Geologia e Recursos Minerais de Vilhena
Geologia e Recursos Minerais de Vilhena
SD.20-X-B
escala 1:250.000, resulta de uma ação do Serviço DA FOLHA FOLHA VILHENA
Geológico do Brasil – CPRM, empresa pública vinculada à
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação
Levantamentos Geológicos Básicos
Escala: 1:250.000
Mineral, do Ministério de Minas e Energia, em parceria
com as Forças Armadas, cujo objetivo é o de levantar
informações no chamado vazio cartográfico da Amazônia,
com ênfase nas cartografias terrestre, náutica e geológica, ESTADO DE RONDÔNIA
insumos estratégicos e de suporte ao planejamento de
políticas públicas, defesa nacional e execução de projetos GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS DA
de infraestrutura a serem desenvolvidos na região.
SECRETARIA DE
GEOLOGIA, MINERAÇÃO MINISTÉRIO DE
E TRANSFORMAÇÃO MINERAL MINAS E ENERGIA
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL – CPRM
Diretoria de Geologia e Recursos Minerais
Departamento de Geologia
Residência de Porto Velho
PORTO VELHO
2016
CPRM – RESIDÊNCIA DE PORTO VELHO
AVENIDA LAURO SODRÉ, 2561 – BAIRRO SÃO SEBASTIÃO
PORTO VELHO – RO – 78904-300
FAX: (69) 3901-3702
TEL.: (69) 3901-3700/3901-3701
[Link]
ISBN 978-85-7499-269-3
CDD 558.175
CRÉDITOS AUTORAIS
Gilmar José Rizzotto
José Guilherme de Oliveira
Nolan Maia Dehler
Idio Lopes Júnior
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Terezinha de Jesus Fôro
Apresentação
v
resumo
vii
ABSTRACT
The geological mapping of the Vilhena region allowed distinguish various units
until then inserted in indiviso Xingu Complex or Basal Complex, both regarded as
Archean age. However, studies of this vast region in the far southeast of Rondônia,
indicating a diverse geology evolved from Calymmian until today.
We document the first-known Mesoproterozoic ophiolite from the southwestern
part of the Amazon craton, corresponding to the Trincheira Complex of Calymmian
age. This complex comprises extrusive rocks (fine-grained amphibolites derived
from massive and pillowed basalts), mafic-ultramafic intrusive rocks, chert, banded
iron formation (BIFs), pelites, psammitic and a smaller proportion of calc-silicate
rocks. This sequence was deformed, metasomatized and metamorphosed during
the development of the Alto Guaporé Belt, a Mesoproterozoic accretionary orogen.
The presence of layers of chert, banded iron formation and amigdaloidais basalts
are consistent with an oceanic setting for the eruption of the volcanic rocks and
associated intrusive.
The isotopic data of mafic rocks are suggestive of tholeiites magmas derived from
a depleted mantle, which are also indicative of a juvenile source in intraoceanic
environment. The geotectonic environment is represented by a subduction system
consisting of the island arc/ back arc basin.
The Colorado Complex rocks occur intercalated with the Trincheira Complex rocks,
which consist of a combination of supracrustal rocks, consist of paragneisses,
calcissilicatic gneisses, banded iron formations, metacherts, pelitic schists and
amphibolites. Gold mineralization in alluvial deposits are derived possibly of the
lithotypes of this complex and also of phyllites of the Alto Tanaru Formation.
The deformation and metamorphism overprinted rocks of Trincheira and Colorado
complexes derivative of a compressive tectonic acretionary (oceanic crust versus
island arc) started at Calymmian and later by a collisional tectonic (island arc versus
continent) in Ectasian, generating shear zones of regional extent (Alto Guaporé
belt), developed in metamorphic conditions in the transition from middle to high
grade.
Syenogranite and tonalite are intrusive in the schists, paragneisses and
amphibolites of the Colorado Complex and its features suggest magmatism almost
contemporaneous with the mafic.
Also highlighted in this research, the discovery of metavolcano-sedimentary
units of low-grade metamorphism occurring as a narrow range bordering the
southern part of the Parecis Basin. Likewise, the definition of diamictites capped by
carbonates in this region suggests an association of rocks deposited at the end of
the Neoproterozoic, widely distributed in the Mato Grosso state and now primarily
identified in the Rondônia state.
The area in question has a metallogenic potential for basic metals (Cu-Ni-PGE’s)
and gold. Additionally, shows diversity in mineral potential, encompassing iron and
manganese and residual materials such as sand, gravel, gravel, clay, and ornamental
rocks.
ix
SUMÁRIO
RESUMO................................................................................................. 7
ABSTRACT.............................................................................................. 9
1 – INTRODUÇÃO......................................................................................17
1.1 Histórico.............................................................................................17
1.2 Localização e acesso............................................................................17
1.3 Aspectos sócio-Econômicos....................................................................18
1.4 Clima, fisiografia e geomorfologia........................................................18
1.4.1 Unidades denudacionais....................................................................20
1.4.2 Unidades agradacionais.....................................................................20
3 – ESTRATIGRAFIA...................................................................................29
3.1 Generalidades......................................................................................29
3.2 Unidades Litoestratigráficas.................................................................29
3.2.1 Complexo Máfico-Ultramáfico Trincheira................................................29
[Link] Comentários gerais.................................................................29
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 29
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação....................... 29
[Link] Litoquímica e petrogênese...................................................... 35
[Link].1 Anfibolitos finos (metabasaltos)................................... 43
[Link].2 Anfibolitos ricos em anfibólio...................................... 43
[Link].3 Anfibolitos porfiroblásticos......................................... 43
[Link].4 Granulitos máficos................................................... 45
[Link].5 Cumulados máfico-ultramáficos................................... 45
[Link].6 Gabros.................................................................. 45
[Link] Características geofísicas........................................................ 46
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 46
3.2.2 Complexo Colorado......................................................................... 47
[Link] Comentários gerais................................................................ 47
[Link]- Distribuição geográfica e relações de contato............................. 47
[Link]- Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação...................... 48
[Link].1 Unidade Metapelítica................................................ 48
[Link].2 Unidade Ferro-Manganesífera..................................... 49
[Link].3 Unidade Calcissilicática............................................. 50
[Link].4 Unidade Para-anfibolito............................................. 50
[Link] Litoquímica e petrogênese...................................................... 50
[Link] Características geofísicas........................................................ 52
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 53
3.2.3 Suíte São Felipe.............................................................................. 53
[Link] Comentários gerais................................................................ 53
xi
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 54
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação....................... 54
[Link] Características geofísicas........................................................ 54
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 54
3.2.4 Fácies Fazenda Olga........................................................................ 55
[Link] Comentários gerais ............................................................... 55
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 55
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação....................... 55
[Link] Características geofísicas........................................................ 55
3.2.5 Suíte Intrusiva Igarapé Enganado ........................................................ 55
[Link] Comentários gerais................................................................ 55
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato .............................. 55
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação....................... 55
[Link] Litoquímica e petrogênese...................................................... 56
[Link] Características geofísicas........................................................ 59
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 59
3.2.6 Suíte Intrusiva Alto Escondido............................................................ 59
[Link] Comentários gerais ............................................................... 59
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 59
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação ...................... 59
[Link] Litoquímica e petrogênese...................................................... 60
[Link] Características geofísicas........................................................ 62
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 62
3.2.7 Suíte Intrusiva Rio Pardo................................................................... 63
[Link] Comentários gerais ............................................................... 63
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 63
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação....................... 63
[Link] Características geofísicas........................................................ 63
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 63
3.2.8 Formação Alto Tanaru...................................................................... 64
[Link] Comentários gerais................................................................ 64
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 64
[Link] Litótipos, petrografia, metamorfismo e deformação....................... 64
[Link] Características geofísicas........................................................ 64
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 65
3.2.9 Formação Corumbiara...................................................................... 66
[Link] Comentários gerais................................................................ 66
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato.............................. 66
[Link] Litótipos............................................................................. 66
[Link] Dados geocronológicos e correlações......................................... 67
3.2.10 Formação Pimenta Bueno................................................................ 68
[Link] Comentários gerais.............................................................. 68
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 68
[Link] Litótipos........................................................................... 68
[Link] Características geofísicas...................................................... 69
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 69
xii
3.2.11 Formação Pedra Redonda................................................................ 69
[Link] Comentários gerais.............................................................. 69
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 69
[Link] Litótipos........................................................................... 69
[Link] Características geofísicas...................................................... 69
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 69
3.2.12 Formação Fazenda Casa Branca......................................................... 70
[Link] Comentários gerais.............................................................. 70
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 70
[Link] Litótipos........................................................................... 70
[Link] Características geofísicas...................................................... 70
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 70
3.2.13 Grupo Parecis............................................................................... 71
[Link] Histórico e comentários gerais................................................ 71
3.2.14 Formação Anari............................................................................. 71
[Link] Comentários gerais.............................................................. 71
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 71
[Link] Litótipos........................................................................... 71
[Link] Litoquímica e petrogênese.................................................... 73
[Link] Características geofísicas...................................................... 75
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 75
3.2.15 Diques de diabásio......................................................................... 75
[Link] Comentários gerais.............................................................. 75
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 75
[Link] Litótipos........................................................................... 75
[Link] Características geofísicas...................................................... 75
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 75
3.2.16 Formação Rio Ávila........................................................................ 76
[Link] Comentários gerais.............................................................. 76
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 76
[Link] Litótipos........................................................................... 76
[Link] Características geofísicas...................................................... 78
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 78
3.2.17 Kimberlitos.................................................................................. 78
[Link] Comentários gerais.............................................................. 78
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 79
[Link] Litótipos........................................................................... 79
[Link] Dados geocronológicos e correlações........................................ 79
3.2.18 Formação Utiariti.......................................................................... 79
[Link] Comentários gerais.............................................................. 79
[Link] Distribuição geográfica e relações de contato............................. 79
[Link] Litótipos........................................................................... 79
[Link] Características geofísicas...................................................... 80
[Link] Dados Geocronológicos e correlações....................................... 80
3.2.19 Coberturas sedimentares cenozóicas.................................................. 81
[Link] Cobertura detrito-laterítica................................................... 81
xiii
[Link] Cobertura laterítica imatura.................................................. 81
[Link] Cobertura sedimentar indiferenciada....................................... 82
[Link] Depósitos aluvionares.......................................................... 82
5 – GEOQUÍMICA PROSPECTIVA..................................................................... 91
5.1 Introdução e metodologia....................................................................91
5.2 Produtos obtidos................................................................................. 94
xiv
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
ESTADO DE RONDÔNIA
xv
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
1 — INTRODUÇÃO
17
CPRM - Programa Geologia do Brasil
18
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
19
20
CPRM - Programa Geologia do Brasil
rumbiara. Relevos com forte controle estrutural en- O modelado referente ao sistema morros e colinas
contram-se localizados na porção sudoeste da folha, (D3) situa-se topograficamente abaixo das superfícies
possuindo direção noroeste-sudeste e representan- tabulares em rochas sedimentares, servindo de
do uma área de ocorrência de rochas metavulcano- faixa de transição com as áreas rebaixadas da Bacia
-sedimentares, granitos e rochas básicas. Hidrográfica do Guaporé. Este sistema ocupa uma
As Superfícies de Aplanamento estão restritas a grande área localizada na porção centro-sul da
porção noroeste e a uma pequena área no centro- folha mapeada e ocorre espalhada por toda a folha
-sul da área mapeada. Estas correspondem às áreas conformando relevos residuais, com altitudes que
aplanadas, com desníveis regionais muito pequenos variam entre 500 e 300 m. Na porção sudoeste da
e com baixa declividade. área mapeada, este agrupamento de morros e colinas
Os relevos associados a leques dissecados, cor- ocorre associado a um forte controle estrutural (S3)
respondem a uma ampla área com interflúvios pla- que resulta em alinhamento das formas de relevo no
nos e vales amplos localizados sobre sedimentos sentido noroeste-sudeste.
Terciário-Quaternário Indiferenciados. As planícies No contexto desta folha, ainda ocorre à superfície
e terraços fluviais ocorrem associados aos rios de de Aplanamento denominada Nível II (D222) que
maior porte das bacias do Guaporé, Comemoração, se encontra desenvolvida nas porções noroeste e
Roosevelt e Pimenta Bueno. centro-sul da área mapeada, numa cota topográfica
O mapa geomorfológico da folha Vilhena (fig. 2) variando de 300 a 200 m.
mostra as diferentes feições geomorfológicas pre- No sistema geomorfológico da Folha Vilhena
sentes na área mapeada. A seguir, são descritas as observou-se que as unidades denudacionais de na-
diferentes unidades presentes no mapa. tureza sedimentar contribuíram fortemente para o
processo de agradação que resultaram nas planícies
1.4.1 Unidades denudacionais
aluviais, principalmente, devido o suprimento de se-
dimentos arenosos e síltico-argilosos retrabalhados,
O sistema de relevo das superfícies tabulares
depositados nas planícies aluviais, depressões, nos
abrange a maior parte da folha Vilhena (fig. 2). De
terraços fluviais, nas planícies inundáveis e nos vales
modo geral, são elaboradas sobre rochas sedimentares
mais recentes.
e compreende um relevo em patamares, com duas
escarpas erosivas claramente delimitadas por relevos
1.4.2 Unidades agradacionais
do tipo footslope. Estas superfícies tabulares (S111,
S112 e S113) são constituídas por arenitos e siltitos
apresentando cotas que podem atingir até 600 metros. Na folha de Vilhena ocorre uma pequena faixa ao
Apresentam bordas ravinadas com processo erosivo longo dos principais rios onde predominam tais pro-
acelerado pelos constantes desmatamentos na região. cessos. Este sistema está ligado à rede de drenagem
Superfícies tabulares planas com ferricrete “cap dos rios Comemoração, Pimenta Bueno e Roosevelt,
rock” (S110) também são encontradas na área mape- bem como, associado aos sedimentos da Bacia Hi-
ada, principalmente na porção sudeste da folha. Este drográfica do Guaporé.
sistema ocorre nas porções mais elevadas da área Depressões, lagos, cones/deltas e leques (A1)
(580-650 m) e apresenta perfis de intemperismo ocorrem na extremidade sudoeste da área mapeada.
lateríticos preservados. Normalmente os perfis late- As áreas dominadas por leques correspondem a
ríticos estão desenvolvidos em formações arenosas uma superfície plana, geralmente com declividade
finas. Por vezes, acima do perfil laterítico ocorre uma quase nula e são via de regra, cortadas por vales que
cobertura arenosa que em áreas de corte de estrada constituem depósitos aluvionares.
chega a atingir uma espessura de até 10 m de espes- Nesta folha, a unidade geomorfológica dos terraços
sura. A cidade de Vilhena, localizada na divisa com o fluviais (A2) encontra-se associada principalmente à
estado de Mato Grosso, encontra-se sobre este tipo rede de drenagem do rio Comemoração. Esta unidade
de modelado. corresponde a uma antiga planície que se encontra
A unidade footslopes (D1) ocorre com maior fre- atualmente acima do nível da planície fluvial.
qüência nas porções sudoeste e oeste da área mape- As planícies inundáveis e vales (A3) correspon-
ada e apresenta rebordos erosivos delimitados por dem às áreas marginais dos atuais cursos de água,
escarpas formando a transição entre as superfícies podendo sofrer inundações anualmente nos perío-
tabulares planas com ferricrete “cap rock” e superfí- dos chuvosos. Estão inclusos nesta unidade os rios
cies tabulares desenvolvidas em rochas sedimenta- Comemoração, Pimenta Bueno, Roosevelt e afluen-
res. O material superficial é composto por depósitos tes de menor porte da bacia do rio Guaporé. Estas
coluviais, ocorrendo em algumas áreas depósitos de planícies possuem largura variável, porém geralmen-
tálus detríticos. te próximas a 1,5 km.
21
CPRM - Programa Geologia do Brasil
22
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
A folha Vilhena insere-se no contexto geológi- cia Sunsás em território brasileiro (fig. 3b). Todavia,
co da extremidade sudoeste do Cráton Amazônico. em muitas áreas ainda existem traçados de limites
Este, por sua vez, encontra-se separado da faixa An- imprecisos ou duvidosos entre províncias, em função
dina por extensas coberturas sedimentares cenozói- da escasses de dados estruturais e geocronológicos.
cas, as quais recobrem tanto as bacias paleozóicas O traçado retilínio entre os limites de províncias tam-
como porções e fragmentos de rochas do seu emba- bém é questionável, levando a crer que os terrenos
samento, dificultando a sua delimitação ocidental. A acrescionários possuiam suas margens com limites
continuidade do Cráton para o sul e oeste é sugeri- retos, o que é bastante improvável.
da pela presença de fragmentos reliquiares como o A proposta de Tassinari & Macambira (2004) dife-
maciço Rio Apa (Ruiz, 2005), Garzón e Santa Marta re essencialmente nos limites entre algumas provín-
(Kroonenberg, 1982, Priem et al. 1989) e Arequipa cias e em parte, nos intervalos temporais de duração
(Shackleton et al. 1979). das orogenias em relação àquela apresentada por
No lado brasileiro é onde se tem a maior exposi- Santos (2003), muito embora ambas as propostas
ção de rochas que constituem o Cráton Amazônico são coerentes com a evolução dos processos tectô-
sendo esse delimitado a leste e sudeste pelos cintu- nicos envolvidos e seguem a linha mobilista, ou seja,
rões neoproterozóicos Paraguai e Araguaia e a sudo- processos evolutivos que ocorreram através da adi-
este e norte por coberturas relacionadas às bacias ção de material juvenil aliados a processos subordi-
subandinas. nados de retrabalhamento crustal.
A subdivisão do Cráton em Escudo das Guianas A geologia regional e particularmente a estrutu-
(norte) e Escudo Guaporé ou Brasil-Central (sul) ração do setor sudoeste do Cráton é pouco conheci-
como duas porções distintas separadas pela sinéclise da, restringindo-se a trabalhos regionais de mapea-
do Amazonas perdurou até o final da década de 60. mento (Pinto Filho et al. 1977, Litherland et al. 1986,
Essa subdivisão foi modificada por Amaral (1974) em Scandolara et al. 1999, Rizzotto, 1999, Boger et al.
função da correlação dos terrenos a sul e norte da 2005, Ruiz, 2005, Scandolara, 2006), com conotação
sinéclise do Amazonas em faixas contíguas de leste meramente litoestratigráfica, excetuando-se os mais
para oeste, com idades cada vez mais novas em dire- recentes que relacionaram a evolução tectônica aos
ção ao oeste do Cráton. Dessa forma, o autor acima eventos Rondoniano-San-Ignácio e Sunsás, resultan-
citado subdividiu-o em três províncias geocronológi- tes da colisão entre o Craton Amazônico e a borda
cas: Amazônia Oriental, Amazônia Central e Amazô- leste e sudeste da Laurentia durante esta última
nia Ocidental. orogênese (Sadowski & Bettencourt, 1996; Thover
A partir do trabalho de Amaral (1974), um núme- et al. 2002, 2004). Um trabalho recente envolvendo
ro considerável de propostas de compartimentação mapeamento geológico, geocronologia e litoquímica
tectônica e modelos evolutivos se seguiram, basea- na região sudeste de Rondônia e sudoeste de Mato
dos, fundamentalmente, em dados geocronológicos Grosso foi efetuado por Rizzotto & Hartmann (2012),
(Cordani et al., 1979; Teixeira et al., 1989; Tassina- no qual há uma nova proposta de configuração geo-
ri & Macambira, 1999, Santos et al. 2000; Tassinari tectônica do SW do Cráton Amazônico com a defini-
et al. 2000; Santos, 2003; Tassinari & Macambira, ção de uma zona de sutura entre dois blocos conti-
2004) (fig. 3a) e, raros trabalhos utilizando modelos nentais (fig. 4).
geofísicos-estruturais (Hasui et al., 1984; Costa e Ha- A parte meridional do Cráton Amazônico abran-
sui, 1997). Várias modificações foram efetuadas por ge as províncias Sunsás e Rondônia-Juruena (fig.
Santos (2003) em relação aos modelos anteriores, 4) correspondendo aos terrenos que se estendem
dentre elas destaca-se: a criação da Província Cara- desde Rondônia, a oeste, até a região oriental de
jás desmembrando-a da Província Amazônia Central, Mato Grosso, a leste, envolvendo ainda a porção
redefinição da Província Tapajós-Parima (antiga Ven- sudoeste do Pará e sul do Amazonas. O seu limite
tuari-Tapajós) por razão de que os terrenos da região oriental é balizado pela Faixa Paraguai, de idade
de Ventuari (Venezuela) serem mais jovens e enqua- Neoproterozóica. Nesse contexto, insere-se a Faixa
drados na Província Rio Negro; desmembramento da Alto Guaporé (zona de sutura Guaporé), instalada
Província Rio Negro-Juruena em Província Rio Negro durante a evolução do Orógeno Rondoniano-San Ig-
e Rondônia-Juruena e ampliação do limite da Provín- nácio (1.47 – 1.32 Ga).
23
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 3 - Províncias geocronológicas do Cráton Amazônico segundo Tassinari & Macambira 2004 (a) e Santos 2003 (b)
As rochas mais antigas da borda sudoeste do Crá- a 2,20 Ga. Esses dados sugerem idade máxima de
ton Amazônico estão inseridas na Província Rondô- sedimentação em 1674 Ma e tendo como fonte pro-
nia-Juruena (1.81-1.52 Ga) (Santos, 2003). Os limites vável dos sedimentos, os tonalitos e quartzo-dioritos
paleogeográficos desta província estendem-se desde do Complexo Jamari. A idade mínima da sedimenta-
o extremo oeste de Rondônia, na sua porção ociden- ção é indicada pela relação espacial e temporal com
tal, até a bacia hidrográfica do alto curso do rio Te- as rochas graníticas intrusivas da Suíte Serra da Pro-
les Pires (MT), à leste (fig. 4). O seu embasamento vidência (1570-1520 Ma).
compreende uma faixa descontínua de rochas com A primeira constatação de um suposto evento
aproximadamente 1.150 km de extensão por 300 km tectono-magmático no período compreendido entre
de largura, alongada no sentido leste-oeste. A por- 1650-1630 Ma, foi feita por Bettencourt et al. (2001),
ção ocidental da Província Rondônia-Juruena é cons- baseando-se em dados geocronológicos, os quais
tituída por um fragmento cratônico que é represen- sugerem um magmatismo de arco na porção centro-
tado pelo Complexo Jamari, o qual ocupa a porção -oriental de Rondônia entre 1,65 e 1,63 Ga. Posterior-
centro-ocidental de Rondônia sendo constituído do- mente, Santos et al. (2003) definem como uma oro-
minantemente por rochas ortoderivadas tonalíticas, gênese do tipo colisional continente x continente e
quartzo-dioríticas, granodioríticas, anfibolíticas e denominam de Orogênese Ouro Preto (1,68-1,63 Ga).
supracrustais subordinadas. As ortoderivadas são as As rochas do embasamento do setor ocidental
mais antigas deste segmento e datam de 1,76-1,73 da Província Rondônia-Juruena (tonalitos, quartzo-
Ga. Entretanto, estas rochas não possuem muita re- -dioritos, granodioritos e paraderivadas) foram intru-
presentatividade em área, ocorrendo como núcleos sionadas pelos granitos, charnockitos, mangeritos e
antigos (inliers), parcialmente preservados durante gabros da Suíte Intrusiva Serra da Providência. Esta
o retrabalhamento crustal promovido por eventos suíte é representada por sucessivos pulsos magmáti-
colisionais e/ou orogenias posteriores. As rochas cos assim constituídos: batólito Serra da Providência
paraderivadas que ocorrem dominantemente na re- (1606-1573 Ma); charnockitos de Ouro Preto/Ari-
gião de Jarú-Ouro Preto d’Oeste (Suíte Metamórfica quemes (1559 Ma); granitos cinza de Samuel (1550-
Quatro Cachoeiras) e, por vezes, mostram-se interca- 1540 Ma); maciço União e granito rosa de Ariquemes
ladas àquelas do Complexo Jamari, possuem zircões (1537-1530 Ma). As rochas graníticas rapakivíticas da
detríticos de idades de 1808 a 1674 Ma e TDM de 2,10 Serra da Providência e Ouro Preto apresentam evi-
24
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 4 - Quadro Tectono-Estratigráfico da Porção Sudoeste do Cráton Amazônico (área estudada delimitada pelo
retângulo).
25
CPRM - Programa Geologia do Brasil
dências de magma mixing e mingling, com caracte- Após a instalação da Faixa Alto Guaporé na bor-
rísticas geoquímicas semelhantes aos granitos do da sul do Cráton Amazônico, um curto período de
tipo A. Adicionalmente, as características da Suíte quiescência tectônica se estabeleceu. Posteriormen-
Serra da Providência, indicam posicionamento em te, a retomada da atividade tectônica envolvendo o
ambiente pós-orogênico relacionado, possivelmen- ciclo de Wilson iniciou-se com um processo de rom-
te, as fases finais do evento colisional (Orogenia pimento crustal intracontinental, com geração de
Ouro Preto de Santos et al. 2002) que afetou alguns proto-oceano, o qual está representado pelo Terreno
segmentos da Província Rondônia-Juruena. Nova Brasilândia, o qual possui uma individualidade
No setor ocidental da Província Rondônia-Jurue- que o diferencia dos terrenos ou domínios adjacen-
na, Rizzotto et al. (2002) caracterizaram por meio tes, dos quais é separado por falhas ou zonas de cisa-
de estudos geológicos e geocronológicos um evento lhamento de grande expressão. O cronocorrelato no
tectono-magmático de abrangência regional baliza- sudoeste do Mato Grosso é representado pelo Grupo
do no intervalo de 1350 a 1320 Ma. Posteriormente, Aguapeí, o qual está depositado em um Aulacógeno.
Rizzotto & Dehler (2007) denominaram esse evento A tectono-estratigrafia do Terreno Nova Brasilândia é
de Faixa Alto Guaporé, o qual foi derivado de uma constituída por rochas pertencentes ao Grupo Nova
orogenia colisional neste intervalo de tempo e em Brasilândia, o qual é representado por uma unidade
condições metamórficas de alto grau, sendo que o metaturbidítica terrigeno-carbonática dominante e
mesmo possui correspondência temporal com a Oro- subordinadamente por uma unidade máfico-félsica
genia San Ignácio, definida no oriente Boliviano por característica de magmatismo bimodal. Os dados
Litherland et al. (1986) e com as orogenias Rondonia- geocronológicos obtidos nos zircões detríticos dos
na (Teixeira e Tassinari, 1984) e Candeias (Santos et metaturbiditos permitem identificar uma fonte mis-
al. 2002), embora a conotação tectônica entre estes ta com idades Paleoproterozóicas até Mesoprotero-
eventos seja bastante distinta. zóicas. Entretanto, o maior agrupamento de cristais
A Faixa Alto Guaporé (fig. 4) se estende forneceu a idade de 1215 ± 20 Ma, com o grupo mais
desde o setor central-setentrional de Rondônia, jovem apresentando idade de 1122 ± 12 Ma, que é
prolongando-se para o sudeste até a porção sul- interpretada como a idade máxima da sedimenta-
ocidental do Mato Grosso, estando em grande ção. O magmatismo máfico intrusivo nos turbiditos
parte encoberta pelas coberturas sedimentares das exibe características geoquímicas e isotópicas com-
Bacias dos Parecis e Guaporé, correspondendo a patíveis com basaltos do tipo E-Morb, relacionados a
uma zona estreita e alongada delineada por fortes ambiente de margem passiva sucedendo rift. A idade
anomalias magnéticas. As unidades litotectônicas TDM é de 1250 Ma e os valores de eNd variam entre
predominantes da faixa estão representadas pelo +4 a +5, sugerindo fonte mantélica juvenil (Rizzotto,
Complexo Colorado e Complexo Máfico-Ultramáfico 1999).
Trincheira (Rizzotto et al., 2002). Este último é Dois ciclos de contração, extensão e magmatismo
composto por uma associação ofiolítica, com rochas intraplaca são reconhecidos durante a evolução geo-
polideformadas em condições metamórficas da lógica do Terreno Nova Brasilândia. O primeiro ciclo
fácies anfibolito superior a granulito, com porções é marcado por extensão continental com geração de
retrometamorfisadas na fácies xisto verde superior rift, plutonismo intraplaca e sedimentação turbidíti-
a anfibolito, constituída por rochas intra-oceânicas ca seguido por transpressão e espessamento crustal
(anfibolitos bandados, metagabros, metapiroxenitos, no período compreendido entre 1250 a 1110 Ma
actinolititos, serpentinitos e metabasaltos). (Orogenia Nova Brasilândia). O segundo ciclo (1005-
Intercalados a esses litótipos ocorrem formações 970 Ma) compreende extensão por colapso pós-oro-
ferríferas bandadas, formações manganesíferas gênico com geração de bacia intracontinental em
e gnaisses calcissilicáticos, ambas representantes área cratônica em fase de estabilização (Formação
de sedimentação/precipitação química de fundo Palmeiral), acompanhada de magmatismo bimodal
oceânico. Fazendo parte desse ambiente, também intraplaca (Rizzotto, 2001). Nessa fase também ocor-
ocorre uma repetitiva e monótona associação de reram movimentos laterais de blocos crustais que
xistos e paragnaisses derivados, respectivamente, geraram largas zonas transcorrentes (Zona de Cisa-
de pelitos e arenitos impuros (grauvacas). Essa lhamento Transcorrente Rio Branco).
associação sugere uma provável sequência turbidítica A análise de imagens de radar, aerogeofísicas e
de mar profundo, deformada e metamorfizada em dos mapas geológicos regionais disponíveis da por-
condições de fácies anfibolito superior. Intrusões ção sudoeste do Craton Amazônico, sugere uma es-
nesse domínio estão marcadas por um magmatismo truturação regional em arco, delineada pelas gran-
bimodal máfico-félsico, de posicionamento sin a des zonas de cisalhamento Mesoproterozoicas. Este
tardi-tectônico, que se distribuem regionalmente. arco seria formado pelo alinhamento estrutural
26
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
WNW a oeste e sul de Rondônia virgando para pró- dição frontal (Santarém et al. 1992, Scandolara et al.
ximo de N-S a sudoeste de Mato Grosso, das rochas 2001). Nesse mesmo domínio, Scandolara, (2006)
do orógeno Rio Alegre (Matos et al. 2004) do Batólito caracteriza o Sistema Transpressivo Sinistral Ji-Pa-
Santa Helena (Geraldes, 2000) e Aguapeí (Tassinari raná como uma entidade tectono-estrutural, com
& Macambira 2004). Esta geometria foi descrita an- aproximadamente 200 km de largura por 400 km de
teriormente por Litherland et al. (1986) no escudo extensão na direção NNW-SSE caracterizada por inú-
boliviano, tendo sido oportunamente considerada meras zonas de cisalhamento subverticais e de grau
precursora à inflexão denominada de Arco de Arica metamórfico da fácies anfibolito baixo.
na cadeia Andina. Os dados geocronológicos e as O ramo de direção Norte-Sul da Faixa Alto Gua-
correlações regionais sugerem que estas estruturas poré, localizado a sudeste da área estudada, apre-
limitaram a SW o Cráton Amazônico durante a orogê- senta zonas de cisalhamento de empurrão frontais
nese Rondoniana-San Ignácio (Rizzotto et al. 2006). a oblíquas, com movimento de topo para leste-nor-
Ao norte da área estudada, no estado de Ron- deste durante o encurtamento atribuído à Orogenia
dônia, as zonas de cisalhamento consideradas, pos- Rondoniana. Este arranjo curvo é marcado por aflo-
suem direção geral WNW-ESE, com inflexões para ramento de rochas miloníticas metamorfizadas na
NNE, mergulhos empinados predominantemente fácies anfibolito superior, localmente com fundidos
para sul, e movimentação compressiva perto da con- anatéticos e com intrusivas graníticas.
