Infiltração
Escoamento
Superficial
Água nos solos
• O meio poroso é cons-tuído de par3culas sólidas (matriz), ar (gases) e água (e outros
solutos);
• Estas partes também são denominadas de fases sólida, líquida e gasosa;
• Existem diversos microrganismos nos solos, como bactérias, fungos e protozoários. O
arranjo mútuo e organizacional das par3culas sólidas no meio poroso, influenciado
por fatores naturais e antrópicos, determina as caracterís-cas dos espaços porosos
nos quais a água e o ar são transmi-dos ou re-dos;
• A apropriação do movimento e acumulação da água nos solos envolve diversos
sistemas.
Diagrama • As partículas sólidas apresentam-se em diferentes
formas e diâmetros, constituindo certa textura e
granulometria, adotada para classificar os solos.
• A Agência Americana para Agricultura (USDA em
inglês) considera a seguinte atribuição de acordo
com o tamanho das partículas sólidas:
• Argila: < 0,002 mm
• Silte: 0,002 - 0,05 mm
• Areia muito fina: 0,05 - 0,10 mm
• Areia fina: 0,10 - 0,25 mm
• Areia Média: 0,25-0,50 mm
• Areia Grossa: 0,50-1,00 mm
• Areia Muito Grossa: 1,00-2,00 mm
Figura Classificação dos Solos Segundo a Textura, USDA.
Água nos solos
• Em relação à influência das características do solo, tem-se que:
• para uma dada chuva, quanto maior a capacidade de infiltração, menor o escoamento superficial gerado.
• A permeabilidade do solo, por sua vez, influi diretamente na capacidade de infiltração, isto é, quanto mais
permeável for o solo, maior a taxa de infiltração e, portanto, maior a quantidade de água que o solo poderá
absorver pela superfície, por unidade de tempo.
• Assim, ao aumento da permeabilidade do solo corresponde a diminuição do volume do escoamento
superficial direto.
Água nos solos
• Os espaços vazios, intrínsecos dos meios porosos, formam uma espécie de rede de capilares, onde a presença
de ar e água, e suas propriedades, originam esforços, chamados de tensão capilar, responsáveis pela sucção
da água dos solos.
• As forças capilares se opõem à força gravitacional, e estão associadas à propriedade de tensão superficial das
águas.
• A força gravitacional se dá de cima para baixo. Quando é maior do que as forças capilares, é responsável pela
penetração da água nos solos no sentido vertical para baixo. Mas, em algumas situações as forças capilares
podem ser maiores, e desse modo a água pode ascender no meio poroso.
• O escoamento da água nos solos se dá de
forma difusa. No entanto, no estudo dos
escoamentos nos solos, representam-se os
fluxos até em três direções:
• x, y (componentes laterais),
• z (componente verNcal).
Solos Saturados
• estudos experimentais no século XIX sobre o movimento da água em
solos saturados, com os quais estabeleceu, o que mais tarde, veio a
ficar conhecida como a Lei de Darcy.
• experimento era constituído de coluna saturada de areia, através da
qual foi promovida a percolação da água. A areia considerada
homogênea e a água (pura sem soluto) sob temperatura constante.
Com este arranjo experimental, após atingir a condição de equilíbrio
dinâmico, ou seja, a vazão, QSOLO, não variava mais com o tempo,
Darcy concluiu que a vazão em escoamento no meio poroso era
proporcional à área de sua seção transversal, ASOLO, e à diferença
entre as cargas piezométricas (H1-H2) que atuam nas extremidades
da coluna; e, inversamente proporcional ao comprimento da camada
de areia, denotada aqui como LSOLO.
O Arranjo Experimental UAlizado por Darcy
Infiltração
Infiltração
• A infiltração constitui o suprimento para o desenvolvimento das
plantas e alimenta através da percolação profunda e águas
subterrâneas em saturação, que por sua vez, alimentam os
escoamentos fluviais durante a estiagem. Os solos e suas
características influenciam diretamente os volumes de
escoamento superficial, e indiretamente, a erosão e a perda de
solos superficiais, o transporte de sedimentos e de poluentes na
superfície do terreno. Os poros, através dos quais a água
percola nos solos, originam-se principalmente nas superfícies
de contato entre as partículas sólidas e matéria orgânica.
