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Dimensionamento Posto Transformação Macandza

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FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

CURSO:

ENGENHARIA ELÉCTRICA - LABORAL

RELATÓRIO DE PROJECTO DO CURSO

TÍTULO:

DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE


MACANDZA, DISTRITO DE MARRACUENE.

AUTOR:

Macaringue, Jorge Agostinho

SUPERVISOR:

Engo. Gerson Zango

Maputo, Novembro de 2024


FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

CURSO:

ENGENHARIA ELÉCTRICA - LABORAL

RELATÓRIO DE PROJECTO DO CURSO

TÍTULO:

DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE


MACANDZA, DISTRITO DE MARRACUENE.

AUTOR:

Macaringue, Jorge Agostinho

SUPERVISOR:

Engo. Gerson Zango

Maputo, Novembro de 2024


FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

CURSO: ENGENHARIA ELÉCTRICA (LABORAL)

TERMO DE ENTREGA DE RELATÓRIO DO TRABALHO DE PROJECTO DO


CURSO

Declaro que o estudante Jorge Agostinho Macaringue entregou no dia_____ /11 /2024
as 2 cópias do Projeto do Curso com referência 2024ELPCL03

DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE


MACANDZA, DISTRITO DE MARRACUENE.

Maputo, _______ de __________________ de 2024

Chefe da Secretaria

____________________________________________
DECLARAÇÃO DE HONRA

Eu, Jorge Agostinho Macaringue, estudante de Engenharia Elétrica da Universidade


Eduardo Mondlane, declaro que o presente trabalho é da minha autoria, elaborado sob
a orientação do supervisor Engo. Gerson Zango. As informações contidas neste trabalho
são originais, e as fontes consultadas estão devidamente citadas. Declaro ainda que este
trabalho não foi apresentado anteriormente em outro curso ou instituição.

Maputo, Novembro de 2024

Assinatura

________________________________________________

(Jorge Agostinho Macaringue)

I
RESUMO

O projeto visa dimensionar um posto de transformação para o bairro de Macandza, que


atualmente carece de eletricidade. A falta de energia em Macandza impacta
negativamente a vida da comunidade, limitando o acesso à educação, saúde e
desenvolvimento econômico. A eletrificação do bairro é fundamental para promover a
inclusão social e o desenvolvimento sustentável. O projeto busca atender a crescente
demanda por energia dos habitantes de Macandza e impulsionar o progresso da
comunidade, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do país.

Palavras chaves: Eletrificação rural, desenvolvimento sustentável, inclusão social,


rede elétrica, Macandza, energia, qualidade de vida.

II
ABSTRACT

The electrification of urban and rural areas is one of the main challenges for the
sustainable development of any nation. The demand for electricity grows exponentially,
driven by population growth, industrialization, and the search for a better quality of life.
However, many regions still face significant difficulties in accessing this essential
resource, which limits local socioeconomic development and the improvement of living
conditions.

Macandza neighborhood, located in an area of great potential but still lacking an electricity
grid, is an emblematic example of this reality. This project aims to dimension a single
transformer substation for the Macandza neighborhood, aiming not only to meet the
growing demand of its inhabitants but also to promote social inclusion and foster
sustainable economic development. The electrification of Macandza represents a
significant transformation opportunity, where electricity will not only be a commodity but
a catalyst for improving the quality of life, education, and access to essential services,
thus driving the community's progress and contributing to the socioeconomic
development of the country as a whole.

Keywords: Rural electrification, Energy, Social inclusion, Macandza, Quality of life.

III
ÍNDICE

DECLARAÇÃO DE HONRA ............................................................................................. I


RESUMO ........................................................................................................................ II
ABSTRACT .................................................................................................................... III
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ....................................................................... VIII
LISTA DE SÍMBOLOS.................................................................................................... IX
CAPÍTULO I – CONTEXTUALIZAÇÃO ........................................................................... 8
[Link]ção ................................................................................................................. 8
1.1. Formulação do Problema ...................................................................................... 9
1.2. Justificativa ........................................................................................................... 9
1.3. Objetivos ............................................................................................................. 10
1.3.1. Objetivo Geral .................................................................................................. 10
1.3.2. Objetivos específicos ....................................................................................... 10
1.4. Metodologia ........................................................................................................ 10
1.5. Organização textual ............................................................................................ 11
CAPÍTULO II – REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA .............................................................. 12
2. Rede elétrica .......................................................................................................... 12
2.1. Rede De Distribuição .......................................................................................... 13
2.1.2 Classificação Das Redes De Distribuição ......................................................... 13
[Link] Redes De Distribuição Primária ..................................................................... 13
[Link] Redes De Distribuição Secundária ................................................................ 13
2.2. Elementos Coinstituentes Das Redes De Distribuição ....................................... 13
2.2.1. Apoios .............................................................................................................. 14
2.2.2. Condutores ...................................................................................................... 14
2.2.3. Isoladores ........................................................................................................ 16
2.2.4. Transformador de potência .............................................................................. 16
2.2.5. Dispositivos De Proteção ................................................................................. 17
2.2.6. Pára-raios ........................................................................................................ 18
2.2.7. Drop-outs ......................................................................................................... 18
2.2.8. Transformadores de corrente ........................................................................... 19
2.2.9 Quadro Geral de Baixa Tensão ........................................................................ 20
[Link]ÍTULO III – MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA ................................... 21
IV
3.1. Mapa de localização geográfica da área de estudo ............................................ 21
3.1.1. Alimentação ou ponto de derivação ................................................................. 22
PROJETO DO POSTO DE TRANSFORMAÇÃO -Memorial de cálculos ...................... 22
3.2. LEVANTAMENTO DE CARGA .......................................................................... 22
3.2.1. Dimensionamento dos equipamentos e acessórios ......................................... 23
3.2.2 DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA A INSTALAR .............................................. 23
3.2.3 Cálculo da área total das casas ........................................................................ 24
3.2.4. Potência ligada as casas ................................................................................. 25
3.2.5. Cálculo da potência das casas tipo 1 ............................................................... 25
3.2.6. Cálculo da potência das casas tipo 2 ............................................................... 26
3.2.7. Cálculo da potência das casas tipo 3 ............................................................... 26
3.2.8. Cálculo da potência total das casas ................................................................. 27
3.2.9. Cálculo da área total da escola ........................................................................ 27
3.3. Cálculo da potência total da escola .................................................................... 27
3.3.1. Cálculo da potência de iluminação pública ...................................................... 28
3.3.2. Cálculo da potência das instituições públicas .................................................. 28
3.3.3. Cálculo da potência para o bairro de Macandza .............................................. 28
3.3.4. Cálculo da potência aparente para o bairro de Macandza ............................... 29
3.3.5. Cálculo da Potência aparente com fator de acréscimo .................................... 29
3.4. Escolha do transformador padronizado .............................................................. 30
3.4.1. Escolha dos para-raios .................................................................................... 30
3.4.2. Dimensionamento dos Drop-outs ..................................................................... 30
3.5. Dimensionamento do cabo de baixa tensão entre o transformador e o quadro de
baixa tensão e as respetivas proteções do lado da baixa tensão .............................. 31
3.5.1. Cálculo do calibre do disjuntor geral ................................................................ 32
3.5.2. Cálculo do poder de corte do disjuntor geral.................................................... 32
3.5.3. Cálculo da secção do cabo alimentador .......................................................... 35
3.5.4. Cálculo da corrente fictícia ............................................................................... 35
3.5.5. Cálculo de corrente máxima nas condições reais ............................................ 36
3.5.6. Proteção contra sobrecargas ........................................................................... 36
3.5.7. Dimensionamento Das Saídas ......................................................................... 37
3.5.8. Proteção contra sobrecargas ........................................................................... 39
3.6. Aterramento Elétrico ........................................................................................... 39

V
3.6.1. Cálculo da Resistência de Terra ...................................................................... 39
CAPÍTULO IV: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICA DOS MATERIAIS ................................. 43
4.1 Especificações técnicas dos Materiais ................................................................. 43
4.1.1. Isoladores ........................................................................................................ 43
4.1.2. Barramento de média tensão ........................................................................... 43
4.1.3. Pará – Raios .................................................................................................... 43
4.1.4. Drop-Outs ........................................................................................................ 43
4.1.5. Transformador de Potência.............................................................................. 44
4.1.6. Condutores para o Ramal de Baixa tensão ..................................................... 44
4.1.7. Quadro Geral de Baixa Tensão ....................................................................... 44
4.1.8. Disjuntor de Baixa Tensão ............................................................................... 45
4.1.9. Transformadores de Intensidade ..................................................................... 45
4.1.10. Contagem de Energia .................................................................................... 45
4.1.11. Saídas ............................................................................................................ 45
4.1.12. Apoios ............................................................................................................ 45
[Link] Pórtico de Madeira ....................................................................................... 45
4.1.13. Espiamento .................................................................................................... 46
4.1.14. Amarração da Linha de Média Tensão .......................................................... 46
4.1.15. Vedação ......................................................................................................... 46
4.1.16 Terras.............................................................................................................. 46
5. CAPÍTULO V: MAPA DE QUANTIDADES / ESTIMATIVA DE CUSTO .................... 48
6. CAPÍTULO VI: CONCLUSÕES, RECOMENDAÇÕES .............................................. 50
6.1. conclusões .......................................................................................................... 50
6.2. Recomendações ................................................................................................. 50
7. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 51
ANEXOS ........................................................................................................................ IX
PEÇAS DESENHADAS .............................................................................................. XXI

