BIOLOGIA – INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS
Evolução
Introdução e teorias
Evolução
Antigamente acreditava-se que os organismos eram criados por uma divindade, o que ficou conhecido como
criacionismo, alguns adeptos religiosos até hoje assim crêem. Acreditava-se também que as espécies eram
imutáveis, o que ficou conhecido como fixismo. Hoje, sabe-se que e evolução biológica existe e é considerada a
base da biologia moderna.
Cada espécie de ser vivo está adaptada às condições do ambiente em que vive. O jacaré-de-papo-amarelo,
por exemplo, apresenta olhos e narinas localizados acima da superfície da água, quando o animal se desloca em
rio. Com isso, ele pode se aproximar de uma presa sem ser notado e, além disso pode respirar sem maiores
restrições. Os adultos se reproduzem com o macho depositando espermatozóides no interior da fêmea.
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Posteriormente, ele colocará ovos nas proximidades da água; dos ovos sairão filhotes, mas nem todos eles
atingirão a idade adulta. Poucos sobrevivem e se reproduzem, garantindo a perpetuação da espécie.
Essa descrição da vida dos jacarés permite entender o conceito de adaptação: um conjunto de
características estruturais, fisiológicas e comportamentais que podem determinar a sobrevivência e a reprodução
de uma espécie em seu ambiente. Um caso espetacular de adaptação é o da Raposa do ártico que em pleno
inverno predominante adquire a coloração do pêlo branca. No resto do ano essa cor passa a ser cinza.
Evidências da Evolução
- Estudo dos fósseis
A morte de um organismo não significa que ele vai necessariamente desintegrar-se de maneira completa.
Plantas e animais podem ser encobertos por lava vulcânica e uma parte significativa de seus corpos acaba sendo
preservada. Cientistas podem obter informações valiosas sobre o passado no nosso planeta quando encontram
esses verdadeiros tesouros científicos, os fósseis: restos ou vestígios de seres vivos de épocas remotas.
Podemos encontrar diversos tipos fósseis, como escamas, ossos, conchas, coprólitos e até corpos inteiros. Com o
estudo dos fósseis através de métodos de datação precisos temos uma noção de tempo evolutivo do exemplar em
questão.
Um inseto em âmbar Pegadas
- Órgãos vestigiais
São órgãos normalmente com tamanho reduzido ou aparentemente sem função em uma espécie. Esses
mesmos órgãos em outras espécies são bem desenvolvidos e com função importante para o organismo. Esses
órgãos, como aparecem em espécies diferentes, podem ser utilizados como indicativo de ancestralidade comum,
isto é, evidenciar grau de parentesco evolutivo entre as espécies. Nos herbívoros, o apêndice vermiforme e o ceco
são importantes no processo de digestão da celulose, realizada por microorganismos (bactérias e protozoários)
que vivem nesse apêndice. Nos humanos eles aparecem como um órgão vestigial.
Podemos ainda verificar outros órgãos, como os músculos eu movimentam a orelha euma vértebra caudal,
homóloga à cauda dos demais vertebrados.
Outro caso é o da cauda das aves, o curanchim, que são ossos derivados de uma cauda reptiliana.
- Embriologia comparada
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São semelhanças no padrão de desenvolvimento inicial dos animais. Com o passar do tempo de
desenvolvimento embrionário o padrão individualiza e diminuem as semelhanças. Podemos notar um padrão de
semelhança entre os deuterostômios (animais onde o blastóporo origina o ânus). Assim notamos que o padrão de
um ouriço-do-mar, de um anfioxo e de um peixe tem algo de evolutivamente comum.
- Evidências moleculares
Atualmente, os cientistas analisam as semelhanças entre as espécies de modo muito mais refinado, com a
comparação de suas moléculas de DNA e de proteínas. São as chamadas evidências bioquímicas da evolução.