27
CPRM - Programa Geologia do Brasil
28
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
3 — ESTRATIGRAFIA
29
CPRM - Programa Geologia do Brasil
30
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
31
CPRM - Programa Geologia do Brasil
uma associação petrotectônica intra-oceânica do tas por bandas félsicas a base de plagioclásio e
tipo ofiolítica (Rizzotto & Hartmann, 2012). raro anfibólio e por bandas máficas compostas por
Os cumulados máfico-ultramáficos da unidade cumulados de anfibólio (originalmente piroxênios),
inferior do Complexo ofiolítico Trincheira são cons- além de camadas intermediárias ricas em plagioclá-
tituídos, dominantemente, por protólitos anidros sio + anfibólio + epidoto ± quartzo (fig. 7c).
de paragênese da fácies granulito, constituídos por Os anfibolitos porfiroblásticos (fig. 7d) também
olivina-ortopiroxenitos, bronzititos e websteritos. desenvolvem-se ao longo das zonas de menor de-
Essas rochas mostram-se intercaladas com raros formação. As rochas ultramáficas (actinolititos,
plagiogranitos e exibem bandamento ígneo trans- metapiroxenitos, metamelagabros e actinolita me-
porto na vertical. Estreitas bandas de cisalhamento tagabros) são, na sua grande maioria, maciços, de
miloníticas cortam as rochas granulíticas e transfor- granulação grossa, apresentam coloração verde-
mam-nas em anfibolitos ou em tremolititos, actino- -escura a negra, aflorando como matacões métricos
lititos e talco-xistos. Localmente, as rochas cumulá- subangulosos e, raramente, constituindo corpos de
ticas são intrudidas por diques graníticos de granu- centenas de metros. Freqüentemente exibem agre-
lação grossa e por rochas dioríticas-tonalíticas. gados granoblásticos de anfibólio (fig. 7e) além de
As texturas dos granulitos máficos são típicas da fá- cristais porfiroblásticos (de até 8cm) e, nas bordas
cies granulito (Vernon, 1970). Apresentam agregados dos corpos, observa-se foliação metamórfica supe-
granoblásticos de granulação fina, com formas poligo- rimposta. Essa foliação raramente se desenvolve
nais e junção tríplice. A assembleia mineral caracterís- nas partes centrais dos corpos maiores, indicando
tica é representada por ortopiroxênio + clinopiroxênio maior competência dos mesmos em relação à de-
± plagioclasio ± olivina, com proporção menor de bio- formação. Nesse sentido, em alguns afloramentos
tita titanífera, hornblenda marrom e ilmenita. observa-se megapods envoltos por bandas de cisa-
Os anfibolitos da parte intermediária do Comple- lhamento, onde a rocha original foi parcialmente
xo Trincheira apresentam granulação fina, com ban- transformada em xisto ultramáfico (actinolita xisto,
damento regular e uniforme em escala centimétrica tremolita xisto- fig. 7f). Os dados de campo sugerem
a milimétrica, materializado pela segregação hete- que alguns dos corpos ultramáficos foram transfor-
rogênea de níveis félsicos de quartzo, plagioclásio e mados por um aporte de fluídos metamórficos con-
epidoto que se alternam com níveis máficos a base centrados em zonas de baixa pressão, normalmente
de anfibólio (fig. 7a). As lentes de anfibolitos ocorrem em zonas de charneira de megadobras, a partir de
em posição sub-vertical, resultante de deformação protólitos do tipo piroxenitos.
compressiva. Dobras isoclinais a apertadas são fre- A parte superior do Complexo máfico-ultramáfi-
qüentes, além de finas vênulas de quartzo que mate- co Trincheira é representada por anfibolitos cinza-
rializam dobras ptigmáticas e dobras intrafoliais. Em -escuros, de granulação fina, os quais apresentam
alguns locais são observados dobramento isoclinal feições, texturas e estruturas ígneas parcialmente
com espessamento da zona de charneira (fig. 7b). preservadas, podendo ser caracterizados como me-
Por vezes, ocorrem veios e/ou bolsões pegmatóides tabasaltos. Mostram um pervasivo diaclasamento
centimétricos a métricos a base de feldspato potás- sub-horizontal espaçado centimétricamente, ca-
sico, quartzo e anfibólio, gerados por segregação tar- racterizando vulcanismo subaéreo (fig. 8a). Apre-
dia de fluídos hidrotermais. sentam cavidades milimétricas a centrimétricas
Pods de rochas máficas ocorrem como corpos de preenchidas por um agregado de epidoto e quartzo
várias dezenas de metros no interior dos anfiboli- (drainage cavity), sugerindo serem amígdalas de-
tos, sugerindo intrusões co-magmáticas na forma formadas (fig. 8b). Da mesma forma, finos níveis de
de sills. São constituídos por anfibolitos porfiroblás- material esbranquiçado a base de quartzo + plagio-
ticos, actinolititos, metagabros, metagabronoritos, clásio + epidoto ± carbonato ± sulfetos bordejando
leucometagabros e raros metapiroxenitos, de textu- núcleos mais preservados de metabasalto, sugerem
ra/estrutura ígnea parcialmente preservada. Ocor- estruturas do tipo pillow (fig. 8c). Entretanto, em
rem em blocos subarredondados a alongados, nor- função da alta taxa de deformação, essas estruturas
malmente alinhados segundo a direção da foliação primárias não são facilmente reconhecíveis. Zonas
metamórfica regional. Entretanto, apresentam um com forte sulfetação são comuns nos metabasaltos
padrão heterogêneo no comportamento da direção (fig. 8d) afetados por metamorfismo de baixo grau,
do fluxo metamórfico, com variação no trend da fo- onde são transformados para uma assembléia a
liação em função da reologia da rocha. Geralmen- base de actinolita + epidoto + albita + quartzo + pi-
te apresentam-se como corpos acamadados, com rita ± calcopirita. Alguns metabasaltos e anfibolitos
bandamento composicional transposto na vertical são compostos predominantemente por magnésio-
pela superposição do tectonismo, onde alternam- -hornblenda, consistente com uma composição ul-
-se camadas milimétricas a centimétricas compos- tramáfica (anfibolitos ricos em anfibólio).
32
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 7 - Rochas máficas e ultramáficas do Complexo máfico-ultramáfico Trincheira. (a) anfibolito bandado e (b) dobra
apertada em anfibolito na zona de alto strain; (c) acamadamento ígneo preservado nos metagabros; (d) porfiroblastos
de anfibólio em matriz de plagioclásio, quartzo e epidoto; (e) agregados granoblásticos de anfibólio em rocha ultramá-
fica; (f) xisto máfico em zonas miloníticas sigmoidais;
33
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 8 - Rochas máfico-ultramáficas da porção superior do Complexo Trincheira. (a) diaclasamento subhorizontal no
metabasalto rico em anfibólio; (b) drainage cavity em metabasalto; (c) estruturas semelhantes a pillow lavas estiradas;
(d) zona de sulfetação em metabasalto.
cies epidoto-anfibolito com foliação penetrativa na (15-20%), quartzo (5-10%), epidoto (7-10%) e mine-
grande maioria das rochas. A mineralogia e textura rais acessórios (< 1%) tais como magnetita, titanita
ígnea primária são preservadas em alguns tipos de e rara escapolita. A magnésio-hornblenda ocorre em
rochas. agregados prismáticos alongados que juntamente
Os anfibolitos finos (metabasaltos) são compos- com epidoto definem a foliação penetrativa da ro-
tos por magnésio-hornblenda (60-65%), andesina cha. Amígdalas ovaladas pela deformação mostram-
Tabela 2 - Características mineralógicas e protólitos interpretados dos principais tipos de rochas do Complexo máfico-
ultramáfico [Link].
34
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
-se preenchidas por cristais prismáticos de epidoto, plagioclásio (44%), ortopiroxênio (8%), olivina (3%) e
além de agregado granoblástico fino de quartzo + minerais acessórios (<1%) tais como biotita, magne-
albita + ilmenita ± sulfetos (fig. 9a). Feições ígneas tita e rara hornblenda. Cristais de olivina com borda
reliquiares são representadas por zonas amigdaloi- de reação desenvolvendo mirmequitos de clinopiro-
dais (fig. 9b). xênio + plagioclásio, além de bordas do clinopiroxê-
Os anfibolitos ricos em anfibólio são espacial- nio com fina franja de anfibólio.
mente associados aos metabasaltos. Possuem as- Rochas metaultramáficas granulitizadas são re-
sembléia mineralógica representada por magnésio- presentadas por cumulados de ortopiroxênio e cli-
-hornblenda (60%), plagioclásio (25%), quartzo (9%), nopiroxênio (fig. 9h), os quais apresentam textura
epidoto (2%) e minerais acessórios (<3%) tais como adcumulada, representada por uma imbricação em
clorita, ilmenita e titanita (fig. 9c). Raramente, apre- junção tríplice em angulos de 120º entre os cristais.
sentam cristais prismáticos e aciculares de actinolita Raros cristais pós-cumulus de plagioclásio, magneti-
envolvendo, por vezes, porfiroclastos de hornblenda. ta e clinoanfibólio magnesiano perfazem em torno
Não menos raro é a presença “fantasmas” de porfi- de 1%.
roclastos de piroxênio parcialmente substituídos por
anfibólio. A foliação é sigmoidal penetrativa definida [Link] Litoquímica e Petrogênese
pelos prismas alongados de hornblenda e rara clorita
magnesiana (fig. 9d). Textura ígnea reliquiar (textu- As análises químicas dos elementos maiores,
ra ofítica) é por vezes observada e agregados grano- elementos traço e Terras Raras foram realizadas no
blásticos de plagioclásio + quartzo ocorrem entre os Acme Analítica Laboratórios Ltda, onde os primeiros
espaços intersticiais dos anfibólios. foram analisados por fusão em ICP-ES e os dois últi-
Anfibolitos porfiroblásticos são menos freqüen- mos por fusão em ICP-MS. Nem todas as unidades
tes quando comparados com aqueles ricos em an- litoestratigráficas foram analisadas quimicamente,
fibólio. São compostos por hornblenda magnesiana pois a precária exposição e elevado grau de intempe-
(70-80%), plagioclásio (15-20%), quartzo (3-6%), rismo não permitiu a amostragem e o consequente-
magnetita (1-2%). Os minerais acessórios (<1%) in- mente tratamento químico. Assim sendo, as rochas
cluem ilmenita, apatita e raro epidoto. Os agregados tratadas quimicamente são os anfibolitos, metapi-
porfiroblásticos de hornblenda com inclusões su- roxenitos e granulitos máficos do Complexo Máfico-
barredondadas a alongadas e filetes de quartzo ao -Ultramáfico Trincheira, calcissilicáticas e biff’s do
longo dos planos de clivagem, sugere substituição do Complexo Colorado, e granitos sin a tardi-tectônicos
piroxênio ígneo por anfibólio (fig. 9e). Agregados de da Suite Intrusiva Alto Escondido e granitos tardi a
plagioclásio e quartzo em mosaico de 120º ocorrem pós-tectônicos da Suíte Intrusiva Igarapé Enganado.
entre os porfiroblastos de anfibólio. Os dados dos elementos maiores, elementos-tra-
Os metagabros são os que possuem feições ígne- ço, terras raras e razões inter-elementos mais signifi-
as primárias mais bem preservadas (fig. 9f). Texturas cantes das rochas máfico-ultramáficas do Complexo
ofítica e intergranular estão presentes. Entretanto, Trincheira são apresentados na tabela 3. Tendo como
simplectitos de plagioclásio + actinolita se desenvol- base as características de campo, estudo petrográfi-
vem nas bordas do piroxênio. A assembléia mineraló- co e abundância dos elementos maiores (ex. SiO2 e
gica é a base de plagioclásio (50-60%), clinopiroxênio MgO), as rochas metavulcano-plutônicas podem ser
(25-30%), ortopiroxênio (10-15%), actinolita (5%). divididas em seis grupos principais: (1) anfibolitos fi-
Alguns minerais acessórios (<1%) incluem titanita e nos (metabasaltos), (2) anfibolitos ricos em anfibólio,
ilmenita, rara escapolita. (3) anfibolitos porfiroblásticos, (4) granulitos básicos,
Ao longo de microzonas de cisalhamento os mi- (5) cumulados máfico-ultramáficos. O sexto grupo,
nerais primários (plagioclásio) são transformados em com características químicas e petrográficas distintas
albita+epidoto+quartzo e o piroxênio transformado dos demais é menos expressivo e representado por
parcialmente em anfibólio. As transformações meta- pequenas intrusões gabróicas.
mórficas são mais evidentes nas bordas dos clinopi- Inicialmente, antes de se considerar qualquer in-
roxênios, onde há intercrescimento simplectítico de terpretação petrogenética, foi efetuada uma investi-
actinolita+albita. Cristais de ortopiroxênio apresen- gação geoquímica para se avaliar a mobilidade dos
tam-se pseudometamorfisados para cummingtonita elementos por processos de alteração hidrotermal,
e actinolita. metamorfismo, metassomatismo e deformação po-
Os gabros apresentam textura ígnea totalmente lifásica pelos quais, eventualmente, passaram as ro-
preservada dominada pela textura ofítica (fig. 9g). chas máfico-ultramáficas do complexo.
São classificados como olivina gabronoritos, que Em muitos estudos petroquímicos tem-se mostra-
possuem na sua composição clinopiroxênio (45%), do que o Zr é um dos elementos menos móveis den-
35
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 9 - Fotomicrografias de rochas metavulcânicas e metaplutônicas (veja tabela 2). (a) metabasalto com amíg-
dalas estiradas; (b) metabasalto mostrando amígdala preenchida por Ab+Ep+Qz+Ttn; (c) anfibolito rico em anfibólio
com textura nematoblástica sigmoidal; (d) anfibolito rico em mg-hornblenda de foliação penetrativa; (e) anfibolito
porfiroblástico; (f) metagabro de textura granoblástica; (g) gabro; (h) granulito máfico com textura granoblástica. Luz
polarizada plana (a, b,c,d, e) e luz polarizada cruzada (f,g,h). Abreviaturas: Ep-epidoto; Hb-hornblenda; ilm-ilmenita;
PL-plagioclásio;Qz-quartzo; Cpx-clinopiroxênio; Opx-ortopiroxênio; Amp-anfibólio; Ttn-titanita; Mag-magnetita.
36
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
tro do sistema geoquímico (Pearce and Peate, 1995, ser avaliado é plotado no eixo vertical. Portanto,
Winchester and Floyd, 1977, Pearce et al., 1992). utilizou-se como critério para se avaliar os efeitos de
Esse elemento tem sido utilizado como um índice alteração a magnitude de correlação do Zr em dia-
independente de variação geoquímica tanto para es- gramas binários (fig.10). Elementos com coeficiente
tudos do comportamento geoquímico de rochas vul- de correlação (R) < 0,75 foram considerados como
cânicas modernas (Murton et al., 1992) como para móveis (Polat et al., 2004) e não serão utilizados para
rochas arqueanas (Polat et al., 2002). Portanto, nesse interpretação petrogenética.
estudo, adotou-se procedimento similar àquele pro- A maioria das rochas máfico-ultramáficas apre-
posto pelos autores acima para se avaliar os efeitos senta composição basáltica no diagrama Zr/Ti versus
de alteração nas rochas máfico-ultramáficas. Nb/Y e somente três amostras apresentam compo-
A mobilidade dos elementos K, Rb, Na, Ba, Sr, Ca, sição andesito basáltica (fig. 11a). Nos diagramas de
P e Fe já foi mostrada em estudos de rochas vulcâni- variação de Zr (fig. 10) as rochas máfico-ultramáficas
cas metamorfisadas (Frei et al., 2002, Arndt, 1994, mostram trends colineares para os HFSE, REE e me-
Brunsmann et al., 2000). Em contrapartida, elemen- tais de transição indicando composição comparável
tos REEs, HFSEs, Al, Cr e Ni apresentam menor mo- entre as mesmas. As rochas máfico-ultramáficas fo-
bilidade (Ludden et al., 1982; Jochum et al., 1991; ram divididas em seis grupos principais em função
Xie et al., 1993). Entretanto, a mobilidade dos ele- das características químicas dos elementos-traço
mentos em cada caso deve ser testada. Um método quando normalizados ao condrito e ao manto pri-
efetivo é aquele proposto por Cann (1970), no qual mitivo segundo Sun and McDonough, (1989) e Hof-
um elemento imóvel é plotado no eixo horizontal de mann, (1988), respectivamente (fig.12 e tab. 3).
um diagrama de variação bivariante e o elemento a
Sc (ppm) 42 43 51 42 50 54 35 47 52 53 47
V 374 608 295 283 341 377 225 428 368 318 229
Cr 48 96 34 274 233 260 376 253 205 356 260
Co 40 50 38 45 44 50 47 46 50 50,4 43,8
Ni 18 80 12 64 56 93 77 53 73 80 70
Ga 18 19 17 18 15 17 15 16 19 15,8 11,8
Rb 9 1 1 6 6 8 32 8 4 3,5 4,6
Sr 73 146 183 164 90 101 234 172 168 113 118
Y 33,4 26,5 20,7 33,7 29,9 35,8 19 15,5 42,5 32,3 26,7
Zr 89,9 72,6 71,6 104,5 81,1 87,5 52,9 39,5 73 67,2 48,3
Nb 2,3 2,1 2 3,8 3,8 4,5 2,3 2,6 2,6 2,9 1,2
Ba 133 248 44 97 81 60 259 60 56 64 49
Ta 0,2 0,1 LDL 0,3 0,1 0,3 0,4 0,2 0,2 0,2 LDL
Th 1,1 0,3 0,4 0,8 0,7 0,8 0,6 0,5 0,4 0,3 0,18
Hf 2,8 2,2 1 3,4 2,3 2,9 1,4 1,4 2,7 1,8 0,9
U 0,6 0,2 0,2 0,4 0,3 0,2 0,2 0,3 0,2 LDL 0,2
La 7,3 4,2 3,5 6,2 4,2 3,6 5,3 4,6 7 5,3 5,1
Ce 17,1 10,2 10,4 16,4 11,6 8,4 13,7 11,9 10,9 10,5 10,6
Pr 2,79 1,71 1,71 2,6 2,03 1,82 1,99 1,75 2,21 1,75 1,65
Nd 14,5 8,6 9,6 12,9 11,4 10,7 10,3 9,0 11,7 9,8 7
Sm 4,1 2,81 2,78 3,89 3,4 3,76 2,7 2,33 3,8 3,08 2,4
Eu 1,53 1,06 1,08 1,27 1,2 1,39 0,91 0,90 1,57 1,27 0,52
Gd 5,39 3,7 3,38 4,89 4,53 5,24 3,04 2,80 5,99 4,31 3,01
Tb 0,97 0,7 0,59 0,93 0,84 0,97 0,55 0,47 1,12 0,88 0,6
Dy 6,2 4,15 3,44 5,8 5,39 6,12 3,18 2,40 7,13 5,21 4,11
Ho 1,27 0,94 0,76 1,23 1,15 1,32 0,69 0,56 1,48 1,2 0,87
Er 3,85 2,9 2,12 3,51 3,14 3,83 2,07 1,69 4,2 3,46 2,88
Tm 0,61 0,45 0,33 0,55 0,48 0,56 0,28 0,24 0,76 0,58 0,49
Yb 3,74 2,79 1,98 3,39 2,97 3,47 1,82 1,52 3,91 3,12 2,88
Lu 0,59 0,43 0,32 0,51 0,45 0,53 0,28 0,24 0,62 0,52 0,44
La/Ybcn 1,4 1,08 1,27 1,31 1,01 0,74 2,09 2,17 1,28 1,22 1,27
La/Smcn 1,15 0,96 0,81 1,03 0,8 0,62 0,85 1,27 1,19 1,11 1,37
Gd/Ybcn 1,19 1,1 1,41 1,19 1,26 1,25 1,23 1,38 1,27 1,14 0,86
(Eu/Eu*)cn 1 1,01 1,08 0,89 0,93 0,96 0,98 0,97 1,01 1,07 0,59
Al2O3/TiO2 9,53 9,16 15,48 12,55 10,11 9,23 18,37 12,70 9,61 9,71 44,38
Zr/Y 2,69 2,74 3,46 3,1 2,71 2,44 2,78 2,55 1,72 2,08 1,81
Ti/Zr 88 114 82 75 107 103 85 162 133 125 42
(Nb/Nb*)pm 0,02 0,13 0,12 0,06 0,10 0,13 0,06 0,09 0,08 0,15 0,11
(Zr/Zr*)pm 0,07 0,14 0,13 0,10 0,10 0,10 0,09 0,09 0,08 0,11 0,14
(Ti/Ti*)pm 0,07 0,16 0,16 0,08 0,11 0,08 0,14 0,31 0,07 0,10 0,05
37
CPRM - Programa Geologia do Brasil
GR-609 GR-673 GR-770 GR-786 GR-793 NM54 NM67A NM114 NM-141 NM-144 NM-166
SiO2 48,43 47,1 54,15 53,49 50 46,1 48,3 47,21 50,34 49,97 43,1
TiO2 2,32 1,2 0,64 0,8 1,75 1,44 1,09 1,87 1,13 1,46 1,41
Al2O3 12,8 14,03 15,53 15,08 13,8 15,09 14,68 13,66 14,58 14,77 14,95
Fe2O3 15,75 16,36 11,64 12,58 16,21 11,33 11,31 15,14 12,84 12,63 15,87
MnO 0,24 0,28 0,27 0,21 0,24 0,15 0,17 0,22 0,2 0,19 0,19
MgO 5,86 6,95 4,36 5,02 4,85 9,34 8,66 6,57 6,55 6,36 10,63
CaO 9,89 10,53 7,73 7,49 8,65 12,5 11,32 10,87 10,22 10,94 9,35
Na2O 2,44 1,46 3,21 3,83 2,79 2,36 2,54 2,54 2,8 2,68 1,98
K2O 0,37 0,41 0,94 0,38 0,36 0,27 0,27 0,32 0,43 0,36 0,31
P2O5 0,371 0,233 0,21 0,1 0,41 0,12 0,19 0,23 0,24 0,28 0,19
LOI 1,2 1,1 1,1 0,8 0,7 1,2 1,4 1,3 0,6 0,3 1,9
Total 99,72 99,72 99,81 99,8 99,76 99,97 99,99 99,97 99,94 99,97 99,94
Mg# 42 46 43 44 37 62 60 46 50 50 57
Sc 51 55 33 41 42 37 38 49 45 44 23
V 434 408 274 295 426 229 236 372 279 290 251
Cr 109 82 48 48 41 328 315 151 55 96 123
Co 47 54,6 27,9 35,9 43,5 53,1 49,6 52,2 47,3 37,4 71,5
Ni 54 86 12 19 32 171 131 75 58 40 260
Ga 19,6 17,2 16,7 16,4 19,6 15,4 15,7 19,8 18,1 17,9 19,6
Rb 8,1 7,5 21,4 6,6 4,8 14,4 8,7 5,3 7,7 4,3 7,6
Sr 165,6 199,6 291 214,5 291,8 250,6 228 160,2 299,4 227,7 250,7
Y 56,5 30 12,7 19,6 33,3 33,4 27,7 46,4 28 35,1 23
Zr 165,5 61,8 53,8 38,3 76,7 78,3 66,9 109,7 78 85,9 82,1
Nb 4,1 1,6 2,8 1,4 3,8 0,9 1,5 3,6 2,3 3,1 4,2
Ba 191 110 127 69 48 112,6 106,2 70,7 138,9 105,2 261,1
Ta 0,3 0,1 0,1 0,08 0,2 0,2 0,1 0,4 0,2 0,3 0,4
Th 0,6 0,3 0,8 0,2 0,6 0,5 0,7 0,5 1,3 0,9 0,3
Hf 5,1 2,1 1,9 0,8 2,2 2,7 1,9 3,3 2,2 2,4 2,6
U 0,3 0,2 0,3 0,1 0,3 LDL 0,1 0,2 0,4 0,4 0,2
La 8,8 3,8 8,4 3,8 8,1 2,6 4,5 6,3 5,9 5,9 6,4
Ce 26,3 9,6 18,4 9,3 19,3 8,6 11,5 19,1 15,3 17,4 16,9
Pr 4,45 1,62 2,56 1,46 3,07 1,65 1,94 3,08 2,26 2,66 2,71
Nd 22,5 9,1 11,9 7,2 16,7 10,3 10,7 15 11,1 13,7 12,9
Sm 6,99 2,87 2,66 2,05 4,35 3,8 3,4 5,1 3,1 4 3,6
Eu 2,33 1,13 0,88 0,78 1,51 1,46 1,21 1,81 1,1 1,53 1,44
Gd 8,67 3,91 2,57 2,83 5,6 4,95 4,22 6,72 3,92 4,91 4,25
Tb 1,63 0,8 0,39 0,51 1,03 0,93 0,77 1,25 0,65 0,85 0,65
Dy 9,47 4,81 2,28 3,35 6,26 6,31 5 7,67 4,31 5,34 4,06
Ho 2,01 1,08 0,44 0,68 1,25 1,33 1,08 1,76 0,97 1,21 0,8
Er 5,77 3,29 1,32 2,19 3,63 3,91 3,06 5,1 2,91 3,65 2,28
Tm 0,86 0,52 0,2 0,35 0,56 0,57 0,48 0,73 0,44 0,61 0,4
Yb 5,45 3,17 1,36 2 3,5 3,31 2,83 4,6 2,57 3,36 2,1
Lu 0,8 0,48 0,21 0,33 0,53 0,49 0,44 0,75 0,4 0,49 0,3
La/Ybcn 1,16 0,86 2,43 1,36 1,66 0,56 1,14 0,98 1,65 1,26 2,19
La/Smcn 1,2 1,2 2,04 1,23 0,8 0,44 0,85 0,95 1,15 0,81 1,27
Gd/Ybcn 1,32 1,02 1,56 1,17 1,32 1,24 1,23 1,21 1,26 1,21 1,67
(Eu/Eu*)cn 0,99 0,94 1,03 0,96 0,95 1,03 1,06 1,13 0,92 1,08 1,03
Al2O3/TiO2 5,52 11,69 24,27 18,85 7,89 10,48 13,47 7,30 12,90 10,12 10,60
Zr/Y 2,93 2,06 4,24 1,95 2,30 2,34 2,42 2,36 2,79 2,45 3,57
Ti/Zr 84 116 71 125 137 110 98 102 87 102 103
(Nb/Nb*)pm 0,06 0,11 0,03 0,15 0,06 0,06 0,04 0,09 0,02 0,05 0,18
(Zr/Zr*)pm 0,05 0,11 0,08 0,12 0,05 0,09 0,09 0,07 0,11 0,07 0,08
(Ti/Ti*)pm 0,05 0,10 0,24 0,16 0,09 0,08 0,09 0,06 0,13 0,11 0,18
38
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Anfibolitos porfiroblásticos
GR-10 GR-694 GR-695 GR-710 GR-723 GR-724 SJ-2559 SJ-2560 SJ-2572 SJ-2585
SiO2 46,27 48,06 47,13 46,9 47,55 46,73 48,32 46,51 47,87 47,75
TiO2 0,58 1,02 0,89 1,08 0,95 0,8 1,29 0,90 0,90 1,23
Al2O3 18,14 14,01 15,89 15,15 15,41 16,22 16,46 17,02 16,12 15,09
Fe2O3 9,5 11,68 13,01 12,88 13,33 12,12 12,07 11,10 12,65 13,11
MnO 0,16 0,29 0,21 0,2 0,21 0,19 0,18 0,16 0,19 0,20
MgO 10,3 7,22 8,09 7,89 8,13 9,12 6,76 9,37 7,55 7,92
CaO 11,47 12,57 11,63 10,99 11,07 11,03 11,48 10,96 11,73 11,86
Na2O 1,96 2,27 1,93 1,88 1,86 1,63 2,17 2,13 1,75 1,36
K2O 0,21 0,15 0,17 0,12 0,15 0,29 0,25 0,13 0,23 0,35
P2O5 0,06 0,107 0,115 0,12 0,08 0,05 0,11 0,08 0,07 0,09
LOI 1,3 2,4 0,7 2,5 1 1,5 0,6 1,3 0,7 0,8
Total 100 99,81 99,8 99,76 99,76 99,76 99,75 99,74 99,75 99,75
Mg# 68 55 55 55 55 60 53 63 54 54
Sc 26 35 41 38 45 39 41 33 44 46
V 188 230 277 242 286 244 281 214 280 315
Cr 205 171 144 178 260 144 226 157 144 151
Co 55,9 48,4 53,4 57 54,7 57,5 49,8 59,6 53,1 55,9
Ni 234 100 115 114 100 129 73 176 93 80
Ga 15 15,9 16 15,4 17 15,6 18,1 16,1 16,0 18,5
Rb 9,3 1,8 4,4 3,8 3 7,8 3,7 1,3 5,7 4,4
Sr 208,9 178,5 187,2 158,1 194,2 134,6 207,6 172,1 188,7 70,7
Y 16,3 18,7 21,5 19,7 23,1 19,2 24,4 16,5 21,7 24,4
Zr 31,5 47,2 44,5 58,2 44,9 36,7 68,3 43,1 44,2 64,4
Nb 1,7 1,2 1,2 1 1,4 1,1 1,5 1,0 1,2 2,4
Ba 75 32 49 32 30 69 38 20 51 29
Ta 0,4 0,05 0,05 0,05 0,1 0,06 0,1 0,1 0,1 0,1
Th 0,3 0,1 0,3 0,1 0,3 0,12 0,19 0,16 0,2 0,4
Hf 0,8 1,5 1,4 1,3 1,5 1,2 2,1 1,4 1,6 1,9
U 0,1 LDL LDL LDL LDL LDL 0,1 LDL 0,1 0,1
La 2,4 2,3 2,6 2 2,3 1,8 3,0 1,9 2,1 3,4
Ce 6 6,2 6,7 7,6 6,1 5,3 9,7 6,2 6,1 10,0
Pr 0,92 1,13 1,19 1,28 1,05 0,9 1,61 1,04 1,00 1,61
Nd 5 6,1 6,7 9,5 5,5 4,6 9,1 6,4 5,8 9,4
Sm 1,5 1,92 2,1 2,57 2,16 1,73 2,90 1,81 1,95 2,71
Eu 0,66 0,81 0,8 0,95 0,79 0,71 1,11 0,80 0,79 0,99
Gd 2,25 2,65 2,77 2,99 2,82 2,36 4,02 2,62 2,88 3,68
Tb 0,45 0,52 0,57 0,57 0,59 0,5 0,71 0,47 0,56 0,68
Dy 2,81 3,08 3,49 3,79 3,8 3,08 4,05 2,76 3,52 3,96
Ho 0,57 0,69 0,82 0,76 0,85 0,7 0,89 0,59 0,78 0,84
Er 1,92 2,02 2,39 2,29 2,5 2,16 2,58 1,73 2,30 2,41
Tm 0,26 0,32 0,38 0,29 0,36 0,32 0,39 0,25 0,36 0,37
Yb 1,58 1,9 2,34 2,14 2,41 2,1 2,32 1,62 2,30 2,34
Lu 0,25 0,29 0,36 0,26 0,37 0,32 0,37 0,25 0,35 0,35
La/Ybcn 1,09 0,87 0,8 0,67 0,68 0,61 0,93 0,84 0,65 1,04
La/Smcn 1,03 0,77 0,8 0,5 0,69 0,67 0,67 0,68 0,7 0,81
Gd/Ybcn 1,18 1,15 0,98 1,16 0,97 0,93 1,43 1,34 1,04 1,30
(Eu/Eu*)cn 1,1 1,1 1,01 1,05 0,98 1,07 0,99 1,12 1,02 0,96
Al2O3/TiO2 21 14 18 14 16 20 13 19 18 12
Zr/Y 1,9 2,5 2,1 3,0 1,9 1,9 2,8 2,6 2 2,6
Ti/Zr 110 130 120 111 127 131 113 125 122 115
(Nb/Nb*)pm 0,19 0,42 0,12 0,40 0,16 0,41 0,21 0,27 0,23 0,14
(Zr/Zr*)pm 0,20 0,19 0,15 0,11 0,18 0,22 0,12 0,18 0,18 0,12
(Ti/Ti*)pm 0,15 0,21 0,15 0,17 0,14 0,17 0,15 0,23 0,15 0,15
39
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Sc 52 42 39 44 47 38 27 52
V 325 334 246 283 329 128 145 185
Cr 198 205 356 281 151 1875 1608 3770
Co 48,2 50,4 51,1 51,5 53,2 70,7 75,9 44,7
Ni 101 69 110 70 49 461 546 423
Ga 16 19,2 17 17,7 17,7 8,8 8,8 7,4
Rb 1,5 4,2 2,7 3,8 18,2 2,8 2,4 26,1
Sr 288 207,3 197,1 211,1 130,7 55,6 71,9 51,7
Y 21,9 32,3 23 25,5 26,5 24,3 21,5 19
Zr 63,2 98,4 61,5 60,8 78,2 63,3 56,7 29,3
Nb 1,2 2,1 1 1,3 3,5 3 2,6 1,8
Ba 94 60 42 29 99 77 90 106,2
Ta LDL 0,1 0,1 0,08 0,16 0,1 0,1 0,1
Th 0,19 0,3 0,3 0,2 0,4 0,8 1,5 0,3
Hf 0,9 2,9 2 1,8 2,5 2,1 1,5 0,9
U LDL 0,2 0,1 0,1 0,3 0,3 0,6 0,3
La 2,6 4,4 2,8 2,9 4,9 8,4 11 6,3
Ce 6,8 14,2 8 9,5 13,2 13 19,7 11
Pr 1,28 2,35 1,42 1,56 2,04 3,57 3,1 2,29
Nd 7,3 12,2 7,6 8,7 11,6 17 13,9 10,6
Sm 2,44 3,94 2,52 2,79 3,23 4,14 3,19 2,9
Eu 1,09 1,46 0,95 1,17 1,18 1 0,82 0,57
Gd 3,28 5,28 3,37 3,96 4,29 4,06 3,41 3,34
Tb 0,6 0,94 0,64 0,71 0,76 0,73 0,57 0,69
Dy 3,98 5,39 4,14 3,92 4,46 4,47 3,55 3,28
Ho 0,85 1,12 0,88 0,88 0,91 0,85 0,74 0,66
Er 2,57 3,43 2,4 2,58 2,70 2,32 2 1,82
Tm 0,39 0,51 0,38 0,40 0,41 0,35 0,3 0,3
Yb 2,4 3,15 2,24 2,40 2,52 2,14 1,79 1,59
Lu 0,36 0,49 0,37 0,37 0,39 0,31 0,28 0,23
40
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
GR-18 GR-761 GR-773 GR-774 GR-775 GR-776 NM-01 GR53A GR143 GR-145
SiO2 46,46 48,94 44,35 44,62 48,42 47,49 47,04 46,79 45,03 50,38
TiO2 0,58 0,23 0,52 0,38 0,31 0,19 0,24 1,7 3,18 1,28
Al2O3 16,72 20,03 16,66 19,42 15,88 21,74 17,45 14,63 13,56 15,56
Fe2O3 9,71 6,31 10,03 7,75 5,56 4,29 6,32 15,21 22,06 12,21
MnO 0,18 0,14 0,17 0,12 0,11 0,08 0,14 0,21 0,32 0,18
MgO 10,51 7,98 12,07 11,11 10,98 7,54 11,63 6,71 3,13 6,97
CaO 12,93 13,08 11,87 11,22 16,01 15,36 13,03 8,41 7,61 9,39
Na2O 1,49 1,99 1,26 1,81 1,24 1,61 1,44 2,48 3,06 2,72
K2O 0,18 0,09 0,18 0,33 0,08 0,1 0,1 1,34 0,73 0,61
P2O5 0,06 0,01 0,03 0,02 0,008 LDL 0,02 0,41 1,52 0,18
LOI 1,1 1 2,5 2,9 0,9 1,3 2,4 2 -0,5 0,2
Total 100 99,81 99,73 99,76 99,77 99,83 100 99,92 99,71 99,73
Mg# 68 71 70 74 80 78 78 47 22 53
Sc 29 39 31 21 44 26 26 30 47 35
V 192 122 157 112 158 93 101 240 56 253
Cr 294 123 246 164 1608 787 1020 75 14 151
Co 61,2 34,1 64,7 50,9 33,9 25,6 46,6 57,2 39,7 50,0
Ni 294 36 306 270 213 135 344 74 20 88
Ga 14,4 16,2 13,6 12,2 10,2 12 10,2 19,4 28,0 18,4
Rb 4,4 1 4,9 11,3 3,5 2,7 3,8 49,6 5,2 8,6
Sr 165,6 301,1 153,7 205,4 161,3 235,6 176 202,4 280,9 177,1
Y 15,3 8,5 11,7 8,6 8,9 5,4 7,6 44,4 81,8 36,6
Zr 30,2 10,2 24,3 17,4 13,7 9,1 10,8 176,4 200,1 109,0
Nb 0,9 0,5 0,5 0,6 0,4 0,4 0,6 6,8 9,7 5,0
Ba 32,2 33 25 69 26 36 79,5 419,9 440 269
Ta 0,8 LDL 0,1 LDL 0,1 LDL 0,1 0,7 0,6 0,2
Th 0,4 0,16 0,19 0,11 0,11 0,17 0,3 2,8 2,9 0,8
Hf 1 0,2 0,6 0,5 0,5 0,3 0,4 4,6 5,3 3,3
U 0,3 LDL LDL LDL LDL LDL LDL 0,7 0,5 0,2
La 1,6 1,7 1,5 0,8 0,9 0,8 1,5 18,3 39,6 12,2
Ce 4,3 3,7 3,4 2 2,3 1,9 3,1 42,8 107,2 29,6
Pr 0,71 0,58 0,54 0,37 0,41 0,28 0,5 5,72 14,63 4,09
Nd 3,4 3,3 3,3 2 2,6 1,8 2,5 27,4 67,0 18,9
Sm 1,2 1,08 1,13 0,72 0,76 0,53 0,8 6,6 15,15 4,83
Eu 0,59 0,56 0,48 0,37 0,35 0,29 0,36 2,06 4,42 1,41
Gd 1,96 1,27 1,59 1,24 1,28 0,8 1,11 6,77 17,06 5,67
Tb 0,38 0,25 0,31 0,23 0,25 0,15 0,19 1,22 2,70 1,01
Dy 2,5 1,43 1,99 1,44 1,54 0,89 1,34 7,4 13,62 5,85
Ho 0,52 0,33 0,4 0,29 0,34 0,19 0,29 1,57 2,84 1,31
Er 1,69 0,89 1,31 0,92 0,96 0,55 0,84 4,63 8,14 3,85
Tm 0,22 0,14 0,2 0,15 0,15 0,09 0,14 0,68 1,12 0,59
Yb 1,36 0,92 1,21 0,83 0,9 0,5 0,77 4,08 6,72 3,68
Lu 0,24 0,14 0,19 0,14 0,14 0,09 0,1 0,6 1,02 0,57
La/Ybcn 0,84 1,33 0,89 0,69 0,72 1,15 1,4 3,22 4,23 2,38
La/Smcn 0,86 1,02 0,86 0,72 0,76 0,97 1,21 1,79 1,69 1,63
Gd/Ybcn 1,19 1,14 1,09 1,24 1,18 1,32 1,19 1,37 2,10 1,27
(Eu/Eu*)cn 1,18 1,46 1,09 1,2 1,08 1,36 1,17 0,94 0,84 0,82
Al2O3/TiO2 29 87 32 51 51 114 73 9 4 12
Zr/Y 1,97 1,20 2,08 2,02 1,54 1,69 1,42 4,0 2,4 3,0
Ti/Zr 115 135 128 131 136 125 133 58 95 70
(Nb/Nb*)pm 0,11 0,15 0,14 0,55 0,33 0,24 0,11 0,01 0,01 0,04
(Zr/Zr*)pm 0,35 0,14 0,31 0,57 0,33 0,45 0,26 0,05 0,01 0,06
(Ti/Ti*)pm 0,20 0,21 0,28 0,38 0,27 0,47 0,31 0,06 0,03 0,07
Tabela 3 - Teores dos elementos maiores (wt%), elementos-traço (ppm), terras raras (ppm) e razões inter-elementos
das rochas máfico-ultramáficas. Óxidos dos elementos maiores em wt.%. FeOt é Fe calculado como Fe2+. Mg#=100 Mg/
(Mg+Fe2+) assumindo Fe2O3/FeO=0.15. LDL= abaixo do limite de detecção
41
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 10 - Diagramas binários utilizados para se testar a mobilidade dos elementos. Símbolos: ▲-metabasalto; ♦-
anfibolito rico em anfibólio; ●-anfibolito porfiroblástico; granulito máfico; *- cumulus de plagioclásio; ■ cumulus de
piroxênio; - gabro.
