Escola Secundária de Manhiça
Trabalho para a disciplina de
Educação visual
Com a participação de:
António Hélder Mabote; -------------N°_____
Isaac Simbine; ------------------------N°_____
Cláudio Simbine; ---------------------N°_____
Jossias Manuel João;-----------------N°_____
Mário Carlos Mondlana; ------------N°_____
Domingos Miguel Zandamela; -----N°_____
António Daúde Manhique; --------N°_____
Joaquim Castigo Cossa; ------------N°_____
Frederico Dava;--------------------- N°_____
Araújo Meque Charles; -------------N°_____
Julião João Chavane; ---------------N°_____
Selma Anselmo Nkwanguile;-------N°_____
Jacinto Jacob Nhambi; -------------N°_____
Ernesto Pestana Sebastião Macie; N°_____
Ernesto Mateus; --------------------N°_____
Limp Rui Mafuca. ------------------N°_____
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Introdução
Apresentamos-lhe a ficha de informação que irá abordar assuntos apenas
voltados para o tema “Artes Do Renascimento”.
Assuntos como:
-Definição do renascimento;
-Principais Artistas;
-Os Tipos de Arte Incluídos e os Seus Respectivos Países de
Abundância .
Aos 30 de Março, 2023
Assinatura do docente______________
Prof. Celestino Rafael Bombi
2
Renascimento
Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados
para identificar o período da história da Europa aproximadamente entre
meados do século XIV e o fim do século XVI.
Os estudiosos, contudo, não chegaram a um consenso sobre essa
cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor.
Este movimento artístico, nasceu na Itália, em Florença, nas
primeiras décadas do século XV. Nos finais de 1400, tinha-se espalhado
por toda a Itália. Na primeira metade do século seguinte, quando Roma se
sobrepunha a Florença como principal centro artístico, tinha alcançado os
resultados mais clássicos.
Nessa mesma época, começou a difundir-se pelo resto da Europa,
iniciando uma completa revolução artística, cujos efeitos perdurariam,
com constantes acontecimentos, durante séculos, até quase o limiar da
nossa época.
Este movimento, embora bastante complexo e variado
internamente, estabeleceu princípios, métodos e, sobretudo, formas
originais e típicas, mas comuns.
Tais formas provem de duas principais fontes: a reutilização, após
um intervalo de quase um milênio, das formas características da arte
clássica – arte grega e arte romana. E a aplicação de uma nova descoberta
técnica: a perspectiva, conjunto de regras matemáticas e de desenho que
permitem reproduzir sobre uma folha de papel ou sobre qualquer
superfície plana, o aspecto real dos objetos.
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Além de reviver a antiga cultura greco-romana, ocorreram nesse
período muitos progressos e incontáveis realizações no campo das artes,
da literatura e das ciências, que superaram a herança clássica. O ideal do
humanismo foi, sem dúvida, o motel desse progresso e tornou-se o
próprio espírito do Renascimento. Trata-se de uma volta deliberada, que
propunha a ressurreição consciente (do renascimento) do passado,
considerado agora como fonte de inspiração e modelo de civilização.
Num sentido amplo, esse ideal pode ser entendido como a
valorização do homem (Humanismo) e da natureza, em oposição ao divino
e ao sobrenatural, conceitos que haviam impregnado a cultura da Idade
Média.
Características gerais:
Racionalidade;
Dignidade do Ser humano;
Rigor Científico;
Ideal Humanista;
Reutilização das Artes Greco-romana.
A expansão marítima com a exploração de novos continentes e a
pesquisa científica proclamavam a confiança no homem e, ao mesmo
tempo, a Reforma Protestante diminuía o domínio da Igreja. O resultado
foi que o estudo de Deus como Ser Supremo foi substituído pelo estudo
do ser humano, inclusive com o estudo da anatomia. Desde retratos
detalhistas, como a intensidade emocional e a iluminação surreal, a arte
foi o meio de explorar todas as facetas da vida na terra.
