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TCC EM
ADOLESCENTES
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O QUE É TERAPIA COGNITIVO-
COMPORTAMENTAL?
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC),
desenvolvida por Aaron Beck.
Orientada para o presente, empática, integrativa,
estruturada e sensível ao tempo. Está
direcionada para solucionar problemas atuais e
ensinar os clientes a desenvolverem habilidades
para modificar pensamentos conscientes e
comportamentos disfuncionais.
Se fundamenta na teoria de que os pensamentos,
os sentimentos e os comportamentos estão
diretamente e intimamente relacionados.
Aaron T. Beck (1976) que observou a existência de
três principais áreas de distorção cognitiva na
depressão (tríade cognitiva):
VISÃO DE SI MESMO
Sou um inútil, não
consigo fazer nada
direito
VISÃO DE MUNDO VISÃO DO FUTURO
As pessoas não As coisas nunca
gostam de mim, o vão mudar para
mundo é um lugar mim.
mal.
Fonte: Baseado no Modelo Cognitivo de Aaron Beck
A TCC tem como objetivo "trabalhar nossos
pensamentos" ou seja:
1. O pensamento afeta o humor e o comportamento;
2. O pensamento pode ser monitorado e alterado;
3. Mudanças no humor e no comportamento desejado
podem ser efetuadas por meio de mudanças no
pensamento.
Desta forma, quando mundo meu pensamento,
consequentemente irei mudar minha forma de sentir e
agir!
“As ideias não só podiam controlar os sentimentos
mais intensos de uma pessoa, como também eram
capazes de modificá-los”
Beck e cols (1982)
O modelo cognitivo propõe que o pensamento
disfuncional é comum a todos os transtornos
psicológicos.
Se a pessoa aprende a avaliar os pensamentos de
forma mais realista e funcional, consequentemente
há uma melhora no estado emocional e
comportamento.
O QUE É TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL?
Situação Pensamento
Emoção
Resposta Fisiológica
Comportamento
O modelo cognitivo se baseia no fato que os
pensamentos automáticos que geram nossas
emoções;
Os pensamentos automáticos são formados pelas
nossas crenças;
Portanto, a medida que nossos pensamentos são
modificados, automaticamente nossas emoções e
comportamentos mudam!
O modo como cada pessoa interpreta as situações e
eventos em sua vida está associado as suas crenças
as quais vem a tona em forma de pensamentos.
Vamos compreender cada um desses níveis de
cognição:
PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS (PAS):
Está em um nívem mais superficial dos pensamentos.
Surgem de forma espontânea, rápida. Podem ser
funcionais ou disfuncionais. Normalmente, são aceitos
como verdade absoluta, não questionando sua
veracidade. Os PAs ocorrem com todos nós. Pode surgir
de forma verbal, visual ou das duas maneiras.
CRENÇAS INTERMEDIÁRIAS:
As crenças intermediárias, ou subjacentes, são como
regras e pressupostos criados pelo próprio sujeito e que
afetam a forma como ele se comporta, visando com
que o mesmo consiga conviver com as verdades
absolutas e não adaptativas que tem sobre si.
Pressupõem que REGRAS, ATITUDES e SUPOSIÇÕES
sejam cumpridas.
Por exemplo:
➡️ REGRAS (eu devo…)
“Tenho que ser perfeito em tudo o que faço”
➡️ ATITUDES (é preciso que todos sejam
competentes…)
“É horrível ser incompetente”
➡️ SUPOSIÇÕES (se eu…)
“Se eu me mantiver nesta posição eu ficarei bem.
Mas, se eu tentar mudar eu não conseguirei ficar
bem.”
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS):
São formadas desde a infância, se solidificam e se
fortalecem ao longo da vida. Elas são o nível cognitivo
mais profundo, consiste em ideias globais, absolutistas
e rígidas. Fazem parte da personalidade dos indivíduos,
ideias e conceitos fundamentais sobre si mesmo, os
outros e do mundo, sobretudo nas relações com
pessoas significativas, se fortalecendo com o tempo, ao
longo das experiências e do processo de socialização,
consideradas como verdades absolutas.
PENSAMENTOS
AUTOMÁTICOS (PAS):
SE EU...
ENTÃO... CRENÇAS
EU TENHO QUE... INTERMEDIÁRIAS:
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS):
DESVALOR
DESAMOR
DESAMPARO
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS):
Na infância, desenvolvemos ideias sobre nós, sobre as
outras pessoas e sobre o mundo. As crenças centrais,
são compreensões duradouras e profundas. A pessoa
considera que essas ideias são verdades absolutas,
não questionando sua veracidade. Segundo Beck,
1987, "é como as coisas "são".
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS):
DESVALOR
DESAMOR
DESAMPARO
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS): DESVALOR
Na crença de DESVALOR a pessoa acredita ser
inaceitável, sem valor algum.
Não tenho valor;
Sou inaceitável;
Sou mau, louco, derrotado;
Sou um nada mesmo, sou um lixo.
Sou cruel, perigososo, venenoso, maligno;
Não mereço viver.
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS): DESAMOR
Na crença de DESAMOR a pessoa tem a certeza
(irracional/inconsciente) de que será rejeitada.
Sou diferente, indesejável, feio, monótono, não tenho
nada a oferecer;
Não sou amado, querido, sou negligenciado;
Sempre serei rejeitado, abandonado, sempre estarei
sozinho;
Sou diferente, imperfeito, não sou bom o suficiente
para ser amado.
CRENÇAS NUCLEARES (CENTRAIS): DESAMPARO
Na crença de DESAMPARO a pessoa tem uma certeza
(irracional/inconsciente) de que é incompetente e
sempre será um fracassado.
Sou inadequado, ineficiente, incompetente;
Eu não consigo me proteger;
Sou fraco, descontrolado;
Eu não consigo mudar.
Na terapia cognitiva, os pacientes aprendem a:
Diferenciar o que é pensamento, sentimento,
emoção;
Tornar-se consciente de como os pensamentos
influenciam as emoções e consequentemente os
comportamentos.
Na TCC, os pacientes analisam suas próprias
experiências e associam as mudanças de humor e
suas respostas comportamentais e fisiológicas.
O que estava pensando
antes de notar que estava
a ficando triste
Quando tem o
pensamento automático:
“Eu não consigo fazer
nada direito, como se
sente?”
Analisa de forma critica, se os pensamentos
automáticos disfuncionais são verdades.
Através das técnicas da TCC, os pacientes são
incentivados questionar seus pensamentos,
considerando os fatos e explicações alternativas;
O objetivo não é ter uma visão irrealista, mas um
pensamento lógico, com conclusões mais
razoáveis e flexíveis.
Exemplo:
Um colaborador recebe um feedback corretivo e tem o
seguinte PA:
"Não consigo fazer nada direito"
O colaborador se sente triste.
Tem o comportamento, ao longo do dia, de se afastar
dos colegas de trabalho.
A TCC irá trabalhar com o intuito de reestruturar as
crenças do paciente com o objetivo que ele possa
avaliar a situação de outra maneira. Por exemplo, fazer
com o que paciente questione quais as provas que ele
tem quanto ao fato de não conseguir fazer nada
direito.
Como a TCC atua no MODELO COGNITIVO
SITUAÇÃO
PENSAMENTO AUTOMÁTICO
REAÇÕES
EMOCIONAIS
RESPOSTA
FISIOLÓGICA
COMPORTAMENTO
ESTUDO DE CASO
Crença nuclear: “Eu sou incompetente.”
↓
Crenças intermediárias
Atitude: “É terrível falhar.”
Regra: “Eu devo desistir se um desafio parecer muito
grande.”
Pressupostos: “Se eu tentar fazer alguma coisa difícil, vou
falhar.