São evidências moleculares:
- O código genético que é universal,
- A molécula de DNA que é presente em todos os seres vivos
- Proteínas em seres vivos distintos, como anelídeos e mamíferos apresentarem a Hemoglobina e
sequencias de “citocromo C”, uma proteína respiratória que é a mesma em homens e macacos. Já em baleias o
citocromo difere na posição de 8 aminoácidos; em aves difere a posição de 13; nos peixes de 20 aminoácidos e
de um fungo 41.
Assim, podemos notar um afastamento evolutivo do homem e do fungo e uma grande proximidade com o
macaco.
- Irradiação adaptativa – Mesmo ancestral
A irradiação adaptativa é a formação de várias espécies, adaptadas a ambientes diferentes ou não, sendo
todas originárias de um ancestral comum. No caso dos mamíferos, tem-se a idéia evolutiva de que surgiram a
partir de um ancestral comum insetívoro, conforme o desenho abaixo.
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A partir da irradiação adaptativa temos o surgimento das HOMOLOGIAS, que são estruturas ou órgãos que
refletem ancestralidade comum, ou seja, parentesco e origem embriológica idêntica. Nesse caso os órgãos
analisados podem ter mesma função ou não. Como exemplo temos os ossos da nadadeira do golfinho e do braço
humano.
Morcego, hiena e hipopótamo são bastante diferentes e estão adaptados a ambientes com características
bem diversas. No entanto, todos apresentam estruturas comuns: pêlos, glândulas mamárias, diafragma, coração
com quatro cavidades, etc. Suas semelhanças indicam uma ancestralidade comum e, portanto, parentesco
evolutivo.
- Convergência evolutiva – Não há ancestralidade comum
Na convergência adaptativa, ancestrais diferentes, vivendo em um mesmo ambiente, passam por processos
semelhantes de seleção natural. Com o tempo, tornam-se semelhantes em alguns aspectos.
Observe o caso de dois vertebrados que podem viver no mesmo rio: hipopótamo e crocodilo. O primeiro é
mamífero e tem as características que descrevemos acima; o crocodilo, por sua vez, não possui pêlos, glândulas
mamárias, nem diafragma e sua reprodução difere bastante do hipopótamo, pois coloca ovos com casca. No
entanto, crocodilo e hipopótamo são semelhantes em relação à posição dos olhos e das narinas, que
permanecem acima do plano da água.
A partir da convergência temos as ANALOGIAS, que são estruturas ou órgãos que se assemelham por ter
mesma função e estarem adaptados ao mesmo ambiente, mas não refletem parentesco evolutivo e não
apresentam mesma origem embriológica. Não são usadas nas relações de parentesco evolutivo.
ATENÇÃO:
IRRADIAÇÃO – MESMO ANCESTRAL
CONVERGÊNCIA- MESMO AMBIENTE
NA CONVERGÊNCIA OS SERES VIVOS ESTÃO NA MESMA CONDIÇÃO ECOLÓGICA
OBS: LEI DA RECAPTULAÇÃO:
Formulada por Ernest Haeckl, dizia que “a ontogenia recapitula a filogenia”; em outras palavras, que as
fases do desenvolvimento embrionário repetem, em sequencia, as mudanças evolutivas pelas quais os ancestrais
da espécie haviam passado. Dessa forma, um embrião humano “recaptularia” as fases de peixe (por exemplo,
com coração de duas cavidades), de anfíbio (com três cavidades), de réptil etc., até chegar a sua forma definitiva.
Essa teoria é uma generalização indevida. Embora algumas estruturas, como as fendas branquiais e a
notocorda pareçam se enquadrar nela, outras estruturas que aparecem nos embriões, como os anexos
embrionários dos vertebrados, seguramente jamais pertenceram aos nossos ancestrais adultos.
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As Teorias Evolutivas
1- Lamarck
Jean Baptiste Lamarck publicou, em 1809, uma obra considerada pioneira em evolução biológica: Filosofia
zoológica.