Artistas do Renascimento
Os Artistas do Renascimento representaram as figuras mais
importantes do Movimento Renascentista na Itália, dos quais se
destacam: Leonardo da Vinci, Michelangelo Buonarroti e Rafael Sanzio.
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Foram diversos os campos de atuação desses artistas, os quais
deram destaque à Arte do Renascimento (pintura, escultura, arquitetura,
literatura, dentre outras).
Leonardo da Vinci (1452-1519)
Considerado um dos maiores gênios da história da
humanidade, Leonardo da Vinci foi pintor, escultor, engenheiro, cientista,
escritor e inventor italiano.
Nascido no vilarejo de Anchiano,
próximo de Florença, Leonardo é
uma das figuras mais importantes
do Renascimento, de forma que
contribuiu para a produção
intelectual e artística da época. De
suas obras destacam-se: A Última
Ceia (Santa Ceia) e A Gioconda (ou
Mona Lisa).
Seu trabalho tinha como
característica o realismo, a
simetria, o uso impecável de luzes
e sombras, resultando na
sensação de relevo.
Michelangelo Buonarroti (1475-
1564)
Pintor, escultor e arquiteto italiano, Michelangelo nasceu na cidade
de Caprese, região da Toscana.
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Foi um dos
maiores representantes
da arte renascentista e,
sem dúvida, sua maior
obra foi a pintura da
abóboda da Capela
Sistina, na Catedral de
São Pedro, em Roma,
com destaque para A
criação de Adão.
Sandro Boticcelli (1445-1510)
Pintor e desenhista nascido em Florença, Alessandro di Mariano di
Vanni Filipepi, mais conhecido por seu nome artístico, Sandro Boticcelli foi
um dos pintores mais proeminentes da Itália renascentista.
Em suas obras, abordou temas religiosos e mitológicos, donde se
destacam: A Primavera e O Nascimento de Vênus.
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Sofonisba Anguissola (1532-1625)
Sofonisba Anguissola foi uma mulher da classe alta italiana, vinda
de uma família de humanistas. Assim, desde nova foi incentivada a
desenhar e pintar, o que possibilitou que ela se transformasse em uma
reconhecida artista, a primeira mulher a ter algum destaque na arte da
Europa.
Integrou a corte espanhola e fez realmente sucesso com sua arte,
mas enfrentou desafios por ser mulher, entre eles o impedimento de
frequentar aulas de desenho vivo, o que limitou seus temas na arte.
Sofonisba realizou muitos autorretratos, em um dele é exibida junto
a uma tela, segurando seus pincéis.
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Rafael Sanzio (1483-1520)
Ao lado de Leonardo da Vinci e Michelangelo, Rafael formou a
tríade mais importante dos grandes mestres da arte italiana da
Renascença.
Pintor italiano nascido na cidade de Urbino, inovou as técnicas de
pintura, ao utilizar contrastes de luzes e sombras.
Ficou conhecido por suas diversas “Madonas” (mãe de Jesus), das
quais se destaca: Madona e o Menino Entronados com Santos (1505). A
obra A Escola de Atenas (1509-1511) também é bastante reconhecida.
As Artes do Renascimento
ARQUITETURA
Na renascença italiana formada nos mesmos princípios da
geometria harmoniosa em que se baseavam a pintura e a escultura, a
arquitetura recuperou o esplendor da Roma Antiga.
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Os arquitetos renascentistas mais notáveis foram Leon Battista
Alberti, Filippo Brunelleschi, Donato Bramante, Andrea Palladio e
Michelangelo Buonarotti.
Alberti (1404-72) escritor, pintor, escultor e arquiteto, foi o
maior teórico da Renascença e deixou tratados de pintura, escultura e
arquitetura. Ele menosprezava o objetivo religioso da arte e propunha que
os artistas buscassem no estudo das ciências, como a história, a poesia e a
matemática, os fundamentos de seu trabalho. Alberti escreveu o primeiro
manual sistematizado de perspectiva, oferecendo aos escultores as
normas das proporções humanas ideais.