Se eu evitar fazer, vou ficar bem.”
↓
Situação: Leitura de um novo texto
↓
Pensamentos automáticos: “Isto é muito difícil. Eu sou tão
burro.
Eu nunca vou entender isso. Eu nunca vou me sair bem.”
↓
Reação
Emocional: Desânimo
Fisiológica: Peso no corpo
Comportamental: Evita as tarefas e, em vez disso, vai
assistir à televisão
A tríade cognitva é dividida em três itens
A visão de si
A visão do outro ou do mundo
A visão do futuro
Os nossos pensamentos influenciam:
O que sentimos;
Os nosso comportamentos;
Nossas reações fisiológicas;
Surgem então os: PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS
Eles estão ligados as nossas CRENÇAS CENTRAIS
Desamor: certeza que será rejeitado;
Desamparo: certeza de que é incompetente será
sempre um fracasso;
Desvalor: sou um nada, sou insignificante, sou
inaceitável, não tenho valor.
TÉCNICA DA TCC
Reestruturação Cognitiva
Reestruturação Cognitiva
Tem como objetivo colaborar para que os
pacientes ressignifiquem os PA disfuncionais.
A reestruturação cognitiva é o empurrão
necessário para que a pessoa consiga sair de um
circuito prejudicial, repleto de pensamentos que
desencadeiam emoções negativas.
Este processo inicia na identificação e registro
dos pensamentos automáticos que são mais
flexíveis e através de técnicas da TCC serão
trabalhados.
Questionamento Socrático
Os pensamentos automáticos percorrem nossa mente
de forma muito rápida e normalmente não
percebemos e identificá-los não é tarefa fácil.
Portanto, ao identificar os pensamentos e as reações
que o acompanham, sejam elas emocionais,
fisiológicas ou comportamentais, de forma
colaborativa, trataremos com o paciente a forma de
avaliá-los.
Não se deve argumentar o pensamento automático de
forma direta:
Nem sempre o pensamento poderá ser distorcido;
Desta forma, o psicólogo poderá levar o paciente a
não se sentir validado;
Empirismo colaborativo: princípio da TCC
- Examinar juntos o pensamento e desenvolver uma
resposta mais adaptativa
Quais são as evidências que apoiam esta ideia?
Quais são as evidências contrárias a esta ideia?
Existe uma explicação ou ponto de vista alternativo?
Qual é a pior coisa que poderia acontecer (se é que
eu já não estou pensando o pior)?
E, se isso acontecesse, como eu poderia enfrentar?
Qual é a melhor coisa que poderia acontecer?
Qual é o resultado mais realista?
Qual é o efeito de eu acreditar no pensamento
automático?
Qual poderia ser o efeito de mudar o meu
pensamento?
O que eu diria a __________ [um amigo específico
ou familiar] se ele estivesse na mesma situação?
O que eu devo fazer?
10-Princípios básicos da TCC
1. A terapia cognitivo-comportamental está baseada
em uma formulação em desenvolvimento contínuo
dos problemas dos pacientes e em uma
conceituação individual de cada paciente em
termos cognitivos.
Desde o início do tratamento, identificar os
pensamentos atuais que geram os sentimentos;
Identificar os fatores inesperados que influenciam
a percepção do paciente;
Levantar hipóteses sobre os eventos -chave do
desenvolvimento e a forma como são
interpretados os eventos.
2-A terapia cognitivo-comportamental requer uma
aliança terapêutica sólida.
Afeto, empatia, atenção, interesse genuíno e
competência;
Demonstrar interesse pelo que o paciente está
trazendo;
Acolher de forma empatica, sintetizar e devolver
cuidadosamente ao paciente;
Aliança sólida = trabalho colaborativo.
3-A terapia cognitivo-comportamental enfatiza a
colaboração e a participação ativa.
Trata-se de um trabalho colaborativo;
Que toda ação pautada é decidida em conjunto;
No início temos uma ação mais ativa, no entanto
no momento que percebemos o paciente mais
ativo, encorajamos a tomar a frente do
tratamento.
4-A terapia cognitivo-comportamental é orientada
para os objetivos e focada nos problemas.
Enumerar problemas e focar em metas e serem
trabalhadas;
Avaliar a validade dos pensamentos por meio de
exame de evidências;
Colaboramos para que paciente reconheça e
corrija a distorção em seu pensamento e possa se
beneficiar desta ação.
5-A terapia cognitivo-comportamental enfatiza
inicialmente o presente.
O foco na maioria das vezes é nos problemas atuais;
A terapia começa quando o paciente começa
avaliar o aqui e agora;
Se faz importante a história de infância do
paciente, com o objetivo de entender como as
crenças poderão colaborar com suas ideias rígidas.
6-A terapia cognitivo-comportamental é educativa,
tem como objetivo ensinar o paciente a ser seu
próprio terapeuta e enfatiza a prevenção de
recaída.
A TCC é educativa quanto a natureza e ao curso
do transtorno;
É educativa sobre a TCC;
Sobre o Modelo Cognitivo;
Pensamentos influenciam emoções e
comportamentos.
7-A terapia cognitivo-comportamental visa ser
limitada no tempo.
Tem como objetivo ser breve;
Promover alívio dos sintomas, facilitar a remissão do
transtorno, colaborar com a solução de problemas;
Prevenir a recaída;
No entanto, cada pessoa é única e o tempo de
tratamento na TCC será definido em comum
acordo, tendo como objetivo o trabalho
colaborativo do modelo.
8-As sessões de terapia cognitivo-comportamental
são estruturadas.
Para que seja eficaz e eficiente é estruturada;
Independente do diagnóstico;
Inclui: verificação de humor, verificar como foi a
semana, definir juntos a pauta da sessão;
No meio da sessão: examinar atividade de casa,
refletir sobre a pauta ,definir nova atividade de
casa e fazer resumos;
Na parte final: pedir um feedback
9-A terapia cognitivo-comportamental ensina os
pacientes a identificar, avaliar e responder aos
seus pensamentos e crenças disfuncionais.
Colabora para que o paciente identifique e adote
padrões mais realistas, o que consequentemente o
levam a se sentir melhor;
Identificar o pensamento;
Avaliar a validade;
Questionar.
10-A terapia cognitivo-comportamental usa uma
variedade de técnicas para mudar o pensamento,
o humor e o comportamento.
Utilização de várias técnicas;
Questionamento socrático;
Descoberta guiada
Descoberta Guiada
Tem como objetico trazer a informação a consciência
do paciente. Através do questionamento socrático e
outras perguntas, como por exemplo:
O que aconteceria nesta situação?
Você se recorda de mais pensamentos que teve
durante esta situação?
O psicólogo vai guiando o paciente na
identificação dos pensamentos disfuncionais.
Exemplo:
Psicólogo: O que aconteceria se você fosse falar
com ela?
Paciente: Eu não conseguiria, ela iria rir da minha
cara.
psicólogo: E então?
Paciente: Ela iria pensar que eu sou um bobo.
Psicólogo: E você, o que iria pensar nesta
situação?
Paciente: Penso que ela jamais me daria bola.
Psicólogo: E você tem este pensamento de você.
"Eu sou um bobo."
Paciente: É isso mesmo, eu sou um bobo.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC),
desenvolvida por Aaron Beck;
Se fundamenta na teoria de que os pensamentos,
os sentimentos e os comportamentos estão
diretamente e intimamente relacionados;
Aaron T. Beck (1976) que observou a existência de
três principais áreas de distorção cognitiva na
depressão - (tríade cognitiva): visão de si mesmo,
visão do mundo e visão do futuro;
O modelo cognitivo propõe que o pensamento
disfuncional é comum a todos os transtornos
psicológicos.
