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Trauma e Choque em Acidentes Automobilísticos

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Jullia Cristina
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Caso clínico No.

Paciente sexo feminino, 18 anos, longilínea.


Acidente automobilístico com vítimas fatais. Ocupante do banco traseiro com cinto de
segurança de 2 pontos.
Trazida pelo SAMU, unidade avançada, imobilizada em prancha longa com colar
cervical.

A. Responsiva. Verbalizando. SaO2=88%.

Esperado: O2 por MV a 12L/min. SaO2=95% + avaliação da região cervical ~ queixou


dor cervical à palpação posterior. Ausência de outras alterações em pescoço.

B. Ausência de sinais externos de trauma torácico. Ausculta simétrica.

C. Hipocorada (+++/4+). Sudorese. Pulsos finos. FC=130 BPM. PAS=80 mmHg.


Ferimento com perda do alinhamento e sangramento ativo com exposição óssea em
perna D.
Abdome com tatuagem traumática transversa infra-umbilical, distendido e com defesa
à palpação.
Pelve estável.

Esperado:
Alinhamento e curativo compressivo em fratura exposta.
2 acessos venosos com Jelco 16G. Prova cruzada. 1000 mL de cristaloides livres.
PAS=100 mmHg, FC=112 BPM.
FAST se disponível (opcional).

D. AO=3; RV=5; RM=6 (ECG=14). Paciente com déficit sensório-motor abaixo da


cintura.

Esperado: determinação da ECG e suspeita clínica relativa ao déficit.

E. Presença de hematoma em dorso, região da linha mediana posterior, nível tóraco-


lombar.

Esperado:
Exame do dorso deve ser realizado com técnica de rolamento “em bloco” para o lado
da fratura exposta.

Conclusão:
Trauma abdominal contuso com choque classe 3 e provável lesão associada de vísceras
ocas + provável TRM nível tóraco-lombar + fratura exposta em perna D.
Caso clínico No. 2

Paciente de 32 anos, sexo masculino. Acidente de motocicleta. Sem capacete. Impacto


contra anteparo fixo. Trazido pela PM, sem protocolo de PHTLS.

A. Presença de deformidade com exposição óssea em mandíbula com perda da


sustentação da língua. Paciente agitado. Não consegue permanecer em decúbito
dorsal. Presença de dentes soltos e sangue em cavidade oral. SaO2=80%.

Esperado:
Imobilizar coluna cervical.
Indicar via aérea definitiva.
Realizar a ESR (Entubação em sequência rápida).
SaO2=95% pós-TOT.

B. Presença de enfisema de partes moles em região cervical com piora progressiva pós-
TOT.
Enfisema de partes moles igualmente progressivo em hemitórax D.
Após melhora inicial, queda progressiva da SaO2 de 95% para 70%!
Ausculta abolida à D.
PAS=60 mmHg.

Esperado:
Descompressão torácica por cateter seguida por descompressão digital e toracostomia
com drenagem pleural fechada.
Saída de ar sob pressão + sangue 600 mL.

C. PAS=120 mmHg (pós-drenagem torácica fechada); FC=110 BPM. Hipocorado


(++/4+). Tatuagem traumática em parede abdominal (QSD). Pelve estável.

Esperado:
2 acessos venosos com Jelco 16G. Prova cruzada. 1000 mL de cristaloides livres.
PAS=130 mmHg, FC=90 BPM.

D. Avaliação retrospectiva pré-TOT: AO=4; RM=6; RV=2. ECG=12.

Esperado: determinação da ECG.

E. Ausência de outras lesões. Dorso sem alterações.

Esperado:
Exame do dorso deve ser realizado com técnica de rolamento “em bloco”.

Conclusão:
Trauma de face grave com obstrução de vias aéreas + trauma torácico contuso com
hemopneumotórax hipertensivo + choque classe 2 associado a trauma tóraco-
abdominal contuso. TCE associado?
Caso clínico No. 3

Paciente de 65 anos vítima de queda de telhado. Trazido ao PA pelo Corpo de


Bombeiros imobilizado em prancha longa com colar cervical. Paciente brevilíneo.
Paciente portador de HAS, FA e DAC. Faz uso de clopidogrel, AAS, propranolol e
Apixabana.

A. Verbalizando. Agitado. Usa palavras inapropriadas. Ausência de obstrução de vias


aéreas ou conteúdo em cavidade oral. SaO2=90%.

Esperado: O2 por MV a 12L/min. SaO2=96% + avaliação da região cervical ~ausência de


alterações.

B. Tórax sem sinais externos de trauma. Ausculta simétrica.

C. Hipocorado (++/4+). Extremidades frias. FC=78 BPM. PAS=80 mmHg.


Abdome globoso. Palpação de avaliação dificultada pela confusão mental.
Pelve estável.
Presença de hematoma com perda do alinhamento do MIE.

Esperado:
2 acessos venosos com Jelco 16G. Prova cruzada. 1000 mL de cristaloides livres.
PAS=110 mmHg, FC=70 BPM.

D. AO=2; RM=3; RV=3. ECG=8. Déficit motor em dimidio D. Blefarohematoma à E.

Esperado: indicar via aérea definitiva.


Evitar SNG.

E. Deformidade em côxa E sugerindo fratura fechada de fêmur. Dorso sem alterações.

Esperado:
Imobilizar fratura.

Conclusão: Choque hipovolêmico (abdominal + fêmur); TCE grave com hemiplegia à D.


Caso clínico No. 4:

Paciente de 22 anos, sexo feminino, vítima de violência doméstica. Trazida pela PM.
Relato de agressão por arma branca.

A. Verbalizando. Ausência de obstrução de vias aéreas. Ausência de conteúdo anormal


em orofaringe. SaO2=80%.

Esperado:
O2 por MV. SaO2=85%.

B. Região cervical com ingurgitamento das jugulares. Enfisema de partes moles de


pequena monta em zona 1 cervical à E.
LPC de cerca de 5 cm, próximo à região submamária E, 5o. EICE anterior. Ferimento
com “sucção aérea” às inspirações.
Enfisema subcutâneo em hemitórax E.
Ausculta assimétrica, reduzida em hemitórax E.

Esperado:
Curativo de 3 pontos. SaO2=93%. FR=24 IRPM.

C. Hipocorada(+/4+). Pulsos cheios. PAS=110 mmHg. FC=130 BPM.

Esperado:
1 acesso venoso com Jelco 16G. Prova cruzada. 500 mL de cristaloides.
FAST caso suspeita de tamponamento nesse momento.

D. ECG=15. Sem déficits.

E. Sem outras lesões visíveis. Dorso sem alterações.

Retorna da TC com piora hemodinâmica: PAS=80 x 50 mmHg; bulhas cardíacas


abafadas; jugulares mais ingurgitadas (tríade de Beck); FC=140 BPM.

Esperado:
Pericardiocentese subxifóidea ~ positiva (sangue). Sem melhora.
Ao BC para abordagem.

Conclusão: Trauma torácico penetrante por arma branca com tamponamento


cardíaco.

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