Introdução da Teoria Neuronal,
Neuroeducação, Sistema
Nervoso Central e Plasticidade
Cerebral
Profª. Drª. Karen Suzuki
NEUROCIÊNCIA
◼ A neurociência estuda o cérebro na tentativa de compreender como
funciona o sistema nervoso.
◼ A neurociência envolve várias disciplinas de diferentes como:
• bioquímica,
• fisiologia (anatomia e mecânica das células nervosas),
• farmacologia,
• patologia,
• psicologia (que enveredou pelo difícil caminho do comportamento humano),
• física,
• estatística e medicina.
◼ A neurociência procura estudar de que forma, por exemplo, as nossas
vivências e experiências e a idade, modificam os circuitos neurais e
interferem no desenvolvimento mental.
NEUROCIÊNCIA
◼ "A Neurociência não fornece estratégias de ensino. Isso é trabalho da Pedagogia, por
meio das didáticas“
◼ Como, então, o professor pode enriquecer o processo de ensino e aprendizagem usando
as contribuições da Neurociência?
◼ Grande desafio do século 21.
◼ Fim do séc.19 → criação da estrutura educacional de hoje
◼ Ao professor, cabe se alimentar das informações que surgem, buscando fontes seguras,
e não acreditar em fórmulas para a sala de aula criadas sem embasamento científico.
◼ "A Neurociência mostra que o desenvolvimento do cérebro decorre da integração
entre o corpo e o meio social. O educador precisa potencializar essa interação por
parte das crianças“.
Desta forma se faz necessário compreender a
estrutura e funcionamento do sistema nervoso
saudável, uma vez que conhecimento das bases
neurobiológicas do processo ensino-aprendizagem é
fundamental na formação do educador.
DÉC. 90 – DÉCADA DO CÉREBRO
❑ Descobertas demonstrando que as pessoas nem sempre nascem com todas as
células cerebrais que terão na vida.
❑ Entre o nascimento e o final da adolescência, bilhões de novas células são
acrescentadas ao cérebro, construindo novos circuitos de neurônios à medida que
crianças e adolescentes interagem com seu meio ambiente.
❑ O processo de acréscimo se torna mais lento na idade adulta, mas não para. Ao que
tudo indica, os circuitos maduros são mantidos pelo acréscimo de novas células até
a chegada da velhice.
TEORIA NEURONAL
❑ Formulada nas últimas décadas ❑ Camilo Golgi (1843 – 1926)
do século XIX.
❑ Santiago Ramón y Cajal (1852-
1934)
Neurônio SN Constituído
Unidade Básica por redes
do SN contínuas
Por suas contribuições, Golgi
❑ A formação do conceito de neurônio está e Cajal compartilharam o
diretamente ligada ao conceito de plasticidade prêmio Nobel de 1906
TEORIA NEURONAL
1. O neurônio é a unidade estrutural e funcional do sistema nervoso (base fundamental para a formação do
sistema nervoso).
2. Os neurônios são células individuais: Os neurônios são células individuais e independentes, eles não se
anastomosam e se comunicam através das sinapses.
3. Citoarquitetura do neurônio: dendritos, soma (corpo celular) e axônio.
4. Teoria da polarização dinâmica: Para Cajal os neurônios têm a capacidade de se manter eletricamente
polarizados, eles recebem informações de outros corpos para os seus dendritos e as conduzem para outros
neurônios.
5. A condução do estímulo elétrico feito pelos neurônios ocorre de forma organizada e unilateral, ou seja a
passagem da corrente elétrica segue apenas um fluxo, inicia nos dendritos, passa para o corpo celular e
termina nos axônios. Esse passará a informação para outro dendrito e assim a informação é passada
continuadamente.
NEUROAPRENDIZAGEM
❖ Importante usar os conhecimentos sobre o
❖ Utilizar as contribuições da psicologia e da funcionamento do cérebro no processo
neurociência garante que o processo de educativo porque esse órgão é plástico!!!
aprendizagem seja mais certeiro e, desse — ele se modifica conforme aprende.
modo, que haja um melhor aproveitamento
dos conteúdos. ❖ O sistema nervoso cria conexões entre
neurônios de acordo com as experiências
❖ Alguns dos efeitos dessa abordagem na individuais. Então, entender quais são as
educação são: características pessoais do aluno faz com
❖ identificação das necessidades individuais que ele tenha mais autonomia e interesse.
dos alunos;
❖ metodologias de ensino mais estimulantes; ❖ O protagonismo estudantil é fundamental
❖ assimilação mais profunda das informações; para que as funções corretas sejam
❖ respeito ao potencial cognitivo de cada um. estimuladas e o aprendizado mais
completo.
NEUROEDUCAÇÃO
A neuroeducação é uma abordagem interdisciplinar. Ela é fruto da junção de três
áreas do conhecimento humano:
1. A PEDAGOGIA: que se dedica aos processos de aprendizagem e educação;
2. A PSICOLOGIA: com suas contribuições nas pesquisas sobre cognição e
comportamento;
3. A NEUROCIÊNCIA: que se concentra no funcionamento do sistema
nervoso central.