Aprendemos sobre o que é: Pensamentos
Automáticos Disfuncionais, Crenças Intermediárias
e Crenças Centrais;
São três Crenças Centrais : Desamos, Desvalor e
Desamparo;
Reestruturação Cognitiva, Descorberta Guiada e
Questionamento Socrático: Técnicas;
10 princípios da TCC
Adolescência
Os jovens de agora adoram o luxo; têm péssimos
modos, desdenham a autoridade; mostram
desrespeito pelos mais velhos e adoram conversar ao
invés de trabalhar. Os jovens são agora tiranos, não os
servos de seus lares. Eles já não se levantam quando
os anciãos entram na sala. Eles contradizem seus pais,
conversam antes da companhia, devoram guloseimas
à mesa, cruzam as pernas tiranizam seus mestres.
(Sócrates, 469-399 a.C.).
A adolescência é a transição entre a criança e o
adulto. Trata-se de uma fase de alterações físicas e
mentais, que não só acontece no próprio adolescente,
mas também relativamente ao seu entorno, isto é, ao
nível social.
A OMS considera como No Brasil, o Estatuto da
adolescência o Criança e do
intervalo entre 10 e 19 Adolescente (ECA)
nomeia os indivíduos
anos.
entre 12 e 18 anos como
adolescentes, com
algumas condições que
permitem tal nomeação
até os 21 anos.
Adolescência
A adolescência é um período marcado por
mudanças no crescimento e desenvolvimento
físico, alterações emocionais, hormonais e sociais;
Neste período, o adolescente elabora sua
identidade social e pessoal. Cria independência
familiar, desenvolve valores éticos e morais.
Caracterizada por:
Busca de si mesmo e da identidade;
A tendência grupal;
Separação progressiva dos pais;
Constantes flutuações de humor e do estado de
ânimo;
Atitude social reinvidicatória.
Em seu desenvolvimento, o adolescente terá uma
tendência a se interagir em pares, na medida que isso
representa uma autonomia e busca de sua identidade
e de suas escolhas.
Esta necessidade de integração pode influenciar os
adolescentes nas escolhas de seus comportamentos,
representam muitas vezes posição de destaque em um
grupo, e de valorização social.
No entanto, alguns comportamentos, podem ser
considerados de risco.
Atendimento Psicológico com Adolescentes na
Perspectiva da TCC
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem se
mostrado eficaz no tratamento de adolescentes.
Estudos recentes indicam boa eficácia no manejo de
depressão e anorexia
TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL
Segundo Beck, a terapia cognitivo-comportamental
enfatiza que:
Na terapia cognitivo comportamental busca-se
trabalhar de forma colaborativa com o objetivo de
desenvolver habilidades, identificar e modificar as
distorçoes cogntivas.
Como é a terapia cognitivo-comportamental para
adolescentes?
A fase da adolescência é rodeada de transformações
físicas, psicológicas e emocionais. Os adolescentes,
na maioria das vezes estão incertos quantos seus
sentimentos, desorganizados interiormente, o que é
muito normal da idade.
Atualmente muitas coisas tem se tornado acessíveis, no
entanto os adolescentes não demonstram que estão
totalmente preparados para enfrentar.
Quais os benefícios da TCC?
Autonomia e participação ativa do paciente
O aspecto colaborativo da TCC faz com que os
adolescentes se sintam ativamente participantes
do processo, pois o resultado depende de ambas
as partes;
Esta responsabilidade pelo seu processo permite
que o adolescente desenvolva a autonomia e
passe a confiar mais em si;
As atividades de casa facilitam o processo de
estabelecimento de vínculo com o processo, além
de contribuir para a melhora do quadro do
paciente.
Foco no problema e resultados
A TCC tem como objetivo ser diretiva e voltada a
solução de problemas;
Uma vantagem para o tratamento com
adolescentes, que normalmente apresentam
comportamentos imediatistas e esperam
resultados e avanços acerca do processo.
Direcionamento para escolhas adequadas
A TCC é eficaz no sentido de orientar os
adolescentes acerca de decisões;
Neste caso, minimiza o risco de escolha
inadequadas;
Acompanhamento de objetivos profissionais e
acadêmicos.
Melhora no desempenho global do paciente
A TCC impacta a vida do paciente de forma geral;
As modificações nos padrões de pensamentos e
comportamentos vão refletir no desempenho do
indivíduo, incluíndo várias áreas da vida.
Atenção ao papel da família no processo
terapêutico
Os pais ou responsáveis participam recebendo
orientações quanto o processo;
No entanto, é importante ressaltar que toda e qualquer
intervenção com a família seja realizada de forma ética
e cautelosa para que não comprometa o vínculo com o
adolescente.
Atendimento a pais e responsáveis
Via de regra, realizamos o primeiro ou os primeiros
atendimentos no processo de psicoterapia com
adolescentes com os pais ou responsáveis.
De acordo com Caminha & Pelisoli, 2007 orientar os
pais no processo de psicoterapia facilitará o
acompanhamento do caso clinico do adolescente. Este
acompanhamento busca observar quais reforçadores
podem estar contribuindo para manutenção de
comportamentos disfuncional, modificando os
elementos que atuam sobre ele e resultando na
efetividade do tratamento.
Devemos buscar um bom relacionamento com os
responsáveis no entanto, deixando claro que nosso
paciente é o adolescente;
É válido alinhar com os pais e responsáveis que
nosso papel não será de colher informações a
cerca da vida do adolescente e transmitir a eles;
Que todo processo de psicoterapia é sigiloso e
toda informação compartilhada será discutida com
o paciente de forma antecipada;
Estas ações visão a aliança terapêtica com o
paciente, facilitando assim o processo
ATORES IMPORTANTES NA ORIENTAÇÃO DE PAIS E
PROFESSORES DE ADOLESCENTES
Limites consistentes;
Autonomia;
Expressão de emoções e opiniões;
Equilíbrio de reforçadores;
Compreensão;
Afetividade;
Apoio;
Respeito;
Amizade
Anamnese
A anamnese tem como objetivo obter dados
relevantes do paciente. Geralmente é um processo
inicial no processo psicoterapêutico com adolescentes
e é realizado com os responsáveis.
Devemos levar em consideração que a entrevista incial,
para os atendimentos com adolescentes deve ser num
contexto temporal e ambiental.
É importante constar a investigação pré e perinatal e a
compreensão dos aspectos do desenvolvimento infantil
que são centrais para compreensão do caso.
Uma anamnese bem estruturada deve conter:
Identificação do paciente - nome, data de
nascimento;
Nome dos pais ou responsáveis;
Se tem irmãos;
Motivo da consulta;
Histórico da criança - como foi a gestação, o
parto, desenvolvimento inicial;
Desenvolvimento neuropsicomotor;
Doenças da infância;
Comportamento/ Relacionamento - familiar,
social;
Histórico escolar.
Os primeiros atendimentos com o adolescente.
O início do processo de psicoterapia é algo bem
delicado ao adolescente, que muitas vezes está
rodeado de fantasias sobre aquele processo ao
qual está iniciando;
Neste momento inicial, temos que ter atenção,
interesse e empatia por qualquer conteúdo que o
paciente trará.
Uma boa aliança terapêutica irá colaborar para o
processo;
Em determinados momentos teremos que de forma
espontânea levar informação ao paciente como:
O processo terapêutico é um espaço sigiloso;
Que as informações ali compartilhadas, de qualquer
natureza, não serão repassadas para seus pais e
responsáveis;
As conversas que futuramente poderão ocorrer com os
pais e responsáveis, serão dialogadas e alinhadas antes
de acontecerem e sempre ocorrerão com a presença
do paciente e pais;
O sigilo é algo discutido quando percebemos que o
paciente pode estar colocando sua vida em risco.
