrapassada;
p) Duração da operação, com a hora de início e término;
q) Regiões de passagem;
r) Número e tipo das viaturas que utilizarão cada itinerário;
s) Identificação das viaturas;
t) Localização e tipo de obstáculos;
u) Localização dos PO/PV/PE e itinerários de patrulhas;
v) Medidas de segurança para diminuir as vulnerabilidades da operação;
x) Hora e condições de passagem de comando da zona de ação;
z) Prioridades de utilização de estradas e controle de trânsito;
a)) Apoios mútuos a serem prestados;
b)) Fornecimento de guias;
c)) Conduta no caso de ação do inimigo durante a operação;
d)) A tropa ultrapassada deverá ficar no local até que seus fogos de apoio
se tornem ineficazes.
f. Fogos:
1) Prioridade;
2) Quem apóia (SFC);
3-37
3-39 CI 17-30/1
3) Regras de engajamento
4) PAF (extrato)
g. Prescrições diversas
1) Observar o grau de prontidão;
2) Definir regras de engajamento;
3) Medidas de segurança contra AC;
4) Medidas QBN a serem adotadas (quem dá o alarme, quais são as MOPP);
5) Segurança no deslocamento (quem realiza a observação aérea).
6) Local do comandante (o seu e do comandante do esquadrão)
h. Logística:
1) Ração e água (tipos, distribuição, condução, consumo, ressuprimento);
2) Munição e remuniciamneto (prescrições e instalações);
3) Óleos e combustível(prescrições e instalações);
4) Planos de embarque e carregamento;
5) Evacuação de pessoal e de material;
6) Medidas para higiene
7) Pessoal, Comunicação Social e assuntos civis no que for aplicável:
8) Identificar onde estará localizado o , Sec Cmdo e ATSU e definir quem
será o responsável pelo encaminhamento do pessoal a estes locais.
9) Conduta com pessoal local (prioridade na evacuação);
i. Comunicações e Eletrônica:
1) Comunicações:
a) Dados do extrato da IEComElt em vigor (freqüência, prescrições rádio,
senhas, indicativos, redes interna e externa)
b) Sinais convencionados para a mudança de posição, início, transporte,
cessar ou alongar os fogos, início do assalto etc, ( SFC )
c) Outros sistemas Com (Msg, óticos, fio, etc).
d) Painéis sinalizadores;
e) Acerto dos relógios
2) Eletrônica:
a) SFC
3-38
CI 17-30/1 3-40
ARTIGO VIII
ORDENS COMPLEMENTARES
3-40. ORDENS FRAGMENTÁRIAS
O QUE É UMA O FRAG ? ? ?
a. São ordens emitidas durante as operações que alteram o planejamento
inicial e caracterizam intervenções de comando.
b. A mesma seqüencia de uma ordem de operações convencional é seguida
(os parágrafos 4º e 5º podem ser omitidos se não houver dados novos)
c. Não repetir ordens anteriores.
d. Não omitir dados importantes.
e. Possibilitar a transmissão via rádio.
f. Máximo uso de normas gerais de ação.
g. Os parágrafos 1º e 3º (situação e execução) são imprescindíveis.
3-39
3-40 CI 17-30/1
SEQÜÊNCIA DE
COMANDO NO RÁDIO COMENTÁRIOS
EMISSÃO
- Chamada a fim de que os
Alerta - Pelotão Atenção! subordinados estejam atentos
ao que será dito.
- Situação: 2 (dois) CC e 1
- Abordar localização, valor,
(uma) VBTP sobre
dispositivo e atitude do inimigo,
lagartas.
Situação especificando, se possível, o
- Ponto de referência:
tipo de Vtr e peculiaridades do
C + 3 - 2. Vtr retraem de S
armamento ou da tropa.
para N.
- Sua intenção deve ser clara,
Intenção do - Minha intenção é: Atacar de forma que, após sua fala, o
comandante para destruir o inimigo pelotão possa prosseguir no
cumprimento da missão.
- Para isso:
- Nomeie cada fração e diga o
1º Sec à direita.
que cada uma deve fazer.
2º Sec à esquerda.
- A direção de deslocamento
- Direção de ataque:
deve ser indicada. Para tanto,
Execução Pontos de referência:
escolha a melhor maneira que
C + 2 - 1; C + 3 - 2.
lhe convier.
