Apostila Imunologia
Apostila Imunologia
Células e tecidos
Inflamação
Apresentação de antígenos
Receptores de célula B e T
Resposta imune mediada por células
Resposta imune humoral
Sistema complemento
Tolerância imunológica
Autoimunidade
Resposta imune a patógenos
Reações de hipersensibilidade
Imunidade contra tumores
Imunidade contra transplantes
Imunoprofilaxia
Imunodeficiência congênita e adquirida
SUMÁRIO
Propriedades gerais da imunologia .................................................................................................................................1
Células e tecidos ...........................................................................................................................................................2
Inflamação ....................................................................................................................................................................3
Apresentação de antígenos ..........................................................................................................................................4
Receptores de célula B e T ...........................................................................................................................................6
Resposta imune mediada por células .............................................................................................................................8
Resposta imune humoral ..............................................................................................................................................13
Sistema complemento ..................................................................................................................................................19
Tolerância imunológica .................................................................................................................................................23
Autoimunidade .............................................................................................................................................................25
Resposta imune a patógenos .......................................................................................................................................27
Reações de hipersensibilidade .....................................................................................................................................30
Imunidade contra tumores ..........................................................................................................................................34
Imunidade contra transplantes ....................................................................................................................................37
Imunoprofilaxia ............................................................................................................................................................40
Imunodeficiência congênita e adquirida ........................................................................................................................44
Imunologia
✓ Imunidade Ativa: Induzida pela exposição ao
antígeno, o indivíduo tem papel ativo na
O Sistema imunológico é um conjunto de resposta.
células, tecidos e moléculas responsáveis pela -Especificidade
defesa do organismo contra a ação de agentes
patogênicos. -Memória
A resposta imunológica é a ação -Vacina
coordenada pelo conjunto (células, tecidos e
moléculas), sendo o mecanismo contra infecções.
✓ Imunidade Passiva: É conferida pela
transferência de anticorpos de um indivíduo
imunizado.
É a primeira imunidade contra infecções
natural do nosso corpo, já nascemos com ela e -Especificidade
começa a agir de 0 à 12 horas. -Soro
✓ Barreiras epiteliais, células especializadas
em fagocitose e antibióticas naturais do
corpo.
1
Órgãos do sistema imune Progenitor mielóide
Órgãos geradores: são responsáveis pela produção Participam do sistema imune inato e adaptativo.
e maturação dos leucócitos.
✓ Basófilo e Mastócito: respostas a processos
✓ Medula óssea: produção de todas as células do
alérgicos,
sistema imune.
✓ Timo: responsável pela maturação dos linfócitos T, ✓ Eosinófilo: combate contra infecções parasitárias;
pois as células-tronco são desprovidas de
✓ Neutrófilo e Monócito: células fagocitárias que
receptores de antígenos e também das proteínas
CD3, CD4 e CD8 em sua superfície. produzem substâncias pró-inflamatórias;
Na síndrome de DiGeorge, os indivíduos exibem profunda ✓ Macrófago: é a forma ativa do monócito e faz
imunodeficiência e apresentam múltiplas infecções, pois
são desprovidos de timo. fagocitose e apresentação de antígenos.
Progenitor linfóide
Órgãos periféricos: responsáveis por desencadear a
resposta imunológica adquirida. Os linfócitos participam da resposta imune
adaptativa.
✓ Linfócitos B: quando ativados por antígeno,
proliferam e se diferenciam em plasmócitos, que são
as células produtoras de anticorpos.
✓ Linfócito T auxiliares CD4: funções regulatórias que
produzem interleucinas responsáveis por auxiliar as
células B na produção de anticorpos.
✓ Linfócito T citotóxico CD8: funções efetoras que
matam as células infectadas.
No desenvolvimento embrionário, os precursores das
células sanguíneas originam-se no fígado e no saco vitelino. ✓ Linfócito T regulador: eles ajudam a controlar a
Após o nascimento, as células-tronco localizam-se na medula tolerância imunológica do nosso organismo, ou seja,
óssea.
quando eles reconhecem moléculas próprias, não
podem desencadear uma resposta imune.
Todas as
células
4
✓ Não existe CLIP pois tem proteínas na membrana do
Vias de apresentação retículo (TAP) que estão bombeando proteínas do
citoplasma para dentro do retículo;
✓ Quando o peptídeo chega no reticulo ele se liga no
MHC;
✓ O MHC é transportado para o complexo de Golgi e lá
é empacotado em uma vesícula exocítica;
✓ O MHC se dirige até a membrana e assim ele pode
realizar sua função.
Apresentação cruzada
Algumas células dendríticas possuem a
capacidade de captar e endocitar células infectadas
por vírus ou células tumorais e apresentar os
antígenos virais ou tumorais aos linfócitos T CD8+
virgens.
