UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
CENTRO DE CIÊNCIAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE FÍSICA EXPERIMENTAL PARA ENGENHARIA
SEMESTRE 2022.1
PRÁTICA 03 – PÊNDULO SIMPLES
ALUNO: DAVI CARLOS DE MENESES
MATRÍCULA: 536783
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
TURMA: 03
PROFESSOR: CARLOS HENRIQUE
1 OBJETIVOS
- Verificar as leis do pêndulo.
- Determinar a aceleração da gravidade local.
2 MATERIAL
- Pedestal de suporte com transferidor;
- Massas aferidas m1 e m2;
- Cronômetro (alternativamente pode ser usado a função cronômetro de um celular);
- Fita métrica;
- Fio (linha).
3 INTRODUÇÃO
Os primeiros estudos acerca dos movimentos pendulares foram feitos por Galileu
Galilei, famoso físico e astrônomo italiano. O mesmo desenvolveu estudos sobre a
periodicidade desses movimentos e deu iniciativa a teoria das oscilações do pêndulo, além de
ter sido o primeiro a observar que o período de oscilação de um pêndulo independe da massa
em questão, portanto depende apenas do comprimento do pêndulo (distância desde o início do
fio inextensível ao centro de massa do corpo em pauta). Entretanto, a formulação correta acerca
do movimento pendular foi feita pelo físico holandês Chrisaan Huygens, que descreve seus
métodos e resultados obtidos em sua principal obra sobre o pêndulo simples e demais assuntos:
Horologium Oscillatorium: sive de motu pendulorum ad horologia aptato demonstrationes
geometricae (1673).
De acordo com informações do site Mundo Educação, o pêndulo simples é a definição
que se dá a um sistema mecânico composto por um cabo inextensível de massa desprezível e
uma partícula que oscila em torno de uma posição fixa.
Figura 3.1 - Ilustração de um pêndulo simples.
Fonte: [Link]
2
No sistema pendular simples, as forças dissipativas que atuam no sistema (como a
resistência do ar), são consideradas nulas, por conta de aproximações feitas. A relação
decorrente entre as ações das forças de tração e peso, exercidos pelo fio e pela partícula, gera
uma força centrípeta, já que o peso e a tração são diferentes, portanto, não se cancelam, o que
resulta em uma oscilação em relação ao ponto de equilíbrio.
Figura 3.2 – A força resultante entre a tração (T) e o peso (P) é uma força centrípeta.
Fonte: [Link]
Figura 3.3 - Força restauradora no movimento pendular representado pela componente
horizontal do peso (Px).
Fonte: [Link]
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De acordo com informações obtidas no blog Multiverso da Física (2017), o movimento
do pêndulo simples, tem como um de seus principais aspectos a sua repetitividade, já que após
um intervalo de tempo t, o movimento se repete, logo, o movimento é tido como constante no
intervalo de tempo. Este intervalo de tempo é definido como um período, que é o tempo onde
o pêndulo completa uma oscilação completa, ou seja, retorna ao mesmo ponto de onde partiu.
Portanto, se o ângulo inicial em relação ao ponto vertical antes de ser solto for pequeno, o
movimento pendular é considerado como movimento harmônico.
Figura 3.4 – Equação do período do pêndulo simples.
t = período do pêndulo
l = comprimento do pêndulo
g = aceleração da gravidade
Fonte: [Link]
Nota-se a equação possui apenas uma variável, o comprimento do pêndulo, já que π e g
são constantes. O que confirma o que foi dito sobre o movimento pendular depender apenas do
seu comprimento e não da massa da partícula em questão.
Entretanto, o período em sistemas pendulares simples independente do seu ângulo
inicial, é expresso pela seguinte equação, calculada, por Augusto Beléndez, Ph.D. em Física
pela Universidade de Valência, Espanha, em 1990.
Figura 3.5 – Equação do pêndulo simples para qualquer ângulo inicial.
Fonte: A. Beléndez et al 2009 Eur. J. Phys. 30 L25
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Observa-se uma diferença, já que com ângulos que são considerados pequenos, a
equação é bem mais simples, já que o mesmo irá se comportar como um oscilador harmônico
simples.