Benefícios da terapia para adolescentes.
Fortalecimento da autoestima;
Aumento das habilidades sociais;
Orientação vocacional;
Desenvolvimento do controle emocional;
Diminuição do estresse;
Controle da ansiedade;
Modificação de comportamentos e hábitos
prejudiciais;
Aconselhamento sobre a formação de amizades;
Resolução de conflitos internos;
Discussão de questões envolvendo a sexualidade;
Resolução de conflitos familiares.
CASO CLÍNICO
Considere Tatiane, 14 anos e estudante do 8º ano. Seu
cotidiano é marcado pelas horas que passa na escola,
em cursos extras e em atividades com os colegas,
sejam presenciais ou on-line. Ela tem notas
satisfatórias na escola e uma relação boa com sua
família nuclear – pai, mãe e irmão mais novo.
No entanto, ultimamente sua mãe vem reclamando
muito sobre a ausência da filha em programas
familiares, como participar das conversas no almoço
ou assistir a filmes em conjunto. Além disso, preocupa-
se muito com o sono excessivo de Tatiane, que chega
da escola e já quer cochilar depois do almoço. No
entanto, para ela, o mais preocupante é o isolamento
da filha – o tempo inteiro no quarto, ouvindo músicas
pelo celular, respondendo “monossilabicamente” à
mãe quando esta entra no quarto, sempre
conversando com colegas que a família não conhece
pessoalmente.
O estopim da preocupação da mãe, que a fez buscar
psicoterapia para a garota, foi ter lido no diário dela
sobre sentimentos intensos de tristeza, dúvidas e
incertezas sobre a vida e a vontade de fugir e se
casar com um homem de quem a família nunca ouvira
falar – aparentemente cantor de alguma banda. Os
pais apresentam-se muito preocupados, indagando-se
sobre possibilidades de depressão ou mesmo ideação
suicida, pois, na época em que viveram a
adolescência, não se depararam com essas questões.
O estopim da preocupação da mãe, que a fez buscar
psicoterapia para a garota, foi ter lido no diário dela
sobre sentimentos intensos de tristeza, dúvidas e
incertezas sobre a vida e a vontade de fugir e se casar
com um homem de quem a família nunca ouvira falar –
aparentemente cantor de alguma banda. Os pais
apresentam-se muito preocupados, indagando-se
sobre possibilidades de depressão ou mesmo ideação
suicida, pois, na época em que viveram a adolescência,
não se depararam com essas questões.
Experimentou álcool e tabaco nesse meio tempo, e
seus pais, quando descobriram isso, intensificaram
ainda mais sua supervisão, retirando o celular e o
computador da menina. As notas de Tati começaram
a cair, ela isolou-se mais da família e ainda não
superou o namoro do garoto pelo qual estava
interessada, explicando o desinteresse dele pelo fato
de ela não se adequar aos padrões de beleza, como
não ter seios fartos nem um rosto muito bonito
Quando entramos em contato com a história da
paciente, percebemos que seja mais provável que
trata-se alguém que esteja passando por um período
de desenvolvimento, característico da adolescência,
como comportamentos de riscos, variações de humor,
importância para os pares, distanciamento da família
e construção de nova identidade, do que um
transtorno psicológico.
Ah, normal... Sei lá!!
Psicóloga: Como você está se sentindo hoje.
Paciente: Normal.
Psicóloga: Como é este normal?
Paciente: Não sei.
TÉCNICAS TERAPÊUTICAS ADAPTADAS
PARA O TRABALHO COM ADOLESCENTES
De acordo com Caminha e colaboradores 2011, temos
como objetivo o desenvolvimento e adaptação de
estratégias para intervenções com os adolescentes. O
baralho das emoções, por exemplo é uma ótima
técnica para estimular a conversação.
Perguntas para estimular o diálogo
Seu nome foi escolhido por quem?
História que gostava quando era criança;
Como é sua mãe. Descreva como você a vê.
Como é seu pai. Descreva como o vê
Como é a relação com sua família?
Algo que te irritava quando era criança;
Algo que gostava quando era criança;
Algo que te irrita atualmente;
Algo que você gosta atualmente;
Já passou por alguma mudança significativa em
sua vida;
Já passou por alguma mudança significativa em
sua vida;
Gosta ou gostava de colecionar coisas;
Um aniversário que te marcou;
Já teve contato com drogas;
Sinto saudades de...
Uma coisa boa que minha mãe fez;
Uma coisa boa que meu pai fez;
Meus melhores amigos são... E gosto deles
porque..
A tecnologia também é um recurso importante para
o processo. Hoje a tecnologia tem um papel
importante na vida de quase todas as pessoas,
sobretudo em adolescentes;
Rossi (2015) ressalta que profissionais da saúde
mental estão cada vez mais empenhados em
encontrar formas para que o processo terapêutico
seja mais criativo e eficiente nessa faixa etária.
O aplicativo de celular chamado “COGNI”,
comercializado por Spotwish (2014), auxilia no
registro de pensamentos disfuncionais (RPD). O
dispositivo gera uma sequência de registros
diários das emoções, situações, pensamentos e
comportamentos indicados no RPD, produzindo
um histórico de humor e dos pensamentos, que
deve ser enviado ao terapeuta por e-mail ao fim
da semana.
O instrumento “Sou, não sou”, desenvolvido por Moura
(2013), tem como objetivo auxiliar de forma lúdica o
jovem a estabelecer objetivos e metas
para o processo terapêutico. O instrumento conta com
260 cartões contendo características pessoais que
devem ser divididos em blocos, pelo adolescente, da
seguinte forma:
Eu sou;
Não gostaria de ser;
Eu não sou;
Eu gostaria de ser
O caderno de preocupações é o nome dado a
uma técnica desenvolvida pelo Dr James W.
Pennebaker;
A escrita expressiva propõe que o paciente
dedique uns minutos para colocar no papel o
motivo de suas angústias;
A escrita ajuda a organizar os pensamento e dar
sentido as experiências traumáticas
Adolescência e como ela se desenvolve;
Atendimento psicológico na abordagem da TCC
com adolescentes;
Quais os benefícios da TCC com adolescentes;
A importância do atendimentos aos pais e
responsáveis
Estratégias de manejo com adolescente;
Técnicas terapêuticas adaptadas.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NEUFELD,Carmem Beatriz, Terapia cognitivo-
comportamental para adolescentes: uma perspectiva
transdiagnóstica e desenvolvimental.
Porto Alegre: ArtMed, 2017.
Principais transtornos mentais na
adolescência
Uma recente pesquisa realizada pela OMS afirma
que metade dos problemas mentais começa aos 14
anos;
As condições de saúde mental são responsáveis por
16% da carga global de doenças e lesões em
pessoas com idade entre 10 e 19 anos;
Em todo o mundo, a depressão é uma das
principais causas de doença e incapacidade entre
adolescentes;
O suicídio é a terceira principal causa de morte
entre adolescentes de 15 a 19 anos;
As consequências de não abordar as condições de
saúde mental dos adolescentes se estendem à
idade adulta, prejudicando a saúde física e mental
e limitando futuras oportunidades;
A promoção da saúde mental e a prevenção de
transtornos são fundamentais para ajudar
adolescentes a prosperar.