VI
LISTA DE FIGURAS

Figura 1:Rede elétrica aérea ......................................................................................... 13


Figura 2:Cabo de alumínio nu ....................................................................................... 15
Figura 3:Sistema sem neutro tensor ............................................................................. 15
Figura 4:Sistema com neutro tensor ............................................................................. 16
Figura 5:Isoladores de passagem ................................................................................. 16
Figura 6:Transformador de baixa tensão ...................................................................... 17
Figura 7:para-raios de média tensão............................................................................. 18
Figura 8:Chave fusível .................................................................................................. 19
Figura 9:Transformador de corrente interno tipo barra.................................................. 20
Figura 10:Quadro geral de baixa tensão QGBT ............................................................ 20
Figura 11:Mapa de localização geográfica da área de estudo ...................................... 21
Figura 12:Malha de aterramento ................................................................................... 40

ÍNDICE DE TABELAS

Tabela 1:Número de habitações do Bairro de Macandza ............................................. 24


Tabela 2:Cálculo da área total das casas ..................................................................... 24
Tabela 3:Cálculo das potências ligadas das casas ....................................................... 25
Tabela 4:Potências ligadas das casas .......................................................................... 25
Tabela 5:Cálculo da área total da escola ...................................................................... 27
Tabela 6:Cálculo da potência total da escola ................................................................ 27

VII
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

APC: Alto Poder de Corte

BT: Baixa Tensão

EDM: Eletricidade de Moçambique

IP: Iluminação Pública

MT: Média Tensão

PT: Posto de Transformação

QGBT: Quadro Geral de Baixa Tensão

RBT: Rede de Baixa Tensão

RMT: Rede de Média Tensão

RSICEE: Regulamento de Segurança de Instalações Coletivas de Edifícios e Entradas

RSIUEE: Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Elétrica

RSLEAT: Regulamento de Segurança de Linhas Elétricas de Alta Tensão

RSRDEEBT: Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia


Elétrica em Baixa Tensão

RSSPTS: Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de Transformação e


de Seccionamento

RTIEBT: Regras Técnicas de Instalações Elétricas de Baixa Tensão

TUG: Tomadas de Uso Geral

VIII
LISTA DE SÍMBOLOS

N Número de anos previstos para o crescimento da carga

cos𝜃: fator de potência

Fu: fator de utilização

Fs: fator de simultaneidade

H: altura total do poste

h: profundidade mínima de enterramento do poste

𝑆𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡 Potência aparente ajustada com fator de acréscimo

Iadm: corrente máxima admissível

Icc: corrente de curto-circuito

𝑃𝑡𝑜𝑚 Potência total das tomadas

In: corrente nominal da lâmpada de vapor de sódio

In1: corrente nominal no primário do transformador

In2: corrente nominal no secundário do transformador

𝑆𝐶𝑙𝑖𝑚 Potência aparente de climatização

Pci: Potência da casa i

PIPu: carga da iluminação pública em kW

𝑃𝑖𝑙𝑢𝑚 Potência total de iluminação

Sbairro: carga requerida pelo bairro

Sc1: carga total das casas do tipo 1

Sc2: carga total das casas do tipo 2

Sc3: carga total das casas do tipo 3

IX
𝐴𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 Área total

SIlu/Tug: Carga das instalações de iluminação e tomadas de uso geral

Sn: Potência nominal do transformador

X
DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

CAPÍTULO I – CONTEXTUALIZAÇÃO
[Link]ção

A eletrificação de áreas urbanas e rurais é um dos principais desafios para o


desenvolvimento sustentável de qualquer nação. A demanda por energia elétrica cresce
exponencialmente, impulsionada pelo aumento da população, pela industrialização e
pela busca por uma melhor qualidade de vida. No entanto, muitas regiões ainda
enfrentam dificuldades significativas no acesso a esse recurso essencial, o que limita o
desenvolvimento socioeconômico local e a melhoria das condições de vida.

O bairro de Macandza, localizado numa área de grande potencial, mas ainda desprovido
de uma rede elétrica, é um exemplo emblemático dessa realidade. Geograficamente,
este bairro encontra-se delimitado ao norte por Manhiça Sede e Calanga, ao oeste por
Maluana e pela localidade de Marracuene, ao sul pela localidade de Marracuene e a
leste pelo Oceano Índico. Com uma população de 3725 habitantes e uma escola que
atende o primeiro e o segundo grau, Macandza enfrenta desafios diários relacionados à
falta de eletricidade, que impactam negativamente a educação, a saúde, e o
desenvolvimento econômico da comunidade.

Neste contexto, o presente projeto tem como objetivo principal expandir a rede de
distribuição de energia elétrica para o bairro de Macandza, visando não apenas atender
à crescente demanda dos seus habitantes, mas também promover a inclusão social e
fomentar o desenvolvimento econômico sustentável. A eletrificação de Macandza
representa uma oportunidade de transformação significativa, onde a energia elétrica não
será apenas uma comodidade, mas um catalisador para a melhoria da qualidade de vida,
educação, e acesso a serviços essenciais, impulsionando assim o progresso da
comunidade e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do país como um
todo.

Jorge Agostinho Macaringue 8


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

1.1. Formulação do Problema

O bairro de Macandza, com uma população de 3725 habitantes, encontra-se numa


situação de vulnerabilidade devido à ausência total de uma rede de distribuição de
energia elétrica. Esta carência impede o acesso dos moradores a serviços básicos
essenciais, como iluminação pública, abastecimento de água, comunicação, educação
e saúde, que dependem diretamente do fornecimento de energia. Além disso, a falta de
eletrificação limita o desenvolvimento económico do bairro, dificultando a criação de
negócios, a geração de emprego e o crescimento económico sustentável. O problema
torna-se ainda mais preocupante considerando o crescimento populacional da região, o
que aumenta a demanda por infraestrutura e serviços adequados. Portanto, a ausência
de uma rede elétrica no bairro de Macandza é um obstáculo significativo ao bem-estar
dos seus habitantes e ao desenvolvimento socioeconómico da área.

Perante os problemas apresentados acima, questiona-se o seguinte:

Qual é a capacidade ideal de um posto de transformação para atender às


necessidades atuais e futuras da população do bairro de Macandza, garantindo um
fornecimento de energia elétrica confiável e sustentável?

1.2. Justificativa

A implementação de uma rede de distribuição de energia elétrica no bairro de Macandza


é essencial para o desenvolvimento socioeconómico da região e para a melhoria da
qualidade de vida dos seus habitantes. A eletrificação permitirá o acesso a serviços
básicos que são fundamentais para a dignidade humana, como a iluminação nas
residências, o funcionamento de escolas e unidades de saúde, e a melhoria na
segurança pública. Além disso, a disponibilidade de energia elétrica impulsionará o
desenvolvimento económico local, facilitando a instalação de pequenas e médias
empresas, aumentando as oportunidades de emprego e promovendo a sustentabilidade
da comunidade.

Jorge Agostinho Macaringue 9


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

1.3. Objetivos

1.3.1. Objetivo Geral

✓ Dimensionar um posto de transformação para o bairro de Macandza, garantindo


o acesso sustentável e confiável à eletricidade, com a finalidade de melhorar a
qualidade de vida e promover o desenvolvimento socioeconómico da região.

1.3.2. Objetivos específicos

✓ Fazer o levantamento das cargas a alimentar;


✓ Definir o ponto de alocação do posto de transformação;
✓ Dimensionar o posto de transformação;
✓ Dimensionar as Proteções;
✓ Fazer a estimativa de custo para o projeto

1.4. Metodologia

Para a realização deste trabalho será usada a seguinte metodologia:

✓ Revisão Bibliográfica: Realizar-se-á um estudo aprofundado da literatura


técnica, incluindo manuais, normas e artigos científicos, para construir uma base
teórica sólida sobre o tema.
✓ Pesquisa de Campo: Serão coletados dados in loco, como a distância do término
da linha de Média tensão mais próxima até ao bairro alvo e o número de
edificações, para dimensionar adequadamente a rede elétrica e atender à
demanda energética do bairro.

Jorge Agostinho Macaringue 10


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

1.5. Organização textual

O trabalho terá a seguinte estrutura:

I. Introdução – onde se fará a descrição geral do projeto, caracterização da


zona, problematização, justificativa, descrição dos objetivos e
apresentação da metodologia.
II. Revisão da bibliografia – onde serão expostos os conceitos técnicos e
científicos indispensáveis para a melhor perceção do presente projeto;
III. Memoria descritiva e justificativa – neste ponto serão mostrados os
dados colhidos no bairro de Macandza, nomeadamente, ruas existentes e
linhas de média tensão próximas a zona e será acompanhado de um
memorial de calculo, para se justificar o porquê da escolha de um
determinado equipamento;
IV. Especificações técnicas – neste ponto será feito um detalhamento
preciso e específico dos requisitos técnicos, materiais e métodos de
construção.
V. Estimativa de custo – Onde serão apresentados os preços dos materiais
necessários para execução do projeto;
VI. Conclusões, recomendações – este ponto representa a parte final do
projeto, onde serão descritas todas as conclusões bem como as
recomendações

Jorge Agostinho Macaringue 11


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

CAPÍTULO II – REVISÃO DA BIBLIOGRAFIA


2. Rede elétrica

Rede elétrica é uma rede interligada que distribui a eletricidade desde a central até ao
consumidor final, como habitações, comércios e indústrias.

