Receitas de Geléias e Doces Caseiros
Receitas de Geléias e Doces Caseiros
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RECEITUÁRIO
NO FORNO: Lave o vidro e tampa com detergente, deixe escorrer bem e leve ao
forno, numa assadeira, a 140ºC por 15 minutos. Retire e deixe esfriar na bancada
ou na grade do fogão.
O que é Coulis?
Coulis (fala-se “culí”) é o nome dado a um tipo de molho francês, que pode ser
feito tanto de frutas quanto de legumes, podendo ser doce ou picante. Para o
preparo do coulis doce, existem dois procedimentos: o cru e o cozido. Apesar
de o método cru ser mais simples, sua durabilidade é menor. Essa preparação
é muito utilizada para decorar pratos e guarnecer sobremesas, mas pode ser
servido como uma sopa doce, acompanhada de sorvete de creme.
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GELIFICANTE PARA GELEIAS E CONFITURAS 1 GELEIA DE MORANGO
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GELEIA DE MAMÃO
Quebradiço macio 127 a 133 Despeje uma porção da calda em Balas duras
Quebradiço médio 134 a 141 água fria. Deve endurecer e não Frutas caramelizadas
Quebradiço duro 142 a 155 grudar nos dentes ao morder. Açúcar puxado e soprado
Toffees (“Tófis”)
Decorações
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Tipos de açúcares
AÇÚCAR MASCAVO: É um açúcar bruto, úmido, e com cor de caramelo. É conside-
rado um açúcar primário, extraído diretamente da cana. Por não ser processa-
do, ele é conserva as vitaminas e nutrientes. São usados em doces específicos.
AÇÚCAR DEMERARA: É um dos açúcares bem sofisticado, pois além de ser mais caro, ele
não altera o sabor do alimento. Também usado em receitas específicas. Em relação aos
nutrientes, são mantidos, igual ao mascavo, pois não passa pelo processo de refinamento.
AÇÚCAR CRISTAL: São grãos transparentes e grandes em relação ao refinado, pois passa
por um processo mais leve de refinamento e mantem 10% dos seus nutrientes. Ele pas-
sa por um processo antes do açúcar refinado por isso que ainda existem grãos trans-
parentes. São os mais difíceis de dissolver, não é o mais recomendado para merengue,
são usados para doces em compota e/ou produtos que levam um cozimento maior.
AÇÚCAR REFINADO: É conhecido como açúcar branco, é o mais usado nas confeitarias,
pois dissolve facilmente quando leva ao fogo. Em relação aos nutrientes, por causa
do processo, infelizmente esse açúcar perde boa parte dos nutrientes e vitaminas.
AÇÚCAR DE CONFEITEIRO: Tem uma textura parecida como talco, é mais homogêneo e
seus grãos ultrafinos. Semelhante ao açúcar refinado, ele é mais branco e leve, com
um pouco de amido de milho em sua composição. O amido impede que ele absorva
a gordura do doce e fique “empelotado”, é ideal para glacês, merengues e chantilly.
Funções do açúcar
1. Fomenta a ação do fermento para o aumento e o seu crescimento numa mistura.
2. Colabora com moléculas de proteínas e amido durante o cozimento ou fornada.
3. Ajuda a incorporar ar na gordura quando elas são batidas em uma massa
4. Age como amaciador por absorver líquidos e deter o desenvolvimento do glúten na
farinha e a gelatinização do amido de milho.
5. Carameliza a superfície dos doces, produzindo uma cor dourada e um aroma convidativo.
6. Estabiliza a espuma de ovos batidos, com um auxiliando o processo de bater.
7. Ajuda na maciez e na cor das frutas em conservas.
8. Ajuda a prevenir a descoloração das frutas congeladas.
9. Aumenta a textura cremosa dos sorvetes.
10. Atrasa a coagulação de proteínas de ovos em pudins e cremes.
11. Modera o processo de resfriamento em frutas em conservas e gelatinas.
12. É conservante natural, prevenindo que produtos com frutas em conservas estra-
guem com rapidez.
13. Auxilia uma variedade de doces na variação dos graus de recristalização.
14. Desenvolve açúcar invertido para controlar a recristalização.
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DOCE DE GOIABA FRUTAS CRISTALIZADAS
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DOCE DE LEITE DE CORTE COCADA CREMOSA
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3. TÉCNICAS DE TRABALHO COM BICO DE CONFEITARIA
Bicos de confeitar
São pequenos cones de metal ou plástico (prefira sempre os de metal), com di-
ferentes acabamentos nas pontas. São encontrados para comercializar, mais de
300 modelos de bicos. Alguns deles indispensáveis para a confeitagem de bolos
e tortas.
Os bicos podem ser reconhecidos pela numeração ou pelo nome da classe à qual
pertencem. Os nomes das classes relacionam o bico com seu acabamento ou
com a função que cumprem, conforme segue abaixo:
BABADO: São bicos especiais para fazer babados. Dentre eles há duas famílias:
uns são lisos e outros serrilhados.
SERRA: Dentro das classes dos bicos serra encaixa-se os retos e os perlês riscados.
FOLHA: Apesar de serem apropriados para fazer folhas, estes bicos podem ser
utilizados com movimento de concha e ziguezague.
CURVOS: São utilizados tanto para a realização de bolos como para acabamentos
em geral.
DOIS FIOS: Ornamentação de superfícies lisas, dar um aspecto bonito com para-
lelismo ou entrecruzamento dos fios, imitação de ripas, vitrais, casinha e papel
pautado.
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Forma correta para preencher o saco de confeitar
1. Dobre o saco de confeitar;
2. Coloque o glacê dentro dele;
3. Aperte-o para que não fique nenhum ar dentro do saco;
4. O ideal é fechar bem seu final para evitar que o glacê fique saindo, use um
elástico para isso.
DICA: Uma forma prática para colocar o glacê no saco de confeitar é apoiar sobre
um recipiente para poder preencher.
Ângulos corretos
Ângulo se refere à posição do saco em relação à superfície de trabalho. Existem
duas posições angulares básicas:
ATENÇÃO!
Na confeitagem, quem
trabalha é o braço e
ÂNGULO DE 90° ÂNGULO DE 45° OU não o punho. Com o pu-
OU PARA CIMA, ENTRE VERTICAL E nho, mantenha o ângu-
PERPENDICULAR À HORIZONTAL lo escolhido e o braço
SUPERFÍCIE Usado para escrever e (articulações do coto-
Usado para fazer fazer acabamentos nos velo e ombro) e faça os
estrelas, flores, pétala. ângulos do bolo. movimentos.
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Suporte para flores ou pino
Podem ser adquiridos em casas especializadas de confeitaria, podendo ser de
metal ou plástico. Porém, você pode criar o seu*, usando um prego de 8 cm ou
um parafuso de cabeça chata juntamente com 1 tampa de plástico ou vidro de
champignon pequeno ou outra com tamanho semelhante (arear a tampa com
palha de aço). Para a montagem, colar a cabeça do prego ou parafuso com Super
Bonder no centro da parte de baixo da tampa.
*Pino para flores
improvisado com um Existe também a tesoura plástica para retirar as flores do suporte (se não tiver,
parafuso use um garfo).
Classificação do Bicos
1 PERLÉ: Os mais comuns para fazer contornos, ren- 5 PITANGA FECHADA: Como o próprio nome já diz,
das e letras. O bico 230 é ideal para rechear bombas este bico “mais fechado” cria ranhuras mais fundas.
e cupcakes, pois é maior e pontiagudo. Alguns mo- É bom para fazer conchas, estrelas e flor-de-lis.
delos devem ser usados com adaptadores maiores.