A adolescência é uma etapa de grande
mudanças nas diversas áreas, sendo elas:
emocional, social, fisiológica, afetiva,
intelectual. Alguns dos principais transtornos que
encontramos nesta faixa etária são:
transtorno de déficit de atenção e
hiperatividade (TDAH);
transtorno de conduta e transtorno desafiador
opositivo
transtornos relacionados ao estresse;
transtorno obsessivo-compulsivo;
transtornos de ansiedade;
transtornos do humor;
esquizofrenia
Condições de saúde mental em adolescentes
De acordo com a OMS - Organização Mundial da
Saúde e OPAS - Organização Pan-Americana da
Saúde, em todo o mundo, estima-se que 10% a 20%
dos adolescentes vivenciem problemas de saúde
mental, mas permanecem diagnosticados e tratados
de forma inadequada. Sinais de transtornos mentais
podem ser negligenciados por uma série de razões,
tais como a falta de conhecimento ou
conscientização sobre saúde mental entre
trabalhadores de saúde ou o estigma que os impede
de procurar ajuda.
Os transtornos emocionais geralmente surgem
durante a adolescência. Além da depressão ou da
ansiedade, os adolescentes com essa condição
também podem sentir irritabilidade, frustração ou
raiva excessivas. Os sintomas podem se sobrepor
em mais de um transtorno, com mudanças rápidas
e inesperadas no humor e explosões emocionais.
Os adolescentes mais jovens também podem
desenvolver sintomas físicos como dor de
estômago, dor de cabeça ou náusea.
Em todo o mundo, a depressão é a 9ª causa de
doença e incapacidade entre todos os
adolescentes, a ansiedade é a 8ª principal causa.
Transtornos emocionais podem ser profundamente
incapacitantes para o funcionamento de um
adolescente, afetando o trabalho e a frequência
escolares. A retirada ou a separação de
familiares, colegas ou comunidade podem
exacerbar o isolamento e a solidão. Na pior das
hipóteses, a depressão pode levar ao suicídio.
Os transtornos alimentares comumente surgem
durante a adolescência e a juventude. A maioria afeta
mais as mulheres do que os homens. Transtornos
alimentares como anorexia nervosa, bulimia nervosa e
transtorno da compulsão alimentar periódica são
caracterizados por comportamentos alimentares
nocivos, como restrição de calorias ou compulsão
alimentar. A anorexia e a bulimia nervosa também
incluem uma preocupação com a comida, a forma ou
o peso do corpo, além de comportamentos como
exercício excessivo ou purgação para compensar a
ingestão de calorias. Pessoas com anorexia nervosa
têm um baixo peso corporal e um medo maior de
ganhar peso. Pessoas com transtorno de compulsão
alimentar podem experimentar sentimentos de
angústia, culpa ou auto aversão quando comem
compulsivamente. Os transtornos alimentares são
prejudiciais à saúde e frequentemente coexistem com
depressão, ansiedade e/ou abuso de substâncias.
Psicoses
Transtornos que incluem sintomas de psicose
surgem mais comumente no final da adolescência
ou início da vida adulta. Entre os sintomas da
psicose estão alucinações (ouvir ou ver coisas que
não existem) ou delírios (incluindo crenças fixas e
não precisas). Experiências de psicose podem
prejudicar gravemente a capacidade de um
adolescente de participar da vida diária e da
educação. Em muitos contextos, adolescentes com
psicose são altamente estigmatizados e estão em
risco de violações dos direitos humanos.
Suicídio e autolesão
Estima-se que 62 mil adolescentes morreram em
2016 como resultado de autolesão. O suicídio é a 3ª
principal causa de morte entre adolescentes mais
velhos (15 a 19 anos). Quase 90% de todos os
adolescentes do mundo vivem em países de baixa
ou média renda; no entanto, mais de 90% dos
suicídios acontecem entre adolescentes que moram
nesses países.
As tentativas de suicídio podem ser impulsivas ou
associadas a um sentimento de desesperança ou
solidão. Os fatores de risco para o suicídio são
multifacetados, incluindo o uso nocivo do álcool,
abuso na infância, estigma que dificulta a busca de
ajuda, barreiras para conseguir os cuidados e
acesso aos meios. A comunicação em mídias
digitais sobre o comportamento suicida é uma
preocupação emergente para essa faixa etária.
Comportamentos de risco
Muitos comportamentos de risco para a saúde, como
uso de substâncias ou risco sexual, começam durante
a adolescência. Limitações na capacidade dos
adolescentes de planejar e administrar suas emoções,
normalização de comportamentos de riscos que têm
impacto sobre a saúde entre pares. Fatores
contextuais como pobreza e exposição à violência
podem aumentar a probabilidade de comportamentos
de risco, que podem contribuir negativamente para o
bem-estar físico e mental de um adolescente.
TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA ADOLESCÊNCIA
TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA ADOLESCÊNCIA
No ano de 2002, um estudo realizado após os atos
de terrorismo de 11 de setembro, revelou as
seguintes situações
Pessoas com TEPT - transtorno de estresse pós
traumático;
Pessoas com dificuldade para dormir;
Pessoas nervosas ou tensas;
Pessoas com preocupação excessiva a ataques
futuros.
TRANSTORNO DE ANSIEDADE NA ADOLESCÊNCIA
Medo, ansiedade e preocupação não são
emoções exclusivas que ocorrem somente após
desastres;
Na maioria dos casos, a ansiedade se desenvolve a
partir de situações de pressão
Após os transtornos de déficit de
atenção/hiperatividade (TDAH) e de conduta, os
transtornos ansiosos encontram-se entre as
doenças psiquiátricas mais comuns em crianças e
adolescentes;
A ansiedade e o medo, são considerados
patológicos quando estão em um nível
desproporcionais em relação ao estímulo;
No ano de 2022, uma pesquisa realizada pelo
Unicef mostra o impacto da pandemia na saúde
mental de jovens e adolescentes. Foram ouvidos
quase 8 mil jovens e adolescentes:
3-em cada 10 jovens ou adolescentes relatam
sintomas de ansiedade
A ansiedade na adolescência apresenta sintomas
semelhantes à ansiedade na vida adulta. No
entanto, os adolescentes tendem a lidar com eles
de maneiras distintas devido ao baixo alcance
emocional.
Os sintomas típicos da ansiedade são:
Fadiga e sonolência diurna;
Dificuldade para dormir;
Dores musculares inexplicáveis;
Perda de apetite ou apetite excessivo, causando
considerável perda ou aumento de peso;
Falta de ar;
Apreensão constante com o futuro;
Dificuldade para se socializar;
Autoestima baixa;
Roer as unhas ou arrancar cabelo;
Desatenção e perda de memória;
Tristeza;
Perda de interesse em atividades e hobbies que
antes gostava.
A separação dos pais, mudança de amigos para outra
cidade ou escola, falta de apoio da família, bullying,
vivência em ambientes estressantes e incapacidade de
lidar com a frustração também colaboram para o
surgimento da ansiedade.
A maioria dos adolescentes com transtornos
ansiosos são encaminhadas para serviços de
saúde mental devido a problemas de
comportamento tanto em seus relacionamentos
quanto no ambiente escolar.
De modo geral, o tratamento é constituído por
uma abordagem multimodal, que inclui orientação
aos pais e ao adolescente, o tratamento
psicoterápico e intervenções familiares.
TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO
Caracteriza-se por ansiedade excessiva em
relação ao afastamento dos pais ou seus
substitutos, não adequada ao nível de
desenvolvimento, que persiste por, no mínimo, 4
semanas.
Os sintomas causam sofrimento intenso e prejuízos
significativos em diferentes áreas da vida do
adolescente.
Quando sozinhos, temem que algo possa acontecer
a seus pais ou a si mesmos, tais como doenças,
acidentes, sequestros, assaltos, etc., algo que os
afaste definitivamente deles. Como consequência,
apegam-se excessivamente a seus cuidadores, não
permitindo seu afastamento.