Outro renascentista de múltiplos talentos foi Brunelleschi (1377-
1446). Excelente ourives, escultor, matemático, relojoeiro e arquiteto, ele
é mais conhecido, porém, como o pai da engenharia moderna.
Brunelleschi não só descobriu a perspectiva matemática como lançou o
projeto da igreja em plano central, que veio substituir a basílica medieval.
Somente ele foi capaz de construir o domo da Catedral de Florença,
chamada então da oitava maravilha do mundo. Tal técnica constitui em
construir duas células, uma apoiando a outra, encimadas por uma
claraboia estabilizando o conjunto. No projeto da Capela Pazzi, em
Florença, Brunelleschi utilizou motivos clássicos na fachada, ilustrando a
retomada das formas romanas e a ênfase renascentista na simetria e na
regularidade.
Em 1502, Bramante (1444-1514) construiu o Tempietto
(Pequeno Templo) em Roma, no local onde São Pedro foi crucificado.
Embora pequeno, é protótipo perfeito da igreja com plano central
encimado por domo, expressando os ideias renascentistas de ordem,
simplicidade e proporções harmoniosas.
Famoso por suas vilas e seus palácios, Palladio (1508-80) teve
enorme influência sobre os séculos posteriores através do seu tratado
Quatro Livros de Arquitetura. Pioneiros do neoclássico se basearam no
manual de Palladio. A “Villa Rotonda” incorporou detalhes gregos e
romanos, como pórticos, colunas jônicas, domo plano, como o do
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Panteon, e aposentos dispostos simetricamente em torno de uma rotonda
central.
Destaca-se também, Michelangelo Buonarotti (1475-1564) que
em seus últimos anos dedicou-se à arquitetura, supervisionando a
reconstrução da Basílica de São Pedro, em Roma. Acreditava que “os
membros da arquitetura são derivados dos membros humanos”. As
unidades arquitetônicas deveriam cercar simetricamente um eixo central
vertical, assim com braços e pernas flanqueiam o tronco humano. Outro
exemplo desse estilo inovador é a Colina Capitolina em Roma, o primeiro
grande centro cívico da Renascença. Quebrou as normas renascentistas ao
desenhar essa praça com ovais interligados e variações do ângulo
reto.Sendo um dos percursores do Maneirismo.
Características da Arquitetura Renascentista
Na arquitetura renascentista, a ocupação do espaço pelo edifício
baseia-se em relações matemáticas estabelecidas de tal forma que o
observador possa compreender a lei que o organiza de qualquer ponto em
que se coloque.
“Já não é o edifício que possui o homem, mas este que,
aprendendo a lei simples do espaço, possui o segredo do edifício”. (Bruno
Zevi, Saber Ver a Arquitetura)
As principais características da arquitetura renascentista são:
Ordens Arquitetônicas;
Arcos de Volta-Perfeita;
Simplicidade na construção;
A escultura e a pintura se desprendem da arquitetura e
passam a ser autônomas;
Construções: palácios, igrejas, vilas (casa de descanso fora
da cidade), fortalezas (funções militares) e planejamento
urbanístico.
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ARQUITETURA RENASCENTISTA NA EUROPA, EXCETO A ITÁLIA
O Renascimento caracterizou-se como um movimento
praticamente restrito ao universo cultural italiano durante seus dois
primeiros séculos de evolução (entre os séculos XIV e XVI,
aproximadamente), período durante o qual, no restante da Europa,
sobreviviam estilos arquitetônicos, em geral, ligados ao gótico ou ao
tardo-românico.
No seu auge, na Itália, a estética clássica começou a ser
difundida em diversos países europeus devido a motivos diversos (como
guerras, anexações de territórios, pelo fato de os artistas italianos
viajarem pela Europa ou serem contratados por cortes diversas).
Independente das razões, é certo que esta difusão fatalmente se
dará já pela assimilação de certos ideais anticlássicos trazidos pelo
Maneirismo, estilo em voga naquele momento (início do século XVI). É um
momento em que a tratadística clássica está plenamente desenvolvida, de
forma que os arquitetos, de uma forma geral, possuem um bom domínio
das regras compositivas clássicas e de sua canonização, o que lhes permite
certa liberdade criativa.
