ESTUDO DIRIGIDO II
GENÉTICA APLICADA À AGRONOMIA
NOME: Renan Prestes, Matheus Wachter, Victor Gallas Henrique Bonfada e
Cristhian Baggio
1) Explique o que é interação gênica. Qual a diferença entre interação gênica
simples e epistasia?
A interação gênica revela o fascinante mundo da genética, onde os genes não
atuam de forma isolada, mas sim em conjunto, como uma orquestra complexa,
para determinar as características dos seres vivos. Essa interação pode ser de
duas maneiras:
Interação Gênica Simples: Nessa melodia genética, os genes em diferentes loci
(posições nos cromossomos) se unem para influenciar uma característica. Cada
gene contribui com sua "voz", seja ela dominante ou recessiva, e o resultado
final depende da combinação desses "instrumentos".
● Dominância: Um gene "mais forte" (dominante) silencia a voz do outro
(recessivo), mesmo que este esteja presente. Imagine um solo onde
apenas a planta dominante floresce, enquanto a recessiva permanece
adormecida.
● Co-dominância: Aqui, ambos os genes "cantam" em harmonia,
expressando-se igualmente. É como um dueto, onde cada voz contribui
para a beleza da melodia. Um exemplo clássico é a pelagem roxa em
cavalos, resultado da combinação dos genes para pelos vermelhos e
pretos.
Epistasia: Um Gene "Ditador" na Orquestra Genética: na epistasia, a melodia se
torna mais complexa. Um gene, chamado de epistático, assume o controle total,
silenciando a expressão de outro gene em um locus diferente, mesmo que este
seja dominante. É como um maestro ditador que decide qual instrumento tocará
e qual ficará em silêncio.
● Epistasia Recessiva: O gene epistático precisa estar na forma recessiva
para exercer seu poder. Imagine um gene que bloqueia a cor amarela em
flores, permitindo que apenas a cor branca se manifeste, mesmo que
haja genes para outras cores presentes.
● Epistasia Dominante: Aqui, o gene epistático domina mesmo na forma
dominante. É como um maestro que silencia qualquer outro instrumento,
independente da sua força.
2) A cor da pelagem do cão labrador é uma característica determinada por 2 genes:
B/b que determina o tipo do pigmento e E/e que permite a deposição do pigmento
no pelo. Os dois genes interagem entre si por meio de um tipo de interação gênica
denominada Epistasia. O gene recessivo ee é epistático e, quando presente, o
fenótipo do cão é amarelo. O gene B codifica o fenótipo preto e o gene b, o fenótipo
marrom (chocolate). De acordo com essas informações, determine a proporção
fenotípica esperada para a prole resultante do cruzamento entre um
macho preto heterozigoto e uma fêmea amarela heterozigota para o gene B/b.
O Gene B/b: O Maestro da Pigmentação
● B: O gene dominante, que codifica a produção de pigmento preto, como
um maestro talentoso que rege uma orquestra poderosa.
● b: O gene recessivo, que codifica a produção de pigmento marrom, como
um maestro mais suave, conduzindo uma melodia mais delicada.
O Gene E/e: O Controlador da Deposição
● E: O gene dominante, que permite a deposição do pigmento no pelo,
como um maestro que abre as cortinas para revelar a beleza da música.
● e: O gene recessivo, que impede a deposição do pigmento, como um
maestro que fecha as cortinas, silenciando a melodia.
A Dança da Epistasia: Um Maestro Ditador
Nesse cruzamento, a epistasia entra em cena, como um maestro ditador que
silencia a voz de outro gene. O gene recessivo "e" assume o controle,
impedindo a deposição do pigmento, mesmo que genes dominantes para
pigmentação estejam presentes.
