MONITORIAS
SANITÁRIAS COM
NECROPSIA
Swabs de arrasto: 25-30 dias
em 100% dos lotes de frangos e
perus.
o Objetivo: análise de Salmonella spp.
IN 20 (2016).
Fonte: TCC, FAI (2014)
Swabs de arrasto: 25-30 dias
em 100% dos lotes de frangos e
perus.
o Objetivo: análise de Salmonela ssp.
IN 20 (2016).
Fonte: TCC, FAI (2014)
Colibacilose Aspergilose
Aspergilose
Colibacilose
Créditos: Eduardo Muniz, ACAV (2022).
SISTEMA DIGESTÓRIO
Créditos: Eduardo Muniz, ACAV (2022).
Créditos: Eduardo Muniz, ACAV (2022).
DOENÇA DE GUMBORO
OU
- DOENÇA INFECCIOSA DA BOLSA
- BURSOPATIA INFECCIOSA
Brasil lnglaterra
Créditos: Eva Hunka (2022).
DOENÇA DE GUMBORO
Doença infecciosa altamente contagiosa das aves
Causada por um vírus que acomete principalmente a
bolsa cloacal de aves jovens e os linfócitos B
imaturos.
Impacto econômico:
• Mortalidade 40%
• Infecções secundárias - imunodepressão
DOENÇA DE GUMBORO
Etiologia
Resistente: éter, clorofórmio, amônia
Sensível: Formalina, Cloramina, Ionóforos
Pode sobreviver em granjas por longos períodos (4 a
12 meses).
DOENÇA DE GUMBORO
Disseminação do Vírus
Transmissão horizontal:
Contato direto: excretas, ave-ave
Contato indireto: cascudinho, ratos, aves silvestres,
homem e fômites
Transmissão vertical: não há
CASCUDINHOS -
ALPHITOBIUS DIAPERINUS
DOENÇA DE GUMBORO
Formas de Persistência do Vírus
Mutação genética
Vacinação desuniforme
Reaproveitamento de cama
Diminuição do período de vazio sanitário
concentração de aves/m²
DOENÇA DE GUMBORO
Sinais Clínicos
Forma aguda ou clássica:
Lesões macroscópicas
Bursa:
• Aumenta de tamanho 4 dias pós infecção
• Reduz a até 1/3 em 8 dias pós infecção (5-8d)
• Lesões hemorrágicas
• Petequias
Inicialmente a bursa está aumentada de volume (aumenta de peso
em 6g) com uma camada gelatinosa amarelada, além de estrias
longitudinais salientes (3 a 6 dias após a infecção), que evoluem para
degeneração do tecido linfoide da bolsa e total redução do volume bursal
(10-12 dias pós-infecção).
Fonte: TCC Cátia Henn, FAI (2014).
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
DOENÇA DE GUMBORO
Fonte: Pickler, L – UFPR.
DOENÇA DE GUMBORO
Fonte: Pickler, L - UFPR
Fonte: TCC Cátia Henn (2014).
DOENÇA DE GUMBORO
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
DOENÇA DE GUMBORO
Sinais Clínicos
Forma sub-clínica:
Aves expostas ao vírus nas 2 primeiras semanas de vida:
- Atrofia da Bursa de Fabricius
- Perda de desempenho
- Infecções secundárias (ex: E. coli)
- Redução na capacidade de resposta vacinal
DOENÇA DE GUMBORO
Diagnóstico anatomopatológico
Petéquias na musculatura das pernas, coxas e mucosa
do pro-ventrículo,
muco no intestino,
volume hepático com infartos periféricos e
esplenomegalia ocasional,
Estado da bursa.
DOENÇA DE GUMBORO
o Padrão para mensuração do volume da Bursa:
Idade = 40 dias
Tamanho da Bursa
Característica do lote
(Bursômetro)
Aves sem estímulo vacinal e sem
desafio
6
Efeito da vacina “tipo intermediária” 4e5
Efeito da vacina “tipo forte” 4
Aves com imunodepressão 2e3
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
DOENÇA DE GUMBORO
o Bursômetro
Esta monitoria a campo por lote é realizada por todas as empresas e
é um primeiro passo para saber se existe um fator imunossupressor
ou se o padrão estaria de acordo com a vacina utilizada.
Fonte: Fernanda Martinês Alves, 2009.