✓ O vírus que está no citoplasma utiliza o ribossomo da Nesta via, os antígenos endocitados são
célula para produzir proteínas virais; transportados das vesículas para o citosol, onde os peptídios
✓ A célula tem uma estrutura chamada Ubiquitina que entram na via da classe I.
marca aleatoriamente proteínas que devem ser
Ao mesmo tempo, as células dendríticas são
degradadas; capazes de apresentar os peptídios associados ao MHC da
✓ Se a proteína for ubiquitinada, ela é quebrada pelo classe II gerados em vesículas para as células T auxiliares
proteassoma; CD4+
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Receptores de Célula B
✓ Os receptores são imunoglobulinas de duas cadeias
Tipos de Imunoglobulinas
polipeptídicas pesadas e duas leves, que têm
Classe Estrutura Ocorrência
capacidade de ligar dois antígenos com mesma É a principal
especificidade. imunoglobulina da
imunidade adquirida
✓ Regiões denominadas domínios constantes e variáveis: IgG e pode atravessar
Monomérica
✓ Domínio variável – Fab: liga-se ao antígeno e confere a placenta.
Processos alérgicos
especificidade. e parasitários
✓ Domínio constante – Fc: ligar-se a outros (reação de
IgE hipersensibilidade
Monomérica
componentes do sistema imunológico e confere tipo I).
capacidade de transferência placentária. Mucosas do trato
gastrointestinal,
✓ A região Fc também é responsável pela classificação respiratório e
das imunoglobulinas. urogenital. Também
IgA Monomérica e é encontrada na
dimérica saliva, lágrimas e
leite.
Pode ser BCR ou
secretada no soro
no início da
IgM resposta imune
adquirida.
Pentamérica
Imunoglobulina de
IgD membrana – BCR.
Monomérica
6
Receptores de Célula T
✓ TCR: reconhecimento do antígeno na fenda do MHC. ✓ CD2 e CD28: gerar mais sinal de ativação.
✓ CD4: reconhece o MHC de classe II
✓ Ao contrário dos linfócitos B que ocorre a secreção
✓ CD8: reconhece o MHC de classe I
de imunoglobulinas, o linfócito T não secreta TCR. ✓ Integrinas: moléculas de adesão entre o linfócito T e
✓ Ele NECESSITA de apresentação de antígenos. a APC.
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T
A ativação dos linfócitos T acontece nos órgãos
linfoides secundários, como o linfonodo. Para a ativação de
um linfócito T são necessários dois sinais:
8
✓ A APC conectada ao TCD4 por meio do MHC de
classe II e por CD40 – CD40-L promove um
estímulo e aumenta o tempo de vida das APCs. Com
isso elas vão ficar no linfonodo por mais tempo
ativando outras células.
9
gene ou estimulá-lo a produzir a função efetora que, nesse
caso, o essencial é IL-2 e seus receptores, porque é
necessário sinalizar para a célula que ela precisa se
multiplicar e sem a IL-2 ela não faz a expansão clonal.
10
✓ A apoptose também pode ocorrer por meio da atacam até mesmo as nossas células, gerando uma
sinalização de receptores (Fas – FasL). resposta inflamatória.
Ativação de
macrófagos
Pró-
inflamatório
Th1
Patógenos
intracelulares
INF- γ
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Com a troca de classe, é possível fazer com que
Ativação de
os mastócitos liberem os conteúdos dos seus grânulos para neutrófilos
matar os helmintos.
Patógenos
Esse tipo de resposta induz a produção de IgE, ativa Th17 extracelulares
os eosinófilos e aumenta as secreções mucosas. O Th2
também vai inibir a resposta do tipo Th1. IL-17 e IL22
Ativação de
mastócitos e
eosinofilos
anti- ✓ uma vez que o patógeno for
inflamatório eliminado do sistema, essa célula começa a inibir a
cascata de sinalização do desenvolvimento dos
Th2 Helmintos linfócitos.
✓ Prevenção da autoimunidade.
IL-4 e IL-5 ✓ Existem dois tipos: as naturais que vem
diretamente do timo e as adaptativas.
Aumento de IgE ✓ TGF- β e IL-10 induz a diferenciação dessas células.
✓ as respostas imunes
mediadas por células T contra um antígeno também
resultam na geração de células T de memória
específica para este antígeno, e elas podem durar
por anos ou por toda a vida.
Centrais Efetoras
Possuem
Sem receptor
CCR7
Estão nos
Seletina L tecidos
✓ por meio da liberação de IL-17 e IL-22 vai periféricos
induzir uma resposta a neutrófilos e pode ser pró-
Estão nos Não prolifera
inflamatória ou anti-inflamatória, dependendo da linfonodos muito
citocina.
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imediato a exposição e tem uma maior concentração de Estimulação dos linfócitos B
anticorpos.
✓ São 5 classes: A, G, M, D e E.