O Cruzamento: Uma União Genética
Um macho preto heterozigoto (BbEe) se une a uma fêmea amarela heterozigota
(bbee). Juntos, eles criam uma gametogênese complexa, onde diferentes
combinações de alelos são possíveis:
Gametas do Macho:
● BE (preto dominante)
● Be (marrom dominante)
● bE (marrom recessivo)
● be (amarelo recessivo)
Gametas da Fêmea:
● be (amarelo recessivo)
● be (amarelo recessivo)
A Proporção Fenotípica: Revelando os Filhotes
Ao combinar os gametas, os seguintes fenótipos surgem:
● Preto (B_E_): 25% (1/4) dos filhotes herdarão a combinação BE e serão
pretos, como o pai.
● Marrom (B_ee): 0% (0/4) dos filhotes herdarão a combinação Bee, pois o
gene recessivo "e" impede a deposição do pigmento, mesmo que o gene
B esteja presente.
● Marrom (bbE_): 25% (1/4) dos filhotes herdarão a combinação bE e
serão marrons, como o pai.
● Amarelo (bbee): 50% (2/4) dos filhotes herdarão a combinação bee e
serão amarelos, como a mãe.
Conclusão:
Com base na epistasia, a proporção fenotípica esperada para a prole é de 25%
preto, 25% marrom e 50% amarelo. A genética canina, com suas interações
complexas, nos revela a beleza da diversidade e a riqueza do mundo natural.
3) Como podemos explicar, geneticamente, o fato de um casal de olhos castanhos
terem um filho de olhos azuis?
No caso de um casal de olhos castanhos ter um filho de olhos azuis, a
explicação genética reside na interação gênica e na herança recessiva.
1. Interação Gênica:
A cor dos olhos não é definida por um único gene, mas sim por vários genes,
cada um contribuindo de forma diferente. Esses genes podem se comportar de
duas maneiras:
● Dominância: Um gene dominante se expressa mesmo que apenas uma
cópia esteja presente, enquanto o gene recessivo só se manifesta
quando duas cópias estiverem presentes.
● Recessividade: Um gene recessivo só se expressa quando duas cópias
estiverem presentes.
2. Herança Recessiva:
Para a cor azul dos olhos ser expressa, é necessário que o indivíduo herde
duas cópias do alelo recessivo para o gene determinante da cor dos olhos. Isso
significa que ambos os pais, mesmo tendo olhos castanhos, precisam ser
portadores do alelo recessivo para o gene da cor dos olhos.
Cenários Possíveis:
● Pais heterozigotos (Bb): Cada um dos pais possui um alelo dominante
(B) para olhos castanhos e um alelo recessivo (b) para olhos azuis.
● Filho com olhos azuis (bb): Para ter olhos azuis, o filho precisaria herdar
o alelo recessivo (b) de ambos os pais. A probabilidade disso acontecer
é de 25% em cada gestação.
4) O que é mutação gênica? Quais são os tipos e consequências da mutação gênica.
As mutações gênicas são alterações permanentes na sequência de
nucleotídeos do DNA, a molécula que armazena as informações genéticas em
todos os organismos vivos. Essas alterações podem ocorrer de diversas
maneiras, como:
● Substituição de nucleotídeos: Um único nucleotídeo é trocado por outro,
como se uma letra fosse alterada em uma frase.
● Inserção de nucleotídeos: Um ou mais nucleotídeos são adicionados à
sequência original, como se uma nova palavra fosse inserida em uma
frase.
● Deleção de nucleotídeos: Um ou mais nucleotídeos são removidos da
sequência original, como se uma palavra fosse excluída de uma frase.
Tipos de Mutações Gênicas:
As mutações gênicas podem ser classificadas de acordo com o tipo de
alteração que causam e sua localização no genoma:
● Mutações somáticas: Ocorrem em células do corpo que não são células
reprodutivas, como células da pele ou do sangue. Essas mutações não
são transmitidas para as próximas gerações.
● Mutações germinativas: Ocorrem em células reprodutivas, como óvulos
ou espermatozoides. Essas mutações podem ser transmitidas para os
descendentes.
● Mutações nucleares: Afetam a estrutura dos cromossomos, como
quebras, trocas de pedaços ou duplicações.
● Mutações gênicas: Afetam a sequência de nucleotídeos dentro de um
gene.