O projeto de redes elétricas é um problema complexo, quer a nível técnico como a nível
social, devendo cumprir determinadas normas, leis, regulamentos e portarias impostas
por legislação. Desta forma, este projeto obedece ao disposto no Regulamento de
Segurança de Redes de Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão (RSRDEEBT)
e no Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de Transformação e de
Seccionamento (RSSPTS). Está assim garantida a segurança e qualidade de serviço,
tanto na construção de linhas, como depois quando estas estiverem em funcionamento,
contribuindo assim para a redução dos impactos que poderá trazer à sociedade.

De acordo com w) e dd) do artigo 1 do Regulamento de Segurança de Redes de


Distribuição de Energia Elétrica em Baixa Tensão, uma rede de distribuição em BT é
uma “instalação elétrica (em que o valor eficaz ou constante da tensão não exceda em
corrente alternada 1000V ou em corrente contínua 1500V) destinada à transmissão de
energia elétrica a partir de um posto de transformação ou de uma central geradora até
às portinholas, constituída por canalizações principais e ramais”. Os valores típicos para
as redes de baixa tensão em Moçambique são 380/220 V (trifásica e monofásica,
respetivamente), segundo o número 5 do artigo 3 do RSRDEEBT.

Jorge Agostinho Macaringue 12


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Figura 1:Rede elétrica aérea


Fonte: (INBRAEP)
2.1. Rede De Distribuição
É a parte do sistema de potência destinado ao transporte de energia elétrica, em média
ou baixa tensão a partir do barramento secundário de uma subestação (onde termina a
transmissão ou sub-transmissão), até os pontos de consumo.

2.1.2 Classificação Das Redes De Distribuição


As redes de distribuição classificam-se em: redes de distribuição primária e secundária.

[Link] Redes De Distribuição Primária


As redes primárias são responsáveis por alimentar os transformadores de distribuição
e/ou os pontos de entrega de energia sob a mesma tensão primária. Ou seja, as redes
primárias operam em linhas de MT, superiores a 1 KV e são encarregadas de fornecer
energia aos transformadores de distribuição que rebaixam essa energia para tensões
menores, chamadas de secundárias.

[Link] Redes De Distribuição Secundária


As redes secundárias são encarregadas pela distribuição da energia em baixa tensão
por meio dos ramais de ligação. Essas redes secundárias são provenientes dos
transformadores que recebem a energia em tensões primárias, ou seja, média tensão.

2.2. Elementos Coinstituentes Das Redes De Distribuição


Os principais elementos das redes de distribuição são: apoios, condutores, isoladores,
transformadores de distribuição e os dispositivos de proteção.

Jorge Agostinho Macaringue 13


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

2.2.1. Apoios
Os apoios são elementos da linha cuja função é suportar todos os condutores e restantes
acessórios existentes na linha. A escolha dos apoios reside nos fatores como os esforços
necessários e o tipo de local onde o apoio será implantado, não só, mas também nas
suas características físicas e mecânicas, bem como, no seu aspeto económico. (Octávio
Madureira,2009)

Nas Linhas Aéreas de MT podem ser utilizados apoios de dois tipos construtivos: Betão
armado e madeira.

De acordo com RESLAT artº 73 nº3, define que a profundidade de enterramento, He, em
metros dos apoios dada pela seguinte expressão: 𝐻𝑒 = 0.1𝐻 + 0.5

2.2.2. Condutores
Os condutores são responsáveis pela condução da energia elétrica ao longo de uma
linha de transmissão de energia. Existem diferentes tipos de condutores sendo eles:

✓ Condutor isolado: condutor revestido por uma ou várias camadas isolantes;


✓ Condutor nu: condutor sem isolamento exterior;
✓ Condutor unifilar: condutor constituído por um só fio;
✓ Condutor multifilar: condutor constituído por vários fios não isolados entre si.

Numa linha aérea de energia podem ser utilizados dois tipos de cabos, os cabos
isolados com condutores de alumínio agrupados em feixe cableados denominados
cabos torçados (possui várias camadas isolantes), ou cabos nus (sem isolamento
exterior). (André Soniva,2022)

Nas linhas aéreas de energia em MT são usados condutores nus multifilares em


alumínio ou alumínio-aço escolhidos em detrimento dos condutores em cobre devido
às inúmeras vantagens quer do ponto de vista técnico quer econômico.

Os condutores em alumínio-aço são constituídos por uma alma em aço galvanizado,


de um ou mais fios, envolvida por duas ou três camadas sucessivas de fios de
alumínio todos eles enrolados em hélice. (André Soniva,2022)

Jorge Agostinho Macaringue 14


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Figura 2:Cabo de alumínio nu


Fonte:( MD policabos)
Nas redes de distribuição aéreas de baixa tensão são usados condutores isolados
agrupados em feixe (torçados) do tipo LXS ou XS. Existem dois sistemas com grande
aplicação: Sistema sem neutro tensor e sistema com neutro tensor. (André Soniva,2022)

Sistema sem neutro tensor – consiste num feixe de condutores de igual secção, tanto
para o neutro como para as fases.

Figura 3:Sistema sem neutro tensor


Fonte:( Solidal 2007)

Sistema com neutro tensor – consiste num feixe de condutores de fases cableados a
volta do condutor neutro, que além da função elétrica serve de fio tensor do conjunto.

Jorge Agostinho Macaringue 15


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Figura 4:Sistema com neutro tensor


Fonte:( Solidal 2007)

2.2.3. Isoladores
Os isoladores são estruturas em vidro ou em cerâmica que desempenham funções
mecânicas e elétricas. Do ponto de vista mecânico, os isoladores devem fixar os
condutores às estruturas do apoio, enquanto que, do ponto de vista elétrico, têm a
funcionalidade de evitar a passagem de corrente do condutor para o apoio ou suporte.

Figura 5:Isoladores de passagem


Fonte (L&T-SuFin, 2024)

2.2.4. Transformador de potência


O transformador de distribuição tem como finalidade reduzir o nível de tensão, de média
para baixa, por exemplo, de 33 kV para 0.4 kV, ou de 11 kV para 0.4 kV. Em zonas rurais,
dependendo do seu peso (e potência), os transformadores são geralmente montados em

Jorge Agostinho Macaringue 16


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

base de alvenaria, ou postes pórticos de madeira, ou ainda em postes de betão (EDM,


2006).

São usados transformadores de Potência para montagem exterior com as seguintes


características:

✓ Potências: 30, 50, 100, 160, 200, 250 e 315 KVA.

✓ Relações de transformação: 6,6/0,4; 11/0,4; 22/0,4 ;33/0,4 KV

✓ Grupo de ligação: Dyn11

✓ Regulação de tensão em vazio: Un+5%; Un-5%; Un-10%.

Figura 6:Transformador de baixa tensão


Fonte: (I-Tensão,2024)

Nas zonas rurais é comumente usado três tipos construtivos de Postos de


Transformação:

✓ Posto de transformação em poste de Betão (B1);


✓ Posto de transformação em pórtico de madeira (M1);
✓ Posto de transformação em base de alvenaria (M2)

2.2.5. Dispositivos De Proteção


Os dispositivos usados nas redes de distribuição são:

✓ Para-raios – destinam-se a proteção contra sobretensões de descargas


atmosférica.

Jorge Agostinho Macaringue 17


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

✓ Drop-outs – garantem a proteção contra curto-circuito e executam o corte


visível da instalação.
✓ Disjuntor de baixa tensão – protege o transformador de todos os defeitos
da rede a jusante, garante a proteção contra sobrecargas.
✓ Fusíveis APC – protege as saídas individuais de baixa tensão.

2.2.6. Pára-raios
Os para-raios de média tensão são dispositivos essenciais para a proteção de sistemas
elétricos contra surtos de tensão causados por descargas atmosféricas (raios) ou
manobras na rede. Eles atuam como um caminho alternativo para a corrente do raio,
desviando-a para a terra e evitando danos aos equipamentos conectados à rede elétrica.

Figura 7:para-raios de média tensão


Fonte: (Mesh Engenharia)

2.2.7. Drop-outs
A chave fusível de média tensão é um dispositivo de proteção essencial em sistemas
elétricos de distribuição. Ela atua como a primeira linha de defesa contra sobrecargas e
curto-circuitos, garantindo a integridade da rede e a segurança das instalações.
Composta por um contato fixo, fixação, fusível/contato móvel e isolador, a chave opera
de forma rápida e eficiente, interrompendo a corrente elétrica em caso de falhas. Sua
importância reside na capacidade de isolar seletivamente o trecho da rede onde ocorreu
o defeito, minimizando os impactos em outras áreas do sistema. As chaves fusíveis de

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média tensão são projetadas para operar em tensões elevadas e são fabricadas com
materiais de alta qualidade, garantindo durabilidade e confiabilidade em ambientes
exigentes.

Figura 8:Chave fusível


Fonte (L&T-SuFin, 2024)

2.2.8. Transformadores de corrente


Os transformadores de corrente são equipamentos que permitem aos instrumentos de
medição e proteção funcionar adequadamente sem que seja necessário possuírem
correntes nominais de acordo com a corrente da carga. Os TCs transformam através do
fenómeno de conversão eletromagnética, correntes elevadas que circulam no seu
primário em pequenas correntes secundarias. O primário do transformador de corrente
corresponde a própria linha de transmissão, a corrente nominal do secundário do TC foi
padronizada como 5A nos estados unidos e 1A na Europa.