42
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 11 - Distribuição das amostras de rochas máfico-ultramáficas do Complexo Trincheira nos diagramas discrimi-
nantes: (a), a maioria das amostras ocupa o campo dos basaltos (diagrama modificado de Pearce, 1996); (b) distribui-
ção das amostras no campo dos basaltos toleiíticos de arco-de-ilhas; (c) distribuição das amostras no campo MORB e
arco-de-ilha; (d) distribuição das amostras nos campos dos basaltos de back-arc e basaltos de arco-de-ilhas.
[Link].1 Anfibolitos finos (metabasaltos) 16.3 wt.%), mas baixo conteúdo em Zr (38.3-109.7
ppm), Ni (30-130 ppm) e moderado a variável conte-
Os anfibolitos finos são caracterizados por conte- údo em SiO2 (41.5-54.1 wt.%), CaO (7.5-12.5 wt.%),
údo variável de SiO2 (42.48-53.51 wt.%), MgO (4.28- TiO2 (0.35-2.32 wt.%) quando comparados a média
7.93 wt.%), alto Fe2O3 (11.42-17.99 wt.%), alto Al2O3 dos basaltos de cadeia meso oceânica modernos
(12.58-16.32 wt.%), moderado TiO2 (0.98-1.5 wt.%), (MORB) (veja Hofmann,1988). O Mg# varia de 37 a
CaO (6.97-11.4 wt.%) e Mg# varia de 34 a 52. As ra- 62 e a razão Al2O3/TiO2 (8-24) levemente sub-condri-
zões de Al2O3/TiO2 (9-15) são sub-condríticas, enquan- tica, enquanto a razão Zr/Y (1.7-2.9) é sub-condritica
to que Ti/Zr (88-114) e Zr/Y (2.4-3.5), variam de sub- a levemente super-condrítica e a razão Ti/Zr (71-162)
-condríticas a super-condríticas. Adicionalmente, os varia de sub-condrítica a super-condrítica. O com-
anfibolitos exibem o seguinte comportamento dos portamento dos elementos-traço nos diagramas
elementos-traço quando normalizados ao condrito e normalizados ao condrito e ao manto primitivo, mos-
ao manto primitivo, respectivamente: (1) fraco empo- tram as seguintes características: (1) fracionamento
brecimento a leve fracionamento em ETRL (La/Smcn= fraco a moderado em ETRL (La/Smcn= 0.85-1.27; La/
0.62-1.15; padrão subhorizontalizado dos ETR (La/ Ybcn= 0.86-2.17), leve fracionamento dos ETRP (Gd/
Ybcn= 0.74-1.40) (2) padrão horizontal a fraco enri- Ybcn=1.02-1.67) e moderada a forte anomalia negati-
quecimento nos ETRP (Gd/Ybcn=1.1-1.41) e moderada va de Nb (Nb/Nb*=0.02-0.17), Ti (Ti/Ti*=0.05-0.3), Zr
anomalia negativa de Nb (Nb/Nb*=0.02-0.13), Ti (Ti/ (Zr/Zr*=0.05-0.12) e muita fraca a ausente anomalia
Ti*=0.07-0.16), Zr (Zr/Zr*=0.07-0.14) e ausência de negativa de Eu (Eu/Eu*=0.94-1.0)(fig. 12c-d).
anomalia de Eu (Eu/Eu*=0.9-1.0) (fig. 12a-b).
[Link].3 Anfibolitos porfiroblásticos
[Link].2 Anfibolitos ricos em anfibólio
Os anfibolitos porfiroblásticos possuem razão
Os anfibolitos ricos em anfibólio possuem mais Zr/Y (Zr/Y=1.9-3.0) similar aos basaltos tholeiíticos
alto conteúdo em MgO (4.8-10.6 wt.%) e Fe2O3 (10.8- modernos (Zr/Y=1.3-3.1) (Barrett and MacLean,
43
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 11 - Distribuição das amostras de rochas máfico-ultramáficas do Complexo Trincheira nos diagramas discrimi-
nantes: (a), a maioria das amostras ocupa o campo dos basaltos (diagrama modificado de Pearce, 1996); (b) distribui-
ção das amostras no campo dos basaltos toleiíticos de arco-de-ilhas; (c) distribuição das amostras no campo MORB e
arco-de-ilha; (d) distribuição das amostras nos campos dos basaltos de back-arc e basaltos de arco-de-ilhas.
44
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
1994). Eles possuem o Mg# variando de 52 a 62 e dos elementos-traço dos cumulados ricos em piro-
pequena variação no conteúdo de SiO2 (46.5-48.3 xênio quando lançados nos diagramas normalizados
wt%), TiO2 (0.8-1.3 wt.%), Fe2O3 (11.1-13.3 wt.%), ao condrito e ao manto primitivo, eles apresentam
Al2O3(14-17.02 wt.%), MgO (6.76-9.37 wt.%), Zr as seguintes características: (1) enriquecimento nos
(36.7-68.3 wt.%) e ETR (26.6-42.8 ppm) (fig. 10 e tab. ETRL (La/Smcn= 1.31-2.23), moderado fracionamento
3). A razão Al2O3/TiO2 (12-21, versus 22) é levemente nos ETRP (Gd/Ybcn=1.57-1.73) e pronunciada ano-
sub-condritica enquanto a razão Zr/Y (1.9-3.0, versus malia negativa de Nb (Nb/Nb*=0.01-0.07), Ti (Ti/
2.4) é sub-condritica a levemente super-condrítica Ti*=0.04-0.08), Zr (Zr/Zr*=0.04-0.06) e moderada
e a razão Ti/Zr (103-131, versus 115) varia de sub- anomalia negativa de Eu (Eu/Eu*= 0.56-0.76).
condrítica a super-condrítica. Os cumulados ricos em plagioclásio quando com-
Nos diagramas normalizados ao condrito e ao parados aos cumulados ricos em piroxênio mostram
manto primitivo, eles apresentam as seguintes ca- semelhança nos teores de SiO2 (44.3-48.9 wt.%),
racterísticas: (1) padrão subhorizontalizado dos ETR mais baixo Fe2O3 (4.3-10.0 wt.%) e alto CaO (11.2-
totais com leve empobrecimento nos ETRL (La/Smcn= 16.0 wt.%), alto Al2O3 (16.7-21.7 wt.%), mas baixo
0.50-1.0), próximo a horizontalidade nos ETRP (Gd/ MgO (7.5-12.07 wt.%), baixo TiO2 (0.19-0.58 wt.%),
Ybcn=0.93-1.4) e forte a moderada anomalia negati- e Mg# levemente mais baixo, variando de 68 a 79.
va de Nb (Nb/Nb*=0.10-0.42), Ti (Ti/Ti*=0.13-0.23), Da mesma forma, apresentam mais baixo e variável
Zr (Zr/Zr*=0.11-0.22) e ausência de anomalia de Eu conteúdo em Ni (36-344 ppm), Cr (123-1020 ppm),
(Eu/Eu*= 0.96-1.12) (fig. 12e-f). baixo Co (26-65 ppm), V (93-192 ppm), Zr (9-30 ppm)
e Y variável ( 5.4-15.3 ppm) (tab. 2). Contrariamente
[Link].4 Granulitos máficos aos cumulados ricos em piroxênio, os cumulados de
plagioclásio possuem razões de Al2O3/TiO2 (29-114),
Os granulitos máficos são composicionalmen- Ti/Zr (115-135) que são super-condríticas, enquan-
te uniformes em SiO2 (46.4-48.6 wt.%), Fe2O3 (11- to que as razões Zr/Y(1.2-2.0) são sub-condríticas. O
13 wt.%), CaO (9.9-11.3 wt.%), MgO (6.3-8.3 wt.%), comportamento dos elementos-traço dos cumulados
Al2O3 (14.6-17 wt.%) e TiO2 (1.06-1.4 wt.%), enquan- ricos em plagioclásio, quando normalizados ao con-
to que o Mg# varia de 49 a 60. Apresentam larga va- drito e ao manto primitivo, apresentam as seguintes
riação no conteúdo de Ni (49-110 ppm) e moderada características: (1) padrão próximo da horizontali-
variação de Co (48.2-53.2 ppm), V (246-334 ppm), Zr dade nos ETRL (La/Smcn= 0.72-1.21), fraco fraciona-
(61-98 ppm), Y ( 22-32 ppm) e ETR (ex. La=2.6-4.9 mento nos ETRP (Gd/Ybcn=1.08-1.32) e pronunciada
ppm) (tab. 2). As razões de Al2O3/TiO2 (10-15) são anomalia negativa de Nb (Nb/Nb*=0.10-0.55), Ti (Ti/
sub-condríticas, enquanto que Ti/Zr (100-125) são Ti*=0.20-0.46), Zr (Zr/Zr*=0.13-0.57) e moderada
sub-condríticas a super-condríticas e Zr/Y(2.3-3) su- anomalia positiva de Eu (Eu/Eu*= 1.1-1.4).
per-condríticas.
Quando os metagabros são dispostos nos diagra- [Link].6 Gabros
mas normalizados ao condrito e ao manto primitivo,
eles apresentam as seguintes características: (1) leve Os gabros são caracterizados por 45.03-50.38
empobrecimento nos ETRL (La/Smcn= 0.67-0.98), wt.% em SiO2, 12-22 wt.% Fe2O3, 7.6-9.4 wt.%
padrão horizontal a fraco fracionamento nos ETRP CaO, 3-7 wt.% MgO, 13.5-15.5 wt.% Al2O3 e 1.3-3.0
(Gd/Ybcn=1.13-1.40) e forte anomalia negativa de wt.% TiO2, enquanto que o Mg# varia de 22 a 53.
Nb (Nb/Nb*=0.09-0.20), Ti (Ti/Ti*=0.11-0.17), Zr (Zr/ Apresentam larga variação no conteúdo de Ni (20-
Zr*=0.10-0.17) e ausência de anomalia de Eu (Eu/ 88 ppm) e moderada variação de Co (40-57 ppm),
Eu*= 0.97-1.18) (fig. 12g-h). V (56-253 ppm), Zr (109-200 ppm), Y ( 37-82 ppm)
(tab. 2). As razões de Al2O3/TiO2 (4-12) e Ti/Zr (58-95)
[Link].5 Cumulados máfico-ultramáficos são sub-condríticas, enquanto que Zr/Y(2.4-4.0) são
super-condríticas.
Os cumulados máfico-ultramáficos foram dividi- O comportamento dos elementos-traço quando
dos em dois grupos: (a) aqueles com cumulados ricos normalizados ao condrito e ao manto primitivo, apre-
em piroxênio e (b) aqueles com cumulados ricos em sentam as seguintes características: (1) forte enrique-
plagioclásio. Os primeiros apresentam teores variá- cimento nos ETRL (La/Smcn= 1.63-1.79), forte fraciona-
veis de SiO2 (47.3-50.4 wt.%), Fe2O3 (7.8-11.7 wt.%) e mento nos ETRP (Gd/Ybcn=1.27-2.10) e pronunciada
CaO (7.5-15.3 wt.%), mas alto MgO (16.3-19.2 wt.%), anomalia negativa de Nb (Nb/Nb*=0.01-0.04), Ti (Ti/
baixo Al2O3 (5.9-6.6 wt.%) e TiO2 (0.4-0.5 wt.%), en- Ti*=0.03-0.06), Zr (Zr/Zr*=0.01-0.06) e fraca anomalia
quanto que o Mg# varia de 76 a 80. Adicionalmente, negativa de Eu (Eu/Eu*= 0.82-0.94) (fig.12i-j).
apresentam alto conteúdo em Ni (423-546 ppm), Cr Para a definição da ambiência tectônica onde se
(1608-3770 ppm) e moderada valores de Co (45-76 originou o magma gerador das rochas do Complexo
ppm), V (128-185 ppm), Zr (29-63 ppm), Y ( 19-24 Máfico-Ultramáfico Trincheira, utilizou-se o diagrama
ppm) e ETR (ex. La=6.3-11 ppm) (tab. 2). As razões de variação da razão Th/Yb versus Ta/Yb (fig. 11b).
de Al2O3/TiO2 (13-16), Ti/Zr (40-82) são sub-condrí- Quando comparados aos basaltos do tipo MORB e
ticas, enquanto que as razões Zr/Y(1.5-2.6) são sub- aos basaltos intra-placa, a maioria das amostras do
-condríticas a super-condríticas. O comportamento Complexo Trincheira plotam dentro do campo defi-
45
CPRM - Programa Geologia do Brasil
nido pelos basaltos de arco-de-ilhas oceânicos, en- reza o domínio do Complexo Trincheira, onde o mes-
quanto que os anfibolitos de granulação fina e os an- mo apresenta feições lineares com altos magnéticos
fibolitos ricos em anfibólio mostram mais alta razão paralelos ao trend geral da foliação. Nesse mesmo
Th/Yb em relação aos granulitos máficos e aos an- domínio, são marcantes as zonas de cisalhamento
fibolitos porfiroblásticos, refletindo, provavelmente, e falhamentos com direção NW e NE, além de infle-
a influência de fluídos enriquecidos em Th da zona xões para EW, sugerindo zonas de dobramentos. As
de subducção. Adicionalmente, a afinidade MORB rochas do complexo refletem quase sempre baixos
dos granulitos máficos e anfibolitos porfiroblásticos níveis radiométricos.
são distintos do caráter químico relacionado ao
arco-de-ilha dos anfibolitos de granulação fina e an- [Link] Dados Geocronológicos e Correlações
fibolitos ricos em anfibólio conforme demonstrado
no diagrama Nb/Yb versus Th/Yb (fig. 11c). Na figura Na folha Pimenteiras (sul da folha Vilhena) duas
11d, a maioria das amostras dos granulitos máficos
amostras de anfibolito do complexo Trincheira foram
e anfibolitos porfiroblásticos estão plotados no cam-
po dos BABB, enquanto que os anfibolitos de granu- datadas pelo método 40Ar/39Ar e indicaram idade mé-
lação fina e os anfibolitos ricos em anfibólio estão dia ponderada de 1319 ± 10 Ma, sendo interpretada
distribuídos no campo delimitado pelos basaltos de como época do resfriamento metamórfico regional
arco-de-ilha, porém algumas amostras são transicio- (Rizzotto et al. 2002). Idades Sm/Nd em rocha total
nais ao campo dos BABB. de dois metagabros forneceram valores de TDM de
1,56-1,57 Ba. Dados recentemente publicados por
[Link] Características Geofísicas Rizzotto & Hartmann (2012) indicaram duas idades
de cristalização (1447-1468 Ma) para os granulitos
As rochas máficas da referida unidade são des- máficos (fig. 13a-b) e outras duas indicando o meta-
tacadas na imagem da primeira derivada vertical do morfismo (1435 ± 6; 1435 ± 10 Ma) dos anfibolitos
campo magnético total, na qual discrimina com cla- (fig. 13c-d).
Figura 13 - Diagramas concórdia U-Pb das amostras analizadas: (13a) Amostra GP4-110-granulito máfico; (13b)
Amostra SJ-2430a-granulito máfico; (13c) Amostra GR-793-anfibolito; (13d) Amostra GR-737-anfibolito.
46
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Essa unidade pode ser correlacionada com a Forma- e a repetitividade das unidades estratigráficas. As-
ção Santa Isabel (sudoeste do Mato Grosso), estudada sim sendo, é denominado unicamente de Complexo
por Matos et al., (2001), a qual inclui anfibolitos, me- Colorado quando não foi possível individualizar as
taultrabásicas, metabasaltos, gabros e serpentinitos. unidades predominantes nesta escala de trabalho. E,
de outra forma, quando possível, o mesmo foi sub-
3.2.2 Complexo Colorado dividido em Unidade Metapelítica, Unidade Ferro-
-Manganesífera, Unidade Calcissilicática e Unidade
Para-anfibolito. Conjuntamente, as rochas dessas
[Link] Comentários Gerais unidades e o Complexo Trincheira constituem o em-
basamento regional de alto grau metamórfico.
Nas décadas passadas, as rochas polideformadas
do embasamento da região sudeste de Rondônia [Link] Distribuição Geográfica e Relações de
eram enquadradas no Complexo Xingu (Santos et Contato
al., 1979) ou no Complexo Basal (Pinto Filho et al.,
1977). Durante a execução do Mapa Geológico de O Complexo Colorado distribui-se no setor sudo-
Rondônia, Scandolara et al., (1999), em função da este da folha, ocorrendo como um núcleo protero-
semelhança dos litótipos e da estruturação regional, zóico encoberto a norte pelas rochas sedimentares
inseriram aquelas rochas do embasamento na Se- de Bacia dos Parecis e a sul pelos sedimentos incon-
qüência Metavulcano-Sedimentar Nova Brasilândia. solidados quaternários.
Posteriormente, Rizzotto et al., (2002), em trabalhos Os contatos entre essa unidade com aquelas ad-
de re-avaliação da geologia regional, fundamentados jacentes são, via de regra, abruptos e resultantes da
em trabalhos de campo e geocronológicos, reposi- forte imbricação tectônica a que foram submetidas
cionaram a unidade acima citada, passando a deno- durante a fase compressiva. Em algumas áreas, os
miná-la de Suíte Metamórfica Colorado. contatos mostram-se balizados por falhas contra-
Tendo como resultado do mapeamento da folha cionais, de difícil visualização no terreno, haja vista
Pimenteiras, Rizzotto (2010), propuseram a deno- a espessa cobertura intempérica residual que se faz
minação de Complexo Colorado, subdividindo-o em presente. Em outros afloramentos, observa-se uma
unidades conforme a predominância dos litótipos, passagem gradativa entre as porções metapelíticas e
em função do detalhamento do levantamento geo- metapsamíticas da unidade. Os contatos são difusos
lógico. Ressalta-se, entretanto, que as unidades são entre os anfibolitos e as restritas camadas de meta-
compostas por litótipos predominantes, as quais margas, enquanto que os granitos são intrusivos nas
poderão conter outras litologias de unidades adja- mesmas (fig. 14). A Unidade para-anfibolito distribui-
centes, tendo em vista a forte imbricação tectônica -se no centro-sudoeste da folha, de forma de lentes
Figura 14 - Seção geológica esquemática mostrando as relações de contato do Complexo Colorado (Rodovia que liga
Colorado d’Oeste com Corumbiara).
47
CPRM - Programa Geologia do Brasil
alongadas na direção NE, quase sempre associada a métricos a centimétricos de leucossoma granítico,
lentes de gnaisses calcissilicáticos. São controladas em geral, de granulação grossa, composto de fel-
por uma tectônica transcorrente de cinemática dex- dspato potássico, quartzo e muscovita, ocorrendo
tral. As cristas de hematita/magnetita quartzito que paralelamente à foliação/bandamento metamórfi-
constituem a Unidade Ferro-Manganesífera, ocor- co regional. Não menos comum, dobras ptigmáticas
rem de forma descontínua, rompidas, intercaladas materializadas dominantemente por quartzo e raro
aos gnaisses do Complexo Colorado, as quais são feldspato, gerados por segregação metamórfica,
facilmente destacadas no mapa geofísico do cam- ocorrem de forma penetrativa nas rochas metap-
po magnético total. A Unidade Metapelítica, por samo-pelíticas do referido complexo. As unidades
sua vez, encontra-se intercalada aos anfibolitos de que compõem o complexo encontram-se descritas
granulação fina do Complexo Trincheira. São lentes abaixo.
descontínuas, formadas por biotita-quartzo xistos,
contendo proporções variáveis de estaurolita, silli- [Link].1 Unidade Metapelítica
manita e turmalina.
Ocorre dominantemente na forma de lentes alon-
[Link] Litótipos, Petrografia, Metamorfismo gadas, sigmoidais, apresentando dimensões variadas
e Deformação que vão desde alguns metros até 10 km de exten-
são (megalentes). A área-tipo está situada na folha
A parte indivisa do complexo é constituída por Pimenteiras (contígua a sul da folha Vilhena) entre as
rochas supracrustais clasto-químicas compostas por linhas 03 e 04, limitada a oeste pelo igarapé Tabocas
plagioclásio-biotita-quartzo paragnaisses bandados e a leste pelo rio Colorado. Os xistos afloram, geral-
e parcialmente migmatitizados, granada-sillimanita mente, em morrotes alongados suportados por veios
paragnaisses, mica-quartzo xistos, biotita gnais- métricos (mais raramente quilométricos) de quartzo
ses semipelíticos, formações ferríferas bandadas, leitoso com esporádicas placas centimétricas de mus-
gnaisses calcissilicáticos, metamargas, raros talco- covita, os quais chegam a constituir pequenas cristas
-xistos, além de anfibolitos subordinados. alinhadas segundo a foliação regional. São constituí-
Essa variedade de litótipos de natureza diversifi- dos por xistos pelíticos marrom-avermelhados domi-
cada é dominada por rochas psamo-pelíticas inter- nados por muscovita-biotita-quartzo xisto, granada-
caladas com rochas de precipitação química do tipo -sillimanita-biotita xisto e sillimanita-estaurolita-bio-
metamargas, gnaisses calcissilicáticos e metachert tita-quartzo xisto. Mostram freqüentes intercalações
mangano-ferríferos, além de anfibolitos ortoderi- com paragnaisses e boudins de anfibolitos (fig. 15b).
vados. Em alguns afloramentos é possível visualizar Dobras intrafoliais são freqüentes, assim como intru-
a repetição alternada de camadas centimétricas a sões graníticas (fig. 15a). Alguns minerais aluminosos
métricas de xistos e paragnaisses, os quais carac- dos xistos como a granada e, menos comumente es-
terizam uma seqüência de ritmitos e/ou turbiditos. taurolita, ocorrem como porfiroblastos milimétricos
Em grande parte da área é característica dessa as- a centimétricos facilmente identificáveis quando os
sociação de litótipos apresentar lentes e bolsões xistos estão parcialmente intemperizados.
Figura 15 - Vista em perfil. (a) intercalação de xisto, paragnaisse e anfibolito; (b) boudin de anfibolito intercalado a
xisto e gnaisse do Complexo Colorado. Lentes estreitas de granito leucocrático desenvolvem-se ao longo do plano de
foliação. Rodovia RO-485, trajeto Corumbiara- Colorado d’Oeste, extremo sul da folha.
48
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
49
CPRM - Programa Geologia do Brasil
50
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
de elementos e muitos dos quais são particularmen- Zr 99.2 160.6 157 89.2 160.3
te de baixa mobilidade durante o metamorfismo. Y 27.3 42.4 41.4 26.8 24.4
Nesse sentido, as rochas calcissilicáticas quando nor- La 18 28.3 24.7 23.1 13.7
malizadas pela média da Crosta Superior de Taylor Ce 38.9 49.9 37.9 48.6 29.5
& McLennan (1985), exibem anomalia positiva dos Pr 5.43 7.91 6.36 6.29 3.87
HFSE’s (Ti, Y, Tm e Yb), sugerindo natureza vulcano- Nd 26 33.2 25.6 26.4 15.2
gênica. Também, mostram um empobrecimento dos Sm 5.22 6.68 5.29 5.55 3.35
elementos litófilos (Rb, Th e Zr) (fig. 19a). Eu 1.21 1.34 1.16 1.42 0.81
Gd 4.7 6.47 5.5 5.14 3.27
Unidade Ferro-Manganesífera – Hematita e/ou Mag-
Tb 0.76 1.25 1 0.8 0.6
netita Metachert
Dy 4.51 7.3 6.18 4.27 3.46
Foram analisadas 3 amostras de formação ferrí- Ho 0.94 1.45 1.44 0.9 0.79
fera bandada, as quais são representadas pela fá- Er 2.81 4.26 4.48 2.81 2.44
cies óxido. Os metassedimentos da fácies óxido são Tm 0.4 0.76 0.74 0.44 0.43
caracterizados pela alternância de níveis hematíti- Yb 2.8 4.49 4.8 2.84 2.77
cos e/ou magnetíticos, lateralmente descontínuos, Lu 0.45 0.71 0.81 0.45 0.45
e níveis de quartzo, com raro anfibólio e granada.
Pela análise dos dados químicos apresentados na Tabela 4 - Composição química das rochas calcissilicáticas
51
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 19 - (a) Diagrama multielemental normalizado pela Crosta Continental Superior (Taylor & McLennan (1985); (b)
Diagrama ETR das rochas calcissilicáticas normalizados ao NASC (Taylor & McLennan (1985).
tabela 5, as formações ferriferas apresentam valo- sições em massa são notavelmente similares dos
res moderados de Fe2O3 ( 10 a 13%) e altos valores BIF’s típico. A figura 20b. ilustra a natureza da dis-
de SiO2 (85 a 89% ). tinção em termos de (Co + Ni + Cu) versus abun-
No diagrama ETR normalizado ao NASC duas dância de conteúdo de ETR total. Assim, as amos-
amostras apresentam padrão horizontalizado dos tras distribuem-se dentro do campo dos depósitos
ETR’s totais, com anomalia negativa de Ce, enquan- hidrotermais.
to que uma amostra apresenta um leve enriqueci-
mento nos ETRP, empobrecimento nos ETRL e com [Link] Características Geofísicas
pronunciada anomalia negativa de Ce (fig. 20a).
Esse padrão é similar aos modernos depósitos hi-
drotermais de mar profundo. Nas imagens gamaespectrométricas, limitadas as
Uma noção sobre o influxo das águas hidroter- radiações gama emitidas da superfície do terreno, a
mais dos oceanos nos unidade metapelítica apresenta destaque no canal
quais as formações ferríferas precipitaram, pode de potássio, urânio, contagem total e no diagrama de
ser obtida a partir da distinção química entre sedi- distribuição ternária. Os xistos, no geral, apresentam
mentos de mar profundo ricos em ETR e depósitos valores anômalos do canal de potássio (2,5 a 5,5%)
hidrotermais pobres em ETR conforme estudado fornecidos, possivelmente, pela presença de placas
por Bonnot-Courtois (1981) na área FAMOUS dos de muscovita em veios pegmatóides leucossomáti-
montes Galápagos. Os depósitos hidrotermais con- cos juntamente com quartzo e feldspato potássico.
sistem em grande parte da camada de nontronita As formações ferríferas bandadas apresentam, geral-
(silicato rico em Fe), enquanto que as suas compo- mente, anomalias magnéticas bipolares levemente
Figura 20 - (a) Diagrama mostrando o padrão de ETR, normalizado pelo NASC das amostras das formações ferríferas;
(b) Diagrama da abundância de Co + Ni + Cu versus conteúdo dos ETR total ((La + Ce + Nd + Sm + Eu +Tb + Yb + Lu)
. O campo hachurado engloba “Depósitos Hidrotermais” da região FAMOUS de Galápagos, enquanto que o campo
delimitado pelos “sedimentos metalíferos de mar profundo” representam a região do Pacífico Leste.