4 PROCEDIMENTO
Na terceira aula prática de física experimental, fomos apresentados ao pêndulo simples,
cujo o sistema é composto por uma partícula, que no caso da nossa prática laboral, eram
pequenos pesos com determinada massa, um fio ou cabo inextensível que o segure, onde foi
utilizado uma linha e um suporte para que a partícula se mantivesse suspensa no ar, sendo
segurado apenas pelo cabo e sendo afetada pela aceleração da gravidade.
Inicialmente tivemos uma pequena aula teórica acerca do assunto, nos introduzindo à
alguns estudos e embasamentos teóricos que foram utilizados na prática, como as leis do
pêndulo e as leis do movimento harmônico simples. Nessa explicação, pode-se observar as
relações entre as forças que atuam sobre o sistema pendular, como a gravidade, que tem relação
direta com a força peso e a força restauradora, que é o que faz o movimento ser periódico.
Também foi ressaltado que as forças dissipativas, como a resistência do ar e quaisquer outras
forças dissipativas que possam atuam sobre o sistema pendular simples são consideradas nulas
pela aproximação. Tudo isso foi confirmado e provado com os estudos e pesquisas feitos na
confecção do relatório e não pratica realizada no laboratório.
A prática teve início com uma pequena tarefa, descrever as massas dos corpos cujo
iriamos usar no pêndulo simples:
Tabela 4.1 – Massas dos corpos
m1 (massa menor) = 50 gramas
m2 (massa maior) = 100 gramas
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
Em seguida, fomos orientados primeiramente a ajustar o comprimento do fio
inextensível (linha), de modo em que o mesmo tivesse 20 (vinte) centímetros do início do
pêndulo (ponto de suspensão), ao centro de gravidade do corpo em questão. Em seguida, fomos
instruídos a deslocar o objeto a um ponto onde houvesse uma variação de 15º em relação ao
ponto de equilíbrio do corpo no pêndulo. Depois deveríamos soltar o corpo e medir com o uso
de um cronômetro de um celular autorizado pelo professor, o tempo de 10 (dez) oscilações.
Também fomos instruídos a repetir o processo três vezes e calcular a média entre os resultados.
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Algumas observações são: Devido o curto tempo disponível, o tempo foi calculado sem
interrupções, ou seja, o objeto foi solto e oscilou 10 vezes seguidas, o que resulta em uma
imprecisão. Ademais como a reação humana é da ordem de grandeza de 10-1, foram levados em
consideração apenas os décimos de segundo.
Tabela 4.2 – Resultados de tempo obtidos para 10 períodos, em um pêndulo com
comprimento de 20 centímetros, ângulo de 15º e massa de 100 gramas.
Aluno 1 9,2 segundos
Aluno 2 8,9 segundos
Aluno 3 9,1 segundos
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
Tabela 4.3 – Período médio em segundos.
Aluno: 10T/10: Período médio:
Aluno 1 0,92 segundo
Aluno 2 0,89 segundo 0,9 segundo
Aluno 3 0,91 segundo
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
Após fazer esses processos, fomos orientados a realizar vários testes e preencher uma
tabela cuja qual o comprimento do pêndulo variava entre 20 e 140 centímetros, com uma
variação de 20 centímetros a cada novo comprimento.
Tabela 4.4 - Resultados experimentais para o pêndulo simples.
L(cm) θ(graus) m(gramas) 10T(s) Tm(s) (Tm)2(s2)
L1=20 θ1 = 15 m2 = 100 10T1 = 9,2 10T1 = 8,9 10T1 = 9,1 T1 = 0,906 T12 = 0,821
L2=40 θ2 = 15 m2 = 100 10T2 = 12,7 10T2 = 12,6 10T2 = 12,6 T2 = 1,263 T22 = 1,595
L3=60 θ3 = 15 m2 = 100 10T3 = 15,2 10T3 = 15,3 10T3 = 15,2 T3 = 1,523 T32 = 2,319
L4=80 θ4 = 15 m2 = 100 10T4 = 17,9 10T4 = 17,8 10T4 = 17,9 T4 = 1,786 T42 = 3,190
L5=100 θ5 = 15 m2 = 100 10T5 = 19,6 10T5 = 19,5 10T5 = 19,5 T5 = 1,953 T52 = 3,814
L6=120 θ6 = 15 m2 = 100 10T6 = 21,7 10T6 = 21,6 10T6 = 21,7 T6 = 2,166 T62 = 4,691
L7=140 θ7 = 15 m2 = 100 10T7 = 23,5 10T7 = 23,5 10T7 = 23,6 T7 = 2,353 T72 = 5,536
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
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Após realizar todo esse processo e preencher a tabela com os dados, uma nova tarefa foi
encaminhada: realizar uma nova experiência para entender a influência da amplitude
(elongação máxima do pêndulo, diretamente ligada ao ângulo inicial) e como ela interfere no
comportamento do movimento pendular. Portanto, foi orientado que fizéssemos o mesmo
experimento, porém, com ângulos iniciais diferentes.
