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NUTRIÇÃO E DIETÉTICA

PARA ENFERMAGEM
RIALA AVELINO E SILVA
CRN 2225
Introdução à Nutrição
➔ Conceito de Nutrição
◆ Ciência que estuda as necessidades nutricionais de diferentes tipos
de organismos, as transformações impostas aos alimentos com a
finalidade de utilizar os nutrientes neles contidos como fonte de
energia e substrato para formação de tecidos.

➔ Importância dos alimentos de qualidade

➔ Efeitos de uma alimentação inadequada


Alimentos e nutrientes

-> Alimentos são substâncias que visam promover o crescimento e a produção


de energia necessária para as diversas funções do organismo.

-> Nutrientes são substâncias presentes nos alimentos e utilizadas pelo


organismo.
Nutrientes
➔ Tipos de nutrientes:
- Reguladores:
● Vitaminas e sais minerais

- Energéticos:
● Carboidratos e Lipídeos

- Construtores:
● Proteínas
Proteínas
➔ Definição: substâncias compostas por aminoácidos, os quais são
moléculas formadas por carbono, oxigênio, nitrogênio, hidrogênio
➔ Função: formação, renovação e crescimento de tecidos orgânicos ->
construtores; anticorpos, hormônios, metabolismo celular, transporte
de substâncias. Cada g de proteína = 4kcal
➔ Fontes de proteínas:
◆ Animal: carnes, leite e derivados, ovos
◆ Vegetal: leguminosas como feijão, ervilha, grão de bico, amendoim,
soja
➔ Sintomas da carência de proteínas: fadiga, queda de cabelo, baixa
imunidade, perda de massa muscular, kwashiorkor, marasmo
Carboidratos
➔ Definição:moléculas formadas por unidades de carbono, oxigênio e
hidrogênio; também conhecidos como glicídios ou açúcares.
➔ Função: possuem função energética (cada g = 4kcal); utilizados (glicose)
pelas células para produção de ATP (energia); função estrutural por
auxiliar na composição das estruturas celulares e dos ácidos nucléicos
(DNA, RNA).
➔ Classificação:
◆ Monossacarídeos - 3 a 7 carbonos Ex: glicose.
◆ Dissacarídeos - dois monossacarídeos. Ex: maltose (glicose + glicose),
lactose (galactose + glicose), sacarose (glicose + frutose).
Carboidratos
◆ Polissacarídeos - vários monossacarídeos. Ex: amido, celulose,
glicogênio, pectina ( fibra solúvel de frutas e vegetais), quitina
(parede celular de fungos e da carapaça de insetos) e tunicina.

➔ Fontes: pães, frutas, legumes, leite, doces, alimentos integrais, cereais.


➔ Falta:fraqueza, tremores, mãos frias, nervosismo, tonturas e desmaios.
➔ Excesso: ganho de peso, resistência à insulina, diabetes mellitus.
Fibras
➔ FIBRAS: Carboidratos não digeridos pelas enzimas gástricas,
resistentes à digestão e absorção no intestino; não fornecem energia. São
classificadas em:

- Fibras solúveis: absorvem água e fluidos gastrointestinais quando entra


nos estômago e intestinos, formando um gel e aumentando a sensação de
saciedade; ajudam a reduzir os níveis de colesterol e glicemia capilar; são
especialmente benéficas em casos de diarréia porque ajudam a retardar o
trânsito intestinal. Fontes: cenoura, batata, arroz, banana, maçã sem a
casca
Fibras
- Fibras insolúveis: melhoram o trânsito intestinal pois aumentam o volume
das fezes e estimulam os movimentos peristálticos, fazendo com que o
alimento passe mais rapidamente pelo intestino. Fontes: farelo de trigo,
arroz integral, cereais integrais, pera, ameixa com casca, laranja.

Ajudam a manter o trânsito intestinal regular -> combater prisão de


ventre, prevenir hemorróidas por facilitar a eliminação das fezes,
prevenir câncer de cólon, reduzir o contato do intestino com substâncias
tóxicas por fazer com que elas passem mais rápido pelo intestino, ajudar a
emagrecer por dar maior saciedade e retardar a sensação de fome.
Lipídeos
➔ Definição: moléculas orgânicas, de natureza hidrofóbica; moléculas de
gordura.

➔ Função:
● Armazenamento de energia (1g de lipídio = 9kcal)
● Isolamento e proteção: ajuda a isolar o corpo mantendo a temperatura
corporal e protege órgãos internos contra choques mecânicos;
● Composição de membranas celulares;
● Produção de hormônios, como cortisol, testosterona e estrogênio;
● Absorção de vitaminas lipossolúveis.
Lipídeos
➔ Fontes:
◆ Animal: Ex: manteiga, creme de leite, banha de porco, toucinho, gema
de ovo, carnes gordas.
◆ Vegetal: Ex: óleos extraídos do milho, soja, semente de girassol, coco,
nozes, abacate, etc.

➔ Carência:falta de proteção térmica, problemas hormonais, fraqueza.

➔ Excesso: aterosclerose, obesidade, inflamação, etc.


Lipídeos

-> Podem ser classificados em 3 categorias principais:


● Triglicerídeos: principal forma de armazenamento de energia no corpo.
● Fosfolipídios: principal componente das membranas celulares;
essenciais para integridade e funcionalidade das células.
● Esteróis: colesterol e derivados. Colesterol é vital para formação de
hormônios, vitamina D e ácidos biliares (importantes na digestão e
absorção de gorduras no intestino).
Lipídeos
➔ Fontes:

◆ Animal: Ex: manteiga, creme de leite, banha de porco, toucinho, gema


de ovo, carnes gordas.
◆ Vegetal: Ex: óleos extraídos do milho, soja, semente de girassol, coco,
nozes, abacate, etc.

➔ Carência:falta de proteção térmica, problemas hormonais, fraqueza,


prejuízo na absorção de vitaminas lipossolúveis.

➔ Excesso: aterosclerose (acúmulo de lipídios nas artérias aumentando risco


de infarto e AVC; obesidade, inflamação, etc.
Vitaminas

➔ Importância: auxiliar na manutenção das funções biológicas;


antioxidantes; sistema imunológico. Importantes em pequenas quantidades
para o funcionamento normal do corpo.