6 FLORES DIVERSAS: Geralmente, são divididos em
2 SERRA: O bico serra tem dois lados, um liso e ou- três categorias: pequeno, médio e grande. Eles pos-
tro serrilhado. Dois, entretanto, são lisos – os bicos suem um pequeno pino preso internamente no cen-
44 e 45. Podem criar efeito de fitas e ondulados. tro, que garante o formato da flor. Os bicos grandes
podem ser usados para aplicar massa de biscoito.
3 FOLHAS: Para criar o efeito, é preciso controlar
bem a pressão feita no saco, aumentando gradual- 7 MÚLTIPLO E CHUVEIRO: Como diz o nome, com esse
mente, além de fazer o movimento para frente e tipo de bico é possível fazer linhas, cordas, cabelos
para trás para fazer as ranhuras. e estrelas. Para dar o efeito de grama, normalmente
é usado o bico 233; o bico Triple Star é perfeito para
4 BABADOS: São ideais para acabamentos, e produ- preenchimento mais rápido de áreas grandes.
zem efeito de conchinhas além dos babados tradi-
cionais. 8 DIVERSOS: Com esses bicos, dá para fazer árvores
de natal, corações, conchas, cordões e babados.
5 PITANGA ABERTA: São ótimos para desenhar es-
trelas e flores, ou mesmo formatos de concha.
Além disso, podem servir para dar acabamentos.
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4. MERENGUES E PREPARAÇÕES MERENGADAS
Tipos de merengue
MERENGUE FRANCÊS: Indicado para preparações que vão ao forno, pois as cla-
ras atingem uma temperatura de cocção bastante alta e suficiente para invia-
bilizar as doenças transmitidas por alimentos (o ovo é um alimento bastante
sensível e suscetível a várias bactérias que podem ser transmitidas aos ho-
mens pela falta de higiene nas preparações ou até mesmo erros de manipula-
ção e preparo). A utilização “cru” só é recomendável com claras pasteurizadas.
RESUMO:
Merengue Francês: MERENGUE SUÍÇO: Mais estável que o merengue francês porque pode
Método frio para ser assado. Para utilização “cru” é necessário que seja preparado cor-
preparações quentes. retamente, para isto, no banho-maria tem que atingir uma temperatu-
ra de 66°C por pelo menos um minuto, que é a temperatura de “pas-
Merengue Suíço: teurização” contra agentes patológicos como a Salmonela sp. Podemos
Método morno, para usar esta técnica para a mousse de chocolate e também para o tiramisù.
preparações quentes
e frias (>66ºC por 1 MERENGUE ITALIANO: É o mais denso e estável de todos, e devido à alta tempe-
minuto). ratura atingida pela calda, é o método mais seguro contra as possíveis doenças
que podem ser transmitidas pelos ovos crus (vai depender da temperatura final
Merengue Italiano: atingida pela mistura). É utilizado no preparo de mousses, buttercream e deco-
Método quente para rações, mas não deve ser assado pois forma um produto duro e com textura
preparações frias. desagradável.
DICAS:
• Todos os utensílios devem estar totalmente limpos, secos e sem nenhum traço
de gordura (isso inclui a gema de ovo);
• Usar claras em temperatura ambiente para que aumentem de volume;
• Assar em baixa temperatura (entre 90ºC e 130ºC), para o suspiro ficar claro por
fora e seco por dentro;
• Bater as claras lentamente no início e depois aumentar a velocidade;
• O merengue estará no ponto quando formar um bico no batedor de arame;
• Sempre que for preparar sobremesas com ovos crus, utilize preferencialmente
as técnicas adequadas de preparo. Não sirva sobremesas com ovos crus que
não foram esterilizados na origem (pela indústria) ou durante o preparo. Use as
claras pasteurizadas por segurança.
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MERENGUE FRANCÊS SUSPIRO
1. Levar as claras a batedeira em velocidade baixa 1. Fazer um merengue suíço: juntar as claras e o açú-
e acrescentar 1/3 do açúcar refinado, aproxima- car numa tigela e levar ao fogo em banho maria até o
damente 60 g, em seguida aumentar a velocidade açúcar se dissolver completamente;
e despejar o restante do açúcar, manter batendo e 2. Retirar do fogo e juntar o suco de limão. Bater com
adicionar o açúcar de confeiteiro; a batedeira na velocidade média alta até que o me-
2. Bater até atingir ponto de bico e adicionar o aro- rengue esfriar e ficar brilhante e com picos firmes.
matizante. Dividir em potinhos e juntar os corantes de sua pre-
ferência (em pó ou gel hidrossolúvel);
MERENGUE ITALIANO 3. Com um bico de confeitar, fazer os suspirinhos,
de preferência sobre um tapete de silicone ou papel
250 G Claras em temperatura manteiga de boa qualidade. Levar ao forno por 1 hora
ambiente ou até que esteja firme e saindo com facilidade do
500 G Açúcar refinado silpat/papel (dependendo do tamanho do seu suspiro
200 ML Água pode ser que precise assar mais tempo);
Q.B Aromatizante (opcional) 4. Desligar o forno e deixar os suspiros esfriarem
dentro do forno, para que sequem e fiquem crocan-
1. Levar a água e o açúcar ao fogo até dissolver. Não tes (de preferência deixe uma noite inteira dentro do
mexer. Deixar ferver até alcançar o ponto de bala forno desligado e fechado);
mole. Enquanto isso, bater a clara em neve e sobre 5. Retirar os suspiros com cuidado e guardar em pote
ela verter a calda ainda quente; hermético.
2. Bater bem até alcançar textura firme, lisa e bri-
lhante. Ao fim, adicionar o aromatizante e retirar da SUSPIRO RECHEADO
batedeira.
1 RECEITA Merengue francês ou
MERENGUE SUÍÇO italiano ou suíço
1 RECEITA Brigadeiro
200 G Claras em temperatura
ambiente 1. Colocar o merengue em uma manga de confeitar
400 G Açúcar cristal ou pó para com o bico que preferir;
glacê real 2. Em seguida, cobrir uma forma com papel manteiga;
Q.B Aromatizante 3. Pingar pequenas porções no papel manteiga, for-
mando uma base e colocar uma bolinha de brigadeiro
1. Levar ao fogo em banho-maria as claras e o açúcar (proporcional ao tamanho do suspiro) em cada porção;
ou o pó para glacê real, mexendo sempre até que a 4. Cobrir fazendo espiral formando um suspiro;
mistura não tenha mais nenhum cristal de açúcar; 5. Levar para assar.
2. Levar imediatamente para a batedeira e deixar
batendo até que esfrie e alcance textura lisa, firme
e brilhante;
3. Adicionar o aromatizante e retirar da batedeira. 75
5. MÉTODOS DE SABLAGE, CRÉMAGE E BISCOITOS
CRÉMAGE: Consiste em uma mistura bem emulsionada dos ovos, manteiga e açú-
car. Só depois da formação desse creme é que a farinha de trigo é agregada. Dessa
forma, os líquidos não são absorvidos tão rapidamente pela farinha, evitando, as-
sim, de haver desenvolvimento do glúten (inapropriado para esse tipo de massa).
Como resultado, tem-se uma massa mais delicada. A crémage utilizamos para, por
exemplo, a pâte sablée e sucrée, no qual batemos a manteiga com o açúcar até for-
mar um creme, juntamos os ovos e finalizamos com a farinha, sem misturar mui-
to. Simplificando: o método sablage tende a tornar a massa arenosa e quebradiça
e o método crémage tende tornar a massa mais leve e fácil de dissolver na boca.