Esta leve liberdade de que gozam os artistas do período será
naturalmente absorvida pela produção renascentista dos países fora do
espectro cultural italiano. Há que se notar, porém, que existem estudiosos
que não consideram o Maneirismo como um movimento ligado ao
Renascimento, mas um estilo novo e radicalmente contrário a este.
Desta forma, a produção dita maneirista dos demais países
europeus pode vir, eventualmente, a não ser considerada como uma
arquitetura genuinamente renascentista. Em certo sentido é possível
dizer, segundo tal ponto de vista, que tais países “pularam” diretamente
de uma produção tipicamente medieval para uma arquitetura pós-
renascentista (como na França).
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PINTURA
Talvez nenhuma época artística tenha sido igualmente rica e tão
talentosa com grandes pintores como o Renascimento.
Piero dela Francesca, Fra Angelico, Botticelli, Mantegna, Leonardo
da Vinci, Michelangelo, Antononello da Messina, isto para citar só alguns.
E depois, Masaccio, Perugino, o supremo Rafael, os Bellini, Giorgione,
Ticiano, Paolo Uccello, Lucas Signorelli, os dois Lippi, Ghirlandaio,
Carpaccio, Cosmè Tura. Qualquer um deles bastaria para nobilizar um
período e uma nação. Mas, todos eles viveram no mesmo país e na
mesma época, ou quase.
As principais características da pintura são:
Perspectiva: arte de figura, no desenho ou pintura, as
diversas distâncias e proporções que têm entre si os objetos
vistos à distância, segundo os princípios da matemática e da
geometria;
Uso do claro-escuro: pintar algumas áreas iluminadas e outras
na sombra, esse jogo de contrastes reforça a sugestão de
volume dos corpos;
Realismo: o artista do Renascimento não vê mais o homem
como simples observador do mundo que expressa a grandeza
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de Deus, mas como a expressão mais grandiosa do próprio
Deus. E o mundo é pensado como uma realidade a ser
compreendida cientificamente, e não apenas admirada;
Inicia-se o uso da tela e da tinta à óleo;
Tanto a pintura como a escultura que antes apareciam quase
que exclusivamente como detalhes de obras arquitetônicas,
tornam-se manifestações independentes;
Surgimento de artistas com um estilo pessoal, diferente dos
demais, já que o período é marcado pelo ideal de liberdade e,
consequentemente, pelo individualismo.
Vamos comentar brevemente os mais conhecidos pintores desse período:
Giotto di Bondone (1267-1337)
Mais conhecido simplesmente por Giotto, pintor e arquiteto
italiano. Nasceu perto de Florença, foi aluno do mestre Cimabue. É
conhecido como fundador da arte renascentista. O impressionante
realismo e o poder dramático de suas obras constituíram-se numa
revelação para seus contemporâneos, anunciando uma nova era no
desenvolvimento da pintura.
Considerado o elo entre as pinturas renascentista, medieval e
bizantina. A característica principal do seu trabalho é a identificação da
figura dos santos como seres humanos de aparência comum. Esses santos
com ar humanizado eram os mais importantes das cenas que pintava,
ocupando sempre posição de destaque na pintura.
Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista
do mundo, muito própria do Renascimento.
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Ticiano Vecellio (1473-90-1576)
Como seus contemporâneos venezianos, dominou o mundo da
pintura durante sessenta anos, usava cores fortes como principal meio
expressivo.
Primeiro pintava a tela de vermelho, para dar calor ao quadro,
depois pintava o fundo e as figuras em matizes vividos e acentuava as
tonalidades usando trinta a quarenta camadas vidradas.
Esse trabalhoso método possibilitava uma pintura convincente
de qualquer textura, do metal polido ao brilho da seda, de cabelos louro-
dourados à pele cálida.