DOENÇA DE GUMBORO
o Análises laboratoriais
- PCR: cepa envolvida, 4-5 bursas resfriadas ou
congeladas
- Histopatológico: 4-5 bursas, fígado, baço e rim
10%
- Elisa: mais consistente “histórico sorológico”
Ex. Programa de Vacinação
Reprodutoras = Imunização Passiva
• vacina viva atenuada: 4 e 10 semanas de idade
• vacina inativada: 16 – 20 semanas de idade
Recebendo vacina viva os pintinhos (reprodutoras) terão a imunidade
passiva até as 3 semanas de vida, enquanto que com a vacina inativada
com o adjuvante oleoso, essa imunidade passiva pode estender-se até 4-
5 semanas.
A Vacina Vetorizada NÃO sofre interferência dos anticorpos (Ac) maternos,
isto quer dizer que ela se comporta sempre da mesma forma, o que não é
interessante no caso de Ac Maternos baixos e desafios precoces.
A Imunocomplexo atua de acordo com a velocidade da queda dos
níveis de Ac Maternos, respondendo de forma diferenciada para
cada situação.
A Imunocomplexo Natural atua como uma vacina de imunocomplexo,
porém usa os Ac maternos para formar estes complexos, desta forma
antecipa em até 4 dias o início da replicação viral.
Créditos: Eva Hunka (2022).
Coccidiose
ou Eimeriose Aviária
Coccidiose
Protozoário
Gênero: Eimeria
Distribuição cosmopolita
Causam inúmeras perdas econômicas:
Se multiplicam na mucosa intestinal das aves,
causando danos na mucosa, reduzindo sua capacidade
de absorver nutrientes.
Coccidiose
Fonte: Prof. Geraldo Camilo Alberton-UFPR
Espécies de Eimeria que acometem
Meleadris gallopavo
Espécies de Eimeria que acometem
Gallus gallus domesticus
Microns de comprimento
Coccidiose
Localização das Eimerias Aviárias mais frequentes
Coccidiose
Sinais clínicos:
- Anorexia
- Perda peso
- Penas arrepiadas
- Aumento da conversão alimentar
- Lesões na mucosa intestinal
- Excretas sanguinolentas
- Odor
- Desidratação
- Anemia
Diagnóstico
Pesquisa de oocistos na cama;
Observação de lesões na mucosa intestinal;
Coccidiose
Diagnóstico
Combinação: sinais clínicos, lesões e histórico
do lote;
Lesões: escore de 0-4 (variável);
Presença de oocistos no exame de raspado da
mucosa intestinal ou excretas
Coccidiose
Presença de ração nas excretas
Coccidiose - E. acervulina.
Infiltração de células inflamatórias. Como o epitélio vai sendo destruído, facilita as
bactérias que estão presentes no lúmen atravessarem
Escore 1 – E. acervulina
Presença de no máximo 5 lesões por cm2.
Escore 2 – E. acervulina
Presença de 6-10 lesões por cm2.
Escore 3 - E. Acervulina
Lesões estriadas transversais esbranquiçadas coalescentes
na mucosa intestinal.
Fonte: http://aviculturasp.blogspot.com.br/
Escore 4 –
E. Acervulina.
Fonte: Freitas et al., 2008.
Enterite hemorrágica e espessamento. Lesões individuais geralmente
difíceis de distinguir: completamente coalescentes.
Coccidiose - E. maxima.
Escore 1 - E. maxima.
Presença discreta de petéquias.
Fonte: TCC de Tatiélli Sabrina Viebrantz– FAI , 2016.
Escore 1 - E. maxima. Presença de petéquias.
Fonte: TCC de Tiago Devenci – FAI , 2016.
Escore 1 - E. maxima.
Presenças de petéquias.
Fonte: http://aviculturasp.blogspot.com.br/
Escore 2 - E. maxima.
Presença de muco alaranjado, estrias de sangue e
espessamento da parede.
Fonte: TCC de Tatiélli Sabrina Viebrantz – FAI ,Fonte:
2016. VETANCO (2016).
Escore 3 - E. maxima.
Presença de coágulos sanguíneos, conteúdo mucoso e
parede espessa.
Fonte: TCC de Tatiélli Sabrina Viebrantz – FAI , 2016.
Escore 4 - E. maxima.
Hemorragia ocasional, parede
severamente espessada.
Mortalidade pode ocorrer.
Fonte: TCC de Tatiélli Sabrina Viebrantz – FAI , 2016.