INTERVENÇÕES
TRANSTORNO DE ANSIEDADE DE SEPARAÇÃO
A abordagem cognitivo-comportamental propõe
como técnica a Exposição in vivo de forma gradual,
respeitando o limite do paciente, seu grau de
sofrimento e comprometimento;
O objetivo é fazer com que o adolescente
experimente diferentes estados emocionais,
relacione acontecimentos externos, pensamentos e
emoções.
Reforçar competências desejadas e colaborar com
a remissão dos sintomas.
TOD -TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR
TC - TRANSTORNO DE CONDUTA
A adolescência é uma fase da vida caracterizada por
marcadas tentativas de buscar autonomia e construir
a própria identidade. Nessa etapa do
desenvolvimento, o cérebro ainda não atingiu a
maturidade plena, e é possível verificar momentos de
clareza e responsabilidade nas ações, bem como atos
impulsivos e delinquentes. Por serem comportamentos
muito frequentes na adolescência, faz-se importante
diferenciar ações transitórias e comuns a essa fase
daquelas que excedem ao que é normativo, passando
a trazer prejuízo e/ou sofrimento ao adolescente e
seu entorno.
O TOD corresponde a humor raivoso/irritável
persistente, comportamento questionador, desafiante
e/ou vingativo. A oposição característica do
transtorno tende a ser constante na adolescência, e,
por essa razão, a frequência e a intensidade dos
comportamentos do transtorno devem ser comparadas
a níveis considerados normais para essa faixa etária.
TOD - TRANSTORNO OPOSITOR DESAFIADOR
O Transtorno Opositor Desafiador é um padrão de
comportamento chamado de disruptivos, forma de
liberar impulsos agressivos, tipo de comportamento
que prejudica as pessoas com as quais se convive,
criando conflitos não só com as figuras que
representam autoridade como também em relação
às regras pré-estabelecidas. Entretanto, este
transtorno acaba prejudicando a própria pessoa pois
sua rede de relacionamento acaba por se afastar ou
rejeitar.(APA, 2014).
TC - TRANSTORNO DE CONDUTA
O TC abrange ações recorrentes e constantes de
violação de normas, regras sociais e/ou dos direitos
dos outros. Isso pode se manifestar por meio de
condutas agressivas que perpetram ameaça ou danos
físicos a pessoas ou animais; comportamentos não
agressivos que geram perdas ou danos a
propriedades; falsidade ou furto; ou, ainda, graves
violações de regras. Neste transtorno, verificam-se
também a busca pela gratificação imediata e a falta
de reflexão característica da impulsividade ao haver
falha na consideração das consequências das
próprias ações, seja para si, para o outro ou para o
ambiente (APA, 2014).
Os principais sintomas indicativos desse transtorno
psicológico são:
alta de empatia e preocupação com os outros;
Rebeldia e comportamento desafiador;
Manipulação e mentiras frequentes;
Frequente culpabilização das outras pessoas;
Pouca tolerância à frustração, apresentando
frequentemente crises de irritabilidade;
Agressividade;
Comportamento ameaçador, podendo iniciar
brigas, por exemplo;
Fuga de casa frequente;
Furtos e/ ou roubos;
Destruição de bens e vandalismo;
Atitudes de cruéis com animais ou pessoas.
INTERVENÇÃO PARA COMPORTAMENTO IMPULSIVO
A psicoterapia com adolescentes é um desafio.
Muitas vezes, o jovem chega ao consultório
encaminhado pelos pais, responsáveis ou pela escola,
não estando de acordo com o processo.
O primeiro passo é motivar e envolver o paciente
tratamento.
Além disso, as estratégias da TCC no tratamento
incluem: terapia familiar, psicoeducação familiar,
treinamento de pais, psicoeducação escolar e
intervenções escolares.
A utilização da Psicoeducação familiar tem a intenção
de promover informações e orientações quanto ao
curso e diagnóstico do transtorno, inclusive quanto às
características sintomatológicas e aos métodos,
proporcionando debates sobre estratégias a serem
adotadas pelos familiares no sentido de como lidar com
o familiar.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NEUFELD,Carmem Beatriz, Terapia cognitivo-
comportamental para adolescentes: uma perspectiva
transdiagnóstica e desenvolvimental.
Porto Alegre: ArtMed, 2017.
Saúde mental dos adolescentes. OPAS. Disponível
em:[Link]
dos-adolescentes
DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA
A adolescência é um período marcado por grandes
mudanças biológicas, psicológicas e sociais. Nesse
período, há um risco maior do desenvolvimento de
transtornos psiquiátricos, sendo comum a depressão
(BATTEL, 2020).
A adolescência é um período difícil, turbulento, com
variações do humor e crises emocionais. Os jovens
passam por várias situações novas e pressões sociais
quando se aproximam da idade adulta e, para alguns,
este período de transição é muito difícil
Não existe uma única causa para a depressão. O
distúrbio normalmente se dá com a combinação de
diversos fatores internos e externos, como a
dificuldade em lidar com situações desafiadoras e até
a desregulação dos hormônios que controlam as
emoções.
Existem alguns sinais que podem ser percebidos pelos
pais, familiares e colegas que podem contribuir para
identificar um adolescente com risco de
desenvolver a depressão. Ou seja, existe um caminho
percorrido até que a doença se instale de fato.
Sinais e sintomas
Falta de entusiasmo, energia ou motivação;
Afastamento ou isolamento de atividades sociais;
Confusão ou dificuldade em tomar decisões;
Baixo rendimento escolar;
Problemas alimentares;
Insônia e distúrbios de sono;
Baixa autoestima ou sensação de culpa;
Abuso de álcool e/ou drogas;
Ansiedade ou medos;
Inquietação ou irritabilidade
AUTOMUTILAÇÃO E DEPRESSÃO
A automutilação é um sintoma que se inicia,
geralmente, na adolescência. O jovem pode fazer
cortes, queimaduras e machucados pelo corpo, como
se fosse uma forma de aliviar a dor emocional. Essas
feridas costumam estar em locais mais discretos ou
que estão cobertos como barriga, braços, coxa e pés.
SUÍCIDIO E DEPRESSÃO
Nos casos mais graves, a depressão pode
levar ao suicídio, que já é a segunda
principal causa de morte em jovens entre 15
e 29 anos. Os sinais que podem indicar o
risco de suicídio em jovens com depressão:
Falar sobre morte, suicídio ou provocar
ferimentos em si próprio;
Pânico ou ansiedade crônicos;
Insônia constante;
Alterações na personalidade ou aparência;
Alterações nos hábitos de sono ou
alimentares;
Baixo rendimento escolar;
Distribuir objetos pessoais.
ALGUNS FATORES DE RISCO PARA
AUTOMUTILAÇÃO E SUICÍDIO
Fatores de risco individuais
História prévia de tentativa de suicídio;
Desesperança;
Abuso de álcool e drogas;
Histórico de transtornos mentais;
Deficit cognitivos;
Comportamentos impulsivos;
Não adesão ao tratamento;
História familiar de suicídio;
Desemprego;
Bullying;
História de abuso sexual e/ou emocional;
Situação atual ou prévia de violência;
Baixo nível socioeconômico.
Fatores de risco ambientais
Acesso aos meios letais;
Mídias;
Dificuldades de acesso a tratamento de
saúde mental.
INTERVENÇÃO
Psicoeducação
Uma bordagem terapêutica que busca
desenvolver tanto no paciente quanto na família a
cuidadores uma ampliação no conhecimento
sobre sua doença e o processo do tratamento;
Desta forma, quanto mais a pessoa estiver
inteirada de seu estado físico, mental, sobre seu
funcionamento cognitivo, sobre a psicoterapia,
melhor irá colaborar e participar ativamente do
processo de mudança.
