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Manuseio e Equipamentos em Anestesiologia

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ANESTESIOLOGIA 1

PROF. DANIELA ALVES


CARACTERÍSTICAS E MANUSEIO
DO INSTRUMENTAL

O aprimoramento dos materiais utilizados em


Anestesiologia, aliado ao conhecimento das técnicas
adequadas contribui para minimizar o desconforto e
reduzir o medo e ansiedade do paciente diante do
atendimento odontológico
EQUIPAMENTOS BÁSICOS NA ANESTESIOLOGIA

SERINGA

TUBETE ANESTÉSICO

AGULHA
DESCARTÁVEIS
SERINGA
Existem seringas descartáveis, de uso único e que não
podem ser reesterilizadas. Apresentam diversas
graduações em ml (1, 5 10, 20, 60 ml). Algumas
apresentam uma proteção plástica acoplada à agulha
para minimizar o risco de acidente perfurocortante (Fig
1). Podem apresentar um bico de união com a agulha
que pode ser de pressão (Fig 2) ou de rosca (Fig 3).

Fig 1

Fig 2 Fig 3
DESCARTÁVEIS
SERINGA
DESVANTAGEM: Não possibilitam refluxo automático.
Caso acidentalmente a agulha atinja um vaso
sanguíneo, para que se comprove, é necessário
tracionar o êmbolo para trás, realizando uma pressão
negativa. Se a agulha estiver no vaso, observaremos a
entrada de sangue na seringa. Entretanto, para
realizar esse movimento é necessário usar as duas
mãos e incômodo para o paciente.

Não são utilizadas em técnicas de anestesia intraoral.


Fig 1
São mais utilizadas em técnicas de anestesia extra
oral.
CARPULE
SERINGA
As seringas não descartáveis para anestesia local (seringas CARPULE) são
as mais utilizadas em Odontologia. Devem ser esterilizadas na autoclave.

Seringas Carpule de
aspiração com arpão: Este
tipo de seringa foi introduzido
para uso odontológico em
1948 e apresentavam um
dispositivo em forma de
arpão, garras ou espiral, que
se fixa no êmbolo de
borracha do tubete,
permitindo a aspiração.

Foram as primeiras a possibilitar a realização de aspiração, que


permite identificar se a agulha está no interior de vaso sanguíneo,
evitando a injeção da solução anestésica intravascular. Entretanto, o
processo de aspiração é manual, e apresentam outras desvantagens
relacionadas à manipulação.
Seringa carpule com refluxo automático: Em 1981 começaram a surgir nos EUA
as seringas auto-aspirantes, cujo princípio de funcionamento baseia-se na criação
de uma pressão negativa dentro do tubete anestésico. Este tipo de seringa possui
uma projeção metálica na extremidade que fica em contato com o diafragma do
tubete. Quando o êmbolo da seringa é empurrado, causa uma deformação no
diafragma, e ao ser retirada a pressão do êmbolo, quando o profissional solta o
êmbolo, cria-se a pressão negativa, tornando possível o refluxo de sangue para o
interior do tubete, caso a agulha esteja no interior de algum vaso sanguíneo.

Essa seringa veio


revolucionar o mercado,
pois além de possibilitar
o refluxo automático,
apresenta manuseio
mais fácil e menor risco
de quebra de tubete de
vidro
AGULHA
As agulhas possibilitam que o anestésico local contido no tubete seja depositado
nos tecidos de forma eficiente e prática. Durante muitos anos, existiram no
mercado agulhas reutilizáveis, o que hoje é inadmissível. No final do século XIX,
as agulhas eram flambadas e, no início deste século passaram a ser fervidas em
ebulidores. Nos EUA, a partir de 1930, teve início o uso de autoclaves, e, em
1959, iniciou-se a produção de agulhas descartáveis. No Brasil, as agulhas
descartáveis para uso odontológico só começaram a ser comercializadas a partir
da segunda metade de 1970.

Agulha descartável para Carpule Agulha descartável para seringa descartável


BISEL HASTE CANHÃO EXTREMIDADE

Quando se utiliza a agulha várias


vezes em um mesmo paciente (3
ou 4), o bisel se torna rombo e
promove mais desconforto na
penetração. É recomendado, em
caso de várias infiltrações, que
se troque a agulha.