✓ Estrutura básica: duas cadeias pesadas (cadeia H)
e duas cadeias leves, do tipo kappa ou lambda.
IgM > IgG IgG - IgA - IgE
Vida curta Vida longa
Menor Maior
Todos os tipos Antígeno
de monógenos proteico
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Estruturas básicas ✓ A região Vh e Vl formam o sítio de ligação com o
antígeno
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Polimorfismo das imunoglobulinas
O polimorfismo das imunoglobulinas é representado
pelas classes ou isotipos:
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✓ IgG tem 4 subclasses e IgA tem 2.
✓ O peso molecular da IgM é muito maior, por ser
pentamérica.
✓ IgE: uma região constante a mais, por isso tem esse
peso. Tem pouca concentração sérica porque fica
ligada à superfície de células circulantes como
basófilos, mastócitos, eosinófilos.
✓ IgD: por ser imunoglobulina de membrana,
IgE: é o anticorpo que atua nos processos apresenta um segmento transmembrana, que lhe
alérgicos, nas verminoses e protozooses. confere maior peso molecular.
✓ Liga-se a basófilos e mastócitos. ✓ Predomínio da IgG, seguido de IgA e IgM.
✓ Resposta anti-parasitária e reações de ✓ IgG é a classe que tem maior meia vida.
hipersensibilidade do tipo I.
Isotipos – Alótipos – Idiótipos
Isotipos: são determinantes antigênicos que
caracterizam classes e subclasses de cadeias pesadas e
tipos e subtipos de cadeias leves. Ou seja, são as diferentes
classes de anticorpos.
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Sistema Complemento
São um conjunto de proteínas solúveis ou de
✓ Participam da via clássica: C1 (complexo proteico –
membranas (reguladoras) encontradas nos fluídos
C1Q, C1R e C1S), C4, C2, C3, C5, C6, C7, C8 e C9.
intersticiais e no plasma. Quando essas proteínas são
ativadas elas irão provocar a morte das células infectadas
e dos próprios patógenos. Essas proteínas também são
responsáveis pela inflamação.
Via Alternativa
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Via das Lectinas
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A formação do complexo MBL / MASO-1 / MASP- Proteínas reguladoras
2 resulta na ativação das MASPs e ocorre a clivagem de C2
e C4, que vão se juntar e a partir disso ocorre os mesmos ✓ Solúveis: inibidor de C1, fator I, fator H, C4BP,
processos da via clássica. vitronectina, clusterina, properdina.
✓ De membrana: MCP, DAF, CRI, HRF, CD59.
Via do ataque à membrana
17 proteínas participam da ativação, mas apenas
uma delas também é reguladora, a properdina. Ela estabiliza
a C3 convertase da via alternativa.
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Mecanismos de controle Proteína S ou SP-40,40: essa proteína se liga à
Das cascatas do sistema complemento
C567 e com isso o local da ligação do C8 vai estar ocupado,
Inibidor do C1: inibe a ação esterásica da proteína portanto não vai formar o complexo de ataque a membrana.
C1r e C1s que dão sequencia a ativação do sistema
A carboxipeptidase N regulam as proteínas A,
complemento.
fazendo com que elas percam o efeito no processo
✓ Atua somente na via clássica. inflamatório.
Fator I e Fator H: vão inibir a ação da C3 e C5
convertase de todas as vias.
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Tolerância central de linfócitos T
A tolerância é quando o antígeno próprio será
apresentado aos linfócitos e com isso eles não vão gerar
nenhuma resposta sobre esses antígenos.
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Anergia é um bloqueio dos sinais para ativação do
linfócito T. Em uma resposta normal, tem B7 na APC e CD28
no TCD4+ gerando o 2° sinal para que ocorra a ativação, já
quando o linfócito reconhece o antígeno próprio, não vai ter
a presença desse 2° sinal.
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Existem alguns mecanismos que impedem a ✓ Mimetismo antigênico: o fragmento de um
autorreatividade, como a tolerância central negativa, microrganismo parece com algum pedaço da nossa
deleção e anergia (seleção periférica negativa), não célula, isso gera uma reação cruzada.
produção de moléculas acessórias pelas APCs, as células
Treg e por fim as barreiras anatômicas, que são proteínas Um exemplo de mimetismo está na febre
e outras células que vão em busca dos linfócitos reumática e na síndrome de Reiter, pois produzimos
autorreativos. anticorpos contra antígenos das bactérias e esses
Alguns fatores genéticos e ambientais são anticorpos têm reatividade cruzada com antígenos que
responsáveis por causar falhas em algum desses estão presentes nas nossas articulações, no coração e no
mecanismos, gerando as doenças autoimunes. cérebro.