52
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
53
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Felipe. A área-tipo da Suíte São Felipe distribui-se em cinzentos de composição granodiorítica a tonalítica,
uma faixa alongada desde as imediações da cidade dobrados e parcialmente migmatitizados afloram
de São Felipe, a oeste, até o rio Pimenta Bueno, a nas partes mais aplainadas do terreno. Estes gnais-
leste. ses monzograníticos apresentam, por vêzes, textura
microporfiroclástica, granulação média, com ban-
[Link] Distribuição Geográfica e Relações de das leucocráticas a base de agregados de quartzo
Contato em arranjo granoblástico alongado e feldspato com
extinção ondulante. As bandas máficas são domi-
As rochas da referida unidade distribuem-se uni- nantemente milimétricas e compostas por cristais
camente no extremo noroeste da folha Vilhena, bali- de hornblenda verde oliva e biotita marrom aver-
zados a sul pela falha extensional do Graben do Colo- melhada. As feições de campo e os dados petrográ-
rado. Os granitóides da suíte mostram contatos tec- ficos sugerem que as rochas da unidade foram de-
tônicos e contatos difusos com as máficas e xistos do formadas e metamorfisadas em condições de fácies
Complexo Trincheira e Complexo Colorado, respecti- anfibolito superior.
vamente. O contato com as rochas sedimentares da
Formação Pimenta Bueno e Casa Branca é por falha [Link] Características Geofísicas
normal. Os granitos da suíte Rio Pardo são intrusivos
nos granitóides da Suíte São Felipe. Nas imagens gamaespectrométricas, limitadas as
radiações gama emitidas da superfície do terreno, os
[Link] Litótipos, Petrografia, Metamorfismo augen-gnaisses monzograníticos apresentam desta-
e Deformação que no canal de potássio e não apresentam resposta
no canal de urânio e tório. Na magnetometria, não
Os litotipos principais são representados por apresentam nenhuma expressão magnética.
augen-gnaisses de composição monzogranítica a
granodiorítica, que exibem dobramentos comple- [Link] Dados Geocronológicos e Correlações
xos com foliação de plano axial traspondo o ban-
damento dobrado (fig. 21a). Apresentam texturas Uma amostra de ortognaisse tonalítico foi datada
desde granoblástica de granulação média a porfiro- pelo método U-Pb (LA-MC-ICP-MS), a qual forneceu
clástica de granulação grossa (fig. 21b). São leuco- idade de 1435±2 Ma (fig. 22), interpretada como
cráticos a mesocráticos, cor rósea, foliados, even- idade de metamorfismo. O posicionamento estrati-
tualmente com termos porfiríticos. São compostos gráfico da unidade no mesoproterozóico é balizado
por oligoclásio, microclínio, biotita, hornblenda e também pela relação de intrusão dos granitos Rio
quartzo como essenciais, enquanto que zircão, alla- Pardo (1005 Ma). Esses gnaisses podem ser relacio-
nita, titanita e magnetita são os acessórios. Texturas nados com os granitos e tonalitos sintectônicos do
miloníticas estão marcadas por extinção ondulante, Complexo Rio Galera, situados na região fronteiriça
bordas subgranuladas e recuperadas dos cristais de Rondônia e Mato Grosso.
de quartzo e plagioclásio. Raros corpos de gnaisses
Figura 21 - (a)Augen-gnaisse São Felipe exibindo dobras transposta por cisalhamento sinistral; (b)Porfiroclastos
estirados e com sombra de pressão de FK em matriz de composição monzogranítica. Linha EW, a sul de Querência do
Norte.
54
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
55
CPRM - Programa Geologia do Brasil
muitas vezes formas alongadas e abauladas devi- inequigranular média (0,05 a 0,2 mm) e subordina-
do ao processo de esfoliação esferoidal bastante damente, por trilhas descontínuas compostas por
constante na região. Composicionalmente são re- muscovita em arranjo lepidoblástico. Subordinada-
presentados por monzogranitos e sienogranitos. De mente, mostram textura mirmequítica associada ao
um modo geral, são rochas leuco a mesocráticas, crescimento de quartzo com formas vermiformes nas
apresentando tonalidade rosa, cinza ou cinza-rosa- bordas do plagioclásio, concordantes com a foliação
da. A granulação é média a grossa, equigranulares milonítica. A deformação e a mineralogia neoforma-
a porfiríticos. Apresentam como principal caracte- da na rocha são compatíveis com temperaturas da
rística, uma forte trama de fluxo magmático, com fácies anfibolito inferior.
deformação no estágio “subsólidus”. Essas feições,
aliadas as características texturais sugerem coloca- [Link] Litoquímica e Petrogênese
ção destes corpos em regime compressional sin a
tardi-cinemáticos.
Com base nos estudos de campo e petrográficos
A foliação milonítica, quando presente, apresen-
foram selecionadas 04 amostras representativas dos
ta-se bastante paralelizada, onde as micas envolvem
os porfiroclastos de feldspato potássico (fig. 23a). En- granitos da Suíte Igarapé Enganado. Os dados quími-
tretanto, a deformação é heterogênea, onde porções cos são apresentados na tabela 6.
dos maciços mostram feições ígneas preservadas. A As rochas da Suíte Igarapé Enganado, quando
foliação é definida pelos minerais máficos do tipo classificadas quimicamente, utilizando-se do dia-
biotita e rara hornblenda. Diques aplíticos sin-plutô- grama R1-R2 (De la Roche et al., 1980), as mesmas
nicos com dezenas de metros de extensão ocorrem distribuem-se no campo dos quartzo-monzonitos
em alguns afloramentos, assim como autólitos máfi- (fig. 24). Observando-se o diagrama de Maniar &
cos subarredondados de composição quartzo-dioríti- Piccoli (1989), o qual utiliza-se do índice de Shand,
ca . Xenólitos são raros e variáveis no tamanho e, via as amostras indicam o caráter metaluminoso (fig.
de regra, são constituídos pelas rochas encaixantes 25). No que diz respeito aos teores de álcalis, ferro e
como paragnaisses e anfibolitos, além de restitos a magnésio, os granitóides mostram comportamento
base de biotita. cálcio-alcalino, de acordo com Irvine & Baragar, 1971
Na petrografia, tanto os sienogranitos como os (fig. 26).
monzogranitos são rochas com estrutura foliada (fo- A distribuição dos elementos-traço quando
liação de fluxo ígneo) sobreposta por uma foliação comparados ao padrão dos Granitos Orogênicos
milonítica marcada por porfiroclastos estirados de de Pearce et al., (1984) mostra um enriquecimento
microclínio e quartzo de 1 a 4 mm e pela orientação de elementos litófilos de grande raio iônico como
de biotita e rara muscovita (fig. 23b). Mostram textu- Rb, Ba e Th em relação àqueles de alta carga iônica
ra milonítica definida por 25 a 30 % de porfiroclastos (HFSE) (fig. 27). Esse padrão é similar aos granitos
de microclínio, plagioclásio e quartzo envoltos em gerados em arcos vulcânicos maturos ou aos gra-
uma matriz dominada por quartzo e microclínio com nitóides cálcio-alcalinos pós-colisionais (Tipo I cale-
uma textura granoblástica poligonal a interlobada donianos).
Figura 23 - (a) Trama milonítica em monzogranito da suíte Igarapé [Link]ão do 4° eixo, Corumbiara;
(b) Porfiroclastos de feldspato potássico (fk), plagioclásio (pg) e quartzo (qzo) envoltos por trilhas de grãos quartzo-
feldspáticos neoformados e por palhetas sigmoidais de biotita (bt). Luz polarizada, aumento de 4x.
56
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Tabela 6 - Concentrações de elementos maiores (% em Figura 26 - Diagrama AFM mostrando a distribuição das
peso), traços (ppm) e Terras Raras (ppm) em granitos da amostras no campo cálcio-alcalino.
Suíte Igarapé Enganado.
57
CPRM - Programa Geologia do Brasil
58
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
[Link] Características Geofísicas tos leucocráticos, com incipiente trama planar, con-
siderados como tardi a pós-tectônicos, propondo-se
As imagens gamaespectrométricas definem com então a denominação formal de Suíte Intrusiva Alto
precisão os contornos dos corpos graníticos da uni- Escondido. No presente trabalho, acrescenta-se a re-
dade, principalmente no canal de potássio e conta- ferida suíte as fácies Alto Guarajus e Patuá.
gem total. Destacam-se também na imagem de dis-
tribuição ternária K-Th-U. Apresentam um padrão [Link] Distribuição Geográfica e Relações de
aeromagnético de baixa susceptibilidade, sem maior Contato
destaque.
Os granitos da referida suíte distribuem-se a sul
[Link] Dados Geocronológicos e Correlações e sudoeste da folha Vilhena. A forma de ocorrência
mais representativa das rochas da unidade é na
Os primeiros dados geocronológicos em rochas forma de boulders subarredondados, constituindo os
graníticas do setor sudoeste de Rondônia foram pu- principais morros da região. O relevo do tipo “meia-
blicados por Rizzotto et al., (2002), onde os autores laranja” geralmente é sustentado pelos granitos da
analisaram um conjunto de 14 amostras de grano- suíte. Os granitos da fácies Alto Guarajús ocorrem
diorito/tonalito e anfibolito (fácies máfico-félsico) nas proximidades da vila homônima, ao longo das
localizadas na pedreira do José Andreatta (rodovia linhas 04 e 05, a leste de Alto Guarajús, enquanto
RO-370-Colorado d’Oeste), via Rb-Sr isocrônico em que os pegmatóides da fácies Patuá, ocorrem como
rocha total, definindo assim uma idade de 1360±45 pequenos corpos aflorantes nas imediações da
Ma e razão inicial 87Sr/86Sr de 0,7040±0,0012. Poste- fazenda Patuá e em furo de sonda executado pela
riormente, Rizzotto et al., (2010) dataram os zircões Amazonas Mineração (inf. verbal).
de um granodiorito (NM-42) localizado na pedreira As formas de contato são claramente discordan-
Andreatta utilizando-se a datação U-Pb por shrimp, tes com as rochas consideradas do embasamento.
o qual apresentou resultado de 1340 ± 5 Ma, e in- Neste contexto, apresentam contato abrupto dis-
terpretaram como época da cristalização da rocha . cordante tangenciando o bandamento e/ou foliação
Adicionalmente, as análises de isótopos Sm-Nd for- metamórfica dos paragnaisses do Complexo Colora-
neceram idades TDM de 1,58 a 1,51 Ba. e εNd de 2,33, do e anfibolitos do Complexo Trincheira. Mostram
interpretadas como época da extração do material freqüentes apófises intrusivas nos anfibolitos do
magmático do manto. Na folha Vilhena não se deter- Complexo Trincheira. O granito da fácies Alto Guara-
minou a idade dos granitos da suíte, tendo em vista a jús mostra contato intrusivo no granito da suíte Alto
forte semelhança com aqueles da folha Pimenteiras, Escondido.
sugerindo que sejam da mesma idade.
Correlaciona-se as rochas da Suite Igarapé Enga- [Link] Litótipos, Petrografia, Metamorfismo
nado com aquelas descritas no oriente boliviano por e Deformação
Litherland et al., (1986) e por Boger et al., (2005),
associando-as ao Granito San Rafael, o qual forneceu As rochas da suíte Alto Escondido são granitos
idade U-Pb de 1334 ± 12 Ma e com os granitos da stricto senso, homogêneos, leucocráticos, com trama
Suíte Intrusiva Alto Candeias que ocorrem no setor de fluxo magmático a isotrópicos, granulação gros-
ocidental de Rondônia. sa, porfiríticos, de coloração acinzentada a rosada
(fig.31a). Apresentam, comumente, megacristais de
3.2.6 Suíte Intrusiva Alto Escondido feldspato potássico e autólitos subarredondados de
composição básica (fig. 31b).
[Link] Comentários Gerais A fácies Alto Guarajús ocorre na forma de boul-
ders arredondados e como diques. Apresentam co-
As rochas desta unidade também foram posicio- loração cinza, homogêneos e com fraca foliação de
nadas, nas décadas de 70 a 90, nos denominados fluxo magmático, granulação fina a média, magnéti-
Complexos Xingu e Basal. No trabalho de reconhe- co, contendo como máfico a biotita, além de titani-
cimento geológico-geocronológico, Rizzotto et al., ta como acessório. O contato com os granitos gros-
(2002) determinaram idades e posicionamento es- sos da suíte Alto Escondido é difuso, aparentando
tratigráfico de um leucogranito à granada intrusivo zonas transicionais entre um tipo e outro (fig.31c).
em anfibolitos, no entanto, sem separá-lo da Suíte Composicionalmente são sienogranitos isotrópicos,
Metamórfica Colorado. Posteriormente, em mape- equigranulares que, por vezes, apresentam raros fe-
amento geológico da folha Pimenteiras, Rizzotto et nocristais de FK bordejados por fina auréola de pla-
al., (2010), individualizaram vários corpos de grani- gioclásio imersos na matriz fina. (fig. 31d).
59
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 31 - (a) Feição textural do granito porfirítico da suíte Alto Escondido; (b)- Autólito máfico em monzogranito
da Suíte Alto Escondido; (c)- Contato do granito fino cinza (fácies Alto Guarajús) com monzogranito da suíte Alto
Escondido; (d) Feição textural do granito da fácies Alto Guarajús. Travessa da linha 04 para 05, leste da vila Alto
Guarajús.
Corpos estreitos deformados de pegmatóide ca- ta, além de argilização superficial. Localizadamente
racterizam a fácies Patuá, a qual é representada por podem apresentar arranjo mirmequítico quando em
lentes e veios de pegmatóide a base de feldspato po- contato com o K-feldspato da matriz. O quartzo (20-
tássico (cristais com até 7 cm), quartzo e placas de 25%) é dominantemente anédrico globular a ame-
muscovita. Ocorrem de forma intrusiva nos anfiboli- bóide, sem inclusões, com fragmentação incipiente
tos do Complexo Trincheira e também são intrusivos e com rara formação de subgrãos. A biotita (3-5%)
nos granulitos máficos do referido complexo, confor- ocorre como palhetas subédricas, orientada segundo
me constatado no furo de sonda na fazenda Patuá, a foliação, intersticial, com inclusões de allanita e zir-
onde veios pegmatóides seccionam transversalmen- cão, transformada parcialmente para clorita e mus-
te a foliação dos granulitos. A granulação dos pegma- covita. O zircão é prismático alongado, euédrico a
tóides é grossa, coloração rosada, apresentando va- subédrico, incluso em plagioclásio e biotita. A apatita
riação na deformação, onde as porções mais grossas e allanita são os demais acessórios. Minerais opa-
do corpo mostram-se mais competentes a deforma- cos são raros e muscovita e epidoto são minerais de
ção exibindo fraca foliação, enquanto que as porções derivação secundária, provenientes da alteração da
mais finas exibem forte foliação. biotita e K-feldspato e da allanita, respectivamente.
Em seção delgada, a foliação ígnea das rochas
da suíte Alto Escondido é definida pelo alinhamen- [Link] Litoquímica e Petrogênese
to dos cristais de biotita e K-feldspato. A textura é
inequigranular hipidiomórfica média com cristais As rochas da Suíte Intrusiva Alto Escondido - fá-
de K-feldspato (ortoclásio) imersos em uma matriz cies Alto Guarajús - apresentam conteúdos modera-
equigranular média contendo microclínio, plagioclá- dos a elevados de SiO2 (67 a 70%), elevado Na2O +
sio, quartzo e biotita. Observa-se também alteração K2O (>8%), alta razão K2O / Na2O (de 1,4 a 2,3), além
hidrotermal pervasiva. de elevados teores de K, Rb, Ba e Th ( tabela 7).
Cristais de ortoclásio e microclínio (50-60%) mos- No diagrama R1-R2 (De la Roche et al., 1980), as
tram forma prismática alongada, subédricos, pertitas mesmas distribuem-se no campo dos granitos stric-
incipientes do tipo filmes finos e descontínuos, com to senso (fig. 32a), onde aquelas da fácies Morro do
inclusões raras de biotita. Na matriz ocorre o micro- Chapéu mostram-se mais diferenciadas tendendo ao
clínio (1 mm), com forma equidimensional e subédri- campo dos álcali-granitos.
co. O plagioclásio (7-13%) é prismático, equidimen- As relações entre alumina e álcalis demonstram
sional, euédrico a subédrico, sem fraturas, zonação que as rochas graníticas da suíte são metaluminosas
normal com núcleo alterado para sericita e muscovi- a peraluminosas (fig. 32b).
60
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
61
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 33 -(a) Representação dos granitos Alto Escondido no diagrama normalizado aos Granitos Orogênicos de Pearce
et al. (1984); (b) Padrões de elementos terras raras, normalizados pelos valores condríticos de Nakamura,1974.
No diagrama classificatório de ambiência tectô- lação grossa, que apresenta foliação de fluxo ígneo.
nica de Pearce et al., (1984), os granitóides da Suíte A amostra GR-198 está localizada no limite norte da
Alto Escondido distribuem-se no campo dos grani- folha Pimenteiras, no corpo granítico em continui-
tos intra-placa e pós-colisionais (fig. 34). dade física para dentro da folha Vilhena. Trata-se de
um biotita monzogranito, foram efetuados dez spots
[Link] Características Geofísicas e analisados dez grãos. Os zircões desta amostra for-
neceram uma idade no intersepto superior da con-
Os litotipos da unidade refletem níveis radiomé- córdia, forçada na origem, com 1329 ± 18 Ma.
tricos elevados no canal de potássio, tório, contagem Esta idade deve corresponder ao evento ígneo
total e no diagrama ternário do K, Th e U. Na primei- que formou o monzogranito estudado. As razões, re-
ra derivada vertical do campo magnético total, os lativamente elevadas de U/Th (0.59-1.07) são com-
corpos graníticos truncam a estruturação dada pelo patíveis com uma origem ígnea. Um sienogranito
alinhamento das anomalias magnéticas das rochas pertencente a Fácies Alto Guarajús (GR 622) forne-
do embasamento. ceu idade U-Pb de 1362 ± 24 Ma, a qual é interpreta-
da como idade de cristalização.
[Link] Dados Geocronológicos e Correlações Comparativamente, duas outras amostras analisa-
das da mesma suíte, na folha Pimenteiras, apresenta-
Os dados geocronológicos existentes são deri- ram resultados semelhantes: (GR-94), monzogranito
vados de uma amostra de monzogranito de granu- com incipiente foliação de fluxo magmático, que foi
Figura 34 - Amostras representativas dos granitos plotadas no diagrama de classificação tectônica, sugerido por Pearce
et al. (1984).
62
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
analisada e datada pelo método U-Pb. O intercepto Apresentam composição dominantemente sie-
superior da discórdia forneceu idade de 1340 ± 3 Ma nogranítica, leucocráticos, cinza claro a róseos, finos
e (GR-33), um sienogranito equigranular de estrutura a grossos, por vezes porfiríticos. Possuem textura
maciça o qual forneceu idade U-Pb de 1337 ± 4 Ma. granular hipidiomórfica a granoblástica alongada
Portanto, as rochas desta suíte podem ser corre- nas porções mais deformadas. Mostram um alinha-
lacionadas com o maciço Jirau (1322 ± 2 Ma) da Suíte mento de minerais ígneos, comumente euédricos,
Intrusiva São Lourenço-Caripunas, que ocorrem no paralelos aos contatos externos das intrusões. Os
extremo noroeste de Rondônia. Rizzotto & Oliveira, cristais de feldspato alcalino mostram microestru-
(2005) sugerem que esse magmatismo granítico do turas ígneas como zonação oscilatória e os minerais
Jirau representa os estágios finais da Orogenia Ron- máficos hornblenda e raramente biotita ocorrem ge-
doniana-San Ignácio. ralmente alinhados. As texturas dominantes são hi-
pidiomórficas seriadas e as porfiríticas não são raras.
3.2.7 Suíte Intrusiva Rio Pardo Dominam as variedades hipersolvus (sienogranitos)
representadas por microclínio mesopertítico. Nas va-
[Link] Comentários Gerais riedades subsolvus (monzogranitos), que são raras,
os feldspatos são microclínio e oligoclásio. A textura
A caracterização da unidade foi proposta por Silva metamórfica superimposta é do tipo granoblástica-
et al. (1992) a qual reune rochas graníticas subalca- -alongada acompanhada por deformações intracris-
linas a alcalinas, tardicinemáticas da região sudeste talinas com extinção ondulante e kink bands nos cris-
de Rondônia. Os autores acima referidos subdividi- tais de feldspato e quartzo. Seus constituintes essen-
ram a suíte em três fácies designadas de São Pedro, ciais compreendem plagioclásio (An10-30), microclínio,
Rio Pardo e São Luiz. As áreas-tipo ocorrem na folha quartzo, biotita e hornblenda varietal, e os acessó-
SC.20-Z-C-VI, entre as linhas do INCRA 176, 180, 184 rios são titanita, apatita, allanita e zircão. Epidoto,
(km 12 a 17 a sul da linha 25), 204 e 208 (km 14 a 20), clorita e mica branca são produtos de alteração. O
nas proximidades das cidades de Alta Floresta e San- microclínio ocorre como porfiroclasto lenticular com
ta Luzia d’Oeste. No presente trabalho, adotou-se a efeitos visíveis de deformação e recristalização prin-
mesma denominação para os granitos que apresen- cipalmente nas suas bordas onde se observa geração
tam semelhança lito-estrutural e mineralógica, asso- de subgrãos e recuperação. Também são freqüentes
ciadas às relações de campo. exsoluções de lamelas de albita (pertitas).
As rochas da suíte ocorrem na forma de matacões Resultados isocrônicos Rb-Sr obtidos por Silva et
subarredondados, exibindo moderada foliação ígnea al. (1992) em amostras da suíte, na área-tipo, forne-
dada pelo alinhamento da biotita e dos cristais de fel- ceram idades entre 1016 ± 30 Ma e 982 ± 31 Ma, com
dspato. Enclaves subangulosos de granitóides defor- razão inicial 87Sr/86Sr de 0,704. Por outro lado, dados
mados são relativamente comuns. Granitos de gra- U-Pb obtidos por Rizzotto (1999), em outro corpo a
nulação fina e de coloração cinza, com foliação ígnea sul daqueles descritos pelo autor acima, em quatro
incipiente, ocorrem na forma de apófises no interior frações de zircão de um monzogranito porfirítico,
dos augen-gnaisses da suíte São Felipe. Entretanto, forneceram a idade de 1005 ± 41 Ma e idade-modelo
apresentam uma variação textural em função do Sm/Nd de 1,50 Ga, com eNd(t) = + 0,50. No presen-
seu posicionamento tectono-magmático. Ocorrem te trabalho, foi datado um sienogranito situado na
corpos com foliação magmática superimposta por fazenda Rondônia, na linha 65, onde os cristais de
uma foliação metamórfica em estágio magmático/ zircão forneceram idade de cristalização de 1010 ±
submagmático, e corpos com foliação metamórfica 15Ma (fig. 35), portanto concordante com as idades
impressa no estágio solidus. obtidas anteriormente para as rochas da suíte.
63
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 35 - Diagrama concórdia exibindo a idade dos Na seqüência pelítica predominam os filitos cin-
cristais de zircão do sienogranito da Suíte Rio Pardo. za-esverdeados os quais mostram-se avermelhados
quando intensamente intemperizados. Raramente
Os granitos da referida suíte podem ser correla- encontra-se afloramento de rocha preservada da al-
cionados com aqueles da Suíte Intrusiva Santa Clara teração intempérica, ocorrendo normalmente ape-
que ocorrem no centro-leste de Rondônia. nas um saprólito bandado com alternância de bandas
avermelhadas e cinza esverdeadas (fig. 36a). As ro-
3.2.8 Formação Alto Tanaru chas filíticas mostram-se com uma trama xistosa, em
lentes sigmoidais, com xistosidade em alto ângulo de
[Link] Comentários Gerais mergulho tendendo a vertical. Veios de quartzo ocor-
rem esporadicamente e são subconcordantes com a
Dados da literatura geológica regional no sudes- xistosidade. Microfraturas são preenchidas por cau-
te de Rondônia, a respeito da descrição de filitos e/ lim. A associação dos filitos com lentes de metatufos
ou de rochas metamórficas pelíticas de baixo grau a cristal e pequenos corpos de dacitos, é sugestivo
são encontrados no Projeto RADAMBRASIL, Folha que os filitos possam ser de derivação de tufo a cin-
Porto Velho (Leal et al. 1978). No referido projeto, za (fig. 36b). Os tufos a cristal também mostram-se
há apenas citações de rochas de baixo grau na re- altamente intemperizados, apresentando coloração
gião do rio Comemoração, no limite norte da folha cinza-escuro, contendo fenocristais de plagioclásio
Vilhena, onde os autores do referido projeto deno- imersos em matriz afanítica (fig. 36c). Exibem inci-
minaram de “epimetamorfitos do Comemoração”. piente foliação concordante com o trend regional.
No presente trabalho, na área onde estava carto- Apresentam bandamento composicional (S0) preser-
grafada como rochas do Complexo Basal, descreve- vado com camadas de matriz de granulometria fina,
-se uma sequência de rochas pelíticas de baixo grau coloração cinza claro, alternando com camadas em
metamórfico com contribuição vulcânica subordina- que predominam cristais de plagioclásio por sobre
da, as quais foram individualizadas em duas fácies: a matriz (fig. 36d). Diminutas lentes sigmoidais de
filitos e metatufos a cristal, as quais tem como área- rocha dacítica porfirítica ocorrem intercaladas aos
-tipo, a Rodovia do Progresso, nas imediações da Fa- filitos.
zenda União, bacia hidrográfica do rio Tanaru. Assim O metamorfismo superimposto aos litotipos da
sendo, sugere-se uma nova unidade litoestratigráfica seqüência é de temperatura compatível com a fá-
denominada de Formação Alto Tanaru. cies xisto verde, onde é comum a presença de finas
camadas de mica branca (sericita) alternadas com
[Link] Distribuição Geográfica e Relações quartzo granoblástico. Nas vulconoclásticas há uma
de Contato trama milonítica onde observam-se trilhas de epi-
doto e quartzo envolvendo porfiroclastos de plagio-
As rochas vulcano-sedimentares da Formação clásio.
Alto Tanaru distribuem-se em uma faixa estreita e
alongada de direção noroeste-sudeste por aproxi- [Link] Características Geofísicas
madamente 60km e possuindo em média, 6 a 8 km
de largura, posicionada entre os anfibolitos Meso- A seqüência metavulcano-sedimentar apresenta
proterozóicos do Complexo Trincheira a sul e os ba- destaque radiométrico nos canais de potássio e no
64
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 36 - (a) Alternância composicional do filito definida por camadas cinza esverdeado alternadas com camadas
avermelhadas (Fazenda União - Rodovia do Progresso); b) filito com camadas na vertical intercalado com lente de
tufo ácido a cinza; (c) piroclástica dacítica com destaque aos cristais de plagioclásio; (d) rocha piroclástica dacítica
com textura porfirítica. Afloramentos na Rodovia do Progresso, nas proximidades da ponte de afluente da margem
esquerda do rio Tanaru.
65
CPRM - Programa Geologia do Brasil
66
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 38 - (a) Afloramento em perfil de paraconglomerado contendo seixos diversos subangulosos em matriz arenosa
parcialmente lateritizada; (b) Corte de barranco mostrando ciclos de arenitos conglomeráticos e lentes de arenitos
finos. Rodovia RO-485, 23 km a leste de Corumbiara; (c,d) diamictitos com seixos e calhaus de rochas cristalinas do
embasamento Rodovia do Progresso-Corumbiara.
Figura 39 - Camada de calcário com laminação plano-paralela; (b) Detalhe da foto anterior exibindo níveis de argilito
carbonático (camada escura).
[Link] Dados Geocronológicos e Correlações que ocorrem no sudoeste do Mato Grosso no eo-
-Paleozóico Indiviso. Neste trabalho, devido a sua
Não se dispõem de dados geocronológicos, pois semelhança tanto nos litotipos quanto nas estrutu-
as rochas da referida unidade são afossilíferas. No ras sedimentares, correlaciona-se com a Unidade
Mapa Geológico de Rondônia (Quadros & Rizzotto, eo-Paleozóico indiviso do sudoeste de Mato Grosso.
2007) posicionam a referida unidade no Jurássico Portanto, passa a ser posicionada temporalmente no
como unidade basal da Bacia dos Parecis. Figuei- início do Paleozóico.
redo et al. (1974), colocam unidades semelhantes
67
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 40 - (a) visão geral dos afloramentos do pacote de ritmitos da Fm. Pimenta Bueno; (b) alternância de siltitos e
folhelhos na parte inferior; logo acima, siltito laminado e argilito marron, e por fim, arenitos finos na parte superior
do pacote sedimentar; (c) alternância de siltitos creme e argilitos avermelhados; (d) laminação convoluta nos níveis de
argilito.
68
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
laminação convoluta abaixo da camada de arenito. roeste da folha Vilhena, na borda norte da Gráben
Como as camadas convolutas ocorrem entre cama- do Colorado, onde os diamictitos e dropstones reco-
das de arenito fino sem deformação sugere-se que brem parcialmente a falha do Araras.
a deformação foi contemporânea à deposição, oca-
sionada pela liquefação e/ou sobrecarga de camadas [Link] Litótipos
com maior densidade (arenitos) sobre camadas plás-
ticas e de menor densidade (argilitos) (fig. 40 d). Dentre os litótipos constituintes da Formação Pedra
Redonda destacam-se os diamictitos, os quais afloram
[Link] Características Geofísicas em pacotes mais expressivos em superfície em relação
aos outros tipos litológicos. São constituídos por matriz
A resposta radiométrica das camadas de argilito, argilo-arenosa, de coloração marron-avermelhada, sem
folhelho e siltito é bastante expressiva, dominante- estruturação, contendo seixos, calhaus e matacões su-
mente no canal de tório, potássio e urânio. Já os are- bangulosos de rochas de diversas origens e composição
nitos finos exibem melhor definição radiométrica no tais como gnaisse, granito, anfibolito, folhelho, calcário,
canal de potássio. A magnetometria não apresenta quartzo leitoso, entre outros (fig. 41a ).
nenhum destaque. A unidade dropstone, por sua vez, é representa-
da por folhelhos e siltitos intercalados com lentes
[Link] Dados Geocronológicos e delgadas de arenito fino micáceo, de estratificação
Correlações plano-paralela, por vezes essa estratificação mostra-
-se deformada localmente pela presença de seixos e
A idade atribuída para esta formação é permo- calhaus pingados, de diâmetro variando desde cen-
carbonífera segundo os dados de Pinto Filho et al.
tímetros até decimétricos. Subordinadamente, ocor-
(1977), os quais descrevem uma assembléia de
pólens filiados aos grupos de vegetais Pterophyta e rem arenitos conglomeráticos suportados por matriz
Lycopodophyta encontrados em arenitos sobrepostos carbonática, de estratificação cruzada de pequeno
aos folhelhos marrom-chocolate, na região de Pimenta porte, marcada pela concentração de material gros-
Bueno, os quais foram enquadrados na unidade PCI seiro ao longo dos planos (fig. 41b). Essa camada de
descrita pelos mesmos. Entretanto, Cruz (1980) em arenito ocorre localmente capeando os diamictitos
estudo palinológico de uma amostra de folhelho sem discordância angular ou erosiva.
escuro carbonoso coletado próximo do rio Machado,
entre Cacoal e Vista Alegre, revelou a presença de [Link] Características Geofísicas
microrganismos componentes do paleofitoplancton
filiados aos Acritarchas, Gênero Synsphaeridium sp. Tanto os diamictitos quanto os dropstones apre-
Para tais formas, a autora sugeriu idade eopaleozóica sentam forte anomalia no canal de potássio. Nos ca-
(silurodevoniano). No presente trabalho, não nais de urânio e tório não há destaque e da mesma
foram detectadas nenhuma forma fossilífera nas forma para a magnetometria.
rochas sedimentares da Formação Pimenta Bueno,
que afloram na folha Vilhena. Portanto, a posição [Link] Dados Geocronológicos e
cronoestratigráfica da referida unidade é ainda incerta. Correlações
3.2.11 Formação Pedra Redonda
Nas amostras de rochas sedimentares de origem
[Link] Comentários Gerais glacial da Formação Pedra Redonda não foram identi-
ficados nenhum registro fóssil. Entretanto, durante a
A descrição de uma unidade de origem glacial execução do Projeto Sudeste de Rondônia, Pinto Filho
no sudeste de Rondônia foi efetuada por Leal et al. et al., (1977) analisaram pólens da matriz dos tilitos da
(1978) sob a denominação de fácies Pedra Redonda, Bacia de Pimenta Bueno e indicaram uma assembléia
que a incluíram na Formação Pimenta Bueno. Pos- vegetal atribuída ao Permocarbonífero. Portanto, por
teriormente, Pinto Filho et al. (1978) descreveram, semelhança aos depósitos glaciais da Bacia de Pimenta
naquela região, os tilitos da Unidade PCII. Mais re-
Bueno, os diamictitos e dropstones da Formação Pedra
centemente, Quadros & Rizzotto (2007), elevaram a
fácies Pedra Redonda a categoria de Formação, su- Redonda são também posicionados no Neopaleozóico.
portados pelas características distintas tanto paleo-
ambientais, como deposicionais e estratigráficas. A 3.2.12 Formação Fazenda Casa Branca
unidade possui como área-tipo, ao longo do médio
curso do rio Pimenta Bueno, nos limites da fazenda [Link] Comentários Gerais
Pedra Redonda, estendendo-se como estreita faixa
na borda norte do Gráben Pimenta Bueno. O pacote de rochas sedimentares constituídas
por arenitos ortoquartziticos, arenitos feldspáticos,
[Link] Distribuição Geográfica e Relações siltitos, argilitos e conglomerados que ocorrem na
de Contato região de Pimenta Bueno e Vilhena foram agrupadas
na unidade PCIII por Pinto Filho et al. (1977). Leal et
As rochas sedimentares de origem glacial da For- al. (1978) durante a execução da folha Porto Velho,
mação Pedra redonda distribuem-se no extremo no- Projeto RADAMBRASIL, descrevem a ocorrência de ro-
69
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 41 - (a) diamictito de matriz siltico-argilosa com calhaus de gnaisse e quartzo leitoso; (b) arenito conglomerático
de matriz carbonática, constituindo a parte superior do pacote dos diamictitos.