Bisel: extremidade final da agulha, permite sua penetração no tecido


com mínima dor, de forma rápida, eficiente e com menor deflexão
(capacidade da agulha dobrar-se durante o trajeto nos tecidos)
Haste é o corpo da agulha,
de aço inoxidável, com
diferentes tamanhos e
BISEL HASTE CANHÃO EXTREMIDADE
calibres.

Em relação ao tamanho,
podem ser extra curtas,
curtas, longas, extra longas.

As agulhas extra curtas têm, aproximadamente 10 mm,


mais usadas em alguns procedimentos pediátricos. ATENÇÃO!!
O risco de fratura da
As agulhas curtas tem em média 25 mm e são agulha dentro dos
utilizadas para a realização da maioria das técnicas, tecidos aumenta
que não exigem grandes profundidades. quando a mesma é
introduzida por
As agulhas longas tem em média 35 mm e são úteis completo, até o
quando é necessário atingir profundidade maior para canhão, que é a área
deposição do anestésico. de menor
resistência.
As agulhas extra longas (41 mm) são utilizadas para Respeitar o
procedimentos mais específicos, como anestesias extra tamanho para cada
orais. procedimento.
Calibre da agulha
O calibre corresponde As primeiras agulhas dentais
ao diâmetro da agulha. possuíam calibre 25 ou 26 G. Essa
unidade abreviada, G, origina-se
do termo inglês "GAUGE", cujo
significado é medida, padrão ou
calibre.

Quanto maior o número que


representa esse calibre, menor é
o diâmetro. Atualmente, há
disponíveis agulhas de 25, 27 G
e 30 G.

O paciente não consegue distinguir


o diâmetro da agulha pelo
incômodo durante a penetração.

Agulhas de diâmetro maior


possuem menor deflexão e maior
chance de aspiração positiva.
Canhão e extremidade

Canhão é a peça plástica em que a agulha se acopla com a seringa,


através de rosqueamento.

A extremidade da agulha penetra no tubete, devendo perfurar na parte


central do diafragma do tubete, evitando vazamentos do líquido.
TUBETE
Armazena a solução anestésica que será
injetada.

Vendidos geralmente em caixas,


embalados a vácuo dentro de
blísteres

• Cilindro
• Rolha
• Tampa de alumínio
• Diafragma

Tampa de Corpo Rolha


alumínio/ (cilindro) (Borracha
diafragma Plástico ou ou silicone)
vidro)
No interior do cilindro
observa-se uma
pequena bolha de gás
nitrogênio (2 mm),
que é inserida na
fabricação com
objetivo de remover o
oxigênio, evitando
oxidação. Ausência
de bolha ou aumento
acentuado do
tamanho provocam
extrusão da rolha,
indicando alguma
contaminação. Neste
Cilindros de plástico são mais porosos, caso, o tubete deve
dificultando o deslizamento da rolha, possuem ser descartado.
menor translucidez para observação de
contaminações ou refluxo positivo, porém são
mais resistentes a quebra. Observar sempre a
integridade da rolha
Cilindros de vidro (cristal) são os mais adequados e da tampa de
alumínio
ARMAZENAMENTO E DESINFECÇÃO DOS TUBETES

• Devem ser armazenados nas embalagens originais, em temperatura ambiente


• No Brasil, a maioria das embalagens contém 50 tubetes, com 5 unidades
seladas (blister) de 10 tubetes cada.
• Para a assepsia do tubete, usar uma gaze estéril, friccionar álcool etílico 70%,
iniciando pelo diafragma, deslizando pelo corpo do tubete.

Não devem ser colocados em autoclave ou estufa


(vasoconstritor é termolábel), não devem permanecer
mergulhados em soluções desinfectantes (diafragma é
permeável, podendo ocorrer contaminação)
EQUIPAMENTOS ACESSÓRIOS

Gaze: Para secar a mucosa antes


da aplicação do anestésico tópico Anestésico tópico: permite
anestesia superficial da mucosa,
reduzindo o desconforto na punção

Cotonete: para aplicação do Pinça hemostática/Porta


anestésico tópico em área agulha: Pode ajudar a remover
restrita agulha em caso de fratura e
também a remover a agulha da
seringa Carpule sem contato
manual direto.
MANUSEIO DOS EQUIPAMENTOS
Para inserir o tubete de anestésico na Carpule, é necessário tracionar a haste-
êmbolo para trás, provocando, assim, uma desarticulação entre o corpo e a
empunhadura da seringa. Com isso, exibe-se o espaço receptáculo do tubete, que
deve ser inserido com o anel metálico voltado para o local onde será atarraxada a
agulha.
Para expor a extremidade da agulha
Em seguida, coloque a agulha na Carpule,
que será acoplado à Carpule gire a
perfurando o diafragma e rosqueando-a.
tampa da agulha em sentido horário e
Observar que a agulha deverá estar
anti-horário cuidadosamente, expondo
alinhada com o corpo da Carpule,
a extremidade da agulha
mantendo-se o eixo de inserção.