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Lúpus eritematoso sistêmico Esclerose múltipla
Anticorpos autorreativos reconhecendo proteínas Reação inflamatória que danifica as bainhas de
de superfície celular, com extravasamento de metabólitos, mielina que envolvem os axônios dos neurônios cerebrais e
que vão se acumular nos rins, na pele e nas articulações. O medulares. Existem anticorpo contra a proteína básica de
alvo dessa doença pode ser o DNA ou as nucleoproteínas. mielina, impedindo a transmissão do sinal.
Artrite reumatóide
Acontece a destruição da cartilagem e do osso
subcartilaginoso por um processo inflamatório que acomete ✓ Predisposição genética: HLA DR15 e DQ6.
a membrana sinovial. Existe o depósito de imunocomplexos ✓ Diferente da artrite reumatoide e do Lúpus, o
na membrana sinovial e a produção de citocinas nesse local, DRB1 é um efeito protetor nessa doença.
com isso são encontrados IL-1, IL-18, TNF e IL-17.
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Resposta imune a patógenos
Os seres humanos e os microrganismos evoluíram A resposta ocorre em duas vias:
juntos, com isso há mecanismos de defesa no nosso
organismo e mecanismos de escape nos patógenos. ✓ A primeira está muito relacionada à presença de
Os mecanismos de danos causados por qualquer NF-kB, a qual leva a um processo inflamatório
patógeno podem ser diretos (próprios patógenos) ou intenso com grande produção de citocinas pró-
indiretos (reação do hospedeiro, como a inflamação inflamatórias como TNF, IL-1, IL-6, IL-8 e outras
exacerbada). quimiocinas.
Os efeitos diretos estão relacionados com a
presença de toxinas que podem atuar a distância ou podem ✓ A segunda via, que ocorre nos endossomos, sinaliza
estar na parede celular dos microrganismos. principalmente com os genes relacionados ao IFN
Os mecanismos indiretos podem advir da presença tipo I (alfa e beta), relacionado aos estágios anti-
de imunocomplexos (ligação do anticorpo ao antígeno) e a virais que a célula possui.
reação do sistema imune frente ao patógeno pode ser mais
O sistema complemento vai agir por meio do C3b e
prejudicial do que os mecanismos diretos do próprio
C5b amplificando a fagocitose, pois essas proteínas
patógeno.
funcionam como opsoninas. Além disso, ocorre a promoção
O reconhecimento do sistema imune inato se dá
da inflamação por meio de quimiotaxia de neutrófilos,
por uma série de moléculas (PAMPs), no qual a
liberação de histamina pelos mastócitos e vasodilatação do
característica principal é o reconhecimento de estruturas
local facilitando a chegada de elementos do sangue para a
que não estão presentes no organismo humano. Ou seja,
região.
essas estruturas são exclusivas dos microrganismos, como
o LPS, a manose, sequências de RNA de duplas fita.
Imunidade às bactérias
O TLR atua na forma de dímero ou heterodímero
As infecções bacterianas podem ser agrupadas
e alguns são de membrana (defesa contra microrganismos
em 3 tipos:
extracelulares) e outros são intracelulares, estão dentro do
✓ Bactérias produtoras de exotoxinas;
citosol em endossomos (defesa contra partículas virais).
✓ Bactérias encapsuladas;
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✓ Bactérias intracelulares (ex.: M. tuberculosis). Imunidade aos vírus
Os mecanismos efetores da imunidade inata são a Os ligantes na superfície do vírus podem ser
fagocitose (neutrófilos e macrófagos), o sistema inibidos por anticorpos contra moléculas virais, inibindo que o
complemento e a inflamação. vírus se ligue à célula do hospedeiro e a infecte.
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Imunidade contra fungos Quando o parasita for intracelular a resposta
imunológica será semelhante à resposta contra bactérias
A resposta contra fungos ativa as 3 vias: Th1, Th2 intracelulares e vírus, com fagocitose e ativação de
e Th17. macrófagos por linfócitos auxiliares
A resposta é típica de citocinas Th2 e Th1 na
sequência, sendo IL-4 e IL-5 citocinas de padrão Th2, e o
IFN gama o exemplo de citocina da resposta padrão Th1. A ✓ A IL-4 e a IL-13 são potentes na indução da
doença está associada à presença de um repertório Th2 e produção de IgE pelos linfócitos B.
Th17 mais importante e expressivo para favorecer uma ✓ A IL-5, por sua vez, é importante para fazer a
inflamação. diferenciação do linfócito B numa célula efetora e
mantê-lo como plasmócito produtor de anticorpo
✓ Pacientes com a forma grave da doença produzem por muito tempo. Também é importante para a
muito mais IL-4 e IL-5 e pouco IFN gama. ativação dos eosinófilos, aumentando a quantidade
✓ Já os pacientes com a forma leve são capazes de de proteínas tóxicas que ele apresenta em seus
produzir mais IFN gama e pouco IL-4 e IL-5. grânulos.