chas semelhantes às da unidade PCIII de Pinto Filho et bastante inferiores quando comparados aos siltitos e
al. (1977) e denominam de Arenito da Fazenda Casa folhelhos da Formação Pimenta Bueno. Da mesma for-
Branca. Posteriormente, Siqueira (1989) definiu uma ma se aplica para os valores magnetométricos.
das seções-tipo da Formação Casa Branca como situ-
adas na cachoeira do Apertado, no rio Comemoração. [Link] Dados Geocronológicos e
Correlações
[Link] Distribuição Geográfica e Relações
de Contato Os dados disponíveis na literatura (Pinto Filho et
al., 1977, Leal et al. 1978) apontam para um posicio-
Os litótipos que compreendem a referida unidade namento temporal no permocarbonífero, por corres-
distribuem-se, dominantemente, no noroeste da folha pondência aos fósseis de Psaronium sp. descritos por
Vilhena. As principais exposições encontram-se no mé- Olivatti & Ribeiro Filho (1976).
dio a alto curso do rio Comemoração; ao longo da RO-
495, nas imediações do igarapé Rico e Rio São Pedro e 3.2.13 Grupo Parecis
próximo do entroncamento da Linha 65 com RO 494. O
contato inferior é brusco com os folhelhos da Formação [Link] Histórico e Comentários Gerais
Pimenta Bueno e contato discordante com os arenitos
da Formação Rio Ávila que os recobrem. Sill de diabásio
é intrusivo nos siltitos da Formação Casa Branca. A primeira referência as rochas sedimentares da
Chapada dos Parecis se deve a Oliveira (1915), o qual
[Link] Litótipos se refere como Arenito dos Parecis, que ocorrem na
chapada homônima. Após este trabalho pioneiro, vá-
A porção basal da formação é composta por con- rios outros trabalhos se sucederam no intuito de de-
glomerados polimíticos sustentados por clastos de finir a seqüência estratigráfica, definição de ambiente
quartzo, quartzito, granito e gnaisse. Os mesmos são deposicional e investigação de possível presença de
recobertos por arenitos de estratificação plano-para- hidrocarbonetos. Nesse sentido, destacam-se os tra-
lela, cruzada acanalada e tabular de pequeno porte, balhos executados por Oliveira & Leonardos (1943), os
com granocrescência ascendente, avermelhados a quais elevaram esta unidade a categoria de formação,
arroxeados, micáceos, finos a muito finos, ortoquart- sendo “constituida de camadas interestratificadas de
zíticos e/ou feldspáticos, além de conter grãos subar- arenito vermelho ou amarelado, contendo concreções
redondados a subangulosos, de esfericidade baixa a silicosas, entre as quais predominam pederneiras, - e
média (fig. 42a). Apresentam níveis de grânulos de escassas camadas de argila arenosa”. Ribeiro Filho &
quartzo na porção basal dos sets. São freqüentes as Figueiredo (1974), subdividem a Formação Parecis em
intercalações de siltitos avermelhados de lamina- duas fácies: inferior, com conglomerado basal passan-
ção plano-paralela, contendo lentes centimétricas do a arenitos feldspáticos com estratificação cruzada
de arenito (fig. 42b). Os argilitos são subordinados e, superior, composta por arenitos ortoquartzíticos
e ocorrem como camadas métricas a decamétricas com níveis de siltitos e conglomerados finos. Padilha
intercaladas nos arenitos. O ambiente deposicional et al., (1974) descrevem a Formação Parecis com um
dos sedimentos da unidade é fluvial, com depósitos membro basal eólico e outro superior fluviolacustre,
de barras de canal (arenitos), resíduos de canal (con- composto por arenitos e conglomerados e estimam
glomerados) e de planície de inundação (pelitos). para aquela sequência sedimentar uma espessura não
superior a 150 metros. Pinto Filho et al., (1977) rede-
[Link] Características Geofísicas finem a formação supracitada e separam-na em duas
novas unidades litoestratigráficas: a inferior, de ori-
Os arenitos da Formação Fazenda Casa Branca apre- gem eólica, denominam de Formação Botucatu, por
sentam valores radiométricos (nos canais de U. Th e K) semelhança com os arenitos homônimos da Bacia do
70
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 42 - (a) porção inferior da foto, camada de arenito fino com laminação plano-paralela, sobreposto por nível
de siltito vermelho-escuro, alternado com arenito fino. (b) siltito de laminação plano-paralela com lentes de arenito
(amarelo-ocre)
Os basaltos que ocorrem na cachoeira 15 de No- Os litótipos que constituem a soleira máfica consi-
vembro, no rio Pimenta Bueno, e no Salto do Anari tem de basaltos, diabásios e microgabros, onde a so-
(Hidrelétrica da cidade de Chupinguaia) foram desig- leira mostra variações faciológicas, lateralmente e ver-
nados por Pinto Filho et al. (1977) como Basalto Anari. ticalmente, observadas pelas mudanças texturais. No
Posteriormente, Scandolara et al. (1999) enquadraram Salto do Anari (hidrelétrica de Chupinguaia) (fig. 44a),
estas rochas na Formação Anari. Estas rochas ocorrem a porção basal e intermediária da soleira têm textura
como soleiras de até 50 m de espessura que se esten-
granular média a porfirítica, enquanto que o topo é
dem por uma área de mais de 2000 Km2, e são intru-
sivas na Formação Pimenta Bueno e no Grupo Parecis microfanerítico. Basaltos ocorrem nas porções mais
(Romanini, 2000). Segundo este mesmo autor, efeitos superficias da soleira e são finos, cor cinza-chumbo a
de contato das soleiras compreendem a sulfetação castanho-claro, com freqüentes disjunções colunares.
dos pelitos da Formação Pimenta Bueno e formação Em alguns afloramentos, as rochas exibem esfoliação
de níveis ricos em manganês e silicificação de arenitos esferoidal e, por vezes, possuem porções vitrificadas.
da Formação Rio Ávila (Grupo Parecis). Os microgabros e diabásios ocorrem nas partes cen-
71
CPRM - Programa Geologia do Brasil
trais da soleira econtém fraturas preenchidas por sílica sios pela granulação mais fina, esporádica presença
microcristalina e carbonatos (fig. 44b). Os afloramen- de vidro e de amígdalas preenchidas por carbonato,
tos dessas fácies é geralmente na forma de blocos e sericita ou zeólitas. Nas zonas de maior alteração os
matacões subarredondados, exibindo feições proemi- basaltos adquirem coloração avermelhada, devido a
nentes de esfoliação esferoidal. Apresentam textura oxidação dos minerais ferro-magnesianos. Também é
fanerítica fina, maciços, contendo microfenocristais comum nos basaltos a presença de fraturas e amígda-
arredondados de olivina em matriz fina de ripas de las preenchidas por carbonatos de cálcio e mais rara-
plagioclásio e opacos, além de amígdalas preenchidas mente, por carbonatos de cobre.
por calcita (fig. 44c). Os basaltos diferem dos diabá-
Figura 43 - (a) Dique de diabásio de coloração violácea, intrusivo nas camadas de arenito da Formação Corumbiara
(travessão da linha 04-Corumbiara); (b) sill de basalto (parte inferiro da foto) intrusivo nos arenitos finos da Formação
Fazenda Casa Branca ( sede da fazenda Maranatá).
Figura 44 - (a) Soleira de basalto (espessura de 25 metros) no salto do Anari, hidrelétrica de Cupinguaia; (b)
afloramento de basalto entrecortado por fraturas preenchidas por calcita; (c) feição textural de diabásio exibindo
matriz fanerítica fina e amígdalas preenchidas por calcita; (d) arenito da Formação Fazenda Casa Branca silicificado
pela intrusão do sill, contendo níveis de silexito e manganês. Logo acima (não mostrado na foto) ocorre camada de
basalto (linha 100, NW de chupinguaia).
72
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
3. 2.14.4 Litoquímica e Petrogênese GR-403 GR-717 GR-733 GR-741 JG-184 JG-206 GR-742
SiO2 % 51,03 48.10 48.94 50.01 51,1 50 49.18
As rochas básicas analisadas são representadas Al2O3 % 16,05 13.47 14.18 13.88 16,13 15,16 14.90
por basaltos e diabásios. Ambas os litótipos mostram Fe2O3 % 9,33 12.21 12.56 11.77 9,42 10,7 12.83
feições ígneas totalmente preservadas. As mesmas MgO % 5,89 6.95 6.36 7.00 6,01 5,85 6.19
foram agrupadas conjuntamente, pois apresentam CaO % 9,8 10.25 9.95 10.65 10,84 9,67 9.98
características químicas semelhantes, as quais po- Na2O % 2,66 2.51 2.65 2.24 2,56 2,63 2.36
dem ser visualizadas na tabela 8. K2O % 0,63 0.57 0.72 0.57 0,61 0,79 0.69
Os basaltos são caracterizados por apresentarem TiO2 % 0,67 1.27 1.33 1.17 0,69 0,97 0.88
pouca variação no conteúdo de SiO2 (48-51 wt.%), P2O5 % 0,115 0.10 0.12 0.11 0,14 0,139 0.11
baixo MgO (5,8-6,9 wt.%), baixo Fe2O3 (9,3-12,8 MnO % 0,14 0.19 0.17 0.18 0,15 0,16 0.19
wt.%), alto Al2O3 (13,8-16 wt.%), moderado a baixo Cr2O3 % 0,008 0.013 0.012 0.015 0,015 0,009 0.013
TiO2 (0,6-1,3 wt.%), CaO (9,6-10,8 wt.%) e Mg# varia LOI % 3,6 4.1 2.7 2.1 2,2 3,6 2.1
de 50 a 56. Apresentam também baixos conteúdos SUM % 99,96 99.73 99.76 99.76 99,86 99,73 99.46
em Ni, Co e Cr e valores intermediários de Cu. Mo ppm 0,6 0.5 0.4 0.2 0,4 0,5 0.6
Nos diagramas de classificação química, as máfi- Cu ppm 42,7 100.6 66.5 54.2 78,4 36,5 41.4
cas Anari ocupam o campo dos basaltos toleiíticos Pb ppm 1,2 0.9 2.0 0.9 1,6 1,3 12.1
ferro característico dos magmas toleiíticos (fig. 45b). Ni ppm 30,2 28.0 37.4 26.2 29,2 32,1 34.1
As ppm 0,7 <0.5 1.4 <0.5 <0.5 <0.5 <0.5
Sc ppm 32 43 42 41 35 34 37
Au ppb <0.5 1.2 50.7 <0.5 4,5 0,6 2.6
Ba ppm 185 129 163 126 212 173 132
Be ppm <1 <1 <1 <1 <1 <1 <1
Co ppm 34,6 43.6 42.6 44.9 37,9 39,7 42.1
Cs ppm 0,6 0.5 0.5 0.3 0,4 0,7 0.3
Ga ppm 17,9 17.1 18.2 16.9 17,5 17,3 18.8
Hf ppm 2 2.2 3.0 2.6 2,3 2,2 2.2
Nb ppm 3,6 4.9 6.9 5.7 4,1 4,7 11.4
Rb ppm 17 15.8 19.8 16.1 17 28 21.4
Sn ppm <1 <1 1 <1 2 1 9
Sr ppm 193 289.9 174.8 170.0 194 188 173.1
Ta ppm 0,2 0.4 0.4 0.3 0,3 0,3 0.4
Th ppm 1,6 1.5 1.5 1.4 1,8 2,3 1.3
U ppm 0,3 0.5 0.7 0.5 0,6 0,4 0.4
V ppm 202 395 355 335 208 266 271
W ppm 3,2 4.3 2.6 1.8 3,8 3,2 <0.5
Zr ppm 70,9 73.0 98.9 86.4 78,8 81 77.4
Y ppm 53,4 27.6 29.5 29.4 29,5 25 1054.2
La ppm 13,1 9.6 10.1 9.1 11,2 10,3 341.9
Ce ppm 20 19.0 22.6 19.7 21,9 22 21.2
Pr ppm 3,52 2.92 3.22 2.91 3,31 3,06 96.49
Nd ppm 16,6 14.0 15.5 13.7 14,7 14,5 507.6
Sm ppm 4,09 3.55 3.68 3.36 3,84 3,68 128.18
Eu ppm 1,63 1.21 1.23 1.15 1,4 1,22 43.07
Gd ppm 5,92 4.20 4.55 4.21 4,43 4,06 199.86
Tb ppm 0,96 0.74 0.80 0.77 0,79 0,72 28.88
Dy ppm 5,57 4.57 4.81 4.70 4,62 4,22 178.64
Ho ppm 1,24 0.95 0.98 1.00 0,95 0,89 37.84
Er ppm 3,68 2.46 2.73 2.81 2,69 2,61 99.88
Tm ppm 0,49 0.40 0.43 0.43 0,39 0,38 13.53
Yb ppm 2,92 2.44 2.64 2.61 2,34 2,29 75.38
Lu ppm 0,45 0.35 0.40 0.41 0,35 0,34 10.97
Figura 45 - (a)Diagrama de álcalis total x SiO2 (Cox et
al., 1979) mostrando a distribuição das máficas Anari Tabela 8 - Concentrações de elementos maiores (% em
no campo dos basaltos; (b) Diagrama AFM exibindo a peso), traços (ppm) e Terras Raras (ppm) em basaltos da
distribuição das amostras nos basaltos da série toleiítica. Formação Anari.
73
CPRM - Programa Geologia do Brasil
No diagrama multielemental normalizado pelo and Tarney, 1981b) e que não influenciaria na abun-
N- MORB (Sun & McDonough, 1989), os basaltos e dância dos LILEs, sendo neste caso características
diabásios da Formação Anari mostram um enrique- herdadas da fonte mantélica conforme o modelo de
cimento em LIL’s aliado a anomalia negativa de Ti, enriquecimento em multiestagio (Perfit et al., 1980).
Nb, P e Zr (fig. 46a). Comparando-se ao padrão dos No diagrama dos ETR’s normalizado ao condrito
basaltos enriquecidos de Sun & McDonough, (1989), (Nakamura, 1974), as máficas Anari mostram um en-
as amostras mostram valores próximos a 1, indican- riquecimento em ETRL, padrão subhorizontalizado
do semelhança com os EMORB’s, salientando-se a dos ETRP e ausência de anomalia negativa de Euró-
moderada anomalia negativa de Nb e Ti e o enrique- pio, sugestiva de não fracionamento de plagioclásio
cimento dos elementos mais móveis tais como Ba, (fig. 47). Esse comportamento é similar aos basaltos
Th, Rb e Cs (fig. 46b). de platô continental (CFB).
A anomalia negativa de Nb aliada as anomalias Vários modelos foram propostos para explicar o
positivas do Th, U, Ba e Rb pode estar relacionada a enriquecimento em ETRL dos P-MORB’s. De acordo
contaminação crustal (Thompson, 1982). A alta razão com Langmuir et al., (1977), estes basaltos seriam
Th/Yb também pode ser indicativa de contaminação originados por fusão parcial de um manto enrique-
crustal. Segundo Puchtel et al., 1998, a assimilação cido em ETRL. Outros modelos sugerem pequenos
de pequenas quantidades de rochas félsicas crustais graus de fusão mantélica com a retenção de ETRP em
resultam num aumento na abundância de Ba, Pb, granadas residuais.
U,Th e ETRL, mas com pouco efeito na concentração O diagrama dos elementos-traço Y/Nb versus Zr/
de Ta, Nb, Y, Ti e ETRP. Essa relação produz anomalias Nb, mostra a relação entre vários tipos de basaltos
negativas de Ta, Nb e Ti em rochas contaminadas. Al- (MORB do Atlântico Sul,Tristão da Cunha e do Platô
ternativamente, a anomalia de Nb-Ti pode estar re- do Paraná) e a distribuição das máficas Anari, a
lacionada a estabilidade de fases residuais (esfeno, il- qual ocupa o campo entre os basaltos enriquecidos
menita ou rutilo) durante a fusão mantélica (Weaver (P-MORB) e os basaltos de Platô Continental (fig.48).
Figura 46 - (a) Diagrama multi-elemental das máficas da Formação Anari normalizados ao N-MORB (Sun &
McDonough, 1989); (b) normalizados ao E-MORB (Sun & McDonough, 1989).
Figura 47 - Diagrama dos Elementos Terras Raras Figura 48 - Diagrama dos elementos Zr/Nb x Y/Nb
normalizado ao condrito (Nakamura, 1974) das rochas modificado de Wilson, M. (1989). Dados dos basaltos
máficas da Formação Anari. MORB do Atlântico Sul de Humphris et al.(1985) e de
Fodor et al. (1985) dos basaltos do Paraná.
74
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
75
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 49 - Seção-tipo do pacote sedimentar que representa a Formação Rio Ávila (Grupo Parecis) (modificado de
Pedreira & Bahia, 2004)
76
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 50- Seção estratigráfica representativa da Formação Rio Ávila (estrada de Comodoro a Nova Alvorada)
Figura 51 - Seção estratigráfica esquemática exibindo o contato entre os litotipos da Fm. Rio Ávila e a Fm. Utiariti.
Rodovia RO-399, km 26,5; (b) fotografia que mostra o contato entre o arenito bimodal da Fm. Rio Ávila (parte inferior
da foto) com o arenito conglomerático da Fm. Utiariti (parte superior da foto). Afloramento nas cabeceiras do rio
Corumbiara.
metros (fig. 52a,b). Gradam lateralmente para areni- feldspáticos ocorrem clastos de argilitos/siltitos, indi-
tos finos a médios, de bimodalidade granulométrica cando ambiente de deposição de alta energia.
(fg. 53a), com seixos dispersos (arenitos com canais Os arenitos são comumente interacamadados
preenchidos por seixos), os quais chegam a constituir com siltitos violáceos e argilitos de laminação plano-
níveis estreitos (30 a 45 cm de espessura), mas late- -paralela, com espessura das camadas de 1 a 2 me-
ralmente contíguos, de conglomerados finos supor- tros, podendo alcançar, em certos locais até 5 metros,
tados por seixos e grânulos (fig 53b). Os seixos são os quais predominam no topo do pacote. Entretanto,
geralmente bem arredondados, com tamanho de 5 os siltitos também apresentam intercalações de are-
a 40 mm em diâmetro e compostos dominantemen- nito fino em camadas lateralmente constantes. Os
te por quartzo de veio e chert (calcedônia). Arenitos siltitos violáceos exibem, com freqüência, estruturas
feldspáticos e arcóseos intercalam-se aos arenitos de desferrificação ao longo de microfraturas, resul-
ortoquartzíticos e siltitos. Internamente nos arenitos tando em filetes ou semicírculos esbranquiçados.
77
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 52 - Afloramento característico da Fm. Rio Ávila. (a) corte em perfil exibindo estratificação cruzada de grande
porte; (b) detalhe da estratificação cruzada tabular cuneiforme com até 5 metros de espessura dos estratos.
Figura 53 - (a) arenito eólico exibindo bimodalidade granulométrica ; (b) arenitos bimodais com canais preenchidos por
seixos.
O ambiente deposicional para essa seqüência se- as rochas sedimentares da Fm. Utiariti, com as quais
dimentar intermediária é tido como sistema desérti- fazem contato. Nos canais de U, Th e K, apresentam
co representado por depósitos de dunas eólicas, além sempre valores baixos de radiação.
de áreas interdunas e depósitos de wadis. Segundo
a interpretação de Pedreira (1998), os arenitos com [Link] Dados Geocronológicos e
níveis de seixos representam sistemas fluviais entre- Correlações
laçados de alto gradiente, provavelmente efêmeros
(rios intermitentes), desenvolvidos em regiões inter- Os arenitos da referida unidade eram correlaciona-
dunas. Os conglomerados suportados por seixos de dos aos arenitos da Formação Botucatu, mas os mes-
quartzo e chert, por sua vez, correspondem a depó- mos não fazem parte da mesma bacia deposicional.
sitos de preenchimento de canais abandonados, de- Não há dados geocronológicos para a Fm. Rio
positados por correntes efêmeras. A superposição de Ávila. Entretanto, a mesma é posicionada acima da
canais indica migração lateral desses rios efêmeros Fm. Anari, ou seja, mais nova que 198Ma, e balizada
em sistema fluvial entrelaçado. O autor acima citado temporalmente (idade máxima) pela Formação Utia-
sugere também que a porção superior do membro riti (Juro-Cretácea).
intermediário (siltitos intercalados com arenitos)
represente regiões ocupadas por lagos interdunas, 3.2.17 Kimberlitos
recobertos por dunas migrantes nos períodos secos.
As rochas sedimentares da Fm. Rio Ávila, de com- Várias intrusões (diques e chaminés) kimberlíticas
posição quartzo- arenítica, apresentam, no geral, distribuem-se na porção meridional do Cráton Ama-
baixos valores radiométricos, quando comparadas zônico. Na Província de Paranatinga e na região de
78
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Juína são conhecidos mais de 60 corpos (Weska & logo a noroeste da área de estudo. Entretanto, as
Svisero, 2001). Em Rondônia, foram identificados 94 idades devem ser tratadas com ressalva, haja vista
corpos distribuídos em grande parte no limite norte que o processo isocrônico utilizado pode conter im-
da Bacia Pimenta Bueno e uns poucos encaixados em precisões radiométricas.
rochas metamórficas do Complexo Jamari e do Com-
plexo Colorado (Rizzotto et al., 2004). Desse total, 3.2.18 Formação Utiariti
alguns corpos são subaflorantes, ora encobertos por
sedimentos desmantelados da Formação Parecis, ora [Link] Comentários Gerais
por coberturas residuais indiferenciadas.
Na folha Vilhena, foi identificado pela SOPEMI um
corpo (Tarcisio-01) na forma de dique. Os arenitos da sequência sedimentar que ocor-
rem nas cotas mais elevadas do Planalto dos Parecis
[Link] Distribuição Geográfica e Relações eram enquadrados na Formação Parecis. Entretanto,
de Contato Barros et al., ( 1982) observaram características dis-
tintivas desses arenitos com aqueles da porção infe-
rior do pacote sedimentar e, a partir de então, carac-
O dique ocorre próximo da cidade de Corumbiara,
terizaram uma nova unidade litoestratigráfica deno-
na planície de inundação do rio Corumbiara, encon-
minada de Formação Utiariti, que tem a área-tipo, na
trando-se o mesmo encoberto pelos sedimentos alu-
queda dágua do rio Papagaios, no Mato Grosso.
vionares, não sendo possível observar a rocha encai-
xante em superfície. Possivelmente, há outros corpos
[Link] Distribuição Geográfica e Relações
espalhados pela região, tendo em vista a ocorrência
de Contato
de garimpo a montante de onde se encontra este di-
que, ao longo dos aluviões do rio Corumbiara.
Os quartzo-arenitos distribuem-se, preferencial-
mente, entre as cotas topográficas de 600 a 480 me-
[Link] Litótipos
tros, na porção leste-sudeste da folha Vilhena. Os
arenitos quartzosos da Formação Utiariti dispõem-se
A rocha apresenta-se muito intemperizada, qua- em contato discordante e erosivo com os litótipos
se que totalmente decomposta, dificultando a iden- da Formação Rio Ávila e em contato erosivo com as
tificação das feições texturais e da sua composição crostas lateríticas que se sobrepõem aos arenitos.
mineralógica. Nos concentrados de bateia, é comum Ocorrem em pacotes subhorizontais, muitas vezes
a presença de granada, pseudomorfos de olivina, flo- repousando diretamente sobre as rochas do emba-
gopita e ilmenita. samento, como é observado na rodovia RO-370 pró-
ximo do entroncamento com a linha 05, em Colorado
[Link] Dados Geocronológicos e do Oeste. Afloram também como morros testemu-
Correlações nhos de topo plano e bordas escarpadas.
79
CPRM - Programa Geologia do Brasil
sentam fraca a moderada esfericidade, quase sem- Fm. Rio Ávila (fig. 55). As amostras desses lenhos
pre envolvidos por película de óxido de ferro, em ma- foram identificadas genéricamente como coníferas
triz quartzosa a feldspática levemente caulinizada. (não foi possível definir a taxonomia em função do
No presente trabalho, foram identificados restos alto grau de silificação e ausência de folhas ou ou-
de lenhos fósseis na camada basal da Formação Utia- tros órgãos da planta), onde os troncos (10 a 30cm
riti representada por conglomerado fino com predo- de diâmetro) mostram apenas o xilema secundário
minância de seixos de quartzo (diâmetro < 2cm), de com traqueídeos e canais resinosos, com anéis de
matriz arenosa grossa com grânulos, os quais repou- crescimento, preservados por permineralização das
sam discordantemente sobre os arenitos eólicos da paredes e dos espaços celulares por sílica (fig. 56a,b).
Figura 54 - Afloramento característico dos arenitos da Formação Utiariti. (a) Parte superior da foto, pacote de arenito
maciço e na parte inferior, arenito com estratificação cruzada acanalada; (b) parte inferior da foto, arenito da Fm. Rio
Ávila e acima deste, pacote de quartzo-arenito (Fm. Utiariti) exibindo estratificação plano-paralela.
80
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 56 - Restos silicificados de lenhos de coníferas. (a) seção lateral de um tronco; (b) seção transversal do tronco
onde observa-se as estruturas vegetais primárias preservadas.
trabalho, idade cretácica. Siqueira (1989) correlacio- freático, tornando os arenitos subjacentes, bastante
na a Formação Parecis com o Grupo Bauru da Bacia endurecidos, por cimentação supergênica. Nódulos
do Paraná e com as formações Itapecuru da Bacia do e pisólitos de hematita e goetita são comuns nas en-
Parnaíba e Urucuia da bacia Sanfranciscana. costas dos platôs, gerados pelo desmantelamento
As coníferas proliferaram a partir do Triássico, das crostas lateríticas, onde os mesmos são aprovei-
com abundância no Jurássico e Cretáceo e são com- tados como material de empréstimo e revestimento
paradas com aquelas da Formação Missão Velha (Ba- das rodovias não pavimentadas.
cia do Araripe). Portanto, a posição estratigráfica da Essas crostas são facilmente identificadas na ga-
Formação Utiariti em relação às demais formações maespectrometria, no canal de tório, exibindo altos
do Grupo Parecis, aliadas a presença de lenhos de valores neste elemento, devido, possivelmente, a
coníferas é um bom argumento para acomodar a concentração de minerais radioativos do tipo mona-
mesma no Neojurássico-Eocretáceo. zita e/ou zircão.
Segundo Lima et al., (2009), estas crostas pos-
3.2.19 Coberturas sedimentares cenozóicas suem idade máxima do período Neo-Cretáceo. As
idades sugeridas para as coberturas lateríticas na
Englobadas nessa categoria, estão os depósitos Amazônia distribuem-se desde o Cretáceo Superior
sedimentares de idade Neógena-Pleistocênica, com- ao Holoceno (Vasconcelos et al., 1994; Costa et al.,
preendidos pelas Coberturas Detrito Laterítica, Late- 2005) com as idades mais antigas localizadas nas par-
rítica Imatura, Sedimentar Indiferenciada e os Depó- tes elevadas dos platôs e, em geral, as idades mais
sitos Aluvionares. novas são encontradas nas porções rebaixadas do
relevo.
[Link] Cobertura Detrito-Laterítica
[Link] Cobertura Laterítica Imatura
As coberturas detrito lateríticas distribuem-se no
setor sudeste da folha Vilhena, capeando as rochas As coberturas lateríticas imaturas representam
areníticas da Formação Utiariti. A forma de ocor- topo-sequências lateríticas e afloram como “ilhas”
rência mais comumente encontrada é de superfície dentro da cobertura mais recente, no extremo sudo-
aplainada em forma de platô, onde se desenvolvem este da folha Vilhena, evidenciando a existência de
crostas lateríticas e/ou silcretes. Na maioria dos aflo- uma antiga superfície topográfica que sofreu rebai-
ramentos desta unidade estratigráfica, ocorrem os xamento tectônico, erosão e conseqüente deposição
horizontes de ferricrete, zona mosqueada, saprólito de sedimentos mais novos sobre a mesma. Consti-
e rocha fresca, caracterizando-o como perfil de in- tuem, por vezes, platôs de topo plano, facilmente
temperismo laterítico. O horizonte ferruginoso (fer- identificáveis em imagens de satélite, em função de
ricrete) é caracterizado por uma crosta endurecida desenvolverem uma vegetação característica que os
de coloração marrom-escura, maciça, pisolítica ou diferencia das áreas adjacentes. O desmantelamen-
cavernosa, constituída por óxidos de ferro (limonita to destas crostas ferruginosas resultou em produtos
e goetita), que cimenta os grãos e fragmentos angu- constituídos por fragmentos de nódulos e pisólitos
losos de quartzo leitoso (1cm). O ferro concentra-se lateríticos, os quais são encontrados em alguns níveis
na parte superior do perfil, enquanto que a sílica ten- do pacote sedimentar sobrejacente. Essa unidade é
de a se concentrar nos horizontes inferiores do per- constituída pelos sedimentos argilo-arenosos e cas-
fil de intemperismo, possivelmente junto ao lençol calhosos que mostram-se, via de regra, subjacentes a
81
CPRM - Programa Geologia do Brasil
82
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Os dados estruturais aqui apresentados estão turas de expressão regional (fig. 57). A estruturação
concentrados, dominantemente, em dois setores mais antiga está associada ao desenvolvimento de
distintos: ao sul-sudoeste da folha, onde afloram lineamentos de direção geral NW-SE. Localmente,
rochas cristalinas do embasamento e no extremo estas estruturas podem virgar para NNE-SSW, dentro
noroeste, onde ocorre uma faixa estreita de corpos de domínios com franca orientação NW-SE. No mapa
rochosos ígneos e metamórficos. No domínio da Ba- de forma das foliações estas variações delineiam es-
cia dos Parecis, o qual predomina amplamente na truturas dobradas impressas neste trend estrutural
folha Vilhena, serão tratados os dados da tectônica principal materializando formas sinuosas e anasto-
rúptil superimposta as rochas sedimentares. Nesta mosadas (fig. 57). Estas estruturas estão associadas
análise, tentou-se separar domínios estruturalmente à direção geral da Faixa Alto Guaporé (Rizzotto &
homogêneos com relação a um elemento estrutural. Dehler, 2007) de idade Ectasiana, e estão associadas
A análise cinemática das estruturas foi caracterizada à direção de importantes zonas de cisalhamento dúc-
pela observação da assimetria do fluxo deformacio- teis contracionais ativas em condições metamórficas
nal em seções paralelas à lineação de estiramento e de alta temperatura (anfibolito superior a granulito).
ortogonais à foliação milonítica (paralelo ao plano A estruturação relativamente mais nova ocorre
XZ de strain finito). Inicialmente serão discutidos os numa faixa estreita no extremo da folha, próximo
aspectos geométricos regionais entre as estruturas, da cidade de Corumbiara e é caracterizada por line-
provenientes de análises de imagens de satélite, ge- amentos de direção geral NE-SW, os quais podem ser
ofísicas e de mapa de forma da foliação milonítica re- visualizados em imagens de radar. Nesta região, im-
gional. Posteriormente, serão discutidos os aspectos portantes zonas de cisalhamento dúcteis transpressi-
geométricos e cinemáticos das estruturas, com a in- vas sinistrais, obliteram a estruturação regional ante-
terpretação tectônica para as estruturas observadas. rior. Estas estruturas estiveram ativas em condições
Por meio da análise de imagens de sensores re- metamórficas de fácies anfibolito baixo, controlando
motos e de mapas de formas da foliação regional, em a colocação de plutons graníticos, e também os con-
conjunção com dados estruturais de campo, permi- tatos litológicos em suas zonas de influência.
tiu caracterizar duas importantes gerações de estru-
83
CPRM - Programa Geologia do Brasil
4.1 Análise Geométrica e Cinemática das constituintes das rochas ígneas e metamórficas aflo-
Estruturas rantes ao longo da Faixa Alto Guaporé e, frequente-
mente, é paralela a um bandamento composicional.