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Figura 9:Transformador de corrente interno tipo barra


Fonte: (pulsar medidores,2024)

2.2.9 Quadro Geral de Baixa Tensão


São os equipamentos onde se irá alojar toda a aparelhagem de proteção e alguma da
aparelhagem principal de manobra dos circuitos elétricos. Estes equipamentos devem
apresentar características gerais que garantam o seu correto funcionamento, pelo que
se referem-se as mais significativas que condicionam a construção dos quadros. O
invólucro dos quadros deve ter índices de proteção IP e IK, adequados ao local onde se
inserem, de acordo com a norma NP EN 60 529. (L. Sousa Martins; 2004)

Figura 10:Quadro geral de baixa tensão QGBT


Fonte: (André Soniva,2022)

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[Link]ÍTULO III – MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA

A presente memória descritiva e justificativa é referente ao projeto de dimensionamento


de um posto de transformação para o bairro de Macandza, um bairro residencial
localizado no distrito de Marracuene, no posto administrativo de Machubo,
geograficamente, este bairro encontra-se delimitado ao norte por Manhiça Sede e
Calanga, ao oeste por Maluana e pela localidade de Marracuene, ao sul pela localidade
de Marracuene e a Leste pelo Oceano Índico. Este bairro não se beneficiando da rede
elétrica pública, foi identificada para se beneficiar deste serviço.

3.1. Mapa de localização geográfica da área de estudo

Figura 11:Mapa de localização geográfica da área de estudo

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O projeto iniciou com a identificação de bairros sem acesso à rede pública e a elaboração
de um levantamento detalhado. Esse levantamento inclui a criação de um esboço
baseado em fotos da área, a estimativa da demanda energética considerando
residências, comércios e projetos futuros, cujo o objetivo é determinar o local ideal para
o instalar o poste de transformação (PT), buscando centralizar a carga, garantir
viabilidade econômica e utilizar linhas de média tensão próximas.

3.1.1. Alimentação ou ponto de derivação

Para o presente projeto , a linha de média tensão próxima que irá permitir a derivação
para alimentar o bairro de Macandza é de 33kV proveniente da subestação de 20MVA
denominada Subestação de Marracuene, localizada no distrito de Marracuene, próximo
Riopele têxteis ,que recebe 66KV da linha DL 27 proveniente da subestação de infulene
e tem uma saída denominada EL Macaneta de 33KV, que vai até ao posto administrativo
de Machubo percorrendo uma distancia de 44Km e termina no PT746R de 50KVA, e a
partir do PT746R construir-se-á uma linha de média tensão com extensão de 12.5Km até
Macandza que será da responsabilidade da EDM.

PROJETO DO POSTO DE TRANSFORMAÇÃO -Memorial de cálculos


3.2. LEVANTAMENTO DE CARGA

O bairro de Macandza comporta atualmente 200 casas habitadas, dentre elas 80 tipo 1,
60 tipo 2, 60 tipo 3 e uma escola denominada Escola Primaria Completa 7 de Abril, que
vai até 10ᵃ Classe que tem 09 salas de aulas, uma secretaria e um gabinete do diretor.

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3.2.1. Dimensionamento dos equipamentos e acessórios

Neste projeto serão dimensionados e especificados os seguintes equipamentos


pertencentes a este posto de transformação, tais como:

✓ Para-Raios;
✓ Isoladores;
✓ Drop-outs;
✓ Transformador de potência;
✓ Barramentos
✓ Disjuntor de baixa tensão
✓ Transformador de corrente;
✓ Fusível de baixa tensão;
✓ Condutores de baixa tensão;
✓ Quadro geral de baixa tensão

3.2.2 DETERMINAÇÃO DA POTÊNCIA A INSTALAR

Segundo o artigo 435 do Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de


Energia Elétrica (RSIUEE), aprovado pelo Decreto-Lei n.o 740/74, de 26 de dezembro,
recomenda-se que as instalações de utilização a estabelecer em locais residenciais ou
de uso profissional sejam dimensionadas com base nos valores mínimos seguintes:

a) para instalações de iluminação e tomadas para usos gerais: 25 VA/m2;

b) para instalações, fixas ou não, de climatização ambiente elétrica: 80 VA/m2.

Para o cálculo da potência instalada foram tidas em consideração:

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Tabela 1:Número de habitações do Bairro de Macandza

N˚ Tipo de casas N˚ de casas


1 Casas do tipo 1 80
2 Casas do tipo 2 60
3 Casas do tipo 3 60
Total - 200

3.2.3 Cálculo da área total das casas

Com o objetivo de determinar as áreas das casas dos tipos 1, 2 e 3 no bairro de


Macandza, realizou-se um levantamento das dimensões dos principais compartimentos
de cada tipologia. A partir dos dados coletados, apresentados na tabela a seguir, foram
calculadas as áreas totais, resultando em:

Tabela 2:Cálculo da área total das casas

Compart. Casa tipo 1 Casa tipo 2 Casa tipo 3


C( L(m) A ( m2 ) C(m) L(m) A ( m2 ) C(m) L(m) A ( m2 )
m)
sala 4.0 3.5 14.0 4.0 4.0 16.0 3.5 4.5 15.75
Quarto 1 4.0 3.0 12 3.5 3.2 11.2 4.0 3.5 14
Quarto 2 - - - 3.8 3 11.4 4.2 3.4 14.28
Quarto 3 - - - - - - 3.0 3.5 10.5
cozinha 3 3 3.2 2.8 - 3 3 -
Casa de 2.5 2 - 2.0 3.0 - 2.9 2 -
banho
Dispensa - - - - - - -
Área total( m 2 ) 26 38.6 54.53

Fonte: (o Autor)

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Cálculo das potências ligadas as cargas

SClimatizacao = Atotal × 80VA Siluminacao/TUG = Atotal × 25VA (1)

Para a casa tipo 1 teremos:

𝑆𝑖𝑙/𝑇𝑈𝐺 = 26 × 25 = 650𝑉𝐴 𝑆𝑐𝑙𝑖𝑚 = 80 × 26 = 2080𝑉𝐴

𝑆𝑖𝑙/𝑇𝑈𝐺 = 0.65𝐾𝑉𝐴 𝑆𝑐𝑙𝑖𝑚 = 2.08𝐾𝑉𝐴

Tabela 3:Cálculo das potências ligadas das casas

Casa tipo 1 Casa tipo 2 Casa tipo 3


Fórmula S(VA) S(KVA) S(VA) S(KVA) S(VA) S(KVA)
𝑆𝑖𝑙𝑢𝑚/𝑇𝑈𝑔 At * 25 650 0.65 965 0.965 1363.25 1.36525

𝑆𝐶𝑙𝑖𝑚 At *80 2080 2.08 3088 3.088 4362.4 4.3624

𝑆𝑖𝑛𝑠𝑡 SilTUG +SClim 2730 2.73 4053 4.053 5727.65 5.72765


𝑃𝐿 SInst ×cosφ 2184 2.184 3242.4 3.2424 4582.12 4.58212
Fonte:(o Autor)

3.2.4. Potência ligada as casas

Tabela 4:Potências ligadas das casas

N˚ de casas Potência ligada (KW) Fator de utilização


Casa tipo 1 80 2.184 0.6
Casa tipo 2 60 3.2424 0.6
Casa tipo 3 60 4.58212 0.6

3.2.5. Cálculo da potência das casas tipo 1

Para o cálculo da potência instalada foram tidas em consideração:

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Fatores de correção de potência: nomeadamente, Fator de Simultaneidade (Fs) e


Fator de Utilização (Fu):

F𝑢− (Anexo 7)

0.8
Fs = 0.2 + (2)
√n

PC1 = n × PL1 × Fu × Fs (3)

Onde: n-número de residências

PL1 − Potência ligada a casa tipo 1

PC1 = n × PL1 × Fu × Fs

0.8
PC1=80×2.184× (0.2 + ) ×0.6
√80

PC1=30.34KW

3.2.6. Cálculo da potência das casas tipo 2

PC2 = n × PL2 × Fu × Fs

0.8
PC2=60× 3.2424 × (0.2 + ) ×0.6
√60

PC2=35.4KW

3.2.7. Cálculo da potência das casas tipo 3

PC3 = n × PL3 × Fu × Fs

0.8
PC3=60× 4.582 × (0.2 + ) ×0.6
√60

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PC3=50.03KW

3.2.8. Cálculo da potência total das casas

Ptotal 1 = PC1 + PC2 + PC3

Ptotal 1=30.34KW+35.4KW+50.03KW

Ptotal 1=115.77KW
3.2.9. Cálculo da área total da escola

Tabela 5:Cálculo da área total da escola

compartimento Dimensão em (m) Área Área total ( m 2 )=N*A


C(m) L(m) A=cxl
Sala de aula 6 5 30 30× 9=270
Secretaria 4 3 12 12×1=12
[Link] 3 3 9 9 ×1=9
Total - - - 291

3.3. Cálculo da potência total da escola

Tabela 6:Cálculo da potência total da escola

Fórmula Cálculo resultado


𝑃𝑖𝑙𝑢𝑚 (𝐾𝑊) 𝑃𝑖𝑙𝑢𝑚 = 𝐴𝑇 × 𝑆𝑝 × 𝑐𝑜𝑠𝜑 𝑃𝑖𝑙𝑢𝑚 = 291 × 25 × 0.8 5.820
𝑃𝑡𝑜𝑚 (𝐾𝑊) 𝑃𝑡𝑜𝑚 = 𝐴𝑆,𝐺 × 𝑆𝑝 × 𝑐𝑜𝑠𝜑 𝑃𝑡𝑜𝑚 = 21 × 80 × 0.8 1.344
𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 2 (𝐾𝑊) 𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 2 = 𝑃𝑖𝑙𝑢𝑚 + 𝑃𝑡𝑜𝑚 𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 2 = 5.820 + 1.344 7.164

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3.3.1. Cálculo da potência de iluminação pública

A iluminação pública, destina se a iluminar e garantir visibilidade na via pública ao


anoitecer para garantir conforto e comodidade no trânsito de peões e veículos
motorizados durante o período noturno. Com a implementação da iluminação pública
consegue se reduzir de forma significativa a onda de criminalidade e incrementa se a
segurança rodoviária. A iluminação pública pode ser feita recorrendo se a lâmpadas de
vários tipos, tendo cada tipo suas características destintas que torna, umas melhores
que as outras.

