XI.
SERVIÇOS PÚBLICOS
Os PONTOS MAIS IMPORTANTES desse capítulo são: conceito de SERVIÇO PÚBLICO;
classificação uti singuli e uti universi; classificação serviços próprios e impróprios; contrato
de concessão de serviços públicos (também estudado no capítulo de Contratos).
1. CONCEITO
Videoaula
Os serviços públicos podem ser conceituados como aqueles serviços prestados pela Administração, ou por quem
lhe faça as vezes, em conformidade com o regime de direito público, visando atender ao interesse público. Nesse
sentido dispõe Hely Lopes Meirelles:
“serviço público é todo aquele prestado pela Administração ou por seus delegados, sob normas e controles
estatais, para satisfazer necessidades sociais essenciais ou secundárias da coletividade ou simples con-
veniência do Estado.”
Os serviços públicos podem ser prestados pelo Estado direta ou indiretamente, conforme previsão do artigo 175
da CR/88:
“Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão,
sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.
Parágrafo único. A lei disporá sobre:
I – o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos, o caráter especial de seu
contrato e de sua prorrogação, bem como as condições de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão
ou permissão;
II – os direitos dos usuários;
III- política tarifária;
IV – a obrigação de manter serviço adequado.”
Para que uma atividade possa ser considerada serviço público, é necessária a conjugação de três elementos,
são eles:
Elemento Material – o serviço público é uma atividade prestada que deve oferecer uma utilidade ou comodidade
material diretamente fruível pelo usuário (ampliação da esfera de interesses do particular).
Essa é uma das grandes diferenças entre o conceito de serviço público e conceito de poder
de polícia, uma vez que o Poder de Polícia refere-se à prerrogativa que a Administração
Pública possui de limitar direitos individuais visando assegurar o bem-estar da coletividade.
O serviço público, por sua vez, traz vantagens pessoais e diretas ao seu usuário.
Elemento Subjetivo – o serviço público, como regra, é prestado pelo Estado. Contudo, a pre-
stação desse serviço poderá ser descentralizada para particulares ponto que será estudado
a seguir. Entretanto, destaca-se que o serviço público SEMPRE pertence à Administração Questões
12 Número de acertos = ______
Questões resolvidas
Pública Direta ou Indireta (União, Estados, Distrito Federal, Municípios, territórios,
Autarquias e Fundações Públicas), somente a sua EXECUÇÃO poderá ser delegada a
empresas privadas.
Portanto, quanto à execução do serviço, existem duas hipóteses a serem consideradas:
1. Execução direta: ocorre quando o titular do serviço público (União, Estados, Distrito Fed-
eral e Municípios) prestam a atividade DIRETAMENTE, ou seja, por meio dos agentes públi-
cos que integram seus órgãos, sem delegar a atividade a nenhuma outra pessoa jurídica. Audioaula
2. Execução indireta: ocorre quando outra pessoa jurídica presta a atividade;
2.1. Execução indireta por outorga: prestação do serviço público por pessoas jurídicas que compõem a
Administração Pública Indireta.
2.2. Execução indireta por delegação: ocorre quando o serviço público é prestado pelo particular con-
tratado (concessionário ou permissionário de serviço público).
Elemento Formal – refere-se ao fato de que o serviço público traduz uma atuação definida pela lei ou pela
Constituição Federal como dever estatal (vontade do legislador) que é regido pelas normas do Regime Jurídico
Administrativo, o qual determina o cumprimento de uma série de regras. Ex: a modalidade de licitação a ser
utilizada para assinatura de contratos que tenham por objeto a concessão de serviço público deve ser a concor-
rência; os bens diretamente empregados na prestação de serviço público são impenhoráveis; a responsabilidade
civil extracontratual da pessoa jurídica de direito privado que presta o serviço público é SEMPRE objetiva, etc.
FICA A DICA
Destaca-se que a Lei n. 8.987/95 admite subsidiariamente a aplicabilidade das regras do Código de Defesa do Consumidor, no que se
refere aos direitos do usuário do serviço público.
2. ATIVIDADES QUE NÃO ESTÃO COMPREENDIDAS NO CONCEITO DE
SERVIÇO PUBLICO
1. Obra: a execução obra não é considerada pela doutrina majoritária como serviço público, uma vez que a obra
possui início, meio e fim e o serviço público, por sua vez, tem como característica marcante a continui-
dade.
2. Poder de Polícia: refere-se à prerrogativa da Administração Pública de restringir o direito individual do particu-
lar em prol da coletividade. Portanto, exercício do poder de polícia refere-se à restrições e não a comodidades
asseguradas aos particulares.
3. Exploração de atividade econômica: nesse caso o Estado atua no domínio econômico como agente normativo
e regulador, sendo que a exploração direta de atividade econômica pelo ente público somente será permitida
quando necessária aos imperativos de segurança nacional ou à relevante interesse coletivo (art. 173 da CF/88).