✓ A susceptibilidade aos fungos está associada à ✓ Os pacientes resistentes produzem
construção de uma resposta do tipo Th2. predominantemente IL-4 e IL-5 e os pacientes
✓ Já a resistência à infecção por fungos está susceptíveis produzem mais IFN-gama.
associada a uma resposta de padrão Th1, porque é
necessário a produção de IFN gama que vai
estimular os macrófagos a produzir óxido nítrico e
água oxigenada, provocando sua lise.
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Aspectos gerais das doenças de
hipersensibilidade
São doenças ocasionadas por respostas imunes
exacerbadas contra um antígeno, podendo causar lesões
teciduais ou processo inflamatório. Essa resposta pode ser
tanto para antígenos estranhos quanto para antígenos
próprios.
Causas:
✓ Autoimunidade
✓ Reações contra microrganismos
✓ Reações contra antígenos ambientais: cerca de
20% da população reage de forma anormal a
substâncias ambientais comuns. Isso leva a
produção de IgE que causam doenças alérgicas.
Hipersensibilidade do tipo I
Pode ser chamada de hipersensibilidade imediata,
alergia ou hipersensibilidade anafilática. Ela é mediada por
Th2, IgE e mastócitos.
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Vasodilatação Manifestações clínicas
Histamina
Contração do ✓ Rinite e sinusite alérgicas;
Efeitos músculo liso ✓ Alergias alimentares;
Proteases Dano tecidual ✓ Asma e anafilaxia.
Hipersensibilidade do tipo II
Também chamada de citotóxica, é caracterizada
por uma autoimunidade e as doenças são decorrentes da
fagocitose, opsonização, inflamação e de respostas
fisiológicas anormais sem danos teciduais.
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✓ Os anticorpos vão se ligar em antígenos próprios Tratamentos
de superfície ou de matriz extracelular.
No geral, é recomendado o uso de inibidores de linfócitos B
✓ Com isso, os neutrófilos podem reconhecer o e de corticoides para diminuir a inflamação e os neutrófilos.
anticorpo pelo receptor Fc e ocorre a fagocitose
do antígeno e morte celular.
✓ Também pode acontecer a via clássica do Hipersensibilidade do tipo III
complemento, que vai resultar em formação do Ocorre quando imunocomplexos (ligações entre Ac
MAC, lise celular e inflamação. e Ag) são depositados nas paredes dos vasos sanguíneos e
a partir disso eles induzem uma resposta inflamatória nos
tecidos.
Hipersensibilidade do tipo IV
Também conhecida como hipersensibilidade tardia,
é a única que não é mediada por anticorpos e ela envolve os
linfócitos TCD4+ ou TCD8+
Manifestações clínicas
✓ TCD4+ = hipersensibilidade tardia
Temos a diabetes insulino – dependente como
✓ TCD8+ = citólise ou citotoxicidade celular
exemplo de doença envolvendo esse tipo de
Nesse tipo de hipersensibilidade, os linfócitos hipersensibilidade.
danificam os tecidos pelo desencadeamento da inflamação
✓ A APC vai reconhecer um antígeno próprio da
ou por matar as células-alvo.
célula β do pâncreas e apresentar para o TCD4.
A reação inflamatória é desencadeada ✓ O TCD4+ vai se e diferenciar em Th1 e migrar para
principalmente por TCD4+ (subpopulações Th1 e Th17) o pâncreas, onde ocorre a liberação de citocinas
inflamatórias.
✓ Ativação de TCD8+ promovendo a apoptose da
célula β.
33
Imunidade contra tumores ✓
Tanto uma resposta imune inata quanto adaptativa ✓ Antígenos de vírus: tumores de colo de útero que
pode ser detectada em pacientes matando as células são induzidos pelo HPV.
tumorais por meio de vários mecanismos imunes. Na
imunidade inata, os macrófagos, as células NK e as proteínas
do sistema complemento são importantes para destruir os
tumores. Já na imunidade adaptativa, temos a participação
de linfócitos T, principalmente TCD8+ e dos anticorpos.
✓ Antígenos oncofetais: são aquelas proteínas
✓ Sempre vai existir um infiltrado de células expressas por alguns tumores que não se
inflamatórias ao redor de células tumorais. expressam na vida adulta, mas sim durante a
Para iniciar a resposta imune tumoral, a célula embriogênese e nos primeiros anos de vida. Quando
dendrítica vai fagocitar os antígenos tumorais das células não são mais necessárias, elas deixam de ser
mortas e ativar os linfócitos T. Chegando no tecido, o expressas e ao reaparecer, elas não serão alvos
linfócito TCD8 tem capacidade de matar as células tumorais. de uma resposta imune, pois já são conhecidas pelo
Os anticorpos atuam da seguinte forma: eles vão sistema imunológico.
rodear a célula tumoral, possibilitando uma ligação de ✓ Glicolipídeos e Glicoproteínas alterados: colocação
anticorpos com células NK e em seguida, a célula NK mata a exagerada de açúcares nas proteínas e nos
célula tumoral. Além disso, o anticorpo também promove a lipídeos. Os açucares são reconhecidos somente
ativação da via clássica do sistema complemento. por anticorpos.