No momento da anestesia, retire o


invólucro protetor da agulha.
Em seguida, pressione o êmbolo
expulsando algumas gotas do
anestésico.
Após atingir ponto de
anestesia, exerça uma
leve pressão sobre o
êmbolo, sem deslocá-
lo. Cesse a pressão e
observe se surge
algum filete de sangue
dentro do tubete
(aspiração positiva). Se
houver, reposicione a
agulha para sair do
vaso. Caso contrário,
injete normalmente o
anestésico, de forma
lenta
(aproximadamente 90
seg/tubete)
COMO REMOVER A AGULHA DA SERINGA DE
FORMA CORRETA E SEGURA????
Não reencapar agulha. Seringa descartável deve
ser descartada junto com a agulha, sem reencape
No caso da seringa Carpule, a agulha deve ser removida da seringa para
descarte. Não se deve reencapar a agulha nem removê-la utilizando as
mãos, para evitar o risco de acidente perfuro cortante. A forma mais
adequada, com menor risco, é remover a agulha utilizando um instrumental
Porta agulha, com atenção, e descartar a agulha na caixa apropriada para
esse tipo de resíduo, que deve estar localizada próxima ao local de trabalho.
Se o tubete for de vidro, deve ser descartado também nessa caixa.
https://www.youtube.com/watch?v=zVCLtGpBnY0
Antes do início de qualquer tratamento odontológico, o dentista deve determinar se o
paciente pode tolerar física e psicologicamente o procedimento dentário planejado
com relativa segurança. O profissional deve procurar descobrir o maior número de
informações sobre o estado físico e mental do paciente, e verificar o histórico do
paciente, que poderá alertar sobre alguma contraindicação ao tratamento.
CONTRA-INDICAÇÕES PARA CONTRA-INDICAÇÕES PARA A
TRATAMENTO DENTÁRIO ANESTESIA LOCAL
1. Infarto do Miocárdio nos últimos 6 1. Alergia confirmada ao anestésico
meses local
2. Derrame, AVC – Acidente Vaso- 2. Hipersensibilidade à epinefrina
Cerebral nos últimos 6 meses 3. Foram documentadas reações
3. Dor de Angina em repouso alérgicas aos vários componentes
4. Pressão Sanguínea superior a do tubete de anestésico local. De
200mmHg / 115 mmHg interesse especial em relação à
5. Insuficiência Cardíaca Congestiva alergia, está o agente
Grave bacteriostático metilparabeno,
6. Doença Respiratória Severa proibido pelo FDA em anestesia
7. Epilepsia sem acompanhamento de local desde 1984
controle
8. Diabetes Melitus de Tipos 1 e 2
sem acompanhamento de controle MALAMED, 2005
VERIFICAÇÃO DO TUBETE E DA SERINGA

1. O líquido deve estar transparente e livre de partículas


2. O êmbolo deve estar totalmente inserido no tubete
3. O selo metálico que veda a parte superior do tubete deve estar íntegro
4. O nível do anestésico deve estar completo
5. Caso ocorra vazamento pelo êmbolo, verificar se a haste da seringa não
está deformada
6. No caso de quebra de tubete de vidro, verificar se a haste da seringa não
está deformada
7. Selecionar a solução anestésica mais adequada para o paciente e para o
procedimento
8. Escolher a agulha mais indicada para a técnica anestésica a ser utilizada
descartável
e manter a seringa fora da visão do
paciente

8) Verificar se há refluxo
sanguíneo

9) Aplicar o anestésico
lentamente
NOVAS
TÉCNICAS
NOVAS
TÉCNICAS
ANATOMIA APLICADA À
ANESTESIOLOGIA
Nervo Trigêmeo (V)