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MÉTODO SABLAGE MASSA SECA DE CORTES PARA BISCOITO MÉTODO CRÉMAGE MASSA SECA PARA SACO DE CONFEITAR
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MÉTODO SABLAGE BISCOITO AMANTEIGADO DE PARMESÃO MÉTODO CRÉMAGE PETIT FOUR DE VITRINE
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MASSAS QUEBRADIÇAS
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6. CREMES CLÁSSICOS E MONTAGEM DE TORTAS
Tipos de creme de leite
CREME DE LEITE
CREMES COZIDOS
• Creme Invertido: creme feito a quente, misturando leite, ovos, açúcar e aroma-
tizante. Depois que misturar levar no forno em banho-maria. Ex: creme bruleé,
pudim, flã e etc.
• Creme Confeiteiro: creme mais clássico e mais usado na confeitaria. Feito a par-
tir da mistura de leite, açúcar, gemas e amido. Usado para diversas preparações
depois de pronto.
• Creme Mousseline: Feito a partir da mistura de creme de confeiteiro, manteiga
e aromatizante. Usado para rechear, decorar ou cobrir.
• Creme Ligeiro: preparado a partir da mistura de creme de confeiteiro, com cre-
me de leite batido e um aromatizante. Usado como recheio, decoração ou acom-
panhamento.
• Creme Saint-Honoré: obtido a partir da mistura de creme de confeiteiro com
gelatina, merengue italiano, e essência de baunilha.
• Creme Bavaroise: feito a partir da mistura de creme inglês, gelatina, e creme de
leite batido.
• Creme Zabaione: obtido após bater gemas de ovo, com vinho Marsala e açúcar.
Após isso, levado em banho maria, até ficar me espumoso.
• Creme Inglês: Feito a partir da mistura de leite, açúcar e gemas. É levado ao
fogo baixo até atingir a temperatura de 85ºC e utilizado como acompanhamento
para sobremesa e bolos, e de base para o sorvete.
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Entre os cremes cozidos, é possível perceber que o creme de confeiteiro serve
de base para a preparação da maioria. O creme de confeiteiro é o mais clássico
creme que existe.
CREMES DE MANTEIGA
• A inglesa: mistura de manteiga, creme inglês e merengue italiano.
• Creme à base de merengue italiano: merengue italiano com manteiga gelada.
• À pâte à bombe: gemas com calda de açúcar, aromatizante e manteiga.
CREMES FRIOS
• Creme Chantilly: é a mistura de creme de leite fresco, açúcar e aromatizante. Ao
bater, o creme incorpora bolhas de ar, estabilizando o mesmo. É necessário que
o creme de leite tenha teor de gordura entre 30% a 40% para ser batido, e que
esteja extremamente gelado.
• Creme de amêndoas: creme a base de gordura, açúcar, amêndoas em pó e ovos.
Os ovos são adicionados batidos, deixando o creme mais leve.
• Creme Frangipane: obtido a partir da mistura de creme de amêndoas com cre-
me de confeiteiro.
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CREME LIGEIRO (LÉGÈRE) TORTA DE LIMÃO
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TORTA BANOFFEE MASSA AMANTEIGADA PARA EMPADA
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QUICHE LORRAINE QUICHE JARDINEIRA
Massa Massa
1 UND Ovos 250 G Ricota
125 G Manteiga gelada 180 G Manteiga gelada
300 G Farinha de trigo 400 G Farinha de trigo
sem fermento sem fermento
15 ML Água gelada 200 G Aveia fina
5G Sal 10 G Sal
Recheio Recheio
250 G Bacon 2 UND Cenoura
4 UND Ovos 200 G Brócolis
200 ML Creme de leite 100 G Couve flor
200 ML Leite 200 G Ervilha fresca
250 G Queijo (muçarela, 100 G Cebola branca
coalho, gruyère) 1 UND Manjericão
Q.B Noz moscada 200 ML Creme de leite fresco
Q.B Pimenta do reino 250 G Queijo (muçarela,
coalho, gruyère)
MASSA Q.B Azeite, sal, pimenta do
1. Em uma tigela grande, juntar a manteiga e a fari- reino, noz moscada
nha usando a ponta dos dedos até obter uma farofa;
2. Acrescentar o ovo e depois a água e o sal até for- MASSA
mar uma massa homogênea; 1. Em uma tigela grande, juntar a manteiga, a aveia
3. Levar a geladeira no plástico filme por 1 hora; e a farinha usando a ponta dos dedos até obter uma
4. Polvilhar uma superfície lisa e limpa com farinha farofa. Acrescentar a ricota até formar uma massa
e abrir a massa na forma com um garfo para evitar homogênea;
que a mesma suba. Reservar na geladeira enquanto 2. Levar a geladeira no plástico filme por 1 hora;
o forno é pré aquecido a 200ºC por 10 minutos; 3. Polvilhar uma superfície lisa e limpa com farinha
5. Levar as forminhas ao forno por 7 minutos. e abrir a massa com um rolo e dispor em uma forma
de fundo removível. Furar a massa na forma com
RECHEIO um garfo para evitar que a mesma suba. Reservar
1. Fritar o bacon até ficar quase dourado. Escorrer na geladeira enquanto o forno é pré-aquecido a
em papel toalha e reservar; 200ºC por 10 minutos. Levar as forminhas ao forno
2. Em um bowl, misturar com o auxílio do fouet os por 7 minutos.
ovos, leite e creme de leite;
3. Temperar com sal, pimenta do reino e noz-moscada; RECHEIO
4. Acrescentar o bacon e dispor o recheio nas formi- 1. Refogar a cebola com a manteiga e o azeite;
nhas com as massas já pré-assada; 2. Acrescentar o alho-poró e o alho. Depois acres-
5. Polvilhar com o queijo e levar ao forno por aproxi- centar o creme de leite, sal, pimenta do reino e a
madamente 30 a 40 minutos ou até dourar. noz moscada. Dispor o recheio nas forminhas com
as massas já pré-assadas;
DICA: Para rechear, pode-se também utilizar um molho 3. Polvilhar com o queijo e levar ao forno por aproxi-
branco (bechamel) substituindo a mistura de ovos, leite madamente 30 a 40 minutos.
e creme de leite.
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7. TÉCNICAS DE PREPARO DE DOCINHOS TRADICIONAIS
1. Levar todos os ingredientes na panela e levar ao fogo, mexer até atingir o ponto;
2. Para bolear, untar as mãos um pouco de manteiga e fazer movimentos com a palma da mão sem impor
força, fazendo apenas movimentos circulares;