- Não há tropa amiga à
- Regra de engajamento
frente!
provisória.
Fogo à vontade!
- Neste momento você aguarda
Finalização - Câmbio! a resposta das frações
subordinadas.
MEMENTO PARA ESTUDO DE SITUAÇÃO DE CONDUTA
h. Missão
1) Foi cumprida?
2) Foi alterada? Há novas ações tátiica a serem executadas? Há unidades
previamente designadas para cumpri-las?
3) Como vem sendo cumprida?
4) A finalidade da missão foi alterada? O que pode ser executado em seu
proveito? Outras ações táticas facilitariam o seu cumprimento?
i. Terreno
3-40
CI 17-30/1 3-40
1) Houve alguma modificação?
2) Prevalece o estudo anterior?
3) O que foi conquistado?
a) Na ofensiva (por nossas forças)
b) Na defensiva (pelo inimigo)
c) Foi aberta alguma via de acesso?
d) Na ofensiva (para continuar a ação)
e) Na defensiva (para prosseguimento de inimigo) e direção de contra-
ataque
f) Onde conduzem essas vias de acesso?
g) Na ofensiva (objeitos a conquistar)
h) Na defensiva (regiões que barram as vias de acesso do inimigo ou
regiões a conquistar nos contra-ataques)
i) Há alteração do tipo e localização dos obstáculos artificiais? É possível
o lançamento de novos?
j. Inimigo
1) Qual o valor do inimigo em contato?
2) Qual as atividades do inimigo no momento?
3) Qual as consequencias das ações do inimigo?
4) Possibilidades do inimigo
5) Foram alteradas?
6) Os prazos de reforço se alteraram?
l. Nossa situação
1) Qual a situação dos nossos vizinhos?
2) Qual a situação do nosso apoio de fogo? E a dos demais meios de apoio
ao combate?
m. Tempo
1) Qual o tempo disponível para tomada de decisões?
2) Qual o tempo necessário para o cumprimento da missão?
3) Qual o tempo que o inimigo precisa para cumprir sua missão?
4) Como é possível obstruir seus planos?
3-41
3-41/3-43 CI 17-30/1
OCUPAÇÃO DE UMA ZONA DE REUNIÃO
3-41. PROVIDÊNCIAS INICIAIS:
a. Saber qual será o setor a ser ocupado na Zona de Reunião pelo Pelotão;
b. Ponto de Liberação do Pelotão e horário de passagem por ele;
c. Horário de reconhecimento e efetivo que poderá lhe acompanhar no reco-
nhecimento;
d. Horário de encolunamento do pelotão;
e. Seqüência do deslocamento do pelotão na FT;
f. Material necessário para a realização das atividades de manutenção reali-
zadas no interior da posição;
g. Horário previsto para o pronto da ocupação;
3-42. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO DO RECONHECIMENTO:
a. Realize um estudo sucinto na carta, em função do planejamento realizado
pelo comandante da FT.
b. Marque em sua carta todos as medidas de coordenação e controle deter-
minadas pelo seu comandante de FT.
3-43. RECONHECIMENTO:
CASO HAJA RECONHECIMENTO....
VERIFIQUE ESSES ITENS !!!
a. Leve consigo todos os seus comandantes de carro. Caso isto não seja
possível, leve ao menos um guia por carro ou um por seção; Quando a FT estiver
constituída, lembre-se que os Fzo Bld podem ser solicitados para serem os guias,
para que não sejam desfalcadas as guarnições;
b. O guia, tanto pode permanecer na Z Reu preparando e balizando as posi-
ções dos carros, quanto retrair da Z Reu. Nesta segunda hipótese, quando o pelo-
tão abordar o setor designado, ele irá desembarcar e conduzir os CC até as suas
posições.
c. Itinerários de deslocamento e abordagem da Z Reu;
d. Localização e Limites do pelotão no interior da posição (SFC);
e. Coordenações a serem realizadas com outras frações (SFC);
f. Pontos nítidos no terreno;
g. Localização dos CC no terreno (posições principais);
h. Setores de tiro dos carros e principais alvos a serem batidos. Vise sempre
o objetivo principal do pelotão;
3-42
CI 17-30/1 3-43/3-45
i. Necessidade de utilização de guias e balizadores;
j. Definição de quem será o guia de cada carro.