TRANSMITE INFORMAÇÕES DE SENSIBILIDADE GERAL DA CABEÇA E


MOTORA PARA OS MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO. SEU ESTUDO É DE
FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA NA ODONTOLOGIA, SOBRETUDO EM SUA
APLICAÇÃO NA ANESTESIOLOGIA E CIRURGIA
NERVOS CRANIANOS
Parte Intracraniana do Nervo Trigêmeo
✓ Origem no SNC
➢Na ponte, região antero
lateral, na fossa posterior do
crânio

➢Dirige-se anteriormente para


a parte petrosa do temporal,
penetra na fossa média
chegando ao gânglio
trigeminal
Parte Intracraniana do Nervo Trigêmeo
✓ Raiz Sensitiva

➢ Gânglio Trigeminal
➢ Nervo Oftálmico (V/1)
▪ Fissura orbital superior

➢ Nervo Maxilar (V/2)


▪ Forame redondo

➢ Nervo Mandibular (V/3)


▪ Forame oval

✓ Raiz Motora
➢ Nervo Mandibular
▪ Forame oval
Área de Inervação do Trigêmeo (V)

V/1

V/3

V/2
Nervo Maxilar (V/2)
É ➢Nervo Zigomático (lateral)
essencialmente
sensitivo. Emite ➢Ramos Alveolares Superiores
(intermédio)
um ramo
meníngeo antes
de deixar o ➢ Continua na órbita como
nervo infra orbital
crânio pelo
forame redondo,
➢Nervo Pterigopalatino
e dirige-se para (medial)
a fossa
pterigopalatina.

Na fossa, emite os
seguintes ramos
➢Nervo Zigomático
(lateral)

➢Ramos Alveolares
Superiores (intermédio)

➢ Continua na órbita como


nervo infra orbital

➢Nervo Pterigopalatino
(medial)
Ramos Alveolares Superiores Posteriores

Trajeto descendente
pela parede posterior
da maxila (tuber),
penetram nas foraminas
alveolares e alcançam
os dentes.
Ramos Alveolares Superiores
Posteriores

Conduzem fibras
sensitivas dos molares
superiores (exceto raiz
mesial do 1 molar),
periodonto, gengiva
vestibular e tecido
ósseo de molares,
mucosa do seio
maxilar e parte da
mucosa da bochecha.
Ramos Alveolares Superiores Posteriores
Nervo infraorbital

➢Nervo Alveolar
superior Médio (às vezes
é emitido antes de entrar na
fissura)

➢Nervo Alveolar
superior Anterior

➢Terminais (ao emergir pelo


forame infra orbitário na face)

▪ Labial
lateral superior

▪ Nasal lateral

▪ Palpebral inferior
Ramos Alveolares Superiores Médios

Estão presentes em 60% dos indivíduos. Conduzem sensibilidade da


raiz mesio vestibular do primeiro molar superior, pré molares,
periodonto, gengiva vestibular e osso maxilar dessa área, parte da
mucosa do seio maxilar.
Ramos alveolares superiores anteriores
Origina-se do nervo infra orbital, imediatamente
antes de emergir do forame infra orbital e
alcançam os dentes através de pequenos canais
ósseos na parede anterior da maxila.
Ramos Alveolares Superiores Anteriores

Conduzem sensibilidade dos caninos e incisivos superiores,


periodonto, gengiva vestibular e osso maxilar dessa área, parte da
mucosa do seio maxilar.
Nervo Infraorbital

Após emergir do forame infra


orbital, termina em três ramos:
ramo palpebral inferior, ramo labial
superior, ramo nasal lateral,
responsáveis por inervar pálpebra
inferior, lábio superior, pele da asa e
base do nariz.
Nervo Infraorbital
Nervo Infraorbital
Nervo Pterigopalatino
É o ramo mais medial do nervo maxilar. Pode ser bi ou
trifurcado e dirige-se para o gânglio pterigopalatino. Do
gânglio, originam-se outros ramos:

➢R. Faríngeo
➢R. Orbital
➢N. Palatino
▪ N. Palatino maior
▪ N. Palatino menor

➢N. Esfenopalatino
▪ Rr. Nasais
posteriores

▪ N. Nasopalatino
Nervo Palatino
É a continuação do nervo pterigopalatino. Dirige-se
inferiormente ocupando o canal palatino. Dentro do canal
divide-se em :

➢ N. Palatino maior: alcança a cavidade

oral pelo forame palatino maior e

dirige-se anteriormente. Conduz

sensibilidade da mucosa do palato

duro até região de caninos

➢ N. Palatino menor: dirige-se

posteriormente a partir do forame

palatino menor. Sensibilidade do

palato mole
Nervo Palatino Maior

Na cavidade bucal o forame localiza-se à igual distância entre


o colo do segundo molar e a rafe palatina mediana. Pode ser
bloqueado em todo o seu trajeto sob a mucosa palatina.