Consequências das Mutações Gênicas:
As consequências das mutações gênicas podem ser diversas e variam de
acordo com o tipo de mutação, o gene afetado e o organismo em questão.
Algumas das possíveis consequências incluem:
● Sem efeito: A mutação não causa nenhuma alteração perceptível no
organismo.
● Vantajosa: A mutação pode conferir uma vantagem adaptativa ao
organismo, aumentando suas chances de sobrevivência e reprodução.
● Prejudicial: A mutação pode causar doenças genéticas, como a fibrose
cística ou a hemofilia.
● Letal: A mutação pode ser tão grave que impede o desenvolvimento do
organismo ou causa sua morte precoce.
5) Do cruzamento entre dois indivíduos portadores do genótipo AABbCcdd X
AaBbCCDd, qual a probabilidade de ocorrência numa F1 de indivíduos com o
genótipo AaBbCCdd?
Gametas da Mãe (AABbCcdd) A a
B AB ab
b Ab ab
Gametas do Pai (AaBbCCDd) AB Ab aB ab
C ABCD ABcd aBCD abcd
c ABcD ABcd aBcd abcd
● Combinação 1: AB do pai e CD da mãe (ABCD): Essa combinação
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd, mas não é a única
possibilidade.
● Combinação 2: Ab do pai e CD da mãe (AbCD): Essa combinação
também resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
● Combinação 3: aB do pai e CD da mãe (aBCD): Essa combinação não
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
● Combinação 4: ab do pai e CD da mãe (abCD): Essa combinação não
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
● Combinação 5: AB do pai e cD da mãe (ABcd): Essa combinação não
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
● Combinação 6: Ab do pai e cD da mãe (Abcd): Essa combinação não
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
● Combinação 7: aB do pai e cD da mãe (aBcd): Essa combinação não
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
● Combinação 8: ab do pai e cD da mãe (abcd): Essa combinação não
resulta em um indivíduo com o genótipo AaBbCcdd.
Combinando as Probabilidades:
Para calcular a probabilidade final, identificamos as combinações que geram o
genótipo desejado e somamos suas probabilidades individuais:
● Combinação 1: 1/4 (gameta do pai) x 1/4 (gameta da mãe) = 1/16
● Combinação 2: 1/4 (gameta do pai) x 1/4 (gameta da mãe) = 1/16
Probabilidade total = 1/16 + 1/16
6) A probabilidade de um casal ter um filho do sexo masculino é 0,25. Determine a
probabilidade de o casal ter dois filhos de sexos diferentes.
De acordo com o enunciado, a probabilidade de o casal ter um filho do sexo
masculino é de 0,25. Isso significa que a probabilidade de ter um filho do sexo
feminino é de 1 - 0,25 = 0,75.
Calculando a Probabilidade de Dois Filhos com Sexos Diferentes:
Para calcular a probabilidade de o casal ter dois filhos com sexos diferentes,
vamos analisar dois cenários:
Cenário 1: Primeiro filho do sexo masculino, segundo filho do sexo feminino:
● Probabilidade do primeiro filho ser do sexo masculino: 0,25
● Probabilidade do segundo filho ser do sexo feminino, dado que o
primeiro filho é do sexo masculino: 0,75
Probabilidade total do Cenário 1: 0,25 x 0,75 = 0,1875
Cenário 2: Primeiro filho do sexo feminino, segundo filho do sexo masculino:
● Probabilidade do primeiro filho ser do sexo feminino: 0,75
● Probabilidade do segundo filho ser do sexo masculino, dado que o
primeiro filho é do sexo feminino: 0,25
Probabilidade total do Cenário 2: 0,75 x 0,25 = 0,1875
Probabilidade Final:
A probabilidade total de o casal ter dois filhos com sexos diferentes é a soma
das probabilidades dos dois cenários:
Probabilidade final = Probabilidade do Cenário 1 + Probabilidade do Cenário 2
Probabilidade final = 0,1875 + 0,1875 = 0,375
Interpretando o Resultado:
Portanto, a probabilidade de o casal ter dois filhos com sexos diferentes é de
37,5%. Isso significa que, em 100 nascimentos, podemos esperar que esse
evento ocorra em cerca de 37,5 dos casos.
