REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
O HIV/SIDA e outras doenças com impacto na saúde pública e na produtividade
Formando: Octávio Bento Zunguze
Formador: Eurico Nhaliginga
Módulo: Preparar-se para o emprego
Curso: Técnico de construção Civil
TCC-CV3-CD2
1
Maputo 2024
Índice
Introdução…………………………………………………………………….........………...…3
Desenvolvimento………………………………………………………………….....................4
1. HIV/SIDA: O que é e o seu efeito no corpo
humano..................................................4
1.1. O que é HIV? E o que é
SIDA?................................................................................4
1.2. Efeitos do HIV/SIDA no corpo
humano..................................................................4
1.3. Fluidos que transmitem o
HIV/SIDA......................................................................5
2. Mitos, crenças e
preconceitos.....................................................................................5
2.1. Exemplos de mitos, crenças e
preconceitos.............................................................5
2.2. Formas de transmissão do
HIV/SIDA.....................................................................5
2.3. Formas de prevenir o
HIV/SIDA............................................................................6
2.4. O que devemos fazer em caso de suspeita de infecção com
HIV.............................6
3. Doenças com impacto na saúde pública e da
mulher...............................................................................7
3.1. Consequências e efeitos de
HIV/SIDA................................................................................................7
3.2. Deveres de quem vive com
HIV/SIDA................................................................................................7
3.3. Outras doenças com impacto na saúde pública, saúde sexual e reprodutiva da
mulher........................................................................................................................................................8
4. Gestão de gravidez e ciclo menstrual no local de
trabalho......................................................................8
Conclusão…………………………………………………………………………………......10
2
Introdução
Este documento aborda o impacto do HIV/SIDA e outras doenças na saúde pública e
na produtividade. Serão discutidos conceitos básicos, formas de transmissão,
prevenção e as consequências econômicas dessas doenças.
3
Desenvolvimento
1. HIV/SIDA: O que é e o seu efeito no corpo humano
O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um vírus que ataca o sistema
imunológico, enfraquecendo as defesas do corpo contra infecções e doenças. A SIDA
(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a fase mais avançada da infecção pelo
HIV, caracterizada por um sistema imunológico gravemente comprometido.
1.1. O que é HIV? E o que é SIDA?
HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é um retrovírus que ataca o
sistema imunológico, especificamente as células T CD4+. O HIV se integra ao
DNA das células hospedeiras, tornando-se uma infecção crônica. O tratamento
antirretroviral (TAR) pode controlar a replicação do vírus, permitindo que as
pessoas vivam vidas longas e saudáveis.
SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) é a fase mais avançada da
infecção pelo HIV. Nesta fase, o sistema imunológico está gravemente
comprometido, aumentando o risco de infecções oportunistas e certos tipos de
câncer. A SIDA é diagnosticada quando a contagem de células T CD4+ cai
abaixo de 200 células por milímetro cúbico de sangue ou quando surgem
doenças definidoras de SIDA, como a pneumonia por Pneumocystis jirovecii
1.2. Efeitos do HIV/SIDA no corpo humano
Fase inicial (Infecção aguda): Dentro de 2 a 4 semanas após a infecção,
algumas pessoas podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe, como
febre, calafrios, erupções cutâneas, dor de garganta, fadiga, e linfadenopatia
(inchaço dos gânglios linfáticos). Esta fase é altamente infecciosa devido à alta
carga viral.
Fase assintomática (Latência clínica): Durante esta fase, o vírus continua a
se replicar a níveis baixos. As pessoas podem não apresentar sintomas, mas o
HIV ainda está ativo e pode ser transmitido a outras pessoas. Esta fase pode
durar vários anos, dependendo do tratamento e da resposta imunológica do
indivíduo.
4
Fase sintomática (SIDA): O sistema imunológico está severamente
danificado. As infecções oportunistas, como tuberculose, pneumonia por
Pneumocystis jirovecii, e certos tipos de câncer, como o sarcoma de Kaposi e
linfomas, são comuns. Outros sintomas podem incluir perda de peso
significativa, diarreia crônica, febre prolongada e suores noturnos.
1.3. Fluidos que transmitem o HIV/SIDA
Sangue: Transfusões de sangue contaminado, compartilhamento de agulhas e
seringas entre usuários de drogas injetáveis, e acidentes com agulhas em
ambientes de saúde.
Sêmen e secreções vaginais: Durante relações sexuais desprotegidas, tanto
heterossexuais quanto homossexuais.
Leite materno: De mãe para filho durante a amamentação. A transmissão
pode ser reduzida significativamente com o uso de TAR pela mãe e a
substituição do leite materno por fórmulas infantis
2. Mitos, crenças e preconceitos
2.1. Exemplos de mitos, crenças e preconceitos
Mitos: “O HIV pode ser transmitido por picadas de mosquito” - Falso, o HIV
não se transmite por insetos. “O HIV pode ser transmitido por compartilhar
utensílios domésticos” - Falso, o HIV não sobrevive fora do corpo humano por
tempo suficiente para ser transmitido dessa forma.
