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TEXTO COMPLEMENTAR

Disciplina: Contabilidade Financeira


Professora: Márcia Soares de Almeida

Contabilidade Financeira está relacionada as análises dos relatórios financeiros é o


conjunto de informações contábeis que fornecem dados (como vendas, despesas,
compras, margem) para avaliação da dinâmica empresarial de resultados.

A contabilidade Financeira sintetiza a aplicação da matéria contábil em conformidade


com a proposta teórica e prática de origem anglo-americana (financial accounting)
surgiu em meados do século XX, direcionado para gestão financeira do capital
aplicado da entidade e a elaboração das demonstrações financeiras mediante
princípios de contabilidade aceitos (GAAP’s).

Na contabilidade financeira denominada “demonstrações financeiras” podemos


destacar: Gestão Financeira e Gerencial.

A contabilidade financeira baseia-se principalmente em três relatórios: Balanço


Patrimonial, Demonstrativo de Resultados de Exercício (DRE) e Demonstrativo de
Fluxo de Caixa (DFC). Eles revelam aos interessados a saúde da empresa em
termos econômicos, financeiros e patrimoniais.

A escrituração contábil, assim como os relatórios e demonstrativos preparados pela


contabilidade, são emitidos em moeda de origem, ou seja, o caráter financeiro está
intrínseco à contabilidade.

As análises das demonstrações financeiras são fundamentais para tomada de


decisões dos gestores nas empresas. Toda contabilidade pode ser considerada
financeira, visto que suas informações são expressas em termos monetários.

Outra característica que remete a essa denominação é o fato de que o Balanço


Patrimonial, uma das três principais demonstrações financeiras de uma empresa,
“representa a fotografia dos investimentos (ativo) e do financiamento desses
investimentos (passivo e patrimônio líquido) em uma data específica”.

A Contabilidade Financeira é voltada para fins externos. As informações contábeis


são apresentadas para:

 Instituições financeiras;
 Governo;
 Acionistas;
 Investidores;
 Fornecedores
Contabilidade Financeira no Processo Decisório

Administração é o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e


utilização de recursos; objetivos, decisões e recursos são palavras-chave na
definição do conceito de administração. Administrar é sinônimo de tomar decisões e
é do que se ocupa o administrador no exercício diário de suas funções.

A decisão pode ser considerada como um curso de ação por aquele que decide, que
optou por determinado caminho por entender ser o mais eficiente naquele momento
para alcançar seus objetivos; é a melhor maneira de resolver um problema.

A importância dos Relatórios Contábeis e Financeiros

Os documentos gerenciais sobre um negócio são tão importantes para questões


internas quanto externas.

Internamente, a gestão deve orientar a empresa a resultados, avaliar o desempenho


dela, controlar as finanças e ditar para crescimento empresarial no segmento
atuante.

Para tudo isso são necessários dados confiáveis, relevantes e atualizados, que
servem de suporte para tomada de decisões estratégicas.

1. Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC)

Na contabilidade, o DFC apenas é de elaboração legalmente obrigatória para


empresas de capital aberto e para negócios com patrimônio líquido de R$ 2 milhões
ou mais. Porém, mesmo não sendo uma obrigação é interessante elaborar e manter
o relatório atualizado.

O fluxo de caixa é uma ferramenta gerencial e de controle das finanças que registra
exatamente todas as ocorrências de suas contas com exatidão em números e datas
com frequência. Dessa forma, permite aos responsáveis acompanharem de perto o
que ocorre com o dinheiro do negócio.

De maneira simples, é composto por entradas, saídas e saldos. Mas pode-se


adicionar o saldo operacional, um resultado obtido pelas entradas menos as saídas
do período específico, para além de acompanhar os valores registrar o progresso do
caixa.

Também é importante fazer a projeção do fluxo de caixa, com base em dados,


documentos e meses anteriores, para prever o capital de giro da empresa no curto e
médio prazo. Assim, decisões sobre investimentos ou planos de prevenção podem
ser tomadas antecipadamente para ações mais eficientes.
A Demonstração do Fluxo de Caixa – DFC, surgiu através da NBC T.3.8 do CFC, da
NPC 20 do IBRACON, NIC 7 do IASB, CPC 03 (R2) e tem como finalidade:

a) Propiciar informações relevantes sobre a movimentação de entradas e saídas de


caixa da entidade em um determinado período;

b) Apresentar conciliação entre o resultado e o fluxo de caixa gerado pelas atividades


operacionais, bem como trazer informações sobre os efeitos dessas transações
operacionais e de outros eventos sobre o resultado;

c) Refletir as transações de caixa oriundas das atividades: Operacionais,


Investimentos e de financiamento.

O principal objetivo da Demonstração do Fluxo de Caixa é a de oferecer aos usuários


informações relevantes sobre a movimentação de entradas e saídas de caixa de uma
empresa em um determinado período ou exercício, no sentido de evidenciar/tornar
transparente a situação financeira da empresa.