Sua produção inclui cenas religiosas
carregadas de emoção, episódios
mitológicos pulsantes de sensualidade e
expressivos retratos, não raro tendo ao
fundo paisagens banhadas e luz.
Piero Della Francesca (1415-1492)
Pintor, matemático e teórico da arte. Apenas no século 20 a pureza
austera de suas formas e o completo domínio da luz e da cor passaram a
ser devidamente apreciados.
A demora para que ele subisse à galeria dos grandes artistas reflete
a relativa obscuridade de sua carreira. Passou grande parte da vida na
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pequena Borgo San Sepolcro, cidade toscana, e na vizinha Arezzo. E,
apesar de ter transitado por eminentes cortes renascentistas, nunca
gozou do mesmo prestígio artístico de seus ilustres contemporâneos.
Hoje, no entanto, os afrescos de Arezzo são reconhecidos como um
dos grandes tesouros da arte.
Etapas da Pintura
Primeira Renascença
A pintura renascentista teve origem na Itália em meados do século
XIII, mais especificamente em Florença, com forte realismo escultórico e
uso da perspectiva.
Os escultores Nicola Pisano e seu filho Giovanni Pisano já
expressavam, no final do Período Gótico, tendências clássicas em seus
trabalhos, provavelmente influenciados por seu interesse
em sarcófagos romanos antigos.
Tendo a Antiguidade como modelo e sob influência dos irmãos
Pisano, Giotto criou obras mais naturalistas e tridimensionais do que
quaisquer outras realizadas anteriormente, incluindo as de seu
mestre Cimabue.
Tendo Giotto como guia, os artistas mais importantes da região
foram Masaccio, Masolino da Panicale, Domenico Veneziano, Paolo
Uccello, Fra Angelico, Filippo Lippi, Sandro Botticelli, Piero di Cosimo, Piero
della Francesca e Andrea Mantegna, Donatello.
Diferente da tradição florentina, em Veneza as obras enfatizavam a
cor e as nuances de luz, exibindo um lirismo suave. Giovanni Bellini, seu
pai, Jacopo Bellini e seu irmão, Gentile Bellini foram responsáveis, no final
do século XV e começo do XVI pelo legado caracteristicamente veneziano
da Alta Renascença.
Acredita-se que Antonello da Messina tenha introduzido em Veneza
a técnica da pintura a óleo, oriunda da pintura flamenga, onde se
disseminou antes de chegar a outras cidades da Itália. Outros artistas
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venezianos importantes foram Vittore Carpaccio, Carlo Crivelli e Cima da
Conegliano. Dos pintores da Escola de Ferrara, podemos destacar Cosimo
Tura, Francesco del Cossa e Ercole de' Roberti.
Alta Renascença
É na Alta Renascença que encontramos as obra de quatro dos mais
importantes mestres da pintura: Leonardo da Vinci (aprendiz de Andrea
del Verrocchio), Michelangelo (aprendiz de Domenico
Ghirlandaio), Rafael (aprendiz de Pietro Perugino) e Ticiano, este último
em Veneza, onde trabalhou com Giorgione.
Naquela cidade do norte da Itália viveu também Tintoretto e Paolo
Veronese.
Foi uma época de explosão de gênios criativos, incluindo o
surgimento de pintores menores, mais ainda assim importantes, tais
como Fra Bartolomeo e Mariotto Albertinelli.
Albrecht Dürer partiu da Alemanha para estudar a arte do Renascimento
Italiano e criou um estilo único combinando traços italianos e nórdicos.
Hans Holbein, o Jovem também assimilou as ideias da Itália com o
realismo do norte europeu. Outros artistas da região foram Matthias
Grünewald, Albrecht Altdorfer e Lucas Cranach, o Velho.
A PINTURA NOS PAÍSES DO NORTE DA EUROPA
A marca registrada dos artistas do norte da Europa era o incrível
talento para retratar a natureza realisticamente, nos mínimos detalhes.
Artistas dos Países Baixos(Holanda):
Com formação de miniaturista e iluminador de manuscritos, Jan
Van Eyck (1390-1441)
Pintou detalhes microscópicos em cores vivas.