Nessa obra, Lamarck defendia a idéia de que os seres vivos poderiam se modificar ao longo do tempo, a partir
de necessidades geradas pelo ambiente. Assim, por exemplo, coelhos ancestrais dos atuais poderiam ter tido
orelhas curtas, apresentando necessidade de ouvir a aproximação de predadores. Isso determinaria por parte dos
coelhos um esforço para ouvir melhor, movimentando freqüentemente as orelhas. A partir daí podem ser
enunciados dois fundamentos do lamarckismo:
I- Lei do Uso e Desuso:
Estruturas muito utilizadas apresentam a tendência de se desenvolver e as menos utilizadas tendem a se
atrofiar. As estruturas do coelho mais utilizadas seriam suas orelhas e patas traseiras (empregadas na fuga de
predadores). No entanto, seus dentes caninos (típicos de animais carnívoros) seriam pouco ou nada empregados,
pois eles apresentam dieta à base de plantas.
II- Lei da Transmissão dos caracteres adquiridos
As mudanças do organismo (através de uso/desuso) seriam transmitidas aos descendentes. Assim, ao longo
de várias gerações haveria um aumento gradual das orelhas e patas traseiras dos coelhos, enquanto seus dentes
caninos terminariam por desaparecer. Posteriormente, com o desenvolvimento da genética, foram esclarecidos os
mecanismos de herança biológica e, efetivamente, não se dá a transmissão de características adquiridas durante
a vida. Um exemplo: bebês não nascem com o lobo da orelha furado, apesar de suas mães (ou pais) terem
realizado esse procedimento
Para Lamarck, a evolução biológica é o processo de transformação que os seres vivos sofrem ao longo do
tempo. As espécies presentes nos ecossistemas atuais apresentam um conjunto de características que permitem
sua sobrevivência, isto é, possuem alto grau de adaptação. Seu problema foi acreditar que o ambiente modificava
o ser vivo para o próprio ser vivo se adaptar, mas seus pensamentos foram importantes numa era de crença
religiosa. Onde se acreditava cegamente no fixismo, Lamarck publicou que havia mudanças nos seres vivos ao
longo da evolução.
Em 1883, August Weismann publicou os resultados de seus experimentos visando testar sua hipótese
de que as características adquiridas não são passadas para a descendência. Em seus experimentos,
cortava a cauda de ratos de laboratório por várias gerações e sempre os filhotes dos ratos sem cauda
nasciam com a cauda.
A idéia mais famosa de Lamarck foi a mudança no pescoço da girafa por necessidade de buscar o alimento na
copa das árvores.
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2- Darwin
Darwin não foi o que se poderia chamar de um estudante brilhante. Após uma vida escolar pontuada por
poucos interesses, formou-se pastor da Igreja Anglicana. No entanto, durante sua permanência no seminário foi
influenciado por um professor, adquirindo gosto pelas ciências naturais. Aos 22 anos interessou-se em participar
de uma expedição realizada pela Marinha inglesa, dando a volta ao redor do mundo.
A expedição percorreu parte da América do Sul, sendo que Darwin encontrou, na Argentina, fósseis de
animais semelhantes a tatus. Posteriormente, a expedição passa algumas semanas no arquipélago de Galápagos,
a aproximadamente mil quilômetros do Equador. Nessas ilhas, ficou intrigado com os jabutis gigantescos que ali
viviam. Notou que havia tipos distintos de jabutis nas diferentes ilhas; os animais diferiam em relação ao formato
do bico, no aspecto das patas e no comprimento do pescoço. Deveria haver uma explicação para essas
diferenças. Após seu retorno à Inglaterra, Darwin passou a trabalhar com o material que obteve durante a
expedição. Em 1859, publicou o livro A origem das espécies, que tratava de evolução biológica.
Darwin relata que para ele foi decisiva a leitura do trabalho de Malthus (Um ensaio sobre populações), o
qual mostrava uma discrepância entre o crescimento da população humana (em progressão geométrica) e a
produção alimentar (em progressão aritmética). Com isso, segundo Malthus, haveria uma grande luta pela
sobrevivência diante da produção insuficiente de alimento.
