UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
ALICE OLIVEIRA DE JESUS, ALLICE SOUZA DANTAS DOS SANTOS, JÚLIA
LAVÍNIA ARAUJO RABELO, KEYSE SOBRAL SOUZA, LETÍCIA OLIVEIRA DE
ANDRADE, LUA SANTOS ALMEIDA, RANNA LETÍCIA DE SOUZA ROCHA, RAYANA
RIBEIRO TRINDADE, RAYANA RIBEIRO TRINDADE, TAILY DA SILVA SANTANA.
O CONCEITO DE “ORIGEM” DA TERRA
Uma análise filosófica e científica
JACOBINA
2024
ALICE OLIVEIRA DE JESUS, ALLICE SOUZA DANTAS DOS SANTOS, JÚLIA
LAVÍNIA ARAUJO RABELO, KEYSE SOBRAL SOUZA, LETÍCIA OLIVEIRA DE
ANDRADE, LUA SANTOS ALMEIDA, RANNA LETÍCIA DE SOUZA ROCHA, RAYANA
RIBEIRO TRINDADE, RAYANA RIBEIRO TRINDADE, TAILY DA SILVA SANTANA.
O CONCEITO DE “ORIGEM” DA TERRA
Uma análise filosófica e científica
Trabalho acadêmico apresentado ao Curso de
Direito, da Universidade do Estado da Bahia, como
requisito parcial à obtenção de nota.
Docente: Rildo Santos
JACOBINA
2024
INTRODUÇÃO
A “origem da Terra” é um tópico discutido há milhares de anos pelos indivíduos
que habitam o planeta. Entender o início de tudo suscita vários questionamentos em
diversas áreas, como a Ciência e a Filosofia. Dentre elas, cada uma aborda esse
surgimento de uma forma diferente, buscando responder os questionamentos da
maneira que é conveniente para cada perspectiva. De um lado, a Ciência investiga os
processos naturais que governam a formação da Terra, baseando-se em dados
geológicos e astronômicos. Do outro, a Filosofia questiona os fundamentos
existenciais, buscando dar sentido e propósito à existência do mundo.
ABORDAGEM CIENTÍFICA
A teoria do Big Bang teve sua expansão a 13,8 bilhões de anos, a partir de uma
explosão cósmica, sendo no início uma partícula extremamente quente e densa, que
era chamado de átomo primordial. De acordo com essa hipótese, acredita-se que o
Universo surgiu de uma explosão repentina. Era formado por um grupo de partículas,
chamado de “quark-glúons” que teve como apelido “sopa primordial”, com o isso o
plasma foi resfriado e suas partículas formaram-se dando origem a luz, que apareceu
cerca de 380 mil anos depois.
O Planeta Terra em que estamos está inserido a Via Láctea, esta menção está
relacionada a sua posição, estuda a diferenças, semelhanças e órbitas, elementos que
ajudam a entender a vida, fora e dentro da terra. Supõe-se que a Terra tem se formado
há aproximadamente 4,6 milhões de anos, e, ainda assim, houve mudanças que os
seres humanos talvez nem percebessem, mudanças essas rápidas ou longas, como
energia do núcleo, modificadas por chuvas e ação humana.
A formação do Sistema Solar foi um resultado da decadência de grandes
estrelas, o que gerou a junção de energia. Ao longo desses anos, várias mutações
aconteceram no planeta, como terremotos e maremotos, que também são conhecidos
como abalos sísmicos. Estes fenômenos ocorrem de dentro para fora das camadas
internas da terra. Outra mudança violenta é a formação da camada de gases que
envolvem o planeta e a atmosfera, essa camada protege a vida na Terra da radiação
solar que a atinge. Os movimentos do planeta, que são a translação (em torno do sol)
e a rotação (em torno de si), possibilitam a forma esférica da terra.
A formação dos oceanos foi necessária para o surgimento do planeta, dessa
forma, a origem da vida veio dos seres aquáticos, surgindo as bactérias, alguns micro-
organismos e algas. Após um certo tempo, as plantas marinhas progrediram a
capacidade para se desenvolver fora da do ambiente aquático.