3. Passar na cobertura de preferência e colocar em forminhas de papel.
VARIAÇÕES:
• Chocolate: 100 g de chocolate em pó
• Coco: 100 g de coco ralado
• Leite em pó: 100 g de leite em pó
• Toffee: 50 g de açúcar (começar caramelizando o açúcar, para depois adicionar os outros ingredientes)
• Manjericão: ½ maço batido com o creme de leite da receita
• Café: 25g de café solúvel
• Limão: Raspas de dois limões e 50 ml de suco puro de limão
• Queijo ou requeijão: Adicionar 50 g de queijo parmesão ou 1 copo de requeijão
• Biscoito: Adicionar 10 unidades em média
• Castanha: 100 g de castanha, passar ou fazer um praliné
• Nozes: 100 g de nozes, empanar ou fazer um praliné
• Oreo: 100 g de oreo, utilizar o recheio para fazer o brigadeiro e passar no biscoito triturado
• Creme de avelã: 200 g de creme de avelã, fazer um brigadeiro ou pingar no brigadeiro de leite em pó
• Brigadeiro de Creme Brûlée: Adicionar pasta de baunilha, polvilhar o brigadeiro em açúcar e maçaricar
• Banana com canela: Amassar duas bananas maduras, adicionar ao creme
Passar em uma mistura de açúcar com canela
• Surpresa de uva: enrolar as uvas com brigadeiro branco e passar no açúcar cristal
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DOCINHO DE ABACAXI COM COCO CAJUZINHO
1. Colocar todos os ingredientes em uma panela de 1. Misturar o coco ralado, o creme de leite, a essên-
fundo grosso e em fogo baixo, mexer até despren- cia de baunilha, a margarina e o leite condensado;
der da panela; 2. Levar ao fogo baixo e continuar mexendo até des-
2. Colocar o brigadeiro em um recipiente e cobrir grudar da panela;
com plástico em contato, guardar em geladeira por 3. Deixar descansar por no mínimo 30 minutos ou
1 hora; até que fique bem firme;
3. Modelar brigadeiros em formato de morango de 4. Fazer docinhos no formato de croquetes e cobrir
20 g, passar no açúcar cristal e enfeitar com folhas com os pedaços de ameixa;
verdes de glacê real. 5. Passar no açúcar cristal e dispor em forminhas
de papel.
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FONDANT NEUTRO PASTA DE LEITE EM PÓ
1. Levar ao fogo a água ou o leite e o açúcar, quando 1. Adicionar o leite em pó aos poucos até atingir o pon-
ferver, desligar o fogo e mexer bem; to de massa para modelar desgrudando das mãos;
2. Manter a mistura em banho-maria, enquanto utili- 2. Separar em partes para tingir e utilizar conforme
zar a mistura para banhar camafeus, pães e doces. a necessidade.
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8. TÉCNICAS BÁSICAS DE TRABALHO EM CHOCOLATERIA
Cacau
O cacau é uma planta nativa de uma região que vai do México, passando pela
América Central até a região tropical da América do Sul, sendo o principal com-
ponente do chocolate. Ele é repleto de nutrientes como manganês, cobre, mag-
nésio, ferro, fósforo, cálcio, potássio e vitaminas A, D, E, além das do complexo B.
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Ganache
Ganache é uma emulsão de chocolate com algum ingrediente líquido, o mais co-
mum e conhecido é fazer uma ganache com chocolate e creme de leite, mas
em algumas versões adiciona-se também manteiga, bebidas alcoólicas e outros
aromatizantes. É muito comum ver a adição de glucose, o que ajuda no aumento
do brilho e durabilidade da ganache.
Esta mistura tem diversas aplicações na confeitaria, pode ser usada como co-
bertura, recheio de bolos, cobertura de trufas, recheio de trufas entre outras
inúmeras receitas, mas tudo isso depende da proporção do creme de leite ou do
líquido utilizado em relação ao chocolate. A textura da ganache varia de acordo
com a proporção de chocolate e o líquido de sua preferência na receitas, mas
classicamente a ganache é feita com 1 g de chocolate para 1 g de creme de leite.
1. Levar ao banho-maria até que o chocolate derreta completamente e em seguida adicionar o creme de leite
em temperatura ambiente;
2. Pode ser derretido em microondas, fazendo o aquecimento por períodos de 30 segundos, retirar e mexer
bem, repetir a operação se preciso, com o cuidado de verificar se a vasilha do derretimento está com a tem-
peratura controlada.
DICA: Ao derreter no microondas ajustar a potência para 50% para não queimar o chocolate.
VARIAÇÕES:
• Coco ralado, gotas de chocolate, frutas secas, frutas in natura.
• Ganache de maracujá (substituir metade do creme de leite, por suco concentrado de maracujá).
• Saborizadas com delipaste (adicionar 10 g de saborizante).
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Armazenamento de chocolates e bombons
Não é aconselhável que se armazene os bombons e trufas na geladeira ou free-
zer, pois a refrigeração poderá comprometer significativamente a qualidades
dos seus produtos. Eles podem ficar esbranquiçados, suando e bem duros.
Durabilidade
Só é possível fazer uma estimativa da durabilidade dos produtos, por isso fi-
que sempre atento à qualidade dos seus bombons e trufas. Essa previsão pode
variar para mais ou para menos. A durabilidade depende de variáveis como a
temperatura do ambiente, a qualidade dos produtos utilizados, o modo de arma-
zenamento, entre outros. Os bombons à base de leite condensado têm uma dura-
bilidade de 5 a 7 dias. As trufas à base de chocolate têm uma durabilidade de até
15 dias. Os bombons maciços (sem recheio) têm uma durabilidade de até 30 dias.
Cada um deles é responsável por uma importante etapa desse processo. As me-
lhores formas de derretimento chocolate são:
Derretimento
As temperaturas de derretimento de cada chocolate normalmente estão escri-
tas nas embalagens do produto, indicando a temperatura ideal de cada marca.
No entanto podemos tomar como base as seguintes temperaturas:
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O chocolate mais comum de perceber o erro de passar da temperatura no der-
retimento é o chocolate branco, no qual devido à alta concentração de leite em
pó que possui, ao esquentar demais, começa a ficar pastoso, opaco e difícil de
manusear. Caso isso aconteça, espere esfriar e mexa vigorosamente para que
volte a ficar com textura lisa e brilhante.
Temperagem e pré-cristalização
O ato de temperar é na verdade o ato de organizar os cristais do chocolate em or-
dem e emulsionar a manteiga de cacau, os açúcares e o cacau, dando ao chocolate
cristalizado boa firmeza, brilho, textura e uma validade maior. Ao derretermos a
manteiga de cacau, diferentes ácidos graxos derretem em temperaturas diferen-
tes e os cinco principais presentes no chocolate derretem em torno de 35ºC.
AMARGO (DE 50% DE CACAU PARA CIMA): 28ºC – 29ºC – 30ºC – 32ºC
AO LEITE (DE 45% DE CACAU PARA BAIXO): 27ºC – 28ºC – 30ºC
BRANCO (APROX. 35% DE CACAU): 26ºC – 27ºC – 28ºC
Mantenha o bowl sempre sobre um pano, para evitar a troca de temperatura com
a superfície. Se começar a ficar levemente pastoso ou estiver até 5ºC a 8ºC abai-
xo da temperatura de trabalho, leve ao microondas em potência média de 5 em
5 segundos, até atingir novamente a temperatura de trabalho. Caso ultrapasse,
será necessário temperar novamente.
Cristalização
Cristalização é a etapa final do processo. Ela é o momento em que o chocolate
já foi utilizado (na forma de bombom, para banhar doces, cascas de ovos de
páscoa) e precisa cristalizar por completo. Essa etapa tem que ocorrer em um
ambiente a 17ºC ou levando o chocolate a geladeira por até 10 minutos e depois
manter em um ambiente fresco até soltar do molde. Ao final, seguindo todas es-
sas etapas, o chocolate deve estar brilhante, liso, sem nenhuma mancha.
Caso haja manchas, significa que uma parte ou o todo do chocolate foi mal tem-
perado, sendo as manchas brancas de gorduras que não chegaram a tempera-
tura correta. Isso também altera a textura do produto final ,o qual derreterá com
facilidade e terá uma textura levemente granulosa na boca.
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Recheios e bombons
Um fator decisivo para a fabricação de chocolates é a diversificação de produtos.
Nesse caso, começamos a falar a respeito da produção de bombons, recheios e
outros produtos. Por muito tempo ficamos reféns de receitas, sem jamais discu-
tir o porquê delas, sua composição ou qualquer outro aspecto da mesma.
