UNIVERSIDADE PITÁGORAS
DALVÂNIA UNOPAR
APARECIDA ANHANGUERA
ALMEIDA ROCHA
PEDAGOGIA LICENCIATURA
DALVÂNIA APARECIDA ALMEIDA ROCHA
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS – IDENTIDADE DOCENTE
SÃO FRANCISCO
2024
PRÁTICAS PEDAGÓGICAS – IDENTIDADE DOCENTE
Trabalho apresentado ao Curso de Licenciatura
em Pedagogia da UNOPAR, ANHANGUERA,
PÍTAGORAS como requisito parcial para a
obtenção de média semestral. Disciplina:
Práticas Pedagógicas: Identidade docente
SÃO FRANCISCO
2024
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO..........................................................................................4
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................5
4 REFERÊNCIAS.................................................................................................... 6
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1 INTRODUÇÃO
A vida em geral é uma troca que dura a vida toda, o indivíduo aprende com
os pais, que aprenderam com os avós e depois passaram para os filhos. Seguindo
esse pensamento, assim é o trabalho do professor, ele aprende, ele ensina.
É claro que hoje a forma de ensinar é muito diferente de alguns anos atrás,
isso porque, com o passar dos anos, um lado humano e hospitaleiro se formou na
sala de aula, e o professor responsável pelo ensino passou a ser um mediador do
conhecimento.
O educador tem que ter um olhar mais atento não só à capacidade do aluno de
adquirir conhecimentos, mas também de cuidar do seu desenvolvimento pessoal e
do seu bem-estar e perceber qual a melhor didática a se usar com os alunos em
sala de aula.
A formação de professores é um dos pilares fundamentais da educação, sendo
responsável por preparar os profissionais que irão guiar e inspirar as futuras
gerações. No entanto, esse campo tem enfrentado uma série de desafios e críticas
ao longo dos anos, levantando questões sobre a eficácia dos modelos de formação
existentes e a necessidade de adaptação às demandas da sociedade
contemporânea.
Nesse contexto, António Nóvoa, destacado pesquisador e educador português,
tem sido uma voz proeminente na defesa de uma abordagem mais reflexiva,
colaborativa e holística da formação docente. Suas ideias e propostas oferecem
insights valiosos para repensar e reconstruir a formação de professores, visando
promover uma educação de qualidade e equitativa para todos.
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2 DESENVOLVIMENTO
Compreendendo as atividades propostas para a presente disciplina, foi
analisado o estudo realizado pelas pesquisadoras Eliane Paganini da Silva e Cilene
Ribeiro de Sá Leite Charkur. Neste escrito, denominado “A Tomada de Consciência
da Crise de Identidade Profissional em Professores do Ensino Fundamental”, as
autoras realizam um estudo in loco escolar indagando docentes de determinada
escola paulista. Esses questionamentos tem como base mapear o cotidiano da
prática docente e, principalmente, adentrar a visão de si que o professor possui. Em
contraponto temos a entrevista realizada em 2022 pelos docentes Maria Lúcia
Resende Lomba e Luciano Mendes Faria Filho ao renomado pesquisador português
António Nóvoa.
Podemos aqui estabelecer um contraponto, como dito anteriormente, pois,
apesar das ideias gerais de ambos os textos corroborarem entre si, ou seja, ambos
apontam o problema da identidade docente que enfrentamos atualmente, na
entrevista, como acadêmico experiente e embaixador da UNESCO, Nóvoa procura
mitigar a problemática indenitária em que a profissão caminha.
De certa forma podemos considerar que a entrevista exposta na revista Educar
sob o título “Os professores e sua formação profissional: entrevista com António
Nóvoa”, consegue responder e dialogar com anseios levantados na outra pesquisa,
realizada dentro do chão da escola. Silva e Chakur trazem uma breve observação
sobre a formação das identidades pessoais de cada indivíduo, e apesar da ênfase
na fase infantil, elas expõem que esse processo não se limita a esta etapa, mas sim
caminha ao lado do ser humano por todas as suas vivências.