4.1.1 Geometria das estruturas de trend NW- Nas rochas metapelíticas do Complexo Colorado, a
SE foliação é dada por uma orientação preferencial das
micas e sillimanitas, mostrando forte caráter anasto-
mosado ao redor dos microlithons compostos princi-
No extremo sudoeste da folha Vilhena, essa es- palmente por porções de rocha menos deformadas
truturação foi gerada durante a implantação da Faixa (maciças e isotrópicas), que em escala regional, re-
Alto Guaporé, no intervalo de tempo de ~1.46-1.33 presentam megapods preservados da deformação,
Ba, e é caracterizada por zonas de cisalhamento dúc- ou por porfiroblastos/clastos de granada e quartzo
teis que, via de regra, paralelizam de forma hetero- (fig. 58b). As rochas de paraderivação apresentam o
gênea as estruturas anteriores. Nesta região a defor- acamadamento litológico (S0) transposto e paraleli-
mação gerou uma pervasiva trama milonítica. Domí- zado com a primeira superfície milonítica (Sn).
nios com deformações relativamente mais baixas são Nas rochas anfibolíticas, a foliação milonítica as-
observados localmente, principalmente associados a socia-se à recristalização em diferentes graus dos an-
estruturas dobradas, onde as rochas ainda exibem fibólios e estiramento do plagioclásio, predominan-
texturas primárias. temente. Os metagabros e piroxenitos de granulação
Nos raros locais de mais baixo strain, uma estru- grossa, por sua vez, gradam para anfibolitos miloní-
tura bandada anterior é dobrada por estruturas com ticos bandados, laminados e muito finos, adquirindo
geometria em perfil variada (dobras abertas a isocli- por vezes um aspecto xistoso.
nais) e superfície axial paralela à foliação milonítica Em projeção estereográfica da área, a foliação mi-
de direção NW-SE ou NE-SW nos corredores a sul da lonítica mostra amplo predomínio na direção NW e
folha (fig. 58a). As características geométricas deste elevados ângulos de mergulho para SW (fig. 59). Os
bandamento, entretanto, são variadas. As bandas, mergulhos são moderados a elevados no geral (60°
em alguns afloramentos, podem ser derivadas de a 90°), o que faz com que os pólos se concentrem
processos de segregação metamórfica sem conside- na borda do diagrama. Na escala de trabalho não
rável variação de espessura. Nestes casos algumas foi possível delimitar domínios extensos, nos quais
bandas com composições quartzo-feldspáticas inter- a foliação fosse consistentemente orientada para as
calam-se com bandas mais ricas em anfibólio. Nestas estruturas desta fase.
porções, dobras intrafoliais ao bandamento também As estruturas lineares observadas na área estuda-
ocorrem. Em outros pontos, bandas claras relativa- da são lineações minerais e eixos de dobras internas
mente mais ricas em quartzo e feldspato intercalam- a foliação ou com superfície axial sub-paralela a fo-
-se com bandas mais escuras. Entretanto o conjunto liação milonítica. As dobras sin-miloníticas não são
possui espessuras variando desde bandas grossas a estruturas amplamente observadas na área, tendo
finas até lâminas submilimétricas localmente. por isso sua análise estatística prejudicada. A linea-
A foliação milonítica principal (Sn) é dada pela ção de estiramento, entretanto, é amplamente de-
orientação e estiramento preferencial dos cristais senvolvida. Assim, a lineação de estiramento ocorre
Figura 58 - (a) bloco basculado de anfibolito onde se observa o bandamento dobrado em dobras isoclinais apertadas;
(b) vista em perfil de boudins (pods) de anfibolitos paralelizados ao bandamento de direção NW.
84
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Figura 59 - Diagrama com pólos da foliação mostrando uma dispersão dos pontos em função do dobramento do
bandamento/foliação.
consistentemente nas zonas de cisalhamento deste alcançar dimensões métricas paralelas ao seu eixo
estágio deformacional. Minerais como anfibólios, maior. Em muitos afloramentos a lineação de estira-
micas, quartzo e sillimanitas marcam frequentemen- mento possui caimento e obliquidade bastante ele-
te a lineação. Em muitos afloramentos a lineação é vados, estando muito próximas à direção de mer-
dada por agregados destes minerais. Boudinagem gulho da foliação milonítica. Na projeção geral da
com eixo maior paralelo à lineação, assim como mi- lineação de estiramento (fig. 60), a lineação mostra
nerais estirados e também boudinados, sugere que uma fraca dispersão, sempre com caimento médio
a orientação mineral também é a orientação de esti- a elevado.
ramento finito máximo (eixo X paralelo às lineações
down-dip). 4.1.2 Geometria das estruturas de trend NE-
Via de regra, tectonitos L-S predominam larga- SW
mente, embora tectonitos-L sejam também co-
muns. Nessa situação a foliação milonítica não é Estas estruturas alcançam expressão mapeável
caracterizada e a lineação alcança uma expressão que se estendem desde a norte da cidade de Cere-
considerável, com estruturas lineares que podem jeiras (na folha Pimenteiras) até a norte da Vila Alto
Figura 60 - Estereograma mostrando a distribuição dos pontos de lineação de estiramento em diversos litotipos da
área estudada.
85
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Guarajús (folha Vilhena). Estas estruturas corres- to dos cristais de anfibólio nas metamáficas. Entre-
pondem a uma zona de cisalhamento transpressiva. tanto, a deformação plástica e a recristalização dos
Alternativamente, a estruturação NE-SW pode ser o feldspatos, bem como as transformações mineralógi-
flanco de uma megaestrutura dobrada com arquea- cas parciais de piroxênio para anfibólio e/ou biotita,
mento para sul cuja superfície-envelope é E-W e que sugerem um arrefecimento do metamorfismo para
se estende sob a cobertura fanerozóica do vale do o fácies anfibolito médio a baixo, juntamente com o
Guaporé. posicionamento dos granitos sin a tardi cinemáticos
Este domínio tectônico possui uma deformação a esta fase, mas durante o mesmo regime deforma-
finita relativamente mais homogênea se comparada cional. De outra forma, veios de quartzo e mais ra-
ao domínio onde predomina estruturas mais preco- ramente, veios e bolsões pegmatóides associam-se
ces (NW-SE). Na área de influência do corredor re- aos processos hidrotermais tardios e mesotermais
gional (NE), há geração de uma pervasiva foliação vinculados aos corpos intrusivos de granitos tardi-
milonítica que parece que se superpõe geometrica- -tectônicos.
mente à foliação regional mais antiga. O bandamen- A movimentação regional da zona de cisalhamen-
to de rochas gnáissicas também mostram-se para- to (NE) é oblíqua de topo para NE, com importante
lelizados segundo o trend NE (fig. 61a). Domínio componente direcional dextral e soerguimento re-
com deformação finita mais baixa é observado lo- lativo do footwall (transpressiva). Localmente pode
calmente, onde podem ocorrer dobras com a folia- apresentar movimentação com baixa obliquidade,
ção de plano axial paralela à estruturação nordeste, quando associadas a flancos sub-horizontais de es-
ou então faixas de cisalhamento discretas cortando truturas divergentes transpressiva. A direção da fo-
uma estrutura planar anterior. Na área de influên- liação mostra predomínio da direção NE, com fraca
cia do corredor de cisalhamento, não foi caracte- dispersão para a direção NW, devido a zonas com
rizado um domínio regional onde a estruturação dobramento (fig. 62). A lineação muda de caimento,
mais antiga teria sido preservada. Nos locais onde mas consistentemente aponta para SSW em todos os
as estruturas dobradas são preservadas, a estrutura domínios da foliação (fig. 63).
bandada anterior é deformada por estruturas com Estruturas como foliações S-C-C’, porfiroclastos
geometria em perfil muito variada (de abertas ou e boudins assimétricos são consistentes com movi-
semi-cerradas a isoclinais) e superfície axial parale- mentação oblíqua de topo para NE, com componen-
la à foliação milonítica regional do domínio. Assim, te lateral dextral e de encurtamento ortogonal à fo-
as relações de superposição observadas no campo liação C regional.
são consistentes com a obliteração das estruturas Zonas de cisalhamento dúcteis mais discretas,
antigas (Dn) pelo sistema de cisalhamento NE-SW contracionais, com orientação geral NNW-SSE e mer-
(Dn+1). Localmente, estruturas C’ apresentam cine- gulho suave para ambos os quadrantes, são também
mática dextral (fig. 61b). observadas. Muitas vezes estão associadas à intrusão
A superfície milonítica (Sn+1) é representada pelo de sheets graníticos, onde pode concentrar-se a defor-
forte paralelismo dos cristais de biotita, sillimanita e mação após sua cristalização. Dados geocronológicos
quartzo nas rochas paraderivadas e pelo alinhamen- conseguidos pelo método Ar-Ar na folha Pimenteiras
Figura 61 - (a) Corte em planta onde visualiza-se bandamento paralelizado de gnaisse tonalítico e boudins de
anfibolito de eixo maior segundo o trend NE; (b) estrutura C’ de cinemática dextral gerada durante a deformação
principal de trend NE. Linha 04 a oeste do 1° eixo.
86
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
(Rizzotto et al. 2002) sugerem que as estruturas aqui De acordo com o exposto, qualquer tentativa de
descritas são de idade Ectasiana (~ 1.33 Ga). formulação de um modelo evolutivo que contem-
ple essa porção do cráton está fadada ao insuces-
4.2 Evolução Geotectônica so sem antes se resolver os problemas de falta de
correlação entre as unidades geológicas similares
A elaboração de um modelo geotectônico para a que ocorrem em Rondônia, Mato Grosso e oriente
área estudada requer a análise de dados geológicos boliviano e de definições de seus ambientes geo-
em escala regional e, no caso em questão, envol- tectônicos. Contudo, com os dados obtidos neste
vendo dados além dos limites fronteiriços do Brasil, projeto que envolvem a petrologia, geoquímica,
adentrando no oriente boliviano. Os vários modelos geofísica e principalmente aos aspectos estru-
geotectônicos propostos até então, para explicar a turais, foi possível compor um quadro evolutivo,
compartimentação da porção meridional do sudo- visando fornecer subsídios para o entendimento
este do Cráton Amazônico são contraditórios entre sobre a origem e evolução da parte meridional do
si. Entretanto, os modelos sugeridos por Santos et Cráton Amazônico.
al., (2008), Bettencourt et al., (2010) e Rizzotto & A evolução geológica da área que abrange a Folha
Hartmann (2012), apresentam novas informações as Vilhena, teve inicio no Calimiano onde esse período
quais serão utilizadas, em parte, para a proposta de geológico está representado pelas unidades litoes-
um modelo evolutivo para essa região. tratigráficas Complexo Máfico-Ultramáfico Trinchei-
87
CPRM - Programa Geologia do Brasil
ra, Complexo Colorado, Suíte São Felipe e pelos Gra- constituem parte do Complexo Colorado. A fonte
nitos Praia Alta e Rio Piolho (estes últimos ocorrem dos sedimentos é variada conforme é indicado pelos
na folha Pimenteiras). Esse agrupamento de unida- zircões detríticos das amostras dos paragnaisses
des são caracterizados como representantes de uma (metaturbiditos) da folha Pimenteiras, os quais
seqüência plutono-vulcanossedimentar que compõe forneceram idades Paleoproterozóicas (1938 Ma) e
a Faixa Alto Guaporé (FAG). Mesoproterozóicas (1645 Ma) e agrupamento maior
Essa seqüência caracteriza o embasamento da em 1508 Ma. Entretanto, a idade mínima que indica
região, composto por uma associação de rochas re- o fechamento da bacia é fornecida pelos granitos
presentativas de ambiente de subducção, o qual pas- intrusivos tardi-tectônicos de idade de 1340 Ma.
sou por processos de intensa deformação, metamor- No estágio seguinte (fase 2) ainda no Mesopro-
fismo e migmatização em episódios subseqüentes. terozóico, processou-se a fase de inversão da bacia,
O estágio inicial da evolução geológica da região é concomitante ao consumo da placa oceânica, com
marcado por subducção de crosta oceânica pretérita conseqüente encurtamento crustal e plutonismo
em uma fase compressiva com instalação de arco- sin-colisional (fig. 65). O movimento predominante
-de-ilhas intraoceânico e bacia retro-arco (back-arc). das massas continentais foi de WSW para ENE.
O registro magmático dessa fase é dado pela gera- Com o processo continuado de fechamento do
ção de basaltos toleiíticos de arco-de-ilhas que foram oceano há a fusão e o retrabalhamento parcial das
acompanhados por intrusões gabróicas e sedimen- rochas da crosta oceânica (subducção), com a subse-
tos químico-exalativos representados por formações qüente instalação da FAG. O material deformado foi
ferríferas bandadas, metacherts e gnaisses calcissili- soterrado relativamente profundo numa crosta oce-
cáticos, todos constituintes do Complexo Trincheira ânica com similaridade aos toleiítos de arco-de-ilhas
(fase 1) (fig. 64). modernos, associada a rochas metassedimentares
A bacia retro-arco abrigou sedimentação pelito- como BIFs e metapelitos, com pouco quartzito asso-
psamítica, de característica rítmica (turbiditos?) que ciado (Rizzotto et al. 2006). Aparentemente, a defor-
Figura 65 - Bloco-diagrama ilustrativo da fase de encurtamento crustal e plutonismo sintectônico (fase 2).
88
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
mação da FAG teria sido produto de um evento con- de granitos cálcio-alcalinos de alto potássio (Suíte
vergente, com pico termal estimado entre 1.35-1.3 Intrusiva Alto Escondido), com idade de cristalização
Ga, na borda SW do Craton Amazônico (fase 3)(fig. em 1340 Ma. Salienta-se que ambos os grupos de es-
66). Durante os estágios mais precoces do evento truturas podem ser explicados por um encurtamento
compressivo, em condições metamórficas da fácies regional dirigido de SW. A nucleação tardia das estru-
anfibolito alto, estavam ativas importantes zonas de turas orientadas ENE poderia estar associada a influ-
cisalhamento com planos de fluxo e lineação de es- ência de outras condições de contorno importantes
tiramento sub-verticais em zonas de cisalhamento da deformação regional, como forma das margens
NW-SE (Sn). entre as massas continentais envolvidas.
A movimentação sugerida nos planos sub-parale- A esta fase estaria associado também intenso
los aos planos XZ do elipsóide de deformação indi- magmatismo bimodal granítico/básico sin a
cam soerguimento da crosta, com componente late- tardi-tectônicos. Estes granitos seriam tardios na
ral dextral e sinistral subordinado (região que abran- evolução tectônica da FAG (Rizzotto et al. 2006) e
ge desde o norte de Cerejeiras até a leste de Corum- representativos de magmatismo de arco-de-ilhas.
biara). Além disso, os planos de fluxo mostram-se Eles contêm, entretanto, a mesma trama regional
frequentemente boudinados, com a formação de impressa nos milonitos encaixantes.
estruturas do tipo pinch-and-swell e pull-aparts as- De qualquer forma, após a nucleação das gran-
simétricos. Assim, nestes domínios, os dados são des estruturas transpressivas, o material que cavalga
compatíveis também com um encurtamento ortogo- obliquamente para NE sofre um constrangimento do
nal à foliação e deformação do tipo flattening, com fluxo, dado pelo componente sub-horizontal parale-
boudinagem em tablete-de-chocolate, localmente lo a FAG no flanco NNW do arco regional. Sugere-se
desenvolvida. Entretanto, em outros locais, associa- que este efeito seja responsável pela geometria cons-
-se frequentemente a tectonitos “L” sub-verticais. trictiva observada nesta região. Com o progresso da
No geral, predominam amplamente tectonitos “L-S” convergência e o aumento do encurtamento, há a
muito bem marcados. Em outros pontos, tectonitos tendência em se expulsar obliquamente material, o
“L” apontam para uma lineação de estiramento em- que é acomodado pelas estruturas precoces trans-
pinada. Estas características são compatíveis com pressivas (Sn+1) com fabrics constrictivos muito bem
modelos deformacionais tri-dimensionais e hetero- marcados. Este modelo é plausível frente aos dados
gêneos na escala regional. A cinemática caracteriza- disponíveis, sendo neste caso, entretanto, as zonas
da sugere que um encurtamento subhorizontal teria de cisalhamento verticais, estarem relacionadas à
sido acompanhado de um soerguimento de porções expulsão vertical de material durante convergência.
profundas de uma crosta oceânica aquecida. Movi- A interpretação do ambiente tectônico da FAG é
mentos inversos em zonas de cisalhamento de em- função de como também se interpreta a geometria e
purrão, com predomínio de movimentos de topo cinemática regional das estruturas. As possibilidades
para NE ocorreram. consideradas convergem para duas situações antagô-
As zonas de cisalhamento ENE-WSW (Sn+1) são nicas: as estruturas precoces seriam registros de em-
transpressivas sinistrais, com movimentos inversos purrões sub-verticalizados, rotacionados para esta
oblíquos, ocorrendo em condições de fácies anfiboli- posição; ou então representam estruturas que guar-
to baixo. A direção de fluxo aponta com caimento alto dam o posicionamento original. No primeiro caso, os
a moderado para SW e o sentido de cisalhamento su- planos de cisalhamento de cavalgamentos seriam ro-
gere soerguimento progressivo do footwall regional. tacionados para a vertical, formando os empurrões
Concomitante a esta fase, ocorre o posicionamento e zonas verticais, onde o estiramento principal seria
Figura 66 - Bloco-diagrama ilustrativo da fase de encurtamento crustal e instalação da Faixa Alto Guaporé (fase 3).
89
CPRM - Programa Geologia do Brasil
sub-horizontal ou com baixo caimento na direção or- fragmentação desse bloco, somente no início do Pa-
togonal à FAG. No segundo caso, as zonas estariam leozóico dando início a instalação da Bacia do Pare-
ativas mesmo nas posições sub-verticais, onde o es- cis, com a deposição das rochas da Formação Alto
tiramento seria mais para a posição vertical, assim Tanaru e Formação Corumbiara. Logo em seguida,
como também o fabric attractor da fase precoce. através de um mecanismo relacionado a uma rápida
Em ambos os casos, seria superposto forte com- subsidência inicial (fase rift), depositaram-se os se-
ponente de cisalhamento puro à foliação milonítica dimentos das Formações Pimenta Bueno e Fazenda
que se posiciona, pela rotação, para a vertical. Na Casa Branca seguida por um estágio de subsidência
segunda hipótese, o encurtamento pode ser em par- termal (fase sinéclise) durante o Mesozóico.
te compensado por estiramento e fluxo de material O preenchimento inicial dessa bacia se deu por
segundo a lineação. meio de um sistema de canais flúvio-deltaicos que
As evidências estruturais apontam para os efeitos foram gradativamente afogados por espessos depó-
de encurtamento extremo, oriundo da colisão entre sitos rítmicos, relacionados a ambiente lacustre. A
crosta oceânica e arco-de-ilhas com geometria esta fase, pode estar relacionada a intrusão de diques
complexa e que interagem mutuamente, as quais e chaminés de kimberlitos e início da deposição de
teriam controlado a geometria das estruturas na leques aluviais da Formação Pimenta Bueno. Poste-
FAG. Assim, sugere-se que as estruturas na FAG riormente, próximo do limite do Paleozóico Superior,
registrem os estágios colisionais avançados de um depósitos glaciogênicos se fizeram presentes na bacia.
episódio a 1.35 - 1.32 Ga, controlados por imposições No Mesozóico, provavelmente relacionado à separa-
geométricas regionais, dadas pelas formas da ção dos continentes Sul-Americano e Africano, ocasio-
margem continental à NNE, localizada fora da área nou a reativação de falhas pretéritas, onde tais pro-
mapeada. Salienta-se que nesta região, o consumo cessos impuseram desnivelamentos de blocos, geran-
da crosta oceânica foi parcial, preservando-a em do altos e depressões. Essas falhas também serviram
larga zona no interior da Faixa Alto Guaporé. de condutos para a colocação de diques e soleiras de
Diques e pequenos corpos subarredondados de basalto e diabásio (Formação Anari) e diversos corpos
granitos pós-tectônicos (Granito Igarapé Jabuti-Folha de kimberlitos a norte da Bacia dos Parecis, concomi-
Pimenteiras) de idade de 1235 Ma, tangenciam toda tante com a deposição de espessos pacotes de areni-
a estruturação da FAG e marcam a fase de estabilida- tos eólicos (Formação Rio Ávila). No final do preenchi-
de tectônica do final do Mesoproterozóico no sudes- mento da bacia, provavelmente no Cretáceo, deu-se
te de Rondônia. por meio de uma sedimentação eminentemente de
Posteriormente, uma nova fase extensional (ci- caráter fluvial (Formação Utiariti).
clo de Wilson) passou a atuar no sudoeste do Cráton Durante o Cenozóico (Terciário), desenvolveu-se
Amazônico durante o Esteniano, culminando com novo ciclo deposicional com a implantação da Bacia
a abertura do rift Nova Brasilândia e do Aulacógeno do Guaporé, relacionada provavelmente com soer-
Aguapeí. O fechamento da Bacia Nova Brasilândia é guimento da Cordilheira dos Andes, prosseguindo
algo em torno de 1.1 Ga, onde as rochas foram defor- seu desenvolvimento durante o Quaternário. E, por
madas, em condições metamórficas da fácies anfiboli- fim, as coberturas quaternárias instaladas predomi-
to superior a granulito. nantemente nos vales dos grandes rios e nos sopés
Com esse evento, a porção SW do Cráton Ama- das escarpas de falhas encerram o quadro evolutivo
zônico adquiriu estabilidade no Neoproterozóico e da região sudeste de Rondônia.
esta estabilidade tectônica só foi quebrada, com a
90
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
5 – GEOQUÍMICA PROSPECTIVA
91
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Figura 68 - (a e b) Coleta dos sedimentos de corrente no leito ativo da drenagem; (c) Coleta dos sedimentos de corrente
com peneiramento simultâneo; (d) Peneira de malha plástica com abertura de 60 # (0,250 mm).
Figura 69 - (a, b) Coleta de sedimento aluvionar com auxílio de pá, em locais de concentração natural; (c) Bateamento
parcial de 10 litros de sedimento aluvionar; (d) Concentração do material.
92
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
elementos e os resultados encontram-se no anexo 1. xílio do sistema de programas GEOQUANT (tab. 9).
Nos concentrados de bateia foram realizadas análi- Embora não tenham sofrido tratamento estatístico,
ses mineralógicas semiquantitativas que se encon- por terem sido identificados em poucas amostras,
tram listadas no anexo 2. As análises mineralógicas os elementos platinóides (Paládio-Pd e Platina-Pt)
foram realizadas no SBG/CPRM, Superintendência em razão de suas importâncias metalogenéticas/
Regional de Porto Alegre. econômicas, foram considerados anômalos naquelas
Dos 53 elementos analisados nos sedimentos de amostras. Com o tratamento foram estabelecidos os
corrente, 40 reuniram condições mínimas de serem seguintes parâmetros estatísticos através dos quais
tratados estatisticamente, o que foi feito com o au- definiram-se as paisagens geoquímicas:
Tabela 9 - Resultado analítico com o tratamento estatístico das amostras de sedimento de corrente.
93
CPRM - Programa Geologia do Brasil
94
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
95
CPRM - Programa Geologia do Brasil
A partir dos resultados das análises mineralógicas sentes associações anômalas de elementos típicos
semiquantitativas realizadas nas amostras de con- de mineralizações em rochas máficas (Fe, Ti, V, As,
centrados de bateia, foram elaborados os seguintes Ag, Au, Cu, Hg, Mo, Pb) e ultramáficas (Fe, Cr, Ni, Co,
mapas mineralométricos (fig. 71a,b). Pd, Pt) .
Observando-se o Mapa de Bacias Anômalas (fig. A presença da magnetita nos concentrados de
72), chama atenção às sub-bacias correspondentes bateia reforça a existência da associação de rochas
às amostras SJ–71, SJ–68 e SJ–66. Nelas, estão pre- máficas na região de Chupinguaia.
96
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
97
CPRM - Programa Geologia do Brasil
98
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
6 – RECURSOS MINERAIS
Os recursos minerais da folha Vilhena podem com as substâncias não metálicas, as quais incluem
ser simplificadamente enquadrados na condição de depósitos de diamante, além de ocorrências de cal-
substâncias metálicas e não-metálicas, os quais per- cário, depósitos de argila, areia, cascalho, granito,
fazem um total de 45 ocorrências (tab. 10). O poten- saibro e laterito. No agrupamento das substâncias
cial mineral da folha Vilhena é mais representativo metálicas destacam-se as ocorrências de ouro.
100
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
Rochas e Minerais Industriais (areia, argila, seixo, grande maioria dos depósitos argilosos atualmente
granito, brita, saibro e laterito) explorados para fabricação de tijolos é oriunda da al-
teração das rochas máficas e ultramáficas da região,
Esta classe abrange diversas matérias-primas derivados da decomposição dos basaltos, metaga-
não-metálicas e não-energéticas, de uso final diver- bros, anfibolitos e piroxenitos, dentre outros. Depó-
so, como, dentre outros, na agroindústria, constru- sitos de saibro e cascalho que podem ser utilizados
ção civil e nas indústrias química, cerâmica, de refra- como material para revestimento de estradas e para
tários, de isolantes, de pigmentos e como fundentes aterros estão associados aos maciços graníticos am-
e abrasivos. São materiais naturais empregados na plamente distribuídos na região e dos basaltos da
atividade humana, in natura, ou após beneficiamen- Formação Anari. Esse tipo de rocha fornece espessas
to ou transformação não metalúrgica. camadas de material de empréstimo (cascalho) para
Os materiais de uso na construção civil ocorrem suprir aterros, pavimentar as estradas vicinais, etc,
dispersos amplamente na folha Vilhena. Destacam- os quais são de fácil desmonte e com grande distri-
-se os largos depósitos aluvionares dos rios Come- buição em área, conforme indicado (localização das
moração, Pimenta Bueno, Corumbiara e Verde onde ocorrências) no mapa geológico.
encontram-se espessos depósitos de areia e seixo. Destacam-se ainda os depósitos de seixo de
Adicionalmente, o desmantelamento das camadas quartzo subarredondado (fig. 73c) proveniente da
arenosas de topo da Formação Rio Ávila fornece parte basal do pacote sedimentar da Formação Rio
amplos depósitos de areia fina, prória para a cons- Ávila, onde estão sendo lavrados os horizontes sei-
trução civil (fig. 73a). Nos demais rios e igarapés da xosos que ocorrem preenchendo paleocanais (canais
região ocorrem extensas planícies aluvionares com interdunas) no interior dos pacotes de arenitos eóli-
alto potencial para areia e argila, como está bem des- cos (fig. 73b). O desmonte e lavra dos seixos é feito
tacado pelos dados do levantamento aerogeofísico, ainda por um sistema bastante rudimentar, compos-
onde as anomalias gamaespectrométricas no canal to por jateamento do barranco, sucção do material
do K, Th e U delimitam de forma precisa os depósitos (seixo+areia) e peneiramento com separação dos
aluvionares ricos em material argiloso e arenoso. A seixos (fig. 73d).
Figura 73 - Materiais utilizados na construção civil. (a) areia proveniente do desmantelamento dos arenitos da
Formação Rio Ávila; (b) camada de seixo de quartzo preenchendo paleocanal interdunas; (c) depósito de seixo
subarredondado proveniente da lavra do pacote basal da Fm. Rio Ávila; (d) lavra rudimentar para a recuperação de
seixo e areia.
101
CPRM - Programa Geologia do Brasil
102
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
7 — CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
103
CPRM - Programa Geologia do Brasil
nitos stricto senso, homogêneos, leucocráticos, com as quais apresentam indícios de mineralizações de
incipiente trama de fluxo magmático. cromita, ouro e sulfetos de níquel. Da mesma forma,
Salienta-se também nesta investigação, a carto- sugere-se um programa de prospecção para ouro ao
grafação de unidades metavulcano-sedimentares longo de toda a Faixa Alto Guaporé, apoiado pelos
de baixo grau metamórfico que ocorrem como uma resultados de prospecção geoquímica, no qual des-
faixa estreita bordejando a parte sul da Bacia dos Pa- tacam-se áreas anomalas para o referido elemento.
recis, a qual possui zircões que forneceram idades de Adicionalmente, sugere-se uma investigação de-
deposição da sequência do final do Neoproterozói- talhada ao longo dos limites norte e sul da Bacia do
co ao início do Paleozóico, correlacionável ao Grupo Parecis com o embasamento cristalino, no intuito
Cuiabá (Mato Grosso). Da mesma forma, a definição de se identificar áreas com potencial para ouro nas
de diamictitos capeados por carbonatos nessa mes- estreitas faixas de rochas vulcano-sedimentares da
ma região é outra indicação de uma associação de Formação Alto Tanaru. Também, investigar (em sub-
rochas depositadads no final do Neoproterozóico, superfície) essas áreas marginais à Bacia na tentativa
amplamente distribuídas no estado de Mato Grosso de se ampliar a área de ocorrência das camadas de
e agora primeiramente identificadas no estado de rochas carbonáticas (dolomitos) da Formação Co-
Rondônia. rumbiara. Por fim, recomenda-se aos administrado-
No presente trabalho, com a definição do ambien- res e legisladores dos governos estaduais e munici-
te geotectônico como sendo de uma bacia oceânica pais, uma atuação junto às comunidades rurais, no
intrusionada por rochas graníticas e gabróicas forne- sentido de delimitarem áreas de proteção ambiental
ce para a área em apreço uma potencialidade me- para que se possam salvaguardar os mananciais de
talogenética para metais base (Cu-Ni-EGP’s) e ouro. água que abastecem as propriedades rurais, vilas e
A região abrangida pela Folha Vilhena mostra uma cidades, de forma a proteger e restabelecer as matas
diversidade no potencial mineral, englobando desde ciliares assim como evitar o assoreamento dos igara-
metais base, ouro, ferro e mangânes até materiais de pés e rios da região. Com o aumento expressivo da
emprego direto na construção civil como areia, seixo, atividade agrícola, principalmente com o cultivo da
brita, argila, rocha ornamental e material de revesti- soja, grandes áreas vegetadas estão sendo substituí-
mento para estradas. das pela monocultura, num processo de morte lenta
A título de recomendações e sugestões para as dos pequenos igarapés, além da remoção da camada
empresas privadas que atuam no setor mineral, de solo fértil pelas enxurradas características do in-
sugere-se a investigação detalhada das rochas ofio- verno amazônico.
líticas do Complexo Máfico-Ultramáfico Trincheira,
104
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
8 — REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Adamy, A. 2002. Estudo das formas do relevo. In: multicationic parameters. Chemical Geology, 48: 43-
Atlas geoambiental de Rondônia. 2 ed. SEDAM, Porto 55.
Velho, pp. 51-55. Bizinella, G.A., Santiago, A.F., Santos, A., Borges, F.R.,
Adamy, A., Longo, E. A., Scandolara, J. E., Latrubesse, Souza, F.J.C., Godoy, H.K., Yamaguti, H.C., Oliveira,
E., Serruya, N. M. 2000. Diagnóstico do Meio Físico- J.R., Oliveira, R.L. 1980. Projeto Tapajós-Sucunduri.
Biótico. In: Companhia de Pesquisas de Recursos DNPM/CPRM, Manaus, 8v. il.
Minerais (CPRM). Projeto Zoneamento Ecológico- Boger, S.D., Raetz, M., Giles, D., Etchaert, E., Fanning,
Econômico Brasil-Bolívia (ZEE Brasil-Bolívia) - Eixo Rio M.C. 2005. U-Pb age data from the Sunsás region
Abunã - Vale do Guaporé. Vol 1. p. 30-39. of eastern Bolivia, evidence for the allochthonous
Amaral, G. 1974. Geologia pré-cambriana da Região origin of the Paragua Blok. Precambrian Research,
Amazônica. Tese Livre de Docência, Instituto de 139:121-146.
Geociências, Universidade de São Paulo, 212 p. Bonnot-Courtois, C. 1981. Distribution des terres
Arndt, N. T., 1994. Archean komatiites. In: Condie, rares dans les depots hydrothermaux de la zone
K.C. (Ed.), Archean Crustal Evolution. Elsevier, FAMOUS et des galapagos-Comparaison avec les
Amsterdam, pp. 11–44. sediments metalliferes. Marine Geology, 39(1-2).
Barros, A.M., Silva, R.H., Cardoso, O.M.F.A., Freire, Brunsmann, A., Franz, G., Erzinger, Landwehr,
F.A., Souza Junior, J.J., Rivetti, M., Luz, D.S., Palmeira, D., 2000. Zoisite- and clinozoisite-segregations in
R.C. B., Tassinari, C.C.G. 1982. Geologia. In: DNPM, metabasites (Tauern Window, Austria) as evidence
Projeto Radambrasil. Folha SD.21, Cuiabá; geologia, for high-pressure fluid–rock interaction. J. Met.
geomorfologia, pedologia, vegetação e uso potencial Geol., 18, pp. 1–21.
da terra. Rio de Janeiro, pp. 25-192. (Levantamento Cann, J. R. 1970. Rb, Sr, Y, Zr and Nb in some ocean
de Recursos Naturais, 26). floor basaltic rocks: Earth Planet. Sci. Lett., v. 19, p.
Bettencourt, J.S., Basei, M.A.S., Payolla, B.L., Leite Jr., 7-11.
W.B. 2001. New evidences of recurring convergent Cordani, U., Tassinari, C.C.G., Teixeira, W., Basei,
margin magmatism in the eastern Central Rondônia, M.A.S., Kawashita, K. 1979. Evolução tectônica da
Brazil. In: Workshop on Geology of the SW Amazonian Amazônia com base em dados geocronológicos. In:
Craton: state-of-the-art, 1, Extended Abstracts, p. 48- Congresso Geologico Chileno, 2, Actas, p. 137-148.
52.
Costa, J.B.S. & Hasui, Y. 1997. Evolução geológica da
Bettencourt, J.S., Leite Jr. W.B., Ruiz, A.S., Matos, R, Amazônia. In: M.L. Costa da & R.S. Angélica (coords.).
Payolla, B.L, Tosdal, R.M. 2010. The Rondonian-San Contribuições à Geologia da Amazônia. FINEP-SBG,
Ignacio Province in the SW Amazonian Craton: An Belém, pp. 15-90.
overview. Journal of South American Earth Sciences,
Cruz, N.M.C. 1980. Palinologia de sedimentos
29, 28–46.
paleozóicos do Território Federal de Rondônia. In:
Barrett, T.J., MacLean, W.H. 1994. Chemostratigraphy CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 31, 1980,
and hydrothermal alteration in exploration for VHMS Balneário de Camboriú. Anais do... Balneário de
deposits in greenstone and younger volcanic rocks. In: Camboriú: SBG, v.5, p. 3041-3048.
Lentz, D.R. (Ed.), Alteration and Alteration Processes
De La Roche, H., Leterrier, J., Grandclaude, P. 1980.
Associated with Ore-Forming Systems. Geological
A classifícation of volcanic and plutonic rocks and
Association of Canada, Short Course Notes, vol. 11,
associations. Chem. Geol, 29:183-210.
pp. 433–467.