3-44. ESTUDO DE SITUAÇÃO:
a. Busque identificar os seguintes aspectos:
1) Itinerários determinados para o pelotão;
2) Pontos críticos no terreno;
3) Medidas de coordenação e controle impostas pelo comandante da FT;
4) Medidas de coordenação e controle necessárias para o pelotão;
5) Obstáculos naturais / artificiais;
6) Pontos nítidos no terreno ( entroncamento de estradas, clareiras e
campos de pouso, localidades, lagos, etc...) que facilitem a orientação durante o
deslocamento.
3-45. ORDEM AO PLEOTÃO:
a. Situação
1) Forças inimigas (SFC):
a) Dispositivo, valor, provável localização, composição, natureza,
atividades recentes e atuais;
b) Possibilidades e limitações;
c) Armamento, uniforme e material empregado.
2) Forças amigas:
a) Unidades envolvidas na situação tática;
b) Elementos de apoio.
b. Meios
1) Recebidos e retirados (SFC)
2) Missão:
a) Realizar um deslocamento em coluna tática pelo Itn Prog Cavalo e
ocupar uma Z Reu na R de BARBELA... Não se esqueça, será sempre a recebida
do Escalão superior. Não esquecer nunca da INTENÇÃO do comandante que o
enquadra.
3) Execução:
a) Manobra
b) A ocupação de uma Z Reu tem início com o deslocamento da tropa
para a região que será ocupada pela fração.
c) Após o deslocamento para uma região previamente selecionada, a FT
realiza um alto guardado e iniciam os preparativos para o reconhecimento da Z Reu.
d) Não deixe de verificar quantas VA existem para abordar a posição,
3-43
3-45 CI 17-30/1
bem como horário que o seu pelotão irá cruzar a LP, dando início a ocupação da Z
Reu.
e) A entrada dos CC nas posições designadas:
(1) Reduza os espaços mortos entre os carros. Utilize para isso
obstáculos artificiais ou improvisados. Identifique os ângulos mortos no setor de tiro
do pelotão, para uma provável solicitação de apoio e fogo;
(2) Tão logo os CC estejam nas posições corretas, inicie a limpeza
dos campos de tiro e a confecção dos roteiros de tiro e croqui de iluminação.
Posteriormente, reúna estes roteiros e croquis e confeccione o plano de fogos do
pelotão;
(3) Camufle as posições dos CC, utilizando para isso material natural
encontrado no terreno, redes e camuflagem etc. Apague as marcas de lagartas
deixadas no solo pelos CC. Evite manobra dentro da Z Reu;
(4) Verifique a necessidade de se lançar postos de vigia e postos de
escuta;
VERIFIQUE SE SERÃO REALIZADOS ENSAIOS
PARA A OCUPAÇÃO DA Z REU.
c. Fogos (SFC):
1) Prioridade;
2) Quem apóia (SFC);
3) Regras de engajamento
4) Logística:
a) Coordene e verifique as seguintes atividades:
(1) Atividades de manutenção das viaturas e do armamento;
(2) Atividades de suprimento classe I, III, IV, VIII, IX e X;
(3) Descanso e alimentação da tropa;
(4) Distribuição de munição e equipamentos especiais;
(5) Higiene e condições sanitárias da Zona de Reunião;
3-44
CAPÍTULO 4
SEGURANÇA NAS OPERAÇÕES
4-1. GENERALIDADES
As operações de segurança incluem todas as ações realizadas para diminuir
ou evitar a obtenção de informações pelo inimigo à respeito da nossa situação. As
operações de segurança incluem medidas como a camuflagem, a segurança física
da disiplina de luzes e ruídos, o sistema de autenticação de mensagens e docu-
mentos e a dissimulação do terreno.
4-2. CAMUFLAGEM E DISSIMULAÇÃO
a. Tanto a camuflagem quanto a dissimulação deverão ser usadas para difi-
cultar a detecção da posição do pelotão por parte do inimigo, bem como o
direcionamento correto dos fogos.
b. Quando do planejamento da camuflagem e disimulação, o Pel CC deverá
pensar sobre o que o inimigo procurará observar, tal como:
1) Movimento - O movimento atrai a atenção, particularmente o de viaturas.