Sabor e textura
O sabor e textura são altamente influenciados pelo tipo de recheio
escolhido. Presume-se que existem duas categorias principais de
recheios:
Formato
Pode não parecer importante, mas escolher com antecedência o for-
mato do seu bombom é necessário para dar ao cliente a melhor ex-
periência possível. Alguns recheios, como pralinés, são mais agra-
dáveis em formas finas e sem muita grossura, às vezes até barras,
pelo seu sabor concentrado.
94
FUDGE TRUFA CARAMELO
96
AÇÚCAR INVERTIDO LÍQUIDO NHÁ BENTA
MARSHMALLOW
97
9. ELABORAÇÃO DE BOLOS TRADICIONAIS E REGIONAIS
Massas batidas aeradas de estrutura cremosa
A mistura destas massas está caracterizada pela textura aerada que lhes confe-
re a forma de bater, aumentando ao máximo o volume das preparações. Existem
numerosas preparações batidas, mas podemos fazer a seguinte classificação:
as massas batidas leves surgem de um batido de ovos (inteiros ou separados em
claras e gemas) com açúcar. São as massas mais esponjosas e aeradas devido
a mistura contínua e prolongada que transforma os ingredientes em espuma. As
massas batidas pesadas mesmo sendo aeradas, são mais compactas do que as
anteriores. O conteúdo da gordura é importante. O batido não é prolongado e a
textura alveolada é mais fechada.
LEVES
Genoise: É um batido de ovos com açúcar. Levam-se a 45°C e batem-se ao ponto
de fita até antes de incorporar os secos (farinha, maizena, cacau, etc). A propor-
ção é para cada ovo, usa-se 30 g de açúcar e 30 g de secos. Para as diferentes
formas calcula-se por quantidade de ovos. Para uma fôrma circular de 20 cm
de diâmetro por 5 cm de altura = 4 ovos. Para uma fôrma circular de 22 cm de
diâmetro por 5 cm de altura = 5 ovos. Para um retângulo de 20x30x5cm = 5 ovos.
Pionono: É o mais leve dos batidos. Leva mel para ter flexibilidade e poder ser en-
rolado. A proporção é para cada ovo usa-se 10 g de açúcar e 10 g de farinha. Ser-
ve para receber recheios finos e geléias (geléias, ganaches, doce de leite, etc).
98
PESADAS
Geralmente começam por um batido de manteiga pomada com açúcar, (mel ou
glicose), depois acrescentam-se os líquidos (ovo, leite, sucos, etc) e finalmente
os secos. A maioria utiliza fermento químico para ajudar no aumento do volume.
Sendo que a porcentagem de é de 1% a 2% do peso total da massa, até 3% no
máximo, dependendo do volume da peça ou seu uso, 1% para massas normais,
2% para massas com recheio e 3% para congelar.
Exemplo:
Quanto maior a quantidade de ingredientes “pesados” (chocolate, passas, casta- 200 g de manteiga
nhas), teremos que utilizar maior quantidade de fermento, sem superar os 3%. 200 g de açúcar
Em peças pequenas podem-se usar os 3% porque necessitamos de uma rápida 200 g de ovos
fermentação, pois o tempo no forno será bem menor. O quatre-quarts (quatro 200 g de farinha
quartos, pound cake, etc) é o batido mais pesado básico. Combina quantidades Total: 800 g de massa
iguais de manteiga, açúcar, farinha de trigo e ovos. A partir desta relação, surgi- A quantidade de fermen-
rão as demais preparações. Exemplo: se quisermos um bolo mais leve, parte da to químico será:
farinha será substituída por amido de milho, a dos ovos por leite, etc. 1% = 8 g ou 2% = 16 g
Com as massas batidas leves o que se pretende é fabricar massas com o máxi-
mo de volume possível. Este resultado pode ser obtido, principalmente, de duas
maneiras: pelo método “genoise” de fabricação ou pelo do “biscuit”.
99
TIPO CARACTERÍSTICA EXEMPLO
Estrutura cremosa Elaborada com açúcar, manteiga, ovos e farinha de bolo inglês, bolo
trigo. A adição de fermente ou bicarbonato de sódio mármore, bolo de
propricia leveza à massa noiva, etc.
Estrutura aerada Elaborada com ovos, açúcar e farinha de trigo pão-de-ló, biscoito
champagne
No ano de 1800 é considerado o ano auge dos bolos, chegando encontrar cerca
de 100 tipos. No reinado da Rainha Vitória os bolos tinham mais de dois metros e
pesavam em torno de 200 kg e dessa data para frente surgem recheios, cober-
turas e vários tipos de bolos.
100
ERROS NA PRODUÇÃO DE BOLOS
Bolo sem desenvolver: Forno frio ou quente, muito líquido, pouca farinha, Açúcar
e gordura não emulsionada, falta de fermento, fermento vencido, fermento mal
acondicionado.
Bolo pesado e denso: Pouco fermento, pouca farinha, muito líquido, muito açúcar,
pouca gordura, forno frio.
Bolo esfarelado: Farinha com baixo teor de proteína, muito açúcar, muita gordura,
misturar os ingrediente de forma inadequada, desenformar o bolo muito quente.
Bolo com furos grandes: Fermento sem misturar da forma correta, massa mistu-
rada excessivamente.
Bolo com formato irregular: Calor do forno irregular ou baixo, forno desnivelado,
forma amassada.
Bolo com cor escura ou clara: Temperatura alta ou baixa demais, muito ou pouco
tempo de cocção, Excesso ou falta de açúcar.
Bolo com crosta pegajosa: Falta de cocção, esfriado na forma sem ventilação, em-
balado quente.
Bolo com crosta aberta e quebradiça: Excesso de farinha, falta de líquido, farinha
com alto teor de proteína, forno quente, mistura pouca dos ingredientes.
101
PÃO DE LÓ (GÉNOISE) BOLO AMANTEIGADO
102
BOLO MOLE BOLO DE BANANA
1. Derreter a margarina e deixar esfriar. Colocar no 1. Corte a banana prata madura com casca em pe-
liquidificador os ovos, parte do leite, a margarina e quenas rodelas. Colocar no liquidificador os ovos, o
o açúcar e bater bem; óleo, e as bananas até ficar uma mistura cremosa,
2. Ralar o queijo e colocar os demais ingredientes adicionar o açúcar e bater bem;
e continuar batendo, lembrando que ao adicionar a 2. Adicionar a farinha de rosca e por último o fer-
farinha de trigo apenas misturar para não desenvol- mento peneirado;
ver o glúten; 3. Caso fique pesado no liquidificador, misturar a
3. Levar para assar em forma redonda de buraco farinha e o fermento com um fouet. Por na forma
25 cm, untada e polvilhada de açúcar em forno pré- untada e polvilhada. Levar para assar;
-aquecido a 160° por uns 40-50 minutos. 4. Ao retirar do forno, deixar esfriar por uns 15 mi-
nutos e polvilhar com açúcar e canela.
103
BOLO DE CENOURA COM COBERTURA DE CHOCOLATE
Massa MASSA
350 G Cenoura 1. Pré-aquecer o forno a 170º (temperatura média);
4 UND Ovos 2. Untar a forma e polvilhar com farinha de trigo re-
100 G Óleo de soja tirando o excesso;
300 G Açúcar refinado 3. Lavar bem a cenoura deixando-as de molho numa
180 G Farinha de trigo solução clorada e cortar em pedaços pequenos;
sem fermento 4. Peneirar a farinha, o fermento e o sal, misturar e
20 G Fermento químico reservar;
em pó 5. Quebrar os ovos uma a um, colocá-los no liquidi-
1G Sal ficador;
6. Acrescentar as cenouras cortadas, o óleo e o açú-
Calda car e bater por cerca de 2 a 3 minutos, até a massa
240 G Açúcar refinado ficar homogênea;
50 G Chocolate em pó 7. Ainda no liquidificador, juntar metade dos ingre-
50% cacau dientes secos e bater rapidamente até incorporar.