Um dos primeiros mestres da nova arte de pintar retratos, Van Eyck
chegou a pintar detalhes ínfimos como pontinhos de barba no queixo da
figura.
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Seu “ Homem com Turbante Vermelho”, que talvez seja um
autorretrato, foi a primeira pintura a mostrar o modelo olhando o
espectador. Num dos mais celebres quadros da Renascença do Norte,
“Casamento dos Arnolfini”, Van Eyck captou com exatidão a aparência e a
textura das superfícies e produziu efeitos de luz direta e difusa ao mesmo
tempo.
Hieronymus Bosch (1450-1516)
Foi eleito pelos surrealistas do século XX o seu santo padroeiro, o
que não é difícil de entender, visto que a sua pintura moralista sugere
criativas formas de tortura aplicadas como punição aos pecadores.
Imagens grotescas – monstros híbridos, meio humanos, meio
animais – habitam suas entranhas nas perturbadoras paisagens. Sua
pintura parece mostrar que a humanidade, seduzida e corrompida pelo
mal, deveria sofrer consequências catastróficas.
Rogier van der Weyden (1399-1464)
Nasceu em Tournai, na Bélgica. Depois de estudar com Robert
Campin, mudou-se para Bruxelas, onde logo chegou a pintor oficial da
cidade.
Executo também inúmeras e importantes encomendas para
membros da corte de Borgonha, incluindo o Duque Filipe, o Bom. Foi um
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homem pacato, cuja carreira, também tranquila, muito o gratificou: ficou
rico e alcançou fama internacional.
Com intensa carga emocional, suas pinturas religiosas refletem
uma forte convicção pessoal, enquanto seus retratos sempre se
caracterizam pelo caráter introspectivo.
O estilo naturalista expressivo de sua obra exerceu grande
influência determinando o rumo das artes nos Países Baixos.
“O Velho” (1525-1569)
Foi influenciado pelo pessimismo e pela abordagem satírica de
Bosch.
Ele adotou o tema de vida campestres, cenas de pessoas humildes
no trabalho, em festas e danças, em que sempre aparece também um
aspecto que mostra a pouca nobreza humana.
No quadro ”Casamento no Campo” mostra os convidados comendo
e bebendo gulosamente.
Além de elevar a pintura do gênero da vida cotidiana, Bruegel
ilustrou provérbios, como “Um Cego Conduzindo Outro” com expressões
faciais horrendas, bestiais, típicas das cenas bíblicas de Bosch.
Da Alemanha, temos:
Hans Holbein, o Jovem (1497-1543)
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É conhecido como um dos maiores retratistas de todos os tempos.
Assim como Albrecht Dürer, Holbein misturava os pontos fortes do
Norte e do Sul, unindo a técnica germânica de linhas e precisão realistas à
composição equilibrada, ao chiaroscuro, à forma escultural e à perspectiva
italiana.
Embora nascido na Alemanha, Holbein começou a trabalhar em
Basel. Quando a Reforma decretou a decoração “papal” das igrejas, as
encomendas desapareceram e ele mudou-se para a Inglaterra.
O impressionante talento de Holbein valeu-lhe a posição de pintor
da corte de Henrique VIII, onde pintou retratos do rei e de quatro das suas
esposas. Ele pintava rostos com a mesma acurácia de Dürer, mas, em vez
da intensidade dos retratos deste pintor adotava a expressão neutra
característica da arte italiana.
O estilo Holbein estabeleceu os padrões para os retratos, que
continuaram a ser a mais importante forma de arte na Inglaterra nos três
séculos seguintes.
Albrecht Dürer (1471-1528)
Primeiro artista nórdico de espírito renascentista, combinou o
talento detalhista do Norte com as conquistas da Renascença italiana.
Chamado de “Leonardo do Norte” pela diversidade de interesses,
Dürer era fascinado pela natureza e se aprofundou em estudos de
botânica. Publicou tratados de perspectivas e proporções ideais. Além
disso, assumiu a posição de artista como cavalheiro e erudito, elevando o
status da profissão, até então comparável a mero artesão, a uma
importância digna de um príncipe.