➔ Classificação: hidrossolúvel e lipossolúvel


Vitaminas hidrossolúveis
-> Hidrossolúveis: Grupo de vitaminas que se dissolvem em água, o excesso é
excretado na urina ( o que reduz risco de toxicidade e aumenta o de
deficiência), não são armazenadas no corpo em grandes quantidades, precisam
ser ingeridas regularmente através da dieta.
● Vitamina C: auxilia na síntese de colágeno, melhora absorção de ferro,
fortalece o sistema imunológico e atua como antioxidante.
Deficiência: pode causar escorbuto, caracterizado por anemia, fraqueza e
problemas na pele e gengivas.
Algumas fontes: frutas cítricas (acerola, laranja, limão), goiaba, salsa,
couve, tomate, brócolis.
Vitaminas hidrossolúveis
● Vitaminas do Complexo B: importantes para o bom funcionamento do
metabolismo, levando à produção de energia necessária para o funcionamento
do organismo. Vitaminas B1 (tiamina), B2 (riboflavina), B3 (niacina), B5 (ácido
pantotênico), B6 (piridoxina), B7 (biotina).
- Cianocobalamina (B12): envolvida na formação das células sanguíneas e
manutenção do sistema nervoso. Deficiência: anemia perniciosa que leva a
fraqueza, desânimo e fadiga. Estomatite (aftas), sensação de ardência na
língua, formigamento, fraqueza nas pernas, câimbras,depressão.
- Ácido fólico (B9): essencial para síntese de DNA e desenvolvimento celular,
especialmente importante durante a gravidez
Vitaminas lipossolúveis
-> Lipossolúveis: grupo de vitaminas que se dissolvem em gordura e são absorvidas
juntamente com os lipídios da dieta. Podem ser armazenadas no fígado e no
tecido adiposo, permitindo que o corpo mantenha reservas dessas vitaminas.
ADEK
● A (retinol): essencial para a visão, especialmente para a adaptação à luz baixa
(visão noturna); importante para o crescimento e o desenvolvimento celular,
para manutenção da saúde da pele e das mucosas e para fortalecimento do
sistema imunológico. Fontes: vegetais de folha verde escura (couve,
espinafre), vegetais de cor laranja e amarelo (cenoura e abóbora), ovos,
fígado de animais, leite e derivados.
Vitaminas lipossolúveis
● D (calciferol): regula absorção de cálcio e fósforo, sendo fundamental para
saúde óssea, auxilia no funcionamento adequado do sistema imunológico e na
prevenção de doenças crônicas. Contato direto com a luz solar é primordial
para formação de cerca de 80%. Fontes alimentares: sardinha, , atum,
salmão, gema de ovo, cogumelos, leite integral.
● E: importante antioxidante, contribui para a saúde da pele e cabelos, auxilia
na função imunológica, prevenção de doenças cardiovasculares. Fontes: óleos
vegetais, nozes e sementes, abacate, germe de trigo, , vegetais de folhas
verdes escuras.
● K: essencial para a coagulação sanguínea, evitando hemorragias; importante
para a saúde óssea já que estimula a fixação de cálcio nos ossos,
fortalecendo-os e prevenindo osteoporose. Fontes: vegetais de folhas verdes
escuras
Sais Minerais
● Cálcio: formação e manutenção de ossos e dentes, contração muscular,
coagulação do sangue, transmissão de impulsos nervosos, função
enzimática, equilíbrio ácido-base. Fontes alimentares: laticínios, vegetais
de folhas verdes, sardinha, leguminosas, nozes e sementes, alimentos
fortificados.
● Ferro: transporte de oxigênio (componente fundamental da hemoglobina,
proteína presente nas células vermelhas do sangue que transporte
oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo e traz o CO2 de volta para
os pulmões para ser exalado); armazenamento de oxigênio nos músculos
por fazer parte da proteína mioglobina; produção de energia, produção de
energia, síntese de DNA, função imunológica, metabolismo.
Sais Minerais
● Fontes alimentares: ferro heme (mais facilmente absorvido pelo corpo) ->
carnes vermelhas, aves, peixes e frutos do mar, fígado e outras vísceras;
ferro não heme: leguminosas, vegetais de folhas verdes escuras, cereais
integrais, frutas secas, sementes de abóbora e gergelim, amêndoas e
castanhas.
Para melhor absorção do ferro é útil consumir esses alimentos e ingerir o
suplemento com fontes de vitamina C ( como frutas cítricas, pimentões ou
tomates).
● Zinco: importante para o sistema imunológico, cicatrização de feridas,
síntese de DNA e proteínas desenvolvimento e crescimento, função
enzimática, função cognitiva ( importante para função neurológica, podendo
influenciar o humor, a memória e o aprendizado), manutenção dos sentidos de
Sais Minerais
● paladar e olfato. Fontes de origem animal: carnes vermelhas, frutos do
mar, aves, fígado e outras vísceras, ovos, laticínios; fontes de origem
vegetal: leguminosas, sementes, nozes e castanhas, cereais integrais,
vegetais verdes.
● Fósforo: segundo mineral mais abundante no organismo depois do cálcio.
Importante para formação de ossos e dentes, atua em conjunto com o
cálcio para garantir estrutura e força deles, produção de energia já que
é parte integrante do ATP, manutenção do pH corporal, síntese de DNA
e RNA, metabolismo de nutrientes, regulação de funções biológicas.
Fontes: carnes, peixes e frutos do mar, ovos laticínios, fígado e outras
vísceras, leguminosas (feijão, grão-de-bico, nozes e sementes, cereais
integrais (aveia, arroz integral, quinoa), produtos de soja, batats e
ervilhas, passas, damasco.
Sais Minerais
● Sódio: equilíbrio de fluidos dentro e fora das células garantindo
que o corpo mantenha a quantidade adequada de água para o
funcionamento celular adequado, função nervosa e muscular sendo
crucial para a contração muscular e para condução de impulsos
nervosos, importante na manutenção da pressão arterial, equilíbrio
ácido-base ajudando a manter o pH do sangue, absorção de
nutrientes. Fontes adicionadas : sal de cozinha, alimentos
processados, embutidos, queijos salgados, pães, bebidas
esportivas, fast food, temperos industrializados.
O consumo excessivo de sódio pode levar a problemas de saúde
como hipertensão que aumenta o risco de doenças cardíacas e
acidente vascular cerebral
Sais Minerais

● Potássio: equilíbrio de fluidos e eletrólitos, função muscular,


função nervosa facilitando a transmissão de impulsos nervosos,
controle da pressão arterial, regulação do ritmo cardíaco,
metabolismo e função enzimática. Fontes: banana, laranja, abacate,
melão e melancia, morango, abacate, batata, tomate, brócolis,
espinafre, brócolis, cenouras, abobrinha, feijão, grão-de-bico,
soja, carnes vermelhas, frango, leite e derivados.
Alimentos Diet e Light