IMPORTÂNCIA DA NEUROEDUCACÃO NA FORMAÇÃO
DOS PROFESSORES
❖ A formação de educadores não se limita a um aprendizado de técnicas educativas, mas avança no
sentido de constituição dos sujeitos.
❖ É fundamental conhecer as estruturas cerebrais como interfaces da aprendizagem, já que os estudos
da biologia cerebral vêm contribuindo para:
❖ a práxis em sala de aula,
❖ para o entendimento das dimensões cognitivas, motoras, afetivas e sociais, no redimensionamento
do educando e suas formas de interferir nos ambientes pelos quais perpassam.
❖ É importante compreender que a dificuldade de aprender não é uma situação isolada e que diversas
vezes apresenta a necessidade de uma avaliação diagnóstica de especialistas para o tratamento das
desordens do aprender.
❖ É imprescindível entender que tal processo é sinalizado → indispensável o conhecimento do educador
com o objetivo de discernir os sinais que constantemente são manifestados em sala de aula.
Neuroanatomia
Organização Sistema Nervoso
Critérios Anatômicos
◼ O sistema nervoso é
subdividido em duas
partes:
• Sistema Nervoso Central
• Sistema Nervoso Periférico
Organização Sistema Nervoso
→ Critérios Anatômicos Sistema Nervoso
Central
Encéfalo Medula Espinhal
Tronco Encefálico Cérebro Cerebelo
Telencéfalo Diencéfalo
Mesencéfalo
Tálamo
Ponte Subtalamo
Hemisférios Cerebrais
Bulbo Hipotálamo
◼ Líquor ou Líquido Cefalorraquidiano
❑ Ossos Entre a aracnóide e a pia-máter;
❑Coluna vertebral → medula Envolve e protege o SNC;
❑Ossos do crânio → encéfalo Age como amortecedor de choques;
Diagnóstico de diversas doenças
Produzido nos plexos coróides
❑ Membranas ou Meninges:
❑Dura-máter: É a mais externa e
mais grossa.
❑Aracnóide: É intermediária e
lembra uma teia de aranha.
❑Pia-máter: Encontra-se mais
interna sendo a mais fina, aderindo
diretamente ao sistema nervoso.
Ventrículos Laterais
Sistema Ventricular
No interior do sistema ventricular →
Líquor, produzido pelo plexo coróide
presente em cada ventrículo.
Terceiro
Ventrículo
Quarto
Ventrículo
❑ Funcionamento de áreas vitais,
❑ Contém centros autônomos que
controlam:
❑ coração
❑ respiração
❑ pressão sanguínea
❑ reflexo da tosse
❑ deglutição
❑ vômito.
❑ Na transição entre a ponte e o bulbo →
Locus Coeruleus
❑ Principal fonte de inervação
noradrenérgica do SNC
❑ Importante papel no controle do
comportamento emocional e no ciclo
sono-vigília.
Mesencéfalo
❑ Corpos quadrigêmeos:
❑ Colículos Superiores → controle dos ❑ Substância Negra → controle da
movimentos oculares atividade dos músculos esqueléticos.
❑ Colículos Inferiores → relês de vias auditivas
❑ Responsável pela produção de
dopamina no cérebro.
❑ Controle postural subconsciente
❑ Possui papel importante na
recompensa e vício.
❑ Formação Reticular → regula a consciência,
níveis de alerta e atenção.
❑Cerebelo (latim) → "pequeno cérebro".
❑Conectado à ponte pelos pedúnculos cerebelares
superiores, médios e inferiores.
❑ 2 hemisférios → hemisférios cerebelosos
❑ Parte central → Vermis
❑ Equilíbrio e postura corporal,
❑ Controle do tônus muscular e dos movimentos
voluntários, finos e complexos.
❑ Aprendizagem motora.
❑ Funciona sempre em nível involuntário e inconsciente,
• Localiza-se na caixa craniana
• 4/5 do encéfalo - pesa mais de 1 kg
• Registra 100mil sensações por segundo.
• Dividido em :
• Telencéfalo
• Diencéfalo
• Tálamo
• Hipotálamo
◼ grego = camara interior
◼ Processa os estímulos sensoriais
que se dirigem ao córtex;
◼ Núcleos talâmicos anteriores →
regulação de emoções por
transportarem informações do
tálamo ao giro do cíngulo.
◼ Núcleo ventral postero lateral →
recebe aferências sensoriais (dor,
temperatura, pressão e tato).
❑ Regula o S.N.A.,
❑ Hipófise
❑ Temperatura corporal
❑ Frequencia Cardiaca
❑ Frequencia Respiratória
❑ Ingestão de alimentos
❑ Equilíbrio hídrico
❑ Exerce sua influência sobre os meios externo
e interno através de 3 sistemas:
❑ endócrino,
❑ autônomo,
❑ motivacional.
Imagem: LOPES, SÔNIA. Bio 2.São Paulo, Ed. Saraiva, 2002.