Nesses casos, diferentemente do que ocorre na prestação de serviços públicos, essa atividade será realizada,
predominantemente, em conformidade com o Regime Jurídico de Direito Privado (Regime Jurídico Híbrido que
se aproxima do Regime Jurídico de Direito Privado).
3. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS IMPLÍCITOS DO SERVIÇO
PÚBLICO (ART. 175 DA CF/88)
Os serviços púbicos encontram-se regulamentados pela Lei nº 8.987/95 e, portanto, todos
os princípios administrativos incidem sobre a prestação desses serviços, entretanto, cabe
destacar alguns princípios que são próprios dessa atividade:
Continuidade do Serviço Público: em conformidade com as orientações que decorrem
desse princípio, os serviços públicos não podem sofrer interrupções desarrazoadas em sua
Questões
Número de acertos = ______ 13
Questões resolvidas
Para complementar, assista o vídeo do meu Canal do Youtube Professora Gabriela Xavier
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prestação. Contudo, existem algumas exceções em que a paralisação dos serviços públicos
é possível, são elas: situações de emergência, situações em que sejam evidenciados
problemas de ordem técnica ou de segurança das instalações e paralisação decorrente da
falta de pagamento pelo usuário, mediante prévio aviso.
FICA A DICA Audioaula
Ressalte-se que decorre do Princípio da Continuidade do Serviço Público a possibilidade de preenchimento, mediante institu-
tos como a delegação e substituição, das funções públicas temporariamente vagas.
Modicidade das tarifas: o Princípio da Modicidade das Tarifas estabelece a orientação de que o valor exigido
do usuário, a título de contraprestação pelo serviço prestado, deve ser o menor possível, com intuito de torná-lo
acessível ao maior número de usuários beneficiados.
O ordenamento jurídico prevê três formas de remuneração quanto à prestação de serviços públicos, são elas:
• Taxa: contrapartida tributária paga em virtude de um serviço OBRIGATÓRIO, específico e divisível, prestado
diretamente pelo Estado (Administração Pública Direta ou Indireta). Em razão do fato de tratar-se de con-
trapartida que possui natureza tributária, as taxas serão criadas por lei.
• Tarifa: remuneração paga pelo usuário referente à contraprestação de QUESTÃO DE PROVA
Os serviços públicos podem
serviços uti singuli prestados por particulares, concessionárias e permis- ser remunerados mediante
sionárias de serviço público. Trata-se de contraprestação que não possui taxa ou tarifa.
natureza tributária e é também denominada preço público: Ex.: serviço Correto
de telefonia;
• Imposto: receita tributária utilizada para custear a prestação de serviços uti universi. Ex.: serviço de limpeza
pública.
Destaca-se, ainda, a possibilidade na qual a concessionária de serviço público, conforme previsão contratual,
apresente outras formas alternativas de receita atreladas a prestação do serviço. Ex.: as Empresas conces-
sionárias do serviço público de transporte público podem utilizar o espaço da traseira do veículo para inserir
propagandas/banners, auferindo renda mediante a comercialização desses espaços publicitários. Essas fontes
alternativas de receita garantem a modicidade das tarifas que serão cobradas ao usuário e tal previsão
de utilização desses espaços deve estar constante no Edital de Licitação.
Princípio da cortesia: esse princípio prescreve o dever de cortesia e urbanidade do prestador do serviço em
relação ao usuário. Portanto, o serviço público deve ser prestado sempre com polidez e educação.
Igualdade entre os usuários: esse princípio estabelece que todos os ci- QUESTÃO CESPE
dadãos possuem o mesmo direito de usufruir do serviço público em igualdade O Princípio da Igualdade, que
de condições, sendo vedado tratamento discriminatório. Nesse diapasão, pressupõe a não diferenciação entre
usuários na prestação de serviço
deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na me- público, é inaplicável à determinação
dida em que se desigualam. Portanto, os serviços devem ser prestados sem legal de isenção de tarifas para
privilégios ou discriminações em relação aos usuários. idosos e deficientes.
Errado
Adequação do serviço público: a Lei Geral de Serviço Público Lei nº 8.987/95
traz no seu artigo 6º a exigência de que o serviço seja prestado de forma adequada. O referido diploma legal
define:
§ 1º Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade,
eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e
modicidade das tarifas.
Note que, dessa maneira, a adequação se reveste de cláusula geral que regulamenta a
prestação de serviço público, sendo que a Administração terá o dever de prestar o serviço
observando o que a lei impõe. Questões
14 Número de acertos = ______
Questões resolvidas
Universalidade: Conforme estudado, deve-se buscar prestar o serviço público de maneira
a abranger/alcançar o maior número de usuários/pessoas possíveis.
Adaptabilidade ou Atualidade: O serviço público deve ser prestado fazendo uso de
técnicas modernas, que acompanham o desenvolvimento da realidade social. Sendo assim,
o retrocesso não é permitido, devendo ser disponibilizado aos administrados um serviço
que, no mínimo, seja compatível com o desenvolvimento da sociedade atual.