Os animais terrestres possuíram vida na terra a partir da saída dos peixes da
água, dando origem aos anfíbios, em seguida os répteis. Em seguida, a Terra foi
habitada por dinossauros, período que ficou conhecido como jurássico. Já no período
permiano, plantas com flores e mamíferos foram originadas. Há cerca de 65 milhões
de anos, a formação de montanhas teve início, e os mamíferos e aves já se espelhavam
se por toda terra. Com isso, há aproximadamente 4 milhões de anos surgiram os seres
humanos.
ABORDAGEM FILOSÓFICA
O questionamento "por que há algo em vez de nada?” é um problema da
metafísica que consiste em encontrar uma razão para a existência do mundo, em vez
de um vazio ou nada. O argumento da causa primeira, também conhecido como
argumento causal, da existência ou da causalidade universal, é uma forma de abordar
essa questão. Esse argumento baseia-se na lei da causalidade, que diz que toda coisa
finita é causada por algo além de si mesma.
A premissa básica do argumento da causa primeira é que, já que existe um
universo, ele deve ter sido causado por algo ou alguém além dele mesmo, e que essa
primeira causa deve ser Deus.
Em contrapartida, a Cosmologia é o estudo da origem e da composição do
Universo. Os filósofos pré-socráticos são considerados cosmólogos por buscarem a
origem racional do Universo. Atualmente, a cosmologia é uma vertente de estudos da
Astronomia que lida diretamente com a origem do Universo por meio do uso de
aparelhos tecnológicos e de cálculos físicos avançados.
No passado, a cosmologia foi utilizada pelos pré-socráticos para descobrir a
possível origem do Cosmos por meio de observações e especulações. Não havia
instrumentos tecnológicos, portanto, o que eles poderiam fazer era observar a olho nu
o que estava ao seu alcance, inclusive, elementos encontrados no próprio planeta, e
formular raciocínios com base em suas observações.
Já a Metafísica consiste em um estudo filosófico, iniciado por Aristóteles, que
passou a tentar compreender o que chamava de “ser enquanto ser” sem necessidade
de intervenção prática. Quando se refere ao estudo de um objeto, na Filosofia, trata-
se de uma reflexão sobre diversos paradigmas que são resultado de distintos fatores,
sejam sociais, culturais, políticos e econômicos. Dessa forma, o pensamento filosófico
tanto institui problematizações acerca da sociedade como também é constituído
desses problemas que marcam cada período da história da Filosofia.
Kant e Hegel foram filósofos modernos que refletiram sobre a relação entre
causa e efeito na origem do mundo. Kant defendeu a importância da razão na ética e
estabeleceu que o conhecimento é resultado da unidade sintética entre o
entendimento e a sensibilidade. Ele também defendeu a existência de Estados
organizados pela lei e governos republicanos.
Por outro lado, Hegel trouxe a dialética para entender o progresso humano e
defendia a mediação pela negatividade, a identidade entre o pensamento
(consciência) e o ser, a ideia de que tudo o que existe no mundo faz parte de uma
única coisa que se modifica.
ABORDAGEM RELIGIOSA
Nas religiões judaico-cristã e islâmica, Deus não é apenas um criador distante,
mas um ser que tem uma relação pessoal com o mundo. Ele cria a Terra e tudo o que
há nela com um propósito claro. Para os judeus e cristãos, Deus é aquele que cuida
da criação como um pai amoroso, criando tudo com uma intenção. A história de
Gênesis fala sobre um mundo que ganha forma e vida, onde o ser humano é colocado
como responsável por cuidar do planeta. Esse relacionamento pessoal é uma das
grandes marcas dessas tradições.
Da mesma forma, no Islamismo, a criação é igualmente significativa. Deus não
apenas criou o mundo, mas também deu a cada pessoa uma missão e uma
responsabilidade. A Terra não é só uma criação física, mas um lugar para se viver em
harmonia com o plano divino.
Em mitologias como a grega, a criação do mundo é mais dinâmica e cheia de
conflitos, com deuses que representam forças naturais e humanas. A Gaia, por
exemplo, representa a própria Terra, enquanto Urano representa o céu, e juntos geram
outras divindades e forças. A história grega nos mostra que o mundo se forma por
meio de lutas e transformações, de alguma forma refletindo os altos e baixos da vida
humana.
