• VENEZUELA
Venezuela, oficialmente República Bolivariana da Venezuela, é um país da
América localizado na parte norte da América do Sul, constituído por uma
parte continental e um grande número de pequenas ilhas no Mar do
Caribe, cuja capital e maior aglomeração urbana é a cidade de Caracas.
O território venezuelano foi um dos primeiros habitados pelo homem na
América do Sul, possivelmente há cerca de 15 mil anos. No entanto, não
há registros de que as terras que hoje pertencem à Venezuela tenham
sido palco de uma grande civilização pré-colombiana, como ocorreu em
outros países andinos e da América Central. Antes da chegada dos
europeus no século XVI, a região era habitada, em sua maior parte, por
tribos que viviam do extrativismo, da caça e da pesca e que não possuíam
uma organização social complexa. Os indígenas venezuelanos se
concentravam em maior número no litoral marítimo e nas margens dos
principais afluentes do Orinoco. No primeiro milênio da era cristã, o litoral
do mar do Caribe foi povoado por pacíficos índios aruaques,
progressivamente deslocados pelos ferozes caraíbas. Tribos nômades
viviam nos llanos, no sistema Parima e na Amazônia.
*economia*
As principais indústrias da Venezuela são: refinamento de petróleo (para
consumo interno e para exportação), siderúrgicas, metalúrgicas, químicas
e de alimentos. Na mineração, podemos destacar a extração de petróleo,
gás natural, carvão mineral, bauxita (de onde se produz o alumínio), ouro
e minério de ferro. Os principais produtos agrícolas são: cana-de-açúcar,
banana, abacaxi, milho, laranja, arroz e mandioca. Na pecuária se
destacam as criações de bovinos, suínos, caprinos e aves.
Em 2007, a República Bolivariana de Venezuela (cuja moeda é o Bolívar
Fuerte) apresentou o maior o maior crescimento do PIB da América Latina
(8,4%) e uma inflação anual de 22,5%. A economia venezuelana permitiu à
população daquele país uma renda per capita de 8.125 dólares e o salário
mínimo é de 286 dólares (um dos mais altos da América Latina).
Tomando a última década como intervalo, é possível dizer sem receio que
a economia da Venezuela está afundando. Hoje, o país presidido por
Nicolás Maduro, em governo ditatorial apoiado por Lula (PT), já pode ser
considerado o mais pobre das Américas.
Ao fim de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do venezuelano
estava em US$ 1.685, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Este indicador mede a riqueza média produzida por cada cidadão do país
em um período específico.
Este é o menor patamar sobre riqueza individual do cidadão entre todas
as nações das Américas, incluindo o Haiti, que fechou o último ano US$
1.765. Dez anos antes, em 2011, o PIB per capita da Venezuela era
superior a US$ 12 mil.
O declínio da economia venezuelana também foi registrado no PIB geral
do país. Em 2011, o indicador atingiu o seu pico da última década, na faixa
de US$ 353 bilhões. Em 2020, caiu para US$ 47 bilhões, uma redução de
mais de 86% no período.
A Venezuela enfrenta a hiperinflação desde 2017. De acordo com o FMI, a
economia local amargou aumento de 2.700% somente em 2021. O ápice
aconteceu anos antes, em 2018, na casa de 136.000%.
Enquanto em 2012 o salário mínimo venezuelano estava na casa de US$
200 por mês, em maio de 2020 o indicador já havia despencado para US$
2,30 mensais.
Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a
Venezuela não vem conseguindo tirar proveito da alta da commodity em
2022. Apostando em um conjunto de práticas que a esquerda
internacional defende, como controle de preços e estatização de
empresas, o país de Maduro não consegue se recuperar.
• Hugo Chavez
Hugo Rafael Chávez Frias nasceu em 28 de julho de 1954, em uma cidade
chamada Sabaneta, que fica localizada na província de Barinas, Venezuela.