Os termos “diet” e “light” referem-se a características específicas de


alimentos que foram modificados para atender a necessidades
dietéticas ou preferências específicas dos consumidores.
● Light: quando há uma redução mínima de 25% em algum
componente em relação ao produto original. Esse componente pode
ser calorias, açúcar, gordura, sódio, entre outros.
● Diet: alimento isento de um determinado nutriente como açúcar,
glúten ou lactose.
Alimentos Diet e Light
LIGHT DIET

COMPOSIÇÃO REDUÇÃO PARCIAL DE ALGUM ELIMINAÇÃO COMPLETA DE


NUTRIENTE UM NUTRIENTE ESPECÍFICO

PÚBLICO-ALVO QUEM BUSCA ALIMENTAÇÃO PESSOAS COM RESTRIÇÃO


MAIS LEVE ALIMENTAR DEVIDO A
CONDIÇÕES DE SAÚDE

OBJETIVO REDUÇÃO CALÓRICA OU DE ELIMINAÇÃO DE


ALGUM NUTRIENTE PARA COMPONENTES QUE PODEM
CONTROLE DE PESO E SER PREJUDICIAIS PARA
PROMOÇÃO DA SAÚDE GERAL CERTAS CONDIÇÕES DE
SAÚDE
Papel do Nutricionista
O profissional nutricionista avalia objetivamente o paciente através da
antropometria (peso, altura, circunferências corporais, dobras
cutâneas), bioimpedância, exames laboratoriais, avaliação de ingestão
alimentar (registro alimentar, recordatório 24horas, questionário de
frequência alimentar), sinais clínicos.
Avalia também informações baseadas nas percepções, sentimentos e
experiências do paciente sendo essas informações cruciais para
entender preferências alimentares, comportamentos e barreiras
emocionais e psicológicas relacionadas à alimentação. Histórico clínico
e familiar, histórico alimentar, estilo de vida, motivação e objetivos,
percepção de saúde e imagem corporal, estado emocional e psicológico.
Papel do Técnico de Enfermagem na Nutrição
➔ Auxílio na Avaliação Nutricional: observação quanto ao peso do
paciente durante a internação, presença de fraqueza, pouca
interação, urinando e/ou evacuando, etc.

➔ Monitoramento da Ingesta Alimentar: paciente apresentando


adequada aceitação da dieta ofertada? Consistência da dieta
adequada? Ingerindo água de forma adequada?

➔ Educação Nutricional
Dietas hospitalares

Em ambientes hospitalares, as dietas são planejadas para atender às


necessidades nutricionais dos pacientes com base em suas condições
de saúde, tratamentos em curso e estado nutricional, de forma a
oferecer a nutrição adequada e, ao mesmo tempo, facilitar o
tratamento e a recuperação dos pacientes.
Dietas orais

Durante o tempo de permanência hospitalar de um paciente, a nutrição


é uma etapa fundamental em seu tratamento. Para oferecer uma
assistência nutricional individualizada, as dietas orais hospitalares
variam de acordo com a doença, os sintomas, as intolerâncias, dentre
diversos outros aspectos de cada enfermo.
Inicialmente serão abordados os tipos de dieta de acordo com a
consistência das mesmas.
Dieta Livre
Dieta equilibrada, sem restrições específicas, que inclui todos os grupos
alimentares. Ofertada a pacientes que não têm necessidades dietéticas
especiais ou restrições alimentares. Essa tipo de dieta atende também aos
acompanhantes dos pacientes e também aos colaboradores.
Evita-se o uso de alimentos muito temperados ou gordurosos.
Exemplos: salada crua, farofa, bife.
Indicações: Pacientes em condições clínicas estáveis, sem restrições
alimentares específicas (como alergias), com mastigação, deglutição e
funções gastrointestinais preservadas, sem restrições quanto a consistência
dos alimentos.
Dieta Branda

Consiste em alimentos de fácil digestão e mastigação, alimentos


cozidos, macios e/ou mais fracionados. Evita-se o uso de alimentos
fibrosos.
Exemplos de alimentos ofertados: feijão batido, legumes cozidos, pão
macio, carne desfiada ou picada, ovo cozido.
Indicações: Pacientes com dificuldade de mastigação ou digestão,
como pós-operatórios, pacientes em uso de prótese dentária ou
pacientes com problemas gastrointestinais como gastrite ou diarréia.
Dieta pastosa

Dieta que possa ser mastigada e deglutida com pouco ou nenhum


esforço; composta por alimentos bem cozidos e/ou macios, na forma
de purês, cremes, papas, suflês, moídos, triturados ou desfiados.
Indicada para facilitar a digestão e prevenir aspiração ou engasgo.
Alimentos indicados: arroz pastoso, feijão batido, sopas, canjas,
purês, legumes bem cozidos, macarrão, massas bem cozidas, carne
moída/desfiada/ensopada, ovos cozidos/mexidos/pochê, omelete,
iogurte, leite, queijos cremosos, pães macios e bisnagas, biscoitos
amolecidos, frutas macias/picadas/cozidas/assadas, sucos e vitamina
de frutas, curau, mingaus, flans, gelatina.
Dieta pastosa

Indicações: pacientes com dificuldade de mastigação/deglutição,


danos neurológicos, distúrbios neuromotores, retardo mental severo,
doença esofágica, alterações anatômicas da boca ou esôfago,
insuficiência cardíaca ou respiratória grave, disfagia para sólidos e
líquidos, dentição incompleta, uso de prótese dentária, pré ou
pós-operatórios, transição de dieta líquida para branda.
Dieta Líquida Completa
Dieta bem tolerada por pacientes que não podem ingerir alimentos
sólidos, mas sem disfagia para líquidos finos. Composta por todos os
alimentos e preparações na forma líquida ou que se liquefazem à
temperatura corporal, com resíduos mínimos. Excluir a função
mastigatória, repousar o trato gastrointestinal.
Alimentos indicados: cereais, leguminosas, legumes, verduras e carnes
na forma de caldo ou sopas liquidificadas (ex: caldo de feijão); frutas
na forma de vitaminas ralas ou sucos; leite in natura ou em
preparações líquidas; sobremesas em forma líquida.
Dieta Líquida Completa

Alimentos evitados: qualquer alimento em estado sólido ou cremoso.