O mecanismo evolutivo proposto por Darwin pode ser assim iniciado:
a) os seres de uma espécie apresentam tendência de gerar muitos indivíduos
b) no entanto, as populações naturais mantêm-se estáveis
c) isso significa que apenas alguns indivíduos sobrevivem.
Darwin considerou um fato importante para responder essa questão: os integrantes de uma mesma espécie
não são idênticos. Isso é fácil perceber em uma sala de aula: há diferenças entre os alunos em relação à altura,
peso, cor dos olhos, tipo de cabelo, formato de nariz, etc.
Darwin deu o nome de variabilidade às diferenças existentes entre os indivíduos da mesma espécie.
Assim, entre os organismos da mesma espécie, devem sobreviver os que forem mais adaptados. Nesse ponto, o
ambiente teria um papel fundamental, selecionando os indivíduos mais aptos, permitindo sua sobrevivência e
reprodução. Essa “escolha” dos mais aptos, Darwin denominou SELEÇÃO NATURAL, que seria uma “crítica
seletiva” do ambiente. Outros casos de seleção incluem a Seleção sexual, onde um parceiro ou parceira escolhe
seu companheiro(a) para a reprodução pelos seus atributos vantajosos e a seleção artificial que é a ação humana
sobre as espécies domésticas, dando maiores chances de sobrevivência e reprodução para as espécies que lhe
interessam.
Uma idéia que ficou famosa de Darwin é seu estudo sobre os diferentes bicos dos Tentilhões, aves comuns
nas ilhas Galápagos.
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DIFERENTES BICOS = DIFERENTES ILHAS = DIFERENÇA ALIMENTAR
Alguns dos tentilhões
Observe algumas diferenças entre os pensamentos de Darwin e Lamarck:
Uma típica frase lamarckista seria:
“Pássaros têm asas para voar.”
A mesma situação seria escrita de
modo darwinista assim:
“Pássaros podem voar porque têm
asas”.
3-Teoria sintética da evolução
O neodarwinismo baseia-se na teoria proposta por Darwin e reconhece como principais fatores evolutivos a
mutação, a recombinação gênica, deriva genética e a seleção natural. Na verdade, o neodarwinismo é uma
complementação da teoria de Darwin explicando as fontes da variabilidade das populações, informações que
vieram com o desenvolvimento da Genética e com o conhecimento do material genético (ácidos nucléicos). Além
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desses processos citados as migrações também podem intervir no processo evolutivo de uma população, na
imigração de um gene novo ou na saída de um outro gene importante na população.
-Mutações- as mutações gênicas são a fonte primária da variabilidade genética. Podem ser causadas pela perda,
adição ou substituição de nucleotídeos. Elas aumentam o número de alelos disponíveis em um loco. Podem
ser provocadas por agentes ou naturais e ocorrem AO ACASO. Já as mutações cromossômicas podem ser
numéricas ou estruturais. As numéricas ocorrem com a perda ou acréscimo de um conjunto cromossômico
(euploidias), como o que ocorre na mudança do zangão (haplóide-n) para a abelhas operárias ou rainhas
(diplóides-2n) ou com a perda ou acréscimo de um ou mais cromossomos (aneuploidias), como o que ocorre com
os portadores da síndrome de Turner (44 autossomas + X0= 45 cromossomos).
Podem ocorrer também mutações estruturais que podem ser classificadas como por deficiência ou deleção,
duplicação, inversão e translocação.
DELEÇÃO TRANSLOCAÇÃO
DUPLICAÇÃO INVERSÃO
-Recombinação gênica- é um mecanismo de reorganização dos alelos já existentes nos cromossomos. A
recombinação (crossing-over ou permutação) depende da reprodução sexuada, e ocorre durante a divisão celular
de Meiose (prófase I, período paquíteno). Este processo será melhor visto durante o processo de divisão celular.
