américa espanhola: deuses ou homens?
: inicialmente, muitos
minas de prata indígenas viam os conquistadores como
o potosí deuses, devido à sua tecnologia, vestimentas e
localização: atual bolívia, situada na cordilheira a maneira como se apresentavam.
dos andes. desilusão e resistência: com o tempo,
importância: potosí se tornou um dos maiores perceberam a exploração e a intenção de
centros de extração de prata do mundo durante domínio, o que levou a resistência e revoltas,
o século xvi. como a revolta de túpac amaru ii.
consequências: a riqueza gerada pela prata o relação com a música "índios" - legião urbana
levou ao enriquecimento da coroa espanhola, temas centrais: a música aborda a busca por
mas resultou também na exploração intensa de identidade, a luta contra a opressão e a
indígenas, que eram forçados a trabalhar nas necessidade de reconhecimento cultural.
minas em condições desumanas. conexão com a história: assim como os
o lima indígenas lutaram para preservar sua cultura e
função: capital do vicerreinado do peru, dignidade, a letra da música reflete um
servindo como centro administrativo e chamado à consciência sobre a opressão
comercial. histórica e a valorização das raízes culturais.
papel econômico: era o principal ponto de brasil colônia:
escoamento da prata extraída de potosí, com capitanias hereditárias
grande influência no comércio transatlântico. o concentração fundiária
exploração indígena desigualdade: as capitanias hereditárias
o mita resultaram na concentração de terras nas mãos
origem: o sistema de mita foi originalmente de poucos donatários, criando uma grande
uma prática indígena, em que a comunidade se desigualdade social. essa distribuição desigual
organizava para fornecer mão de obra para de terras limitou o acesso à propriedade para a
projetos coletivos, como a agricultura. maioria da população.
implementação pelos espanhóis: os espanhóis consequências: muitas pessoas, especialmente
adaptaram a mita para forçar os indígenas a indígenas e mestiços, ficaram sem terras. a
trabalhar nas minas, com escolhas feitas por classe trabalhadora era composta por
sorteio. camponeses sem acesso à propriedade,
condições: os indígenas que eram selecionados aumentando a dependência econômica dos
recebiam alimentação e algum pagamento, mas latifundiários.
as condições de trabalho eram extremamente o funções dos donatários
duras e muitos não sobreviveram à exploração. sesmarias: os donatários tinham o direito de
o encomienda conceder terras (sesmarias) a colonos,
criação: este sistema foi estabelecido pelos incentivando a agricultura e a ocupação do
espanhóis como uma forma de controle sobre território. essa prática era essencial para a
a população indígena. formação de uma economia colonial baseada
funcionamento: os colonizadores recebiam na agricultura.
direitos sobre grupos indígenas, podendo exigir formação de vilas: além de distribuir terras, os
trabalho e tributos em troca de proteção e donatários eram responsáveis pela fundação de
evangelização. vilas, promovendo a urbanização e a
consequências: resultou em abusos, trabalho organização social das colônias. as vilas
forçado e desmantelamento da cultura serviam como centros de administração,
indígena, pois os colonizadores comércio e convivência.
frequentemente ignoravam as tradições locais. impostos: os donatários eram encarregados de
choque cultural arrecadar impostos e garantir a ordem pública
o percepção inicial dos indígenas em suas capitanias. a arrecadação de tributos
era crucial para o sustento do governo colonial europa e outras regiões. essa dinâmica de
e para a manutenção de suas funções. exportação contribuiu para o crescimento
o carta de doação e foral econômico de portugal, mas também
carta de doação: este documento formalizava a perpetuou a exploração social e a
concessão de terras aos donatários, definindo desigualdade.
os limites e direitos sobre as capitanias. era um o expulsão dos holandeses
reconhecimento legal da propriedade e das contexto: durante o século xvii, os holandeses
obrigações dos donatários. conquistaram partes do nordeste brasileiro,
foral: estabelecia os direitos e deveres dos estabelecendo um regime de produção de
donatários e colonos, incluindo obrigações açúcar que competia com o monopólio
fiscais, responsabilidades na defesa das terras português.
e normas para o funcionamento da sociedade consequências: a expulsão dos holandeses
local. o foral era fundamental para a levou à transferência do foco econômico para a
organização da vida colonial. mineração, especialmente em busca de ouro, já
açúcar que o mercado de açúcar começou a
o modelo de plantation (leme) enfraquecer devido à concorrência no caribe e
características: o modelo de plantation se à crescente demanda por metais preciosos.
