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BL - Resumão Do Jão

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Biologia

Tecidos Simples: Parênquima

Conceito e Origem
- Composto por um único tipo de célula.
- Origina-se do meristema fundamental.
- Também pode surgir de tecidos vasculares ou felogênio.

Características Gerais
- Células vivas com capacidade de divisão celular (potencialmente meristemático).
- Paredes delgadas (celulose, hemicelulose e substâncias pécticas).
- Espaços intercelulares variáveis (esquizógenos ou lisígenos).
- Isodiamétricas ou de formas variadas.

Funções
- Preencher e sustentar órgãos.
- Regeneração e cicatrização.
- Envolvimento em:
- Fotossíntese.
- Transporte.
- Reserva.
- Secreção.

Ocorrência
- Presente em quase todos os órgãos vegetais:
- Folhas, caule, raízes, frutos e flores.
- Mesófilo, córtex e tecidos vasculares.

Tipos de Parênquima
De Preenchimento (Fundamental):
- Localizado no córtex e medula.
- Armazena amido, mucilagens ou compostos fenólicos.

Clorofiliano (Clorênquima):
- Realiza fotossíntese.
- Subtipos:
- Paliçádico: células alongadas, poucos espaços intercelulares.
- Esponjoso: células irregulares, grandes lacunas.
- Plicado: células dobradas para aumentar a área.
- Braciforme: células com projeções que delimitam lacunas.

De Reserva:
- Armazena amido, óleos, proteínas, água ou ar.
- Subtipos:
- Amilífero: armazena amido (ex.: batata).
- Aerífero (Aerênquima): armazena ar (ex.: plantas aquáticas).
- Aquífero: armazena água (ex.: suculentas).
Colênquima

Considerações Gerais
- Origem: Meristema fundamental.
- Termo: Do grego colla (cola) – espessamento fino e brilhante.
- Função: Sustentação em órgãos de crescimento primário ou sujeitos a movimentos.
- Células vivas: Com capacidade de divisão até à maturidade.
- Paredes celulares:
- Compostas por celulose, substâncias pécticas e até 60% de água.
- Brilhantes, flexíveis, com espessamentos irregulares.
- Regeneração: Atua na cicatrização e pode originar o felogênio (ex.: casca de árvores).
- Pode sofrer lignificação e se transformar em colênquima esclerificado.

Características
- Células alongadas, semelhantes ao parênquima (protoplasto vivo e campo primário de
pontoação).
- Cloroplastos: Podem estar presentes.
- Paredes flexíveis com espessamentos variáveis.
- Vulnerável a herbívoros e microrganismos.
- Ocorrência: Superfície de órgãos em cordões ou cilindros contínuos:
- Abaixo da epiderme, pecíolos, nervuras, caules, inflorescências, flores, frutos, raízes.

C. Tipos de Colênquima
- Classificação: Baseada no padrão de espessamento das paredes celulares.
Angular:
- Mais comum.
- Espessamento nos ângulos das células (ex.: caules e pecíolos de Cucurbitaceae,
Asteraceae).
- Variante: Angular lacunar (formação de espaços intercelulares).
Lamelar (Tangencial ou Placa).
- Espessamento em paredes periclinais externas e internas.
- Ex: Pecíolos de folhas de dente-de-leão (Taraxacum).
Lacunar:
- Espessamento nas paredes que delimitam grandes espaços intercelulares.
- Ex: Eixos de inflorescências de Dahlia.
Anelar:
- Espessamento uniforme nas paredes.
- Lume celular circular em seção transversal.
- Ex.: Nervuras principais de folhas de dicotiledôneas.

D. Exemplos e Observações
- Plantas estudadas: Apium graveolens (aipo), Bidens pilosa, Taraxacum.
- Envelhecimento: Alterações no padrão de espessamento e forma do lume celular.
- Transformação: Colênquima pode mudar para outro tipo conforme a maturação.
Esclerênquima:

Considerações Gerais
- Termo: Do grego skleros (duro).
- Origem: Meristema fundamental.
- Função: Sustentação e proteção de órgãos no corpo primário e/ou secundário.
- Paredes celulares:
- Secundárias, espessas e lignificadas ou não, com espessamento homogêneo.
- Compostas de celulose, hemicelulose, substâncias pécticas e lignina (cerca de 35%).
- Lignina: substância amorfa, resistente a ataques químicos, físicos e biológicos.
- Protoplasto: Ausente na maturidade.
- Armazenamento: Pode conter amido, óleos, resinas e cristais.

Características
- Lignificação:
- Inicia-se na lamela média e parede primária antes de atingir a secundária.
- Reduz a permeabilidade da parede celular secundária.
- Elasticidade inicial: Permite deformações durante o desenvolvimento.
- Funções adicionais:
- Reserva em períodos de estresse (ex.: amido nas células vivas).
- Defesa contra herbívoros devido à presença de lignina.

Ocorrência
- Presente em quase todos os órgãos vegetais, exceto pétalas e estames.
- Localizações:
- Ao redor de tecidos vasculares (faixas ou calotas).
- Envoltório de caules, sementes duras, frutos secos e endocarpos de drupas.
- Exemplos: Cedro-rosa (fruto seco) e pêssego (endocarpo lignificado).