7) O que são antígenos? Quais os principais antígenos do sistema ABO?
O que são Antígenos?
Os antígenos são moléculas estranhas ao organismo, presentes na superfície
de microrganismos, células infectadas ou tecidos transplantados. Eles podem
ser proteínas, carboidratos, lipídios ou ácidos nucleicos, e são reconhecidos por
receptores específicos presentes nas células do sistema imunológico, como os
linfócitos B e T.
Função dos Antígenos:
Ao serem reconhecidos pelos receptores, os antígenos desencadeiam uma
série de eventos no sistema imunológico, como:
● Ativação dos linfócitos B: Produzem anticorpos, proteínas que circulam
no sangue e neutralizam os antígenos, impedindo-os de causar doenças.
● Ativação dos linfócitos T: Destruem diretamente células infectadas ou
tumorais.
● Liberação de substâncias químicas: Atraem outras células do sistema
imunológico para o local da infecção.
Os Principais Antígenos do Sistema ABO:
O sistema ABO, responsável pela classificação dos grupos sanguíneos, é
baseado na presença ou ausência de carboidratos específicos na superfície dos
glóbulos vermelhos. Esses carboidratos, chamados de antígenos A e B, são
formados por proteínas e açúcares e servem como marcadores de identidade
para as células sanguíneas.
● Grupo A: Possui antígenos A na superfície dos glóbulos vermelhos.
● Grupo B: Possui antígenos B na superfície dos glóbulos vermelhos.
● Grupo AB: Possui antígenos A e B na superfície dos glóbulos vermelhos.
● Grupo O: Não possui antígenos A ou B na superfície dos glóbulos
vermelhos, mas possui anticorpos contra ambos.
8) O que são aglutininas? Quais as principais aglutininas do sistema ABO?
As aglutininas, também conhecidas como anticorpos, são proteínas produzidas
pelas células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos B. Elas são
específicas para reconhecer e se ligar a antígenos presentes na superfície de
células estranhas ao organismo.
O sistema ABO, responsável pela classificação dos grupos sanguíneos, é
baseado na presença ou ausência de carboidratos específicos, chamados de
antígenos A e B, na superfície dos glóbulos vermelhos. As aglutininas nesse
sistema atuam da seguinte maneira:
● Indivíduos do grupo A: Possuem antígenos A na superfície dos glóbulos
vermelhos e produzem aglutininas anti-B no plasma sanguíneo. As
aglutininas anti-B se ligam aos antígenos B em células sanguíneas do
grupo B, aglutinando-as e marcando-as para destruição.
● Indivíduos do grupo B: Possuem antígenos B na superfície dos glóbulos
vermelhos e produzem aglutininas anti-A no plasma sanguíneo. As
aglutininas anti-A se ligam aos antígenos A em células sanguíneas do
grupo A, aglutinando-as e marcando-as para destruição.
● Indivíduos do grupo AB: Possuem antígenos A e B na superfície dos
glóbulos vermelhos, mas não produzem aglutininas anti-A ou anti-B. Isso
os torna receptores universais, pois podem receber sangue de qualquer
grupo sanguíneo sem risco de aglutinação.
● Indivíduos do grupo O: Não possuem antígenos A ou B na superfície dos
glóbulos vermelhos, mas produzem aglutininas anti-A e anti-B no plasma
sanguíneo. Isso os torna doadores universais, pois seu sangue pode ser
doado para indivíduos de qualquer grupo sanguíneo, mas só podem
receber sangue do grupo O, pois a presença de antígenos A ou B em
células de outros grupos sanguíneos causaria aglutinação.
9) Porque o tipo O é considerado o doador universal e o tipos AB o receptor
universal?
A Universalidade do Tipo O:
Indivíduos do tipo O são considerados doadores universais porque seus
glóbulos vermelhos não possuem antígenos A ou B, o que significa que não
podem ser aglutinados pelas aglutininas (anticorpos) de nenhum outro grupo
sanguíneo.
