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Apostila METAR

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Código METAR

1
Marcelo Migueres
Objetivo
Durante quase 20 anos de profissão, a maior parte deles atuando no Centro
Meteorológico de Aeródromo Classe 1 – Galeão, sediado no Aeroporto
Internacional do Rio de Janeiro, tenho percebido a dificuldade de pilotos,
despachantes operacionais de voo e aeronavegantes em geral para
interpretarem códigos, cartas e mensagens meteorológicas.

Mais recentemente, atuando como instrutor nos cursos de formação de


pilotos privados e comissários de voo, tenho procurado dar ênfase a este
tema em minhas aulas, sempre relacionando os parâmetros meteorológicos
(vento, calor, umidade, pressão atmosférica, dentre outros), primeiramente
ao código METAR e, posteriormente aos demais códigos e mensagens
meteorológicas.

No início da década de 1990 fui cadete aviador na Academia da Força


Aérea. Algumas poucas horas de voo nas aeronaves T-23 e T-25 foram
suficientes para saber o quanto a meteorologia é importante para o
planejamento e a execução da atividade aérea com economia e segurança.

Este trabalho tem como objetivo principal apresentar e, sobretudo,


interpretar as condições meteorológicas apresentadas em tempo real
(presente) ou previsto (futuro) em aeródromos, rotas ou grandes áreas
continentais. Porém, acredito que o diferencial deste trabalho seja a
utilização de uma linguagem mais clara e objetiva possível, esta a principal
reivindicação dos meus alunos.

Código METAR
A principal mensagem meteorológica aeronáutica de tempo real para
aeródromos foi criada buscando informar aos aeronavegantes as condições

2
meteorológicas, no âmbito de um aeródromo. Criada em 1947, a ICAO
(sigla em inglês para Organização da Aviação Civil Internacional), principal
entidade da Meteorologia Aeronáutica mundial sempre buscou que os seus
signatários (são assim chamados os países-membros desta organização)
utilizassem unidades comuns e que todos que interpretassem este código
pudessem entender o comportamento da atmosfera.

É importante ter em mente que poucas áreas do conhecimento humano


conseguiram este grau de homogeneidade, onde um piloto indiano, um
despachante de voo australiano ou um aeronavegante de qualquer lugar da
Terra pudessem entender de maneira clara e sucinta as principais
informações meteorológicas de um determinado aeródromo. E a aviação
conseguiu isso.

A versão atual do Código METAR está em vigor desde 1993, com


pouquíssimas alterações desde então. A melhor maneira de entender este
código é trabalharmos por partes, “fatiando” suas informações. Vou
procurar ser o mais objetivo possível, deixando de lado exceções típicas de
notas de rodapé de publicações, bem como as regras de elaboração que
interessam aos profissionais de meteorologia (observadores
meteorológicos) que confeccionam este código. Lembre-se: seu objetivo é
interpretá-lo de maneira rápida e o mais concisa possível para, via de regra,
utilizar os parâmetros apresentados no METAR nos trechos inicial e/ou final
do seu voo. Então vamos lá:

O nome do código
A primeira coisa que aparece na mensagem é, claro, o nome do código –
METAR. Por mais óbvio que possa parecer, ele é importantíssimo uma vez
que, no caso do METAR, as informações são apresentadas em horas
“cheias” UTC, ou seja, utilizando o fuso horário de referência para a aviação
mundial (ou fuso Zulu – Z ). Mas existem algumas exceções que serão
relatadas a seguir.

Quando acontecerem mudanças das condições do tempo significativas –


para melhor ou para pior – o profissional de meteorologia realiza uma
observação extraordinária do tempo, fora do horário-padrão. Esta

3
mensagem possui exatamente a mesma codificação do METAR cujas
características serão apresentadas a seguir, mas recebe um outro nome:
SPECI. Outra possibilidade de utilização do SPECI para o relato das
condições meteorológicas de um aeródromo é quando este não possui
funcionamento ininterrupto, ou seja, devido ao pouco movimento de
aeronaves, ele só funciona durante algumas horas do dia, na maioria das
vezes do nascer ao pôr do sol. Eis os exemplos:

a) Mensagens regulares METAR

METAR SBGL 241200Z 22003KT 8000 NSC 21/17 Q1021=

METAR SBBQ 101000Z 34005KT 5000 -RA BR FEW006 BKN045 18/16


Q1019= METAR SBRJ 241200Z 34006KT CAVOK 24/18 Q1021=

b) Mensagens não-regulares SPECI

SPECI SBJF 100915Z 36007KT CAVOK 16/15 Q1026=

SPECI SBST 101220Z 06001KT 1500 –RA BKN005 OVC010 21/19


Q1020=

SPECI SBES 101050Z 32005KT 4000 RA SCT008 BKN015 OVC030


23/22 Q1011=

Indicador de localidade da ICAO


Os aeroportos que possuem serviço de Meteorologia Aeronáutica,
prestados por profissional exclusivamente dedicado a esta função - o
observador meteorológico - ou por profissionais de Navegação Aérea
acumulando funções de operador de AFIS (Serviço de Informação de Voo,
via rádio), realizam observações meteorológicas regulares e não-regulares.

4
Ou seja, independente do grau de complexidade do serviço que exercem,
produzem a mensagem METAR/SPECI.

Seguindo critérios geográficos, a ICAO destinou 4 letras para identificar um


aeródromo, tornando-o único dentre os demais. Via de regra, a primeira
letra simboliza todo ou parte do continente onde está localizado o
aeródromo. Já a segunda letra distingue o país. A terceira e a quarta letras
são para o nome da localidade. No caso da América do Sul, a letra “S” foi a
escolhida (de South America). No caso da diferenciação dos países,
estabeleceu-se a regra da hierarquia de importância dentro da ICAO. Assim,
o Brasil ficou com a letra “B”, cabendo à Bolívia utilizar a letra “L”. O Peru,
onde fica sediado o escritório regional da entidade máxima da aviação civil,
por motivos óbvios, ficou com a letra “P”, cabendo ao Paraguai a letra “G”
para nomear os seus aeródromos controlados. Por fim, a letra “C” ficou
com os chilenos e o “K” para os colombianos. Os argentinos com “A”,
Chilenos “C” ,e assim por diante.