❑ Dividido em dois HEMISFÉRIOS simétrico,
unidos entre si por uma ponte de substância
branca chamada “corpo caloso”.
❑ Cada hemisfério pode ser dividido em Lobos
❑ A superfície do cérebro é irregular, com saliências e
depressões.
❑ Função: controla o corpo, tudo o que ele faz, sente e
pensa, recebe informações de todas as partes do
organismo, processa-as e envia mensagens aos
músculos, avisando-os sobre o que fazer.
• 200 milhões de fibras
• União entre os dois
hemisférios
• Constituído por fibras
mielínicas e
amielínicas.
Hemisfério Cerebral
Esquerdo
◼ Os hemisférios
cerebrais contém
estruturas
associadas as
funções sensoriais e
motoras superiores
e à consciência.
OCCIPITAL
❑ Embora os hemisférios sejam
similares anatomicamente, há
uma lateralização de funções:
❑ ESQUERDO → análise linear do
pensamento lógico e matemático
envolvidos na realização de tarefas
que envolvam símbolos abstratos,
como o planejamento verbal.
❑ DIREITO → relacionado à análise
holística como o pensamento
intuitivo, orientação espacial,
expressão não verbal e percepção
de palavras isoladas.
Para algumas funções um lado do
cérebro é mais ativo que o outro,
mas NÃO há evidências de que os
indivíduos tenham lados
dominantes, ou que sustentem a
ideia de uma divisão esquerda-
direita entre a lógica e a
criatividade.
Embora algumas funções ativam
mais certas áreas do cérebro do
lado esquerdo, como a linguagem, e
outras o lado direito, como o
reconhecimento de rostos.
O CÉREBRO FUNCIONA
INTERLIGADAMENTE.
❖ 500 kcal/dia;
❖ 1/5 do Oxigênio ao longo da vida;
❖ O cérebro só consegue prestar atenção a uma única
coisa de cada vez
Quantas vezes as pessoas de branco passam a bola?
• [Link]
De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae
ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de
uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que
a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo.
O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê
anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não
lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um
tdoo.
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4
M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3
F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35!
R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310
COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4
M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO
QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M
PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3
F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4
C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
❑ Para Vigotski & Luria (1996) → as funções corticais superiores são,
em princípio, funções extracorticais, ou seja, desenvolvidas no e
pelo intercâmbio da criança com os indivíduos mais desenvolvidos
culturalmente, para depois se tornarem intracorticais ou individuais.
❑ Assim, a leitura fica automatizada, depois de internalizada e, então
o cérebro não lê letra por letra.
01. O presidente disse que todas as acusações não passam de intriga da...................
02. Como o produto estava danificado, eu o devolvi e pedi meu dinheiro
de..................
03. Eu acho que vale a .................. um curso no exterior.
04. Se ela acha que vou ajudar, ela está redondamente ....................
05. Depois de muitos e muitos anos, um terrível segredo de família acabou
.................... à tona
❑ De acordo com neurocientistas cerca de 80% a 85% do vocabulário [léxico]
armazenado em nossa mente – ou seja, em nosso Léxico Mental – está
organizado como expressões prontas e semi-prontas, sentenças completas,
frases fixas e semi-fixas.
❑ O restante [menos de 15%] é ocupado por palavras isoladas. É por esta
razão que somos capazes de fazer a atividade anterior sem maiores
dificuldades.
• Quiz
ACESSE
[Link]
CÓDIGO:
❑ Controla principalmente as habilidades motoras aprendidas (escrever, tocar instrumentos
musicais ou dar laços em cadarços de calçados).
❑ Coordena as expressões faciais e os gestos expressivos.
❑ Determinadas áreas dos lobos frontais são responsáveis por atividades motoras
especializadas específicas do lado oposto do corpo.
❑ Controle emocional, estruturação espaço-temporal, todos os movimentos do corpo
(voluntários), funções executivas;
❑ Conjunto de processos cognitivos que, de forma integrada, permitem ao indivíduo
direcionar comportamentos a metas, avaliar eficiência e a adequação desses
comportamentos, abandonar estratégias ineficientes e, desse modo, resolver problemas
imediatos, de médio e de longo prazo (MALLONY-DINIZ ET. AL., 2008)
❑ Processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, incluindo
iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos ou
seja: QUASE TUDO que fazemos!!!!!
❑ São desenvolvidas principalmente nos primeiros anos de vida e quando há falhas dessas
funções, frequentemente aparecerão problemas envolvendo planejamento, organização,
manejo do tempo, memória e controle das emoções.
❑ Responsável pela combinação das
impressões relacionadas à forma, à textura e
ao peso e as transformam em percepções
gerais – registro tátil.
❑ Habilidades matemáticas e da linguagem.
❑ Orientação espacial.
❑ Percepção da posição das partes do corpo.
❑ Lesão: perda do conhecimento geral, falta da
interpretação das relações espaciais (visual e
auditiva), dificuldade da percepção corporal;
❑Permite que os sons e as imagens sejam
interpretados, armazenam os eventos sob a
forma de memória e evocam os já memorizados
e geram as vias emocionais.
