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Aula - Leite - e - Ovos 2

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LEITE

Alimentos de origem animal - Leite


Definição:
Leite → produto da secreção da glândula mamária dos mamíferos.
Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa e
ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas.

“O leite de outras espécies deve denominar-se segundo a espécie da qual proceda”

Instrução Normativa nº 62, de 18 de setembro de 2011 (BRASIL, 2011)


Alimentos de origem animal - Leite
Os leites mais consumidos no mundo são o bovino, caprino, ovino, bubalino e camelídio.

Leite de vaca Leite de cabra

Leite de ovelha Leite de búfala

Leite de camela
Características Nutricionais do Leite
• Proteínas de alto valor biológico
✓ Aminoácidos essenciais
✓ Alta digestibilidade
✓ Alta biodisponibilidade
Digestão: Peptídeos com funções bioativas (FAO, 2013)
Atividades antifúngica, antioxidantes e anti-hipertensivas.
Obs: exceção de alguns indivíduos que tem baixa digestibilidade e alta sensibilidade as ptn do leite.

• Minerais (cálcio, fósforo, cloro)

Cálcio: 120 mg/100ml


✓ Formação óssea
✓ Densidade mineral óssea durante o desenvolvimento
(HANDS, 2000; TACO, 2011)
Classificação
Leite in natura
Classificação do leite fluido

• Leite Cru Refrigerado - o produto refrigerado e mantido em tanque de refrigeração à 7ºC na


propriedade rural em no máximo 3 horas após a ordenha, transportado em carro-tanque isotérmico
da propriedade rural para local beneficiamento ou processamento, no máximo em 48 horas.

Designação de venda:
• Leite Cru refrigerado (gord. mín. 3,0g/100g)

Não é a permitida a comercialização de leite cru direto para consumo

Propriedades rurais

Instrução Normativa nº 62, de 18 de setembro de 2011 (BRASIL, 2011)


Classificação do leite fluido

• Leite Pasteurizado – o leite fluido elaborado a partir do Leite Cru Refrigerado na propriedade rural*, que
apresente as especificações de produção, de coleta e de qualidade dessa matéria-prima contidas em
Regulamento Técnico próprio e que tenha sido transportado a granel até o estabelecimento processador,
submetido a tratamento térmico na faixa de temperatura de 72 a 75ºC durante 15 a 20s, em
equipamento de pasteurização a placas, seguindo-se resfriamento imediato em aparelhagem a placas
até temperatura igual ou inferior a 4ºC e envase em circuito fechado no menor prazo possível, sob
condições que minimizem contaminações.

Designações de venda:
• Leite Pasteurizado Integral (gord. mín. 3,0g/100g);
• Leite Pasteurizado Semidesnatado (gord. de 0,6 a 2,9/100g);
• Leite Pasteurizado Desnatado (gord. máx. 0,5g/100g).

* não há especificações para o Estábulo Leiteiro e a Fazenda Leiteira na IN nº62, são adotadas as especificações da IN nº51.
Tipos de leites Pasteurizado

A B C
Quais são as diferenças entre eles?????

✓ Tipo de ordenha
✓ Carga microbiana
✓ Vida de prateleira
Classificação do leite fluido

• Leite Pasteurizado tipo A – O leite classificado quanto ao teor de gordura em integral, semidesnatado ou
desnatado, produzido, beneficiado e envasado em estabelecimento denominado Granja Leiteira, com
carga microbiana máxima permitida (500/mL)* e ordenha padronizada e mecânica.

*a ordenha deve ser feita em construção em alvenaria, com emprego de parede ou


meia-parede; piso impermeável, antiderrapante; o teto deve possuir forro em
material impermeável ou telhas de alumínio; equipamento para a ordenha
mecânica, pré-filtragem e bombeamento até o tanque de depósito em circuito
fechado.
Instrução Normativa nº 62, de 18 de setembro de 2011 (BRASIL, 2011)
Classificação do leite fluido

• Leite Pasteurizado Tipo B : Ordenha pode ser mecânica ou manual, desde que respeite a
carga microbiana máxima (40.000/mL), podendo ser colhido de rebanhos diferentes. O
leite aguarda um período de até 48h em ambiente refrigerado para sofrer o processo de
pasteurização. Apresenta carga microbiana maior que o leite tipo A.