Nos demais continentes as regras não são tão simples e bem menos
cartesianas. A parte ocidental da Europa ficou com a letra inicial “L”, a
central com o “E” e a oriental com “U”. A principal exceção são os
aeroportos dos Estados Unidos. Todos iniciam com a letra “K”, ficando as 3
últimas letras para a identificação do aeroporto (Ex: KMIA – Miami, KMCO –
Orlando).

Voltando ao Brasil, onde certamente, você fará a maioria dos seus voos, é
importante saber que existem mais de uma centena de aeroportos que
realizam mensagens METAR/SPECI. Neste caso, todos terão as iniciais “SB”,
ou seja, “S” de South America e “B” de Brasil. Porém, ninguém é obrigado a
decorar os indicadores de localidades da ICAO de cada um deles. Para
facilitar, o sítio oficial na internet da Rede de Meteorologia do Comando da
Aeronáutica ([Link]) possibilita a busca de todos os
aeródromos que confeccionam mensagens de tempo presente
(METAR/SPECI).

Já o ROTAER, uma publicação obrigatória das Salas AIS e fundamental para


a atividade de Informações Aeronáuticas, possui a listagem com todos os
aeródromos do país, desde uma pequena pista de fazenda, passando por

5
um heliponto localizado no topo de um prédio, até um grande e
movimentado aeroporto de uma cidade brasileira. Eis os exemplos e
comentários:

SBGL – RIO DE JANEIRO / GALEÃO ANTÔNIO CARLOS JOBIM, RJ


(confecciona METAR/SPECI)

SBJR – RIO DE JANEIRO / JACAREPAGUÁ, RJ (confecciona METAR/SPECI)

SBNM – SANTO ÂNGELO / SANTO ÂNGELO, RS (confecciona METAR/SPECI)

SDTQ – PARATY / PARATY, RJ (NÃO confecciona METAR/SPECI)

SDMC – MARICÁ / MARICÁ, RJ (NÃO confecciona METAR/SPECI)

SSVN – VERANÓPOLIS / VERANÓPOLIS, RS (NÃO confecciona


METAR/SPECI)

Em suma, no caso de aeródromos brasileiros, se ele começar com as


iniciais “SB” certamente confecciona METAR/SPECI. Caso comece com as
iniciais “SD”, “SN”, “SJ”, “SM” dentre outras, ele não disporá destas
informações meteorológicas.

Data e hora
Neste grupo, nada muito complicado. Para a data e a hora da observação
meteorológica são destinados 6 algarismos, seguidos da letra “Z”. Os 2
primeiros são para o dia do mês, os 4 seguintes para a hora e milnutos no
fuso de referência internacional da aviação, o horário UTC, também
denominado horário Zulu.

No caso do METAR, os 2 algarismos destinados aos minutos serão


identificados com 00Z, a menos que o aeródromo realize observações
regulares em horários intermediários, o que não ocorre no Brasil. Há
alguns anos, por determinação do DECEA, o Aeroporto Santos Dumont
(SBRJ) chegou a efetuar observações regulares METAR de meia em meia
hora, mas o procedimento não durou muito tempo.

6
No caso dos SPECI, a observação não-regular pode ser realizada a
qualquer momento, entre duas observações METAR. E não há limites
quantitativos, podendo ser feitos tantos SPECI quantos forem necessários.
Eis os Exemplos:

 METAR SBGL 081100Z 27002KT 8000 FEW025 SCT100 21/17


Q1025=

(dia 8, horário de 11:00 UTC, ou seja, o horário do Meridiano de


Greenwich, em Londres)

 SPECI SBCT 230823Z

 12004KT 9000 BKN004 OVC008 11/11 Q1029=

(dia 23, horário de 08:23 UTC, ou seja, o horário do Meridiano de


Greenwich, em Londres)

A partir de agora, serão apresentados todos os parâmetros


meteorológicos que são apresentados tanto na mensagem METAR como
na SPECI, uma vez que a única diferença entre os dois códigos é o grupo
data-hora. Para facilitar, tudo que for mencionado para o METAR também
será válido para um SPECI.

Vento à Superfície
Refere-se à média dos 10 minutos que antecedem à observação, com
direção e velocidade do vento à superfície em relação ao Norte
Verdadeiro. Vale lembrar que o vento à superfície é considerado até 100
metros de altura a partir do solo. A direção é expressa em múltiplos de 10
graus (de 010 a 360) e a velocidade em nós (knots, em inglês, ou KT).

A regra geral nos mostra 5 algarismos seguidos das letras KT, onde as 3
primeiras são destinadas à direção e as 2 últimas para a velocidade.
Também é importante ressaltar que esta informação sempre apresenta a
direção de onde ele vem, assim, se o vento é de Oeste ele será expresso

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com 270 graus. Se sopra do quadrante Nordeste, terá 40 graus de direção
(040), sempre seguido da sua velocidade.

A propósito, a velocidade é expressa na unidade do padrão ICAO, em nós


(knots), onde 1 KT equivale aproximadamente a 1,6 km/h. Eis alguns
exemplos:

 METAR SBGL 081100Z 27002KT 8000 FEW025 SCT100 21/17


Q1025=

(direção Oeste – vento vindo de Oeste – com velocidade de 2 nós)

 METAR SBUR 231400Z 04006KT CAVOK 19/09 Q1025=

(direção Nordeste – vento vindo de Nordeste – com velocidade de 6 nós)

No caso da ausência de vento ou com velocidade inferior a 1 KT ele será


codificado como vento calmo - 00000KT, assim como no exemplo abaixo:

 METAR SBSC 101000Z 00000KT 9999 -RA FEW040 OVC100 24/22


Q1009=

Caso o anemômetro - equipamento que mede a direção e velocidade do


vento - esteja com defeito, a informação deste grupo terá caracteres “/”
para cada um dos 5 algarismos, seguido de KT, de acordo com os
exemplos:

 METAR SBEC 101000Z /////KT CAVOK ///// Q1011 W///S5=

 METAR SBTA 181000Z /////KT 9999 SCT006 ///// Q1012=

Quando acontecer uma variação significativa da velocidade, nestes 10


minutos que antecedem à observação meteorológica, aí devemos
considerar que há uma rajada (em inglês, Gust). Tal condição só deverá ser
considerada quando a velocidade máxima do vento exceder em, no
mínimo, 10 nós a velocidade média. Exemplos:

 METAR SBVT 051000Z 36006G18KT 9999 FEW020 26/19 Q1012=

 METAR SBUR 191000Z 01018G28KT 9999 FEW020 SCT050 BKN100


27/23 Q1014=

8
Ainda em relação à velocidade do vento, quando esta atingir valores iguais
ou superiores a 100KT (cerca de 180 Km/h), em que pese na prática esta
situação parecer muito pouco provável, a representação no METAR
deverá ser P99KT (onde “P” refere-se a plus, ou seja, “mais” em inglês).