❑ Memória de curto e longo prazo;
❑ Aprendizado auditivo;
❑ Recuperação de palavras;
Problemas:
❑ Compreensão linguística; ▪ Memória – amnésia
❑ Processamento visual e auditivo; ▪ Dificuldade/incapacidade de
❑ Estabilidade emocional; reconhecer rostos familiares
(prosopagnosia)
❑ Reconhecimento de expressões faciais;
▪ Dificuldade em encontrar
❑ Decodificar entonação vocal; palavras
❑ Informações do equilíbrio corporal; ▪ Dificuldade de equilíbrio
❑ Relacionado a vários aspectos da visão.
❑Percepção do movimento
❑Percepção visual
❑Perseguição visual e rotação
❑Posicionamento e relação espacial
❑Percepção à velocidade
OCCIPITAL
❑ Localizado nos lobos temporais do cérebro
humano,
❑ Considerado a principal sede da memória e
importante componente do sistema
límbico.
❑ Quando ambos os hipocampos são
destruídos, nada mais é gravado na
memória.
❑ Relacionado com a navegação espacial.
❑Esta estrutura parece ser muito importante
para converter a memória a curto prazo em
memória a longo prazo.
• Quiz
ACESSE
[Link]
CÓDIGO:
Noções de Neurofisiologia
[Link]
O tecido nervoso é constituído de dois tipos de células:
❑ Neurônios
❑ propiciam a maioria das funções do sistema nervoso
como sensibilidade, pensamentos, lembranças,
controle da atividade muscular regulação das
secreções glandulares.
❑ cérebro →100 bilhões de células nervosas conectadas
umas às outras com mais de 60mil sinapses cada um.
❑ Neuróglia ou Células da Glia
❑ sustentam, alimentam e protegem os neurônios
mantendo um líquido que banha os neurônios e os
mantém unidos.
❑10 a 15 vezes mais numerosas que os neurônios.
A maioria dos neurônios
apresentam 3 partes:
➢Corpo celular (SOMA) → contém
o núcleo celular;
➢ Dendritos → parte receptora ou de
entrada do neurônio.
➢ Axônio → conduz impulso
nervoso para outro neurônio.
➢Terminações Nervosas →
transmitem o impulso nervoso
para a célula seguinte.
Neuroglia ou glia = tipos
celulares presentes no SNC ao
lado dos neurônios:
◼ Astrócitos
◼ Oligodendrócitos
◼ Microglia
◼ Cel. ependimárias
Não geram impulsos nervosos.
Não formam sinapses.
Controlam a composição química do
ambiente onde estão os neurônios.
❑ Sinapses Químicas: é a ligação entre as terminações
axônicas e as células nervosas, musculares e
São pontos de união entre as células nervosas e glandulares e nestas ocorre liberação da substância
entre estas e as células efetoras (Músculo ou neurotransmissora.
Glândula).
Interneuronais:
neurônio – neurônio
Neuromusculares:
neurônio – músculo
Neuroglandulares: ❑ Sinapses Elétricas: ocorrem no sistema nervoso
neurônio – cél. glandular central, atuando na sincronização de certos
movimentos rápidos em alguns tipos de neurônios, pois
neste o potencial de ação se propaga diretamente do
neurônio pré-sináptico para o pós-sináptico, sem
intermediação de neurotransmissores.
SINAPSE ELÉTRICA – presente em músculos lisos e SINAPSE QUÍMICA – presente no Sistema Nervoso
cardíacos Central
Bainha de Mielina
- Célula de
Schawnn (SNP)
- Oligodendrócito
(SNC)
◼ Contínua: o impulso passa por
toda extensão do axônio. Ocorre Axônio
em neurônios sem bainha de
mielina e é mais lenta.
❑ Fibras mielínicas → propagação do impulso
em alta velocidade 120 m/s
◼ Saltatória: ocorre em neurônios ❑ Arco reflexo
com bainha de mielina, há ❑ Ajustes posturais
despolarização da membrana ❑ Retirada estímulo nociceptivo
apenas nos nódulos de Ranvier.
É mais rápida!!! ❑ Fibras amielínicas→ 1 a 3m/s
❑ Ocupam menos espaço e produzem
potenciais de ação com menor gasto
energético
❑ Os neurotransmissores são
mensageiros químicos
secretados pelos neurônios,
❑ Secretados na sinapse
química, atuando na
comunicação intercelular.
❑ Podem ter ação:
❑ Excitatória
❑ Inibitória:
❑ Modulatória
❑ Neurotransmissor de distribuição ❑ Sintetizada por neurônios localizados no
difusa no SNC; mesencéfalo, diencéfalo e telencéfalo.
❑ Sensação de bem-estar, prazer, motivação
❑ Liberação na sinapse neuro-
muscular → contração muscular ❑ Controle de impulsos, e da agressividade
❑Controle motor
❑Principal neurotransmissor envolvido
na atenção, memória, pensamento e
❑Parkinson → perda progressiva de neurônios
na aprendizagem
dopaminérgicos na substância negra.