Indicações: grave dificuldade de mastigação/deglutição, disfagia, pré
e pós-cirúrgico (principalmente para cirurgias de cabeça e pescoço),
doenças agudas, lesões obstrutivas do TGI, preparo de exames,
ausência de dentição, risco de aspiração, fratura da mandíbula,
estreitamento esofágico, etc. A progressão para alimentos sólidos
deve se completar o mais rápido possível.
Dieta Líquida Restrita
Dieta para pacientes que não podem ingerir alimentos sólidos nem líquidos
finos, de modo a saciar a sede, promover a hidratação, repousar o TGI, evitar
a acidose metabólica, manter a função renal, diminuir a presença de resíduos
no cólon, e amenizar a sintomatologia (como náuseas e vômitos).
Características: composta por líquidos claros ou translúcidos, coados, sem
fibras, pobre em resíduos. Altamente restritiva e nutricionalmente inadequada
em todos os nutrientes e em calorias.
Alimentos indicados: caldo coado de legumes e/ou carnes, suco de frutas
coado, água de coco, isotônicos, chá de ervas ou frutas, gelatina diet.
Alimentos evitados: qualquer alimento que esteja na consistência sólida,
cremosa ou liquidificada não coada; leite, café, chás ricos em cafeína.
Dieta Líquida Restrita

Indicações: pré-preparo de exames (colonoscopia, endoscopia), pré e


pós-cirúrgico, infecções graves, diarreia aguda, vômitos frequentes,
pancreatite, transição de dieta enteral para via oral. Deve haver
precaução naqueles pacientes com disfagia ou risco de broncoaspiração.
Não deve ser utilizada por um período maior que três dias, e
recomenda-se a transição para uma dieta mais adequada assim que
tolerado.
Dietas hospitalares

Além das modificações de consistências, as dietas orais hospitalares


também podem sofrer mudanças no teor de calorias, nutrientes ou
outras condições especiais.
Em relação às calorias, a dieta pode ser hipocalórica (<20
kcal/kg/dia) ou hipercalórica (>30 kcal/kg/dia).
Dieta hipossódica

● Dieta hipossódica, também conhecida como dieta com baixo teor de sódio,
é uma estratégia alimentar usada para controlar a ingestão de sódio com o
objetivo de prevenir e tratar diversas condições de saúde relacionadas à
pressão arterial elevada e retenção de líquidos.
● Dieta importante em pacientes com hipertensão arterial, insuficiência
cardíaca, doenças renais crônicas, etc.
● Sódio importante para equilíbrio hídrico, função nervosa, contração
muscular.
● A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a ingestão diária
de sódio não exceda 2000mg, equivalente a 5 gramas de sal (2g de sódio).
Para pacientes com hipertensão a ingestão de sódio pode ser limitada a
menos de 1500mg/dia.
- Dieta hipocalêmica - Dieta reduzida na quantidade de potássio.

- Dieta hipoglicídica - Dieta reduzida na quantidade de carboidratos.


- Dieta hipolipídica - Dieta reduzida na quantidade de lipídios.
- Dieta hipoproteica ou hiperproteica - Dieta reduzida (<10%) ou
aumentada (>20%) na quantidade de proteínas.
- Dieta sem lactose - Dieta indicada para pacientes que apresentam
intolerância à lactose causada deficiência da enzima lactase e,
consequentemente, apresentam incapacidade de digerir totalmente o
açúcar (lactose) de produtos lácteos. Sintomas: cólicas abdominais,
distensão abdominal e diarréia.
- Dieta isenta de glúten: O glúten é uma proteína de origem vegetal
presente nos cereais trigo, centeio e cevada. Nesse tipo de dieta deve ser
retirado qualquer alimento que contenha esse composto.
Sensibilidade ao glúten varia desde uma doença celíaca, na qual o paciente
apresenta danos e inflamação no intestino, até alergia ou intolerância.
Sintomas: inchaço, diarréia, dor abdominal, cansaço e erupções cutânea.

- Dieta constipante ou obstipante: dieta sem resíduos, objetiva diminuir o


trânsito intestinal em quadros de diarréia.

- Dieta laxante: objetiva estimular e regularizar o funcionamento


intestinal.
Dietas hospitalares

Finalmente, as dietas para condições especiais enquadram uma alimentação


específica para cada doença (como diabetes e insuficiência renal),
intolerâncias e/ou alergias alimentares, crenças religiosas e estilo de vida
(como vegetarianismo).
Dietas hospitalares
Atualmente, no Brasil, não existe uma padronização para os diferentes tipos
de dietas orais hospitalares, o que resulta em uma grande divergência de
nomenclaturas para prescrição.

As dietas descritas aqui apresentam um panorama geral das principais dietas


encontradas nos hospitais brasileiros, mas podem não abarcar todas as
particularidades de cada unidade.

De qualquer modo, independente da dieta prescrita, o nutricionista deve evitar


restrições desnecessárias, reduzindo o risco de deficiência
energético-protéica e combatendo a desnutrição hospitalar, complicações e
mortalidade.
Dieta Enteral

A dieta enteral é uma forma de fornecer nutrientes diretamente no


trato gastrointestinal através de uma sonda, quando o paciente não
consegue ingerir alimentos de forma oral, mas ainda possui o trato
digestivo funcional.
Indicações da Dieta Enteral

- Pacientes com dificuldade de deglutir ( disfagia);


- Pacientes com doenças neurológicas (AVC, Alzheimer);
- Pacientes com câncer, doenças graves ou em recuperação de
cirurgias;
- Estados de desnutrição ou incapacidade temporária de alimentação
via oral.
Contraindicações da Dieta Enteral
- Obstrução intestinal, íleo paralítico, fístulas de alto débito ou quando o
intestino não está funcionando.
- Pancreatite aguda grave: a estimulação do trato gastrointestinal pode
exacerbar a inflamação do pâncreas.
- Durante estados de choque ou instabilidade hemodinâmica a perfusão
sanguínea para o intestino é reduzida, aumentando o risco de isquemia
(falta de oxigenação) intestinal.
- Síndrome da má absorção grave.
- Síndrome de realimentação.
Tipos de sonda utilizadas

- Sonda Nasogástrica (SNG): introduzida pelo nariz e posicionada até o


estômago. Utilizada para alimentação a curto prazo.
- Sonda Nasoenteral (SNE): introduzida pelo nariz e posicionada no
intestino delgado, utilizada quando há risco de broncoaspiração.
- Gastrostomia (Sonda Gástrica): A sonda é introduzida diretamente no
estômago através de procedimento cirúrgico.
- Jejunostomia: inserida diretamente no jejuno (parte do intestino delgado)
para casos em que o estômago não pode ser utilizado.
As duas últimas inseridas cirurgicamente em casos de necessidade de uso
por períodos prolongados.
Cuidados da enfermagem na Dieta Enteral