 METAR SBES 101300Z 320P99KT 4000 RA BR SCT008 BKN015


OVC030 23/22 Q1011=

No que se refere à direção do vento, conforme apresentamos no início


deste tópico, esta deve ser informada utilizando-se 3 dígitos, sempre
representando a média dos 10 minutos que antecedem à observação
meteorológica. Por se tratar de uma média, é comum que aconteçam
pequenas variações da direção. Quando estes valores forem superiores
em 60° e inferiores a 180° em relação à media de todas as direções, serão
informados assim:

 METAR SBME 300600Z 26004KT 210V320 9999 BKN025 OVC100


25/24 Q1010=

 METAR SBAF 151500Z 07004KT 030V140 7000 SCT015 BKN080


23/22 Q1009=

Caso a variação da direção do vento seja maior que 180° então os 3


caracteres destinados à direção do vento serão substituídos pelo trigrama
VRB (de variable, variável em inglês) seguido da sua velocidade média.

 METAR SBBW 011500Z VRB02KT 9999 BKN025 OVC100 25/24


Q1010=

Visibilidade Horizontal
Um dos parâmetros meteorológicos mais importantes de um aeródromo,
a visibilidade horizontal, é obtida a partir do posicionamento do

9
profissional de meteorologia no local denominado “ponto de observação”.
Este, quando possível, deverá possibilitar a observação de todo o
horizonte do aeródromo nos seus 360 graus, a fim de que se possa
identificar e reconhecer contornos e formas de obstáculos fixos (antenas,
edificações, montanhas, etc.) e suas distâncias conhecidas em relação ao
ponto de observação.

Então, após esta avaliação pelo observador meteorológico, o valor


predominante obtido para a visibilidade horizontal será lançado no
METAR (ou no SPECI) sempre com 4 algarismos, expresso em metros,
completando com um ou dois zeros à esquerda sempre que necessário
quando os valores forem inferiores a 1000 ou 100 metros,
respectivamente. Exemplos:

 METAR SBYS 181800Z 01001KT 5000 -RA BR BKN030 21/20 Q1017=

 METAR SBSC 050600Z 19007KT 7000 SCT020 BKN080 28/24 Q1014=

 METAR SBUR 101000Z 20007KT 1600 -TSRA SCT004 SCT030


FEW050CB OVC080 19/19 Q1017=

 METAR SBME 310800Z 00000KT 0200 FG FEW005 OVC010 19/19


Q1013=

 METAR SBSJ 240900Z 01002KT 0050 FG VV002 16/15 Q1010=

Quando a visibilidade horizontal for igual ou superior que 10 km (10.000


metros) será expressa por quatro algarismos “9”sequenciais – 9999 –
situação mais favorável ao voo e conhecida no jargão aeronáutico como
“grupo de noves” ou simplesmente “noves”.

 METAR SBCP 181800Z 07012KT 9999 FEW030 33/20 Q1013=

 METAR SBES 150700Z 14011KT 9999 FEW030TCU SCT045 29/22


Q1014=

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Excepcionalmente, quando a visibilidade horizontal não for a mesma em
todas as direções do aeródromo e houver um dos seus setores com
restrição significativa deste parâmetro meteorológico, serão informadas: a
visibilidade predominante em todo o aeródromo, seguida da visibilidade
setorizada e esta com o respectivo ponto cardeal (N, S, E ou W) ou
colateral (NW, SW, NE, SE).

 METAR SBCA 081700Z 05010KT 5000 1400S -RA BKN040 26/23


Q1017=

 SPECI SBUL 100915Z 04007KT 4500 1500NE -RA BCFG BKN001


18/17 Q1016=

Alcance Visual da Pista (RVR)


A sigla RVR, do inglês Runway Visual Range (Alcance Visual da Pista) trata,
também, da visibilidade horizontal. Este parâmetro não é obtido no ponto
de observação do aeródromo, mas exatamente no local de ponto de
toque da pista, próximo à cabeceira. A partir dali, o instrumento emite um
feixe de luz em direção à cabeceira oposta, com alcance máximo de 2000
metros.

Devido ao seu alto custo financeiro, aliado aos índices de ocorrência de


fenômenos meteorológicos restritivos de visibilidade horizontal (névoas e
nevoeiros), não são todos os aeródromos que possuem RVR. Bases aéreas
importantes, aeroportos internacionais e alguns nacionais com grande
movimento de pousos e decolagens são dotados deste equipamento. Eis
alguns exemplos e comentários:

 METAR SBFI 121000Z 00000KT 0300 R32/0650 R14/0700 FG VV002


14/13 Q1020=

(R32/0650 se refere ao alcance visual obtido no ponto de toque da pista


32 – runway 32 – atingindo 650 metros em direção à cabeceira oposta)

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(R14/0700 se refere ao alcance visual obtido no ponto de toque da pista
14 – runway 14 – atingindo 700 metros em direção à cabeceira oposta)

Quando o aeroporto possuir pistas paralelas, a informação destas no RVR


serão seguidas das letras L, C e R - respectivamente para esquerda (Left),
central (Center) e direita(Right).

Alguns equipamentos mais sofisticados possuem a possibilidade de


informar a tendência de melhora, manutenção ou piora da visibilidade
no(s) eixo(s) da(s) pista(s). Quando indicar aumento dos valores de
visibilidade este virá sucedido pela letra U (Up). N para o caso de
neutralidade (Neutro) e D quando houver diminuição (Down).