Infiltração
• Horton (1933) descreveu o processo de infiltração como a água que penetra e
umedece o solo. Ou seja, é a água que atravessa a interface ar-solo.
• Durante a chuva ou a irrigação, parte da água pode infiltrar, resultando de seu
excesso, o escoamento superficial.
• O escoamento que excede a capacidade de infiltração dos solos irá cons-tuir o
escoamento superficial.
• A infiltração ou taxa de infiltração é dada nas mesmas unidades que a intensidade
pluviométrica: mm.h-1; mm.min-1.
Fatores que interferem
na velocidade de
infiltração
• Umidade inicial do solo;
• Textura e estrutura do solo;
• Matéria orgânica;
• Camada de impedimento;
• Variabilidade espacial;
Terminologias
• Infiltração acumulada (I)
• É a quantidade total de água infiltrada durante um determinado tempo (cm, mm,
L/m2 ; L/m).
• Velocidade de infiltração (VI)
• Taxa de variação da infiltração acumulada com o tempo (cm/min; mm/min;
cm/h; mm/h).
• Velocidade de infiltração básica (VIB)
• É a VI quando sua variação com o tempo é muito pequena (após longo tempo de
infiltração).
ETAPAS DA VELOCIDADE DE INFILTRAÇÃO
• No início da infiltração, quando o solo ainda está relativamente seco, o gradiente de potencial é muito
grande, e a velocidade de infiltração é alta.
• Após algum tempo, o gradiente de potencial é reduzido e a velocidade diminui.
• A medida que as argilas se expandem e contraem parcialmente os poros, a velocidade de infiltração
diminui gradualmente até chegar a um ponto em que se mantém praticamente constante.
• Este valor constante chama-se de velocidade de infiltração básica (VIB).
• Depende fundamentalmente da textura do solo.
Valores de velocidade de infiltração básica
• Os valores de velocidade de infiltração básica (VIB) ou taxa de infiltração básica, são
os seguintes:
• VIB muito alta: > 30 mm/h – SOLOS ARENOSOS
• VIB alta: 15 - 30 mm/h – SOLO FRANCO ARENOSO
• VIB média: 5 - 15 mm/h – SOLO FRANCO ARGILOSO
• VIB baixa: < 5 mm/h - SOLO ARGILOSO
Hipóteses de Rubin
Richards, Rubin (1966) descreveu em três estágios o comportamento da infiltração das águas pluviais nos solos, sujeitos à chuva com
intensidade constante sobre solos de perfil homogêneo e não saturado:
1. Intensidade pluviométrica menor do que a velocidade de infiltração básica: quando a intensidade pluviométrica é menor do que a
VIB, toda a chuva infiltrará no solo. Não há formação de escoamento superficial;
2. Intensidade pluviométrica maior do que a velocidade básica de infiltração e menor do que a capacidade de infiltração: a taxa de
infiltração também será igual à intensidade pluviométrica. Este caso abrange o anterior. No entanto, em um certo instante a superfície
do solo irá saturar e será iniciada a formação de escoamento superficial;
3. Intensidade pluviométrica maior do que a capacidade de infiltração: neste caso a taxa de infiltração será igual à capacidade de
infiltração. Ou seja, a infiltração é controlada pela capacidade de infiltração. Haverá acúmulo de água sobre o solo e escoamento
superficial.
Método dos cilindros concêntricos
hUps://www.youtube.com/watch?v=qBq7kL8NJxA
Velocidade/Taxa
infiltração Básica - VIB
ü INFILTRAÇÃO ACUMULADA
✓ I = infiltração em mm
✓T = tempo em minutos
ü K = taxa de infiltração
instantânea/coeficiente de
permeabilidade (cm/h)
ü n = coeficientes rela>vos às
caracterís>cas do solo;