Considerando 25 lâmpadas, e 150w por cada lâmpada obtém-se:

PIPU =n×PLamp

onde: n- é a quantidade de lâmpadas, PLamp - é a potência da lâmpada e PIPU - é


potência de iluminação pública.

PIPU =25×150=3750W ou PIPU =3.75KW

3.3.2. Cálculo da potência das instituições públicas

Para o cálculo da potência das instituições públicas considera-se fator de simultaneidade


𝐹𝑠 =0.85 e o fator de utilização consulta-se na tabela A7-7 do anexo 7.

𝑃𝐼𝑆𝑃𝑈 = 𝑃𝐿 × 𝐹𝑢 × 𝐹𝑠 , onde 𝑃𝐼𝑆𝑃𝑈 − é a potência das instituições públicas

𝑃𝐼𝑆𝑃𝑈 = 0.85(1 × 3.75 + 0.75 × 7.164)

𝑃𝐼𝑆𝑃𝑈 = 7.7546𝐾𝑊

3.3.3. Cálculo da potência para o bairro de Macandza

𝑃𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 = 𝑃𝐼𝑆𝑃𝑈 + 𝑃𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 1

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𝑃𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 =7.7546𝐾𝑊 + 115.77KW

𝑃𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 =123.52KW

3.3.4. Cálculo da potência aparente para o bairro de Macandza

𝑃𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜
𝑆𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 = (4)
𝑐𝑜𝑠𝜑

123.52
𝑆𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 =
0.8

𝑆𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 = 154.4𝐾𝑉𝐴

3.3.5. Cálculo da Potência aparente com fator de acréscimo

Permite saber qual será a potência a ser aplicada seguindo se a margem de crescimento
populacional do bairro de Macandza considerando uma taxa de crescimento de 5% e
uma projeção de crescimento para o horizonte de 5 anos.

𝛼% 𝑁
𝑆𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡 = 𝑆𝐵𝑎𝑖𝑟𝑟𝑜 (1 + ) (5)
100

Onde:

✓ N – É o número de anos;
✓ 𝛼% - Taxa anual de crescimento da carga
✓ 𝑆𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡 - Potência aparente ajustada com fator de acréscimo

5 5
𝑆𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡 = 154.4 × (1 + )
100

𝑆𝑎𝑗𝑢𝑠𝑡 = 197.058 𝐾𝑉𝐴

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3.4. Escolha do transformador padronizado

Com base no resultado dos cálculos feitos acima, deverá ser instalada uma potência
igual ou superior a 197.058KVA, de modo a suprir a demanda atual e futura. Assim
sendo, será instalado um Posto de Transformação com capacidade de 200KVA.

O PT a ser instalado para o projeto será do tipo M2, dada a potência do nosso
transformador (200 kVA) que é superior a 100 KVA, será montado sobre bases de
alvenaria, situadas entre os postes do pórtico de chegada da linha de media tensão.

Então o transformador a ser usado deverá ter as seguintes características:

✓ Potência: S = 200 kVA


✓ Relação de transformação: 33/0.4 kV
✓ Grupo de ligação: D yn11 (ver no anexo 4)

3.4.1. Escolha dos para-raios

Como a tensão nominal dos para-raios a instalar num posto de transformação deve ser
em função do nível de tensão da rede assim como o regime do neutro e que a ligação
dos para-raios a linha de média tensão, deverá ser feita com a mesma secção do
condutor de linha de MT. E a ligação a terra, através dum condutor de cobre com secção
mínima de 16 mm², passando para 35 mm² quando penetrar a terra. De acordo com a
tabela 9-9 do anexo 9, escolheu-se:

✓ Para-raios ASEA, tipo XBE


✓ Tensão nominal: Un = 33 kV
✓ Capacidade de corte: I = 10 kA
✓ Neutro diretamente ligado à terra.

3.4.2. Dimensionamento dos Drop-outs

Tendo em conta que a corrente nominal no primário do transformador será:

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𝑆𝑛
𝐼𝑛1 = (6)
√3×𝑈𝑛1

onde:

✓ 𝑆𝑛 – Potência aparente nominal do transformador;


✓ U𝑛1 – Tensão nominal no primário do transformador.

Como a tensão nominal do transformador no primário é de 33KV e a potência aparente


do transformador é de 200KVA, então obtém-se:

𝑆𝑛
𝐼𝑛1 =
√3×𝑈𝑛1

200×103
𝐼𝑛1 =
√3×33×103

𝐼𝑛1 = 3.5𝐴

De acordo com a tabela 3 dos calibres de links para drop-outs, deverá ser usado:
Seccionador-Fusível AB-CHANCE

✓ Tensão nominal: Un = 33kV LINK: ILk = 6 A, para uma corrente nominal de 3.5A.
✓ O calibre do drop- out será de 4 A.

3.5. Dimensionamento do cabo de baixa tensão entre o transformador e o quadro


de baixa tensão e as respetivas proteções do lado da baixa tensão

Numa primeira fase será determinado o calibre do disjuntor geral, poder de corte,
secção do cabo alimentador e a verificação das condições de proteção, primeiro é
necessário calcular-se a corrente que circula no secundário, conforme a fórmula a
abaixo:

𝑆𝑛
𝐼𝑛2 =
√3×𝑈𝑛2

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Onde:

✓ 𝐼𝑛2 – Corrente nominal no secundário do transformador [A]


✓ 𝑆𝑛 – Potência nominal do transformador [KVA]
✓ 𝑈𝑛2 – Tensão nominal no secundário do transformador [V]

3.5.1. Cálculo do calibre do disjuntor geral

𝑆𝑛
𝐼𝑛2 =
√3×𝑈𝑛2

200×103
𝐼𝑛2 =
√3×400

𝐼𝑛2 = 288.68 𝐴

Calculado a corrente nominal no secundário do transformador, consulta-se a tabela A4-


4 do anexo 4, verifica-se que na tabela não tem os 288.68A, assim sendo o calibre do
disjuntor deverá ser de 315A, valor imediatamente superior à 288.68A, e deverá ser um
disjuntor regulável, tento a carga considerada para o projeto deverá ser regulado para
288.68A. Em caso de haver aumento de carga poderá ser regulado para um valor que
se adequa a carga em causa.

3.5.2. Cálculo do poder de corte do disjuntor geral

O poder de corte de um disjuntor é a corrente máxima de curto-circuito que o


dispositivo é capaz de interromper sem se danificar. Em outras palavras, é a
capacidade do disjuntor de lidar com uma sobrecarga elétrica extrema e desconectar o
circuito de forma segura.

Icc ≤ 𝑃𝑑𝑐 (7)

Onde:

✓ Icc – Corrente curto-circuito [KA]

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✓ P𝑑𝑐– Poder de corte do aparelho de proteção [KA]

Un2
Icc = (8)
√3×Zeq

Onde:

✓ U𝑛2– Tensão nominal [V]


✓ Z𝑒𝑞– Impedância equivalente [Ω]
✓ 𝑍𝑒𝑞 = 𝑍𝑇𝑟 +𝑍𝑅 (9)

Onde:

✓ Z𝑇𝑟– Impedância do transformador [ Ω]


✓ Z𝑅– Impedância do ramal do cabo [Ω]

Ucc ×Un2 2
ZTR = (10)
Sn

Onde:

✓ U𝑐𝑐– Tensão de curto-circuito [%]


✓ U𝑛2– Tensão nominal [V]
✓ S𝑛– Potência nominal do transformador [KVA]

ρ×l2
ZR = (11)
s

Onde:

✓ Z𝑅– Impedância do ramal [Ω]


Ω×mm2
✓ ρ – Resistividade do condutor [ ]
m

✓ 𝑙 – Comprimento do condutor [m]


✓ s – Secção do condutor [mm2]

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Através da consulta do catálogo dos TRANSFORMADORES de Moçambique SA do


anexo 4, foi possível tirar uma tensão de curto-circuito de 4%, que será muito útil no
cálculo do poder de corte do disjuntor, conforme mostram os seguintes cálculos:

Ucc × Un2 2
ZTR =
100 × Sn

4 × 4002
ZTR =
100 × 200 × 103

ZTR = 0.032 Ω

ρ × l2
ZR =
s

0.0172 × 52
ZR =
185

ZR = 0.0023 Ω

𝑍𝑒𝑞 = 𝑍𝑇𝑟 +𝑍𝑅

𝑍𝑒𝑞 = 0.032+0.0023

𝑍𝑒𝑞 = 0.0343 Ω

Un2
Icc =
√3×Zcc

400
Icc =
√3×0.0343

Icc = 6.732𝐾𝐴

6.732 𝐾𝐴 ≤ 𝑃𝑑c

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DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
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O poder de corte do disjuntor deve ser igual ou superior à corrente de curto-circuito


máxima, ou seja, o poder de corte deve ser igual ou superior a 6.732kA.