✓ Antígenos de diferenciação tecido-específico:
representam a expressão de genes que estão
Antígenos tumorais silenciados em uma célula normal, mas que podem
vir a ser expressos em uma célula tumoral.
✓ Produtos de genes mutados
34
CD20 para ativar o sistema complemento e matar
a célula tumoral.
35
Terapias antitumorais
36
Imunidade contra transplantes
um transplante de órgão de um indivíduo que é do tipo B, o
Conceitos importantes endotélio desse rim terá antígenos B e as IgM anti-B do
paciente que receber o órgão vão reconhecer esses
✓ Autotransplantes: transplantes do indivíduo para si
antígenos, desencadeando um processo de rejeição.
mesmo, muito aplicado em casos de transplante de
pele, por exemplo.
Mecanismo de reconhecimento
Não existe rejeição
37
Embora ocorra a participação do TCD4+, a principal
célula envolvida é o CD8+ que reconhece as diferenças no
MHC classe I, sendo, na maioria das vezes, um
reconhecimento direto.
O linfócito T citotóxico é ativado, liberando
perforina e gransima que penetram na célula do órgão
transplantado, induzindo a apoptose. Características clínicas
Já o linfócito T auxiliar reconhece as diferenças no
Perda rápida da função do órgão (horas/dias),
MHC classe II, sendo esse reconhecimento tanto direto
febre e mal estar, indivíduo não responde ao tratamento e
quanto indireto. Ele produz citocinas que desencadeiam seus
a plasmaferese (troca o sangue do indivíduo tirando os
respectivos papéis, a IL-2, por exemplo, auxilia na expansão
anticorpos que ele tem) é pouco efetiva.
clonal dos linfócitos.
Prevenção
✓ Tipagem do grupo sanguíneo.
✓ Prova cruzada (anticorpos preexistentes): a qual
pesquisa a presença de anticorpos no receptor
que reconhecem antígenos em células do doador.
✓ A prova cruzada é feita pegando os leucócitos do
doador do órgão e colocando-os junto ao soro do
receptor. Se esse soro possuir anticorpos, ele vai
Tipos de rejeição do enxerto se ligar aos leucócitos, ativar o sistema
complemento e provocar a morte celular.
Rejeição hiperaguda: é mediada por anticorpos
preexistentes na circulação do receptor, ou seja, a
Rejeição aguda: o sistema imune adaptativo do
resposta imune já está pronta contra o órgão que está
receptor vai reconhecer e gerar uma resposta contra
sendo recebido.
antígenos diferentes nas células do órgão que foi
Os anticorpos (IgM e IgG) vão se ligar
transplantado.
imediatamente à célula do endotélio do vaso do órgão que foi
Esse reconhecimento pode ocorrer tanto por
transplantado, isso vai ativar o sistema complemento e
linfócitos T auxiliares quanto por linfócitos T citotóxicos.
causar danos ao endotélio.
Nesse caso, os linfócitos T citotóxicos ativados não
Esse dano vai ativar o sistema de coagulação,
destroem o endotélio dos vasos e sim o parênquima. Já o
levando a formação de um trombo e obstruindo a luz do
TCD4+ é responsável pela secreção de citocinas (IL-2
vaso. Quando a passagem de sangue fica bloqueada, é
principalmente) e indução da inflamação, contribuindo para a
gerado um quadro de necrose isquêmica.
destruição do enxerto.
Esse tipo de rejeição pode acontecer quando o
transplante acontece em um indivíduo de grupo sanguíneo
a expressão das moléculas de MHC
diferente, quando acontece transplante anterior com o
classe I é muito mais comum do que a expressão de
mesmo doador e na gravidez.
moléculas de MHC classe II, já que essa última ocorre muito
mais em células do sistema imune.
38
Características clínicas
Ocorre a perda gradual da função do órgão devido essa
rejeição estar acontecendo a anos, predomínio de
fenômenos proliferativos e o tratamento já não responde
bem.
Tratamento
✓ Corticóides – Prednisona: inibe a apresentação de
Características clínicas Ag, função dos macrófagos e inibe a produção de
As características clínicas estão relacionadas com IL-2, IL-6 e TNF.
a construção de uma resposta imune, como febre baixa, mal
✓ Imunossupressores – Ciclosporina A – FK506:
estar e comprometimento funcional do órgão. Para prevenir
inibe a síntese de IL-2 e seu receptor.
esse tipo de rejeição, é importante realizar a tipagem de
MHC e buscar sempre maior compatibilidade entre receptor Exames pré-transplantes
e doador.