Para valores acima de 2000 metros (o limite superior do aparelho) a


codificação será P2000 (Plus, ou seja, mais). No caso de valores abaixo de
50 metros (o limite inferior do aparelho) a codificação será M0050 (Minus,
menos).

 METAR SBGR 121000Z 08004KT 0400 R09R/0900N R09L/0600D


R27R/1500U R27L /P2000 FG VV001 16/15 Q1023=

(R09R/0900N se refere ao alcance visual obtido no ponto de toque da


pista 09 direita – runway 09 Right – atingindo 900 metros em direção à
cabeceira oposta, com tendência a neutralidade)

(R09L/0600D se refere ao alcance visual obtido no ponto de toque da


pista 09 esquerda – runway 09 Left – atingindo 600 metros em direção à
cabeceira oposta, com tendência a diminuir)

(R27R/1500U se refere ao alcance visual obtido no ponto de toque da


pista 27 direita – runway 27 Right – atingindo 1500 metros em direção à
cabeceira oposta, com tendência a aumentar)

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(R27L /P2000 se refere ao alcance visual obtido no ponto de toque da
pista 27 esquerda – runway 27 Left – atingindo mais de 2000 metros em
direção à cabeceira oposta)

Apesar das informações serem apresentadas em tempo real numa tela


localizada na sala do operador de meteorologia, a informação do alcance
visual da pista só constará no METAR/SPECI quando o valor da visibilidade
horizontal do aeródromo for igual ou inferior a 2000 metros.

Tempo presente significativo


Codificação de fenômenos meteorológicos de tempo presente observados
no âmbito do aeródromo e/ou na sua vizinhança terá sempre 2 caracteres
para a ocorrência. Alguns fenômenos, sobretudo os hidrometeoros
precipitáveis, terão intensificadores para avaliar se a precipitação é fraca
(-), moderada (sem sinal) ou forte (+).

Exemplos: +RA (chuva forte); GR (granizo grande/saraiva com intensidade


moderada); -DZ (chuvisco leve)

O principal qualificador de proximidade é o VC (vizinhança) que vale para


alguns fenômenos relatados entre 8 e 16 km de distância do ponto de
observação do aeródromo (trovoada, pancada de chuva, nevoeiro, poeira,
neve e cinzas vulcânicas, dentre outros). No caso da trovoada (TS), mesmo
que ela seja observada além de 16 km do aeródromo será relatada como
VCTS.

Exemplos: VCTS (trovoada na vizinhança); VCSH (pancada de chuva na


vizinhança); VCFG (nevoeiro na vizinhança)

No caso dos litometeoros (névoa seca, areia, poeira ou fumaça) só devem


ser relatados quando a sua ocorrência implicar na diminuição da
visibilidade horizontal do aeródromo a valores iguais ou inferiores a
5000m.

13
A névoa úmida (BR) só será relatada no METAR/SPECI quando o valor da
visibilidade horizontal estiver entre 1.000m e 5000m, incluindo os
extremos.

O nevoeiro (FG) é um hidrometeoro que restringe a visibilidade horizontal


do aeródromo a valores inferiores a 1000m.

Nebulosidade
Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), “nuvem é o
hidrometeoro cuja base esteja a uma altura igual ou superior a 30 metros
em relação ao solo”. Vale lembrar que altura é a distância entre um ponto
e a superfície, diferentemente do conceito de altitude onde um destes
pontos é, obrigatoriamente, o nível médio do mar (NMM).

Na Meteorologia Aeronáutica, uma das ramificações da Meteorologia


Aplicada, a altura mínima do hidrometeoro para receber a denominação
nuvem é de cem pés (100 FT). Caso o fenômeno esteja ocorrendo abaixo
deste valor, receberá as denominações névoa úmida ou nevoeiro,
dependendo da visibilidade horizontal estimada no aeródromo.

Até 1993, o código METAR/SPECI apresentava o quantitativo das nuvens


em cada nível, representadas em oitavos do céu, seguido do tipo da
nuvem, abreviado em 2 caracteres (SC para estratocumulus, AS para
altostratus, CB para cumulonimbus, etc.) e da altura da base das nuvens
em decâmetros.

Desde então, a ICAO modificou o grupo nebulosidade, criando 4


subgrupos (FEW,SCT, BKN e OVC) onde cada um representa o quantitativo
de nuvens em cada nível do céu. Deixam de existir os nomes destas, com
exceção das chamadas “nuvens significativas” - torres de Cumulus ou
cumulus congestus (TCU) ou cumolonimbus (CB) - e a codificação passa a
vigorar da seguinte maneira:

 FEW (poucas nuvens) – de 1 a 2 oitavos do céu;

 SCT (scattered – esparso) – de 3 a 4 oitavos do céu;

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 BKN (broken – nublado) – de 5 a 7 oitavos do céu;

 OVC (overcast – encoberto) – 8 oitavos do céu.

Ao lado de cada grupo permanece a altura da base da camada, expressa


em centenas de pés. Visando a concisão das informações meteorológicas,
a ICAO definiu que os grupos de nebulosidade, apresentados de forma
ascendente a partir da superfície do aeródromo, deveriam seguir uma
hierarquia simples:

a) A primeira camada pode constar qualquer quantidade;

b) A segunda camada deve ter pelo menos SCT;

c) A terceira camada deve ter pelo menos BKN;

d) Uma quarta camada é admissível como exceção, mas deverá ser


obrigatoriamente de nuvens significativas, ou seja, Torres de
Cumulus (TCU) ou Cumolonimbus (CB), informada na ordem
crescente de altura da base da camada.

Quando acontecer, simultaneamente, a inexistência de camada de nuvens


abaixo de 5000 FT a ser informada no aeródromo; a visibilidade horizontal
for igual ou superior a 10.000m e não houver fenômeno de tempo
presente (RA,DZ,BR, etc.) então será utilizada a sigla CAVOK (Ceilling And
Visibility OK – teto e visibilidade horizontal OK).

Quando não houver nenhuma camada abaixo de 5000 FT a ser informada


no aeródromo e o termo CAVOK não for adequado (pela restrição da
visibilidade horizontal e/ou devido a ocorrência de algum fenômeno de
tempo presente), o grupo nebulosidade será substituído por NSC (No
Significant Clouds – sem nuvens significativas).