12 G Margarina 80% Caso o liquidificador seja pequeno. Incorporar com
de lipídeos a ajuda de um fouet;
120 G Água 8. Transferir para a forma já untada e polvilhada.
Levar para assar.
COBERTURA
1. Colocar todos os ingredientes da calda em uma
panela e levar ao fogo para derreter, mexendo sem-
pre com uma espátula;
2. Ao ferver, deixar de 5 a 8 minutos sem parar de
mexer;
3. Quando começar a desprender da panela, apagar
o fogo, deixar esfriar brevemente e por sobre o bolo
já desenformado.
104
BOLO DE MILHO VERDE BOLO DE MACAXEIRA
105
BOLO DE IOGURTE BOLO DE BATATA
106
BOLO DE PÉ-DE-MOLEQUE DESMOLDANTE CASEIRO
107
10. TÉCNICAS BÁSICAS DE CONFEITARIA COMERCIAL
BROWNIE 1 BROWNIE 2
ALFAJOR
Recheio
500 G Doce de leite cremoso
200 G Chocolate cobertura
branco ou meio
amargo
108
PÃO DE MEL 1 PÃO DE MEL 2
109
MUFFIN DINDIN GOURMET RECEITA BASE
110
11. PROCESSOS EM BOLOS DECORADOS
1. Aquecer o leite e misturar o chocolate e a mantei- *Buttermilk: Colocar 1 xícara de leite em temperatura
ga. Retirar do fogo e adicionar o corante; ambiente em um recipiente, acrescentar 1 colher sopa
2. Reservar. Na batedeira, bater bem os ovos, por de suco de limão ou de vinagre e misturar. Deixar des-
10 minutos, adicionar o açúcar, o vinagre, a farinha cansar por 10 minutos fora da geladeira até talhar.
de trigo aos poucos, intercalando com a mistura re-
servada;
3. Levar ao forno pré-aquecido a 180 ºC, por 40 mi-
nutos, em forma untada e polvilhada.
111
CREME A BASE DE CREAM CHEESE GLACÊ REAL 1
1. Misturar os 3 primeiros ingredientes e levar para 1. Caso escolha o licor, apenas misturar ao leite;
gelar por 15 minutos; 2. Adicionar o leite condensado ao leite e levar ao
2. Retirar da geladeira e levar a batedeira, batendo fogo para aquecer, até o início da fervura. Retirar do
em velocidade máxima até passar do ponto de bico fogo e deixar esfriar para utilizar.
e então adicionar o leite condensado aos poucos até
atingir uma textura lisa.
CALDA DE AÇÚCAR COM ESSÊNCIA CALDA 2
1 receita bolo amanteigado assado na forma 1 receita de massa red velvet dividida
de 15 cm cortada em 3 partes em 3 aros de 15 cm
1 receita de calda 1 ou 2 1 receita de calda I ou II
10 unidades biscoitos recheados de chocolate 1 receita de recheio de cream cheese
2 receitas de brigadeiro de chocolate branco em 300 g de morangos frescos banhados em chocolate
ponto de recheio meio amargo e riscados com chocolate
Arabescos de chocolate branco e chocolate ao leite branco cobertura
para decorar Placas de chocolate para decorar
DRESSED DE BRIGADEIRO DE REQUEIJÃO E GOIABADA CREMOSA TORTA DE DOCE DE LEITE E CROCANTE DE CASTANHA
MASSA FILO: É uma massa oriental muito fina como uma folha de papel. Utiliza-
-se pincelando-a com manteiga clarificada, a cada uma das camadas de massa e
só então vai ao forno, para se obter o folhado. Pelas dificuldades na sua confec-
ção, costuma ser vendida pronta em lojas de produtos orientais. Com ela se faz
o clássico baklavah, dedos de noiva, brazaletes, etc.
MASSA FOLHADA INGLÊS: A origem desta massa data do século XVII. Alguns au-
tores acham que foi criada por um confeiteiro chamado de Feuillet, que trabalha-
va para o Marechal Condé. Tem também quem afirme que o criador foi um pintor
francês, chamado Claude Gellèe, apelidado Le Lorrain, que trabalhava numa pa-
daria para pagar os estudos. Um dia, tentando fazer um pão para seu pai doente,
deixou um pedaço de manteiga e massa fechadas. Quando os cozinhou viu que o
resultado seria uma massa mais fina e saborosa. Muito se falou sobre o destino
do pintor, mas ninguém sabe ao certo o que lhe aconteceu ou como foi sua vida.
Mesmo que a origem seja incerta, podemos afirmar que no século XIX, Antonin
Carême (1784-1833) retomou a idéia da massa e deu-lhe o aspecto e a técnica
que conhecemos nos dias de hoje. A técnica que hoje utilizamos, consiste em
intercalar em dobras sucessivas, capas de massa (chamadas de amasijo) e de
gordura (chamada de empaste). Com o decorrer da cocção no forno, o calor faz
com que a água da massa se transforme em vapor da água. Cada folha de massa
está impermeabilizada por capas de gordura que retêm o vapor e assim cada
lâmina é separada da outra para formar o acordeão clássico do folheado. A qua-
lidade dependerá da friabilidade obtida por um bom trabalho da massa (voltas).
A leveza do folheado é determinada pela correta cocção no forno. A fineza do
sabor é dada pelo uso de uma matéria gordurosa de qualidade.
Métodos de fabricação
Existem três tipos de folhados, confeccionados de maneira diversa:
1. MASSA FOLHADA FRANCESA OU DIRETA: A massa envolve a gordura.
2. MASSA FOLHADA INVERSA OU INVERTIDA: A gordura envolve a massa.
3. MASSA FOLHADA RÁPIDA: A massa não tem camadas de massa e gordura.
Todos os ingredientes (massa e gordura) se misturam desde o começo da fabri-
114 cação da massa.
Classificação segundo a composição
FOLHADO REAL OU VERDADEIRO: Utiliza igual peso de farinha e gordura na sua
composição. Exemplo para 1 kg de farinha, 1 kg de gordura.
FOLHADO TRÊS QUARTOS: Utiliza, para cada 1 kg de farinha, 750 g de gordura.
MEIO FOLHADO: Utiliza, para cada 1 kg de farinha, 500 g de gordura.