3.5.3. Cálculo da secção do cabo alimentador

Será utlizado um cabo de alimentação multicondutor de cobre, que será enterrado no


solo juntamente com outros dois cabos. Este cabo terá um comprimento total de cinco
metros e estará sujeito a uma temperatura ambiente de 35 graus Celsius. Após consultar
as tabelas de correção para agrupamento de cabos anexo 2 e para temperaturas
diferentes de 20 graus Celsius anexo 3, determinam-se os seguintes fatores de correção:
𝛽 = 0,80 (para o agrupamento de cabos) e 𝛾 = 0,76 (para a temperatura ambiente).

3.5.4. Cálculo da corrente fictícia

A corrente fictícia é um valor calculado que serve como base para a escolha de um
condutor (cabo) adequado para uma determinada instalação elétrica. Ela não representa
uma corrente real que flui no circuito, mas sim um valor aumentado que leva em
consideração diversos fatores, como a temperatura ambiente, o agrupamento de
condutores e outros, para garantir que o cabo escolhido seja capaz de suportar a corrente
máxima que poderá passar por ele em condições reais de operação, sem superaquecer
e causar problemas.

I
s
Ifi = β×γ (12)

288.68
Ifi =0.76×0.80

𝐼𝑓𝑖 = 474.80𝐴

O cabo a ser utilizado será de cobre, tipo VAV. A seção nominal desse condutor foi
determinada a partir da análise da tabela de cabos enterrados do anexo 1. Considerando
um circuito trifásico com três condutores, a corrente fictícia calculada foi de 474.8 A. Para
essa corrente, a tabela indica que a seção nominal de 240 mm² por condutor é adequada,

Jorge Agostinho Macaringue 35


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
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pois garante que a corrente máxima admissível (Imax) do cabo, que é de 515 A, não seja
excedida.

3.5.5. Cálculo de corrente máxima nas condições reais.

Iz = 𝐼𝑚𝑎𝑥 × 𝛽× 𝛾 (13)

Iz = 515× 0.76× 0.80

Iz = 313.12A

O cálculo resultou em uma corrente máxima (Iz ) de 313.12 A. Isso significa que, sob as
condições consideradas (temperatura, outros fatores), o sistema pode suportar uma
corrente máxima de 313.12 A sem sobrecarregar os componentes.

3.5.6. Proteção contra sobrecargas

1 ᵃ Condição: I𝑆 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑍 (14)

2 ᵃ Condição: If ≤ 1.45×𝐼𝑍

Onde:

✓ I𝑆 – Corrente de serviço [A]


✓ 𝐼𝑛 – Corrente nominal do dispositivo de proteção [A]
✓ I𝑍 – Corrente máxima admissível na canalização [A]
✓ If– Corrente convencional de funcionamento do dispositivo de proteção [A]

1 ᵃ Condição: 288.68 A≤ 315A≤ 313.12A Não verifica!

2 ᵃ Condição: 425A ≤ 1.45 ×313.12A

425A ≤ 454.024 A verifica!

Jorge Agostinho Macaringue 36


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Assim sendo recorre-se ao Anexo 1 (Tabela A1-1), escolhe-se a secção imediatamente


superior, para S=300 mm² com Imax = 590 A tem-se:

I𝑍 = 590×0.80×0.76

Iz=358.72 A

1 ᵃ Condição: 288.68 A≤ 315A≤ 358.72 A verifica!

2 ᵃ Condição: 425A≤ 1.45 ×358.72A

425A≤ 520.144 A verifica!

Conforme os cálculos acima apresentados, a secção escolhida para o cabo alimentador


é de 300 mm².

3.5.7. Dimensionamento Das Saídas

Será previsto 3 saídas no PT a partir do quadro geral de baixa tensão pelo que a corrente
de serviço será dividida em 3 circuitos parciais. Dessa forma para a corrente de serviço
parcial tem-se:

Is
Isp =
3

288.68
Isp =
3

Isp = 96.23 𝐴

Cálculo da corrente fictícia

Is
Ifi =
β×γ

Jorge Agostinho Macaringue 37


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92.23
Ifi =0.76×0.80

Ifi = 151.69 𝐴

Com esta intensidade de corrente do Anexo 6 (Tabela 6-6), escolhe-se para a proteção,
fusíveis de 100 A.

Para a corrente recorre-se ao Anexo 1 (Tabela A1-1) e escolhe-se a secção de 35 mm²


com uma corrente máxima admissível de 165 A.

Cálculo da corrente máxima admissível na canalização

Iz = 𝐼𝑚𝑎𝑥 × 𝛽× 𝛾

Iz =165 × 0.76 × 0.80

Iz =100.32 A

Proteção contra sobrecargas

1 ᵃ Condição: I𝑆 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑍

92.23 A ≤100 A ≤ 100.32 A verifica!

2 ᵃ Condição: If ≤ 1.45×𝐼𝑍

160 ≤ 1.45 × 100.32

160 A ≤ 145.46 A não verifica!

Assim sendo escolhe-se a secção imediatamente superior, consultando Anexo 1 (Tabela


A1-1) escolhe-se a secção de 50 mm² com uma corrente máxima de 190 A.

Cálculo da corrente máxima admissível na canalização

Jorge Agostinho Macaringue 38


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Iz = 𝐼𝑚𝑎𝑥 × 𝛽× 𝛾

Iz =190 × 0.76 × 0.80

Iz =115.52 𝐴

3.5.8. Proteção contra sobrecargas

1 ᵃ Condição: I𝑆 ≤ 𝐼𝑛 ≤ 𝐼𝑍

92.23 A ≤100 A ≤ 115.52 A verifica!

2ᵃ Condição: If ≤ 1.45×𝐼𝑍

160 ≤ 1.45 × 115.52

160 ≤ 167.504 A verifica!

Conforme os cálculos acima apresentados, a secção escolhida para as saídas é de 50


mm².

3.6. Aterramento Elétrico

Segundo a norma portuguesa (NP4426-2013, pg. 28), o valor da resistência de sistema


de aterramento deve ser tao baixa quanto possível inferior a 10.

3.6.1. Cálculo da Resistência de Terra

A resistividade aparente do solo não é conhecida, para o cálculo será considerado 3


hastes paralelas com comprimento de 2.4m e 16mm de diâmetro, com um espaçamento
de 3m entre as hastes, conforme mostra a malha de aterramento abaixo:

Jorge Agostinho Macaringue 39


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Figura 12:Malha de aterramento


Fonte: (o Autor)
Como as hastes são todos do mesmo formato, teremos:
ρa 4l
R hh = 2πl ln ( d ) (15)

Onde:

✓ R hh - Resistência individual de cada haste sem a presença de outras hastes;


✓ ρa- Resistividade aparente do solo;
✓ d-diametro do círculo equivalente a área da haste;
✓ l- Comprimento da haste.

ρa 4×2.4
R11 = R 22 = R 33 = 2π2.4 ln ( 0.016 )

R11 = R 22 = R 33 =0.42 ρa

𝜌𝑎 (𝑏ℎ𝑚 + 𝑙)2 − 𝑒ℎ𝑚 2


R hm = 𝑙𝑛 [ ]
4𝜋𝑙 𝑒ℎ𝑚 2 − (𝑏ℎ𝑚 − 𝑙)2

Onde:

✓ R hm - Acréscimo da resistência na haste h devido a indutância mútua da haste m;


✓ 𝑒ℎ𝑚 - Espaçamento entre as hastes h e m;
✓ 𝑏ℎ𝑚 -Distância entre o início da haste h e o fim da haste m.

Jorge Agostinho Macaringue 40


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Para hastes cujo o espaçamento e=3m, teremos:

𝑏ℎ𝑚 = √𝑙 2 + 𝑒ℎ𝑚 2

𝑏12 = √𝑙 2 + 𝑒12 2 =√2.42 + 32

𝑏12 = 3.841𝑚

𝜌𝑎 (𝑏ℎ𝑚 + 𝑙)2 − 𝑒ℎ𝑚 2


R12 = R 21 = R 23 = R 32 = 𝑙𝑛 [ ]
4𝜋𝑙 𝑒ℎ𝑚 2 − (𝑏ℎ𝑚 − 𝑙)2

𝜌𝑎 (3.841 + 2.4)2 − 32
R12 = 𝑙𝑛 [ 2 ]
4𝜋 × 2.4 3 − (3.841 − 2.4)2

R12 = 0.048 ρa

Para hastes cujo o espaçamento e=6m, obtém-se :

𝑏13 = √𝑙 2 + 𝑒13 2 =√2.42 + 62

𝑏13 = 6.462𝑚

𝜌𝑎 (6.462 + 2.4)2 − 62
R13 = 𝑙𝑛 [ 2 ]
4𝜋 × 2.4 6 − (6.462 − 2.4)2

R13 = 0.0258 ρa

Cálculo das resistências de cada haste:

✓ R1 = R11 + 𝑅12 + 𝑅13


✓ R 2 = R 21 + 𝑅22 + 𝑅23
✓ R 3 = R 31 + 𝑅32 + 𝑅33

Para haste 1 obtém-se:

R1 = R11 + 𝑅12 + 𝑅13 = 0.42 ρa + 0.048ρa + 0.0258ρa

R1 = 0.4938 ρa

Jorge Agostinho Macaringue 41


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

Para haste 2 obtém-se:

R 2 = R 21 + 𝑅22 + 𝑅23 =0.048 ρa + 0.42ρa + 0.048ρa = 0.516ρa

Para haste 3 obtém-se:

R 3 = R 31 + 𝑅32 + 𝑅33 = 0.0258ρa + 0.048ρa + 0.42ρa = 0.4938ρa

Obs: verifica-se que R1 e R 3 são iguais, isso deve-se a simetria.