OBS: O nervo palatino menor raramente é anestesiado.


Nervo Esfenopalatino
Penetra na cavidade nasal pelo forame esfenopalatino e
se divide em ramos:

➢ Ramos nasais posteriores

▪ Superiores (sensibilidadeparte posterior das


conchas nasais superior e média)

▪ Inferiores (sensibilidade parte posterior


conchas nasais média e inferior)

➢N. Nasopalatino: Dirige-se


anteriormente sob a mucosa do
septo nasal até o forame incisivo.
Dá sensibilidade à mucosa do
septo nasal e palato, de canino a
canino.
Nervo Nasopalatino

Pode ser bloqueado ao emergir do forame incisivo. Como


ponto de referência, observar a papila incisiva, que recobre o
forame de mesmo nome
Resumo da Inervação Maxilar
Nervo Mandibular (V/3)
O nervo mandibular é um ramo misto do nervo trigêmeo. Possui
uma porção sensitiva maior e uma porção motora menor. A
parte motora acompanha o nervo desde sua origem no
encéfalo.

Após emergir no forame oval, alcança a fossa infratemporal


onde emite dois pequenos ramos (ramo meníngeo e nervo para
o músculo pterigoideo medial), antes de suas divisões principais.
Nervo Mandibular (V/3)
✓ Divisão Anterior (+ motora)
➢Ramos motores: os nervos massetéricos, nervos
temporais profundos anterior e posterior, nervo
pterigoideo lateral e medial

✓ Divisão Posterior (+ sensitiva)

➢Nervo Auriculotemporal

➢ Nervo Bucal

➢Nervo Alveolar Inferior (origina nervos mentonianos e


incisivos)

➢Nervo Lingual
Nervo Auriculotemporal

Deixa o nervo mandibular, faz


uma alça em torno da artéria
meníngea media e penetra na
glândula parótida

Provê sensibilidade da região


temporal, pavilhão da orelha,
ATM, membrana tímpano e
glândula parótida
Nervo Bucal
É um ramo do nervo mandibular, origina-se após forame oval e
dirige-se anteriormente sobre o músculo pterigoide lateral , passa
pela face lateral do músculo bucinador, onde penetra.
Nervo Bucal

Inerva o músculo bucinador, mucosa e pele da


comissura labial, mucosa da bochecha e tecido mole
vestibular da região molar inferior
É um dos mais importantes
ramos do nervo mandibular.
Nervo Alveolar Inferior
Origina se na fossa
infratemporal, passa pelo
espaço pterigomandibular
(entre o musculo pterigoide
medial e o ramo da mandíbula)
.

Emite o nervo milo hioideo e


penetra no forame mandibular,
emitindo seus ramos.
Nervo Alveolar Inferior
RAMOS:

➢ Nervo milohióideo

➢ Ramos dentais

➢ Ramos ósseos

➢ Nervo mentual

➢ Ramo incisivo

Inerva dentes mandibulares até a linha média, corpo


da mandíbula, mucosa vestibular anterior ao forame
mentual.
Nervo Mentual

Emerge da mandíbula pelo forame mentual e se distribui na


gengiva, mucosa e pele da região do lábio inferior e mento,
mucosa do lábio inferior, até gengiva inserida de pré molares e
incisivos.
Ramos Incisivos

Dirigem-se anteriormente por trajeto intra ósseo.


Sensibilidade geral da polpa e ligamento periodontal de
incisivos e caninos inferiores, gengiva vestibular e osso
esponjoso.
Nervo Lingual
É o ramo mais medial da divisão posterior.
O nervo corda do tímpano (VII par) se junta
ao lingual, trazendo impulsos gustativos
dos 2/3 anteriores da língua.

Continua em trajeto descendente, e


próximo ao 3 molar inferior está bem
superficial, recoberto apenas por mucosa
da boca.
Nervo Lingual
Resumo da Inervação Mandibular
PRÓXIMO ENCONTRO:

- TÉCNICAS ANESTÉSICAS MAXILARES E MANDIBULARES


- COMPLICAÇÕES ANESTÉSICAS

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