Tipos de Esclerênquima

Esclereídes
- Características gerais:
- Células menores e curtas, formato variável.
- Numerosas pontoações simples e, às vezes, ramificadas.
- Podem ser isoladas (ex.: células pétreas da pêra) ou em grupos esparsos.
- Classificação (morfologia):
Fibriformes: Forma de fibras, ramificadas ou não.
Colunares:
- Assemelham-se a colunas, pequenas ramificações nas extremidades.
- Presentes no mesófilo de plantas xerófitas.
Osteoesclereídes:
- Formato semelhante a ossos, dilatados nas extremidades.
- Recobrem sementes e ocorrem em xerófitas.
Astroesclereídes: Formato de estrela, ramificadas (ex.: caule de Nymphaea).
Tricoesclereídes: Formato de pêlo ou tricomas (ex.: raiz de Monstera deliciosa).
Macroesclereídes: Colunares, camada paliçádica em sementes de leguminosas.
Braquiesclereídes:
- Formato isodiamétrico, agrupadas.
- Paredes espessas com pontoações simples (ex.: células pétreas da pêra).
Fibras
- Características gerais:
- Células longas, com paredes secundárias espessas e lignificadas.
- Extremidades afiladas, poucas pontoações.
- Associadas ao tecido vascular (xilema e floema).
- Tipos:
- Fibras do floema (dicotiledôneas): Macias e flexíveis.
- Fibras das monocotiledôneas: Fortemente lignificadas, rígidas.
- Fibras comerciais:
- Macias: Linho (Linum usitatissimum), cânhamo (Cannabis ruderalis), rami (Boehmeria
nivea).
- Duras: Sisal (Agave sisalana), capim-dourado (Syngonanthus nitens).

Epiderme

Origem
- Deriva da protoderme, camada dérmica do meristema apical.
- Formada por divisões celulares anticlinais e alongamento tangencial.

Funções
- Proteção: Atua como revestimento externo da planta, protegendo contra:
- Choques mecânicos.
- Invasão de agentes patogênicos.
- Perda de água.
- Excesso de radiação solar.
- Regulação hídrica: Controle de trocas gasosas e transpiração através de estômatos.
- Reprodução: Auxílio em processos como polinização (ex.: papilas em pétalas e estigmas).

Características das Células Epidérmicas


- Células vivas, compactas e sem espaços intercelulares.
- Podem conter:
- Cutina: Forma a cutícula, protegendo contra perda de água e radiação.
- Cera: Deposita-se na superfície (epicuticular) ou dentro da matriz de cutina
(intracuticular).
- Substâncias como mucilagem, taninos, pigmentos, e cristais.
- Formato geralmente retangular em corte transversal.
- Paredes celulares podem ser lignificadas, retas, ou sinuosas.

Células e Estruturas Especializadas


Estômatos (Complexo Estomático)
- Composto por células-guarda (com cloroplastos) e células subsidiárias.
- Participa na troca gasosa e transpiração.
- Classificação baseada na disposição das células subsidiárias:
- Paracítico: Paralelas às células-guarda.
- Diacítico: Perpendiculares às células-guarda.
- Tetracítico: Quatro células subsidiárias (duas polares e duas laterais).
- Ciclocítico: Dispostas em círculo.
- Actinocítico: Radialmente em torno do estômato.
- Anomocítico: Não há distinção das células epidérmicas.
Anisocítico: Três células subsidiárias de tamanhos desiguais.

Tricomas
- Estruturas pilosas derivadas da epiderme.
- Funções:
- Proteção contra herbivoria.
- Controle hídrico.
- Absorção de nutrientes (pêlos radiculares).
- Secreção de substâncias.
- Tipos:
- Tectores/Não glandulares: Unicelulares ou multicelulares (ex.: tricomas peltados,
estrelados).
- Glandulares: Associados à secreção (ex.: óleos, resinas, néctar).
- Radiculares: Especializados na absorção.

Outras Células
- Papilas: Pequenas projeções que conferem textura (ex.: pétalas).
- Emergências: Estruturas de origem epidérmica e subepidérmica.
- Acúleos: Estruturas epidérmicas associadas à defesa.
- Células buliformes: Encontradas em folhas de gramíneas, envolvem o
enrolamento/desenrolamento das folhas.
- Células silicosas e suberosas: Presentes em Poaceae.
- Litocistos: Contêm cristais (cistólitos) de carbonato de cálcio.

Periderme

Estrutura
- Felema (súber): Camada externa, formada por células mortas suberizadas.
- Felogênio (câmbio cortical): Meristema secundário que origina o súber e a feloderme.
- Feloderme: Camada interna formada por células vivas.

Função
- Substitui a epiderme em órgãos com crescimento secundário, oferecendo proteção
adicional contra:
- Perda de água.
- Danos mecânicos.
- Invasores como fungos e bactérias.

Lenticelas
- Aberturas na periderme que permitem trocas gasosas.
- Formadas pela atividade do felogênio.

Aspectos Econômicos
- Epiderme:
- Tricomas (ex.: algodão) têm valor econômico direto.
- Substâncias secretadas (óleos, resinas) são amplamente exploradas.
- Periderme:
- Cortiça (súber) é utilizada na produção de rolhas, isolamento térmico, entre outros.
- Lenticelas são importantes na qualidade de produtos como frutas e vinhos.

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