Quadro de atividades e lista de
prazer e satisfação
Um dos sintomas da depressão é o desinteresse em
hobbies e atividades antes consideradas prazerosas.
para a pessoa. Desta forma, trazer a consciência do
paciente momentos e atividades prazerosas é uma
intervenção efetiva no processo.
Quadro de atividades: Fazer um levantamento de
atividades que possam fornecer ao paciente um senso
de satisfação e/ou prazer.;
Lista de prazer e satisfação: Elaborar uma lista de
coisas do dia a dia que o paciente executava ou
desempenhava e que lhe geravam satisfação e/ou
prazer.
TRANSTORNOS ALIMENTARES NA ADOLESCÊNCIA
Distúrbios alimentares são condições psicológicas que
interferem nos hábitos alimentares, podendo causar
graves danos ao corpo. Eles estão associados à
autoestima e à autoimagem.
A situação se torna patológica quando há um
excesso. A pessoa com distúrbio alimentar desenvolve
uma relação pouco saudável com os alimentos na
tentativa de conquistar o seu corpo ideal. Mesmo
quando alcança o seu objetivo inicial, ela estabelece
outros cada vez mais radicais.
Os transtornos alimentares são muito mais comuns em
mulheres do que em homens e,geralmente,
manifestam-se entre 13 e 20 anos de idade. Se não
tratado, o distúrbio normalmente pode se tornar mais
grave, atingindo o pico no início da idade adulta. Os
distúrbios alimentares são fortemente ligados a outros
distúrbios de saúde mental, como o abuso de
substâncias psicoativas, depressão e ansiedade.
ANOREXIA NERVOSA
Na anorexia o paciente se percebe com excesso de
peso. Esta percepção ocorre mesmo quando ele ou
ela está abaixo do ideal, o que gera abuso de
laxantes, diuréticos e atividades físicas para conter o
ganho de gordura.
Os sintomas podem incluir :
severa restrição alimentar;
peso extremamente baixo;
distorção de imagem;
gastrite;
inibição do ciclo menstrual;
pele seca ou descamando;
falta de interesse em manter uma vida ativa.
Distorção da imagem corporal;
Negação da gravidade do baixo peso corporal;
Restrição da ingestão de alimentos, levando ao
baixo peso corporal, considerando-se a idade, o
gênero,a trajetória do desenvolvimento e a saúde
física;
Medo intenso de ganhar peso.
BULIMIA NERVOSA
Na bulimia o paciente tem comportamentos impulsivos
de ingestão de grande quantidade de comida,
provocando vômitos em seguida com o objetivo de
expelir o que consumiu. É comum o uso de laxantes e
diuréticos e a prática exagerada de atividades fisícas.
Os comportamentos prejudiciais podem ocorrer todos
os dias, em qualquer lugar e em vários momentos.
Entre os sintomas, destacam-se:
dor de garganta;
problemas nas glândulas salivares;
desidratação grave;
irritação intestinal;
erosão do esmalte dos dentes ;
desequilíbrio de eletrólitos.
Episódios recorrentes de compulsão alimentar, nos
quais uma grande quantidade de comida é
consumida em um curto intervalo de tempo,
juntamente com a sensação de que não se pode
parar de comer ou controlar o que ou quanto se
está comendo;
Comportamentos inapropriados recorrentes para
compensar a compulsão alimentar e evitar o
ganho de peso, como indução de vômitos, uso
indevido de laxantes e diuréticos, jejum ou
exercício excessivo;
Percepção distorcida da imagem corporal.
COMPULSÃO ALIMENTAR
A compulsão alimentar está entre os distúrbios mais
comuns e faz com que as pessoas percam o controle
sobre o consumo dos alimentos. Nesse caso, não há
comportamentos compensatórios, como vômito ou
jejum, após a ingestão exagerada de comida.
O problema é que o paciente não sabe quando parar e
aumenta as doses por tempo prolongado. Isso favorece
o acúmulo de peso, que pode levar à obesidade e
outras doenças, como pressão arterial elevada. Os
principais sintomas são sentimentos de culpa, vergonha
e angústia.
Aliança Terapêutica: Estabelecer uma relação
de empatia, ter interesse ao que o paciente traz,
ser acolhedor, fará com que o vínculo se
estabeleça de forma efetiva e colabore com o
processo.
Trabalho Colaborativo: Sendo a TCC, uma
abordagem em que paciente e psicólogo
trabalharão juntos, o vínculo inicial é de extrema
importância.
Busca de uma equipe multidisciplinar:
Exemplo: NUTRICIONISTA: Este profissional irá
colaborar com orientações acerca de questões
nutricionais e estabelecer horários regulares para
alimentação,
CARTÕES DE ENFRENTAMENTO
Trata-se de uma técnica que pode ser aplicada
para o tratamento de vários tipos de demandas na
clínica, com o foco na reestruturação cognitiva.
A técnica elaborada por Judith Beck propõe a
elaboração de cartões que registram conteúdos
discutidos durante as sessões ou incentivar o
paciente a criar seus cartões de enfrentamento.
Eles podem ser usados como lembretes mais
visíveis e fáceis, com informações práticas sobre
como enfrentar situações problema.
Para esta técnica, o psicólogo deve, em sessões
orientar que o paciente escreva seus pensamentos
automáticos disfuncionais e sua respectiva resposta
adaptativa, apresentação de estratégias
comportamentais e elaboração de autoinstruções
motivadoras.
Orientar que o paciente escreva estes cartões em
um momento que seus pensamentos estejam
tranquilos;
Orientar que o paciente tenha fácil acesso a este
conteúdo;
Estes "cartões", não necessariamente precisam ser
feitos em papel, hoje em dia as pessoas tem a mão
o celular, que poderá ser um facilitador neste
momento. No entanto, se o paciente se sentir mais
a vontade, poderá utilizar o papel;
Deve orientar e incentivar que o paciente acesse e
leia o cartão todos os dias. Mesmo os dias em que
o paciente sentir que seu humor está estável.
CASO CLÍNICO
Paciente M. 30 anos, baixa autoestima em virtude de
compulsão alimentar, está em tratamento psicológico
com a TCC, utilizando os cartões de enfretamento
como técnica de reestruturação cognitiva:
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
QUESADA ,Andrea Amaro, Cartilha para prevenção da
automutilação e do suicídio: orientação para
educadores e profissionais da saúde. Fortalexa:
Findação Demócrito Rocha, 2020.
PSICOTERAPIA COM ADOLESCENTES
A adolescência é, naturalmente, um período marcado
por dúvidas, receios e mudanças tanto físicas quanto
psicológicas. Neste momento de transição, o jovem
começa a se questionar sobre o seu corpo, sobre suas
ideias, sobre o seu futuro. E em meio a tantos dilemas
emocionais, não deixa de se auto avaliar
constantemente, destacando seus defeitos, ao mesmo
tempo em que trava uma batalha interna de
comparação com outros adolescentes ao seu redor.
PSICOTERAPIA COM ADOLESCENTES
A primícia na psicoterapia com adolescentes é ter
conhecimento sobre a sua fase desenvolvimental. Ao
saber o que é previsto neste momento, torna-se
possível o profissional realizar a intervenção.
Segundo Nelfeld, 2017 "para tratar adolescentes, é
preciso também estar disposto. Disposto a embarcar
em seu universo e em suas questões, como, por
exemplo, atualizar- se em relação a filmes, séries,
jogos, tecnologias e músicas que são do interesse do
paciente, a fim de, de alguma maneira, começar a
compreender seu mundo".
Como a psicoterapia pode ajudar a ultrapassar
as turbulências da adolescência?
Diante de tantos conflitos internos, certas vezes o
jovem tenta encontrar o seu conforto longe da família,
se inserindo em um meio que haja ideias e
comportamentos semelhantes ao seu. Onde ele
consiga se sentir compreendido.