Crenças: “Apenas homossexuais e usuários de drogas podem contrair HIV” -
Falso, qualquer pessoa pode ser infectada, independentemente de orientação
sexual ou uso de drogas. “O HIV é uma sentença de morte” - Falso, com o
tratamento adequado, as pessoas vivendo com HIV podem ter uma vida longa
e saudável.
Preconceitos: Estigmatização de pessoas vivendo com HIV/SIDA, levando à
discriminação no trabalho, na escola e em outros ambientes sociais. Isso pode
resultar em isolamento social e dificuldades emocionais para os afetados.
2.2. Formas de transmissão do HIV/SIDA
Relações sexuais desprotegidas: Vaginais, anais ou orais com uma pessoa
infectada. O uso de preservativos pode reduzir significativamente o risco de
transmissão.
5
Compartilhamento de agulhas e seringas: Entre usuários de drogas
injetáveis. Programas de troca de seringas e acesso a agulhas limpas são
estratégias eficazes de prevenção.
Transfusão de sangue contaminado: Embora raro em países com rigorosos
controles de qualidade, ainda é uma possibilidade em locais com menos
recursos.
De mãe para filho: Durante a gravidez, parto ou amamentação. A
transmissão pode ser reduzida com o uso de TAR pela mãe e outras
intervenções médicas.
2.3. Formas de prevenir o HIV/SIDA
Uso de preservativos: Consistentemente durante todas as relações sexuais.
Preservativos masculinos e femininos são eficazes na prevenção da
transmissão do HIV.
Profilaxia pré-exposição (PrEP): Medicamento tomado por pessoas em alto
risco de infecção para prevenir o HIV. A PrEP é altamente eficaz quando
tomada conforme prescrito.
Profilaxia pós-exposição (PEP): Medicamento tomado após possível
exposição ao HIV para prevenir a infecção. A PEP deve ser iniciada dentro de
72 horas após a exposição e tomada por 28 dias.
Testagem regular: Para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis
(ISTs). A detecção precoce permite o início imediato do tratamento e a
redução da transmissão.
Tratamento antirretroviral (TAR): Para pessoas vivendo com HIV,
reduzindo a carga viral a níveis indetectáveis e prevenindo a transmissão.
“Indetectável = Intransmissível” (U=U) é uma mensagem importante na
prevenção do HIV.
2.4. O que devemos fazer em caso de suspeita de infecção com HIV
Realizar o teste de HIV: O mais cedo possível em um centro de saúde.
Testes rápidos de HIV podem fornecer resultados em minutos.
Iniciar o tratamento antirretroviral: Imediatamente se o teste for positivo.
O TAR ajuda a controlar o vírus e a prevenir a progressão para a SIDA.
Seguir as orientações médicas: Manter um acompanhamento regular e
aderir ao tratamento. A adesão ao TAR é crucial para manter a carga viral
indetectável.
6
Informar parceiros sexuais: Para que também possam ser testados e
tratados, se necessário. A comunicação aberta e honesta é importante para a
prevenção e o tratamento eficazes
3. Doenças com impacto na saúde pública e da mulher
3.1. Consequências e efeitos de HIV/SIDA
Vida pessoal: O HIV/SIDA pode causar estresse emocional, ansiedade e
depressão. O tratamento contínuo e a necessidade de monitoramento médico
podem afetar a qualidade de vida.
Vida familiar: Pode haver estigma e discriminação dentro da família, além
de preocupações com a transmissão do vírus para outros membros da família.
Produtividade empresarial: A saúde debilitada pode levar a ausências
frequentes no trabalho, redução da produtividade e aumento dos custos com
saúde para as empresas.
Economia do país: O impacto econômico inclui custos elevados com
cuidados de saúde, perda de produtividade e a necessidade de programas de
apoio social.
3.2. Deveres de quem vive com HIV/SIDA
Responsabilidade Social
Educação e Conscientização: Sensibilizar outras pessoas sobre o HIV/SIDA,
combatendo o estigma e a desinformação3.
Participação em Programas de Prevenção: Envolver-se em programas de
prevenção e apoio comunitário para ajudar a reduzir a propagação do HIV3.
Respeito aos Direitos dos Outros
Confidencialidade: Respeitar a confidencialidade de outras pessoas vivendo
com HIV, não divulgando seu status sem consentimento3.
Comportamento Responsável: Adotar comportamentos que não coloquem
outras pessoas em risco de infecção
7
Prevenção da Transmissão
Uso de Preservativos: É dever de quem vive com HIV usar preservativos
durante as relações sexuais para prevenir a transmissão do vírus1.
Não Compartilhar Objetos Cortantes: Evitar compartilhar agulhas, lâminas e
outros objetos cortantes que possam estar contaminados com sangue1.
Informar Parceiros Sexuais: Embora o anonimato seja um direito, é
recomendado informar parceiros sexuais sobre o status de HIV para que
possam tomar medidas preventivas
Adesão ao Tratamento
Seguir o Tratamento Antirretroviral (TAR): A adesão rigorosa ao TAR é
crucial para manter a carga viral indetectável, o que reduz significativamente o
risco de transmissão2.