A Universalidade do Tipo AB:
Indivíduos do tipo AB são considerados receptores universais porque seus
glóbulos vermelhos possuem antígenos A e B, o que significa que podem
receber sangue de qualquer outro grupo sanguíneo sem risco de aglutinação.
10) Numa população em equilíbrio Hardy-Weinberg a frequência do alelo
dominante para um dado locus autossômico é 0,6. Portanto, a frequência dos
heterozigotos para este locus será?
De acordo com o enunciado, a frequência do alelo dominante para um dado
locus autossômico em uma população em equilíbrio Hardy-Weinberg é de 0,6.
Isso significa que, para cada 10 alelos presentes nesse locus na população, 6
serão dominantes (representados por A) e 4 serão recessivos (representados
por a).
Calculando a Frequência dos Heterozigotos:
Para determinar a frequência dos heterozigotos (indivíduos que possuem um
alelo dominante e um alelo recessivo para o locus em questão), podemos
utilizar a seguinte fórmula:
Frequência de heterozigotos = 2 * frequência do alelo dominante * frequência
do alelo recessivo
Substituindo os valores fornecidos no enunciado, obtemos:
Frequência de heterozigotos = 2 * 0,6 * 0,4 = 0,48
Interpretando o Resultado:
Portanto, a frequência dos heterozigotos para este locus em uma população em
equilíbrio Hardy-Weinberg com frequência do alelo dominante de 0,6 é de 48%.
Isso significa que, para cada 100 indivíduos na população, 48 serão
heterozigotos (Aa), 36 serão homozigotos dominantes (AA) e 16 serão
homozigotos recessivos (aa).
11) A frequência do gene a, que determina o albinismo, é de 30% em uma certa
população em equilíbrio. Em uma amostra de 500 pessoas desta população, quantas
se espera encontrar o albinismo?
De acordo com o enunciado, a frequência do alelo recessivo "a", que determina
o albinismo, é de 30% em uma população em equilíbrio. Isso significa que, para
cada 100 alelos presentes nesse locus na população, 30 serão "a" e 70 serão
"A", representando o alelo dominante.
Calculando a Frequência Genotípica:
Para determinar a frequência esperada de indivíduos com albinismo (genótipo
aa) em uma amostra de 500 pessoas desta população, podemos utilizar a
seguinte fórmula:
Frequência genotípica (aa) = Frequência do alelo recessivo ^ 2
Substituindo o valor fornecido no enunciado, obtemos:
Frequência genotípica (aa) = 0,3 ^ 2 = 0,09
Interpretando o Resultado:
Portanto, espera-se encontrar 9% de indivíduos com albinismo (aa) em uma
amostra de 500 pessoas dessa população. Isso significa que, entre os 500
indivíduos, estima-se que 45 sejam portadores do albinismo.
12) Numa população em equilíbrio de Hardy-Weinberg, a frequência dos genes IAe
IBdo sistema ABO são 0,3 e 0,4, respectivamente. A frequência esperada de
indivíduos do grupo O é de?
De acordo com o enunciado, as frequências dos genes IA e IB, que determinam
os grupos sanguíneos A e B, respectivamente, são de 0,3 e 0,4 em uma
população em equilíbrio Hardy-Weinberg. Isso significa que, para cada 100
alelos presentes nesses loci na população:
● 30 serão IA (representando o alelo responsável pelo grupo sanguíneo A)
● 40 serão IB (representando o alelo responsável pelo grupo sanguíneo B)
● 30 serão i (representando o alelo recessivo que não determina nenhum
grupo sanguíneo A ou B)
Calculando a Frequência Genotípica:
Para determinar a frequência esperada de indivíduos do grupo O (genótipo ii)
em uma população em equilíbrio Hardy-Weinberg, podemos utilizar a seguinte
fórmula:
Frequência genotípica (ii) = Frequência do alelo recessivo ^ 2
Substituindo o valor fornecido no enunciado, obtemos:
Frequência genotípica (ii) = 0,3 ^ 2 = 0,09
Interpretando o Resultado:
Portanto, espera-se encontrar 9% de indivíduos do grupo O em uma população
em equilíbrio Hardy-Weinberg com as frequências gênicas fornecidas. Isso
significa que, para cada 100 pessoas na população, 9 serão do grupo O.