baseava na monocultura da cana-de-açúcar, guerra justa
com grandes propriedades agrícolas que o justificativas
utilizavam mão de obra escrava. esse sistema aprisionamento: os colonizadores
era altamente lucrativo, mas também resultava argumentavam que a guerra contra os
em uma estrutura econômica dependente do indígenas era justificada pelo "aprisionamento"
trabalho forçado. e pela necessidade de civilizar os nativos,
estrutura social: as plantations eram muitas vezes utilizando essa retórica como
organizadas em grandes latifúndios, onde a pretexto para a dominação.
elite econômica controlava a produção e os escravização dos indígenas: a exploração do
lucros, enquanto os escravizados enfrentavam trabalho indígena era vista como uma forma de
condições de vida severas e desumanas. garantir a prosperidade da colônia, levando à
o é caracterizado pela sigla leme, que representa: implementação de práticas que resultaram na
latifúndio: a estrutura da produção era baseada escravização de muitos povos nativos.
na concentração de grandes propriedades o índios amigos x gentios bravos
rurais, chamadas de latifúndios, que pertenciam classificação dos indígenas: os colonizadores
a poucos proprietários, os senhores de dividiram os indígenas em "índios amigos", que
engenho. essa concentração de terras permitiu colaboravam com os colonizadores, e "gentios
uma produção em larga escala e o controle bravos", que resistiam à dominação, o que
sobre as economias locais. ajudou a justificar a violência e a exploração.
escravidão: a dependência do trabalho escravo o expansão da fé
foi uma característica central desse modelo. catequese: a catequese era promovida como
milhares de africanos foram trazidos para uma forma de trazer os indígenas à fé cristã,
trabalhar nas plantações, enfrentando mas muitas vezes encobria a exploração
condições de vida extremas e desumanas. a econômica e a busca por controle territorial.
mão de obra escrava era considerada essencial igreja e exploração: embora a igreja católica se
para a viabilidade econômica do sistema. opusesse à escravidão em algumas
monocultura: as plantações eram dedicadas circunstâncias, frequentemente ela não
quase exclusivamente à cana-de-açúcar, o que questionava a exploração dos indígenas,
significa que a agricultura se baseava em um buscando lucro com a conversão e a
único produto. essa monocultura tornava a arrecadação de dízimos.
economia vulnerável a crises, como quedas de recusa à conversão: muitos indígenas resistiram
demanda ou pragas que afetassem a cana. à conversão forçada, levando a conflitos e à
exportação: a produção de açúcar era voltada necessidade de um novo entendimento entre
principalmente para o mercado externo, com a colonizadores e nativos.
maior parte do produto exportada para a o antropofagia
símbolo de resistência: a antropofagia, no
contexto colonial, simbolizava a resistência
cultural dos indígenas, representando a luta
pela preservação de suas tradições e a negação
da dominação europeia.
o quebra de pactos
relações rompidas: o descumprimento de
acordos entre colonizadores e indígenas gerou
desconfiança e revoltas, contribuindo para um
ciclo de violência e resistência.
o hostilidades com vassalos portugueses
conflitos internos: a luta pela terra e pela
autonomia levou a rivalidades entre diferentes
grupos indígenas e colonizadores, complicando
a dinâmica social e política da colônia.
revoltas regenciais
o vila rica (felipe dos santos)
casa de fundição: vila rica era um centro
minerador essencial, onde o ouro extraído era
fundido e tributado, gerando riqueza para a
coroa e tensões locais.
esquartejamento de felipe dos santos: felipe
dos santos liderou uma revolta contra a
exploração e a alta carga tributária. sua captura
e execução foram um símbolo da repressão
colonial e da insatisfação popular.
o emboabas
conflito pelo controle das minas: os emboabas
eram forasteiros que disputaram o controle das
minas com os bandeirantes, que chegaram
primeiro. essa rivalidade culminou em conflitos
violentos pelo acesso às riquezas minerais.
consequências: a guerra resultou na vitória dos
emboabas, alterando o equilíbrio de poder na
região e marcando a luta pelo controle
econômico.
o mascates
conflito entre olinda e recife: a rivalidade entre
essas duas cidades se intensificou,
especialmente com a chegada de maurício de
nassau, que promoveu o desenvolvimento de
recife em detrimento de olinda.
conflito de interesses: a luta entre senhores
feudais endividados e comerciantes
emergentes, que acumulavam riqueza, resultou
em tensões sociais e políticas, refletindo a
transformação econômica do período colonial.
bons estudos!
@bella_borges44