Fabricação da massa
1. Peneira-se a farinha, faz-se uma coroa e no centro coloca-se o sal e quase
toda a água, amornada;
2. Começa-se trabalhar a massa sem empregar muita força. É recomendável
obter uma consistência similar aquela que terá a manteiga do empaste;
3. Se trabalharmos muito a massa, o glúten se desenvolverá, o que terá como
consequência a deformação das peças durante a cocção;
4. Se a massa for dura, empurrará a manteiga que escapará durante o preguea-
do; se for muito branda, se misturará com a gordura;
5. Guarda-se a massa envolvida num filme, numa temperatura ambiente por
30 minutos para que relaxe. Muitas vezes, se agrega à massa gotas de suco
de limão ou de vinagre para que a massa se torne mais branca e fique livre
de fungos, por mais tempo. Em outros casos, incorpora-se uma porcentagem
de manteiga para evitar o desenvolvimento do glúten. Existem massas feitas
com levedura que originam as massas levadas laminadas, entre outras, como as
massas de croissant;
6. GORDURA: A manteiga é amassada até convertê-la em um corpo maleável,
sem deixar que esquente demais. Faz-se um pão retangular com a espessu-
ra desejada e ele deve ser guardado coberto com um filme na geladeira até a
hora de sua utilização. A manteiga pode ser trocada total ou parcialmente por
margarina. A margarina permite um trabalho mais fácil, porém as qualidades
gustativas são inferiores, pois possuem um ponto alto de fusão, o que produz
a sensação de gordura no paladar ao comer a peça de folhado. As gorduras
utilizadas deverão conter pouca quantidade de água, em média 18%. É por isso
que muitas vezes adiciona-se ao a massa uma certa quantidade de farinha para
captar a água. No folhado inverso a adição de farinha é fundamental na receita;
7. Segundo o método francês, estica-se a massa. Coloca-se a gordura no centro
e fecha-se com a massa. A massa esfria na geladeira durante 30 minutos. Este
conjunto é chamado de “paston”. O pastón se estica até atingir 1 cm de espes-
sura e se começa a dar a primeira volta ou dobra. O “pastón” deve retornar ao
frio da geladeira, a cada volta, sempre protegido com um plástico filme. Uma vez
finalizadas as voltas, a massa estará pronta para ser utilizada. Dependendo dos
formatos, deve esticar-se entre os 2 e os 8 mm. Sempre se deve conservar um
ambiente frio nas mesas e nos lugares de trabalho para obter um bom resultado;
8. COCÇÃO: Esta massa precisa de uma temperatura de forno alta. Geralmente
se trabalha a 200ºC ou 220°C. Isso permite o bom desenvolvimento das folhas da
massa durante a cocção.
115
Dobras ou voltas
SIMPLES: O empasto se divide imaginariamente em terços. Dobra-se um sobre o
outro como se fosse um livro.
DUPLA: O empasto se divide em quartos, cada um dos extremos se leva para o
centro e depois eles se redobram até o centro. Obtém-se a figura das “palmier”.
Existe uma equivalência nas dobras: 1 volta dupla equivale a 1 ½ simples, quer
dizer que fazendo 4 voltas duplas chegamos a ter o equivalente a 6 simples. O
número de dobras proporciona o número de lâminas da massa. Esse cálculo
permite afirmar que é aconselhável, para qualquer massa folhada, 5 e 6 voltas
simples, não devendo superar as 6 voltas simples.
O folhado inverso precisa de laminadora para sua confecção porque fazê-lo ma-
nualmente é muito difícil, porém é muito utilizado e tem muitas vantagens em
comparação aos outros: É mais friável e mais leve, as peças não se deformam. A
capacidade de desenvolvimento das lâminas se mantém estável com o decorrer
dos dias até quase uma semana. Seu crescimento é equivalente e regular e não
116 forma crostas na geladeira, já que o empaste (gordura) envolve a massa.
Conserva melhor resultado mesmo depois de longos períodos de conservação
no freezer. Tem um desenvolvimento de lâminas teoricamente superior aos de-
mais folhados por estar envolvido pelo empaste que retém o vapor.
117
13. MASSAS FERMENTADAS E MASSAS COZIDAS
118
MASSA BÁSICA FERMENTADA BRIOCHE
119
14. TÉCNICAS DE SOBREMESAS CLÁSSICAS
BOLO PUDIM
CALDA
Pudim 1. Em uma panela, colocar a mistura de água com
395 G Leite condensado açúcar e deixar caramelizar.
395 ML Leite integral
50 G Queijo parmesão PUDIM
ou coco ralado 1. No liquidificador, colocar o leite, o leite condensa-
3 UND Ovos do, os ovos, o queijo ou coco. Bater e reservar.
Calda BOLO
500 G Açúcar cristal 1. Bater as claras em uma batedeira;
120 ML Água 2. Acrescentar as gemas uma a uma, o açúcar, o
leite morno, a manteiga. Acrescentar lentamente a
Bolo farinha de trigo, por último, o fermento.
4 UND Ovos
240 G Açúcar cristal MONTAGEM
720 ML Leite morno 1. Colocar o caramelo na forma de furo no meio;
480 G Farinha de trigo 2. Colocar o pudim e a massa de bolo;
sem fermento 3. Levar para assar em forno pré-aquecido a 180°C.
15 G Fermento químico
120 100 G Manteiga
QUINDIM CHARLOTTE
CALDA
1. Misturar o licor de laranja com leite para molhar
o biscoito.
MONTAGEM
1. Com os biscoitos champagne prontos, colocar so-
bre a lateral em um aro;
2. Forrar o fundo do aro com os biscoitos molhados
com a calda;
3. Em seguida, adicionar o mousse e intercalar com
os biscoitos até completar o conteúdo do aro;
4. Levar para a geladeira até firmar mousse.
121
Mousses
Mousses são sobremesas leves, aeradas e com consistência firme, que podem
ter inúmeras bases de sabor, como frutas, chocolates, ervas, condimentos,
bebidas alcoólicas. Muito utilizadas como recheios de tortas e outras especiali-
dades da confeitaria.
TRILOGIA DO CHOCOLATE
122
GENOISE DE CACAU E CASTANHA GLAÇAGEM
1. Colocar na batedeira com o globo os ovos e o 1. Hidratar a gelatina com a água e reservar;
açúcar refinado; 2. Em uma panela, levar ao fogo a água, o açúcar e
2. Bater em velocidade alta até a mistura dobrar a glicose;
de volume. Retirar a massa da batedeira e com a 3. Misturar todos os ingredientes, parar de mexer e
ajuda de um fouet, misturar os demais ingredientes deixar levantar fervura até atingir 103ºC;
delicadamente; 4. Retirar do fogo e misturar o leite condensado;
3. Colocar a massa em uma assadeira de 20 cm de 5. Derreter a gelatina no microondas e adicionar ao
diâmetro, untada e com papel manteiga no fundo; preparo;
4. Levar para assar em forno pré-aquecido a 180ºC; 6. Dividir a mistura ainda quente em 3 partes
5. Retirar do forno e deixe esfriar; iguais;
6. Caso seja necessário, cortar ou nivelar a genoise 7. Na primeira mistura, adicionar o chocolate
para a montagem. branco derretido com o corante branco, mexer bem
e reservar;
MOUSSE DE CHOCOLATE AO LEITE 8. Na segunda mistura, adicionar o chocolate ao
1. Hidratar a gelatina e reservar. Em um bowl, leite, misturar bem e reservar;
derreter o chocolate de 30 em 30 segundos; 9. Na terceira mistura, adicionar o chocolate
2. Misturar o creme de leite no chocolate já amargo, mexer bem e reservar;
derretido e homogeneizar bem; 10. Esperar as glaçagens atingirem 28ºC e aplicar.