A seguir alguns exemplos de METAR/SPECI para melhor entendimento:

 METAR SACO 311100Z 00000KT 9999 SCT015 FEW040CB 13/13


Q1022 RETSRA=

 METAR SARE 311000Z 00000KT 2000 BR NSC 16/15 Q1015=

15
 METAR SAEZ 311000Z 25004KT 5000 BR SCT002 BKN005 BKN080
14/11 Q1015=

 METAR SAEZ 311030Z 25003KT 0800 R11/0800N FG OVC002 13/12


Q1015=

 METAR SUMU 311100Z 31002KT 9999 FEW040 BKN080 18/17


Q1012=

 METAR SBUG 311100Z 25003KT CAVOK 16/14 Q1015=

 METAR SBSM 311100Z 28005KT 9999 FEW009 18/17 Q1015=

 SPECI SBPA 311125Z 30011KT 5000 BR OVC006 19/19 Q1013=

 METAR SBYS 311100Z 32006KT 7000 FEW010 BKN040 BKN090


22/22 Q1018=

 METAR SBRP 311100Z 33002KT 9999 TS FEW007 FEW030CB SCT040


OVC100 22/20 Q1017=

Temperatura e Ponto de Orvalho


A Temperatura do Ar representa a quantidade de calor no ambiente, sem
influência de insolação e vento, por exemplo. Não confundir com sensação
térmica, que é a maneira como o corpo humano percebe o calor do
ambiente. Já o Ponto de orvalho designa a temperatura à qual o vapor de
água presente no ar ambiente passa ao estado líquido na forma de
pequenas gotas por via da condensação, assim chamado orvalho. Em
outras palavras, é a temperatura à qual o vapor d'água que está em
suspensão no ar condensaria (viraria "orvalho") sob a mesma pressão.

Nesse ponto ocorre a saturação do ar pelo decréscimo de temperatura,


causando fenômenos meteorológicos como geada, nevoeiro, chuva e
neve. Esse ponto tem muita importância na aviação geral, em que é
utilizado para se calcular a probabilidade de formação de gelo no
carburador e para se estimar a altura da base de nuvens.

16
As temperaturas do ar e do ponto de orvalho, seguindo o padrão definido
pela ICAO, são informadas em graus Celsius inteiros, ou seja, os valores
decimais são arredondados matematicamente para o grau inteiro
imediatamente superior.

Valores inferiores a 10 graus são precedidos do algarismo zero e as


temperaturas negativas com a letra M. Eis alguns exemplos:

 METAR SBFL 311200Z 33003KT 9999 FEW030 23/20 Q1012=

 METAR SBAX 311200Z 00000KT 9000 -RA FEW015 BKN035 21/19


Q1022=

 METAR SBAF 311200Z 33002KT CAVOK 31/22 Q1012=

 METAR SARE 311200Z 20004KT 8000 NSC 08/06 Q1017=

 METAR SBCH 311200Z 24003KT 8000 FEW007 M01/M03 Q1018=

 METAR SBFI 311200Z 11004KT 3000 BCFG BKN003 01/M05 Q1016=

Pressão Atmosférica (QNH)


O grupo indica o valor de QNH arredondado para o hectopascal (hPa)
inteiro inferior mais próximo. O grupo é formado pela letra Q, seguida,
sem espaço, por quatro algarismos. Trata-se do valor a ser inserido na
Janela de Kolsmann do altímetro, a fim de obter a altitude da aeronave em
relação ao aeródromo, de acordo com as correções das condições
atmosféricas de momento.

Antes da decolagem, quando ainda estiver em solo, o piloto deverá ajustar


seu altímetro com o valor fornecido pelo órgão de controle/estação rádio
ou a informação constante no METAR/SPECI. Já em voo, após se afastar do
âmbito do aeródromo (Altitude de Transição) o piloto deverá ajustar sua
Janela de Kolsmann para o valor padrão de 1013 hPa (denominado ajuste
QNE) e com este permanecer enquanto estiver em rota, até iniciar seu
procedimento de descida.

17
Na aproximação para o aeródromo de destino, no local conhecido como
Nível de Transição, o piloto será informado pelo órgão de
controle/estação rádio do ajuste do altímetro que deverá inserir a fim de
verificar a altitude mais próxima possível do valor real no qual está
voando.

Para valores inferiores a 1000 hPa deve-se preceder do algarismo zero,


salientando que o valor a ser informado desprezará sempre o algarismo
decimal. Eis alguns exemplos:

 METAR SBJF 051200Z 33012KT 9999 FEW040 20/20 Q1012=

 METAR SBST 101800Z 22004KT 9999 BKN021 25/23 Q1007=

 METAR SBBQ 151100Z 30008KT 9999 BKN009 20/18 Q1016=

 METAR SBGL 310500Z 26002KT 9999 FEW010 26/21 Q0999=

Tempo Recente (RE)


O tempo recente (Recent Event), quando ocorrer, deverá ser informado
após o grupo QNH. Trata-se de uma informação meteorológica acontecida
na observação anterior (que pode ser METAR ou SPECI), mas com reflexos
no tempo presente. Assim, fenômenos como hidrometeoros precipitantes
(RA, DZ, SN, GR, GS, etc.) e trovoadas (TS) são os mais comuns a serem
informados. Os primeiros, com o objetivo de relatar se a pista está
molhada, apenas constarão como tempo recente se a intensidade desta(s)
for(em), no mínimo, moderada. Já os últimos, pela chance do fenômeno
voltar a ocorrer e, também, quando na dissipação das trovoadas haver a
probabilidade de fenômenos como microburst, downburst e wind shear,
todos relativos às correntes descendentes provenientes da dissipação do
CB, que podem impactar bastante o procedimento de pousos nos
aeródromos.

Por convenção, são permitidos até 2 fenômenos a serem informados


neste grupo, onde as trovoadas (TS) deverão ter sempre prioridade.