13) Sabendo-se que em determinada população em equilíbrio a frequência de um
gene autossômico recessivo é de 30%, a frequência de homozigotos dominantes e de
heterozigotos será, respectivamente de?
De acordo com o enunciado, a frequência do alelo recessivo "a" em uma
população em equilíbrio é de 30%. Isso significa que, para cada 100 alelos
presentes nesse locus na população, 30 serão "a" e 70 serão "A",
representando o alelo dominante.
Calculando Frequências Genotípicas:
Utilizando a Lei de Hardy-Weinberg, podemos calcular as frequências
esperadas dos genótipos homozigotos dominantes (AA), heterozigotos (Aa) e
homozigotos recessivos (aa) na população.
Frequência de homozigotos dominantes (AA):
Frequência (AA) = Frequência do alelo dominante ^ 2
Frequência (AA) = 0,7 ^ 2 = 0,49
Portanto, espera-se encontrar 49% de indivíduos homozigotos dominantes (AA)
na população.
Frequência de heterozigotos (Aa):
Frequência (Aa) = 2 * Frequência do alelo dominante * Frequência do alelo
recessivo
Frequência (Aa) = 2 * 0,7 * 0,3 = 0,42
Portanto, espera-se encontrar 42% de indivíduos heterozigotos (Aa) na
população.
Frequência de homozigotos recessivos (aa):
Frequência (aa) = Frequência do alelo recessivo ^ 2
Frequência (aa) = 0,3 ^ 2 = 0,09
Portanto, espera-se encontrar 9% de indivíduos homozigotos recessivos (aa) na
população.
Interpretando os Resultados:
Em uma população em equilíbrio com frequência do alelo recessivo de 30%, as
frequências esperadas dos genótipos são:
● Homozigotos dominantes (AA): 49%
● Heterozigotos (Aa): 42%
● Homozigotos recessivos (aa): 9%
14) Em um grupo de 100 pessoas, verificou-se que quatro delas apresentavam
fenótipo albino, característica que é condicionada por um par de alelos
autossômicos recessivos. Nesse grupo, de 100 pessoas, o número esperado de
indivíduos homozigotos dominantes é?
No intrigante mundo da genética, o albinismo se manifesta como uma condição
rara causada por mutações em diversos genes. Para entender a distribuição
dos genótipos em um grupo de pessoas e estimar a frequência de indivíduos
homozigotos dominantes para o albinismo, podemos utilizar os conceitos
básicos da genética populacional.
Analisando a Frequência do Alelo Recessivo:
De acordo com o enunciado, em um grupo de 100 pessoas, quatro indivíduos
apresentam o fenótipo albino. Como o albinismo é uma característica recessiva,
podemos inferir que esses indivíduos são homozigotos recessivos (aa) para o
gene responsável pela pigmentação da pele.
Para determinar a frequência do alelo recessivo "a" nesse grupo, podemos
utilizar a seguinte fórmula:
Frequência do alelo recessivo "a" = Raiz quadrada (Número de indivíduos
homozigotos recessivos / Número total de indivíduos)
Substituindo os valores fornecidos no enunciado, obtemos:
Frequência do alelo recessivo "a" = Raiz quadrada (4 / 100) = 0,2
Interpretando o Resultado:
Portanto, a frequência do alelo recessivo "a" nesse grupo de 100 pessoas é de
20%. Isso significa que, para cada 100 alelos presentes nesse locus na
população, 20 serão "a" e 80 serão "A", representando o alelo dominante.