• Leite Pasteurizado Tipo C*: Tipo de ordenha similar ao leite tipo B, porém ele não passa
por um processo de refrigeração após sua coleta. É transportado imediatamente após
ordenha em tanques para o local onde será pasteurizado, em geral para as indústrias
responsáveis por sua comercialização. Leite fluido com a maior carga microbiana
(100.000/mL).

*Dificuldade no controle microbiológico – Comercialização restrita


Classificação do leite fluido
• Leite Esterilizado – entende-se por leite UAT (Ultra Alta Temperatura)/UHT (ultra high temperature), o leite
homogeneizado que foi submetido, durante 2 a 4 segundos, a uma temperatura 130ºC, mediante um
processo térmico de fluxo contínuo, imediatamente resfriado a uma temperatura inferior a 32ºC e
envasado sob condições assépticas em embalagens estéreis e hermeticamente fechadas. Pode ser
acrescido de aditivos como estabilizantes

Denominação comerciais:
• Leite UAT (UHT) integral;
• Leite UAT (UHT) semi-desnatado ou parcialmente desnatado (0,6 a 2,9%);
• Leite UAT (UHT) desnatado (0,5%).

Portaria nº 146, de 7 de março de 1996 (BRASIL, 1996)


Produtos Alimentícios derivados de leite
Processo Produtos alimentícios
Desnatação do leite Creme de leite
Manteiga
Coagulação do leite Queijos
Coagulação do soro de leite ricota
Desidratação do leite Leite concentrado
Leite evaporado
Leite condensado
Doce de leite
Leite em pó
Leite em pó modificado
Farinha láctea
Fermentação do leite Coalhada
Iogurte
Quefir
Leite acidófilo
Leitelho
Aromatização do leite Leite aromatizado
Delactosação do leite Leite delactosado
Iogurte - Streptococcus thermophyllus e Lactobacillus bulgaricus Acidificação - Lactobacillus acidophilus
Grãos de quefir - mais de 40 tipos diferentes de bactérias e leveduras associadas em uma colônia
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Pelo calor

• Evaporado: Evaporação de 50% da água a 54-60 °C.

• Condensado: Evaporação até 1/3 do volume inicial e


adicionado de 40% de açúcar.

• Em pó: Desidratação, sem adição de açúcar, com


umidade máxima de 4%.
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por processo mecânico

• Homogeneizado: Processos mecânicos para subdivisão dos corpúsculos


de gordura;

• Creme de leite: Obtido pela separação da gordura do leite;

• Chantilly: creme de leite fresco batido com açúcar. Incorporação de ar;

• Manteiga: creme de leite fresco batido sem açúcar.


Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por adição/exclusão de componentes

• Leite com lactose reduzida ou zero lactose: Modificado pela ação da


lactase (enzima)
• Leite enriquecido com cálcio
• Leite enriquecido com ferro
• Leite enriquecido com vitaminas: A, D, B3, B6, B12, C e E.
• Leite adicionado de fibras
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por acidificantes

Leites acidificado ou fermentado:

• Conversão de parte da Lactose → ácido lático

• A fermentação se realiza com um ou vários dos seguintes


cultivos: Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei,
Bifidobacterium sp, Streptococcus salivarus subsp.
thermophilus e/ou outras bactérias acidolácticas
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por acidificantes
- Kefir:

• Fermentação por leveduras fermentadoras de lactose (Kefir de leite);


• Fermentação por leveduras não fermentadoras de lactose (Kefir de água + açúcar mascavo).
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por acidificantes
- Iogurte:

• Fermentação com cultivos de Streptococcus salivarus subsp. thermophilus e


Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus aos quais podem acompanhar de forma
complementar, outras bactérias ácido-lácticas.
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por acidificantes
- Coalhada:

• Coagulação do leite: fermentação por cultivos de bactérias lácticas


• Fresca
• Seca - o soro é retirado da parte sólida
Modificações Físicas e Químicas do Leite

Por acidificantes
Queijo
• Coagulação do leite: Ácidos ou enzimas coagulantes (ex. renina, pepsina, a tripsina e a
quimotripsina);
• Diferenças entre os queijos: Método de fabricação, teor de gordura inicial do leite e adição de
ingredientes (sal, fermentos lácticos, corantes vegetais, etc.)
TIPOS DE QUEIJO
• Quais os nomes dos queijos abaixo?

