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Mecanismos da Resposta Imune Inata e Adaptativa

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Lanna Barroso
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1) A imunidade inata usa uma variedade de mecanismos efetores induzidos para eliminar e/ou conter uma infecção até

que os
patógenos possam ser reconhecidos pela imunidade adaptativa. Explique os mecanismos envolvidos nesta resposta inicial.

R: Esses mecanismos são regulados principalmente pelos PRRs nos fagócitos, capazes de reconhecer os PAMPs na superfície de
patógenos, secretam citocinas e quimiocinas inflamatórias levando ao recrutamento precoce de células para o local da infecção
e ativação das células. Além disso, essas citocinas induzem a febre, produção de proteínas de fase aguda, mobilização de células
APCs para o locas, que niciam a ativação da resposta imune adaptativa.

2) O fator de necrose tumoral-alfa (TNF—α) é um citocina importante secretada durante a resposta inflamatória, que ativa a
contenção local da infecção, mas induz choque quando liberado sistemicamente. Explique essa afirmação.

R: O TNF- α ativa os vasos sanguíneos aumetando o fluxo sanguíneo, a permeabilidade de líquidos, proteínas e células
plasmáticas e a adesão endotelial de leucócitos e a coagulação nos pequenos vasos, o que impede a disseminação da infecção.
No entanto a liberação sistêmica de TNF- α como na sepse, o TNF- α liberado na circulação sanguínea por macrófagos do fígado
e baço causa vaso dilatação, o que leva a perda da pressão sanguínea, coagulação intravascular disseminada, aumento da
permeabilidade e perda de volume plasmático, levando ao choque.

3) A partir dos sinais emitidos durante o processo de ativação, a célula T pode se diferenciar em diferentes fenótipos como
Th1, Th2, th17 e T regulatória (Treg). Explique como ocorre esse processo e escreva as principais características de cada
fenótipo de célula T dentro da resposta imune.

R: A células T para serem ativadas necessitam de três sinais: o reconhecimento TCR-MHC, do co-estímulo CD28-B7 e de
citocinas, que vão dar o terceiro sinal, que levam a diferenciação nos distintos fenótipos.

O fenótipo do Th1 está envolvido na eliminação de microorganismos intracelulares através da ativação de macrófagos pela
secreção de citocinas IFN-gama e IL-12.

O fenótipo Th2 esta envolvido no auxilio as células B promovendo a ativação e levando a troca de istoipo de imunoglobulina
através da secreção de IL-4, IL-13 (IL-5?)

O fenótipo Th17 secreta IL-17 que ativa fibroblasto e células epiteliais a secretar quimiocinas, levando ao recrutamento de
neutrófilos e tem um importante papel na resposta contra bactérias extracelulares.

T regulatória secretam IL-10 e TGF-beta, atando na regulação da resposta imune, promovendo a inibição de outras células TCD4

4) O sistema complemento é uma cascata de enzimas capaz de produzir efeitos deletérios poderosos. Descreva os efeitos da
ativação do sistema complemento.

R: Os três efeitos principais do sistema complemento são: opsonização (C3b e C4b); Resposta inflamatória (C2a, C3a, C5a);
Formação do complexo de ataque a membrana (MAC) (C5b-C9)

5) Explique a afirmação: “Todo imunógeno é um antígenos, mas nem todo antígeno é um imunógeno”

R: Imunógeno é toda molécula capaz de estimular a resposta imune, desencadeando a produção de anticorpo ou de
reconhecimento da célula T, por tanto ela é considerada um antígeno. Entretanto nem todo antígeno é imunogênico, ou seja,
capaz de estimular uma resposta imune.

6) O processo de ativação das células B virgens pelas células T ocorre nos órgão linfóide secundários, como linfonodo e baço,
levando a formação de cetros germinativos. Descreva os mecanismos de ativação das células B contra um antígeno timo-
dependente ate sua diferenciação em células plasmáticas.

R: A resposta de células B antígeno timo-dependentes requer a participação das células T. As células B por serem APCs podem
endocitar os antígenos via receptor especifico (BCR) e apresenta-los aos linfócitos T. Os linfócito T reconhecem o antígeno e são
ativados, passando a expressar CD40L, que interage com CD40 dos linfócitos B, este é o segundo sinal necessário para ativação
dos linfócitos B, e a secretar citocinas. Em resposta ao segundo sinal e citocinas secretadas, os linfócitos B ativados, proliferam,
formando centros germinativos, onde ocorre o processo de maturação da afinidade e hipermutação somática, onde somente os
linfócitos B que tenham imunoglobulinas de alta afinidade pelo antígeno, se diferenciarão em células de memória e células
plasmáticas produtoras de anticorpos. Estas últimas deixam o órgão linfóide secundário e migram para a medula óssea, de onde
secretam os anticorpos.
7) As imunoglobulinas são proteínas que se ligam de forma especifica aos antígenos. Responda:

a) Como é formada a molécula de anticorpo e como são classificados e distribuídos os diferentes isotipos de
imunoglobulinas.
b) Descreva duas funções das imunoglobulinas dentro da resposta imune humoral.