- Verificação da posição da sonda: Antes de cada administração de dieta,


verificar a localização correta da sonda (ex: auscultar o abdômen).
- Higiene da sonda: Manter a sonda sempre limpa, evitando infecções.
Irrigar de 4 em 4 horas com ml de água e/ou após administrar medicação.
- Monitoramento do paciente: Observar sinais de intolerância à dieta
(náuseas, vômitos, distensão abdominal).
- Controle da velocidade de infusão: A dieta deve ser administrada em
velocidade adequada para evitar desconfortos gastrointestinais.
- Posicionamento do paciente: o paciente deve ser mantido com a cabeceira
elevada a 30-45 graus durante e após a infusão para prevenir aspiração.
Tipos de Fórmulas Enterais

- Fórmulas poliméricas: São completas, contendo proteínas, carboidratos e


lipídios. Indicadas para pacientes com o sistema digestivo funcional e sem
necessidades especiais.
- Fórmulas específicas: Pacientes com doenças renais, hepáticas,
pulmonares, entre outras.
- Fórmulas oligoméricas: Pacientes com dificuldades severas de digestão e
absorção de nutrientes; apresentam nutrientes parcialmente digeridos.
Administração da Dieta Enteral

- Bolus: A dieta é administrada de uma vez por meio de seringa nos horários
específicos.
- Por gotejamento contínuo: A dieta é administrada lentamente através de
uma bomba de infusão durante um período prolongado.
Interações Medicamentosas
Alguns medicamentos podem interagir com a dieta enteral, devendo ser
administrados separadamente, e a sonda deve ser lavada antes e após a
administração de medicamentos.
Complicações comuns
- Aspiração pulmonar: ocorre quando o conteúdo gástrico é regurgitado e
entra nas vias aéreas. A monitorização adequada da sonda e o
posicionamento correto do paciente são cruciais para prevenir.
- Obstrução da sonda: pode ocorrer ao acúmulo de resíduos ou inadequada
limpeza da sonda após a administração da dieta.
- Diarréia ou constipação: é importante ajustar a fórmula e a velocidade de
infusão conforme as necessidades do paciente.
- Disbiose: o uso de fórmulas enterais pode alterar o microbioma intestinal
levando a complicações disbiose e aumento da permeabilidade intestinal.
Avaliação
Avaliação diária: a equipe de enfermagem deve monitorar a aceitação da dieta
pelo paciente observando sinais de intolerância como náuseas, vômitos e
distensão abdominal.

Avaliação Nutricional: a condição nutricional do paciente deve ser


constantemente monitorada, observando-se a perda de peso ou sinais de
desnutrição, que podem indicar a necessidade de ajuste na dieta enteral.
Monitoramento
Indicadores antropométricos: peso corporal, circunferência do braço, prega
cutânea.

Indicadores bioquímicos: níveis de albumina, proteína C reativa, eletrólitos.

Hemodinâmica e estado de hidratação: o volume de infusão precisa ser


ajustado de acordo com o balanço hídrico do paciente, especialmente em
condições de insuficiência cardíaca ou renal.
Aspectos éticos e legais
- É necessário obter o consentimento do paciente ou da família para a
realização da nutrição enteral.
- O técnico de enfermagem deve seguir os protocolos estabelecidos pela
instituição e reportar complicações imediatamente ao enfermeiro
responsável.
Papel da enfermagem

- É necessário obter o consentimento do paciente ou da família para a


realização da nutrição enteral.
- O técnico de enfermagem deve seguir os protocolos estabelecidos pela
instituição e reportar complicações imediatamente ao enfermeiro
responsável.
Papel da enfermagem
A equipe de enfermagem desempenha um papel essencial no manejo da dieta
enteral, sendo responsável pela instalação, manutenção e monitoramento do
processo.
Sinais de que a sonda deve ser trocada
- Obstrução : dificuldade de administrar a dieta ou irrigar a sonda.
- Deslocamento: sonda fora de posição, visível ou confirmada por exames.
- Infecção ou irritação: vermelhidão, dor inchaço ou secreção ao redor do
local da inserção.
- Sinais de deterioração: sonda visivelmente danificada, com rachaduras ou
endurecimento do material.
Sinais e sintomas de broncoaspiração
- Tosse persistente: paciente apresentando tosse intensa e frequente,
especialmente durante ou logo após a administração da dieta enteral.
- Dispneia (falta de ar): dificuldade respiratória pode ser um sinal de que o
conteúdo da dieta entrou nas vias aéreas, bloqueando parte dos pulmões.
- Cianose: pele ou lábios com coloração azulada, indicando baixa oxigenação
do sangue, um possível sinal de obstrução das vias respiratórias.
- Taquipneia: a respiração rápida e curta pode indicar que o paciente está
tentando compensar a diminuição da capacidade respiratória.
- Febre:pode ser indicativo de infecção pulmonar
- Baixa saturação de oxigênio pode indicar comprometimento respiratório
- Confusão ou agitação devido ao baixo nível de oxigênio no sangue.
Dieta Parenteral

- Conceito: A dieta parenteral é a administração de nutrientes diretamente


na corrente sanguínea por via intravenosa, quando o trato gastrointestinal
não pode ser utilizado ou não é capaz de absorver adequadamente os
nutrientes . Este método é essencial para pacientes que não podem se
alimentar por via oral ou enteral.
Dieta Parenteral
- Composição: Inclui uma mistura balanceada de carboidratos (glicose),
proteínas (aminoácidos), gorduras (emulsões lipídicas), vitaminas, minerais
e eletrólitos.

- Nutrição Parenteral Total (NPT): Fornece todos os nutrientes necessários


para sustentar a vida.

- Nutrição Parenteral Parcial: Complementa a alimentação enteral ou oral.


Dieta Parenteral
- Algumas situações em que é indicada:
● Pacientes com obstrução intestinal:trânsito alimentar pelo intestino é
impossibilitado por algum bloqueio.
● Síndromes do intestino curto: resultante de ressecções intestinais
extensas, onde a capacidade de absorção está gravemente reduzida.
● Fístulas gastrointestinais: ligação atípica entre parte do trato
gastrointestinal e a pele ou algum outro órgão, que pode resultar em
vazamento do conteúdo intestinal.
● Pancreatite grave ou em estados críticos que não conseguem absorver
nutrientes pelo trato digestivo.
● Desnutrição grave, pacientes críticos (grandes queimaduras, trauma ou
sepse, onde a nutrição enteral não é suficiente ou possível),crises graves
de doenças como a de Crohn, entre outros.
Dieta Parenteral
- Administração

Requer um cateter venoso central para infundir soluções concentradas de


nutrientes

- Cuidados

Monitoramento contínuo é necessário para ajustar a composição da solução,


prevenir complicações metabólicas (como hiperglicemia) e garantir a
manutenção do equilíbrio eletrolítico
Pirâmide Alimentar
A pirâmide alimentar foi criada nos Estados Unidos pelo Departamento de
Agricultura, em 1992.