Cálculo da resistência equivalente das 3 hastes

1
R eq =
1 1 1
R1 + R 2 + R 3

1
R eq =
1 1 1
0.4938ρa + 0.516ρa + 0.4938ρa

R eq = 0.167 ρa

Obs: como a resistividade aparente do solo é desconhecido e que o valor da resistência


de sistema de aterramento deve ser tao baixa quanto possível inferior a 10 ,então pode-
se considerar valores inferiores a 59.88 Ω. m de resistividade aparente como aceitáveis.

Jorge Agostinho Macaringue 42


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

CAPÍTULO IV: ESPECIFICAÇÕES TÉCNICA DOS MATERIAIS

4.1 Especificações técnicas dos Materiais


4.1.1. Isoladores

Serão usados dois tipos de isoladores a saber: Isoladores de cadeia será do tipo HT
1110 e isoladores de passagem STV-36 KV 1116 mm.

4.1.2. Barramento de média tensão

Os barramentos de média tensão deverão ser por varões de cobre, com um diâmetro
mínimo de 8mm e um afastamento mínimo de 365 mm entre as partes ativas e entre
outros elementos.

4.1.3. Pará – Raios

Serão usados para-raios da marca ASEA do tipo XBE ou equivalente com as seguintes
características técnicas:

✓ Tensão nominal: Un=33 KV


✓ Capacidade de corte: I =10 kA
✓ Neutro diretamente ligado à terra

4.1.4. Drop-Outs

Serão usados drop-outs de marca AB-CHANCE ou equivalente com as seguintes


características técnicas:

✓ Tensão nominal: Un= 33 KV


✓ Link: ILK= 6 A
✓ Capacidade de corte: 8 KA
✓ Tensão de choque: 150 KA
✓ Distancia de fuga: 432 mm

Jorge Agostinho Macaringue 43


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

4.1.5. Transformador de Potência

Será usado 1 transformador a ser montado para o uso exterior com as seguintes
características técnicas:

✓ Potencia: S=200 KVA


✓ Relação de transformação: 33/0.4 KV
✓ Grupo de ligação: Dyn11
✓ Regulação de tensão em vazio: Un +5%; Un; Un - 5%; Un – 10%

4.1.6. Condutores para o Ramal de Baixa tensão

Serão usados cabos do tipo:

✓ VAV 4x300 mm2 destinado a fazer a alimentação do quadro geral de baixa


tensão;
✓ VAV 4x50 mm2 destinado a fazer a ligação da saída do quadro geral de baixa
tensão e as linhas aéreas de distribuição;

4.1.7. Quadro Geral de Baixa Tensão

O quadro geral de baixa tensão (QGBT) estará alojado dentro de uma caixa metálica
galvanizada, de preferência pintada com uma ou duas portas na sua parte frontal, com
tratamento anticorrosivo com dimensões aproximadas a 1000x800x250 mm, contendo
ainda os seguintes componentes:

✓ Disjuntor de BT tetra polar de 315A da marca "SACE " do tipo SN-400, munido de
um relé do tipo R-400 (ver no anexo 10, tabela 10)
✓ Fusível de alto poder de corte (APC) do tipo "NH". 100A para proteção das saídas;
✓ Barramentos;
✓ Fotocélula para comando de iluminação pública
✓ Contador de energia total e contador de energia de iluminação pública;
✓ Transformador de intensidade 300/5

Jorge Agostinho Macaringue 44


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

4.1.8. Disjuntor de Baixa Tensão

Será usado 1 disjuntor de marca “SACE” do tipo SN-400, munido de um relé do tipo R-
400

4.1.9. Transformadores de Intensidade

Serão montados 3 transformadores de intensidade para: Tensão nominal Un = 400 V


com uma relação de transformação de a =300/5.

4.1.10. Contagem de Energia

O contador geral de energia será trifásico para uma tensão nominal de 400 V e uma
amperagem de 3x5 A, devendo ter integrador de ponta.

4.1.11. Saídas

Nas saídas deverão ser usados cabo VAV até o primeiro poste da rede de baixa
tensão aéreo.

A proteção na saída é feita por fusíveis de baixa tensão de alto poder de corte (APC) do
tipo NH.

✓ Cabo VAV: 4x70 mm2 (saídas gerais)


✓ Fusível APC, tipo NH: In=100 A (saídas gerais)

4.1.12. Apoios
[Link] Pórtico de Madeira

Serão usados postes de madeira de eucalipto creosotado da espécie “Eucaliptus


Saligna” com 12.25 metros de altura e com o diâmetro mínimo de 15 cm do topo e 23.35
cm na base, no mínimo.

A profundidade de enterramento dos postes será de 1.80 m devendo no fundo das covas
serem colocadas lajes, para evitar o seu afundamento.

Jorge Agostinho Macaringue 45


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

4.1.13. Espiamento

Serão necessárias duas espias montadas no lado oposto de chegada da linha,


executadas em arrame galvanizado, ou em cabo de aço adequado. O ponto de fixação
ao pórtico deve situar-se a 10.2 metros de altura enquanto na horizontal deve distar do
pórtico 7 m. Nestas espias serão igualmente montados isoladores de espias adequados
a tensão mais alta do posto de transformação.

4.1.14. Amarração da Linha de Média Tensão

Os elementos que compõem a amarração são: as pinças de amarração, cadeias de


isoladores, travessas de amarração e acessórios de montagem. A travessa de
amarração deverá ser de um dos seguintes materiais:

✓ Perfil “L” 100x50x8 mm


✓ Cantoneira 90x90x9 mm
✓ Perfil UNP-10 100x50x6 mm (maior superfície na horizontal)

Os isolados de cadeia terão três elementos para tensão de 33 KV. As pinças de


amarração serão do tipo EA-5.

4.1.15. Vedação

Todas as instalações que possuam peças nuas em tensão a uma altura do solo inferior
a 6 metros devem ser envolvidas por uma vedação que mantenha uma distância segura.

4.1.16 Terras

Terra de serviço

A terra de serviço será ligada ao neutro do transformador. Esta ligação deverá ser feita
a partir do quadro geral de baixa tensão, através de um ligador amovível.

Terra de proteção

Jorge Agostinho Macaringue 46


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

A terra de proteção ligar-se-ão as massas da aparelhagem de media tensão, assim


como todas as partes metálicas de suporte e fixação da aparelhagem incluindo cuba do
transformador e o invólucro metálico do quadro geral de baixa tensão.

Condutores de terra

Será usado cabo de cobre nu de 16 mm2 de secção até o ligador amovível, situado na
base do pórtico e cabo de 35 mm2 de secção deste até o elétrodo de terra no interior do
solo.

Elétrodos de terra

Quer o elétrodo da terra de serviço quer o da terra de proteção, serão constituídos por
varões próprios para este fim, que são varões de cobre de 2 m de comprimento e 16 mm
de diâmetro, enterrado verticalmente ao solo. Porém na sua falta podem ser substituídos
por tubos de ferro galvanizados, interligados entre si por cabo de cobre de 35 mm 2 de
secção.

Os elétrodos deverão ser enterrados no solo a uma profundidade mínima de 0,8 m. Os


elementos (hastes) que constituem o mesmo elétrodo deverão distanciar-se uns dos
outros 2 a 3 m. Neste projeto, será usado mais de uma haste no aterramento feito no
neutro do transformador (onde serão usadas 3 hastes ou varões) e, serão separados por
uma distância de 3 m. O número de elementos (varões) por elétrodo depende da
resistência do solo. O objetivo é atingir uma resistência de terra inferior a 10 Ω.

Os elétrodos da terra de serviço e da terra de proteção deverão distar entre si na


horizontal de pelo menos 20 m para que sejam considerados de terras distintas.

Jorge Agostinho Macaringue 47


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

5. CAPÍTULO V: MAPA DE QUANTIDADES / ESTIMATIVA DE CUSTO

Os custos apresentados nas tabelas abaixo estão em metical.

Obra Estimativa de Custos para montagem de um posto de transformação de 200KVA para o


Bairro de Macandza
Local: Bairro de Macandza Data: 15/11/2024
POSTO DE TRANSFORMAÇÃO
Item Material Un Qtd Custo/Un Custo Total(Mts)
(Mts)
1 Postes de madeira de 12.25m un 2 10,500.00 21,000.00
2 Para-raios tipo XBE 36kV un 3 11,100.00 33,300.00
3 Cabo VAV 4x300mm² m 20 11,680.00 233,600.00
4 Cabo VAV 4x50mm² m 50 1,395.37 69,768.50
3 Perfil UNP 10,100x50x6 m 5.5 8,350.00 45,925.00
4 Parafuso 3/4"x240x100 un 2 630.00 1,260.00
6 Isoladores de cadeia HT un 3 3,689.00 11,067.00
7 Perno roscado VC 33 un 3 1,050.00 3,150.00
8 Isoladores passagem un 3 2,772.54 8,317.62
9 Pinças de amarração EA 5 un 3 2,349.99 7,049.97
10 Rótula olhal EC 70 un 3 325.00 975.00
11 Ligadores paralelos de alumínio 25mm2 un 6 365.00 2,190.00
12 Terminais de Al/Cu 25mm2 un 3 800.00 2,400.00
13 Perfil UNP 10, 100x50x6 m 2.7 3,679.00 9,933.30
14 Parafuso M16x300x100 un 8 120.00 960.00
15 Condutor AAAC 150mm m 210 175.00 36,750.00
16 Ferro u un 4 5,500.00 22,000.00
17 Dropout Fuse Cut-Outs 33Kv un 3 15,786.96 47,360.88
18 Transformador de potência de 200KVA un 1 720,000.00 720,000.00
19 Maciço para Transformador un 1 40,000.00 40,000.00