Audioaula
4. FORMAS DE PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO
O serviço público é de titularidade do Estado, que pode efetivar sua execução de forma direta ou mediante
descentralização. A prestação direta ocorre quando a atividade é efetivada pelos próprios entes federativos,
ou seja, União, Estados, Municípios e Distrito Federal, desempenhando a atividade de forma centralizada. A
descentralização, por sua vez, ocorre quando o ente público, visando à especialização na execução da atividade
administrativa, descentraliza a prestação de determinados serviços públicos para entes da administração indireta
ou transfere a execução para particulares (contratos de concessão e permissão).
A referida descentralização pode se dar mediante outorga ou delegação de serviço público, institutos já estuda-
dos em momento anterior.
5. CLASSIFICAÇAO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
Levando-se em conta o critério da essencialidade, podemos classificar os serviços públicos em:
Serviços públicos propriamente ditos – serviços que a Administração presta diretamente à comunidade, por
reconhecer sua essencialidade, sendo esses privativos do Poder Público. Ex.: serviços de defesa nacional, os
de polícia, etc.
Serviços de utilidade pública – serviços que não são indispensáveis para a sociedade (serviços convenientes
e oportunos), os quais a Administração pode prestar diretamente ou indiretamente (mediante concessionárias,
permissionárias ou autorizatárias de serviço público), nas condições regulamentadas, mas por conta e risco dos
prestadores, mediante cobrança de tarifa paga pelos usuários. Ex.: transporte coletivo, energia elétrica.
5.1. QUANTO À ADEQUAÇÃO
Serviço próprios do Estado – serviços relacionados intimamente com as atribuições essenciais do Poder Públi-
co, prestado em regra gratuitamente (Ex: saúde pública, etc.) e, para sua execução, a Administração usa de sua
supremacia sobre os administrados.
QUESTÃO ESAF
Serviços impróprios do Estado – serviços que não afetam substancialmente O serviço prestado por um taxista
as necessidades da comunidade, mas que satisfazem interesses comuns é classificado como serviço públi-
e, por isso, a Administração os presta remuneradamente, através de seus co impróprio, porque atende às
órgãos e entidades descentralizadas ou delega sua prestação. Ex.: serviço de necessidades coletivas, mas não
é executado pelo Estado.
telefonia fixa.
Correto
5.2. QUANTO À FINALIDADE
Serviços administrativos – serviços que a Administração executa para atender às suas
necessidades internas ou para fins de preparar outros serviços que serão prestados ao
público. Ex.: Imprensa Oficial.
Serviços industriais/econômicos – serviços que produzem renda para quem os presta,
mediante a remuneração da utilidade consumida. Os serviços industriais são impróprios do
Estado, por tratarem de atividades econômicas que só poderão ser exploradas diretamente
pelo Poder Público quando relacionadas aos imperativos da segurança nacional ou a re-
levante interesse coletivo, conforme definidos em Lei (CR/88, artigo 173). Questões
Número de acertos = ______ 15
Questões resolvidas
5.3. SERVIÇOS PÚBLICOS UTI UNIVERSI E UTI SINGULI
Serviços uti universi ou gerais ou coletivos – são aqueles serviços que a Administração
presta para atender à coletividade como um todo. Ex: os serviços de polícia, iluminação
pública, calçamento e outros dessa espécie. Estes serviços são, em regra, indivisíveis, ou
seja, não é possível mensurar o quantum de utilização do serviço por cada cidadão,
haja vista que essa atividade não cria vantagens particularizadas para cada usuário. Por
essa razão, essas atividades são mantidas pela receita geral de impostos, e não me- Audioaula
diante a cobrança de taxa ou tarifa. Esses serviços são prestados compulsoriamente, independente da
anuência do usuário.
Serviços uti singuli ou individuais: refere-se aos serviços que possuem usuários determinados, e que
criam benefícios individuais. Portanto, sua utilização é particular e mensurável para cada destinatário,
como ocorre com o serviço de telefone, água e energia elétrica domiciliares. Esses serviços devem ser
remunerados mediante a cobrança de taxa (tributo) ou tarifa (preço público).
No que tange aos serviços públicos divisíveis, esses podem ser classificados em compulsórios e facultativos. Os
serviços compulsórios são essenciais à coletividade, sendo custeados mediante a cobrança de taxa pelo poder
público em decorrência do ente ter colocado o serviço à disposição dos cidadãos. Nesse caso, o não pagamento
da taxa poderá ensejar a cobrança por meio de execução fiscal.
Os serviços facultativos, por sua vez, são prestados buscando alcançar os interesses da coletividade e podem,
ou não, ser utilizados pelos usuários. Nesse caso, a contraprestação será realizada em razão do serviço efetiva-
mente utilizado, sendo que a contraprestação deve ser feita mediante a cobrança de tarifas ou preços públicos
(não possui natureza tributária).