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-Deriva genética- Ocorre ao acaso, por exemplo, é o que acontece quando uma área de uma floresta é dizimada
pelo fogo ou por enchente, restando apenas alguns indivíduos de certas espécies que não foram atingidos por
esses desastres. Somente os genes que estão nestes indivíduos sobreviventes irão permanecer na futura
população. O que ocorre é que esses genes poderiam não ser representativos na população original. Um caso
particular de deriva é o EFEITO FUNDADOR, que se refere ao estabelecimento de uma nova população a partir
de poucos indivíduos que emigram da população original. Esses indivíduos são portadores de uma pequena
fração de variabilidade genética da população original e seus descendentes herdaram apenas esse conjunto
gênico, até que novos alelos surjam por mutações. Esse pequena população sofrerá os efeitos da seleção natural,
podendo dar origem a uma nova espécie.
O estabelecimento de populações pelo princípio do fundador parece ser um dos métodos mais comuns de
dispersão de inúmeras espécies de animais e plantas.
LEMBRE QUE A EVOLUÇÃO DO HOMEM É UM CASO DE DERIVA GENÉTICA.
-Seleção natural- Vejamos novamente alguns casos de seleção natural:
- Resistência a antibióticos ou a inseticidas
- Mimetismo
Batesiano: Uma espécie não perigosa imita uma perigosa. Ex. falsa coral.
Mullleriano: Um modelo perigoso é compartilhado por diferentes espécies. Ex.
certas espécies de abelhas e vespas.
- Camuflagem
- A seleção natural no caso da anemia falciforme e malária:
Os portadores da anemia falciforme são geralmente mais resistentes a algumas doenças do sangue, de
onde se destacam as diferentes variedades de malária. Isso ocorre pois os protozoários Plasmodium
necessariamente se reproduzem no interior das hemácias humanas. Contudo, as hemácias danificadas do
indivíduo falciforme não são adequadas a esse tipo de função, mesmo quando exposto ao vetor da doença, o
mosquito Anopheles contaminado. Em indivíduos com o traço, a presença dessas doenças pode ser atenuada.
Tipos de Seleção Natural
1- Direcional – Seleciona um dos fenótipos extremos
2- Disruptiva – Seleciona dois fenótipos extremos
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3- Estabilizadora – Seleciona o fenótipo intermediário
Controvérsias
De acordo com o biólogo Stephen Jay Gould (1941-2002), Lamarck citou o pescoço das girafas em apenas
um parágrafo de sua obra Filosofia zoológica. A obra apresenta muitos outros exemplos e ele não deu destaque
para o caso das girafas. Já Darwin citou a evolução dos pescoços das girafas apenas na sexta edição de “A
origem das espécies”, também sem grande destaque, como resposta ao fato de não concordar com a antiga idéia
de Lamarck.
Pesquisas recentes indicam que as girafas podem alimentar-se de alimentos rasteiros além de servir como
uma arma na luta dos machos pela atração da fêmea usando “pescoçadas”. Assim, o tamanho do pescoço pode
ter sido um caso de evolução por seleção sexual, entre outros fatores.
O caso das mariposas Biston betularia como exemplo de melanismo industrial é apresentado também como
um caso de seleção natural, como sendo um caso de relação entre seleção e aumento dos poluentes. Assim, no
tronco das árvores as mariposas pretas obtinham vantagem sobre as claras, que diminuíam o número de
indivíduos. Realmente há um fator de seleção no caso citado, mas Michael Majerus em 1998 (Melanism: evolution
in action) afirma que essas conclusões não poderiam ter sido formuladas com tamanha simplicidade, pois não
reproduziram totalmente a situação natural da Biston betularia. Na natureza, as mariposas daquela espécie não
costumam pousar em troncos, mas sim em outros locais.
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Referências para a elaboração deste material:
Amabis e Martho, Biologia vol. 3, 2010.
Sônia Lopes, Biologia Vol. Único, 2010.
César e Sezar, Biologia, 2008
Angelo Pavole, A célula – da origem aos Tecidos
Biologia hoje, Sérgio Linhares e Fernando G.
Sistema COC de ensino- Livro eletrônico
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