A DFC visa focar o regime de caixa, não lhe sendo aplicável o princípio da
competência.

As informações sobre o fluxo de caixa de uma empresa são úteis para proporcionar
aos seus órgãos gestores e aos usuários das demonstrações contábeis:

a) Uma base para avaliar a capacidade da empresa gerar caixa e equivalentes


de caixa;

b) Se a empresa está gerando fluxos de caixa positivo ou negativo;

c) Demonstrar as necessidades da entidade de financiamento;

d) Demonstrar a origem e aplicação do dinheiro investido.

A DFC é composta dos fluxos de caixa provenientes das atividades operacionais,


de investimentos e de financiamento, visando fornecer ao usuário informações
sobre as alterações históricas de caixa e equivalentes de uma empresa e para
fins de planejamento financeiro.

Regra geral, a empresa elabora a DFC para evidenciar o Fluxo de Caixa


Realizado e o Fluxo de Caixa Projetado.

a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente de sua


realização em moeda;

b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos,


correspondentes a essas receitas e rendimentos.

2. Demonstração de Resultado do Exercício (DRE)


O DRE demonstra o resultado em lucro ou prejuízo obtido pelo negócio em
determinado período levando em consideração apenas as movimentações das
despesas, receitas e resultado anterior.

Diferentemente do fluxo de caixa, o Demonstrativo de Resultado é um documento


contábil de elaboração obrigatória a todas as empresas.

A DFC e DRE apuram os saldos com entradas e saídas, não são equivalentes, mas
sim complementares. Enquanto o DFC é somente um reflexo das movimentações
nas disponibilidades, o DRE evidencia de fato lucro ou prejuízo levando em conta
todos os resultados operacionais e não operacionais.

DRE tem como objetivo principal apresentar de forma vertical resumida o resultado
apurado em relação ao conjunto de operações realizadas num determinado período,
normalmente, de doze meses.

De acordo com a legislação mencionada, as empresas deverão na Demonstração do


Resultado do Exercício discriminar:

A receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e


os impostos;

A receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços


vendidos e o lucro bruto;

As despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as


despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

O lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;

O resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o


imposto;

As participações de debêntures, empregados, administradores e partes


beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou
fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como
despesa;

O lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

Na determinação da apuração do resultado do exercício serão computados em


obediência ao princípio da competência:

3. Balanço Patrimonial (BP)

O Balanço Patrimonial engloba o ativo e o passivo da escrituração contábil,


revelando o patrimônio líquido da empresa para realizar novos investimentos no
segmento atuante.
O termo "Balanço" origina-se do equilíbrio Ativo = Passivo + PL; Aplicações =
Origens; Bens + Direitos = Obrigações.

O Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos


controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros,
originados de eventos ocorridos.

O Passivo são escrituradas as obrigações da empresa, inclusive financiamentos para


aquisição de direitos do ativo não circulante, quando se vencerem no exercício
seguinte. No caso de o ciclo operacional da empresa ter duração maior que a do
exercício social, a concepção terá por base o prazo desse ciclo.

Patrimônio Líquido é a diferença entre o valor dos ativos e dos passivos. É


constituído por Capital Social, Reservas de Capital, Ajustes de Avaliação Patrimonial,
Reservas de Lucros.

Balanço Patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar, qualitativa e


quantitativamente, numa determinada data, a posição patrimonial e financeira da
Entidade.

No balanço patrimonial, as contas deverão ser classificadas segundo os elementos


do patrimônio que registrem e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a
análise da situação financeira da empresa.

O Balanço Patrimonial é constituído pelo:

- Ativo compreende os bens, os direitos e as demais aplicações de recursos


controlados pela entidade, capazes de gerar benefícios econômicos futuros,
originados de eventos ocorridos.

- Passivo compreende as origens de recursos representados pelas obrigações para


com terceiros, resultantes de eventos ocorridos que exigirão ativos para a sua
liquidação.

- Patrimônio Líquido compreende os recursos próprios da Entidade, e seu valor é a


diferença positiva entre o valor do Ativo e o valor do Passivo.

4. Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)

Esse relatório acompanha o patrimônio líquido, de maneira mais focada


apresentando seus resultados e os componentes que os produziram, como ganho de
lucro, ocorrência de prejuízo e valorização ou desvalorização de ativos.

Apesar de o relatório citado anteriormente também referir-se à situação patrimonial, o


DMPL é o documento mais completo para acompanhamento e análise do patrimônio
líquido.

A elaboração da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) é


facultativa e, de acordo com o artigo 186, parágrafo 2º, da Lei das S/A,
a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) poderá ser incluída
nesta demonstração.

A DMPL uma demonstração mais completa e abrangente, já que evidencia a


movimentação de todas as contas do Patrimônio Líquido durante o exercício social,
inclusive a formação e utilização das reservas não derivadas do lucro.