Cada pequeno movimento como o de soldados caminhando, podem atrair a atenção
inimiga.
2) Sombra - Devido ao tamanho dos CC e seu formato singular, suas sombras
poderão ser facilmente vistas. Todo esforço deverá ser feito para quebrar o contorno
da viatura e misturar sua sombra com as já existentes no terreno.
3) Posições Óbvias - Encostas de elevações, cruzamentos de estradas e
pontos nítidos no terreno deverão ser evitados. Tais pontos poderão ser facilmente
identificados pelo inimigo que os usarão como pontos de referência para provável
fogo indireto.
4-1
4-2/4-3 CI 17-30/1
4) Brilho ou luzes - Durante o dia as superfícies brilhosas das viaturas irão
refletir os raios solares e poderão despertar a atenção do inimigo. Tal fato pode ser
minimizado através da aplicação de barro sobre as supefícies brilhosas dos CC.
5) Forma - A forma da viatura ou de capacetes é facilmente identificada pelo
inimigo. Os contornos deverão ser quebrados com o uso de materiais para
camuflagem (redes, vegetação etc).
6) Cor - Para cada ambiente operacional, as cores de uniformes,
equipamentos e materiais (incluindo os CC) deverão ser alteradas para evitar a
observação por parte do inimigo.
7) Concentração - A concentração de tropas e viaturas podem atrair a
atenção do inimigo e provavelmente o seu fogo. Homens e veículos deverão ser
dispersados.
c. A rede de camuflagem poderá ser amarrada ao veículo, por exemplo, utili-
zando cabos solteiros. Este procedimento irá ajudar na quebra dos contornos da
viatura. Todavia, cuide para que a rede de camuflagem não obstrua os equipamen-
tos de observação e controle do tiro e nem os periscópios.
d. Poderá ser utilizada vegetação local para auxiliar na camuflagem, mistura-
do-as ou não às redes de camuflagem. Porém, deve-se observar que as folhagens
ficam secas e perdem sua cor com o tempo. E necessário trocá-las constantemen-
te.
4-3. POSIÇÕES
a. Devido ao tamanho da viatura, as cobertas e/ou abrigos devem ser
priorizadas na tentativa de se camuflar a viatura. Há duas formas de abrigar o CC.
Através do desenfiamento de torre e do desenfiamento de couraça.
1) Posições de desenfiamento de torre.
a) Devem ser as mais procuradas, usando o terreno para proteger o CC
até a altura da torre. Este tipo de posição permite ao Aux At e ao Cmt CC observar
o terreno à frente.
LEMBRE-SE
POSIÇÕES DE DESENFIAMENTO DE COURAÇA SÃO FREQUENTEMEN-
TE ENCONTRADAS ATRÁS DE DOBRAS DO TERRENO, PEQUENAS ELEVA-
ÇÕES, ESTRADAS, TRILHOS DE TREM E MUROS.
2) Desenfiamento de couraça.
a) Este tipo de posição é utilizada quando as posições de tiro possuem
poucas ou nenhuma cobertas e/ou abrigos. Os CC são colocadas à retaguarda
desses locais de tiro em uma provável linha de árvores, atrás de construções ou em
depressões no terreno.
b) Quando as posições de desenfiamento de couraça são usadas,
elementos da guarnição poderão ser lançados à frente para observar o terreno,
4-2
CI 17-30/1 4-3/4-6
mobiliando postos de vigilância.
4-4. DISCIPLINA DE LUZES E RUÍDOS
a. A maior dificuldade de controlar os ruídos do Pel CC reflete-se no ruído
produzido pelo motor da viatura, que é o barulho mais facilmente detectado pelo
inimigo. Algumas técnicas poderão ser utilizadas para diminuir este barulho:
1) Deslocar-se o mínimo necessário à noite, pois o braulho pode ser ouvido
a uma distância considerável;
2) Evitar usar o motor em altas rotações ou realizar deslocamentos rápidos
da viatura;
b. Disciplina de luzes incluem:
1) Uso de protetores nos periscópios;
2) Uso dos equipamentos de visão noturna;
3) Utilizar as luzes vermelhas nas lâmpadas internas dos CC;
4) Uso de filtros azuis ou verdes em lanternas individuais;
5) Evitar fumar e não fazer fogueiras.
c. A disicplina de ruídos pode ser obtida através da diminuição do tom de voz
nas conversas entre os homens.