Jorge Agostinho Macaringue 48


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

20 Rede de vedação un 1 45,000.00 45,000.00


21 Quadro Geral de BT completo com 1 252,400.00 252,400.00
Disjuntor R
22 Condutor de cobre nu m 50 350.00 17,500.00
23 Espias completas un 2 10,500.00 21,000.00
24 Fotocélula un 1 1,000.00 1,000.00
25 Terras completas de serviço e proteção kit 1 2,612.81 2,612.81
Custo Total de Material 1,656,520.08
Custo de Mão-de-Obra 10% 165,652.008
Transporte 5% 82,826.004
IVA 17% 281,608.4136
Total de Material e Despesas 2,186,606.506

Jorge Agostinho Macaringue 49


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

6. CAPÍTULO VI: CONCLUSÕES, RECOMENDAÇÕES


6.1. conclusões

O projeto de eletrificação do bairro Bairro de Macandza, representa um avanço


significativo para a comunidade local, garantindo o acesso à energia elétrica e
melhorando a qualidade de vida dos residentes. O estudo técnico, em conformidade com
as normas da EDM e legislação vigente, demonstra a viabilidade e segurança da solução
proposta. A utilização de materiais adequados e a consideração das especificidades
locais, como o tipo de solo, asseguram a durabilidade e eficiência da rede elétrica. O
investimento proposto, estimado em dois milhões, cento e oitenta e seis mil, seiscentos
e seis, e quinhentos e seis milésimos (2,186,606.506) meticais, é justificado pelos
benefícios sociais e econômicos que o projeto trará para a comunidade.

6.2. Recomendações

A instalação e operação de postos de transformação devem seguir rigorosamente as


especificações técnicas, como tensão nominal, corrente de curto-circuito e nível de
isolamento. O acesso a essas áreas deve ser restrito a profissionais qualificados e
autorizados, equipados com os EPIs adequados, para prevenir acidentes como choques
elétricos e arcos elétricos. A escolha do local de instalação deve considerar fatores como
a distância mínima de edificações, a facilidade de acesso para manutenção e a proteção
contra inundações, garantindo a segurança e a disponibilidade do sistema.

Jorge Agostinho Macaringue 50


DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO
DE MARRACUENE.

7. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[7.1] ABRADEE, Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. A


Distribuição de Energia. Segmentos de Distribuição, Brasília (2019).

[7.2] EDM (2006), Manual de Montagem de Postos de Transformação Rurais. Maputo

[7.3] RSIUEE – “Regulamento de Segurança das Instalações de Utilização de Energia


Elétrica em Baixa Tensão”, Direção Geral de Energia (1974).

[7.4] RSSPTS – “Regulamento de Segurança de Subestações e Postos de


Transformação e de Seccionamento”, Direção Geral de Energia (1976).

[7.5] Solidal (2007), Guia técnico. Portugal.

[7.6] RSRDEEBT - “Regulamento de Segurança de Redes de Distribuição de Energia


Elétrica em Baixa Tensão”, Decreto regulamentar nº9/84‖ (2006).

[7.7]. Proteção de Sistemas Elétricos de Potência, Vol. 1, Florianópolis-SC, [Link]


Kindermann.

[7.8] Aterramento Elétrico, 5ª Edição Modificada e Ampliada, Florianópolis-SC, 2002


Geraldo Kindermann e Jorge Mario Campagnolo;

Jorge Agostinho Macaringue 51


ANEXOS

VIII
ANEXOS

Anexo 1

Tabela A1-1: Correntes admissíveis dos cabos elétricos

IX
Anexo 2

Tabela A2-2: Fatores de correção para cabos instalados ao ar (𝛽)

Anexo 3

Tabela A3-3: Fatores de correção para temperaturas ambientes diferentes de 20°𝐶 (𝛾)

X
Anexo 4

Tabela A4-4: Catálogo dos transformadores de distribuição

XI
Anexo 5

Tabela A5-5: Características dos disjuntores de BT

XII
Anexo 6

Tabela A6-6: Características dos disjuntores e fusíveis de BT

Anexo 7

Tabela A7-7: Fatores de utilização de instituições públicas

XIII
ANEXO 8

Tabela 8-8: Escolha dos TIs

XIV
Anexo 9

Tabela 9-9: Tensões nominais dos para-raios da marca ASE, tipo XBE

TENSÃO Tensão nominal dos para-raios “XBE”


NOMINAL DA
REDE (KV) Neutro isolado Neutro à terra
6.6 7.2 6
11 12 12
22 24 24
30 36 30
33 36 30

Anexo 10

Tabela 10-10: Escolha dos disjuntores e relés

XV
FACULDADE DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

F1 - GUIA DE AVALIAÇÃO DO RELATÓRIO ESCRITO

Nome do estudante: Jorge Agostinho Macaringue


Referência do tema: 2024ELPCL03
Data: ___/ / 2024

Título do tema: DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO


PARA O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO DE MARRACUENE

1. Resumo
1.1. Apresentação dos pontos chaves no resumo
1 2 3 4 5
(clareza, organização, correlação com o apresentado)
Secção 1 subtotal (max: 5)

2. Organização (estrutura) e explanação


2.1. Objectivos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2.2. Introdução, antecedentes e pesquisa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
bibliográfica
2.3. Metodologias 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2.4. Resultados, sua análise e discussão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2.5. Conclusões e aplicação dos resultados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(recomendações)
Secção 2 subtotal(max: 45)

3. Argumentação
3. [Link] e originalidade 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
[Link] 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
[Link]álise crítica, evidência e lógica 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
[Link]ção objectivos/ métodos/ resultados/ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
conclusões
[Link]ância 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Secção 3 subtotal(max: 30)

XVI
4. Apresentação e estilo da escrita
4.1. Legibilidade e organização 1 2 3 4 5
4.2. Ilustração e qualidade das figuras e tabelas 1 2 3 4 5
4.3. Estilo da escrita (fluência do texto, uso da língua e 1 2 3 4 5
gramática)
[Link] bibliográficas (citação correcta, referências, etc) 1 2 3 4 5
Secção 4 subtotal(max: 20)

Total de pontos (max: Nota (=Total*0,2)


100)
Nota: Quando exista a componente gráfica (desenhos técnicos), a nota acima é
multiplicada por 0,8 cabendo os restantes 20% do peso à referida parte gráfica.

O supervisor

Maputo, ___de Novembro de 2024

XVII
FACULDADE DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

F2 – GUIA DE AVALIAÇÃO DA APRESENTAÇÃO ORAL E DEFESA

Nome do estudante: Jorge Agostinho Macaringue


Referência do tema: 2024ELPCL03
Data: ___/__/2024
Título do tema: DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO
PARA O
BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO DE MARRACUENE

1. Introdução
[Link]ção dos pontos chaves na
introdução (Contexto e importância do 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
trabalho)
Secção 1 subtotal(max: 10)

2. Organização e explanação
2.1. Objectivos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2.3. Metodologia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2.4. Resultados, sua análise e discussão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
2.5. Conclusões e aplicação dos resultados 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
(recomendações)
Secção 2 subtotal(max: 25)

3. Estilo da apresentação
3. 1. Uso efectivo do tempo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
3.2. Clareza, tom, vivacidade e entusiasmo 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
3.3. Uso e qualidade dos audio-visuais 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Secção 3 subtotal(max: 15)

XVIII
4. Defesa
4.1. Exactidão nas respostas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
4.2. Domínio dos conceitos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
4.3. Confiança e domínio do trabalho realizado 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
4.4. Domínio do significado e aplicação dos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
resultados
4.5. Segurança nas intervenções 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Secção 3 subtotal(max: 50)

Total de pontos (max: Nota (=Total*0,2)


100)

XIX
FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

F3 - FICHA DE AVALIAÇÃO GLOBAL

Nome do estudante: Jorge Agostinho Macaringue


Referência do tema: 2024ELPCL03
Data: ____/__/2024
Título do tema: DIMENSIONAMENTO DE UM POSTO DE TRANSFORMAÇÃO PARA
O BAIRRO DE MACANDZA, DISTRITO DE MARRACUENE

AVALIADOR NOTA OBTIDA PESO(%)


Relatório escrito (F1) N1= A= 60
Apresentação e defesa do trabalho (F2) N2= B= 40

CLASSIFICAÇÃO FINAL =(N1*A+N2*B)/100

OS MEMBROS DO JÚRI:
ASSINATURAS

Membro 1 (O Presidente)

Membro 2

Membro 3

Maputo, de Novembro de 2024

XX
PEÇAS DESENHADAS

XXI
VIII
1

Num Legenda
1 Cadeias de amarração
2 Isoladores de passagem
3 Para-raios do tipo "XBE"
4 Drop-Outs de 4A
5 Cabo VAV de baixa tensão 300mm2
6 Buchas do primário do transformador
7 Transformador de potência 200KVA 33/0.4KV
8 Buchas do secundario do transformador
9 Cerca de proteção
10 Espias
11 Quadro geral de baixa tensão QGBT
12 Elétrodo de terra de serviço
13 Elétrodo de terra de proteção
14 Postes de madeira de 12.25m
15 Base de alvenaria

IX
X
XI
XII
XIII

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