Consultas Médicas Regulares: Manter acompanhamento médico regular para
monitorar a saúde e ajustar o tratamento conforme necessário
3.3. Outras doenças com impacto na saúde pública, saúde sexual e reprodutiva
da mulher
Doenças Prevenção
1.Câncer do colo do útero Vacinação contra o HPV e exames regulares de Papanicolau
2. Sífilis Uso de preservativos, testes e tratamento com antibióticos.
3.Gonorreia Uso de preservativos e tratamento com antibióticos
4. Clamídia Uso de preservativos e tratamento com antibióticos.
5. Herpes genital Uso de preservativos e medicamentos antivirais.
6. Tricomoníase Uso de preservativos e medicamentos antiparasitários
7. Vaginose bacteriana Manter boa higiene íntima e evitar duchas vaginas frequente
8. Hepatite B Uso de preservativos e evitar compartilhamento de agulhas
9. Candidíase vaginal Manter boa higiene íntima, usar roupas íntimas de algodão e
evitar duchas vaginais frequentes
4. Gestão de gravidez e ciclo menstrual no local de trabalho
Direitos e Proteções Legais para Gestantes
Estabilidade
no Emprego: Desde a confirmação da gravidez até cinco meses
após o parto, a empregada não pode ser demitida sem justa causa 1. Isso
8
proporciona segurança financeira e emocional durante a gestação e o início da
maternidade.
Licença-Maternidade: A licença-maternidade no Brasil é de 120 dias, com
possibilidade de extensão para 180 dias em empresas que aderem ao programa
Empresa Cidadã1. Durante esse período, a mãe recebe remuneração integral.
Mudança de Função: Se a atividade desenvolvida pela gestante representar
riscos, ela tem o direito de mudar de função ou setor, sem prejuízo em seu
salário1. Isso é essencial para proteger a saúde da mãe e do bebê.
Políticas de Licença e Benefícios
Licença para Consultas Médicas: Garantir que as gestantes possam tirar
licença para consultas médicas sem prejuízo salarial.
Benefícios Adicionais: Algumas empresas oferecem benefícios adicionais,
como programas de bem-estar e acesso a serviços de saúde, para apoiar as
gestantes e mulheres em período menstrual.
Estratégias de Gestão para Ciclo Menstrual
Flexibilidade de Horário: Permitir horários flexíveis para que as mulheres
possam gerenciar melhor os sintomas menstruais, como cólicas e fadiga.
Acesso a Produtos de Higiene: Disponibilizar produtos de higiene
menstrual no local de trabalho para garantir conforto e dignidade.
Educação e Sensibilização: Programas de educação para colegas de trabalho
sobre as necessidades das mulheres durante o ciclo menstrual podem ajudar a
reduzir o estigma e promover um ambiente de trabalho mais inclusivo.
Adaptações no Ambiente de Trabalho
Ergonomia: Ajustes ergonômicos, como cadeiras adequadas e pausas
regulares, são importantes para o conforto e a saúde da gestante2.
Ambiente Livre de Riscos: A gestante deve ser afastada de atividades
insalubres, independentemente do grau de insalubridade, sem prejuízo de sua
remuneração1. Isso inclui evitar exposição a substâncias químicas e atividades
que exijam esforço físico excessivo.
Apoio Psicológico e Emocional
9
Apoio Psicológico: Oferecer acesso a serviços de apoio psicológico para
ajudar as gestantes e mulheres em período menstrual a lidar com o estresse e
as mudanças emocionais.
Grupos de Apoio: Criar grupos de apoio no local de trabalho onde as
mulheres possam compartilhar experiências e receber suporte mútuo.
Conclusão
As doenças que afetam a saúde pública, a saúde sexual e reprodutiva da mulher têm
um impacto profundo não apenas na vida individual, mas também na sociedade como
um todo. O HIV/SIDA, por exemplo, pode levar a estigmatização e discriminação,
afetando a autoestima e as relações sociais, além de impactar a produtividade no
trabalho e a economia do país. Outras doenças, como o câncer do colo do útero e as
infecções sexualmente transmissíveis, também representam desafios significativos,
mas podem ser prevenidas e gerenciadas com medidas adequadas, como vacinação,
uso de preservativos e exames regulares.
A gestão de questões relacionadas à gravidez e ao ciclo menstrual no local de trabalho
é essencial para garantir um ambiente de trabalho saudável e inclusivo para as
mulheres. Políticas de apoio, como licença maternidade adequada e acesso a produtos
menstruais, são fundamentais para promover a saúde e o bem-estar das mulheres no
ambiente profissional.
Em resumo, a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais
para minimizar os impactos dessas doenças. Além disso, a educação e a sensibilização
são ferramentas poderosas para combater o estigma e promover a saúde pública. Ao
adotar essas estratégias, podemos criar uma sociedade mais saudável e equitativa para
todos.
10