Informações Suplementares
18
No Brasil, este grupo somente irá constar nas informações meteorológicas
METAR/SPECI de 3 estações, todas localizadas em plataformas marítimas
(SBMM – Marlin; SBEC – Enxova e SBLB – Albacora), após o grupo QNH. Os
dados virão num grupo com 5 caracteres precedidos pela letra W. Os 3
primeiros para a temperatura do mar e os dois últimos relativos ao estado
do mar (numa escala “S” que vai de 0 a 9, onde zero corresponde ao mar
liso e 9 ao mar fenomenal). Eis os exemplos:

 METAR SBMM 061100Z 01020KT 9999 FEW010 OVC070 28/25


Q1006 W///S4=

 METAR SBEC 061100Z 36028KT 9999 SCT025 BKN080 27/25 Q1006


W///S4=

 METAR SBLB 061100Z 35024KT 9999 SCT025 BKN060 OVC100 27/24


Q1007 W///S5=

19
Exercícios
1) O código METAR designa:

a) um boletim especial para a aviação;

b) uma informação de superfície em linguagem clara;

c) uma informação horária de superfície para a aviação;

d) uma informação de superfície para fins aeronáuticos.

2) No METAR, a direção do vento é codificada:

a) de 5 em 5 graus; c) de 10 em 10 graus;

b) em graus e décimos; d) em quadrantes da rosa dos ventos.

3) Quando no METAR vier codificado VRB para a direção vento, teremos:

a) vento calmo; c) direção variável;

b) direção desconhecida; d) velocidade acima de 100 nós.

4) Vento calmo no METAR é informado:

a) CLM; b) CALMO; c) 00000; d) VRB00.

5) Vento soprando de 360° com 2 nós de velocidade é representado no METAR como:

a) 360/2KT; b) 00000KT; c) 36002KT; d) N02KT.

6) Dos grupos de vento abaixo, o informado corretamente METAR e:

a) 00505KT; b) 00007KT; c) VRB10KT; d) 36008/VRBKT.

7) O vento máximo de rajadas, será incluído no METAR:

a) antes do grupo de vento;

20
b) em informações suplementares;

c) em lugar da velocidade média;

d) no grupo de vento, separado pela letra G.

8) Se a visibilidade horizontal no aeródromo é de 80 metros, a informação incluída no


METAR é:

a) 0050; b) 0080; c) zero; d) 0100.

9) O valor informado como 9999, significa visibilidade:

a) igual a 9.000 metros; c) de 9.000 metros ou mais;

b) maior que 10.000 metros; d) igual ou maior que 10.000 metros.

10) A codificação R20/0500 significa que o alcance visual da pista:

a) tem um valor entre 500 e 520 metros;

b) é de 500 metros ocorreu às 20 UTC;

c) 20 é de 500 metros;

d) é de 200m até 500m.

11) A codificação RERA no METAR, tem o seguinte significado:

a) chuva moderada no momento da observação;

b) chuva moderada ou forte na hora precedente à observação;

c) chuvisco na hora precedente à observação;

d) chuva e trovoada no momento da observação.

12) Nevoeiro de céu visível no aeródromo é informado no METAR como:

a) BR; b) HZ; c) FG; d) FG VV001.

21
13) No METAR, uma cobertura total de AS a 8.000 pés é informado como:

a) BKN080; b) BKN240; c) OVC080; d) OVC240.

14) Com a codificação de VV002 no METAR, podemos afirmar que:

a) o céu está claro;

b) a visibilidade horizontal é de 60 metros;

c) a base das nuvens está a 60 metros de altura;

d) há ocorrência de nevoeiro de céu obscurecido;

15) Uma nuvem informada como SCT025, tem a seguinte altura aproximada:

a) 250 pés; b) 750 pés; c) 250 metros; d) 750 metros.

16) Quando no METAR for incluída a palavra CAVOK, é certo que no aeródromo:

a) não há precipitação nem trovoada;

b) a visibilidade é inferior a 10 Km;

c) o CB tem base acima de 1.500 metros;

d) a base da nuvem está abaixo de 1.500 m.

17) Temperatura de –5°C, é informada no METAR como:

a) 05; b) 55; c) -05; d) M05.

18) No METAR SBST 031300Z 00000KT 2000 HZ SCT010 23/18 Q1014=, tem-se:

a) temperatura do ar de 18°C;

b) ar saturado;

c) temperatura do ponto de orvalho de 18°C;

d) pressão da estação de 1014 hPa.

22
19) No METAR, apenas as letras DZ significam:

a) neve moderada; c) chuva leve;

b) granizo forte; d) chuvisco moderado.

20) No METAR quando um fenômeno meteorológico for qualificado com intensidade


forte, o mesmo será precedido do sinal de:

a) adição; b) divisão; c) subtração; d) multiplicação.

21) Considerando-se: visibilidade de 1.250 metros, temperatura do ar de 20°C e o


ponto de orvalho de 19°C, pode-se concluir que o METAR terá codificação da
visibilidade e condições de tempo, respectivamente de:

a) 1250 BR; b) 1200 HZ; c) 1250 FG; d) 1200 BR.

22) Segundo acordos internacionais, a visibilidade informada no METAR é a:

a) mínima; b) máxima; c) oblíqua; d) predominante.

23) No METAR SBPA 031000Z 03003KT 1500 R11/1800 R29/1600 BR BKN006 BKN080
17/17 Q1013=, tem-se:

a) névoa seca;

b) alcance visual na pista 29 de 1.600 metros;

c) ar seco;

d) visibilidade horizontal de 1.800 metros.

24) No METAR SBCR 031000Z 00000KT 5000 HZ SCT030 25/20 Q1009=, tem-se:

a) ponto de orvalho de 20°C;

b) chuva moderada;

c) chuvisco leve;

d) umidade relativa de 100%.

23
25) No METAR SGAS 030100Z 01005KT 0250 FG VV001 02/02 Q1022=, tem-se:

a) visibilidade horizontal de 2.500 metros;

b) nevoeiro de superfície;

c) visibilidade vertical de 1000 pés;

d) QFE de 1022 hPa.

26) No METAR SBGL 151000Z 00000KT 2000 -DZ BKN005 OVC080 17/17 Q1020=, tem-se:

a) chuva leve; b) chuvisco moderado;

c) céu nublado a 8.000 pés; d) céu nublado a 150 metros.

27) As alturas das bases das nuvens, no METAR, são fornecidas em:

a) dezenas de pés; b) milhares de pés;

c) incrementos de 30 metros; d) incrementos de 100 metros.