❑ Aumento de sua atividade nos
núcleos da base relaciona-se com o ❑Esquizofrenia → hiperatividade do núcleo
Mal de Parkinson. A10 (mesencéfalo)
• Também conhecida como Norepinefrina
• Afeta a atenção e as ações de resposta no cérebro.
• Mantém o corpo em alerta e atenção durante o dia e durante o sono os seus níveis diminuem.
• A noradrenalina também relaciona-se com processos cognitivos de aprendizagem, criatividade e
memória.
• Ansiedade e Irritabilidade
• Também conhecida como epinefrina
• Ativação simpática
• A inervação adrenérgica do hipotálamo dorsomedial tem sido
implicada na regulação da ingestão de alimentos.
❑ Neurotransmissor excitatório no SNC.
❑ Principal neurotransmissor inibitório no SNC. ❑ Distribuído por todo SNC.
❑ Melhora o foco mental e o relaxamento; ❑ Envolvido em funções cognitivas → aprendizagem
❑ Baixos níveis estão associados à ansiedade e à e memória.
epilepsia. ❑ Regula o desenvolvimento cerebral e a criação de
❑ Os medicamentos para tratar a epilepsia sinapses (plasticidade);
geralmente agem aumentando os níveis de
GABA no cérebro. ❑Em grandes concentrações → TOXICO
❑ Contribui para o controle motor e a visão. • Provoca a morte de neurônios,
❑ Excesso → inibição tônica sobre o substrato neural ❑ Envolvido em patologias relacionadas ao aumento
do medo. de suscetibilidade às convulsões epilépticas.
❑ Distribuído por todo SNC ❑ Fármacos antagonistas do glutamato estão sendo
testados para tratamento da epilepsia.
❑ Participa nos efeitos de ansiolíticos, hipnóticos e
anticonvulsivantes
❑ Também conhecida como 5-hidroxitriptamina, ou 5-HT ❑Tem uma potente ação analgésica
❑Mesencéfalo, ponte e bulbo
❑Estimula a sensação de bem-estar,
❑ Regula fase inicial do sono e o humor conforto, melhora o estado de
❑ Sensação de prazer, bem estar e felicidade humor e alegria.
❑ Envolvida na tolerância ao estresse persistente, na ❑Liberada após:
inibição comportamental induzida por estímulos aversivos ❑Atividade física
e na impulsividade.
❑Relações sexuais
❑ Pode estar envolvida na ansiedade, pânico, e depressão.
❑Ingestão de chocolates
❑ Bloqueio na recaptação neuronal de 5HT ❑Gargalhadas
• mecanismo de ação de vários antidepressivos.
• [Link]
de-letras-de-
[Link]
❑ Serotonina
❑ Dopamina
❑ Adrenalina
❑ Noradrenalina
❑ Acetilcolina
❑ GABA
❑ Glutamato
❑ Endorfina
à atividade física e sexual
Áreas Cerebrais e Maturação na
aprendizagem e na memória
❑ A aprendizagem corresponde à aquisição de novos
conhecimentos do meio e, como resulta desta
experiência, ocorre a modificação do comportamento,
enquanto que a memória é a retenção deste
conhecimento.
❑ Os mecanismos neurais responsáveis pela memória e
aprendizagem estão associados aos processos neurais
responsáveis pela atenção, percepção, motivação,
pensamento e outros processos neuropsicológicos.
❑ Envolve:
❑ Estímulo;
❑ Percepção;
A aprendizagem corresponde à
aquisição de novos conhecimentos do ❑ Processamento central;
meio e, como resulta desta experiência, ❑ Decisão da resposta;
ocorre a modificação do comportamento, ❑ Efetivação;
enquanto que a memória é a retenção
deste conhecimento. ❑ Variáveis:
❑ Atenção
❑ Memória
❑ Ansiedade
• A aprendizagem inicia com um estímulo de natureza físico-química
advindo do ambiente que é transformado em impulso nervoso pelos
órgãos dos sentidos.
Centro nervoso
do córtex –
Tálamo correspondente
ao estímulo.
Tronco
cerebral
IMPULSO
Estímulo
Visual
• Lobo occipital
Estímulo
Auditivo
• Lobo temporal
OOCCIPITAL
Estímulo
Táctil
• Lobo parietal
Estas áreas aonde chegam os
estímulos são chamadas de "zonas
de projeção" ou "primárias". O
estímulo projetado nestas áreas
primárias é chamado de "sensação",
❑ O cérebro infantil → quantidade excessiva de neurônios;
❑ Início da adolescência → o número de quando então começa a ser reduzida
por eventos regressivos.
❑ A sinapse é um mecanismo extremamente fino.
❑ qualquer desarranjo na quantidade de neurotransmissores, e na forma e
quantidade de receptores pode levará quadros cerebrais e mentais.
A aprendizagem depende de sinapses!!!
❑ Não basta ter neurônios → por mais especializado que o neurônio seja
enquanto isoladamente ele não é nada.
❑ É fundamental que os neurônios estabeleçam conexões entre si, pois
somente a partir da formação das redes neurais torna-se possível o
aprendizado.