Calculando o Número de Heterozigotos:
Utilizando a frequência do alelo recessivo, podemos estimar o número esperado
de indivíduos heterozigotos (Aa) no grupo. Para isso, podemos utilizar a
seguinte fórmula:
Frequência de heterozigotos (Aa) = 2 * Frequência do alelo dominante *
Frequência do alelo recessivo
Substituindo os valores obtidos, obtemos:
Frequência de heterozigotos (Aa) = 2 * 0,8 * 0,2 = 0,32
Número esperado de heterozigotos (Aa) = Frequência de heterozigotos (Aa) *
Número total de indivíduos
Número esperado de heterozigotos (Aa) = 0,32 * 100 = 32
Calculando o Número de Homozigotos Dominantes:
Com base na frequência dos heterozigotos e na frequência total de indivíduos,
podemos estimar o número esperado de indivíduos homozigotos dominantes
(AA) no grupo:
Número esperado de homozigotos dominantes (AA) = Número total de
indivíduos - (Número de homozigotos recessivos + Número de heterozigotos)
Número esperado de homozigotos dominantes (AA) = 100 - (4 + 32) = 64
Interpretando o Resultado:
Portanto, o número esperado de indivíduos homozigotos dominantes (AA)
nesse grupo de 100 pessoas é de 64. Isso significa que, entre os 100
indivíduos, estima-se que 64 sejam portadores do alelo dominante para o
albinismo, mas não apresentam a condição.
15) Em uma sequência geneticamente equilibrada, a frequência de indivíduos de
olhos azuis (caráter recessivo) é de 9%. Determine:
a) A frequência dos alelos A e a;
A frequência de um genótipo específico (por exemplo, aa) pode ser calculada
pela seguinte fórmula:
Frequência genotípica (aa) = Frequência do alelo recessivo ^ 2
Substituindo os valores fornecidos:
Frequência genotípica (aa) = 0,09 ^ 2 = 0,0081
Interpretando o Resultado:
Portanto, a frequência de indivíduos homozigotos recessivos (aa) na população
é de 0,81%. Como a sequência está em equilíbrio genético, podemos inferir que
a frequência do alelo recessivo "a" é a raiz quadrada da frequência genotípica
(aa).
Frequência do Alelo Recessivo "a":
Frequência do alelo recessivo "a" = Raiz quadrada (Frequência genotípica (aa))
Frequência do alelo recessivo "a" = Raiz quadrada (0,0081) = 0,09
Frequência do Alelo Dominante "A":
Uma vez que o alelo recessivo "a" tem frequência de 0,09, podemos determinar
a frequência do alelo dominante "A" por subtração:
Frequência do alelo dominante "A" = 1 - Frequência do alelo recessivo "a"
Frequência do alelo dominante "A" = 1 - 0,09 = 0,91
Interpretando o Resultado:
Portanto, as frequências dos alelos A e a na população em equilíbrio genético
são:
● Frequência do alelo dominante "A": 91%
● Frequência do alelo recessivo "a": 9%
b) A frequência de indivíduos com olhos castanhos homozigotos (AA) e
heterozigotos (Aa).
Indivíduos Homozigotos Dominantes (AA):
A frequência de indivíduos homozigotos dominantes (AA) para o alelo "A" (olhos
castanhos) pode ser calculada pela seguinte fórmula:
Frequência genotípica (AA) = Frequência do alelo dominante ^ 2
Frequência genotípica (AA) = 0,91 ^ 2 = 0,8281
Interpretando o Resultado:
Portanto, a frequência de indivíduos homozigotos dominantes (AA) com olhos
castanhos na população é de 82,81%.
Indivíduos Heterozigotos (Aa):
A frequência de indivíduos heterozigotos (Aa) para os alelos A e a (olhos
castanhos e azuis) pode ser calculada pela seguinte fórmula:
Frequência genotípica (Aa) = 2 * Frequência do alelo dominante * Frequência
do alelo recessivo
Frequência genotípica (Aa) = 2 * 0,91 * 0,09 = 0,162
Interpretando o Resultado:
Portanto, a frequência de indivíduos heterozigotos (Aa) com olhos castanhos na
população é de 16,2%.