28) Como é representado no código METAR ou SPECI um vento com velocidade


inferior a 01 nó?

a) 00000KT; b)CLM; c)0000; d)9999;

29) Codifique no METAR ou SPECI vento com direção variando de 10° a 80° e com
velocidade de 8 nós:

a) VRB08KT 080V010; b) 010V080 VRB08KT;

c) VRB08KT 010V080; d) VRB08KT.

30) De acordo com a mensagem abaixo, podemos informar que o vento está:

METAR SBPA 201800Z 27013G25KT 9999 SCT025 30/20 Q1024=

a) soprando para 270 graus, velocidade média 13 KT;

24
b) variando de 270 a 130 graus;

c) soprando de 270 graus, com rajada de 25 nós;

d) variando de 130 a 250 graus.

31) Quando for observada uma visibilidade inferior a 50 m, a mesma aparecerá no


METAR:

a) ////; b)9999; c)0050; d)0000.

32) Dado o METAR SBDN 211600Z 20025G35KT 9999 SCT020 BKN200 18/12 Q1027=,
tem-se:

a) visibilidade inferior a 10 km;

b) vento de rajada com 35 nós;

c) ar saturado;

d) vento de rajada com 25 nós e nuvens altas.

33) METAR SBSP 011800Z 16008KT 3500 BR FEW006 OVC100 15/14 Q1022=. De
acordo com a mensagem, temos visibilidade horizontal de:

a) 1.800 m; b) 3.500 pés; c) 1.800 pés; d) 3.500 m.

34) Dado o METAR SBGL 310900Z 00000KT 0200 R10/0400 R28/0200U R15/0600D
R33/0500N FG BKN010 19/19 Q1018=, podemos verificar que o:

a) alcance visual na pista 10 é de 400 m;

b) nevoeiro é de céu obscurecido;

c) céu está encoberto;

d) vento é fraco.

35) No SPECI SBRJ 200920Z 03010KT 8000 -RA FEW015 OVC100 23/20 Q1016=, temos:

a) vento de rajada com 10 nós;

25
b) chuvisco leve;

c) chuva leve;

d) nuvens a 1.500 m.

36) No METAR SBLO 250900Z 01008KT 340V040 8000 -TSRA BKN010 FEW030CB 18/16
Q1020=, tem-se:

a) ocorrência de trovoada sem precipitação;

b) ar saturado;

c) ar estável;

d) trovoada com precipitação leve.

37) METAR SBKP 101900Z 12016G35KT 6000 1200SE +SHRA BKN025 FEW030TCU
28/20 Q1013 RERA=. De acordo com a mensagem temos:

a) de 1 a 4/8 de nuvens a 2.500 m;

b) visibilidade horizontal predominante de 6.000 m e mínima de 1.200 m a sudeste;

c) QNE de 1.013 hPa;

d) pancada de chuva leve.

38) Dado o METAR SBMT 221700Z 18010KT 2000 BR SCT008 OVC012 17/15 Q1020=.
De acordo com a mensagem, é CORRETO afirmar sobre o grupo de nuvens:

a) 3 ou 4/8 a 240 m e 8/8 a 360m;

b) 3 ou 4/8 a 240 pés e 8/8 a 360 pés;

c) 3 ou 4/8 a 800 m 8/8 a 1.200 m;

d) o teto é de 800 pés.

39) Quando for verificado no código METAR a palavra CAVOK, pode esperar que:

a) o céu está claro;

26
b) há nuvens abaixo de 1.500 pés;

c) a visibilidade horizontal é superior a 10 Km;

d) poderá haver Cb.

40) Ao receber a informação meteorológica a seguir, um aeronavegante sabe que


encontrará: METAR SBUG 301500Z 24015KT CAVOK 13/M02 Q1030=

a) visibilidade inferior a 10 km;

b) nuvens abaixo de 1.500 m;

c) ponto de orvalho de -2°C

d) temperatura do ar de -2°C.

41) No METAR SBCR 111900Z 07007KT 040V110 9999 FEW030 FEW040TCU 32/22
Q1013= é CORRETO afirmar que:

a) a direção do vento é de 70° com velocidade variando de 4 a 7 KT;

b) o teto do aeródromo é de 3000 pés;

c) o aeroporto está operando em condições visuais;

d) há bastante atividade advectiva no aeródromo.

42) Indique a alternativa correta para “ céu com nebulosidade esparsa a 1800 pés”:

a) FEW180; b) SCT018; c) FEW018; d) SCT180.

43) No METAR, como serão informadas a temperatura do ar de +6,5°C e ponto de


orvalho de -1,5°C:

a) 07/M02; b) 06/01; c) 07/M01; d) 06/M02.

44) Dos fenômenos abaixo, todos serão informados no METAR como Tempo Recente
de significado operacional (RE), EXCETO:

27
a) precipitação leve; c) precipitação moderada;

b) precipitação forte; d) neve soprada.

45) Os símbolos +RA, -DZ, BR, HZ e FG representam respectivamente:

a) chuvisco moderado, chuvisco leve, névoa úmida, névoa seca e nevoeiro;

b) chuva forte, chuvisco moderado, névoa úmida, nevoeiro e névoa seca;

c) chuva forte, chuvisco leve, névoa úmida, névoa seca e nevoeiro;

d) chuva moderada, chuva leve, nevoeiro, névoa seca e névoa úmida.

46) As únicas nuvens de significado operacional são:

a) CU e SC; b) CU e TCU; c) CB e NS; d) TCU e CB;

47) Em relação ao parâmetro meteorológico vento no METAR, assinale a única


alternativa CORRETA:

a) relativo ao Norte Magnético;

b) a direção média informada é sempre de onde o vento sopra;

c) a direção média é expressa em graus e a velocidade em m/s;

d) rajada é quando existem picos de velocidade que superam em 15KT o valor médio.

48) Uma Estação Meteorológica de Superfície (EMS) confeccionou o seguinte METAR:

SBSP 082100Z 10016KT 9999 SCT016 SCT100 21/19 Q1016=

Os valores relatados para temperatura do ar (T), pressão ao nível médio do mar


(PNMM), direção do vento (DIR), temperatura do ponto de orvalho (TD) e velocidade
do vento (V) são, respectivamente:

a) T=10°C; PNMM= 1001 hPa; DIR= 100 graus; TD= 10°C e V= 16 nós.

b) T=21°C; PNMM= 999 hPa; DIR= 16 graus; TD= 21°C e V= 19 nós.

c) T=16°C; PNMM= 1016 hPa; DIR= 16 graus; TD= 19°C e V= 10 nós.