Foi o primeiro a se deixar cativar pela própria imagem, deixando uma série
de autorretratos (o primeiro, pintado aos 13 anos de idade).
Em seu autorretrato, de 1500, pintou-se numa pose semelhante à
de Cristo, indicando a exaltação do status do artista, para não mencionar a
alta conta em que se tinha.
A sua maior reputação como artista Renascentista do Norte, se deve
aos trabalhos gráficos de Dürer. Antes dele, as gravuras eram estudos
primitivos em contraste preto e branco. Como gravador, usava o
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adensamento das linhas para expressar diferenças de textura e tons, tão
sutis quanto na pintura à óleo. Dürer foi o primeiro a usar a gravura como
forma de arte maior.
ESCULTURA
Ao contrário, por exemplo, da arte grega, o Renascimento já não
sentiu a necessidade de elaborar para a escultura uma série de regras
comparáveis às da arquitetura. O que não quer dizer que faltassem, na
escultura renascentista, formas e tendências características.
Simplesmente, a passagem da arte do período anterior é menos
brusca, é mais uma questão de gosto do que de teoria.
A escultura renascentista distingue-se da gótica essencialmente por
deixar de ter a função de elemento ornamental, valendo por si mesma.
Entende-se como um processo de recuperação
da escultura da Antiguidade clássica.
Os escultores encontraram nos vestígios artísticos e nas descobertas
de sítios dessa época passada a inspiração perfeita para as suas obras.
Voltou-se à representação do nu, as estátuas equestres foram
retomadas, sendo exemplo de realismo.
Também se inspiraram na natureza. Neste contexto se tem de levar
em conta a exceção dos artistas flamengos ao norte da Europa, os quais,
para além de superar o estilo figurativo do gótico, promoveram um
Renascimento alheio ao italiano, sobretudo na pintura.
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Acima de tudo, o reconhecimento de uma escultura renascentista é
feito procurando os motivos de fundo em que ela se inspira.
Os principais motivos são:
Acentuado naturalismo, ou seja, a procura de
verossimilhança;
Um forte interesse pelo homem, pela forma de seu corpo, da
sua expressão;
Gosto marcado não só pelo conhecimento e técnica, como
pela ostentação de conhecimento;
Aspiração pela monumentalidade;
Esquemas compositivos, quer dizer formas globais,
geometricamente simples.
A escultura, assim como a pintura, já não fazia parte do projeto
arquitetônico como ornamentação do edifício.
Conquistaram autonomia e brilhavam pela sua própria expressão.
A extrema importância que o Humanismo dava ao homem traduz-se
em imagens em que o próprio homem é representado com a maior
“verdade” possível. Tal conceito surge como continuação do interesse
pela natureza. E, tal como na realidade predominam as linhas curvas e
sinuosas.
O maior de todos os escultores renascentista foi Michelangelo
Buonarroti usando esquemas geométricos para suas esculturas: Pietá, na
Basílica de São Pedro; Davi, na Academia de Belas Artes de Florença; Pietá
de Rondanini, no Castelo Sforza em Milão.
Donato di Niccoló di Betto Bardi (1386-
1466)
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Conhecido como Donatello, seus primeiros conhecimentos
artísticos vieram do treinamento que recebeu numa oficina de ourives.
Trabalhou também, ainda na juventude, um curto período de tempo na
oficina do artista Lorenzo Ghiberti.
Elaborou grandes esculturas e na cidade de Pádua esculpiu uma
estátua equestre, em mármore, de Erasmo da Narni, conhecido como
Gattamelata.
Donatello usou como inspiração desta obra a estátua equestre de
Marco Aurélio, em Roma. Uma das suas esculturas mais conhecidas é
“Davi”, feita em bronze e encontra-se no Museu Nacional em Florença.
Andrea di Francesco di Cione (1435-1488)
Mais conhecido como Andrea del Verrocchio foi filho de um oleiro,
e durante sua infância a família sofreu com a pobreza.