Trata-se uma representação visual que indica os grupos alimentares e a


quantidade de alimento sugerida para ingestão diária.

Os alimentos são distribuídos ao longo de uma pirâmide desenhada. Os


alimentos do topo devem ter um menor consumo, enquanto aqueles da base
precisam de uma maior ingestão.
Pirâmide Alimentar
Pirâmide Alimentar
A Pirâmide Alimentar atual reflete as mudanças nas recomendações
nutricionais ao longo dos anos , ajustando-se a novas descobertas científicas
sobre saúde e nutrição.

É adaptada para diferentes contextos culturais e de saúde, seguindo os


princípios do Guia Alimentar para a População Brasileira.
Distribuição diária dos nutrientes
Para indivíduos adultos saudáveis, a recomendação média é de que o consumo
de nutrientes não ultrapasse os seguintes valores:

Carboidratos - 55% das calorias consumidas

Gorduras - 35% das calorias consumidas

Proteínas - 20% das calorias consumidas


Pirâmide Alimentar

Base da pirâmide: é composta por alimentos ricos em carboidratos complexos,


como cereais integrais (arroz, aveia, pão integral), tubérculos (batata,
mandioca) e outros grãos. Estes alimentos fornecem energia e fibras, sendo a
base da dieta diária.
Segundo nível: frutas e verduras, ricos em vitaminas, minerais e fibras
Terceiro nível: Alimentos ricos em proteínas de origem animal e vegetal.
Topo da pirâmide: Alimentos ricos em gorduras e açúcares e alimentos
ultraprocessados. Consumo reduzido pois podem contribuir para o
desenvolvimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e doenças
cardiovasculares
Avaliação antropométrica
- IMC
Através de medidas primárias, como peso e altura, calcula-se outras medidas
como IMC, o qual é um cálculo realizado a partir da divisão do peso (kg) pela
altura (m) elevada ao quadrado(m2). A partir do valor obtido, ele é categorizado
de acordo com a idade
Baixo peso ou desnutrido: IMC < 18,5
Eutrófico: 18,5 - 24,9
Sobrepeso: 25 - 29,9
Obesidade: grau I -> 30 - 34,9
grau II -> 35 - 39,9
grau III -> > ou igual a 40
Avaliação antropométrica
IMC

Essa classificação ajuda a avaliar o risco para doenças relacionadas ao peso,


como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e algumas condições
musculoesqueléticas.
Avaliação antropométrica
- Circunferência abdominal ( logo acima do umbigo):

Homens: 102cm Mulheres: 88cm

- Circunferência da cintura:

Homens: 94cm Mulheres: 80cm

Ambas são utilizadas para avaliar a quantidade de gordura abdominal


visceral, um indicador importante de risco para doenças metabólicas e
cardiovasculares como: doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2,
dislipidemias.
Avaliação antropométrica
- Dobra cutânea: objetivo dessa medida é estimar o nível de gordura
corporal, seus resultados são aplicados em várias fórmulas e protocolos
como forma de quantificar esse percentual.
De acordo com o protocolo de Jackson e Pollock , as sete dobras são:
tríceps, peito, subaxilar, subescapular, abdominal, suprailíaca e coxa.
As medidas são feitas diretamente na pele: o profissional pinça a pele do
paciente, separando a gordura do tecido muscular.
O percentual é considerado ótimo entre 15 e 18%, como costuma ser nos
atletas. Acima de 22% moderado e acima 25% prejudicial para a saúde.
Avaliação antropométrica
Bioimpedância: é uma avaliação feita com um equipamento específico , que tem
como objetivo mensurar a composição corporal, incluindo a quantidade de
massa muscular, água, gordura.

Orientações: tomar 1 copo de água 1 hora antes da avaliação, esvaziar a bexiga


antes da realização da avaliação, não estar em período pré-menstrual ou
menstruada, alimentação leve em períodos que antecedem a avaliação, roupas
leves (de academia), pessoas com placas metálicas podem ter resultados
errados por subestimar a gordura e superestimar a massa magra.
Nutrição na Gestação
Durante a gestação ocorrem diversas mudanças fisiológicas e metabólicas que
demandam ajustes no consumo alimentar.
A alimentação saudável na gestação favorece o bom desenvolvimento fetal e a
saúde e o bem estar da gestante, além de prevenir o surgimento de agravos
como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso excessivo.
Deve-se atentar: para o consumo de uma grande variedade de alimentos in
natura e minimamente processados (que sofreram alterações mínimas na
indústria como moagem, secagem, pasteurização, etc).Ingestão adequada de
água, nutrientes fundamentais como ferro, ácido fólico, cálcio, vitaminas A e
D, entre outros.
Nutrição na Gestação
Durante a gestação, as necessidades energéticas aumentam, principalmente no
segundo e terceiro trimestres, quando ocorre o crescimento acelerado do feto.

Estima-se que a gestante precise de um acréscimo de cerca de 300kcal/dia.

São comuns entre as gestantes: náuseas, vômitos, tonturas, constipação,


fraqueza, inchaço. Além dos casos de hipertensão e diabetes gestacional.
Nutrição na Gestação
As proteínas são fundamentais para o crescimento e desenvolvimento fetal, bem como para
o aumento da massa uterina e placentária.

Os lipídios são essenciais para o desenvolvimento neurológico do feto, cerebral e da retina.

Ácido fólico (vitamina B9): fundamental nos primeiros meses para a prevenção de defeitos
no tubo neural. A recomendação é de 400mcg/dia. Em uma gravidez planejada, esta
suplementação deve ser iniciada 30 dias antes da concepção

Sulfato Ferroso: a necessidade aumenta devido à expansão do volume sanguíneo e ao


desenvolvimento fetal. A deficiência pode levar à anemia, com impactos negativos no
crescimento fetal. Deve ser ingerido desde o início da gravidez até o terceiro mês após o
parto.A recomendação de ferro para gestantes é de 40mg/dia, 30 -60mg/dia de sulfato
ferroso.
Nutrição na Gestação
Cálcio: essencial para formação dos ossos e dentes do feto. Se a ingestão for
insuficiente, o corpo da mãe pode mobilizar cálcio dos próprios osso, o que
pode aumentar o risco de osteopenia ou osteoporose no futuro. A
recomendação é de 1000mg/dia.
Vitamina D: atua em sinergia com o cálcio e é importante para saúde óssea
tanto da mãe quanto do bebê. Níveis insuficientes podem ser associados ao
risco pré-eclâmpsia e baixo peso ao nascer.
Iodo: necessário para produção dos hormônios da tireoide, essenciais para o
desenvolvimento cerebral do feto. A deficiência pode levar a problemas
cognitivos na criança. A recomendação para gestante é de 250 mcg/dia.
Nutrição na Gestação
O ganho de peso durante a gestação varia de acordo com o IMC da mulher
antes da gravidez.