Costa, M. L.; Choque Fernandez, O. J.; Requelme,
Bahia, R.B.C., Silva, C.R. 1998. Programa Levantamentos
M. E. R. Depósito de manganês do Azul, Carajás:
Geológicos Básicos do Brasil. Folha SC.20-Z-C-VI-Rio
estratigrafia, mineralogia, geoquímica e evolução
Pardo. Estado de Rondônia. Escala 1:100.000. Brasilia:
geológica. In: Marini, O. J.; Queiroz, E. T.; Ramos,
CPRM. 1v., il. (Convenio DNPM/CPRM).
B.W. (Ed.). Caracterização de depósitos minerais
Batchelor, R.A. & Bowden, P. 1985. Petrogenetic em distritos mineiros da Amazônia. Brasília: DNPM/
interpretation of granitoid rick series using FINEP/ADIMB, 2005, p. 227-333.
105
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Dequech, V. 1943. Comissão para o estudo das jazidas Irvine, T. N., Baragar, W.R.A. A guide to the chemical
auríferas do Urumacuan. Relatório Final. DNPM/ classifi cation of the common volcanic rocks.
CPRM, Rio de Janeiro, 57 pp. (Relatorio do Arquivo Canadian Journal of Earth Sciences, v. 8, p. 523-548,
Tecnico da DGM, 765) DNPM. 1987. Mapa geológico 1971.
do Estado de Goiás. Escala 1.1000.000. Kennedy, M. J., N. Christie-Blick, and A. R. Prave.
Fairchild, I.J. & Hambrey, M.J. 1984. TheVendian 2001. Carbon isotopic composition of Neoproterozoic
succession of northeastern Spitsbergen: petrogenesis glacial carbonates as a test of paleoceanographic
of a dolomite-tillite association. Precambrian Res., models for snowball Earth phenomena, Geology, 29,
26, 111-167. 1135–1138.
Figueiredo, A.J. de A., Barros, A.M., Eulalio Filho, A., Köppen, W. 1948. Climatologia. Ed. Fondo Cultura
Rodrigues, A.P., Barreto, B.F., Pimentel, G.B., Couto, Economica, Mexico City.
J.G.P., Reischl, J.L., Costa, S.A.G., Resende Filho, S.T., Kux, H.J.H., Brasil, A.E., Franco, M.S.M. 1979.
Pastore Junior W.P., Ribeiro Filho, W.1974. Projeto Geomorfologia da folha SC.20-Guaporé. In: BRASIL.
Alto Guaporé. Relatório Final. Folha Tangará da Serra Departamento Nacional de Produção Mineral.
SD.21-Y-B. DNPM/CPRM, Goiania,v. 1. Projeto RADAMBRASIL. Folha SD.20-Guaporé. Rio de
Frei, R., Rosing, M., Waight, T.E., Krogstad, E.J., Storey, Janeiro (Levantamento de Recursos Naturais, 19).
M., Ulfbeck, D.G. and Albarde, E. 2002. Hydrothermal- Langmuir, C.H., Bender, J.F., Bence, A.E., Hanson,
metasomatic and tectono-metamorphic processes G.N., Taylor, S.R. 1977. Petrogenesis of basalts from
in the Isua greenstone belt (West Greenland): a the FAMOUS area: mid-ocean ridge. Earth Planet.
multi-isotopic investigation of their effects on the Sci. Lett. 36:133-156.
Earth’s oldest oceanic crustal sequence. Geochim.
Cosmochim. Acta, 66: 467-486. Latrubesse, E.M., Rodrigues, S.C., Mamede, L.
1998. Sistema de Classificação e Mapeamento
Fodor, R.V., Corwin, C. and Rosemberg, A. 1985. Geomorfológico: uma nova proposta. Geosul,
Petrology of Serra Geral (Paraná) continental flood Florianópolis, v.14, n.27, p.682-687. Edição Especial -
basalts, Southern Brazil: crustal contamination, II Simpósio Nacional de Geomorfologia. UFSC.
source material, and South Atlantic magmatism:
Contributions to Mineralogy and Petrology, 91, 54- Leal, J.W.L., Silva, G.H., Santos, D.B., Teixeira, W., Lima,
65. M.I.C., Fernandes, C.A.C., Pinto, A.C. 1978. Geologia.
In: DNPM, Projeto Radambrasil. Folha SC.20 Porto
Geraldes, C.M. 2000. Geoquímica e geocronologia Velho; geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação
do plutonismo granítico mesoproterozóico do SW do e uso potencial da terra. Rio de Janeiro, pp. 17-184.
Estado de Mato Grosso (SW do Cráton Amazônico). (Levantamento de Recursos Naturais, 16).
Tese de Doutorado, Universidade Sao Paulo, 414 p.
Lima, M.G., Souza, A.A, Rocha, J.M.A. 2009.
Hasui, Y., Haralyi, N.L.E, Schobbenhaus, C. 1984. Caracterização das unidades geomorfológicas e dos
Elementos geofisicos e geológicos da região perfis de intemperismo lateríticos presentes nas
Amazônica: subsídios para o modelo geotectônico. Folhas Rio Novo, Serra da Borda e Vila Oeste, porção
In: DNPM, Symposium Amazônico, 2, Anais, p. 129- SW do estado de Mato Grosso. In: Simpósio de
147. Geologia do Centro-Oeste, 11. Workshop sobre o SW
Holdhus, S. 1971. Para-amphibolitea from Gurskoy do Cráton Amazônico, 3, Cuiabá.
and Sandsoy, Summore, Weat Norway. Nonk Litherland, M., Annells, R.N., Appleton, J.D., Berrange,
Geoioglllk [Link], 51:231-246.1. J.P., Bloomfield, K., Burton C.C.J., Darbyshire, D.P.F.,
Hofmann, A.W. 1988. Chemical differentiation of the Fletcher, C.J.N., Hawkins, M.P., Klinck B.A., Llanos, A.,
Earth: the relationships between mantle, continental Mitchell, W.I., O’Connor, E.A., Pitfield, P.E.J., Power, G.,
crust, and oceanic crust. Earth Planet Sci. Lett. 90, Webb, B.C. 1986. The geology and mineral resources
297–314. of the Bolivian Precambrian Shield. British Geological
Humphris, S.E., Thompson, G., Shilling, J.G., Kingsley, Survey, London, 152 pp. (Overseas Memoir, 9).
R.A. 1985. Petrological and geochemical variations Ludden, J.N., Gélinas, L., Trudel, P. 1982. Archean
along the Mid-Atlantic Ridge between 46°S and 32°S: metavolcanics from the Rouyn–Noranda district,
influence of the Tristan da Cunha mantle Plume. Abitibi greenstone belt, Québec. 2. Mobility of trace
Geochimica et Cosmochimica Acta 49:1445-1464. elements and petrogenetic constraints. Canadian
Kroonenberg, S.B. 1982. A Grenvillian granulite belt Journal of Earth Sciences 19, 2276–2287.
in the Columbian Andes and its relation to the Guiana Jochum, K.P., Arndt, N.T., Hofmann, A.W. 1991.
Shild. [Link], 61:325-333. Nb-Th-La in komatiites and basalts: constraints on
106
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
komatiite petrogenesis and mantle evolution.. Earth Nogueira, A.C.R., Riccomini, C., Sial, A.N., Moura,
and Planetary Science Letters 107: 272-289. C.A.V., Trindade, R. I. F., Fairchild, T. R. 2007.
Maniar, P.D. & Piccoli, P.M. 1989. Tectonic Carbon and strontium isotope fluctuations
discrimination of granotoids. Geological Society of and paleoceanographic changes in the late
America Bulletin, 101(5):635-643. Neoproterozoic Araras carbonate platform, southern
Amazon Craton, Brazil. Chemical Geology, v. 237, p.
Marzoli, A., Renne, P.R., Piccirillo, E.M., Ernesto, M., 168-190.
Bellieni, G., de Min, A. 1999. Extensive 200-million-
year-old continental flood basalts of the Central Olivatti, O. & Ribeiro Filho, W. 1976. Projetos Centro-
Atlantic Magmatic Province. Science, 284:616-618. Oeste de Mato Grosso, Alto Guaporé e Serra Azul.
CPRM, Goiânia, 51 pp.
Matos, J.B., Schorscher, H.D., Geraldes, M.C., Souza,
Z.A. 2001. The Rio Alegre volcanosedimentar Oliveira, E.P. 1915. Geologia: reconhecimento
sequence (SW Amazonian Craton, Brazil): chemical geologico do noroeste de Mato Grosso. Expedição
and isotopes (U/Pb and Sm/Nd) constrains and Cientifica Roosevelt-Rondon. In: Comissão de Linhas
tectonic implications. In: Workshop on Geology Telegraphicas Estratégicas de Mato Grosso ao
of the SW Amazonian Craton: state-ofthe-art, 1, Amazonas, Publicação, 50.
Extended Abstracts, p. 56-59. Oliveira, E.P. 1936. Madeiras petrificadas dos Parecis.
Matos, J.B., Schorscher, J.H., Geraldes, M.C., Souza, Notas Preliminares e Estudos. Serviço Geológico e
Z.A., Ruiz, A.S. 2004. Petrografia, geoquímica e Mineralógico do Brasil, 3:2-14.
geocronologia das rochas do orógeno Rio Alegre, Oliveira, A. I., Leonardos, O. H. 1943. Geologia do
Mato Grosso: um registro de crosta oceânica Brasil. Rio de Janeiro: Ministério da Agricultura,
Mesoproterozoica no SW do Craton Amazônico. Serviço de Informação Agrícola, 813 p., 37 estampas
Revista do Instituto de Geociências, 4(1):75-90. (Série Didática, 2).
Melo, D. P., Costa, R. C. R., Natali Filho, T. 1978. Padilha, A.V., Montes, A. S.L., Frota, G.B., Moreira,
Geomorfologia. In. BRASIL, Departamento Nacional J.M.P., Menezes Filho, N.R., Almeida, W.J., Abreu
de Producao Mineral. Projeto RADAMBRASIL. Filho, W., Silveira, W.P., Santana, W.R.R. 1974. Projeto
Folha SC 20 Porto Velho. Rio de Janeiro, 668p Centro-Oeste de Mato Grosso. Relatório Final. CPRM,
(Levantamento de Recursos Naturais, 16) p. 187-250. Goiânia, v. 1(Relatório Inédito).
Menezes, R.G. 1993. PONTES E LACERDA FOLHA SD. Pearce, J.A., Harris, N.B.W., Tindle, A.G. 1984. Trace
21-Y-C-II. Estado de Mato Grosso. Escala 1:100.000. element discrimination for the tectonic interpretation
CPRM, Brasilia, 126 pp. of granitic rocks. Journal of Petrology, 25:956-983.
Montes-Lauar, C.R., Pacca, I.G., Melfi, A.J., Piccirillo,
Pearce, J.A, Van Der Laan, S.R., Arculus, R.J., Murton,
E.M., Bellieni, G., Petrini, R., Rizzieri, R. 1994.
B.J., Ishii, T. 1992. Boninite and harzburgite from Leg
The Anari and Tapirapuã Jurassic formations,
125 (Bonin-Mariana forearc): a case study of magma
western Brazil: paleomagnetism, geochemistry and
genesis during the initial stages of subduction. In
geochronology. Earth and Planetary Science Letters,
Proc. ODP Sci. Results, ed P. Fryer, J.A., Pearce, L.B.,
128, (3-4), p. 357-371.
Stokking., et al, pp 623-59. College Station, TX: Ocean
Murton, B.J., Peate, D.W., Arculus, R.J. Pearce, J.A., Drilling Program.
Van Der Laan, S.R. 1992. Trace-element geochemestry
Pearce, J.A., Peate, D.W. 1995. Tectonic implications
of volcanic rocks from Site 786: the Izu-Bonin
of the composition of volcanic arc magmas. Annu.
forearc. In: Fryer, P., Pearce, J.A., Stokking, L.B., et al.,
Rev. Earth. Planet. Sci. 23, 251–285.
Proceedings of the Ocean Drilling Program, Scientif
Results, 125, 211-235. Pearce, J. 1996. Sources and settings of granitic rocks.
Episodes, Vol. 19, No. 4, p. 120-125.
Nakamura, N. 1974. Determination of REE, Ba, Fe, Mg,
Na, and K in carbonaceous and ordinary chondrites. Pedreira, A.J. & Bahia, R.B.C. 2004. Estratigrafia e
Geochimica et Cosmochimica Acta 38, 757-775. evolução da Bacia dos Parecis, Região Amazônica,
Nogueira, A.C.R., Riccomini, C., Sial, A.N., Moura, Brasil: integração e síntese de dados dos projetos
C.A.V., Fairchild, T. R. 2003. Soft-sediment Alto Guaporé, Serra Azul, Serra do Roncador, Centro-
deformation at the base of the Neoproterozoic Puga Oeste de Mato Grosso e Sudeste de Rondônia. CPRM,
cap carbonate (southwestern Amazon craton, Brazil): Brasilia, 39 pp.
Confirmation of rapid icehouse to greenhouse Pedreira, A.J. 1998. Sistemas deposicionais e
transition in snowball Earth. Geology, Denver, v. 31, estratigrafia da Bacia dos Parecis no Estado de
n. 7, p. 613-616. Rondônia. Relatorio de Viagem. CPRM, Salvador.
107
CPRM - Programa Geologia do Brasil
Perfit, M.R., Gust, D.A., Bence, A.E., Arculus, R.J., In: SBG, Simpósio de Geologia da Amazônia, 7,
Taylor, S.R. 1980. Chemical characteristics of island- Resumos Expandidos, CD-Rom.
arc basalts: implications for mantle sources. Chem Rizzotto, G.J., Bettencourt, J.S., Teixeira, W.,
Geol 30:227-256. Pacca, I.I.G., D’agrella Filho, M.S. 2002. Geologia e
Pinto Filho, F.P., Freitas, A.F., Melo, C.F., Romanini, geocronologia da Suite Metamórfica Colorado SE de
S.J. 1977. Projeto Sudeste de Rondônia. Relatório Rondônia. In: SBG, Congresso Brasileiro de Geologia,
Final. DNPM/CPRM, Porto Velho, 4v. il. 41, Anais, p. 331.
Priem, H.N.A., Kroonenberg, S.B., Boelrick, N.A.I.M., Rizzotto, G.J., Cruz, N.M. C., Oliveira, J.G.F. de,
Hebeda, E.H. 1989. Rb-Sr and K-Ar evidence for the Quadros, M.L. E.S., Castro, J.M. 2006. Paleoambiente
presence of a 1.6 Ga basement underlying the 1.2 Ga e o registro fossilifero pleistocênico dos sedimentos da
Garzon-Santa Marta Granulite Belt in the Colombian Formação Rio Madeira. In: SBG, Simposio de Geologia
Andes. Precambrian Research, 42:315-324. da Amazônia, 9, Trabalhos Apresentados, CD-Rom.
Polat, A., Hofmann, A.W., Rosing, M.T. 2002. Boninite- Rizzotto, G.J., Quadros, M.L. E.S., Oliveira, J.G.F.,
like volcanic rocks in the 3.7–3.8 Ga Isua greenstone Castro, J.M. DE, Lafon, J.M. 2006. Idades Pb-Pb dos
belt, West Greenland: geochemical evidence for granitos do setor noroeste do Estado de Rondônia.
intra-oceanic subduction zone processes in the early In: SBG, Simpósio de Geologia da Amazônia, 9,
Earth. Chemical Geology 184, 231–254. Trabalhos Apresentados, CD-Rom.
Polat, A., Hofmann, A.W, Appel, P.W.U. 2004. Rizzotto, G.J., Quadros, M.L. E.S., Bahia, R.B.C.,
Geochemical diversity in volcanic rocks of the > 3.7 Dall’igna, L.G., Cordeiro, A.V. 2004. Folha SD. 20
Ga Isua Greenstone belt, southern west Greenland: Guaporé. In: C. Schobbenhaus, J.H. Gonçalves, J.O.S.
implications for mantle composition and geodynamic Santos, M.B. Abram, R. Leão Neto, G.M.M. Matos,
processes. In The Precambrian Earth: Tempos an R.M. Vidotti, M.A.B. Ramos, J.D.A. Jesus, de (eds.)
events. p. 74-88. Carta Geológica do Brasil ao Milionésimo, Sistema
Puchtel, I.S., Hofmann, A.W., Mezger, K., Jochum, de Informações Geográficas. Programa Geologia do
K.P., Shchipansky, A.A., Samsonov, A.V. 1998. Oceanic Brasil. CPRM, Brasilia, CDRom.
plateau model for continental crustal growth in Rizzotto, G.J., Oliveira J.G.F., Quadros, M.L. E.S.,
the Archaean: a case study from the Kostomuksha Castro, J.M.R., Cordeiro, A., Adamy A., Dantas, M.E.,
greenstone belt, NW Baltic Shield. Earth Planet. Sci. Melo Junior H.R. DE. 2005. Projeto Rio Madeira:
Lett., 155: 57-74. levantamento de informações para subsidiar o estudo
Quadros, M.L.E.S. & Rizzotto, G.J. 2007. Geologia e de viabilidade do aproveitamento hidrelétrico (AHE)
Recursos Minerais do Estado de Rondônia – Sistema do Rio Madeira. AHE Jirau. Relatório Final. CPRM,
de Informações Geográficas. Texto Explicativo do Porto Velho, 295 pp.
Mapa Geológico e de Recursos Minerais do Estado Rizzotto, G.J. 2010. Geologia e Recursos Minerais
de Rondônia. Programa Geologia do Brasil, CPRM, da Folha Pimenteiras (SD.20-X-D). Sistema de
Porto Velho, 153 p. Informação Geográfica-SIG. CPRM, Rondônia, Brazil,
Ribeiro Filho, W. & Figueiredo, A.J.A. 1974. 136pp.
Reconhecimento geologico da regiao oeste de Mato Rizzotto, G.J., Hartmann, L.A., 2012. Geological and
Grosso. In: SBG, Congresso Brasileiro de Geologia, geochemical evolution of the Trincheira Complex,
28, Anais, p. 27-35. a Mesoproterozoic ophiolite in the southwestern
Rizzotto, G.J. & Dehler, N. M. 2007. Arcabouço Amazon craton, Brazil. Lithos, 148, 277–295.
estrutural da Faixa Alto Guaporé e o regime tectônico Romanini, S.J. 2000. Programa Nacional de
do ectasiano na borda SW do Craton Amazônico. In: Prospecção de Metais do Grupo da Platina. Geologia
SBG, Simposio Nacional de Estudos Tectônicos, 11. e prospecção geoquímica/aluvionar da área
International Symposium on Tectonics, 5, Anais, p. Corumbiara/Chupinguaia-Rondônia. CPRM, Porto
130-132. Alegre. (Informe de Recursos Minerais. Serie Metais
Rizzotto, G.J. 1999. Petrologia e ambiente do Grupo da Platina e Associados, 6).
geotectônico do Grupo Nova Brasilândia-RO. Ruiz, A.S. 2005. Evolução geológica do sudoeste do
Dissertação de Mestrado, Universidade Federal Cráton Amazônico região limítrofe Brasil – Bolívia
do Rio Grande do Sul. Curso de Pós-Graduação em -Mato Grosso. Tese de Doutorado, Instituto de
Geociências, 137 p. Geociências, Universidade Estadual Paulista, 250 p.
Rizzotto, G.J. 2001. Reavaliação do ciclo orogênico Sadowski, G.R. & Bettencourt, J.S. 1996.
Sunsás/Aguapeí no sudoeste do Cráton Amazônico. Mesoproterozoic tectonic correlations between
108
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
eastern Laurentia and the western border of the segmento sudoeste do Cráton Amazônico-Estado de
Amazon Craton. Precambrian Research, 76(3/4):213- Rondônia e adjacências. In: N.J. Reis & M.A.S. Monteiro
228. (coords.) Contribuições à geologia da Amazônia-v.2.
Santarém, P.C., Scandolara, J.E., Silva, C.R., Menezes, SBG-Nucleo Norte, Manaus, pp. 251-340.
M.R.G. 1992. O cinturão de cisalhamento Guaporé Scandolara, J.E., Rizzotto, G.J., Bahia, R.B.C.,
nos Estados de Mato Grosso e Rondônia: dados Quadros, M.L. E.S., Silva, C.R., Amorim, J.L. 1999.
preliminares. In: SBG, Congresso Brasileiro de Mapa geológico do Estado de Rondônia. Escala
Geologia, 37, Boletim de Resumos Expandidos, p. 1:1.000.000. CPRM, Porto Velho.
321-322.
Scandolara, J.E., Rizzotto, G.J. 1998. Programa
Santos, J.O.S. 2003. Geocronologia isotópica na Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil. Folha
resolução de problemas estratigráficos: exemplos e SC.20-Z-C-V-Paulo Saldanha. Estado de Rondonia.
sugestões de aplicação. In: SBG, Encontro sobre a Escala 1:100.000. Brasilia: CPRM, 1998. 1v., il.
Estratigrafia do Rio Grande do Sul: escudo e bacias, (Convenio DNPM/CPRM).
14, Anais, p. 23-28.
Shackleton, R.M., Ries, A.C., Coward, M.P.,
Santos, J.O.S., Rizzotto, G.J., Chemale, F., Hartmann, Cobbold, P.R. 1979. Structure metamorphism and
L.A., Quadros, M.L.E.S., McNaughton, N.J. 2003. geochronology of the Arequipa massif of coastal
Três orogêneses colisionais no sudoeste do Cráton Peru. Journal of the Geological Society, 136(2):195-
Amazonas: evidências com base em geocronologia 214.
U-Pb. In: SBG, Simp. Geol. Centro-Oeste, 8, Boletim
Bizzi, L.A., Schobbenhaus, C., Vidotti, R.M., Gonçalves,
de Resumos, p. 85-88.
J.H. 2003. Geologia, tectônica e recursos minerais do
Santos, [Link]., Rizzotto, G.J., Potter, P., Mcnaughton, Brasil: textos, mapas & SIG. Brasília, CPRM-Serviço
N., Matos, R., Hartmann, L., Chemale jr, F., Quadros, Geológico do Brasil, 692p.
M. 2008. Age and autochthonous evolution of the
Silva, G.H., Leal, J.W.L., Salum, O.A.L., Dall’agnol, R.,
Sunsás Orogen in West Amazon Craton based on
Basei, M.A.S. 1974. Esboco geológico de parte da
mapping and U Pb geochronology. Precambrian
Folha SC. 21 Juruena. In: SBG, Congresso Brasileiro
Research, v. 165, p. 120-152
de Geologia, 28, Anais, p. 309-320.
Santos, J.O.S., Hartmann, L.A., Gaudette, H.E.,
Silva, C.R., Bahia, R.B.C., Silva, L.C. 1992. Geologia da
Groves, D.I., Mcnaughton, N.J., Fletcher, I.R. 2000. A
Região de Rolim de Moura-Sudeste de Rondônia. In:
new understanding of the Provinces of the Amazon
CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA, 37, 1992,
Craton based on Integration of field mapping
São Paulo. Boletim de Resumos Expandidos. São
and U-Pb and Sm-Nd geochronology. Gondwana
Paulo: SBG-Nucleo São Paulo, 1992. V. 2, p.152-153.
Research, 3(4):453-488.
Siqueira, L.P. 1989. Bacia dos Parecis. Boletim de
Santos, J.O.S., Rizzotto, G.J., Easton, M.R., Potter, P.E.,
Geociências da PETROBRÁS, 3:3-16.
Hartmann, L.A., Mcnaughton, N.J. 2002. The Sunsas
Orogen in Western Amazon Craton, South America Sun, S.S. & McDonough, W.F. 1989. Chemical and
and correlation with the Grenville Orogen of Laurentia, isotopic systematics of oceanic basalts: implications
based on U-Pb isotopic study of detrital and igneous for the mantle composition and processes. In:
zircons. Geological Society of America, Denver. A.D. Saunders & M.J. Norry (eds.) Magmatism in
the ocean basins. London, p. 313-345. (Geological
Santos, R.O.B., Pitthan, J.H.L., Barbosa, E.S.,
Society Special Puclication, 42).
Fernandez, C.A.C., Tassinari, C.C.G., Campos, D. A.
1979. Geologia. In: DNPM, Projeto Radambrasil. Tassinari, C.C.G. & Macambira, M.J.B. 1999.
Folha SD.20 Guaporé; geologia, geomorfologia, Geochronological provinces of the Amazonian
pedologia, vegetação e uso potencial da terra. Rio Craton. Episodes, 22(3):174-182.
de Janeiro, pp. 21-123. (Levantamento de Recursos Tassinari, C.C.G. & Macambira, M.J.B. 2004. A
Naturais, 19). evolução tectônica do Cráton Amazônico. In: V.
Scandolara,J.E. 2006. Geologia e evolução do Terreno Mantesso-Neto, A. Bartorelli, C.D.R. Carneiro, B.B.
Jamari, embasamento da Faixa Sunsás-Aguapeí, de Brito-Neves (orgs.) Geologia do continente Sul
centro-leste de Rondônia, SW do Cráton Amazônico. Americano. Beca, Sao Paulo, pp. 471-485.
Tese de Doutorado, Instituto de Geociências, Tassinari, C.G., Bettencourt, J.S., Geraldes, M.C.,
Universidade de Brasilia, 460 p. CD-Rom Macambira, M.J.B., Lafon, J.M., 2000. The Amazon
Scandolara, J.E., Rizzotto, G.J., Amorim, J.L., Quadros, craton. In: Cordani, U., Milani, E.J., Thomaz Filho, A.,
M.L. E.S., Bahia, R.B.C. 2001. A evolução geológica do and Campos, D.A., (Eds.), Tectonic evolution of South
109
CPRM - Programa Geologia do Brasil
America, 31st International Geological Congress, Rio Vasconcelos, P.M., Renée, P.R., Brimhall, G.H., Becker,
de Janeiro, Brazil, pp. 41-95. T.A. 1994. Direct dating of weathering phenomena
Taylor, S.R. & McLennan, S.M. 1985. The continental by 39Ar-40Ar analysis of supergene K-Mn oxides.
crust: its composition and evolution. Blackwell, Geochim. Cosmochim Acta, 58, 1635-1665.
Oxford, 312 pp. il. (Geoscience texts). Vernon, R.H. 1970. Comparative grain-boundary
Tecnossolo/DHV/EPTISA, 1999. Governo do Estado studies in some basic and ultrabasic granulites,
de Rondônia. Zoneameno socioeconômico-ecológico nodules and [Link] Journal of Geology,
do Estado de Rondônia. Geomorfologia. 3 vol. 6, 337-351.
Volume 2-Anexo A - Parte 4, 1-18. Weaver, B.L. and Tarney, J. 1981b. The Scourie
Teixeira, N.A. 1996. Geologia, petrologia e implicações dyke suite: petrogenesis and geochemical nature
prospectivas da Província kimberlítica de Juína (MT). of the Proterozoic sub-continental mantle. Contrib.
Exame de Qualificação, Universidade de Brasilia, 84 p. Mineral. Petrol, 78: 175-188.
Teixeira, W. & Tassinari, C.C.G. 1984. Caracterização Weska, R.K. & Svisero, D.P. 2001. Uma síntese
geocronológica da Província Rondoniana e suas do conhecimento sobre as rochas de natureza
implicações geotectônicas. In: DNPM, Symposium kimberlitica da porção sul do Craton Amazônico, no
Amazônico, 2, Anais, p. 89-101. Estado de Mato Grosso. In: Workshop on Geology of
the SW Amazonian Craton: state-of-the-art, Extended
Teixeira, W., Tassinari, C.C.G., Cordani, U.G., Abstracts, 1, p. 140-144.
Kawashita, K. 1989. A review of the geochronology
of the Amazonian Craton: tectonic implication. Winchester, J.A. & Max, M.D. 1989. Tectonic setting
Precambrian Research, 42:213-227. discrimination in clastic sequences: an example
from the late proterozoic Erris Group, NW Ireland.
Thompson, R.N. 1982. Magmatism of the British Precambrian Research, 45(1/3):191-201.
Tertiary Volcanic Province. Scottish Journal of
Geology, 18: 49-107. Wilson, M. 1989. Igneous Petrogenesis. A Global
Tectonic Approach. London, Unwin Hyman Ltd. 466p.
Tohver, E., Bettencourt, J.S., Tosdal, R., Mezger, K.,
Leite, W.B., Payolla, B.L. 2004a. Terrane transfer during Winchester, J.A. and Floyd, P.A., 1977. Geochemical
the Grenville orogegeny: tracing the amazonian discrimination of different magma series and their
ancestry of southern Appalachian basement through differential products, using immobile elements.
Pb and Nd isotopes. Earth and Planetary Science Chem. Geol., v. 20, pp. 325-344.
Letters, 228:161-176. Zolinger, I.T. 2005. As Intrusões de afinidade
Tohver, E., Van der pluijm, B.A., Mezger, K., Essene, Kimberlítica E1 e Es1 da Região de Colorado do
E., Scandolara, J.E., Rizzotto, G.J. 2004b. Significance Oeste, Rondônia. Tese de Doutorado, Instituto de
of the Nova Brasilandia metasedimentary belt in Geociências, Universidade de São Paulo, 130 p.
western Brazil: Redefining the Mesoproterozoic Xie, Q., Kerrich, R., Fan, J. 1993. HFSE/REE
boundary of the Amazon Craton. Tectonics, 23:1-20. fractionations recorded in three komatiite-basalt
Tohver, E., Van der pluijm, B.A., Van der voo, R., sequences, Archean Abitibi greenstone belt:
Rizzotto, G.J., Scandolara, J.E. 2002. Paleogeography implications for multiple plume sources and depths.
of the Amazon Craton at 1.2 Ga: early grenvillian Geochim. Cosmochim. Acta 57, 4111– 4118.
collision with the Llano segment of Laurentia. Earth
and Planetary Science Letters, 199:185-200.
Van Zuidam, R.A. 1985. Aerial Photointerpretation
in Terrain Analysis and Geomorphological Mapping.
ITC. Smits Publisher, 42p. Netherlands.