Diz a tradição que foi treinado por um ourives chamado Giuliano
Verrocchi, de quem teria adotado o sobrenome. Em torno de 1460,
começou a estudar pintura.
Alguns anos mais tarde, com a morte de Donatello, que era o
favorito dos Médici, assumiu seu lugar como protegido, e para eles
produziu pinturas e esculturas, além de desenhos para decorações,
vestimentas e armaduras.
Tornado conservador das coleções de antiguidades da família,
restaurou muitos bustos e estátuas romanas. Então sua fama começou a
se espalhar, abriu uma grande oficina que atraiu muitos discípulos, entre
eles Leonardo da Vinci e Perugino.
Apesar de sua fama como pintor e de sua produção, que se supõe
ter sido significativa, hoje, quase nada pode ser atribuído a ele com
certeza.
Dedicou-se com mais ênfase à escultura, mas também nesse campo
suas obras autenticadas, embora em maior número, são ainda poucas. Sua
primeira grande encomenda foi uma tumba para Pedro e João de Médici
na antiga sacristia de São Lourenço.
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Sua reputação como um dos grandes escultores de baixo-relevo do
século XV se estabeleceu com o Cenotáfio do Cardeal Niccolò Forteguerri
para a Catedral de Pistoia, sendo concluído somente após sua morte.
Escultura nos Países Baixos
Nos Países Baixos desenvolveram-se e consolidado completamente
as atividades artísticas durante o período gótico a níveis muito altos, o que
faz compreensível que fossem resistentes a admitir outros critérios.
Assim pois, foi tardia a aceitação do novo estilo que vinha da Itália e
as decorações góticas mantiveram-se ainda durante longo tempo.
Na realização de retábulos, cadeirais de coro e mobiliário religioso
com escultura incluída, foi empregue a talha em madeira, nos quais se
elaboraram os elementos renascentistas ao jeito dos realizados
na Lombardia.
Em 1507 Margarida de Áustria é nomeada governadora dos Países
Baixos pelo seu sobrinho Carlos I da Espanha, criando uma corte
humanista em Malinas.
Margarida era uma grande colecionadora de arte e tomou ao seu
serviço todo tipo de artistas, entre eles o escultor Conrad Meit, nascido
em Worms, o qual trabalha na arte do retrato e de pequenas estatuetas
de madeira de buxo ou bronze.
A ele encarregou Margarida a realização das figuras "ao vivo e em
trânsito" do seu marido Felisberto II de Saboia, o da sua mãe Maria de
Borgonha, e o seu próprio para a igreja de Brou de Bourg-en-Bresse.
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O belga Herman Glosencamps construiu as esculturas decorativas da
chaminé dos conselhos de cidade de Bruges.
Em Utrecht encontram-se várias estátuas devidas ao escopro de
Uries e Kéyser, nas quais o naturalismo renascentista é apreciável nos
pormenores anatômicos e nas pregas das vestiduras, admitindo-se
plenamente o novo estilo na segunda metade do século XVI.
Jacques du Broeuq, mestre de Giambologna, foi designado
arquiteto e escultor da corte por Maria de Áustria, filha de Carlos I da
Espanha, para a que realizou numerosas obras; entre elas ressalta um
conjunto de esculturas em alabastro para o coro de Sainte-Waudru
de Mons. Os seus relevos acercam-se aos escultores italianos
contemporâneos, e apreciam-se traços classicistas nas pregas das suas
roupas, ao jeito da estatuária antiga. Nos relevos de maior tamanho como
o da Ressurreição mostram-se os personagens com umas silhuetas
alongadas e quase de vulto redondo muito marcado.
FIM
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Conclusão
Depois de uma pesquisa, o grupo concluiu como viu na página à cima.
Foram dados retirados de várias fontes diferentes, apenas como base.
Foram abordados todos assuntos que nos foram concedidos pelo professor
que tem como tema “Artes do Renascimento”.
Classificação do trabalho:__________[0-20]
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