Baixo peso (IMC < 18,5): ganho de 12,5 a 18kg

Peso normal (IMC 18,5 - 24,9): ganho de 11,5 a 16kg

Sobrepeso (IMC 25 - 29,9): ganho de 7 a 11,5kg

Obesidade (IMC > ou = 30): ganho de 5 a 9kg


Nutrição na Gestação
Cuidados importantes:

● Evitar alimentos crus ou mal cozidos como carnes e ovos, devido ao risco
de contaminação por bactérias (Salmonella).
● Reduzir consumo de cafeína (<200mg/dia, uma xícara de café) para evitar
o risco de aborto e baixo peso ao nascer.
● Monitorar a ingestão de peixe: algumas espécies devem ser evitadas
devido ao risco de contaminação por mercúrio ou alergias.
Nutrição na Lactação

Durante a gestação o bebê é nutrido pelo cordão umbilical, através do qual


deve receber todos os nutrientes para seu adequado desenvolvimento.

Mas o forte vínculo nutricional entre mãe e filho não deve ser interrompido no
momento do parto. O primeiro alimento que o recém-nascido deve ter contato
na vida extrauterina é o leite materno.
Nutrição na Lactação

Deve-se ter cuidado com as escolhas alimentares durante a amamentação, pois


a alimentação da mãe influencia a composição do leite materno.
Alimentação saudável, variada e equilibrada , rica em frutas, vegetais, grãos
integrais e proteínas magras contribui para recuperação pós-parto e
bem-estar geral.
A nutrição da mãe no pós parto é fundamental para sua recuperação e para
garantir a qualidade do leite materno.
Nutrição na Lactação
A ingestão adequada de líquidos é essencial pois a produção de leite demanda
um aumento na hidratação.
Alimentação saudável, variada e equilibrada , rica em frutas, vegetais, grãos
integrais e proteínas magras contribui para recuperação pós-parto e
bem-estar geral.
É importante que a mãe evite dieta de baixas calorias ou restritivas no
período pós-parto, especialmente se estiver amamentando, para não
comprometer a produção de leite e sua saúde.
As mães que amamentam precisam de mais calorias para sustentar a produção
de leite. Em média, recomenda-se um acréscimo de 400-500 calorias por dia.
Nutrição na Lactação

Deve-se evitar alimentos industrializados, cafeína, alimentos muito


condimentados (ricos em sódio,corantes,conservantes), alimentos com
potencial alergênico, pois podem causar desconforto no bebê.

Descartar bebida alcoólica, qualquer tipo de cigarro ou drogas e permanecer


com medicação somente com orientação médica.

A mãe deve observar se o bebê apresenta algum tipo de desconforto após a


ingestão de determinado alimento e posterior amamentação.
Aleitamento materno

A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde orientam que


deve-se amamentar com leite materno até os dois anos ou mais, sendo de
forma exclusiva até o sexto mês de vida do bebê.

O leite materno é o composto mais completo de vitaminas, sais minerais,


anticorpos (fortalecendo o sistema imunológico) e tem a quantidade de água
ideal para o bebê.
Aleitamento materno

No momento da amamentação o bebê deve estar virado para a mãe, bem junto
do seu corpo, completamente apoiado e com os braços livres; a cabeça do bebê
deve ficar de frente para o peito e o nariz bem na frente do mamilo; só
coloque o bebê para sugar quando ele abrir a boca; quando o bebê pega o peito,
o queixo deve encostar na mama, os lábios ficam virados para fora e o nariz
fica livre; deve-se abocanhar, além do mamilo, o máximo possível da parte
escura da mama (aréola); cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar.
Aleitamento materno
O colostro, produzido nos primeiros dias após o parto, é rico em anticorpos e
essencial para proteger o recém-nascido contra infecções.

O aleitamento materno exclusivo é suficiente para hidratar o bebê, não sendo


necessário oferecer água ou chás.

A sucção do bebê durante a amamentação estimula a produção de ocitocina,


hormônio que atua na liberação do leite pelas glândulas mamárias.

O leite materno pode ser mantido congelado por até seis meses.
Aleitamento materno
Alguns processos que ocorrem na amamentação promovem a eliminação e
renovação de células que poderiam ter lesões no material genético, diminuindo
assim as chances de câncer de mama.
Introdução Alimentar
A introdução alimentar na primeira infância deve ser gradual e lenta,
respeitando os limites do bebê e a sua forma de reagir a cada alimento.

A alimentação é para complementar o leite materno e não substituí-lo.

Os alimentos devem ser oferecidos amassados, raspados, desfiados,


triturados e, gradativamente, em pequenos pedaços, até que comece a receber
a mesma refeição da família.

Os alimentos devem estar separados no prato da criança já que ela (e), nessa
fase, estará aprendendo a distinguir texturas, sabores e cores.
Introdução Alimentar
Os alimentos complementares são constituídos pela maioria dos alimentos
básicos que compõem a alimentação da família.
Oferecer alimentos complementares três vezes ao dia, se a criança receber
leite materno, e cinco vezes ao dia se estiver desmamada.
A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horário,
respeitando a vontade da criança.
Não é aconselhável a prática de gratificação (prêmios) ou castigos para
conseguir que a criança coma o que os pais acreditam que seja o necessário
para ela.
Introdução Alimentar
Desde cedo a criança deve acostumar-se com alimentos variados para garantia
de boa saúde e crescimento adequado.

Ofereça duas frutas por dia; fruta da época. Dê preferência por frutas a
[Link] quantidade de fibras e menor densidade calórica.

Introduza alimentos novos de forma gradual, oferecendo apenas um alimento


novo a cada refeição.