QUESTÃO FGV
FICA A DICA Uma campanha de vacinação contra a gripe que se destine
É inconstitucional a taxa instituída para arcar com os custos de um a imunizar determinadas comunidades carentes classifica-se
serviço indivisível, como é o caso da iluminação pública. como serviço público coletivo, pois se destina a um número
indeterminado de pessoas.
Correto
Os serviços de coleta de lixo foram considerados, pelo
STF, como serviços “uti singuli”, conforme a Súmula Vinculante nº 19: “A taxa cobrada exclusivamente em razão
dos serviços públicos de coleta, remoção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis
não viola o artigo 145, II, da Constituição Federal”. O referido dispositivo determina que:
“Art. 145. A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão instituir os seguintes tributos:
II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços
públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;”
TRADUÇÃO JURÍDICA
“Como assim prof.?”
Determinado aluno outro dia enviou para mim o seguinte questionamento “Prof. Eu passei três meses inteiros na Europa viajando
(Huuuuuum, RICO rsrsr) e eu não quero pagar a taxa de coleta de lixo, haja vista que eu não fiz uso desse serviço nesse período”. Bom,
você NÃO TEM ESCOLHA haja vista que o serviço de coleta trata-se de um serviço obrigatório que foi colocado À SUA DISPOSIÇÃO.
Portanto, mesmo que você não tenha utilizado efetivamente o serviço, o pagamento da taxa será devido.
5.4. CLASSIFICAÇÃO DO AUTOR CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELO:
Serviços públicos exclusivos indelegáveis: serviços públicos que o Estado deve prestar exclusivamente
e são indelegáveis. Esses serviços só podem ser prestados pelo Estado. Ex.: serviço de segurança pública,
serviço postal.
Serviços públicos exclusivos de delegação obrigatória: serviços que o Estado presta,
mas não pode desempenhar em regime de monopólio. Ou seja, o Estado executa direta-
mente, mas também tem o dever de delegar essas atividades (serviços que não podem ser
prestadas somente pelo ente público). Ex.: televisão e rádio.
Serviços públicos delegáveis: o Estado pode prestar esse serviço diretamente ou de for-
ma indireta mediante delegação a particulares. Ex.: fornecimento de gás canalizado. Questões
16 Número de acertos = ______
Questões resolvidas
Serviços públicos não exclusivos de Estado (serviço de utilidade pública): nesse caso,
o Estado tem o dever de prestar diretamente o serviço sem, contudo, deter a titularidade
exclusiva desse serviço. Portanto, o particular também pode prestar esse serviço, em seu
próprio nome, independentemente de delegação estatal. Diante disso, o particular executa
o serviço por sua conta e risco, enquanto o Estado irá apenas autorizar, regulamentar e
fiscalizar, por meio do exercício do Poder de Polícia, essa atividade. Ex.: o fato de existir
um sistema público de saúde, não impede que os particulares também exerçam essa
atividade e construam um hospital privado. Audioaula
6. CONCESSÃO E PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO
Aspectos Gerais
Em conformidade com o art. 22, XXVII, compete à União editar normas gerais sobre licitações e contratos
administrativos, normas essas que devem ser observadas por todos os demais entes da federação. Nesse
diapasão, a União editou a Lei nº 8.987/95 que trata acerca das normas gerais sobre os regimes de concessão
e permissão de serviços públicos. Os incisos II e IV do art. 2 da Lei 8.987/95, assim definem essas modalidades
de concessão.
• Concessão de serviço público: delegação da prestação do serviço público realizada pelo poder público,
mediante licitação na modalidade concorrência, à PESSOA JURÍDICA OU CONSÓRCIO DE EMPRESAS
que demonstre capacidade para o seu desempenho, por tempo determinado.
• Permissão de serviço público: delegação da prestação de serviço público, mediante licitação em qualquer
modalidade, feita pelo poder concedente à PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA que demonstre capacidade no
seu desempenho, por sua conta e risco.
Ao ler as definições acima elencadas, já conseguimos identificar as principais diferenças dos dois institutos.
Primeiramente, cabe assinalar que a concessão será realizada mediante a assinatura de contrato junto a pes-
soas jurídicas ou consórcios de empresas. A permissão, por sua vez, será firmada junto a pessoas FÍSI-
CAS ou jurídicas. A assinatura do contrato de concessão exige a realização da licitação na modalidade concor-
rência, enquanto no contrato de permissão, por sua vez, qualquer modalidade pode ser utilizada.
Ressalte-se, ainda, que a concessão comum (regulamentada pela lei 8.987/95) pode ser dividida em duas espé-
cies, a saber:
a) Concessão simples: transferência da execução do serviço público para o particular, mediante cobrança de
tarifas dos usuários.
b) Concessão precedida de obra: contrato de concessão precedido de obra pública executada pelo particular e
indispensável à prestação do serviço público delegado.
