ESCOLA ESTADUAL PROFESSORA INÊS GERALDA DE OLIVEIRA
Rua Maria Martins, 550, Juliana, BH/MG – Tel.: 3454-2600
PROFESSOR(A): Walquíria Nunes DISCIPLINA: Clínica Médica/Cirúrgica.
EDEMA AGUDO DE PULMÃO
Definição: O Edema Agudo de Pulmão (EAP) é um aumento súbito na pressão dos capilares
pulmonares, levando ao extravasamento de líquido para os alvéolos, deixando o pulmão menos
elástico e com menos superfície de contato para troca de gases, manifestando-se por dificuldade
respiratória e sensação de afogamento. É um quadro clínico crítico, decorrente da incapacidade
do ventrículo esquerdo em bombear o sangue para válvula aórtica, causando um acúmulo de
líquido nos pulmões.
Etiologia
A principal causa de EAP é a insuficiência cardíaca, porém há algumas outras causas para o
edema agudo de pulmão, como:
• arritmias — por isso a importância do ECG logo na entrada —, e se julgar que a causa do
EAP é a arritmia, há indicação de cardioversão elétrica;
• má aderência medicamentosa;(A intoxicação por Aspirina (AAS) também pode levar a um
quadro de edema agudo do pulmão)
• infarto agudo do miocárdio;
• disfunção de prótese;
• complicações da endocardite infecciosa;
• hipertireoidismo;
• estenose de artérias renais.
Tipos de Edema Pulmonar
1. Edema Pulmonar Agudo (EPA): Surge de forma repentina e é frequentemente causado
por problemas cardíacos, como insuficiência cardíaca congestiva. Os sintomas incluem
falta de ar, tosse com expectoração espumosa e sensação de sufocamento.
2. Edema Pulmonar Crônico: Desenvolve-se lentamente ao longo do tempo e pode ser
resultado de doenças cardíacas crônicas ou outras condições que afetam a circulação
sanguínea1.
3. Edema Pulmonar de Grande Altitude: Ocorre em pessoas que sobem a grandes altitudes
rapidamente, devido à baixa pressão de oxigênio. Os sintomas incluem dificuldade
respiratória e tosse
4. Edema Pulmonar Neurogênico: Resulta de lesões no sistema nervoso central, como
traumatismos cranianos ou hemorragias cerebrais.
5. Edema Pulmonar Cardiogênico: Causado por problemas no coração, como infarto do
miocárdio ou disfunção ventricular esquerda. É o tipo mais comum de edema pulmonar.
6. Edema Pulmonar Não Cardiogênico: Resulta de outras causas que não estão
relacionadas ao coração, como infecções, inalação de toxinas ou lesões pulmonares.
Diagnóstico
O diagnóstico do EAP é essencialmente clínico. Os exames complementares devem ser utilizados
racionalmente, como subsídios e para assertividade das condutas terapêuticas adotadas. Nunca
é demais salientar a importância da documentação adequada, principalmente a radiológica, de tão
grave intercorrência na história clínica do paciente. Paralelamente ao diagnóstico e tratamento do
EAP, faz-se urgente explanarmos a etiologia do mesmo. A correta identificação do mecanismo
desencadeador aumenta as chances de sucesso na terapia.
Tratamento
• O primeiro passo no tratamento do edema pulmonar agudo é fornecer oxigênio ao paciente.
Reverter hipoxemia.
• intubar e acoplado a um ventilador mecânico pacientes graves.
• Se o paciente consegue urinar, diuréticos são administrados por via venosa (O objetivo do
tratamento é retirar água do pulmão).
• Baixar a pressão arterial para facilitar o trabalho do coração, por isso, vasodilatadores
também costumam ser usados.
• Se o paciente não urina ou não responde adequadamente aos diuréticos, a opção é a
hemodiálise de urgência, um método capaz de remover até mais de um litro de água dos
pulmões em apenas 20 a 30 minutos.
Cuidados de Enfermagem
O papel da enfermagem no tratamento do edema pulmonar agudo é de fundamental importância
para a recuperação dos indivíduos portadores. A assistência de enfermagem consiste em:
• Administrar oxigénio para evitar e prevenir hipóxia e dispnéia.
• Aspirar secreções se necessário para manter as vias aéreas permeáveis;
• Promover diminuição do retorno venoso sentando o doente à beira da cama com as
pernas pendentes,
• Posicionar em Fowler alto; para diminuir o retorno venoso e propiciar uma máxima
expansão pulmonar.
• Administrar diuréticos para promover a diurese imediata; Sondar o paciente para controlar
débito urinário;
• Vigiar sinais de hipovolemia;
• Administrar bronco dilatador;
• Avaliar sinais vitais (SSVV);
• Viabilizar acesso venoso e manutenção de via venosa pérvia com gotejamento mínimo,
evitando sobrecarga volêmica.
• Auxiliar na intubação oro traqueal, caso seja necessário e aspiração;
• Administrar medicações conforme prescrito (opiáceos, diuréticos e digitálicos);
• Manter carro de urgência próximo ao leito do paciente;
• Observar diurese e oferecer material para drenagem urinária após administração do
diurético;
• Fornecer apoio psicológico.
“A enfermagem é a arte de cuidar incondicionalmente, é cuidar de alguém como se fosse
um ente querido.” – Ana Neri