Tabela 4.5 - Resultados experimentais para o estudo da influência da amplitude sobre o
período do pêndulo simples.
L(cm) θ(graus) m(gramas) 10T(s) Tm(s) (Tm)2(s2)
L1=100 θ1 = 15 m2 = 100 10T1 = 19,6 10T1 = 19,5 10T1 = 19,5 T1 = 1,953 T12 = 3,814
L2=100 θ2 = 10 m2 = 100 10T2 =19,3 10T2 = 19,5 10T2 = 19,5 T2 = 1,943 T22 = 3,775
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
Com essa prática, pode-se observar que a diferença entre os resultados é quase
insignificante na ordem de grandeza do reflexo humano. Isso acontece pelo fato de que em
ângulos pequenos, ou seja, com uma amplitude angular menor que 22º, o erro percentual do
período do pêndulo é de aproximadamente 1%. Como pode-se observar no simulador a seguir,
como a amplitude angular desses pêndulos está abaixo de 22º, o valor do período tem uma
diferença muito pequena, mesmo levando em consideração o valor dos ângulos iniciais.
Figura 4.6 – Simulador de pêndulo com amplitude ampla, com 100 centímetros de
comprimento e ângulo inicial de 10º
Fonte: Figura adaptadas utilizando o simulador disponível em: [Link]
[Link]/hbase/[Link]#c2
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Figura 4.7 – Simulador de pêndulo com amplitude ampla, com 100 centímetros de
comprimento e ângulo inicial de 15º
Fonte: Figura adaptadas utilizando o simulador disponível em: [Link]
[Link]/hbase/[Link]#c2
Após isso, fomos instruídos a fazer uma nova experiência. Mantendo o fio com
comprimento de 100 centímetros e ângulo inicial de 10º, porém com massas diferentes para
observar a influência da massa no sistema pendular simples.
Tabela 4.7 - Resultados experimentais para o estudo da influência da massa sobre o
período do pêndulo simples.
L(cm) θ(graus) m(gramas) 10T(s) Tm(s) (Tm)2(s2)
L1=100 θ1 = 10 m1 = 50 10T1 = 19,5 10T1 = 19,7 10T1 = 19,9 T1 = 1,97 T12 = 3,880
L2=100 θ2 = 10 m2 = 100 10T2 =20,0 10T2 = 19,8 10T2 = 19,7 T2 = 1,983 T22 = 3,932
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
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Depois disso, fomos instruídos também a representar graficamente os dados que
tínhamos obtido:
Gráfico 4.8 – Representação gráfica do período em função do comprimento.
Período em função do comprimento
3
2,353
2,5 2,166
1,953
2 1,786
Período (s)
1,523
1,5 1,263
0,906
1
0,5
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160
Comprimento (cm)
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
Gráfico 4.9 - Representação gráfica do quadrado do período em função do comprimento.
Quadrado do período em função do comprimento
3
2,353
2,5 2,166
1,953
2 1,786
Período (s2)
1,523
1,5 1,263
0,906
1
0,5
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160
Comprimento (cm)
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
Com isso observamos que a massa também não possui influência sobe o sistema do
pêndulo simples e por isso não tem nenhum termo dependente de massa na equação do pêndulo.
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Uma observação importante é que como não tínhamos um sistema de cronometração automática
e precisa, existe a possibilidade de erro por conta da imprecisão humana.
Assim a aula foi concluída de modo muito proveitoso e dinâmico, agregando bastante
nos conhecimentos e assuntos que foram debatidos.
5 QUESTIONÁRIO
1- Dos resultados experimentais é possível concluir-se que os períodos independem das
massas? Justifique.
Sim, é possível concluir que o período independe da massa do corpo. O que pode ser
justificado pela ausência de forças dissipativas no sistema pendular. Além disso, o fato pôde
ser evidenciado através da última experiência feita.
2- Dos resultados experimentais o que se pode concluir sobre os períodos quando a
amplitude passa de 10º para 15º? Justifique.
