BIOFOCO 12
QUESTÕES DE AULA
QUESTÃO DE AULA 9 Anticorpos monoclonais no diagnóstico e na terapêutica de
doenças
Os anticorpos monoclonais são utilizados, atualmente, no diagnóstico e na terapêutica de diversas
doenças, nomeadamente, no transplante de órgãos, no desenvolvimento de fármacos, em testes de
gravidez, no tratamento de tumores, de doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, e de alergias,
como a asma.
O processo de produção, em laboratório, de anticorpos monoclonais está representado na Figura 1.
Figura 1 – Produção de anticorpos monoclonais a partir de hibridomas.
Baseado em: https://blog.addgene.org/antibodies-101-monoclonal-antibodies (consultado em agosto de 2022).
Também têm sido desenvolvidos estudos sobre a aplicação de anticorpos monoclonais na terapêutica
do combate à COVID-19 (Figura 2). A FDA (Food and Drug Administration) aprovou a aplicação de 4 tipos
de anticorpos monoclonais no tratamento de pacientes de alto risco com a doença leve a moderada, para
prevenir a progressão para doença grave e/ou hospitalização.
Por um lado, os anticorpos monoclonais podem inativar o SARS-CoV-2, através da neutralização e da
opsonização. Por outro lado, podem facilitar a morte da célula infetada através da fixação da proteína do
sistema complemento (C1q) ao complexo antigénio-anticorpo e da ativação do complexo de ataque à
membrana (MAC) – citotoxicidade dependente do complemento (CDC). A citotoxicidade celular
dependente de anticorpos (ADCC) é um mecanismo de defesa imunológica mediada por células, através
do qual uma célula efetora do sistema imunológico provoca a lise da célula infetada, pois liberta fatores
citotóxicos (perforinas e protéases conhecidas como granzimas) que causam a sua morte. A fagocitose
celular dependente de anticorpos é o mecanismo através do qual as células infetadas ativam os recetores
na superfície dos macrófagos, para induzir a fagocitose.
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Figura 2 – Mecanismos de atuação de anticorpos monoclonais contra a COVID-19.
Baseado em: G. D. Rodriguez et al., «Implementation of a Collaborated Antimicrobial Stewardship Program and
Outpatient Parenteral Antimicrobial Therapy (OPAT) Unit-driven Monoclonal Antibody Therapy Program for COVID-19
at an NYC Hospital», in International Journal of Infectious Diseases, Vol. 118, 2022; e em: P. C. Taylor,
«Neutralizing monoclonal antibodies for treatment of COVID-19», in Nature, Vol. 21, 2021.
1. As células A e B da Figura 1 representam, respetivamente,
(A) um linfócito B e uma célula de mieloma.
(B) uma célula de mieloma e um linfócito B.
(C) um hibridoma e um plasmócito.
(D) um plasmócito e um hibridoma.
2. Os anticorpos monoclonais são mais eficientes do que os anticorpos policlonais, uma vez que,
sendo produzidos a partir de
(A) um único clone de linfócitos B, ligam-se a vários epítopos.
(B) diferentes clones de linfócitos B, ligam-se a vários epítopos.
(C) diferentes clones de linfócitos B, são específicos para um epítopo.
(D) um único clone de linfócitos B, são específicos para um epítopo.
3. Tendo os linfócitos B um tempo de vida reduzido, os cientistas tentaram contornar a dificuldade em
manter uma cultura de células prolongada de clones de linfócitos B, através da obtenção de
(A) anticorpos idênticos, sem necessidade de serem submetidos a processos de purificação.
(B) células imortais com capacidade para produção de anticorpos em grandes quantidades.
(C) culturas de células produtoras de anticorpos específicos para um determinado epítopo.
(D) múltiplos clones de anticorpos selecionados, em quantidades apreciáveis.
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4. A neutralização do SARS-CoV-2 pelos anticorpos monoclonais é caracterizada pela
(A) ativação em cascata das proteínas do sistema complemento.
(B) digestão das células infetadas com o vírus.
(C) dificuldade de penetração do vírus nas células.
(D) formação de aglomerados que impedem a circulação do vírus.
5. Na ADCC,
(A) a C1q ligada à célula infetada ativa a apoptose do complexo anticorpo-antigénio.
(B) a ligação anticorpos-célula efetora induz a produção de granzimas pela célula infetada.
(C) a lise da célula deve-se à ativação da C1q pelo complexo anticorpo-antigénio.
(D) a célula efetora produz perforinas responsáveis pela apoptose da célula infetada.
6. As células infetadas com o SARS-CoV-2 ligadas a anticorpos monoclonais ativam os recetores dos
____________, induzindo a ____________ das células infetadas.
(A) antigénios ... apoptose
(B) antigénios ... fagocitose
(C) macrófagos ... apoptose
(D) macrófagos ... fagocitose
7. A ADCC é um mecanismo de defesa
(A) não específica de imunidade humoral.
(B) não específica de imunidade celular.
(C) específica de imunidade celular.
(D) específica de imunidade humoral.
8. Os linfócitos B são
(A) produzidos e maturados no timo.
(B) produzidos e maturados na medula óssea.
(C) produzidos na medula óssea e maturados no timo.
(D) produzidos no timo e maturados na medula óssea.
9. Em indivíduos com esclerose múltipla,
(A) existem linfócitos que reconhecem células do próprio organismo como estranhas.
(B) não existem glicoproteínas superficiais que funcionam como marcadores celulares.
(C) o sistema imunitário não funciona devido à ausência de produção de linfócitos.
(D) são eliminados os linfócitos que reconhecem antigénios do próprio organismo.
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10. A vacinação contra a COVID-19 é um processo de imunização
(A) ativa natural.
(B) ativa artificial.
(C) passiva natural.
(D) passiva artificial.
11. Selecione, de entre as afirmações relativas à estrutura das imunoglobulinas, as três afirmações
corretas.
I. A forma em Y deve-se às ligações dissulfeto entre as cadeias leves.
II. A sua especificidade é determinada pela sua região variável.
III. Apresentam uma região constante exclusiva de cada imunoglobulina.
IV. Possuem dois locais de ligação a antigénios.
V. São constituídas por duas cadeias leves e duas cadeias pesadas.
12. Ordene as expressões identificadas pelas letras de A a E, de modo a reconstituir a sequência
correta de acontecimentos relacionados com a imunidade humoral.
A – Ativação do linfócito B selecionado.
B – Diferenciação em plasmócitos e células B de memória.
C – Formação de vários clones do linfócito B.
D – Resposta imunitária secundária.
E – Produção de anticorpos.
13. Comente a seguinte afirmação: “A resposta imunitária humoral secundária é mais rápida e mais
intensa do que a primária.”
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