ARTIGO II
SEGURANÇA FÍSICA
4-5. GENERALIDADES
A segurança física consiste nas ações que o Pel CC realizará para evitar que
elementos inimigos se aproximem da posição ocupada pelo pelotão sem que se-
jam identificados. Estas ações incluem a ocupação de postos de observação, cons-
tituição de patrulhas (sfc), adaptação à baixa luminosidade, redução dos ruídos e
segurança nos intervalos entre as frações.
4-6. POSTOS DE OBSERVAÇÃO (PO)
a. Normalmente, um PO será designado para observar a frente ocupada pelo
pelotão e dar o alerta oportuno sobre a presença inimiga. O fio é o principal meio de
comunicação utilizado neste tipo de atividade.
b. Pode-se mobiliar um PO por CC. Entretanto, devido a escasses de pessoal
no pelotão de carros, é melhor que seja mobiliado um PO por seção.
c. Quando o Cmt Pel determinar a ativação do PO, ele deverá explicar aos
soldados, pormenorizadamente, quais as ações que serão tomadas quando da
4-3
4-6/4-8 CI 17-30/1
detecção da presença do inimigo, bem como quando e por onde será realizado o
retorno às posições dos CC.
4-7. PATRULHAS
As patrulhas podem ser lançadas para verificar toda a frente do Pel. Têm
como principal objetivo verificar os intervalos existentes entre os carros do pelotão
e entre as tropas estacionadas. Cobrem também a área entre os PO.
4-8. SEGURANÇA EMBARCADA E DESEMBARCADA
a. Embarcada:
1) O pelotão poderá estar todo embarcado e ser utilizado para observar,
apesar de, nesta situação, ficar reduzida a capacidade da verificação de toda a
frente.
2) As viaturas devem ser ligadas somente em situações de necessidade,
como no caso de se manter as baterias em condições de emprego.
b. Desembarcada:
Esta segurança consiste designar setores de observação e a consequênte
constituição de postos de vigilânia.
4-4
CAPÍTULO 5
PROTEÇÃO AO MEIO-AMBIENTE
5-1. GENERALIDADES
a. Em tempos de paz a proteção da vida e saúde dos soldados, bem como do
meio-ambiente, preterem a instrução.
5-2. MEDIDAS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE
a. Medidas de proteção ao meio-ambiente devem ser tomadas independente
de ordens, especialmente em exercícios no terreno. Dessa forma, a guarnição do
CC deve prestar atenção aos seguintes detalhes:
1) Não abandonar lixo de qualquer espécie no terreno (material empacotado,
cunhetes de munição, material orgânico ou de limpeza etc);
2) Não queimar qualquer material artificial;
3) Não provocar incêndios;
4) Ao manusear combustível, óleos e graxas, não os deixar derramar no
solo ou os enterrar (especialmente no abastecimento);
5) Evitar produzir barulhos desnecessários em áreas habitadas;
6) Evitar cortar árvores ou material para camuflagens sem autorização;
7) Não trafegar com CC em plantações;
8) Atentar para não destruir os meio-fios das calçadas;
9) Não abandonar fio duplo telefônico, cabos ou arame-farpado no terreno;
10) Elementos como pilhas de níquel-cádmio, pilhas comuns, óleos, graxas
e combustíveis, bem como material de uso hospitalar, devem ser depositados em
5-1
5-2 CI 17-30/1
um recipiente apropriado e entregues às OM de apoio logístico.
EM CASO DE ACIDENTES . . .
PRESTAR OS PRIMEIROS SOCORROS;
ISOLAR O LOCAL DO ACIDENTE;
INFORMAR O OCORRIDO AO SUPERIOR IMEDIATO, DESCREVENDO:
1) LOCALIZAÇÕES DO ACIDENTE
2) GDH
3) DANOS A PESSOAL
4) DANOS AO MATERIAL
5) TROPA ENVOLVIDA
7) MEDIDAS TOMADAS
8) IDENTIFICAÇÃO DE QUEM PRESTA A INFORMAÇÃO.
5-2