Queijo minas
Queijo minas Queijo minas Queijo prato
maturado
frescal padrão
(Canastra)

Queijo
Queijo gruyere Ricota
parmesão
Queijo
roquefort
Tipos de Queijos
• Queijo minas frescal - Fabricado com leite integral pasteurizado, adicionado de fermento
láctico, massa crua, não prensado e não maturado. Dado ao consumo no 5º ou 6º dia de
fabricação.

• Queijo minas padrão - Prensado mecanicamente, salgado a seco e maturado por no mínimo 20
dias.
*Na fabricação doméstica de queijo minas frescal, não há a pasteurização do leite, nem adição de fermento. Leite é
comprimido naturalmente e exposto a secagem de 2 a 3 dias e dado ao consumo antes da maturação. Em queijos
maturados o queijo se mantém exposto após a secagem por até 40 dias.

(ORNELLAS, 2006)
Tipos de Queijos
• Queijo prato: Obtido do leite pasteurizado, cuja massa é semi-cozida,
prensada e maturada por 30 dias.

• Queijo tipo parmesão: Adaptação brasileira “grana” italiano. Feito com


leite cru ou pasteurizado, massa cozida, prensado e maturado por no
mínimo 6 meses;

• Queijo Roquefort: Originário da França, Feito com leite cru ou


pasteurizado de ovelha , de massa crua, não prensado, maturado por no
mínimo 3 meses, apresentando as características formações verde-
azuladas (Penicilium roqueforti) Gorgonzola – leite de vaca;

• Queijo Suíço: Gruyere e Emental – Feitos de leite cru, de massa cozida,


prensados e maturados por no mínimo 4 meses – textura aberta,
olhadura característica, olhos redondos ou ovalares.
(ORNELLAS, 2006)
Queijos de fabricação atípica
Feitos de soro, massa parcial ou totalmente elaborada, ou de queijo maturado;

• Ricota: Soro de queijo +10 a 20% de leite integral, acidificado (limão ou soro da
fabricação anterior) e aquecido. Após floculação da albumina, é enformado,
podendo ser fresco ou defumado;

• Queijo mussarela: Queijo de massa filada – feito de leite cru ou pasteurizado.


Característica destes queijos é a estrutura em tiras formadas durante a
prensagem. Formação de massa elástica de cor branco- porcelana;

• Requeijão: Mistura de massa de coalhada lavada, e leite integral ou desnatado.


ATENÇÃO. No mercado há marcas comercializando requeijão com adição de amido e/ou gordura
vegetal, não sendo originalmente requeijão.

(ORNELLAS, 2006)
Utilização em técnica dietética
Pré-preparo Preparo
• Descongelamento sob refrigeração; • Temperatura de cocção a 74ºC por no
mínimo 5 minutos;
• Higiene em água corrente de caixas de leite
ou latas de leite condensado antes de abrir; • Manipulação inferior a 10ºC ou superior
a 60ºC;

• Porcionamento ou corte em tábua com uso • Manipulação em lotes pequenos;


de luvas (para alimentos s/ cocção) como
queijos duros. • Não deve ultrapassar 30 minutos fora da
faixa de temperatura de segurança.
Formas de utilização

• Leite

• Bebida;
• Meio de cocção;
• Base de molhos;
• Ingredientes de preparação (cremes, mingaus, pudins, bolos, suflês e sorvetes);

• Derivados
• Ingredientes de preparações.
Preparo

CALOR ÚMIDO – Cocção com o objetivo de hidratar e coagular as proteínas do soro.