6.1. PODER CONCEDENTE
O art. 2°, Ida lei 8.987/95 define que é considerado poder concedente “a União, o Estado, o Distrito Federal ou o
Município, em cuja competência se encontre o serviço público, precedido ou não da execução de obra pública,
objeto de concessão ou permissão”. Excepcionalmente, a lei atribui o poder de delegar serviços públicos a enti-
dades da administração indireta, como é o caso do poder atribuído a ANATEL - autarquias em regime especial.
FICA A DICA
Os contratos de concessão e permissão de serviço público devem sempre ser precedidos de licitação. Nesse
sentido, é incompatível com o art. 175 da CF/88 a dispensa e a inexigibilidade de licitação, haja vista o
comando constitucional.
• O art. 15 da Lei 8.987/95 estabelece os critérios de julgamento a serem adotados nas licitações prévias
à concessões, o critério escolhido deverá estar explicito no edital;
• A Lei 8.987/95, no art. 18, faculta ao edital a previsão de inversão das fases de habilitação e julgamento
no processo licitatório.
Questões
Número de acertos = ______ 17
Questões resolvidas
6.2. PRAZO
A Lei 8.987/95 não estabelece os prazos máximos e mínimos de duração dos contratos de
concessão, sendo que cabe a lei editada por cada ente federado dispor acerca do prazo
de duração. Portanto, não há uniformização de prazos em âmbito nacional, exceto no que
tange às parcerias público-privadas.
Portanto, cabe ressaltar que não são aplicáveis às concessões e permissões de serviço
Audioaula
público, os prazos de duração dos contratos administrativo estabelecidos na Lei 8.666/93,
haja vista que nas concessões a remuneração do particular contratado é realizada pelo usuário do serviço
e não pela administração. Ou seja, o contrato de concessão não vincula o orçamento público, estando a du-
ração desses adstrita à vigência dos créditos orçamentários. Entretanto, o contrato deverá ser firmado com
prazo determinado. Desse modo, a desvinculação ao art. 57 da lei 8.666/93 não significa celebração do
contrato de concessão de serviços por prazo indeterminado.
6.3. SUBCONCESSÃO
Conforme estudado, os contratos administrativos possuem natureza personalíssima e, por essa razão, são
causas de extinção do vínculo contratual a falência ou extinção da empresa concessionária e o falecimento do
titular da empresa individual. No entanto, cabe asseverar a possibilidade na qual a empresa concessionária
de serviço realiza a contratação de terceiros para fins de desenvolvimento de atividades acessórias ou
complementares à atividade principal desempenhada. A celebração desses contratos entre a concessionária
e outros particulares possui natureza jurídica de contrato privado, sem qualquer necessidade de consentimento
ou participação do poder público (subcontratação parcial).
Na subconcessão, ao contrário do que ocorre nos contratos privados celebrados pela empresa concessionária
(descrito no parágrafo acima), o próprio poder público que outorga a subconcessão e não a empresa
concessionária. Nos termos do art. 26 da Lei 8.987/95, admite-se a subconcessão do serviço público concedido à
empresa concessionária, nos termos do contrato de concessão, mediante autorização pelo poder concedente
e licitação na modalidade concorrência. Portanto, a concessionária irá solicitar ao Poder Público que promova
a subconcessão parcial do objeto do contrato nos termos da lei e, nesse caso, diferentemente do que ocorre nos
casos de subcontratação descrito no parágrafo anterior, não há relação jurídica entre a concessionária e a
subconcessionária, há relação contratual entre a subconcessionária e o poder público que irá conduzir
o procedimento licitatório de subconcessão.
FICA A DICA
O art. 13 da Lei 8.987/95 prevê a possibilidade de cobrança de tarifas diferenciadas em função das características técnicas dos
usuários (isonomia material), vedado sobre qualquer pretexto o benefício singular.
6.4. DIREITOS E OBRIGAÇÕES DO USUÁRIO
Leitura obrigatória art. 7º da Lei 8.987/95 -> Destaca-se que entre a concessionária de serviço público e o
usuário existe uma relação de consumo, o usuário é o consumidor e, por essa razão, podem sem utilizadas em
seu favor as normas constantes no Código de Defesa do Consumidor.
6.5. OBRIGAÇÕES DA CONCESSIONÁRIA
Leitura obrigatória art. 31 da Lei 8.987/95 -> Deve-se destacar a previsão constante no
inciso VI que prevê a possibilidade das concessionárias de executar desapropriações e
constituir servidões administrativas necessárias à prestação dos serviços públicos.
Nesse sentido, cabe ressaltar que a decretação de utilidade ou necessidade pública é com-
petência exclusiva do poder público, sendo que somente a execução da desapropriação
pode ser realizada pela concessionária.