O problema é que, quando esta busca por uma local
de apoio não é bem-sucedida, o adolescente pode
tomar atitudes incorretas, se entregando aos vícios
para amenizar a gama de sentimentos que o envolve e
o sufoca, por considerar que este caminho é o mais
fácil.
Desta maneira, a psicoterapia tem um papel
fundamental em meio à essa turbulência. Em uma fase
na qual os pais, por muitas vezes, não conseguem
compreender os filhos e apoiá-los, um profissional pode
auxiliar neste processo de estabilização na
adolescência.
Como a psicoterapia pode ajudar a ultrapassar as
turbulências da adolescência?
Através da psicoterapia, o adolescente conseguirá, de
fato, organizar suas emoções, enxergar com clareza os
medos que o afligem e encontrar um caminho em meio
às suas inseguranças.
PRIMEIRO ATENDIMENTO
No processo de psicoterapia com adolescentes, sempre
é importante e necessário realizar um contato com os
responsáveis.
O papel do psicólogo no processo é de:
ORIENTAÇÃO
PRIMEIRO ATENDIMENTO
No processo de psicoterapia com adolescentes, sempre
é importante e necessário realizar um contato com os
responsáveis.
O papel do psicólogo no processo é de:
ORIENTAÇÃO
Como psicólogos, nossa função é orientar aos pais e
responsáveis que nossos "clientes" são seus filhos e não
eles.
Vamos a primeiro sessão?
E aí? Como vocês acham que devem atender o primeiro
paciente? Devem cumprimentar com um bom dia, boa
tarde ou boa noite, perguntar se está tudo bem? Devo
falar com meu paciente fora da sala, fora do setting? E
aí o que acham?
Após a pandemia o contato físico ficou mais restrito,
mas não há problema nenhum em cumprimentar os
pacientes da forma que vocês acharem mais
conveniente. Seja com um aperto de mão ou só
acenando com a cabeça.
A interação deve começar da forma mais natural
possível.
No setting:
É muito importante direcionar onde o paciente poderá
sentar. Se há um local em que ele ou ela poderá
deixar suas coisas.
Olá, meu nome é Fazer perguntas
Jeniffer, sou a gerais, de “quebra
psicóloga que irei te gelo”
atender
Você já fez O que você
psicoterapia sabe sobre
antes? terapia?
Quem você
conhece que
faz?
Nesse primeiro encontro é fundamental que você
explique para o adolescente o que é e como
funciona um processo terapêutico.
Faça perguntas com relação a
demanda que o paciente está
trazendo: O que, quando , onde, desde
quando.
Pedir exemplos da situação: Como
isso ocorreu, a ultima vez, você
pode me dar um exemplo disto que
você está me falando
Fazer perguntas abertas acerca de
si mesmo ou do problema: O que
você pensou a última vez que isso
ocorreu?
Fazer perguntas abertas sobre os
sentimentos apresentados: O que
você sentiu quando isso ocorreu?
Você já havia experenciado este
sentimento?
Fazer perguntas para acessar a
percepção sobre a causas do problema:
Na sua opinião, por que isto ocorre com
você?
Fazer perguntas para acessar o impacto
do problema: o que este problema tem
causado na sua vida pessoal, familiar,
afetiva?
DICAS DE MANEJO DE ADOLESCENTES EM TERAPIA
COGNITIVO-COMPORTAMENTAL EM UMA
PERSPECTIVA
DESENVOLVIMENTA
Nelfeld, 2017
Demonstrar empatia para com o paciente, com
empenho especial ao rapport e à colaboração.
Ver o jovem como quem está no controle do
processo a partir da ênfase em combinar o
andamento da terapia.
Envolver a família e a escola.
Objetivar a preparação do indivíduo para os desafios
da vida, focando em habilidades para a resolução
de problemas.
Proporcionar ambiente agradável.
Investir em uma postura aberta, demonstrando
desejo de apreender a perspectivado
adolescente.
Trabalhar o comportamento opositivo a partir da
validação dos pensamentos e das emoções do
paciente, nunca de forma confrontativa ou
autoritária.
Realizar psicoeducação, ressaltando o propósito e
o processo da terapia.
Usar linguagem e estilo de comunicação simples.
Flexibilizar as tarefas de casa.
Usar a resolução de problemas quando a
reestruturação cognitiva formal mostrar-se difícil.
Lembrar que adolescentes precisam de agenda
para aspectos cotidianos.
O contato breve entre sessões tende a aumentar a
motivação e a adesão ao tratamento.
CONTRATO TERAPÊUTICO
Na entrevista inicial com os pais ou responsáveis
alinhamos sobre o contrato: horário, valores, atrasos e
reposições. Mas é muito importante que o adolescente
fique ciente de alguns tópicos também, como por
exemplo:
se o dia e horário está bom para ele;
a duração das sessões;
o sigilo é um ponto bem importante, visto que
muitas vezes o adolescente pode ter a impressão
de que as coisas que ele irá falar poderão ser
repassadas para os pais ou responsáveis.
Nas intervenções com as adolescentes muitas vezes
podemos recorrer aos diversos recursos para facilitar e
contribuir com o processo.
Temos a disposição muitos recursos, como:
Jogos terapêuticos;
Filmes;
Músicas;
Livros;
Baralhos e Cartas Terapêuticas
PSICOEDUCAÇÃO
Uma das primeiras técnicas que podemos recorrer para
trabalhar por exemplo as emoções, é a psicoeducação.
Para Nelfeld, 2017 a TCC tem a psicoeducação como
uma das etapas centrais no tratamento. Por meio dela,
é possível deixar os jovens e suas famílias informados
sobre os sintomas, a forma de tratamento e o
diagnóstico, favorecendo o processo de mudança
DICAS DE TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS
TERAPÊUTICAS NO
TRABALHO COM ADOLESCENTES
Nelfeld, 2017
Aplicar técnicas de psicoeducação para emoções,
como baralho das emoções, vulcão da raiva e
desenho do contorno do corpo dos participantes
em papel pardo.
Usar role-plays.
Desenvolver estratégias para garantir a frequência
nas sessões, como lembretes semanais, motivação,
entrega de certificado na conclusão, entre outras.
Utilizar recursos tecnológicos para motivar a
participação e aumentar a memorização da sessão.
Desenvolver atividades e jogos para “quebrar o
gelo”, como A “Minha vida em um livro”, “Túnel do
Tempo”, “Conversinha Teens”, “Roleta dos
Sentimentos”, entre outros.
CONSTRUÇÃO DE RECURSOS
Hoje na internet temos muitos recursos a disposição,
mas podemos construir jogos e dinâmicas a partir da
demanda do paciente.
JOGO DA MEMÓRIA
EMOÇÕES
JOVEM
Um sonho JOVEM
Um medo
Uma comida
Um lugar
Uma mania
Um esporte
Um vício
Uma viagem
Uma música
Um jogo
Uma série
Um filme
Um filme da sua infância
Uma profissão
Um Emoji que te representa
Matéria que você mais gosta
Matéria que você menos gosta
Última vez que briga
Último pessoa que abraçou
Última compra que fez
Última série que assitiu
Último arrependimento
Último mensagem de whats foi pra
Personagem que você seria
Com quem você trocaria de vida por 1 dia?
Ao acordar, primeira coisa que faço é..
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
NEUFELD,Carmem Beatriz, Terapia cognitivo-
comportamental para adolescentes: uma perspectiva
transdiagnóstica e desenvolvimental.
Porto Alegre: ArtMed, 2017.
E-book oferecido pelo
Centro Educacional Sete de Setembro
o curso de "TCC PARA EM ADOLESCENTES".