Coagulação das lactoglobulinas e das lactoalbuminas

Mingau Doce Purê Bebida


Preparo
CALOR SECO – Cocção com o objetivo de formar uma crosta de aspecto crocante na superfície da
preparação

A crosta é formada pela reação de Maillard na superfície da preparação, reduzindo a saída de água

Torta salgada Biscoito Pão de queijo


Reação de Maillard no leite

Fatores propícios:

. pH entre 6,4 e 6,8

. proteínas ricas em lisina grupo amina (-NH2) grupo carbonila (C=O)


da lisina da glicose da lactose
.glicose da molécula de lactose está disponível
para oxidação (dissacarídeo redutor), portanto
fica disponível para a reação com a amina.
Leite – Resumo das principais reações no Preparo
COMPONENTES Fenômenos Preparações resultantes
1- Modificações do sabor Leite adoçado

2- Caramelização: modificação do sabor


Leite caramelizado
LEITE e da cor
+
AÇÚCAR
3- Concentração por aquecimento
prolongado: espessamento, modificação Doce de Leite
do sabor e da cor

1- Espessamento do líquido com


LEITE gelatinização do amido
Mingau e Papa
+ (féculas/farinhas)
AMIDO
+
2- Abrandamento do sólido (cereais e
AÇÚCAR
massas) Arroz-doce e Canjica
COMPONENTES
Preparo
Fenômenos Preparações resultantes

LEITE
+
1- Coagulação das proteínas do ovo
AÇÚCAR Creme de Ovos
2- Espessamento de líquidos
+
GEMA DE OVO

LEITE
+ 1- Fenômeno idêntico ao anterior,
AÇÚCAR com maior intensidade devido a Flan
+ maior quantidade de proteínas
OVO
LEITE 1- Gelatinização do amido
+ 2- Coagulação das proteínas com Pudim
AÇÚCAR espessamento do líquido
+ 3- Sólido muito firme
OVO
+
MANTEIGA 4- Estrutura esponjosa pela batida
+ Suflê
da clara
FARINHA
OVOS
Alimentos de origem animal - Ovos

✓Por “ovos” entende-se os ovos de galinha (Gallus domesticus);

✓Ovos das demais espécies serão acompanhados de designação da espécie


de que procedem;

✓Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem


Animal (RIISPOA) (Brasil, 2017).

O ovo de galinha é escolhido para produção em escala comercial devido a produtividade da


postura e tamanho das unidades – 300 unidades/animal/ano.
OVOS DE OUTRAS PROCEDÊNCIAS

✓ Codorna (Brasil)
✓ Galinha d’Angola (África)
✓ Pata (China)
✓ Ema (Brasil) ou Avestruz (Austrália)
✓ Ganso (França)
CLASSIFICAÇÃO dos OVOS
De acordo com o Decreto 56.585, de 20 de julho de 1965 o ovo é classificado de acordo:

➢ COR DA CASCA
• Branco;
• De cor (avermelhado);

➢ PESO
• Tipo 1 - denominado “extra”, peso mínimo de 60g;
• Tipo 2 - denominado “grande”, peso mínimo de 55g;
• Tipo 3 - denominado “médio”, peso mínimo de 50g;
• Tipo 4 - denominado “pequeno”, peso mínimo de 45g.
Composição Nutricional dos Ovos

Peso (%) Glicídios (%) Proteínas (%) Lipídios (%) Cinzas (%) Sólidos totais (%)
Inteiro cru 100 0,3-1,0 12,8-13,4 10,5-11,8 0,8-1,0 25-26,5
Gema crua 32 0,2-1,0 15,7-16,6 31,8-35,5 1,1 52,3-53,5
Clara crua 57 0,4-0,9 9,7-10,6 0,03 0,5-0,6 11,1
Casca 11 - - - * -

* carbonato de cálcio, fosfato de cálcio, carbonato de magnésio


Fonte: FENNEMA (1993)
Provavelmente é o ingrediente culinário mais universalmente utilizado

• Propriedades extraordinárias para as preparações tais como:

Espessante Emulsionante

OVO

Agente
Estabilizante
Espumante
ESTRUTURA DO OVO

Calaza
Pólo anterior

PESO
CASCA 11%
CLARA 60%
Pólo posterior GEMA 29%
Calaza
Estrutura
CLARA

• Fonte de proteínas e vitamina B2;

• PTN + água Mantém a gema centralizada;

• Proteínas da clara: Ovoalbumina, conoalbumina, ovomucina, avidina, ovoglobulina,


lisozima, ovomucóide;

• Ovoalbumina: Desnaturada sob agitação e aquecimento;

• Conoalbumina: coagula (>60°C);

• Ovomucóide: sofre desnaturação em calor+ pH alcalino.