Questões
18 Número de acertos = ______
Questões resolvidas
6.6. PRERROGATIVAS DO PODER CONCEDENTE
Conforme estudado, assim como ocorre nos demais contratos administrativos, o poder
público goza de inúmeras prerrogativas de direito público no bojo dos contratos de con-
cessão, são essas:
• Alteração unilateral do contrato; • Aplicação de sanções;
• Extinção unilateral do contrato; • Decretação da ocupação temporária. Audioaula
• Fiscalização da execução do contrato;
6.7. EXTINÇÃO
Cabe destacar a temática acerca da extinção dos contratos de concessão ou permissão enumeradas na Lei,
são essas: extinção em virtude do advento do termo contratual, encampação, caducidade, rescisão judicial,
anulação, falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do titular no caso de
empresa individual. Nessas situações, haverá a imediata assunção do serviço pelo poder concedente, autorizada
a ocupação das instalações e a utilização de todos os bens reversíveis.
FICA A DICA
Extinta a concessão tornam-se propriedade do poder concedente todos os bens reversíveis, expressamente descritos no contrato,
e imediatamente ocorrerá a assunção do serviço pelo poder público, o que autoriza a ocupação das instalações e a utilização, pelo
poder público, de todos os bens reversíveis. Ex: ao final do contrato de concessão de transporte público, o poder público se tornará
proprietário dos ônibus utilizados pela empresa concessionária para fins de garantir a continuidade da prestação do serviço – princípio
da continuidade do serviço público.
6.7.1. Intervenção na concessão
Na Lei 8987/95 a intervenção da concessão está prevista e regrada nos arts. 32 e 34 e será declarada em razão
da prestação de serviço inadequado, determinada por decreto do poder público que deverá conter a designação
do interventor, o prazo da intervenção, os objetivos e limites da intervenção. Decretada a intervenção, o Poder
Público terá o prazo de trinta dias para instaurar o procedimento administrativo para fins de apurar as
responsabilidades. Tal procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de cento e oitenta dias, sob
pena de ser considerada inválida a intervenção.
A intervenção refere-se a mero procedimento acautelatório que visa assegurar a continuidade na prestação do
serviço, enquanto o ente público apura eventuais irregularidades. Por essa razão, a intervenção é decretada desde
logo, sem contraditório e ampla defesa prévios, contudo, destaca-se que durante o procedimento administrativo
está assegurado o direito ao contraditório.
6.7.2. Advento do termo
Trata-se da possibilidade de extinção do contrato de concessão em razão do advento do termo contratual. Nessa
situação, chega ao fim o prazo do contrato e os bens reversíveis passam a se tornar propriedade do poder con-
cedente.
MACETE 6.7.3. Encampação
CADUC I DADE (6° letra, letra I de INADIMPLEMENTO):
rescisão unilateral por razões de Inadimplemento da A encampação refere-se à rescisão
empresa contratada. unilateral e retomada do serviço pelo
ENCAM P AÇÃO (6° letra, letra P de PÚBLICO): poder público em razão do interesse
rescisão unilateral por razões de interesse Público público superveniente. Nesse sentido,
superveniente. Vocês também podem pensar que
são requisitos para encampação:
quando alguém fica mais velho... essa pessoa começa
a CADUCAR, certo? Aí já não lembra mais das coisas, interesse público superveniente, lei
inclusive esquece até de cumprir as obrigações autorizativa específica e pagamento
contratuais. Não é mesmo? prévio de indenização à empresa. Questões
Número de acertos = ______ 19
Questões resolvidas
6.7.4. Caducidade
A caducidade refere-se à modalidade de rescisão unilateral em razão da inexecução total
ou parcial do contrato por parte da concessionária. Nessa situação, haverá necessidade
de instauração de um procedimento administrativo no qual será averiguado os descum-
primentos contratuais. Caso verificada a inadimplência do
ENCAMPAÇÃO contratado no processo, a caducidade será imposta por de-
– Interesse Público creto do poder concedente. Audioaula
– Lei específica Destaca-se que a transferência de concessão ou do controle societário da
– Prévia Indenização concessionária, sem prévia anuência do Poder concedente, enseja a cadu-
CADUCIDADE cidade da concessão. Na caducidade, a indenização não é prévia, inclusive a
– Culpa -> concessionária Administração Pública poderá cobrar indenização em razão dos prejuízos sofri-
– Decreto dos pelo poder público, podendo descontar da garantia apresentada no momento
da assinatura do contrato.
6.7.5. Rescisão Judicial
A rescisão da concessão por iniciativa da concessionária será sempre judicial. Destaca-se que os serviços pre-
stados pela concessionária não poderão ser interrompidos ou paralisados até a decisão judicial com trânsito em
julgado. Portanto, nos contratos de concessão não se aplica a cláusula de exceção do contrato não cumprido
diferida, que se aplica nos demais contratos administrativos, nos quais o contratado é obrigado a suportar 90 dias
de inadimplência da Administração Pública para paralisar o serviço. Nesse caso, a paralisação ocorre somente
em razão de sentença judicial definitiva.