Coccidiose - E. tenella
Escore 1 – E. tenella
Petéquias dispersas sobre a serosa e mucosa cecal.
Pouco ou nenhum sangue no ceco. Conteúdo cecal
espesso.
Fonte: http://www.immucox.com/Coccidiosis/Disease-Monitoring/Chicken-Lesion-Scores
Escore 2 – E. tenella
Petéquias sobre a serosa e mucosa cecal.
Conteúdo cecal contendo sangue ou fibrina.
Parede espessa com presença de sulcos.
Fonte: http://www.immucox.com/Coccidiosis/Disease-Monitoring/Chicken-Lesion-Scores
Escore 3 – E. tenella
Parede cecal muito espessa, sulcos não são
mais visíveis. Conteúdo cecal substituído por
sangue ou fibrina.
Fonte: http://www.immucox.com/Coccidiosis/Disease-Monitoring/Chicken-Lesion-Scores
Escore 4 – E. tenella
O lúmen do ceco está cheio de sangue (ou
coágulos).
Fonte: http://www.immucox.com/Coccidiosis/Disease-Monitoring/Chicken-Lesion-Scores
Escore 4 - E. Acervulina
Áreas avermelhadas
Escore 3 - E. Acervulina
Escore 1 – E. acervulina
máximo 5 lesões por cm2. Escore 2 – E. acervulina Estriadas transversais
no máximo 10 lesões por cm2. esbranquiçadas
E. maxima
Escore 3 - Coágulos
sanguíneos, conteúdo
mucoso e parede espessa.
Escore 2 – Petequias e
e 1 – Petequias. muco alaranjado Escore 4 - Hemorragia ocasional
e enterite.
E. tenella
Escore 4 – Hemorragia
Escore 1 – Petequias.
Escore 2 – Petéquias e
parede espessa com Escore 3 – Parede espessa e sem sulcos
presença de sulcos visíveis
Enterite Necrótica
• Bactéria Clostridium perfringens
• Doença multifatorial
• Incidência maior devido a
retirada de aditivos promotores
de crescimento (antibióticos)
• Normalmente presente no
intestino, mas fatores
predisponentes levam a um
aumento do número de C.
perfringens: Eimeria maxima
Lesões erosivas na moela podem
indicar micotoxicoses.
Fonte da imagem: VETANCO (2016).
Moela normal
Fonte da imagem: VETANCO (2016).
Fonte da imagem: VETANCO (2016).
Aflatoxicose
Fonte: Cruz et al., 2012.
Aflatoxicose
Fígado Normal Fígado de ave
com aflatoxicose: aumentado
e pálido/amarelado
Fonte: CRMV/Z-RS, 2011.
Lesão oral por tricotecenos (T-2)
Fonte: Instituto Samitec, 2013. Lesões ulcerativas
Doença de Marek
Doença viral linfoproliferativa caracterizada pela
apresentação de tumores de origem linfoide
(infiltração de células linfoides):
- nervos periféricos, gônadas, íris, vísceras,
músculos e pele;
Vírus DNA, da família Herpesviridae, gênero
Herpesvírus.
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
Doença de Marek
Epidemiologia:
TRANSMISSÃO
Fonte: Virgínia Santiago Silva.
Horizontal: Vírus associado a penas e excretas.
Doença de Marek
Sinais Clínicos
•Forma nervosa: manqueira, incoordenação, torcicolo e
paralisia;
•Forma ocular: cegueira;
•Forma visceral: depressão, caquexia, diarreia esverdeada;
•Forma epitelial: queda de pena
•Surtos agudos: morte súbita.
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
Doença de Marek
Sinais Clínicos
Doença de Marek
Sinais Clínicos
Torcicolo Opistótomo.
Fonte: CevaWorld
Doença de Marek
Sinais Clínicos
Íris comprometida
Doença de Marek
Lesões Macroscópicas
Doença de Marek
Lesões Macroscópicas
Doença de Marek
As aves são consideradas suspeitas quando
pelo menos um dos seguintes achados ocorre:
Aumento de volume dos nervos periféricos.
Tumores linfoides em aves com <16 sem:
fígado, pele, coração, gônadas, pró-ventrículo
e músculos.
Descoloração da íris e irregularidade da
pupila.
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
Doença de Marek
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.
Doença de Marek
Tratamento e Controle
• Não há tratamento
• Medidas de biosseguridade
• Vacinação: principal medida
Fonte: Doenças das Aves, BERCHIERI JR et al., 2009.