250 bilhões de sinapses ao
nascer
600 bilhões de sinapses aos
8 meses
Excesso de sinapses!!!
Lei uso e desuso
Área estimulada
Sinaptogenese.
Se não for estimulada
não aumenta ou se parar
o estimulo
Também
a Sinaptogenese.
O que fazer então para combater
isso?
❑ O estágio final de maturação do sistema nervoso é marcado pelo processo de
mielinização;
❑ Se inicia no útero (6º mês de vida intra-uterina), se intensifica após o nascimento (~2
anos), e prossegue às vezes até a 3ªdécada.
❑ Nem todos os neurônios, contudo, são mielinizados.
❑ A mielina é uma substância lipoprotéica produzida por certos tipos de gliócitos →
oligodendrócitos.
❑ Estas células se enrolam em torno dos axônios, formando uma bainha isolante
de mielina que contribui para aumentar a velocidade de propagação do impulso nervoso,
atribuindo maior eficiência na transmissão da informação.
❑ Dessa forma, o processo de mielinização tem uma relação direta com a aprendizagem.
❑ As diferentes áreas do córtex não sofrem Mielinogênese e Aprendizagem
mielinização homogênea.
❑ Primeiras → controlam movimentos relativamente
simples ou análises sensoriais.
❑ Tardias → controlam as funções mentais elevadas
(córtex pré-frontal).
❑ Existem diferenças sexuais na cronologia da
mielinização;
❑ Meninas → mais precoce em áreas relacionadas à
linguagem (o que pode, em parte, explicar nestas a
superioridade no desenvolvimento das habilidades
linguísticas),
❑ Meninos → mais prolongada no hemisfério direito
nos meninos (o que pode, em parte, explicar a
maior habilidade destes em tarefas que envolvem o
processamento visuo-espacial).
Mielinogênese e Aprendizagem
❑ A plasticidade neural contribui para o aprendizado e memória e
participa do processo de restauração funcional que se segue a um
insulto cerebral
Plasticidade pode ser definida como qualquer mudança duradoura nas
propriedades morfológicas ou funcionais do córtex cerebral em resposta a
mudanças ambientais ou lesões.
❑ O cérebro em desenvolvimento é plástico!
❑ Capaz de reorganizar padrões e sistemas de conexões sinápticas com
vistas a readequação do crescimento do organismo às novas capacidades
intelectuais e comportamentais da criança.
❑ As células em desenvolvimento têm maior capacidade de adaptação do que as
maduras;
❑ Com o avanço da idade e diminuição da plasticidade, a aprendizagem requer o emprego de muito
mais esforço para se efetivar.
❑ Logo, as pessoas não deixam de aprender quando amadurecem, mas perdem um pouco das
vantagens naturais.
Ao educador, cabe lembrar que a eficácia de uma aprendizagem se
relaciona fortemente com a sua continuidade (repetição), aplicação e
construção de processos dinâmicos de pensamento (discussão,
problematização, e argumentação).
❑ A memória → aquisição, formação, conservação e invocação de informações.
❑ O hipocampo + córtex frontal → analisam as diversas entradas sensoriais e decidem se vale a pena
lembrar delas (longo prazo).
❑ A memória de curto prazo tem uma capacidade limitada - ela pode manter sete itens, por não mais
de 20 ou 30 segundos por vez.
❑ A memória de longo prazo pode armazenar quantidades ilimitadas de informações;
❑ Lesão Hipocampo → Incapacidade de fixar a memória dos eventos recentes
(anterógrada);
❑ Lesão no córtex → Incapacidade de evocar memória antiga (retrógrada);
Memória a Memória a
Curto Prazo Longo Prazo
Repetição
Fortalece
Memória Memória Memória
Estímulo Primária Secundária Terciária
As informações relevantes são passadas em Sistemas
sucessão, de um estágio para o outro. A repetição
mental ou verbal favorece a transferência do
conteúdo da memória primária para secundária. Acréscimo Busca Leitura
❑ O hipocampo perde cerca de 20% de células nervosas até a pessoa chegar aos 80 anos.
❑ Perda de células enorme em uma pequena região na parte frontal do cérebro que leva a uma queda na
produção de um neurotransmissor chamado acetilcolina.
❑ A acetilcolina é vital para o aprendizado e para a memória.
❑ Além disso, o próprio cérebro encolhe e se torna menos eficiente conforme você vai envelhecendo.
❑ Exercícios físicos + estimulação mental → podem melhorar a função mental.
❑ Estudos mostram que, conforme ficamos idosos, um ambiente estimulante encoraja o crescimento dos
dendritos, ao passo que um ambiente maçante impede esse crescimento.
❑ O ponto importante a ser lembrado é que, conforme envelhece, pode ser que não se aprenda nem lembre
tão rapidamente quanto quando estava na escola, mas provavelmente aprenderá e lembrará quase tão bem.
Aprendizagem
Aprendemos pelos órgãos dos
sentidos:
❖ Visão
❖ Audição
❖ Paladar
❖ Tato
❖ Olfato
Cada pessoa aprende pelo seu melhor canal!