Escolha alimentos diferentes para o preparo das papas salgadas, variando o


tipo, o sabor, o cheiro e a cor do alimento para cada refeição.
Introdução Alimentar
É comum a criança aceitar novos alimentos apenas após algumas tentativas. O
que pode parecer rejeição aos novos alimentos é resultado do processo natural
da criança em conhecer novos sabores e texturas, e da própria evolução da
maturação dos reflexos da criança.
Recomenda-se temperar os alimentos com cebola, alho, pouco óleo, pouco sal,
ervas naturais e não usar temperos industrializados.
Alimentação composta por alimentos in natura como frutas, legumes e
verduras.
Não oferecer alimentos que contenham açúcar e não acrescentar açúcar.
Não ofertar mel até 1 ano de idade devido ao risco de botulismo.
Introdução Alimentar

No primeiro contato da criança com o alimento é importante pensar nos tipos e


nas formas em que eles serão apresentados, pois isso influencia na construção
de hábitos alimentares e memórias gustativas que acompanharão até a vida
adulta.
Introdução Alimentar

Sinais de prontidão para início da introdução alimentar: o bebê consegue


sentar com o mínimo de apoio, consegue levar os objetos à boca, se interessa
pelos alimentos dos adultos, o pescoço firme, reflexo de protusão da língua
(aquele em que o bebê empurra a língua para fora da boca para evitar
engasgos).
Programas do Governo

Os programas de governo sobre alimentação infantil no Brasil são voltados


para a promoção da saúde, o combate à desnutrição e à fome, além de garantir
o acesso a uma alimentação saudável e adequada para crianças, especialmente
em situações de vulnerabilidade.
Programas do Governo
PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar): Um dos mais antigos
programas, criado em 1954, que visa garantir o fornecimento de uma
alimentação de qualidade nas escolas públicas, filantrópicas e comunitárias. Ele
tem um papel importante na formação de hábitos alimentares saudáveis e na
prevenção de doenças como obesidade e desnutrição.

Auxílio Brasil: Embora seja um programa de transferência de renda, possui


condicionantes relacionados à nutrição infantil. Famílias beneficiadas devem
manter suas crianças em idade escolar matriculadas e com as vacinas em dia, o
que inclui monitoramento do estado nutricional
Programas do Governo
Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável (ENPACS):
Parte de uma política nacional de saúde, incentiva a prática da amamentação
exclusiva até os seis meses e a introdução gradual de alimentos saudáveis a
partir dessa idade, promovendo a segurança alimentar e nutricional das
crianças.

Programa de aquisição de alimentos (PAA): Tem como objetivo apoiar a


agricultura familiar e garantir o fornecimento de alimentos de qualidade para
escolas, creches e outras instituições que atendem crianças, garantindo uma
alimentação mais diversificada.
Programas do Governo

PNSF - Programa Nacional de Suplementação de Ferro: O programa consiste


na suplementação preventiva de crianças com suplementos isolados de ferro
(administração de ferro não associado a outros micronutrientes) e das
gestantes com ferro e ácido fólico.

A fortificação acontece pela adição direta de micronutrientes em pó aos


alimentos que a criança, com idade entre 6 e 48 meses, irá consumir em uma
de suas refeições diárias.
Programas do Governo

Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A (PNSVA): tem como


objetivo reduzir e controlar a hipovitaminose A, a mortalidade e a
morbidade em crianças de 6 a 59 meses de idade, por meio da
suplementação medicamentosa de vitamina A. A partir do 6º mês de idade,
as crianças recebem as doses da vitamina A por via oral por meio das UBS.
Programas do Governo
NutriSUS – fortificação da alimentação infantil com micronutrientes, que
consiste na adição direta de nutrientes em pó aos alimentos. Esta estratégia
visa potencializar o pleno desenvolvimento infantil e a prevenção e o controle
das deficiências de vitaminas e minerais na infância.

Os micronutrientes em pó são embalados individualmente na forma de sachês


(1g) e deverão ser acrescentados e misturados às preparações alimentares,
obrigatoriamente no momento em que a criança for comer. Os alimentos
podem ser facilmente fortificados em casa ou em qualquer outro local, como
por exemplo, nas creches e escolas
Nutrição Infantil
A nutrição infantil é uma área da nutrição que se foca na saúde e bem-estar
das crianças por meio de uma alimentação balanceada e rica em nutrientes, não
se limitando apenas em fornecer nutrientes, mas também a estabelecer
hábitos alimentares saudáveis.

A falta de alimentos em quantidade ou qualidade necessárias traz impactos


para a saúde das crianças: prejuízos no desenvolvimento físico, motor, mental
e cognitivo, problemas de memória e raciocínio e atrasos no crescimento
previsto para cada idade.
Nutrição Infantil
Crianças com excesso de peso têm risco maior de se tornarem adolescentes e
adultos obesos. E a consequência do aumento de peso é o desenvolvimento
precoce de doenças crônicas como diabetes, hipertensão, colesterol alto e
doenças cardiovasculares.

Muitos fatores contribuem para o ganho de peso, mas os maiores vilões são a
alimentação inadequada e a inatividade física associada ao excesso de horas
de tela e ambiente em que as crianças estão inseridas.
Nutrição Infantil
A desnutrição infantil está diretamente relacionada às condições de vida das
famílias de baixa renda, sendo responsável por 55% das mortes de crianças
até os cinco anos em todo o mundo.

A desnutrição pode se iniciar no útero e se estender à vida adulta. Os bebês


de baixo peso que sofreram retardo de crescimento intrauterino já nascem
desnutridos e com risco de morte.
Nutrição Infantil

A desnutrição é definida como uma condição clínica decorrente de uma


deficiência, relativa ou absoluta, de um ou mais nutrientes essenciais.

A desnutrição ocorre quando o organismo não recebe os nutrientes


necessários para o seu metabolismo adequado. É uma doença com múltiplas
causas, de entendimento complexo e com raízes na pobreza. É um resultado de
fatores sociais, econômicos e patológicos.
Nutrição Infantil
A desnutrição pode ser classificada de acordo com o nutriente que está em
falta na alimentação.

● Kwashiorkor: Carência de proteínas.


● Marasmo: Carência de calorias.
● Kwashiorkor-marasmático: Forma mista, existe falta de fontes
energéticas e proteínas.
Nutrição Infantil
As causas da desnutrição podem apresentar caráter primário ou secundário:

● Causas primárias: Alimentação inadequada. A pessoa tem uma alimentação


quantitativa ou qualitativamente insuficiente em calorias e nutrientes.
● Causas secundárias: Alguma condição faz com a ingestão de alimentos não
seja suficiente para atender as necessidades energéticas do organismo.
Ocorre associada a presença de verminoses, câncer, anorexia, infecções,
intolerância alimentar, digestão e absorção deficiente de nutrientes.
Outros fatores também podem ocasionar a desnutrição, são eles: o desmame
precoce, falta de condições sanitárias adequadas, fatores sociais, práticas
alimentares culturais e condições emocionais.
Nutrição na adolescência
As necessidades nutricionais nessa fase são maiores devido às inúmeras
transformações biológicas e ao grande aumento do crescimento e
desenvolvimento físico.

Nesse período a ingestão protéica adequada é importante devido ao aumento


da massa muscular e à maturação sexual.

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