As contas que formam o Patrimônio Líquido podem sofrer variações por inúmeros
motivos, tais como:

1 - Itens que afetam o patrimônio total:

a) acréscimo pelo lucro ou redução pelo prejuízo líquido do exercício;

b) redução por dividendos;

c) acréscimo por reavaliação de ativos (quando o resultado for credor);

d) acréscimo por doações e subvenções para investimentos recebidos;

e) acréscimo por subscrição e integralização de capital;

f) acréscimo pelo recebimento de valor que exceda o valor nominal das ações
integralizadas ou o preço de emissão das ações sem valor nominal;

g) acréscimo pelo valor da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;

h) acréscimo por prêmio recebido na emissão de debêntures;

i) redução por ações próprias adquiridas ou acréscimo por sua venda;

j) acréscimo ou redução por ajuste de exercícios anteriores.

2 - Itens que não afetam o total do patrimônio:

a) aumento de capital com utilização de lucros e reservas;

b) apropriações do lucro líquido do exercício reduzindo a conta Lucros Acumulados


para formação de reservas, como Reserva Legal, Reserva de Lucros a
Realizar, Reservas para Contingências e outras;

c) reversões de reservas patrimoniais para a conta de Lucros ou Prejuízos


acumulados;

d) compensação de Prejuízos com Reservas.

5. Relatórios de indicadores financeiros


Primeiramente, a importância de estabelecer indicadores financeiros está no fato de
orientar a gestão a resultados e analisar o desempenho, no geral e por critérios
específicos, a partir de dados confiáveis, exatos e relevantes.

Para isso, a empresa pode criar um modelo de relatório unificando todos os


indicadores estabelecidos, personalizar seus principais relatórios contábeis e
financeiros para visualizá-los ou extrair os resultados dos indicadores da sua
documentação padrão.

As melhores soluções de indicadores financeiros é personalizar os relatórios


extraídos periodicamente ou criar um direcionado apenas aos objetivos de visualizar
indicadores, como um dashboard de KPIs estão focados em como a tarefa é
realizada, medindo seu desempenho e se estão conseguindo atingir os
objetivos determinados. Esse indicador deve ser quantificável por meio de um índice
(normalmente representado por um número) que retrate o andamento do processo
como um todo ou em parte. Assim, se torna mais fácil obter respostas na
visualização dos números e relacioná-los entre si para constatar causas,
consequências e ligações. Os KPIs fazem parte de um contexto maior, eles são
elementos fundamentais na gestão do desempenho corporativo.

De qualquer forma, defini-los e acompanhá-los é fundamental para o bom andamento


da gestão empresarial e financeira e também para medir e orientar o crescimento
operacional da empresa.

Medir e monitorar o desempenho do negócio é crítico, mas escolher os indicadores


de desempenho-chave errados pode ser prejudicial. KPIs pouco estruturados, ou
KPIs que são muito difíceis, caros para obter a informação, ou para monitorar
regularmente, são alguns exemplos.

Os KPIs certos para sua empresa precisam ser:

Alinhados

Alcançáveis

Incisivos

Precisos

Acionáveis

Vivos
Depois de selecionar seus principais indicadores de desempenho, é importante que a
“ficha técnica” de cada um deles esteja claramente definida. Uma definição completa
do indicador evita futuros mal-entendidos sobre suas informações.

A “ficha técnica” de um indicador precisa conter pelo menos:

Objetivo

Nome

Definição

Frequência

Fonte/fórmula

Responsável.

Indicadores de Capacidade: Relação entre a quantidade que se pode produzir e o


tempo para que isso ocorra.

Indicadores de Produtividade: Relação entre as saídas geradas por um trabalho e os


recursos utilizados para isso.

Indicadores de Qualidade: Relação entre as saídas totais, (tudo que foi produzido) e
as saídas adequadas ao uso, isto é, sem defeitos ou inconformidades.

Indicadores de Lucratividade: Relação percentual entre o lucro e as vendas totais.

Indicadores de Rentabilidade: Relação percentual entre o lucro e o investimento feito


na empresa.

Indicadores de Competitividade: Relação da empresa com a concorrência.

Indicadores de Efetividade: Efetividade é a conjugação da eficácia com a eficiência.

Indicadores de Valor: Relação entre o valor percebido ao se receber algo (um


produto, por exemplo) e o valor efetivamente despendido para a obtenção do que se
recebeu.

Tipos de indicadores de desempenho de processos

Indicadores de Eficiência

Indicadores de Eficácia

Indicadores de Capacidade

Indicadores de Produtividade
Indicadores de Qualidade

Indicadores de Lucratividade

Indicadores de Rentabilidade

Indicadores de Competitividade

Indicadores de Efetividade

Indicadores de Valor

Indicadores de eficiência x indicadores de eficácia

Eficácia é a relação entre os resultados obtidos e os resultados pretendidos: fazer da


melhor maneira, isto é: atingir os resultados esperados

Eficiência é relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados: fazer da


melhor maneira utilizando a menor quantidade possível de recursos

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