Seus pais, Hugo de los Reyes Chávez e Elena Frías, eram professores
primários. Membro de uma família humilde, durante sua juventude,
Chávez viu na vida militar uma opção de carreira.
Hugo Chávez foi presidente da Venezuela entre 1999 e 2013 e teve um
governo muito controverso, que ficou marcado pelo populismo e por
enfraquecer a democracia venezuelana. Ele desenvolveu um regime
político que designou de “bolivarianismo”. Ficou popular na política
venezuelana após participar de uma tentativa frustrada de golpe contra o
presidente Carlos Pérez, em 1992. Foi eleito presidente, em 1998, e esteve
à frente do país até falecer vítima de um câncer.
□ Participação de Chávez no golpe militar de 1992
Na década de 1980, Hugo Chávez e vários outros militares venezuelanos
eram adeptos de ideais revolucionários. Essa adesão de militares da
Venezuela a ideais da esquerda foi resultado de um programa de
formação teórica, pelo qual os militares desse país passaram desde a
década de 1970.
No caso de Chávez, ele e outros companheiros resolveram fundar o
Movimento Bolivariano Revolucionário 200, grupo muito conhecido pela
sigla MBR-200. Esse grupo inspirava-se na figura de Simón Bolívar, um
personagem muito importante na história da Venezuela. Outros nomes da
história venezuelana que inspiravam o MBR-200 eram: Ezequiel Zamora e
Simón Rodríguez.
• Nicolas Maduro
Nicolás Maduro Moros (Caracas, 23 de novembro de 1962) é um político
venezuelano e atual presidente da República Bolivariana da Venezuela.
Como vice-presidente, assumiu interinamente a presidência da República
em 2012, logo após a vitória eleitoral de Hugo Chávez, em razão da grave
enfermidade do presidente eleito. Chávez faleceu em 5 de março de 2013,
e novas eleições foram convocadas. Em 14 de abril de 2013, Maduro foi
eleito 57.º presidente da Venezuela, para cumprir um mandato integral.
Acabou reeleito em 2018, num pleito controverso e não reconhecido pela
oposição e pela comunidade internacional, com muitos países e órgãos
supranacionais não admitindo mais sua legitimidade como presidente.
Maduro havia servido anteriormente como Ministro dos Negócios
Estrangeiros de 2006 a [Link] governa a Venezuela por decreto,
com poderes especiais, desde novembro de 2013. Sua presidência foi
marcada pelo declínio socioeconômico venezuelano, com acentuado
crescimento da pobreza, inflação, criminalidade e fome; seus críticos
dizem que a crise que o país enfrentou na década de 2010 é resultado
direto das políticas de Chávez e Maduro, e a oposição constantemente
taxa o presidente de ditador. Maduro, por outro lado, culpa a especulação
e uma "guerra econômica" imposta à nação pelos seus oponentes,
internos e externos. A escassez de produtos de subsistência na Venezuela
e uma queda considerável no índice de qualidade de vida no país, resultou
numa série de protestos populares a partir de 2014 que foram
aumentando de intensidade com o tempo, instigando uma resposta
violenta das forças de segurança do governo, causando dezenas de
mortes, ajudando ap puxar ainda mais para baixo a popularidade de
Maduro. Essa impopularidade levou a oposição a vencer as eleições
parlamentares de 2015 e dominar a Assembleia Nacional, porém Maduro
conseguiu contornar a autoridade do legislativo e manter seu poder total
através da Suprema Corte e os Tribunais Eleitorais, junto com outros
corpos políticos, todos dominados por seus apoiadores, contando também
com apoio dos [Link] 2017, o presidente conclamou uma
constituinte, não sancionada ou apoiada pelo parlamento, enchendo-a
com seus partidários, efetivamente removendo os poderes da Assembleia
Nacional (dominada pela oposição). Esses movimentos antidemocráticos
levaram a condenações dentro e fora da Venezuela, com várias nações
(como os Estados Unidos) impondo sanções contra o país
Em maio de 2018, foi reeleito para um mandato de seis anos em uma
polêmica eleição, não reconhecida pela oposição, pela Organização dos
Estados Americanos e União Europeia, além de países como Estados
Unidos e [Link] janeiro de 2019, Maduro foi empossado para um
segundo mandato. Isso acabou gerando uma grave crise política interna,
com a Assembleia Nacional não reconhecendo a posse do presidente e
várias nações do mundo removendo seus embaixadores de Caracas, como
protesto. Para a oposição, Nicolás Maduro estava, efetivamente,
transformando a Venezuela numa ditadura sob seu comando.