3. Derreter a gelatina, acrescentar a gelatina na
ganache e incorporar bem; INSERT (RECHEIO)
4. Bater o creme de leite fresco na batedeira e 1. Colocar o aro de 20 cm numa bandeja;
agregar a ganache; 2. Colocar a genoise no fundo do aro;
5. Aplicar sobre a genoise. 3. Colocar sobre a genoise uma camada do mousse
de chocolate ao amargo e levar para congelar,
MOUSSE DE CHOCOLATE AMARGO 70% depois de congelado, adicionar a mousse de
1. Hidratar a gelatina e reservar. Em um bowl, chocolate ao leite;
derreter o chocolate de 30 em 30 segundos; 4. Congelar novamente, depois de congelado,
2. Misturar o creme de leite no chocolate já retirar do aro e reservar sob congelamento.
derretido e homogeneizar bem;
3. Derreter a gelatina, acrescentar a gelatina na MONTAGEM
ganache e incorporar bem; 1. Forrar o fundo do aro de 25 cm com um filme
4. Bater o creme de leite fresco na batedeira e plástico;
agregar a ganache; 2. Colocar a metade da mousse branca no aro;
5. Aplicar sobre a mousse de chocolate meio 3. Posicionar o insert (recheio) congelado no centro
amargo. do mousse branca;
4. Colocar o restante da mousse por cima, cobrindo
MOUSSE DE CHOCOLATE BRANCO o recheio e levar para congelar;
1. Hidratar a gelatina e reservar; 5. Depois de congelado, retirar do aro;
2. Em um bowl, derreter o chocolate branco no 6. Aplicar a glaçagem sobre a trilogia;
microondas de 30 em 30 segundos; 7. Decorar com fitas de chocolate.
3. Misturar o creme de leite uht no chocolate já
derretido e fazer uma ganache; FITA DE CHOCOLATE
4. Derreter a gelatina e agregar no chocolate; 1. Derreter e temperar o chocolate meio amargo e
5. Bater o creme de leite fresco e adicionar a ganache; aplicar sobre a fita de acetato.
6. Reservar para a montagem.
123
MOUSSE DE MARACUJÁ TIRAMISÙ
124
CHEESECAKE CHEESECAKE ASSADA
30 G Manteiga Massa
75 G Biscoito maizena 150 G Biscoito maizena
150 G Cream cheese 50 G Manteiga sem sal
60 G Açúcar refinado
35 ML Água Recheio
5G Gelatina em pó 25 G Creme de leite fresco
250 ML Creme de leite fresco 625 G Cream cheese
150 G Açúcar refinado
Calda 3 UND Ovos
Q.B Geleia de frutas 2 UND Gemas
5G Pasta de baunilha
1. Processar o biscoito com a manteiga derretida. De- 23 G Farinha de trigo
pois de processado, colocar a mistura no fundo de
uma forma com fundo removível, espalhar e pressio- Calda
nar no fundo forma, forrando bem. Reservar; 250 G Frutas vermelhas
2. Para o creme, hidratar a gelatina sem sabor, 125 G Açúcar cristal
aquecendo no microondas por 20 segundos. Em se- 20 ML Limão
guida na batedeira, colocar o cream cheese, o açú-
car e bater até misturar, adicione o creme de leite e 1. Triturar o biscoito e adicionar a manteiga derretida,
por último a gelatina derretida; em seguida aplicar numa forma redonda de 18 cm;
3. Depois verter o creme em cima da base de biscoi- 2. Na batedeira com a raquete, bater o creme de lei-
to. Deixar gelar até firmar, por aproximadamente 3 te e o cream cheese em velocidade lenta. Adicionar
horas; o açúcar e continuar batendo, adicionar os ovos e as
4. Para a geleia: Coloque a polpa de frutas e o açú- gemas. Adicionar por último a farinha de trigo;
car cristal em uma panela, levar ao fogo baixo. Dei- 3. Assar por 15 minutos a 200°C, abrir o forno e dei-
xar cozinhar até o ponto de geleia. xar a temperatura baixar para 100°C e assar por
mais 1 hora em média;
MONTAGEM 4. Deixar esfriar lentamente e depois levar a gela-
1. Retirar a cheesecake da forma removível e colo- deira por 12 horas no mínimo;
car a geleia fria por cima da cheesecake. 5. Para a geleia, adicionar o açúcar as frutas con-
geladas na panela e levar ao fogo baixo, mexendo
sempre;
6. Quando atingir o ponto desejado, reservar para
utilização na decoração da torta.
125
PETIT GÂTEAU CREME BRULEÉ
VARIAÇÕES:
• Grand gâteau: Assar a massa em ramequins, depois
de assado, servir com um picolé e calda de chocolate.
126
MIL FOLHAS MACARRON
127
15. MASSAS DE BOMBAS, CAROLINAS E PROFITEROLES
Massas de dupla cocção
PÂTE À CHOUX: É uma das massas mais antigas que se conhece. A pâte à choux
pertence a um grupo de massas chamadas de dupla cocção, porque é submetida
a uma primeira cocção no fogo e a segunda no forno. A pâte à choux ou massa
choux, é conhecida como massa bomba, porque se utiliza para fazer bombas de
creme (ou profiteroles). Também se fabricam torres de profiteroles chamadas de
“Croquem-Bouches” formadas por profiteroles e/ou éclairs unidos com caramelo
ganhando formas e alturas variadas.
MASSA DE CHURROS: A técnica consiste em fazer uma “massa” com água ou leite,
farinha, sal, açúcar e manteiga. Depois, fora do forno, acrescentam-se os ovos.
Com auxílio de um saco de confeiteiro, despeja-se a massa sobre as placas e
leva-se ao forno para que aumente de volume, e ao inflar crie-se o oco caracte-
rístico dessa massa.
128
Por que cresce o pâte à choux no forno? Durante a primeira parte da formação, con-
seguimos transformar o amido da farinha numa massa espessa. Depois o fazemos
mais leve ao colocar os ovos. A massa contém, então, grandes quantidades de água,
leite e ovos. Quando entra no forno, o calor vai transformar a água ou leite em vapor.
Os ovos vão coagular simultaneamente e formar uma casca impermeável que reterá
o vapor de água. Esse vapor tentará escapar fazendo pressão, provocando o inchaço
das peças. Passados uns minutos, o vapor perfura a massa e foge, mas nesse mo-
mento os ovos coagulam por completo e a forma da massa fica fixa, tomando seu
aspecto definitivo. Por isso encontramos num profiterole, partes da casca muito lisas
e algumas rachaduras, pelas quais o vapor escapou.
As peças de massa cozida devem ser congeladas ainda mornas para que mantenham
a umidade em seu interior. Essa maneira de conservação permite fazer e assar a pâte
à choux de forma programada e dispor sempre de peças para serem recheadas.
PATÉ A CHOUX
1. Aquecer a água em uma panela, abaixar o fogo e 1. Misturar os ingredientes secos, adicionando aos
acrescentar a manteiga e o açúcar, mexer bem até poucos os ingredientes líquidos;
derreter a manteiga; 2. Bater a massa até atingir o ponto de véu (a mas-
2. Acrescentar a farinha de trigo e mexer bem, até sa deve estar bem elástica pelo desenvolvimento da
desprender do fundo da panela; rede de glúten, ao ser esticada, a massa não deve
3. Retirar do fogo e levar a batedeira, acrescentan- rasgar com facilidade);
do os ovos aos poucos, mexer bem até incorporar a 3. Levar a massa para a mesa e cortar em pedaços
massa; de 40 g, bolear e colocar em assadeiras para fer-
4. Colocar em um saco de confeitar com bico; mentar até dobrar de volume;
5. Aquecer o óleo, fazer tiras e fritar; 4. Fritar em óleo a 150°C até dourar;
6. Passar na mistura de açúcar com canela; 5. Cortar o sonho na horizontal e rechear com cre-
7. Servir com doce de leite. me de confeiteiro;
6. Polvilhar com o açúcar de confeiteiro peneirado
sobre o sonho.
VARIAÇÕES:
• Rosca de canela (Adicionar açúcar e canela);
• Donuts (Adicionar chocolate branco ou ao leite, creme
de leite, granulados, corantes e etc).
130