Estrutura
CLARA

• Ovomucina: Resistente ao calor; espessamento;

• Ovoglobulina: Estabilização da espuma;

• Avidina: Se liga a vitamina B2 (inativada pelo calor);

• Lisozima: Atividade bactericida (inativada pelo calor);


Propriedades da CLARA
meio aquoso

• Ovalbumina - glicofosfoproteína facilmente • Ovoalbumina – glicofosfoproteína


desnaturada pelo CALOR facilmente desnaturada em interfaces
(AR – ÁGUA) e (GORDURA – ÁGUA)
AQUECIMENTO PONTES DISSULFETO
cadeias hidrofóbicas ficam no interior da
se formam na própria molécula e com moléculas molécula por causa da água
vizinhas formando gel quando é substituída por ar ou gordura a
OVO COZIDO parte hidrofóbica interage com o ar ou a
gordura formando um filme ao redor
- das bolhas de ar –
ESPUMA
- ou das gotículas de gordura –
MASSA
Clara em ESPUMA

Estágio Características Emprego


Espumante Líquido espumante, com bolhas de ar grandes Revestimento de
e transparentes, escorre facilmente preparações
Espuma úmida Bolhas de ar menores e esbranquiçadas, Merengue macio
brilhante, lustrosa, úmida, picos se dobram,
em repouso ocorre separação rápida de
líquido, escorre
Espuma dura Bolhas de ar muito pequenas e muito brancas, Bolo, torta, omelete, suflê,
lustrosa, lisa, úmida, picos formam pontas, “marshmallows”, merengue
quase não escorre, duro, sorvete
Espuma seca Muito branca e sem brilho, floculada e
quebradiça, em repouso ocorre separação
lenta do líquido, não escorre

Conalbumina – interage com o com o cobre da tigela resistindo à desnaturação


Ovomucóide – baixa temperatura maior viscosidade, ovos em temperatura ambiente
Clara em espuma

Espumante

Espuma úmida

Espuma dura Espuma dura

Espuma seca
Estrutura
GEMA

• Fonte de gorduras, vitaminas lipossolúveis A,D, E, K e dos minerais Ca, Fe e S;

• Pigmentos: Xantofila, caroteno, criptoxantina e vitamina A (dependerá da alimentação


da ave);

• Gorduras: Triglicerídeos de cadeia saturada, lipoproteínas, colesterol e fosfolipídeos


(lecitina – metabolismo do colesterol);

• Alto poder emulsificante (lecitina + lipoproteínas)

Lipovitelina, fosfovitina e livitina


Propriedades da gema

meio aquoso

Possui a capacidade de
emulsificação
(misturar dois líquidos)

Este é o processo para obtenção do


molho de maionese, adicionando-se
óleo e um componente ácido às
gemas como limão, resultando em
mistura homogênea
Gema em EMULSÃO
✓ Batimento da gema com adição de óleo ;

✓ Ocorre a formação de gotículas de óleo em uma fase aquosa contínua;

✓ Participação dos fosfolipídios das lipoproteínas e outras proteínas que tornam os lipídios da
gema emulsionados na fase aquosa da mistura;

✓ Ocorre aumento do valor nutritivo e calórico da gema.

Acidez
Maionese
Ingredientes que interferem na coagulação dos OVOS

• Ácido (limão/vinagre)
✓ Reduz a T°C e tempo para coagulação (cocção);
✓ Coágulo mais espesso (firme) ;
✓ Adicionado à água de cocção – evita vazamento (ex. ovo pochê);

• Sal

✓ Reduz T°C e tempo para coagulação (cocção);

• Açúcar

✓ Aumenta T°C e tempo para coagulação (cocção);


Ingredientes que interferem na estabilidade da ESPUMA

• Sal, ácido e açúcar: retarda a formação mas aumenta a estabilidade.

• Temperatura ambiente: mais favorável;

• Leite, gema ou manteiga: impede a formação; se batido não perdura.


Envelhecimento dos ovos - indesejado

CONHECEM O TESTE DA ÁGUA?

Qual é o ovo fresco?