Já Nóvoa em sua entrevista aponta para a importância da formação continuada
para a prática docente, salientando que é necessário não obrigar todos a colaborar,
mas permitir que haja diálogo entre as práticas em sala de aulas, tão únicas quanto
qualquer docente, e que assim chegaremos a um estado de maior compreensão da
profissão, compartilhando experiências e compreendendo melhor o papel que cada
indivíduo pode desempenhar frente a árdua tarefa de lecionar.
Seguindo para a análise da Educar em Revista – Os Professores e sua
Formação Profissional: Entrevista com Antônio Nóvoa, já percebemos uma clareza
de informações tanto aos processos que julga serem benéficos ou prejudiciais,
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quando falamos de formação do docente, em âmbito inicial e continuado, quanto ao
conhecimento que este profissional precisa estar em constante busca, para poder
restar alinhado com o mundo em que vivemos atualmente. “Num futuro próximo,
grande parte do futuro da educação estará decidido. Não podemos ficar indiferentes,
contribuindo assim para o abandono de uma visão pública e comum e para o triunfo
de perspectivas individualistas e consumistas da educação. Não é só o futuro da
escola está em jogo, mas também o futuro da nossa humanidade comum.'
Os professores nunca tiveram um papel tão importante como hoje na construção
de uma sociedade, mas é fundamental que abracem a ideia e se adaptem às novas
jornadas que o mundo moderno lhes oferece, a partir das quais aprendam a utilizar
esse conhecimento historicamente construído e diariamente educado todos os dias
sobre este tema.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após a análise dos textos propostos é possível analisar a charge de Charlie
Brown com muito mais critério. O humor da situação se dá sob o mesmo
questionamento abordado nos textos presentes na atividade: “O que faz um
professor?”
Podemos concordar com os autores e descrever uma forma muito mais
complexo para responder esta questão, passando pelas problemáticas que a
profissão enfrenta com as mudanças na sociedade. O papel do professor como
detentor de conhecimento é verdadeiramente difundido num mundo conectado onde
a informação está a apenas um clique de distância.
Estamos passando por um período de mudanças em que a educação em geral
está mudando e deve ser acompanhada pela imersão na tecnologia e na forma
como a informação anda de mãos dadas. “[...] no preciso momento em que celebra a
sua vitória, a escola revela-se incapaz de responder aos desafios da
contemporaneidade.
O modelo escolar está em desagregação. Não se trata de uma crise, como
muitas que se verificaram nas últimas décadas. Trata-se do fim da escola, tal como
a conhecemos, e do princípio de uma nova instituição, que certamente terá o mesmo
nome, mas que será muito diferente. […]” (NÓVOA, 2019, p. 2).
Mas, seguindo da resposta simples de Charlie ao questionamento, podemos
resumir que o papel do professor é ajudar a compreender essas mudanças e moldar
o futuro para um rumo melhor, ou seja, o trabalho do professor faz toda a diferença.
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4 REFERÊNCIAS
DA SILVA, E. P.; CHAKUR, C. R. de S. L. A Tomada de Consciência da Crise de
Identidade Profissional em Professores do Ensino Fundamental 1. Schème: Revista
Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas, 2009. Disponível em:
https://www.marilia.unesp.br/Home/RevistasEletronicas/Scheme/Vol02Num03Art05.
pdf. Acesso em: 26 de outubro. 2024.
Texto2: LOMBA, Maria Lúcia Resende; FARIA FILHO, Luciano Mendes. Os
professores e sua formação profissional: entrevista com António Nóvoa. Educar em
Revista, [S.l.], dez. 2022. ISSN 1984-0411. Disponível em:
https://revistas.ufpr.br/educar/article/view/88222/48158 . Acesso em: 26 de outubro.
2024.