QUESTÃO CESPE
6.7.6. Anulação Para a contratação de PPP, é impre-
scindível a realização de licitação,
A anulação é a extinção do contrato em razão de vício de legalidade. que deverá ser feita, unicamente, na
modalidade de concorrência.
Errado
6.8. PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA
A Lei nº 11.179 de 2004 define duas espécies de parceria público-privadas:
• Concessão patrocinada: trata-se da concessão de serviços públicos, precedida ou não de obras, quando
há o pagamento, adicionalmente a tarifa cobrada dos usuários, de contraprestação pecuniária paga pelo
parceiro público. A intenção desta contraprestação é a garantia da modicidade de tarifas aos usuários.
• Concessão administrativa: o contrato de prestação de serviço público no qual a Administração Pública é
a usuária direta ou indireta do serviço. Ex: contrato firmado com uma determinada empresa para que ela
execute a construção de um presídio ficando responsável pela prestação do serviço penitenciário.
Portanto, nas parcerias públicos-privadas, ao contrário da concessão
comum, há uma contraprestação pecuniária paga pelo parceiro
CONCESSÃO COMUM
público. Destaca-se que em qualquer modalidade parceria público-
– povo usa o serviço
privada haverá uma contraprestação pecuniária a ser paga pelo par-
– povo paga pelo serviço
ceiro público ao parceiro privado, no entanto, na concessão administra-
CONCESSÃO PATROCINADA tiva a contraprestação será o próprio valor que a Administração Pública
– povo usa o serviço paga na qualidade de usuária direta ou indireta dos
– povo e administração pagam pelo serviços prestados.
serviço
A Lei 11.079/04, que regulamenta as Parce-
CONCESSÃO ADMINISTRATIVA ria Públicos Privadas, determina que o certame
– administração usa o serviço para a realização desse tipo de contrato, será
– administração paga pelo serviço realizado, em regra, na modalidade concorrência
(excepcionalmente na modalidade leilão).
Questões
20 Número de acertos = ______
Questões resolvidas
6.8.1. Características do Contrato de PPP
• o prazo de vigência do contrato não será inferior a 5 (cinco) nem superior a 35 (trinta e
cinco) anos e no bojo desse contrato haverá uma repartição de riscos e ganhos entre
as partes;
• o compartilhamento com Administração Pública de ganhos econômicos efetivos do par-
ceiro privado;
Audioaula
• mecanismos para a preservação da atualidade da prestação dos serviços, evitando-se a
prestação de serviços obsoletos, o que comprometeria diretamente sua eficiência e adequação;
• o compartilhamento com a Administração Pública de ganhos econômicos efetivos do parceiro privado.
• a realização de vistoria dos bens reversíveis pelo poder público.
• os fatos que caracterizem a inadimplência pecuniária do parceiro público, os modos e o prazo de regulari-
zação e, quando houver, a forma de acionamento da garantia prestada pela Administração;
• A Parceria Público-Privada deve ser gerida por uma sociedade de propósito específico, criada previamente
à celebração do contrato, ficando responsável pela implantação da parceria.
No mínimo, o contrato de parceria pública-privada terá o valor de 10 milhões de reais.
As obrigações pecuniárias contraídas pela Administração Pública poderão ser garantidas mediante vinculação de
receitas de impostos, fundos especiais, contratação de seguro garantia e outros mecanismos admitidos em lei.
6.8.2. Licitação prévia a contratação de Parcerias Público-Privadas
As parcerias público-privadas serão precedidas de licitação, em regra, na modalidade de concorrência. A abertura
do procedimento licitatório é condicionada à autorização da autoridade competente, fundamentada em estudo
técnico e deve encontrar-se prevista no plano plurianual. O julgamento da licitação pode adotar como critério o
menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado, melhor proposta em razão da combinação de critérios
menor valor da tarifa e melhor técnica e menor valor da contraprestação a ser paga.
TRADUÇÃO JURÍDICA
“Como assim prof.?”
Na época em que atuei como Gerente do Projeto da Copa do Mundo no Estado de Minas Gerais, acompanhei de perto a Parceria
Público-Privada firmada pelo Estado junto a um consórcio de empresas que, mediante a assinatura do contrato de concessão, se
tornou responsável pela operação do Estádio de futebol Mineirão. Mas como isso aconteceu? Após a escolha de Belo Horizonte como
Cidade-sede do evento Copa do Mundo, mostrou-se necessário a realização de uma reforma no Estádio para fins de atender os req-
uisitos FIFA. Contudo, na época o Estado de Minas Gerais não possuía recursos para custear a reforma e mostrou-se conveniente a
realização de um contrato de concessão. Através da assinatura do contrato de concessão, o Estado transfeririu a gestão e operação
de jogos e eventos que acontecem no Estádio a uma concessionária que receberia, em contraprestação aos serviços prestados,
tarifas (ingressos de jogos e eventos) cobradas dos usuários.