Em contrapartida, no Hinduísmo, a criação segue um ciclo eterno. O mundo vai
se criando, destruindo e recriando infinitamente, como se fosse um grande relógio
cósmico. É uma visão de que a vida está em constante movimento, sempre renovando-
se, e que nosso papel é aprender a viver de maneira plena nesse processo de
mudança.
Para o Teísmo, é como se Deus estivesse sempre ao lado de cada indivíduo,
não apenas criando o mundo, mas também intervindo em suas vidas e os guiando,
especialmente nos momentos de dificuldade. Ele está perto, sempre ajudando,
ouvindo as orações e direcionando os caminhos.
Já no Deísmo, a ideia estabelecida é que Deus criou o mundo e deu a ele as
leis naturais para funcionar sozinho, como se fosse um grande relógio que já está em
movimento. Depois da criação, Ele não interfere mais. Essa visão dá a responsabilidade
de viver de acordo com as leis naturais e fazer o próprio caminho.
Muitas religiões veem o propósito da criação como algo mais profundo do que
apenas existir. O Cristianismo, por exemplo, vê a Terra como um lugar onde devemos
amar a Deus e aos outros, buscando o bem comum e a salvação. O Islamismo tem
uma visão parecida, com a ideia de que o propósito é viver em obediência a Allah e
fazer o bem para alcançar a vida eterna.
Entretando, para o Hinduísmo, a vida é como uma jornada de
autoconhecimento. O objetivo final é libertar-se do ciclo de nascimento e morte (a
reencarnação), alcançando a união com o divino. É como se a vida fosse uma
oportunidade de aprender e crescer espiritualmente, entendendo mais sobre quem
realmente somos.
Essas diferentes visões de criação nos mostram que, independentemente de
qual crença seguimos, há uma busca comum por significado e propósito. O que todos
têm em comum é a ideia de que a vida não é aleatória, mas faz parte de algo maior —
um processo de aprendizado, crescimento e, talvez, até transcendência.
CONCLUSÃO
Em suma, fica claro que, as perspectivas científicas, filosóficas e religiosas
acerca da origem da Terra apresentam semelhanças, como também diferenças. A
origem é explicada pela ciência através de teorias como o Big Bang e a formação
geológica, fundamentadas em provas científicas e observações comprovadas. Por
outro lado, a filosofia analisa as causas iniciais e os problemas abstratos ligados à
existência, discutindo sobre o significado da origem sem se basear em provas físicas.
Enquanto isso, a religião proporciona esclarecimentos espirituais, normalmente
fundamentados em livros sagrados e na crença, considerando a origem como um ato
divino ou místico.
No que diz respeito aos limites do conhecimento humano, tanto a ciência
quanto a filosofia e a religião admitem que existem questões que ultrapassam a
habilidade humana de esclarecer. Na ciência, isso diz respeito a questões como a
origem do universo e a composição da matéria escura; na filosofia, a busca pelo
sentido da vida é a causa primordial; e na religião, o enigma divino que ultrapassa a
compreensão humana. Em resumo, mesmo que as três metodologias e propósitos
sejam diferentes, todas procuram respostas para o grande mistério da origem da
Terra, frequentemente admitindo que algumas respostas podem estar além do
entendimento humano.
REFERÊNCIAS
GUITARRA, Paloma. Big Bang. Brasil Escola. Disponível em:
[Link] Acesso em: 23/11/2024
MATIAS, Átila Planeta Terra. Mundo Educação. Disponível em:
[Link]
[Link]#:~:text=A%20Terra%2C%20h%C3%A1%204%2C6,chamado%20de%20Era
%20Pr%C3%A9%2Dcambriana. Acesso em 23/11/2024
FREITAS, Eduardo. A formação da Terra e Seres Vivos. Mundo Educação. Disponível
em: [Link]
[Link] Acesso em 23/11/2024
GLEISER, Marcelo. 21 Ideias: A Complementaridade entre Religião e Ciência.
Fronteiras. Disponível em: [Link]
e-a-complementaridade-entre-religiao-e-ciencia. Acesso em: 21/11/2024.
ORIGEM DO UNIVERSO. Toda Matéria. Disponível em:
[Link] Acesso em: 22/11/2024.
CAVALCANTE, Fábio et al. A Origem do Universo e Suas Implicações Filosóficas.
SciELO. Disponível em:
[Link] Acesso em:
21/11/2024.