TESTE DA ÁGUA
Avaliação do frescor – Câmara de ar

(a) (b) (c)


(d)

Classificação da qualidade dos ovos pelas características do ovo quebrado e do ovo cozido duro:
(a) Grau AA (b) Grau A (c) Grau B (d) Grau C
TESTE DO OVO QUEBRADO

(a) (b)

Avaliação do frescor
(c) (d)

Classificação da qualidade dos ovos pelas


características do ovo quebrado e do ovo cozido duro:
(a) Grau AA (b) Grau A (c) Grau B (d) Grau C
Aplicações em técnica dietética

• Revestimento de preparações (bife á milanesa, empanados, etc.);


• Servir como elemento de união para leites e farinhas;
• Dar viscosidade á preparações: Propriedade da Albumina em reter ar (clara em neve);
• Aumentar e tornar textura das preparações mais aeradas: Suflês e mousses;
• Espessar preparações: Cremes, minguaus, sopas e molhos;
• Conferir molho, brilho e sabor;
• Emulsificar: maioneses, sorvetes e molhos.
Diferentes preparações de ovos

OVOS MEXIDOS
OVO FRITO
OVO POCHÊ

OVO QUENTE OVO COZIDO OMELETE OMELETE FRANCESA


Alimentos de origem animal - Ovos
Preparo em calor seco

frito

omelete mexido
Alimentos de origem animal - Ovos
Preparo em calor úmido

Água em temperatura de ebulição:

3 minutos -1/3 da clara


4 minutos – 2/3 da clara Cozido com casca
5 minutos – toda a clara

6 minutos – 1/3 da gema


7 minutos – 2/3 da gema
8 minutos – toda a gema

10 minutos – ovo cozido duro


pochê
Preparo

✓ temperatura
cocção a 74ºC por no mínimo 5 minutos
manipulação inferior a 10ºC ou superior a 60ºC
✓ tempo
manipulação em lotes pequenos
não deve ultrapassar 30 minutos fora da faixa de temperatura de segurança

Montagem

✓ em tábua de altileno e luvas

As preparações com ovos são seguras se durante o tratamento térmico


alcançarem 74°C durante 5 minutos.
Preparo em calor úmido (com casca)

1. Durante a cocção do ovo com casca as proteínas da clara 1. Os ovos mais velhos (em mal estado de conservação)
desnaturam, o enxofre que fazia parte dos aminoácidos tendem a ficar mais verdes, porque maior quantidade
sulfurados é liberado e se combina com o hidrogênio de proteínas que contêm enxofre, produzindo sulfeto
formando o sulfeto de hidrogênio na clara. de hidrogênio em sua decomposição. O calor acelera
muito esta decomposição, na temperatura de
2. Com o prolongamento do tempo de cocção (acima de 8 ebulição o sulfeto de hidrogênio é produzido 200
min.) o calor pressiona o gás sulfeto de hidrogênio para vezes mais rápido que à temperatura ambiente.
a gema, onde reage com o ferro livre, formando o
sulfeto de ferro. Este composto forma um anel 2. Isso significa, também, que muito ferro irá reagir com
esverdeado ao redor da gema promovendo o sulfeto de hidrogênio, diminuindo a quantidade de
característica sensorial desagradável ao ovo cozido. ferro biodisponível (valor nutritivo).

1. É por isso que queremos ovos em bom estado de conservação no recebimento.


2. É por isso que refrigeramos o ovo assim que ele chega na UAN.
3. É por isso que não deve se coccionar por mais que 10 minutos.
4. É por isso que detemos a cocção com água em temperatura ambiente.

sulfeto de hidrogênio = ácido sulfídrico


Preparações com a clara em espuma Preparações com a gema

• merengue
• suspiro
• pudim de claras
• marshmallow • quindim
• fios de ovos
• papo de anjo
OUTRAS FORMAS UTILIZADAS NAS INDÚSTRIAS E CONFEITARIAS

✓ OVOS EM PÓ

✓ OVOS LÍQUIDOS PASTEURIZADOS (devem ser conservados em


refrigeração)

✓ EXTRAÇÃO DA ALBUMINA PARA USO EM SUPLEMENTOS ALIMENTARES


COMO FONTE DE PROTEÍNA

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