• crise econômica
Desde meados de 2013, a Venezuela arrasta-se em uma crise que piora a
cada dia. Atualmente, o país encontra-se em uma encruzilhada,
enfrentando uma crise política em razão da disputa
entre Nicolás Maduro (e seu partido — Partido Socialista Unido da
Venezuela) e a oposição venezuelana, que denuncia os abusos de poder
cometidos pelo presidente. Além disso, existem a crise econômica, a crise
humanitária e ainda o risco de uma intervenção liderada pelos Estados
Unidos.
Uma compreensão do que ocorre na Venezuela só é possível por meio de
uma breve análise sobre o chavismo nesse país. A ascensão política
de Hugo Chávez na Venezuela aconteceu na década de 1990. Chávez era
um paraquedista do exército venezuelano e envolveu-se em uma tentativa
de golpe contra o então presidente Carlos Pérez no ano de 1992.
Chávez era membro do Movimento Bolivariano Revolucionário 200, um
movimento de esquerda que visava à tomada do poder no país. O golpe
fracassou, Chávez foi preso, mas tornou-se uma figura extremamente
popular no país e foi libertado pelo presidente seguinte da Venezuela,
Rafael Caldeir Chávez saiu da prisão e lançou-se à candidatura
presidencial, com um discurso de ataque aos políticos do país e
prometendo refazer a democracia venezuelana. Afirmava buscar a
realização de maior justiça social por meio do principal produto do país,
o petróleo. Hugo Chávez venceu a eleição em 1998 e iniciou um longo
processo no poder, que se estendeu por catorze anos. Nesse período,
Chávez venceu quatro eleições (1998, 2000, 2006 e 2012).
Durante os catorze anos no poder, Hugo Chávez promoveu uma ampla
distribuição de renda no país. Conseguiu aumentar o Produto Interno
Bruto (PIB) da Venezuela, diminuiu sensivelmente o número de pobres do
país, reduziu a mortalidade infantil etc. O chavismo, porém, contribuiu
abertamente para a corrosão da democracia venezuelana.
Chávez aparelhou o Supremo Tribunal do país ao aumentar o número de
juízes de 20 para 32. Os 12 novos juízes eram adeptos do chavismo.
Durante seu governo, Hugo Chávez também promoveu a perseguição de
opositores e procurou, por meio de pequenas reformas, perpetuar-se no
poder.
As contradições do chavismo criaram uma situação na qual muitos
tornaram-se defensores convictos do governo, porque as ações de
distribuição de renda e de combate à pobreza beneficiaram essas pessoas.
Por outro lado, as ações do governo criaram uma oposição, que atuou de
maneira radicalizada, inclusive tentando retirar Chávez do poder à força,
como ocorreu em 2002.
• crise política
Só é possível entender as raízes da crise venezuelana se realizarmos uma
breve retrospectiva da história do chavismo no país. A ascensão de Chávez
como figura política deu-se durante a década de 1990. Hugo Chávez era
paraquedista do exército venezuelano e membro do Movimento
Bolivariano Revolucionário 200, o MBR-200.
O MBR-200 era um grupo revolucionário de esquerda que tinha como
grande objetivo a tomada de poder na Venezuela. Chávez e os membros
desse grupo organizaram um golpe contra a presidência do país, em 1992.
Na ocasião, o presidente era Carlos Pérez, e o golpe, que contou com a
participação de Chávez, fracassou. Ele, assim como outros participantes,
foi preso.