110
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
APENDICE
SÚMULA DOS DADOS DE PRODUÇÃO
111
CPRM - Programa Geologia do Brasil
112
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
1. Geologia
2. Geoquímica
3. Datação geocronológica
U-Pb (LAM-MC-ICP-MS)...................................................................................................................................... 4
U-Pb (shrimp)..................................................................................................................................................... 4
113
CPRM - Programa Geologia do Brasil
114
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
ANEXO 01
ANÁLISES MINERALÓGICAS SEMI-QUANTITATIVAS DOS
CONCENTRADOS DE BATEIA
115
CPRM - Programa Geologia do Brasil
116
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
SIGLA MAGNETITA HEMATITA ILMENITA LIMONITA CASSITERITA RUTILO MONAZITA ZIRCAO ANATASIO OURO GRANADA
SJ-38 S01 S01 S15 S01 S01 S03 S60 S01 S01
SJ-43 S01 S03 S60 S01 S01 S03 S15 S01 S01
SJ-47 S15 S40 S15 S01 S01 S03 S15 S01 S01
SJ-52 S03 S01 S40 S01 S01 S01 S40 S01 S01
117
CPRM - Programa Geologia do Brasil
SIGLA PIROXÊNIO ANFIBOLIO TURMALINA CIANITA ESTAUROLITA EPIDOTO ESPINELIO LEUCOXÊNIO APATITA MICA PIR. OXIDADA
SJ-47 S01 S01 S15 S01 S01 S03 S01 S01 S01
SJ-53 S03
SJ-54 S01
SJ-60 S01
SJ-62 S01
SJ-66 S01
SJ-67 S03
SJ-71
SJ-77 S01
118
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
SIGLA MAGNETITA HEMATITA ILMENITA LIMONITA CASSITERITA RUTILO MONAZITA ZIRCAO ANATASIO OURO GRANADA
SJ-78 S03
SJ-85
SJ-86 S01
SEMIQUANTITATIVA
NORMAL
SJ-87 S01 S01
SJ-90 S01 S 40 25 - 50 %
119
CPRM - Programa Geologia do Brasil
120
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
ANEXO 02
ANÁLISES QUÍMICAS DOS SEDIMENTOS DE CORRENTE
121
CPRM - Programa Geologia do Brasil
122
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
ELEMENTOS Mo Cu Pb Zn Ag Ni Co
AMOSTRAS (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppb) (ppm) (ppm)
SJ-S-038 0,04 1,01 1,89 1,60 9,00 0,60 0,20
SJ-S-041 0,04 1,61 2,77 2,10 11,00 0,50 0,30
SJ-S-043 0,10 1,19 1,60 1,10 12,00 0,40 0,30
SJ-S-044 0,10 0,88 1,37 1,90 10,00 0,40 0,40
SJ-S-047 0,12 2,40 2,10 4,90 12,00 1,30 1,10
SJ-S-048 0,10 2,67 5,62 10,30 15,00 1,70 2,20
SJ-S-049 0,02 0,94 1,69 1,20 9,00 < 0,10 0,30
SJ-S-051 0,08 4,28 8,40 15,90 19,00 1,40 4,20
SJ-S-053 0,02 1,94 1,79 3,20 3,00 0,50 0,60
SJ-S-054 0,05 10,30 2,25 13,80 5,00 4,00 6,20
SJ-S-055 0,04 2,71 3,17 8,90 5,00 0,90 2,20
SJ-S-056 0,09 4,48 4,01 15,50 10,00 1,30 4,00
SJ-S-057 0,08 8,00 5,39 24,70 11,00 3,40 8,20
SJ-S-058 0,04 2,38 3,57 7,30 2,00 0,40 2,90
SJ-S-060 0,05 2,84 15,94 8,10 13,00 0,70 2,40
SJ-S-061 0,05 5,00 3,97 14,20 4,00 1,90 6,70
SJ-S-062 0,05 5,87 3,49 20,10 6,00 4,10 9,70
SJ-S-063 0,11 5,94 4,48 13,40 4,00 1,50 3,60
SJ-S-064 0,07 11,09 2,61 19,80 4,00 6,60 7,40
SJ-S-065 0,23 25,48 3,15 26,40 5,00 14,90 11,70
SJ-S-066 0,29 55,81 3,55 62,50 14,00 23,80 25,70
SJ-S-067 0,17 27,31 4,61 31,00 7,00 8,80 10,60
SJ-S-068 0,14 35,11 4,16 49,70 6,00 14,40 16,30
SJ-S-069 0,07 15,16 1,99 23,30 3,00 6,90 7,10
SJ-S-070 0,06 14,54 3,72 21,70 4,00 5,30 7,30
SJ-S-071 0,48 94,36 6,78 20,90 27,00 9,40 7,90
SJ-S-072 0,04 4,09 6,24 6,50 13,00 1,50 1,70
SJ-S-073 0,15 0,86 1,81 0,80 10,00 0,70 0,10
SJ-S-074 0,29 0,97 0,75 0,40 11,00 1,60 < 0,10
SJ-S-075 0,47 0,95 0,81 0,50 8,00 2,90 < 0,10
SJ-S-076 0,07 0,61 0,96 0,40 10,00 < 0,10 < 0,10
SJ-S-077 0,03 0,54 1,51 0,60 3,00 0,10 0,10
SJ-S-078 0,02 0,74 2,29 1,30 3,00 0,40 0,20
SJ-S-079 0,02 0,88 2,51 1,40 2,00 0,40 0,20
SJ-S-080 0,02 1,46 3,93 2,40 2,00 0,70 0,80
SJ-S-081 0,03 1,41 4,19 3,50 6,00 0,90 1,10
SJ-S-082 0,03 0,95 2,50 1,40 3,00 0,30 0,20
SJ-S-083 0,02 1,36 3,09 2,70 3,00 0,80 0,60
SJ-S-084 0,02 5,16 3,00 7,00 6,00 1,90 2,50
SJ-S-085 0,02 2,05 2,79 2,50 2,00 0,60 0,90
SJ-S-086 0,01 2,63 2,21 4,20 2,00 1,00 1,10
SJ-S-087 0,02 3,31 2,99 5,80 4,00 1,50 1,70
SJ-S-088 0,04 1,40 2,59 4,40 3,00 0,90 1,00
SJ-S-089 0,03 1,93 2,14 3,60 2,00 0,90 1,00
SJ-S-090 0,01 2,00 1,74 2,60 2,00 0,80 0,80
SJ-S-091 0,04 2,19 2,58 11,20 2,00 2,10 1,90
SJ-S-092 0,04 0,54 0,90 0,40 2,00 0,10 0,10
SJ-S-093 0,06 2,42 2,85 8,10 8,00 1,50 1,90
123
CPRM - Programa Geologia do Brasil
ELEMENTOS Mn Fe As U Au Th Sr Cd Sb
AMOSTRAS (ppm) (%) (ppm) (ppm) (ppb) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm)
SJ-S-038 8,00 0,07 0,10 0,20 0,50 1,60 1,40 0,01 < 0,02
SJ-S-041 12,00 0,13 0,30 0,30 < 0,20 3,20 1,20 < 0,01 0,02
SJ-S-043 10,00 0,05 0,10 0,20 0,20 1,50 1,30 < 0,01 < 0,02
SJ-S-044 9,00 0,04 0,20 0,20 0,20 1,80 0,90 < 0,01 < 0,02
SJ-S-047 57,00 0,33 0,10 0,20 0,40 1,50 2,00 0,01 0,03
SJ-S-048 315,00 0,44 0,30 1,50 3,10 14,90 3,00 0,01 < 0,02
SJ-S-049 17,00 0,04 0,20 0,10 0,20 1,30 1,10 < 0,01 0,02
SJ-S-050 125,00 0,39 0,20 0,50 1,30 3,70 3,70 0,01 0,02
SJ-S-051 468,00 0,82 0,20 0,40 1,30 3,00 3,40 0,02 0,03
SJ-S-052 5,00 0,11 0,20 0,10 < 0,20 1,00 0,80 < 0,01 0,03
SJ-S-053 25,00 0,14 <0,10 0,10 0,30 0,90 0,80 <0,01 0,03
SJ-S-054 288,00 0,88 <0,10 0,10 10,80 0,80 1,70 0,02 <0,02
SJ-S-055 168,00 0,40 <0,10 0,20 0,80 0,80 1,40 0,02 <0,02
SJ-S-056 383,00 0,76 0,10 0,20 < 0,20 1,00 2,70 0,01 0,02
SJ-S-057 550,00 1,40 0,20 0,30 0,70 1,90 4,40 0,03 0,03
SJ-S-058 145,00 0,30 <0,10 0,10 <0,20 0,80 0,70 0,01 <0,02
SJ-S-060 135,00 0,25 <0,10 0,90 0,80 3,60 0,60 0,01 <0,02
SJ-S-061 374,00 0,76 <0,10 0,20 0,30 1,20 0,80 0,01 <0,02
SJ-S-062 451,00 1,23 <0,10 0,20 <0,20 0,90 2,10 <0,01 <0,02
SJ-S-063 116,00 0,81 <0,10 0,20 0,50 1,20 0,70 0,03 0,02
SJ-S-064 250,00 1,05 <0,10 0,20 0,60 0,70 2,20 0,02 0,02
SJ-S-065 304,00 2,68 0,20 0,30 0,80 1,90 4,30 0,02 0,04
SJ-S-066 730,00 3,87 <0,10 0,30 10,70 0,90 2,40 0,03 0,04
SJ-S-067 394,00 2,13 0,10 0,40 0,70 1,30 2,40 0,02 0,04
SJ-S-068 473,00 2,81 0,10 0,20 10,70 0,80 3,60 0,03 0,02
SJ-S-069 208,00 0,98 <0,10 0,10 0,70 0,40 1,40 <0,01 <0,02
SJ-S-070 289,00 1,15 <0,10 0,20 0,50 0,80 2,20 0,01 0,02
SJ-S-071 367,00 10,21 0,60 0,60 20,60 3,10 1,10 0,06 0,10
SJ-S-072 67,00 0,22 0,20 0,20 < 0,20 1,20 3,40 < 0,01 0,03
SJ-S-073 5,00 0,09 0,30 0,20 < 0,20 1,80 0,50 < 0,01 0,03
SJ-S-074 2,00 0,02 < 0,10 0,10 < 0,20 0,20 0,70 < 0,01 < 0,02
SJ-S-075 < 1,00 0,04 0,20 < 0,10 < 0,20 0,20 < 0,50 0,01 < 0,02
SJ-S-076 < 1,00 0,14 0,30 < 0,10 < 0,20 0,40 < 0,50 < 0,01 0,03
SJ-S-077 3,00 0,01 0,10 <0,10 0,20 0,30 <0,50 <0,01 0,03
SJ-S-078 8,00 0,08 <0,10 0,10 <0,20 0,60 0,60 <0,01 0,03
SJ-S-079 7,00 0,08 0,10 0,10 0,20 0,50 <0,50 <0,01 0,02
SJ-S-080 21,00 0,07 0,10 0,10 <0,20 0,70 0,70 0,01 0,02
SJ-S-081 49,00 0,11 0,10 0,10 0,30 1,20 1,00 <0,01 0,03
SJ-S-082 12,00 0,09 <0,10 0,10 <0,20 0,70 <0,50 <0,01 0,03
SJ-S-083 21,00 0,09 0,10 0,10 <0,20 1,40 0,90 <0,01 0,03
SJ-S-084 95,00 0,33 0,20 0,10 0,40 0,90 1,30 <0,01 0,03
SJ-S-085 35,00 0,05 <0,10 0,10 <0,20 0,60 <0,50 <0,01 <0,02
SJ-S-086 29,00 0,14 <0,10 0,10 <0,20 1,50 0,60 <0,01 <0,02
SJ-S-087 63,00 0,20 0,10 0,20 0,40 2,40 0,80 0,01 0,02
SJ-S-088 65,00 0,19 0,10 0,50 0,30 5,00 1,10 <0,01 0,02
SJ-S-089 29,00 0,10 0,20 0,10 <0,20 0,70 0,50 <0,01 <0,02
SJ-S-090 36,00 0,10 <0,10 0,10 0,50 0,50 0,70 0,01 <0,02
SJ-S-091 67,00 0,42 <0,10 0,50 <0,20 4,60 1,80 <0,01 0,02
SJ-S-092 6,00 0,06 0,10 <0,10 <0,20 0,20 <0,50 0,01 0,02
SJ-S-093 70,00 0,34 <0,10 0,50 <0,20 4,50 1,90 0,01 0,02
124
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
ELEMENTOS Bi V Ca P La Cr Mg Ba Ti
AMOSTRAS (ppm) (ppm) (%) (%) (ppm) (ppm) (%) (ppm) (%)
SJ-S-038 < 0,02 2,00 < 0,01 0,002 4,60 1,40 0,01 23,50 0,005
SJ-S-041 0,02 4,00 < 0,01 0,003 8,50 2,10 0,01 21,70 0,008
SJ-S-043 < 0,02 < 2,00 < 0,01 0,002 3,90 1,50 < 0,01 19,60 0,007
SJ-S-044 < 0,02 < 2,00 < 0,01 0,001 5,30 1,60 0,01 17,10 0,007
SJ-S-047 0,03 8,00 0,02 0,003 4,60 4,60 0,05 28,40 0,017
SJ-S-048 0,04 10,00 0,03 0,010 42,60 7,20 0,06 51,50 0,038
SJ-S-049 < 0,02 2,00 < 0,01 0,001 3,90 0,60 < 0,01 18,80 0,007
SJ-S-050 0,02 8,00 0,04 0,007 11,70 5,70 0,10 42,00 0,026
SJ-S-051 0,06 18,00 0,04 0,014 7,50 9,60 0,05 71,90 0,072
SJ-S-052 0,02 3,00 < 0,01 0,001 2,80 2,00 < 0,01 15,90 0,006
SJ-S-053 <0,02 7,00 0,01 0,001 2,50 1,10 0,01 8,10 0,012
SJ-S-054 0,02 42,00 0,02 0,005 2,80 6,30 0,03 38,10 0,063
SJ-S-055 0,03 10,00 0,02 0,006 2,60 6,40 0,02 25,90 0,033
SJ-S-056 0,04 21,00 0,04 0,009 3,40 12,10 0,04 39,80 0,098
SJ-S-057 0,05 35,00 0,08 0,013 6,70 19,50 0,08 61,40 0,139
SJ-S-058 0,04 10,00 0,01 0,004 2,70 5,70 0,01 15,80 0,033
SJ-S-060 0,08 22,00 0,01 0,004 5,20 29,00 <0,01 15,90 0,062
SJ-S-061 0,03 24,00 0,02 0,011 2,70 22,00 0,01 17,80 0,033
SJ-S-062 0,03 33,00 0,04 0,012 3,50 24,50 0,03 26,20 0,033
SJ-S-063 0,05 27,00 0,02 0,008 2,30 17,20 0,01 13,80 0,050
SJ-S-064 0,02 49,00 0,05 0,007 2,80 14,90 0,05 31,40 0,072
SJ-S-065 0,03 122,00 0,10 0,011 5,70 25,30 0,13 41,80 0,100
SJ-S-066 0,04 247,00 0,05 0,009 5,20 42,10 0,06 72,70 0,244
SJ-S-067 0,04 128,00 0,04 0,008 4,50 26,00 0,07 34,90 0,137
SJ-S-068 <0,02 154,00 0,09 0,009 5,00 42,10 0,07 57,90 0,154
SJ-S-069 <0,02 60,00 0,03 0,004 2,00 14,40 0,03 33,20 0,085
SJ-S-070 <0,02 47,00 0,05 0,007 3,50 18,10 0,04 31,60 0,061
SJ-S-071 0,14 425,00 0,02 0,012 4,00 96,70 0,01 10,30 0,316
SJ-S-072 < 0,02 8,00 0,01 0,003 4,60 4,10 0,04 42,30 0,021
SJ-S-073 0,03 3,00 < 0,01 0,001 5,10 3,20 < 0,01 13,40 0,009
SJ-S-074 < 0,02 < 2,00 < 0,01 0,001 0,90 3,90 < 0,01 15,70 0,004
SJ-S-075 < 0,02 < 2,00 < 0,01 0,002 1,00 6,30 < 0,01 14,40 0,002
SJ-S-076 0,02 6,00 < 0,01 0,001 0,70 2,30 < 0,01 12,70 0,004
SJ-S-077 <0,02 <2,00 <0,01 0,001 1,00 <0,50 <0,01 2,90 0,004
SJ-S-078 <0,02 2,00 0,01 0,002 2,20 0,90 0,01 5,30 0,004
SJ-S-079 <0,02 2,00 <0,01 0,001 2,00 1,00 0,01 5,40 0,005
SJ-S-080 <0,02 3,00 <0,01 0,001 2,50 1,70 0,01 13,40 0,008
SJ-S-081 <0,02 2,00 0,01 0,002 5,00 1,60 0,01 13,00 0,006
SJ-S-082 <0,02 2,00 <0,01 0,001 2,60 0,80 <0,01 4,10 0,008
SJ-S-083 <0,02 2,00 0,01 0,002 4,30 2,10 0,01 12,40 0,007
SJ-S-084 <0,02 12,00 0,02 0,004 3,30 4,70 0,02 20,90 0,020
SJ-S-085 <0,02 3,00 <0,01 0,002 2,20 1,50 <0,01 9,40 0,007
SJ-S-086 <0,02 8,00 0,01 0,002 4,40 2,60 0,01 11,60 0,016
SJ-S-087 <0,02 8,00 0,01 0,004 6,00 3,40 0,02 16,70 0,016
SJ-S-088 0,03 4,00 0,01 0,005 13,00 2,80 0,02 17,50 0,008
SJ-S-089 <0,02 3,00 <0,01 0,002 2,20 1,90 0,01 11,30 0,007
SJ-S-090 <0,02 5,00 0,01 0,002 1,10 1,80 0,01 9,00 0,010
SJ-S-091 0,03 7,00 0,02 0,006 10,70 5,60 0,06 26,30 0,016
SJ-S-092 <0,02 3,00 <0,01 0,001 <0,50 0,90 <0,01 3,70 0,004
SJ-S-093 0,03 7,00 0,02 0,008 12,30 5,50 0,03 28,20 0,020
125
CPRM - Programa Geologia do Brasil
ELEMENTOS B Al Na K W Sc Tl S Hg
AMOSTRAS (ppm) (%) (%) (%) (ppm) (ppm) (ppm) (%) (ppb)
SJ-S-038 < 1,00 0,09 < 0,001 0,01 < 0,10 0,30 < 0,02 < 0,01 < 5,00
SJ-S-041 < 1,00 0,13 0,001 0,01 < 0,10 0,30 < 0,02 0,01 5,00
SJ-S-043 < 1,00 0,10 < 0,001 0,01 < 0,10 0,20 < 0,02 < 0,01 < 5,00
SJ-S-044 < 1,00 0,05 < 0,001 0,01 < 0,10 0,20 < 0,02 0,01 < 5,00
SJ-S-047 < 1,00 0,22 0,002 0,03 < 0,10 0,60 0,02 < 0,01 < 5,00
SJ-S-048 < 1,00 0,31 0,004 0,06 < 0,10 1,00 0,05 < 0,01 < 5,00
SJ-S-049 < 1,00 0,07 < 0,001 0,01 < 0,10 0,20 < 0,02 0,01 < 5,00
SJ-S-051 2,00 0,51 0,004 0,04 < 0,10 1,90 0,05 < 0,01 5,00
SJ-S-052 < 1,00 0,10 < 0,001 < 0,01 < 0,10 0,30 < 0,02 < 0,01 < 5,00
SJ-S-053 <1,00 0,07 <0,001 0,01 <0,10 0,30 <0,02 0,02 7,00
SJ-S-054 <1,00 0,22 0,002 0,01 <0,10 2,20 0,02 0,02 <5,00
SJ-S-055 <1,00 0,14 0,001 0,02 <0,10 1,10 0,02 0,01 6,00
SJ-S-056 < 1,00 0,35 0,006 0,02 < 0,10 1,90 0,02 < 0,01 < 5,00
SJ-S-057 1,00 0,62 0,006 0,03 < 0,10 3,00 0,03 < 0,01 5,00
SJ-S-058 <1,00 0,08 0,001 <0,01 <0,10 1,20 <0,02 <0,01 21,00
SJ-S-060 <1,00 0,06 <0,001 <0,01 <0,10 2,80 <0,02 0,01 31,00
SJ-S-061 1,00 0,21 0,001 <0,01 <0,10 2,90 <0,02 0,02 <5,00
SJ-S-062 1,00 0,29 0,001 0,01 <0,10 3,10 0,02 <0,01 15,00
SJ-S-063 <1,00 0,15 0,001 <0,01 <0,10 2,40 <0,02 <0,01 7,00
SJ-S-064 <1,00 0,30 0,003 0,01 <0,10 2,50 0,02 <0,01 16,00
SJ-S-065 1,00 0,93 0,006 0,03 <0,10 7,00 0,04 <0,01 5,00
SJ-S-066 1,00 0,77 0,002 0,01 <0,10 7,80 0,05 <0,01 12,00
SJ-S-067 1,00 0,38 0,002 0,02 <0,10 3,50 0,03 <0,01 8,00
SJ-S-068 <1,00 0,70 0,005 <0,01 <0,10 8,10 <0,02 <0,01 9,00
SJ-S-069 <1,00 0,25 0,002 <0,01 <0,10 2,70 <0,02 <0,01 <5,00
SJ-S-070 <1,00 0,34 0,002 0,01 <0,10 3,80 0,02 <0,01 9,00
SJ-S-071 <1,00 4,76 <0,001 <0,01 <0,10 33,00 <0,02 <0,01 27,00
SJ-S-072 1,00 0,24 0,002 0,03 < 0,10 0,60 0,05 < 0,01 < 5,00
SJ-S-073 < 1,00 0,10 < 0,001 < 0,01 < 0,10 0,20 < 0,02 < 0,01 6,00
SJ-S-074 < 1,00 0,05 < 0,001 < 0,01 < 0,10 0,10 < 0,02 < 0,01 < 5,00
SJ-S-075 < 1,00 0,06 < 0,001 < 0,01 < 0,10 0,10 < 0,02 0,01 < 5,00
SJ-S-076 < 1,00 0,11 0,001 < 0,01 < 0,10 0,30 < 0,02 0,01 5,00
SJ-S-077 <1,00 0,03 <0,001 <0,01 <0,10 0,10 <0,02 <0,01 11,00
SJ-S-078 <1,00 0,06 <0,001 0,01 <0,10 0,30 <0,02 0,01 7,00
SJ-S-079 <1,00 0,06 <0,001 0,01 <0,10 0,20 <0,02 0,01 8,00
SJ-S-080 <1,00 0,08 <0,001 0,01 <0,10 0,40 0,02 0,01 7,00
SJ-S-081 <1,00 0,10 <0,001 0,01 <0,10 0,30 0,03 0,02 5,00
SJ-S-082 <1,00 0,06 <0,001 <0,01 <0,10 0,20 <0,02 0,01 8,00
SJ-S-083 <1,00 0,07 <0,001 0,01 <0,10 0,30 0,02 0,04 6,00
SJ-S-084 <1,00 0,17 0,001 0,01 <0,10 1,30 0,02 0,01 6,00
SJ-S-085 <1,00 0,06 <0,001 <0,01 <0,10 0,30 0,02 0,02 5,00
SJ-S-086 <1,00 0,09 0,001 0,01 <0,10 0,60 <0,02 0,01 <5,00
SJ-S-087 <1,00 0,12 0,001 0,01 <0,10 0,80 0,02 0,03 13,00
SJ-S-088 1,00 0,12 0,001 0,02 <0,10 0,50 0,04 <0,01 <5,00
SJ-S-089 <1,00 0,08 <0,001 0,01 <0,10 0,30 0,02 0,01 <5,00
SJ-S-090 <1,00 0,06 <0,001 <0,01 <0,10 0,40 0,02 <0,01 5,00
SJ-S-091 <1,00 0,21 0,001 0,05 <0,10 0,70 0,05 <0,01 <5,00
SJ-S-092 1,00 0,07 <0,001 <0,01 <0,10 0,20 <0,02 <0,01 20,00
SJ-S-093 <1,00 0,16 0,001 0,02 <0,10 0,80 0,04 <0,01 <5,00
126
Geologia e Recursos Minerais da Folha Vilhena
ELEMENTOS Se Te Ga Cs Ge Hf Nb Rb Sn
AMOSTRAS (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm)
SJ-S-038 < 0,10 < 0,02 0,30 0,07 < 0,10 <0,02 0,11 0,70 0,10
SJ-S-041 < 0,10 < 0,02 0,50 0,13 < 0,10 0,03 0,17 1,30 0,10
SJ-S-043 < 0,10 < 0,02 0,40 0,10 < 0,10 <0,02 0,19 0,70 0,10
SJ-S-044 < 0,10 < 0,02 0,30 0,07 < 0,10 0,02 0,15 0,50 0,10
SJ-S-047 < 0,10 < 0,02 0,70 0,16 < 0,10 0,04 0,17 2,50 0,10
SJ-S-048 0,10 < 0,02 1,20 0,25 0,10 0,08 0,31 5,00 0,30
SJ-S-049 < 0,10 < 0,02 0,30 0,10 < 0,10 0,02 0,17 0,80 0,10
SJ-S-051 < 0,10 < 0,02 1,80 0,23 < 0,10 0,11 0,19 4,10 0,40
SJ-S-052 < 0,10 < 0,02 0,40 0,04 < 0,10 0,03 0,10 0,30 0,10
SJ-S-053 0,10 <0,02 0,40 0,11 <0,10 <0,20 0,08 0,70 0,10
SJ-S-054 0,10 <0,02 1,40 0,08 <0,10 0,04 0,12 1,30 0,30
SJ-S-055 0,10 <0,02 0,80 0,09 <0,10 0,02 0,08 2,20 0,20
SJ-S-056 0,10 < 0,02 1,30 0,12 < 0,10 0,09 0,13 2,20 0,30
SJ-S-057 0,10 < 0,02 2,10 0,18 < 0,10 0,15 0,11 3,70 0,30
SJ-S-058 0,10 <0,02 0,50 0,07 <0,10 0,05 0,07 0,30 0,30
SJ-S-060 0,10 <0,02 0,70 0,06 <0,10 0,05 0,05 0,10 0,70
SJ-S-061 0,10 <0,02 1,30 0,14 <0,10 0,04 0,07 0,60 0,30
SJ-S-062 0,10 <0,02 1,50 0,24 <0,10 0,03 0,05 1,90 0,20
SJ-S-063 0,10 <0,02 1,50 0,11 <0,10 0,03 0,08 0,50 0,50
SJ-S-064 0,10 <0,02 1,70 0,23 <0,10 0,04 0,10 1,80 0,30
SJ-S-065 0,10 <0,02 4,40 0,46 <0,10 0,17 0,16 4,00 0,50
SJ-S-066 0,10 <0,02 5,50 0,32 <0,10 0,20 0,09 2,20 0,80
SJ-S-067 0,10 <0,02 2,90 0,34 <0,10 0,10 0,15 2,70 0,60
SJ-S-068 0,10 <0,02 4,30 0,10 <0,10 0,17 0,07 0,50 0,40
SJ-S-069 0,10 <0,02 1,60 0,08 <0,10 0,08 0,07 0,30 0,20
SJ-S-070 0,10 <0,02 1,90 0,20 <0,10 0,08 0,08 1,30 0,20
SJ-S-071 0,10 <0,02 20,40 0,10 0,10 1,42 0,10 0,30 1,30
SJ-S-072 < 0,10 < 0,02 0,80 0,32 < 0,10 0,04 0,13 2,60 0,10
SJ-S-073 < 0,10 < 0,02 0,60 0,01 < 0,10 0,06 0,12 0,10 0,10
SJ-S-074 < 0,10 < 0,02 0,20 0,02 < 0,10 0,03 0,06 0,10 0,10
SJ-S-075 < 0,10 < 0,02 0,20 0,01 < 0,10 0,02 0,04 <0,10 <0,10
SJ-S-076 < 0,10 < 0,02 0,50 0,01 < 0,10 0,04 0,08 <0,10 0,10
SJ-S-077 0,10 <0,02 0,30 0,08 <0,10 <0,20 0,06 0,20 0,10
SJ-S-078 0,10 <0,02 0,40 0,12 <0,10 <0,20 0,08 1,00 0,10
SJ-S-079 0,10 <0,02 0,40 0,13 <0,10 <0,20 0,06 0,70 0,10
SJ-S-080 0,10 <0,02 0,40 0,23 <0,10 <0,20 0,07 0,90 0,10
SJ-S-081 0,10 <0,02 0,50 0,23 <0,10 <0,20 0,14 1,90 0,10
SJ-S-082 0,10 <0,02 0,30 0,09 <0,10 <0,20 0,12 0,50 0,10
SJ-S-083 0,10 <0,02 0,40 0,18 <0,10 <0,20 0,09 1,20 0,10
SJ-S-084 0,10 <0,02 0,80 0,23 <0,10 0,03 0,10 1,60 0,20
SJ-S-085 0,10 <0,02 0,30 0,12 <0,10 <0,20 0,08 0,30 0,10
SJ-S-086 0,10 <0,02 0,50 0,15 <0,10 0,02 0,09 1,00 0,10
SJ-S-087 0,10 <0,02 0,60 0,18 <0,10 <0,20 0,10 1,30 0,10
SJ-S-088 0,10 <0,02 0,60 0,17 <0,10 0,02 0,16 2,80 0,20
SJ-S-089 0,10 <0,02 0,40 0,15 <0,10 <0,20 0,06 0,90 0,10
SJ-S-090 0,10 <0,02 0,40 0,12 <0,10 0,02 0,06 0,50 0,10
SJ-S-091 0,10 <0,02 0,90 0,36 <0,10 0,05 0,31 7,10 0,30
SJ-S-092 0,10 <0,02 0,30 0,07 <0,10 <0,20 0,05 0,50 0,10
SJ-S-093 0,10 <0,02 0,80 0,16 <0,10 0,03 0,16 3,40 0,20
127
CPRM - Programa Geologia do Brasil
ELEMENTOS Ta Zr Y Ce In Re Be Li Pd
AMOSTRAS (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppm) (ppb) (ppm) (ppm) (ppb)
SJ-S-041 <0,05 1,40 2,34 14,90 <0,02 <1,00 <0,10 0,30 <10,00
SJ-S-043 <0,05 1,00 1,40 7,10 <0,02 1,00 <0,10 0,30 <10,00
SJ-S-044 <0,05 0,90 1,49 9,70 <0,02 <1,00 <0,10 0,10 <10,00
SJ-S-047 <0,05 1,60 1,62 8,40 <0,02 <1,00 0,10 1,10 <10,00
SJ-S-048 <0,05 3,20 7,01 75,80 <0,02 <1,00 0,20 3,20 <10,00
SJ-S-049 <0,05 0,70 1,33 7,10 <0,02 <1,00 <0,10 0,20 <10,00
SJ-S-051 <0,05 3,70 3,27 16,90 0,02 1,00 0,20 2,20 <10,00
SJ-S-052 <0,05 0,90 1,00 6,70 <0,02 <1,00 <0,10 0,20 <10,00
SJ-S-053 <0,50 0,80 0,86 6,00 <0,20 <1,00 <0,10 0,20 <10,00
SJ-S-054 <0,50 2,50 2,16 5,20 <0,20 <1,00 0,10 0,80 <10,00
SJ-S-055 <0,50 1,50 2,40 5,20 <0,20 1,00 <0,10 0,70 <10,00
SJ-S-056 <0,05 3,10 3,27 7,30 0,02 <1,00 0,20 1,20 <10,00
SJ-S-057 <0,05 4,30 4,54 14,10 0,02 <1,00 0,10 2,30 <10,00
SJ-S-058 <0,50 1,80 3,24 5,60 0,02 <1,00 0,10 0,30 <10,00
SJ-S-060 <0,50 1,70 2,63 11,10 0,04 <1,00 0,10 0,30 <10,00
SJ-S-061 <0,50 1,20 2,46 6,30 0,02 <1,00 0,10 0,90 <10,00
SJ-S-062 <0,50 1,30 4,00 7,50 0,02 <1,00 0,20 1,10 <10,00
SJ-S-063 <0,50 1,30 1,79 5,30 0,03 1,00 <0,10 0,50 <10,00
SJ-S-064 <0,50 1,90 2,74 5,90 0,02 <1,00 0,10 1,30 <10,00
SJ-S-065 <0,50 6,60 4,86 11,90 0,02 <1,00 0,20 3,40 <10,00
SJ-S-066 <0,50 6,20 6,08 10,20 0,03 <1,00 0,10 2,90 <10,00
SJ-S-067 <0,50 3,90 3,47 9,20 0,02 <1,00 0,10 2,60 <10,00
SJ-S-068 <0,50 6,50 6,06 9,80 0,03 1,00 0,20 1,80 <10,00
SJ-S-069 <0,50 3,00 2,55 3,90 <0,20 <1,00 <0,10 0,90 <10,00
SJ-S-070 <0,50 3,20 3,44 6,90 <0,20 <1,00 0,10 1,50 <10,00
SJ-S-071 <0,50 51,20 6,16 18,50 0,08 <1,00 0,20 1,10 18,00
SJ-S-072 <0,05 2,00 2,16 7,20 <0,02 <1,00 0,10 1,10 <10,00
SJ-S-073 <0,05 2,80 1,27 8,40 <0,02 <1,00 <0,10 <0,10 <10,00
SJ-S-074 <0,05 1,40 0,53 1,50 <0,02 1,00 <0,10 0,10 <10,00
SJ-S-075 <0,05 0,80 0,34 1,70 <0,02 <1,00 <0,10 <0,10 <10,00
SJ-S-076 <0,05 1,50 0,24 1,30 <0,02 <1,00 <0,10 0,10 <10,00
SJ-S-077 <0,50 0,20 0,58 1,50 <0,20 <1,00 <0,10 0,10 <10,00
SJ-S-078 <0,50 0,40 1,06 3,40 <0,20 <1,00 <0,10 0,30 <10,00
SJ-S-079 <0,50 0,30 0,83 2,90 <0,20 <1,00 0,10 0,30 <10,00
SJ-S-080 <0,50 0,60 1,10 4,10 <0,20 <1,00 <0,10 0,40 <10,00
SJ-S-081 <0,50 0,50 2,50 7,20 <0,20 <1,00 <0,10 0,70 <10,00
SJ-S-082 <0,50 0,40 1,02 3,80 <0,20 <1,00 0,10 0,10 <10,00
SJ-S-083 <0,50 0,70 1,34 7,10 <0,20 <1,00 <0,10 0,80 <10,00
SJ-S-084 <0,50 1,60 1,93 6,10 <0,20 <1,00 0,10 0,80 <10,00
SJ-S-085 <0,50 0,30 1,08 3,40 <0,20 <1,00 <0,10 0,20 <10,00
SJ-S-086 <0,50 1,00 1,36 7,90 <0,20 <1,00 <0,10 0,50 <10,00
SJ-S-087 <0,50 1,00 2,02 11,10 <0,20 <1,00 <0,10 0,60 <10,00
SJ-S-088 <0,50 1,20 3,51 24,90 <0,20 <1,00 0,10 0,90 <10,00
SJ-S-089 <0,50 0,50 1,06 3,90 <0,20 <1,00 <0,10 0,40 <10,00
SJ-S-090 <0,50 0,70 0,56 2,20 <0,20 <1,00 0,10 0,20 <10,00
SJ-S-091 <0,50 2,00 3,75 21,20 <0,20 <1,00 0,20 2,40 <10,00
SJ-S-092 <0,50 0,40 0,14 0,50 <0,20 <1,00 <0,10 0,10 <10,00
SJ-S-093 <0,50 1,60 5,15 25,00 <0,20 <1,00 0,10 0,80 <10,00
128
A elaboração do mapa geológico da Folha Vilhena, na GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS Cartografia da Amazônia
SD.20-X-B
escala 1:250.000, resulta de uma ação do Serviço DA FOLHA FOLHA VILHENA
Geológico do Brasil – CPRM, empresa pública vinculada à
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação
Levantamentos Geológicos Básicos
Escala: 1:250.000
Mineral, do Ministério de Minas e Energia, em parceria
com as Forças Armadas, cujo objetivo é o de levantar
informações no chamado vazio cartográfico da Amazônia,
com ênfase nas cartografias terrestre, náutica e geológica, ESTADO DE RONDÔNIA
insumos estratégicos e de suporte ao planejamento de
políticas públicas, defesa nacional e execução de projetos GEOLOGIA E RECURSOS MINERAIS DA
de infraestrutura a serem desenvolvidos na região.
SECRETARIA DE
GEOLOGIA, MINERAÇÃO MINISTÉRIO DE
E TRANSFORMAÇÃO MINERAL MINAS E ENERGIA