✓ Tipagem de sangue
Tratamento ✓ Prova cruzada: pesquisa de anticorpos pré
✓ Corticóides – Prednisona: inibe a apresentação de formados no receptor.
Ag, função dos macrófagos e a produção de IL-2
✓ MHC ou HLA: quanto maior for a compatibilidade,
e TNF.
menor vai ser a rejeição.
✓ Imunossupressores – Ciclosporina A – FK506: ✓ Reatividade contra painel: nível de sensibilização do
inibe a síntese de IL-2 e seu receptor. receptor, não tem a ver com o processo de
rejeição e sim com a chance de o indivíduo receber
✓ Imunobiológicos: anti - linfócitos e anti – CD28.
o órgão em outra oportunidade.
Rejeição crônica: esse tipo de rejeição acontece Exemplo de reatividade contra painel: utiliza 100
durante meses ou anos e é caracterizado por uma amostras sanguíneas de 100 indivíduos diferentes para
proliferação celular ao invés de destruição do parênquima. reagir contra o soro do paciente A. Dessas 100 amostras,
o soro reconheceu os leucócitos de 40 delas. O paciente B
Os linfócitos T alorreativos e a secreção de
também está na fila de transplantes, foi feita a mesma
citocinas vão estimular essa proliferação de células
prova e o soro dele reconheceu leucócitos de 10 das 100
musculares lisas e endoteliais a longo prazo.
amostras.
Os fenômenos de proliferação acontecem com
Isso significa que a chance de o paciente A ter uma
mais frequência nos vasos sanguíneos, no qual ocorre uma
prova cruzada negativa é de 60% e a chance do paciente
isquemia crônica porque a parede do vaso vai engrossando,
B ter uma prova cruzada negativa é de 90%. Então, se
ocluindo a luz do vaso e provocando menos aporte sanguíneo.
ambos os pacientes estão em condições de igualdade no
ABO, na prova cruzada e possuem uma compatibilidade
muito parecida no HLA, o paciente A terá a preferência
para realizar o transplante, pois a chance de encontrar um
órgão que sirva para ele é menor do que a chance de
encontrar um órgão compatível para o paciente B.
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Imunoprofilaxia
são processos de
✓ o vírus é inativado por
prevenção de doenças que provocam ativações do sistema
agentes químicos ou físicos.
imune por meio do contato do hospedeiro com o agente
✓ Exemplos: poliomielite (Salk), raiva, cólera e febre
infeccioso. Quando as pessoas são imunizadas contra uma
tifóide.
doença, elas normalmente não contraem a doença ou
contraem apenas uma forma leve dela. Curiosidade: ocorria no brasil raros casos de pólio pós
vacinal, ou seja, algumas manifestações características
Há dois tipos de imunização:
pela infecção do pólio vírus. Em função disso, a estratégia
✓ usam-se vacinas para desenvolver uma passou a ser de não mais utilizar as primeiras doses com a
resposta imune de longa duração em um indivíduo vacina Sabin. Atualmente a estratégia Inicial é com o vírus
não imune. morto e depois com o vírus atenuado, para que haja uma
✓ promover imunidade por meio das resposta imune eficiente.
transferências de anticorpos.
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✓ essa vacina é baseada na A vacina da febre tifóide só recebe quem tem
informação genética do patógeno e dessa forma é
probabilidade de ser exposto em função de uma área que
possível que o hospedeiro codifique as proteínas do
microrganismo, apresente via MCH e assim, tem circulação dessa bactéria.
produza a resposta imune adequada contra esse A vacina antirrábica existe a profilaxia pré-
antígeno.
exposição que é disponibilizada em decorrência da atividade
profissional e da alta chance de exposição desse agente
patogênico (alunos de veterinária, funcionários de pet shop,
funcionários de zoológicos etc.). Já profilaxia pós-exposição
vai ser disponibilizada para aquelas pessoas que entraram
em contato com o vírus.
Desenvolvimento de vacinas
Ao pensar no desenvolvimento da vacina é preciso
pensar em algumas questões:
✓ utilização para
doenças sem solução vacinal ou como alternativa ✓ Segurança ou eficácia: não causar doença ou
para o melhoramento de vacinas já existentes. morte.
Vetores virais recombinantes (VVR) são ✓ Proteção: impedir doença após exposição ao
constituídos por vírus não patogênicos, altamente patógeno.
atenuados, que são capazes de produzir antígenos ✓ Tipo de resposta imune gerada: No caso de
de outros patógenos quando inoculados em bactéria extracelular é necessário a ativação de
indivíduos vacinados. Por serem vetores vivos, linfócitos B e secreção de anticorpos. Já para
indivíduos imunizados com estes vetores bactérias intracelulares e vírus, é preciso uma
desenvolvem ampla gama de respostas ativação de linfócitos T.
imunológicas, incluindo respostas citotóxicas células ✓ Baixo custo, estabilidade biológica, pouco efeito
T-CD8 dependentes e a produção de anticorpos. colateral e facilidade de administração.