Em 1994, Chávez foi anistiado pelo então presidente Rafael Caldeira e
resolveu empreitar a carreira política. Em 1998, Chávez lançou-se como
candidato à presidência da Venezuela e, durante sua campanha eleitoral,
defendeu a necessidade de promover mais justiça social na Venezuela por
meio do principal produto da economia do país, o petróleo.
Chávez venceu a eleição de 1998 e, no ano seguinte, assumiu a
presidência do país, por 14 anos. Ao longo desse período, Chávez venceu
eleições em 2000, 2006 e 2012, além da vitória que aconteceu em 1998.
Durante seu governo, Hugo Chávez realizou um amplo processo de
distribuição de renda na Venezuela. Além disso, o Produto Interno Bruto
(PIB) do país aumentou, o número de pobres no país caiu, e a mortalidade
infantil também foi reduzida. Apesar de ter tido sucesso na distribuição de
renda, o governo chavista contribuiu para o enfraquecimento da
democracia no país.
Entre as ações realizadas por Chávez que contribuíram para o
enfraquecimento da democracia venezuelana, está o aparelhamento do
Supremo Tribunal, que aconteceu quando o então presidente aumentou o
número de juízes, de 20 para 32, e nomeou 12 deles, os quais eram
defensores do seu modo de governo. Além disso, Chávez perseguiu
opositores e procurou, por meio de reformas na Constituição, perpetuar-
se no poder.
As contradições do governo de Hugo Chávez criaram uma forte divisão na
Venezuela, uma vez que, por meio das ações de distribuição de renda, seu
governo conseguiu conquistar uma massa de pessoas que fornecia forte
apoio. Apesar disso, o governo de Chávez também criou uma oposição
bastante radicalizada, que não tinha pudores em usar a força, como
aconteceu em 2002, para retirá-lo do poder.
Depois que Chávez faleceu, em 2013, o país passou a ser governado
provisoriamente pelo vice, Nicolás Maduro. Em 2013, este foi escolhido
oficialmente presidente do país, após vencer eleição realizada naquele
ano. Desde que Maduro assumiu, a situação da economia e da política
venezuelanas agravou-se consideravelmente
*crise migratória venezuelana no Brasil*
Com o agravamento da crise econômica e social na Venezuela, o fluxo de
cidadãos venezuelanos para o Brasil cresceu maciçamente nos últimos
anos. Entre 2015 e maio de 2019, o Brasil registrou mais de 178 mil
solicitações de refúgio e de residência temporária. A maioria dos
migrantes entra no País pela fronteira norte do Brasil, no Estado de
Roraima, e se concentra nos municípios de Pacaraima e Boa Vista, capital
do Estado.
Observações de campo realizadas durante missões e compartilhadas entre
as agências apontam que o nível de vulnerabilidade dos migrantes que
entram no Brasil tem aumentado. Mais pessoas chegam ao País com
necessidades urgentes de assistência humanitária, sem acesso a comida,
saúde e outros serviços básicos e expostos a diversos tipos de violência.
Para acolher parte dessa população, 11 abrigos oficiais foram criados em
Boa Vista e dois em Pacaraima. Eles são administrados pelas Forças
Armadas e pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). Mais de 6,3 mil
pessoas, das quais 2,5 mil são crianças e adolescentes, vivem nos locais.
Estima-se que quase 32 mil venezuelanos morem em Boa Vista. Projeções
das autoridades locais e agências humanitárias apontam que 1,5 mil
venezuelanos estão em situação de rua na capital, entre eles, quase 500
têm menos de 18 anos de idade.
CURIOSIDADE:
Cultura. A cultura venezuelana trata-se de uma cultura
de três civilizações: africanos, indígenas e espanhóis. A
cultura, de um modo geral, assemelha-se à cultura da
América Latina. A gastronomia provém das tribos indígenas e
dos espanhóis, a música e as artes pictóricas dos africanos e
a língua dos espanhóis.