Contudo, a referida concessão dos serviços foi, para fins de cumprimento dos requisitos FIFA, precedida de obra: a reforma do Está-
dio. Nessa medida, o consórcio de empresas contratado realizou um grande investimento para fins de conclusão da obra e reforma do
estádio, cujo retorno se daria mediante cobrança de tarifa paga pelos usuários do serviço. Entretanto, tendo em vista a obra milionária
realizada no Estádio de futebol, seria necessário, para fins de garantir o retorno do investimento realizado pela concessionária, a
cobrança de uma tarifa de alto valor aos usuários. Contudo, se os ingressos para os jogos de futebol passassem a custar R$400,00,
somente uma parcela restrita de cidadãos poderia assistir aos jogos, você não concorda? Dessa maneira, para fins de garantir a
modicidade das tarifas cobradas pela concessionária e visando assegurar o acesso a esse serviço pelo maior número de pessoas,
adicionalmente à tarifa cobrada pelos usuários, o Estado de Minas Gerais realiza o pagamento/contraprestação de uma quantia à
concessionária -> trata-se de exemplo típico de parceria público-privada.
6.9. PERMISSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO
A permissão de serviços públicos também encontra-se prevista no texto constitucional e
regulamentada, na lei 8.987/95, como forma de delegação de serviço público a particulares
que executarão a atividade por sua conta e risco. Confira:
“Art. 40. A permissão de serviço público será formalizada mediante contrato de adesão, Questões
Número de acertos = ______ 21
Questões resolvidas
Para complementar, assista o vídeo do meu Canal do Youtube Professora Gabriela Xavier
[Link]
que observará os termos desta Lei, das demais normas pertinentes e do edital de lici-
tação, inclusive quanto à precariedade e à revogabilidade unilateral do contrato pelo
poder concedente.”
O Supremo Tribunal Federal já se manifestou acerca da matéria na ADI 1.491, que não há
qualquer distinção entre concessão e permissão de serviço público, no que tange à sua
Audioaula
natureza, podendo ambos serem considerados contratos administrativos.
ATENÇÃO
O contrato de permissão deve prever um prazo a ser respeitado. Nesse caso, havendo rescisão antecipada, cabe o direito à indeni-
zação. Porém, FIQUEM ATENTOS AS PROVAS DE CONCURSOS! Algumas Bancas cobram o texto da lei que apenas menciona: a
permissão é um contrato de adesão, precário, e que, por isso, não acarreta direitos indenizatórios ao contratado.
7. AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO PÚBLICO
A autorização é um ato administrativo, unilateral, discricionário e precário. Portanto, sendo um ato discricionário
e precário o particular não terá direito à indenização, caso o poder público revogue o benefício.
Súmulas do STF
• Súmula Vinculante n. 19: A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, re-
moção e tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis, não viola o artigo 145, il, da
constituição federal.
• Súmula Vinculante n. 27: Compete à justiça estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de
serviço público de telefonia, quando a Anatei não seja litisconsorte passiva necessária, assistente, nem o
poente.
• Súmula Vinculante n. 29: É constitucional a adoção, no cálculo do valor de taxa, de um ou mais elementos
da base de cálculo própria de determinado imposto, desde que não haja integral identidade entre uma base
e outra.
• Súmula n. 157: É necessária prévia autorização do presidente da república para desapropriação, pelos es-
tados, de empresa de energia elétrica.
• Súmula n. 344: Sentença de primeira instância concessiva de «habeas corpus», em caso de crime praticado
em detrimento de bens, serviços ou interesses da união, está sujeita a recurso «ex officio».
• Súmula n. 477: As concessões de terras devolutas situadas na faixa de fronteira, feitas pelos estados, au-
torizam, apenas, o uso, permanecendo o domínio com a união, ainda que se mantenha inerte ou tolerante,
em relação aos possuidores.
• Súmula n. 516: O serviço social da indústria (SESI) está sujeito à jurisdição da justiça estadual.
• Súmula n. 545: Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daque-
les, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei
que as instituiu.
• Súmula n. 670: O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.
Súmulas do STJ
• Súmula n. 356: É legítima a cobrança da tarifa básica pelo uso dos serviços de telefonia fixa.
• Súmula n. 391: O ICMS incide sobre o valor da tarifa de energia elétrica correspondente à demanda de
potência efetivamente utilizada.
• Súmula n. 407: É legítima a cobrança da tarifa de água fixada de acordo com as categorias de usuários e
as faixas de consumo.
• Súmula n. 506: A Anatei não é parte legítima nas demandas entre a concessionária e o
usuário de telefonia decorrentes de relação contratual.
META DE DESEMPENHO TOTAL DO CAPÍTULO
Número total de acertos no capítulo
Número total de questões respondidas
= = %
Questões
22 Número de acertos = ______
Questões resolvidas