Existem 3 formas de aprendizagem:
1) Aprendizagem Intra – Neurosensorial – uma forma de aprendizagem onde se um
sistema estiver comprometido, não irá comprometer a aprendizagem por outros
canais.
2) Aprendizagem Inter- Neurosensorial – envolve mais de um sentido
Ex. Fazer uso da música em atividades escolares, pois há a possibilidade de
trabalhar simultaneamente os sistemas auditivos, visuais e até mesmo o sistema
tátil (caso a música desencadeie uma dramatização).
3) Aprendizagem Integrativa – aprendizagem almejada, no sentido que permitirá ao
aluno integrar todas suas capacidades na resolução de uma situação.
1 – Aprenda a atrelar emoção ao que você está fazendo 4 – Fique atento ao seu modo ideal de
• Quando associamos emoções positivas a um conteúdo, somos aprender
capazes de lembrar dele com mais facilidade.
• Processos de aprendizagem não são
2 – Entenda que o seu corpo precisa de exercício de modo geral, iguais para todo mundo. Somos
não só o cérebro diferentes e aprendemos coisas de
• Os neurônios gostam de exercício físico. Assim, se movimentar modos diferentes também.
de modo regular e frequente é bastante importante para
aprender. • Assim, há técnicas que podem funcionar
para uns, enquanto para outras pessoas
3 – Previna-se contra armadilhas que podem roubar a sua são totalmente inefetivas.
atenção
• Investigue, teste e fique com aquelas
• Invista em medidas que te ajudem a permanecer focado pela
maior quantidade de tempo possível. que funcionarem para você
• Tente não deixar o celular perto de você enquanto está tentando
estudar.
Estabeleça regras
➢ É importante estabelecer regras logo no início do convívio com os
alunos a fim de que haja um convívio harmonioso de todos em sala
de aula, fazendo com que os alunos sejam responsáveis pela
organização, limpeza e utilização dos materiais.
➢ Opinando e criando as regras e normas adotadas, eles se sentirão
responsáveis pela sala de aula.
Faça uso de materiais diversificados que explorem todos os sentidos
➢ Visual: mural, cartazes coloridos, filmes, livros, filmes educativos;
➢ Tátil: material concreto e objetos de sucata planejados. A criatividade aflora e a
aula se torna muito divertida;
➢ Auditivo: música e bandinhas feitas com material de sucata, sempre com o
conteúdo inserida nelas. A criação de músicas sobre conteúdos é uma forma
divertida de aprender. Talentos apareceram em sala de aula. E quem não gosta
de cantar? A aula fica muito rica e prazerosa!
Cantinho da Leitura
➢Reserve um lugar com almofadas e tapete, para momentos de descanso
e reflexão.
➢O “cantinho da leitura” é fundamental na sala de aula na ausência
de uma biblioteca.
➢Relaxar após o trabalho significa dar tempo para o cérebro escanear
todo o conteúdo que vai ser assimilado, ativar o hipocampo (região
responsável pelas memórias) e consolidar o que se aprendeu.
Estabeleça rotinas
➢Rotinas estabelecidas reforçam comportamentos assertivos
e organização.
➢Crianças com TDAH, que apresentam mal funcionamento das funções
executivas se beneficiam com rotinas e regras pré estabelecidas).
Trabalho em equipe
➢ por ser é extremamente prazeroso ativa as regiões
límbicas (responsáveis pelas emoções) e como sabemos que o
aprender está ligado à emoção, a consolidação do conteúdo se faz de
maneira mais efetiva (hipocampo).
Trabalhar o mesmo conteúdo de várias formas
➢ Possibilita aos alunos oportunidades de vivenciarem a aprendizagem de acordo com
suas possibilidades neurais.
➢Dê aos mais rápidos, atividades que reforcem ainda mais esse conteúdo, que os
mantenham atentos e concentrados, para que aqueles que necessitem de maior tempo
para realizar as atividades não sejam prejudicados com conversas e agitação dos mais
rápidos.
Flexibilidade em sala de aula
➢ Permite uma aprendizagem mais dinâmica e melhor percebida por todos os alunos.
➢ O professor que administra bem os conflitos em sala de aula, que tem "jogo de cintura" e
apresenta o conteúdo com prazer, mantém seus alunos mais atentos na aula.
Como acontece o processamento de informações
visuais e auditivas até sua resposta?
Deixa
Diogo, a picanha é por comigo!
sua conta! Não se
esqueça, hein!
Mensagem falada
Sequencia de processamento
➢ Área de Wernicke →
compreensão da fala
➢ Área de Broca → expressão da
fala
Ondas Tronco Encefálico Córtex
cóclea
mecânicas Colículos inferiores auditivo
Mas que
Diogo, não se esqueça menina
de trazer a picanha chata!
amanhã!
Mensagem escrita
Sequencia de processamento
➢ Giro Angular → relacionado com a
compreensão da leitura.