Há uma diferença bem pequena, porém não a mesma não pode ser percebida pelo reflexo
humano. Isso pode se justificar porque os ângulos usados são ângulos tidos como pequenos, ou
seja, o pêndulo tinha amplitude angular menor que 22º.
3- Qual a representação gráfica que se obtém quando se representa T x L? Explique.
Período em função do comprimento
3
2,353
2,5 2,166
1,953
2 1,786
Período (s)
1,523
1,5 1,263
0,906
1
0,5
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160
Comprimento (cm)
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
A representação gráfica seria essa, pois determina o período de acordo com o
comprimento em centímetros do pêndulo.
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4- Idem para T2 x L. Explique.
Quadrado do período em função do comprimento
3
2,353
2,5 2,166
1,953
2 1,786
Período (s2)
1,523
1,5 1,263
0,906
1
0,5
0
0 20 40 60 80 100 120 140 160
Comprimento (cm)
Fonte: Tabela elaborada pelo autor. Dados obtidos pela equipe presente na aula.
A representação gráfica seria essa, pois determina o quadrado do período de acordo com
o comprimento em centímetros do pêndulo.
5- Determine o valor de “g” a partir do gráfico T2 x L (indique os valores numéricos
utilizados nos cálculos).
Para fazer a questão utilizaremos a equação do pêndulo simples:
Irei utilizar o valor de t quando o comprimento é 100 centímetros, onde o período ao
quadrado é aproximadamente 2.
Como o primeiro termo está elevado ao quadrado, o segundo termo também deve estar:
Desenvolvendo a seguinte expressão teremos:
Portanto, g = 4π2 l / t2
g = (4π2 * 1) / 22
g = (4π2 * 1) / 4
g = 9,87 m/s2
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6- Qual o peso de uma pessoa de massa 72,00 kg no local onde foi realizada a
experiência?
O peso é calculado pela massa multiplicada pela aceleração, que no caso de uma pessoa
no planeta Terra, é a gravidade. Nesse exercício, usaremos a gravidade encontrada na questão
anterior. Portanto, uma pessoa de massa 72,00 kg terá peso:
72,00 x 9,87 = 710.64 N
7- Qual o peso da pessoa da questão anterior na lua?
Já na lua, a aceleração gravitacional é 1.622 m/s2. Portanto, o peso seria calculado da
seguinte maneira:
72,00 x 1,622 = 116.784 N
8- De acordo com o valor de g encontrado experimentalmente nesta prática, qual seria
o comprimento para um período de 1,8 s?
Como visto na questão: g = 4π2 l / t2
Portanto, substituindo os dados que temos na expressão acima temos:
9,87 = 4 π2 l / 1,82
9,87 = 4 π2 l / 3,24
4 π2 l = 9,87 * 3,24
π2 l = 32/4
π2 l = 8
l = 8/π2
l = 0,81 m ou 81 cm
CONCLUSÃO
Tendo em vista, tudo que foi apresentado em sala, bem como os assuntos destacados na
aula experimental e as pesquisas e estudos feitos em casa para a conclusão desse relatório, desde
de embasamentos teóricos à prática realizada, pode-se confirmar o progresso em relação ao
assunto tratado. Todo o estudo feito sobre os movimentos pendulares foi de grande impacto e
de extrema importância, já que a partir do mesmo, obteve-se conhecimentos essenciais sobre o
pêndulo simples, sua origem, os cálculos e leis que o envolvem. Além disso, a prática
comprovou embasamentos teóricos, proporcionando uma noção real do que acontece no
fenômeno observado.
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REFERÊNCIAS
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da Física, 2009. Disponível em: [Link]
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FIOLHAIS, Carlos. Galileo e o Pêndulo. História da Física, 2011. Disponível em:
[Link] Acesso em 19 de
maio 2022.
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MENDONÇA, Leticie. Pêndulo Físico. Laboratório de Física I, 2017. Disponível em:
[Link]
Acesso em 19 de maio 2022
PÊNDULO. Infopédia, 2022. Disponível em [Link] Acesso em:
20 de maio de 2022.
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[Link] Acesso em: 20 de
maio 2022
PÊNDULO simples. Sites pessoais e de pesquisa da FT, 2018 Disponível em:
[Link]
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PÊNDULO. Wikipédia, 2021. Disponível em: [Link] Acesso
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