R: a) As imunoglobulinas são formadas por duas cadeias leves e duas pesadas. Cada cadeia leve tem uma região variável e uma
região constante, enquanto cada cadeia pesada tem uma regia variante e de 3-4 regiões constantes. A partir de ensaios
enzimáticos revelou-se que estas cadeias formam 2 fragmentos Fab, responsável por se ligar ao antígeno e um fragmento
cristalizável que possui outras funções efetoras dentro da resposta imune (região Fc). Os isotipos de imunoglobulinas são
classificados de acordo com a região constante de sua cadeia pesada em IgM, IgD, IgE, IgG e IgA. A IgM esta presente no pasmo
e esta relacionada a resposta primaria, a IgG é a Ig majoritária, passa através da placenta e esta presente nas respostas
secundárias. A IgE tem um papel importante na resposta a parasitas e alegicas, a IgA esta presente nas secreções e a IgG
presente na superfície de linfócitos B maduros.

b) As igs contribuem para ativação do sistema complemento pela via clássica, que uma ez ativando leva a lise do patogeno
e contribuem para a opsonização do microorganismo promovendo a fagocitose, levam a ADCC (citotoxidade celular
dependente de anticorpo, em que, por exemplo, células NK) e neutralização de antígenos impedindo a sua ação danosa
as células.

8) Explique porque alguns antígenos são classificados como superantigenos e que tipo de patologia esses superantigenos
podem desencadear, especificando os mecanismos moleculares envolvidos.

R: Os superantigenos são moléculas capazes de ativar um grande numero de linfócitos T de forma inespecífica, mediante a
ligação externa a molécula de MHC II e a região variável do TCR. Muitos atogenos produzem superantigenos, incluindo bactérias
como as toxinas de Staphylococcus e Streptococcus. O estimulo pelo superantigeno não é especifico, ativam um grande número
de células T, que produzem uma quantidade maciça de citocinas, que por sua vez ativam macrófagos, que sintetizam citocinas
como TNF- α, que ao alcançar a circulação promovem o choque. Esta patologia é conhecida como choque tóxico bacteriano.

9) Embora as moléculas de MH I e MHC II sejam estruturalmente e funcionalmente homologas, elas possuem diferentes vias
de organização estrutural e de apresentação de antígenos na superfície celular. Descreva como esses processos se
relacionam com as diferentes funções das moléculas de classes I e II.

R: Ambas a moléculas são sintetizadas no reticulo endoplasmático. O HC I é formado por uma cadeia alfa com 3 dominios
associada a cadeia beta-2-microglobulina, cujo gene não esta localizado no lócus do MHC. O MHC II é formado por duas cadeias
polipeptídicas alfa e beta cada uma com dois domínios (alfa 1 e 2, beta 1 e 2)

Os antígenos situados no citosol são processados no proteossoma, transferido para o reticulo endoplasmático através da TAP e
se ligam pela ação da tapasina a fenda do MHC classe I, que é sintetizado e montado no reticulo. Após a ligação a fenda do
peptídeo antigênico, o MHC de classe I se dirige a membrana plasmática da célula em uma vesícula. Os antígenos peptídicos
associados ao MHC I são apresentados aos linfócitos TCD8 ou também chamados de T citotóxicos.

Os antígenos exógenos, endocitados, são degradados no fagossomo em peptídeos. O MHC II, assim como o MHC I é sintetizado
no reticulo endoplasmático, só que associado a uma cadeia polipeptídica chamada cadeia invariante. O MHC II associado a
cadeia invariante, sai do reticulo em uma vesícula e se funde com a vesícula endocítica contendo os peptídeos. A cadeia
invariante é degradada em pH acido, permanecendo apenas uma pequena porção chamada CLIP, que é retirada pelo HLA-DM,
uma molécula de MHC II não clássica, permitindo a ligação do peptídeo presente na vesícula. Este MHC II, agora associado ao
peptídeo, migra em direção a membrana plasmática e é apresentado aos linfócitos TCD4 ou também chamados de T auxiliares.

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