28
d) T=21°C; PNMM= 1016 hPa; DIR= 100 graus; TD= 19°C e V= 16 nós.

49) A existência de cortante de vento ao longo da trajetória de pouco, decolagem ou


aproximação em todas as pistas deverá ser informada no METAR como:

a) WS b) WS RWY c) WS ALL RWY d) WS OVER

50) Em relação ao SPECI assinale a única alternativa INCORRETA:

a) mensagem meteorológica de abertura ou fechamento da EMS quando não coincidir


com o horário do METAR;

b) é feito quando acontecer um acidente aeronáutico no aeródromo;

c) utilizado para corrigir o METAR a respeito das condições atmosféricas;

d) nunca pode conter a expressão CAVOK.

51) A respeito da mensagem abaixo só não é correto afirmar que:

METAR SBTA 221000Z 27002KT 9999 0500NE BCFG NSC 13/12 Q1026=

a) o vento flui de leste;

b) a visibilidade predominante é de mais de 10Km;

c) a atmosfera está bastante úmida;

d) não há nenhuma nuvem abaixo de 5000 pés.

52) A respeito da mensagem abaixo só não é correto afirmar que o:

SPECI SBCT 221030Z 10002KT 1400 R15/1000 R33/0600 BCFG BR SCT001 10/09
Q1027=

a) alcance visual da pista 15 é de 1000 metros;

b) céu está nublado com base a 100 pés;

c) QNH é 1029 hPa;

d) fenômeno de tempo presente é névoa úmida.

29
53) A respeito da mensagem abaixo só não é correto afirmar que:

METAR SBSM 221000Z 27003KT 210V310 9999 BKN037 BKN070 16/16 Q1019=

a) a direção do vento oscila em 100 graus e, na média, flui de oeste;

b) a atmosfera está saturada;

c) o aeródromo opera em condições IFR;

d) se a base das nuvens aumentar em 1400 pés o termo CAVOK poderá ser usado.

54) A respeito do fenômeno meteorológico nevoeiro na mensagem abaixo só não é


correto afirmar que a:

METAR SBNF 220800Z 00000KT 0300 FG VV002 15/15 Q1022=

a) visibilidade horizontal é de 300 metros;

b) base das nuvens é 200 pés;

c) atmosfera está saturada;

d) sua dissipação será rápida.

55) A respeito da mensagem abaixo é correto afirmar que:

SPECI SBCP 221050Z 24004KT 6000 -RA SCT010 OVC090 21/20 Q1024 RERA=

a) há precipitação do tipo chuva e com intensidade moderada;

b) houve precipitação no tempo recente com intensidade forte ou moderada;

c) o aeródromo de Campos dos Goitacazes opera por instrumentos;

d) a visibilidade horizontal é de 6000 pés.

56) A respeito da mensagem abaixo só não é correto afirmar que:

SPECI COR SBFS 221010Z /////KT 1500 BR SCT008 OVC080 ///// Q////=

a) não há informações disponíveis sobre vento, temperatura do ar, ponto de orvalho e


QNH;

b) o horário do informe é 10:10 UTC;

30
c) houve uma mensagem anterior, relativa ao mesmo horário, que foi corrigida por
conter erros gráficos;

d) não há informações sobre visibilidade horizontal, fenômeno de tempo presente e


nebulosidade.

57) A respeito da mensagem abaixo é correto afirmar que:

METAR SBLB 221100Z 18005KT 5000 -DZ SCT010 BKN050 25/21 Q1013 W///S3=

a) há informe de cortante de vento na pista 30;

b) trata-se da plataforma de Albacora e o estado do mar é leve;

c) o vento flui para o sul com intensidade de 18 nós;

d) há nuvens ST e precipitação do tipo chuvisco, com intensidade leve.

58) No METAR, em relação ao parâmetro meteorológico nebulosidade, é incorreto


afirmar que:

a) quando não houver nenhuma nuvem abaixo de 5000 pés o termo NSC pode ser
utilizado;

b) CB e TCU são as duas únicas nuvens que são mencionadas de maneira expressa;

c) se a camada mais baixa do céu ocupar 5/8 da abóboda celeste o termo BKN deve ser
utilizado;

d) o aeródromo opera em condições visuais sempre que a camada mais baixa estiver
igual ou acima de 1500 metros.

59) Das condições abaixo, qual não é relacionada ao termo CAVOK:

a) nenhuma nuvem abaixo de 5000 pés;

b) inexistência de chuva ou chuvisco no tempo recente;

c) visibilidade horizontal igual ou superior a 10 Km;

d) ausência de fenômenos de tempo presente.

31
60) A respeito da mensagem abaixo é incorreto afirmar que a(s):

METAR SBGR 221100Z 07003KT 0400 R27R/0450D R09R/1000U R27L/1000D


R09L/1200U FG OVC002 13/13 Q1027=

a) visibilidade horizontal predominante no aeródromo é menor que todas as descritas


no RVR;

b) cabeceira utilizada preferencialmente para pouso nestas condições seria a 09


esquerda;

c) cabeceira 27 direita deve ser evitada por ser a mais restrita e com tendência a
diminuir a visibilidade no eixo da pista;

d) informações de RVR só são relatadas devido a condição de nevoeiro.

Referências
 BRASIL. Comando da Aeronáutica, Departamento de Controle do
Espaço Aéreo. Manual de Códigos Meteorológicos – MCA 105-10.
Rio de Janeiro, 2014.

 CANADÁ. OACI. Normas e Métodos Recomendados Internacionais,


Serviço Meteorológico para a Navegação Aérea Internacional.
Anexo 3, 18ª edição. Montreal, 2013, incluída a Emenda 76, de 14
de novembro de 2013.

 SUÍÇA. OMM. Regulamento Técnico WMO nº 49, Serviço


Meteorológico para a Navegação Aérea Internacional. Volume II.
Genebra, 2010.

32

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