➢ Área de Wernicke → compreensão da
fala
➢ Área de Broca → expressão da fala
Luz Nervo Córtex
Tálamo
Retina óptico visual
• Quiz
ACESSE
[Link]
CÓDIGO:
Dificuldade de Aprendizagem
Condição passageira que acontece quando influências externas atrapalham o
processo de aprendizagem. Diversos fatores podem causar dificuldades de
aprendizagem, como questões emocionais, problemas familiares, alimentação
inadequada e ambiente desfavorável.
Transtorno da aprendizagem
Condição neurológica que afeta a aprendizagem e o processamento de informações.
O transtorno específico da aprendizagem é persistente.
São alterações no SNC, em crianças com inteligência normal, sem alterações
sensoriais, com qualidade de vida adequada e métodos de ensino apropriados
➢ O transtorno de aprendizagem não-verbal é uma alteração específica no
funcionamento do sistema nervoso, caracterizada por prejuízos marcantes no:
➢ Raciocínio matemático,
➢ Cognição visoespacial (não distinguem rapidamente as diferenças entre formas,
tamanhos, quantidades e comprimentos assim como dificuldade em calcular distâncias);
➢ Dificuldades em entender sarcasmo, humor e metáforas.
➢ Coordenação motora (Dificuldade de equilíbrio, ou seja, dificulta andar de bicicleta,
amarrar cadarços e atividades esportivas.)
➢ Percepção sensorial
➢ Habilidades sociais (Dificuldades em se ajustar a situações novas e complexas),
➢ Estudos recentes apontam para alterações na substância branca nas
conexões córtico-corticais do hemisfério direito, relacionadas ao
comprometimento de funções implicadas no transtorno.
➢ Frequentemente, crianças com o transtorno de aprendizagem não-verbal
(TANV) se amparam nas habilidades verbais preservadas para,
compensatoriamente, lidarem com as dificuldades inerentes à condição.
➢ O diagnóstico dos TANVs é clínico;
.
➢ O perfil neuropsicológico dos TANVs é muito heterogêneo, podendo até mesmo
se manifestar em níveis diferentes de comprometimento e não necessariamente
com a presença de todas as características;
➢ O que configura o transtorno e viabiliza o seu diagnóstico é a discrepância entre
as habilidades verbais e não-verbais;
➢ Estima-se que crianças com transtornos de aprendizagem correspondam a 10%
da população em idade escolar e que pelo menos 1% destas apresentem o tipo
não-verbal.
Método não invasivo e não medicamentoso que envolve inúmeros elementos eletrônicos
que auxiliam o desenvolvimento da modificação consciente e intencional das funções
corporais ampliando as possibilidades de aprendizagem.
Tem como essência a intervenção multidisciplinar, aplicada com aspecto terapêutico e
recentemente como ferramenta educacional de aprimoramento de desempenho.
Neurofeedbacks:
➢ consistem em medir ondas cerebrais com o intuito de treinar o indivíduo a reduzir ou aumentar
a frequência / amplitude de ondas de acordo com os objetivos que pretende alcançar.
➢ Sessões de 50min – 1 a 3x na semana → melhores resultados após 20-40 sessões
➢ Brasil → considerada terapia complementar
❖ Dec. 70-80 → foi possível acessar e avaliar in vivo o interior da caixa craniana com exames
radiológicos.
❖ Interesse direcionado às alterações anatômicas encontradas nos estudos post-
mortem descritas até aquele momento.
❖ Magnetoencefalografia (MEG): é uma técnica de mapeamento da atividade do cérebro
humano por meio de detecção de campo magnético produzido por correntes elétricas que
existem naturalmente no cérebro.
❖ A MEG permitiu a identificação de áreas mais e menos ativas do cérebro e auxiliou na
localização de regiões responsáveis pela epilepsia em alguns indivíduos.
❖ Ela também ajudou a refutar o mito do uso de 10% do cérebro.
❖ Ressonância magnética: o exame por imagem é utilizado para gerar imagens de órgãos e
processos fisiológicos que auxiliam no diagnóstico de doenças neurológicas, cardiovasculares,
músculo-esqueléticas ou do trato digestivo.
❖ Ressonância Magnética Funcional (RMF): é uma técnica
específica do uso da imagem por ressonância
magnética capaz de detectar variações no fluxo sanguíneo
em resposta à atividade neural.
A técnica possibilita a investigação do funcionamento cerebral
sem que seja preciso que o indivíduo responda a algum
estímulo. A ressonância magnética funcional pode contribuir,
até mesmo, para as pesquisas que buscam descobrir como a
consciência funciona em nosso cérebro.
❖ Tomografia por emissão de pósitrons (PET) é um tipo de cintilografia. Um radionuclídeo é uma forma
radioativa de um elemento, o que significa que ele é um átomo instável que se torna mais estável com a
liberação de energia na forma de radiação.
O PET é um exame de imagem que avalia o metabolismo das estruturas analisadas,
Atualmente, a maioria dos PETs são feitos em aparelhos sincronizados com tomógrafos computadorizados que
permitem combinar as imagens metabólicas com as anatômicas,