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Vacina viva atenuada
Vantagens: Também conhecida como soro, é a transferência
✓ É necessário apenas uma dose. de anticorpos previamente formados contra um
✓ Aumenta a imunidade da população com a microrganismo específico. As fontes desses anticorpos
transmissão do vírus atenuado para outras podem ser por soro de animais, geralmente equinos, no qual
pessoas. foram expostos a um organismo ou toxina em particular e
✓ Boa proteção, reprodução da infecção natural e desenvolveram a imunidade ou por doadores humanos que
maior eficácia. já têm anticorpos para uma doença específica.
Desvantagens:
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✓ Pode ser combinada com a vacina: exemplo do vírus
rábico, onde primeiro usa-se os anticorpos e depois
a vacina.
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Imunodeficiência congênita e adquirida
recombinação vai ocorrer uma deficiência na maturação
Imunodeficiências são doenças caracterizadas por dos linfócitos T e B.
distúrbios no sistema imunológico e com isso o indivíduo se
torna mais propenso a apresentar infecções. AGAMAGLOBULINEMIA LIGADA AO X
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SÍNDROME HIPER-IgM LIGADA AO X DEFEITOS NO NÚMERO DE NEUTRÓFILOS
Ocorre por mutação no CD40 ou CD40L, que Mutação dos genes que estão envolvidos nos
afeta a capacidade de mudança de classe e resulta em processos de maturação dos neutrófilos:
altas concentrações de IgM circulantes. ✓ Defeito do receptor do gene CSFR3: dificuldade
DOENÇA GRANULOMATOSA CRÔNICA - CGD da maturação do neutrófilo na medula óssea.
✓ Mutação do gene ELAINE: leva a não expressão
Perda de função dos neutrófilos por defeitos em
da elastase que é importante para clivar algumas
uma enzima do complexo NADPH oxidase, a GP91, que
moléculas que estão na superfície da célula
representa o principal componente responsável por
tronco.
produção de água oxigenada.
✓ Mutação do gene HAX1: substrato de tirosina
Com o mecanismo microbicida do neutrófilo quinase que está associada com o processo de
alterado, as bactérias permanecem por mais tempo nosso ativação do neutrófilo.
organismo, gerando uma forte resposta imune adaptativa
DEFICIÊNCIA DO COMPLEMENTO
e formação de granuloma.
✓ Deficiência do C3: prejudica a ativação de todas
✓ Ligada ao X.
as vias e aumenta a susceptibilidade de bactérias
DEFEITOS NA ADESÃO E MIGRAÇÃO LEUCOCITÁRIA Gram negativas.
Os leucócitos estão em números e funções ✓ Deficiência do C4 e C2: está relacionada apenas
normais, mas eles não conseguem chegar até o tecido com com a via clássica de ativação e são importantes
a inflamação Defeitos mais comuns estão nos genes das para as doenças de imunocomplexos (lúpus,
integrinas, selectinas e ligantes. vasculite), pois as hemácias possuem receptor
para C4b que ajuda na remoção de
✓ LAD 1 (família das integrinas beta-2 deficientes imunocomplexos.
ou defeituosas) ✓ Defeito no inibidor de C1: ativação excessiva da via
✓ LAD 2 (ligantes de carboidratos fucosilados para clássica do sistema complemento, causando uma
selectinas ausentes) inflamação intensa e uma deficiência geral do
sistema complemento por consumo de C3. O
✓ LAD 3 (ativação defeituosa de todas as integrinas inibidor de C1 também inibe a enzima conversora
beta). da calicreína, com um defeito nesse inibidor vai
haver muita formação de bradicinina, resultando
em vasodilatação e edema.
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é a perda
da função do sistema imunológico devido a causas externas,
como exposição a agentes de doenças, fatores ambientais,
imunossupressão ou envelhecimento.
HIPOGAMAGLOBULINEMIA TRANSITÓRIA
Está presente nas lactentes nos primeiros meses
de vida e está relacionada com deficiência transitória de IgG.
Essa imunodeficiência deixa a criança mais susceptível a
infecções por bactérias extra celulares, mas ela
desaparece naturalmente.
HIV - AIDS
Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é
uma doença infecto-contagiosa causada pelo vírus HIV, que
leva à perda progressiva da imunidade.
3° - Após a fusão existe a liberação de todo o conteúdo do
✓ Retrovírus (RNA) núcleo do vírus no interior da célula.
✓ Infecção latente
✓ Infecta linfócitos TCD4+ e macrófagos
✓ Transmissão sexual e parenteral
✓ Imunodeficiência associada a diminuição de TCD4+
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o HIV possui alta taxa de
mutação, atrapalhando na detecção dos anticorpos ou de
células T.
TRATAMENTO
Inibidores de fusão:
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